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“Assentava-se o mar sobre doze bois; três olhavam para o norte, três, para o ocidente, três para o sul, e três para o oriente; o mar apoiava-se sobre eles, cujas partes posteriores convergiam para dentro” (v.4).
Quando estudamos sobre o santuário no livro de Êxodo, vimos a disposição dos objetos e o significado de cada um deles. A Casa de Deus era uma tenda que era desmontada e remontada a cada peregrinação de Israel. Mas Salomão recebeu o encargo e o privilégio de edificar um lugar fixo de adoração ao único e verdadeiro Deus.
No capítulo de hoje, vários objetos são citados, como as pias, os candeeiros, as mesas e as bacias. Mas o primeiro objeto descrito chama a atenção pela sua dimensão e riqueza de detalhes. O mar de fundição, sem dúvida, foi um dos objetos do templo que mais se destacava. Lembram da pia de bronze no santuário, onde os sacerdotes se lavavam? Salomão fez um “mar” para isso. Em proporções gigantescas, aquele imenso lavatório era sustentado por doze bois, tudo feito “de bronze purificado” (v.16).
Calcula-se que o mar tivesse 4,4m de diâmetro e 2,2m de altura, com a capacidade de armazenar extraordinários 44 mil litros de água (CBASD, vol.2, p.830). Este suntuoso objeto fazia parte do pátio do templo, assim como a pia fazia parte do pátio do santuário. Tinha a função de lavar os sacerdotes, simbolizando a purificação dos pecados.
Sabemos que os bois naquele período eram muito utilizados para transporte de cargas e para arar a terra. Os bois do mar de fundição foram divididos de forma que os quatro cantos da Terra fossem alcançados. Israel possuía doze tribos que eram representantes do Deus vivo. O reinado de Salomão foi uma oportunidade ímpar de destacar o papel do povo de Deus na Terra: representá-Lo.
A mensagem de salvação estava sobre seus ombros e deveria ser reconhecida em toda parte. Doze bois, doze tribos, quatro cantos da terra… estas não são ilustrações reflexivas, amados? O ponto culminante, o último sinal antes do segundo advento de Cristo será a pregação do evangelho a todo o mundo. “Então, virá o fim” (Mt.24:14). Em cada direção devemos levar a “carga” da esperança e “arar” a Terra, semeando a Palavra de Deus.
A pia, ou o mar, representam o santo batismo, mas também representam a nossa necessidade diária de purificação. Todos são convidados a descer às águas para remissão de seus pecados e para do Alto receber o Espírito Santo. Assim fazendo, o Espírito inicia a Sua obra de purificação, uma obra que Salomão sabiamente ilustrou da seguinte forma: “Mas a vereda do justo é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18).
O Senhor nos convida a levar a mensagem ao mundo; a proclamar o sacrifício de Cristo e Sua breve volta para que, assim como Ele morreu e ressuscitou, todos tenham a oportunidade de morrer para os seus pecados e renascer para o reino dos Céus. Pois o chamado de Deus não foi apenas para Israel: “Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós, povos, escutai; ouça a Terra e a sua plenitude, o mundo e tudo quanto produz” (Is.34:1). Muito em breve o mundo inteiro saberá que há um Deus que tanto o amou que enviou o Seu único Filho para salvá-lo (Jo.3:16). Então, Ele mesmo chamará os Seus: “Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e Minhas filhas das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7).
Meus amados, estamos em tempos difíceis e solenes. A cada dia temos visto dor, miséria e destruição. O que estamos fazendo para amenizar o sofrimento alheio? Realmente compreendemos que a esperança que um dia nos alcançou precisa ser compartilhada? Este mundo está prestes a contemplar o maior acontecimento de todos os tempos: o retorno glorioso de Cristo Jesus. E o que estamos fazendo? Conhecemos, de fato, o tempo em que estamos vivendo?
É hora, e já chegou, de cada pedacinho deste mundo ser alcançado pelo evangelho eterno. Fomos criados para a glória de Deus e não para nos destruirmos uns aos outros. A obra que temos em mãos é infinitamente mais grandiosa do que o mar de fundição. Como um só povo, ergamos a bandeira ensanguentada do Príncipe Emanuel! Aceitemos o Seu chamado: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:19). E Ele promete estar conosco, todos os dias, até à Sua breve volta, quando seremos levados para adorá-Lo “em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus” (Ap.15:2).
Pai Celestial, eu creio que estamos vivendo em tempos emprestados e que logo veremos o céu se enrolar como um pergaminho e o sinal do Filho do Homem. Não deixa, Pai, que sejamos distraídos e iludidos pelas coisas deste mundo, mas que sejamos filhos da luz, conhecedores do tempo. Purifica o nosso coração e que a nossa vida, escondida em Ti, revele ao mundo o Teu amor e a Tua justiça. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, missionários do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS4 #RPSP
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“Começou Salomão a edificar a Casa do Senhor em Jerusalém, no monte Moriá, onde o Senhor aparecera a Davi, seu pai, lugar que Davi tinha designado na eira de Ornã, o jebuseu” (v.1).
