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I CORÍNTIOS 6 – Após lamentar a negligência do pecado na igreja, orientar quanto ao julgar o pecado na igreja e advertir quanto ao expurgar o pecado da igreja no capítulo anterior, o ousado mas amoroso apóstolo Paulo tratará no capítulo supracitado de “forma mais profunda sobre os dois problemas básicos que vem tratando até agora: As tensões dos relacionamentos interpessoais e as paixões interpessoais”, observa Hernandes Dias Lopes.
William MacDonald, em seu comentário deste capítulo, o intitula de “Devassidão entre os cristãos”. Álvaro César Pestana o divide em dois tópicos:
1. O problema de brigas judiciais entre irmãos (vs. 1-11);
2. O problema de práticas imorais (vs. 12-20).
Leia com atenção e ore para aplicar cada ensinamento ao teu coração:
Brigas judiciais e práticas imorais resultam da vida daqueles que não prezam pelos valores espirituais.
• A forma dos cristãos resolverem contendas entre irmãos difere da forma dos incrédulos. O mundo promove contendas, a igreja deve promover a reconciliação tendo por base o perdão divino.
• Os problemas dos cristãos devem ser resolvidos, não negligenciados. O mundo ensina a promover os problemas influenciando cada um a lutar por seus direitos; a Bíblia ensina resolver os problemas, ainda que tenha de perder, abrindo mão de seus direitos. Diga não à vingança!
• No âmbito eclesiástico o eu deve dar lugar a Deus para resolver qualquer questão; já a sociedade, com seus próprios preceitos carnais, estimula as pessoas a um confronto infernal.
• A imoralidade permeia a sociedade desprovida dos princípios de vida providos por Deus à humanidade decadente, mas essa imoralidade sexual deve estar longe de todo aquele que se rendeu a Deus.
• Enquanto o mundo foge da vida estressante nos prazeres da impureza, o crente foge das impurezas do pecado para Jesus.
“A igreja de Corinto estava sendo influenciada pelo meio em que vivia em vez de influenciá-lo. A igreja foi colocada no mundo para influenciá-lo e não para ser influenciada por ele. Porém, na igreja de Corinto o mundo estava ditando as normas e os rumos do comportamento da igreja” (Lopes).
Como cristãos atuais do corpo de Cristo, devemos atuar conforme rege a Palavra de Deus, não a palavra humana ou os desejos carnais; portanto, reavivemo-nos na Palavra a fim de revelarmos na vida os ensinamentos divinos! – Heber Toth Armí.
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1 Tendo questão. Neste mundo, as divergências e diferenças de opinião entre as pessoas são comuns, mesmo dentro da igreja. Mas deve-se ter cautela ao escolher o caminho para solucioná-las, bem como em manifestar o espírito adequado na busca de solução. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 766.
2 Julgar o mundo. Esta é uma referência ao período após o segundo advento de Cristo. Os santos ascendem aos céus com Cristo por ocasião do segundo advento (Jo 14:1-3; lTs 4:16, 17) ali se assentam em tronos para compartilhar com Jesus a autoridade e o poder de julgar e executar juízo (Ap 20:4; Dn 7:22). Os santos julgarão os anjos caídos ( ICo 6:3) e seres humanos impenitentes que não buscaram paz com Deus por meio de Cristo. Isso se dará durante o milênio, isto é, os mil anos que transcorrerão antes de Cristo e os santos voltarem para esta Terra (Ap 20:4, 6). CBASD, vol. 6, p. 767.
9 Herdarão. O reino celestial é mencionado em vários textos como uma herança. Os injustos, tão ávidos por bens materiais a ponto de prejudicar a igreja com processos em tribunais civis, são advertidos de se privarem da herança eterna de valor incomparável a qualquer bem terreno. CBASD, vol. 6, p. 770.
11 Lavastes. Isto é, lavados dos pecados. 0 batismo é o sinal exterior, o reconhecimento e confirmação da experiência interior de renúncia do pecado por parte do pecador arrependido. O ato de lavar, mencionado neste versículo, é o milagre da regeneração experimentado pelo indivíduo cujos pecados foram perdoados e lavados pelo sangue de Cristo, em cujo sacrifício expiatório o pecador depositou sua fé. CBASD, vol. 6, p. 771.
