Reavivados por Sua Palavra


COMENTÁRIO APOCALIPSE 17 – Pr. Heber Toth Armí
11 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 17 – Deus é soberano sobre o caos. Embora tudo pareça ruir, Ele está guiando a história para seu clímax: A queda de Babilônia e o triunfo de Cristo.

Apocalipse 17 é uma espécie de “flashback” e explicação detalhada das últimas pragas de Apocalipse 16.

Enquanto Apocalipse 16 narra as sete pragas como eventos progressivos e devastadores sobre o mundo rebelde, Apocalipse 17 pausa a narrativa para explicar quem é Babilônia, sua identidade simbólica, seu papel no drama escatológico, e como seu fim se aproxima.

A união da mulher com a besta ecoa o princípio do casamento entre Igreja e Estado, o qual historicamente resultou em perseguições, coerção e apostasia espiritual (Apocalipse 17:1-11).

As sete cabeças da besta representam sete colinas, que são sete reis – Poderes sucessivos que se opuseram a Deus na história: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa, Grécia, Roma-pagã, Roma-papal.

O oitavo rei é a besta que já existiu, mas que volta:

• “Era”: Refere-se ao período da Roma papal medieval, quando perseguiu os fiéis.
• “Não é”: Refere-se ao período da ferida mortal, quando o papado perdeu seu poder político (1978).
• “Virá”: Aponta ao momento em que a influência papal será restaurada, como vemos no processo ecumênico moderno e na influência crescente do Vaticano.

O “oitavo rei” é da mesma natureza da besta – ou seja, o poder final que combina autoridade religiosa e política, promovendo perseguição e exigindo adoração, como em Apocalipse 13.

Os dez chifres representam os poderes do mundo num esforço global para apoiar a besta (Apocalipse 17:12-13). Esses poderes “Guerrearão contra o Cordeiro”, entretanto, “o Cordeiro os vencerá”.

Deus permite que os poderes do mundo se unam, mas também confunde e desfaz a aliança: Eles mesmos acabarão odiando a prostituta e a destruirão. Ou seja, a própria união anticristã se autodestrói (Apocalipse 17:14-18).

“A batalha do Armagedom é a última tentativa das forças do mal se estabelecerem como soberanos da terra, buscando exterminar o povo de Deus. As sete últimas pragas contribuirão para minar a coalizão formada pelos três poderes demoníacos com todos os reis da Terra (Ap 16:13-14). Eles finalmente retirarão o seu apoio, e a Babilônia espiritual cairá (16:19). Esses poderes cairão porque ‘guerrearão contra o Cordeiro, mas o Cordeiro os vencerá’ (17:14)” (Bíblia do Discípulo).

Cristo vencerá! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 17 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
11 de abril de 2025, 0:30
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3118 palavras (inclui texto bíblico e referências)

A grande meretriz e a besta

“A apostasia atinge seu clímax no período de tempo estudado [em Apoc. 17 e 18] … . Satanás conduz todas as forças do mal, tanto políticas como religiosas, contra Deus e Seu povo. O apelo final de Deus (Apoc. 18:4), que ocorre antes que termine o tempo da graça, reúne Seu povo num corpo unido. Quando se completar a queda de Babilônia, Cristo se preparará para vir à Terra. …

“…[no estudo de Apoc. 17 e 18] consideraremos mais detalhadamente as condições políticas e religiosas que existirão no tempo em que Satanás atuará por meio dos esforços conjuntos de soberanos e religiões, na tentativa de exterminar o povo de Deus. O mundo inteiro será instigado contra eles.

“Apocalipse 17 divide-se em duas partes. Primeira: a visão simbólica de João, nos versos 3 a 6. Segunda: a explicação da visão, nos versos 8 a 18. A visão trata principalmente do julgamento da mulher impura que é vista sentada numa besta. A explicação consiste de dez versículos sobre a besta e de apenas um versículo sobre a mulher.

“Conquanto a interpretação pormenorizada do capítulo tenha as suas dificuldades, o quadro total é claro. A visão é muito importante para nossa compreensão da confederação do mal que existirá no fim do tempo. O livramento final do povo de Deus resultará de sua fidelidade, a despeito das forças que se levantarão contra eles.

“Apocalipse 17 e 18 provêem informações adicionais sobre as sete últimas pragas do capítulo 16. Três dessas pragas são dirigidas especificamente contra Babilônia mística. A quinta praga incide sobre ‘o trono da besta’ (apoc. 16:12; comparar com 17:15). A sétima praga divide ‘a grande cidade’de Babilônia em três partes (Apoc. 16:19; comparar com 17:18), enquanto pedras de granizo pulverizam as cidades das nações.”- LES893, p. 136 e 137.

17:1 Veio um dos sete anjos que tinham as sete taças, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas;

Um dos sete anjos – “A identificação deste anjo com um dos anjos portadores das pragas denota que a informação que seria transmitida a João estava relacionada com as sete últimas pragas. Esta relação é confirmada pelo fato de que o anunciado assunto desse capítulo – ‘o julgamento da grande meretriz’- ocorre sob a sétima praga.” – SDABC, vol. 7, p. 849, citado em LES893, p. 137.

Vem, mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta – “A declaração de Apoc. 17:1 esclarece o secamento do Rio Eufrates que deverá ocorrer durante a sexta praga (Apoc. 16:12) …

“O juízo contra a meretriz é mencionado em Apocalipse 17:1 e 16. O juízo contra a besta é o assunto dos versos 10, 12 e 14. O principal assunto do capítulo é, portanto, o juízo de Deus contra a apostasia. É proferida a sentença contra todo procedimento que se opõe à vontade de Deus.” – LES893, p. 137.

Prostituta – “A mulher de Apocalipse 17 representa crenças deturpadas, oposição organizada e aberta às verdades e ao povo de Deus. Apocalipse 12:1 retrata a verdadeira Igreja Cristã como mulher virtuosa. Apocalipse 17 representa a depravação e deslealdade de ‘Babilônia’, no fim do tempo, pela figura de uma prostituta.”- LES893, p. 137.

“’Babilônia’, a confederação final da apostasia religiosa é retratada como mulher impura. Representa os professos seguidores de Deus que adotaram o erro e estabeleceram ilícita conexão com os poderes políticos da terra (Apoc. 17:1 e 2). – LES893, p. 153.

“Assentada sobre muitas águas”: ampla má influência – “No capítulo 17, é declarado que a mulher: ‘se acha sentada sobre muitas águas’. O verso 15 explica que as águas representam as massas humanas nas nações da Terra. O verso 2 indica que os reis colocam sua autoridade e recursos à disposição dessa mulher que o verso 3 afirma estar sentada numa ‘besta escarlate’ – Satanás e seus representantes terrestres. O quadro de seu poder mundial e da fonte do qual ele provém nos deixa perplexos, como aconteceu com o apóstolo João (verso 6).” – LES893, p. 138.

17:2 com a qual se prostituíram os reis da terra; e os que habitam sobre a terra se embriagaram com o vinho da sua prostituição.

Os que habitam sobre a terra se embriagaram – “Compare Apocalipse 14:8 com 18:3. ‘Babilônia tem estado a promover doutrinas venenosas, o vinho do erro. Esse vinho do erro é composto de doutrinas falsas.’ – Testemunhos Para Ministros, pág. 61. A faculdade humana de raciocínio e discernimento nas coisas espirituais é entorpecida. As pessoas adotam os erros dessa meretriz, não sendo mais capazes de fazer distinção entre o que é certo e o que é errado.” – LES893, p. 138.

“A igreja caída serve à nações o vinho do cálice de suas abominações adúlteras. Com elas tem embriagado os crentes, os quais não percebem os erros mencionados.” – SRA/EP, p. 121.

17:3 Então ele me levou em espírito a um deserto; e vi uma mulher montada numa besta cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfêmia, e que tinha sete cabeças e dez chifres.

Deserto – “Durante o período dos 1.260 anos (538 A.D. a 1798 A.D.) a Igreja verdadeira esteve no ‘deserto’ (Apoc. 12:6 e 14). Por meio das forças da apostasia, o diabo procurou destruir o povo de Deus.

“Toda a Terra tornar-se-á literalmente um deserto, como resultado das sete últimas pragas. O ‘deserto’ de Apocalipse 17:3 representa tempos e condições muito difíceis para o povo de Deus.” – LES893, p. 138 e 139.

Besta escarlate – “A principal diferença entre a besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 é que na primeira, a qual é identificada com o papado, não é feita nenhuma distinção entre os aspectos religiosos e políticos do poder papal, ao passo que na última os dois são distintos – a besta representa os poderes políticos, e a mulher, o poder religioso.” – SDABC, vol. 7, p. 851, citado em LES893, p. 139.

“A cor da besta é um símbolo do pecado.” – LES893, p. 139.

Sete cabeças – “’As sete cabeças são as sete colinas de Roma’ (Comentário da Bíblia de Jerusalém, Apocalipse 17:3). A besta (Roma) leva sentada sobre si uma igreja prostituída, o que dá a entender claramente que teria sua sede em Roma, a cidade dos 7 montes. Outra revelação que nos faz Deus neste capítulo de Apocalipse é que essa igreja de Roma seria católica (católica que dizer universal), pois estava sentada sobre muitas águas que significam ‘povos, multidões, nações e línguas’ (Apocalipse 17:15).” – SRA/EP, p. 120.

