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LEVÍTICO 23 – As festas orientadas por Deus são pedagógicas. Como estão relacionadas ao Santuário, elas ensinam o processo da salvação; o objetivo é a proclamação do evangelho para reavivar o povo de Deus e, evangelizar àqueles que ainda não pertencem a esse povo.
Levítico 23 trata de sete festas instituídas pelo Senhor: Páscoa (Levítico 23:4-5); dos Pães Asmos (Levítico 23:6-8); das Primícias (Levítico 23:9-14); Pentecostes (Levítico 23:15-22); das Trombetas (Levítico 23:23-25); da Expiação (Levítico 23:26-32); e, dos Tabernáculos (Levítico 23:23-44).
A sequência dessas festividades nos brinda um calendário profético. O ano deveria começar com a Páscoa, indicando o sacrifício de Cristo (Mateus 26:27-28; 27:46; João 19:31-37; substituída pela Santa Ceia 1 Coríntios 5:7; 11:23-26); ligando com a festa das primícias que retratava a ressurreição de Cristo e dos primeiros frutos da salvação (1 Coríntios 15:20-21; Apocalipse 14:4). Ao retirar o fermento na festa dos Pães Asmos, ilustrava a obra de santificação do pecador liberto do pecado pelo sangue de Cristo (Êxodo 12:8-20; 1 Coríntios 5:6-8; 15:22; Apocalipse 14:4-5). No quinquagésimo dia na sequência, acontecia o Pentecostes, que retratava a descida do Espírito Santo sobre o crente, apontando para a “Chuva Temporã” (Joel 2:23; Atos 2:1-41) e a “Chuva Serôdia” (Joel 2:23; Apocalipse 14:6; 18:1).
No sétimo mês do calendário religioso de Deus, acontecia a festa das trombetas, alertando os salvos para os eventos subsequentes, como sendo sinais do segundo advento de Cristo ou prenúncios do juízo (João 12:31; Apocalipse 8:1-9:19; 1 Pedro 4:17; Apocalipse 14:7; Joel 2:1). O décimo dia do sétimo mês era o Dia da Expiação, apontando para a purificação do povo que aceitou o sacrifício provido por Deus (Malaquias 3:1-3; 1 Coríntios 3:16-17; 2 Coríntios 6:16-17; Daniel 8:14; Apocalipse 11:19; 14:6-12, 20). Finalmente, a festa dos Tabernáculos encerra a celebração didática de Deus mostrando a alegria no Céu por Cristo graciosamente oportunizar a morada dos fieis na Pátria Celestial (Zacarias 14:16; Apocalipse 7:9-12; 14:1-5; 19:6-10; 21:1-22:7).
Jesus está ilustrado na oferta de sacrifício e no Sacerdote que tudo faz perante o Senhor a fim de que Sua entrega e ministério sejam aceitos em favor de nós; já que somos indignos de qualquer favor, Sua graça está claramente em evidência nesses rituais, cuja finalidade é levar-nos para morar no Céu. Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LEVÍTICO 22 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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1068 palavras
1-9 Porque haviam tantas orientações com respeito aos sacerdotes? Os israelitas deveriam estar bem familiarizados com sacerdotes do Egito. Sacerdotes egípcios estavam interessados principalmente com política. Eles viam a religião como um caminho para obter poder. Portanto, os israelitas estariam desconfiados quanto ao estabelecimento de uma nova ordem sacerdotal. Mas Deus queria que Seus sacerdotes servissem a Ele e ao povo. Seu trabalho era religioso – ajudar o povo a se aproximar de Deus e adorá-Lo. Eles não poderiam utilizar de sua posição para obter poder porque não lhes era permitido possuir terras ou tomar dinheiro de quem quer que fosse. Todas essas orientações tranquilizavam o povo e ajudavam os sacerdotes e atingir seu propósito. Life Application Study Bible.
2 que se abstenham das coisas sagradas (ARA; NVI: “que tratem com respeito as coisas sagradas”). Tudo o que era usado no tabernáculo devia ser rigorosamente limpo, cerimonialmente e de outras formas. Se algum sacerdote se tornasse impuro, devia cuidadosamente evitar tocar ou mesmo se aproximar das coisas sagradas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 865.
