Reavivados por Sua Palavra


NEEMIAS 3 — Rosana Barros
6 de junho de 2026, 0:45
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“Ao lado destes, repararam os tecoítas; os seus nobres, porém, não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5).

A obra de reconstrução dos muros de Jerusalém foi cuidadosamente planejada e dividida entre uma equipe multidisciplinar. Sacerdotes, ourives, perfumistas, representantes do povo, mercadores, servos do templo e até mulheres, as filhas de Salum, compunham a força-tarefa precedida por “Eliasibe, o sumo sacerdote” (v.1). A iniciativa do principal líder espiritual foi imprescindível para que os demais dessem sequência à obra. E, espalhados pela extensão dos muros, todos trabalhavam com ânimo, cada qual fazendo a sua parte.

No entanto, houve um grupo de nobres tecoítas que “não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5). Ao que parece, eles não ficaram de fora da obra, mas agiram por conta própria. Talvez a sua tímida participação tenha sido por medo da oposição. Em contraste com este grupo estava Baruque, que “reparou com grande ardor” (v.20), demonstrando perfeita confiança no poder de Deus e certeza de que estava fazendo a coisa certa. O fato de essas pessoas serem citadas pelo nome, demonstra a importância delas na reforma, e a exposição de suas ocupações revela que a capacitação vem de Deus, ainda que seja algo que nunca fizemos na vida.

A grande última obra de reforma requer trabalhadores motivados e submissos ao serviço do seu Senhor. Crentes que não esmoreçam, ainda que diante de insistente resistência, “porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16). Precisamos de mais líderes que, compreendendo o seu papel de animar seus irmãos, assumam suas funções como maiorais de uma obra sem precedentes. Assim como pessoas que talvez nunca tivessem a experiência de erguer um instrumento de edificação conseguiram reconstruir os muros de Jerusalém, Deus promete conceder a mesma capacitação para todo filho que se dispõe a servi-Lo.

Dirigindo-Se aos Seus discípulos, Jesus os advertiu, dizendo: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt.9:37-38). Antes da reconstrução dos muros, houve a disposição de uma pessoa que resolveu jejuar e orar por este propósito. E só então, as portas se abriram e outros se uniram a ele. Como a boa mão do Senhor estava sobre Neemias, também somos chamados a ser por ela conduzidos. Eis a nossa missão, amados: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3). Tenhamos bom ânimo nessa boa obra!

Nosso Deus e Pai Celestial, estamos diante de uma seara de mais de oito bilhões de habitantes e poucos são os trabalhadores. Como o Senhor mesmo nos orientou a fazer, aqui estamos Te pedindo que envies mais trabalhadores para a Tua seara. E que a nossa vida, fortalecida pela fé e pela oração, testifique que somos Teus servos, que trabalham para o Senhor com grande ardor. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, trabalhadores na seara do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS3 #RPSP

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NEEMIAS 2 — Rosana Barros
5 de junho de 2026, 0:45
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“Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus” (v.4).

Passados alguns dias em jejum e oração, chegada era a hora de Neemias falar com o rei. Em anos de ditoso serviço, nunca antes ele estivera triste diante do monarca. Em seu semblante não demonstrava uma expressão de insatisfação, mas revelava uma “tristeza do coração” (v.2), como dito pelo próprio Artaxerxes. Não lhe era permitido, porém, aparecer em seu trabalho de tal maneira. Diante da percepção do rei e da oportunidade de relatar-lhe o motivo de sua angústia, Neemias teve muito medo.

Uma vez dita a sua queixa, foi-lhe dada a abertura de fazer o seu pedido. E, após uma breve e objetiva oração, confessou ao rei o seu desejo, com o provável assentimento da rainha, que estava presente num momento que poderia ser considerado como particular. A preocupação não era com os custos da viagem ou com o tempo em que Neemias ficaria fora do posto de seu dever. As perguntas seguintes revelam o apreço do rei por seu confiável copeiro: “Quanto durará a tua ausência? Quando voltarás?” (v.6).

Acertado “certo prazo” (v.6), e concedidas as condições necessárias para a viagem e para dar início à obra em Jerusalém, amparado pela boa mão de Deus, por onde passava, Neemias cuidava de comprovar a autorização do rei para que lhe dessem passagem pacífica e não interferissem no andamento da “boa obra” (v.18). Mesmo em face das cartas que tinha em mãos, houve resistência por parte de Sambalate, Tobias e Gesém, que fariam de tudo para atrapalhar os planos do fiel servo de Deus.

A discrição de Neemias em guardar silêncio a respeito do real motivo de sua chegada a Jerusalém, revela sua prudência como líder. Examinados os muros e a dimensão da obra, só então foi declarada a sua intenção, e o povo fortaleceu “as mãos para a boa obra” (v.18). Os opositores, contudo, logo se levantaram, zombando e desprezando o projeto. Mas não esperavam encontrar a firme convicção de um líder que não permitiria que a obra fosse prejudicada.

