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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/40
Os amigos de Jó pensaram com certeza que ele devia ter pecado gravemente por ter sofrido tão terrivelmente. Mas, apesar dos insultos, ele sustentava ser inocente. Isto é, até que Deus lhe fez uma pergunta difícil: “Jó, você se defenderá a ponto de me fazer parecer culpado?”
Veja bem, os cinco homens tinham uma visão estreita. Aos olhos dos quatro, Jó estava em falta. Aos olhos de Jó, Deus estava executando sua vontade misteriosa para com uma pessoa inocente. Mas nenhum dos cinco homens apontou o dedo para o principal instigador de todo sofrimento. E como Satanás nem sequer foi mencionado, a culpa naturalmente foi colocada nas pessoas erradas.
Isso ainda acontece. Tragédias que costumamos chamar de “Atos de Deus” geralmente não são causados por Deus. Pessoas justas e desamparadas ainda sofrem, e Satanás é a causa principal. Meninos e meninas são usados para a luxúria de adultos, e Satanás faz de tudo para que crimes como esses continuem a existir.
Deus faz comentários no restante do capítulo a respeito do que poderia ter sido um brontossauro [um grande animal pré-histórico). Mas o poder daquele animal gentil não é nada comparado ao poder da força do mal no mundo espiritual. Espíritos malignos buscam nossa ruína. E ficamos com raiva de Deus? Duvidamos de Sua bondade? Nós nos justificamos por contraste quando dizemos: “Como Deus pôde deixar isso acontecer?”
Deus não é culpado, e nós não somos tão inocentes quanto Jó foi.
Eugene Prewitt
Diretor
Instituto de Treinamento da Ásia Oriental, Malásia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=722
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 40 – Depois de Deus levantar grandes perguntas diante do grande dilema de Jó nos capítulos 38 e 39, o sofredor Jó reagiu. Como ele reagiu? Ele aproveitou a oportunidade para encurralar Deus? Ele questionou Deus como disse que faria se tivesse oportunidade? Ele reclamou por Deus ter feitou ou permitido toda aquela dor e angústia que ele passou?
Mas antes de Jó responder ou falar qualquer coisa a Deus, Deus ainda disse a Jó (vs. 1-2):
“Aquele que contende
com o Todo-poderoso poderá repreendê-lo?
Que responda a Deus
aquele que o acusa!”
Jó irá acusar a Deus? Irá condená-lO? Seria Jó ousado para reprovar a Deus, o Soberano Criador do Universo? Então, o intrigado Jó respondeu com as seguintes palavras singelas (vs. 3-5):
“Sou indigno;
Como posso responder-te?
Ponho a mão sobre minha boca.
Falei uma vez,
mas não tenho resposta;
sim, duas vezes,
mas não direi mais nada”.
Jó ficou sensibilizado diante de Deus. Ele abaixou a guarda. Sua arrogância deu lugar à humildade. Sua humildade o preparou para o que Deus ainda lhe falaria e faria. Sua justiça própria e orgulho de si mesmo desapareceu diante da majestade de Deus.
Deus tem prazer em falar com quem está disposto a ouvi-lO com humildade. Ele quer comunicar-Se com Seus servos piedosos. Deus Se inclina para satisfazer aos sofredores e angustiados. Ele mesmo declara claramente:
“Habito num lugar alto e santo,
mas habito também com o contrito e
humilde de espírito,
para dar novo ânimo
ao espírito do humilde
e novo alento ao coração do contrito” (Isaías 57:15).
Por isso, com prazer Deus inicia Seu segundo discurso a Seu servo Jó (v. 6). Na sequencia, a fala de Deus desafia Jó a lhe responder perguntas (v. 7). Será que Jó tem condições de questionar a justiça de Deus? Será que Jó conseguirá condenar a Deus para justificar-se perante o universo? (v. 8). Deus Lhe dá as diretrizes nos versículos 9-14:
1. Torne-se Deus/majestoso/esplendoroso/glorioso;
2. Humilhe e acabe com os orgulhosos/poderosos ;
3. Esmague os ímpios/malvados.
Sabendo que Jó seria incapaz de fazer isso, Deus revela Seu poder sobre o poder de suas poderosas criaturas. Nada O assusta (vs. 15-24).