13 Alimentos. Deus proveu alimento para o ser humano, e fez o estômago para digeri-lo. Todos têm o direito de satisfazer o apetite por comida. Porém, embora Deus tenha dado ao ser humano o apetite por comida e feito provisão para que este o satisfaça, o cristão não é livre para comer tudo o que desejar, sem considerar a quantidade e a qualidade. Ele deve se lembrar que foi comprado pelo sangue de Cristo, e é seu dever manter seu corpo em boa condição (ICo 6:20). CBASD, vol. 6, p. 772.
17 Que se une a o Senhor. Quem ama e confia no Senhor busca se unir a Ele em todas as coisas. Rejeita tudo o que desagrada a Deus e aceita apenas o que está em harmonia com Sua vontade. Essa união com Cristo é uma atividade constante e se torna seu principal interesse. CBASD, vol. 6, p. 774.
19 Não sois de vós mesmos. O ser humano não pertence a si mesmo, ele não tem direito de usar suas faculdades de acordo com os desejos e motivações de seu coração não convertido. Ele é propriedade de Deus pela criação e pela redenção. O ser humano deve viver mental, física e espiritualmente como Deus orienta, para a glória de Seu nome, e não para a satisfação dos desejos carnais. CBASD, vol. 6, p. 775.
20 Preço. Deus atribui à raça humana um valor elevado. Isso fica claro diante do infinito preço de resgate que Jesus pagou na cruz. Jesus teria vindo ao mundo e daria Sua vida por um único pecador. Visto que foi comprado por Deus, o pecador redimido deve moralmente viver somente para Deus; obedecer os Seus mandamentos e “fugir” de toda imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 775.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-corintios/1co-capitulo-5/
O apóstolo Paulo está preocupado com os relatos sobre a igreja: “há imoralidade entre vocês”, ele escreveu. A imoralidade não repreendida traz profundas implicações para a igreja, que é o corpo de Cristo.
Nos primórdios da história adventista um pastor chamado W.C. Gales, ministrou durante um tempo e, em seguida, ele e sua esposa deixaram a igreja e se divorciaram. Ele se arrependeu, se casou novamente, e decidiu retornar à igreja. Ellen White aconselhou os líderes da igreja que o aceitassem, e que ele não deveria se divorciar de novo para voltar a sua primeira esposa, o que poderia causar mais mal do que bem. Ela ainda apoiou a decisão que ele voltasse ao ministério. Infelizmente, não demorou muito para que ele se envolvesse em outros casos amorosos. Desta vez, ele foi demitido do ministério pastoral. Ele era um transgressor sexual contumaz. A graça deve ser estendida a um pecador arrependido, mas ali estava um homem que tinha um padrão de imoralidade [leia EGW, Testemunhos sobre o Comportamento Sexual, Adultério e Divórcio, pp. 225-235].
O apóstolo Paulo é claro ao afirmar que os membros da igreja de Corinto deveriam prestar contas a Deus, o que também inclui o seu comportamento sexual.
Paulo afirma que os líderes da igreja devem lidar com firmeza com pessoas envolvidas em aberta transgressão da lei de Deus. Hoje também devemos zelosamente cuidar para que a igreja de Deus tenha um padrão moral que a recomende perante a sociedade em geral.
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1313 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/19
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados12-06-2018.mp3
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1060 palavras
1 Geralmente, se ouve. Paulo introduz de forma abrupta o novo tema, que trata do escândalo de incesto na igreja. … Era uma questão de conhecimento geral entre os crentes, o que tornava a atitude da igreja para com o ofensor ainda mais repreensível. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 759.
Imoralidade. Do gr porneia. Esta palavra ocorre duas vezes nesse versículo e é um termo geral para descrever relações sexuais ilícitas, seja entre pessoas casadas ou não (ver Mt 5:32; At 15:20). CBASD, vol. 6, p. 759.
