Reavivados por Sua Palavra


NÚMEROS 3 – Comentado por Rosana Barros 
9 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Mas a Arão e seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá” (v.10).


Escolhidos para um ofício sobremodo sagrado, Arão e seus filhos deveriam cumpri-lo com fidelidade e dedicação exclusiva. Assim como o Senhor separara um dia da semana como sendo Seu, a tribo de Levi também fora por Ele consagrada como Sua. Deus a designou como o primogênito de Israel e a dividiu em três grupos: os filhos de Gérson (v.25), os filhos de Coate (v.29) e os filhos de Merari (v.36). A cada um desses grupos foi designado os cuidados para com determinada parte do santuário. Deus estabeleceu uma divisão de cargos onde cada grupo teria uma função específica, mas todos estariam unidos na mesma missão de realizar o transporte do santuário cada vez que o povo tivesse que marchar. 

A primogenitura na Bíblia possui um significado especial. Nem sempre os que abriam a madre eram os que recebiam a bênção privilegiada, mas o Senhor deixou bem claro, através de tantos exemplos, como Jacó, José e Davi, que nascer primeiro não era o único requisito para se obter o favor divino; porque Aquele que sonda os corações conhece aqueles que são as primícias de Sua ceifa. Os levitas, portanto, mesmo não sendo descendentes do primogênito de Israel, receberam tal eleição pelo próprio Senhor. E após a contagem dos primogênitos dos filhos de Levi, Deus ordenou a Moisés que também fosse realizado um censo de “todo primogênito varão dos filhos de Israel” (v.40), o que excedeu o número dos filhos de Levi em “duzentos e setenta e três” (v.46). E um resgate foi exigido por estes que eram “demais entre eles” (v.48). 

A obra de Deus não pode ser realizada de qualquer jeito ou conforme a preferência humana. A preleção do Senhor quanto ao ofício no tabernáculo e os deveres de cada um, deixa isso bem claro. Antes de haver santuário, Ele estabeleceu como este deveria ser feito e quem o faria. Antes que ele pudesse ser inaugurado, chamou a Moisés e o instruiu em todas as coisas. Antes que Israel tivesse que marchar pela primeira vez após a construção do santuário, deu instruções sobre como o desmontariam e quais os responsáveis por isso. Definitivamente, precisamos ter respeitoso temor e reverência para com tudo o que o Senhor separou para ser santo, inclusive, e principalmente, com aqueles que Ele escolheu para ministrar a Sua obra. Foi com profundo zelo que Paulo se retratou ao ter falado de forma exaltada com o sumo sacerdote: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (At.23:5). 

Com que cuidado, amados, devemos lidar com as dificuldades que surgem no meio do povo de Deus! Mesmo após levar uma bofetada na boca a mando de um líder de caráter maculado e inimigo de Cristo, o apóstolo mais considerou a Palavra do Senhor do que a sua própria honra. A mesma eleição privilegiada do antigo Israel hoje nos é oferecida pela graça que há em Cristo Jesus. Simbolicamente, podemos dizer que fazemos parte dos “duzentos e setenta e três” que excederam e fomos resgatados não mais pelo dinheiro desta Terra, mas pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus. Esta sublime verdade deveria, por si só, encher o nosso coração de alegria perene e inamovível. Alegria que nada nem ninguém neste mundo pode destruir. Um contentamento que prova alguma é capaz de roubar. 

Uma obra maior e mais urgente está diante de nós, e o Senhor tem um propósito especial e grandioso para a vida de cada um de Seus filhos. Todos nós somos chamados a fazer parte desta derradeira missão. Ninguém que se propõe a crescer no conhecimento de Deus é abandonado ao ócio. O mesmo Deus de Abraão, de Isaque, de Jacó, de Moisés, é O mesmo que olha com atenção para aqueles que O amam e não os deixa sem resposta. Aquele que nos escolheu como as Suas primícias e nos resgatou por alto preço deseja nos levar para a Casa do Pai o quanto antes. Sejamos, pois, “tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12). 

Feliz sábado, arautos do advento! 