Quão maior é a dimensão da obra que nos foi confiada para os nossos dias! Da mesma forma que Neemias encontrou o favor do rei, Deus promete nos favorecer tanto quanto nos acheguemos a Ele com plena confiança. Não é o ato de orar e jejuar que abre as janelas dos céus, mas a intenção por trás do ato. Neemias não entrou em barganha com Deus. Ele estava disposto a fazer a vontade do Senhor e a servi-Lo, ainda que tivesse de enfrentar oposição e perseguição. Notem que ele teve medo, mas não deixou que o medo o paralisasse. Tudo bem sentir medo, amados, desde que o medo não nos paralise diante do que o Senhor nos pede para fazer.

Em tempos em que a verdade é desprezada, e os mensageiros de Deus, não poucas vezes, tem de enfrentar o escárnio e o desprezo, a postura de Neemias deve ser a nossa. Necessitamos da mesma disposição, discrição, coragem e ousadia. Muitos se levantarão, mesmo dentre o professo povo de Deus, para perseguir e zombar dos fiéis servos do Senhor. Precisamos confiar que “o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito” (v.20), que a obra é dEle, e que Ele mesmo há de concluí-la. Sejamos, pois, Seus cooperadores, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). O Espírito Santo está reconstruindo a vida de todo aquele que tem buscado ao Senhor de todo o coração. Essa é uma obra que não pode parar. Você tem permitido que ela aconteça em sua vida?

Deus dos céus e nosso Deus, como o Senhor levantou Neemias, um simples copeiro, para uma obra grandiosa, cremos que o Senhor tem levantado hoje homens e mulheres simples, mas que, à semelhança de Neemias, possuem as qualidades necessárias para o avanço da pregação do evangelho. Pai, mesmo em situações temerárias, dá-nos fé e coragem para fazermos o que é correto, confiantes de que a Tua mão bondosa está sobre nós. Ainda que enfrentando a objeção de zombadores, ajuda-nos a prosseguir em fazer a Tua vontade na obra que o Senhor nos confiou. Dá-nos o Teu Espírito, Pai! Por Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, cooperadores de Deus!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS2 #RPSP

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NEEMIAS 1 — Rosana Barros
4 de junho de 2026, 0:45
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“E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que Te amam e guardam os Teus mandamentos” (v.5).

Neemias ocupava uma posição de confiança no reino persa. Sua presença era cativante e agradável, além de demonstrar um sincero interesse pelo bem-estar dos outros. Sendo um zeloso guardador da Lei de Deus, sua vida era radiante e ele nunca entrava na presença do rei sem que isso lhe transparecesse na face. A alegria do Senhor era a sua força. Mas as notícias trazidas de Jerusalém abateram-lhe o espírito: “Os restantes […] estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas” (v.3).

Neemias não considerou ser a sua posição uma desculpa para permanecer no conforto. Seu coração estremeceu frente à ignomínia daquela que já havia sido a capital de Deus na Terra. Ele sentiu o peso dos pecados de Israel, e como a nação eleita provocou a própria ruína. A sua consagração pessoal através do jejum e da oração estava-o preparando para liderar uma importante missão. Sua humildade em incluir-se como culpado, ao dizer “pois eu e a casa de meu pai temos pecado” (v.6), revela um caráter verdadeiramente provado no fogo que purifica.

Assentado e chorando, suas palavras traduziam a sua profunda angústia. Primeiro, ele exaltou a fidelidade de Deus, então, prosseguiu com uma súplica intercessora, confessou seus pecados e do povo, destacou a promessa do Senhor em restaurar a sorte de Seus filhos e encerrou com uma petição em favor dos que temem a Deus, e em favor dele mesmo, a fim de que alcançasse o favor do rei. Em sua oração, a desobediência é citada como o principal fator destrutivo. Por não guardar os mandamentos de Deus, os Seus estatutos e os Seus juízos, a nação foi perdendo a sua identidade até os filhos de Israel acabarem espalhados “por entre os povos” (v.8), como quem não tem cidadania.

Amados, nunca houve tempo mais solene em que, como povo de Deus, deveríamos estar “jejuando e orando perante o Deus dos céus” (v.4). Mediante a crise iminente que já começa a se avolumar em suas obras, nosso coração deve estar tão submisso a Deus e tão ligado ao dos nossos semelhantes, que não cessemos de vigiar e orar até que todos estejamos na segurança de nossa pátria eterna. O Senhor está reunindo os Seus escolhidos de todas as nações da Terra e cumprirá fielmente a Sua promessa: “de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o Meu nome” (v.9).

“Os restantes” (v.3) representavam uma pequena porção do povo que aceitou o convite de Deus para regressar à terra de seus pais. Nos últimos dias, “os restantes” da descendência da igreja de Cristo, são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Não somos salvos por obedecer aos mandamentos de Deus, mas, por amor ao Deus que nos salvou, obedecemos. Confiantes na salvação pela graça de Cristo, resgatados por Seu grande poder e mão poderosa, oremos neste oportuno momento, amados:

“Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que Te amam e guardam os Teus mandamentos” (v.5). “[…] estejam, pois, atentos os Teus ouvidos à oração [da Tua serva] e à dos Teus servos que se agradam de temer o Teu nome” (v.11). Faze com que sejamos bem-sucedidos, hoje, no ministério que o Senhor nos confiou. Perdoa os nossos pecados e nos concede um caráter puro e preparado para a volta do Senhor! Pelos méritos de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus dos céus!

