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I TIMÓTEO 2 – A verdade precisa ser ensinada e a ordem precisa prevalecer na igreja. Qualquer desequilíbrio pode gerar muitos problemas.
O capítulo em análise pode ser assim dividido, conforme George W. Knight:
1. Oração por todos exortando e fundamentando na ideia de que existe um só Deus e um só mediador (2:1-8);
2. Instruções para as mulheres:
a) Adorno e boas obras (vs. 9-10);
b) Proibição de ensinar e ter domínio sobre o homem baseada na ordem da criação (vs. 11-15).
Sobre o ato de orar, é bom refletir nos seguintes ensinamentos:
• A oração é essencial para uma perfeita relação com Deus. Ela deve ter prioridade acima de qualquer prioridade da vida. Esse é um meio importante para colocar Deus em primeiro lugar.
• As formas de orar podem variar – seja em estilo de súplicas, orações normais, intercessões ou ações de graças–, o importante é não parar de orar.
• A abrangência da oração também é contemplada no texto. O crente precisa aprender a tirar o foco de si ao orar a Deus. É preciso incluir na oração (pública ou particular), os nomes de todas as pessoas, de todos os homens, inclusive reis, governadores, presidentes e todo tipo de político.
• O objetivo disso tudo é a salvação das pessoas e a atuação de Deus no mundo em prol da verdade. Mas tal oração deve ser devidamente direcionada ao único Mediador, Cristo Jesus, homem.
Sobre o ato de cultuar, é bom entender que:
• Na época de Paulo, as mulheres não poderiam ser alunas. O ato delas aprenderem era um progresso naquela cultura machista. O problema é que a empolgação por essa abertura estava gerando alvoroço no culto público por parte das mulheres. Então, Paulo orientou-os como deveriam aprender (“em silêncio”), já que não sabiam como deveriam se comportar por terem sido privadas até então desse privilégio.
• A Bíblia não é machista. Quando Paulo proíbe à mulher exercer autoridade sobre o homem, é porque estavam ultrapassando os limites buscando superioridade e vaidade. Além disso, mulheres devem exercer autoridade feminina, não masculina. Deus fez homem e mulher com funções diferentes, e estas devem ser respeitadas.
Deus não é contra a liderança feminina (ver Atos 21:9; 12:12; Romanos 16:1-16; Filipenses 4:2-3, etc.); Ele é contra a desordem! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO I TIMÓTEO 1 – Primeiro leia a Bíblia
I TIMÓTEO 1 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
I TIMÓTEO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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818 palavras
Esta epístola foi escrita a Timóteo enquanto era pastor da igreja de Éfeso, e é composta principalmente de instruções dirigidas a ele como líder da igreja. Por isso, é classificada como epístola pastoral. … Esta epístola reflete um plano bem desenvolvido de organização e administração da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 291.
3 Quando eu estava de viagem, rumo da Macedônia, te roguei permanecesses ainda em Éfeso. Timóteo acompanhou Paulo em sua primeira viagem pela Macedônia (At 16:1-12; 20:1-4). Aqui, o apóstolo se refere a uma viagem posterior, depois de sua primeira prisão em Roma (ver vol. 6, p. 89. 90). CBASD, vol. 7, p. 294.
No verso 3, Paulo lembra a Timóteo por qual razão pediu-lhe para ficar em Éfeso. Éfeso era uma importante cidade comercial. A cultura grega e o culto à deusa “Diana” com sua imoralidade formavam a cultura de Éfeso. Alguns crentes judeus insistiam em ensinar as exigências legalistas da lei que haviam aprendido na infância. Talvez alguns destes crentes judeus podiam traçar sua genealogia até Davi ou o sumo sacerdote Josué e afirmavam que isso lhes dava autoridade para ensinar. Disputas, falsas doutrinas e conversa fiada estavam causando dano à igreja. Timóteo devia ensinar a palavra e treinar outros a fazer o mesmo. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ ,(pesquisa em 03/08/2018).
