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Queridos, todos sabemos que a ansiedade é o “mal do século” e o quanto ela atrapalha nossa harmonia interna e com o Criador, na busca às coisas espirituais.
Por isso, quero recomendar a vocês uma série de palestras gratuitas sobre o controle da ansiedade que terá início amanhã, dia 12, domingo, até o dia 15, com o competentíssimo Psiquiatra Dr. Cesar Vasconcelos.
O Dr Cesar dispensa apresentação e seu trabalho pode ser apreciado no seu canal do Youtube e no canal sobre saúde da TV Novo Tempo.
Você pode se inscrever para assistir a esta semana em: https://doutorcesar.com/semana/
Veja aqui algumas de suas palestras sobre o assunto:
Como lidar com a ansiedade generalizada?
Como lidar com pensamentos ruins que não saem da cabeça?
Como lidar com crises de pânico?
Como lidar com os pensamentos que nos fazem sofrer?
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TEXTO BÍBLICO I PEDRO 5 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 5 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
I PEDRO 5 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal do Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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269 palavras
1 Eu, presbítero como eles. Literalmente, “o companheiro presbítero”. Pedro não dá nenhum indício de primazia. Ele se contenta em assumir o mesmo título que aplicou aos oficiais da igreja. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 640.
2 Sórdida ganância. O serviço à igreja nunca deve ser realizado como meio de enriquecimento pessoal (ver com. de 1Tm 3:8). CBASD, vol. 7, p. 641.
4 Imarcescível (ARA; NVI: “imperecível”). Natureza eterna da recompensa. CBASD, vol. 7, p. 642.
8 Como leão que ruge. Como um leão faminto que ruge para assustar e capturar sua presa. Uma figura própria para representar o diabo que, por meio da perseguição, tentava assustar os cristãos e forçá-los à apostasia. CBASD, vol. 7, p. 643.
Procurando. Nenhum leão espera que a presa venha a seu território, tampouco Satanás aguarda as vítimas caírem em suas armadilhas. Ele perambula longas distâncias para encontrar e caçar os que deseja capturar. CBASD, vol. 7, p. 643.
Devorar. Assim como o leão despedaça a presa, o diabo arrasta suas vítimas do seio da igreja para devorá-las, CBASD, vol. 7, p. 643.
13. Babilônia. Não há apoio para a ideia de Pedro ter trabalhado na cidade de Babilônia. A tradição confirma que seus últimos esforços missionários ocorreram em Roma, bem como sua morte (ver AA, 537,538). Sabe-se que os cristãos apostólicos usavam o título enigmático “Babilônia” para se referir à capital romana, a fim de evitar represálias políticas (ver com. de Ap 14:18). De modo geral, os eruditos concordam que Pedro usou o termo Babilônia para fazer referência velada a Roma. CBASD, vol. 7, p. 643.
14 Ósculo do amor. Isto é, beijo de amor (comparar com as palavras de Paulo, no com. de Rm 16:6; 1Co 16:20; 2Co 13:12). CBASD, vol. 7, p. 646.
Obs: Caso você deseje um comentário a respeito de algum versículo, por favor deixe seu pedido sob forma de comentário que lhe responderemos tão logo pudermos.
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I PEDRO 5 – Precisamos conhecer e viver o evangelho para que seu poder tenha realmente importância em nossa existência.
“O evangelho é o poder de Deus que nos salva do castigo e do poder do pecado, da condenação e da contaminação”, observa William McDonald. Ligado a isso, ele declara: “Conhecer Deus é vida eterna (João 17:3) e crescer no conhecimento de Deus é crescer em santidade. Quanto mais O conhecemos, mas nos tornamos semelhantes a Ele”.
• Teus atos revelam que você conhece mais a Deus ou mais ao diabo?
