Reavivados por Sua Palavra


ESDRAS 3 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
22 de novembro de 2019, 0:45
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ESDRAS 3 – Existem livros bíblicos que não recebem o mesmo tratamento que outros. Assim, crentes deixam de receber nutrientes que Deus deixou em Sua Palavra para instruir-nos e fortalecer nossa fé. Quem ouviu ou pregou sermões expositivos extraídos do livro de Esdras? Eis diante de nós um livro relevante, onde há um Deus aparentemente distante, mas atuante em meio às crises que desafiam nossa existência. Deus libertou Seu povo da Babilônia e protegeu os libertos na caminhada de quase 1500 km até Jerusalém.

Este capítulo, intitulado “altar e templo” é assim sintetizado por Derek Kidner:

  1. Primeiro o primeiro (vs. 1-6a);
  2. Preparativos para o templo (vs. 6b-9);
  3. Clímax e anticlímax (vs. 10-13).

Apesar do perigo, desafios e supostas ameaças, o medo não deve determinar nenhuma decisão e atitude do povo de Deus. Contudo, não importa a situação, Deus deve ser sempre o primeiro. Devemos adorá-lO sempre.

As práticas eclesiásticas não são negligenciadas quando o medo é sufocado pela determinação de servir ao Senhor. Apesar da escassez e crises econômicas, Deus nunca deve ser deixado em segundo plano – pior ainda é substituí-lo por coisas insignificantes ou apegar-se ao dinheiro como mais importante que Deus.
Quem idolatra dinheiro expulsa Deus de sua vida. Por outro lado, quem é liberto da escravidão do pecado é generoso em suas ofertas para a obra divina. Quando Deus é levado a sério, Sua obra é feita sob o cuidado de supervisores. Para Deus, sempre o melhor!
Quando há sério investimento de tempo e recursos na obra de Deus, a satisfação, alegria e entusiasmo na adoração toma conta do coração dos crentes: há louvores, pulos de alegria, cânticos alegres e choros nostálgicos – consequentemente, “o barulho podia ser ouvido de longe”.
Choro e alegria? Sim! É assim que vive os extremos de duas gerações: Nostalgia dos velhos e alegria dos novos. Os jovens celebravam porque teriam novamente um templo. Os velhos choravam por lembrarem-se do Templo de Salomão.
• É perigoso ignorar o passado, mas também o é viver apenas do passado.
• É necessário aproveitar a experiência dos anos vividos com a força da juventude!
• É preciso existir harmonia entre a nova geração e a velha guarda – esta lição era importante no passado tanto quanto é no presente!

Reavivamento depende de tuas prioridades! – Heber Toth Armí.



ESDRAS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
22 de novembro de 2019, 0:05
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696 palavras

Resumo do capítulo: No sétimo mês eles celebram a festa das cabanas e começam a oferecer holocaustos ao Senhor. Quando os construtores lançaram os alicerces do templo, os sacerdotes e levitas cantaram louvores ao Senhor.

Nota-se neste terceiro capítulo que os israelitas aprenderam que a pedra fundamental de uma nação é a verdadeira religião, e assim, cuidaram primeiro de ter um altar que simboliza o (sacrifício e a oração) antes de falarem de Carta Magna, comércio, indústria, direitos civis, eleições, etc. Nada fica de pé a não ser aquilo que esteja firme no Senhor (Sl 127.1-2) (Bíblia Shedd).

2 Jesua … Zorobabel. O sacerdote tem precedência sobre o líder civil, tendo em vista a natureza da ocasião (Bíblia de Estudo NVI Vida).

holocaustos. Os holocaustos eram a oferta básica (Lv 1), mas também havia outras ofertas (Lv 5). Os holocaustos eram a base contínua sobre a qual um povo pecaminoso podia viver na presença de um Deus santo (êx 29.42). Isso prenunciava o futuro sacrifício de Cristo como o sacrifício final que leva os pecadores à presença de Deus (Hb 10.19-20) (Bíblia de Genebra).

como está escrito. Sob a liderança de homens como Daniel e Ezequiel, os exilados decidiram, desde o início, começar a Adorar a Deus de acordo com a Sua vontade expressa e não cais outra vez nos pecados da indiferença e da idolatria devido aos quais sofreram tanto (CBASD – Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 365).