3 eliminado da minha presença. Excluído da comunidade que cultuava a Deus. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Qualquer pessoa cerimonialmente imunda que comesse alimentos santos de um sacrifício se arriscava à morte (7.20-21). A imundícia (morte) e a santidade (vida) não deveriam se misturar. Bíblia de Genebra.
4 leproso. A maior parte da contaminação que podia atingir o sacerdote era apenas de natureza temporária, e a exclusão do serviço do santuário duraria só até a tarde. No entanto, os que contraíam lepra ou fluxo eram excluídos até que fossem declarados limpos outra vez. Isso durava o tempo necessário para a recuperação. Durante a exclusão, eles eram mantidos pelos outros sacerdotes, mas não podiam comer das coisas oferecidas porque elas simbolizavam o carregamento dos pecados. CBASD, vol. 1, p. 865.
5 que tocar em algum réptil, com o que se faz imundo (ARA; NVI: “tocar em alguma criatura… que o torne impuro”).
7 Posto o sol. O dia terminava ao pôr do sol. Naquela hora, as portas do santuário eram fechadas e encerrados os serviços do dia. Por isso, se o sacerdote estivesse contaminado até a tarde, ele podia oficiar só no dia seguinte. CBASD, vol. 1, p. 865.
9 para que, por isso, não levem sobre si pecado e morram (ARA; NVI: “para que não sofram as consequências do seu pecado nem sejam executados por tê-los profanado”). As leis da pureza eram as mesmas para os sacerdotes e o povo, mas as penalidades eram muito mais severas para os sacerdotes, que tinham maiores responsabilidades. Cf Nadabe e Abiú (10.1-3) e os sacerdotes infiéis do tempo de Malaquias (Ml 1.6-2.9). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 Nenhum estrangeiro comerá das coisas sagradas (ARA; NVI: “Somente o sacerdote e a sua família poderão comer da oferta sagrada”). estrangeiro. Heb zar, da raiz zur, “afastar-se”. Aqui se refere a qualquer pessoa que não fosse sacerdote ou levita, portanto um leigo, um estranho. … Outras palavras para “estrangeiro”, propriamente dito, são gêr, que dá a ideia de errante, um viajante sem moradia fixa, e goy[plural goyin], que se refere às pessoas que não pertencem à nação israelita, e se traduz “gentio”. Bíblia Shedd.
12 se casar com estrangeiro (ARA; NVI: “se casar com alguém que não seja sacerdote”).
13 repudiada (ARA; NVI: “se divorciar”).
19-25 Somente o melhor deveria ser oferecido a Deus; somente aquilo que vem de um coração grato e voluntário, a dedicação das melhores qualidades do nosso ser, é aceitável a Deus. … Até os pagãos achavam que os ídolos que adoravam eram dignos de sacrifícios perfeitos, sem defeito. Bíblia Shedd.
Animais com defeitos não eram aceitáveis como sacrifício porque não representavam a natureza santa de Deus. Além disso, os animais nao deveriam ter qualquer defeito [impureza] para prefigurar a vida perfeita e sem pecado de Jesus Cristo. Quando damos o melhor de nosso tempo, talento e tesouro a Deus em vez do que é imperfeito ou comum, declaramos o verdadeiro significado da adoração e testificamos da dignidade suprema de Deus. Life Application Study Bible.
20 o animal deve ser sem defeito. A palavra para “defeito” é a mesma usada em 21:17-23, onde se refere aos defeitos dos descendentes de Arão. Um sacrifício defeituoso seria um insulto a Deus (Ml 1:8-9, 13-14) e não representaria a Cristo, que é o nosso Sacrifício moralmente perfeito. Andrews Study Bible.
23 No caso das ofertas voluntárias opcionais, uma espécie de sacrifício pacífico (cap. 3), pequenos defeitos eram tolerados. Bíblia de Genebra.
Se … era uma oferta voluntária e não um voto, o ofertante podia apresentar um animal, mesmo que fosse desproporcionado ou com algum defeito. Essas ofertas eram usadas, com frequência, pelos pobres. Se tivesse chifre quebrado, defeito na perna ou cicatriz na pele, nenhum desses defeitos tornava o animal impróprio para o consumo. CBASD, vol. 1, p. 865.
24, 25 Referia-se a animais castrados que poderiam ser empregados nas fazendas, mas não deveriam ser sacrificados como oferta a Deus. Bíblia Shedd.
25 como pão de vosso Deus (ARA: NVI: “como alimento do seu Deus”).