Não ensinem outra doutrina. Ou seja, qualquer ensino contrário à verdade proclamada pelos apóstolos (ver com. de Gl 1:8). CBASD, vol. 7, p. 294.
4 Fábulas. Talvez Paulo aqui se refira às invenções rabínicas, como as que mais tarde foram incorporadas à Mishnah e outros escritos judaicos (ver vol. 5, p. 83-87). No entanto, ele provavelmente também esteja advertindo contra uma forma incipiente de gnosticismo (ver vol. 5, p. 168, 169; vol. 6, p. 40-45). CBASD, vol. 7, p. 294.
Genealogias. Uma possível referência à prática judaica de rastrear a linhagem familiar para comprovar que existia descendência do rei Davi ou de alguma família sacerdotal. Muitos dos ensinos e pregações dos judeus se baseavam em rebuscadas alegorias que agradavam a imaginação das pessoas, porém sem nutrir espiritualmente. CBASD, vol. 7, p. 294.
Que, antes, promovem discussões do que o serviço de Deus, na fé. …”que geram mera especulação, em lugar de administração das coisas de Deus, que é [alcançada] pela fé”. CBASD, vol. 7, p. 294.
7 Mestres da lei. Comparar com Lc 5:17. Aparentemente, esses mestres eram judeus. CBASD, vol. 7, p. 295.
8 Lei. Paulo aqui se refere a preceitos morais, o que se torna evidente nos v. 9 e 10, que sintetizam vários princípios do decálogo (cf. Êx 20:1-17). CBASD, vol. 7, p. 295.
9, 10 O propósito do mandamento é amar com um coração puro. Os comportamentos mencionados nos versos 9 e 10 são condenados pela lei e são também condenados pelo “glorioso evangelho” (v. 11). A mentira, o assassinato, a rebeldia, o tráfico de escravos e outras transgressões da lei são mencionadas pelo apóstolo como exemplos do que o evangelho também rejeita. David Manzano, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/11/i-timoteo-1/ (pesquisa em 03/08/2018).
10 Raptores de homens. Ou, “sequestradores”, “comerciantes de escravos”. A escravidão tem sido uma maldição sobre a humanidade desde a antiguidade. Deus agiu, por meio de Israel, para restabelecer a dignidade individual (ver com. de Êx 21:16; Dt 24:7). Paulo amplia o verdadeiro valor do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 295.
17 Rei eterno. Ao contrastar sua nova vida em Cristo com sua vida anterior de intolerância e ódio, Paulo prorrompe em uma gloriosa doxologia de gratidão (sobre semelhantes hinos de gratidão, ver Rm 11:36; 16:27; Gl 1:5; Ef 3:21; Fp 4:20; 1Tm 6:15, 16). CBASD, vol. 7, p. 297, 298.
19 Boa consciência. Qualquer que fosse o problema que Timóteo enfrentasse, sua forma consistiria num esforço sincero para proceder de acordo com os princípios estabelecidos por Paulo e pela Palavra de Deus. Igualmente, os obreiros cristão de hoje também descobrirão que suas convicções mais profundas se apagam e se tornam ineficazes se sua conduta pessoal não confirma a mensagem que pregam. CBASD, vol. 7, p. 298.
Naufragar. Se o capitão de um navio deixar de lado a bússola e passar a confiar em seu próprio julgamento, causará um desastre. Da mesma forma, o cristão naufraga na fé quando se desvia da Palavra de Deus e confia em seu próprio julgamento, ou no de outra pessoa. CBASD, vol. 7, p. 298, 299.
