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ROMANOS 15 – Cristãos vivem em prontidão, promovendo a unidade e abraçando a missão global de preparar o mundo para o breve retorno de Jesus.
Em Romanos 13:11-14, Paulo exorta-nos a despertamo-nos espiritualmente, pois “a nossa salvação está mais próxima do que quando cremos”. Ele usa metáforas “dia” e “noite” para enfatizar o chamado à santidade e vigilância. Ele nos desafia a abandonarmos as obras das trevas e revestirmo-nos da luz – representada por Jesus.
Desta forma, Romanos 13:11-14 estabelece o tom de urgência para o restante do livro, incentivando os crentes à prática do amor e serviço. Romanos 15 continua a temática do que significa ser cristão no tempo do fim. “A essência do cristianismo está em abrir mão do egoísmo. Os cristãos vivem para beneficiar outros” (Bíblia Andrews).
Em Romanos 15, Paulo conecta a ética com missão e unidade eclesiástica. Ele argumenta que cristãos fortes devem suportar as fraquezas dos fracos, destacando a necessidade de apoio mútuo dentro da Igreja. Essa prática reflete o caráter de Cristo, e visa a glória de Deus. Essa unidade é essencial para a missão da igreja, pois torna o testemunho cristão mais autêntico e eficaz.
Paulo também aborda a inclusão dos gentios (Romanos 15:9-12), demonstrando que a missão de Deus transcende barreiras culturais e étnicas. O apóstolo faz isso citando diversas passagens do Antigo Testamento, mostrando que a salvação sempre foi planejada para todos os povos.
A unidade na diversidade no corpo de Cristo é uma demonstração prática do amor que deve reger a vida cristã. Viver como “filhos do dia” implica abraçar essa visão global e trabalhar juntos para cumprir a missão de pregar o evangelho eterno “aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo” (Apocalipse 14:6).
Paulo apresenta seu ministério como uma oferta ao Senhor, reforçando que sua vida é dedicada ao serviço (Romanos 15:13-21). Seu objetivo de levar o evangelho a lugares onde Cristo não era conhecido reflete a urgência referida em Romanos 13:11-14.
A submissão total de Paulo à vontade de Deus (Romanos 15:22-33) é um exemplo de como viver na expectativa do retorno de Cristo. Ele não apenas espera, mas age, buscando realizar o máximo para o reino enquanto o dia final se aproxima!
Hoje, precisamos reavivarmo-nos com urgência! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 14 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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2208 palavras
1 Débil na fé. Ou seja, aquele que tem compreensão limitada dos princípios da justiça. Ele está ansioso para ser salvo e está disposto a fazer tudo o que crê que lhe é exigido. Mas, na imaturidade de sua experiência cristã (ver Hb 5:11-6:2) e, provavelmente, também como resultado da antiga educação e crença, ele tenta tornar certa sua salvação pela observância de regras e regulamentos que, na realidade, não lhe são obrigatórios. Para ele, essas normas assumem grande importância. Ele as considera obrigatórias para a salvação e se sente angustiado e confuso quando vê outros cristãos, especialmente aqueles que parecem ser mais experientes, não compartilharem de suas ideias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 698 [Mais sobre este assunto em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/03/12/romanos-14-o-debil-na-fe
2 Legumes. Do gr. lachana, “vegetais” (ver com. do v. 1). Paulo não discute a conveniência de comer certos alimentos ou abster-se deles, mas ordena paciência e tolerância nesses assuntos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 700.
Em Coríntios, o problema é identificado como a ingestão de alimentos sacrificados aos ídolos. De acordo com os antigos costumes, os sacerdotes pagãos praticavam um extenso comércio dos sacrifícios de animais oferecidos aos ídolos. Paulo disse aos conversos, tanto do judaísmo como do paganismo, em Corinto que, na medida em que os ídolos não eram nada, também nada havia de errado, em si, em comer alimentos dedicados a eles: No entanto, ele explica que, devido à experiência prévia, treinamento e diferenças de discernimento espiritual, nem todos tinham esse “conhecimento” e podiam não sentir a consciência livre para consumir esses alimentos (ver com. de 1Co 8). Assim, Paulo exortou os que não tinham problemas quanto a esses alimentos a que não colocassem uma pedra de tropeço no caminho de um irmão mediante o consumo dos mesmos (Rm 14:13). Sua admoestação, portanto, está em harmonia com a decisão do concílio de Jerusalém e, sem dúvida, lança luz sobre pelo menos uma das razões pelas quais o concílio tomou essa posição sobre o assunto (ver com. de At 15). Por receio de escandalizar outros, alguns cristãos se abstinham de alimentos cárneos, o que significa que sua alimentação era restrita a “legumes”, isto é, vegetais (cf. Rm 14:2). Paulo não trata de alimentos prejudiciais à saúde. CBASD, vol. 6, p. 698, 299.
3 Julgue. A censura é muitas vezes uma característica daqueles cuja experiência religiosa se fundamenta em grande parte no cumprimento de exigências exteriores. CBASD, vol. 6, p. 700.
4 Tu que julgas. Paulo se dirige ao irmão débil, uma vez que “julgas” corresponde ao “julgue” do v. 3. CBASD, vol. 6, p. 700.
5 Julga. Do gr. krinõ, “julgar”, “avaliar”, “aprovar”. Paulo discute então a observância de dias especiais, outra causa de discórdia e confusão entre os crentes (ver com. do v. 1; comparar com questão semelhante nas igrejas da Galácia [Gl 4:10, 11] e de Colossos [Cl 2:16, 17]). Os crentes cuja fé os capacita a abandonar imediatamente todos os feriados cerimoniais não devem desprezar os outros cuja fé é menos experiente. Nem, por sua vez, estes últimos podem criticar os que lhes parecem liberais. Cada crente é responsável por si diante de Deus (Rm 14:10-12). E o que Deus espera de cada um de Seus servos é que “esteja inteiramente convicto em sua própria mente” e siga conscientemente as próprias convicções, de acordo com a luz que recebeu. Entre os seguidores de Cristo não deve haver força nem compulsão. É o espírito de amor e tolerância que deve prevalecer. CBASD, vol. 6, p. 701.
Opinião bem definida. Ou, “plenamente convencido” (ver com. de Rm 4:21). Paulo não sugere que os cristãos não discutam assuntos sobre os quais pode haver discordância. Ao contrário, ele insiste que os crentes cheguem a conclusões claras e definidas. Mas, ao mesmo tempo, devem fazê-lo com amor por aqueles de opiniões diferentes. Não se deve privar a ninguém da liberdade de ter a própria posição quanto ao dever pessoal (comparar com DTN, 550; Ed, 17). CBASD, vol. 6, p. 701.
6 Para o Senhor. O motivo de ambas as partes é o mesmo, seja na observância, seja na negligência de um dia, no uso ou na abstinência de alimentos. O irmão mais amadurecido dá graças a Deus por “todas as coisas” (v. 2) e participa de seu alimento para a glória de Deus (cf. 1Co 10:31). Seu irmão débil dá graças a Deus por aquilo que come, e para a glória de Deus, abstém-se de alimentos que possam ter sido sacrificados aos ídolos (ver com. de Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 701.