5 entregue. Paulo faz sua recomendação acerca da sentença que a igreja deveria pronunciar sobre o membro desviado. Em geral, entende-se que esta é uma sentença que significa a remoção da pessoa da igreja. CBASD, vol. 6, p. 761.
a Satanás. Existem apenas dois reinos espirituais neste mundo: o reino de Deus e o de Satanás. Se alguém deixa o reino de Deus, entra no de Satanás (ver Jo 12:31; 16:11; 2Co 4:4). Esse pecador obstinado, com sua própria conduta pecaminosa, tinha se retirado do reino de Deus, e isso devia ser reconhecido com sua expulsão oficial da igreja (comparar com 1Tm 1:20). CBASD, vol. 6, p. 761.
destruição da carne. As Escrituras chamam a prática imoral de “obras da carne” (Gl 5:19; cf Cl 3:5). Os cristãos são advertidos a não viverem “segundo a carne” (Rm 8:13). … O ímpio é deixado a sofrer as consequências de sua má conduta. CBASD, vol. 6, p. 761.
Seja salvo. A disciplina da igreja tem o propósito de despertar o pecador a fim de atentar para sua perigosa situação e mostrar a ele a necessidade de arrependimento e contrição. Uma vez corrigido e humilhado por sua disciplina, o pecador pode ser convidado novamente à virtude e à fé. O objetivo da correção da igreja jamais deve ser a vingança, mas salvação da ruína. O membro separado da igreja deve ser objeto de interesse, e devem ser esforços para sua recuperação espiritual (ver Mt 18:17; Rm 15:1; Gl 6:1, 2; Hb 12:13). CBASD, vol. 6, p. 761.
7 lançai fora. Do gr ekkathairo, “limpar por completo”. Paulo convida os crentes a remover por completo o que é prejudicial à igreja. Não é apenas uma questão de eliminar da igreja a pessoa licenciosa; é uma exortação para despertar a todos quanto ao risco de serem complacentes e acomodados com a própria situação. CBASD, vol. 6, p. 761.
o velho fermento. O “fermento” é usado para representar o pecado (cf Mt 16:6; DTN, 407, 408; PP, 278). Os judeus eram instruídos a remover de seus lares todo fermento, de modo que não restasse sequer uma partícula de pão levedado antes de comerem a Páscoa (ver Êx 12:19; 13:7). Do mesmo modo, a igreja cristã em Corinto foi instruída a se assegurar de que o pecado tinha sido lançado fora, em especial, a imoralidade. CBASD, vol. 6, p. 766.
nova massa. A igreja se tornaria pura e livre de toda influência corruptora resultante da condescendência com o mal quando expulsasse os culpados e se apartasse de todo pecado. Seria como uma porção de farinha ou massa antes de se adicionar o fermento. Eles participariam do poder regenerador do Espírito Santo. CBASD, vol. 6, p. 762.
Como sois, de fato, sem fermento. Isto é, o estado ideal. Os cristãos coríntios tinham sido limpados do pecado. Deviam se lembrar disso e se esforçar sempre para manter a pureza. CBASD, vol. 6, p. 762.
Cristo, nosso Cordeiro pascal. “A morte do cordeiro pascal era combra da morte de Cristo” (GC, 399; cf. PP, 274, 277). A Páscoa também era um memorial do livramento do Egito. Na noite do livramento, o anjo destruidor passou acima das casas onde se via o sangue nos umbrais (ver Êx 11:7; 12:29; PP, 279(. Mais uma vez, o anjo destruidor cumprirá sua terrível missão, e apenas os que tiverem eliminado o fermento do pecado e estiverem sob o sangue do Cordeiro pascal, Jesus Cristo, serão poupados (ver com. De Ez 9:1-6; ver Ap 7:1-3, 14:1-5; TM, 445; T3, 266, 267; T5, 210, 212, 216, 505). CBASD, vol. 6, p. 762.
8 celebremos. O cristão deve se manter livre da corrupção do pecado. Isto é, o “velho fermento” deve ser lançado fora. CBASD, vol. 6, p. 762.
