Reavivados por Sua Palavra


JOÃO 10 – Comentado por Rosana Barros
15 de julho de 2021, 0:45
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“Eu sou o bom Pastor. O bom Pastor dá a vida pelas ovelhas” (v.11).

Certa vez, eu estava com minha família na fazenda de um amigo e fiquei observando as ovelhas. Elas estavam sempre andando juntas. Então, meu filho mais velho e eu fomos atrás delas e elas correram para dentro do estábulo. Lá dentro, chegávamos bem perto delas enquanto se apertavam contra a parede, sempre juntas. Até que uma ovelhinha, das mais novas, se desgarrou das demais e conseguimos pegá-la. Colocamos a ovelhinha assustada no colo, tiramos umas fotos e, ao colocá-la no chão, ela correu novamente para perto do seu rebanho. Essa experiência nos faz refletir em algo muito importante, não é mesmo, amados?

Se tem um Salmo que bem expressa a história de amor de Deus para com os Seus filhos é o Salmo 23. Este Salmo davídico é o texto bíblico mais conhecido e popular no meio cristão. E até as criancinhas sabem recitar, nem que seja o seu primeiro verso: “O Senhor é o meu Pastor e nada me faltará”. A figura de um pastor de ovelhas ficou conhecida por ter sido a ocupação de Davi antes de tornar-se rei de Israel. Foi por conhecer tão bem as atribuições de um pastor, e seu apreço pelas ovelhas, que Davi compôs o que Jesus mais tarde confirmou ao declarar: “Eu sou o bom Pastor” (v.11).

Nos muros de Jerusalém, a Bíblia faz registro de doze portas de acesso à cidade, assim como na Nova Jerusalém (Ap.21:12). A palavra porta indica lugar de entrada/saída e também denota escolha, decisão. Cada porta tinha um nome e um significado espiritual diferentes. Mas uma delas, a “Porta das Ovelhas” (Jo.5:2), de todas as portas, foi a única que, à época da reconstrução dos muros da cidade após o exílio babilônico, foi consagrada ao Senhor (Ne.3:1). Portanto, esta porta tinha um significado especial com relação às demais. Era por ela que entravam os cordeiros que seriam sacrificados no templo. Quando Jesus diz: “Eu sou a Porta das Ovelhas” (v.7) e ao mesmo tempo declara ser o bom Pastor, está afirmando a Sua declaração seguinte, a de que ninguém tiraria a Sua vida, mas Ele a entregaria espontaneamente (v.18).

As ovelhas são o bem mais precioso do bom Pastor. Ele as conhece e elas O conhecem também (v.14). A Sua voz lhes é familiar, de forma que “de modo nenhum” seguem estranhos, “porque não conhecem a voz dos estranhos” (v.5). Mas observem que Jesus afirmou ter “outras ovelhas” (v.16). Ou seja, ovelhas fora da casa de Israel. E aqui estamos inclusos você e eu. O mundo todo é alvo do amor do Pastor Celestial e Ele tem chamado “pelo nome as Suas próprias ovelhas” (v.3). Conhecer o Pastor é tão importante quanto reconhecer a Sua voz. É sinônimo de vida e vida em abundância (v.10). Jesus mesmo afirmou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo.17:3).

As obras que Jesus fazia em nome de Deus, testificavam a favor dEle mesmo (v.25). E Ele bem sabia quem era ovelha e quem era lobo. Sua vida e missão estavam registradas em cada enfermo curado, em cada criança amparada, em cada pecador perdoado, de forma que “iam muitos ter com Ele” (v.41) e “muitos ali creram nEle” (v.42). Precisamos ser ovelhas, amados! Jesus disse que as Suas ovelhas receberão a vida eterna e “jamais perecerão” (v.28), “e a Escritura não pode falhar” (v.35). Serão as ovelhas que estarão à Sua direita quando Ele regressar, e que dEle ouvirão: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34).

Até lá, Ele espera que vivamos como Ele e o Pai: “Eu e o Pai somos um” (v.30); uma ovelha cuidando da outra, aquecendo a fé da outra, cumprindo “a lei de Cristo” (Gl.6:2). Continuemos ouvindo a voz do bom Pastor aqui e logo a ouviremos em alto e bom som quando Ele voltar para nos levar para Ele. Vigiemos e oremos!

Bom dia, ovelhas do bom Pastor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 09 – Comentado por Rosana Barros
14 de julho de 2021, 0:45
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“É necessário que façamos as obras dAquele que Me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (v.4).

A crença que prevalecia entre os judeus era que enfermidades ou deficiências eram castigos de Deus aos pecadores. Por isso que, geralmente, a sorte de “um homem cego de nascença” (v.1), por exemplo, era a de viver “como mendigo” (v.8). Aquele homem cego deveria estar em seu costumeiro lugar, esperando ouvir o tilintar das moedas que caíssem em sua vasilha. O relato de João não diz que o cego pediu para ser curado e nem que Jesus lhe comunicou o que estava prestes a fazer. E sim que Ele “cuspiu na terra”, fez lodo com a saliva e aplicou aquela mistura nos olhos do cego (v.6). Imagino aquele homem tateando os braços e o rosto de Jesus, tentando entender o que estava acontecendo. Mas, antes que pudesse dizer alguma palavra, ouviu uma agradável voz que lhe ordenou: “Vai, lava-te no tanque de Siloé”, então “Ele foi, lavou-se e voltou vendo” (v.7).

Numa linguagem científica, Jesus tinha acabado de entrar no córtex visual primário daquele homem e restaurado os danos que o fizeram nascer cego. Mas um fato curioso é que, mesmo que uma criança nasça com sua visão perfeita, se lhe fosse colocado um tampão em um dos olhos, privando aquele olho de ter acesso à luz nos dois ou três primeiros meses de vida do bebê, este ficaria irreversivelmente cego do olho que foi obstruído. Ou seja, é o contato dos olhos com a luz que desenvolve a visão.