O local designado para a edificação do templo foi o cenário de dois importantes episódios na história de Israel:
- “No monte Moriá”: Foi ali o lugar designado por Deus para Abraão oferecer seu filho Isaque em sacrifício (Gn.22:2);
- “Na eira de Ornã”: Onde o Anjo do Senhor apareceu e onde Davi edificou um altar ao Senhor “e invocou o Senhor” (1Cr.21:26).
Desde o momento em que a voz de Deus foi ali ouvida por Abraão, o primeiro patriarca de Israel, eu creio que o Senhor selou o pavimento daquele lugar com a presença de anjos aguardando com expectativa o erguimento do sagrado edifício. A fé de Abraão e a obediência de Isaque sacramentaram a perfeita união de fé e obras que se tornaria a essência do templo. A oferta de Davi, mediante genuíno arrependimento e confissão diante de Deus, prefigurou o propósito do templo: ser uma “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7).
Não seria um templo religioso exclusivo para Israel, mas um convite do Criador para que todos O invocassem. Do alto lugar, a manifestação da glória do Senhor iluminava toda a Terra. E tendo o ouro como principal matéria-prima, a Casa de Deus reluzia em seu esplendor como a joia de Israel. Não era, porém, o ouro, as pedras preciosas ou a grande quantidade de madeira que deveriam atrair os adoradores, e sim o poder da Palavra que liberta.
Fosse aquele lugar o centro de ensino das Escrituras, sob a liderança de homens tementes a Deus, e o Senhor o teria conservado como fonte a jorrar para a vida eterna. Mas a glória que era devida somente ao Senhor foi transmitida para o adornado lugar; pecado que encontraria sua consequência com a destruição do templo por Nabucodonosor. E o segundo templo, mesmo inferior em grandeza e beleza, seria mais glorioso do que o primeiro, pois o Desejado de todas as nações nele entraria (Ag.2:7-9).
Como santuários do Espírito Santo, a pergunta é: para quem a honra e a glória? Em uma geração de redes sociais, selfies e demasiada exposição pessoal, corremos o sério risco de confundir testemunho com exaltação própria. Nesta trama que envolve vida ou morte eterna, precisamos, pela graça de Deus, tomar decisões acertadas e firmes. A “timeline” de minha vida diminui o meu eu e exalta a pessoa de Jesus Cristo? Ou o brilho opaco de minha própria imagem impede que a luz divina a mim disponível glorifique o Senhor? Uma coisa é certa, amados: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá” (1Co.3:17).
Muito cuidado, meus irmãos! Ninguém está livre de tamanho pecado! Quando o povo de Deus estiver de mãos dadas, fechado o círculo da verdadeira piedade; quando cada um, em sua esfera de atuação dada pelo Espírito Santo, entender que o seu papel na missão deve fundir-se com o de todos os que amam a vinda do Senhor; então, o mundo reconhecerá que há na Terra um povo peculiar, que não negocia princípios e que caminha numa mesma direção: “a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15).
“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt.5:16). Busquemos do Senhor a sabedoria do Espírito Santo, a fim de que se cumpra em nós a profecia para este tempo, apressando a volta de Jesus: “Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas, sempre e eternamente” (Dn.12:3).
Senhor, nosso Deus, nos deste um privilégio imerecido ao transferir para nós o Teu santuário terrestre. Mas assim como o propósito do templo era para que o Senhor habitasse com o Seu povo e que a Tua glória se manifestasse ali, que o propósito de nossa existência seja sermos Tua morada e glorificarmos a Ti. Enche-nos do Espírito Santo e que sejamos sábios para discernir o tempo em que estamos vivendo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS3 #RPSP
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“Disse mais Hirão: Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, que fez os céus e a terra; que deu ao rei Davi um filho sábio, dotado de discrição e entendimento, que edifique casa ao Senhor e para o seu próprio reino” (v.12).
Como Davi lhe havia orientado, dotado da sabedoria e conhecimento concedidos por Deus, Salomão resolveu “edificar a casa ao nome do Senhor, como também casa ao seu reino” (v.1). Enviando carta a Hirão, rei de Tiro, a fim de arrecadar a madeira necessária para a construção e um artífice habilidoso para liderar a obra, Salomão se mostrou amistoso, confirmando a relação pacífica com Hirão, já estabelecida no reinado de Davi.
As palavras do rei estrangeiro revelam o seu conhecimento acerca do Deus de Israel. Certamente, a aliança estabelecida com Davi não se limitou apenas a um acordo político, mas resultou em uma troca de conhecimento. Assim como Salomão sabia da habilidade daquele povo em corte de madeira e construção, Hirão sabia que foi o “Deus de Israel, que fez os céus e a terra” (v.12). Certamente, Hirão viu e ouviu, através de Davi, o suficiente para lhe dar esta certeza.
