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JÓ 37 – Aqui se encerram as discussões humanas. Fica mais que provado que a sabedoria, filosofia e teologia sem a revelação direta de Deus são insuficientes para lidar com a verdade, a realidade e a espiritualidade.
Até agora, nenhum dos amigos sábios de Jó conseguiu dar uma resposta convincente sobre seu terrível sofrimento. Nem mesmo o jovem Eliú, com sua intrepidez, indo um pouco além dos veteranos, conseguiu colocar um ponto final na questão do sofrimento de Jó.
Abaixo estão os tópicos deste último discurso elaborado detalhadamente por John E. Hartley:
Quarto discurso de Eliú (36:1-37:24) 1. Introdução (36:1-4); 2. Métodos disciplinadores usados por Deus: a) O ensino principal (36:5-15); b) Advertência a Jó (36:16-25). 3. A grandeza de Deus: a) Glória visível de Deus na tempestade (36:26-37-13); b) Advertência a Jó (37:14-20). 4. O esplendor divino (37:21-24).
Warren W. Wiersbe destaca os seguintes tópicos da preleção de Eliú sobre o poder de Deus. Ele fala sobre o…
• Outono (36:27-37:7); • Inverno (vs. 6-10); • Primavera (vs. 11-13); • Verão (vs. 14-18).
“No entanto”, continua Wiersbe, “Eliú estava fazendo muito mais do que dar uma palestra científica sobre as quatro estações. Seu desejo era que Jó refletisse sobre a grandeza de Deus e as maravilhas da natureza e percebesse quão pouco sabia, de fato, sobre Deus e sua operação no mundo”.
Eliú enfatiza a grandeza de Deus para fazer Jó se calar. Consequentemente apresenta uma “beleza” que flui de Deus, mas essa beleza é “temível”. Por isso, ele diz: “Poderoso Deus, tão longe do nosso alcance!”
Na verdade, Deus está acessível a nós através de Jesus (lembrando que a teologia é progressiva e Eliú possuía poucos raios da verdade, ele engatinhava no conhecimento de Deus).
Ao findar Eliú o seu discurso podemos destacar que…
• Não há descoberta da verdade independente de Deus. Deus é a fonte do conhecimento pleno, somente podemos saber o que é certo mediante Sua revelação.
• As opiniões humanas diferem da revelação divina; a compreensão humana é falha diante da revelação divina, assim, os supostos sábios querem intimidar os fracos com argumentos retumbantes.
Por insuficiente informação verdadeira, atualmente muitos, assim como Eliú, veem o juízo, o encontro com Deus e o Seu agir como algo perigoso. Estude por si mesmo(a) e veja que é diferente! – Heber Toth Armí.
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479 palavras
1 Sobre isto. Não há uma divisão natural entre os cap. 36 e 37. Eliú continua usando a figura de uma tempestade para descrever o poder de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 673.
2 Dai ouvidos ao … que sai da Sua boca. Muitas vezes nos atrevemos a falar em nome de Deus (como o fizeram os amigos de Deus), colocar palavras em Sua boca, ter certeza de Sua vontade ou interpretar seu silêncio significando que Ele está ausente ou não interessado. Mas Deus Se importa. Ele está no controle e falará. Esteja pronto para ouvir Sua mensagem – na Bíblia, na Sua vida através do Espírito Santo e através de circunstâncias e relacionamentos. Life Application Study Bible.
trovão de Deus. Literalmente, “o estrondo da Sua voz” (ver NVI). CBASD, vol. 3, p. 673.
7 torna Ele inativas. …cessação do trabalho ao ar livre durante o inverno, devido à neve, ao gelo e às chuvas pesadas. Esta pausa na atividade do homem dá tempo para reflexão e, assim, promove um conhecimento mais claro de Deus. CBASD, vol. 3, p. 673.
8 entram nos seus esconderijos. É no inverno que os animais hibernam. Isto … é para Eliú uma prova da sabedoria de Deus. Ele fez provisão para que os animais fossem protegidos do frio e subsistissem com pequenas quantidades de alimento durante a estação da escassez. CBASD, vol. 3, p. 673.