Não com o velho fermento. Um convite para abandonar o antigo modo de vida, com paixões e sentimentos corruptos motivados pelos desejos de um coração não renovado. CBASD, vol. 6, p. 763.
maldade. É provável que o uso da palavra neste caso se refira ao sentimento que causava facções e partidos na igreja de Corinto (1Co 1:11-13). As divisões em grupos separados entre si e disputando a supremacia aumentam a inveja e os maus sentimentos. CBASD, vol. 6, p. 763.
9 associásseis. Deus não quer que Seu povo se exponha à influência corruptora de pecadores rebeldes, e adverte os crentes a não se associar com eles. A proibição não é de se ter contato para pregação e testemunho, mas de associação habitual e amizade. CBASD, vol. 6, p. 763.
Impuros. Este termo se refere a pessoas pervertidas que praticam relações sexuais ilícitas em troca de dinheiro, ou simplesmente para satisfazer os próprios desejos lascivos. Tais práticas são abomináveis ao Senhor (1Co 6:9, 10; Gl 5:19-21; Ef 5:5; 1Tm 1:9, 10; Ap 21:8; 22:15). CBASD, vol. 6, p. 763.
11 maldizente. Ou “ultrajador”, ou seja, quem maltrata e vitupera o próximo. Cristãos que tê o hábito da maledicência devem ser corrigidos. CBASD, vol. 6, p. 764.
Nem ainda comais. A proibição inclui refeições de caráter social (cf Gl 2:12) bem como a Ceia do Senhor (DTN, 656). Os cristãos não devem fazer nada que dê motivos para os observadores pensarem que transgressores da lei de Deus são considerados como de boa reputação pela igreja (ver 2Jo 10, 11). Deve-se manter elevada a norma de verdade e pureza. Nos dias de Paulo, isso era muito importante. Os inimigos acusavam os cristãos de várias formas e vício. Caso ficasse conhecido que cristãos toleravam pessoas ímpias e imorais em seu meio, ou que mantinham relacionamento com elas, essas acusações teriam fundamento e seriam considerado fidedignas. Portanto, era preciso distanciamento por completo dos apóstatas e ímpios e divulgar que a igreja não tinha ligação com eles. Somente assim a igreja poderia se manter pura e livre de influência contaminadora de pecadores que se recusavam a se arrepender e abandonar a impiedade. CBASD, vol. 6, p. 765.
13 Deus os julgará. Deus julga os pensamentos, palavras e atos de todos. Quer a pessoa reconheça ou não a soberania divina, é Deus quem julga todos os aspectos da vida. Ele aprova ou condena segundo Sua sábia justiça (ver Gn 18:25; Sl 50:6; 75:7; 94:1-10; At 10:42). Ter a certeza de que a justiça divina é segura ajuda o crente a permanecer calmo frente aos problemas. Ele sabe que Deus observa e que, ao final, o vingará (ver Mt 5:10-12; Lc 6:22, 23). CBASD, vol. 6, p. 765.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-corintios/1co-capitulo-4/
Este capítulo nos fala acerca da importância da humildade.
Uma das coisas mais difíceis é não julgar uns aos outros. Como pastor, e agora como professor de pastores, aprendi que é importante perceber que, muitas vezes, há mais na história do que sabemos.
Quando me sentei com um marido e sua mulher que queriam ser batizados em meu escritório, cada um deles sentou-se em extremos opostos da sala. Depois de alguns minutos, decidi perguntar-lhes acerca do casamento deles. Ele confessou que se sentia atraído por outras mulheres. Embora eu estivesse feliz por ele desejar ser batizado, disse-lhe que, primeiro, precisávamos conversar sobre esse problema. Ele reagiu muito negativamente e chegou ao ponto de dizer aos outros que um pastor “mesquinho” não estava querendo batizá-lo. Os membros da Igreja vieram me perguntar por que eu não queria batizá-lo, mas não seria ético partilhar com eles o que realmente estava acontecendo.