“Da mesma forma que o dragão com sete cabeças e dez chifres (Apoc. 12:3) dá seu poder, seu trono e grande autoridade’ (Apoc. 13:2) à besta semelhante a leopardo, de Apocalipse 13, também a besta escarlate com sete cabeças e dez chifres de Apocalipse 17:3 apóia a mulher Babilônia (versos 4-6). O império romano deu lugar ao império papal da Idade Média. As nações que sucederam ao império romano deram apoio político à igreja estabelecida. Nos primeiros séculos do cristianismo, ensinamentos não-bíblicos foram aceitos pela igreja a tal ponto que sua teologia se tornou confusa. Essa foi a base da moderna Babilônia. Desde o segundo século até a Idade Média, os erros foram penetrando na igreja cristã. Paulo fala do surgimento gradual da moderna Babilônia em II Tessalonicenses 2:3-7. (Ver O Grande Conflito, págs. 49 e 50.)“ – LES963, lição 7, p. 3.

17:4 A mulher estava vestida de púrpura e de escarlata, e adornada de ouro, pedras preciosas e pérolas; e tinha na mão um cálice de ouro, cheio das abominações, e da imundícia da prostituição;

Prostituta – “Assim como em Apocalipse 12 uma mulher pura é símbolo adequado da igreja fiel, aqui aparece uma meretriz como símbolo de uma igreja que se prostituiu; que teve uma queda doutrinária. A Bíblia de Jerusalém comenta que a prostituição é o símbolo da idolatria. Um antecedente bíblico ajuda a entender este ponto de vista, encontramo-lo em Ezequiel 16:15: ‘confiaste na tua formosura, e te entregaste à lascívia, graças à tua fama; e te ofereceste a todo o que passava para seres dele’. Outro exemplo: ‘com seus ídolos adulteraram… ainda isto me fizeram… profanaram os meus sábados’ (Ezequiel 23:37, 38).” – SRA/EP, p. 120.

Vestida de púrpura – “Alguns estudiosos da Bíblia Sagrada, ao analisar Apocalipse 17:3, 4 pensam que ali está falando do ‘purpurado’ ou cardinato (o corpo dos cardeais da igreja) ao descobrir suas vestes: ‘Achava-se a mulher vestida de púrpura e escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro cheio de abominações…’ “ – SRA/EP, p. 120.

Cálice de ouro – “O cálice é belo, mas está cheio de falsas doutrinas e enganos. A idéia é a de que ele representa o irresistível fascínio das falsidades que a mulher apresenta ao mundo. Sua habilidade para seduzir e sua impureza moral são representadas pelas vestes de púrpura e de escarlata que ela está usando. A mulher adotou as cores da realeza, mas na realidade é uma meretriz. Que contraste com a noiva do Cordeiro descrita em Apocalipse 19:7 e 8!” – LES893, p. 139.

17:5 e na sua fronte estava escrito um nome simbólico: A grande Babilônia, a mãe das prostituições e das abominações da terra.

A grande Babilônia”: Nome da mulher corrupta– “No livro do Apocalipse, ‘Babilônia, a grande’, designa, de modo especial, as religiões apostatadas unidas no fim do tempo… . Babilônia é chamada de ‘grande’ em vista do fato de que esse capítulo trata principalmente do grande esforço de Satanás para obter a adesão da raça humana por meio da religião.” – SDABC, vol. 7, p. 851 e 852, citado em LES893, p. 139.

“Apocalipse 17 não se aplica apenas ao período medieval. Babilônia tem filhas. Ela é a ‘mãe das prostituições e abominações que se cometem na Terra’ (Apoc. 17:5). As filhas da igreja medieval estabelecida são as igrejas modernas que se identificam com aspectos de seus ensinos. Perto do final dos tempos, os poderes representados pela besta e seus dez chifres irão odiar Babilônia e destruí-la. Babilônia ‘é a grande cidade que domina sobre os reis da Terra’ (verso 18).” – LES963, lição 7, p. 4.

“Os protestantes dos Estados Unidos serão os primeiros a estender as mãos através da voragem para apanhar a mão do espiritismo; estender-se-ão por sobre o abismo para dar mãos ao poder romano.” – O Grande Conflito, p. 593.

“As filas dessa ‘mãe’ representam assim as diversas corporações religiosas que constituem o protestantismo apostatado.” – SDABC, vol. 7, p. 852, citado em LES893, p. 139.

17:6 E vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue dos mártires de Jesus. Quando a vi, maravilhei-me com grande admiração.

                Sangue dos santos e mártires de Jesus – “Clamores e cânticos dos mártires. Leia Apocalipse 6:9-11 e 20:4. Os clamores das almas debaixo do altar nunca se extinguiram. Mas a recompensa dos mártires para Deus está além de nossa imaginação. Eles sentar-se-ão em tronos com Cristo.” – LES893, p. 139.

17:7 Ao que o anjo me disse: Por que te admiraste? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a leva, a qual tem sete cabeças e dez chifres.

17:8 A besta que viste era e já não é; todavia está para subir do abismo, e vai-se para a perdição; e os que habitam sobre a terra e cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo se admirarão, quando virem a besta que era e já não é, e que tornará a vir.

A besta que era e já não é – “Considere algumas idéias que têm sido apresentadas por expositores adventistas do sétimo dia “(LES893, p. 140 e 141):

“A besta que era” “e não é” “mas aparecerá”
Roma pagã Intervalo entre o fim da perseguição pagã e o começo da perseguição papal Roma papal
Período da besta e suas sete cabeças Intervalo entre o ferimento da sétima cabeça e a restauração da besta como oitava cabeça Restauração da besta ao tornar-se a oitava
Satanás através dos séculos O milênio de Apocalipse 20 Breve período de atividade de Satanás no fim do milênio, e então sua destruição

Satanás como a besta – “O símbolo de uma besta com sete cabeças e dez chifres é empregado três vezes no Apocalipse: 1) O dragão vermelho com diademas sobre as suas cabeças (capítulo 12); 2) A besta semelhante a leopardo, sem diademas (capítulo 17).

“Identificamos a besta de sete cabeças em Apoc. 13 com o papado porque os seus característicos são diretamente paralelos aos da ponta pequena em Daniel 7. No entanto, em Apoc. 17, a mulher sentada sobre a besta simboliza o papado. Portanto, em Apoc. 17, a besta de sete cabeças parece identificar outra entidade que não seja o papado.

“Em Apocalipse 17, a besta de sete cabeças é mais semelhante ao dragão de sete cabeças em Apocalipse 12. Os dois são vermelhos. Em sua aplicação primária, o dragão vermelho é identificado com Satanás (Apoc. 12:9). No sentido secundário, o dragão pode ser identificado com Roma pagã, pois foi por meio desse poder ou ‘cabeça’ que Satanás agiu para destruir a Jesus.

“Pode-se dizer que Satanás ‘era, e não é, mas aparecerá’ (Apoc. 17:8 e 11)?

“a) Ele existia, batalhando contra Deus por meio de diversas instrumentalidades simbolizadas pelas sete cabeças. Esse período pode ser considerado como o tempo em que ele ‘era’.

“b) Por ocasião da Segunda Vinda de Cristo, Satanás será lançado no ‘abismo’ por mil anos (Apoc. 20:3). Esse período de inatividade pode ser descrito pela frase ‘não é’.

“c) Satanás será solto no fim do milênio e sairá do ‘abismo’ (Apoc. 17:8) para ‘seduzir as nações que há nos quatro cantos da Terra’ (Apoc. 20:8). Neste sentido, ele ainda ‘aparecerá’.

“d) Quando Satanás conduzir os ímpios ressuscitados contra a Nova Jerusalém, ocorrerá a fase executiva do juízo final (Apoc. 20:11-15). Como resultado, o dragão vermelho irá ‘para a destruição’. Será destruído no lago de fogo, junto com a besta semelhante a leopardo e o falso profeta (Apoc. 20:10).

“Um paralelo que parece confirmar esta interpretação de que Satanás é a besta de sete cabeças de Apocalipse 17 pode ser extraído de comparações ou imitações no Apocalipse. (Ver Apoc. 1:18.) Na realidade, Jesus estava dizendo a João: 1) Eu era. (Ele viveu antes do Calvário.) 2) Eu não era. (Sua morte no Calvário.) 3) Eu estou vivo. (Sua ressurreição e vida posterior a ela.) Afigura-se que Satanás (sob o símbolo do dragão) e´, em certo sentido, retratado imitando a experiência de Cristo.” – LES893, p. 141e 142.

17:9 Aqui está a mente que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada;

17:10 são também sete reis: cinco já caíram; um existe; e o outro ainda não é vindo; e quando vier, deve permanecer pouco tempo.

As sete cabeças … são também sete reis – “Elas evidentemente representam sete importantes poderes políticos pelos quais Satanás procurou destruir o povo e a obra de Deus na Terra.” – SDABC, vol. 7, p. 854, citado em LES893, p. 142.

Ver Apêndice: “Principais conceitos sobre a identidade das sete cabeças de Apoc. 17:9 e 10”.