A “grande e maravilhosa” (v.9) Casa do Senhor seria erguida para não encontrar rival. Estabelecida para ser a mais grandiosa construção de todos os tempos, foi separado para este propósito um tesouro de incalculável valor. Às mãos dos estrangeiros residentes em Israel coube o serviço de construção. Como em tempos remotos os estrangeiros construíram o templo de Salomão, o evangelho do reino pregado aos gentios os tornou coedificadores da igreja cristã, dando continuidade à obra dos apóstolos.
Necessitamos, hoje, de filhos como Salomão, que foi reconhecido como “um filho sábio, dotado de discrição e entendimento” (v.12), e líderes como Hirão-Abi, “homem sábio de grande entendimento” (v.13). Notem que o rei de Tiro não glorificou o nome de Davi nem o de Salomão, e sim o nome do Senhor. A nossa vida não deve se destacar pelo que temos ou pelo que fazemos, mas deve apontar para Deus, o Arquiteto e Edificador da nossa vida. O nosso testemunho pessoal deve ser a carta de Cristo ao mundo. Para isso fomos chamados: para convocar “a cada nação, e língua, e tribo, e povo” para adorar “Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:6-7).
Como santuários de Deus, há uma “grande e maravilhosa” (v.9) obra acontecendo em nós. Contemplando o Senhor através de Sua Palavra, “somos transformados de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). As nossas escolhas definem de que tipo de material estamos sendo edificados. Ninguém pode dizer que pertence ao Senhor enquanto as vontades pessoais dominam a mente e o coração. Entregar tudo no altar de Deus deve ser uma decisão diária do verdadeiro discípulo de Cristo, pois Ele mesmo declarou: “[…] todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser Meu discípulo” (Lc.14:33).
Aquele “que os céus e até os céus dos céus O não podem conter” (v.6) se oferece para fazer morada em você e em mim, por meio do Seu Espírito. Deus requer de nós um reavivamento e reforma que resultará na conclusão da boa obra que Ele começou (Fp.1:6), e, para isso, nos deixou à disposição os melhores materiais: a Bíblia, a oração e a missão. Que nas mãos do perfeito Artífice sejamos casa do Senhor para a Sua glória!
Nosso Deus e Pai, acredito que já estamos no tempo de fazer soar a Tua trombeta como nunca antes! Tempo de permanecermos firmes pela verdade ainda que caiam os céus. Tempo de refletirmos o caráter de Jesus de forma tão íntegra que Ele volte para reclamar-nos para Si. E para isso, Senhor, necessitamos ser moradas do Espírito Santo. O Teu Espírito deve ter o controle da nossa vida, nos enchendo do Teu amor e do Teu poder. Então, Pai, clamamos pelo Espírito Santo como chuva serôdia, pois já chegou o tempo das últimas chuvas! Que sejamos encharcados da última chuva poderosa e nossa vida aponte para as Tuas ovelhinhas que ainda estão dispersas, o caminho seguro para o Teu aprisco. No nome poderoso e todo-suficiente do nosso Senhor e Criador Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuários do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS2 #RPSP
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“Dá-me, pois, agora, sabedoria e conhecimento, para que eu saiba conduzi-la à terra deste povo; pois quem poderia julgar a este grande povo?” (v.10).
Dos filhos de Davi, Salomão seria o menos indicado para assumir a coroa real. Filho do rei com Bate-Seba, sua eleição divina provou a verdade de que “o filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai, a iniquidade do filho” (Ez.18:20). Através de Salomão, Israel se tornaria uma nação notável e ele, um rei de insuperável fama, porque “o Senhor, seu Deus, era com ele e o engrandeceu sobremaneira” (v.1).
Seu primeiro feito foi reunir todo o povo e levá-lo “ao alto […] porque ali estava a tenda da congregação de Deus” (v.3), e ali, ele “e a congregação consultaram o Senhor” (v.5). E “Salomão ofereceu ali sacrifícios perante o Senhor” (v.6). Um líder que conduz o seu povo ao alto da verdadeira adoração recebe de Deus o direito de pedir o necessário para o desenvolvimento da mais elevada educação. Salomão recebeu a oportunidade singular de garantir um reino rico e próspero, mas escolheu um caminho mais excelente.
Ao reconhecer a sua necessidade e dependência de Deus, o novo rei foi prontamente ouvido e atendido: “sabedoria e conhecimento são dados a ti”, disse o Senhor ao Seu humilde filho, e mais lhe acrescentou: “e te darei riquezas, bens e honras, quais não teve nenhum rei antes de ti, e depois de ti não haverá teu igual” (v.12). Quando nossos pedidos são movidos por intenções altruístas, o Senhor os atende e ainda acrescenta bênçãos incomparáveis. Salomão não pediu sabedoria e conhecimento para a realização de motivos egoístas, mas para governar Israel com justiça.
