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ISAÍAS 12 – A verdadeira religião produz salvação para quem está sentenciado à condenação. A libertação, obviamente, produzirá alegria e adoração.
“Este capítulo 12 é uma conclusão poética da primeira grande divisão do livro de Isaías […]. É uma conclusão apropriada das mensagens dos primeiros onze capítulos, e especialmente de 11:1-10. Expressa com força e clareza a esperança do profeta de que Israel, apesar da sua infidelidade como nação, tem um grupo dos fieis ao Santo de Israel que cumprirá a sua missão messiânica” (A. R. Crabtree).
Tanto no capítulo anterior, como neste, percebe-se o plano de Deus contemplando toda a terra. Portanto, “Isaías revela que o Messias é um grande missionário de Deus, que deseja se tornar um ponto de ligação não só para seu povo escolhido, mas para todo o mundo” (Comentário Bíblia de Estudo Andrews).
“O cântico apresenta-se em duas porções. Os versos de 1 a 3 expressam a gratidão individual, talvez da assembleia congregada no culto. Os versos 4 a 6, no plural, falam da gratidão ao Senhor, e da proclamação das suas grandes obras em toda a terra” (Crabtree).
Jesus disse: “E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo” (João 12:32).
Jesus é o Messias, o Salvador da humanidade. Assim como Israel seria restaurado, pecadores são salvos da escravidão resultantes do pecado. Quem realmente experimenta a graça do plano da salvação, exulta em louvor e adoração: Gratidão a Deus inunda o coração do pecador.
• Prevendo a futura libertação do pecado e suas consequências, o profeta declara como reagirá o povo de Deus e até mesmo o que dirá quando experimentar a salvação (v. 1);
• Os salvos reconhecem que a salvação não está fundamentada em coisas ou filosofias, mas em uma pessoa, o Messias – O Senhor é força, salvação e cântico do condenado pecador. A música comum difere do louvor ao Senhor! (v. 2);
• Os miseráveis pecadores resgatados exploram as bênçãos da conversão. Os salvos são beneficiados com o refrigério espiritual e se tornam fontes de bênçãos aos outros (vs. 3-4);
• Quem experimenta realmente o milagre da graça em sua vida desgraçada, proclamará alegremente ao mundo os divinos atos salvíficos (vs. 5-6).
A presença de Deus é nossa única esperança (v. 6)! Com tal mensagem, resta-nos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 11 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 11 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
COM. TEXTO ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/Is/11
Há muito que podemos descobrir neste capítulo poderoso em que Isaías profetiza a respeito da vinda do Messias e da paz que caracteriza o Reino dos Céus. Mas há uma descrição fascinante acerca da justiça de Deus nos versículos 3 e 4. O Messias é descrito como um Juiz que não depende do que vê com os olhos ou ouve com os ouvidos.
Nos tribunais, juízes e júris ouvem testemunhas dizerem o que viram e ouviram, mas aqui Deus toma suas decisões com base na “retidão” e na “justiça”. Enquanto os destinos terrestres são selados pelos sentidos, Deus vê muito mais profundamente – Ele conhece a pessoa, quem ela foi, quem ela é e o que ela será. Quando se trata de lei, Ele estabelece o padrão e sempre toma a decisão certa.
No reino dos céus, os animais que consideramos perigosos estão em paz com os animais que vemos como pacíficos. Um lobo está em paz com um cordeiro, um leão com um bezerro, até mesmo uma criança com uma víbora. Essas são combinações mortais na terra, mas servimos a um Deus que é um juiz justo, e até mesmo transforma inimigos em amigos.
Michael Peabody
Diretor da ReligiousLiberty.TV
Los Angeles, California, EUA.
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=936
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli
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ISAÍAS 11 – Apesar do fracasso humano, os propósitos divinos são infalíveis. Ainda que Israel fosse escolhido para abençoar o mundo inteiro e desviou-se desse ideal, mesmo assim Deus abençoaria todas as nações enviando o rei ideal, o Messias!
• Embora o povo de Deus se volte para o pecado, Deus não lhe dá as costas.