17:11 A besta que era e já não é, é também o oitavo rei, e é dos sete, e vai-se para a perdição.

É ela própria o oitavo – “Esta é a besta em seu estado restaurado, no período do ‘mas aparecerá’, depois de emergir do ‘abismo’ … . Alguns consideram o oitavo poder como só o papado; outros sugerem que ele representa a Satanás. Os que adotam o último ponto de vista salientam que no tempo indicado aí Satanás procura personificar a Cristo… . “ – SDABC, vol. 7, p. 856, citado em LES893, p. 143.

Um dos sete – “Literalmente: ‘procede dos sete’. A própria besta – ‘o oitavo’ – era, ao que parece, a mesma besta a que tinham sido atribuídas as sete cabeças… . A ausência no grego do artigo definido antes da palavra ‘oitavo’ denota que a própria besta era a verdadeira autoridade por trás das sete cabeças, e que ela é, portanto, mais do que meramente outra cabeça – a oitava numa série. É a sua totalidade e clímax – a própria besta.” – SDABC, vol. 7, p. 856, citado em LES893, p. 143.

17:12 Os dez chifres que viste são dez reis, os quais ainda não receberam o reino, mas receberão autoridade, como reis, por uma hora, juntamente com a besta.

Dez chifres – “Dez chifres unidos contra Deus. Uriah Smith considerava os dez chifres como os dez reinos de Daniel 7:24 – as divisões do Império Romano que se tornaram as modernas nações do Ocidente. (Ver The Prophecies of Daniel and the Revelation, pág. 712.)” – LES893, p. 143.

17:13 Estes têm um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta.

Entregarão o seu poder e autoridade à besta – “As evidências indicam que eles representam nações modernas que dão apoio político às exigências religiosas de ‘Babilônia’ (verso 13). O verso 16 denota que por fim as nações representadas pelos dez chifres voltar-se-ão contra a meretriz por reconhecerem que ela os enganou. (Ver O Grande Conflito, págs. 659-661.)” – LES893, p. 143.

17:14 Estes combaterão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, os chamados, e eleitos, e fiéis.

O Cordeiro os vencerá – “No Apocalipse, os remanescentes estão tão ligados com Seu Salvador, que o ataque a eles durante o tempo da angústia é contado como um ataque contra o próprio Cristo (Apoc. 17:14). É Ele quem enfrenta o inimigo e o derrota por nós (Apoc. 19:11-21.)” – LES963, lição 11, p. 4A.

17:15 Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas.

17:16 E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo.

A tornarão desolada e nua – “A sexta praga constitui um juízo sobre a Grande Babilônia. De algum modo ela perderá o apoio de seus súditos. Apoc. 17:16 indica que os antigos súditos de Babilônia se levantarão contra os seus líderes espirituais, a fim de destruir o sistema ao qual mostravam deferência.” – LES893, p. 132.

“Como Apoc. 17:1 e 12-17 explica o simbolismo da sexta praga (Apoc. 16:12)?

O secamento do Eufrates. Parece que as ‘sete cabeças’ da besta representam sete poderes sucessivos pelos quais Satanás atuou e continua atuando para frustrar o programa de Deus na terra. Os ‘dez chifres’ dizem respeito a poderes políticos representados pelos cornos que Daniel viu na cabeça do quarto animal (Dan. 7). Na visão que estamos considerando, seria melhor encarar os dez chifres como símbolos de poderes políticos que são contemporâneos do papado e lhe dão apoio.

“Foi previsto que no fim do tempo esses poderes políticos se unirão à apostasia religiosa denominada ‘Grande Babilônia’, a fim de ‘pelejar conta o Cordeiro’ (Apoc. 17:14). Afigura-se que isto constitui uma referência ao conflito final sobre a lei de Deus (o selo de Deus em oposição ao sinal da besta) descrito em Apoc. 13:14-17.

“Acontecerá alguma coisa durante as pragas que fará com que os ‘povos, multidões, nações e línguas’ (Apoc. 17:15) rejeitem a confederação religiosa que os enganou, desviando-os de Deus e da vida eterna. Evidentemente, as forças políticas que antes mantinham uma união ilícita com Babilônia, voltam-se contra ela e procuram destruí-la. (ver O Grande Conflito, págs. 659-663.)” – LES893, p. 143 e 144.

“As espadas que deveriam matar o povo de Deus, são agora empregadas para exterminar os seus inimigos. Por toda parte há contenda e morticínio.” – O Grande Conflito, p. 662.

17:17 Porque Deus lhes pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus.

17:18 E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

Ver Apêndice: “Doutrinas não-bíblicas de Babilônia”.

ABREVIATURAS UTILIZADAS

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-17.html



APOCALIPSE 16 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO
10 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: APOCALIPSE 16 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 16 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

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APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
10 de abril de 2025, 0:50
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1376 palavras

16:1-21 Há muitos paralelos com as sete trombetas dos cap 8 e 11. As trombetas afetam terços da Terra; já os flagelos assolam o planeta inteiro. As quatro primeiras taças provavelmente devem ser interpretadas de maneira literal, uma vez que não há nenhum significado simbólico claro. As três últimas têm desdobramentos simbólicos evidentes. Bíblia de Estudo Andrews.

1 derramai. Liga esta cena a 15:5-8. Os acontecimentos no Céu afetam o que se passa na Terra. O contexto do cap. 16 é uma série de eventos que ocorrem depois do fim do tempo da graça. Bíblia de Estudo Andrews.

Em alguns aspectos, os sete últimos flagelos são semelhantes às dez pragas do Egito (Êx 5:1-12:30). Ambos os relatos testificam da autoridade e do poder superior de Deus. … Cada uma das dez pragas do Egito foi dolorosamente literal; e cada uma tinha o propósito de demonstrar como eram mentirosos os dogmas da religião falsa e quão inútil era depender dela … . CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 930.

Cólera de Deus. Cer com. de 2Rs 13:3; Ap 14:10. Indaga-se por que Deus atormentaria os seres humanos da maneira terrível descrita neste capítulo depois do fechamento da porta da graça, quando não haverá mais oportunidade para o arrependimento. Por que Cristo não volta e coloca fim no reino do pecado imediatamente? … As quatro ou cinco primeiras pragas possuem, de certo modo, natureza preliminar e levam os seres humanos a reconhecer que vinham lutando contra Deus (ver GC, 640). Contudo, em vez de se arrependerem, eles blasfemam ainda mais do que antes e se tornam cada vez mais resolutos em sua obstinação (ver Ap 16:9; 11, 21). Portanto, os flagelos servem para revelar o espírito de rebelião que controla o coração deles. … Assim como a disposição de morrer por outra pessoa é a manifestação suprema de amor (Jo 15:13), a intenção de tirar a vida de alguém expressa o maior grau de ódio. Nos dois últimos flagelos, desenvolve-se uma situação que torna a distinção plenamente visível, mesmo para os próprios participantes. Assim, a justiça de Deus em pôr fim à história humana fica evidente tanto para os seres humanos quanto para os anjos (ver Rm 14:11; Fp 2:10; GC, 638-640; cf. PP, 260; ver com. de Ap 16:13, 14, 16, 17). Será demonstrado perante o universo que o remanescente prefere morrer a desobedecer a Deus, e que aqueles que escolheram servir a Satanás matariam, se preciso, todos os que podem atrapalhar seu propósito de controlar a Terra. Apanhados no ato de tentar colocar em vigor um decreto de morte, eles ficam sem desculpa diante de Deus (ver com. de Ap 16:17). É claramente traçada a linha divisória entre os que servem e os que não servem a Deus. Por meio dos ímpios, o diabo é liberado para demonstrar como seria o universo caso ele pudesse controlá-lo (ver GC, 37; comparar com Ap 7:1). CBASD, vol. 7, p. 930.

2 imagem, sobrevieram. Os alvos dos flagelos são os opressores de Ap 13:14-17. Bíblia de Estudo Andrews.

úlceras. Do gr. helkos, “chaga”, “ferida supurada”. CBASD, vol. 7, p. 931.

Mesma palavra usada em Êx 9:9-11 e se refere à lepra em Lv 13:18-26. Bíblia de Estudo Andrews.

Malignas e perniciosas. Ou, “dolorosas e severas”, “problemáticas e incômodas”. CBASD, vol. 7, p. 931.

5-7 O castigo é adequado ao crime e lembra a pergunta de 6:10 [“Até quando, ó Soberano Senhor, … não julgas, nem vingas o nosso sangue…?]. Bíblia de Estudo Andrews.

7 Altar. Isto é, o altar de incenso. Não há menção a um altar de holocaustos no Céu. CBASD, vol. 7, p. 932.

Verdadeiro e justos. Ver Ap 1:5; 3:7; 6:10; 15:3. Ao verter os juízos terríveis sobre os que rejeitaram a misericórdia, Deus é verdadeiro no sentido de ser fiel a Sua Palavra. Ele coloca em prática aquilo que havia prometido (Ap 14:9-11). Os juízos são justos, no sentido de que a justiça requer o castigo daqueles que se rebelaram contra o Céu (ver com. de Ap 16:1). CBASD, vol. 7, p. 932.

8 Queimar os homens com fogo. Embora os seres humanos sofram diretamente com o calor intenso, os piores resultados são a mais grave seca e a maior fome que o mundo já viu (GC, 628). CBASD, vol. 7, p. 932.