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Números3 #RPSP 

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NÚMEROS 2 – Comentado por Rosana Barros
8 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Os filhos de Israel se acamparão junto ao seu estandarte, segundo as insígnias da casa de seus pais; ao redor, de frente para a tenda da congregação se acamparão” (v.2).


A disposição das tribos de Israel enquanto acampavam no deserto foi meticulosamente organizada por Deus. Cada tribo, conforme a turma de sua seleção, deveria permanecer em seu lugar tanto acampados quanto em marcha. As primeiras tribos compunham o “arraial de Judá” (v.9), que ficava “ao lado oriental (para o nascente)” (v.3); estes marchariam primeiro. O segundo arraial, o “arraial de Rúben” (v.16) era composto por outras três tribos, que acampavam “para o lado sul” (v.10), sendo estes a marchar “em segundo lugar” (v.16). O arraial dos levitas ficava no meio dos demais arraiais, ao redor do tabernáculo. “Para o lado ocidental” (v.18) ficariam as tribos de Efraim, Manassés e Benjamim, compondo o “arraial de Efraim”, que marcharia “em terceiro lugar” (v.24). E, finalmente, o “arraial de Dã”, localizado ao norte e que marcharia por último. Esta ordem foi estabelecida pelo próprio Deus e certamente obedecia uma lógica para fins especiais.

Tal organização promovia confiança nas promessas de Deus. Ele prometera habitar no meio do Seu povo. Acampando ou marchando, os filhos de Israel tinham sempre a presença de Deus no meio deles: “como se acamparem, assim marcharão, cada um no seu lugar” (v.17). Sendo vista do alto, a planta do acampamento de Israel, conforme a disposição das tribos, formava a imagem de uma cruz com o santuário ao centro. E ao marcharem assim dispostos, carregavam a “cruz” por onde quer que fossem. Também eram organizados por famílias e “segundo a casa de seus pais” (v.34). Ou seja, os membros de cada família estavam sempre juntos, quer acampando quer marchando. Israel estava dividido por tribos, estandartes, turmas e famílias, mas era um só povo com um só objetivo de alcançar a terra prometida.

Na visão de João, do livro selado com sete selos, o apóstolo ficou perturbado e chorou muito com a informação de que ninguém era digno de abrir aquele livro e desatar-lhe os selos. Até que um dos vinte e quatro anciãos se dirigiu a ele em sua aflição e disse que “o Leão da tribo de Judá… venceu para abrir o livro e os seus sete selos” (Ap.5:4). Percebam que o arraial que marchava à frente de Israel era o arraial de Judá. Um símbolo inquestionável de Cristo, o Senhor dos Exércitos, marchando à frente do Seu povo. Uma marcha vitoriosa dAquele que “saiu vencendo para vencer” (Ap.6:2). Jesus declarou a Seus discípulos: “Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-Me” (Mt.16:24). Quem sabe o Salvador visualizou o acampamento de Israel ao proferir estas palavras. Este símbolo faz com que estas palavras de Jesus tenham um sentido muito mais significativo e pontual. Assim como o antigo Israel acampava e marchava conforme a orientação de Deus, colocando o plano divino acima de suas terrenas aspirações, como povo remanescente, precisamos fazer o mesmo. Todas as vezes que Israel se desviava da vontade de Deus, desfigurava o projeto divino e colocava em risco a segurança e bem-estar de todos.

Tomar a cruz de Cristo e levá-la não tem a ver com labor excessivo e nem com autoflagelo, mas em que nos tornemos um reflexo do amor sacrifical do Salvador, de forma que Ele sempre esteja no centro de nossa vida. Esta é uma obra que Ele deseja realizar não somente em nós, mas em nós, em nossa casa, na igreja e, então, no mundo. Esta é a sequência que precisamos obedecer. Esta é a mensagem da cruz que o mundo precisa conhecer. Que Deus tem uma família na Terra composta por pessoas de todas as tribos, línguas, povos e nações, mas unida num só propósito e marchando para o mesmo lugar. Pela fé, façamos parte desta família mundial, “coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15) que, cheia do Espírito Santo, acampada ou em marcha, é uma prova inequívoca de que “o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt.6:4).