9 dos ventos do norte, o frio. … fortes ventos que dispersam as nuvens e deixam o tempo claro e frio. CBASD, vol. 3, p. 673.
10 sopro de Deus. Aqui, metáfora do vento gelado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16 equilíbrio das nuvens. O balanço das várias forças naturais, que permitem a presença da água na atmosfera; cf o que Jó fala, 26.7. Bíblia Shedd.
O fenômeno das nuvens suspensas no céu, carregadas de chuva sem que nada as sustente, provocou a admiração de Eliú (ver Jó 26:8). CBASD, vol. 3, p. 673.
17 vento sul. O siroco, que, na área do Mediterrâneo, provoca um calor paralisante, um mormaço opressor, diante do qual até os pássaros se escondem, e toda a vida animal e vegetal dão a impressão de estar murchas. Bíblia Shedd.
18 duros como … bronze. Em Dt 28.23 os céus de bronze simbolizam calor sem alívio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21 para o sol, que brilha. Os seres humanos não conseguem olhar para o sol ofuscante; quanto menos seriam capazes de ficar frente a frente com Deus! CBASD, vol. 3, p. 674.
24 não dá Ele atenção a todos os sábios de coração. Ou “pois Ele não tem consideração por ninguém que se ache sábio”. Nota Bíblia NVI.
os que se acham sábios. Isto é, os convencidos. Certamente é verdadeiro o que Eliú declara como um princípio. É tolice um homem pensar em comparar sua insignificante sabedoria com a de Deus. O erro de Eliú está em tentar aplicar o princípio a Jó. O problema com Eliú e com os outros protagonistas foi que eles ousaram julgar a Jó. CBASD, vol. 3, p. 674.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/36
“Ele [Deus] está atraindo você para longe das mandíbulas da aflição, para um lugar amplo e livre, para o conforto da mesa farta e seleta que você terá. Mas agora, farto sobre você é o julgamento que cabe aos ímpios; o julgamento e a justiça o pegaram. (Jó 36:16,17 NVI)
Até amigos bem intencionados podem machucá-lo. Aqueles amigos cristãos que vêm até você para explicar como Deus está trabalhando em sua vida. Com um sorriso, eles explicam o funcionamento do ser mais misterioso do universo, e você se pergunta como eles podem ter tanta certeza?
Em tempos difíceis, nunca fui confortado por alguém relatando seu conhecimento superior de como Deus trabalha. Mas fui confortado por um amigo que vinha e dizia: “Sei que você está passando por tempos difíceis. Não sei por que isso está acontecendo com você. Mas eu sei que Deus é bom e lhe ama.”
Por que precisamos entender as coisas que Deus não deixou claro? Será que é o nosso orgulho humano que nos leva a querer ser mais inteligente do que outra pessoa? Ou será uma necessidade que temos de controlar até a Deus?
É compreensível não saber tudo. É autêntico, cria confiança e conecta você com o coração de outras pessoas.
Lonnie Wibberding
Pastor, Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Glide e Turning Point
Oregon, EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=718
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 36 – Falar sobre Deus e por Ele é mais complexo do que se imagina. Pregar é mais sério do que se pensa. Fazer sermão é de uma responsabilidade sem igual. Ser um intérprete da Palavra de Deus exige mais do que conhecimento de hermenêutica e exegese, depende de discernimento dotado pelo Espírito Santo.
A fala de Eliú mais parece monólogo do que diálogo, é um sermão. São vários discursos os dele, mas sem interrupções. Os capítulos 36 e 37 contêm seu quarto e último discurso.
A introdução desse discurso poderia ser dita assim: “Acompanhe mais um pouco meu raciocínio. Vou convencer você. Há ainda muita coisa a ser dita a favor de Deus. Aprendi tudo isso em primeira mão, direto da Fonte. Tudo que eu sei sobre justiça devo ao meu Criador. Confie em mim, estou oferecendo a você a pura verdade. Acredite, conheço essas coisas muito bem” (vs. 1-4).
• Usar a lógica no sermão ou no discurso teológico não é suficiente;
• Convencer alguém com argumentos teológicos ou filosóficos nem sempre significa ter falado a verdade;
• Deus quer mais do que advogados de defesa, Ele quer testemunhas;
• Dizer que aprendeu diretamente com Deus o que diz sobre Ele nem sempre é verdade;
• Falar sobre justiça de Deus com convicção às vezes é uma revelação de uma mera opinião.
