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II TESSALONICENSES 3 – O cristianismo não é um chamado para a preguiça. Servos inúteis na Terra não terão parte no serviço do Céu. Precisamos permitir que esse último capítulo de Paulo aos crentes de Tessalônica impacte profundamente nosso coração a tal ponto de injetar diligência espiritual em cada uma de nossas tarefas diárias.
Ser verdadeiramente cristão exige muita dedicação a fim de que a preparação para a vinda de Cristo realmente aconteça. “Não devemos buscar e esperar descanso e facilidades em um mundo onde aquele a quem amamos enfrentou apenas dores e sofrimentos” (Horatius A. Bonar).
Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreve com maestria. Leia o capítulo supracitado e depois retorne para esta reflexão:
1. O cristão não deve ter preguiça de orar, não é possível ser cristão à altura do que Cristo espera de nós sendo negligentes na oração (vs. 1-5). “Por que será que há tão pouca ansiedade para orar? Reservamos tempo para tudo, menos para orar. Por que é que se fala tanto enquanto há tão pouca oração? Por que tanta pressa nos negócios, e tão pouca oração? Por que tantas reuniões com nossos colegas, e tão poucos encontros com Deus?” (Bonar).
2. Os versos 6-15 a Bíblia de Estudo Andrews intitula de “Conselhos práticos”, e os subdividem assim:
• A disciplina dos desordeiros (vs. 6-10);
• Aos desordeiros em si (vs. 11-12);
• Retirada dos desordeiros da comunhão (vs. 13-15).
3. A carta termina com uma bênção curta (vs. 16-18).
Os ministros precisam da oração perseverante da igreja a fim de proclamar com destreza e ousadia a Palavra de Deus. Além disso, os crentes não devem ser obstáculo à pregação do evangelho. Um testemunho contrário ao poder do evangelho dilui a capacidade do Espírito Santo convencer e converter pecadores. Por isso, Paulo adverte aos crentes para que…
• …não sejam desordeiros; se persistirem, que se afastem/desliguem da igreja;
• …não sejam intrometidos, mas comprometidos em fazer o bem; senão, afastem-se de tais pessoas;
• …não sejam preguiçosos, mas que trabalhem diligente e honestamente; se não trabalha, que fique sem comida;
• …exortem antes de disciplinar os indisciplinados.
Após ser brando em I Tessalonicenses 4:11-12; 5:14-15 e não obter resultados, Paulo precisou ser enérgico no fechamento desta carta. Até quando vamos ser morosos para aprender?
“Senhor, reaviva-nos constantemente!” – Heber Toth Armí.
Três capítulos… conte-nos: como foi estudá-los nestes três últimos dias?
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 2 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II TESSALONICENSES 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1359 palavras
Não importa quão cuidadosamente um pastor possa cuidar de uma igreja, existem várias maneiras de ideias falsas criarem raiz. Às vezes é mais fácil para os membros aceitarem uma teoria ou especulação do que examinar cuidadosamente as Escrituras por si mesmos. Às vezes, as novas ideias podem até ser bíblicas, mas são disseminadas sem equilíbrio com os demais ensinamentos das Escrituras. Este parece ter sido o problema em Tessalônica. Neste texto a meta de Paulo não é expor detalhadamente a sua visão sobre os acontecimentos do tempo do fim (v. 5). Seu objetivo é pastoral – acalmar e persuadir os crentes a terem mais paciência com relação aos eventos finais. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/09.
1 Nós vos exortamos. Parece que ideias errôneas a respeito do ensino de Paulo sobre a proximidade da vinda de Cristo estavam circulando na igreja em Tessalônica. Para corrigir esses conceitos errôneos, Paulo escreveu a segunda epístola. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 273.
2 Demovais da vossa mente. Os tessalonicenses não deveriam ser conduzidos da convicção estabelecida e “agitados por todo vento de doutrina” (Ef 4:14). Os cristãos devem estar firmes intelectualmente. CBASD, vol. 7, p. 273.
