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944 palavras
Este é um salmo profético e messiânico. Alguma vezes é chamado de “Salmo da cruz”, devido a referências por parte de escritores do NT ao descreverem os sofrimentos do Filo de Deus sem pecado durante Seu sofrimento, quando, apesar de Sua confiança em Deus, parecia que o Pai O abandonara. … Embora o salmista pareça estar falando de sua própria experiência, frequentes referências a este salmo no NT atestam seu caráter messiânico (Mt 27:35, 39, 43, 46; Mc 15:24, 34; Lc 23:34; Jo 19:24, 28; sobre o princípio de aplicação mista e dupla, ver o com. de Dt 18:15; ainda sobre as características messiânicas deste salmo, ver DTN, 741-757). … O salmo tem duas partes. Os primeiros 21 versículos que consistem das queixas e oração do sofredor, e os últimos dez (22-31), de gratidão após o livramento. … As palavras do hino “Oh! Fronte Ensanguentada!”, nº 65 do Hinário Adventista do Sétimo Dia [105 do Novo Hinário], se ajustam notavelmente ao sentido do Salmo 22. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol 3, p. 768.
1 Deus meu. Do heb. ‘Eli [El = “Deus” + i = “meu”]. … “Meu” parece acrescentar um toque de fé ao aparente sentimento de desespero do restante do versículo. A fé luta contra o temor. CBASD, vol 3, p. 768.
por que … ? O clamor de um filho desesperado que não consegue entender por que o pai o abandonou. CBASD, vol 3, p. 768.
desamparaste. Do heb ‘azabtani. A forma sabachtani é a transliteração grega do aramaico, idioma no qual Jesus pronunciou Seu clamor (ver Mt 27:46; Mc 15:34). CBASD, vol 3, p. 768.
bramido. Do heb she’agah, usado para descrever o rugido de um leão (Jó 4:10; Is 5:29; Ez 19:7; Zc 11:3). Quando se emprega com relação ao ser humano, deve ser compreendido como um clamor intendo (ver Sl 32:3; ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
2 não tenho sossego. Deus ouviu o clamor, mas Cristo não teve evidências de resposta (ver DTN, 753). CBASD, vol 3, p. 768.
5 não foram confundidos (ARA; NVI: “não se decepcionaram”). Em vez disso, “não envergonhados”. Quando se confia e essa confiança é traída, a pessoa se sente envergonhada, como se tivesse sido tola em confiar (ver Jr 14:3). Deus, porém, sempre provou ser digno de confiança. CBASD, vol 3, p. 768, 769.
8 Confiou. Isto é, se entregou (ver Sl 37:5; Pv 16:3). Este insulto foi de fato proferido pelos escribas e anciãos que assistiram à crucifixão e humilhação de Cristo na cruz (ver Mt 27:43). CBASD, vol 3, p. 769.
9 Tu és quem me fez nascer. Ele tem confiado em Deus desde quando consegue se lembrar. CBASD, vol 3, p. 769.
12 touros. Uma figura para descrever pessoas violentas decididas a destruí-lo. CBASD, vol 3, p. 769.
Basã. Região ao leste do Jordão, famosa por seus excelentes campos de pastoreio e seu gado grande e forte (ver Dt 32:14; Ez 39:18; Am 4:1). CBASD, vol 3, p. 769.
13 Contra mim abrem a boca. Como um animal selvagem prestes a atacar e despedaçar sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
O leão que despedaça e ruge. Como se não bastasse a voracidade dos touros, o salmista, para destacar mais o conceito, introduz a figura de um leão que ruge com furor, ávido por sua presa. CBASD, vol 3, p. 769.
14 Derramei-me como água. Comparar com Js 7:5. A figura parece indicar perda de força (2Sm 14:14). CBASD, vol 3, p. 769.
15 a língua se me apega ao céu da boca. Provavelmente de tanta sede. CBASD, vol 3, p. 769.
16 Cães. Homens que pareciam cães ferozes o cercaram para lhe tirar a vida. Nas cidades do antigo Oriente Médio era comum cães famintos comerem os corpos insepultos dos mortos (ver 1Rs 14:11; cf Sl 59:6, 14, 15). O salmista destaca ainda mais a ferocidade da circunstância adicionando cães aos touros de Basã e ao leão (ver com. dos v. 12, 13). CBASD, vol 3, p. 769.
