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Texto bíblico: JEREMIAS 1 – Primeiro leia a Bíblia
JEREMIAS 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)
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Olá, meus queridos!
Compartilho com vocês o endereço dos 10 dias de oração 2024 da Associação Geral:
https://www.tendaysofprayer.org/
Tem download do material para português aqui.
Ótimo material para reuniões de oração ou pra devoção pessoal.
Feliz sábado! (Jeferson)
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654 palavras
1 Calai-vos. Deus ordena aos povos de terras distantes a ouvir em silêncio Sua voz (sobre o contexto, ver com. de Is 40:1). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 260.
2 O justo (ARC). Isto é, Ciro (ver com. [CBASD] de Is 44:28; 45:1), rei da Pérsia, que destruiu o império babilônico e libertou os judeus (2Cr 36:22, 23; Ed 1:1-4; 5:13-15; 6:3-5). Deus suscitou Ciro em “justiça”, para reconstruir a cidade de Jerusalém e libertar os cativos (Is 45:13). Ciro era u.m símbolo de Cristo, que também foi chamado “em justiça” (Is 42:6) e cuja tarefa era “proclamar libertação aos cativos” (Is 61:1). Assim como Ciro derrotou a antiga Babilônia, também Cristo derrotará a Babilônia mística (Ap 16:19; 17:1, 5; 18:2, 21). Ciro foi muito honrado na Antiguidade como homem íntegro e corajoso, e singular entre os antigos conquistadores do Oriente por seu elevado caráter e pela justiça e sabedoria de seus decretos. CBASD, vol. 4, p. 260.
6 Um ao outro ajudou. Numa tentativa de deter as conquistas de Curo, as nações se consultavam entre si. Lídia fez aliança contra o Egito e Babilônia contra Ciro. CBASD, vol. 4, p. 261.
10 Não temas. Nos dias de Isaías, havia muitos motivos para temer. O reino do norte havia sido destruído pelo poderio militar da Assíria, e parecia que Judá não resistiria mais. O povo precisava de uma mensagem de conforto e esperança, e Isaías buscava inspirá-lo com coragem e ânimo (ver Is 40:1, 2; 42:13, 14; 43:5; 44:2). CBASD, vol. 4, p. 262.
Eu sou contigo. Nos dias de Isaías, os judeus necessitavam da promessa implícita no nome Emanuel (ver com. [CBASD] de Is 7:14 [Do heb. ‘Immanu ‘El, literalmente, “Deus conosco”, que significa “Deus {está} conosco”, como o contexto torna claro, para livrar Israel de seus inimigos]), de que Deus estaria com eles. CBASD, vol. 4, p. 262.
11 Envergonhados e confundidos. Esta promessa se cumpriu de forma impressionante com a destruição do exército de Senaqueribe. Aquele que luta contra o povo de Deus, luta contra o próprio Deus. CBASD, vol. 4, p. 262.
13 Eu […] te tomo pela tua mão direita. Um sinal de acordo e amizade (ver com. [CBASD] de Am 3:3). Neste caso, é um sinal da aliança. Israel pertencia a Deus e desfrutava da direção, força e proteção divinas. CBASD, vol. 4, p. 262.
14 Ó vermezinho de Jacó. Deus relembra ao povo de Israel que ele não tem valor ou força em sia mesmo. Sem Deus ele era fraco, desvalido e insignificante, prontos a ser desprezado e pisado (ver Jó 25:6; Sl 22:6). CBASD, vol. 4, p. 262.
O teu Redentor. Isaías, com frequência apresenta Deus como seu redentor (Jó 19:25). CBASD, vol. 4, p. 262.
18 Tornarei o deserto em açudes de águas. Com frequência, Isaías descreve as regiões da terra não alcançadas pelas bênçãos do evangelho como lugares secos e áridos que necessitam da refrescante graça divina (Is 12:3; 35:6, 7; 43:19, 20; 44:3). […] Cristo é a água da vida para um mundo sedento (Jo 4:14, 15; 7:37; ver Ap 22:1-3; cf. Zc 13:1). Também é verdade que este mundo outrora belo tem em muitos lugares se tornado um deserto. CBASD, vol. 4, p. 263.
19 Buxo. Provavelmente o cipreste do Líbano. CBASD, vol. 4, p. 263.
21 Apresentai a vossa demanda. Deus desafio os adores dos falsos deuses a apresentar evidências convincentes do poder desses deuses. Nesta passagem (v. 21-26), propõe-se a habilidade de prever o futuro como uma prova do poder divino. CBASD, vol. 4, p. 263.
22 As coisas futuras. Deus […] conhece o futuro e o passado. Satanás sabe algo do que está por vir, mas o que sabe é resultado do que Deus revelou. Ele também pode prever, em parte, o caminho que tomará o homem que está sob seu controle. Mas somente Deus pode realmente predizer o futuro. CBASD, vol. 4, p. 263, 264.
25 Do norte. Ciro é representado avançando desde o norte e o leste. Babilônia estava ao leste de Judá; mas, na Palestina, entrava-se desde a Mesopotâmia pelo norte, próximo a Carquemis, no braço do Eufrates. Por essa razão, com frequência se relaciona Babilônia ou Assíria ao norte (ver com. [CBASD] de Jr 1:14; 3:18; 4:6; etc.). CBASD, vol. 4, p. 264.
Ele invocará o Meu nome. Fica claro que, pelo menos em parte, Ciro conhecia o Deus do Céu (ver 2Cr 36:23; Ed 1:2). CBASD, vol. 4, p. 264.
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850 palavras
1 Consolai o Meu povo. Este capítulo dá início à terceira e última parte do livro de Isaías […]. Em muitos aspectos, os cap. 40 a 66 constituem a parte mais importante da profecia de Isaías. Os cap. 1 a 35 consistem em grande parte de uma série de repreensões contra a transgressão e pronunciamento de juízos futuros. Os cap. 36 a 39 relatam a invasão de Senaqueribe, a enfermidade e recuperação de Ezequias e a visita dos enviados de Babilônia. Nos capítulos seguintes, a mensagem do profeta é totalmente diferente tanto no conteúdo quanto no estilo. Pronunciamentos de juízos e destruição ficam em sua maioria no passado, e o restante do livro fala das promessas do derramamento da graça de Deus sobre os justos. Em geral, considera-se que os cap. 40 a 66 são o motivo de Isaías ser chamado de “profeta do evangelho”. Aqui, em linguagem sublime e inspirada, Isaías apresenta o futuro glorioso de Israel como o “servo”fiel de Deus, a libertação em relação a todos os inimigos, a vinda do Messias e o estabelecimento do reino messiânico. A mente do profeta visualiza o tempo quando Deus terá compaixão de eu povo e lhe concederá as bênçãos da justiça e da paz. Nesta seção, há muitas predições a respeito do Messias. Seu caráter e ministério, a vida e o serviço abnegado e Sua morte. Descreve-se o crescimento da igreja e a participação dos gentios. Também há descrições fascinantes da Terra restaurada à paz e beleza edênicas. Israel, isto é, o povo de Judá (visto que o reino do norte não existia mais), é visto como o povo escolhido de Deus. Seu “servo”, eu “escolhido”, em quem Deus de compraz (Is 42:1). A ameaça da Assíria, o principal inimigo de Judá, nos cap. 1 a 39, ficou no passado, ao menos em grande parte; e, por meio do profeta Isaías, Deus prepara Seu povo para uma calamidade ainda maior: o cativeiro babilônico um século mais tarde. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 254.