O porquê de Jesus ter aplicado lodo nos olhos do homem, não sabemos. Mas a Sua declaração anterior define bem o que Ele desejava realizar em sua vida: “sou a Luz do mundo” (v.5). Então me pego a pensar que Jesus mandou aquele homem se lavar porque se simplesmente o tivesse curado naquele momento, se a primeira imagem que ele tivesse visto fosse da pessoa de Jesus, seus olhos sempre adormecidos para a luz do sol não suportariam contemplar de pronto os brilhantes raios do Sol da Justiça.

Parece que esses milagres extraordinários tinham um dia escolhido a dedo para acontecer: o sábado. Conforme a considerável lista de várias regras sabáticas criadas pelos líderes judeus, uma delas proibia cuspir no chão em dia de sábado, pois a saliva estaria regando a terra. Os judeus estavam com algum tipo de “tampão” que os tornavam cegos espirituais. Não aceitavam a Cristo e Suas obras porque não tinham olhos espirituais para nEle crer. O sábado era um dia de rituais vazios e reuniões religiosas, e o que passasse disso era considerado grave pecado.

Após escrever tantos preciosos conselhos em Eclesiastes, o sábio Salomão terminou com a seguinte conclusão: “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a Deus e guarda os Seus mandamentos; porque isto é dever de todo homem” (Ec.12:13). Notem que ele não disse que “isto é dever de todo judeu”, e sim “de todo homem”. E, ao contrário do que julgavam os judeus, Jesus foi o perfeito exemplo de obediência. Em nenhum momento transgrediu os mandamentos de Seu Pai, mas os confirmou e engrandeceu, sendo um fiel praticante de Sua Palavra. E, a cada sábado, Sua luz incidia o perfeito brilho de um dia especial de cura e restauração.

A primeira voz angélica nos diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Ora, qual é o único mandamento que nos lembra que Deus é o Criador de todas as coisas? Há uma luz especial sobre o quarto mandamento da Lei de Deus e, certamente, Jesus também deixou isso bem claro. O profeta Isaías declarou que de um sábado a outro sábado adoraremos ao Senhor na Nova Terra (Is.66:23). Após citar um importante princípio sobre os dez mandamentos, Tiago diz que seremos julgados por esta Lei, a qual ele chamou de “lei da liberdade” (Tg.2:10-12). Paulo escreveu que “resta um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9). O remanescente dos últimos dias possui as seguintes características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).

Portanto, é nosso dever, meus irmãos, brilhar a luz de Cristo, especialmente aos sábados. A obediência como uma obrigação cega não é obediência, é presunção. Mas a obediência como resultado do temor a Deus e do amor que Lhe devotamos, é a manifestação da luz de Jesus em nossa vida. “Crês tu no Filho do Homem?” (v.35). Então, faça as obras de Deus enquanto é dia. O adore todos os dias, mas principalmente no dia que Ele abençoou, santificou e descansou (Gn.2-1-3), e te deleitarás no Senhor (Is.58:13-14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, adoradores do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João9 #RPSP



JOÃO 08 – Comentado por Rosana Barros
13 de julho de 2021, 0:45
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“Qual a razão por que não compreendeis a Minha linguagem? É porque sois incapazes de ouvir a Minha palavra” (v.43).

Ameaças de apedrejamento inauguram e encerram o capítulo de hoje. O ministério de Cristo não consistia em favorecer a Si mesmo, mas em entregar-Se à vontade de Deus em favor do ser humano em tudo o que fazia. Começando de madrugada, Jesus Se dirigia às atividades de cada dia fortalecido por Seus momentos de comunhão com o Pai. Houve um dia, porém, em que tudo conspirava para surpreendê-Lo em um julgamento público cuja acusada foi “apanhada em flagrante adultério” (v.4). Antes disso, Jesus estava sentado ensinando no templo. Havia uma multidão que O escutava e que se aglomerava ao Seu redor. Quando o cenário mudou: de uma escola para um tribunal.

Ora, a Lei de Deus é clara: “Não adulterarás” (Êx.20:14). Porém, não foi esta a base do julgamento, e sim a exigência de que imediatamente fosse cumprida a sanção prevista em Levítico 20:10, que diz: “Se um homem adulterar com a mulher do seu próximo, será morto o adúltero e a adúltera”. Percebam que a primeira responsabilidade recaía sobre o homem e que ambos, homem e mulher, deveriam responder igualmente por seu pecado. Ali estava a mulher exposta à vergonhosa acusação. Mas onde estava o adúltero? E enquanto os escribas e fariseus vociferavam sua indignação e o povo os acompanhava num clamor por uma justiça espúria, “Jesus, inclinando-Se, escrevia na terra com o dedo” (v.6).

Sobre este episódio, escreveu Ellen White:

“Impacientes ante Sua demora e aparente indiferença, os acusadores aproximaram-se, insistindo em Lhe atrair a atenção sobre o assunto. Ao seguirem, porém, com a vista, o olhar de Jesus, fixaram-na na areia aos Seus pés, e transmudou-se-lhes o semblante. Ali, traçados perante eles, achavam-se os criminosos segredos de sua própria vida. O povo, olhando, reparou na súbita mudança de expressão e adiantou-se, para descobrir o que estavam eles olhando com tal espanto e vergonha. Com toda a sua professada reverência pela lei, esses rabis, ao trazerem a acusação contra a mulher, estavam desatendendo às exigências da mesma. Era dever do marido mover ação contra ela, e as partes culpadas deviam ser igualmente punidas. A ação dos acusadores era de todo carecida de autorização. Entretanto, Jesus os rebateu com as próprias armas deles. A lei especificava que, nas mortes por apedrejamento, as testemunhas do caso fossem as primeiras a lançar a pedra. “ (O Desejado de Todas as Nações, CPB, p.324).