Perturbeis. Neste versículo, a palavra se refere ao estado de agitação ou excitação nervosa. O pensamento de que a vinda do Senhor era iminente estava mantendo os tessalonicenses em estado de alarme contínuo. CBASD, vol. 7, p. 273.
Tenha chegado. Como Jesus em Seus ensinos, Paulo enfatiza na primeira epístola que os cristãos deveriam viver em estado de prontidão para o retorno do Senhor (Mt 24:42, 44; 1Ts 1:10; 5:23). Deveriam vigiar e estar prontos, mas nunca estar tão imbuídos com o senso da iminência do segundo advento a ponto de viver num insensato estado de agitação. CBASD, vol. 7, p. 273.
3 Ninguém, O inimigo da igreja usará sinais e milagres aparentes para levar os ingênuos a aceitar o grande engano ou a mentira (v. 9-11). Por isso, o povo de Deus deve se acautelar para não se desviar da fé, a qual deve se apoiar nas claras declarações da Palavra de Deus. CBASD, vol. 7, p. 274.
4 A apostasia. O próprio Paulo instruiu oralmente aos tessalonicenses a respeito da apostasia vindoura. … A profecia a respeito da apostasia foi cumprida parcialmente nos dias de Paulo, e muito mais durante a Idade Média, mas o cumprimento pleno ocorrerá nos dias imediatamente anteriores ao retorno de Jesus (cf. Nota Adicional a Romanos 13; ver vol. 6, p. 60-53). CBASD, vol. 7, p. 274.
O homem da iniquidade. Isto é, o homem cuja característica distintiva é o pecado. … Paulo emprega a palavra grega para “homem” (antropos) indicando adicionalmente uma pessoa ou poder definido. CBASD, vol. 7, p. 274, 275.
4 Objeto de culto. As palavras de Paulo descrevem um poder arrogante que se opõe a todos os concorrentes no campo da religião e não permite rival para receber a adoração que reivindica para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Santuário. Num lugar dedicado à adoração do verdadeiro Deus, o maligno se assenta solicitando adoração para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Ostentando-se. Tomar assento no santuário do templo revela que ele reivindica sentar “como Deus”, que, na verdade, “ele é Deus”. A blasfêmia não poderia ser maior. … Uma comparação com a profecia de Daniel do poder blasfemo que sucedeu a Roma pagã (ver com. de Dn 7:8, 19-26) e com a descrição de João sobre a besta semelhante a um leopardo (ver com. de Ap 13:1-18) revela muitas similaridades entre os três relatos. Isso leva à conclusão de que Daniel, Paulo e João falam do mesmo poder, a saber, o papado (GC, 49-54, 356). … Num sentido mais amplo, o poder aqui descrito pode ser identificado com Satanás, que há muito tem lutado para ser “como o Altíssimo” (ver com. de Is 14:14). “Satanás está trabalhando ao máximo para se apresentar como Deus e para destruir todos que se opõem ao seu poder. E hoje o mundo está se inclinando diante dele. Seu poder é recebido como o poder de Deus” (T6, 14). “Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente. … Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás, disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o” (TM, 62). CBASD, vol. 7, p. 275, 276.
5 Eu costumava dizer-vos. Paulo lembra seus leitores sobre os ensinos, demonstrando que seu ponto de vista com relação à vinda de Cristo não sofreu alteração e que antes ele não esperava o imediato aparecimento do Senhor. Ao mesmo tempo, suas palavras escritas são cuidadosamente estruturadas, possivelmente para evitar complicações políticas, caso a carta caísse nas mãos dos oponentes. CBASD, vol. 7, p. 276.
6 Ocasião própria. O anticristo será manifesta\do quando a ocasião própria vier. Quando aplicado ao papado histórico (ver com. do v. 4), tem sido compreendido como o período de dominação de 1,260 anos daquele poder religioso (ver com. de Dn 7:25; Ap 12:6). Dada a aplicação ampla (ver com. de 2Ts 2:4), a passagem é vista como também se referindo ao tempo quando Satanás desempenhará um papel pessoal nos eventos dos últimos dias, apenas para que seu cuidadoso plano para a dominação do mundo seja desmascarado, e sua verdadeira natureza, evidenciada (ver com. de 2Ts 2:4; Ap 17:16). CBASD, vol. 7, p. 276.