7 Vive para si. Não é só na questão dos alimentos e dos dias especiais que o cristão faz tudo “para o Senhor”. É seu objetivo não viver “para si próprio”, para o próprio prazer e de acordo com os próprios desejos, mas “para o Senhor”, para Sua glória e de acordo com Sua vontade (ver 2Co 5:14, 15). … As palavras deste versículo têm sido muitas vezes aplicadas à influência que as pessoas exercem sobre seus semelhantes. Deve ser lembrado, porém, que este não é o sentido principal, como o contexto deixa evidente. Paulo enfatiza o pensamento de que tudo o que o cristão faz, ele o faz com referência ao Senhor. CBASD, vol. 6, p. 702.
8 Somos do Senhor. Ou seja, pertencemos a Cristo, pois Ele é o “Senhor tanto de mortos como de vivos” (v. 9). Os débeis e os amadurecidos na fé, igualmente na vida ou a morte, são responsáveis perante o Senhor, pois são propriedade adquirida para Ele (At 20:28; 1Co 6:20; Ef 1:14). Que direito alguém de julgar quem pertence a Cristo? CBASD, vol. 6, p. 702.
9 De mortos como de vivos. A inversão da ordem habitual destas palavras talvez seja devida à ordem das palavras sobre Cristo, na primeira parte da frase. Mesmo na morte, o cristão pertence a Cristo, porque, quando morre, adormece “em Jesus” (1Ts 4:14; cf. Ap 14:13). … Este versículo é usado por alguns para defender que a alma é imortal e que a morte só transfere o crente de uma esfera de serviço consciente para outra. A interpretação está fora de sintonia com o restante das Escrituras. A questão da natureza da alma deve ser determinada com base em outras passagens que tratam da condição da alma na morte, assunto que Paulo não trata aqui (ver Jó 14:21; Ec 9:5; Jo 11:11). CBASD, vol. 6, p. 702.
10 Por que julgas […]? Ou, “por que tu desprezas teu irmão?” O que julga o irmão é o que “come legumes”, e o que despreza é o que conscientemente acredita que “pode comer de todas as coisas” (v. 2). CBASD, vol. 6, p. 702.
Todos compareceremos. Considerando que todos os crentes são igualmente súditos e servos de Deus, e que todos devem comparecer perante o mesmo tribuna], eles não têm o direito de julgar uns aos outros. Esse julgamento usurpa uma prerrogativa de Deus (Rm 14:10; cf. 2Co 5:10). CBASD, vol. 6, p. 702.
13 Não nos julguemos. A primeira razão de Paulo para não julgar é que as pessoas são responsáveis, não a si mesmas, mas a Deus, que é senhor e juiz. A segunda razão é sua regra, repetida muitas vezes, do amor cristão. Os crentes amadurecidos na fé, por amor, terão consideração pelos sentimentos e pela consciência de seus irmãos débeis, e terão cuidado para evitar ofendê-los ou confundi-los. Embora seja verdade que, em matéria de consciência, ninguém é responsável perante o outro, todos os cristãos são responsáveis pelo bem-estar mútuo. Apesar de o cristão ser livre para abandonar todos os critérios legalistas do passado, o amor ao próximo lhe proíbe de usar essa liberdade, se isso puder prejudicar um irmão “débil na fé” (Rm 14:1). CBASD, vol. 6, p. 703.
14 Nenhuma coisa. Isto é, neste contexto, os alimentos de que Paulo tratou (ver com. do v. 1). A expressão “nenhuma coisa” não deve ser entendida em sentido absoluto. Frequentemente, as palavras transmitem mais de um sentido, portanto, a definição particular, em cada caso, deve ser determinada pelo contexto. Por exemplo, quando Paulo disse:’ “todas as coisas me são lícitas” (1Co 6:12), sua declaração, se isolada do contexto, seria a declaração de um libertino. O contexto, que é de uma advertência contra a imoralidade, proíbe imediatamente essa dedução. CBASD, vol. 6, p. 703.
De si mesma. Os alimentos dos quais o “débil” (v. 1) se abstém de comer, mas que o irmão amadurecido aceita, não são os tipos de alimentos que são impuros em sua própria natureza, mas devem sua mancha aos escrúpulos da consciência. CBASD, vol. 6, p. 703, 704.
Impura. Do gr. koinos, literalmente, “comum”. Este termo era usado para descrever as coisas que, apesar de “comuns” para o mundo, eram proibidas aos judeus (ver com. de Mc 7:2). CBASD, vol. 6, p. 704.
Para esse fim é impura. O cristão “débil” (v. 1) crê que não deve comer alimentos oferecidos aos ídolos, por exemplo, e faz com que seja uma questão de consciência a abstinência desses alimentos. Enquanto mantém essa convicção, tal prática seria um erro para ele. Ele pode estar errado, pelo julgamento de outro ponto de vista, mas não seria adequado que ele agisse em violação do que ele conscientemente supõe que Deus requeira (v. 23). CBASD, vol. 6, p. 704.
15 Entristece. O irmão débil é ofendido e tem a consciência perturbada ao ver os crentes mais experientes entregando-se ao que ele considera pecaminoso. Essa dor pode resultar em destruição, pois ele pode se afastar da fé, o que estaria associado a práticas que considera pecaminosas, ou pode ser levado pelo exemplo dos amadurecidos a concordar com atitudes que lhe parecem pecaminosas (ver 1Co 8:10-12). CBASD, vol. 6, p. 704.
Não faças perecer. Seja o que for que influencie alguém a violar a consciência, isso pode resultar na destruição de sua fé. A consciência, uma vez violada, fica enfraquecida. Uma violação pode levar a outra até que a fé seja destruída. Portanto, o cristão que, por condescendência egoísta, mesmo sobre algo que considera perfeitamente adequado, exerce influência tão destruidora, é culpado da perda de uma pessoa pela qual Cristo morreu (cf. 1Co 8). CBASD, vol. 6, p. 704.
Cristo morreu. Ele deu a vida para salvar os débeis (v. 1), e seus irmãos não devem destruí-los por questão de indulgência sobre certos alimentos. Em comparação com o que Cristo fez, o sacrifício pedido é insignificante. Ele deu Sua vida. Certamente, os cristãos amadurecidos na fé estarão dispostos a renunciar ao prazer de alguma comida ou bebida favorita em favor dos débeis. CBASD, vol. 6, p. 704.
17 O reino de Deus. [O] presente reino da graça (ver com. de Mt 4:17; Mt 5:2, 3). … A essência do reino de Deus não está em coisas exteriores, mas na graça interior da vida espiritual. CBASD, vol. 6, p. 704, 705.
Comida nem bebida. Ou, “comer e beber”. Estas questões são insignificantes, quando comparadas com o que, na verdade, constitui o reino de Deus. CBASD, vol. 6, p. 705.
Paz. Inclui não só a reconciliação com Deus (Rm 5:1), mas também a harmonia e o amor na igreja (cf. Rm 14:19; Ef 4:3; Cl 3:14, 15). CBASD, vol. 6, p. 705.
Alegria no Espírito Santo. Esta é a condição dos que “vivem no Espírito” (Gl 5:25; cf. Rm 15:13; Gl 5:22; 1Ts 1:6). Os amadurecidos na fé entendem que o reino de Deus consiste em graças espirituais como estas, e não em coisas materiais como comida e bebida. Assim, no que diz respeito à liberdade cristã no comer e beber, eles preferem restringir a própria liberdade a permitir que o exercício dela destrua a paz da igreja (Rm 14:13). CBASD, vol. 6, p. 705.