Nossa situação só terá solução se nos entregarmos humildemente nas mãos do Soberano do Universo! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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418 palavras
2 Aquele que contende com o Todo-Poderoso poderá repreendê-Lo? Que responda a Deus aquele que O acusa! (NVI). Jó é claramente desafiado a justificar sua tentativa de repreender a Deus. Satanás predisse que Jó amaldiçoaria a Deus. Isto ele não havia feito, mas havia errado em tentar dizer a Deus o que fazer. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3. p. 684.
3-5 Jó abandona a sua obsessão de ser justificado. Era a sua vez de falar, mas ele nada tinha a dizer. Jó se humilha diante do Todo-Poderoso. Bíblia de Genebra.
4 Sou indigno. Em vez de dizer “Sou inocente”, como pretendia, ele responde “Sou indigno.” A revelação divina havia mudado totalmente sua atitude em relação a si mesmo e a Deus. Uma convicção semelhante sobrevém a todo ser humano que chega a ter uma devida apreciação de Deus. CBASD, vol. 3. p. 684.
6-14 Se Jó pode consertar os problemas do mundo, ele não precisa de Deus. Andrews Study Bible.
Deus revela Suas maravilhas no mundo moral, na esfera da ética humana. Se Jó tivesse a poderosa atuação e a voz autoritária do próprio Deus, derramando sua fúria sobre os ímpios e perversos, então poderia confrontar-se com seu Senhor em debates sobre a justiça e a injustiça na Sua providência. Bíblia Shedd.
6 respondeu a Jó. …o propósito primário de Deus não é embaraçar Jó, mas levá-lo a uma nova experiência. CBASD, vol. 3. p. 685.
13 encerra-lhes o rosto. Sabe-se que na preservação das múmias o corpo todo era envolto em panos, inclusive o rosto. CBASD, vol. 3. p. 685.
15 o hipopótamo. No original, behemoth, que é a forma plural de behemah, uma palavra comum no hebraico, traduzida como “animais domésticos” (Gn 1:24, 25; etc.), “animais” (Gn 8:20; etc) ou “gado” (Gn 36:6;etc.). Parece ser usada aqui como um plural intensivo, referindo-se a um animal muito grande. A maioria dos eruditos acha que o termo se refere ao hipopótamo. Contudo, há alguns que a aplicam (1) ao elefante, (2) a alguma espécie extinta ou (3) a uma representação simbólica. CBASD, vol. 3. p. 685.
Trata-se de uma criatura real (que criei), não de um ser mitológico. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.
A fala do Senhor indica que quaisquer que sejam as forças de tais criaturas, não passam de brinquedos quando comparadas com o poder insondável do Senhor. Biblia de Genebra.
come a erva. O animal mencionado … é aparentemente herbívoro. CBASD, vol. 3. p. 685.
23 Se um rio transborda. A figura é a de um animal tão acostumado à água que não se perturba com inundações ou correntes fortes. Isto, é claro, sugere o hipopótamo. CBASD, vol. 3. p. 685.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/39
Como pessoa que aprecia pássaros, eu tinha uma particular apreciação pelos avestruzes selvagens da África do Sul. Mas o que aprendi sobre as maiores espécies de aves no livro de Jó me surpreendeu.
Deus fez avestruzes para serem fortes e tolas. Sim, é isto mesmo: Ele “a privou da sabedoria, e não lhe deu entendimento.” Jó 39:17. ACF
Agora você pode se perguntar por que um Criador amoroso faria um grande pássaro tolo. Uma das possibilidades é a seguinte: temos aí um alerta para fazermos um trabalho melhor criando nossos próprios filhos.
O avestruz põe seus ovos fortes na terra. O papai e a mamãe avestruz em sua força podem afastar hienas, guepardos e outros predadores nefastos. Mas os pais, quando não estão prestando atenção em seus pés, pisam em seus próprios ovos. E às vezes eles dão um passeio e deixam o ovo para os predadores já mencionados.