20 Entreguei a Satanás. Como em 1 Coríntios 5:3 a 5, essa expressão se refere à remoção da igreja e era a última medida de disciplina que a comunidade da igreja poderia aplicar a um membro ofensor. Como o transgressor havia rejeitado um ou mais dos fundamentos da fé cristã (1Tm 1:19), por seus próprios atos ele havia se separado do espírito e do corpo da igreja. … A pessoa que renuncia a servir no reino de Deus, automaticamente se coloca a serviço do reino de Satanás. A igreja não faz essa transferência, apenas ratifica a escolha feita pelo pecador (ver com de 1Co 5:5). CBASD, vol. 7, p. 299.
Blasfemarem. Talvez Paulo se refira aos atos perversos daqueles que fazem uso indevido da lei (ver com. dos v. 3-7). A lei é uma expressão da vontade e do caráter de Deus e, por essa razão, qualquer uso ilegítimo dela desonra a Deus e deturpa Seus propósitos. Tudo que desonra a Deus é uma blasfêmia. CBASD, vol. 7, p. 299.
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I TIMÓTEO 1 – Timóteo era jovem quando pastoreava a grande metrópole de Éfeso, capital da Ásia Menor. Ele era natural de Listra, região da Licaônia. Seu pai era grego e sua mãe judia.
Embora fosse fruto de um casamento caracterizado de jugo desigual e não ter sido circuncidado como todo menino judeu, Timóteo foi educado na religião bíblica por sua mãe, Eunice, e sua avó, Loide.
Apesar de ter recebido excelente educação, o jovem pastor era tímido. Ele não era destemido, ousado e dinâmico; era sensível e acanhado. Consequentemente, tinha tendência ao desânimo.
• Nesta carta, temos o legado de Paulo de como os líderes experientes e os administradores eclesiásticos devem lidar com líderes espirituais jovens, sensíveis e tímidos como Timóteo.
• Também, os jovens obreiros encontram nesses relatos inspirados o que realmente Deus espera de Seus ministros aqui no mundo.
O primeiro contato de Paulo com Timóteo foi durante sua primeira viagem missionária (Atos 16:1-3), que resultou em companhia para o apóstolo em outras viagens. Teve um tempo em que se separaram, mas logo se encontraram novamente em Atenas, de onde saiu com mensagem do apóstolo aos tessalonicenses. Depois, mestre e pupilo encontraram-se em Corinto.
Na sequência, na terceira viagem missionária do apóstolo, Timóteo o acompanhou durante três anos em Éfeso, de onde Paulo o enviou aos cristãos problemáticos de Corinto. Ao retornar, acompanhou Paulo na visita à Grécia fazendo parte da sua equipe missionária.
Observe o início da primeira carta de Paulo a Timóteo, conforme George W. Knight:
1. Saudação (vs. 1-2);
2. Mandamento de Paulo a Timóteo para que resista diante das falsas doutrinas e impulsione o evangelho e seu objetivo, que é o amor:
• O mandamento, o objetivo e uma descrição dos falsos mestres (vs. 3-7);
• Uso legítimo da Lei (vs. 8-11);
• A comissão e conversão de Paulo como exemplo da verdade do evangelho (vs. 12-17);
• Responsabilidade de Timóteo com o exemplo negativo de Himeneu e Alexandre (vs. 18-20).
Introvertidos podem parecer inadequados ao padrão de líder conforme o mundo (e até para muitos membros da igreja), mas não para Deus.