A teologia de Eliú no capítulo em questão tem estes pontos:
1. Ele faz apologia à declaração de Jó quando disse que o perverso prospera e o inocente sofre e depois combate as reclamações de Jó (vs. 6-15, ver Jó 21:7, 27-33, 24:1-17);
2. Sem compreender o tema do grande conflito, ele alega que o sofrimento de Jó é consequência de seus atos perversos contra o soberano Deus (vs. 16-33).
Além disso, Carol Ann Mayer-Marlow especifica outros detalhes da teologia de Eliú:
• Deus não preserva a vida dos ímpios (v. 6);
• Os justos passam por aflições a fim de que estejam dispostos a aprender e a dar atenção a Deus (vs. 7-10);
• Nossa prosperidade depende de nosso arrependimento e da obediência a Deus (vs. 11-12)
• Ímpios morrem cedo (vs. 13-14);
• Ouvidos que eram insensíveis ao som da voz de Deus tornam-se sensíveis como resultado da adversidade (v. 15).
Cuidado com teologias adulteradas de quem quer convencer da opinião particular. Ore e estude a Bíblia com intensidade! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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468 palavras
1 Eliú mostra como Deus é justo em Seus caminhos. 16 [Ele afirma que] os pecados de Jó impedem as bênçãos de Deus. 24 As obras de Deus devem ser magnificadas (CBASD, vol. 3, p. 669).
Os cap. 36 e 37 formam um único discurso [de Eliú]. Constituem um apelo final a Jó para que seja resignado e paciente diante de Deus (CBASD, vol. 3, p. 669).
1-22 Eliú conclama Jó a confiar na sua sabedoria, no ensinamento que vai dar (2-4). O procedimento de Deus é leal para com todos […], e Sua providência, adversa aos ímpios, benigna para com os justos, é digna de confiança (5-7). Deus se dirige aos homens no meio da angústia à qual os pecados os arrastara, oferecendo o caminho do arrependimento e da salvação (8-10); a obediência conduzirá à felicidade, e a recusa, à ruína (11-15). Jó está incluído no segundo grupo, sofrendo consequências das quais ninguém o poderá livrar (17-19). Jó deve sair desse caminho de rebeldia, convertendo-se ao Mestre que tem poderes para julgar seus passos (21-23) (Bíblia Shedd).
6-9 Declaração clássica da justiça de Deus, que recompensa os justos e castiga os pecadores (por contraposição ao que Jó tem alegado). No v. 7, é possível que Eliú tenha em mente a queixa de Jó, segundo a qual Deus não quer deixá-lo em paz (v. 7.17-19), e no v. 9 talvez esteja pensando na acusação de Jó, segundo a qual Deus não quer declarar as acusações contra ele (31.35, 36). Bíblia de Estudo NVI Vida.
13-15 Eliú entende que a necessidade espiritual básica do ser humano provém de sua dureza de coração – da recusa de submeter-se a Deus, de clamar a Deus na aflição (v. Sl 107) ou de escutar a voz de Deus em meio aos sofrimentos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
16-21 Eliú adverte Jó de que deve corresponder à disciplina divina e desviar-se de todo o mal. (cf. v. 21). O v. 16 demonstra que considera Jó um homem para quem ainda há esperança. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22, 23 Eliú antecipa algumas das declarações de Deus nos discursos dos caps. 38-41. Bíblia de Estudo NVI Vida.
24-33 Eliú exorta Jó a humilhar-se perante Deus (24-25), cujo poder é demonstrado pelos fenômenos da natureza: a formação das gotas de chuva (27-28) e a trovoada (29-33; 37.1-5). A própria trovoada revela a Deus como juiz, v. 33) (Bíblia Shedd).