3 sob suas bases. Ou, “em seu lugar”, signficando que o altar foi erguido no lugar exato onde o antigo altar de holocaustos havia sido construído no templo de Salomão (CBASD, vol. 3, p. 365).

estavam sob o terror. Embora o povo houvesse retornado havia pouco tempo de Babilônia, já estavam conscientes da hostilidade dos povos vizinhos, descontentes pelo retorno dos judeus à sua terra. Os vizinhos devem ter ocupado algumas partes da Judeia durante o exílio e então lhes era ordenado que devolvessem as propriedades aos seus antigos donos. … Essa hostilidade deve ter sido expressa através de ameaças (CBASD, vol. 3, p. 365).

5 lua nova. O primeiro dia de cada mês (lunar) era uma festa religiosa (Nm 28-11-15; Cl 2.16) (Bíblia Shedd).

8 Porque o templo do Senhor foi reconstruído antes mesmo que os muros da cidade? O templo era utilizado para fins espirituais; o muro para fins militares e políticos. Deus tinha sido sempre o protetor da nação e os judeus sabiam que uma grande muralha de pedras não os protegeria se Deus não estivesse com eles. Eles sabiam que colocar sua vida espiritual em dia era mais importante que garantir a defesa nacional (Life Application Study Bible).

12 porém muitos … já idosos … choraram. Cinquenta anos após sua destruição, o templo estava sendo reconstruído (536 a.C.). Alguns dos mais idosos se lembraram do templo de Salomão e choraram porque o novo templo não era tão glorioso quanto o primeiro. Mas as belezas do edifício não eram, nem de perto, tão importantes quanto a atitude dos construtores e adoradores. Deus se importa mais com o que somos do que com o que nós fazemos. Nosso mundo está sempre mudando e grandes realizações desmoronam e desaparecem. Busque servir a Deus de todo o coração. Então você não precisará comparar o seu trabalho com o de ninguém (Life Application Study Bible).

Era um “dia dos humildes começos” (Zc 4:10), e o novo edifício, em comparação com o antigo, parecia ser “nada” (Ag 2:3). Salomão havia empregado os melhores artesãos de seu próprio país que alcançava a fronteira do Egito ao Efrates, e também os construtores mais hábeis das terras vizinhas, como os de Tiro. Zorobabel dependia de seus próprios súditos, os poucos cidadãos da pequena província da Judeia (CBASD, vol. 3, p. 368).

As lágrimas dos membros mais idosos da comunidade não eram lágrimas de alegria, mas de desapontamento por causa do contraste entre este pequeno começo (cf Zc 4.10) e o esplendor do templo de Salomão. Desapontamentos similares seriam, posteriormente, repreendidos (Ag 2.1-5), mas pelo momento a alegria do Senhor era a força de muitos (Bíblia de Genebra).

“Nós vimos”, diziam os anciãos, “e os velhos tempos eram melhores do que estes.” “Nós veremos,”  diziam os moços, “e faremos os dias futuros melhores que todos os que já existiram desde o princípio do mundo!” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F.B.Meyer).



ESDRAS 2
21 de novembro de 2019, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ed/2

Eu nasci em circunstâncias adversas e fui criada por minha mãe. Não conheci meu pai até quando me tornei adulta. Quando descobri o nome dele, imediatamente comecei a pesquisar tudo sobre ele. Fui motivada pela necessidade de pertencer – para me identificar com esse homem que eu não conhecia, mas estava conectado através do meu DNA.

Este capítulo revela algo semelhante. O decreto foi emitido permitindo que os judeus voltassem a Jerusalém. Imediatamente, muitos se levantaram para serem contados entre os que retornariam. Ansiosamente, eles se prepararam para uma jornada para este lugar a que pertenciam – sua tribo, sua família, seu DNA. Embora alguns nunca tivessem visto Jerusalém, estavam em casa.