9 blasfemaram … Deus … nem se arrependeram. O contrário de 11:13, texto em que o juízo leva ao arrependimento. Nada mais do que Deus faz mudará o coração dos ímpios. Bíblia de Estudo Andrews.

Neste caso, blasfemar contra Deus significa falar dEle de maneira acusativa. Durante a quarta praga, as pessoas começam a culpá-Lo pela miséria que sofrem, e percebem, enfim, que estão lutando contra Ele. CBASD, vol. 7, p. 933.

10 trono. Centro da autoridade, Bíblia de Estudo Andrews.

Do gr thronos (ver com. de Ap 13:2). O trono da besta é sua sede. Nesta passagem, a besta representa, em primeiro lugar, o papado reavivado, não no aspecto religioso, mas, sim, no exercício do poder mundial dominante (ver com. de Ap 13:1, 2, 10; 17:3, 8, 9, 11). CBASD, vol. 7, p. 933.

Trevas. A referência é a trevas literais …, com o frio e a desordem que as acompanham. A ausência de luz e calor será ainda mais impressionante e dolorosa depois do calor intenso vivenciado durante a quarta praga. CBASD, vol. 7, p. 933.

Remordiam a língua por causa da dor. Ou, “continuavam a morder a língua em dor”. É possível que um frio intenso acompanhe a escuridão prolongada. CBASD, vol. 7, p. 933.

12 Eufrates. O rio era o sistema de defesa da antiga Babilônia (Jr 50:35-38). No Apocalipse, representa os poderes políticos do mundo (Ap 17:1, 15). Bíblia de Estudo Andrews.

secaram (ver Is 44:24-28). Indica a perda de apoio político sofrida por Babilônia (Ap 17:16). Bíblia de Estudo Andrews.

13 Sair da boca. A boca é o instrumento da fala. Ao sair da boca do “dragão”, da “besta”e do “falso profeta”, os três espíritos imundos representam a política que esta tríplice união religiosa proclama ao mundo, chamada de vinho de Babilônia (Ap 17:2; ver com. de Ap 16:4; 17:2, 6). CBASD, vol. 7, p. 936.

Dragão. O primeiro membro da tríplice união religiosa costuma ser identificado com o espiritismo ou espiritualismo (paganismo). De fato, muitos pagãos adoram espíritos e praticam diversas formas de espiritismo que se assemelham, até certo ponto, ao espiritismo moderno que se professa nos países cristãos. CBASD, vol. 7, p. 936.

dragão … besta … falso profeta. A falsa trindade de Ap 12-13. Juntos, eles formam a Babilônia do fim do tempo (16:19). Sua ruína é narrada em 19:20; 20:10. Bíblia de Estudo Andrews.

Três espíritos imundos. Defensores dos dois pontos de vista concordam na identificação do dragão, da besta e do falso profeta como o espiritismo moderno ou paganismo (GC, 561, 562), CBASD, vol. 7, p. 936.

espíritos imundos (ver 18:2). Agentes do dragão, da besta e do falso profeta. Bíblia de Estudo Andrews.

14 demônios. Anjos satânicos e falsificações dos três anjos de 14:6-12. Bíblia de Estudo Andrews.

reis do mundo. Equivalente ao rio Eufrates de 16:12, conforme definido em 17:15. Bíblia de Estudo Andrews.

15 Guarda as suas vestes. Isto é, permanece na fé e no caráter completamente leal a Deus (ver com. de Mt 22:11). CBASD, vol. 7, p. 937.

A sua vergonha. Isto é, ver que ele abriu mão de sua fé. Embora o destino já esteja definido por ocasião do fechamento da porta da graça (ver com. de Ap 22:11), o povo de Deus não deve relaxar em sua vigilância. Em vez disso, deve ficar cada vez mais alerta à medida que Satanás intensifica seus enganos. CBASD, vol. 7, p. 937.

16 Armagedom.Do gr. Harmageddon, transliteração do hebraico, conforme explica João. … Considerando que nunca houve uma localidade geográfica com este nome, o significado do termo não fica claro a princípio. CBASD, vol. 7, p. 938.

Composição de hebraico e grego com o provável significado de “montanha de Megido”. Pode se referir ao Monte Carmelo (1Rs 18) ou às batalhas do AT em Megido (Jz 5:19). A intenção não é identificar uma localização geográfica, mas se referir a uma batalha decisiva entre Deus e o diabo. Bíblia de Estudo Andrews.

17 trono. Não há distinção, no Apocalipse, entre o trono celestial e a sala do trono de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.

18 Grande terremoto. Trata-se de um terremoto literal, conforme sugere o restante do v. 18 … mas acompanhado de um terremoto figurado, qeu abala a Babilônia mística (v. 19). Assim como um terremoto literal deixa uma cidade em ruínas, um terremoto figurado levará ruína e desolação à “gande Babilônia” (ver com. de Ap 17:16; 18:6-8, 21). A tríplice união dos v. 13 e 14 entrará em colapso (cf. Is 28:14-22). CBASD, vol. 7, p. 939

19 Babilônia. Cumprimento sumário de 14:8-11. Bíblia de Estudo Andrews.

21 um talento. Cerca de 34 kg. Bíblia de Estudo Andrews.

blasfemaram. Os flagelos confirmam a indisposição dos ímpios de se arrepender. Bíblia de Estudo Andrews.

 

Não deixe de ler os excelentes comentários em: APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS



APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
10 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 16 – As pragas escatológicas que antecedem ao advento de Cristo são respostas diretas ao clamor dos fiéis perseguidos (Apocalipse 6:9-17; 8:2-5) e uma retribuição sobre aqueles que rejeitaram as advertências das trombetas (Apocalipse 8:7-11:14).

As trombetas tocam como um chamado ao arrependimento (Apocalipse 9:20-21), então as últimas pragas caem sem misericórdia após o fechamento da porta da graça, pois quem as receber já terá se decidido contra Deus (Apocalipse 14:6-12).

• As sete igrejas e os sete selos mostram a trajetória eclesiástica e o desenrolar da história até o juízo final.
• As trombetas representam juízos progressivos sobre inimigos do povo de Deus ao longo da história visando despertar-lhes para o arrependimento/salvação.

Diferentemente das trombetas, que afetam apenas parte da humanidade e chamam ao arrependimento, as pragas são juízos plenos e definitivos.

Após longo tempo de paciente espera (II Pedro 3:9), como um rio que transbordou suas margens, a paciência de Deus se esgotará. As pragas são um derramamento direto da Sua ira sobre um mundo que não quis arrepender-se de seus pecados, preferindo ficar com o diabo (Mateus 25:41; João 8:44).

Observe a progressão das pragas e Apocalipse 16. Elas atacam o corpo/úlceras, os recursos/mares e rios transformados em sangue, o meio ambiente/o sol queimando com intensidade, o reino das trevas/o trono da besta coberto de escuridão, a economia e a política global/o secamento do Eufrates, e, finalmente, o próprio ar, que sustenta toda a vida.

Essas aflições revelam que tudo o que os ímpios confiaram – seus sistemas, suas forças, suas alianças – é inútil contra Deus. O que impressiona, porém, é a reação desses ímpios. Três vezes é dito que eles não se arrependeram (vs. 9, 11, 21).

Muitos leem Apocalipse 16 cheio de temor. Porém, para o cristão fiel, ele contém uma mensagem de esperança (v. 15). As pragas não são meramente um juízo, mas uma justificação da justiça de Deus. O sofrimento dos santos ao longo dos séculos não foi ignorado. Deus não esqueceu os que Lhe foram fiéis. Feliz de quem deu ouvidos ao que o Espírito disse às igrejas. Feliz quem vigiou e conservou as vestes oferecidas por Cristo na mensagem à Laodiceia (Apocalipse 3:18; 16:15).

A sétima praga traz o desfecho. Então se dirá: “Está feito!” (Apocalipse 16:17). Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 16 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
10 de abril de 2025, 0:30
Filed under: Sem categoria

3422 palavras (incluindo texto bíblico e referências)

As sete pragas

“Ninguém que leia Apocalipse 16 pode evadir-se à penosa percepção de que este é o capítulo da ira de Deus. A tendência moderna é subestimar este aspecto do caráter de Deus. A pregação sobre o fogo do inferno é antiquada – e é bom que seja assim -, mas a proclamação sentimentalista do amor de Deus certamente não poderá ser considerada um sucedâneo apropriado. O que o mundo necessita é o salutar equilíbrio da verdade evangélica refletida na declaração de Paulo: ‘Considerai, pois, a bondade e a severidade de Deus.’ Rom, 11:22.

“A ira de Deus é o amor de Deus transformado em indignação moral contra os que persistentemente calcam aos pés os que persistentemente calcam aos pés os princípios da ordem espiritual.” – S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty (março/abril de 1974), p. 19, citado em LES893, p. 123.

16:1 E ouvi, vinda do santuário, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças, da ira de Deus.

Tempo – “As sete últimas pragas serão derramadas por Deus sobre os ímpios, após o fim do tempo da graça e antes da Segunda Vinda de Cristo. Aqueles cujo refúgio é o Senhor serão preservados para ver a volta de Jesus.” – LES893, p. 133.