27, 28 Matar um animal logo depois do seu nascimento demonstrava pouco respeito pela vida e, portanto, era incompatível com a santidade. Bíblia de Genebra.
Apresentando de novo Êx 22:30. Isso, e a seguinte lei que proibia o sacrifício de uma fêmeas e seu filho no mesmo dia (v. 28) mostra respeito pela vida animal (comparar com Êx 23.19; Dt 22:6-7). Andrews Study Bible.
Os animais recém-nascidos não eram considerados como tendo existência própria e independente antes de completar uma semana de vida. Os israelitas entendiam este mandamento como um desejo da parte de Deus de lhes ensinar a misericórdia, Êx 23.19; 34.26; Dt 14.21; 22.6-7. Bíblia Shedd.
Deve-se manter o princípio da bondade para com os animais ainda hoje. Não se deve matá-los desnecessariamente, mas estar ciente do cuidado terno e solícito que o próprio Criador tem pelas criaturas do campo e da floresta (Mt 10:29). Até mesmo as criancinhas se ressentem quando algum dano é feito aos animais. Não se deve perder a sensível apreciação que as crianças têm pela bondade. Qualquer tipo de crueldade é revoltante. Os médicos devem estar alerta para não se tornarem insensíveis ao sofrimento dos outros. Os ministros não devem se esquecer das fragilidades humanas e da necessidade de simpatia mais do que de repreensão. CBASD, vol. 1, p. 865.
29 fá-lo-eis para que sejais aceitos (ARA; NVI: “ofereçam-no de maneira que seja aceito em favor de vocês”.
30 naquele mesmo dia. A mesma regra era aplicada à Páscoa (Êx 34.25); a oferta de comunhão [ARA: “voto ou oferta voluntária”], por outro lado, podia ser reservada e comida no dia seguinte (7.16).
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LEVÍTICO 22 – Jamais deveríamos subestimar a importância do livro de Levítico. Seu valor é imensurável. “Levítico ocupa posição central entre os cinco livros de Moisés, com Gênesis e Êxodo de um lado e Números e Deuteronômio, de outro. Assim como o santuário era essencial no culto de Israel, do mesmo modo Levítico contém a essência das introduções dadas em relação ao serviço de adoração. É o embrião do evangelho e, a partir dele, o Novo Testamento pode ser melhor compreendido; sem ele, parte dos evangelhos e das epístolas permaneceria na obscuridade. Cristo Se apresenta como sacerdote e sumo sacerdote, o Cordeiro de Deus, nossa oferta pelo pecado, o sacrifício imolado cujo sangue era aspergido em volta do altar, como o pão que desceu do céu, a luz do mundo, o incenso fragrante. Essas e muitas outras alusões não seriam claramente compreendidas sem a luz de Levítico. Paulo examinou profundamente esse livro quando escreveu Hebreus e discutiu as doutrinas da fé cristã. Subentende-se que o Israel espiritual, hoje, não pode negligenciar esse livro” alerta-nos o Comentário Bíblico Adventista.
O líder espiritual, que é representante do verdadeiro Deus, precisa demonstrar seu compromisso em sua conduta e no convívio familiar (Levítico 22:1-16), assim como os diáconos e bispos/presbítero nas orientações de Paulo (1 Timóteo 3:1-12; 5:17-22; Tito 1:6-9).
Além disso, os sacrifícios ministrados pelos sacerdotes deviam ser desprovidos de defeitos e fisicamente perfeitos; o propósito deles era apontar para uma oferta perfeita, que seria ministrada por um Sumo Sacerdote perfeito (Levítico 22:17-33; Hebreus 7:25-28).
O evangelho inclui a oferta, o sacerdote e o sumo sacerdote. Há uma correlação que nenhum desses itens deve ser desvinculado dos outros. O evangelho resulta em adoração genuína! Adoração deve envolver o adorador inteiro; e, a devoção genuína ao verdadeiro Deus deve receber constante reflexão.
O tabernáculo não era lugar de espetáculo; nem lugar de diversão; nem lugar de passear; nem lugar de socializar-se; nem lugar de recreação. Era lugar de adoração ao Deus que proveu perdão e salvação; lugar em que o Soberano do Universo Se encontrava com Seus súditos. Era lugar do desgraçado encontrar graça, do desesperado encontrar esperança, do condenado experimentar a absolvição.