Antes que as massas curiosas descobrissem o que eles faziam às ocultas, os mesmos que lideraram aquele injusto tribunal, lideraram uma debandada para fora da vista dAquele que lê os corações, após as irrefutáveis palavras: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (v.7). Em nenhum momento Jesus foi negligente com a Lei. Muito pelo contrário. Em Sua dignidade, encerrou aquele espetáculo que em nada comungava com a justa medida de Sua Lei. A “Luz do mundo” (v.12) prevaleceu sobre as trevas da maldade humana e iluminou a vida da mulher com uma nova oportunidade: “vai e não peques mais” (v.11).

Por três vezes, Jesus declarou ser o mesmo que falou com Moisés no deserto: “EU SOU” (v.24, 28, 58). O mesmo Deus que elegera Abraão como o patriarca de Israel procurava de muitas maneiras iluminar os corações e conduzi-los para Si. Eram, contudo, incapazes de ouvir as Suas palavras pelo simples fato de não O conhecerem, nem tampouco Aquele que O enviou. O povo estava diante da verdade encarnada, no entanto, preferia permanecer como “escravo do pecado” (v.34) a ser liberto por ela (v.32). E mesmo que nominalmente se declarassem “descendência de Abraão” (v.33) e filhos de Deus (v.41), eis o seu real e triste pertencimento: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos” (v.44).

Sabem por qual razão muitos não compreendem as Escrituras? Pelo mesmo motivo: são “incapazes de ouvir” (v.43). Acostumaram-se a se alimentar do que sai da boca de homens, e não do que sai da boca de Deus. É bem mais atraente e interessante enveredar-se em coisas que agradam as inclinações da própria carne. Não humilham o coração perante Deus. Buscam preencher a mente de todas as futilidades e coisas inúteis, menos das coisas de Deus. Sua linguagem não é: “Pai, que se faça a Tua vontade. Molda-me o caráter”! Mas oram de si para si mesmos em preces vazias e egoístas. Para estes, Cristo diz: “Vós sois do diabo”!

Amados, “Quem é de Deus”, disse Jesus, “ouve as palavras de Deus” (v.47). Ou seja, precisamos ser de Deus, conhecê-Lo, a fim de reconhecer-Lhe a voz e ouvir o que Ele tem para nos dizer. Jesus conhecia o Pai, por isso guardava a Sua Palavra (v.55). É impossível conhecer a Deus e não buscar guardar a Sua Palavra. Como também é impossível guardar a Palavra sem antes conhecer a Deus. Torna-se uma religião fria e sem sentido; uma mera formalidade. Foi mediante este ensinamento que Jesus quase foi vítima de apedrejamento (v.59). Deus deseja que O conheçamos cada dia mais. Como escreveu o profeta, é um conhecimento progressivo: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3).

Deus escreveu a Sua Lei com o Seu dedo em tábuas de pedra (Êx.31:18), mas escreveu os pecados daqueles homens na areia. Isso nos diz que ainda que a Sua Lei reclame a justiça, em Sua misericórdia Ele deseja apagar os nossos pecados. Não fomos chamados a ser acusadores de nossos irmãos, e sim testemunhas dAquele que ama os pecadores e os chama ao arrependimento. Se não crermos que ELE É, morreremos em nossos pecados (v.24). Mas se O conhecermos, e guardarmos a Sua Palavra, não veremos “a morte, eternamente” (v.51). Olhe para Jesus! Não há outro modelo a seguir. “Não há um justo, nem um sequer” (Rm.3:10). Vigiemos e oremos!

Bom dia, perdoados para perdoar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 07 – Comentado por Rosana Barros
12 de julho de 2021, 0:45
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“Responderam eles: Jamais alguém falou como este Homem” (v.46).

Além de relatos inéditos, o evangelho segundo João também aborda a grande dificuldade enfrentada por Cristo entre os judeus e entre a Sua própria família, de forma que “nem mesmo os Seus irmãos criam nEle” (v.5). Esquecemos que os sofrimentos de Jesus não foram limitados à via dolorosa e à cruz, mas que em todo o Seu ministério Ele sofreu rejeição, perseguição e inúmeras ameaças. Muitos advogam hoje sobre o evangelho de Cristo como se fosse o evangelho que facilmente se harmoniza com qualquer crença e estilo de vida. Deixam, porém, de perceber, ou simplesmente rejeitam, o fato de que as palavras de Jesus eram constantemente refutadas e, Seus ensinamentos, considerados um escândalo para os judeus, que “procuravam matá-Lo” (v.1).

A “Festa dos Tabernáculos” (v.2) fazia parte das festas anuais de Israel, sendo a última festa após o dia da expiação. Tinha a duração de sete dias, e celebrava o cuidado de Deus no período das colheitas, bem como lembrava os quarenta anos em que o povo habitou em tendas no deserto, de modo que passavam os sete dias de festa habitando em cabanas. Era um período festivo muito aguardado e seria a oportunidade perfeita de ampliar o ministério de Jesus e torná-Lo “conhecido em público” (v.4). Sua discrição em realizar muitos dos “Seus feitos em oculto” (v.4), parecia incomodar Seus irmãos incrédulos. Não compreendendo a missão de Cristo e a perfeita harmonia entre Ele e o Pai, não aceitavam Seu modo de vida, compassivo, paciente e humilde, nunca buscando reconhecimento ou aplausos, mas sempre submisso à vontade de Deus e plenamente comprometido com a verdade ainda que odiado pelos opositores.