3 Preparai. Era propósito de Deus, que com a libertação do cativeiro babilônico, Israel como nação se esforçasse ao máximo para se preparar e preparar as nações vizinhas para a vinda do Messias. Um glorioso futuro aguardava a nação, pois o programa divino seguiria aceleradamente e sem interrupções até que o Messias surgisse e Seu reino eterno fosse estabelecido ver p. 16, 17 [CBASD, vol. 4]). O processo de preparo alcançaria o clímax na vida e no ministério de João Batista, a cuja obra se referem estas palavras (ver com. [CBASD] de Mt 3:3). Do mesmo modo, é privilégio da igreja, no presente, preparar o caminho do Senhor, para que volte à Terra com poder e glória. Assim, como no caso do Israel antigo, esta obra de preparação é dupla, e consiste primeiramente de uma transformação de caráter e, em segundo lugar, da proclamação do evangelho a toda a humanidade (comparar com Is 62:10-12; Ml 3:2). CBASD, vol. 4, p. 254, 255.
8 A palavra de nosso Deus. A vontade revelada de Deus constitui o alimento espiritual com o qual o ser humano subsistirá (Mt 4:4; Jo 6:48-63). A verdade nunca muda, pois o Seu autor é “o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13:8, ARC). Aqueles que vão a Ele em busca de alimento para a alma jamais terão fome (Jo 6:35) ou sede (Jo 4:14). CBASD, vol. 4, p. 255.
12 Quem na concha de Sua mão mediu. A descrição sublime que Isaías apresenta da sabedoria, do poder e da majestade eterna de Deus não tem paralelo (ver Jó 38:4-37). […] É nosso privilégio confiar num Deus grandioso sábio e bom. Toda Sua sabedoria e poder estão à disposição dos que creem e confiam nEle (comparar com Is 57:15; ver DTN, 827). CBASD, vol. 4, p. 256.
30 Os jovens. Jovens no ápice do vigor ficam fracos e exaustos; mesmo pessoas no começo da vida alcançam um ponto em que lhes faltam as forças. Muitas lutas são perdidas por causa da debilidade do corpo e do espírito, esmo da parte do mais fortes. CBASD, vol. 4, p. 258.
31 Os que esperam no SENHOR. Isto é, buscam o Senhor com sinceridade e humildade por sabedoria e força, e esperam com paciência Sua direção (ver com. [CBASD] de Is 30:21; cf. 57:15). CBASD, vol. 4, p. 258.
Renovam as suas forças. A vida cristã é um processo constante de receber e dar a Deus. A força aumenta no serviço ao Mestre (cf. Mc 5:30), mas sempre há novos suprimentos de graça e vitalidade da parte dAquele que nunca Se cansa. A pessoa que não recebe continuamente força de Deus logo se encontrará num estado em que será incapaz de servi-Lo (ver DTN, 827). CBASD, vol. 4, p. 258.
Como águias. Uma bela visão da natureza é a de uma águia planando no céu, cada vez mais alto, sem esforço aparente. Do mesmo modo, o filho de Deus que recebe força do alto é capaz de ir sempre adiante e para cima, conquistando novas alturas (ver Sl 103:5). Dia após dia é privilégio do cristão seguir, mediante a graça, de vitória em vitória (ver 1Co 15:57; 2Co 2:14; Ed 18; DTN, 679). A força divina é recebida progressivamente, e o progresso é constante. Surgem metas cada vez mais elevadas, e finalmente o cristão conquista “o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14). CBASD, vol. 4, p. 258.
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442 palavras
1 O deserto e a terra se alegrarão. Este capítulo apresenta um quadro inspirador de como será a terra restaurada. As regiões áridas e desérticas do mundo não mais existirão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 240.
O narciso. Os v. 1 e 2 retratam a beleza e a fragrância que florescem novamente após a libertação da maldição do pecado. CBASD, vol. 4, p. 240.
2 Líbano. Os motes do Líbano, o monte Carmelo e a planície de Sarom eram famosos por seu verdor e beleza. Em Isaías 33:9, uma maldição despojou essas regiões de seu verdor e as deixou desertas. Contudo, seriam restauradas por Deus à sua beleza edênica (ver Is 41:19; 55:12, 13; 65:10). CBASD, vol. 4, p. 240.
3 Fortalecei. Ou, “firmai”. Os mensageiros de Deus devem encorajar as pessoas a olhar adiante para as glórias da terra renovada e a confiar no poder divino para libertá-las deste mundo amaldiçoado do pecado. CBASD, vol. 4, p. 240.
4 A vingança vem. Isto é, sobre os inimigos, para salvar os fiéis (ver Mt 25:32, 34, 41). A destruição dos inimigos do povo de Deus prepara o caminho para a libertação, e o conhecimento disso deve encorajar e dar esperança a Seus filhos (ver Is 25:9; Jo 14:1-3; Tito 2:13). CBASD, vol. 4, p. 240.
5 Os olhos dos cegos. Esta promessa se cumprirá tanto literal quanto simbolicamente. Pessoas espiritualmente cegar (Is 6:9, 10) terão a visão espiritual restabelecida e o entendimento moral desobstruída. Na terra renovada, todas as moléstias físicas também serão curadas. CBASD, vol. 4, p. 240.
8 Bom caminho. Se o povo de Israel tivesse sido fiel a Deus, a terra da promessa teria sido restaurada à sua fertilidade e beleza edênicas c, e as enfermidades teriam desaparecido deles […]. De todas as nações teriam chegado pessoas sinceras em busca da verdade, as quais teriam trilhado o “Caminho Santo”até Jerusalém para aprender do verdadeiro Deus […]. “O Caminho Santo” não seria para o “imundo” ou “hipócrita”; contudo, seria tão claro que mesmo os mais simples, se honestos na busca pela verdade, não se perderiam nele. CBASD, vol. 4, p. 240.
9 Não haverá leão. Na Antiguidade, os leões eram uma séria ameaça a viajantes de regiões desoladas e selvagens. Deus assegurava, porém, uma viagem segura aos que viajassem a Jerusalém pelo Seu santo caminho. CBASD, vol. 4, p. 240.
10 Os resgatados. Isto é os de todas as nações que aceitassem a salvação. CBASD, vol. 4, p. 240.
Com cânticos. A jornada para Sião era feliz. Peregrinos que iam a Jerusalém participar das festas o faziam com o coração cheio de alegria e com ações de graça a Deus. Cantavam salmos de louvor (ver Sl 121; 122) ao imaginar as horas felizes que teriam na cidade sagrada, em companhia de outros e em comunhão com Deus. Esta seria a experiência dos “resgatados” de todas as nações. CBASD, vol. 4, p. 240.
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1104 palavras
1 Ai de ti. Este capítulo foi sem dúvida inspirado no juízo que caiu sobre os exércitos de Senaqueribe (Is 37:36). Os invasores tinham devastado Judá, mas o Senhor os libertaria do poder dos opressores. O capítulo alterna um grande consolo para os fiéis com severas repreensões para os ímpios. A visão profética de Isaías vislumbra também a gloriosa era messiânica. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 234.
Que não foste destruído. As guerras agressivas da Assíria contra seus vizinhos foram devastadoras. Seu interesse especial era saquear, e com esse propósito enviava seus exércitos. Mas, ao final, ela receberia a paga com a mesma moeda (ver Mt 7:2; cf. Jr 50:15, 29; 51:24; Ap 13:10). CBASD, vol. 4, p. 234.
3 As nações são dispersas. Refere-se à destruição dos exércitos de Senaqueribe (ver Is 37:36, 37). Nessa ocasião, a “arrogância” dos assírios (Is 37:29) causou sua derrota. CBASD, vol. 4, p. 234.
4 O vosso despojo. Isto se refere ao saque do acampamento assírios depois do aniquilamento dos invasores e da fuga precipitada dos poucos sobreviventes. Como lagartas e gafanhotos devoram tudo que é verde, os hebreus no tempo devido despojariam os orgulhosos assírios. CBASD, vol. 4, p. 234.