7 Mistério da iniquidade. Do gr. musterion tes anomias [algo oculto … “desacato e violação da lei”] O título se refere a um poder caracterizado pela desobediência. A referência à lei é significativa, em vista da tentativa de mudança da lei mencionada em Dn 7:25 (ver com. ali). Em última análise, esta descrição se aplica a Satanás, o autor da desobediência (TM, 365)., mas o demônio geralmente camufla sua personalidade ao trabalhar por meio de agentes. Nos últimos dias, ele desempenhará um papel mais direto, levando o engano ao cúmulo de falsificar pessoalmente a vinda de Cristo (ver com. de 2Ts 2:4, 9). CBASD, vol. 7, p. 277.
Opera. Paulo se refere a uma agência já em atividade. A apostasia iniciou nos dias de Paulo (ver com. [CBASD] de 2Ts 2:3 [cf. At 20:30; 21:21; 1Tm 4:1-3; 2Tm 4:3-4; 2Pe 2:1, 12-22; Jd 4, 10-13; 1Jo 2:18; Mt 7:15; 22-24; Mt 24:10]). CBASD, vol. 7, p. 277.
10 Acolheram. Paulo aponta o motivo pelo qual os descrentes serão enganados. Eles tiveram oportunidade de amar a verdade, mas recusaram o privilégio. CBASD, vol. 7, p. 279.
O amor da verdade. A condenação final dos pecadores será baseada na “rejeição” de Jesus, que é a verdade (Jo 14:6). CBASD, vol. 7, p. 279.
Para serem salvos. Ao mesmo tempo em que a rejeição da verdade que está em Cristo Jesus significa morte, sua aceitação conduz à salvação eterna. CBASD, vol. 7, p. 279.
11 Deus lhes manda a operação do erro. No estágio final da história do mundo, antecipada neste versículo, os não regenerados claramente escolherão mentiras em vez da verdade e se colocarão além do alcance da redenção. Deus, portanto, os abandonará ao curso de suas escolhas (ver com. de Rm 1:18, 24). Nas Escrituras, Deus é mencionado com frequência fazendo o que não impede (ver com. de 1Sm 16:14; 2Cr 18:18). CBASD, vol. 7, p. 279.
À mentira. Isto é, o engano supremo, quando Satanás personifica a Cristo. CBASD, vol. 7, p. 280.
13 Deus vos escolheu. Ver com. de Ef 1:4; Cl 3:12; 1Ts 1:4; 5:9. Esta não é uma escolha arbitrária, o que é demonstrado pelas palavras qualificadoras a seguir. A escolha é dependente da santificação dos escolhidos. CBASD, vol. 7, p. 280.
Pela santificação do Espírito. …toda verdadeira santificação é obra do Espírito Santo (cf. com. de 1Pe 1:2). CBASD, vol. 7, p. 280.
14 Para o que também vos chamou. Este versículo mostra que o anterior não ensina a predestinação de alguns para a salvação e de outros para a perdição (ver com. de 1Ts 1:4). Pelo fato de propor salvar as pessoas, independente de etnia, Deus inspirou Paulo com um ardente desejo e com determinação de pregar o evangelho aos gentios. As boas-novas de salvação por meio de Jesus Cristo haviam sido proclamadas livremente. A aceitação ou rejeição depende do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 280.
15 tradições. Do gr. paradoseis (ver com. de Mc 7:3). A palavra significa coisas entregues em mãos ou transmitidas por meio de ensino ou doutrina. … refere-se aqui às mensagens inspiradas recebidas por Paulo e seus companheiros e fielmente transmitidas aos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 280.
16 Boa esperança, pela graça. A esperança (de redenção na vinda de Cristo) é “boa”, no sentido de ser genuína e confiável, em contraste com as falsas esperanças apregoadas pelos ensinos errôneos sobre o imediatismo do retorno do Salvador. CBASD, vol. 7, p. 281.