Além disso, o cristão que é apático aos chamados de Cristo está iludido com seu cristianismo pervertido. A teologia de Pedro apresenta cinco chamados, ele declara que é chamado…
• …das trevas do pecado para a maravilhosa luz de Jesus (I Pedro 2:2-9);
• …para seguir a Cristo em meio às dificuldades por viver a verdade (I Pedro 2:21-25);
• …para pagar o mal com bênçãos (I Pedro 3:9);
• …para a eterna glória de Deus Pai (I Pedro 5:10);
• …a refletir a glória e virtudes do caráter divino (II Pedro 1:3-7).
Tem indivíduos que ainda precisam aceitar estes chamados evangélicos para serem cristãos genuínos. Observe os pontos:
• Liderança eclesiástica: Cristo pastoreia Seu rebanho através dos líderes da Igreja (vs. 1-5);
• Membros da igreja: devem aprender a lidar com momentos difíceis, manterem-se firmes e confiantes em Deus (vs. 6-11);
• Conclusão da carta: despedida (vs. 12-14).
Pastores e anciãos são instituídos por Cristo para guiar Sua igreja no crescimento e amadurecimento na fé e na graça.
“Pedro refere-se também a este tema apresentando a Cristo como o supremo Pastor (vs. 5). Isso quer dizer que os presbíteros não possuem nenhuma autoridade, senão por delegação de Cristo, como representantes Seus, já que Ele é o único dono do rebanho. Quando Jesus transmitiu esse cargo a Pedro, disse-lhe de forma significativa: ‘Apascenta meus cordeirinhos, apascenta minhas ovelhas’ (João 21:15-17). Nem Pedro, nem os presbíteros devem esquecer que o rebanho não lhes pertence e que não podem impor às ovelhas suas próprias concepções” (Edouard Cothenet).
Como exemplo “a estratégia de Pedro para atingir seu objetivo [que é fortalecer seus leitores] reforça a identidade e a crença das igrejas para que eles possam continuar existindo como cristãos em um ambiente pagão e hostil” (Álvaro César Pestana).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí
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TEXTO BÍBLICO I PEDRO 4 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 4 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
I PEDRO 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/1pe/4
Continuando seu discurso dos versos 18-22 do cap. 3, Pedro lembra aos seus leitores dos sofrimentos de Cristo como motivação para que eles modelem suas vidas, tanto pensamentos quanto ações, conforme o exemplo d’Aquele que morreu em nosso lugar. Nós ainda podemos cometer erros (ver Mensagens aos Jovens, p. 338), mas escolhemos firmemente nos desviar da vida anterior de rebelião contra Deus.
Antigos amigos ou pessoas seculares podem expressar raiva e ódio contra cristãos que não participam com eles em suas más práticas, entretanto a única opinião que importa é a de Jesus Cristo. O evangelho não foi pregado às almas dos mortos; foi pregado às pessoas enquanto estavam vivas mas que agora estão mortas. Aqueles que morreram (v. 6) serão julgados com base em como viveram após terem conhecido a Cristo. Eles não terão uma “segunda oportunidade” de ouvir o evangelho.
Depois de um último apelo para permanecermos fiéis a Jesus em meio a perseguição e julgamento, Pedro lembra-nos que a nossa segurança eterna está em nosso fiel Criador, o “Pastor das nossas almas” (I Ped 2:25).
Pr. Cindy Tutsch, DMin
Diretora Associada Aposentada
Patrimônio Ellen G. White, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/?id=1401
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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3 Borracheiras. Do gr. oinophlugia, de oinos, “vinho”, e phluo, “transbordar”. A passagem se refere à atitude devassa nas festas com bebedeiras. CBASD, vol. 7, p. 633.
Orgias. Do gr. komoi, palavra usada com frequência na literatura secular para se referir a procissões e festas descontrolada, caracterizadas por bebedeira e sensualidade. CBASD, vol. 7, p. 633.
4 Difamando-os. Os pagãos falavam mal dos cristãos porque julgavam que eles assumiam uma postura de superioridade ao se recusarem a participar do “mesmo excesso de devassidão”. Com frequência, esse conceito pagão errôneo era o que despertava perseguição. CBASD, vol. 7, p. 633.