Uma súcia de malfeitores me rodeia (ARA; NVI: “Um bando de homens maus me cercou”).
18 sobre a minha túnica deitam sortes. Ver o cumprimento desta previsão em Mt 27:35; Lc 23:34; Jo 19:23, 24. CBASD, vol 3, p. 770.
21 Salva-me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos (ARA; NVI: “Salva-me da boca dos leões e dos chifres dos bois selvagens”). Este versículo deu origem ao leão e ao unicórnio do escudo da Inglaterra. CBASD, vol 3, p. 770.
Tu me respondes. Embora cercado de “cães”, “leões”, “touros”, “bois selvagens”, o sofredor sabe que não está abandonado. O desespero e a tristeza dão lugar à confiança, paz e ao louvor alegre. … A súplica do salmista termina com uma sensação de completo alívio. Ele sabe que o Senhor está perto para ajudar. CBASD, vol 3, p. 770.
22 – 31 Os v. 22 a 31 são um louvor triunfal. No arranjo de Felix Mendelssohn do Salmo 22, há, nesta parte da composição, uma mudança dramática repentina de tom, de modo menor para o maior, retratando a completa mudança de sentimentos. … Esta mudança repentina de sentimento no meio do versículo é típica de vários salmos (ver Sl 3; 6; 12; 28; etc.). Talvez este seja o exemplo mais notável do Saltério desta característica exclusiva do monólogo dramático hebreu. CBASD, vol 3, p. 770.
23 louvai-O. Todo o povo de Deus é chamado a se unir nesta expressão de louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
25 De Ti. Deus dá o desejo e a capacidade de louvar, bem como o livramento, que é a razão para o louvor. CBASD, vol 3, p. 770.
26 comer. O ofertante comia uma parte do sacrifício (ver Lv 7:16). Em Israel, as refeições, como expressão de gratidão, faziam parte da adoração. Os humildes deviam participar delas, e, ao comerem juntos, se sentiam mais unidos. CBASD, vol 3, p. 770.
27 os confins da terra. A perspectiva estende-se àqueles que temem ao Senhor e à “descendência de Jacó” e à posteridade de Israel” (v. 23), incluindo todas as nações (ver a promessa de Deus a Abraão, em Gn 12:3). CBASD, vol 3, p. 770.
29 até aquele que não pode preservar a própria vida. Isto pode ser compreendido como uma ampliação das nações fracas. CBASD, vol 3, p. 770.
31 anunciar a justiça dEle. Comparar com Rm 3:21-26. CBASD, vol 3, p. 771.
que foi Ele quem o fez. Neste salmo, declara-se que Deus cumpriu tudo isso. CBASD, vol 3, p. 771.
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SALMO 22 – Este Salmo vai além de Davi, que o escreveu. Aplica-se, de certa forma, à sua experiência, mas não se limita à ela – vai muito além.
Este Salmo “descreve uma realidade que transcende as experiências vividas por [Davi] para lançar luz sobre o sofrimento vicário de Cristo, ao mesmo tempo que destaca Sua exaltação. O salmo aborda tanto a humilhação quanto a exaltação do Filho de Deus” – diz Hernandes Dias Lopes, e acrescenta que “esse é um salmo profético, pois não há nenhuma circunstância vivida por Davi que possa se enquadrar na descrição aqui apresentada – por exemplo, Davi nunca passou por sofrimentos que incluíam a distribuição de suas vestes e o transpassar das suas mãos e de seus pés. Claramente, o salmista, como um profeta, aponta para Cristo (At 2:30-31), por isso o salmo é citado como nenhum outro texto das Escrituras no contexto da paixão de Cristo… Várias citações do salmo nos quatro Evangelhos, bem como em Hebreus 2:10-12, indicam que se trata de um salmo messiânico”.
Desta forma, o Salmo 22 revela profunda conexão entre o Antigo e o Novo Testamento, apontando para Jesus como o cumprimento das promessas, profecias e esperanças relacionadas ao povo de Deus. Essa conexão intertestamentária demonstra que Jesus experimentou o abandono e o sofrimento para trazer salvação e libertação a todos os que nEle creem.