“As sete últimas pragas só ocorrerão quando o povo de Deus já estiver selado.” – LES892, p. 96.

“Apesar de João não especificar o momento no qual cairão as 7 últimas pragas, o contexto nos permite deduzir quando cairão. Por exemplo, a primeira praga cairá sobre quem receber a marca da besta ou adorar sua imagem (Apoc. 16:2). Devemos localizar as pragas depois desses acontecimentos. Como as sete últimas pragas constituem a plenitude da ira de Deus sem misericórdia (Apoc. 14:10; 15:1; 16:1), torna-se evidente que o tempo de prova já terá terminado. Evidentemente cairão depois do tempo de prova e antes da segunda vinda de Cristo.” – SRA/EP, p. 112.

Duração – “Estas pragas cairão sucessivamente, mas durante um período curto, pois quando cair a quinta praga os homens ainda estarão sofrendo os efeitos da primeira (16:2, 11).” – SRA/EP, p. 113.

Sete Pragas – literais ou simbólicas? – “As pragas do Egito eram literais. (Ver Êxodo 7:20 a 12:31.) O povo teve tumores e foi afligido por rãs, piolhos, moscas, gafanhotos e tudo o mais. A profecia das trombetas emprega, porém, muitos símbolos. As pragas de Apocalipse 16 podem ser consideradas como eventos literais com significação simbólica.” – LES893, p. 128.

“A linguagem  do Apocalipse é comumente simbólica e, às vezes, impressionista. A linguagem que descreve as pragas talvez não seja literal. Mas perde bem pouco de sua força se for encarada como está no texto. ‘Úlceras malignas e perniciosas’, ‘sangue como de morto’, ‘os homens remordiam as línguas por causa da dor que sentiam’, ‘grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento’ são bastante graves ao serem interpretadas literalmente. As ‘trevas’ ‘sobre o trono da besta’ e os ‘espíritos imundos semelhantes a rãs’ que saem da boca do ‘dragão’, da boca da ‘besta’ e da boca do ‘falso profeta’ requerem alguma interpretação, mas certamente não são misteriosos a esta altura de nosso estudo do Apocalipse,” – . Mervyn Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 430, citado em LES893, p. 128.

Pecados específicos – “Cada visitação [das sete pragas] salienta algum pecado específico de um mundo alienado de Deus.” – S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty (março/abril de 1974), p. 21, citado em LES893, p. 129.

Os justos estarão livres de sofrimento durante as pragas? ’O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer… . Enquanto os ímpios estão a morrer de fome e pestilências, os anjos protegerão os justos, suprindo-lhes as necessidades.’ – O Grande Conflito, pág. 634. (Ver Isa. 33:15 e 16; 41:17.)

“As pragas abrangerão toda a Terra? ‘Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da terra seriam inteiramente exterminados.’ – O Grande Conflito, pág. 633. Parece ser evidente que algumas pragas ocorrerão numa região, e outras, noutra. Todo o mundo sofrerá, porém, algumas dessas pragas. ‘O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade.’ – O Grande Conflito, pág. 620.” – LES893, p. 128 e 129.

16:2 Então foi o primeiro e derramou a sua taça sobre a terra; e apareceu uma chaga ruim e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.

Primeira praga – castigo contra …A idolatria do bem-estar pessoal. Visto que a primeira praga incidirá sobre os que aceitaram o sinal da besta, podemos determinar até certo ponto a natureza de seu pecado. Tais pessoas não amaram suficientemente a Cristo para ser ‘fiéis até à morte’ (Apoc. 2:10). A ameaça de um boicote econômico (Apoc. 13:17) levou-as a duvidar do cuidado de Deus. Confortos materiais e o bem-estar pessoal eram mais importantes para elas do que a obediência a Deus.” – LES893, p. 129 e 130.

16:3 O segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu todo ser vivente que estava no mar.

Sangue: castigo – “A segunda e a terceira pragas cairão sobre as águas, convertendo-as em sangue, como castigo a quem perseguiu o remanescente fiel.” – SRA/EP, p. 112.

Segunda praga – punição à adoração do poder econômico – “A segunda praga, que será derramada sobre o mar, punirá a adoração do poder econômico que tantas vezes tem sido usado com finalidades pecaminosas. Os mares eram as avenidas do comércio nos tempos antigos – e ainda são. Essa praga desmantelará o comércio.” – LES893, p. 130.

16:4 O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.

Água – “Água pura é essencial à continuação da vida. É animador recordar a promessa que é feita aos justos: ‘As suas águas serão certas.’ Isa. 33:16.

“Note por que Deus dá aos ímpios sangue para beber (Apoc. 16:6).” – LES893, p. 129.

16:5 E ouvi o anjo das águas dizer: Justo és tu, que és e que eras, o Santo; porque julgaste estas coisas;

16:6 porque derramaram o sangue de santos e de profetas, e tu lhes tens dado sangue a beber; eles o merecem.

Terceira praga – “A terceira praga (que transforma a água potável em sangue) julgará a última confederação político-religiosa por seu espírito assassino que tencionava erradicar a presença do povo de Deus neste mundo.” – LES893, p. 130.

16:7 E ouvi uma voz do altar, que dizia: Na verdade, ó Senhor Deus Todo-Poderoso, verdadeiros e justos são os teus juízos.

Verdadeiros e  justos são os Teus juízos – “Desde a entrada do pecado ‘nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens’ (I Coríntios 4:9). A cruz de Cristo, a forma como Deus lidou com o drama do pecado e Seu caráter refletido no remanescente fiel acabarão reivindicando o caráter de Deus ante o Universo. Disto resultarão as conclusões corretas às quais se chegará quando caírem as sete últimas pragas.” – SRA/EP, p. 112.

“A confederação do mal nos últimos dias determinará a matança mundial, de um só golpe, de todos os leais seguidores do Senhor, que “guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apoc. 14:12). (Ver Apoc. 13:15-17.) Assim como o assassínio de Jesus (Atos 7:52) constituiu o ponto culminante da matança de Seus fiéis desde Abel (S. Mat. 23:35 e 36), o decreto de morte contra o povo de Deus, no fim (Apoc. 13:15), será o clímax da terrível destruição de inúmeros mártires em séculos passados (Apoc. 6:9-11; 17:16; 18:20 e 24). Por isso, o anjo da terceira praga declara que Deus é ‘justo’ ao punir uma geração tão impenitente e sanguinária (Apoc. 16:5-7).

“O sistema de justiça que se estende pela Bíblia é às vezes chamado lex talionis, a lei da retribuição. Colhemos o que semeamos (Gál. 6:7). ‘Este princípio é frequentemente mal-interpretado. Longe de fomentar a vingança, ela a restringe, e serve de guia para o juiz ao determinar a penalidade adequada ao crime. Esse princípio não era, portanto, uma autorização para a vingança, mas uma garantia de justiça. … A crítica de Jesus a essa lei (S. Mat. 5:38 em diante) provinha de seu uso para regular a conduta entre os indivíduos. Ele não a rejeitou como princípio de justiça que devia vigorar nos tribunais do país.’ – . ª Thompson, Deuteronomy, The Tyndale Old Testament Commentaries (Londres: Inter-Varsity Press, 1974), pág. 218. (Comparar com O Grande Conflito, pág. 633.)” – LES893, p. 125.

16:8 O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.

16:9 E os homens foram abrasados com grande calor; e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.

Resultados da  quarta praga – “Os profetas assim descrevem a condição da terra naquele tempo terrível: ‘E a Terra [está triste; … porque a colheita do campo pereceu.’ ‘Todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens.’ …’Como geme o gado! As manadas de vacas estão confusas, porque não têm pasto: … os rios se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.’ “ – O Grande Conflito, p. 633.

Quarta praga – punição à adoração do Sol – “Não é difícil de ver a implicação religiosa na quarta praga que afeta o Sol. … O Sol era o objeto mais comum de adoração no mundo pagão. … Se a ‘marca da besta’… será a observância do domingo – quando esse dia for imposto por lei e os homens o observarem a despeito da questão de lealdade envolvida – então não é de surpreender que o Sol seja usado por Deus na quarta praga para mostrar a insensatez da humanidade. O Sol, que universalmente se acreditava ser uma fonte de bênção, transforma-se numa fonte de desgraça, porque ‘eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura, em lugar do Criador’ (Rom. 1:25).” – S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty (março/abril de 1974), p. 21 e 22, citado em LES893, p. 130.

16:10 O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam de dor as suas línguas.

A quinta praga sobre o ‘trono da besta’ – “A ‘besta’ representa aqui principalmente o papado em sua situação restaurada – não tanto no aspecto religioso, mas em seu pretenso papel de poder mundial que domina sobre outros poderes mundiais.” – SDABC, vol. 7, p. 841 e 842, citado em LES893, p. 129.

“A praga de trevas literais que caiu sobre o Egito durou três dias, mas nas habitações dos israelitas havia luz (Êxo. 10:21-23). A quinta praga parece ser um tanto semelhante, mas se restringe ao ‘trono’ ou sede da besta papal (Roma) e de seu ‘reino’ – provavelmente os que são súditos eclesiásticos do papa. Visto que esse poder eclesiástico é considerado a voz moral do mundo, esse flagelo talvez envolva a suas trevas espirituais.” – LES893, p. 130.