5 O SENHOR é sublime. O espetacular aniquilamento dos exércitos assírios (Is 37:36) rendeu honra e renome ao verdadeiro Deus. CBASD, vol. 4, p. 234.
6 Estabilidade. Judá encontraria força e estabilidade, não em exércitos armados, mas em Deus e na lealdade à Sua vontade revelada (ver Jó 28:28; Sl 111:10; Pv 1:7). CBASD, vol. 4, p. 234.
7 Os mensageiros da paz. As condições de paz que os assírios determinaram aos mensageiros de Ezequias eram tão duras (2Rs 18:14-16) que eles coraram “amargamente”. Quando os enviados hebreus se encontraram com Rabsaqué, acharam seus termos de rendição tão duros que voltaram “com suas vestes rasgadas” (2Rs 18:37). CBASD, vol. 4, p. 234.
8 As estradas estão desoladas. As estradas de Judá não estavam mais abertas aos viajantes. O exército de Senaqueribe tinha reduzido a terra a tal condição que não mais se ousava viajar pelas estradas. CBASD, vol. 4, p. 234.
9 A terra geme. Todo o país de Judá foi devastado durante a invasão assíria. O mesmo ocorreu com outros distritos da Palestina. CBASD, vol. 4, p. 235.
10 Agora, Me levantarei. A dificuldade humana é a oportunidade divina. Quando parecia não haver esperança, e que o último vestígio de resistência por parte de Judá seria logo esmagado pelo conquistador cruel, o Senhor Se levantou para libertar o restante de Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 235.
11 Concebestes palha. Este versículo enfatiza a futilidade e vaidade das pretensões assírias. Todos os esforços produziriam apenas palha. As estratégias ousadas terminariam devorando quem as tramara. CBASD, vol. 4, p. 235.
12 Como quem queima a cal. Eles seriam destruídos por completo, como se queima a cal, ou como espinhos ardem no fogo. CBASD, vol. 4, p. 235.
13 Reconhecei o Meu poder. Ao imputar o juízo sobre a Assíria, Deus ensinou a todos a futilidade da sabedoria e da força humana. Com frequência, Ele permite que uma situação atinja o ponto crítico para que, o intervir, o ser humano reconheça a autoridade e o poder divinos. CBASD, vol. 4, p. 235.
14 O fogo devorador. Deus é fogo consumidor para os ímpios (Hb 12:29). Somente os “limpos de coração […] verão a Deus” (Mt 5:8) e viverão. As perguntas feitas aqui são similares às do Salmo 15:1; e Is 24:3. Isaías responde no versículo seguinte. CBASD, vol. 4, p. 235.
15 O que anda em justiça. Sem dúvida, a justiça é essencialmente uma questão de coração e mente, mas também de se “andar na luz” (1Jo 1:7). Conceitos corretos se refletirão em palavras e atos corretos. CBASD, vol. 4, p. 235.
O ganho de opressão. A Assíria tinha se enriquecido oprimindo nações mais fracas. No entanto, muitos em Jerusalém e Judá tinham reunido suas riquezas de forma similar […]. CBASD, vol. 4, p. 235.
Com um gesto de mãos. Isto é, num gesto indicando recusa em ter lucros ilícitos. CBASD, vol. 4, p. 235.
o que tapa os ouvidos. Isto é, se recusa a participar de planos contra a vida de pessoas inocentes. CBASD, vol. 4, p. 235.
Fecha os olhos. O Senhor é “tão puro de olhos que não pode ver o mal” (Hc 1:13). Os que O servem também não toleram o mal. CBASD, vol. 4, p. 235.
16 Este habitará nas alturas. Isto é, em segurança. Cidades antigas eram construídas “nas alturas” para se proteger contra invasores. Ocupar um terreno alto é sempre vantajoso na guerra. CBASD, vol. 4, p. 235.
As fortalezas. Os que amam e servem ao Senhor desfrutam proteção e cuidado quando em dificuldades. Esta promessa será um conforto especial ao povo de Deus durante a crise dos últimos dias, quando encontrará lugares seguros fora do alcance dos que buscam destrui-lo (ver Sl 61:2, 3; 91:1, 2). Enquanto os ímpios sofrerão por falta de alimento e água (ver Ap 16:4-9; cf GC, 626, 628), os santos terão suas necessidades satisfeitas. CBASD, vol. 4, p. 235.
17 O rei. Durante as provas e tribulações dos últimos dias, o povo de Deus encontrará consolo na expectativa da vinda de Cristo. Eles O verão em glória (ver com. [CBASD] de Is 25:8, 9), e a terra da promessa que contemplaram com os olhos da fá, como se estivesse “longe” (Is 33:17), se tornará uma realidade. CBASD, vol. 4, p. 235.
18 Recordará dos terrores. Liberto dos inimigos, o povo de Deus meditará nas cenas terríveis pelas quais passou. As provas do passado parecerão um sonho. Isso aconteceu quando Jerusalém foi livrada dos exércitos de Senaqueribe, e acontecerá outra vez com os santos na segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 4, p. 235.
Onde está aquele que registrou […]? Passada a prova, os judeus perguntavam: Onde estão os escribas assírios, que fixavam o tributo a ser exigido de cada vítima? E os senhores do cerco? Todos tinham desaparecido, e tudo estava em paz. Do mesmo modo, na segunda vinda de Cristo, os fiéis se regozijarão na libertação das mãos daqueles que havia pouco buscavam matá-los. CBASD, vol. 4, p. 235, 236.
19 Povo atrevido. Os insolentes, cruéis e zombadores invasores assírios, não mais existiriam. CBASD, vol. 4, p. 236.
20 Olha para Sião. O invasores hostis se foram; todo perigo desapareceu. A cidade santa está em paz (comparar com Jl 3:16-20). CBASD, vol. 4, p. 236.
21 Rios e correntes largas. Uma descrição da fertilidade e da beleza da terra prometida restaurada. CBASD, vol. 4, p. 236.
23 Tuas enxárcias*. O inimigo é como um navio cujas enxárcias estão soltas, cujo mastro vacila e cuja vela é inútil. A vitória dos santos é a vergonha e a derrota para seus inimigos. Os “coxos”, que em geral não prestam serviço militar, tomam parte na vitória e despojam seus inimigos. CBASD, vol. 4, p. 236.
24 Estou doente. Não haverá doentes na terra renovada, nem de corpo nem de alma (ver Jr 31:34). A cura da enfermidade e o perdão dos pecados ocorrem juntos (ver Sl 103:3; Mt 9:2, 6). Cristo restaura das moléstias físicas e espirituais. CBASD, vol. 4, p. 236.
*Enxárcias: “Conjunto de cabos, manobras e polias que servem para içar, aguentar e manobrar as velas de um navio” (https://www.dicio.com.br/enxarcia/)
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368 palavras
1 Descem ao Egito. Isaías continua a repreender (ver Is 30:2-7) os líderes de Judá por buscar a ajuda do Egito contra a Assíria. A cavalaria de Judá era tão fraca que os assírios ironicamente ofereceram 2 mil cavalos a Ezequias se este pudesse arranjar-lhes cavaleiros (Is 36:8). Os líderes hebreus tentavam remediar essa debilidade apelando para o Egito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 227.
2 Todavia, este é sábio. […] Isaías lhes acorda que Deus unicamente é sábio e Ele cumpre Suas ameaças contra os que desprezam Sua palavra. CBASD, vol. 4, p. 227.
3 Os egípcios são homens. A despeito de toda sabedoria da qual se orgulhavam e dos recursos materiais, os egípcios eram seres humanos. Isaías ressalta que a força de uma nação não está nas suas vantagens materiais, mas no vigor moral e espiritual de seus líderes e de seu povo. CBASD, vol. 4, p. 227.