Embora você possa estar – e assim espero – conectado à sua família terrena, lembre-se de que você também é contado entre a família de Deus. Você é filho dEle. Deus emitiu um chamado através da Sua Palavra para você retornar a Ele. Assim como os judeus se preparavam para uma jornada que os reconectaria ao lar ancestral, você também precisa seguir seu caminho – uma jornada liderada pelo Espírito que o levará de volta para casa, não apenas para o seu Pai celestial, mas para o seu lar eterno.

Merle Poirier
Gerente de Operações
Revistas Adventist Review / Adventist World

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=651
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



ESDRAS 2 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
21 de novembro de 2019, 0:45
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ESDRAS 2 – Nem tudo é como queremos. Até mesmo a liberdade pode ser ruim em consequência de nossas escolhas erradas. Israel foi liberto do exílio babilônico, mas a dura realidade que encontraram não foi nada agradável.

“A história não foi favorável para o povo de Israel, por isso, a nação estava em declínio. A Babilônia, uma superpotência militar, havia derrotado Israel, deixando suas cidades e templo em ruínas, e havia levado a população para o exílio. Agora, cento e vinte oito anos depois, alguns judeus estão de volta a Jerusalém e tentam recomeçar tudo: uma árdua tarefa que se arrasta por décadas. Mas a situação não era boa. Estavam se segurando pelas pontas dos dedos. Até que chegou Esdras”.
Estas são palavras introdutórias escritas por Eugene H. Peterson. Ele continua, e, suas explicações merecem nossa atenção:
“Esse é um caso extremo de uma história muito familiar, que se repete de diversas maneiras na maioria das épocas e em diversos lugares do mundo. Homens e mulheres que encontram sua identidade básica em Deus, à medida que Deus se revela em Israel e no Messias, não estão obtendo muito êxito. De fato, nunca tiveram. E nunca terão. A identidade deles está sob constante desafio e ameaça, às vezes por ataque frontal, outras por sedução sutil e sorrateira. Seja por ataque, seja por sedução, o povo de Deus chegou, várias vezes e muito perigosamente, próximo da extinção. Nunca estamos fora de perigo”.

O capítulo em questão pode ser assim dividido (conforme F. Charles Fensham) para facilitar nossa compreensão:

  1. Introdução (vs. 1-2a);
  2. Leigos identificados pela relação familiar (vs. 2b-20);
  3. Leigos identificados pelos nomes dos lugares (vs. 21-25);
  4. Sacerdotes (vs. 36-39);
  5. Levitas, cantores e porteiros (vs. 40-42);
  6. Serventes do templo (vs. 43-54);
  7. Serventes de Salomão (vs. 55-58);
  8. Os que não podem provar sua linhagem (vs. 59-63);
  9. Totais (vs. 64-67);
  10. Localização dos repatriados (v. 70).

O que me chama a atenção destes que voltaram é a disposição de doar recursos para a reconstrução do templo: Quinhentos quilos de ouro, três toneladas de prata e cem vestes sacerdotais.

A situação caótica em que se encontra o povo de Deus nunca deve tirar Deus do centro e do primeiro lugar de nossa vida! – Heber Toth Armí.



ESDRAS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
21 de novembro de 2019, 0:05
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573 palavras

Resumo: Os exilados retornam para Jerusalém com Zorobabel. Um total de 42.360 pessoas retornam. Alguns dos chefes das famílias dão ofertas voluntárias para a reconstrução do templo de Deus no seu antigo local.

1-70 A lista dos exilados que retornaram talvez não pareça teologicamente importante, mas a repetição da mesma lista, com algumas variações em Ne 7, sugere outra coisa: Em primeiro lugar, o Senhor conhece pessoalmente o seu povo. A aliança entre o Senhor e o Seu povo é um laço de amizade íntima. Em segundo lugar, as pessoas comuns são vitais para a realização do plano divino da redenção. Não somente os líderes religiosos e políticos são importantes na reconstrução da Casa de Deus, mas também o povo comum o é. De fato, “o restante do povo” contribuiu mais para a reconstrução do que fizeram os “cabeças das famílias” ou o governador (Ne 7.70-72). Em terceiro lugar, a numeração se assemelha àquelas que existem em Números e em Josué (Nm 1.26; Js 18,19). Assim como o Senhor formou a comunidade da aliança depois do êxodo do Egito, assim também Ele a recria após o retorno da Babilônia (Bíblia de Genebra).