16:11 E por causa das suas dores, e por causa das suas chagas, blasfemaram o Deus do céu; e não se arrependeram das suas obras.

16:12 O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente.

Grande rio Eufrates seco – “’Babilônia’ perderá seu apoio. Importa notar que não é descrita nenhuma batalha sob a sexta praga (Apoc. 16:12-16). Na realidade, a praga incide sobre as águas do Eufrates, fazendo com que elas se sequem (verso 12). Estas são as ‘águas’ sobre as quais a Babilônia mística se acha sentada (Apoc. 17:1) e que são definidas como ‘povos, multidões, nações e línguas’ (verso 15).

“A batalha final contra o povo remanescente de Deus começou durante o tempo da graça (Apoc. 12:17; 13:15-17), a respeito da lei de Deus, especialmente sobre o selo de Deus, o sábado, e a marca da besta (a observância do domingo) imposta pelos poderes confederados da Grande Babilônia. Esses poderes são o dragão, a besta, a besta de dois chifres (o falso profeta) e os poderes políticos da Terra coligados (Apoc. 16:13 e 19). Em Sua segunda vinda, Cristo enfrentará finalmente essa coligação do mal (Apoc. 19:11-16 e 19).

“A sexta praga constitui um juízo sobre a Grande Babilônia. De algum modo ela perderá o apoio de seus súditos. Apoc. 17:16 indica que os antigos súditos de Babilônia se levantarão contra os seus líderes espirituais, a fim de destruir o sistema ao qual mostravam deferência.” – LES893, p. 132.

16:13 E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs.

Três espíritos imundos – “Três ‘espíritos maus’, é um trio que se contrapõe aos três anjos de Apocalipse 14:6-13, atuando através de três caminhos para capturar o mundo. Esses três caminhos são: (1) o dragão (paganismo; note que o dragão em Apocalipse 12 é basicamente Satanás [verso 9] e secundariamente Roma pagã [verso 4]), (2) a besta (catolicismo), e (3) o falso profeta (o protestantismo apostatado). Esses três ‘espíritos de demônios’ fazem ‘sinais e maravilhas’ para enganar o mundo e conduzi-lo à batalha final do Armagedom. Eis uma profecia sobre o impacto do espiritualismo no tempo do fim: ‘Mediante os dois grande erros – a imortalidade da alma e a santidade do domingo – Satanás há de enredar o povo em suas malhas.’ – Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 588. …

“A Nova Era é um fenômeno espiritualista [que cumpre Apoc. 16:12-16]. Promovendo livros como The Aquarian Gospel of Jesus the Christ (1907), The Urantia Book (1955) e A Course in Miracles (1975), procura explorar os ‘anos perdidos’ de Cristo, dos 12 aos 30. Apresenta a Jesus como um mero homem que se tornou deus, e que todos os seres humanos podem se tornar deuses. Assim, se nega a necessidade da Cruz. A Nova Era insiste numa conscientização global, envolvendo a maneira de pensar e o preparo para a volta de Cristo, que irá ensinar uma nova e exaltada religião. (Ver O Grande Conflito, págs. 499 e 589; Patriarcas e Profetas, pág. 56.) Alega-se ainda que Ele tem avançado além dos Seus ensinos de dois mil anos atrás. Essa ideia nega a eterna validade da Bíblia. O espiritualismo apela para o fantástico da mesma forma que Satanás, no Éden. A filosofia é ‘ver para crer’. Satanás apela para os sentidos para invalidar a Palavra de Deus. (ver Gen. 3:2-6.)” – LES963, lição 10, p. 4.

Ver Apêndice: “Semelhanças e contrastes entre Deus e Satanás (o dragão)”.

16:14 Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso.

“As mensagens proféticas de Daniel indicam que estamos vivendo, sem sobra de dúvida, no tempo do juízo pré-advento (Dan. 7:9-14; 8:14). Daniel predisse que esse julgamento ocorreria pouco antes da segunda vinda de Jesus.

“Durante esse tempo, de acordo com o livro de Apocalipse, ocorrerá uma união entre o protestantismo apostatado e o papado. Essa união se ligará também com forças espiritualistas pagãs e realizará milagres para enganar os habitantes da Terra. A imagem da besta (protestantismo imitando o papado medieval) irá pressionar o governo dos Estados Unidos e de outros países para aprovarem leis que favoreçam a religião papal.

16:15 (Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.)

Bem-aventurado aquele que vigia – “Visto que Jesus vem ‘como vem o ladrão’, Ele não será esperado pelo mundo. Durante os juízos finais, aqueles que se prepararam e se mantiveram vigilantes serão, porém, felizes. Eles se acham revestidos da justiça de Cristo. ‘[Permanecem] firmes na fé e no caráter e inteiramente leais a Deus.’ – SDABC, vol. 7, pág. 845. (Ver I Tess. 5:2-4; Apoc. 3:5.)” – LES893, p. 131.

“Nunca houve tão nítida separação entre os justos e os ímpios, como sucederá depois do fim  do tempo da graça, quando forem derramadas as sete últimas pragas. Grande será o sofrimento dos ímpios, e grande a privação dos justos. Estes louvarão a Deus por Sua misericórdia, e aqueles blasfemarão por causa de Seus juízos. Deus promete: ‘Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes.’ Apoc. 16:15.” – LES893, p. 122.

“Deus é justo e protegerá os que aceitarem o dom de Sua graça, oferecido com todo amor (Apocalipse 12:11). Os redimidos de Cristo que aceitaram o selo de Deus e recusaram a marca do anticristo não serão castigados com as sete últimas pragas (Salmo 12:7; Isaías 32:18, 19; Salmo 91:10, 11, 15). Os salvos louvarão ao Senhor por Seu livramento (Apocalipse 15:3-6).” – SRA/EP, p. 113.

16:16 E eles os congregaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom.

Armagedom – “O que não se encontra em Apocalipse capítulo 16.

“a. Se é batalha, literalmente falando, ou não.

“b. Se usam armas ou não. Possivelmente seja do mesmo teor que a batalha do capítulo 12:7, porém ideológica.

“c. Quem está contra quem. (Em 19:19 isto é declarado).

“d. Tampouco diz muitas coisas que se tem dito e escrito em particular.” – SRA/EP, p. 118.

“Evidentemente a batalha se prepara durante a sexta praga pois a luta final ocorrerá durante a sétima praga, quando Deus Se lembrar da ‘grande Babilônia para dar-lhe o cálice do vinho do furor de Sua ira.’” – SRA/EP, p. 119.

Ver Apêndice: “Armagedom”.

Interpretação da sexta praga – “No decorrer de sua história, os adventistas têm sugerido uma ou outra de duas interpretações diferentes destes versículos (Apoc. 16:12-16). Note o seguinte:

Apoc. 16:12-16 Interpretação Literal Interpretação Simbólica
“O grande Rio Eufrates” O Império Otomano O povo sobre o qual domina a Babilônia mística
“Cujas águas secaram” Gradual dissolução do Império Romano Retirada do apoio a Babilônia
“Reis que vêm do lado do nascimento do Sol” Nações do Oriente Cristo e aqueles que O acompanham
“Três espíritos imundos” do “dragão”, da “besta” e do “falso profeta” Paganismo ou espiritismo, papado e protestantismo apostatado O mesmo que na segunda coluna
Ajuntam os reis para a batalha Convocam as nações, tanto de modo político, como militar, para a batalha O mesmo que na segunda coluna
“Então os ajuntaram no lugar que… se chama Armagedom” Vale de Megido Literal, no Norte da Palestina Última batalha do grande conflito entre Cristo e Satanás, travada na Terra

The SDA Bible Commentary Comentário Bíblico ASD), vol. 7, págs. 842-846 comenta minuciosamente esses versículos e os conceitos a seu respeito.” – LES893, p. 130 e 131.

16:17 O sétimo anjo derramou a sua taça no ar; e saiu uma grande voz do santuário, da parte do trono, dizendo: Está feito.

Sétima praga – a Vinda de Cristo – “Incrível oposição a Deus, tumultos terrestres, horríveis calamidades e guerras são interrompidos pela vinda de Cristo.” – LES893, p. 132.

“A sétima praga será universal, pois a atmosfera envolve o globo todo. Cidades serão reduzidas a escombros quando a saraivada e o terremoto destruírem asa realizações humanas.” – LES893, p. 132.

“A finalidade desse forte abalo é pôr em acentuado contraste a instabilidade das instituições do homem e a imutabilidade dos desígnios e planos de Deus. … Tarde demais o homem descobrirá que esteve construindo suas cidades-sonho sobre areia movediça, ao passo que, como Abraão na antiguidade, poderia ter aguardado ‘a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador’ (Heb. 11:10).” – S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty (março/abril de 1974), p. 24, citado em LES893, p. 132 e 133.

16:18 E houve relâmpagos e vozes e trovões; houve também um grande terremoto, qual nunca houvera desde que há homens sobre a terra, terremoto tão forte quão grande;

Maiores desastres naturais – “Por ocasião da volta de Jesus acontecerá a pior devastação mundial de todos os tempos. Ocorrerá o maior terremoto universal, acompanhado do mais forte furacão e da mais pesada chuva de granizo jamais registrada.” – LES963, lição 13, p. 2.