Era impossível ouvir Jesus e não ser impactado por Suas palavras e modo de falar. Ele destoava de todo o povo em graça e virtude. Replicava as Escrituras com a autoridade como de um regente celestial. Para os que criam, havia paz e um firme desejo por uma nova vida. Para os incrédulos, havia ódio e um firme propósito de silenciar Aquele que condenava os pecados que eles tanto amavam. É nesse sentido que o evangelho de Cristo se torna em espada. Cria-se uma nítida divisão entre os que aceitam viver para a glória de Deus e os que vivem “procurando a sua própria glória” (v.18). Após a Sua declaração: “Eu sou o Pão da Vida” (Jo.6:48), Jesus sofreu uma rejeição em massa. Agora, Ele declara: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (v.37). Pão e Água se fundem nAquele que é o único capaz de saciar as nossas mais vitais necessidades.

A hora ou o tempo a que Jesus Se referia se tratava da consumação de Sua obra na Terra. O Senhor é Deus de ordem e decência, não fazendo nada sem que esteja previamente estabelecido em Seu plano salvífico. Ele também não faz “coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am.3:7). “Por isso, também os que sofrem segundo a vontade de Deus” (1Pe.4:19), estão experimentando do que o Salvador experimentou, e sendo preparados para enfrentar a mais terrível oposição. Semelhante a Jesus, do interior dos filhos de Deus “fluirão rios de água viva” (v.38) e, perante as autoridades, suas palavras causarão grande admiração e espanto. Do menor ao maior dentre eles, todos manifestarão fluente e claro conhecimento da verdade e coerência no que professam e vivem.

Amados, Deus nos deixou a Sua verdade presente através do ministério profético de Ellen White. Ensinos que divergem tanto da realidade em que vivemos, que chegam a incomodar os que ainda não entenderam o seu vital objetivo: exaltar a Cristo como o nosso único meio de salvação. Pois Cristo ama a Sua igreja! E foi por amá-la, que “a Si mesmo Se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito” (Ef.5.25-27). Como Jesus o foi, se perseverarmos em fazer a vontade de Deus revelada para os nossos dias, certamente também sofreremos perseguições. Que o Espírito Santo nos santifique a cada dia, e nos conceda a sabedoria e a prudência tão necessárias para que sigamos os passos de Jesus com fé e perseverança até que Ele volte. Vigiemos e oremos!

Bom dia, perseguidos por causa da justiça!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 06 – Comentado por Rosana Barros
11 de julho de 2021, 0:45
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“Eu sou o Pão da Vida” (v.48).

Há algo de muito especial nesta declaração de Jesus. Após o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Seu ministério nunca foi tão aclamado pelas multidões. Percebendo o grande poder que dEle emanava, as expectativas do povo cresceram não no sentido de reconhecer o Cristo das Escrituras, mas de fazer dEle o rei que levantaria uma nação livre de enfermidades e farta de pão. Conhecendo-lhes as intenções, Jesus “retirou-Se novamente, sozinho, para o monte” (v.15). A oração particular era um hábito do qual Ele não abria mão.

Nesse meio tempo, Seus discípulos navegavam “rumo a Cafarnaum” (v.17), quando o barco foi impelido por fortes ventos. E aquela situação, que já era assustadora o suficiente, se agravou ainda mais quando avistaram um vulto humano “andando por sobre o mar” (v.19). Aterrados com aquela visão e possuídos de medo pela possibilidade de perecerem, uma voz familiar lhes acalmou o coração: “Sou Eu. Não temais!” (v.20). Eles O receberam com alegria e “logo o barco chegou ao seu destino” (v.21). Apesar de João não fazer menção da experiência de Pedro ao andar sobre as águas, ela foi, certamente, uma das mais fortes experiências do apóstolo e de seus companheiros com o seu Mestre.

A multidão estava ávida por cumprir o seu propósito. Uma busca desenfreada começou e não desistiriam até encontrar Aquele que acreditavam ser um tipo de Moisés, um novo líder de Israel. Mas o encontro que julgavam ser a solução de suas dificuldades materiais, tornou-se para eles em decepção. Até mesmo os que antes diziam segui-Lo, escandalizaram-se diante da afirmação de que Cristo “é o Pão da Vida” (v.35). Jesus foi enviado pelo Pai para suprir as nossas necessidades não só físicas e materiais, mas, sobretudo, espirituais. E ali estava Ele, oferecendo àquele povo o inigualável privilégio do alimento espiritual que redunda em vida eterna. Mas Ele sabia, “desde o princípio, quais eram os que não criam e quem O havia de trair” (v.64).

De toda aquela multidão, bem como a quantidade de cestos que sobrou na multiplicação, apenas os doze discípulos permaneceram com Jesus. No entanto, mesmo entre os doze, havia um que, no íntimo, alimentava o mesmo sentimento das multidões e a falsa esperança de que, mais cedo ou mais tarde, Jesus iria Se revelar como o rei que os libertaria do jugo romano. Tanto Judas quanto aquele povo representam um falso cristianismo firmado não em Cristo e Suas palavras, mas no delicado alicerce de areia das vontades humanas.

A experiência sobrenatural de Pedro ao andar sobre as águas, o levou a declarar:

Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna; e nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus” (v.68-69). Em outras palavras, Pedro, inspirado pelo Espírito Santo, confirmou o que Jesus disse em João 14:6. Vejamos:

Senhor, para quem iremos?”, Jesus é o Caminho; “Tu tens as palavras”, Jesus é a Verdade; “da vida eterna”, Jesus é a Vida. Quando nos aproximamos de Jesus desta forma, é inevitável crer e conhecer que Ele é o Pão da Vida, o Santo de Deus, o nosso Salvador. Experimente Jesus Cristo e creia que, se preciso for, Ele andará por sobre as águas da aflição com você e estará na embarcação de sua vida até que possas chegar “ao seu destino” (v.21) final: a eternidade com Ele. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, aqueles que andam com Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 05 – Comentado por Rosana Barros
10 de julho de 2021, 0:45
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“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a Minha palavra e crê nAquele que Me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (v.24).