6 Para este fim. Cada um será julgado com base em sua resposta pessoal à medida da verdade que recebeu. CBASD, vol. 7, p. 634.
A mortos. As Escrituras ensinam o estado de inconsciência após a morte (ver com. de 1Pe 3:19). Logo, a única conclusão coerente com os ensinos da Escritura como um todo é que os “mortos”, na época de Pedro, haviam ouvido o evangelho antes de morrerem. CBASD, vol. 7, p. 634.
7 O fim de todas as coisas. Isto é, o fim do mundo. CBASD, vol. 7, p. 635.
8 Amor. Do gr. agape, “amor” (ver com. de Mt 5:43; 1Co 13:1). O amor não conhece fronteiras e nunca falha. Ele une em comunhão cristã pessoas de diferentes origens e opiniões. Qualquer problema da igreja pode ser resolvido em uma atmosfera de amor inteligente e altruísta. CBASD, vol. 7, p. 635.
Cobre. Uma citação de Pv 10:12; ver com. de Tg 5:20. Quando falta amor, há a tendência de ampliar os defeitos e falhas dos outros. Quando o amor reina, as pessoas ficam dispostas a perdoar e esquecer. Além disso, um espírito de amor fraternal certamente atrai a atenção dos não conversos e leva muitos deles ao conhecimento salvador de Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 635.
11 Oráculos (ARA; NVI: “a palavra”). Do gr. logia (ver com. de At. 7:38; Rm 3:2). Um exemplo da “multiforme graça” de Deus (v. 10) é a habilidade de falar com fluência e convicção. No entanto, tal dom só deve ser usado para a glória do Senhor. Os talentos dados por Deus devem ser cuidados e desenvolvidos com segurança, a fim de que a propagação do evangelho nunca seja atrapalhada pela falta de sinceridade ou frivolidade. CBASD, vol. 7, p. 636.
12 Fogo ardente. A ferrenha perseguição de Nero logo assolaria a igreja; as perturbações crescentes entre judeus e romanos era um prelúdio do holocausto iminente. Satanás tentou todas as estratégias que conseguiu imaginar para destruir a infante igreja. Levando em conta que a hora do juízo se aproxima, os cristãos atuais fariam bem em dar ouvidos às palavras de Pedro à igreja de sua época. CBASD, vol. 7, p. 636.
17 Casa de Deus. Isto é, a igreja (ver com. de 1Tm 3:15). CBASD, vol. 7, p. 638.
18 Se é com dificuldade que o justo é salvo. Neste versículo, o apóstolo cita a LXX [a Septuaginta, versão em latim do AT] (de Pv 11:31; ver com. ali). É somente em virtude dos méritos de Cristo que os justos são salvos. É só pelo fé nEle que podem reclamar a misericórdia divina no dia do juízo. CBASD, vol. 7, p. 638.
19 Encomendem. A segurança do cristão está na certeza de que Deus nunca abandona Seus filhos (ver com. de 2Tm 1:12; 2:19). Como pastor, Pedro guia seus irmãos de fé ao único Porto Seguro diante da tempestuosa perseguição. CBASD, vol. 7, p. 638.
A sua alma. Eles confiam sua vida ao único capaz de protegê-los do mal e de fortalecê-los para suportar o sofrimento (sobre “alma”, ver com. de Mt 10:28). CBASD, vol. 7, p. 638.
Prática do bem. O cristão deve fazer seu melhor, pela graça e pelo poder de Deus, em qualquer circunstância, e deixar o restante nas mãos do Senhor. CBASD, vol. 7, p. 639.
Obs: Caso você deseje um comentário a respeito de algum outro versículo em particular, por favor deixe seu pedido sob forma de comentário que lhe responderemos tão logo pudermos.
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I PEDRO 4 – Um cristianismo superficial é vantagem para o diabo, pois ele faz o suposto crente pensar que está salvo. Se isso te fez estremecer, então continue lendo!