5 E, passando (ARC). Do heb. pasach, a mesma palavra usada em Êxodo 12:13, 23 e 27, quando o Senhor “passou” sobre Seu povo sem ferir os primogênitos; daí, o nome “Páscoa”. Talvez, ao usar a palavra pasach, o objetivo de Isaías fosse relembrar o grande livramento concedido aos antepassados. CBASD, vol. 4, p. 228.
6 Convertei-vos. Um dos maiores objetivos de Isaías era levar o povo de Judá de volta para Deus, e assim salvar a nação. A menos que eles abandonassem o erro, teriam o mesmo destino de Israel (2Rs 17:6). CBASD, vol. 4, p. 228.
7 Lançará fora os seus ídolos. Em Isaías 2:20, o povo é retratado como quem se desfaz de seus ídolos quando se é tarde demais. CBASD, vol. 4, p. 228.
8 A Assíria cairá. Não foi a mão do homem que destruiu o exército de Senaqueribe, mas a de Deus (Is 37:36). CBASD, vol. 4, p. 228.
9 Não atinará com a sua rocha. A “rocha” da força assíria se desmoronaria […]. CBASD, vol. 4, p. 228.
Seus príncipes. Isto é, os “oficiais” do exército assírio, que […] “desertariam do estandarte”, ao perceberem que Deus defendia Sião. CBASD, vol. 4, p. 228.
Cujo fogo está em Sião. O Senhor é retratado como “fogo devorador” (Is 33:14; Hb 12:9). Os assírios seriam “devorados” quando atacassem Jerusalém. O “fogo” simbólico do tempo de Isaías se torna em fogo literal na hora do ataque à nova Jerusalém, no final dos mil anos (Ap 20:9; cf. Zc 13:2, 3). CBASD, vol. 4, p. 228.
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1744 palavras (destaques em azul)
1 Ai dos filhos rebeldes. Isaías ainda tem em mente a invasão de Senaqueribe, quando Rabsaqué zombou de Ezequias por confiar no Egito (2Rs 18:19, 21; Is 36:4, 6). Este capítulo mostra que um grupo considerável de Judá era a favor da aliança com o Egito. Em vez de voltarem para Deus e confiarem nEle, esses covardes se rebelaram contra Deus e buscaram o auxílio dos pagãos. CBASD, vol. 4, p. 222.
2 À sombra do Egito. Uma terra de sol quase constante e pouca sombra. Nessa época, o Egito era fraco e incapaz de prestar ajuda efetiva contra a Assíria. Poucos anos depois disso, o Egito foi invadido pelos exércitos de Estar-Hadom e Assurbanípal (ver vol. 2 [CBASD], p. 27). O grupo de Judá que era favorável do Egito e que lhe pediu conselho a Deus porque sabia que estava agindo contrariamente à Sua vontade. Ao entrar na terra prometida, Israel foi proibido de fazer aliança com osso povos vizinhos (Êx 23:32, 33; Dt 7:2; Jz 2:2). Quando Josué fez aliança com os gibeonitas, ele o fez sem pedir o conselho de Deus (Jz 9:14). CBASD, vol. 4, p. 222, 223.
3 Em vergonha. O Egito era uma nação fraca nessa época (ver com. do v. 2). Senaqueribe zombou dos judeus por terem procurado uma nação que não podia ajudá-los, e declarou que a “cana esmagada”do Egito furaria as mãos de qualquer um que se apoiasse nela (Is 36:6; 2Rs 18:21). CBASD, vol. 4, p. 223.
4 Estão em Zoã. Uma cidade construída no braço que passava por Tânis do Nilo, identificada com a atual vila de Tsân el-Agar, na parte ocidental do delta, CBASD, vol. 4, p. 223.
Hanes. É a Heracleópolis no banco ocidental do Nilo, cerca de 90 km ao sul pelo oeste de Mênfis. CBASD, vol. 4, p. 223.
5 Todos se envergonharão de um povo Isto é, “por causa de um povo”. A aliança com o Egito só produziu vergonha. Suas promessas de ajuda se provaram inúteis, pois isso provocou a ira da Assíria sobre Judá. Foi a aliança de Oseias com o Egito e sua recusa de pagar tributo à Assíria que, em alguns anos antes, moera Salmaneser contra Samaria (2Rs 17:4-6).
6 Nesta mensagem solene, o profeta retrata vividamente a viagem vergonhosa dos emissários, com jumentos e camelos carregados de presentes, no caminho pelo Neguebe e pelo deserto do Egito para buscar ajuda de uma nação da qual Deus os havia libertado. A terra pela qual passaram era desolada, habitada por animais selvagens, víboras e serpentes venenosas. CBASD, vol. 4, p. 223.
7 Gabarola que nada faz. O Egito prometeria ajuda, mas, na verdade, não faria coisa alguma quando seu auxílio fosse necessário. CBASD, vol. 4, p. 223.
8 Escreve-o num livro […] para sempre, perpetuamente. A verdade que Isaías estava prestes a declarar não era importante só para aquele momento. Nela havia uma lição para gerações futuras (ver 1Co 10:11). […] Aqueles que abandonaram o Senhor e buscaram a ajuda do Egito estavam na verdade se voltando para Satanás, ao fazerem isso, buscavam em vão por socorro, pois Satanás era um inimigo derrotado, que não podia sequer salvar a si mesmo. A mensagem a ser escrita num livro é dada imediatamente. CBASD, vol. 4, p. 223.
9 Povo rebelde. Israel tinha seguido Satanás em sua rebelião e guerra contra Deus. Como seus pais, antes deles (Jo 8:44), tinham se refugiado na mentira (ver com. [CBASD] de Is 28:15). CBASD, vol. 4, p. 223.
10 Profetizai-nos ilusões. Quando foi expulso do Céu, o único objetivo de Satanás era enganar o mundo (Ap 12:9). Ao praticar o engano, o povo de Judá estava seguindo o diabo. Ele escolheram ignorar os profetas de Deus, cujas mensagens eram sempre mal recebido as. Tanto se desviaram da verdade que estavam satisfeitos com o erro, e desejavam mensagens que os fizessem se sentir confortáveis em seus erros. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 223.
11 Apartai-vos. Eles sabiam que Isaías era um profeta verdadeiro, ma não queria nada com ele nem com Dos. A simples ideia de santidade os enchia de ressentimento e de ódio. CBASD, vol. 4, p. 223.
12 Pelo que. O povo, isto é, a maioria deles, não ouviria, ma as palavras de Isaías testemunhariam contra eles no dia do juízo. CBASD, vol. 4, p. 224.
Na opressão e na perversidade. Esses ímpios oprimiam o fraco e então se vangloriavam do que faziam. A justiça e a disposição de ouvir a razão caracterizam os verdadeiros filhos de Deus. Com sua recusa arrogante de ouvir as palavras de Isaías, esses ouvintes réprobos deram prova da justiça da sentença pronunciada sobre eles. CBASD, vol. 4, p. 224.
13 Prestes a cair. Uma barriga num muro alto mostra que ele está prestes a cair. CBASD, vol. 4, p. 224.
14 O vaso do oleiro. Uma vez quebrado em pedaços, um vaso de barro jamais pode ser emendado para uso. Assim seria com os homens ímpios de Jerusalém. Total destruição os aguardava. CBASD, vol. 4, p. 224.
Sen nada lhes poupar. Ou seja, Ele não terá compaixão. CBASD, vol. 4, p. 224.
15 Em vos converterdes e em sossegardes. A única esperança de Judá era abandonar o caminho do mal e se voltar para Deus. Ao fazer isso, encontraria confiança, descanso e paz. Ao buscar a força humana, encontrara apenas destruição, problemas e derrota. Mas a confiança em Deus traria paz, tranquilidade e força. CBASD, vol. 4, p. 224.