Rosana Garcia Barros

#NEEMIAS1 #RPSPComentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESDRAS 10 — Rosana Barros
3 de junho de 2026, 0:45
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“Enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando prostrado diante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e de crianças; pois o povo chorava com grande choro” (v.1).

Provavelmente, Esdras não esperava tamanha comoção por parte de seus irmãos e uma resposta tão rápida às suas orações. Angustiado e chorando muito, ele viu naquela transgressão a grande possibilidade da decadência de seu povo, que acabava de retornar da terra do cativeiro. Ultrapassados os limites por Deus estabelecidos, os filhos de Israel romperam as fronteiras da nação, “casando com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras” (v.2). Desses matrimônios foram gerados filhos que, por sua vez, recebiam toda a influência pagã de suas mães idólatras, perdendo, assim, a identidade como nação eleita de Deus.

Esdras foi levado a olhar para os resultados desastrosos da desobediência. Quando cativo em Babilônia, pôde ver de perto a corrupção em todas as suas formas, e como o simples assentimento aos costumes seculares abre uma porta para a total apostasia. O fato de a maioria dos judeus ter permanecido em Babilônia explica o encanto difícil de ser quebrado que o pecado causa no homem. E, entre se ter o que deseja e fazer a vontade de Deus, o impenitente sempre vai escolher a primeira opção.

Num casamento em jugo desigual não havia apenas a diferença religiosa, mas também costumes e práticas abomináveis que eram levados para dentro do lar. Idolatria, alimentação impura e relações sexuais deturpadas eram os principais pecados cometidos nessas uniões mistas. Na igreja apostólica, quando os recém-conversos estavam sendo perseguidos pelos cristãos judeus a respeito de tradições, foi tomado um voto entre os apóstolos para que não fosse cobrado deles nada além da abstenção “das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas” (At.15:29).

Esdras demonstrou um genuíno espírito de compaixão ao prantear por seus irmãos, e seu livro foi concluído regado com suas sinceras lágrimas. As palavras de Secanias lhe deram a força que precisava para agir e exigir dos cabeças das famílias de Israel que tomassem uma atitude urgente e necessária. A forma radical de resolver a situação, mandando embora suas mulheres e filhos estrangeiros, foi, sem dúvida, um dos piores momentos pós-exílio. Mas, mesmo havendo oposição por parte de alguns (v.15), “toda a congregação disse em altas vozes: Assim seja […] assim nos convém fazer” (v.12).

Como a obediência gera bênção, a desobediência gera maldição. Esdras precisou submeter o povo a uma atitude extrema a fim de evitar um mal pior. Hoje, existem muitos casamentos enfrentando situações desafiadoras. O plano de Deus para o casamento é o mesmo desde o princípio (Gn.2:24). Infelizmente, a humanidade vem deturpando o plano original do Criador, trocando a bênção pela maldição. E até mesmo em lares cristãos, muitos casais têm maculado o leito e a família com licenciosidade, julgando ser lícito fazer o que quiser entre quatro paredes.

Este é um assunto que tem gerado muitas discussões e polêmicas. Mas uma coisa é certa, amados: todo aquele que busca ao Senhor de todo o coração, procura fazer “o que é do Seu agrado” (v.11), porque a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Quando a vontade própria é subjugada, o Espírito Santo muda os nossos gostos, refina os nossos apetites e purifica a nossa mente. É claro que sempre existirão os Jônatas, Jazeías, Mesulão e Sabetai (v.15) se opondo ao “assim diz o Senhor”. No fim das contas, contudo, a decisão de ser fiel ou não sempre será pessoal e intransferível.

Os conselhos deixados pelos apóstolos Paulo e Pedro, em 1Co.7:12-16 e em 1Pe.3:1-7, respectivamente, não requerem do cristão casado o afastamento de seu cônjuge incrédulo, mas uma vida de nobre procedimento, de modo que seja um instrumento do Espírito Santo para a conversão do companheiro descrente. Aos casados, busquemos nas Escrituras o conhecimento e a sabedoria tão necessários para que desfrutemos de um “leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb.13:4). E, aos solteiros, o recado do Senhor é muito claro: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2Co.6:14-15).

E, assim, conservemos, pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, a inconfundível identidade celestial.

Deus de Israel e nosso Deus, cremos que o nosso cativeiro está chegando ao fim e que estamos dando nossos últimos passos de volta para casa, para a Canaã celestial. Mas esse trajeto final precisa ser o percurso da abnegação. O Senhor nos pede que abandonemos tudo aquilo que ameace nos roubar a vida eterna. Sem dúvida, para a maioria de nós, isso inclui deixar para trás coisas, relacionamentos ou hábitos que nos custarão um amargo sofrimento. Se queremos, porém, entrar no reino dos céus, Jesus precisa ser o nosso bem mais precioso. Portanto, Pai querido, clamamos por força, fé, coragem e sabedoria para que as nossas decisões estejam em comum acordo com a Tua Palavra. E Te agradecemos imensamente por Tua bondade, misericórdia e paciência para conosco! Por Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens, mulheres e crianças fiéis ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS10 #RPSP

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ESDRAS 9 — Rosana Barros
2 de junho de 2026, 0:45
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“Ah, Senhor, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê. Eis que estamos diante de Ti na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na Tua presença por causa disto” (v.15).