E antes que você pense “que pássaro estúpido”, lembre-se de que você, leitor, também pisa nos seus próprios ovos. Quando você diz ao seu filho: “você é burro!” Ou “eu gostaria que você não tivesse nascido!”, você pisa esses ovos no chão. Quando você deixa a mídia moldar a mente dos seus filhos, você permite hienas devorarem seus filhotes. E quando você está ocupado demais para ensinar amorosamente os seus filhos, é parecido com o frio da noite que pode matar um embrião de avestruz.
Neste mundo de pecado Deus permitiu o avestruz cometer algumas tolices. Isto serve de alerta para que nós sejamos mais espertos ao criarmos nossos filhos!
Eugene Prewitt
Diretor
Instituto de Treinamento da Ásia Oriental, Malásia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=721
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 39 – Antes de aprofundar no texto inspirado, lembro-me de uma música, da qual destaco algumas frases:
Muitos acreditam em vãs superstições
Buscam nas estrelas respostas encontrar
Mas eu sei que a verdade brilha mais do que o sol […].
Há pessoas que acreditam que a ciência e a razão
Não precisam de um Deus para a vida explicar
Mas em toda natureza vejo o toque de tuas mãos
Tu és o meu Deus, meu Pai, meu Criador.
[…]
Mesmo que outros rejeitem as provas
De que existe um Criador
Minha vida vai mostrar
Que eu creio em Ti, Senhor…
Neste capítulo Deus, o Criador da natureza e do ser humano, faz alguns questionamentos a Jó sobre:
1. O nascimento das cabras e das corças (vs. 1-4);
2. O boi selvagem, sua força e suas habilidades (vs. 9-12);
3. O avestruz, apesar de sua simplicidade intelectual, corre mais que cavalos (vs. 13-18);
4. A capacidade de Jó na criação do cavalo com sua agilidade, coragem e habilidade (vs. 19-25);
5. A capacidade de Jó fazer o falcão e a águia voar sem esforço alcançando alturas inimagináveis (vs. 26-30).
Deus escolheu coisas estranhas, simples e loucas do mundo para envergonhar aos sábios deste mundo (ver I Coríntios 1:27). A intuição, habilidade, força e sabedoria dos animais surpreendem até aos mais entendidos dos seres humanos.
Certa vez Abraão Lincoln declarou: “Eu entendo que um homem possa olhar para baixo, para a terra, e ser um ateu; mas não posso conceber que ele olhe para os céus e diga que não existe um Deus”. Interessante que neste capítulo Deus começa falando dos animais da terra e depois eleva os olhos de Jó para o alto, falando sobre o falcão e a águia.
Ainda que na terra haja muitas coisas interessantes, Deus almeja erguer nossa cabeça a fim de que elevemos nossos olhos ao alto, assim nossa visão se amplia. Deus tem Suas estratégias para conduzir-nos ao propósito que Ele tem para nossa vida. A nós cabe permitir que Ele abra nossa mente para verdades que, de outra forma, nunca alcançaríamos.
Nossas expectativas de Deus são sempre superadas quanto mais Ele se revela a nós. Ele nos surpreende com habilidades e qualidades melhores do que imaginamos nEle. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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294 palavras
As perguntas de Deus mostram o Seu cuidado com as criaturas selvagens. Andrews Study Bible.
Deus lembra Jó da sua obra criadora, sábia e mantenedora – mesmo nas colinas estéreis, onde o homem mal pode viver – e da ignorância de Jó, como contraste. Bíblia de Genebra.
Deus fez a Jó várias perguntas sobre o reino animal, a fim de demonstrar como o conhecimento de Jó era muito limitado. Deus não estava à procura de respostas de Jó. Em vez disso, ele estava levando Jó a reconhecer e se submeter ao poder e soberania de Deus. Só então ele poderia ouvir o que Deus estava realmente dizendo a ele. Life Study Application Bible.