Por isso, o Salmo 22 é considerado um salmo profético que antecipa a obra redentora de Cristo na cruz:
• Cristo citou o início do Salmo 22, clamando “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46), identificando-Se com o sofrimento descrito no Salmo.
• As zombarias e escárnios dos inimigos encontraram paralelos na crucificação de Jesus, o Messias, onde Ele foi insultado, humilhado e ridicularizado (Mateus 27:39-44).
• A referência aos algozes lançando sortes pelas vestes do Santo encontra o cumprimento nas vestes de Cristo sendo sorteadas pelos soldados romanos (João 19:23-24).
• O salmista clama por libertação, e isso encontra seu cumprimento na ressurreição de Jesus, onde Ele é exaltado e vitorioso sobre a morte.
O final do Salmo 22 traz esperança e adoração a Deus, apontando para a vitória final do Messias e a salvação que Ele nos proporciona. Portanto, em meio ao sofrimento, confiemos nEle. Hoje, podemos reavivarmo-nos em Cristo! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 21 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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424 palavras
Na sua estrutura, o salmo fica emoldurado pelos v. 1, 13 (“na tua força, ó SENHOR” ocorre nos dois versículos) e se centraliza em torno do v. 7, que proclama a confiança que o rei tem no Senhor e na segurança que o amor inesgotável de Deus lhe oferece. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É um salmo de gratidão pelo êxito da campanha militar pela qual o salmo anterior tinha suplicado. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 766.
1 Na Tua força. Os carros e cavalos não teriam poder contra a força de Deus (ver Sl 20:7). CBASD, vol. 3, p. 766.
o rei. Os v. 1 a 7 expressam a gratidão da congregação pela vitória que Deus concedeu ao Rei. Sempre se deve reconhecer de forma pública uma oração concedida. CBASD, vol. 3, p. 766.
2 Satisfizeste-lhe o desejo do coração. A oração em favor do rei (Sl 20:4) foi atendida. … Pode-se esperar que a oração seja atendida quando os desejos do ser humano correspondem aos desejos de Deus e quando a vontade de quem ora está sujeita à vontade dEle (ver DTN, 668). CBASD, vol. 3, p. 766.
6 Pois o puseste por bênção. Ou, “pois o colocou para ser bênção” [como Abraão (Gn 12:2)] … Era propósito de Deus que o rei – e todo filho Seu – fosse não apenas um recipiente de Suas bênçãos, mas um instrumento para comunicá-las (ver também Is 19:24; Ez 34:26). CBASD, vol. 3, p. 766.
tua presença ( NVI; ARA: “tua destra”). Teu favor, que é o motivo supremo da alegria,por ser a bênção suprema, e a fonte originária de todas as bênçãos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
7 O centro do salmo … O participante da liturgia (talvez um sacerdote ou levita) proclama as razões da segurança do rei. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um bom líder confia no Senhor e descansa sobre Seu infalível amor. Muitos líderes confiam em sua própria esperteza, apoio popular ou poder militar. Mas Deus está acima destes “deuses”. Se você aspira à liderança, mantenha o Senhor Deus no centro de sua vida e descanse nEle. Sua sabedoria é o melhor força que você poderá ter. Life Application Study Bible Kingsway.
11 não conseguirão. Os planos do ser humano, por melhores que sejam, falharão se Deus estiver contra eles. CBASD, vol. 3, p. 766.
13 Exalta-Te, SENHOR. Como o Salmo 20, o 21 termina com uma oração. O salmista encerra, pelos lábios da congregação, seus desejos bons e suas profecias em favor do rei. Ele se dirige a Deus e ora para que Ele Se revele como a fonte de força de Seu povo (como no v. 1). Este é um quadro final de louvor universal (ver Ap 7:10-12; 12:10; 19:1-3). CBASD, vol. 3, p. 767.
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SALMO 21 – Este Salmo foi escrito por um rei para outro Rei. O rei humano escreveu para o rei divino. É um reconhecimento de que reinar com Deus é melhor do que reinar sem Ele.