2 Zorobabel. O líder político dos exilados. […] Ageu (1.1) fala de Zorobabel, neto do rei Jeoaquim, como governador de Judá. Ciro, portanto, nomeou um descendente de um antigo rei de Judá para governar em nome de um rei persa, uma escolha com a qual Ciro esperava agradar os judeus. (CBASD-Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 3, p. 356).

Jesua. ‘Yeshua’ é a forma aramaica do nome hebraico geralmente traduzido como Josué. Este Jesua era o líder espiritual dos exilados que retornaram, o “sumo sacerdote” (Ag 1;1; Zc 3:1), além de outras referências (Ed 3:2; Ne 12:1;etc). Era descendente direto de Arão, por seu pai Josadaque, sumo sacerdote no tempo do cativeiro de Nabucodonosor (1Cr 6:3-15; Ed 3:2). […] Assim, dois homens da antiga nobreza judaica lideraram o movimento de restauração de Judá: um descendente da antiga casa real [Zorobabel] foi nomeado líder político e o outro, um filho do último sacerdote antes do cativeiro [Jesua/Josué], como líder espiritual. Seus nomes podem ter sido sugeridos a Ciro por um conselheiro confiável como Daniel, e ambos, sem dúvida, foram escolhidos por seu caráter idôneo e por desfrutarem da confiança do povo (CBASD, vol. 3, p. 356 e 357).

59 – 63 As genealogias eram muito importantes para o povo hebreu. Se eles não pudessem provar que eram filhos de Abraão, eles não eram considerados judeus e eram excluídos da plena participação da vida comunal judaica (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

63 Urim e Tumim. Eram dois objetos, provavelmente com a forma de pedras planas, que originalmente faziam parte da vestimenta [no peitoral] do sumo sacerdote. Eram utilizados para buscar a vontade de Deus em questões importantes (Lev 8:8) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

65 afora os seus servos e as suas servas. É surpreendente descobrir que depois de 50 anos de cativeiro, alguns judeus melhoraram sua posição social a ponto de adquirirem escravos – um para cada seis judeus (CBASD, vol. 3, p. 357).

69 deram quinhentos quilos de ouro, três toneladas de prata (NVI). O dinheiro dado era suficiente para iniciar a reconstrução do templo. O povo doou os recursos de que dispunham para o seu melhor uso. Eles foram entusiastas e sinceros, mas o templo nunca alcançaria o esplendor do templo de Salomão. O dinheiro que Davi reuniu para começar a construção do templo de Salomão era mil vezes maior (1Cr 22:14). Algumas pessoas choraram quando lembraram o glorioso templo que havia sido destruído (3:12) (Life Application Study Bible Kingsway NIV).



ESDRAS 1
20 de novembro de 2019, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ed/1

Você já se questionou se o Senhor está conduzindo você? Talvez você tenha feito uma dessas orações “Gideão”. Como posso saber a vontade do Senhor para mim? Este capítulo oferece três pistas para responder a essa pergunta.

Primeiro, Deus faz o que promete. Deus disse através de Jeremias que Israel retornaria a Jerusalém. Isaías profetizou especificamente que Ciro seria fundamental para permitir o retorno deles. E assim como Deus prometeu, aconteceu. O que Deus prometeu a você?

“O Senhor despertou o espírito” de Ciro e “moveu os espíritos” do povo para retornar. Quando Deus quer que algo aconteça, Ele se faz conhecido. O Espírito Santo sussurra no ouvido, faz cócegas nos pensamentos e impressiona o coração. Você notou alguma “cócegas” ultimamente? O que o Espírito Santo está lhe dizendo?

As pessoas começaram a fazer as malas. O rei, assim como seus vizinhos, começou a “incentivá-los” com presentes. Incrível como Deus trabalha. Siga o plano dEle e Ele não apenas dirige seu caminho, mas lhe dá mais do que você pediu. Com que presentes inesperados Deus o surpreendeu ultimamente?