Precisamos de líderes que nos inspirem a olhar e seguir para o alto. Mas também precisamos discernir por nós mesmos se estamos na direção correta. Até o líder espiritual mais sábio pode nos decepcionar. Mas Aquele que sonda os corações jamais nos decepciona. E para os que O buscam de todo o coração, O encontram a dizer: “Pede-Me o que queres que Eu te dê” (v.7). Jesus também nos diz: “Não fostes vós que escolhestes a Mim; pelo contrário, Eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo conceda” (Jo.15:16).
Seguir os passos de Jesus, eis o caminho do alto e sublime lugar e da verdadeira sabedoria. Vamos pedir que o Espírito Santo nos guie nesse caminho sobremodo excelente?
Amado Pai Celestial, entregamos em Tuas mãos os motivos do nosso coração, para que, guiados pelo Espírito do Senhor, mantenhamos os nossos pés nas Tuas veredas. Ó, Senhor, tens um trabalho a ser realizado em nós para que possas atuar através de nós. E Te autorizamos a realizar esse trabalho, pois queremos ser semelhantes ao nosso Salvador. Que desde o íntimo de nosso coração sejamos regidos por Teu Espírito. E volta logo, Senhor! Clamamos, em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, seguidores de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS1 #RPSP
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“Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e nós só damos o que vem das tuas mãos” (v.14).
Último capítulo, últimas palavras e últimos dias do rei Davi. E que capítulo poderoso! Cada palavra revela a essência do homem segundo o coração de Deus, que “morreu em ditosa velhice, cheio de dias, riquezas e glória” (v.28). Além de amar ao Senhor com todo o seu coração, Davi ofertou tudo o que tinha para a Casa do Deus que tanto amava. Diante de todos, deu testemunho de sua entrega e devoção a Deus, desafiando-os a fazer o mesmo: “Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao Senhor?” (v.5). E o “povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao Senhor” (v.9).
Além de rei e herói de guerra, Davi foi um talentoso compositor. Seus Salmos emanam palavras de sabedoria, amor e intimidade com Deus. Enquanto tangia sua harpa, Deus tangia as “cordas” de seu coração. Mas essa sinfonia celeste não ficava apenas em seu dom musical ou em suas palavras. O seu testemunho e desprendimento em oferecer ao Senhor o que tinha de melhor foi o que levou todo o povo a fazer o mesmo. E, na sequência, Davi orou, louvando a Deus e engrandecendo um princípio de inestimável valor: Tudo pertence a Deus.
Quando ofertamos algo ao Senhor, não estamos Lhe dando nada, nem tampouco nossas boas ações são dignas de aplausos. “Porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra” (v.11). Somos administradores da criação de Deus. Ele criou todas as coisas para o nosso deleite, mas também nos delegou a responsabilidade de cuidá-las e de preservá-las. Deus se agrada de todo aquele que, com “coração íntegro” (v.19), reconhece que tudo o que Lhe devolve vem dEle e dEle é. Então, a devolução do que a Ele pertence se torna não uma obrigação, e sim um privilégio.
Meus irmãos, Salomão não sentou em seu trono, mas “no trono do Senhor” (v.23). Ele não foi engrandecido pelo que deu ou pelo que tinha, mas “o Senhor o engrandeceu” (v.25). As obras de nossas mãos são falíveis e insuficientes. O nosso coração é corrupto e inconstante. Contudo, Deus, voluntariamente, escolheu nos amar! Ele não está pedindo a sua casa, o seu carro e nem o dinheiro de sua conta bancária. Não se trata de uma barganha, e sim de uma entrega voluntária e sincera de quem ama o Senhor.
Davi não prosperou porque possuía palácios, mas por reconhecer que “o palácio não é para homens, mas para o Senhor Deus” (v.1). Salomão não prosperou pelo que Davi lhe deixou por herança, mas pelo que Deus o tornou. A prosperidade material, porém, nem sempre corresponde a uma vida espiritualmente próspera. Davi ofertou seus bens ao Senhor com alegria porque, antes, ofertou o seu coração a Ele. Se assim o fazemos a cada dia, então, Deus nos dá “coração íntegro para guardar os [Seus] mandamentos, os [Seus] testemunhos e os [Seus] estatutos” (v.19).
Que a nossa vida seja uma oferta voluntária a Deus todos os dias. A pergunta é: “Quem, pois, está disposto, hoje…?” (v.5).
“Bendito és Tu, Senhor, Deus de Israel, […] de eternidade em eternidade. Teu, Senhor, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque Teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e Tu Te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de Ti, Tu dominas sobre tudo, na Tua mão há força e poder; Contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças Te damos e louvamos o Teu glorioso nome” (v.10-13). Hoje, queremos entregar o nosso coração em Tuas mãos como Tua propriedade. Toma-o para Ti e faze a obra necessária para que muito em breve possamos Te adorar na Tua casa para sempre! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, ofertas voluntárias ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS29 #RPSP
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“E, de todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu o Senhor, escolheu Ele a Salomão para se assentar no trono do reino do Senhor, sobre Israel” (v.5).