Terminada a perigosa viagem sob a proteção divina e estabelecidos em Judá, os príncipes do povo foram ter com Esdras para lhe revelar algo que o deixou atônito: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com suas abominações […], pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão” (v.1-2).

Não era uma questão de pequeno porte, meus irmãos, e a reação de Esdras deixa isso bem claro. O Senhor havia ordenado com relação às nações pagãs: “não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt.7:2-4). Como um povo que acabava de sair de uma condição de exílio por setenta anos devido à sua desobediência, retornava sob a mesma situação de rebeldia?

Fosse considerado um problema de pouca importância, e não restaria de Israel um “restante nem alguém que escapasse” (v.14). Foi quando os filhos de Deus, vendo “que as filhas dos homens eram formosas, [e] tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que o mundo entrou em um colapso tal e imergiu em uma corrupção tão grotesca, que o Senhor precisou intervir através do dilúvio. Portanto, a reação de Esdras, rasgando as roupas e arrancando os cabelos, não foi exagerada, mas revelava a dimensão do problema e os terríveis resultados que dele poderiam advir se o problema não fosse imediatamente corrigido.

Através de uma educação deturpada, moldada segundo a cultura e a religião pagã, Israel corria o risco de encontrar o mesmo destino dos ímpios antediluvianos: a destruição. Em atitude de humilhação, Esdras rasgou seu coração a Deus, confessando a culpa de seu povo, reconhecendo a graça e a misericórdia do Senhor e Seu desejo em mudar a sorte da rebelde nação. Ele conhecia os estragos causados pelo jugo desigual e como isso afetava diretamente as futuras gerações. Mas, enquanto Esdras orava, o Senhor iniciava uma das reformas mais sofridas pelas quais Seus filhos teriam de passar.

Sabem, amados, eu acredito que nós estamos vivendo, agora, por um “breve momento” onde ainda podemos nos beneficiar da “graça da parte do Senhor” (v.8). Mas esse momento uma hora vai chegar ao fim, pois o “Espírito [Santo] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). E enquanto estamos aqui, “na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a Sua misericórdia” (v.9). Isso é simplesmente maravilhoso e confortante! Saber que “o Senhor não retarda a Sua promessa […] Pelo contrário, Ele é paciente” (2Pe.3:9). Mas é necessário que haja uma resposta de nossa parte, ainda que esta exija de nós abnegação e sacrifício.

Chegada é a hora do povo de Deus se humilhar diante do Senhor, dobrar os seus joelhos, estender as mãos para o Céu e confessar a sua transgressão. Mas essa atitude deve ter um começo. Assim como Esdras deu início a esse reavivamento e o Senhor fez unir-se a ele todos os humildes de espírito, “que tremiam diante das palavras do Deus de Israel” (v.4), não temos que ficar olhando para os lados esperando ou cobrando ver em nossos líderes e irmãos essa guinada espiritual. Ela precisa começar na minha e na sua vida. Então, qualquer reforma que nos for requerida pelo Senhor, por mais dolorosa que seja, será realizada pelo poder que do alto nos será outorgado.

Inicie esta jornada espiritual conforme as instruções dadas pelo nosso supremo Modelo, Jesus Cristo: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Do silêncio do lugar de comunhão, Deus faz soar os alarmes do Céu no teu coração e no daqueles por quem você ora. Um relacionamento vivo e diário com Deus sempre foi e sempre será o único meio eficaz de permanecer em Sua presença, fazendo a Sua vontade. Basta olhar para Enoque, Noé, Abraão, Moisés, Jó, Daniel_ e tantos outros que entretinham íntima comunhão com o Senhor. Perseveremos nisso, amados, e faremos parte do “restante que escapou” (v.13).

Pai de amor eterno, o Senhor tem nos atraído com Tua benignidade. Mas qual tem sido a nossa resposta? Será que estamos carregando conosco os costumes e as tradições deste mundo ao mesmo tempo em que dizemos estar voltando para casa? A verdade, Senhor, é que estamos em grande culpa por causa das nossas iniquidades. O Teu Espírito tem iluminado os nossos olhos com a luz do Teu conhecimento; ainda assim, parece que pensamos ser de pouca importância nos comportarmos como os povos desta terra. Pai, por Tua graça e misericórdia, dá-nos a mesma percepção e atitude de Esdras diante de tudo o que contraria a Tua Palavra. Eis que estamos diante de Ti com a nossa culpa, confiando em Tua justiça, porque cremos que fazemos parte do restante que escapará da Tua ira final sobre esta Terra. Firma os nossos pés na Tua verdade para que possamos andar de volta para casa lado a lado com o Senhor. Clamamos, em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, reavivados pela comunhão!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS9 #RPSP

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ESDRAS 8 — Rosana Barros
1 de junho de 2026, 0:45
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“Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).

