Reavivados por Sua Palavra


Isaías 27 – Comentários selecionados
20 de dezembro de 2023, 0:50
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541 palavras

1 Leviatã. Na mitologia Cananéia “leviatã” era uma serpente de sete cabeças que lutava contra os deuses e as forças do bem, portanto, era considerado uma incorporação das forças do mal. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 208.

A vinha deliciosa. Isaías entoou um triste cântico sobre Israel (Is 5:1-7), descrito como uma vinha infrutífera. Nesta passagem, o cântico é de alegria, pois a vinha finalmente enche de frutos o mundo todo (Is 27:6). CBASD, vol. 4, p. 208.

Não há indignação em Mim. Deus não está irado com Sua vinha. CBASD, vol. 4, p. 209.

Apoderem da Minha força. Ou, “minha proteção”. Na hora do conflito, quando o inimigo direciona  seus esforços contra o povo de Deus, a igreja é advertida a buscar a proteção divina. Se a igreja faz isso, os esforços do inimigo não terão êxito. O povo de Deus terá feito as pazes com Ele e O terão como amigo. Podem confiar nEle e, mesmo em meio às maiores provações, ficarão em paz. Estas palavras são particularmente apropriadas ao tempo de angústia, durante as sete últimas pragas, quando Satanás fará tudo o que puder contra os santos. CBASD, vol. 4, p. 209.

Fruto. Deus planejou que Israel proclamasse a salvação ao mundo todo […]. Quando a nação de Israel falhou, a tarefa foi dada ao Israel espiritual, os cristãos. A igreja, composta de gentios e judeus, é representada por ramos injetados para substituir os ramos naturais rejeitados da árvore de Israel (ver Rm 8:11, 12, 15-26). CBASD, vol. 4, p. 209.

7 Feriu o SENHOR a Israel […]? Feriu Deus o Seu próprio povo como feriu os que guerreavam contra ele? Isaías traça um contraste entre o modo como Deus lida com Seu povo e como lida com os inimigos. O povo de Deus pode sofrer prova e tribulação, mas não será destruído por completo. Deus “fere”Seu povo para o benefício dele (ver Hb 12:5-11; Ap 3:19), não para destrui-lo, mas para mudar seus defeitos de caráter. CBASD, vol. 4, p. 209.

Com forte sopro … o vento oriental. O vento oriental era quente, seco, sufocante, que vinha do deserto, um símbolo apropriado de morte e destruição (Gn 41:6; Jó 27:21; Sl 48:7; Os 13:15). No sentido figurado, esse vento representa juízos que Deus permite virem sobre Seu povo. […] A punição parecia decorrente de causas naturais, embora na realidade, fosse ordenada ou permitida por Deus. CBASD, vol. 4, p. 209.

9 A culpa de Jacó. Isto é, o resultado. O “fruto”da punição, arrependimento e perdão, será a remoção de todo vestígio de idolatria. O cativeiro babilônico curou toda a idolatria dos judeus (PR, 705). CBASD, vol. 4, p. 209.

Como pedras de cal. As pedras do altar serão esmagadas como se fossem cal, e os postes-ídolos (do heb. ‘asherim […]) serão destruídos. Deus permite que provações sobrevenham a Seu povo a fim de purificá-lo de suas iniquidades. CBASD, vol. 4, p. 210;

10 A cidade fortificada. Isto é, Jerusalém, como símbolo do povo de Deus. O que era uma cidade florescente se tornaria um deserto. Onde havia casas, seria pasto (ver Is 7:23-25). Esta profecia se cumpriu um século depois, em 586 a.C. (ver Dn 9:16, 17). CBASD, vol. 4, p. 210.

12 Debulhará. Esse é o grande dia do juízo, quando o trigo é reunido no celeiro celestial e a palha é queimada (Jl 3:13; Mt 3:12;  13:39, 40;Ap. 14:14-19). CBASD, vol. 4, p. 210.

Um a um. Deus reúne os justos um a um, não coletivamente, mas como indivíduos. CBASD, vol. 4, p. 210.

 

Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli



ISAÍAS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
13 de dezembro de 2023, 0:50
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581 palavras

1-6 O juízo é contra o Egito e a Etiópia. Contudo, Deus estava tentando dissuadir seu povo de colocar a confiança em reinos sem futuro. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Tartã. Literalmente, “comandante”, sendo tartã o título do comandante-em-chefe dos exércitos assírios, não seu nome pessoal. Nos anais do 11o. ano de Sargão (711 a.C.), registra-se que Azuri, rei de Asdode [da Filístia], se rebelou contra a Assíria e que Sargão imediatamente enviou um exército, depôs Azuri, e colocou seu irmão mais novo, Aimiti, no trono de Asdode. Contudo, os asdoditas se recusaram a aceitar o rei que a Assíria os impôs, e em lugar dele colocaram um aventureiro grego no trono. De acordo com os anais de Sargão, outras cidades filisteias se juntaram na batalha contra a Assíria. Enviaram um pedido a “Pir’ u [faraó?], rei do Musru [Egito?], para que fosse aliado deles, mas [que era] incapaz de salvá-los”. Quando Sargão atacou Asdode, o usurpador grego fugiu “para o território de Musru, que pertence à Etiópia”, e um assírio foi feito governador. O rei da Etiópia estava atemorizado com o avanço de Sargão e, rapidamente, tomou medidas para fazer paz com a Assíria: prendeu o grego e o enviou à Assíria.