A sucessão do trono de Davi foi dada pelo Senhor a Salomão, e seu reinado seria marcado pela construção magnificente do Templo. O grande desejo de Davi se cumpriria em seu filho, e ele precisava aconselhá-lo e também admoestá-lo à obediência voluntária e à sinceridade diante do Senhor. “Agora, pois, atende a tudo, porque o Senhor te escolheu para edificares casa para o santuário; sê forte e faze a obra” (v.10).
“O Senhor esquadrinha todos os corações e penetra todos os desígnios do pensamento” (v.9). Ou seja, o que definiria se ele teria um “coração íntegro e alma voluntária” não seria o que os olhos humanos contemplariam, mas o que Deus conhecia. Porque a embalagem muitas vezes não revela o conteúdo, amados. Davi exortou Salomão a buscar ao Senhor de todo o coração, pois já tinha provado na pele os resultados de pecados acariciados.
Salomão se assentaria “no trono do reino do Senhor”. Davi deixa claro a seu filho que ele seria um embaixador de Deus e de Seu reino. O reino era do Senhor e, ao reconhecer isso, Salomão seria fortalecido e faria a obra que lhe foi designada (v.10). Praticamente todo o material para a construção do templo lhe foi entregue. Ele tinha a bênção do Senhor, o reino erigido por seu pai, um exército de pessoas de confiança a seu favor, tesouros que não se podiam contar e “voluntários com sabedoria de toda espécie para cada serviço” (v.21). Isto é, ele tinha toda a matéria-prima e todo material humano necessários para a realização da obra.
As palavras de motivação de Davi no verso 20 foram uma verdadeira injeção de ânimo para Salomão. Sua obra não seria fácil, tampouco livre de problemas, mas ele teria consigo a companhia fiel que não o deixaria nem o desampararia: o Senhor Deus. Eis o que superou infinitamente os recursos materiais e humanos que possuía: “[…] porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo; não te deixará, nem te desamparará” (v.20).
As dificuldades da vida não são para endurecer o nosso coração, mas para quebrantá-lo e refazê-lo. Assim como Deus estabeleceria o reino de Salomão para sempre, Ele deseja que com Ele estejamos para sempre em Seu Reino. Mas, para isso, existe um “se”. “Se perseverar ele em cumprir os Meus mandamentos e os Meus juízos” (v.7). Deus deseja reinar no trono do nosso coração. E, para que isso aconteça, precisamos buscar ao Senhor (v.9): “Buscar-me-eis e Me achareis quando Me buscardes de todo o vosso coração” (Jr.29:13).
O Senhor conhece você. Ele sabe quem você é. Ele vai muito além do que os outros podem ver. Podemos enganar a muitos e até a nós mesmos, mas a Deus ninguém engana. Salomão deveria ser honesto e sincero em seu caminho, e nós também devemos proceder da mesma forma. A força e a coragem, Deus só concede a quem reconhece que dEle depende completamente. Podemos ter todo o material necessário para a obra do Senhor, mas se não fizermos conforme o “mandado do Senhor” (v.19), se O deixarmos de lado para fazer a nossa própria vontade, corremos o risco de Sua rejeição eterna (v.9).
Portanto, amados, que sirvamos ao Senhor “de coração íntegro e alma voluntária”, permitindo que Ele se assente no trono de nosso coração, reinando soberano em nossa vida. Cada um de nós tem uma obra a realizar no serviço do Senhor. Ele nos escolheu para edificar a Sua igreja, o corpo de Cristo. “Sê forte”, pois, “e faze a obra” (v.10); “prega a Palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm.4:2).
“Sê forte e corajoso e faze a obra”, “enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo.9:4); “não temas, nem te desanimes, porque o Senhor Deus, meu Deus, há de ser contigo”, “porque é Deus quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (Fp.2:13); Ele “não te deixará, nem te desamparará, até que acabes todas as obras”, como Jesus mesmo prometeu: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:20). “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, vosso trabalho não é vão” (1Co.15:58).
Santo de Israel, nós Te louvamos pela salvação em Cristo Jesus e pelo privilégio de, por Sua graça e misericórdia, sermos úteis na Tua obra! Sabemos que são dias difíceis os nossos, mas confiamos nos Teus propósitos, que são perfeitos, e queremos depor a nossa vida em Tuas mãos, a fim de que sejamos “voluntários com sabedoria de toda espécie para cada serviço”, levando o Teu amor ao mundo e apressando o retorno do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, servos do Senhor que logo voltará!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS28 #RPSP
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“Joabe, filho de Zeruia, tinha começado a contar o povo, porém não acabou, porquanto viera por isso grande ira sobre Israel; pelo que o número não se registrou na história do rei Davi” (v.24).