Ainda hoje, o Santuário Celestial oferece estes maravilhosos benefícios (Hebreus 2:17-18; 4:16). Desfrutemos desses privilégios! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LEVÍTICO 21 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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865 palavras
1-24 Nestes versículos são registradas as regras de pureza específicas aos sacerdotes. Bíblia de Genebra.
A mensagem de Levítico 21 é para os sacerdotes e suas famílias. Eles deviam se proteger de qualquer tipo de contaminação. O povo devia fazer certas coisas proibidas aos sacerdotes. Por sua vez, os sacerdotes comuns tinham mais liberdade do que o sumo sacerdote. Havia uma gradação de conduta que se tornava mais rígida conforme a posição da pessoa. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 862.
1 O sacerdote não se contaminará (ARA; NVI: “não poderá tornar-se impuro”). Tornar-se cerimonialmente impuro “por causa de um morto” significa tocar um cadáver. Life Application Study Bible.
A santidade (vida) e a morte são incompatíveis entre si. Bíblia de Genebra.
2 salvo por seu parente mais chegado. Um cadáver, fosse por um santo ou pecador, era considerado impuro. CBASD, vol. 1, p. 862.
4 homem principal. O sacerdote não podia seguir o costume normal de chorar pelos mortos, mas sempre manter a dignidade do ofício sacerdotal. CBASD, vol. 1, p. 862.
5 Não farão calva na sua cabeça (ARA; NVI: “não raparão a cabeça”). [Juntamente com o corte das extremidades da barba e o ferir a carne,] São sinais de luto, empregados pelos pagãos. Um sacerdote que revelava sinais externos de desespero não estaria em condições de preencher seu lugar apontado no culto do Templo. Bíblia Shedd.
Costumes de luto envolvendo a desfiguração do corpo também foram banidos, pois os sacerdotes, na qualidade de homens santos, tinham de ter corpos íntegros (Dt 14.1, nota). Bíblia de Genebra.
6 Santos serão. Embora Deus não tenha dois padrões de conduta para Seu povo, Ele espera que os ministros deem exemplo à igreja por meio de uma vida santa. O serviço de Deus sempre exige o melhor. Há três coisas enfatizadas neste capítulo sobre as qualificações para o sacerdócio: 1. Condição física. … A perfeição física representava a perfeição de caráter pela qual todos deviam lutar. 2. Santidade. Sua vida devia ser sem mancha e a família, sem reprovação. Uma igreja pode ser acertadamente julgada pela vida de seus membros, e talvez o teste mais preciso seja o padrão de santidade manifestado na vida do ministro. 3. Consagração. Os sacerdotes não podiam permitir que algo interferisse no serviço a Deus. O sumo sacerdote não devia chorar a perda de um ente querido, ou assistir aos funerais de um familiar (ver v. 10, 11). Coisa alguma deveria afetar a obra de Deus. CBASD, vol. 1, p. 862.
7 ou desonrada (ARA;NVI: “que tenha perdido a virgindade”).
9 Se a filha de um sacerdote se desonra, prostituindo-se, profana a seu pai; será queimada (ARA; NVI: “Se a filha de um sacerdote se corromper, tornando-se prostituta, desonra seu pai; deverá morrer queimada”). [A filha de um sacerdote nunca poderia argumentar que se prostituía por condições de pobreza, pois os sacerdotes e suas famílias deveriam ser mantidos pelas ofertas do povo. Outro agravante era que a prostituição cultual estava associada a muitas religiões dos povos de Canaã.]
10 O sumo sacerdote. Embora as regras fossem rigorosas para um sacerdote, havia ainda mais rigor para o sumo sacerdote. … Ele não… podia rasgar as vestes, … chegar perto de um morto, nem que fosse seu pai ou sua mãe. As palavras de Cristo aos discípulos refletem esse ideal (Mt 8:22). CBASD, vol. 1, p. 862-863.
11 Não se chegará a cadáver algum (ARA; NVI: “Não entrará onde houver um cadáver”).
12 Não sairá do santuário. Os sacerdotes comuns serviam apenas por um curto período a cada ano; o sumo sacerdote permanecia sempre no seu posto. Ele deveria estar sempre disponível, por isso não poderia se ausentar em viagem. Um sacerdote poderia substituir o outro em caso de emergência, mas ninguém podia oficiar no lugar do sumo sacerdote. Em tempos posteriores ele passou a ter um substituto. CBASD, vol. 1, p. 863.