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

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NÚMEROS 1 – Comentado por Rosana Barros
7 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Como o Senhor ordenara a Moisés, assim os contou no deserto do Sinai” (v.19).


Do monte para o deserto. Esta mudança de cenário introduz o livro de Números com o primeiro censo da nação israelita. Foi no tabernáculo recém inaugurado que Moisés recebeu as orientações de Deus quanto à forma de proceder com a contagem do povo. Ele e Arão contariam os homens de “vinte anos para cima, todos os capazes de sair à guerra em Israel” (v.3). O Senhor ainda declarou o nome dos príncipes de cada tribo que os auxiliariam nesta missão. Não era propósito de Deus que o Seu povo se envolvesse em conflitos com as demais nações. Uma clara prova disto foi a sua saída do Egito, em que o povo não precisou erguer uma espada sequer, mas apenas confiar no poder de Deus. Todavia, chegaria o tempo em que Israel rejeitaria o governo de Deus e sob a monarquia de reis terrenos precisaria estar pronto para as guerras que inevitavelmente surgiriam.

Contados “nominalmente… cabeça por cabeça” (v.18), cada homem capacitado a lutar fora recrutado pelo alistamento militar do deserto. Cada tribo dispôs o seu destacamento. Em cada família havia pelo menos um hábil soldado capaz de representá-la. Na tribo de Levi, porém, não fora realizado o censo. Aos levitas cabia a responsabilidade de “cuidarem do tabernáculo do Testemunho, e de todos os seus utensílios, e de tudo o que lhe pertence” (v.50). Quando Israel acampava, cada tribo possuía o seu lugar próprio, “cada um junto ao seu estandarte, segundo as suas turmas” (v.52). Já a tribo de Levi acampava-se “ao redor do tabernáculo do Testemunho” (v.53), para que ninguém comum do povo tivesse acesso às coisas santas e morresse. A tribo de Levi, portanto, era uma espécie de exército do santuário. E todas as tribos, mesmo divididas por estandartes, deveriam estar sempre unidas pela mesma bandeira: “O Senhor É Minha Bandeira” (Êx.17:15).

Estamos vivendo o tempo do maior censo já realizado pelo Senhor: o censo dos “inscritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.21:27). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações, tribos, línguas e povos. Todos, sem restrição de idade, sexo ou etnia, podem alistar-se para o exército do Deus vivo. No entanto, a convocação tem prazo para acabar e se apressa para o fim. Há um conflito ocorrendo neste exato momento. Desde a entrada do pecado no mundo, a humanidade tem enfrentado um inimigo cruel e desleal. E somente mediante o uso da armadura correta poderemos estar em pé no Dia do Senhor. Eis a ordem superior que devemos obedecer: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). Enfrentamos uma guerra que seria facilmente vencida pelo inimigo não fosse a graça do Senhor dos Exércitos. Acerca disto, Ellen White escreveu:

“O antagonismo que existe entre Cristo e Satanás revelou-se de maneira flagrante na recepção que Jesus teve. A pureza e santidade de Cristo suscitaram o ódio dos ímpios contra Ele. Sua vida de renúncia era uma perpétua reprovação a um povo orgulhoso e sensual. Satanás e os anjos caídos uniram-se aos homens maus contra o Campeão da verdade. A mesma inimizade é manifesta em relação aos seguidores de Cristo. Quem quer que resista à tentação, suscitará a ira de Satanás. Cristo e Satanás não podem harmonizar-se.’Todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus, serão perseguidos'” (2Tm.3:12, O Grande Conflito, p.223).

Cumpre-nos fazer o que fez Israel: “Assim fizeram os filhos de Israel; segundo tudo o que o Senhor ordenara a Moisés, assim o fizeram” (v.54). Através de Sua Palavra, o Senhor continua instruindo o Seu povo e preparando-o para as moradas do Céu. Temos o Céu a nosso favor e precisamos deixar isso muito claro através de nossas escolhas. “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg.4:7). Eis a nossa arma secreta: “Ao som de fervorosa oração, treme todo o exército de Satanás… É quando anjos todo-poderosos, revestidos da armadura do Céu, vêm em auxílio da desfalecida e perseguida alma, Satanás e seus anjos retiram-se, pois bem sabem que está perdida a sua batalha” (Ellen G.White, Mensagens aos Jovens, p.53).