Sargão. Por muitos anos, a única referência disponível a esse importante rei assírio foi esta declaração [da Bíblia]. Antes, céticos contestavam a exatidão histórica deste texto, mas durante as escavações em Khorsabad, nos anos de 1843 a 1845, Paul-Émile Botta descobriu o palácio de Sagão, junto com suas famosas inscrições que falam da história deste importante rei.

2 Solta de teus lombos o pano grosseiro. Em geral se usavam panos de saco em sinal de luto, e soltá-lo era, portanto, um sinal de alegria (Sl 30:11). Mas, neste caso, o pano de saco parece ter sido a veste distintiva de Isaías, como as vestes de pelo de camelo de João Batista (Mt 3:4) e o cinto de couro e pelos de Elias (2Rs 1:8).

Despido. A palavra ‘arom, “despido”tanto pode significar completamente nu ou parcialmente vestido. neste caso (como em Is 58:7; Ez 18:7, 16; Mq 1:8), aponta-se o último significado. Isaías deixou de lado sua veste exterior e usou apenas as vestes interiores, uma prática comum no Oriente até hoje, principalmente entre os trabalhadores. O ato seria sinal de humilhação, privação e vergonha.

Três anos. Não está claro se Isaías se vestiu continuamente assim por três anos ou apenas em vários intervalos durante um período de três anos, para recordar ao povo a humilhação que viria do Egito.

4 Levará os presos do Egito. Sargão não deixou registros de sua invasão ao Egito, mas se “Musru”, para onde o usurpador grego fugiu, era o Egito (ver com. do v. 1), é provável que muitos egípcios que fizeram parte do movimento contra a Assíria tenham sido do mesmo modo enviados à Assíria em humilhação, como retratados aqui. No entanto, nos reinados de Assurbanípal (669-627?), o Egito foi, em várias ocasiões, invadido pelos exércitos assírios, e muitos cativos, mesmo da linhagem real, foram levados à Assíria.

6 Ilha (ARC) [ARA: “desta região”]. Do heb, ‘i, “ilha”, ou, como neste caso, “costa”. os povos de toda a costa da Palestina, incluindo a Filístia e Fenícia, e talvez Chipre, fizeram parte da revolta contra os assírios, mas foram duramente dominados. Eles descobriram, para sua tristeza, que nem com a ajuda do Egito e da Etiópia poderiam resistir ao poder assírio.

Fugimos. O rolo 1QIsa. do Mar Morto diz “confiamos [no apoio]”. De qualquer forma, o significado será o mesmo.

Fonte principal: Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 20 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
13 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 20 – Deus é mestre em encenações. Desde o cordeirinho que sacrificou para cobrir a nudez de Adão e Eva (Gênesis 3:21), até o complexo do Tabernáculo com atividades do sumo sacerdote e sacerdotes (Êxodo 25:8-9), revelam o quanto Deus investe em ilustrações cênicas.

Aqui, Deus pede que Isaías se despisse em público; o profeta “obedeceu e passou a andar nu e descalço” (Isaías 20:1-2). O profeta permaneceu publicamente despido durante três anos (Isaías 20:3). Para Adão e Eva, Deus fez vestimentas; para Isaías, porém, Deus pediu que se despisse.

• Este é um episódio peculiar e específico na história bíblica, e extrair ensinamentos práticos para o dia a dia requer sabedoria.

Deus preza pela modéstia, decência e o bom senso nas nossas vestes (Deuteronômio 22:5; I Timóteo 2:9-10; I Pedro 3:3-5). O andar desnudo não é Seu plano aos seres humanos – o que caracterizaria despudor, vergonha, humilhação, e imoralidade. A questão então é, por que Deus pediu que Isaías andasse pelado por três anos?

Essa ação simbólica foi uma mensagem profética sobre a futura nudez e desolação que viria sobre o Egito e a Etiópia, que eram aliados de Asdode. Isaías agiu como sinal para enfatizar a desgraça que cairia sobre tais nações, devido a sua iniquidade, assim como Adão e Eva perderam suas vestes divinas (Gênesis 3:10).

Isaías foi chamado a agir dessa maneira para simbolizar a vergonha e nudez que vem sobre nações e indivíduos como consequências de pecados, ações e decisões. Este ato era uma representação dramática do julgamento iminente que Deus anunciava contra essas nações (Isaías 20:3-6). Também foi um “sinal de que o rei da Assíria deportaria cativos egípcios e etíopes, demonstrando a um forte partido de Jerusalém, que buscava auxílio do Egito, como era insensata essa esperança” (Merril Unger).

• A ordem para Isaías realizar essa ação peculiar era destinada a ser uma mensagem visual para o Egito, Etiópia e ao Seu povo, representando uma advertência profética específica.
• Hoje, os cristãos na fase de Laodicéia precisam abdicar de sua autoconfiança – rico sou, não preciso de nada –, para confiar no diagnóstico de Cristo: Miserável, pobre, cego e nu (Apocalipse 3:17).
• Será que precisamos de um profeta nu para entendermos nossa vergonha e buscarmos as vestiduras brancas?

Então, vamos reavivarmo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
12 de dezembro de 2023, 0:50
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1302 palavras

1-17 Profecias contra o Egito. As acusações contra o país são as seguintes: idolatria, influência de encantadores, médiuns e feiticeiros, e um espírito de perversão. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Sentença contra o Egito. Este capítulo pode ser considerado como uma continuação do 18, pois nessa época a Etiópia (a Núbia) e o Egito era um, sendo que o Egito era governado por vários reis etíopes (ver com de Is 18:1). Contudo, a descrição tem um contraste marcante com a apresentada no v. 18. No cap. 19, Deus é descrito cavalgando “sobre uma nuvem ligeira”, trazendo juízo sobre essa terra infeliz. Num sentido figurado, até os deuses do Egito estremeceriam diante do Deus dos céus.