14 Tanto o sacerdote ofertante como o animal oferecido deviam estar isento de qualquer mancha ou defeito, para satisfazerem às exigências de Deus. Só Cristo cumpriu plenamente estas exigências, sendo em Si mesmo sem defeito ou mancha de pecado, e tendo feito do Seu corpo um sacrifício perfeito, como ofertante e como Vítima, 2 Co 5.21; 1 Pe 1.19; Hb 7.26-28; Ml 1.8. Bíblia Shedd.
15 E não profanará a sua descendência. Os filhos das uniões mencionadas no v. 14 desqualificavam o sucessor do pai no ofício sagrado, assim como ele se desqualificava ao violar a lei que proibia esses casamentos. Essas regras foram dadas para preservar o sacerdócio como uma ordem santa. Os sacerdotes deveriam ser puros em todos os aspectos, para que pudessem merecer o respeito do povo. CBASD, vol. 1, p. 863.
17 em quem houver algum defeito. Os portadores de defeitos podiam servir em deveres menores, mas jamais podiam subir ao altar (v. 21). … acender o fogo ou remover as cinzas. Podiam examinar os leprosos, cuidar das portas e manter o pátio em ordem; porém, não podiam desempenhar qualquer função estritamente sacerdotal (v. 23). Eles não eram privados da renda regular dos sacerdotes e podiam comer das ofertas dadas a eles. CBASD, vol. 1, p. 863.
para oferecer o pão de seu Deus (ARA; NVI: “para trazer a seu Deus ofertas de alimento”). Bíblia Shedd.
18 de rosto mutilado. Ou seja, com defeito na face. CBASD, vol. 1, p. 863.
ou desproporcionado. Literalmente, ter “algum membro fora dos padrões normais”. Tudo o que tem a ver com a adoração a Deus deve ser perfeito. CBASD, vol. 1, p. 863.
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LEVÍTICO 21 – O livro de Levítico não é exclusivo aos levitas. Até o capítulo anterior, as orientações são concernentes à nação de Deus na Terra. Deste capítulo em diante, o foco é a liderança espiritual. Contudo, “uma vez que o sacerdócio ilustra os crentes desta era, as várias ordens quanto à pureza cerimonial, casamento, etc. mostram a importância de os cristãos ficarem longe do pecado (2Tm 3:16-17)”, alega Merrill Unger.
A santidade não é obra de mãos pecaminosas. Pecadores não alcançam santidade pelas próprias habilidades. “O sacerdote é santo ao seu Deus”, e deveria ser considerado santo pelo povo; “porque ele oferece o alimento do seu Deus”. O próprio Deus é quem dá a ordem: “Considerem-no santo”; por qual razão? Por suas obras perfeitas? Por seu padrão impecável? Não! De forma alguma. Deus mesmo responde: “Porque eu, o Senhor, que os santifico, sou Santo” (Levítico 21:7-8).
O foco nunca é o pecador, é o Senhor. O devaneio dos perfeccionistas, legalistas e fariseus modernos está em focarem no ego, em lugar da perfeição de Cristo. Deus declara “Eu Sou o Senhor” (Levítico 21:12). Ele reitera: “Eu Sou o Senhor, que o santifico” (Levítico 21:15, 23). Qualquer santidade baseada na humanidade não passa de falsidade espiritual. A religiosidade desfocada é uma aberração teológica; é rígida, baseada na crítica, no julgamento, na condenação, na humilhação objetivando promover o próprio orgulho e vaidade satânica.
A função sacerdotal deveria ser realizada por pessoas sem defeitos físicos, pois apontava para Cristo. Contudo, “os portadores de deficiências, como coxos, cegos e anões, estavam afastados da função sacerdotal, mas não da condição sacerdotal. Isso ilustra que os defeitos na vida do crente não anulam sua posição ‘em Cristo’ nem sua recepção da graça (‘Comerá o pão do seu Deus, tanto do santíssimo como do santo’, 22), mas limitam sua utilidade no ministério” explica Unger.
Servir a Deus é um privilégio, que vem junto com uma exigência essencial de santidade, a santidade do Senhor. Do casamento ao luto a postura do líder religioso deveria ser diferenciada.