Servimos a um Deus que cumpre Suas promessas, nos move para frente e nos recompensa abundantemente ao servi-Lo. Quão grande é isso!

Merle Poirier
Gerente de Operações
Revistas Adventist Review / Adventist World

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=650
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



Esdras 1 – Comentário pr Heber Toth Armí
20 de novembro de 2019, 0:45
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ESDRAS I – A instituição da escravidão no mundo é a instituição do sofrimento, pois Deus criou as pessoas para serem livres. O pecado é o maior carcereiro. Por isso, os piores castigos são as prisões e nelas estão. Israel ficou exilado em Babilônia por 70 anos por causa de suas transgressões. Embora o pecado escravize, as pessoas não largam dele; talvez porque ignoram que o sofrimento seja oriundo deles. É a Bíblia que revela isso. Se não querem ouvi-la, continuam criando seus próprios sofrimentos. Por outro lado, movido de compaixão, bondade e misericórdia o próprio Deus intervém para restaurar o pecador; Ele exerce Seu poder, anuncia libertação e liberta de fato quem se dispõe a ouvi-Lo. Depois do período disciplinador de 70 anos, o rei Ciro da Pérsia conquistou Babilônia e emitiu um decreto de liberdade, cumprindo, assim, a profecia proferida por Jeremias muitos anos antes (Esdras 1:1-3). Jesus é a solução de Deus para libertar o pecador da escravidão do pecado; portanto, o cristão genuíno não se firma no que ele afirma ser, mas no que Cristo fez por ele. Você precisa aprender a confiar plenamente em Deus, em Seus planos e propósitos, pois eles nunca podem ser frustrados; Deus é soberano e tem o mundo inteiro em Suas mãos. Imaginou a tua vida nas poderosas mãos de um Deus Soberano?! Se você assim o fizer, saiba que experimentarás a maior de todas as libertações e alcançarás a maior de todas as vitórias possível neste mundo!

A dúvida é a mãe da incredulidade, a fé é a mãe da certeza. Deus, em sua economia divina, jamais permitirá passar por experiências desnecessárias aqueles que Lhe pertencem. O decreto de Ciro permitiu que os judeus, que tiveram a experiência cruel da escravidão no exílio babilônico, agora no Império Persa retornassem a Jerusalém para reconstruir o templo (Esdras 1). Da mesma forma, o Edito de Cristo, assinado com sangue, ofereceu-nos um decreto de libertação da escravidão do pecado. Semelhantemente aos presentes que os judeus receberam ainda na terra do cativeiro, quem aceita a verdade de que Cristo pagou a Sua libertação, já receberá preciosos dons e riquezas ainda na terra, mas tudo somente será pleno quando Jesus voltar para levar os libertos para o Céu. Jesus desceu ao nível dos seres humanos, para resgatá-los das mãos do diabo e torná-los livres para Deus; portanto, como aconteceu aos judeus da época de Esdras, nem todos aceitam deixar a escravidão, o exílio, para viver a libertação. Tem gente que prefere a prisão do pecado à liberdade oferecida pela graça de Cristo; talvez por acomodação, dúvida ou por cauterização da consciência por não querer aprender com as duras experiências da vida. Quem verdadeiramente aceitou a libertação não caminha ao acaso, mas para o alvorecer da história deste mundo. No glorioso advento de Cristo, os fieis terão a posse completa de Sua herança com Cristo no Céu, com ruas de ouro, mar de cristais, etc.