18 Deste modo. O crente que age com amor conquista a boa vontade de seu irmão, em lugar de colocar uma pedra de tropeço em seu caminho. CBASD, vol. 6, p. 705.
20 Destruas. Do gr. kataluõ, literalmente, “derrubar”. A palavra é usada para descrever a demolição de algo que foi construído. Portanto, dá-se sequência aqui à figura iniciada com o termo “edificação”, literalmente, “construção”, no v. 19. Pela mera questão de comida, os cristãos não podem lutar contra Deus, derrubando e destruindo o que Ele construiu. CBASD, vol. 6, p. 705.
Com escândalo. Paulo estaria dizendo que “é errado a pessoa ser uma pedra de tropeço para os outros por causa do que come”. CBASD, vol. 6, p. 705.
21 É bom. O cristão amadurecido deve estar disposto a abrir mão de sua liberdade nessas questões relativamente insignificantes, em vez de ofender o irmão débil (cf. 1Co 8:13). CBASD, vol. 6, p. 705.
Vinho. Evidentemente, a carne e o vinho eram os principais objetos de escândalos religiosos para os “débeis”, provavelmente porque era usados pelos pagãos nos sacrifícios aos ídolos. CBASD, vol. 6, p. 705.
22 Tem-na para ti mesmo. Esta fé não deve ser exercida abertamente para escandalizar (v. 1) o “débil”, mas deve ser mantida entre si mesmo e Deus. CBASD, vol. 6, p. 706.
Bem-aventurado. Do gr. makarios (ver com. de Mt 5:3). Esta é a felicidade de uma consciência clara e confiante. CBASD, vol. 6, p. 706.
23 Tem dúvidas. Ou, “debate dentro de si mesmo”. Isto se compara à pessoa de coração dividido (Tg 1:6; cf. Mt 21:21; Mc 11:23; Rm 4:20). CBASD, vol. 6, p. 706.
É condenado. Do gr. katakrinõ, “condenar”. Aquele que come, apesar das dúvidas de sua consciência, é condenado. CBASD, vol. 6, p. 706.
Fé. Paulo afirma aqui que, se o cristão não age por convicção pessoal de que o que faz é certo, mas, em vez disso, segue o juízo de outros, sua ação é pecaminosa. Não se deve violar a própria consciência. Mas ela pode requerer treinamento. Pode sinalizar que certas coisas sejam erradas, quando de fato podem não ser. Assim, até que seja convencido pela Palavra e pelo Espírito de Deus de que determinada atitude é boa, o crente não deve seguir a consciência por si só. Não deve fazer dos outros o critério para sua conduta; deve ir às Escrituras e aprender por si mesmo seu dever sobre o assunto (ver T2, 119-124). CBASD, vol. 6, p. 706.
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ROMANOS 14 – Nossas atitudes devem ser moldadas por uma consciência enraizada no amor e na tolerância, rejeitando preconceitos e julgamentos precipitados.
As questões levantadas em Romanos 14 não estão relacionadas a transgressões morais ou abandonos doutrinários. Paulo aborda disputas sobre práticas cerimoniais, como alimentação e observância de dias específicos. Os “débeis” na fé eram aqueles que preferiam evitar alimentos e bebidas por motivos de impureza cerimonial, enquanto os “fortes” compreendiam que tais questões não afetavam a essência da vida cristã.
Paulo não desconsidera o zelo dos débeis, mas enfatiza que estas práticas não deveriam se tornar motivos de divisão ou condenação.
O amor é a lente pela qual o cristão deve enxergar as diferenças. Em vez de julgar, somos chamados a acolher uns aos outros, assim como Cristo nos acolheu. Isso não significa concordar com tudo, mas respeitar as convicções alheias, desde que estas não comprometam os princípios fundamentais da fé.
Paulo nos alerta para não tornarmo-nos pedras de tropeço. Mesmo que algo seja permitido, o amor nos ensina a renunciar quando nossa liberdade pode ferir a consciência do outro.
• A verdadeira liberdade cristã não é egoísta, mas sacrifical.
Ao falar sobre dias especiais (Romanos 14:5), Paulo destaca que o problema não está na observância do sábado, mas em dias cerimoniais que tinham relevância para os judeus convertidos. Ele não está invalidando princípios eternos da Lei, mas encorajando a tolerância em práticas que não comprometem a essência da fé.
Da mesma forma, em relação à comida (Romanos 14:14), Paulo rejeita o conceito de impureza cerimonial transmitida pelo toque, como ensinado pela tradição judaica. Ele destaca que a santidade é interior e não depende de rituais externos. Contudo, o cristão deve agir com discernimento e evitar hábitos que prejudiquem a saúde ou contradigam princípios bíblicos.
Diante disso, considere:
• A igreja deve ser um lugar de acolhimento, onde as diferenças são respeitadas e a unidade em Cristo prevalece. Isso requer humildade, paciência e, sobretudo, amor.
• Diferentes níveis de maturidade espiritual requerem empatia.
• O reino de Deus cresce não onde há uniformidade, mas onde a diversidade é tratada com respeito e amor cristãos!
• É preciso cultivar o amor: Coloquemos o bem-estar do próximo acima de nossas preferências.
Antes de criticar, pergunte-se: Minha atitude está edificando ou destruindo?
– Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 13 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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562 palavras
1 Por Ele instituídas. Paulo não sugere nestes versículos que Deus sempre aprova a conduta dos governos civis nem indica que é dever do cristão sempre se submeter a eles. As vezes, as exigências do governo podem ser contrárias à lei de Deus e, sob essas circunstâncias, o cristão deve antes “obedecer a Deus do que aos homens” (At 5:29). O raciocínio de Paulo é que o poder dominante dos governos humanos é confiado por Deus aos homens, de acordo com Seus propósitos para o bem-estar da humanidade. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 689.
3 Queres tu[…]? O cristão que não quer temer o governo civil deve praticar o que é certo e, por isso, será elogiado por sua boa conduta. CBASD, vol. 6, p. 690.
5 Temor da punição. Visto que as autoridades civis existem por determinação divina, o cristão deve obedecer, não só porque quer evitar a punição, mas porque é certo obedecer. A única exceção é quando a lei do Estado conflita com a lei de Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
6 Pagais tributo. O contexto sugere que este não é um mandamento, mas uma declaração de fato. Evidentemente, os primeiros cristãos consideravam questão de princípio pagar impostos, talvez em obediência ao ensinamento de Cristo. Apoiando, assim, o governo civil com seus tributos, os cristãos estavam reconhecendo que deviam obediência ao Estado, como ordenado por Deus. CBASD, vol. 6, p. 690.
8 A ninguém fiqueis devendo. O cristão deve pagar tudo o que deve, mas há uma dívida que não pode quitar plenamente: o amor para com os semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 691.
11 Digo isto. A expressão lembra a injunção anterior de nada dever além do amor, que é o resumo dos deveres cristãos. Como um motivo urgente para o cumprimento de seus deveres, Paulo apela para o que sempre foi um dos incentivos mais fortes para a vida cristã: a crença na proximidade da segunda vinda de Cristo. CBASD, vol. 6, p. 692.