Crer em Jesus vai muito além de apenas professar que O segue. Os milagres que Ele realiza não estão presos à redoma dos que merecem ou dos que têm algo a oferecer. Muito pelo contrário. Sua atuação excede a lógica humana e entra no lugar da desgraça a fim de derramar a Sua graça a um pecador que seja. De todos os lugares que Jesus andou, certamente o tanque de Betesda poderia ser comparado a um dos piores lugares do mundo para se estar. Ali podiam ser vistas as piores mazelas físicas causadas pelo pecado. O Criador deparou-Se com “uma multidão de enfermos” (v.3) que aguardavam ansiosos pela manifestação sobrenatural das águas que acreditavam ter propriedades curativas.

Mas Jesus é um Deus pessoal. Ele viu alguém, que de todos os que ali estavam, poderia ser o mais desprezado e considerado um caso perdido: um homem que estava enfermo “havia trinta e oito anos” (v.5). Além de doente, seu lamento revelou que também era um homem solitário: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque” (v.7). Aquele homem havia perdido as esperanças. Sua vida se resumia a estar doente e estar cercado de enfermidades. Sua mente estava tão condicionada à rejeição e ao desânimo, que não percebeu quando a Vida entrou para agitar os músculos de seus membros por “muito tempo” (v.6) amortecidos. A pergunta de Jesus: “Queres ser curado?” (v.6), poderia ter sido feita para qualquer outra pessoa ali, e, certamente, muitos teriam respondido positivamente. Porque então Jesus escolheu levar a Sua cura para quem nem mais acreditava que pudesse ser curado?

Sabem, amados, o nosso Deus vê o fim desde o princípio. Ele não manipula qualquer pessoa que seja. Mas “Ele conhece a nossa estrutura e sabe que somos pó” (Sl.103:14). Se há uma fagulha de fé no meio da lenha molhada da impossibilidade humana, Ele faz fogo a fim de que o pecador reconheça o poder divino. Pode ser que aquele homem tenha até desistido de viver. Que sua mente perturbada por tantos anos de miséria o tivesse sugerido uma saída fatal. Ele não precisava de um reservatório de água ou de alguém que o pusesse nele, mas da água viva de Cristo, Aquele que não faz diferença entre pessoas, mas que as ama tanto que vai buscá-las até mesmo nos lugares mais escuros da Terra.

Levanta-te, toma o teu leito e anda” (v.8) foram as palavras que bastaram para que o homem fosse imediatamente curado. As condições de insalubridade que ali predominava e toda a superstição em torno daquele ambiente fazia do tanque de Betesda um cenário a ser evitado, principalmente no sábado. Mas Aquele que criou o sábado “por causa do homem e não o homem por causa do sábado” (Mc.2:27), tinha prazer em tornar isso em realidade. Alívio, cura, alegria, amor, bondade, compaixão, misericórdia, perdão, eram especialmente expressados no trabalho altruísta de Jesus em Seu santo dia. A cura daquele homem, no entanto, pode bem ilustrar a salvação que nos é oferecida, pois a advertência de Jesus ao ex-paralítico deixa bem claro que a máxima de que “uma vez salvo, salvo para sempre” não é bíblica: “Olha que já estais curado; não peques mais, para que não te suceda coisa pior” (v.14).

Jesus está disposto, amados, a nos resgatar do pior lamaçal que possa existir; a entrar nos tanques de Betesda da vida e nos salvar de nós mesmos, ainda que por “muito tempo” (v.6) amortecidos em nossos pecados. Mas o chamado que Ele nos faz é apenas a largada da corrida cristã. Como novas criaturas em Cristo, nos livrando “de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb.12:1-2). Porque “vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (v.28-29).

O que definirá de que lado estaremos no final do grande conflito não será o fato de pertencermos a uma igreja, e sim de sermos a igreja do Deus vivo que anda com Ele todos os dias até aquele grande Dia. Que entende que o sábado não é dia de proibições, e sim de milagres. Que não temos nada a temer de Jesus como Juiz (v.22) se O tivermos hoje como nosso Advogado (1Jo.2:1). Que acredita que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (1Tm.3:16) e que o Antigo Testamento continua sendo a Palavra de Deus Viva que testifica de Cristo (v.39, 46 e 47). Que sob a ordem de Cristo, levanta-se cada manhã e anda na direção de Deus reconhecendo a sua constante necessidade da atuação do Espírito Santo.

Quanto necessitamos estar cheios do Espírito de Cristo! Então, saberemos o que significa ser perseguido como Jesus o foi (v.16). Quando nossa vida brilhar a luz inconfundível de toda a verdade, os impenitentes serão revelados como insubmissos e amantes das trevas, perseguindo os cristãos com a mais terrível ira. Olhemos para Jesus! Apeguemo-nos à força inabalável de Sua Palavra e nos submetamos ao Seu amor transformador, que nos preenche de Sua humildade e mansidão. Você acha que sua vida está “há muito tempo” (v.6) perdida e que não há mais esperança? Jesus está ao seu lado agora fazendo a mesma pergunta: “Queres ser curado(a)?” (v.6). Não se preocupe, porque Ele não vai censurar a sua resposta, mas vai replicá-la com a ordem de Sua misericordiosa cura. Permita que esse milagre aconteça em sua vida hoje, e dê ouvidos às palavras de Cristo, “para que não te suceda coisa pior” (v.14). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, curados para um propósito eterno!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João5 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 04 – Comentado por Rosana Barros
9 de julho de 2021, 0:45
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“Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para Seus adoradores” (v.23).