O segundo grupo de exilados, que voltou com Esdras para Jerusalém, correspondeu a aproximadamente dez por cento do total do primeiro grupo. Mas, ainda que fosse um pequeno grupo, essas famílias foram corajosas em abandonar o conforto de suas vidas bem estabelecidas em Babilônia para seguir _ Esdras numa viagem perigosa, para um lugar onde teriam que recomeçar a vida. Mas, ao analisar a lista dos que subiram com ele, Esdras percebeu que não havia entre eles “nenhum dos filhos de Levi” (v.15).

Segundo “a boa mão de Deus” (v.18), uniu-se a eles mais um grupo, desta vez, de levitas que ministrariam no templo, “todos eles mencionados pelo nome” (v.20). O grupo estava, então, completo. Todos atenderam ao chamado divino, e Esdras foi despertado para uni-los num só propósito: jejum e oração. Após um firme testemunho acerca do poder de Deus, Esdras teve “vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros” (v.22) para os defender. Sendo assim, ele e o povo clamaram para que o Senhor lhes desse uma “jornada feliz” (v.21) para eles, seus filhos e seus pertences.

Montando uma guarda especial para os tesouros consagrados a Deus, a boa mão do Senhor estava sobre eles, livrando-os dos inimigos e das “ciladas pelo caminho” (v.31), de forma que chegaram em Jerusalém e ali repousaram por “três dias” (v.32). “No quarto dia” (v.33), a “oferta voluntária” (v.28) foi pesada, e os “exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel” (v.35) e “ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus” (v.36).

Podemos dizer que Esdras buscou pessoas que o Senhor havia separado para ministrar em Sua Casa, liderou um reavivamento no meio dos exilados, promoveu a fidelidade e a confiança em Deus e inspirou o seu grupo a unir-se aos demais na edificação do templo. Precisamos desesperadamente de Esdras modernos! Homens e mulheres que se permitam ser usados por Deus de uma forma tão íntegra, que não restem dúvidas quanto ao seu caráter divinamente lapidado.

Enfrentamos, dia a dia, uma jornada perigosa repleta de inimigos e de “ciladas pelo caminho” (v.31). Muitas vezes somos tentados a buscar auxílio inútil quando ao nosso lado está o Senhor dos Exércitos, pronto para nos atender. Porque a “boa mão do nosso Deus é sobre todos os que O buscam, para o bem deles; mas a Sua força e a Sua ira, contra todos os que O abandonam” (v.22). Ao separarmos dias de jejum e oração, como Esdras, confiemos que, depois do deserto perigoso, há uma terra de repouso à nossa espera.

Acerca do jejum, Ellen White escreveu: “O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é a abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Precisam os homens pensar menos acerca do que hão de comer e beber de alimento temporal, e muito mais acerca do alimento do Céu, que dará tono e vitalidade à experiência religiosa toda” (Carta 73, 1896). Com toda a convicção e fé, proclamemos, hoje, amados: “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).

Nosso Pai Celestial, cremos que o Senhor nos deixou luz suficiente sobre a mensagem de saúde, que é um meio poderoso de nos ajudar no caminho de volta para casa. Oramos para que o Espírito Santo nos motive e nos ajude a praticar esta mensagem e a usá-la com sabedoria na obra de alcançar mais pessoas para o Teu reino. Não é uma questão de comida e bebida apenas, mas de confiar nos Teus planos para nós. Nós Te amamos e queremos voltar para casa o quanto antes! Por isso, Pai, nos reaviva e derrama sobre nós o refrigério do Teu Espírito, a fim de que o mundo seja iluminado com a Tua glória! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Jejuemos, vigiemos e oremos!

Bom dia, exilados a caminho do Lar Celestial!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS8 #RPSP

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ESDRAS 7 — Rosana Barros
31 de maio de 2026, 0:45
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“Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do Senhor, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10).

Da linhagem de Arão, sendo sacerdote e “escriba versado na Lei de Moisés, dada pelo Senhor, Deus de Israel”, Esdras foi beneficiado pelo rei Artaxerxes, “segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele” (v.6). Em 457 a.C., “este Esdras” (v.5) liderou o segundo grupo de exilados que regressou à terra de Judá. Sendo reconhecido pelo rei como “escriba da Lei do Deus do céu” (v.12, 21) e possuidor da sabedoria de Deus, Esdras demonstrou ter sido alguém que fez a diferença no meio de um reino pagão.

Esdras não foi apenas um perito das Escrituras, mas um obediente servo de Deus, praticante da Palavra. Sua vida não se resumia, contudo, a guardar consigo a sua experiência, pois além de buscar e cumprir a Lei do Senhor, também se dedicava a “ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (v.10). O conhecimento que dia a dia adquiria das leis de Deus não podia ser silenciado, e sua importância foi reconhecida pelo próprio rei persa: “e ao que não as sabe, que lhas façam saber” (v.25).

Em seu decreto, por nove vezes, Artaxerxes se referiu a Deus como o Deus de Esdras. Para o monarca, era fato que o escriba judeu era um fiel adorador “do Deus do céu” (v.21). Tanto Esdras quanto Neemias foram favorecidos diante dos soberanos da Terra, não por mérito próprio ou por posições privilegiadas, mas porque tinham um coração disposto a fazer a vontade de Deus, segundo está escrito. Tendo por norma irrevogável o “assim diz o Senhor”, decidiram dedicar a vida a Deus e nEle buscar refúgio. E sua confiança e dedicação deram cumprimento aos eventos profeticamente determinados.