2 Egípcios se levantem contra egípcios. Esta é uma descrição exata do tipo de desastre que com frequência significava derrota para os egípcios. Se os egípcios tivessem permanecido unidos, nenhuma nação da Antiguidade poderia derrotá-los. Ao sul eram protegidos pelas cataratas do Nilo, ao leste e oeste, pelas areias do deserto, e, ao norte, pelo mar. Suas defesas naturais eram ideais. No entanto, os egípcios provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões provaram ser seus piores inimigos. A inquietação interna e as dissensões resultaram em fraqueza e ruína. …o resultado era no mínimo anarquia e caos e, às vezes, conquista por um inimigo estrangeiro. Mais tarde, os governantes egípcios contrataram mercenários estrangeiros para protegê-los de outros egípcios e, como resultado disso, os gregos começaram a ter considerável influência sobre os egípcios. Finalmente, Cambises, da Pérsia, marchou contra o Egito e foi coroado o primeiro faraó da 27a. dinastia, Os dias de glória e independência egípcias chegaram ao fim.

4 Um senhor duro. Estas palavras não se referem necessariamente a um único governante, pois foram muitos os reis duros e cruéis. Elas podem se referir à Assíria como nação em vez de a um único rei; e, mais tarde, ao domínio babilônico, persa, macedônico, romano, árabe ou britânico sobre a terra do Egito. No seu orgulho e esplendor, os egípcios tinham recusado por completo o conselho do Senhor, que então permitiu que caíssem nas mãos de tiranos.

5 O rio. O Egito dependia do Nilo. Sempre que o nível do rio estava baixo demais para fluir aos canais de irrigação, ocorria um desastre econômico (ver com. [CBASD] de Gn 41:34). O nível baixo do Nilo deixava todo o sistema de irrigação completamente seco.

8 Os pescadores. A pesca era uma das mais importantes ocupações do Egito. Com o nível baixo de água, o suprimento de peixe seria restrito, e os egípcios seriam privados de um importante item da alimentação.

9 Linho fino. Aqui se descreve a falência da indústria de linho, mas, possivelmente, a referência seja, de forma figurada, à falência de toda a indústria.

10 Todos os jornaleiros. A leitura literal do texto hebraico consonantal (ver vol. 1 [CBASD], p. 1, 2) é “todos os trabalhadores contratados enfrentarão problemas”.

11 Os príncipes de Zoã. Estava situada no Delta, num dos braços orientais do Nilo. Esta cidade se tornou a capital de Ramsés II, no século 13 a.C. Um século depois de Isaías, o profeta pronunciou um severo juízo sobre a cidade.

12 Determinou. Enquanto os idólatras conselheiros do faraó planejavam e prediziam grandes coisas para o Egito, Isaías revelava a intenção do Senhor de humilhar o país.

13 Os príncipes de Mênfis. Ver Jr 46:19; Ez 30:13, em que o Senhor decreta juízo contra esta capital egípcia e seus ídolos. Esta era uma das principais cidades reais do baixo Egito, e foi o primeiro ponto de ataque quando os assírios invadiram o país.

14 Espírito estonteante. Literalmente, “um espírito oscilante”, isto é, de incerteza, não de sabedoria. Toda a verdadeira sabedoria procede de Deus. Os líderes do Egito se tornaram tolos e se encontravam num estado de completa confusão. Sua perversidade e confusão não procediam de Deus, mas da recusa em andar nos caminhos divinos.

15 Cabeça ou cauda. Isto é, toda classe de pessoas, líderes orgulhosos e pobres humildes. Na confusão e angústia, nada podiam fazer.

16-25. Naquele dia. Ao longo da passagem, esta expressão é usada seis vezes (19:16, 18, 19, 21, 23, 24). A profecia contra o Egito faz uma reviravolta incomum e surpreendente. O Egito passa por libertação e cura. Um poderoso Salvador é enviado para libertar a nação. Os egípcios recebem a oportunidade de conhecer o Senhor. Eles adoram o Deus da aliança ao lado de Israel. Aquilo que começou como um oráculo contra o Egito atinge o auge na forma de uma reunião de inimigos, todos abençoados pelo Senhor: o Egito, a Assíria e Israel. Bíblia de Estudo Andrews.

17 Espanto para o Egito. Judá era uma das nações mais fracas do antigo Oriente, e o Egito uma das mais fortes. Mas, quando o Senhor mandasse juízos sobre o Egito, sua autoconfiança se perderia.

18 Naquele dia. Isto é, quando o Egito compreender a tolice e a futilidade de se opor à vontade de Deus… “Naquele dia” parece ser uma expressão típica dos profetas acerca do tempo quando Deus Se revelar às nações e estabelecer seu reino messiânico. O restante de Isaías 19 (v. 18-25) é uma profecia condicional do tempo quando, de acordo com o plano original de Deus para a evangelização do mundo (ver p. 16, 21 [CBASD]), os egípcios reconhecerem o verdadeiro Deus e O servirem como o povo hebreu fazia (ver v. 25).

Cinco cidades. Poderiam ser cinco cidades específicas, cujos nomes não estão aqui (sugeriu-se Heliópolis, Leontópolis, Elefantina, Dafne e Mênfis), ou poderia ser simplesmente um número simbólico.