Diante disso, “numa geração corrupta e adúltera, a santidade e a pureza da vida podem ser atribuídas somente á obra santificadora do Espírito na vida do crente”, salienta R. K. Harrison. Então, consagremo-nos ao serviço divino! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: LEVÍTICO 20 – Primeiro leia a Bíblia
LEVÍTICO 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
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1498 palavras
Em Levítico 20, parece que a taça da misericórdia de Deus secou. Em vez de procurar conciliar os rebeldes, Ele ordena a pena de morte para quem sacrifica seus filhos a Moloque, amaldiçoa seus pais, ou participa de adultério (espiritual ou fisicamente). Na verdade, o pecado de sacrificar seus filhos a Moloque era tão grande que Deus diz que aqueles que praticam esse tipo de adoração abominável estão espiritualmente contaminando Seu santuário! Isso é muito sério! Conquanto Deus seja paciente e longânimo, Ele às vezes tem que dizer, até para seu próprio povo: “Basta!” Melodious Eco Mason, em http://revivedbyhisword.org/en/bible/lev/20/.
A maioria das ofensas mencionadas neste capítulo foi discutida nos capítulos 18 e 19. Ali, o apelo ao povo se dá essencialmente no nível espiritual, um apelo ao seu senso de justiça. Aqui, as ofensas são consideradas crimes contra o estado e, portanto, devem ser punidas. A punição, geralmente, é a morte. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 860.
No cap. 20, muitos dos mesmos pecados alistados no cap. 18 são mencionados de novo, mas desta vez com a especificação da pena de morte. O Deus de Israel é um Deus zeloso que não tolera rivais (v. nota em Êx 20.5). Requer lealdade exclusiva (v. Êx 20.3). Bíblia de Estudo NVI Vida.
2 que der de seus filhos a Moloque. Não era simplesmente uma dedicação da criança a Moloque, mas era sacrificá-la como oferta queimada (2Rs 23:10; Jr 32:35; ver Jr 7:31; 19:5; Ez 16:21; 23:37). CBASD, vol. 1, p. 860.
Sacrificar crianças aos deuses era uma prática comum em religiões antigas. Os amonitas, vizinhos de Israel, faziam do sacrifício de crianças a Moloque (seu deus nacional) uma parte vital de sua religião. Eles viam isso como um grande presente que eles poderiam oferecer para desviar o mal ou para apaziguar deuses irados. Deus tornou claro que esta prática era detestável e estritamente proibida. Tanto nos tempos do AT como do NT o Seu caráter torna o sacrifício humano impensável: 1) Contrariamente aos deuses pagãos, Ele é um Deus de amor, que não precisa ser aplacado (Êx 34:6); 2) Ele é o Deus da vida, que proíbe o assassinato e encoraja práticas que conduzem à saúde e felicidade (Dt 30:15, 16). 3) Ele é o Deus do desamparado, que mostra especial cuidado com as crianças (Sl 72:4). 4) Ele é um Deus de altruísmo, que ao invés de demandar por sangue, dá Sua vida por outros (Is 53:4, 5). Life Application Study Bible.
será morto. A pena era severa contra os pecados graves da idolatria. do adultério, do incesto e das perversões sexuais, porque desonravam a Jeová e destruíam a estrutura da sociedade humana. Bíblia Shedd.
3 contaminando assim o Meu santuário. Tamanho pecado cometido pelo povo escolhido de Deus ou outro morador em Sua terra prometida automaticamente aparentemente contaminaria o Seu santuário, que representava Sua administração, no sentido de arruinar Sua reputação (“nome”; Dt 12:5) no mundo. Andrews Study Bible.
6 Cf v. 27; 19.26. Consultar médiuns, na tentativa de se comunicar com os espíritos dos mortos, era um pecado que acarretava a penalidade da morte, tanto para o médium como para aquele que o consultava. Estes versículos também são uma condenação ao espiritismo dos nossos dias. Bíblia Shedd.
Somente Deus devia ser consultado – por meio do sacerdote ou de um profeta. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Todo mundo está interessado no que reserva o futuro, e frequentemente procuramos outros por orientação. Mas Deus nos adverte contra buscar conselho no oculto. Mediuns e espíritas eram banidos porque Deus não era a fonte de sua informação. No melhor caso, praticantes do oculto são fraudes, em cujas predições não se podem confiar. No pior, eles estão em contato com espíritos malignos e são, portanto, extremamente perigosos. Não precisamos buscar no oculto informação sobre o futuro. Deus nos deu a Bíblia para que tivéssemos, por ela, toda a informação que precisamos – e o que a Bíblia ensina é digno de confiança. Life Application Study Bible.