(Para mais e extensivos comentários, recomendamos a leitura do CBASD, p. 273-281).
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II TESSALONICENSES 2 – Parece que a euforia da heresia é maior que a ousadia da verdade.
“Circulava na igreja de Tessalônica ideias errôneas sobre a proximidade da volta de Cristo. Esta carta corrige pontos de vista equivocados com respeito aos acontecimentos prévios ao regresso de Jesus em glória e majestade. Paulo adverte que existem cartas… fraudulentas, possivelmente enviadas em seu nome confundindo aos crentes com respeito à Segunda Vinda de Jesus” (Raúl Quiroga).
• Precisamos e acatamos estas advertências ou fugimos ou atacamos suas exortações?
• Aceitamos ou não as correções de Paulo neste capítulo?
Acompanhe em tua Bíblia estes pontos extraídos do comentário da Bíblia de Estudo Andrews:
• “A principal contribuição teológica de 2 Tessalonicenses é o ‘pequeno Apocalipse’ de 2:1-12… Os leitores do apóstolo talvez soubessem [identificar os principais personagens mencionados], mas hoje não temos a mesma certeza e precisamos analisar toda a estrutura profética das Escrituras a fim de alcançar uma melhor compreensão”.
• “Em 1 Tessalonicenses, os cristãos corriam o risco de perder a esperança na segunda vinda. Em 2 Tessalonicenses, Paulo enfrenta o extremo oposto: a ideia de que a segunda vinda seria imediata ou já se fazia presente de alguma forma no âmbito espiritual. Contudo, o apóstolo escreve que, antes do retorno de Jesus, seria revelado o ‘homem da iniquidade’ (2:3), cuja vinda seria ‘detida’ (vs. 6-7), até o momento apropriado. Antes da chegada do homem da iniquidade (ou o ‘iníquo’, v. 8), a segunda vinda não ocorreria”.
• “Uma boa maneira de entender a passagem [referente ao homem da iniquidade (vs. 3-4) e daquele que o detém (vs. 6-7)] é à luz das descrições paralelas em Dn 7:8, 19-26. A grande apostasia predita em 2 Tessalonicenses pode muito bem se referir à apostasia que ocorreu dentro do próprio cristianismo (‘no santuário de Deus’, 2Ts 2:4) ao longo da Idade Média. Em última instância, expressões como ‘o homem da iniquidade’ (v. 3), ‘o filho da perdição’ (v. 3) e ‘o iníquo’ (v. 8) apontam para Satanás. Contudo, os rótulos também podem se aplicar aos agentes que Satanás usa ao longo da história para cumprir sua vontade”.
Diante da apostasia globalizada, nada melhor do que cooperar com Deus na proclamação da verdade revelada na Palavra inspirada (vs. 13-17)!
Busquemos discernimento profético nessa Palavra! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 1 – Primeiro leia a Bíblia
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268 palavras
6 É justo para com Deus. Isto é, justo do ponto de vista de Deus, que não vê como o ser humano e é capaz de tomar decisões completamente justas, já que conhece todos os fatos e discerne os motivos no coração. CBASD, vol. 7, p. 269 [Nota: 2Ts 1:6 na NVI: “É justo da parte de Deus retribuir com tribulação aos que lhes causam tribulação”].
Dê em paga. Os princípios de justiça exigem que os homens sejam recompensados segundo suas obras. Os que desprezam a expiação do Salvador estão desprotegidos e se expõem à justa retribuição (ver com. de Rm 2:6; Gl 6:7; Ap 22:2). CBASD, vol. 7, p. 269.
Tribulação. Aqueles que afligem os tessalonicenses não são identificados aqui, mas a partir da narrativa em Atos 17:5 a 9, é evidente que os judeus foram os instigadores da perseguição. CBASD, vol. 7, p. 269.
10 Glorificado nos Seus santos. Cristo será glorificado diante da multidão celestial pelas obras de Suas mãos: os milagres de Sua graça (ver Mt 13:43; TM, 18, 45, 50). Por toda a eternidade, o Salvador receberá glória à medida que Seus santos tornarem mais plenamente conhecida a sabedoria de Deus em Seu maravilhoso plano d salvação, o qual ˜estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Ef 3:10, 11). CBASD, vol. 7, p. 271.