16 Sobre cavalos. A Assíria tinha introduzido a cavalaria, e os judeus confiavam nesses animais a fim de resisti-la. Isaías declara que os cavalos seriam úteis apenas para facilitar a retirada. Na antiguidade, usava-se o cavalo quase que exclusivamente para a guerra. CBASD, vol. 4, p. 224.
17 Pela ameaça de apenas um. Deus tinha prometido que, se fossem fiéis, cinco deles perseguiriam cem, e cem perseguiriam dez mil (Lv 26:8). Porém, por causa da perversidade de Jacó, a bênção prometida se inverteria. Durante a época de Isaías, Piakhi, do Egito (ver vol. 2, p. 36, 62 [CBASD], se jactou de que com a ajuda de seu deus, Amor “muitos darão as costas a alguns poucos, e um derrotará mil”. Contudo, em tom de zombaria, Isaías proclamou que quem fugiria seriam as forças do Egito, nas quais os réprobos judeus estavam depositando sua confiança. CBASD, vol. 4, p. 224.
19 Habitará em Sião. Estas palavras consoladoras dirigidas aos habitantes de Jerusalém foram muito apropriadas para o período de ansiedade e angústia que e seguiu à queda de Samaria e ao cativeiro de Israel. Assegura-se aos habitantes de Sião que não sofreriam o mesmo destino de seus vizinhos do norte. Deus ouviria seu clamor e os salvaria, bem como à cidade (ver Is 37:21-36). CBASD, vol. 4, p. 224.
20 Pão de angústia. Esta predição se cumpriu durante a invasão de Senaqueribe a Judá, quando somente Jerusalém permaneceu. CBASD, vol. 4, p. 224.
Não se esconderão mais. Os juízos prestes a cair sobre o país faria parecer que Deus o tinha abandonado (ver Sl13:1; 83:1; etc.). Finalmente, os mestres fiéis de Judá, Isaías e seus companheiros, seriam reconhecidos, e sua fé, recompensada. Eles e suas mensagens seriam vindicados quando Deus livrasse Jerusalém. CBASD, vol. 4, p. 224.
21 Ouvirão. Deus lhes daria a direção do Espírito Santo para guiá-los no caminho reto e corrigi-los quando estivessem para se desviar. Todos que desejam podem ouvir o “cicio tranquilo e suave”. CBASD, vol. 4, p. 224, 225.
22 Imagens esculpidas. Com temor a Deus, Ezequias e os fiéis de Judá destruiriam as imagens esculpidas e todos os monumentos de idolatria (ver 2Cr 31:1). Esses objetos de adoração seriam descartados como completamente inúteis. Assim como os perversos habitantes de Jerusalém não queriam nada com o Santo de Israel (Is 30:11), tampouco o remanescente fiel desejaria ter alguma relação com a idolatria. CBASD, vol. 4, p. 225.
24 Forragem com sal. Literalmente, “forragem miss”ou “forragem úmida”, isto é, “mistura”, supostamente um tipo superior de alimento para o gado. Os bois e jumentos que lavravam a terra teriam o melhor alimento. […] A ideia era de que haveria abundância. CBASD, vol. 4, p. 225.
Forquilha. Instrumento para separar a palha do trigo (ver com. [CBASD] de Mt 3:12). CBASD, vol. 4, p. 225.
25 Correntes de águas. Isaías contempla ribeiros nas montanhas e montes, normalmente secos e sem vegetação. Mesmo os lugares mais improváveis produziriam colheita abundante. O profeta previu uma época áurea na qual a terra seria restaurada à sua beleza e fertilidade originais. CBASD, vol. 4, p. 225.
No dia. Isto é, o dia em que Deus subjugaria todos Seus inimigos […]. CBASD, vol. 4, p. 225.
Caírem as torres. As torres fortificadas que guardam os muros das cidades inimigas cairiam […]. CBASD, vol. 4, p. 225.
27 Nome do Senhor. Deus Se levanta para defender a causa de Seu povo sitiado […] É Cristo quem leva o nome de Deus (Êx 23:21). CBASD, vol. 4, p. 225.
Cheios de indignação. O tempo da indignação divina será o das sete últimas pragas (Ap 15:1, 7; 16:1). Quando vier novamente, Cristo matará os ímpios com “o sopro dos Seus lábios (Is 11:4), com chamas de fogo (Sl 50:3; 97:3; 2Pe 3:10). CBASD, vol. 4, p. 225.
28 Torrente que transborda. A ira de Cristo é retratada como torrente que inunda, que a tudo arrasta (ver Is 8:8). CBASD, vol. 4, p. 225.
Para peneirar as nações. O trigo deve ser separado da palha (ver com. de Mt 3:12; 13:38-40).CBASD, vol. 4, p. 225.
Um freio. A figura muda, e as nações são retratadas como controladas por um poder que as impele à destruição contra a própria vontade. CBASD, vol. 4, p. 225, 226.
29 Festa santa. É provável que seja a Festa dos Tabernáculos, no outono, quando se colhiam os frutos (Lv 23:34, 39-43; Ne 8:14-18). CBASD, vol. 4, p. 226.
30 Sua voz majestosa. Numa linguagem bastante simbólica, Isaías descreve a derrota dos exércitos assírios (ver v. 31). Usa-se linguagem similar em outras passagens para descrever eventos da segunda vinda de Cristo (Ap 16:18-21; 19:15). CBASD, vol. 4, p. 226.
31 Assíria. No tempo de Isaías, a Assíria era o maior inimigo de Judá. Esta previsão aponta para a destruição do exército de Senaqueribe (ver Is 37:36). CBASD, vol. 4, p. 226.
32 Cada pancada. […] cada pancada do juízo divino sobre a Assíria seria recebida com cânticos de vitória e regozijo por parte do povo de Deus. CBASD, vol. 4, p. 226.
33 A fogueira. Referência a um local de queima no vale de Hinom, no sul de Jerusalém (ver Jr 7:21-32). Bíblia de Estudo Andrews.
Mais uma vez menciona-se a destruição do exército de Senaqueribe em linguagem simbólica (ver com. do v. 30). Este nome foi dado ao vale de Hinom, ao sul de Jerusalém, onde seres humanos, em especial crianças, eram sacrificados a Moloque (ver com. [CBASD] de 2Rs 16:3; 23:10; Jr 7:31; cf. Jr 19:6, 11-13 [especialmente nos dias de Manassés – filho de Ezequias-, que se julga ter assassinado Isaías em instrumento de tortura, de acordo com a tradição judaica]). Esse lugar se tornou símbolo do fogo dos últimos dias. A transliteração grega do termo heb. ge Hinnom (vale de Hinom), Genna, é sempre reduzida como “inferno”, no NT (ver com. de 5:22). Neste caso, a “fogueira” é o lugar onde os inimigos do Senhor serão consumidos pelo fogo (ver Is 33:14; Hb 12:29; Ap 20:9). CBASD, vol. 4, p. 226.
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1245 palavras (com destaques em azul)
1 Lareira de Deus. Ou “Ariel”([versão] ARC). Um nome simbólico que se aplica a Jerusalém ou a uma parte dela. Não se conhece a etimologia e o significado desta palavra, e pode ter sido cunhada por Isaías. […] Há a possibilidade de o nome significar “altar de Deus” (ver Ez 43:15, 16, em que a palavra é traduzida como “altar”, na ACF) […] Este e os capítulos seguintes parecem se referir à invasão de Senaqueribe a Judá e ao inútil cerco de Jerusalém. Antes da invasão assíria, Deus deu claras advertências dos terrores que sobreviveriam. Os judeus foram repreendidos pela hipocrisia, teimoso e fracasso em não entender a importância dos eventos anunciados. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 218.