Davi era um rei de fé e líder piedoso em Israel. Por isso, as palavras deste Salmo expressam louvor e gratidão a Deus por Suas bênçãos, proteção e vitórias concedidas a ele. Nos 13 versículos deste Salmo, Davi expressa Sua confiança em Deus como o Soberano Rei, seu protetor e provedor. Submetendo-se a Deus, o rei Davi reconhece que todas as suas vitórias e sucessos resultaram da bondade e favor divinos. Por isso, o rei humano louva ao rei divino, pois Deus lhe concedeu vida longa, riquezas e sucesso em suas batalhas contra seus inimigos.
Através das palavras inspiradas do Salmo 21, o rei Davi almejava transmitir sua fé e confiança inabaláveis em Deus e encorajar outros a reconhecerem o poder e a bondade de Deus em todas as conquistas, e em cada detalhe da vida:
• Tudo o que possuímos vem de Deus; portanto, como Davi, devemos reconhecer que Deus é o governante supremo sobre todas as coisas, inclusiva a nossa vida.
• A submissão a Deus deve ser uma experiência de todo ser humano, inclusive de todos os líderes políticos e eclesiásticos, pois sendo Ele o Supremo Juiz, defenderá os que Lhe submetem.
• Sendo que Deus é capaz de cuidar de todas as circunstâncias que nos envolvem, devemos demonstrar disposição em submeter-nos a Sua vontade e a Seus planos a fim de obtermos vitórias.
• Submeter-se a Deus inclui reconhecer e agradecer-Lhe por Sua bondade, bênçãos e ações em nossas experiências, reconhecendo que somos totalmente dependentes dEle.
• Independentemente de quão avançadas sejam as tecnologias ou do grande desenvolvimento intelectual e cultural em que vivemos, a mensagem de depender de Deus nos tempos modernos permanece relevante.
• Mesmo com a evolução e grandes mudanças positivas das condições humanas no século 21, é essencial reconhecer que Deus está acima de tudo e de todos e carecemos dEle tanto quanto o rei Davi carecia.
• Não podemos deixar de reconhecer que todas as conquistas científicas e tecnológicas de nosso século resultaram da graça e bondade divina.
Desta forma, reavivemo-nos em Deus e em Sua Palavra! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: SALMO 20 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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607 palavras
1-5 Os v. 1 a 5 constituem a oração de intercessão pelo rei, ao este estar prestes a ir para a batalha. É provável que fossem cantados enquanto a fumaça do sacrifício subia aos céus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 764.
Ambos os salmos [20 e 21] eram, provavelmente, cantados antifonalmente (com partes responsivas se alternando). Andrews Study Bible.
1 nome. O nome de Deus é representado pelos caracteres hebraicos YHWH, que foram transliterados com vogais para se ler Yahweh (ver êx 6:3). … Com base no antigo uso fenicio [da palavra e de sua possível raiz, hayah, “ser” ou “tornar-se”], entende-se que Yahweh representa uma forma verbal que pode ser traduzida como “o que faz ser”, ou “o sustentador”. Portanto, o nome Yahweh designa Deus como a primeira causa de existência. Este nome representa todos os atributos de Deus (ver com do Sl 7:17). CBASD, vol. 3, p. 764.
2, 6 Do Seu santuário te envie socorro. Uma das muitas passagens da Escritura onde Deus responde do santuário celestial (ver, p. ex., Sl 18, o mesmo de 2Sm 22, onde este tema é desenvolvido em grandes detalhes). Andrews Study Bible.
3 holocaustos. Do heb. ‘olah, uma oferta na qual a vítima era queimada por completo (ver vol. 1, p. 752; ver com. de Lv 1:3). CBASD, vol. 3, p. 764.
4 todos os Teus desígnios. O povo ora para que todos os planos do rei tenham êxito e as medidas que ele tomar na guerra sejam bem-sucedidas. CBASD, vol. 3, p. 764.
5 hastearemos pendões (ARA; NVI: “ergueremos as nossas bandeiras”). Em reconhecimento da vitória concedida por Deus. Assim se encerra a petição geral do povo. CBASD, vol. 3, p. 764.
bandeiras. Provavelmente os estandartes das tropas, ao redor dos quais as unidades militares se congregavam. Bíblia de Genebra.