A Assíria que ameaçava a extinção do povo de Deus, seria extinta; o povo de Deus, conquanto espalhado pela guerra no mundo inteiro, seria restaurado. “O Senhor retalharia o império assírio, mas da árvore genealógica de Jessé faria surgir um novo rei, o Messias” (Robert B. Chisholm).
“Nesse contexto imediato de guerra internacional, o Senhor uma vez mais anuncia paz mundial derradeira e duradoura. Além disso, essa paz será mediada pelo rei davídico (11.1-9). Depois do dia de Yahweh, o juiz davídico da terra atrairá todas as nações a si para dar-lhes um ‘lugar de descanso’ (11.10). Esse descanso, esse novo êxodo, será para o remanescente, mas não se limitará a ele. A ação purificadora de Deus criará um remanescente a partir de todas as nações, um fato que significa que o Senhor governa toda a criação” (Paul R. House).
1. Apesar do fracasso dos reis de Israel, Deus dará um rei perfeito, cheio do Espírito Santo, sabedoria e entendimento, o qual governará no temor do Senhor com alegria e prazer.
2. O justo rei Messias julgará com equidade a causa dos oprimidos e dos pobres da terra inteira; se dedicará arduamente para edificar a justiça e a fidelidade no mundo. Seu poder impressionará e Suas palavras inspirarão respeito e reverência..
3. O efeito da regência do Messias resultará em paz tão plenamente que, inclusive os animais ferozes serão todos tão dóceis que até as crianças poderão brincar com eles; assim, toda a terra encherá profundamente do conhecimento do verdadeiro Deus.
4. Nesse processo, será separado um remanescente. Dentre…
• …os judeus (os discípulos, mais alguns judeus conversos a Cristo);
• …todas as nações (os gentios que se tornam cristãos).
O plano escatológico de Deus não se concretizou completamente devido às falhas dos judeus; contudo, Deus ampliou a, e não falhará em, Suas promessas.
Na primeira vinda, Jesus cumpriu partes da profecia, em Sua segunda e terceira vinda, toda ela será completada! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 10 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 10 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
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ISAÍAS 10 – A observação criteriosa do Juiz do Universo não deixa escapar nada. Absolutamente, nada foge às Suas vistas. Consequentemente, Seu julgamento é perfeito.
A Assíria, nação pagã, seria instrumento de Deus para punir Israel, o povo de Deus. A Assíria não atribuiria seu sucesso a Deus, mas creria ser vitoriosa sobre o povo de Deus graças às suas próprias habilidades e forças – triste ilusão!
O Comentário Bíblico Adventista sintetiza o capítulo em apreço com quatro pontos:
• Ais sobre os tiranos (vs. 1-4);
• Assíria, a vara dos hipócritas, por seu orgulho, será destruída (vs. 5-19);
• Um remanescente de Israel será salvo (vs. 20-23);
• Israel é consolado com a promessa de libertação do poder da Assíria (vs. 24-34).
“É evidente que o fato da Assíria servir de instrumento de Deus para punir Judá não a isenta da culpa pelas atrocidades no curso da guerra […]. Deus pode canalizar as ações más de homens ímpios para a realização de Seus desígnios, sem violar o livre arbítrio dos homens e sem isentá-los de responsabilidades por suas ações” – explica Siegfried J. Schwantes.
Reflita:
1. Através do profeta Deus revela que, quando executar Seu juízo, os governantes que roubam, oprimem e ditam leis injustas serão expostos à vergonha e à miséria (vs. 1-4);
2. O povo de Deus é castigado por seus pecados; para isso, Deus pode usar meios que, ao nosso ver, parece ilógico. Envolvendo pessoas como instrumento de punição, estas podem se perder, se exaltar e se vangloriar ultrapassando os limites propostos por Deus – também serão julgadas (vs. 5-19).
3. Um remanescente do povo de Deus ainda restará. Deus nunca permitiu que o mal tomasse conta totalmente do mundo. Embora sendo minoria, sempre houve quem se levantasse em favor do bem (vs. 20-23).
4. Deus liberta Seu povo, protege o remanescente, cuida daqueles que são Seus. Desta forma, estes não precisam temer, e, realmente não temem às forças do mal (vs. 24-34).