Acrescentai ano a ano. O povo continuava com seu afazeres sem se preocupar com o futuro, como se um ano fosse seguir ao outro sem mudança de rotina de vida prazerosa. Celebravam as festas anuais e continuavam adorando no templo, contudo se envolviam em crime que ameaçavam destruir a nação (ver Is 1:4, 10-13, 21-23). CBASD, vol. 4, p. 218.
2 Porei a Lareira de Deus em aperto. O Senhor pronunciou juízo contra Jerusalém, e a cidade será para Ele como “lareira”- talvez como um “altar” (ver com. [CBASD] do v. 1) sobre o qual seus habitantes seriam o sacrifício. CBASD, vol. 4, p. 218.
3 Acamparei em redor de ti. Jerusalém é retratada como sitiada. Cenas como as descritas nesta passagem aparecem com frequência nas esculturas assírias […] Levantavam-se rampas contra os muros da cidade, e se traziam máquinas de guerra para derrubar as defesas (ver Jr 33:4; Ez 4:2). Essa é uma boa descrição do método usado por Senaqueribe para tomar Jerusalém (ver 2Rs 19:32). CBASD, vol. 4, p. 218.
5 Inimigos. Isto é, os exércitos que cercavam a cidade. CBASD, vol. 4, p. 218.
Num instante. Sobre o inesperado livramento de Jerusalém, ver Is 37:36. CBASD, vol. 4, p. 218.
6 Vem o castigo. Jerusalém será “visitada” (ARC) com castigos divinos. […] Aqui, as palavras podem ser uma representação figurada dos terrores da guerra, ou uma descrição literal de alguma terrível convulsão da natureza que açoitou os exércitos assírios (ver com. [CBASD] de 2Rs 19:35).
7 Como sonho. Um sonho vem e vai rapidamente. As forças assírias desapareceriam como um sonho do qual se acorda (Sl 73:19, 20). CBASD, vol. 4, p. 218.
9 Isaías convida o povo de Jerusalém a fazer uma pausa nas suas atividades para considerar a real natureza de sua situação. CBASD, vol. 4, p. 219.
Cegai-vos. Literalmente, “contemplai [com ansiedade] ao redor e olhai”. CBASD, vol. 4, p. 219.
Bêbados estão, mas não de vinho. Isaías desvia o olhar dos exércitos assírios e se dirige mais uma vez para o povo de Jerusalém. Ele lhes havia transmitido uma mensagem que podia tê-los feito tremer, mas estavam como em um estupor, incapazes de perceber a importância solene da advertência. Haviam perdido a sensibilidade e a razão, não por causa da embriaguez, mas porque estavam tão ocupados com as questões terrenas que não podiam compreender a mensagem celestial […]. CBASD, vol. 4, p. 219.
10 Fechou os vossos olhos. Ver com. [CBASD] de Is 6:9, 10. O povo de Judá andava tateando como cegos, como se em letargia (ver com. do v. 9). Os olhos do entendimento estavam fechados. Os líderes, cuja responsabilidade era guiar os assuntos da nação, tinham perdido todo senso de direção. Os videntes, que profetizavam por dinheiro, estavam completamente cegos. Deus tinha lhes enviado mensagem após mensagem, mas a cada rejeição da luz se tornavam mais cegos, e a percepção da verdade ficou embotada. Nesse sentido é que o Senhor “fechou” os olhos deles (ver com. [CBASD] de Êx 4:21). CBASD, vol. 4, p. 219.
11 Toda visão. Isto é, tudo o que Isaías tinha falado a eles. CBASD, vol. 4, p. 219.
Um livro selado. Era comum que documentos fossem enrolados e selados […]. As mensagens solenes de Isaías não tinham mais valor para o povo de Jerusalém do que se o profeta as tivesse escrito e selado, a fim de que não pudessem ser lidas. Descrença e desobediência tinha impedido de forma tão eficaz que a luz celestial chegasse até eles, que era como se nunca tivesse sido revelada. Para os que se recusam a estudar a Bíblia e a crer em suas solenes advertências, ela é como um livro selado. Os profetas deram ao mundo mensagens inspiradas de luz e esperança, mas hoje, como outrora, o mundo caminha na escuridão porque se recusa a enxergar (ver com. [CBASD] de Os 4:6). CBASD, vol. 4, p. 219.
12 Ao que não sabe ler. Isto é, que professa não compreender os caminhos de Deus, como os videntes do v. 10. Uma pessoa pode ser sábia nas coisas deste mundo, mas analfabeta para as coisas de Deus. Ao mesmo tempo, alguém pode ser um mero novato nos conhecimentos mundanos e, contudo, sábio nas coisas de Deus. Preconceito e descrença fecham os olhos do entendimento espiritual para o que Deus tem revelado com vistas ao esclarecimento e bênção do mundo. CBASD, vol. 4, p. 219.
13 Com seus lábios. O povo de Jerusalém professava religiosidade, mas no coração sequer conhecia a Deus. Assim também era nos dias de Cristo […]; o povo era hipócrita (ver com. [cbasd] de Mt 6:2). A adoração consistia de um ritual desprovido de verdadeira comunhão com o Céu (ver 2Tm 3:5). Imaginavam que o desempenho exterior cumpria os requerimentos divinos e que mereciam o favor divino (ver com. [CBASD] de Mq 6:6-8). CBASD, vol. 4, p. 219.
14 A sabedoria dos seus lábios. Quando o ser humano não leva Deus em consideração, sua sabedoria se torna tolice. Por não amar a luz, é deixado na escuridão (ver 2Ts 2:12; cf. Os 4:6). Essa foi a experiência dos líderes judeus. Escureceram o conselho com “palavras sem conhecimento” (Jó 38:2), e a luz da nação foi condenada a se transformar em trevas. CBASD, vol. 4, p. 219.
15 Quem nos vê? Buscavam esconder a hipocrisia, as motivações e ações, na esperança de que nem o homem nem Deus detectassem seu verdadeiro caráter. CBASD, vol. 4, p. 220.
16 Que perversidade a vossa! Tentavam fazer com que o oleiro seguisse as ordens do barro. Achavam que sua sabedoria era mais do que a do Criador. Esses líderes espirituais eram ateus que, na prática, se mascaravam sob o disfarce da religião. CBASD, vol. 4, p. 220.
17 Dentro em pouco. Isaías não era só profeta de castigos, mas também de esperança. Ele era um verdadeiro otimista; não via apenas a escuridão do presente, mas também, a luz gloriosa do futuro (ver com [CBASD] de Is 9:2). CBASD, vol. 4, p. 220.
18 Os cegos […] as verão. Isaías previu um tempo quando as condições dos v. 10 a 12 seriam revertidas […]. CBASD, vol. 4, p. 220.
22 Já não será envergonhado. Abraão e Jacó aqui representam o verdadeiro povo de Deus. Assim como o Senhor tinha libertado os pais da nação, também libertaria seus descendentes dos inimigos. CBASD, vol. 4, p. 220.
23 Temerão o Deus de Israel. Revela-se a vitória final da justiça. O “tirano” (v. 20) foi reduzido a nada, Israel não seria mais envergonhado (v. 22), e seus filhos, perdido por muito tempo, seriam reconduzidos ao redil. Quando os fiéis d toda a Terra forem levados ao redil, se juntarão a Jacó em adoração e servirão ao Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.
24 Os murmuradores. No tempo de Isaías, como no deserto (Êx 17:2, 7; Nm 14:22; 20:3; Dt 1:27; 6:16; Sl 95:10, 11; 106:25). Isaías proclama que existe esperança até mesmo no coração mais duro e rebelde. CBASD, vol. 4, p. 220.