6-8 Israel alcançaria a vitória por causa da presença do Senhor. A confiança de Israel estava arraigada na promessa de Deus de que protegeria o Seu povo na guerra, quando fosse obediente a Sues mandamentos (Dt 7.20). Bíblia de Genebra.
Desde que exércitos e armas existem, as nações tem se vangloriado de seu poder, mas tal poder não é duradouro. Ao longo da história, impérios e reinos tem alcançado grande poder, somente para desaparecer na poeira. Davi, contudo, sabia que o verdadeiro poder de sua nação não estava em seus armamentos mas no louvor; não em sua capacidade de ataque mas no poder de Deus. Esteja certo de que sua confiança está estabelecida em Deus, que dá vitória eterna, porque somente Deus pode preservar uma nação ou indivíduo. Em quem você confia? Life Application Study Bible Kingsway.
6 Agora, sei. Os v. 6 a 8 constituem a resposta do rei ou talvez de um levita que o representava. CBASD, vol. 3, p. 764, 765.
ungido. Hebr. Messiah. Nota textual Bíblia de Genebra.
O rei davídico prenuncia o Filho de Deus que reina para sempre, Jesus Cristo, o Messias. Bíblia de Genebra.
7 carros. Carros de guerra, para o transporte de soldados para a batalha e para providenciar materiais para o combate. O faraó confiou nos carros (Êx 14:7) [Quanto aos siros, 1Cr 18:4; 19:18, Salomão, 1Rs 10:26-29]. … Nunca foi plano de Deus que Seu povo dependesse da força bruta para obter vitória (ver Dt 17:16). Esse versículo é uma confissão maravilhosa de fé no que é reto, em contraste com a confiança no poder material. CBASD, vol. 3, p. 765.
8 Eles se encurvam e caem. Os verbos deste versículo podem ser considerados como proféticos perfeitos, isto é, em antecipação o rei vê seus inimigos vencidos e descreve o evento como se já tivesse acontecido. Este versículo é um exemplo de paralelismo antitético. CBASD, vol. 3, p. 765.
9 Ó, SENHOR, dá vitória ao rei (ARA; NVI: “SENHOR, concede vitória ao rei!”). É provável que este versículo fosse cantado pela congregação em resposta ao solo dos v. 6 a 8. CBASD, vol. 3, p. 765.
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SALMO 20 – Embora este Salmo seja súplica em prol de reis terrenos, sua mensagem foca no Rei Soberano.
Davi, seu autor, ao enfatizar a confiança, a proteção e a intervenção de Deus na vida do rei humano, conduziu o leitor/cantor à soberania de Deus como Rei Supremo, sobre todos os reis.
• Desta forma, o Salmo não é antropocêntrico, é teocêntrico; não foca no ser humano, foca no Ser divino!
• Mesmo que um monarca seja estritamente religioso, é Deus quem salva e concede vitória ao Seu ungido; isso demonstra a autoridade e o poder de Deus como soberano sobre todos os poderes deste mundo.
No Salmo 20:7, o salmista compara a distância que existe entre confiar em seres humanos e forças terrenas (como carros e cavalos), com a confiança depositada no poder de Deus; em realidade, a verdadeira segurança e soberania não estão nas pessoas, coisas e instituições deste mundo, elas residem em Deus como Supremo General.
O Santuário e Sião fazem referência ao lugar da presença de Deus, onde Ele habita e de onde Ele governa; por isso, acima de qualquer poder humano, precisamos suplicar que o apoio e auxílio às autoridades humanas venham diretamente de Deus, que rege desde os altos Céus (Salmo 20:2, 6); de onde Ele atua com o poder salvador de Sua poderosa mão direita. Estas expressões representam o poder e a autoridade de Deus como o Supremo Rei. Porém, Sua grandiosidade não O impede de responder e intervir de maneira salvadora, demonstrando Sua soberania e domínio até nas “pequenas questões” da vida humana.
Por isso, o Salmo conclui com as seguintes palavras:
Senhor, concede vitória ao rei!
Responde-nos quando clamamos!