Orgulho, vaidade e vanglória atraem a ira divina até sobre nações desprovidas do privilégio da revelação da Palavra de Deus. Se Deus desgosta tais características inclusive em pagãos desavisados, quanto mais nos crentes avisados!
O Juiz do Universo observa tudo, age e interage com os habitantes do mundo, desejando a salvação de todos! Como responderemos? – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 9 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 9 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ISAÍAS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1984 palavras
1 A obscuridade. Nos dias de Isaías, os exércitos da Assíria impuseram miséria e escuridão (Is 9:2) para Zebulom e Naftali, duas das tribos que estavam mais ao norte de Israel. Isaías se deu conta de que isso era resultado da escuridão espiritual e, com visão profética, contemplou a “grande luz”(v. 2, 6, 7), que dissipará a escuridão dos seres humanos (Jo 1:4-9; 8:12; 9:5). As mesmas regiões que viram tanta angústia veriam uma revelação de glória e luz. A descrição é a da vinda do Messias ao mundo com a mensagem de vida e esperança. O Sol da Justiça brilhará (Ml 4:2) sobre um mundo imerso em trevas e trará salvação em Suas asas (ver DTN, 34, 35).
O caminho do mar. Na antiguidade, davam-se nomes descritivos às estradas (ver Nm 21:22; Dt 1:2; ver com. de Nm 20:17; Dt 2:27). Alguns identificam “o caminho do mar” com a famosa rota das caravanas que ia desde Damasco e das regiões além do Jordão, passava pela Galileia, até o mar Mediterrâneo (ver com. de Mc 2:14). Outros identificam “o caminho do mar” com a rota costeira que ia em direção ao norte para Tiro e Sidom.
2 Grande luz. Para o povo da Galileia, que vivia numa escuridão tão impenetrável, uma grande luz brilharia (ve Jo 1:3-9). A mente do profeta foi dirigida à vinda do Messias ao mundo. Estas palavras se cumpriram no começo do ministério de Cristo na Galileia (ver com. de Mt 4:12-16). Desde a época do cativeiro das dez tribos em 723/722 a.C., a Galileia esteve literalmente em trevas, sujeita a poderes estrangeiros e sem o ministério de um sacerdote ou profeta, até a vinda do Messias.
3 A alegria lhe aumentasse. O profeta descreve um dia mais feliz, quando o Messias terá vindo para Seu povo, trazendo paz e alegria. Eles seriam em maior número (ver Is 26:15; Ez 36:10, 11) e sua felicidade se multiplicaria.
Como se alegram na ceifa. Isto é, alegria como a dos trabalhadores na época da colheita, que para os agricultores é a mais feliz do ano. … Alegravam-se porque sabiam que Deus estava com eles (Fl 3:1; 4:4). Cristo veio para proclamar paz e felicidade (Is 61:3; Lc 2:13, 14).
4 Quebraste o jugo. Cristo quebraria o jugo do pecado e aliviaria a humanidade da opressiva carga de culpa e ansiedade que pesa tanto (Is 61:1, 2; ver com. de Lc 4:18, 19; Mt 11:28-30).
No dia dos midianitas. Durante os dias dos juízes, Israel esteve com frequência sob a dura mão de um opressor, mas era finalmente libertado por um herói nacional.
5 Toda bota. A figura é de luta e derramamento de sangue, de tumulto, agitação e morte, mas de vitória final e queima dos restos da batalha. O conflito entre Cristo e Satanás atinge o clímax na grande batalha do Armagedom, o prelúdio do reino eterno do Messias (Sl 46:6-9; 76:2, 3; Is 63:1-6; Ez 38:21, 22; 39:9; Jl 3:11, 16; Zc 9:9, 10; 14:13; Ap 16:14, 16; 19:11-19).
6 Um menino nos nasceu …. Isaías conclui a descrição da era vindoura de paz com uma notável profecia sobre o grande Príncipe da Paz. A paz jamais será alcançada neste mundo por meio de esforços humanos. na descrição do Rei vindouro, que reinará com justiça e santidade, Isaías emprega termos que não podem pertencer a nenhum governo terreno. Sem dúvida há apenas uma pessoa em todo o universo a quem se possa aplicar esta descrição: Cristo. Em nenhum outro lugar da Bíblia se encontra ideia tão excelsa, tamanha beleza de expressão, intensidade de sentimento na descrição do Salvador e Rei vindouro.