7 sede santos. Esta é, como foi enfatizado anteriormente, a nota tônica de Levítico e o que Deus deseja que seu povo tenha em mente. A razão para isso é simplesmente: “Eu sou o Senhor vosso Deus”. CBASD, vol. 1, p. 860.
8 Guardai os meus estatutos (ARA). NVI: “Obedeçam aos meus decretos”. O v. 7 destaca a santificação, sendo seguido da injunção “guardai os Meus estatutos”; então, surgem as palavras “Eu sou o SENHOR que vos santifico”. Santificar-se e guardar os estatutos divinos estão aqui combinados – como deve ser na vida real. A alegação de que a santificação pode ser obtida sem obediência à vontade de Deus é uma afirmação espúria. CBASD, vol. 1, p. 860.
9 Jesus citou este texto em Mc 7.10. Bíblia de Genebra.
seu sangue cairá sobre ele (ARA; NVI: “merece a morte”). Se alguém matasse esse tipo de réu, a responsabilidade por esta morte não cairia sobre quem o matou, mas sim sobre o próprio homem que se mostrasse digno de ser eliminado. Bíblia Shedd.
A morte parece uma penalidade severa por simplesmente amaldiçoar alguém. Que grande responsabilidade os pais tinham ao educar uma criança de modo que ela aprendesse a respeitar a autoridade. Disso a pessoa se lembra quando vê pais que se submetem ao abuso de um filho que não apenas se recusa a obedecer, mas grita, chuta, rebela-se e até agride o pai ou a mãe. Esses pais se arrependem por não terem tomado atitude firme a tempo e por terem permitido que o filho agisse, sem terem imposto limites. No entanto, maior arrependimento poderá vir com a compreensão de que, se tivessem agido prontamente e com sabedoria, o filho poderia ter sido salvo para o reino de Deus. CBASD, vol. 1, p. 860.
10-21 Os detestáveis atos listados aqui eram muito comuns entre as nações pagãs de Canaã; suas religiões eram exuberantes em deusas do sexo, prostituição cultual e outros pecados grosseiros. As práticas religiosas imorais dos canaanitas refletiam uma cultura que tendia a corromper todo aquele que entrava em contato com ela. Em contraste, Deus estava construindo uma nação para exercer uma influência positiva no mundo. Ele não queria que os israelitas adotassem as práticas canaanitas e caíssem em devassidão. Assim, Ele preparou o povo para o que eles enfrentariam na terra prometida ao ordenar que evitassem pecados sexuais. Life Application Study Bible.
Não é agradável ler os v. 10-21, nem há intenção de sê-lo. As coisas mencionadas são vergonhosas e vis e, portanto, a sentença é, geralmente, a morte. CBASD, vol. 1, p. 860.
Esta lista de estatutos contra pecados sexuais incluem punições extremamente severas. Por quê? Deus não tolerava estas ações pelas seguintes razões: 1) Elas destroem o comprometimento existente entre os parceiros casados; 2) Elas destroem a santidade da família; 3) Elas distorcem o bem estar mental das pessoas; 4) Elas disseminam doenças. Os pecados sexuais sempre foram amplamente disseminados, mas a glorificação do sexo entre pessoas que não são casadas entre si frequentemente ocultam tragédias e sofrimento por trás dos bastidores. Quando a sociedade mostra pecados sexuais como atrativos, é fácil esquecer do lado escuro. Deus tem boas razões para proibir pecados sexuais: Ele nos ama e quer o melhor para nós. Life Application Study Bible.
12 fizeram confusão (ARA; NVI: “O que fizeram é depravação”). O incesto, mencionado em várias formas (11-21), é destruidor da vida familiar, corroendo a pureza do lar. Bíblia Shedd.
13 praticaram coisa abominável (ARA; NVI: “praticaram ato repugnante”). A homossexualidade foi um dos pecados de Sodoma, uma causa primária da sua destruição por Jeová, Gn 19.5, 13. Este pecado foi praticado em Israel, por alguns benjamitas, mas castigado pelas demais tribos, Jz 20.1-11. Bíblia Shedd.