Um olhar escatológico a Esdras 1. Destaco as palavras de Hans K. LaRondelle em seu livro “Armagedom”, um dos mais expoentes teólogos do século XXI em escatologia: “O Deus de Israel concedeu a Ciro os honoríficos títulos de ‘ungido’ e ‘Meu pastor’ (Isa. 45:1; 44:28), honrarias que sugerem claramente que os atos militares de libertação e conquista por Ciro eram tipos da guerra santa de Cristo contra a Babilônia apocalíptica”. E acrescenta, “nessa obra de livramento, Ciro serviu como um tipo da missão messiânica de libertação”. Como Ciro veio da Pérsia e conquistou Babilônia, “não podemos esperar que a libertação da humanidade venha por ações da sociedade. Ela virá de fora, do espaço exterior, do retorno de Cristo como Senhor onipotente. Ele procederá dos Céus orientais juntamente com miríades de Seus anjos, para resgatar todos os que Lhe pertencem mediante viva fé (Mateus 24:31)”. Estamos diante de uma libertação Universal, a maior da história acompanhada do maior espetáculo liderado pelo Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo. Para participar desta extraordinária experiência é preciso se render diariamente aos pés do Salvador, que morreu na Cruz para libertar todo aquele que crê. Esse dia está chegando, o mal está com os dias contados, o desespero deve ser substituído pela grande esperança que logo se tornará na maior realidade. Enquanto a sociedade está amadurecendo para a destruição, os crentes vão amadurecendo, esperando o pleno livramento! – Heber Toth Armí.



Esdras 1 – Comentários selecionados
20 de novembro de 2019, 0:05
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763 palavras

Contexto do livro:  Historicamente damos, agora, um salto de 70 anos, tratando do retorno do povo judeu (que incluía agora israelitas de todas as tribos) de Babilônia para Jerusalém. Neste meio termo (desde um pouco antes da ida ao exílio) Jeremias, Isaías e o demais profetas escreveram suas exortações à volta à fidelidade e Daniel relatou suas profecias.

Resumo do capítulo: O rei persa Ciro diz: “Que o povo do Senhor retorne para Jerusalém e reconstrua o templo”. Ele entregou os utensílios do templo para Sesbazar, governador de Judá, que os trouxe para Jerusalém.

Esdras era um judeu da linhagem de Arão e descendia do sumo sacerdote que fora assassinado por ocasião da tomada de Jerusalém (2 Rs 25.18-21). Esse livro não é uma narrativa contínua. Na verdade consiste de duas partes entre as quais há um hiato de vários anos. A primeira parte, capítulos 1 a 6, contém uma narrativa da volta da primeira caravana de judeus da Babilônia, sob a liderança de Zorobabel e Jesua. A segunda parte, capítulos 7 a 10, é um relato de uma expedição, sessenta anos depois da primeira, conduzida pelo próprio Esdras, acompanhado por grande número de concidadãos e autorizado a restabelecer a ordem e a religião (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F. B. Meyer).

1 O livro de Esdras se inicia em 538 a.C., 48 anos após Nabucodonosor ter destruído Jerusalém, derrotado o reino de Judá e levado os judeus em cativeiro (2Rs 25.2; 2Cr 36). Nabucodonosor morreu em 562 e, porque seus sucessores não foram fortes, a Babilônia foi derrubada pela Pérsia em 539, logo antes dos eventos registrados neste livro. Tanto os babilônios quanto os persas tinham políticas condescendentes com seus cativos, permitindo que eles tivessem suas próprias terras e exercessem trabalhos comuns. Muitos judeus, como Daniel, Mardoqueu e Ester galgaram a posições de destaque na nação. O rei Ciro da Pérsia foi um passo além: ele permitiu que muitos grupos de exilados, inclusive os judeus, retornassem a suas pátrias. Ao fazer isto, ele esperava conseguir a sua lealdade e, portanto, proporcionar uma zona de segurança em torno das fronteiras do império. Para os judeus, este era um dia de esperança, um novo começo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

2 Ciro não era um judeu, mas Deus trabalhou através dele para que os exilados judeus retornassem a sua pátria. Ciro emitiu a proclamação autorizando o seu retorno e deu a eles proteção, dinheiro e os itens do templo levados por Nabucodonosor. Quando você enfrentar situações difíceis e se sentir cercado, em desvantagem, sem capacidade ou inferiorizado, lembre-se que o poder de Deus não é limitado aos teus recursos. Ele é capaz de utilizar qualquer um para executar Seus propósitos (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