Juramento. Isto é, fariam um voto de lealdade ao Senhor, reconhecendo o verdadeiro Deus.

Cidade do Sol. Do heb. ‘ir haheres, literalmente, “a cidade da destruição”. … O nome da cidade egípcia de Heliópolis significa “a cidade do sol”. Heliópolis é o nome grego da cidade de Om, mencionada em Gênesis 41:45 e 50. … Jeremias se refere à cidade como Bete-Semes, palavra hebraica para “casa do sol”(Jr 43:13). Esta cidade era o centro da adoração ao Sol. Se ‘ir haheres estiver correto, Isaías está comentando o fato de que, das “cinco cidades  que “farão juramento ao SENHOR dos Exércitos”, uma seria a Cidade do Sol, centro egípcio de culto ao Sol.

19 O SENHOR terá um altar. … A profecia dos v. 18 a 25 é estritamente condicional (ver com. do v. 8). Os egípcios nunca juraram lealdade ao verdadeiro Deus (v. 18) e nunca se tornaram Seu povo (v. 25). … Se Israel tivesse sido leal, povos de todas as nações, incluindo o Egito, teriam se voltado para o Senhor (ver Zc 14:16-19). Centros de adoração ao verdadeiro Deus teriam substituído aqueles nos quais deuses pagãos eram adorados. O profeta previu um tempo quando o mundo se voltaria para o Senhor e O serviria. Contudo, com o fracasso de Israel, essa profecia condicional não pôde se cumprir. Mas, na Terra renovada, todas as nações dos salvos adorarão ao Senhor (Is 11:9; 45:22, 23; Dn 7:27).

20 Ele lhes enviará um salvador. A profecia condicional continua (ver com. do v. 18).

21 Conhecerão o SENHOR. “Naquele dia”(v. 18). As bênçãos do evangelho não seriam possessão exclusiva de Israel.

22 Ferirá, mas os curará. A mensagem de Isaías para o Egito começou com uma profecia de juízo e destruição (v. 1-17). O Senhor, porém, é Deus de misericórdia.

23 Do Egito até à Assíria. Isaías predisse o dia quando o Egito e a Assíria adorariam ao Senhor (ver com. do v. 18). As nações viveriam juntas em paz e irmandade, com júbilo em servir ao Senhor. Esta profecia terá seu cumprimento na Terra renovada, quando todos O conhecerão “desde o menor até o maior deles”(Jr 31:34; cf. Is 11:16; 35:8).

25. Egito, Meu povo. Os israelitas chegaram a se considerar o povo exclusivo do Senhor. Eles se esqueceram de que Ele é o Deus de toda a Terra e que deseja que todas as nações sejam salvas. Isaías mostra ao povo de Israel suas oportunidades e responsabilidades. O tempo viria quando a Assíria pagã, bem como o Egito, conheceriam a Deus. Oseias teve uma visão semelhante (Os 1:10).

Quando não identificados, os comentários se referem ao Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 19 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
12 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 19 – O anúncio da aproximação de Deus sobre nuvens escuras levando até ídolos egípcios a tremerem diante da presença divina tem propósitos teológicos e missiológicos extraordinários.

Isaías 19 pode ser dividido em três tópicos:

• Introdução à profecia (versos 1-2).
• Julgamento e resultado: Desolação (versos 3-15).
• Graça e restauração futura (versos 16-25).

O texto vai além de apontar eventos históricos específicos, pois também revela verdades profundas e eternas sobre o caráter de Deus e Seu desejo de salvar aqueles que se voltam para Ele em sincero arrependimento. Nesta profecia, o mensageiro de Deus apresenta um quadro complexo de julgamento e redenção, destacando a justiça divina e a misericórdia estendida mesmo aos povos que, a princípio, foram objetos de juízo. Veja que a profecia contra o Egito é mais positiva que negativa, fornece mais lições de vida que meramente informações históricas.

• As palavras de Deus através de Isaías são relevantes hoje, para nossa sociedade caótica.

O ciclo de desolação e transformação espiritual revela o propósito redentor de Deus mesmo em meio aos eventos de juízo. A ênfase na soberania divina e na resposta dos egípcios destaca a natureza compassiva e salvadora de Deus, que busca a reconciliação mesmo após o castigo.

A notável declaração de que o povo egípcio se converteria ao Deus verdadeiro destaca-se como um ponto alto na mensagem profética. Esta visão transcendente vai além de Israel, revelando esperança divina para todos os povos. Concedida a Israel, esta profecia pretendia despertar sua responsabilidade missionária; pois nestas palavras inspiradas está o propósito de Deus em envolver todas as nações em Sua graça redentora. Assim, fica evidente que o castigo dos egípcios não visa à destruição, mas à conversão.

• Gradualmente Deus pretendia que a consciência de Israel fosse moldada pela ideia de que Ele está interessado na salvação de todas as nações. Ele tem o mesmo propósito conosco através deste texto!
• Estejamos cientes que “a cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano… todos estão pela sua escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito” (Ellen White).