Foi a partir do decreto de Artaxerxes, “desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém” (Dn.9:25), que se começou a contagem do período das setenta semanas, ou quatrocentos e noventa anos proféticos. De 457 a.C. “até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas” (Dn.9:25). Ou seja, 483 anos até o batismo de Cristo, que foi ungido pelo Espírito Santo. Na última semana restante, “na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares” (Dn.9:27), pois Cristo ali cumpriu a justiça em Sua morte na cruz. Mas ainda faltava a outra metade da semana, que se encerrou no ano 34 d.C., com a morte de Estêvão. Em sua visão, este mártir de Deus viu encerrado o tempo de oportunidade a Israel como nação eleita: “e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At.7:56). O ministério de Esdras, portanto, foi de extrema importância no cenário profético histórico-mundial.

O exemplo de Esdras revela o caráter de quem aplica o coração a examinar e cumprir as Escrituras. Todo aquele que dedica, diariamente, um tempo de qualidade em comunhão com Deus, através da oração e do estudo da Bíblia, recebe do alto o vigor espiritual necessário para enfrentar as mais adversas situações. Entretanto, há uma porção adicional separada aos que se dedicam a compartilhar as boas-novas. Sua vida torna-se mais nobre e mais bela, como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas!” (Rm.10:15). Isso significa, amados, que a nossa comunhão com Deus não pode ficar restrita a quatro paredes. Ela só tem razão de ser se recebermos a Palavra viva para, então, transmiti-la (Leia At.7:38).

O capítulo é encerrado com uma ação de graças de Esdras. Ele atribuiu a Deus todo o mérito. Lembro-me da história de Jó, que, mesmo sendo fiel a toda prova enfrentada, no fim, reconheceu: “Eu Te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos Te veem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (Jó 42:5-6). Quando reconhecemos que é pela bondade de Deus e por Suas misericórdias que “vivemos, e nos movemos, e existimos” (At.17:28), mais nos achegamos a Ele, assim como uma criancinha de colo necessita de sua mãe (Leia Sl.131:2).

Que, a cada dia, possamos declarar ao sair de nosso lugar de comunhão: “Assim, me animei, segundo a boa mão do Senhor, meu Deus, sobre mim” (v.28).

Pai nosso, que habita no mais santo lugar, mas que também habita com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o coração dos contritos e abatidos, vem em nosso encontro e nos vivifica. Senhor, Teu servo Esdras participou e contribuiu para o preparo de um povo no início de um período profético, e nós fomos chamados por Ti para preparar um povo para o encerramento deste mundo de pecado. Não há mais período de tempo a nós revelado, mas é nosso dever, mediante o que nos deixaste escrito, saber o quão perto estamos do tempo de prova e da segunda vinda do nosso Redentor. Por isso, Pai, capacita-nos mediante a dotação do Teu Espírito, e nos anima nesses dias difíceis, segundo a Tua boa mão sobre nós, para que ajuntemos os restantes de Israel para subirem conosco de volta ao Lar. Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, reavivados pela Palavra!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESDRAS 6 — Rosana Barros
30 de maio de 2026, 0:45
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“Não interrompais a obra desta Casa de Deus, para que o governador dos judeus e os seus anciãos reedifiquem a Casa de Deus no seu lugar” (v.7).

Investigados os “arquivos reais da Babilônia” (v.1), “se achou um rolo, e nele estava escrito um memorial” (v.2), contendo o decreto de Ciro autorizando a edificação do templo em Jerusalém, a origem de suas despesas, que viria “da casa do rei” (v.4), e a devolução dos “utensílios de ouro e de prata, da Casa de Deus, que Nabucodonosor tirara do templo que estava em Jerusalém” (v.5). Mediante estas informações, Dario baixou um novo decreto, reafirmando o decreto de Ciro e acrescentando a punição de morte a “todo homem” (v.11) que alterasse o seu decreto, além de uma maldição “a todos os reis e povos” que estendessem a mão “para alterar o decreto e para destruir esta Casa de Deus” (v.12).

“Então, Tatenai, o governador daquém do Eufrates, Setar-Bozenai e os seus companheiros assim o fizeram pontualmente, segundo decretara o rei Dario” (v.13). E, conforme “profetizaram os profetas Ageu e Zacarias” (v.14), a obra prosperou e foi completada “no sexto ano do reinado do rei Dario” (v.15). O templo foi dedicado “com regozijo” (v.16), com ofertas “pelo pecado de todo o Israel, segundo o número das tribos de Israel” (v.17), e foi estabelecido o ministério dos sacerdotes e levitas em seus turnos e ocupações.

Os exilados puderam, então, celebrar a Páscoa do Senhor, pois “os sacerdotes e os levitas se tinham purificado como se fossem um só homem, e todos estavam limpos” (v.20). O cordeiro pascal foi morto “para todos os que vieram do cativeiro” (v.20), e “comeram a Páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do exílio e todos os que, unindo-se a eles, se haviam separado da imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel” (v.21).