Como povo de Deus nossas atitudes estão deficientes, nossas ações estão insuficientes. Pois, “nossas obras não estão em harmonia com a nossa fé. Nossa fé testifica que vivemos sob a proclamação da mais solene mensagem que já foi dada aos mortais. No entanto, em plena vista deste fato, nossos esforços, nosso zelo, nosso espírito de sacrifício, não estão à altura do caráter desta obra. Devemos despertar dentre os que dormem, e Cristo nos dará vida” (Ellen G. White, SC – Pag. 95*).
O cristianismo é muito mais elevado do que muitos creem. Não é plano de Cristo nos deixar jogado na lama do pecado. Aprofunde-se mais no capítulo 4 e verás o que Deus quer que você experimente.
Os dois tópicos abaixo são extraídos de Hernandes Dias Lopes, que intitulou o capítulo assim: “Como transformar o sofrimento em triunfo”:
1. Os propósitos de Deus no sofrimento cristão (vs. 1-11): O sofrimento…
· …ajuda-nos a vencermos o pecado;
· …ajuda-nos a testemunhar de Cristo;
· …motiva-nos a aguardarmos a segunda vinda de Cristo;
· …ajuda-nos a manifestarmos terno amor pelos irmãos;
· …ajuda-nos a colocarmos os dons que Deus nos deu a serviço de Seu povo.
2. As atitudes do cristão em relação ao sofrimento (vs. 12-19):
· Não estranhe o sofrimento: Ele é compatível com a vida cristã e pedagógico;
· Alegre-se no sofrimento: Pois, para o cristão, significa partilhar das suas aflições passadas, comunhão com Cristo no presente, e partilhar da Sua glória futura;
· Avalie o sofrimento: Se for por causa do pecado, ele é vergonhoso; se for pelo evangelho, ele é honroso.
· Confie em Deus no sofrimento: Devemos entregar-nos a Deus e, continuar praticando o bem.
O cristianismo eleva-se acima do sofrimento e reflete a Cristo em todo momento!
· Deus usa o sofrimento como escola, onde aprendemos a abandonar a pecaminosa vida de perversidades e passamos a praticar a vida de santidade vitoriosa (vs. 1-11).
· Desta forma, Cristo permite o sofrimento nos cristãos a fim de discipliná-los, moldá-los e transformá-los (vs. 12-19).
As escórias de nossa alma precisam ser arrancadas para implantar características nobres no caráter do cristão. Jesus morreu para operar nossa transformação! – Heber Toth Armí.
* http://ellenwhite.cpb.com.br/livro/index/46/95/6/1/Devemos-despertar-dentre-os-que-dormem#95
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TEXTO BÍBLICO I PEDRO 3 – Primeiro leia a Bíblia
I PEDRO 3 – COMENTÁRIO BLOG MUNDIAL (Associação Geral)
I PEDRO 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Dedicamo-nos, por sua importância, a estudar especificamente o verso 19. O que Pedro quis dizer com os “espíritos em prisão” aos quais Jesus teria pregado?
“Ele [Cristo] foi morto no corpo, mas vivificado pelo Espírito, 19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão 20 que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída” I Pedro 3:18a-20 (NVI).
“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.” Paráfrase do prof. Leandro Quadros, “Na Mira da Verdade” (Casa), vol. 2, p. 52.
“Alguns defendem que a epístola (1Pe 3:18-20; 4:6) apoia a doutrina da imortalidade da alma e da consciência após a morte e que, durante o intervalo entre a crucifixão e a ressurreição, Cristo desceu ao hades, o reino figurado dos mortos (ver com. de Mt 11:23), para pregar aos espíritos desencarnados definhando ali. Todavia, a lógica desse ponto de vista requer que os “espíritos” aqui mencionados estivessem em um tipo de purgatório quando Cristo pregou para eles e que o propósito da pregação fosse lhes dar uma chance de ser salvos e escapar dali. No entanto, a maioria dos protestantes que creem que Pedro ensina a consciência do ser humano após a morte ficaria horrorizada em aceitar a doutrina papal do purgatório e o conceito igualmente antibíblico de uma segunda chance. Quem defende que Pedro apoia aqui a crença na suposta imortalidade da alma também precisa explicar por que Cristo seria parcial em não dar aos pecadores de outras gerações a mesma oportunidade dada aos “espíritos” dos pecadores da época de Noé” CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 629.