Deus governa acima de todas as circunstâncias, guiando eventos históricos para cumprir Seu propósito de redenção da humanidade. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí



ISAÍAS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
11 de dezembro de 2023, 0:50
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786 palavras

1-7 Oráculos contra a Etiópia. Esse país, localizado no sul do Egito, também era chamado de Cuxe, uma nação poderosa na época de Isaías. Em 740 a.C., no início do ministério do profeta, Piankh conquistou o Egito. Seu sucessor foi o célebre Shabaka (713-698 a.C.). Alguns presumem que ele reinou até a posse de outro rei etíope muito conhecido que governou sobre o Egito, Taharka [ou Tiraca, na ARA] em 690 a.C. Shabaka tentou formar uma coalisão contra a Assíria. O poder de Cuxe, porém, não conseguiria deter os propósitos divinos e o controle sobre as nações mantido pelo Senhor dos exércitos, de quem os israelitas deveriam depender. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Ai da terra onde há o roçar de muitas asas de insetos. Literalmente, “a terra de grilos alados” ou “a terra de ventos uivantes”. … Aqui se refere à Etiópia (ver com [CBASD] de Gn 10.6). … Tiraca, que esteve no trono desde cerca de 690 a 664 a.C., é o mesmo Tiraca (2Rs 19:9) que Senaqueribe esperava encontrar quando marchou contra a Judeia. Quando os “etíopes”avançaram desde onde hoje é o Sudão e estenderam seu domínio a todo o Egito, ameaçando os exércitos da Assíria, que estavam nessa época invadindo a Judeia, os israelitas, que costumavam confiar em homens e cavalos em vez de em Deu, buscaram o auxílio da Etiópia. O Senhor queria que Seu povo compreendesse que sua única defesa estava nEle e não nas forças do Egito. Afinal, os egípcios eram apenas homens e ímpios. Aquela era a ocasião de ter uma sentença pronunciada contra eles. Era melhore estar sob as asas do Todo-Poderoso (Sl 17:8; 57:1; 91:4) do que sob as asas sussurrantes do Egito. Esse país podia parecer formidável, mas sua força falharia quando Deus pronunciasse a sentença contra ele (ver com. [CBASD] de Is 19:1). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Insetos. A Etiópia é uma das terras da mosca tsé-tsé. Acha-se entre o Nilo Branco e o Nilo Azul. Bíblia Shedd.

Etiópia. A Núbia – antiga Etiópia (que não deve ser confundida com a Etiópia atual, localizada mais a sudeste), ao sul do Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.

2 Por mar. O Nilo superior até hoje se chama “mar” pelos nativos, por causa de sua grande largura. Bíblia Shedd.

Como ocorre no árabe moderno, esta designação parece ser empregada para grandes rios como o Nilo e o Eufrates (ver Is 19:5; 21:1; Na 3:8). No Nilo usavam-se navios feitos de papiro e junco. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Ide, mensageiros velozes. Isaías parece advertir a Etiópia, ou o Egito, de que enviar embaixadores a Judá os enviava a uma nação dispersa e aflita em resultado da guerra. As invasões assírias devastaram o país, destruindo-o como uma enchente (ver Is 8:7, 8) e deixando-o desolado e humilhado. Os egípcios não ganhariam nada se aliando a Judá, e este último não teria a ajuda do Egito. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

3 Todos os habitantes. Todos os povos devem saber que o Senhor está no controle das questões humanas (ver com. de Dn 4:17, 37). É Deus quem ordena a marcha das nações. Em sentido figurado é Ele quem levanta o estandarte sobre os cumes dos montes da Terra (ver Is 5:26), direcionando as nações sobre o que devem ou não fazer. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

povo alto de de pele macia. Provavelmente os povos da Etiópia e do Egito. Diferentemente dos semitas, mantinham-se barbeados. rios. O Nilo e seus afluentes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 ficarei … quieto (NVI). Diante da hostilidade das nações, o Senhor não agirá imediatamente, quando, porém, ficarem com o crescimento viçoso do verão (v. 5), ele as abaterá. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Estarei calmo (ARA). O v. 4 apresenta um quadro claro de como o Senhor faz valer Sua vontade entre as nações (ver Ed, 173). Seus olhos estão sobre tudo, e Sua mão está no controle. De forma equilibrada, decreta juízos ou bênçãos, tratando todos os povos segundo Sua infinita sabedoria e justiça. Nada acontece sem Seu conhecimento; nenhum juízo cai sem Sua permissão. Quando o grão está maduro para a colheita Ele envia Seus ceifeiros para cumprir a missão. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

5 Podará … e cortará. A Terra é um vasto campo de colheita. Quando, em infinita sabedoria, o Senhor vê que uma nação está pronta para a destruição, Ele envia Seus ceifeiros para cortá-la (ver Dn 4:13-15; 5:25-31). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

6 Deixados junto às aves. Quando o Senhor conclui Sua obra e uma nação recebe o castigo, é como se os brotos e ramos tivessem sido cortados, para ser dispersos sem cuidado e deixados aos animais da terra e às aves do céu. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

7 Presente. A Etiópia ofereceu-se a si mesma ao Senhor, cf Sl 68.31. Bíblia Shedd.



ISAÍAS 18 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
11 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 18 – A rápida conquista do Egito pela Etiópia serve como pano de fundo à revelação da soberania divina sobre as nações. O Deus que está no controle dos destinos dos reinos terrestres, opera de forma silenciosa, mas eficaz com o objetivo de cumprir Seus propósitos. Neste texto, “o profeta chama toda a raça humana para que esteja alerta para os sinais de que Deus está agindo no mundo”, diz John MacArtur.

A profecia contida em Isaías 18 não apenas descreve eventos históricos, mas aponta para um desfecho extraordinário: A futura conversão da Etiópia ao Deus verdadeiro. A chegada do tesoureiro da rainha Candace em Jerusalém, conforme registrado em Atos 8, é um cumprimento parcial desta importante profecia. Seu batismo por Filipe desencadeou uma série de eventos que eventualmente levaram muitos etíopes a abraçarem o cristianismo.