Quem desvaloriza os introvertidos revela desinformação ou desprezo pela diversidade criada por Deus. Assim como as digitais, cada pessoa tem seu jeito de ser; e Deus pode usar a todas!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 3 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
II TESSALONICENSES 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1030 palavras
No coração do último capítulo de II Tessalonicenses está a preocupação de Paulo com os “desordeiros” ou pessoas “ociosas” na congregação. Mas a palavra grega aqui (ataktos, vs. 6, 11) não é sinônimo de preguiça. Tem mais a ver com atitude irresponsável. Os membros desordeiros de Tessalônica não estavam apenas ociosos, eles estavam indo de um lugar a outro para criar perturbação. Eles passavam o tempo discutindo teologia ou criticando o comportamento dos outros, em vez de ganhar o seu sustento: “não trabalham, mas andam se intrometendo na vida alheia” (v. 11, NVI). Eles estavam se metendo na vida de todo mundo em vez de cuidar da própria! O fato de Paulo ter abordado este assunto outras vezes (ver tb 1Ts 4:9-12) indica que era um grande problema na igreja em Tessalônica. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/10/ii-tessalonicenses-3
1 Orai por nós. O apóstolo acabara de registrar uma oração pelos conversos para que fossem consolados e confirmados (2Ts 2:17). Agora pedem que se lembrem dele e de seus companheiros de ministério (cf. 2Co 1;11; Fp 1:19; 1Ts 5:25). Paulo sempre sentiu sua insuficiência e era consciente da necessidade do poder divino (ver 2Co 2:16; 3:5). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 283.
Se propague. Parece que palavra de Deus na cidade de Corinto não estava “correndo”tão livre como o apóstolo desejava. Possivelmente, houve uma firme oposição dos judeus (ver com. de 1Tm 3:7. … Sob condições normais, a “palavra do Senhor”, ativada pelo Espírito Santo, progride com rapidez. CBASD, vol. 7, p. 283.
Seja glorificada. A palavra do Senhor é glorificada na vida transformada daqueles que são guiados por ela. Diz-se que o evangelho é adornado pela vida piedosa até mesmo dos cristãos mais humildes: escravos convertidos, que não furtavam, mas eram completamente honestos e fiéis no serviço (Tt 2:9, 10; cf. com. de Mt 5:16). CBASD, vol. 7, p. 283.
2 Sejamos livres. Embora este segundo pedido tenha um sabor pessoal distinto, a preocupação principal do apóstolo não é a segurança pessoal, ms assegurar que sua equipe evangélica ficará livre para realizar a obra divina. CBASD, vol. 7, p. 283.
Maus. O grego contém o artigo definido, indicando que Paulo se refere a classes específicas de oponentes, sem dúvida, aos judeus que o atacaram e o levaram diante de Gálio, o governador romano (ver com. de At 18:9-17). Aqueles judeus eram mais perversos que muitos pagãos. Resistiram obstinadamente aos apelos da Santa Escritura e aos milagres feitos pelo Espírito Santo em demonstração do poder de Deus. Alguns deles foram longe demais e chegaram a ponto de blasfemar. CBASD, vol. 7, p. 283, 284.
A fé não é de todos. Alguns, ao fechar a mente contra a evidência levada ao coração pelo Espírito Santo, colocam-se além do alcance do evangelho. Quando o Senhor, por meio de Suas obras maravilhosas na carne evidenciou Sua divindade de modo inequívoco, houve aqueles que endureceram o coração para não crer na Sua messianidade e para atribuir o poder de operar milagres a Satanás. Deste modo, o Senhor alertou, estavam em perigo de cometer o pecado imperdoável, caso já não o tivessem cometido (ver Mt 12:22-32). CBASD, vol. 7, p. 284.
4 Confiança em vós no Senhor. … embora o apóstolo tenha encorajado crentes humanos, deixou claro que a base de sua confiança estava “no Senhor” e não neles (cf. Gl 5:10). CBASD, vol. 7, p. 284.
As coisas. Não identificadas neste versículo, mas alistadas nos v. 6 a 15. CBASD, vol. 7, p. 284.
5 Coração. Necessitamos de guia contínua do Senhor quanto aos pensamentos e emoções. Ele prometeu lembrar-nos das verdades a respeito das quais temos sido ensinados, revelar-nos seu significado e a guiar-nos a uma compreensão total de Sua vontade (ver Jo 14:26; 16:13). CBASD, vol. 7, p. 284, 285.
Ao amor de Deus. … que possuam ou compartilhem o amor de Deus. CBASD, vol. 7, p. 285.