O governo. Cristo governará sobre todo o Céu e a Terra (ver Dn 2:44, 45; Mt 25:31; 28:18; Lc 1:32, 33; 1Co 15:25, cf. Sl 110:1; Fp 2:10; Ap 11:15).
Maravilhoso Conselheiro. Ver Is 11:2, 3; 25:1; 28:29. Este nome encerra a ideia de sabedoria, amabilidade e consideração, um nome que suscitaria adoração e louvor de todos os seres no Céu, na Terra e em todo o universo (ver Fp 2:9-11; Ap 5:12, 13).
Pai da Eternidade. Assim como Deus, o Pai, é eterno, Cristo também o é. Isaías o chama de pai porque Ele é o Pai de toda a humanidade de uma forma especial, como Criador do ser humano e do mundo (Jo 1:3; Ef 3:9; Cl 1:16; Hb 1:2; cf. Gn 1:26).
Príncipe da Paz. Ver Zc 9:9, 10; Ef 2:14. A paz só existe onde há justiça (Is 32:17, 18), e Jesus é o rei justo (Jr 23:5, 6; 33:15, 16), que imputa e concede Sua própria justiça ao ser humano. Ele veio ao mundo para trazer a paz (Lc 2:14; Jo 14:27; ver também Fp 4:7).
7 Seu governo. Daniel prediz que o reino de Cristo esmiuçará todos os reinos da Terra e “consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre” (Dn 2:44; cf. Ap 11:15). O anjo Gabriel declarou que “o seu reinado não terá fim”(Lc 1:33).
O trono de Davi. Ele foi um símbolo de Cristo, e é por meio de Cristo que o trono de Davi será estabelecido para sempre (Gn 49:10; 2Sm 7:11-13; Sl89:3, 4, 29, 36; 132:11, 12; Jr 23:5; 33:17; Lc 1:32; ver com. de Dt 18:15; 1Cr 28:7; Mt 1:1).
O juízo e a justiça. Literalmente, “com justiça e com retidão”(ver Is 11:4, 5; 16:5).
O zelo. Por que o Senhor fará tudo isso? Ele é movido por zelo santo e ardente, por um espírito de amor. O seu amor não pode permanecer inativo. Quando Ele pensa no ser humano perdido em pecado, isso o impulsiona a realizar obras de graça e perdão. Não há poder maior que o amor, nada que possa mover alguém a fazer maior sacrifício ou mais vigoroso serviço.
8 Contra Jacó. Como o contexto deixa claro (v. 9-17), a mensagem apresentada em seguida é dirigida “contra Jacó”como presságio do juízo divino. Este versículo dá início a uma nova seção, que se estende até o cap. 10:4, na qual o Senhor repreende a nação de Israel. A visão do Rei que reinará em glória termina, e o profeta volta a atenção para os problemas da situação imediata. A época é a mesma que a dos capítulos anteriores, pois Rezim, da Síria, ainda está vivo (v. 11), e a mensagem deve, portanto, ter sido dada entre 735 e 732 a.C., quando Rezim morreu.
Em Israel. A mensagem de Isaías 9:8 até 10:4 é primeiramente dirigida às dez tribos rebeldes, em geral chamadas de Efraim ou Samaria (Is 9:9, 21). … Porém, num sentido mais geral, Isaías, com frequência, usa os termos Jacó e Israel para todo o povo de Deus … Após a queda final do reino do norte, ambos os termos, em geral, se referem a Judá.
9 Efraim. O Senhor tinha assegurado que os planos de Efraim e da Síria contra Judá não teriam êxito (Is 7:4-7). Eles já tinham passado alguns reveses, mas Peca, de Israel, ainda estava determinado a continuar o ataque a Judá.
Em soberba e altivez de coração. Com arrogância perversa, Peca se recusou a aceitar as advertências dadas por meio de Isaías, e decidiu seguir adiante com seus planos contra Acaz.