26 Um tema da literatura poética bíblica é que Deus é incompreensível; não podemos conhecê-Lo completamente. Podemos ter algum conhecimento a respeito dEle, porque a Bíblia é cheia de detalhes a respeito do que Deus é, como podemos conhecê-Lo e como podemos ter um relacionamento eterno com Ele. Mas nunca saberemos o suficiente para responder a todas as questões da vida (Ecl 3:11), para prever nosso próprio futuro ou para manipular Deus para nossos próprios fins. A vida sempre cria mais questões do que temos perguntas e devemos sempre ir a Deus para novos insights a respeito dos dilemas da vida. Life Application Study Bible Kinsgway.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/35
Com a intenção de defender Deus da teologia defeituosa de Jó, Eliú acusa Jó de vomitar conversas vazias, de multiplicar palavras sem conhecimento. Ironicamente, ele é culpado do próprio comportamento de que acusa Jó. Estendendo-se por seis capítulos, o monólogo de Eliú tenta convencer Jó de que nem seus pecados nem sua justiça afetam a Deus de nenhuma maneira. Que fala sem conhecimento!
Quantas vezes acusamos erroneamente os outros das mesmas coisas de que somos culpados? É muito mais fácil detectar meticulosamente falhas percebidas nos outros do que identificar defeitos reais em nós mesmos. Verdade seja dita, muitas vezes a parte que acusamos é inocente e nós somos culpados.
Existe ainda outra verdade revelada pela sinceridade de Eliú: freqüentemente, acusamos os outros por falarem de maneira tola ou incorreta, mas, no final, são eles que falam a verdade. Freqüentemente deixamos de ver a verdade por causa dos filtros embaçados de nossos corações, formados por nossa educação, educação e pecado. Cegos por nossa teologia distorcida ou psicologia disfuncional, atacamos as personalidades dos outros e lançamos críticas sobre seus motivos. Se julgarmos menos e escutarmos mais, podemos ser sábios!
“Quando são muitas as palavras, o pecado está presente, mas quem controla a língua é sensato.” Provérbios 10:19 (NVI).
Lori Engel Capelã (atualmente com deficiências),
Eugene, Oregon EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=717
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 35 – Interpretação é assunto sério. É muito fácil deturpar a realidade, as palavras humanas e também a Palavra de Deus.
O raciocínio humano contaminado com o pecado não tem discernimento apropriado para avaliar corretamente.
1. Eliú deturpa as colocações ditas por Jó (vs. 1-3); “Eliú não concordou com a declaração de Jó, de que uma pessoa justa poderá sofrer tanto quanto um pecador. No entanto, ao combater esse conceito (verso 3), ele insinuou que Jó estava dizendo que os justos não terão finalmente nenhuma vantagem sobre os ímpios. Isso era uma distorção do ponto de vista de Jó” (Carol Ann Mayer-Marlow).
2. Eliú deturpa a teologia (vs. 4-8); segundo Eliú, “o pecado do homem não causa dano à soberania de Deus, e a justiça do homem não Lhe serve para nada” (William MacDonald), quando, na verdade, o que acontece na Terra afeta o Céu (ver Gênesis 6:11-13; 18:16, 17, 23-32; Êxodo 2:23-25; 22:21-24; Oséias 11:8; Mateus 9:36).
3. Eliú deturpa a realidade (vs. 9-16); a filosofia de Eliú é que sofredores não são sinceros ao clamar a Deus – eles apenas estão sendo interesseiros e egoístas a fim de livrarem-se dos sofrimentos. “O ponto fraco dessa posição é que ela pressupõe que os que continuam a sofrer não clamam a Deus corretamente” (Francis D. Nichol).
Nossas pressuposições interferem em toda e qualquer interpretação. Se elas não vierem da Palavra de Deus tendemos a adulterar todo assunto em que emitimos nossa opinião. O pecado distorce nossa visão; consequentemente, só com a restauração do Espírito Santo podemos obter discernimento.
Pessoas de mente obscura, de pensamentos turvos, de visão nebulosa chegam a conclusões absurdamente terríveis sobre tudo; pior é que emitem opiniões como se fossem convicções, criticam como se fossem donas da verdade. Eliú encerrou seus argumentos desse capítulo dizendo: “Jó, você só fala bobagens – nem sabe o que diz!” quando, na verdade, era Eliú que falava bobagens distorcendo o que Jó dissera.