6 Nós vos ordenamos. Na primeira epístola, [Paulo] apelou à igreja para se acautelar das facções fanáticas em seu meio (1Ts 5:14). O apelo parece ter tido êxito parcial, porque ele recorre a medidas mais fortes e emite ordens (cf. com. de 1Ts 4:2, 11). CBASD, vol. 7, p. 285.
Desordenadamente (ARA; NVI: “ociosamente”). Do gr. ataktos (ver com. de 1Ts 5:14). CBASD, vol. 7, p. 285.
7 Imitar-nos. Se [os tessalonicenses] considerassem a conduta de Paulo (humilde, cuidadosa, semelhante a Cristo) saberiam o que o Senhor exigia deles. Todo ministro deveria viver para que sua vida fosse consistente com seu ensino. CBASD, vol. 7, p. 285.
Nunca nos portamos desordenadamente. O comportamento desordenado ao qual Paulo faz alusão (v. 6) parece ter sido à ideia fanática de que, como o Senhor estava prestes a vir, era muito tarde para continuar com ocupações mundanas. Aqueles que estavam imbuídos com esse pensamento motivaram o princípio de comunhão de bens na igreja por razões egoístas, para tirar proveito do trabalho dos outros. Paulo denunciou esses agitadores indolentes (v. 11), mas antes lembrou aos irmãos que seu exemplo tinha sido positivo. Estava apto a apelar para a vida ocupada que tinha diante deles. CBASD, vol. 7, p. 285.
9 Direito. O apóstolo desejava deixar claro que não era contrário a um ministério sustentado pela igreja. … No entanto, em Tessalônica ele renunciou seu direito ao sustento da igreja, para dar aos membros um exemplo digno de imitação. CBASD, vol. 7, p. 286.
10 Ordenamos. A abrangência das instruções dadas por Paulo aos tessalonicenses foi surpreendente. No pouco tempo que passou com eles, o apóstolo parece ter abordado todos os assuntos vitais e dirigido seu ensino às necessidades imediatas dos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 286.
Não quer trabalhar. Paulo se refere àqueles que, na expectativa do retorno imediato de Cristo, recusavam se desenvolver no trabalho normal, justificando que era desnecessário em vista da segunda vinda. CBASD, vol. 7, p. 286.
Também não coma. O cristão deve fazer tudo que estiver ao seu alcance para evitar ser um peso para os outros. Deve trabalhar para que, além de se sustentar, consiga ajudar os necessitados (Ef 4:28). CBASD, vol. 7, p. 286.
11 Antes, se intrometem. No grego há um jogo de palavras evidente, que pode ser comunicado como “não ocupados, mas ocupados com a vida alheia” (Wodsworth). Os bisbilhoteiros estão ocupados com coisas sem importância, que não lhes dizem respeito, nas questões alheias e não nas questões pessoais. O labor honesto é a melhor cura para esse tipo de gente, pois aqueles que são meticulosos no cumprimento de suas tarefas não encontrarão tempo sem se intrometerão nas questões alheias (cf. com. de 1Ts 4:11; 1Tm 5:13, 14; 1Pe 4:15). Tagarelar e falar mal são passatempos dos bisbilhoteiros. CBASD, vol. 7, p. 286.
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II TESSALONICENSES 3 – O cristianismo não é um chamado para a preguiça. Servos inúteis na Terra não terão parte no serviço do Céu. Precisamos permitir que esse último capítulo de Paulo aos crentes de Tessalônica impacte profundamente nosso coração a tal ponto de injetar diligência espiritual em cada uma de nossas tarefas diárias.
Ser verdadeiramente cristão exige muita dedicação a fim de que a preparação para a vinda de Cristo realmente aconteça. “Não devemos buscar e esperar descanso e facilidades em um mundo onde aquele a quem amamos enfrentou apenas dores e sofrimentos” (Horatius A. Bonar).
Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, escreve com maestria. Leia o capítulo supracitado e depois retorne para esta reflexão:
1. O cristão não deve ter preguiça de orar, não é possível ser cristão à altura do que Cristo espera de nós sendo negligentes na oração (vs. 1-5). “Por que será que há tão pouca ansiedade para orar? Reservamos tempo para tudo, menos para orar. Por que é que se fala tanto enquanto há tão pouca oração? Por que tanta pressa nos negócios, e tão pouca oração? Por que tantas reuniões com nossos colegas, e tão poucos encontros com Deus?” (Bonar).
2. Os versos 6-15 a Bíblia de Estudo Andrews intitula de “Conselhos práticos”, e os subdividem assim:
• A disciplina dos desordeiros (vs. 6-10);
• Aos desordeiros em si (vs. 11-12);
• Retirada dos desordeiros da comunhão (vs. 13-15).
3. A carta termina com uma bênção curta (vs. 16-18).
Os ministros precisam da oração perseverante da igreja a fim de proclamar com destreza e ousadia a Palavra de Deus. Além disso, os crentes não devem ser obstáculo à pregação do evangelho. Um testemunho contrário ao poder do evangelho dilui a capacidade do Espírito Santo convencer e converter pecadores. Por isso, Paulo adverte aos crentes para que…
• …não sejam desordeiros; se persistirem, que se afastem/desliguem da igreja;
• …não sejam intrometidos, mas comprometidos em fazer o bem; senão, afastem-se de tais pessoas;
• …não sejam preguiçosos, mas que trabalhem diligente e honestamente; se não trabalha, que fique sem comida;
• …exortem antes de disciplinar os indisciplinados.
Após ser brando em I Tessalonicenses 4:11-12; 5:14-15 e não obter resultados, Paulo precisou ser enérgico no fechamento desta carta. Até quando vamos ser morosos para aprender?
“Senhor, reaviva-nos constantemente!” – Heber Toth Armí.
Três capítulos… conte-nos: como foi estudá-los nestes três últimos dias?
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TEXTO BÍBLICO II TESSALONICENSES 2 – Primeiro leia a Bíblia
II TESSALONICENSES 2 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
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1359 palavras
Não importa quão cuidadosamente um pastor possa cuidar de uma igreja, existem várias maneiras de ideias falsas criarem raiz. Às vezes é mais fácil para os membros aceitarem uma teoria ou especulação do que examinar cuidadosamente as Escrituras por si mesmos. Às vezes, as novas ideias podem até ser bíblicas, mas são disseminadas sem equilíbrio com os demais ensinamentos das Escrituras. Este parece ter sido o problema em Tessalônica. Neste texto a meta de Paulo não é expor detalhadamente a sua visão sobre os acontecimentos do tempo do fim (v. 5). Seu objetivo é pastoral – acalmar e persuadir os crentes a terem mais paciência com relação aos eventos finais. Jon Paulien, em https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/05/09.
1 Nós vos exortamos. Parece que ideias errôneas a respeito do ensino de Paulo sobre a proximidade da vinda de Cristo estavam circulando na igreja em Tessalônica. Para corrigir esses conceitos errôneos, Paulo escreveu a segunda epístola. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 273.
2 Demovais da vossa mente. Os tessalonicenses não deveriam ser conduzidos da convicção estabelecida e “agitados por todo vento de doutrina” (Ef 4:14). Os cristãos devem estar firmes intelectualmente. CBASD, vol. 7, p. 273.
Perturbeis. Neste versículo, a palavra se refere ao estado de agitação ou excitação nervosa. O pensamento de que a vinda do Senhor era iminente estava mantendo os tessalonicenses em estado de alarme contínuo. CBASD, vol. 7, p. 273.
Tenha chegado. Como Jesus em Seus ensinos, Paulo enfatiza na primeira epístola que os cristãos deveriam viver em estado de prontidão para o retorno do Senhor (Mt 24:42, 44; 1Ts 1:10; 5:23). Deveriam vigiar e estar prontos, mas nunca estar tão imbuídos com o senso da iminência do segundo advento a ponto de viver num insensato estado de agitação. CBASD, vol. 7, p. 273.