pregou. Cristo falou pelo Seu Espírito através de Noé, proclamando a mensagem da salvação. Esta passagem não pode ser usada para ensinar que no período entre Sua crucifixão e Sua ressurreição Cristo foi e pregou às almas imortais do povo do tempo de Noé. Adicionalmente ao fato de que a Bíblia não provê apoio ao conceito de que a alma é imortal, em sua segunda epístola Pedro exclui a possibilidade que o povo do tempo de Noé tivesse uma segunda chance e pudessem ainda ser salvos … Andrews Study Bible.
espíritos. A palavra utilizada para espírito frequentemente se refere a seres humanos (e.g., 1Co 14:32; Heb 12:23; 1Jo 4:1). Os espíritos (pessoas) do tempo de Noé eram cativos na prisão do pecado. De acordo com a Escritura, somente oito pessoas escaparam dela (1Pe 3:20). Andrews Study Bible.
prisão. O fato de somente oito pessoas terem escapado do dilúvio (Gn 6:5-13; 1Pe 3:20) evidencia que os antediluvianos estavam firmemente presos ao pecado. Ninguém, além de Cristo, é capaz de libertar os seres humanos dos hábitos e desejos maus que Satanás usa para acorrentá-los. CBASD, vol. 7, p. 630.
O Dr J. Rawson Lumby, comentando I Pedro 3:17-22 em The Expositor’s Bible, observa que, durante os primeiros séculos, período em que a religião católica, com sua crença no purgatório, era dominante, a passagem foi interpretada significando que Cristo foi pregar a almas no inferno. “Mas no tempo da Reforma, as principais autoridades expunham a pregação do Espírito de Cristo através do ministério do patriarca [Noé]”. O Dr. John Pearson, em sua Exposition of the Creed, uma obra clássica da Igreja Anglicana, observa: “É certo, portanto, que Cristo pregou àquelas pessoas que nos dias de Noé foram desobedientes; todo aquele tempo ‘a longanimidade de Deus aguardava’ e, consequentemente, o arrependimento era oferecido. E é tão certo que Ele nunca lhes pregou depois que elas morreram”. Respostas a Objeções (Casa), p. 314.
Jesus “pregou aos espíritos” dos mortos? Com base em 1Pedro 3:19, muitos cristãos creem que, durante Sua morte, Cristo desceu até o inferno e pregou aos “espíritos em prisão”. … Ao ler 1 Pedro 3:19, deveríamos fazer pelo menos as seguintes perguntas ao texto:
1º Quem pregou?
2º Que “espíritos” são esses?
3º Que “prisão” é essa mencionada por Pedro?
4º Existe oportunidade de salvação depois da morte? … Vamos ver as respostas que a Bíblia nos disponibiliza:
1ª resposta: Quem pregou não foi Jesus, e sim o Espírito Santo. No final do verso 18 é dito que Cristo foi vivificado pelo Espírito” e, por isso a NVI está corretíssima em traduzir o termo “Espírito” com letra maiúscula no referido versículo. Isso está em desarmonia com o que Jesus disse em João 16:8, quando declarou aos discípulos que é a Terceira Pessoa da Divindade a função de convencer o mundo “do pecado, da justiça e do juízo”.
Tendo isso em mente, não fica difícil entendermos a primeira parte do verso 19 que diz: “no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão”. “No qual” se refere ao “Espírito” do verso 18 e, por isso, se alguém tivesse “descido ao inferno” para “pregar aos espíritos que lá estavam”, esse alguém foi o Espírito Santo, o “Espírito” que “vivificou” a Cristo, ressuscitando-O dos mortos (Rm 8:11).