5 Quem despediu o jumento selvagem. Essa criatura selvagem era muito admirada pela sua liberdade e capacidade de viver na “terra salgada”. Bíblia de Genebra.
7 arrieiro (ARA; NVI: “tropeiro”).
9 Acaso, quer o boi selvagem servir-te? No AT, o boi selvagem (o auroque, praticamente extinto nos dias de hoje) às vezes simbolizava a força (ver e.g, Nm 23:22; 24:8; Dt 33:17; Sl 29:6). Depois do elefante e do rinoceronte, o boi selvagem era o maior e mais poderoso animal terrestre do mundo do AT. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
… foi caçado [quase] à extinção pelos egípcios e assírios. Bíblia de Genebra.
13-18 Deus se responsabiliza (v 17) por elementos estranhos da natureza, tais como o avestruz, que é tão forte, mas é descuidado. Andrews Study Bible.
18 ri-se do cavaleiro e do cavalo. O avestruz é uma ave que não pode voar, mas que corre mais rápido do que um cavalo. Jó queixara-se de paradoxos na sua vida. Deus lhe mostra paradoxos naturais que só são resolvidos nos propósitos secretos (ou revelados) do Deus auto-existente. Bíblia de Genebra.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/38
Anjos e outros seres celestes ficaram entusiasmados com a criação da terra. Alguns “exultaram de alegria” e outros “cantaram em côro”, o que me faz pensar que as emoções angélicas não são tão diferentes daquelas dadas a Adão e Eva.
Mas o que mais noto em Jó 38:7 é que alguns desses seres santos são chamados de “filhos de Deus”, assim como os descendentes de Sete foram chamados de “filhos de Deus” alguns séculos depois. Pense sobre isso. Deus teve filhos antes da existência de úteros, algo característico da raça humana.
Veja bem, “filhos” antigamente não tinha necessariamente relação com DNA ou descendência física. A “semente” da serpente cuja inimizade contra nós foi predita em Gênesis 3:15 são pessoas, não cobras. João Batista chamou essas pessoas de “filhos de víboras” e Jesus disse aos judeus de sangue vermelho que eles pertenciam ao “pai” deles, o diabo (ver João 8).
Tudo isso mostra que a filiação, antigamente, era uma referência à semelhança de caráter. E é por isso que “todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus”. Romanos 8:14. E é por isso que Miguel (que significa “quem é como Deus”) é outra palavra para “Filho de Deus”. Os filhos de Deus são como Ele, e Jesus é como Deus em todos os aspectos. Nesse sentido, Ele é o Filho de Deus por excelência.
Eugene Prewitt
Diretor
Instituto de Treinamento da Ásia Oriental, Malásia
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=720
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli
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JÓ 38 – Quando Deus entra em cena, nada fica igual. Deus desce do Céu até a Terra para fornecer satisfação humana, orientar as informações deficientes e repreender as teorias erradas sobre a vida, sobre o ser humano e principalmente sobre Sua pessoa.
Deus não respondeu as diversas perguntas intrigantes de Jó, pelo contrário, fez mais perguntas a Jó do que ele havia feito a Deus. O psicólogo Paul Turnier explica: “A resposta de Deus não é uma ideia, uma proposição como a conclusão de um teorema; Ele próprio é a resposta. Jó recebeu a revelação de Deus e encontrou um relacionamento pessoal com Ele”.
Deus responde por meio de perguntas. Deus não fala nada a Jó sobre seu sofrimento, muito menos aborda as razões do sofrimento. No capítulo em questão, Deus introduz Sua fala com 32 interrogações.
No capítulo anterior, “Eliú procurava defender sua compreensão religiosa, atacando a credibilidade de Jó. O sofrimento de Jó constituía um desafio à tradição teológica dos quatro amigos. E Eliú achava que, se pudesse deter o protesto de Jó contra Deus, o desafio desapareceria. Ele procurava mostrar que, sendo Jó tão insignificante diante da grandiosidade de Deus, não tinha o direito de interrogá-Lo” (Charles H. Betz).