“Desde que Satanás deturpou a Deus para Eva no Jardim do Éden, essa tática tem sido um de seus ardis preferidos. Consegue lembrar-se de um exemplo recente da maneira pela qual Satanás usa os críticos da igreja de Deus e seus dirigentes para torcer-lhes as atitudes e afirmações?” (Mayer-Marlow).
Fuja dessas táticas ardilosas! – Heber Toth Armí.
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645 palavras
Jó 35 Resumo: 1 O homem não pode comparar-se a Deus, porque nossa bondade ou maldade não O afeta. 9 Muitos clamam em suas aflições, mas não são ouvidos por falta de fé. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 666.
Eliú tinha atribuído a Jó o argumento de que a justiça não traz mais vantagem para o homem do que a prática do pecado (34.9, cf 21.15, onde Jó atribui tal atitude ao ímpio); agora [Eliú] mostra que o Deus transcendente não é afetado pelo comportamento humano, e que só outros homens ficam prejudicados ou ajudados pelos vícios da humanidade (5-8). Se alguém ora a Deus e não recebe resposta; isto é mais uma prova da sua própria impiedade do que uma indicação de que Deus não considera os justos (9-13). Jó podia escolher o caminho da confiança em Deus, para o perdão, ou rebeldia, para então merecer mais castigo; portanto, não é justiça do domínio de Deus que deve ser impugnada (14-16). Bíblia Shedd.
Às vezes nos perguntamos se ser fiel às nossas convicções realmente alguma diferença. Eliú tocou neste ponto. Sua conclusão foi que Deus ainda se preocupa conosco, mesmo embora não intervenha imediatamente em cada situação. No amplo escopo do tempo Deus executa a justiça. Temos a sua promessa sobre isso. Não perca a esperança. Espere em Deus. Ele vê o seu justo viver e sua fé. Life Application Study Bible Kingsway.
2 absolvido. Eliú acha que Jó é injusto e incoerente ao esperar vindicação da parte de Deus e, ao mesmo tempo, deixar subentendido que Deus não se importa se somos justos (cf. v. 3). Deve, porém, ser levada em conta a liberdade da pessoa para expressar seus sentimentos. O salmista, que tinha sede de Deus (Sl 42.1, 2), também perguntava por que Deus se esquecera dele (Sl 42.9) e o rejeitara (Sl. 43.2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 Olhe para os céus e veja. Eliú assevera que Deus fica tão acima do homem, que realmente não há nada que este possa fazer de bom e de mau que influa na natureza essencial daquEle (cf. v. 6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
6 Se as tuas transgressões se multiplicam, que Lhe fazes? O argumento é de que o Deus que criou os céus não é influenciado nem intimidado pelo pecado do ser humano: Seu poder não é diminuído, Ele não é prejudicado, nem Sua dignidade, ferida. CBASD, vol. 3, p. 667.
7 Que Lhe dás […]? Por outro lado, defende Eliú, a justiça humana não pode beneficiar a Deus, nem colocá-Lo sob obrigação para com o homem. CBASD, vol 3, p. 667.
8 A tua impiedade só pode fazer mal ao homem. Segundo o raciocínio de Eliú, os resultados da iniquidade ou da justiça são sentidos, não por Deus, mas pelo próprio ser humano. Deus está tão afastado dos efeitos do pecado ou da justiça humana que não há motivo para Ele não ser estritamente justo. Desta forma, onde deve haver recompensa, haverá, e onde deve haver castigo, haverá. Portanto, há vantagem em ser justo. Deus é exaltado demais para modificar a lei da causa e do efeito quer, na estimativa de Eliú, exige a recompensa para o justo e a punição para o malfeitor. Em outras palavras, a impiedade ou a justiça de um homem afeta somente a ele, não a Deus. A filosofia de Eliú, neste particular, deixa de reconhecer o estrito vínculo que existe entre Deus e Suas criaturas. Eliú vê a transcendência de Deus, mas deixa de ver Sua proximidade daqueles que criou. O evangelho apresenta um Deus amoroso, que é afetado pelo que Suas criaturas fazem e que Se relaciona com elas de maneira pessoal (ver Hb 4:15). CBASD, vol 3, p. 667, 668.