Na tentativa de conhecer o “número” de seu poder, Davi ordenou que fosse feito um censo sem a aprovação de Deus. Em um lapso de orgulho, ignorou que “o Senhor tinha dito que multiplicaria a Israel como as estrelas do céu” (v.23). A multidão em que o povo havia se tornado não era obra humana, mas divina. Superado este episódio, buscou o rei, em seus últimos anos, deixar toda a nação em ordem, de forma que todas as famílias tivessem algum tipo de participação no bom andamento e avanço do reino.
Além de organizar as funções e turnos dos oficiais do tabernáculo, Davi também contava com doze companhias de vinte e quatro mil soldados cada, cada uma escalada para servir durante um mês. As doze tribos de Israel também possuíam seus chefes, além dos “administradores da fazenda do rei Davi” (v.31) e dos conselheiros do rei. Um reino assim organizado e obediente aos mandamentos do Senhor tinha tudo para galgar as maiores alturas da Terra e cumprir o propósito de iluminar o mundo: “[…] porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6).
Só a organização, contudo, não é suficiente para tornar um povo ilustre. “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1Co.14:40). A palavra “decência” significa “dignidade; modo de agir de quem segue as regras morais e éticas”. Ou seja, além da ordem, deve haver obediência às leis estabelecidas à comunidade. As leis de Deus deveriam ser cabalmente obedecidas, principalmente pelos líderes em todas as esferas, incluindo os “chefes das famílias” (v.1).
Deus não chamou o Seu povo nos últimos dias para ser apenas uma igreja organizada, mas que declare ao mundo, por preceito e por exemplo, a validade dos Seus mandamentos imutáveis: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Como “Jônatas, tio de Davi” (v.32), precisamos de Jônatas atuais: homens sábios e conhecedores da Lei; conselheiros que revelem, através de uma vida sensata, o verdadeiro conhecimento de Deus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).
Só assim a organização fará sentido e faremos parte da última geração de Deus, que muito em breve exclamará: “Eis que este é o nosso Deus, em Quem esperávamos, e Ele nos salvará; este é o Senhor, a Quem aguardávamos; na Sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is.25:9).
Pai amado, que a Tua Palavra, mediante o agir do Espírito Santo, ponha em ordem a nossa vida, para que sejamos Tuas testemunhas, homens e mulheres sábios, que servem ao Senhor com inteireza de coração. Que o nosso eu seja lançado no pó para que Jesus apareça. Que prossigamos em Te conhecer todos os dias. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, igreja do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS27 #RPSP
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“Todos estes foram dos filhos de Obede-Edom; eles e seus filhos, e seus irmãos, homens valentes e de força para o ministério; ao todo sessenta e dois, de Obede-Edom” (v.8).
Em sua tentativa de trazer a arca da aliança de volta a Jerusalém, Davi não cumpriu com os estatutos estabelecidos por Deus para o transporte das coisas sagradas. Sendo assim, Uzá pagou com a própria vida e, desgostoso, Davi guardou a arca na casa de Obede-Edom até segunda ordem. Este recebeu grande bênção mantendo a arca depositada em sua casa, de onde foi devidamente transportada para Jerusalém, três meses depois (2Sm.6:11).
Obede-Edom reaparece neste capítulo como um dos chefes dos porteiros do templo. Novamente seu nome é destacado, e seus filhos e irmãos conhecidos como “homens valentes” (v.6), “homens capazes e robustos para o serviço” (v.8). Aos chefes destacados para este ofício “foi entregue a guarda, para servirem, como seus irmãos, na Casa do Senhor” (v.12), sendo divididos por “sortes para designar os deveres tanto dos pequenos como dos grandes, segundo as suas famílias” (v.13).
Ainda foram designados os guardas “a cargo dos tesouros da Casa do Senhor” (v.22) e os oficiais e juízes, “que superintendiam Israel […] em todo serviço do Senhor e interesses do rei” (v.30). Todos estes tinham por encargo a proteção de algo, quer das entradas do templo, quer dos tesouros, quer dos negócios de Deus ou do rei. Os sentinelas, divididos por turnos, tinham a importante missão de manter o tabernáculo seguro. Serviam como uma espécie de soldados especiais de Deus. Vigias das coisas sagradas do Senhor.
Em profecia dada a Isaías, ocorre um diálogo entre os habitantes de Seir e um guarda: “Guarda, a que hora estamos da noite? Guarda, a que horas? Respondeu o guarda: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai, vinde” (Is.21:11-12). Habacuque assumiu a sua missão profética usando a figura de linguagem de um vigia: “Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza e vigiarei” (Hc.2:1). Em ambos os textos fica claro que os guardas da Casa do Senhor também eram seus atalaias.