Sono. O preparo necessário para o grande dia de Deus exige dos cristãos vigilância. Na parábola das dez virgens, as moças “foram todas tomadas de sono e adormeceram”. CBASD, vol. 6, p. 692.
Salvação está […] mais perto. Por “salvação”, Paulo se refere à vinda de Cristo em poder e glória, e tudo o que ele já havia descrito como a ocorrer nesse evento: “a revelação dos filhos de Deus”, “a redenção do nosso corpo” e a libertação da natureza “do cativeiro da corrupção, para a liberdade da gloria dos filhos de Deus”. CBASD, vol. 6, p. 692.
12 Noite. Tendo comparado a atual condição espiritual de seus leitores ao “sono”, Paulo continua a figura, contrastando a vida presente com a que está por vir, como a noite com o dia. CBASD, vol. 6, p. 693.
Obras das trevas. Representadas aqui como a roupa que deve ser retirada. Em seu lugar, o cristão deve vestir a armadura da verdade e da justiça, para estar pronto para a luz do dia de Cristo, que está raiando. CBASD, vol. 6, p. 693.
13 Dissoluções. Do gr. aselgeiai, “sensualidade”, “libertinagem”, “indecência”. Os pecados dessa lista prevaleciam entre os pagãos no tempo de Paulo, e não estavam limitados a eles. CBASD, vol. 6, p. 693.
14 Revesti-vos.O cristão é exortado a se vestir “das armas da luz”. Então, Paulo representa o próprio Cristo como sendo a armadura do cristão. A vida com a qual ele estava vestido devia ser continuamente renovada na experiência de crescimento diário em santidade. CBASD, vol. 6, p. 693.
A carne. Ou seja, a natureza depravada. Devem ser buscadas provisões para as necessidades do corpo, mas o cristão não deve condescender com a satisfação de emoções e desejos profanos. A vida de luxo e autossatisfação estimula os impulsos carnais que o cristão deve mortificar. Portanto, Paulo adverte os crentes a não alimentar os pensamentos com essas coisas. CBASD, vol. 6, p. 693.
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ROMANOS 13 – Sob inspiração do Espírito Santo, o apóstolo apresenta uma visão integradora da vida cristã, conectando a espiritualidade pessoal com a responsabilidade social e política.
“Nero era o Imperador de Roma (54-68 d.C.) quando Paulo escreveu estas palavras. Ele perseguiu os cristãos e, por fim, executou o apóstolo. Nesta passagem, Paulo fala sobre a resistência desnecessária ao governo. Seu desejo é que os cristãos sejam vistos pelo mundo, tanto quanto possível, como cidadãos submissos à lei, amantes da paz e benéficos à sociedade” (Bíblia Andrews).
Paulo argumenta que a autoridade é instituída por Deus para a manutenção da ordem e da justiça. Tal submissão, entretanto, não é um endosso irrestrito às práticas corruptas ou injustas dos governos. Ao contrário, o chamado à submissão é, em última instância, um chamado à confiança na soberania divina (Romanos 13:1-7).
Deus governa sobre todas as nações e, em Sua providência, utiliza estruturas humanas para cumprir Seus propósitos. Contudo, a história revela momentos em que o cristão, como Daniel na Babilônia ou os apóstolos diante do Sinédrio, deve obedecer a Deus acima de tudo (Atos 5:29).
• O equilíbrio entre submissão e lealdade à Lei de Deus é a marca da maturidade espiritual.
Continuando as implicações de ser cristão, Paulo move-se para um tema central na ética cristã: O amor. “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei”. Essa dívida perpétua reflete a plenitude da Lei, pois “o amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei” (Romanos 13:8, 10).
• O amor não é um substituto para a Lei; é sua essência.
A conclusão do capítulo é um apelo fervoroso à vigilância espiritual. O despertar e a preparação para a chegada “do dia” salienta a exigência do cristão de abandonar as obras das trevas (citadas no texto) e revestir-se de Cristo (Romanos 13:11-14).
• “Chegou a hora…” é um convite à santidade prática, à rejeição dos valores transitórios do mundo e à busca de uma vida em que Cristo seja visivelmente refletido.
Romanos 13 nos chama a viver de forma coerente num mundo marcado por tensões e injustiças, enquanto aguardamos a gloriosa vinda de Jesus Cristo. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: Romanos 12 – Primeiro leia a Bíblia
Romanos 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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4648 palavras
Nota: Romanos 12 é um dos pontos altos da Bíblia, ao descrever a felicidade da aplicação da nova vida da fé à vida cristã, fazendo clara referência ao Sermão da Montanha. Sugiro que você inicialmente use esta seleção de comentários para esclarecer o entendimento de versículos específicos que tenham chamado sua atenção. E, em seguida, fazer uma leitura extensiva de Romanos 12, lendo cada versículo e, após, os comentários relacionados a ele. [Jeferson]
1 rogo-vos. Paulo então se volta para a aplicação prática da justificação pela fé, que explicou nos cap. 1 a 11. Ele mostra que justificação pela fé significa não só perdão dos pecados, mas também novidade de vida. Inclui justificação e santificação; reconciliação bem como transformação. O propósito de Deus é restaurar completamente os pecadores, tornando-os aptos a viver em Sua presença. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 677.
Paulo deixa claro que a justificação pela fé e a salvação pela graça não permitem a ilegalidade ou o descumprimento dos mandamentos de Deus. Ao contrário, aquele que é justificado e ‘ santificado torna-se cada vez mais disposto a obedecer, pois “a justiça da lei” está sendo cumprida nele (Rm 8:4, ARC). CBASD, vol. 6, p. 676.
Vosso corpo. Paulo primeiramente apela aos cristãos para que consagrem o corpo a Deus. Então, ele os exorta a dedicar a Ele suas faculdades intelectuais e espirituais (v. 2). A verdadeira santificação é a dedicação de todo o ser: corpo, mente e espírito (lTs 5:23), ou seja, o desenvolvimento harmonioso das faculdades físicas, mentais e espirituais, para que a imagem de Deus, na qual, originalmente, o ser humano foi criado, seja restaurada (Cl 3:10). CBASD, vol. 6, p. 676, 677.
sacrifício vivo. Em oposição a um sacrifício de sangue. Andrews Study Bible.
Os sacrifícios do sistema cerimonial do AT eram de animais mortos. O sacrifício cristão é o ser vivo. O adorador cristão se apresenta vivo com todas as suas energias e faculdades dedicadas a Deus. CBASD, vol. 6, p. 677.
Santo. Os judeus eram proibidos de oferecer em sacrifício um animal que fosse coxo, cego ou vítima de qualquer deformidade (Lv 1:3, 10; 3:1; 22:20; Dt 15:21; 17:1; Ml 1:8). Toda oferta era examinada e, se descoberta qualquer mancha, o animal era rejeitado. Da mesma forma, os cristãos devem apresentar o corpo na melhor condição possível. Todas as faculdades e virtudes devem ser preservadas puras e santas; caso contrário, a dedicação de si mesmo a Deus não pode ser aceitável. Esse requisito não é arbitrário. O propósito de Deus para os crentes é a completa restauração. Isso inclui, necessariamente, a purificação e o fortalecimento da integridade física, bem como dos poderes mentais e espirituais. CBASD, vol. 6, p. 677.