10 Tornaremos a edificar. Isaías se refere ao fracasso dos esforços anteriores de peca, que, nesse contexto, fazia planos para recuperar o que havia perdido (ver Is 7:1). É como se um edifício de tijolos tivesse sido demolido, mas Peca o reconstruisse de novo, desta vez com pedras. Os “sicômoros”, tendo sido cortados, (ver com. de Lc 17:6; 19:4), seriam substituídos por cedros, mais caros e duráveis (ver 1Rs 10:27). ele estava mostrando sua perversidade e rebeldia contra a vontade do Céu.
11 Os adversários. O Senhor enviaria os assírios, inimigos de Rezim, contra Israel. Em 2 Reis 15:29 está o relato das medidas de Tiglate-Pileser contra peca.
12 Os siros. Nesse momento, a Síria era aliada de Efraim contra Judá (Is 7:1, 2), mas o Senhor prometeu colocar os siros contra Israel, seu antigo inimigo. Alianças entre nações do Oriente eram efêmeras, e o aliado de hoje podia se tornar um inimigo implacável no dia seguinte. Os siros atacariam Israel desde o norte e o leste, e os filisteus viriam contra eles do sul e do oeste.
Continua ainda estendida. O Senhor tinha ferido Israel com juízos, mas Sua mão estava estendida como se fosse mandar mais juízos sobre a nação. Tiglate-Pileser III tomou grande parte de Israel, mas não o destruiu; o cerco de Salmaneser V, ainda por vir, traria o fim completo da nação.
13 Não se voltou. Deus enviou Seus juízos, não para destruir, mas para que o povo se arrependesse. Contudo, eles falharam em aceitar as mensagens de repreensão, e continuaram em iniquidade e perversidade. Por isso, outros juízos mais severos, inevitavelmente cairiam.
14 Corta de Israel. Visto que Israel não se arrependeu, o Senhor não podia fazer mais nada além de enviar mais juízos, que cortariam deles “cabeça e cauda”(ver com. do v. 13). A nação seria destruída por completo, e os juízos cairiam em especial sobre aqueles que desviaram a nação (ver v. 16).
A palma e o junco. A palma se refere aos nobres e aos governantes do país. O junco pode se referir aos que fingiam humildade (Is 58:5), ou, de acordo com Isaías 9:14 e 15, aos falsos profetas.
15 O ancião. Ver Is 3:2, 3. Príncipes, juízes, oficiais civis e militares estavam dentre os líderes mais importantes da nação. O juízo seria particularmente severo para essa classe.
Que ensina a mentira. A classe mais desprezível da nação era o grupo responsável por prover liderança espiritual, mas que conduzira o povo pelos caminhos do erro e da necessidade. Isaías não os poupou nas mensagens de repreensão (Is 28:7; 29:9, 10).
16 São enganadores. O destino de uma nação depende do conselho e do exemplo de seu líder. Israel falhou porque seus líderes desviaram o povo.
17 Não se regozija. O rolo 1QIsa do Mar Morto traz “não tem piedade”, que parece se harmonizar melhor com o contexto.
Ímpios. Quando Israel caiu, o povo estava totalmente entregue ao mal. Eles ainda professavam a religião, mas se regozijavam abertamente com a iniquidade. Todas as classes estavam envolvidas, e todos sofreriam, do jovem até o velho. Quando a iniquidade chegou a esse ponto, a justiça exigiu que caíssem os juízos.
18 Lavra como um fogo. Esta é uma descrição impressionante dos efeitos da iniquidade. O pecado mata, mas não cura. … Abrolhos e espinhos, destinados apenas para a destruição, simbolizam a iniquidade que prevalecia entre o povo (ver Is 5:6; 7:23-25; 10:17; 27:4; 32:13). Quando o país estivesse cheio de espinhos e abrolhos, de modo a asfixiar as boas árvores da floresta, então a iniquidade irromperia como fogo para consumir a si mesma. O pecado, seria punido; na verdade, traria sua própria destruição (ver Is 22:11, 12; Jr 21:14; Jl 1:19, 20; Hb 6:8). Desse modo, a terra ficaria limpa, pronta para o crescimento da nova vegetação ver 2Pe 3:10-13).