Admirado. Os santos têm aguardado o Libertador, mas a concretização de suas expectativas supera as esperanças mais otimistas. Eles nunca pensaram que o Senhor seria tão glorioso. Quando a beleza de Sua presença irromper sobre eles, ao fascínio será acrescentada uma admiração reverente (ver Is 25:9). CBASD, vol. 7, p. 271.
12 Glorificado. Exaltamos o nome de Cristo quando revelamos o poder salvífico de Sua graça em nossa vida. Esta glorificação é mútua: para que O glorifiquemos Ele nos concede Sua glória para aperfeiçoar em nós o Seu caráter (ver Jo 17:10, 22). CBASD, vol. 7, p. 2712.
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II TESSALONICENSES 1 – Você já fez alguma coisa boa que teve um resultado negativo? Você acha que Deus pode tentar corrigir um erro e Sua solução causar mais problemas?
Leia atentamente!
A primeira carta aos tessalonicenses não foi um erro, mas obteve resposta negativa. Não que as pessoas eram incrédulas, mas porque deram ênfase exagerada em doutrinas verdadeiras. A primeira carta abordou o dia da volta de Jesus e os crentes que a receberam precisaram de correção em uma segunda carta devido ao exagero na preparação para a volta de Jesus.
Leia várias vezes as duas cartas, perceba a diferença nas ênfases de Paulo. Uma parece que ele pisa no acelerador, na outra, ele pisa no freio. Uma foi escrita para corrigir um erro, a outra foi escrita para resolver outro erro, erro este produzido pela interpretação errônea da primeira carta inspirada por Deus.
Certamente que nós, como os crentes tessalonicenses, precisamos das duas cartas para vivermos o cristianismo coerente e equilibradamente.
Na segunda carta, “a ênfase é em como manter uma igreja saudável com um testemunho efetivo em resposta adequada à sã escatologia e à obediência à verdade”, diz John MacArthur.
Nesta carta, Paulo…
• …Elogia aos crentes. Não os critica pela incompreensão da primeira carta (vs. 1-4);
• …Consola aos crentes perseguidos. Não os ataca por adulterar o significado de sua mensagem anterior (vs. 5-10);
• …Intercede pela igreja para que Deus graciosamente aceite a vida de seus membros (vs. 11-12).
Percebeu que Paulo não ataca diretamente ao problema? Seria ele frouxo? Estaria ele negligenciando a busca por solucionar o mal entendido?
William Kelly auxilia-nos a encontrar respostas: “Como na primeira epístola, o apóstolo não ataca o erro de imediato, mas prepara o coração dos santos de modo gradual e completo a fim de sedimentar a verdade e excluir o erro quando for exposto. Assim operam a graça e a sabedoria divinas: Não apenas tratam do erro e do mal, mas colocam o coração em ordem”.
Reflita:
1. Não são as personalidades enérgicas dentro da igreja que resolvem os problemas, mas as pessoas dependentes da sabedoria do Espírito.
2. Nem sempre o método certo resolverá o problema, pior ainda é quando for avaliado pelo resultado que o método certo estava errado.
“Senhor, coloque em ordem nosso coração ainda hoje…” – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO I TESSALONICENSES 5 – Primeiro leia a Bíblia
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1372 palavras
1 Tempos e as épocas. Paulo cuidadosamente explica “com respeito aos que dormem” (1Ts 4:13) …, mas, … não propôs discutir a cronologia dos últimos dias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 253.
2 O Dia do Senhor. Neste versículo, “o Dia do Senhor” se refere ao segundo advento de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 253.
Como ladrão. Pelo uso da imagem de um ladrão, o apóstolo enfatiza a surpresa da segunda vinda, alertando os leitores a estar prontos para a ocorrência em qualquer tempo (ver com. de 1Ts 4:15). CBASD, vol. 7, p. 253.