O Salmo 20 apresenta um contraste entre aqueles que confiam nos poderes deste mundo e aqueles que confiam em Deus como Supremo Rei. Enquanto os primeiros vacilam e caem, aqueles que confiam na soberania divina são capacitados a se erguer e permanecer firmes. Ou seja, fica evidente que, mesmo que os diversos recursos terrenos são incertos e falíveis, quando confiamos em Deus, teremos uma base sólida e segura (Salmo 20:1-6).
Dependendo de Deus, tanto o povo quanto os monarcas deste mundo podem superar as adversidades e permanecer firmes (Salmo 20:7-8). Portanto, reavivemo-nos: Ergamos nossas vozes, confiantes no poder divino! – Heber Toth Armí
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Texto bíblico: SALMO 19 – Primeiro leia a Bíblia
SALMO 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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1100 palavras
“A natureza e a revelação, ambas dão testemunho do amor de Deus” (CC, 9). Esta declaração poderia muito bem resumir o Salmo 19. Este salmo talvez seja o mais conhecido e mais popular dos que falam da natureza. É uma reflexão da revelação que Deus faz de Si mesmo na natureza e em Sua lei. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 3, p. 759.
1 céus. Os céus que podemos contemplar: o espaço onde estão o Sol, a Lua e as estrelas (ver Gn 1:1, 8, 9, 14, 16, 17, 20). CBASD, vol. 3, p. 760.
glória. Um vislumbre do céu a olho nu é o suficiente para imprimir no observador o senso da glória de Deus. Bem mais ampla é essa revelação quando os céus são explorados por meio de telescópios. CBASD, vol. 3, p. 760.
firmamento. Com seu esplendor e ordem, os céus refutam a teoria da evolução. Eles não são produto do acaso, mas criação de Deus. Sua beleza e disposição testemunham da existência de Deus. CBASD, vol. 3, p. 760.
4 O apóstolo Paulo se referiu a este salmo quando explicou que todos tem conhecimento de Deus porque a natureza proclama a existência de Deus e Seu poder (Rm 1:19, 20). Isto não cancela a necessidade de missões, porque a mensagem da salvação de Deus encontrada em seu livro, a Bíblia, deve ainda ser levada aos confins da Terra. Enquanto que a natureza aponta para a existência de um Deus, a Bíblia nos conta sobre a salvação. O povo de Deus deve explicar aos outros como eles podem ter um relacionamento com Deus. Apesar das pessoas, em todos os lugares, deveriam acreditar em um Criador somente por olhar as evidências da natureza ao seu redor, Deus precisa que expliquemos Seu amor, misericórdia e graça. O que você está fazendo para levar a mensagem de Deus ao mundo? Life Application Study Bible Kingsway.
5 noivo. A figura do Sol saindo de seu aposento como um noivo sugere vitalidade, brilho e felicidade (ver Is 61:10; 62:5). CBASD, vol. 3, p. 761.
7-10 Seria difícil encontrar exemplos mais perfeitos de paralelismo hebraico do que os v. 7 a 10. CBASD, vol. 3, p. 761.
7-11 Quando pensamos a respeito da lei, muitas vezes pensamos em algo que evita que tenhamos prazer. Mas aqui nós vemos o oposto – lei que revive, nos faz sábios, traz alegria ao coração, traz luz ao olhos, nos adverte e nos recompensa. Isto é porque as leis de Deus são guias e luzes para nosso caminho ao invés de serem cadeias em nossas mãos e pés. Elas apontam o perigo e nos advertem, então apontam para o sucesso e nos guiam. Life Application Study Bible Kingsway.
7-8 No serviço da sinagoga moderna, lê-se o Salmo 19:7-8 enquanto se abre a Torah, no serviço de sábado de manhã. CBASD, vol. 3, p. 762.
7 A lei do SENHOR. Neste ponto, Davi se desvia de sua contemplação da natureza, cuja grandeza revela a permanência, o propósito e a glória de Deus, para refletir sobre a revelação ainda mais clara de Deus na Sua lei. Embora sejam belas as manifestações da glória de Deus nos céus e magnificente o esplendor do Sol, da Lua e das estrelas, ainda mais belo e mais magnificente é um caráter formado sob a influência da lei de Deus. … a glória de Deus se manifesta com mais clareza no caráter perfeito. CBASD, vol. 3, p. 761.