O capítulo de hoje apresenta um dos relatos mais lindos deste evangelho, pela força das circunstâncias: o encontro de Jesus com a mulher samaritana. Após enviar Seus discípulos “à cidade para comprar alimentos” (v.8), Jesus Se dirigiu ao poço de Jacó, ao cenário de Seu encontro com uma mulher socialmente desprezada e cerimonialmente impura. Vocês já pararam para pensar que Deus providenciou o cenário daquele momento com mais de 800 anos de antecedência? Isso nos diz que até mesmo as obras mais simples e cotidianas dos filhos de Deus servem para propósitos eternos. Foi ali – o poço de Jacó – que Jesus elegeu a fim de declarar àquela mulher sofrida e a todos os que param para ouvi-Lo o que seja a verdadeira e genuína adoração.

Foi debaixo do sol causticante do meio-dia que a mulher samaritana encontrou o Sol da Justiça. Foi indo buscar água em fonte limitada, que ela foi dessedentada pela Fonte de água viva. Para ela, era um dia comum e difícil como todos os demais. Seu passado tenebroso e seu presente vergonhoso eram constantemente lembrados pelos olhares de acusação e de reprovação do seu povo. O estranho judeu no poço não passava de mais uma ameaça ao seu sofrimento – ela pode ter pensado. Mas Deus costuma surpreender com Seu amor todo pecador cujo coração grita por libertação. Ele transformou o fardo daquela mulher em buscar água na hora mais quente do dia, a circunstância que mais lembrava a sua condição de sofrimento, no instrumento de sua libertação.

Por isso, amados, que a Bíblia é tão repleta de experiências e testemunhos, porque nenhum é igual ao outro; porque Deus tem meios diferentes e especiais para alcançar cada filho Seu de forma singular e pessoal. Não foi diferente com a mulher de Samaria. Jesus atingiu em cheio o alvo do coração de uma mulher que não tinha mais esperança e a transformou em uma verdadeira adoradora e missionária. Abandonando o objeto que lembrava o seu infortúnio, ela entrou na cidade anunciando uma mensagem simples e direta: “Venham e vejam” (v.29)! Simples assim! E de uma pessoa ignorada por todos, passou a ser a mais influente. Porque não há como ter um encontro com Cristo e ficar em silêncio.

Quando Jesus me encontrou, mesmo depois de quinze anos como adventista do sétimo dia, eu queria contar para todo mundo. Meu coração foi tomado de um amor inexplicável! Foi algo tão arrebatador e maravilhoso, que foi difícil para alguns compreenderem o momento que eu estava vivendo e as mudanças que Cristo começou a operar em mim. Mas o grito do meu coração passou a ser: “Venham e vejam”! Eu comecei a experimentar as bênçãos de uma vida diária de oração e estudo da Bíblia. Deus começou a desvendar diante dos meus olhos os tesouros de Sua Palavra e o que seja adorá-Lo em espírito e em verdade, que é o conhecimento de Deus através de um relacionamento pessoal com Ele e a obediência à Sua verdade como resultado inevitável deste conhecimento. Um conhecimento/relacionamento que precisa ser fortalecido e mais elevado a cada dia.

Por isso, meus irmãos, que necessitamos tanto do Espírito Santo como a água viva que nos lava de dentro para fora, como está escrito: “não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo Sua misericórdia, Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:5). Você deseja ser um verdadeiro adorador? Deseja ser regenerado e renovado pelo Espírito Santo? Muitos dizem que Jesus nos aceita como estamos. Mas é justamente por não aceitar a nossa condição miserável que Ele nos convida para uma nova vida com Ele. Foi por não aceitar a vida de sofrimento e de pecado da mulher samaritana, que Ele lhe apresentou a oportunidade de uma vida diferente.

Precisamos encontrar a alegria da salvação em Cristo que aquela mulher encontrou; uma alegria que não cabe dentro do peito, mas que precisa ser compartilhada. O testemunho da mulher levou muitos até Jesus, para que eles mesmos experimentassem Jesus por si mesmos: “Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que Este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (v.42). A minha experiência com Deus através do que Ele tem me falado em Sua Palavra a cada dia não pode jamais substituir a sua experiência pessoal com Deus através de Sua Palavra. Como o oficial do rei “creu na palavra de Jesus e partiu” (v.50), há uma bênção diária em seu estudo particular das Escrituras para que você seja bênção aonde quer que for. Estude a Bíblia com oração e busca sincera pelo Espírito Santo, e, certamente, haverá salvação para você “e toda a sua casa” (v.53). Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 03 – Comentado por Rosana Barros
8 de julho de 2021, 0:45
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“Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (v.16).

Na calada da noite, longe dos olhos de quem pudesse lhe recriminar, um fariseu foi ao encontro de Jesus. Tocado por Suas obras altruístas, por Suas palavras cheias de amor e por Sua autoridade revelada na purificação do templo, Nicodemos precisava falar pessoalmente com Jesus. O que ele não esperava, era que aquele encontro mudaria para sempre a sua vida. Aquele que ele afirmou ser apenas um “Mestre vindo da parte de Deus” (v.2), Se apresentou como “Filho unigênito” (v.16) de Deus, enviado “para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17).

Diante das primeiras palavras dirigidas a Nicodemos, este sentiu um estranho desconforto que o levou a perguntar com ironia: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, voltar ao ventre materno e nascer segunda vez?” (v.4). Estar perante aquele jovem Rabi, quando as cãs da experiência lhe enchiam o coração de orgulho, era um desafio. E entender que Jesus lhe dizia que ele precisava de uma nova vida lhe causou admiração. Afinal, ele era um zeloso observador da Lei e profundo conhecedor das Escrituras, ou, pelo menos, era o que pensava ser, até ser questionado: “Tu és mestre em Israel e não compreendes estas coisas?” (v.10).