16 Heródoto, historiador grego, mostra que este pecado fazia parte da religião supersticiosa do Egito; motivo adicional de condená-lo. Bíblia Shedd.
17 vir a nudez dela (ARA). NVI: “se envolver sexualmente com ela”.
20 morrerão sem filhos. Esta penalidade pode não ser muito drástica hoje, mas nos tempos antigos ela o era. Morrer sem filhos significava não ter parte na esperança de Israel, o que praticamente significava estar fora da aliança. CBASD, vol. 1, p. 860.
21 imundícia é (ARA; NVI: “comete impureza”). Se [o irmão] tivesse morrido, isto não seria mais pecado. Se não deixara descendência, não somente seria permitido, mas até exigido tomar sua viúva para lhe suscitar descendentes, Dt 25.5; Mt 22.24-30 Seria para “guardar seu nome vivo em Israel”. Bíblia Shedd.
22, 23. O fato de os cananeus terem sido punidos pelos vários pecados, até o ponto de extermínio, revela claramente que as Leis de Deus não eram apenas um código particular para Israel, mas que tinham sido gravadas até nas consciências dos próprios pagãos, Rm 1.18-27. Bíblia Shedd.
23 nos costumes da gente. Deus desejava que Seu povo se mantivesse separado das nações ao redor nos costumes, no vestuário, na moralidade e até na alimentação. CBASD, vol. 1, p. 860.
26 separei-vos. Israel devia se distinguir de todas as outras nações, não apenas no modo de adorar, mas também nos ideais, objetivos, vida social e recreativa, dieta e vestuário. Deus “separou” Seu povo de todos os demais, não apenas para torná-lo diferente, mas para que representasse, em cada hábito, a perfeição do caráter divino. Assim, até as nações pagãs viriam a reconhecer a superioridades das leis de Deus (Dt 4:6-9). CBASD, vol. 1, p. 861.
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LEVÍTICO 20 – A perversão da religião se deu no início da saga do pecado. Caim foi o primeiro indivíduo a adulterar a adoração sem mostrar qualquer arrependimento quando desaprovado pelo ser adorado. No tempo do fim, o Apocalipse apresenta uma adoração generalizada à besta e sua imagem (Apocalipse 13), mas um remanescente perseverará na adoração ao Criador (Apocalipse 14:7, 12).
A adoração ao deus Moloque revela a facilidade da perverter a adoração. Inclusive pessoas que experimentam grande libertação miraculosa podem descambar rapidamente a deuses fantoches, humanamente inventados (Êxodo 32).
Atualmente, a situação não é diferente. “O declínio da verdadeira adoração nas igrejas evangélicas é um sinal preocupante. Reflete uma depreciação de Deus e uma pecaminosa apatia para com sua verdade entre o povo de Deus. Os evangélicos vêm desempenhando um tipo de busca de cultura popular banal durante décadas e, como resultado, o movimento evangélico tem de tudo, exceto a consideração da glória e da grandeza dAquele a Quem adoramos. Talvez ainda mais preocupante, o deplorável estado da adoração nas igrejas evangélicas revela a ausência da verdadeira reverência e devoção na vida particular de inúmeros membros da igreja. A adoração em conjunto, afinal, deveria ser o transbordamento natural de vidas de adoração em comunhão”, analisa John MacArthur.
A profecia aponta à proliferação de inúmeras heresias no tempo do fim (1 Timóteo 4:1-2; 2 Pedro 2:1-3). No Apocalipse, o auge do engano se dará com três espíritos imundos, parecidos a rãs saindo da boca do diabo, da besta apocalíptica, e do cristianismo apostatado; “eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-poderoso” (Apocalipse 16:13-14).
Três espíritos satânicos operarão contra as mensagens dos três anjos de Apocalipse 14:6-12. A adoração será o foco no final da história humana. Para ser verdadeira, a adoração precisa foca no alvo certo: o Criador!
Adoração verdadeira não deve acontecer apenas nos recintos do templo, mas em todo lugar, todos os dias, o dia todo. Desta forma, a mensagem de Apocalipse 18:1-5 se equipara às orientações divinas em Levítico 20. Para que a adoração seja sem hipocrisia, é preciso estar em dia com a vontade de Deus… Portanto, reavivemo-nos eticamente! – Heber Toth Armí.