Mas, Eliú estava equivocado em suas ideias filosóficas e teológicas. Betz continua: “O Senhor, por meio de perguntas similares [às de Eliú], queria que Jó visse que, se não conseguia compreender como Deus atua nos fenômenos naturais bem conhecidos, como poderia compreender por que Ele permite o sofrimento? Assustado, Eliú queria ver-se livre de Jó, ao passo que Deus, em Seu amor, desejava fazer com que Jó percebesse a diferença fundamental entre o Criador e a criação. O Senhor levou Jó a sério, ajudando-o a reconhecer o fato de que, mesmo que Deus explicasse todos os mistérios do sofrimento, Jó não conseguiria compreendê-los. O patriarca precisava crer simplesmente que Deus sabe o que faz”.
1. Precisamos mais de confiança em Deus do que de compreensão e explicação de nossa situação.
2. Precisamos de um real encontro com Deus mais do que explicação de nossa intrigante situação.
3. Precisamos mais da atenção de Deus do que entendimento de nossa aflição.
4. Precisamos mais de Deus que de qualquer coisa.
Amigos, oremos: Senhor, reaviva-nos! – Heber Toth Armí.
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808 palavras
1 o SENHOR. A resposta de Deus a Jó ocupa quatro capítulos (38-41), interrompidos apenas por uma curta confissão de Jó (40:3-5). Os cap. 38 e 39 estão intimamente ligados, e constituem uma exortação a Jó, em vista de sua ignorância sobre a criação natural de Deus. Deus tenta ampliar o conceito de Jó sobre o Ser divino. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 675.
respondeu a Jó. Deus não vindica Jó imediatamente. Seu propósito divino não é resolver uma disputa, mas revelar-Se. Ele também não explica a Jó a razão de seu sofrimento. Uma compreensão clara de Deus é mais importante do que uma revelação de todas as razões pelas quais Deus age como o faz. CBASD, vol. 3, p. 675.
7 rejubilavam. Três vezes é mencionada a alegria dos anjos: na criação, na redenção e na recriação da Terra. CBASD, vol. 3, p. 676.
9 O mar é como um recém nascido envolvido em nuvens de escuridão (idêntico ao termo grego em Lucas 2:7). Andrews Study Bible.
11 quando Eu lhe disse. Deus, o Pai, controla o mar falando a ele, assim como faz Deus, o Filho (v. Lc 8.24, 25). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 A terra se modela como o barro debaixo do selo (ARA; NVI: “sinete”). Ou sinete cilíndrico … ou sinete de carimbar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Como o selo muda o barro, fazendo-o deixar de ser uma massa inexpressiva e sem forma e imprimindo em sua superfície uma figura, assim a vinda da alva transforma a Terra, de uma massa indistinta, num objeto que tem forma e cor. CBASD, vol. 3, p. 677.
como vestidos. O nascer do sol faz com que a terra tome forma e cor, como o desenho ricamente bordado numa veste. CBASD, vol. 3, p. 677.
15 dos perversos se desvia a sua luz. É à noite que os ímpios estão ativos (v. Jo 3.19) Bíblia de Estudo NVI Vida.
A luz do dia não traz alegria para os ímpios. Suas trevas interiores fazem com que procurem escapar da luz exterior. CBASD, vol. 3, p. 677.
o braço levantado para ferir se quebranta. O braço levantado para cometer um ato violento é quebrado pela chegada da luz. As atividades ilícitas são interrompidas. CBASD, vol. 3, p. 677.
16 o mais profundo. As cavernas inexploradas no fundo do mar são desconhecidas por Jó. CBASD, vol. 3, p. 677.
17 O que você realmente sabe a respeito da morte? Andrews Study Bible.
20 para a sua casa [da luz e das trevas]. A luz e as trevas são personificadas e apresentadas como se residissem em casas. Quando a noite cai a luz volta para sua habitação e as trevas saem. Pela manhã, são as trevas que voltam para casa e a luz sai. CBASD, vol. 3, p. 677.
22 depósitos da neve… saraiva. Fenômenos naturais, como a neve o granizo (saraiva) representaram um mistério durante muitos séculos, mas não constituíam um mistério para Deus. CBASD, vol. 3, p. 677.