Nós raramente sabemos a história toda, e, portanto, devemos ter cuidado de não julgar os outros, mas deixar o julgamento nas mãos de Deus. “Portanto, não julguem nada antes da hora devida; esperem até que o Senhor venha. Ele trará à luz o que está oculto nas trevas e manifestará as intenções dos corações” (v. 5).
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1312 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/18
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados11-06-2018.mp3
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1 Despenseiros. Os gregos usavam esta palavra para a administração de uma propriedade. O mordomo não só presidia sobre os assuntos da casa, mas também fazia provisões para ela. A aplicação desta palavra aos ministros de Cristo é singularmente apropriada. O ministro do evangelho é responsável por cuidar da igreja de Deus na Terra e prover o necessário para seu bem-estar. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 751.
4 O Senhor. Somente Deus é capaz de fazer uma investigação completa da vida e da mordomia do apóstolo. Só Ele pode ler o coração e compreender o que motiva cada palavra e cada ação. CBASD, vol. 6, p. 752.
5 Nada julgueis. Paulo deixa claro que é errado acariciar uma opinião inflexível sobre o próximo. CBASD, vol. 6, p. 752.
6 Apliquei-as. Tudo o que escreveu a respeito dos mestres religiosos, Paulo aplica a si mesmo e a Apolo, que estava intimamente ligado a ele. CBASD, vol. 6, p. 753.
8 Chegastes a reinar. Ou, “começaram a reinar como reis”. Esta declaração atinge o clímax da ironia. Paulo compara seus leitores orgulhosos com os que alcançaram o topo, onde não há nada mais para se alcançar ou desejar. CBASD, vol. 6, p. 753.
9 Os apóstolos, em último lugar. A metáfora é a de um anfiteatro, onde os participantes que chegaram ao final da exibição tivessem que brigar entre si até a morte ou ser dilacerados por feras. Não havia esperança para eles. Os apóstolos são apresentados como se estivessem na condição de prover diversão para espectadores cruéis. CBASD, vol. 6, p. 754.
10 Loucos. ”A palavra da cruz é loucura para os que se perdem” (1Co 1:18). Devido ao fato de persistirem em apresentar as boas-novas da salvação por meio da fé em Jesus Cristo, os apóstolos eram considerados como tolos e de pouco entendimento. Contudo, não ousavam misturar a sabedoria mundana com a simplicidade do evangelho. CBASD, vol. 6, p. 754.
12 Nossas próprias mãos. Embora tivesse sido chamado por Deus para o ministério do evangelho, Paulo se mantinha com seu trabalho manual. CBASD, vol. 6, p. 755.
14 Para vos envergonhar. Paulo queria abrandar suas palavras e suavizar as severas observações. Havia razão para os membros da igreja de Corinto se envergonharem por causa das contendas e disputas entre eles. Quando os que estão no erro são levados a ver seu pecado, deve-se ter cuidado para que não lhes quebre a autoestima. CBASD, vol. 6, p. 756.
16 Imitadores. Literalmente, “mímica”. esta é uma declaração ousada para qualquer ministro cristão. Mas é verdade que cada obreiro de Deus deve viver de forma a refletir a imagem de Jesus, a fim de que possa, confiantemente, dizer aqueles para quem exerce seu ministério que siga seu exemplo. CBASD, vol. 6, p. 756.
17 Meu filho amado. Paulo viu no jovem Timóteo alguém que podia se tornar um obreiro útil para Deus, então o escolheu para ser um de seus companheiros de viagem e colaboradores. O apóstolo tinha se referido aos coríntios como filhos, portanto, era apropriado enviar-lhes para representá-lo alguém que tinha nascido em Cristo por meio de sua pregação, assim como eles. CBASD, vol. 6, p. 757.
20 Não em palavra. O reino espiritual de Deus na Terra não é estabelecido ou promovido por pretensões jactanciosas e palavras humanas vãs. É preciso algo mais do que afirmações de autoridade da parte dos que não estão dispostos a se conformar com a simplicidade da mensagem do evangelho, acrescentando á verdade suas próprias interpretações e exaltando ambições de autoridade. CBASD, vol. 6, p. 758.