Lei. … “Lei” vem do heb. torah, que significa “ensinamento”, “instrução”, “direção” (ver com de Dt 31:9; e de Pv 3:1). CBASD, vol. 3, p. 762.
testemunho. Do heb ‘edutth, usado com frequência para se referir ao decálogo (ver Êx 25:16, 21, 22). CBASD, vol. 3, p. 762.
fiel. Do heb. ‘amen, termo de que deriva a palavra “amém”. ‘Amen’ significa “ser fiel”, “ser duradouro”, “ser firmemente estabelecido”. CBASD, vol. 3, p. 762.
7 inexperientes (NVI; ARA: “símplices”). Que são semelhantes a crianças, cujo entendimento e juízo ainda não amadureceram (v. Pv 1.4). V. tb. 19.98-100; 2Tm 3.15. Bíblia de Estudo NVI Vida.
8 alegram. As ordens de Deus não são severas. A consciência limpa produz alegria. CBASD, vol. 3, p. 762.
mandamento. Do heb miswah, de sawah, “apontar”, “dar uma ordem” (ver Dt 6:1; 7:11; Sl 119:6, 10, 19, 21, 32, 35, 47, etc.). CBASD, vol. 3, p. 762.
9 temor. O “temor do SENHOR” deve ser ensinado (Sl 34:11). É a instrução da sabedoria” (Pv 15:33). Aquele que teme a Deus também respeitará e observará Seus preceitos. CBASD, vol. 3, p. 762.
10 ouro depurado. O ouro é considerado algo de grande valor para o ser humano, mas riquezas espirituais obtidas ao se seguir os preceitos de Deus são muito superiores aos bens materiais. CBASD, vol. 3, p. 762.
favos. Ou, “o mel dos favos”. O mel é uma das substâncias naturais mais doces e prazerosas ao paladar. Para o hebreu, era símbolo de tudo o que é agradável ao paladar. Ainda mais doce para a alma são os mandamentos de Deus. … É possível fartar-se de mel, mas nunca dos resultados felizes de se fazer a vontade de Deus. Para o salmista, a lei de Deus não era pesada, não era um jugo. CBASD, vol. 3, p. 762, 763.
12, 13 Muitos cristão são atormentados pela culpa. Eles se preocupam que possam ter cometido um pecado sem o saber, feito qualquer coisa com intenções egoístas, falharam em colocar inteiramente seu coração em uma tarefa ou negligenciado o que deveriam ter feito. A culpa tem um importante papel em trazer Cristo pra nós e nos manter comportando adequadamente, mas não devia nos magoar ou trazer-nos medo. Deus nos perdoa total e completamente – mesmo pelos pecados que cometemos inconscientemente. Life Application Study Bible Kingsway.
12 faltas. Do heb. shei’oth … significa “errar inadvertidamente”. Tendo em vista que os preceitos da lei de Deus têm grande abrangência, estamos propensos a cometer muitos erros dos quais não nos apercebemos. … O salmista ora para que Deus o livre das faltas “ocultas” (Sl 19:12), dos pecados intencionais, da “soberba” (v. 13) e dos pecados de palavra e pensamento (v. 14). Quando reconhecemos o pecado em outro, com frequência é nosso próprio pecado oculto que está nos irritando. CBASD, vol. 3, p. 763.
14 sejam agradáveis. O salmo se encerra com uma oração em que o salmista pede a Deus que aceite os pensamentos e as palavras que pronunciou e, ao mesmo tempo, que sejam puros seus pensamentos e suas palavras cada dia. No aspecto geral, a oração é universal e como tal é um modelo para todos. CBASD, vol. 3, p. 763.
Redentor. Do heb go’el, “libertador” (ver com. de Rt 2:20). Deus é o redentor, Ele livra do poder e da culpa do pecado (ver Sl 78:35; Is 14; 41:14; 43; etc.). CBASD, vol. 3, p. 763.
Você alteraria o modo como vive se soubesse que cada palavra e pensamento seriam primeiro examinadas por Deus? Davi pede que Deus aprove suas palavras e pensamentos como se eles fossem ofertas trazidas ao altar. Ao você começar cada dia, decida que o amor de Deus guie o que você dirá e como você pensará. Life Application Study Bible Kingsway.