O Deus que amou o mundo de tal maneira que deu Seu Filho para salvar deleita-Se quando os pecadores se convertem dos hábitos autodestrutivos e se dedicam a Ele. Isso torna possível a Ele cumprir Seu propósito de restaurá-los. e levá-los de volta à perfeição em que foram originalmente criados. CBASD, vol. 6, p. 677.
culto racional. Adoração espiritual em oposição a um serviço em templo físico. A adoração cristã consiste em uma conduta santa. Andrews Study Bible.
Racional. Do gr. logikos, “racional”, “espiritual”, “lógico”. A outra ocorrência desta palavra no NT é em 1 Pedro 2:2, em que “espiritual” é a tradução preferível (ver com. ali). CBASD, vol. 6, p. 678.
2 Não vos conformeis com este século. O cristão não deve seguir os costumes de sua época, como era seu hábito anterior, quando vivia segundo a carne (Rm 8:12). Ao contrário, deve passar por completa transformação mediante a renovação da mente. CBASD, vol. 6, p. 678.
renovação da vossa mente. Adotando um novo padrão de pensamentos e julgamentos. Andrews Study Bible.
Na conversão, a mente é posta sob a influência do Espírito de Deus. O resultado é que “temos a mente de Cristo” (1Co 2:13-16). … E, ao ser o interior transformado pelo poder do Espírito Santo, a vida exterior é progressivamente alterada. CBASD, vol. 6, p. 678.
Experimenteis. Pela renovação da mente, o crente é habilitado a saber o que Deus deseja que ele faça. É iluminado para rejeitar as formas de conduta desta época má. Se já não tem mente carnal, mas a mente de Cristo, ele está disposto a fazer a vontade de Deus e, assim, é capaz de reconhecer e compreender a verdade (Jo 7:17). Só a mente renovada pelo Espírito Santo pode interpretar corretamente a Palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 678.
3 Porque […] digo. Paulo passa então a demonstrar os resultados práticos da mente renovada e iluminada. Primeiramente, ele fala da humildade e sobriedade de espírito que convém ao crente consagrado e do uso apropriado dos dons espirituais para a construção unificada da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679.
A cada um. Com estas palavras enfáticas, Paulo inclui cada membro individual da igreja de Roma, não importando seu ofício ou sua influência. CBASD, vol. 6, p. 679.
não pense. A tradução literal seria: “Para não se ensoberbecer além do que deveria pensar, mas pensar de modo a estar sóbrio.” Esta é uma advertência contra superestimar-se a si mesmo. Cada cristão precisa se familiarizar com os pontos fracos, bem como com os traços positivos de seu caráter, a fim de estar protegido contra o envolvimento em empreendimentos e responsabilidades para os quais Deus nunca o capacitou (ver OE, 319). CBASD, vol. 6, p. 679.
moderação. O orgulhoso e vaidoso não tem uma ideia correta de si mesmo. A humildade é o efeito imediato da entrega a Deus e à consequente renovação da mente. O cristão consagrado reconhece sua dependência da graça de Deus por todo dom espiritual que possa desfrutar, e isso não deixa espaço para autoestima desvirtuada. O cristão vê a si mesmo com discernimento iluminado e julgamento sóbrio. CBASD, vol. 6, p. 679.
a medida da fé. Este é o verdadeiro padrão pelo qual se deve medir. A pessoa com mente carnal não regenerada avalia-se pelos padrões do mundo, por riqueza, posição ou erudição. Está sempre se esforçando para dar a impressão de ser maior do que realmente é. Mas, quando a fé assume o comando, e a mente se renova, a pessoa tem poder para discernir as reais limitações de suas habilidades. A fé apresenta um novo padrão de medida, de acordo com o qual se pode determinar com precisão a natureza e a extensão das habilidades e, assim, não pensar demasiadamente sobre si mesmo. Percebe-se que, quanto maior a fé, maior será a influência e o poder espiritual. Mas isso não pode ser um motivo para orgulho, pois quanto maior a medida da fé, mais elevada será a percepção da dependência de Deus. CBASD, vol. 6, p. 679
4-8 Compare as listas de dons espirituais em 1Co 12:4-11, 27-30; Ef 4:11. Sobre o propósito dos dons espirituais, ver Ef 4:11-16. Andrews Study Bible.
4 num só corpo. A razão pela qual os cristãos devem ter humildade e bom-senso é que a igreja, assim como o corpo humano, é composta de muitos membros, com diferentes funções a executar. Essas funções são necessárias e importantes , mas nem todas parecem igualmente gloriosas. Na igreja, o bem-estar e o progresso de todos dependem do espírito de amor, cooperação e estima recíproco entre os membros, cada um exercendo suas funções designadas. Essa ilustração do corpo e seus membros é desenvolvida de forma mais completa em 1 Coríntios 12:12 a 27. CBASD, vol. 6, p. 679.
5 Um só corpo em Cristo. Assim como muitos membros compõem um só corpo humano, assim também, a multidão de cristãos é um só corpo em Cristo. Jesus é o único que une e vitaliza toda a congregação de crentes. Paulo descreve Cristo como a cabeça da igreja, e os membros todos sujeitos a Ele (Ef 1:22; 4:15, 16; Cl 1:18). Essa unidade da igreja cristã sugere a interdependência de seus membros. Uma vez que todos pertencem a um só corpo, pertencem individualmente uns aos outros. Assim, Paulo ordena que os crentes trabalhem unidos, cada um em sua própria esfera, para o bem comum da igreja. CBASD, vol. 6, p. 679, 680.
6-8 Dê uma olhada nesta lista de dons e imagine os tipos de pessoas que receberiam cada dom. Profetas muitas vezes são ousados e articulados. Cristãos servidores (envolvidos no ministério) são fiéis e leais. Professores conseguem pensar claramente. Exortadores sabe como motivar os outros. Doadores são generosos e confiantes. Líderes são bons organizadores e gestores. Os misericordiosos e cuidadores são pessoas que são felizes em dar o seu tempo aos outros. Seria difícil para uma pessoa apresentar todas estas características. Um profeta assertivo não costuma ser um bom conselheiro, e um doador generoso pode falhar como líder. Quando você identificar seus próprios dons (e esta lista está longe de ser completa), pergunte como você pode usá-los para construir a família de Deus. Ao mesmo tempo, perceba que seus dons não podem fazer o trabalho da igreja sozinho. Seja grato por pessoas cujos dons são completamente diferentes dos seus. Deixe os pontos fortes deles equilibrarem suas fraquezas, e seja grato por que as habilidades deles compensam as suas deficiências. Juntos vocês podem construir a igreja de Cristo. Life Application Study Bible.
6 diferentes. Pela graça de Deus, os membros da igreja cristã são dotados de grande variedade de poderes espirituais, a fim de atender às diferentes necessidades de seus irmãos e disseminar o evangelho a cada nação, língua e povo. CBASD, vol. 6, p. 680.
Dons. Do gr. charismata, “dons da graça” (cf. Rm 1:11; 5:15, 16; 6:23; 11:29; ICo 7:7; 12:4, 9, 28). Estas são qualidades e faculdades especiais transmitidas aos crentes pelo Espírito Santo, para o serviço da igreja. Muitas vezes, parecem ser talentos naturais de que o Espírito Se apropria, aumentando seu poder e santificando seu uso. Todos os dons espirituais são “dons da graça”, concedidos de acordo com a vontade e o propósito de Deus. Os que os recebem não têm motivo para vaidade. A fonte de sua força e influência não está em si mesmos. CBASD, vol. 6, p. 680.