3 Ninguém, O inimigo da igreja usará sinais e milagres aparentes para levar os ingênuos a aceitar o grande engano ou a mentira (v. 9-11). Por isso, o povo de Deus deve se acautelar para não se desviar da fé, a qual deve se apoiar nas claras declarações da Palavra de Deus. CBASD, vol. 7, p. 274.
4 A apostasia. O próprio Paulo instruiu oralmente aos tessalonicenses a respeito da apostasia vindoura. … A profecia a respeito da apostasia foi cumprida parcialmente nos dias de Paulo, e muito mais durante a Idade Média, mas o cumprimento pleno ocorrerá nos dias imediatamente anteriores ao retorno de Jesus (cf. Nota Adicional a Romanos 13; ver vol. 6, p. 60-53). CBASD, vol. 7, p. 274.
O homem da iniquidade. Isto é, o homem cuja característica distintiva é o pecado. … Paulo emprega a palavra grega para “homem” (antropos) indicando adicionalmente uma pessoa ou poder definido. CBASD, vol. 7, p. 274, 275.
4 Objeto de culto. As palavras de Paulo descrevem um poder arrogante que se opõe a todos os concorrentes no campo da religião e não permite rival para receber a adoração que reivindica para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Santuário. Num lugar dedicado à adoração do verdadeiro Deus, o maligno se assenta solicitando adoração para si. CBASD, vol. 7, p. 275.
Ostentando-se. Tomar assento no santuário do templo revela que ele reivindica sentar “como Deus”, que, na verdade, “ele é Deus”. A blasfêmia não poderia ser maior. … Uma comparação com a profecia de Daniel do poder blasfemo que sucedeu a Roma pagã (ver com. de Dn 7:8, 19-26) e com a descrição de João sobre a besta semelhante a um leopardo (ver com. de Ap 13:1-18) revela muitas similaridades entre os três relatos. Isso leva à conclusão de que Daniel, Paulo e João falam do mesmo poder, a saber, o papado (GC, 49-54, 356). … Num sentido mais amplo, o poder aqui descrito pode ser identificado com Satanás, que há muito tem lutado para ser “como o Altíssimo” (ver com. de Is 14:14). “Satanás está trabalhando ao máximo para se apresentar como Deus e para destruir todos que se opõem ao seu poder. E hoje o mundo está se inclinando diante dele. Seu poder é recebido como o poder de Deus” (T6, 14). “Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente. … Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás, disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o” (TM, 62). CBASD, vol. 7, p. 275, 276.
5 Eu costumava dizer-vos. Paulo lembra seus leitores sobre os ensinos, demonstrando que seu ponto de vista com relação à vinda de Cristo não sofreu alteração e que antes ele não esperava o imediato aparecimento do Senhor. Ao mesmo tempo, suas palavras escritas são cuidadosamente estruturadas, possivelmente para evitar complicações políticas, caso a carta caísse nas mãos dos oponentes. CBASD, vol. 7, p. 276.
6 Ocasião própria. O anticristo será manifesta\do quando a ocasião própria vier. Quando aplicado ao papado histórico (ver com. do v. 4), tem sido compreendido como o período de dominação de 1,260 anos daquele poder religioso (ver com. de Dn 7:25; Ap 12:6). Dada a aplicação ampla (ver com. de 2Ts 2:4), a passagem é vista como também se referindo ao tempo quando Satanás desempenhará um papel pessoal nos eventos dos últimos dias, apenas para que seu cuidadoso plano para a dominação do mundo seja desmascarado, e sua verdadeira natureza, evidenciada (ver com. de 2Ts 2:4; Ap 17:16). CBASD, vol. 7, p. 276.