• “Uma igreja cristã sobrevivia ainda na Etiópia na época da Reforma, embora o cristianismo que professavam fosse já bastante degenerado” (Siegfried Schwantes).

O episódio do tesoureiro de Candace como cumprimento parcial de Isaías 18:7 não é meramente um evento isolado, pois exemplifica a estratégia missionária de Deus. A conversão deste homem influente desempenhou um papel crucial na propagação do evangelho na Etiópia.

• A estratégia do Salvador vai além das fronteiras geográficas e abrange indivíduos específicos, moldando o curso da história e impactando nações inteiras.

“Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios, aparecem como dependendo da vontade e façanhas do homem. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece determinar-se por seu poder, ambição e capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser todo misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade”, observa Ellen White.

• Pela graça e misericórdia divina, a Etiópia, inicialmente “um povo temido pelos que estão perto e pelos que estão longe, nação agressiva e de fala estranha” (Isaías 18:2), torna-se palco da graça redentora.

Assim, a estratégia divina, operando nos bastidores da história humana, desafia-nos a confiar em Deus e também a reconhecer que Sua missão transcende fronteiras geográficas, transformando vidas e nações para a glória de Seu nome! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
10 de dezembro de 2023, 0:50
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771 palavras

1-14 Profecias contra Damasco [Síria] e Efraim [Reino do Norte]. Foram proferidas contra a coalizão siro-efraimita, conforme atestaram 7:1-9 e 8:14. Os assírios derrotaram a Síria em 732 a.C. e Israel em 722 a.C. Bíblia de Estudo Andrews.

1 [Damasco deixará] De ser cidade. … Por um tempo, a cidade pareceu ter ficado em ruínas, mas foi finalmente reconstruída, pois Jeremias transmitiu outras mensagens contra ela (Jr 49:23-27). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

3 Efraim. Efraim, o reino do norte, ou Israel… Visto que se uniram para atacar Judá (2Rs 16:5; Is 7:1, 2), as duas nações sofreriam o mesmo juízo decretado pelo Senhor … Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

O Reino do Norte … é mencionado aqui por causa de seu pacto com Damasco contar a Assíria [e Judá]. Damasco [deixará de ser uma ] realeza. Em 732 a.C., Tiglate-Pileser III conquistou Damasco e fez dela uma província assíria. Muitas das cidades de Israel também foram conquistadas. Bíblia de Estudo NVI Vida.

A glória. A glória de Israel foi efêmera. Assim também seria com os restantes da Síria.Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

4 Jacó. Clara referência a Efraim, o reino do norte. As dez tribos seriam extintas. Portanto, esta mensagem deve ter sido transmitida antes de 723/722 a.C., data quando o reino do norte chegou ao fim… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

5 Segador. A metáfora desta vez é a de um segador que colhe “trigo” (ver com [CBASD] de Lv 2:14). Da mesma forma, as cidades de Israel seriam cortadas pelo cruel invasor assírio. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

6 Sacudir. Neste método de colher as azeitonas, sempre fica alguma que não vale a pena subir para arrancar. Semelhantemente, Judá seria reduzida a um estado tão desprezível, que os exércitos dos estrangeiros não se dariam mais ao trabalho de ver se ainda sobrou algo. Bíblia Shedd.

Rabiscos. A ideia é mais uma vez a de um restante que escapará da destruição geral, dessa vez em Israel. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

7,8 Este trecho mostra que o julgamento de Deus, em desencadear a invasão da Síria e Israel, teria o efeito desejado: alguns ainda reconheceriam que Deus é justo nos seus julgamentos e se arrependeriam. Bíblia Shedd.

7 Olhará o homem para seu Criador. Pode ser necessário sofrer amarga desilusão e desastre para que as pessoas desviem os olhos das coisas terrenas, mas os juízos do Senhor finalmente fariam com que desviassem o olhar dos ídolos e o voltassem ao criador. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

8 O que fizeram seus dedos. Isto é, os ídolos (ver Dt 4:28; Is 2:8; 31:7; 37:19; Os 14:3; Mq 5:13). Os pagãos buscavam ajuda dos deuses que eles mesmo tinham feito. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Altares de incenso (ARA e NVI). Heb hammãnm, pilares erguidos em adoração ao Sol, ou imagens, por intermédio das quais se prestava culto ao Sol, 21.9; 30:22; 41.29; 42.8, 17. Bíblia Shedd.

NIV: “Postes de Asherah“. Os postes de Asherah era imagens de Asherah, a deusa cananita que era a mulher de Baal. A rainha Jezabel pode ter trazido a adoração a Asherah ao Reino do Norte. O culto encorajava práticas sexuais imorais e atraía muitas pessoas. … Manassés foi condenado por colocar um poste de Asherah no templo (2Rs 21:7). Life Application Study Bible Kingsway.

10 Salvação. Esta palavra, como substantivo, heb yêsha’, só ocorre esta única vez no livro, mas a ideia é encontrada 23 vezes; além disto, faz parte do nome de Isaías, que significa “Deus é salvação”. Bíblia Shedd.