3 Paz e segurança. Estas palavras, ditas por aqueles que não se prepararam para o retorno do Senhor, se referem à tranquilidade interna e à segurança externa e revelam o estado de satisfação mental dos interlocutores. A calma é indevida porque o desastre está às portas, e o descrente deve aprender com o cristão, que está vigilante, pronto para os eventos dos últimos dias. As Escrituras ensinam que o tempo que imediatamente precede o aparecimento de Cristo será de angústia universal (ver com. de Lc 21:25, 26). CBASD, vol. 7, p. 254.
4 Em trevas. Isto é, em ignorância e, indiretamente, em iniquidade. No NT, a palavra “trevas” é utilizada com frequência para um estado de pobreza espiritual e reprovação (Mt 4:16; 6:23; Jo 3:19; At 26:18; Rm 13:12). CBASD, vol. 7, p. 254.
6 Não durmamos. “Dormir”, neste versículo, indica indiferença à proximidade da vinda de Cristo, uma letargia que impede o cristão de estar preparado para os eventos finais (cf. Mt 25:5). CBASD, vol. 7, p. 254.
Demais. Isto é, os filhos das trevas que estão inconscientes dos terríveis e gloriosos eventos que anunciam o retorno do Senhor. CBASD, vol. 7, p. 255.
Sóbrios. Paulo … admoesta o cristão a ser constante, temperante, calmo, em vista do grande “dia” que está por vir. CBASD, vol. 7, p. 255.
8 Da fé e do amor. Fé é agarrar a justiça que Cristo transmite ao crente. Amor, o principal atributo do caráter de Deus (1Jo 4:8), é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo de Deus (Rm 5:5). CBASD, vol. 7, p. 255.
9 Porque Deus. Paulo apresenta sua compreensão dos propósitos de Deus como a base da esperança da salvação (v. 8). CBASD, vol. 7, p. 255.
Nos destinou … para alcançar a salvação. A palavra [destinou] se relaciona ao propósito de Deus para com os homens, que é e sempre tem sido benevolente (ver com. de Jo 3:16, 17; 2Pe 1:9). … O Senhor deseja e planeja que todos os homens sejam salvos (ver Is 55:1; Jo 7:37; Ap 22:17) e, ao entregar Seu Filho, possibilitou a salvação. CBASD, vol. 7, p. 255.
10 Durmamos. O estado do cristão morto comparado ao dos crentes vivos no momento do retorno de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 255, 256.
11 Consolai-vos, pois. Paulo mostra que a obra de encorajar os desanimados não é apenas do ministro. Todos os cristãos devem confortar os companheiros. CBASD, vol. 7, p. 256.
Edificai. Por consideração mútua de importantes temas como a vinda do Senhor e a glória da herança dos santos, os membros da igreja devem fortalecer espiritualmente uns aos outros (cf com. de Ml 3:16-18; At 20:32). CBASD, vol. 7, p. 256.
13 Vivei em paz. Esta firme injunção sugere que a unidade da igreja em Tessalônica foi abalada, possivelmente pelo desacordo entre oficiais e leigos. CBASD, vol. 7, p. 256.
14 Desanimados. Do gr. oligopsuchoi, literalmente, “alma pequenas”, isto é, aqueles que tem coração pequeno ou os medrosos. Esses cristãos, possivelmente sobrecarregados com o pesar pelos mortos (1Ts 4:13-18) ou com dúvidas acerca do tempo do retorno de Cristo (1Ts 5:1-11), deviam ser confortados, não repreendidos. Os cristãos deveriam oferecer palavras de conforto e encorajamento às almas tímidas e carentes (Hb 12:12, 13; cf. Gl 6:2). CBASD, vol. 7, p. 257.
15 Retribuir mal por mal. A tendência natural é agir assim, mas o proceder cristão é diferente. Cristo proíbe a retaliação e motiva Seus seguidores a retribuir o mal com o bem (ver com. de Mt 5:38-48 cf. com. de Rm 12:17). CBASD, vol. 7, p. 257.
segui sempre o bem. Paulo sabia que, ao seguirem o bem, teriam pouco tempo para se envolver com o mal. CBASD, vol. 7, p. 257.