2ª resposta: Os “espíritos em prisão” não são espíritos de pessoas mortas, mas pessoas que estavam vivas quando a Palavra de Deus foi pregada a elas. Isso fica evidente quando lemos o verso 20, que descreve esses “espíritos” como sendo aqueles que “desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente, nos dias de Noé […].” Essas pessoas que desobedeceram a Deus no tempo de Noé foram os antediluvianos, pessoas reais e não espíritos desencarnados.
Através de 1Pedro 3:19, 20 é possível ver que em alguns casos os autores bíblicos usam a palavra “espírito” para se referir a pessoas vivas. Leia, por exemplo, 1João 4:1, onde os falsos profetas (vivos, nos dias de João) são chamados de “espíritos”. Já, Hebreus 12:22, 23 usa a mesma palavra para descrever os justos a quem a carta de Hebreus foi escrita. …
3ª resposta: A “prisão” na qual se encontravam os antediluvianos é a prisão do pecado. O termo é usado simbolicamente e não se refere a um lugar literal onde os mortos podem, em meio às chamas, parar para ouvir a Palavra de Deus enquanto agonizam no “fogo do inferno”. Provérbio 5:22 nos responde a esta terceira pergunta de modo satisfatório, como podemos ler a seguir: “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com cordas do seu pecado será detido” (ARA).
O apóstolo Pedro nos informa que Noé foi o “pregador da justiça que levou o aviso divino ao “mundo antigo” (2Pe 2:5) de que deveriam se arrepender dos seus pecados antes que viessem as águas do dilúvio (Cf. toda a história em Gn 6-9). Porém, os antediluvianos estavam tão presos pelas cordas dos próprios pecados que não quiseram atender aos apelos do Espírito Santo feitos por meio de Noé.
4ª resposta: O próprio apóstolo Pedro, em sua segunda carta, ensina que os antediluvianos e habitantes de Sodoma e Gomorra não receberam uma segunda chance de salvação depois de estarem mortos (leia 2Pe 2:5, 6). E não poderia ser diferente, pois nosso destino eterno é decidido nesta vida: “Ao contrário, encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo pecado” (Hb 3:13). Pelo fato de o pecado endurecer a pessoa, a Bíblia recomenda que o pecador aceite a Jesus hoje, pois amanhã poderá ser tarde demais (2Co 6:2). … Com base nessas informações, ao lermos 1Pedro 3:19 juntamente com os versos 18 e 20 e outros textos paralelos, podemos, sem medo de errar, traduzir o texto como se segue:
“Por meio de Noé, o Espírito Santo, que ressuscitou a Cristo, pregou aos antediluvianos que estavam presos pelas cadeias do pecado.”
Pedro escreveu a cristão que estavam sendo injustamente insultados pelos pagãos por causa de suas crenças (1Pe 2:12; 3:9; 16; 4:14) e pede que seus leitores vejam um contraste entre o mundo mau dos dias de Noé e o mundo em que eles viviam, para encorajá-los a perseverar em seguir a Deus, mesmo sendo a minoria, assim como Noé fazia parte da minoria.
E, do mesmo modo que Cristo sofreu pelos pecados da humanidade (1Pe 3:18), os crentes foram convidados a sofrer por fazer o bem (1Pe 3:17), certos de que receberão a recompensa do Senhor (cf. Mt 5:11, 12). Afinal, todas as autoridades, sejam humanas ou angélicas, estão sujeitas ao Salvador que saiu vitorioso da sepultura e voltou ao Céu para assumir o governo do Universo. … O assunto abordado pelo apóstolo nada tem a ver com “vida após a morte”, e sim com fidelidade e perseverança cristã em meio aos insultos dos descrentes. Prof. Leandro Quadros, Na Mira da Verdade, vol. 2 (Casa), p. 50-52.