16:19 e a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e Deus lembrou-se da grande Babilônia, para lhe dar o cálice do vinho do furor da sua ira.

16:20 Todas ilhas fugiram, e os montes não mais se acharam.

16:21 E sobre os homens caiu do céu uma grande saraivada, pedras quase do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraivada; porque a sua praga era mui grande.

Que acontecerá com o povo de Deus durante a grande convulsão final sob a sétima praga?

‘No dia de Sua vinda, a última grande trombeta é ouvida, e há um terrível estremecimento da terra e do Céu. A Terra inteira, das mais elevadas montanhas às mais profunda minas, ouvirá. Tudo será atravessado pelo fogo. A atmosfera contaminada será purificada pelo fogo. Tendo o fogo cumprido a sua missão, os mortos que foram depositados na sepultura sairão – alguns para a ressurreição da vida, para serem arrebatados para o encontro com o seu Senhor nos ares – e alguns para contemplarem a vinda dAquele que desprezarem e que agora reconhecem como sendo o juiz de toda a Terra.

“’Todos os justos são poupados das chamas. Podem caminhar através do fogo, como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caminharam no meio da fornalha sete vezes mais aquecida do que era normalmente… Assim, no dia da vinda do Senhor, fumaça e fogo serão impotentes para prejudicar os justos. Aqueles que estão unidos com o Senhor escaparão sem dano.’ – Ellen G. White, Olhando para o Alto, p. 255.” – LES892, p. 168 e 169.

Abreviaturas utilizadas

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-16.html



APOCALIPSE 15 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO
9 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: APOCALIPSE 15 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 15 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 15 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



APOCALIPSE 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
9 de abril de 2025, 0:50
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497 palavras

1-18 Clímax dos cap. 12-14 e introdução às sete taças de flagelos. Bíblia de Estudo Andrews.

1 Outro. Isto é, em relação ao sinal de Apocalipse 12:1 [Uma mulher vestida do sol]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 927.

Sinal. Do gr. semeion, “sinal”, “marca”, “símbolo”, de semaino, “dar um sinal”, “simbolizar”, “indicar” (ver com. de Ap 1:1). CBASD, vol. 7, p. 893 [com. sobre Ap 12:1].

2 Mar de vidro. … representa a aparência transparente e cristalina da superfície sobre a qual fica o trono. CBASD, vol. 7, p. 849 [com. sobre Ap 4:6].

Os vencedores. Estas são as pessoas que responderam e aceitaram a mensagem de advertência (Ap 14). Foram salvas da aflição do mundo e, então, se encontram seguras no reino de Deus. A vitória foi conquistada por meio do sangue do Cordeiro (Ap 12:11). Permaneceram leais a Deus mesmo quando a pena de morte foi pronunciada (ver com. de Ap 13:15). Por isso, estão seguras no mar de vidro. A batalha é terminada, e a vitória é completa. Venceram, triunfaram e, então, cantam o hino da vitória na presença de Deus. CBASD, vol. 7, p. 927.

3 Cântico de Moisés. Sem dúvida, esta é uma referência ao cântico do livramento realizado depois que Israel atravessou o Mar Vermelho (Êx 15:1-21). Esse cântico celebrou a libertação da opressão egípcia; e o novo cântico celebra o livramento da tirania de “Babilônia, a Grande”. CBASD, vol. 7, p. 927.

Do Cordeiro. O livramento dos santos é realizado por Cristo, o Cordeiro de Deus (ver com. de Ap 17:14). Portanto, é natural que Ele seja adorado e exaltado no cântico de libertação. CBASD, vol. 7, p. 927.

Senhor Deus, Todo-Poderoso. Do gr. pantokratõr, “governante de todos”. CBASD, vol. 7, p. 810 [com. sobre Ap 1:8]. CBASD, vol. 7, p. 810.

Justos … caminhos. No fim, há o reconhecimento de que as ações de Deus estão em plena harmonia com sua lei e seu caráter. Esta é a grande lição do conflito cósmico. Bíblia de Estudo Andrews.

4 Quem não temerá … ? Comparar com Jr 10:7. A mensagem do primeiro anjo é: “Temei a Deus e dai-lhe glória”9Ap 14:7). Os santos deram ouvido a esse apelo e, quando sua peregrinação termina, eles se unem nesta bela adoração de louvor à glória de Deus. Os adoradores da besta tinham clamado: “Quem é semelhante à besta?” (Ap 13:4). CBASD, vol. 7, p. 927, 928.

5 Tabernáculo do Testemunho. Ou, “tenda do testemunho”. … O tabernáculo do deserto era um tipo do “verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem” (Hb 8:2). CBASD, vol. 7, p. 928.

“Testemunho” faz alusão aos dez mandamentos entregues a Moisés e colocados no tabernáculo (Êx 31:18; 32:15). Bíblia de Estudo Andrews.

6 Saíram do santuário. As pragas são consequência da violação dos princípios que regem o universo. Bíblia de Estudo Andrews.

8 Ninguém. Sem dúvida, isto significa que o período de intercessão terminou. Ninguém pode entrar e ter acesso ao trono da misericórdia. O tempo de preparo acabou; é chegada a hora da ira de Deus sem misericórdia. CBASD, vol. 7, p. 928.

ninguém … cumprissem (ver Êx 40:34, 35; 1Rs 8:10, 11). Um templo vazio indica o fim da intercessão celestial, sinalizando o encerramento da graça para os seres humanos na Terra. Bíblia de Estudo Andrews.

Veja mais comentários no post “Apocalipse 15 – Comentários Adicionais” (1755 palavras)



APOCALIPSE 15 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ
9 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 15 – Este capítulo introduz a última grande manifestação do juízo divino na história humana, descrita em Apocalipse 16 com as sete últimas pragas.

Apocalipse 15 é um elo crucial entre a proclamação da tríplice mensagem angélica (Apocalipse 14:6-12) e o derramamento da ira de Deus.

Apocalipse 15 inicia uma visão de sete anjos trazendo as sete últimas pragas, afirmando que “com elas se completa a ira de Deus”. Antes do derramamento dessas pragas, João vê “algo semelhante a um mar de vidro misturado com fogo”, onde os santos vitoriosos entoam o cântico de Moisés e do Cordeiro.

• Os 144.000 em Apocalipse 14:1-5 aparecem no Monte Sião cantando um cântico novo. Aqui, os vencedores entoam um hino que exalta as “grandes e maravilhosas” obras de Deus.
• O cântico de Moisés remete à libertação do Egito e ao triunfo de Israel sobre Faraó no mar Vermelho (Êxodo 15). Assim como o cântico de Moisés celebra o livramento da opressão egípcia, o cântico dos santos exalta o livramento final da opressão babilônica escatológica.

Em Apocalipse 15:5-8 o foco da visão de João muda para o santuário celestial: O “tabernáculo da aliança” se abre, e os sete anjos saem do templo celestial. O termo “tabernáculo da aliança” evoca o Lugar Santíssimo e a Arca da Aliança, onde estava a Lei de Deus (Êxodo 25:16; Números 17:4).

O fato de ninguém poder entrar no Santuário até que as pragas fossem derramadas sugere uma conexão com o ritual do Dia da Expiação (Levítico 16:17), quando o sumo sacerdote ministrava sozinho diante de Deus encerrando o ciclo do ritual do Santuário Terrestre, apontando para a realidade maior: A conclusão do juízo investigativo iniciado em 1844 (Daniel 8:14).

Em Apocalipse 11:19, o templo se abre e a arca da aliança é vista, introduzindo o tema do juízo. Aqui, em Apocalipse 15, o templo se enche de fumaça, indicando que a intercessão de Cristo cessou e que as pragas são irrevogáveis. A ausência de intercessão indica que o tempo de graça encerra antes do derramamento das pragas (Apocalipse 22:11).

Apocalipse 15 assegura aos fiéis que, embora enfrentem provações, a vitória está garantida em Cristo, assim como Israel triunfou sobre Faraó no Êxodo.

Deus revela e orienta visando salvar, não para apavorar. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 15 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
9 de abril de 2025, 0:30
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1755 palavras

Os cânticos de Moisés e do Cordeiro – O envio das sete pragas

“O capítulo 15 nos informa sobre a natureza geral das pragas, quem as derrama e de onde elas provêm. É dada a certeza de que nem todos sofrerão essas pragas.” – LES893, p. 123.

“Os acontecimentos de apocalipse 15 e 16 ocorrerão pouco antes da ceifa, que estudamos na semana passada. Estes capítulos descrevem a tribulação que ocorrerá entre o fim do tempo da graça (Apoc. 22:11) e a segunda vinda de nosso Senhor. O ‘fim do tempo da graça’ será a ocasião em que Cristo deixará de interceder no santuário celestial. …

“Ao estudar [Apoc. 15 e 16] … note as alusões que são feitas ao cuidado de Deus pelos justos. O Senhor revelou não somente que Seu povo fiel será amparado no sentido físico e espiritual durante esse tempo muito difícil, mas também que suas aflições os ajudarão a eliminar todo apego às coisas terrenas.” – LES893, p. 122 e 123.

15:1 Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus.