Plantações formosas. Plantações como trigo, cevada ou diferentes tipos de vegetais ou flores, plantados em cestas e potes e que germinavam rapidamente. Eram considerados como símbolos do poder mágico dos deuses da fertilidade. embora fossem consideradas poderosas, essas divindades não possuíam força alguma e nada podiam fazer por seus adoradores. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Mudas de fora. Literalmente, “brotos”ou “rebentos” de “[deuses] estranhos ou “[deuses] ilícitos” (ver Sl 44:20; 81:9), talvez brotos usados de uma forma similar às “plantações formosas”. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

11 A colheita [voará]. A ideia parece ser de que o povo, tendo abandonado a Deus, sua força real, buscaria em vão a força dos deuses da fertilidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

13 Montes. As eiras para debulhar se achavam em pontos altos, de onde a palha e o debulho eram levados para longe pelo vento, quando o cereal era atirado para o ar com a pá. Bíblia Shedd.

14 Anoitecer … amanheça. O cumprimento desta profecia descreve-se em 37.36 e em 2Rs 19.35-36. Bíblia Shedd.

Daqueles que nos despojam. De acordo com os registros de Senaqueribe, ele levou um grande despojo de Judá na sua primeira invasão (ver vol. 2 [CBASD], p. k46). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.



ISAÍAS 17 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
10 de dezembro de 2023, 0:40
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ISAÍAS 17 – Por mais impressionantes que sejam as construções e fortalezas humanas, diante de Deus não passam de futilidades. A confiança nas próprias obras, por mais imponentes, não oferecem qualquer segurança no dia do juízo.

Considere os seguintes pontos do capítulo em pauta:

• Nos primeiros versículos, há uma introdução de uma advertência para Damasco, apontando uma destruição iminente que resultaria em lamento e desespero.
• Na sequência, a profecia faz analogia agrícola para ilustrar a desolação e a figura de um indivíduo enfraquecido visando alertar do perigo da rebelião contra Deus (Isaías 17:4-6).
• O juízo divino desperta um movimento de arrependimento e busca pelo Criador; isso implica abandono da idolatria e práticas religiosas espúrias (Isaías 17:7-8).
• A advertência divina contra as alianças humanas e a confiança em qualquer coisa em vez de submeter-se a Deus pretende promover esperança em meio às adversidades (Isaías 17:9-11).
• Por fim, o alerta profético serve para as nações que agem como águas tumultuosas rebelando-se contra Deus; a profecia prevê o fim da rebeldia na erradicação dos impenitentes e na preservação dos remanescentes que voltam-se para Deus.

Há uma conexão desta profecia com Daniel 7, ao considerarmos a representação simbólica do grande mar. As potências terrestres que emergem do mar simbolizam as forças turbulentas e incontroláveis das nações. A metáfora do mar, portanto, não é apenas descritiva, mas também profética, apontando para um padrão recorrente de juízo divino sobre as potências mundiais.

Ao associar as nações a um mar tempestuoso, a revelação destaca que, quando as nações se afastam dos caminhos de Deus entram para uma condição caótica, perdendo a estabilidade e a segurança que só podem ser encontradas na orientação do Criador.

Esta mensagem é atual:

• Assim como as nações antigas foram advertidas sobre a necessidade de confiar em Deus em vez de confiar em fortalezas humanas, somos desafiados a avaliar nossas próprias fontes de segurança, confiança e esperança.
• A tecnologia, o poder militar e as realizações humanas podem representar as “fortalezas” modernas; contudo Isaías nos lembra de sua futilidade quando confrontadas com o juízo divino.

A profecia de Isaías 17 revela a interligação entre juízo divino sobre nações ímpias, a futilidade da confiança nas obras humanas e a promessa de restauração aos que voltam-se a Deus em arrependimento. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



ISAÍAS 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
9 de dezembro de 2023, 0:50
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1113 palavras

Atacados pelos assírios, os refugiados moabitas fugiriam para Sela, no país de Edom, ao sul. Moabitas desesperados enviariam um tributo em cordeiros para Jerusalém, pedido pela proteção de Judá. Jerusalém seria um refúgio seguro por um tempo. Isaías advertiu Judá para aceitar estes refugiados como um sinal de compaixão durante o tempo de devastação dos inimigos [assírios]. Life Application Study Bible Kingsway.

1 Enviem cordeiros como tributo. Assim como o rei Mesa enviava cem mil cordeiros ao rei Acabe, de Israel, todos os anos (v. 2Rs 3.4), agora o Moabe orgulhoso, que tantas vezes oprimira Israel, é aconselhado, em sua crise, a submeter-se ao rei de Jerusalém. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Sela. Capital naturalmente fortificada dos edomitas, ao sul do mar Morto, situada num planalto rochoso que se levanta 300 metros acima da cidade vizinha de Petra (v. 42.11). O nome significa “penhasco”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

O povo de Moabe foi forçado a deixar suas cidades, fugir para o deserto e se estabelecer nas rochas. Então, numa condição desolada, eles foram chamados a reconhecer a supremacia do “monte da filha de Sião” [Jerusalém] com pagamento de tributo. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

2 vaus do Arnom (ARA). NVI: “lugares de passagem do Arnom”.

As mulheres estavam fugindo para o sul, para escapar do invasor que vinha do norte. Bíblia de Estudo NVI Vida.

4 esconderijo. Jerusalém era a principal fortaleza da Palestina quando os assírios vieram desfazer a revolta [dos filisteus] mencionada em 14.32.

destruidor. Provavelmente a Assíria. opressor. Moabe. Bíblia de Estudo NVI Vida.

5 Em benignidade. Heb. hesedh, “solidariedade”, “graça”, “misericórdia”, “favor”, o grande tema de Isaías, e também de Oséias. Bíblia Shedd.