Aquele que desceu do Céu expôs um episódio das Escrituras como uma representação de Sua missão terrestre. Quando ainda no deserto, o povo de Israel foi punido por Deus com serpentes venenosas devido à sua “impaciência no caminho” (Nm.21:4) e por terem chamado o maná do Céu de “pão vil” (Nm.21:5). Mas percebendo o grande mal que haviam trazido sobre si, o povo reconheceu o seu pecado e Deus ouviu a intercessão de Moisés. A serpente de bronze foi erguida como um símbolo do objetivo da cruz de Cristo: salvar. A missão de Jesus não consistia em erguer um reino terreno, como rezava a crença dos fariseus e mestres da lei, mas em ser levantado no madeiro “para que todo o que nEle crê tenha a vida eterna” (v.15).

Ao contrário do que havia se tornado a cúpula dos fariseus, em tribunal da inquisição, “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele” (v.17). Por compreender esta verdade, João Batista foi escolhido por Deus como o precursor de Cristo, reconhecendo que a sua missão nunca poderia falar mais alto do que a missão do Salvador. E em sua fiel devoção e sincera expectativa, declarou: “Convém que Ele cresça e que eu diminua” (v.30).

Nascer do Espírito Santo consiste em viver à luz da verdade. Aquele que foi ter com Jesus “de noite” (v.2), entendeu que permanecer nas trevas “a fim de não serem arguidas as suas obras” (v.20) não muda o fato de que, diante de Deus, estas obras são más. Mas todo aquele que “pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus” (v.21). Se andamos na verdade, nossa vida precisa certificar que “Deus é verdadeiro” (v.33), nossas palavras devem ser as dEle, porque “o homem não pode receber coisa alguma se do Céu não lhe for dada” (v.27).

Jesus não veio ao mundo para que Deus pudesse nos amar, mas porque Ele nos amou primeiro, enviou o Seu Filho em nosso favor. E a única coisa que Ele nos pede é que, pela fé, nossa vida reflita esta maravilhosa verdade. Uma nova vida que, cheia do poder do Espírito Santo, testemunhe desse amor aonde moramos “e até aos confins da terra” (At.1:8). A nossa missão não é a de suscitar contendas (v.25), mas a de testificar que “todas as nossas obras” Deus faz “por nós” (Is.26:12). Guardemos, pois, o que nos foi confiado, “evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé. A graça seja convosco” (1Tm.6:20-21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas da verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 02 – Comentado por Rosana Barros
7 de julho de 2021, 0:45
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“Então, ela falou aos serventes: Fazei tudo o que Ele vos disser” (v.5).

Meu marido e eu temos dezessete anos de casados. Deus tinha um plano muito especial quando uniu as nossas vidas, de forma que podemos perceber que Ele tem transformado a nossa união, a cada ano que passa, em “bom vinho” (v.10). Interessante é que Jesus encerrou a criação do mundo com um casamento, realizou o Seu primeiro milagre num casamento e comparou a Sua segunda vinda com a celebração de um casamento. Certamente, a união entre um homem e uma mulher é de grande importância aos olhos de Deus e o Seu desejo é que seja uma bênção desde o primeiro momento e que se torne ainda melhor conforme o tempo avance.

Compreendendo de forma mais clara a missão de Jesus, Maria não encarou a falta de vinho como um problema sem solução, mas, imediatamente, foi até o Único que poderia solucioná-lo. No livro de Gênesis encontramos outra situação semelhante a esta. Quando os sete anos de fome atingiram o Egito, o povo clamou “a Faraó por pão; e Faraó dizia a todos os egípcios: Ide a José; o que ele vos disser fazei” (Gn.41:55). Semelhante a Faraó, Maria reconheceu que estava fora de seu alcance resolver aquela questão. E a àqueles que serviam, coube desempenhar sua parte consoante ao que Jesus lhes ordenasse fazer. “Eles o fizeram” (v.8), e puderam ser testemunhas do poder de Deus.

No entanto, havia algo de muito errado no lugar que deveria representar o matrimônio entre Cristo e Sua igreja. O pátio do templo era um lugar reservado ao povo, onde deveriam fazer suas orações e ofertas. O que Jesus viu, contudo, foi uma balbúrdia de cambistas que levantavam a voz a fim de vender suas mercadorias, “bois, ovelhas e pombas” (v.14), cujo excremento tornava a casa de Deus em ambiente fétido, enquanto muito dinheiro era arrecadado com fins de lucro desonesto. A casa que era para ser “Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7), tornou-se em “casa de negócio” (v.16). E após fazer uma “limpeza” no templo, Jesus permaneceu em Jerusalém, “durante a Festa da Páscoa” (v.23).

Três ocasiões são mencionadas no capítulo de hoje e em cada uma delas há uma reação em comum, mas que, ao mesmo tempo, se diferem uma da outra. Após o milagre da água transformada em vinho, a Bíblia diz que “os Seus discípulos creram nEle” (v.11). Após Jesus purificar o templo, os discípulos não compreenderam o real sentido de Suas palavras, mas, depois que Ele “ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se” do que Ele tinha dito e “creram na Escritura e na palavra de Jesus” (v.22). E, “vendo os sinais que Ele fazia“, em Jerusalém, muitos “creram no Seu nome” (v.23). O nosso entendimento muitas vezes está condicionado a acontecimentos e não às pessoas envolvidas ou ao que elas dizem. Foi após o milagre que acreditaram em Jesus. Só após a ressurreição que acreditaram em Suas palavras. Foi por ver sinais que “creram no Seu nome“.

Mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (v.24). Nem todos estavam realmente dispostos a segui-Lo. Sua fé era condicionada aos milagres e sinais e não na fidelidade das Escrituras e das palavras de Cristo. A Bíblia é como um contrato de casamento. Nela estão contidas todas as cláusulas irrevogáveis de um Deus que não muda (Ml.3:6). Assumir um compromisso com o Senhor requer uma confiança que não dependa das circunstâncias, mas que esteja firmada na verdade absoluta de que Ele é fiel e Sua Palavra é verdadeira, independente de nós mesmos ou do que aconteça.

Nós somos como aquelas talhas cheias de água à espera de uma transformação. Jesus promete nos transformar em “bom vinho” (v.10) a fim de manifestar “a Sua glória” (v.11). Está você disposto(a) a aceitar este milagre? Então faça “tudo o que Ele vos disser” (v.5). Continue sendo reavivado(a) por Sua Palavra e sua vida será transformada “de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Estamos quase nas bodas! Que a nossa vida seja um milagre atual de Jesus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, milagres atuais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João2 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



JOÃO 01 – Comentado por Rosana Barros
6 de julho de 2021, 0:45
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“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (v.1).

Esse verso que nós lemos foi o primeiro que eu li na Bíblia. E aos dez anos de idade, eu senti o meu coração arder; senti um desejo imenso de entender o que eu tinha lido e aprender mais sobre a Bíblia. Até que, aos doze anos de idade eu fui a uma Igreja Adventista do Sétimo Dia pela primeira vez, e ali, numa classe de juvenis, eu tive a certeza de que estava na casa do meu Pai. Quando a professora abriu a lição da escola sabatina e começou a explicar tudo conforme estava escrito na Palavra de Deus, era como se o Senhor me dissesse: “Você Me pertence e aqui é o seu lugar”. Eu me senti acolhida e muito amada, e cada sábado era aguardado com muita expectativa. Estudar a Bíblia tornou-se um prazer.

Mas dos quatro evangelhos, o evangelho segundo João é o meu preferido. É o que mais toca o meu coração. De “filho do trovão” a discípulo do amor, a trajetória espiritual de João foi desde reclinar-se ao peito de Cristo até a contemplação de Sua glória nas visões do Apocalipse. João obteve um conhecimento diferenciado de Jesus, de Sua natureza eterna. Ele iniciou o seu evangelho com a criação e encerrou o Apocalipse com a recriação. É em seu evangelho que está contido o princípio ativo do Verbo: “Eu sou o pão da vida” (Jo.6:48); “Eu sou a luz do mundo” (Jo.8:12); “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6); “Eu sou a ressurreição e a vida” (Jo.11:25); “Eu sou o bom Pastor” (Jo.10:14); “Eu sou a porta” (Jo.10:9); “antes que Abraão existisse, EU SOU” (Jo.8:58); “Eu sou a videira verdadeira” (Jo.15:1).

No livro de João também encontramos, na maioria dos relatos, histórias que não encontramos nos demais evangelhos. Como, por exemplo, as bodas de Caná, o encontro entre Jesus e Nicodemos, entre Jesus e a mulher samaritana, o relato da mulher adúltera, Jesus como o bom Pastor, a ressurreição de Lázaro, a oração sacerdotal de Jesus, dentre outros. Certamente, a experiência de fazer parte do círculo mais íntimo de Cristo deu a João a oportunidade de ver e ouvir coisas que marcaram profundamente a sua jornada cristã. Apesar de Pedro ter confessado verbalmente acreditar ser Cristo o Filho do Deus vivo, João teve uma compreensão ainda maior dAquele que “estava no princípio com Deus” (v.2).

Em Gênesis 1:1, está escrito: “No princípio criou Deus os céus e a terra”. No texto massorético, a expressão “No princípio” também pode ser lida como “Em um princípio”. Quando vamos ao livro de Apocalipse, encontramos a seguinte expressão se referindo a Jesus: “o Princípio da criação de Deus” (Ap.3:14). O apóstolo Paulo também escreveu, falando sobre Jesus: “pois, nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis […] Tudo foi criado por meio dEle e para Ele” (Cl.1:16). Portanto, o texto de Gênesis poderia ser traduzido da seguinte forma: “Em Jesus criou Deus os céus e a terra”. Você entende porque o meu coração ardeu ao ler o texto de João? Porque eu estava iniciando a minha caminhada com o meu Criador.

O primeiro dia da criação revelou “a verdadeira luz” (v.9), pelo poder do Verbo ao ordenar: “Haja luz” (Gn.1:3). Pois a “luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela” (v.5). A João Batista foi confiada a missão de testificar “a respeito da luz” (v.7). “Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, a saber, a verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem” (v.8-9). A luz salvífica que emana de Cristo está disponível para todos. Mas como “os Seus não O receberam” (v.11), muitos também têm rejeitado a Sua oferta de amor. Para João Batista, Jesus era “o Deus unigênito” (v.18), a revelação do Pai. Mas ele também entendeu o caráter de sacrifício da primeira vinda de Cristo, ao dizer: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (v.29).

Como a descida do Espírito Santo sobre Jesus em Seu batismo testificou que “Ele é o Filho de Deus” (v.34), é a atuação do Espírito Santo em nossa vida que nos torna filhos e filhas de Deus. Jesus deseja nos batizar “com o Espírito Santo” (v.33) a cada dia, modelando o nosso caráter até que estejamos prontos para receber de volta o fôlego da vida eterna. Logo veremos “o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (v.51). Enquanto aguardamos, que a nossa vida cumpra o propósito para o qual fomos criados. Semelhante a André, levemos nossa família e outras pessoas “a Jesus” (v.42). E que, naquele grande Dia, possamos ouvir Jesus nos dizer: “Eis um(a) verdadeiro(a) [cristão(ã)], em quem não há dolo!” (v.47). Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos e filhas do Criador!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #João1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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