7 Mistério da iniquidade. Do gr. musterion tes anomias [algo oculto … “desacato e violação da lei”] O título se refere a um poder caracterizado pela desobediência. A referência à lei é significativa, em vista da tentativa de mudança da lei mencionada em Dn 7:25 (ver com. ali). Em última análise, esta descrição se aplica a Satanás, o autor da desobediência (TM, 365)., mas o demônio geralmente camufla sua personalidade ao trabalhar por meio de agentes. Nos últimos dias, ele desempenhará um papel mais direto, levando o engano ao cúmulo de falsificar pessoalmente a vinda de Cristo (ver com. de 2Ts 2:4, 9). CBASD, vol. 7, p. 277.
Opera. Paulo se refere a uma agência já em atividade. A apostasia iniciou nos dias de Paulo (ver com. [CBASD] de 2Ts 2:3 [cf. At 20:30; 21:21; 1Tm 4:1-3; 2Tm 4:3-4; 2Pe 2:1, 12-22; Jd 4, 10-13; 1Jo 2:18; Mt 7:15; 22-24; Mt 24:10]). CBASD, vol. 7, p. 277.
10 Acolheram. Paulo aponta o motivo pelo qual os descrentes serão enganados. Eles tiveram oportunidade de amar a verdade, mas recusaram o privilégio. CBASD, vol. 7, p. 279.
O amor da verdade. A condenação final dos pecadores será baseada na “rejeição” de Jesus, que é a verdade (Jo 14:6). CBASD, vol. 7, p. 279.
Para serem salvos. Ao mesmo tempo em que a rejeição da verdade que está em Cristo Jesus significa morte, sua aceitação conduz à salvação eterna. CBASD, vol. 7, p. 279.
11 Deus lhes manda a operação do erro. No estágio final da história do mundo, antecipada neste versículo, os não regenerados claramente escolherão mentiras em vez da verdade e se colocarão além do alcance da redenção. Deus, portanto, os abandonará ao curso de suas escolhas (ver com. de Rm 1:18, 24). Nas Escrituras, Deus é mencionado com frequência fazendo o que não impede (ver com. de 1Sm 16:14; 2Cr 18:18). CBASD, vol. 7, p. 279.
À mentira. Isto é, o engano supremo, quando Satanás personifica a Cristo. CBASD, vol. 7, p. 280.
13 Deus vos escolheu. Ver com. de Ef 1:4; Cl 3:12; 1Ts 1:4; 5:9. Esta não é uma escolha arbitrária, o que é demonstrado pelas palavras qualificadoras a seguir. A escolha é dependente da santificação dos escolhidos. CBASD, vol. 7, p. 280.
Pela santificação do Espírito. …toda verdadeira santificação é obra do Espírito Santo (cf. com. de 1Pe 1:2). CBASD, vol. 7, p. 280.
14 Para o que também vos chamou. Este versículo mostra que o anterior não ensina a predestinação de alguns para a salvação e de outros para a perdição (ver com. de 1Ts 1:4). Pelo fato de propor salvar as pessoas, independente de etnia, Deus inspirou Paulo com um ardente desejo e com determinação de pregar o evangelho aos gentios. As boas-novas de salvação por meio de Jesus Cristo haviam sido proclamadas livremente. A aceitação ou rejeição depende do indivíduo. CBASD, vol. 7, p. 280.
15 tradições. Do gr. paradoseis (ver com. de Mc 7:3). A palavra significa coisas entregues em mãos ou transmitidas por meio de ensino ou doutrina. … refere-se aqui às mensagens inspiradas recebidas por Paulo e seus companheiros e fielmente transmitidas aos tessalonicenses. CBASD, vol. 7, p. 280.
16 Boa esperança, pela graça. A esperança (de redenção na vinda de Cristo) é “boa”, no sentido de ser genuína e confiável, em contraste com as falsas esperanças apregoadas pelos ensinos errôneos sobre o imediatismo do retorno do Salvador. CBASD, vol. 7, p. 281.
(Para mais e extensivos comentários, recomendamos a leitura do CBASD, p. 273-281).