Deus usou granizo para ajudar Josué e os israelitas a vencer uma batalha (Josué 10:11). Life Application Study Bible Kingsway.
31 poderás…? Apontando para várias constelações brilhantes e conhecidas, Deus pergunta se Jó se acha capaz de guiá-las em sua rota ao longo do espaço. CBASD, vol. 3, p. 677.
laços do Órion. Alguns sugeriram que esta palavra designa as três estrelas popularmente como o “cinturão de Órion”. Embora aparentemente próximas no céu, essas estrelas não são membros de um aglomerado como as plêiades. Na verdade, estão viajando a um grande velocidade em direções diferentes. Esta sugestão estaria em harmonia com o óbvio contraste do texto entre o “atar” das Pléiades e o “soltar” do Órion. CBASD, vol. 3, p. 678.
32 os signos do Zodíaco (ARA; NVI: “as constelações”; NKJV: “Mazzaroth”; BLH: “a estrela d’alva”; NKJA: “a Alva, a estrela da manhã”). Do heb. mazzaroth. Esses 12 “signos” ou constelações … formam um cinturão ao redor do Equador e, assim, marcam o caminho através do qual o sol aparece para viajar em seu circuito ao longo dos céus estrelados durante o decorrer do ano. O termo mazzaroth provém de uma raiz que significa “brilhar” ou “ser brilhante”. CBASD, vol. 3, p. 678.
36 meteoro (ARA; NVI: “mente”). A palavra hebraica traduzida por “meteoro” ocorre somente aqui, e o seu sentido tem estado em dúvida desde os tempos antigos. Bíblia de Genebra.
Heb sewi, palavra derivada do conceito de “vigiar”, e traduzida “galo” ou “mente”. Exprime aqui a ideia de um fenômeno celestial. Note-se que muitos versículos de Jó têm causado grandes dificuldades ao tradutor e depois ao leitor. Bíblia Shedd.
37 numerar … as nuvens. As nuvens, como os grãos de areia na praia, não podem ser estatisticamente computadas. CBASD, vol. 3, p. 679.
os odres dos céus … despejar. A expressão diz, literalmente, “quem pode deitar os odres”, isto é, incliná-los para que o conteúdo saia. CBASD, vol. 3, p. 679.
38 para que o pó se transforme em massa sólida. Este verso complementa o pensamento da figura de linguagem anterior. Quando o solo está duro e seco, quem pode persuadir as nuvens a derramar água sobre ele? CBASD, vol. 3, p. 679.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/job/37
Neste último capítulo antes de Deus falar, o último argumento de Eliú é registrado. Em grande parte, ele está certo. Deus é poderoso e justo. Ele deve ser respeitado e, por ser tão incrível, nunca o entenderemos completamente. Seu argumento é resumido no versículo 23: “O Todo-Poderoso está além do nosso alcance e é exaltado em poder; em Sua justiça e grande retidão, Ele não oprime.”
Mas neste último capítulo continua a suposição de Eliú de que, como Deus é justo, Jó deve ter feito coisas horríveis para estar nessa condição. Eliú e seus amigos estão certos de que existe um mal na equação. E estão certos ao afirmar de que não está com Deus. Mas eles erram em culpar Jó. Nós tivemos um vislumbre dos bastidores, no início da história, de que foi Satanás quem instigou a coisa toda. É aqui que está o mal. E isso explica por que coisas ruins acontecem a pessoas boas.
Estamos inseridos numa batalha entre o bem e o mal. Saber isso nos dá mais informações do que tinham todos os amigos sábios de Jó. Saber isso nos permite ainda acreditar que Deus é justo e nos relacionarmos com aqueles que estão passando por momentos difíceis de uma maneira compassiva e não condenatória.
Lonnie Wibberding
Pastor, Igrejas Adventistas do Sétimo Dia de Glide e Turning Point
Oregon, EUA
Texto mundial: https://www.revivalandreformation.org/?id=719
Tradução: Jobson Santos, Jeferson e Gisele Quimelli