Hão de aceitar instrução. Muitos que erraram (ver Is 28:7; 29:10-13), escaparão das trevas (Is 29:18) e aprenderão com s experiências pelas quais passaram. Embora a grande maioria do povo não aproveitasse as mensagens de conselho e advertência repetidamente enviadas por meio do mensageiro de Deus, haveria um pequeno “remanescente” (ver Is 1:9, ARC; 11:11, 16; etc.) cujo coração reagiria e se voltaria para o Senhor. CBASD, vol. 4, p. 220.
Compilação e digitação: Jeferson Quimelli
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2081 palavras (comentários mais significativos destacados em azul).
1 Bêbados de Efraim. Este capítulo é a única mensagem de Isaías de reprovação dirigida especificamente ao reino do norte (embora se mencione também Jerusalém no v. 14). Portanto, deve ter sido transmitida antes da conquista de Samaria pelos assírios em 723/722 a.C. Samaria, a “soberba coroa”de uma nação de bêbados, foi repreendida mais de uma vez pela embriaguez (Am 4:1, 2; 6:1, 6). Com frequência, os profetas advertiram sobre esse vício (Is 5:11, 12; 28:7, 8). Porém, como deixa claro o contexto, Isaías se refere em primeiro lugar aos líderes do reino do norte, que estavam bêbados tanto literal como figuradamente eram incapazes de guiar a nação em harmonia com a vontade de Deus. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4, p. 212.
Da flor caduca. Desde a morte de Jeroboão II, em 753 [a.C.], até a queda do reino, 30 anos depois, todos puderam ver como diminuía a força e a glória de Israel. CBASD, vol. 4, p. 212.
Fertilíssimo vale. Samaria ficava num vale bonito e fértil. CBASD, vol. 4, p. 212.
2 Homem valente. Isto é, Assíria, o “cetro” da ira divina (ver com. [CBASD] de Is 7:17-20; 10:5). CBASD, vol. 4, p. 212.
4 Figo prematuro. Ver com. [CBASD] de Mc 11:13. A plantação regular era colhida no mês de agosto. Os primeiros figos, que amadureciam em junho, eram considerados uma iguaria especial (ver Os 9:10; Mq 7:1). Eram colhidos com rapidez e logo devorados. Assim seria com Samaria. CBASD, vol. 4, p. 212.
5 Os restantes. Quando Israel caiu, os de Judá permaneceram relativamente fiéis ao Senhor, e pra eles o Senhor era uma coroa de glória (ver Os 1:6, 7; 4:15-17; 11:12). CBASD, vol. 4, p. 212.
6 O espírito de justiça. Deus deu ao bom rei Ezequias espírito de sabedoria e bom juízo que, em tempos de crise, o capacitariam a tomar sábias decisões. Isso salvou a nação da destruição que veio a Israel no norte. Deus promete espírito de discernimento aos líderes em todo tempo. CBASD, vol. 4, p. 212.
Contra as portas. Ou, “às portas”. Os assírios tinham avançado aos portões de Jerusalém, e sua queda parecia inevitável, mas o Senhor fez as hostes assírias retrocederem e Judá foi salvo (ver Is 37:23-37). CBASD, vol. 4, p. 212.
7 Também estes cambaleiam. O povo de Judá, em particular seus líderes, também tinham se tornado escravos do vinho. Mesmo os sacerdotes e profetas, que deveriam dar exemplo, se desviaram. Na embriaguez, eles cambaleavam e perambulavam fora do caminho. Os falsos profetas estavam embriagados enquanto apresentavam suas mensagens, e os sacerdotes tropeçavam em seu serviço sagrado. Ao se entregarem ao vinho e à bebida forte, eles já não podiam fazer “diferença entre o sagrado e o profano e o imundo e o limpo” (Lv 10:9, 10). CBASD, vol. 4, p. 212.
Tropeçam no juízo. Literalmente, “confusos”. Eles não podiam pensar com clareza e lógica. CBASD, vol. 4, p. 212.
8 Não há lugar sem imundícia. Retratam-se as piores características da embriaguez (ver v. 8). Os sacerdotes e o povo estavam contaminados, literal e espiritualmente. CBASD, vol. 4, p. 212.
9 A quem, pois, se ensinaria […]? Os sacerdotes e profetas, cujo ofício era ensinar o povo, tinham se desviado e, portanto, não podiam exercer suas responsabilidades (ver com. [CBASD] de Mt 23:16). A mente deles estava tão obscurecida que Deus não podia ler ensinar. Portanto, era necessário que fossem postos de lado e que novos líderes fossem escolhidos: homens que fossem humildes e dispostos, zelosos e espirituais. Os antigos líderes cuja mente estava empalidecida deviam ser substituídos por homens a quem Deus pudesse transmitir Suas mensagens de verdade e sabedoria. Embora os sacerdotes mais experientes pudessem considerá-los como bebês, eram humildes, submissos e capazes de aprender os caminhos de Deus. CBASD, vol. 4, p. 213.
10 Preceito sobre preceito. A verdade deve ser apresentada de forma clara e lógica, um ponto conduzindo naturalmente ao outro. Só assim os seres humanos podem conhecer a fundo a verdade. A instrução deve ser dada como se fosse para crianças, repetindo o mesmo ponto vez após vez, e indo de um ponto a outro por meio de etapas fáceis e suaves, de modo que as pessoas cuja mente foi obscurecida pelo pecado sejam capazes de a acompanhar. Tal instrução pode parecer simples, mas é eficaz. CBASD, vol. 4, p. 213.
11 Língua estranha. Isto é, “uma língua estrangeira”. Deus tinha falado ao povo na língua deles por meio de Seus mensageiros, os profetas, mas eles não ouviram. Então, falaria com eles por outros meios, primeiramente os assírios e, mais tarde, os babilônios, os persas e os romanos. Paulo aplica esta passagem a homens cujo falar era incompreensível aos ouvintes (1Co 14:21). CBASD, vol. 4, p. 213.
13 Caiam para trás. Deus falou a Seu povo com clareza e simplicidade, e ele [o povo] não tinha desculpas. Assim, os conselhos, que tinham o propósito de trazer bênçãos, se colocavam como testemunhas contra eles. A “principal pedra, angular” da verdade tinha se tornado para eles “pedra de tropeço e rocha de ofensa”(1Pe 2:6-8; cf. Is 28:16). O que lhes foi dado como auxílio se tornou motivo para queda (ver com. [CBASD] de Rm 7:10). CBASD, vol. 4, p. 213.
14 Homens escarnecedores. Isaías estava se dirigindo aos mesmos homens que, em sua sabedoria mundana, tinham zombado de seus ensinamentos e persistiram em defender uma política que resultaria na ruína nacional. CBASD, vol. 4, p. 213.
15 Dizeis. Os escarnecedores do v. 14 falam, e essa é sua resposta sarcástica à mensagem solene de advertência registrada nos v. 1 a 13. CBASD, vol. 4, p. 213.
Aliança com a morte. A morte, diziam eles, tinha concordado em deixá-los viver a despeito dos decretos do Céu. Declarara que certamente não morreriam por seus erro (ver com. [CBASD] de Gn 3:4). CBASD, vol. 4, p. 213.
Além. Do heb. she’ol, o reino figurado dos mortos (ver com. [CBASD] de Pv 15:11). She’ol é apresentado como uma nação estrangeira com a qual os “escarnecedores” fizeram a aliança. O rei dessa nação é a “morte”. Esses líderes do povo de Deus eram tão vis e réprobos que escarneciam abertamente da verdade e da justiça. O ímpio rei Acaz, pai de Ezequias, fez uma aliança com a Assíria e aceitou os deuses e os cultos assírios; de fato, substituiu o altar do Senhor em Jerusalém por um altar pagão (2Rs 16:7-18). Eles esperavam escapar dos açoites servindo aos diabo. CBASD, vol. 4, p. 213, 214.