9 Os homens se lamentam.. imploram que os libertem. Eliú declara que os que como Jó oram pedindo ajuda quando sofrem como inocentes parecem nunca chegar a confiar na justiça e na bondade do Criador, também autor da sabedoria e da alegria (cf. v. 10, 11). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/34
Eliú esperou para falar até que os mais velhos terminassem de repreender Jó. Irritado com Jó por ele se justificar, o jovem atacante, arrogantemente, deixa escapar: “Ouça-me. Ensinarei a você a sabedoria.” Assumindo o papel de advogado de defesa da divindade, Eliú insiste que Deus sempre retribui as pessoas com justiça, por suas ações. O sofrimento de Jó seria decorrente de algum pecado que ele havia cometido.
Essa ética causal da justiça de Deus era comum nos tempos do Antigo Testamento. Bom comportamento significava bênçãos. Mau comportamento era igual a sofrimento. Era uma abordagem “dente-por-dente” da vida, lógica e gerenciável. Essa crença ainda permeia religiões cármicas como hinduísmo e budismo.
No entanto, o livro de Jó destrói essa ilusão equivocada. Descobrimos que o sofrimento pode ocorrer sem causas conhecidas. O sofrimento nem sempre é o resultado direto de nossos pecados. Uma visão tão mal informada do sofrimento omite a realidade do Grande Conflito e cria uma angústia espiritual desnecessária.
Os que sofrem não devem ser castigados por algum pecado não identificado que lhes possa ter causado o sofrimento. Afogando-se em dores misteriosas e imerecidas, os doentes precisam de amigos amáveis e ouvintes que não os julguem. Eles precisam da presença de um Salvador que também sofreu imerecidamente. O sofrimento nem sempre vem com uma explicação clara de 2 + 2 = 4.
Lori Engel Capelã (atualmente com deficiências),
Eugene, Oregon EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=716
Tradução: Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 34 – Precisamos do auxílio do Espírito Santo para interpretar bem a Palavra divina, do contrário, favoreceremos ao diabo e desprezaremos a Deus.
Examine atentamente cada ponto deste capítulo:
1. O “sábio” pede “humildemente” que outros sábios avaliem suas palavras pensando serem incontestáveis (vs. 1-4).
2. O sábio segundo o mundo retrata indevidamente a situação de um sofredor; Eliú colocou na boca de Jó palavras que ele nunca disse. Jó nunca disse que agradar a Deus era perda de tempo (vs. 5-9).
3. O “sábio” fala o que pensa ser verdade sobre Deus, mas é apenas sua mera opinião. Para Eliú,
• Deus não faz nenhum mal a ninguém, mas cobra e faz cada indivíduo pagar por todos os seus atos (vs. 10-15);
• Deus não faz acepção de pessoas, Ele é justo a tal ponto de fazer cada devedor de justiça pagar até o último centavo (vs. 16-20);
• Deus é onisciente e está como um juiz perscrutador pronto a punir e humilhar àquele que fez por merecer (vs. 21-30).
4. O “sábio” que pensa que está com a razão se prevalece dos mais fracos e doentes (vs. 31-33).
5. O “sábio” desprovido do Espírito Santo ataca veementemente visando nocautear seu alvo com argumentos consistentes (vs. 34-37).
Para vencer argumentos que desafiam nossas crenças adulteramos as palavras ditas pela pessoa que estamos atacando. Para parecer mais coerente, sábio e lógico que nosso oponente tendemos a atacar os mais fracos com frases argumentativas que ferem ao invés de curar, que humilham ao invés de elevar, que oprimem ao invés de redimir.
Sun Tzu orienta: “Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque com sua maior força”; já Agni Shakti alerta: “Na falta de argumento a ignorância usufrui da agressividade e da ofensa como modo de ataque”. Precisamos ir além de Eliú!
O livro em que estamos mergulhados em suas páginas não é o relato de um Deus cruel que provocou Satanás para infernizar a vida do coitado Jó. Sua mensagem vai muito além de um Deus que incita contendas, que permite o sofrimento por mera distração ou que instiga o inimigo a um duelo sem causa, ocasionando caos na existência humana.
Reflita: Obtenha sabedoria segundo Deus, não segundo o mundo! – Heber Toth Armí.