17 Orar sem cessar. Um espírito de constante oração deve exalar da vida cristã. A conexão com o Céu nunca dve ser quebrada (ver com. de Lc 18:1). CBASD, vol. 7, p. 257.
18 Em tudo. Isto é, em todas as circunstâncias, de alegria ou pesar. CBASD, vol. 7, p. 257.
19 Apagueis. Do gr. sbennumi, “extinguir”, “apagar”, “asfixiar”, “suprimir”. A palavra é utilizada em relação a apagar fogo (Mt 12:20; Mc 9:44-48; Ef 6:16; Hb 11:34) e à insuficiência de óleo das lâmpadas (Mt 25:8). Como o Espírito está associado ao fogo, o vocábulo sbennumi é especialmente adequado. É possível que alguns membros da igreja tessalonicense, que exercitavam os dons espirituais com entusiasmo, tenham esfriado o ardor (ver com. de 1Co 12:1; 14:1). CBASD, vol. 7, p. 258.
21 Julgai. Deve-se fazer uma discriminação cuidadosa para se distinguir entre o falso e o verdadeiro (ver AA, 263). CBASD, vol. 7, p. 258.
Todas as coisas. Especificamente, a manifestação do Espírito (v. 19, 20). Deus proporcionou testes para determinar se um profeta é genuíno: (1) O verdadeiro profeta deve confessar a Cristo na vida e na palavra (1Jo 4:1-3), bem como reconhecer e confessar a divindade de Cristo (1Jo 2:22, 23). (2) Os ensinos devem estar de acordo com as Escrituras (ver At 17:11; Gl 1:8, 9). (3) O resultado ou fruto de seus ensinos deve ser bom (Mt 7:18-20). CBASD, vol. 7, p. 258.
Retende. O crente não deve apenas testar os dons espirituais. Tendo diferenciado o verdadeiro e o falso, o bom e o ruim, deve reter o bom a despeito de todas as tentações para abandoná-lo. CBASD, vol. 7, p. 258.
22 Abstende-vos de toda forma de mal. Paulo … reconhece que o “mal” tem muitas aparências e alerta os conversos contra as muitas formas em que ele é mascarado. Essa admoestação tem sido utilizada algumas vezes para proibir fazer o que é certo apenas porque parece errado a alguns espectadores. O conselho pode ser adequado em determinadas circunstâncias, mas não é o que o apóstolo está apresentando aqui. Há também muitas exceções a esta regra. Jesus curou no sábado (Jo 5:2-16; etc.) e comeu com os publicanos e pecadores (Mt 9:10-13) CBASD, vol. 7, p. 258, 259.
23 Em tudo. Cada aspecto da existência deve ser submetido ao poder purificador do Espírito de Deus. CBASD, vol. 7, p. 259.
Espírito, corpo e alma. Paulo não está dando um estudo sobre a natureza humana, mas deixa claro que nenhuma parte da vida dos conversos é deixada intocada pelo poder santificador de Deus. … É possível [, entretanto,] ver significado especial nas divisões que Paulo faz. Quanto a “espírito” (pneuma, ver com. de Lc 8:55), pode-se entendê-lo como o princípio superior de inteligência e pensamento com o qual o ser humano é dotado e pelo qual Deus Se comunica por meio do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:16). … Por “alma” (psuche, ver com. de Mt 10:28) … pode-se entender a parte da natureza humana que se expressa por meio dos instintos, das emoções e dos desejos. … O significado de “corpo” (soma) parece evidente. A estrutura corporal (carne, sangue e ossos) é controlada pela natureza superior ou pela natureza inferior. Quando a mente santificada está no controle, o corpo não é maltratado. A saúde floresce. … A santificação que não inclui o corpo não é completa. Nosso corpo é o templo de Deus. Devemos sempre tentar mantê-lo santo e glorificar a Deus nele (1Co 6:19, 20). CBASD, vol. 7, p. 259.
Irrepreensíveis. Aquele que é santificado será conservado por Deus e apresentado irrepreensível no grande dia da vinda do Senhor (cf. com. de Jd 24). CBASD, vol. 7, p. 260.