21 Amor. A correção deve sempre ser ministrada com amor, tendo em vista o bem-estar e a felicidade de quem errou. É preciso agir com firmeza e, as vezes, com severidade a fim de manter a igreja livre de confusão e contenda. No entanto, tudo deve ser suavizado com verdadeira preocupação pelo bem-estar eterno das pessoas envolvidas. CBASD, vol. 6, p. 758.
Compilação TatianaW
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-corintios/1co-capitulo-3/
Uma igreja dividida é uma igreja envenenada. Essas divisões são indícios de que uma igreja está sendo conduzida pela natureza humana “carnal”, em vez de pelo Espírito de Deus (vs.1-4). Ellen White alertou sobre esta situação durante toda a sua vida. Um espírito de crítica, ela adverte, causa grande mal dentro da igreja. O pior é que esse tipo de pensamento extremista impede que a verdade alcance outras pessoas. Um irmão não deve ser a consciência de outro. (Historical Sketches, 211-212).
“Aquele que é culpado de erro, é o primeiro a suspeitar do erro. Condenando o outro, está ele procurando ocultar ou desculpar o mal do próprio coração. Foi por meio do pecado que os homens adquiriram o conhecimento do mal; tão depressa havia o primeiro par pecado, começaram a se acusar um ao outro e é isto que a natureza humana inevitavelmente fará, quando não se ache controlada pela graça de Cristo” (O Maior Discurso de Cristo, 126).
Concluindo, Paulo usa a metáfora de um “edifício” (vv 9-10). E nele, o que mais importa é que “ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo” (v. 11 NVI).
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1311
Comentário original completo: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/17
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
Comentário em áudio e vídeo: Pr. Valdeci: http://vod.novotempo.org.br/mp3/ReavivadosA/Reavivados10-06-2018.mp3
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I CORÍNTIOS 3 – Desde o capítulo 1:10 até o capítulo 4:21 percebe-se que existiam na igreja de Corinto – e como hoje – pessoas dentro da igreja que estão prendendo a atenção dos membros causando problemas de relacionamento na comunidade.
O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, expôs a natureza do evangelho como pregação de uma loucura que nega as habilidades humanas.
A essência é que Deus opera em Sua igreja, Ele age em Seus ministros. A igreja é dEle e certamente Ele cuida dela. Ele sabe o que faz e como fazer para que alcance Seus propósitos. Para entender a carta em pauta, fique atento nos seguintes itens:
1. Elementos sociais e culturais de Corinto, que era uma colônia dominada por Roma, onde continha ambição social, libertinagem e muita imoralidade.
2. Elemento geográfico: Por estar entre dois portos, Corinto abrigava muita imoralidade sexual.
3. Elemento espiritual: Devido à vida tão degradante, a sociedade de Corinto favorecia a pregação do evangelho. Muitos aceitavam facilmente uma mensagem que dava sentido à vida vazia que eles viviam.
Provavelmente Paulo escrevera esta carta antes de escrever Romanos. E, ainda antes dessa, teve uma carta aos coríntios que se perdeu (5:9-11).
Agora, preste atenção nos pontos do capítulo em questão:
• Crentes carnais vivem brigando e se dividindo; enquanto crentes espirituais vivem unidos promovendo a paz (vs. 1-4).
• Líderes não devem ser autoritários, pois são apenas servos dos servos de Cristo (vs. 5-9).
• A edificação da igreja deve ser realizada com determinação, seguida de muita atenção (vs. 10-15);
• Deus destruirá aqueles que destroem Sua igreja no mundo (vs. 16-17);
• A sabedoria humana não tem valor algum frente à sabedoria divina; a primeira promove o partidarismo, a segunda, a unidade em Cristo (vs. 18-23).
Problemas de relacionamento evidencia uma tremenda falta de intimidade com Deus. Uma existência desprovida de espiritualidade verdadeira é uma forte influência para o mal; em vez de ser instrumento para edificar a igreja de Cristo, é instrumento do diabo para destruir o que Cristo está construindo.