Encerre o seu estudo de hoje com uma leitura cuidadosa de Efésios 6:10-18.

Bom dia, exército do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

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LEVÍTICO 27 – Comentado por Rosana Barros
6 de fevereiro de 2019, 0:30
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“No entanto, nada do que alguém dedicar irremissivelmente ao Senhor, de tudo o que tem, seja homem, ou animal, ou campo da sua herança, se poderá vender, nem resgatar; toda coisa assim consagrada será santíssima ao Senhor” (v.28).


Os votos e os dízimos constituem a parte final desta coleção de normas estabelecidas por Deus. O voto consistia em uma espécie de acordo do homem diretamente com Deus, visando o favor divino a fim de alcançar uma determinada bênção. Ana, por exemplo, fez um voto com o Senhor prometendo dedicar seu primeiro filho exclusivamente a serviço dEle caso Ele lhe abrisse a madre. Voto este que cumpriu ao entregar o menino Samuel aos cuidados do sacerdote Eli, ainda em tenra idade. Fazer um voto a Deus implicava um sagrado compromisso que culminava em uma oferta específica que era levada ao santuário pelo votante. O voto implicava compromisso, gratidão e plena confiança na provisão divina. Conforme o sábio Salomão, “Melhor é que não votes do que votes e não cumpra” (Ec.5:5).

O dízimo, por sua vez, fora estabelecido como uma prova de fidelidade e antídoto contra a avareza. Ao separar “todas as dízimas da terra” (v.30) e entregá-las aos sacerdotes, os adoradores eram levados ao consciensioso entendimento de que tudo o que tinham era fruto da bênção de Deus, e devolver a décima parte era muito pouco à vista da abundância de que desfrutavam na terra que o Senhor lhes dera por herança. Enquanto o sistema de ofertas não possui uma porcentagem específica, o dízimo coloca em pé de igualdade todos os fiéis. Para Deus não importa se você devolve o dízimo de um salário mínimo ou de uma renda abastada. Aquele que é o Dono do ouro e da prata (Ag.2:8) não precisa do nosso dinheiro; nós, porém, precisamos dizimar, sendo este o método mais eficaz de declararmos ao Senhor que nós confiamos nEle como o nosso Provedor e Mantenedor.

Infelizmente, o mundo cristão, em geral, transformou este assunto em uma forma de angariar dinheiro fácil. A famosa teologia da prosperidade tem conquistado multidões de seguidores atraídos pelas promessas de riquezas. Através de discursos criativos e apelativos, líderes espirituais reúnem milhares de pessoas que, em sua maioria, deixam em seus lugares de culto as economias de toda uma vida. Pedro já havia nos advertido com relação a este engano: “também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2Pe.2:3). Por outro lado, não há sociedade mais próspera do que aquela estabelecida entre o homem e Deus, onde o Sócio Majoritário só nos pede o mínimo enquanto nos promete o máximo de lucro: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro… e provai-Me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se Eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” (Ml.3:10).

A fidelidade nos dízimos e nas ofertas não é uma questão material, mas espiritual. O mesmo Deus que declara: “Não furtarás” (Êx.20:15), é O mesmo que não muda (Ml.3:6) e continua a advertir o Seu povo: “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós Me roubais e dizeis: Em que Te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml.3:8). Se fazer um voto ou juramento ao Senhor e não cumprir constitui uma grave ofensa, imagine usufruir de dinheiro roubado! Lembremos do exemplo de Ananias e Safira, que, pela cobiça, levaram ao Senhor uma oferta mentirosa (At.5:1-11). Ao entregar ao Senhor os nossos tesouros com inteireza de coração, o Espírito Santo nos concede mais da fidelidade de Seu fruto e menos nos apegamos às coisas deste mundo. “Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1Tm.6:10).