Profecia. Nas Escrituras, este termo se aplica a qualquer palavra inspirada e não deve ser limitado à predição de eventos. Um profeta pode falar do passado, do presente ou do futuro (ver Êx 7:1; Lc 1:76, 77; At 15:32; ICo 14:3, 24, 25). CBASD, vol. 6, p. 680.
Não é somente predizer o futuro. Muitas vezes o termo se refere a pregar a mensagem de Deus. Life Application Study Bible.
O significado da expressão “de acordo com a proporção da fé” é indicado pela frase paralela 4 “segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (v. 3). CBASD, vol. 6, p. 680.
De acordo com nossos dons espirituais e nosso chamado. Neste capítulo Paulo utiliza o termo “fé” como o senso de nosso entendimento dos dons espirituais porque espera-se que expressemos nossa fé através dos dons espirituais que temos recebido (ver 1:11-12). Andrews Study Bible.
Deus dará o poder espiritual necessário e apropriado para desempenhar a responsabilidade. Life Application Study Bible.
7 Ministério. Do gr. diakonia. … Uma vez que Paulo fala aqui de diferentes dons e distingue “ministério” de profecia, ensino e exortação, parece evidente que a palavra deve ser entendida no sentido mais limitado de serviço em assuntos temporais e externos, tais como o suprimento das necessidades dos pobres, dos doentes, bem como dos estrangeiros. CBASD, vol. 6, p. 680.
dediquemo-nos. O sentido é que os que foram chamados para esse tipo de serviço devem se dedicar a ele. O trabalho de atender às necessidades temporais da igreja não deve ser considerado de pouca importância. É tanto um dom da graça de Deus como o é a profecia. O significado espiritual desse serviço é enfatizado pelo fato de que, no tempo dos apóstolos, só homens “cheios do Espírito Santo e de sabedoria” eram colocados sobre “o ministério diário” da assistência (At 6:1, 3). CBASD, vol. 6, p. 680, 681.
ensina. Em 1 Coríntios 12:28, o mestre é listado logo depois de apóstolos e profetas. Seu trabalho é organizar, desenvolver, impressionar a mente e aplicar à vida prática as verdades reveladas. Este dom consiste em um entendimento iluminado e na habilidade da exposição clara. CBASD, vol. 6, p. 681.
8 Exorta. Do gr. paraklêsis, “apelo”, “encorajamento”, “consolação” (comparar com Rm 15:5; 2Co 8:4; Fp 2:1). O ensino é dirigido ao entendimento. A exortação visa, sobretudo, ao coração e à vontade. Alguns têm o dom especial de estimular as pessoas à ação, ou confortá-las quando em aflição. CBASD, vol. 6, p. 681.
contribui. Do gr. metadidõmi. O termo significa “contribuir” ou “compartilhar” os próprios bens e as riquezas (comparar com Lc 3:11; Ef 4:28). CBASD, vol. 6, p. 681.
liberalidade.O cristão que compartilha os bens com os outros deve fazê-lo com singeleza de coração (cf. Ef 6:5; Cl 3:22) e não para se gloriar. Não deve nutrir qualquer ostentação nem objetivo egoísta. Essa sinceridade e generosidade também são dons do Espírito, cuja influência orientadora é necessária para o uso correto das riquezas (cf. Mt 6:3; 19:21). CBASD, vol. 6, p. 681.
O que preside. Literalmente, “aquele que é colocado à frente”. CBASD, vol. 6, p. 681.
diligência.De toda pessoa em posição de liderança, espera-se energia e zelo. Essas qualidades são dons do Espírito Santo, e o cristão que delas foi dotado deve dedicar todo esforço ao trabalho a ele designado. CBASD, vol. 6, p. 681.
alegria. Seja ao confortar os enlutados ou ao aliviar os sofredores, quem “exerce misericórdia” deve deixar claro que o serviço é prestado voluntariamente e de bom grado. Os atos de bondade realizados com ânimo e alegria são de mais elevado valor do que aqueles praticados apenas pelo cumprimento do dever. CBASD, vol. 6, p. 681.
9 Amor. Do gr. agapê (ver com. de Mt 5:44; l C o 13.1). Da discussão sobre o uso correto dos dons espirituais, Paulo passa então a instruir os crentes acerca do exercício do maior de todos os dons e do princípio básico de todo o verdadeiro cristianismo: o amor. Assim, como em 1 Coríntios 12 e 13, Paulo aqui conclui a discussão acerca dos dons espirituais com uma referência ao amor. CBASD, vol. 6, p. 682.
Detestai. Do gr. apostugeõ, que ocorre só aqui no NT e significa aversão tão grande a algo que a pessoa se mantém longe do mesmo. O amor sincero não pode tolerar o mal, mesmo que seja numa pessoa amada. CBASD, vol. 6, p. 682.
10 Amai-vos cordialmente. Do gr. philostorgoi, termo que expressa o terno amor e carinho existente entre parentes próximos. CBASD, vol. 6, p. 682.
Amor fraternal. Do gr. philadelphia, termo que descreve o vínculo estreito que deve existir entre os membros da igreja (comparar com 1Ts4:9;Hb 13:1; IPe 1:22; 2Pe 1:7). … Paulo afirma que, em amor por seus irmãos em Cristo, os crentes devem manter aquela mesma calorosa afeição que os parentes próximos. CBASD, vol. 6, p. 682.
preferindo-se em honra uns aos outros. “prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios” (NVI), “se esforcem para tratar uns aos outros com respeito” (NTLH). Talvez o significado pretendido seja o sugerido na passagem quase paralela de Filipenses 2:3: “por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo”. Um resultado do verdadeiro amor é que a pessoa não busca a própria honra ou vantagem, mas está disposta a honrar os outros. Os cristãos, motivados pelo amor genuíno, serão mais dispostos a prestar respeito do que a recebê-lo. CBASD, vol. 6, p. 682.
Tratando o outro com respeito e honra. Na sociedade greco-romana, respeito e honra eram reservados para as pessoas das classes superiores da sociedade. A maioria dos primeiros cristãos eras escravos ou escravos libertos. Andrews Study Bible.
11 No zelo. Do gr. spoudê: “zelo”, “ardor”, “fervor”. … Aqui, Paulo não se refere a negócios seculares, mas ao zelo e energia espirituais. CBASD, vol. 6, p. 682, 683.
Remissos. Do gr. oknêroi, “demorados”, “hesitantes”, “tímidos”, “lentos”, “descuidados”, “preguiçosos”. CBASD, vol. 6, p. 683.
Fervorosos. Do gr. zeo, literalmente, “ferver”. Apolo é descrito como alguém que era “fervoroso de espírito” (At 18:25). O cristão zeloso sempre mantém o interesse na causa de Deus, como se estivesse a ponto de ebulição. Seu fervor lhe dá poder com as pessoas (At 18:25, 28) e lhe traz o poder de Deus. CBASD, vol. 6, p. 683.