Hoje, amados, precisamos montar guarda à porta do nosso coração, não permitindo que ele seja contaminado pelas impurezas deste mundo. Para isso, precisamos dar ouvidos às palavras do Senhor: “Vigiai e orai” (Mt.26:41). Como um anjo do Senhor deu as boas-novas aos pastores de Belém durante a vigília da noite, anjos estão sendo enviados para encher de expectativa o coração dos apercebidos que, na hora mais escura da noite, despertarão para serem recebidos nas bodas do Cordeiro pelo Guarda de Israel. Despertai, povo do Senhor! “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6).
Pai Celestial, em toda a Bíblia somos advertidos sobre a importância da vigilância. Não podemos deixar a nossa torre de vigia, mas constantemente guardar a Tua Palavra em nosso coração para não pecar contra Ti. Por isso, clamamos pelo Espírito Santo em nossa vida, nos mantendo prostrados em Tua presença e em pé diante dos homens! Faze de nós guardadores e atalaias dos Teus tesouros espirituais. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vigias do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS26 #RPSP
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“Todos estes estavam sob a direção respectivamente de seus pais, para o canto da Casa do Senhor, com címbalos, alaúdes e harpas, para o ministério da Casa de Deus […]” (v.6).
Da mesma forma com que foram organizados os ministérios levítico e sacerdotal, foi instituída a função dos cantores levitas no tocante ao louvor do templo. Os filhos de Asafe, Hemã e Jedutum foram separados por Davi e pelos “chefes do serviço” (v.1) para este mister. Com “harpas, alaúdes e címbalos” (v.1), os cantores enchiam o santuário com a melodia da verdadeira adoração.
Aqueles servidores não eram apenas músicos e cantores, mas, através da música, eram agraciados por Deus “para profetizarem” (v.1). Notem que Jedutum “profetizava com harpas, em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3); e Hemã era “o vidente do rei e cujo poder Deus exaltou segundo as Suas promessas” (v.5). Eram homens inteiramente consagrados a Deus e que exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2).
Além de serem fiéis a Deus e ao rei, também eram submissos a “seus pais” (v.6). Pais e filhos unidos numa só voz, para um único propósito. Em grupos de doze, eles se revezavam “para o canto da Casa do Senhor” (v.6), de forma que o templo era um lugar de constante louvor e adoração. A música, portanto, exercia um papel de fundamental importância no tabernáculo terrestre, uma cópia do que acontece no santuário celeste: “E os quatro seres viventes […] não têm descanso, nem de dia nem de noite, proclamando: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, Aquele que era, que é e que há de vir” (Ap.4:8).
Como antigo regente da corte angélica, Satanás tem pleno conhecimento da importância da música na adoração e tem trabalhado com afinco a fim de desvirtuá-la. A música possui o poder de influenciar a mente humana como nada mais consegue. Utilizada da maneira correta, torna-se em instrumento de louvor e profecia, além de afugentar as hostes malignas. Usada da forma errada, mesmo que com aparência de piedade, exerce o mesmo engano do diabo no deserto da tentação, quando tentou fazer Jesus tropeçar usando a própria Escritura.
Uma coisa é certa, amados, e precisamos estar bem atentos a isso: o inimigo é mestre no quesito misturar a verdade com o engano. Por supervalorizar a discussão sobre a música, muitos têm perdido o foco do que realmente importa: sermos “verdadeiros adoradores […] porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo.4:23). Como os músicos de Israel exerciam “o seu ministério debaixo das ordens do rei” (v.2), respeitando a autoridade acima deles, Deus deixou à Sua igreja dos últimos dias orientações muito claras acerca da adoração através da música. Dentre elas, a seguinte: “Pensam alguns que, quanto mais alto cantarem, tanto mais música fazem; barulho, porém, não é música. O bom canto é como a melodia dos pássaros – dominado e melodioso” (Ellen G. White, Evangelismo, CPB, p.510).
O príncipe deste mundo está para dar ordens à sua orquestra maligna a fim de que todos adorem “a imagem da besta” (Ap.13:15). Semelhante ao que aconteceu no campo de Dura — em Daniel, capítulo três — eis que os principados e potestades estão a postos para tocar a música do engano. Como Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, o Senhor conservará para Si um restante cuja vida manifestará ao mundo a melodia do Céu: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O Senhor é meu Deus” (Zc.13:9).
Acerca do que acontece em nossos dias, infelizmente até mesmo dentre o professo povo de Deus, é descrito com clareza na seguinte revelação: “As coisas que descrevestes como tendo lugar em Indiana o Senhor revelou-me que haviam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça. Demonstrar-se-á tudo quanto é estranho. Haverá gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas.” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, Vol. 2, CPB, p.36).
Que a nossa vida seja sempre um louvor “em ações de graças e louvores ao Senhor” (v.3) e que nossos gostos musicais sejam submetidos ao crivo do Espírito Santo.