25 Orai por nós. Os ministros e os leigos precisam das orações uns dos outros, e ambos devem orar para que nada impeça o avanço da mensagem do evangelho aos confins da terra (T5, 718). CBASD, vol. 7, p. 260.
26 Ósculo santo. No Oriente, o beijo era um modo comum de expressar amor e amizade na saudação (ver Lc 7:45; At 20:37). O “ósculo santo” ou “ósculo de amor” (1Pe 5:14) era símbolo de afeição cristã. CBASD, vol. 7, p. 260.
27 Conjuro. O uso de uma palavra forte (cf. Dt 6:13) indica que alguns dos líderes tessalonicenses estavam relutantes em ler a epístola para todos os crentes, ou que alguns dos membros estavam indispostos a ouvir sua leitura (cf. 2Ts 3:14). CBASD, vol. 7, p. 260.
Seja lida. Isto é, publicamente, diante dos cristãos reunidos (cf. com. de Cl 4:16). CBASD, vol. 7, p. 260.
28 A graça de nosso Senhor. A cristologia do apóstolo se projeta ao longo da epístola. No início (1Ts 1:1) e no final, ele invoca a graça de nosso Senhor Jesus Cristo sobre os crentes. CBASD, vol. 7, p. 260.
Evidência histórica favorece Corinto como a cidade de onde Paulo escreveu esta epístola (ver p. 222). CBASD, vol. 7, p. 260.
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I TESSALONICENSES 5 – Esta carta inspirada orienta o crescimento e amadurecimento do crente. Nesse aspecto, como observou John Blanchard, “o crescimento cristão requer mais do que conhecimento da Bíblia; ninguém se alimenta decorando cardápio”.
Assim como para matar a fome não adianta decorar receitas, para nutrir a alma não adianta decorar a Bíblia. Então, precisamos viver os princípios revelados nas páginas sagradas mediante o incessante agir do Espírito Santo.
Neste último capítulo de sua carta, Paulo não está enchendo de tantas informações aos crentes de Tessalônica, porque Ele percebe ser mais útil exortá-los a que experimentem viver à luz que já conheciam.
Podemos destacar os seguintes pontos deste capítulo:
1. A vinda do dia do Senhor é certa: Deus virá julgar o mundo, e recompensar os fieis (v. 1).
2. O dia da vinda do Senhor é incerto para nós; contudo, Deus dá dicas de que, quando as pessoas estiverem vivendo as falsas promessas de paz e segurança, experimentariam repentinamente o drama das desgraças de seus pecados (v. 2).
3. O dia do Senhor é de juízo e condenação para os incrédulos, ímpios e rebeldes; em contraste, será um dia de redenção e salvação para aqueles que andam na luz da Palavra de Deus e se preparam para se encontrar com Jesus (vs. 4-11).
a) Deus quer pessoas focadas na revelação, não pessoas envolvidas com preocupações desta vida;
b) Deus quer pessoas esperançosas pelo cumprimento de Suas profecias, não pessoas insensatas com a sensação de que as coisas deste mundo material trarão segurança e proteção.
Após falar do dia vindouro, Paulo aborda questões que preparam seus leitores para o futuro:
• Honrar e respeitar aos líderes espirituais colocados por Deus para administrar sua igreja (vs. 12-13);
• Promover a paz na congregação, orientar, corrigir os indisciplinados, consolar os desanimados, amparar aos fracos, ser paciente e, desestimular a vingança (vs. 13-15);
• Alegrar-se, orar e ser gratos continuamente (vs. 16-18);
• Não apagar o Espírito Santo com uma conduta resistente à obediência à vontade de Deus (v. 19);
• Prezar pelas profecias; examinar tudo para, então, evitar o que é mal (vs. 20-22);
• Praticar a santificação total na vida diária promovida por Deus (vs. 23-24);
• Orar pelos líderes espirituais e ler na igreja as cartas apostólicas (vs. 25-28).
Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
Agora, escreva como esta carta alcançou teu coração…