Espírito. O crente consagrado e ativo não considera o exercício de suas funções cristãs como um trabalho desinteressante e penoso, mas uma experiência alegre e vitalizante. Com o coração em chamas, ele sempre se apressa para onde quer que haja algum bem a ser feito. Compartilha o amor de Cristo pela humanidade caída e, assim, encontra a mais profunda satisfação em ministrar às necessidades dos semelhantes. Assim como o Senhor, ele tem uma energia que outros não conhecem, pois sua comida “consiste em fazer a vontade dAquele que [o] enviou e realizar a Sua obra” (Jo 4:32-34). CBASD, vol. 6, p. 683.
12 Regozijai-vos na esperança . A esperança cristã é a causa da alegria, e é explicada em Romanos 8:20 a 25. É ela que permite ao cristão olhar para além da escuridão e das dificuldades do mundo presente para as coisas invisíveis e eternas (2Co 4:17, 18). A esperança, bem como muitas das virtudes cristãs, brota da virtude fundamental, que é o amor. Isso é indicado por 1 Coríntios 13:7: o amor “tudo espera”. CBASD, vol. 6, p. 683.
Perseverantes. Unicamente pela constante comunhão com Deus é que o cristão pode conservar a força e a coragem para suportar os desafios próprios da fé (ver At 1:14, 6:4; Cl 4:2). O demorar-se nas coisas que são de cima (Cl 3:2) e medir cada ato e impulso pela contemplação da glória e da vontade de Deus é o antídoto contra a impaciência sob provocação e oposição. CBASD, vol. 6, p. 684.
13 compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade. Compartilhai . Do gr. koinõneõ, “compartilhar”, “tomar parte em”, “atuar como parceiro” (ver Rm 15:27; Fp 4:15; ITm 5:22; Hb 13:16; IPe 4:13). Paulo afirma que os cristãos devem compartilhar as necessidades de seus irmãos na fé, e atendê-las como se fossem as suas próprias. Isso é muito mais do que dar esmolas, é uma aplicação prática do princípio do amor (Rm 12:9). CBASD, vol. 6, p. 684.
Refere-se à generosa distribuição de comida e caracterizava o companheirismo dos primeiros cristãos. Andrews Study Bible.
Praticai. Do gr. diõkõ, literalmente, “perseguir”, “seguir após” (comparar com ICo 14:1; lTs5:15;Hb 12:14; IPe 3:11). O termo indica que os cristãos não devem apenas exercer hospitalidade, mas estar ansiosos por praticá-la. CBASD, vol. 6, p. 684.
Hospitalidade. Do gr. philoxenia, literalmente, “amor aos estranhos”, portanto, “abrigar os estranhos”. Desde cedo, os cristãos consideraram a hospitalidade uma das mais importantes virtudes cristãs (cf. ITm 3:2; Tt 1:8; Hb 13:2; IPe 4:9). Isso ocorria em vista do grande número de viajantes e perseguidos. Muitos cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo com aqueles que mantinham a mesma fé (ver At 8:1; 26:11). A hospitalidade que os crentes praticavam uns para com os outros contribuía para os vínculos que mantinham unidos os membros dispersos da igreja. CBASD, vol. 6, p. 684.
13 A hospitalidade cristã difere de entretenimento social. O entretenimento centra-se no anfitrião – a casa deve ser impecável; a comida deve ser bem preparada e abundante; o anfitrião deve aparecer relaxado e bem-humorado. Hospitalidade, pelo contrário, centra-se nos convidados. Suas necessidades – seja para um lugar para ficar, alimento nutritivo, um ouvido atento, ou aceitação – são a principal preocupação. A hospitalidade pode acontecer em uma casa bagunçada. Pode ocorrer em torno de uma mesa de jantar onde o prato principal é sopa enlatada. Ele pode até mesmo acontecer enquanto o anfitrião e o convidado estão trabalhando juntos. Não hesite em oferecer hospitalidade só porque você está muito cansado, muito ocupado, ou não pensa ter recursos suficientes para entreter. Life Application Study Bible.
14 abençoai os que vos perseguem. Abençoai, do gr. eulogeõ, “falar bem de”, “invocar bênçãos sobre”. No v. 13, Paulo fala do tratamento dos cristãos aos amigos; neste versículo, ele indica o tratamento adequado aos inimigos. Nós “abençoamos” nossos perseguidores, quando oramos e trabalhamos por seu bem. As palavras de Paulo são semelhantes às de Jesus (ver Mt 5:44; cf Lc 6:28; IPe 3:9). CBASD, vol. 6, p. 684.
O objetivo da conduta cristã é trazer bênçãos aos outros, mesmo àqueles que lhe perseguem. Andrews Study Bible.
15 Alegrai-vos. A simpatia em todas as circunstâncias é uma evidência da autenticidade do amor. Das duas formas de simpatia mencionadas neste versículo, a primeira talvez seja a mais difícil. Parece mais fácil e natural simpatizar-se com a dor. Mas alegrar- se com o sucesso e as alegrias dos outros requer nobreza de caráter. Os opostos dessas virtudes são a inveja, que diz respeito à boa sorte dos outros, e a dor e a maldade, que se satisfazem com os infortúnios dos outros. Essas manifestações de egoísmo são tendências naturais do coração não regenerado. CBASD, vol. 6, p. 684, 685.
16 Tende o mesmo sentimento. O cristão deve compartilhar dos sentimentos e aspirações de seus irmãos (cf. Rm 15:5; 2Co 13:11; Fp 2:2; 4:2). Entre os cristãos, deve existir sempre a harmonia que resulta de um objetivo comum, esperanças e desejos comuns. Não competir um com o outro. Andrews Study Bible.
Em lugar de serdes orgulhosos. Ou, “não te ensoberbeças” (Rm 11:20), “não cuideis das coisas altivas” (TB). “O amor […] não se ufana, não se ensoberbece” (ICo 13:4). O orgulho pode ser motivado até por realizações espirituais (ver ICo 12). CBASD, vol. 6, p. 685.
Condescendei. Do gr. sunapagõ, literalmente, “carregar consigo”, como por uma inundação; portanto, “sujeitar-se”, “submeterse”, “entregar-se”. CBASD, vol. 6, p. 685.
humilde. A maioria dos membros da igreja era pobre, e os poucos ricos podem ter sido tentados a considerar com algum desdém os irmãos mais humildes (Tg 2:1-9). Mas essa falta de amor e simpatia tornaria impossível aos crentes ter “o mesmo sentimento uns
para com os outros”. Portanto, os cristãos devem ter a mente semelhante à de Jesus. … Se o filho de Deus Se dispôs a humilhar-Se por amor de Suas criaturas corrompidas, certamente, os cristãos devem estar dispostos a “rebaixar-se” para se associar a qualquer um dos seus semelhantes (ver OE, 330-336; ver com. de Tg 1:9, 10). CBASD, vol. 6, p. 685.
Sábios aos vossos próprios olhos. Esse tipo de orgulho é um pecado contra o amor cristão, pois significa desprezo pela opinião dos outros e, finalmente, até mesmo aos conselhos de Deus. O cristão que tem a mente renovada não confia na presunção da própria habilidade e compreensão nem se recusa a ouvir os conselhos dos outros. Ao contrário, em amor e humildade, ele respeita o julgamento de seus irmãos e mantém a mente aberta e receptiva ao ensino. Está pronto a reconhecer suas limitações e seus erros, e a aprender com os outros. CBASD, vol. 6, p. 685.