5 Ciro era rei sobre a inteira região que anteriormente fora a Assíria e a Babilônia. A Assíria havia deportado os israelitas do reino do norte (Israel) em 722 a.C. A Babilônia, o novo poder mundial, levou cativos israelitas do reino do sul (Judá) em 586 a.C. Portanto, quando o império Medo Persa chegou ao poder, a proclamação de liberdade do rei Ciro incluiu todas as 12 tribos originais, mas somente Judá e Benjamim responderam e retornaram para reconstruir o templo de Deus. As dez tribos do reino do norte haviam sido tão fraturadas e dispersas pela Assíria e tanto tempo havia se passado desde o seu cativeiro, que muitos não estavam seguros de sua verdadeira herança. Portanto eles não estavam desejosos de compartilhar a visão de reconstruir o templo (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

[Nota: Deve ser lembrado que um dos objetivos de Crônicas era mostrar que toda a nação de Israel estava incluído em Judá, tanto no cativeiro babilônico quanto no retorno do exílio, como vimos em comentários anteriores.]

5,6 Muitos judeus escolheram voltar a Jerusalém, porém muitos escolheram ficar na Babilônia em vez de retornar a sua pátria. A jornada de retorno a Jerusalém era difícil, perigosa, cara e demorava cerca de quatro meses. As condições de viagem eram deploráveis e as pessoas que viviam na área eram hostis. Registros persas indicam que muitos judeus acumularam grande riqueza no cativeiro. Retornar a Jerusalém significava desistir de tudo e recomeçar do nada. Muitas pessoas não conseguiram fazer isto; eles preferiram a riqueza e a segurança ao sacrifício que o trabalho de Deus requer. Suas prioridades estavam invertidas (Mc 4:18, 19). Não devemos deixar que o nosso conforto, segurança ou bens materiais nos impeçam de fazer a vontade de Deus (Life Application Study Bible Kingsway NIV).

9-11 Os totais registrados nos v. 9 e 10 somam 2.499 e não os 5.400 que constam do v. 11. É possível que somente os utensílios maiores tenham sido especificados na lista. Bíblia de Estudo NVI Vida.



II CRÔNICAS 36
19 de novembro de 2019, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2cr/36

Neste capítulo, vários reis “fizeram o mal aos olhos do Senhor”. Portanto, não é surpresa que cada um deles tenha sido levado em cativeiro ou estado sob ataque. Apesar das várias advertências de Deus e Seus mensageiros, o povo zombou dos profetas de Deus até que a ira do Senhor se levantou contra eles. Foi quando Jerusalém foi invadida e muitos foram mortos. Aqueles que escaparam do assassinato inicial foram levados de volta à Babilônia para trabalhar como servos. A casa do Senhor foi saqueada, vários tesouros foram removidos e queimados. Os tesouros foram levados para Babilônia com o rei.

A terra ficou desolada por setenta anos antes que Deus usasse Ciro, rei da Pérsia, para começar a reconstrução de uma casa para o Senhor novamente em Jerusalém. A história continua em Esdras 1.

Repetidamente, Deus convidou Seu povo a obedecer a Seus mandamentos e a acatar a advertência de Seus profetas, mas o conselho foi ignorado. O mesmo convite é estendido a nós hoje, para que obedeçamos aos Seus mandamentos e sigamos a luz de Seus profetas. Estamos fazendo isso? Você está fazendo isso? Você está vivendo de acordo com toda a luz que recebeu? Ou você está zombando de Deus ignorando-o?

Jackie Ordelheide Smith
Diretor assistente
Escola Sabatina e Ministérios Pessoais, Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

Fonte: https://www.revivalandreformation.org/?id=649
Equipe de tradução: Pr. Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli



II CRÔNICAS 36 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
19 de novembro de 2019, 0:45
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II CRÔNICAS 36 – O que é que escraviza, entorpece e destrói pessoas, famílias, igrejas e instituições? O pecado! No último capítulo de II Crônicas Jeocaz, nomeado rei de Judá por Neco, foi deposto depois de três meses, e substituído por Jeoaquim, filho de Josias (36:1-4). Nabucodonosor venceu em Carquemis e invadiu Judá. O reinado de Jeoaquim se findou com sua deportação a mando de Nabucodonosor, que subjugou Jerusalém e destruiu o templo (vs. 5-8). Zedequias assumiu o trono deixado por Jeoaquim, mas sua rebelião levou à extinção definitiva de Jerusalém no ano 456 a.C. (vs. 9-13). Isso tudo é consequência do pecado acoplado ao julgamento de Deus. Porém, Deus tem a última palavra. Suas promessas messiânicas não chegaram ao fim com o fim de Jerusalém. O livro de Crônicas termina falando de esperança e liberdade. Nas Palavras de David S. Dockery “Crônicas termina com os exilados livres para voltar à terra e reconstruir o templo. Nosso Deus é um Deus de novas oportunidades, aquele que, por intermédio de Jesus, oferece aos pecadores nova liberdade, a oportunidade de voltar para a família dos salvos e novas oportunidades de servi-lo”. Com Deus, a esperança não é a última que morre; na verdade, ela não morre nunca. Em Deus, nem o diabo e nem a morte tem a última palavra. Por isso, não se desespere nunca na vida; confie sempre em Deus, Ele sempre terá uma solução quando o pecado arruinar tudo!

A teologia bíblica sobre profetismo ensina que nunca foi desejo de Deus que homens e mulheres ficassem na incerteza quanto ao propósito da vida. Deus deu a certeza de que poderíamos conhecer a verdade sobre o futuro (vs. 15-16).
1. Você sabia que Deus falava face a face com os seres humanos? Deus advertiu pessoalmente a Adão e Eva que mesmo sendo criados perfeitos e colocados num Jardim do Éden perfeito, nem tudo era seguro.
2. Você sabia que o mal existia num lugar perfeito? Deus mostrou a Adão e Eva que o mal se emboscava num lugar perfeito.
3. Você sabia que sem a orientação de Deus não há vida nem mesmo num lugar perfeito? Deus revela aos seres humanos a necessidade de orientação. Ele apresenta a nós que sem Suas orientações não há vida. Se Adão e Eva com 100% de sua habilidade mental, sem natureza pecaminosa, careciam das orientações de Deus para conduzir bem a sua vida, quem dirá nós, estragados e detonados pelo pecado!?
Por isso, por compaixão, amor e misericórdia, Deus mesmo tem usado a voz humana para transmitir Sua palavra (v. 15). Assim, quem despreza um mensageiro de Deus, está desprezando o próprio Deus (v. 16). Esse é o último remédio de Deus aos pecadores; se não surtir efeito, não há o que fazer, a não ser deixarem colher as consequências! É melhor “Crer no Senhor vosso Deus e estar seguro; crede nos Seus profetas e prosperareis” (II Crônicas 20:20). Ouça a Deus por meio de Seus mensageiros!

Deus é soberano e Todo-poderoso, está cima de tudo e de todos. Além disso, Ele é onisciente, Ele conhece perfeitamente o passado, o presente e o futuro; nada está encoberto aos Seus olhos. Ele pode fazer qualquer coisa, até mesmo revelar detalhes sobre o futuro que ninguém suspeita. O Edito de Ciro é o ápice da revelação do cronista sobre a soberania de Deus na história e no curso dela. Deus interveio na história para mudar o curso da sorte de Israel (2Cr 36:22-23); confie inteiramente nEle. Não perca as esperanças! Segundo o teólogo David S. Dockery concluiu: “Embora parecesse que as promessas de Deus a Davi haviam sido abandonadas, o cronista mostrou por intermédio de seu panorama histórico que Deus permanece fiel e pode mudar a história para cumprir Seus propósitos”. Além disso, Dockery diz que os dois últimos versículos de II Crônicas “foram repetidos em Esdras 1.1-3a para mostrar que a história da obra redentora de Deus por meio do templo continuava nos relatos de Esdras e Neemias”. Então:
1. Ainda que pareça que os propósitos de Deus a você jamais vão se cumprir, creia que Deus fará tudo em Seu devido tempo se você confiar plenamente nEle.
2. Comece a ler o livro de Esdras amanhã. Ali existem verdades reveladas desconhecidas por muita gente. Vamos descobrir ali pepitas de ouro espiritual para enriquecer nossa alma!
3. Reaviva diariamente tua paixão espiritual; alimente a tua alma com a Palavra de Deus todas as manhãs! – Heber Toth Armí