Amados, há um registro no qual nossa vida está escrita: “e no Teu livro foram escritos todos os meus dias” (Sl.139:16). Também há uma obra de edificação sendo realizada na vida de “todos os que vieram do cativeiro” (v.19) do pecado e de “todos os que, unindo-se a eles”, decidiram dizer não à “imundícia dos gentios da terra, para buscarem o Senhor, Deus de Israel” (v.21). Sendo este mundo de pecado o cativeiro, o Cordeiro de Deus foi morto por toda a raça humana, mas o galardão de Sua morte e ressurreição está reservado somente para “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16).

Está chegando o tempo em que o príncipe deste mundo fará questionamentos sobre a vida de cada ser humano, e apenas aqueles cujos registros estiverem limpos pelo sangue do Cordeiro, que decidiram separar-se das imundícias da Terra, “que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela” (Ez.9:4), receberão o selo do Deus vivo (Ap.7:3). E, completada será a obra do Espírito Santo em suas vidas, eles celebrarão e comerão diante do Cordeiro e de Deus, no banquete preparado nas cortes celestiais, como está escrito: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro” (Ap.19:9).

Como a reconstrução do templo foi interrompida pelos inimigos, a nossa luta tem sido “contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestiais” (Ef.6:12). Satanás e suas hostes têm tentado impedir a obra do Espírito Santo em nossa vida, mas o Senhor, em Sua infinita graça e misericórdia, nos deixou a Sua Palavra e “o espírito da profecia” (Ap.19:10), assim como o povo prosperou “em virtude do que profetizaram os profetas Ageu e Zacarias” (v.14). Chegou o tempo em que a construção do templo não mais pôde ser impedida. E chegado é o tempo, hoje, de se cumprir a palavra profética na vida de todo aquele que tem buscado ao Senhor de todo o coração: “Eles o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo diante da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).

Permita que, “dia após dia, sem falta” (v.9), Deus opere em você a boa obra que Ele já começou, para que a sua vida seja transformada, “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Então, naquele grande Dia, o acusador não terá do que lhe condenar, pois os teus pecados foram perdoados e apagados pelo verdadeiro Cordeiro da Páscoa. Que o Senhor Deus alegre o teu coração e fortaleça as tuas mãos nesta certeza, até que Ele venha.

Nosso amado Pai Celestial, cremos que o Senhor tem cuidado de nós e lutado por nossa salvação. Cremos que o tempo está findando e que necessitamos da fé que aqueles anciãos de Israel tiveram na palavra profética. Mesmo com risco de morte, eles não amaram a própria vida, mas creram na Tua Palavra e na Tua provisão. Senhor, aproxima-se o tempo em que estaremos debaixo de leis arbitrárias que contrariam a Tua Palavra. Dá-nos a fé e a coragem daqueles anciãos de Israel para perseverarmos na Tua vontade e, como foi com os apóstolos, que a nossa vida declare ao mundo: “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” (At.5:29). Desperta o Teu povo, Pai, para crer e observar a Tua verdade presente! Em nome de Cristo Jesus, nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, casas em edificação!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESDRAS 5 — Rosana Barros
29 de maio de 2026, 0:45
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“Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles” (v.1).

Decorrido o período em que a obra do templo foi interrompida, Deus interveio enviando os Seus profetas. Ageu e Zacarias desempenharam um fundamental trabalho entre os judeus que se acomodaram com a situação e se ocuparam com a edificação e o embelezamento de suas próprias casas, como disse o Senhor por intermédio do profeta Ageu: “cada um de vós corre por causa de sua própria casa” (Ag.1:9).

Em reconhecimento à palavra profética, os líderes do povo, juntamente com Ageu e Zacarias, lideraram o retorno à construção interrompida. Novamente, eles foram questionados a respeito. Desta vez, porém, de uma forma mais justa. Em época do rei Dario, este recebeu uma carta avisando sobre o projeto do templo de Jerusalém e o pedido para que buscasse “nos arquivos reais” (v.17) a existência do decreto de Ciro autorizando aquele feito.

O destaque da carta endereçada a Dario está em como os líderes da reforma se identificaram: “Nós somos servos do Deus dos céus e da terra” (v.11). O pecado de seus pais os levou a nascer em terra de cativeiro, mas a promessa do Senhor em reavê-los e devolvê-los à sua herança, os fez submeterem-se ao senhorio divino. De forma poderosa e como um escudo protetor, “os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar, até que o assunto chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso” (v.5).

O ministério profético rompe as cortinas do tempo e nos alcança com a força de sua influência. Nenhuma reforma é fácil, pois é sinônimo de bagunça, destruição e sujeira. Requer tempo, planejamento, determinação e vontade. Ninguém reforma sua casa, por exemplo, sem antes planejar o tempo que será gasto, o custo-benefício e as providências necessárias para então dar início à obra. A missão dos profetas era promover no meio do povo de Deus o reavivamento e a reforma essenciais para que a nação fosse quebrada e refeita.