16 Pedra preciosa, angular. O Messias (ver Mt 21:42; At 4:10, 11; Rm 9:33; Ef 2:20; 1Pe 2:6-8). Eis a Pedra já provada sobre a qual a igreja podia estar em segurança. Por mais poderosa que fosse a tempestade a açoitar a estrutura erguida, este fundamento jamais cederia (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Era comum o uso de antigas pedras angulares (ver com. de Mt 21:42; sobre Cristo como a Rocha sobre a qual se construiu a igreja, ver com. [CBASD] de Mt 16:18). CBASD, vol. 4, p. 214.
17 Farei do juízo a régua. Literalmente, “porei a justiça como uma linha de medir”. A injustiça prevalecia, mas o Messias (ver com. [CBASD] do v. 16) restauraria nos seres humanos o conhecimento do que constitui a conduta correta para com Deus e para com o próximo (ver com. [CBASD] de Mt 5:19-22), enaltecendo e honrando a lei (Is 42:21). Isaías continua a figura do v. 16, extraída da construção de um edifício. A igreja de Deus teria a Cristo como “pedra angular”, e se lhe exigiria alcançar as normas divinas de retidão e justiça (ver com. [CBASD] de Mq 6:8; cf. 1Pe 2:5-10). CBASD, vol. 4, p. 214.
Prumo. Um prumo é usado para determinar se muros, janelas e portas estão em harmonia com o fundamento, para que a construção seja estável e simétrica. CBASD, vol. 4, p. 214.
Saraiva varrerá. Somente uma estrutura construída sobre Cristo e Seus padrões de justiça, retidão e verdade pode permanecer segura (ver com. [CBASD] de Mt 7:24-27). Aquele que constroem sobre um fundamento falso verão que sua estrutura não pode suportar a prova do tempo (comparar com Ap 16:21). CBASD, vol. 4, p. 214.
19 Todas as vezes que passar. Os escarnecedores (v. 14) pensavam que tal enchente jamais viria e que sua estrutura de mentiras permaneceria (ver M7 7:26, 27; cf. Pe 3:3-7). Quando o ser humano cair em si, seu despertar será triste, pois sua casa de mentiras estará se desmoronando ao seu redor (ver GC. 562). CBASD, vol. 4, p. 214.
20 A cama será tão curta. A “cama” representa a política seguida pelos líderes de Judá. Essa política, diziam, traria paz e descanso à nação. Mas Isaías adverte que seria insuficiente para satisfazer suas necessidades. […] Suas estratégias eram insuficientes para atender as demandas da situação em que o povo se encontrava. Os recursos nos quais confiavam não os salvariam. Os esquemas supostamente inteligentes, contudo maus, aos quais os seres humanos com frequência recorrem, certamente trarão nada além de decepção e vergonha. O único refúgio seguro em tempos de dificuldades é confiar no Senhor e fazer o que é reto (ver Sl 37:3). CBASD, vol. 4, p. 214, 215.
21 Como no monte Perazim. Quando Davi foi ungido rei, os filisteus ficaram contra ele, mas foram mortos em Perazim e Gibeão (1Cr 14:8-16). Assim como o Senhor Se manifestou ao derrotar os inimigos de Davi, também Ele subjugará os inimigos de Sião nos últimos dias. CBASD, vol. 4, p. 215.
Sua obra estranha. Deus é, por natureza, misericordioso, clemente e longânime (Êx 34:6, 7; Ez 18:23, 32; 33:11; 2Pe 3:9). É estranho a Ele causar dor e sofrimento, punição e morte às Suas criaturas. Mas, ao mesmo tempo, Ele “não inocenta o culpado” (Êx 34:7). Às vezes, a justiça divina parece demorar tanto que os seres humanos concluem que jamais virá (Ec 8:11; Sf 1:12; Ml 2:17; 3:14) e que podem continuar impunes nos seus caminhos maus. Todos que presumem tirar vantagem da longanimidade e misericórdia divinas são advertidos de que o juízo é certo (ver Ez 12:21-28; ver com. [CBASD] de Is 28:14, 22, 23). Quando Cristo vier como guerreiro para subjugar os inimigos (Ap 19:11-21), as pessoas O verão atuando num papel que parece bem diferente de tudo o que já viram. O cordeiro de Deus estão aparecerá como “o Leão da tribo de Judá” (Ap 5:5). CBASD, vol. 4, p. 215.
22 Grilhões não se façam mais fortes. A resistência apenas acrescentaria a culpa e aumentaria a punição (ver Jr 28:10, 13). CBASD, vol. 4, p. 215.
23 Inclinai os ouvidos. Nos v. 23 a 29, Isaías apresenta uma lição tirada do trabalho de um agricultor – lavrar, semear e trilhar – mas deixa a interpretação da parábola para o leitor. Assim como existe uma época apropriada para cada um desses processos agrícolas, também o agricultor celestial, no devido tempo, fará o que deve ser feito (ver Is 5:1-1-7; Tg 5:70). Os escarnecedores (Is 28:14, 21, 22) não deveriam se enganar e pensar que o tempo da colheita pode ser adiado indefinidamente. Deus lida com o ser humano segundo suas necessidades individuais, seja com punição ou misericórdia, mas sempre segundo o que é melhor para cada um (ver DTN, 224; MDC, 150). CBASD, vol. 4, p. 215.
24 Lavra todo dia. Nenhum lavrador experiente passará todo o tempo lavrando ou semeando, apesar da importância desses processos. Mas é essencial que cada atividade seja realizada no tempo certo. Nenhum dos processos continua para sempre; assim é com o Agricultor celestial. CBASD, vol. 4, p. 215.
25 Nivelado a superfície. Cada semente é plantada de forma específica no lugar preparado para ela. Um tipo de semente é espalhado, outro semeado em fileiras, e ainda outro enterrado em sua cova. Deus adapta Seu modo de lidar com o ser humano de acordo com o que é melhor para cada um. CBASD, vol. 4, p. 215.
Endro. […] erva […] identificada como Nigella sativa, ou cominho preto. CBASD, vol. 4, p. 215.
Cominho. Como o endro, este também é usado no Oriente para auxiliar na digestão. CBASD, vol. 4, p. 216.
O trigo. Literalmente, “painço”, um cereal inferior ao trigo e usado em geral pelas classs mais pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.
Cevada. Cereal mais usado pelas classes pobres. CBASD, vol. 4, p. 216.
Espelta. Um tipo de trigo de qualidade inferior. CBASD, vol. 4, p. 216.
27 O endro não se trilha. Um fazendeiro que usasse um trilho pesado para trilhar sementes, para as quais seria suficiente uma leve batida com uma vara, seria considerado tolo. O que Isaías quer dizer é que alguns indivíduos, assim como o endro e o cominho, reagem satisfatoriamente a uma trilha mais leve. O Senhor pode lidar de forma mais gentil com eles do que com outros. CBASD, vol. 4, p. 216.
28 É esmiuçado o cereal? O objetivo do trilho não é esmagar e arruinar o grão, mas separá-lo da palha. Porém, o método leve usado para trilhar o cominho (ver com. do v. 27) seria ineficaz para trilhar grãos usados para fazer pão. CBASD, vol. 4, p. 216.
29 Maravilhoso em conselho. Os juízos divinos não se baseiam em vingança, mas em justiça e sabedoria. Quando entende os caminhos de Deus, o ser humano O considera, de fato, um maravilhoso conselheiro (Is 9:6). CBASD, vol. 4, p. 216.
Grande em sabedoria. Deus não é só onisciente, mas também onipotente; não apenas sábio, mas todo-poderoso. Ele não é apenas sábio mas todo-poderoso. Ele não é apenas “grande em sabedoria”, mas também pode fazer com que Seus planos alcancem o resultado pretendido. CBASD, vol. 4, p. 216.
Selecionados e digitados por Jeferson Quimelli