17-21 Estes versos resumem a essência da vida cristã. Se amamos alguém como Cristo nos ama, estaremos dispostos a perdoar. Se temos experimentado a graça de Deus, vamos querer compartilhá-la com os outros. E lembre-se, a graça é favor imerecido. Ao saciar a sede de um inimigo, não estamos desculpando seus crimes. Estamos reconhecendo-o como pessoa, perdoando-o, e amando-o, apesar de seus pecados, assim como Cristo fez por nós. Life Application Study Bible.
17 esforçai-vos. Tentar fazer. Andrews Study Bible.
Fazer o bem. Do gr. kala, “coisas boas”, “coisas nobres”, “coisas corretas”. … A fim de desarmar a oposição, o cristão deve pensar e agir a fim de que sua conduta, devido a bondade e justiça transparente, seja irrepreensível não só diante de Deus, mas aos olhos de todos. Os seguidores de uma causa impopular que querem convencer outros da veracidade e excelência de sua mensagem devem fazer com que seu comportamento esteja acima de qualquer suspeita. O cristão deve fazer sua luz brilhar diante dos semelhantes, para que vejam suas boas obras e glorifiquem ao Pai que está nos céus (Mt 5.16). Para isso, nunca devem se engajar em atividades ou empreendimentos de caráter duvidoso que coloque em descrédito não só a si mesmos, mas também todo o corpo cristão. CBASD, vol. 6, p. 686.
18 se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens. Os cristãos não deveriam iniciar hostilidades. Andrews Study Bible.
Tanto quanto se refira ao cristão, ele deve fazer tudo que puder para manter a paz. Mas há momentos em que a fidelidade ao princípio pode implicar incorrer no antagonismo dos outros. Portanto, Paulo acrescenta a qualificação: “se possível”. O registro da própria vida de Paulo, que foi um conflito quase constante, mostra que nem sempre é possível manter a paz. Em um mundo onde o príncipe é Satanás, os soldados de Cristo não devem esperar que tudo seja paz. No entanto, o cristão deve sempre se certificar de que, se a paz for quebrada, que não seja por sua culpa. CBASD, vol. 6, p. 686.
19 dai lugar à ira. O artigo definido antes da palavra “ira” indica que a referência é à ira de Deus (cf. com. de Rm 5:9). Essa interpretação é confirmada pelas palavras seguintes: “a Mim Me pertence a vingança. Eu é que retribuirei”. “Dar lugar” significa “dar espaço” para que a ira vingadora de Deus opere. Os cristãos nunca devem buscar vingança contra quem os trata injustamente. Devem deixar o assunto com Deus. Apenas um Deus onisciente, todo-amoroso e perfeito pode julgar e punir os malfeitores com justiça. … Os que estão cheios de pensamentos de vingança dão oportunidade a que Satanás inspire ira, ódio e amargura, quando deveriam encorajar o crescimento do fruto da Espírito: amor, alegria, paz, longanimidade (Gl 5:22). CBASD, vol. 6, p. 686.
Está escrito. Citação de Deuteronômio 32:35; comparar com Hb 10:30. … em Romanos, é usada como um consolo ao povo de Deus, que é perseguido injustamente. Deus os vinga no devido tempo. CBASD, vol. 6, p. 686.
Os cristãos não deveriam exercer vingança com suas próprias mãos. Andrews Study Bible.
20 amontoarás brasas vivas. Isto pode se referir a uma tradição egípcia de carregar uma panela de carvão em brasas na cabeça como ato público de arrependimento. Ao se referir a este provérbio, Paulo estava dizendo que devemos tratar nossos inimigos com bondade de maneira que eles se envergonhem e se arrependam de seus pecados. a melhor maneira de se livrar de nossos inimigos é torná-los nosso amigos. Life Application Study Bible.
Ver com. de Pv 25:22. A bondade é a melhor vingança que o cristão pode tomar contra um inimigo. Amontoar brasas vivas sobre a cabeça de um oponente significa um ato de amor, e não de maldade. CBASD, vol. 6, p. 687.
21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem. A vingança é um sinal, não de força, mas de fraqueza. Sofre derrota quem permite que seu humor seja afetado e seus princípios cristãos de amor e domínio próprio sejam abandonados. Mas quem controla o desejo de vingança e faz do mal sofrido uma oportunidade para mostrar bondade obtém a vitória sobre si mesmo e sobre os poderes do mal. Essa atitude não é apenas mais nobre, quanto mais eficaz. Com ela, pode-se desarmar o inimigo (cf. Pv 15.1) e conquistar outra pessoa. Assim, Deus não retribuiu aos pecadores a vingança que mereciam, mas revelou amor e misericórdia. É a bondade, paciência e longanimidade de Deus que leva as pessoas ao arrependimento (Rm 2:4). CBASD, vol. 6, p. 687.
Este verso resume a vida de Jesus, especialmente Sua morte na cruz. Andrews Study Bible.
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ROMANOS 12 – Após explanar teologia, Paulo apresenta implicações do evangelho. “Portanto, irmãos…” é uma transição intencional e significativa. “Portanto” conecta tudo o que foi escrito nos capítulos anteriores de Romanos com o apelo que ele está prestes a fazer. Essa ponte é essencial para compreender a profundidade da exortação de Paulo.
Em Romanos 12, Paulo faz uma aplicação prática: Com base nas misericórdias de Deus descritas anteriormente, o remanescente é chamado a viver de forma coerente com a graça recebida de Deus através de Cristo.
Paulo não apela para o medo ou a culpa, mas para a gratidão e o reconhecimento da bondade divina. Ele chama os cristãos a apresentarem o corpo como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”; ou seja, uma resposta prática e diária ao evangelho. Assim, Paulo usa “portanto” para ligar a teologia (Romanos 1-11) à prática (Romanos 12-16). Ele quer que os fiéis entendam que a vida transformada não é um esforço para ganhar o favor de Deus, mas uma resposta grata à Sua graça já revelada. Esse “portanto” é a ponte entre a doutrina e a ética cristã.
• O cristão possui bom relacionamento com Deus: Ele consagra a vida a Ele e busca uma mente renovada para viver o plano perfeito de Deus (Romanos 12:1-2).
• O cristão possui bom relacionamento consigo mesmo: Ele reconhece seu valor sem perder a humildade e usa seus dons e talentos para cumprir a missão divina sendo que Deus o criou para ser (Romanos 12:3-8).
• O cristão possui bom relacionamento com os irmãos em Cristo: Ele ama com sinceridade – sem máscaras, ciente que o amor genuíno une corações. Serve com alegria e entusiasmo, cultiva a esperança e persevera na oração mesmo diante da tribulação, é generoso e acolhedor (Romanos 12:7-13).
• O cristão possui bom relacionamento com todos: Ele responde ao mal com bondade, demonstra empatia, vence o orgulho com humildade, promove a paz e não brigas, confia na justiça divina e não se vinga, e pratica o bem como uma arma muito poderosa para alcançar vitórias que sem ele jamais alcançaria (Romanos 12:14-21).
Reflita com atenção nesse texto inspirado de Paulo. Tem muito pagão se achando cristão.
Esse texto é para ser utilizado como uma autoavaliação: Sou cristão de fato e de verdade? – Heber Toth Armí.