Depois que nossos primeiros pais pecaram, todos nós nascemos na terra do cativeiro. Mas o Senhor não nos deixou sozinhos, não nos largou à nossa própria sorte. Ele colocou Seus olhos de amor sobre nós e nos proveu livramento. No tempo determinado, Deus enviou o Seu Filho unigênito ao mundo para morrer por nossos pecados, e, no tempo já indicado por Sua onisciência, Jesus voltará e nos levará do cativeiro para Casa.

Não fosse o Senhor, e a reconstrução do templo não teria acontecido. A obra de reforma não é genuína e não será completa se não houver submissão a Deus e total confiança em Seu poder. Nossos esforços de nada valem, se, como criancinhas, não nos voltarmos ao Senhor em busca de auxílio. Ele deseja transformar a nossa bagunça e sujeira em Sua santa morada. Portanto, aceitemos, hoje, o convite da graça de Deus: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc.1:3).

Deus dos céus e da terra, eis aqui os Teus servos que, por Tua graça e misericórdia, chamaste para sermos templos Teus. O nosso corpo é templo do Espírito Santo, Pai, o templo que “tem estado em construção, mas ainda não está acabado” (v.16). Ó, Senhor, opera a reforma necessária em nossa vida até que a obra seja finalmente terminada! Damos-Te liberdade para nos reconstruir, para, no final, sermos encontrados limpos de mãos e puros de coração. Clamamos por este milagre, em nome do Teu Filho unigênito, Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, reformados pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



ESDRAS 4 — Rosana Barros
28 de maio de 2026, 0:45
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“Então, as gentes da terra desanimaram o povo de Judá, inquietando-o no edificar” (v.4).

Terminada a alegre solenidade e firmados os alicerces da Casa do Senhor, o povo se animou a apressar a obra. Com toda dedicação e esforço, empunhavam os seus objetos de construção ao mesmo tempo em que seus corações batiam no mesmo ritmo e interesse. Não só o templo, mas Jerusalém estava recebendo todos os reparos necessários. Visto ter sido um movimento poderoso, isso chamou a atenção dos “adversários de Judá e Benjamim” (v.1), que, estrategicamente, tentaram persuadir o povo.

A oferta dos inimigos parecia ser amistosa e vantajosa. Revestidas suas palavras de uma falsa piedade, aqueles homens malignos tentaram enganar os chefes de Judá com um discurso religioso. Eles não esperavam que Zorobabel e seus companheiros notassem a sua malícia, pelo que obtiveram dura e firme resposta: “Nada tendes conosco na edificação da casa a nosso Deus; nós mesmos, sozinhos, a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou Ciro, rei da Pérsia” (v.3).

Revestidos do poder de Deus e assegurados pelo decreto do rei persa, os homens de Judá perseveraram na construção do templo. Experimentaram, contudo, um tempo sobremodo difícil. No lugar de alegria e confiança, houve desânimo e inquietação. Durante “todos os dias” (v.5) da obra, deparavam-se com homens contratados para frustrar-lhes o desígnio. Não bastasse tudo isso, ainda eram caluniados, ameaçados e, por fim, foram forçados “a parar com a obra” (v.23).

Mesmo no meio do professo povo de Deus, há uma turba de adversários disfarçados sob a roupagem de uma falsa piedade. Ao ver o progresso dos verdadeiros adoradores na obra de preparar um povo santo ao Senhor, levantam-se aparentando o mesmo espírito. Mas, ao proferirem palavras que não condizem com a prática, logo são reconhecidos como uma luz inútil, como está escrito: “caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!” (Mt.6:23).

A obra que o Senhor nos confiou não consiste em indicar quem seja luz ou trevas, trigo ou joio, mas em sermos pacientes na tribulação, perseverantes na oração, cuidando das necessidades uns dos outros e abençoando aqueles que nos perseguem (Leia Rm.12:12-14). Assim era o espírito de Cristo. Se buscamos seguir-Lhe os passos, olhar para Ele e para a Sua vida de serviço abnegado, é o meio mais eficaz para nos blindar contra o mal, permitindo-nos identificar as más associações e nos afastar delas.

Aproxima-se a hora em que nos obrigarão a parar o trabalho. Há um inimigo irado, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). E, quando a sua estratégia de conquistar os filhos do reino com palavras de engano não dá certo, ele usa meios de coerção para abatê-los. Mas, sabendo que “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12), avancemos firmes olhando para “o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp.3:14). Portanto, amado(a), “sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:5).

Pai amado, estamos vivendo em tempos emprestados e o inimigo, sabendo disso, tem feito o que pode para frustrar a Tua obra e desanimar os Teus trabalhadores. Mas o Senhor é Deus forte, vitorioso nas batalhas, cujos propósitos ninguém pode frustrar. Então, Pai, nos colocamos sob os Teus cuidados. Anima os nossos corações com a alegria que é fruto do Teu Espírito, com a esperança de que Miguel, o Defensor dos filhos do Teu povo, logo Se levantará. Concede-nos a fé e a perseverança de que necessitamos nesses dias finais. Oramos confiantes nos méritos e no nome poderoso do nosso General, Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseverantes na tribulação!

Rosana Garcia Barros

#ESDRAS4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100