A base de tudo deve ser Cristo. Quando Ele deixa de ser a base, as estruturas ruirão. O fundamento de nossa vida determinará o nosso destino, pois Deus provará quem é quem dentro de Sua igreja. Cuidado com quem prega a Cristo incorretamente.
“Senhor, dê-nos discernimento e maturidade espiritual” – Heber Toth Armí.
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2 Leite. O alimento natural dos bebês. O “leite” representa os princípios básicos do evangelho. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 743.
8 São um. Quem planta e quem rega não trabalham com propósitos opostos. Eles estão unidos em suas metas e objetivos. Não tem sentido apresentá-los como líderes rivais. CBASD, vol. 6, p. 744.
11 Outro. Do gr allos, “outro [do mesmo tipo]”, “mais um” (ver com. de Gl 1:6). Há apenas um Salvador. Outros proclamados como salvadores não são “outro” do mesmo tipo. Não são salvadores (ver Jo 14:6; At 4:12). CBASD, vol. 6, p. 746.
16 Santuário. Do gr naos, palavra usada pelos gregos antigos para descrever o cômodo mais interior do templo, onde se colocava a imagem do deus pagão. … Paulo atenta para os que constituem o edifício espiritual. Coletivamente, eles formam o templo espiritual de Deus no qual habita o Espírito Santo. Paulo se refere à igreja e adverte seus sucessores em Corinto a não prejudicá-la (1Co 3:17). É verdade que o Espírito Santo também habita em cada cristão de modo individual (ver com. de 1Co 6:19, 20). CBASD, vol. 6, p. 747.
22 Tudo é vosso. Deus é dono de tudo, seja animado ou inanimado, e as coisas que Ele fez são para bênção de Seu povo redimido (ver MDC, 110, 111). CBASD, vol. 6, p. 748.
23 E vós, de Cristo. Este é o clímax ao qual Paulo vinha direcionando seu argumento. Se todo crente pertence a Cristo, deve haver apenas um grande partido na igreja, não diferentes grupos. É a manifestação dessa unidade que o Salvador deseja ver na igreja, e que no fim haverá (ver Jo 17:9-11, 21, 23; Ef 4:13). CBASD, vol. 6, p. 748.
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Texto bíblico: http://biblia.com.br/novaversaointernacional/1-corintios/1co-capitulo-2/
As instruções de Paulo “em suas cartas às igrejas de sua época são instruções para a igreja de Deus no fim dos tempos” (EGW, Carta 332, 1907). Como muitas igrejas de hoje, a igreja em Corinto estava enfrentando alguns problemas desafiadores. O apóstolo Paulo reconhece, entretanto, que a solução era simples: “Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado” (2:2 ARA). E ele lhes lembrou que sua pregação não veio “em linguagem persuasiva de sabedoria”, mas veio através de “demonstração do Espírito e de poder para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (v. 4, 5).
Um dos grandes desafios para os cristãos de todas as épocas é buscar soluções sob uma ótica meramente humana. Isto não irá funcionar, porque o “homem natural” não entende a vontade de Deus. Como as coisas espirituais “se discernem espiritualmente” (v. 14), necessitamos que o Espírito Santo abra os nossos olhos para o que Deus quer nos ensinar (v.10).
Para o cristão, a realidade é que a cruz de Cristo muda tudo. Esta revelação é tornada possível através do poder transformador do Espírito Santo. Graças ao Espírito somos capazes de viver a vida.
O professor Joseph Kidder do Seminário de Andrews observa: “A cruz é o coração de toda a irmandade e é somente através da cruz que a fraternidade se aprofunda e amadurece. Mas isso requer a freqüente e dolorosa crucificação do eu em todas as suas formas: egoísmo, egocentrismo e justiça própria.” (Majesty: Experiencing Authentic Worship AC, 97).
Michael W. Campbell
Professor Associado de Religião
Southwestern Adventist University
Keene, Texas USA
Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=1310 e https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/16
Equipe de tradução: Pr Jobson Santos/Gisele Quimelli/Jeferson Quimelli
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