Nosso amado Deus, Tu és digno de todo o nosso louvor e adoração. Ensina-nos a Te adorar em espírito e em verdade, na beleza da Tua santidade. Por Tua graça e misericórdia, ajuda-nos a compreender esse assunto à luz da Tua Palavra, por meio do Teu Espírito! Desperta-nos a um reavivamento da genuína piedade, para que tenhamos prazer em realizar a Tua vontade! E que a nossa vida dê ao mundo o sonido certo da verdadeira adoração. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros adoradores!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS25 #RPSP
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“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19).
Sem dúvida, o ofício sacerdotal era o de maior responsabilidade dentro da nação eleita. Como principais líderes religiosos de Israel, cabia aos sacerdotes a missão de fortalecer a espiritualidade do povo, ensinando-o a guardar todas as palavras da Lei. Dando continuidade aos últimos atos de Davi, este cuidou de dividir os sacerdotes “segundo os seus deveres no seu ministério” (v.3), de forma justa e ordenada.
Não se sabe que tipo de método foi utilizado, mas, “sendo escolhidas as famílias por sorte” (v.6), Davi promoveu uma espécie de comissão de nomeações harmônica e prática. Como as famílias que descendiam de Itamar estavam em menor número — metade do número das famílias de Eleazar — o procedimento utilizado por Davi também promoveu igualdade entre todos: vinte e quatro “dos cabeças das famílias dos sacerdotes” (v.31). Mais uma vez, percebemos a preocupação de Davi com a organização no que dizia respeito às coisas de Deus.
“O ofício destes no seu ministério era entrar na Casa do Senhor, segundo a maneira estabelecida por Arão, seu pai, como o Senhor, Deus de Israel, lhe ordenara” (v.19). Tanto os príncipes do santuário como os príncipes de Deus, sacerdotes e sumo sacerdotes, representavam as “funções religiosas da mais elevada hierarquia” (CBASD, v.3, p.194). Tudo deveria seguir um padrão criterioso, e estes sacerdotes principais tinham por dever garantir isso.
O próprio santuário era uma figura de Cristo e de Seu ministério. Tudo ali apontava para o plano da redenção e seu objetivo salvífico. O fato de haver formas preestabelecidas de como tudo deveria funcionar não elimina em nada o caráter de um Deus que faz de tudo para salvar. Se a cada geração de sacerdotes houvesse a mesma disposição em servir ao Senhor através da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6), certamente haveria sempre comunhão entre forma e resultado, e a primeira visitação de Jesus teria sido celebrada não só por todo o Israel, mas por todo o mundo daquele tempo.
Como povo de Deus dos últimos dias, necessitamos do abundante dom do Espírito a fim de cumprirmos com fidelidade os deveres de nosso chamado. Não queremos estar inertes como o Israel do passado, mas alertas nas colinas de Belém e na jornada dos sábios do Oriente. A religião de Cristo possui, sim, limites bem estabelecidos em Sua Palavra; mas, se obedecidos apenas como uma formalidade, não passam de regras pesadas quando, na verdade, são centelhas do ardente amor de Deus pela humanidade. Pastores e líderes, hoje, devem fazer brilhar ainda mais a luz do protoevangelho e não serão menos cobrados no juízo do que os que oficiavam no santuário; pois estes deveriam anunciar a primeira vinda de Cristo, e aqueles, devem alertar às últimas gerações de que Ele voltará.
Como no santuário, os nossos locais de culto devem ser regidos com ordem e harmonia, respeitando que, apesar de haver uma hierarquia, esta não pode e não deve ser usada ou considerada de forma arbitrária, mas sob o zeloso olhar de quem ama o bom Pastor e as ovelhinhas de Seu rebanho. Negociar princípios em troca de pequenas concessões pode não parecer perigoso, mas tem o potencial de causar grave ruptura e divisão no meio do povo de Deus. Como membros do corpo de Cristo, precisamos estar bem atentos quanto a isto, “orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef.6:18).
Sempre que houver risco de cometermos alguma injustiça ou que surjam diferenças que ameacem a harmonia do corpo de Cristo, busquemos ao Senhor de todo o nosso coração, oremos e clamemos por Seu auxílio e, certamente, o Espírito Santo nos unirá num só pensamento (At.4:32). Como “sacerdócio real” de Deus, fomos eleitos para proclamar “as virtudes dAquele que [nos] chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Vivamos, pois, ministros e membros da Igreja de Deus, segundo os deveres do ministério que o Senhor nos confiou. Pois isto é justo e nos guiará para Casa.
Pai de amor eterno, o Senhor mesmo orientou a Teu servo Moisés no monte a respeito da ordem no Teu santuário. Hoje, temos muitas orientações inspiradas quanto à ordem e decência na Tua casa de oração. Que possamos nos inclinar diante da Tua vontade e não nos erguer diante dos nossos gostos e achismos! Por favor, Pai, quebra o nosso orgulho e dá-nos a simplicidade infantil de nos humilharmos sempre diante do “assim diz o Senhor”! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sacerdócio real de Deus!
Rosana Garcia Barros
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