As dez pragas – o amor de Deus como indignação moral – “As dez pragas que caíram sobre o Egito e as sete últimas pragas que cairão sobre a última geração de seres humanos têm semelhanças e diferenças. Se bem que as pragas do Egito fossem juízos sobre os ‘deuses’ desse país (Êxo. 12:12), destinavam-se a levar os egípcios ao arrependimento. Em contraste com isso, as sete últimas pragas serão de natureza punitiva. Como o tempo da graça terminará antes que elas caiam, a misericórdia não estará mais mesclada com o castigo. (Ver O Grande Conflito, págs. 632 e 633.)” – LES893, p. 123.

“A ira de Deus é o amor de Deus transformado em indignação moral contra os que persistentemente calcam aos pés os que persistentemente calcam aos pés os princípios da ordem espiritual.” – S. Júlio Schwantes, “As Sete Últimas Pragas”, Liberty (março/abril de 1974), p. 19, citado em LES893, p. 123.

Últimas – “Juízos, punições e ‘pragas’ ocorreram antes na história da raça humana. Essas pragas serão as últimas; não haverá outras. Mas os perdidos de todas as épocas terão ainda de enfrentar a punição final no fim dos 1.000 anos de Apocalipse 20.

“As pragas terão efeitos de longo alcance. Cairão sobre os pecadores ao redor do mundo e terminarão na gloriosa vinda de Cristo, a qual será fogo consumidor para os ímpios. (Ver II Tess. 2:8; II S. Ped. 3:7, 10 e 12.)” – LES893, p. 124.

A ira de Deus – “Note esses fatos acerca da ira de Deus:

“a) Cristo sofreu a ira de Deus. ‘A espada da justiça foi desembainhada, e a ira de Deus contra a iniqüidade recaiu sobre o substituto do homem, Jesus Cristo, o unigênito do Pai.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 5, pág. 1.103. (Grifo acrescentado.)

“b) Nossa escolha é importante. ‘A ira de Deus não cairá sobre uma alma que nEle procura refúgio. Deus mesmo declarou: ‘Vendo Eu o sangue, passarei por cima de vós.’ ‘ – Testemunhos Para Ministros, pág. 157.

“c) Rejeitar a Cristo é o maior pecado. ‘A morte de Cristo traz para aquele que rejeita Sua misericórdia a ira e os juízos de Deus, não misturados com clemência. Esta é a ira do Cordeiro. Mas a morte de Cristo é esperança e vida eterna para todos os que O aceitam e crêem nEle.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol 5, pág. 1.107.

“d) Os pecadores não precisam sofrer. A justiça requer que a transgressão da lei de Deus receba a devida punição, como se deu em nosso Substituto, o Cristo inocente. Mas a maravilhosa graça de Deus oferece perdão a homens e mulheres que não o merecem. Aceitando o sofrimento de Cristo, podem ficar livres das conseqüências finais de seu pecado (Rom. 8:1).” – LES89, p. 124.

15:2 E vi como que um mar de vidro misturado com fogo; e os que tinham vencido a besta e a sua imagem e o número do seu nome estavam em pé junto ao mar de vidro, e tinham harpas de Deus.

O objetivo da visão – “O objetivo de visão de Apocalipse 15:2-4 não foi dada para demonstrar que os salvos estarão no Céu durante o derramamento das pragas na Terra. Justos vivos, na Terra, quando Jesus vier em glória ‘são esses os que vêm da grande tribulação’ (Apoc. 7:14). A visão de Apocalipse 15:2-4 descreve as pessoas sobre as quais as pragas não cairão, pois enquanto estiveram na Terra obtiveram a vitória sobre a besta, a sua imagem e sua marca (verso 2). Esses vitoriosos são apresentados em brilhante contraste com os ímpios, que irão sofrer as pragas.” – LES96, lição 11, p. 3.

Os vencedores em pé, junto ao mar de vidro – “Ao passo que João recebia a revelação das últimas grandes lutas da Igreja com as potências do mundo, foi-lhe dado também contemplar a vitória final e o libertamento dos fiéis … . Olhando através do fumo e ruído da batalha, notou sobre o monte Sião, unido ao Cordeiro, um grupo que, em vez do sinal da besta, ‘em suas testas tinham escrito o nome … de Seu Pai’.” – Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 351, citado em LES783, p. 124.

Pragas – manifestação do caráter – “As pragas agem como o corante sobre a madeira. Quando o artesão aplica o corante, este realça os veios da madeira e salienta as qualidades naturais que não eram tão evidentes antes disso.” – LES893, p. 125

“Sob as sete últimas pragas é claramente manifestado o caráter das pessoas dos dois lados. Os rebeldes contra Deus ficam aferrados em sua rebelião, recusando arrepender-se, continuando a blasfemar, e ansiosos, se possível, de tirar a vida dos seguidores de Deus. O povo do Senhor permanece fiel em sua obediência, preferindo, se necessário, depor a vida a desonrar a Deus.” – C. M. Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 443, citado em LES893, p. 125.

15:3 E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos.

O cântico de Moisés – “…é uma referência ao cântico de livramento que Israel entoou depois de haver atravessado o Mar Vermelho e estar livre da opressão egípcia. (Ver Êxodo 15:1-21.) Em pé no mar de vidro, os remidos entoarão o cântico do livramento da tirania de ‘Babilônia’.” – LES893, p. 125.

O cântico do Cordeiro – “…é o hino de louvor que os remidos cantam a Cristo pelo livramento do pecado efetuado por Ele. Eles exaltam tanto o Filho como o Pai.” – LES893, p. 125.

Justos e verdadeiros são os Teus caminhos –“No dia do juízo final, toda alma perdida compreenderá a natureza de sua rejeição da verdade. A cruz será apresentada, e sua real significação será vista por todo espírito que foi cegado pela transgressão. Ante a visão do Calvário com sua misteriosa Vítima, achar-se-ão condenados os pecadores. Toda falsa desculpa será banida. A apostasia humana aparecerá em seu odioso caráter. Os homens verão p que foi sua escolha. Toda questão de verdade e de erro, na longa controvérsia, terá então sido esclarecida. No juízo do Universo, Deus ficará isento de culpa pela existência ou continuação do mal. Será demonstrado que os decretos divinos não são cúmplices do pecado. Não havia defeito no governo de Deus, nenhum motivo de desafeto. Quando os pensamento de todos os corações forem revelados, tanto os leais como os rebeldes se unirão em declarar: ‘Justo e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos. …’ “ – O Desejado de Todas as Nações, p. 48.

15:4 Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.

15:5 Depois disto olhei, e abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no céu;

15:6 e saíram do santuário os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos, à altura do peito com cintos de ouro.

15:7 Um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira do Deus que vive pelos séculos dos séculos.

15:8 E o santuário se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se consumassem as sete pragas dos sete anjos.

“Ninguém podia entrar no santuário”: o fim da mediação (tempo da graça) – “A Santa Bíblia diz que ‘aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo’ (Hebreus 9:27). Apocalipse 15:7, 8 diz que quando os sete anjos receberam as ‘sete taças de ouro, cheias da cólera de Deus’, o santuário onde Jesus intercede durante o juízo ‘se encheu de fumaça, procedente da glória de Deus e do Seu poder, e ninguém podia penetrar no santuário, enquanto não se cumprissem os sete flagelos dos sete anjos’, o que nos sugere que então haverá passado o tempo da graça e preparação; já não haverá acesso ao trono da graça.” – SRA/EP, p. 113.

“Vi então que Jesus não abandonaria o lugar santíssimo sem que cada caso fosse decidido, ou para a salvação ou para a destruição; e que a ira de Deus não poderia manifestar-se sem que Jesus concluísse Sua obra no lugar santíssimo, depusesse Seus atavios sacerdotais, e Se vestisse com vestes de vingança. Então Jesus sairá de entre o Pai e os homens, e Deus não mais silenciará, mas derramará Sua ira sobre aqueles que rejeitaram Sua verdade… .

“Vi que os quatro anjos segurariam os quatro ventos até que a obra de Jesus estivesse terminada no santuário, e então viriam as sete últimas pragas.” – Primeiros Escritos, p. 36, citado em LES893, p. 126

“Deixando Ele o santuário, as trevas cobrem os habitantes da Terra. Naquele tempo terrível os justos devem viver à vista de um Deus santo, sem intercessor.” – O Grande Conflito, p. 620.

O tempo da graça terminará de maneira repentina e inesperada – “Foi mostrado a João que antes do derramamento das pragas o templo celestial ficará tão cheio da glória de Deus que ninguém poderá penetrar ali (Apoc. 15:8). Isto significa que Cristo, nosso Mediador, terminará o Seu ministério antes que caiam as sete últimas pragas.

“Se Deus revelasse a data do fim do tempo da graça, milhões de pessoas só O serviriam por ficarem com medo. Serviriam ao próprio eu e ao mundo até o último momento, quando se veriam forçados a emendar-se para poupar a vida.” – LES893, p. 128.

“Quando findar o tempo da graça, isto dar-se-á repentina e inesperadamente – numa ocasião em que menos se espera. Mas podemos ter hoje um registro limpo no Céu e saber que Deus nos aceita; e, finalmente, se formos fiéis, seremos levados para o reino celestial.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 989, citado em LES893, p. 128.

Abreviaturas utilizadas

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.