As palavras do v. 4, uma advertência a Moabe, também se aplicam ao reino de Cristo. O profeta parece divisar um tempo quando um representante da casa de Davi, o Messias …, governará Moabe. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

tenda de Davi. V. 9.7; Am 9.11… “Tenda”ou “casa”equivale a “dinastia”. Bíblia de Estudo NVI Vida.

6 Da soberba de Moabe. O orgulho e a arrogância eram as evidentes fraquezas de Moabe e as principais razões para sua destruição (ver jr 48:29; Sf 2:10). Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Moabe, apesar de ser nação pequena, é tão orgulhoso e desafiador como a Assíria e a Babilônia. V. 10.12; 14.13; 25.11; Jr 48.42. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Sua arrogância. Literalmente, “seu falar ocioso”, “sua jactância”(comparar com Jr 48:30). A altivez de Moabe era falsa e provaria ser vã. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

7 Uivará Moabe. Se Moabe tivesse dado ouvidos ao conselho do Senhor, seu trono teria sido estabelecido com justiça e misericórdia; mas, visto que se recusou, o resultado seria pesar e destruição. Toda a nação choraria de angústia quando chegasse a hora da destruição. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Pasta de uvas. Literalmente, “bolos de uva”. … Talvez bolos de uvas fossem um dos principais produtos de Quir-Haresete, e seus habitantes lamentariam a perda de seu principal meio de sobrevivência. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

8 talaram os melhores ramos da vinha (ARA). NVI: “pisotearam as melhores videiras”.

Sibma. Esta cidade foi designada [à época da ocupação de Canaã] a Rúben (Nm 32:37, 38; Js 13:15, 19) e era famosa por suas uvas (Jr 48:32). As vinhas deste país belo e próspero  foram destruídas pelos invasores cruéis. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

Até Jazer. Isto é, os ramos da florescente vinha de Hesbom e Sibma se estendiam ao norte até jazer, uma cidade da fronteira norte …, originalmente em Gileade… Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

sarmentos (ARA). NVI: “brotos”.

mar. Provavelmente o mar Morto. Bíblia de Estudo NVI Vida.

9 Caiu já dos inimigos o eia (ARA; NVI: “gritos de alegria”). Em tempos de prosperidade este seria o grito de júbilo dos ceifeiros; mas, em tempo de guerra (ver com. do v. 7), seria o grito do invasor ao tomar posse da colheita e destruir árvores e vinhas. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

10 Fugiu a alegria. A época de colheita nos campos e nas vinhas era um período de alegria e celebração. Em vez disso, lágrimas tomariam o lugar do riso. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

A pisadura das uvas (esmagar as uvas com os pés) era o clímax da estação da colheita, um tempo de muita alegria nas vinhas. Mas a alegria da colheita logo cessaria porque o povo, em seu orgulho, ignorou Deus e se rebelou contra Ele. Life Application Study Bible Kingsway.

11 Coração. Considerado pelos hebreus como o órgão das emoções (ver com. [CBASD] de 43:30). Aqui as emoções são descritas como vibrantes e tristes como as notas de uma lira acompanhando um canto fúnebre. O profeta expressa empatia para com o povo contra quem profere a mensagem. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

12 Nos altos. Isto é, cumprindo os pesados deveres da idolatria. Bíblia Shedd.

Nada alcança.O deus de Moabe, Camos, era mero ídolo (v. 44.17-20; 1Rs 11.7). Bíblia de Estudo NVI Vida.

O falso deus moabita não pode fazer nada. As orações a qualquer outro deus além do Senhor são inúteis. Essa foi a lição divina ensinada por meio do profeta Elias no monte Carmelo (1Rs 18:20-40). Bíblia de Estudo Andrews.

Quando o povo de Moabe experimentou a ira de Deus, eles buscaram seus próprios ídolos e deuses. Nada aconteceu, porém, porque não havia ninguém para salvá-los. Quando buscamos nossos próprios meios de fuga para superar nossos problemas diários, o efeito é o mesmo: nenhum prazer, passatempo ou idéia religiosa criada pelo homem virá para nos salvar. Nossa esperança está em Deus, o único que pode ouvir e ajudar. Life Application Study Bible Kingsway.

13, 14 Tiglate-Pileser III invadiu Moabe em 732 a.C.; Senaqueribe invadiu Moabe no mesmo ano em que invadiu Judá, 701 a.C. O primeiro evento ocorreu três anos após a previsão de Isaías, caracterizando Isaías como um verdadeiro profeta. Nesses eventos, o povo de Israel viu a profecia cumprida diante de seus próprios olhos.  Life Application Study Bible Kingsway.

Confira outra profecia de curto prazo no oráculo contra a Arábia (21:16, 17). … O fato de Deus deixar um remanescente não só de Israel, mas também das nações, fala em favor de seu grande propósito de salvar o mundo inteiro, tanto israelitas quanto não israelitas. Bíblia de Estudo Andrews.

13 Esta é a mensagem que o SENHOR há muito pronunciou. O significado é que a mensagem de Isaías é apenas uma repetição de antigas mensagens transmitidas. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.

14 Tais como os de jornaleiros. Um jornaleiro trabalha enquanto dura seu contrato. ele não permanece além desse período. Assim seria com o juízo prestes a cair sobre Moabe. Pequeno e débil. Moabe não seria destruído por completo. Um remanescente permaneceria, mas seria pequeno e débil. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4.