19 A terra está abrasada. Ver com. dos v. 1, 2. O profeta vê uma cena de caos e confusão. As pessoas estão confusas, e o país está coberto de trevas. Paixão e amargura, ódio e vício, injustiça e crueldade dilaceraram de tal modo o coração das pessoas e inflamaram seu espírito que todas se voltavam contra o próximo. Tal será o efeito final do mal quando “a espada de cada um se voltará contra o seu próximo” (Ez 38:21) e quando cada um “levantará a mão contra o seu próximo” (Zc 14:13).
20 A carne do seu próximo. Uma descrição vívida dos efeitos finais da cobiça e da corrupção. … Ninguém pode, ao final, ser perfeitamente feliz e próspero a menos que seu próximo também esteja feliz. Quando alguém se exalta, oprimindo seu próximo, prepara caminho para a própria destruição. Quando nações se destroem a fim de promover seus interesses egoístas, cometem a maior das tolices, pois estão se destruindo a si mesmas e ao mundo em que vivem. Assim como no passado, nações e indivíduos se destruíram mutuamente por causa de discórdia e cobiça, o mundo hoje está em processo de provocar a própria destruição.
21 Manassés ataca a Efraim. Essas duas tribos eram irmãs e tinham interesses em comum. Mas, quando Efraim se levantou contra Manassés e vice-versa, a destruição de ambas foi inevitável. E quando essas duas tribos se levantaram contra sua irmã Judá, estavam assegurando que logo viria seu próprio fim. nenhuma nação pode suportar por muito tempo tal confusão de crime, concupiscência e sangue, como foi o caso do reino do norte durante os primeiros anos de Isaías.
Continua ainda estendida. No capítulo seguinte há outra série de crimes para os quais a mão do Senhor continuou estendida para punir. Isso dá continuidade à linha de pensamento.
Fonte: CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3.
Seleção e digitação: Jeferson Quimelli.
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ISAÍAS 9 – Embora os que não se rendem a Deus sofram terríveis consequências, como se vê no capítulo anterior, o capítulo em tese inicia com a seguinte frase:
“Mas não haverá escuridão alguma para os angustiados”. A luz da verdade não tem parte com a luz do espiritismo. Contudo, na história, ambas andam conectadas.
“Antes de toda grande crise da humanidade, sempre houve uma explosão de espiritismo. Foi esse o caso de Judá e Israel pouco antes do cativeiro. Também ocorreu um pouco antes da encarnação de Cristo e de Sua morte expiatória. E tem sido assim nos dias de hoje. Em sua Escritura da verdade, Deus proveu tudo o que é essencial para nos guiar e suprir nossas necessidades (cf. 2Tm 3:16-17)”, diz W. E. Vine.
Quando a chama da verdadeira religião está quase se apagando, o raio do evangelho irrompe no horizonte. O auge do desespero pode ser o início da esperança. O ápice da escuridão pode dar lugar para a luz do amanhecer.
• Deus é a luz dos que vivem nas trevas deste mundo. Ele é a vida aos que estão na região da morte. Deus é a esperança para o desesperado. Sua presença é a alegria dos infelizes – Deus restaura aos aflitos (vs. 1-3).
• Com Deus, toda aflição tem limite. Deus dá um basta aos opressores. Ele porá fogo nos instrumentos de humilhação; Ele é o autor de nossa libertação. Deus fará justiça contra aqueles que praticam a injustiça (vs. 4-5).
• Os ignorantes não percebem a mão de Deus na história; os incrédulos são indiferentes diante da Palavra de Deus. Eles desprezam a Deus no íntimo de seu ser ainda que no fundo sabem que Ele existe (vs. 8-12).
• Deus se ira, Seu furor contra a hipocrisia e a idolatria é nítido em suas ações. Contudo, as demonstrações de indignação divina não coage o duro de coração a render-se à salvação (vs. 13-17).
• Se até o povo de Deus é punido por causa de suas negligências, quanto mais os indiferentes que nunca querem saber de Deus? (vs. 18-21).
• Mesmo quando a situação seja preocupante, Jesus é a esperança para um reino em decadência. Jesus é a solução para todo coração aflito (vs. 6-7).
Sem Jesus, estaríamos todos irremediavelmente perdidos! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO ISAÍAS 8 – Primeiro leia a Bíblia
ISAÍAS 8 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
ISAÍAS 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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