Há bênção e verdadeira felicidade em fazer a vontade de Deus. Que a nossa vida e os nossos bens declarem que tudo o que somos e o que temos pertencem ao Senhor. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra… mas ajuntai para vós outros tesouros no céu… porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt.6:19-21).

Bom dia, fiéis servos de Deus!

Rosana Garcia Barros

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LEVÍTICO 26 – Comentado por Rosana Barros
5 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Andarei entre vós e serei o vosso Deus, e vós sereis o Meu povo” (v.12).


Nesta última década, o mundo tem passado por grandes mudanças e uma acelerada derrocada no que diz respeito aos antigos costumes. A casa da vovó não tem mais graça se não tiver Wi-Fi. Dar lugar a um idoso no ônibus é coisa do passado. Uma criança que não fala palavrões tornou-se esquisita. Um homem que não trai a esposa é artigo de luxo. Estudar em uma escola onde todos estejam satisfeitos com o seu próprio sexo é praticamente impossível. Estamos presenciando os últimos anos, os anos decisivos deste planeta, onde cada um terá de responder pelas escolhas que tenha feito em vida. Ignorar os avisos de Deus em Sua Palavra certamente não é a melhor escolha a ser feita, mas professar segui-la enquanto as atitudes não condizem com o discurso creio ser bem pior.

Israel só tinha dois caminhos a seguir: o da maldição e desobediência para a morte ou da bênção e obediência para a vida. “Se” permanecessem fiéis ao Senhor em obedecer às Suas leis, receberiam as mais ricas bênçãos. “Mas”, rejeitando ao “Assim diz o Senhor”, seriam “consumidos pela sua iniquidade” (v.39). Muitos têm trocado a obediência pela conveniência. Negando a luz que temos recebido, folgam-se em assumir uma postura semelhante à maioria, tornando-se mais amantes dos frívolos métodos do mundo do que do eficaz e simples método de Cristo. Unicamente a obediência por fé faria de Israel uma nação diferente de todas as demais, e os habilitaria a viver pequenos vislumbres do Éden, quando o Senhor andava com nossos primeiros pais.

Todas as punições listadas neste capítulo refletem o estado deplorável e desesperador do homem sem Deus. Doenças, fome, guerras são consequências diretas do pecado. Isto não significa que os justos não passam por momentos difíceis nesta Terra, mas que, mesmo sob duras provas, sua fé os faz “andar eretos” (v.13). Nada é mais valioso para Deus do que um coração disposto a servi-Lo. Há uma sebe especial reservada para todo aquele cujo coração é qual barro nas mãos do Oleiro. Mas há um juízo específico reservado para todo o que não ouve e nem cumpre os mandamentos do Senhor. Isto não se trata de uma visão legalista, e sim de uma mensagem que aponta para o breve desfecho: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11).

Não há medo onde há amor. Não precisamos temer os juízos de Deus se Ele anda conosco. Também não se trata de uma barganha: eu obedeço e Ele me abençoa; e sim uma resposta de amor ao Deus que me salvou. Eu obedeço ao Senhor porque não consigo fazer diferente frente ao grande amor que Ele tem por mim. Se desrespeitar as leis dos homens já possui resultados ruins, que dirá desobedecer às leis dadas pelo Senhor do Universo! Acerca disto, Ellen White pontuou: “A fim de se prepararem para o juízo, é necessário que os homens guardem a lei de Deus. Esta lei será norma de caráter no juízo. Declara o apóstolo Paulo: ‘Todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados… No dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens por Jesus Cristo’. E ele diz que ‘os que praticam a lei hão de ser justificados’ (Rm.2:12-16). A fé é essencial a fim de guardar-se a lei de Deus; pois ‘sem fé é impossível agradar-Lhe'” (O Grande Conflito, p.435).

Para todos os que têm andado “contrariamente para com” Deus (v.21), há um chamado de misericórdia sendo realizado com o interesse de todo o Céu para que pecadores se arrependam e confessem seus pecados Àquele que “é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1Jo.1:9). O Senhor, por amor de todos nós, tem lembrado da aliança que fez com o Seu povo e que assinou com o sangue de Seu Filho unigênito. A um povo obediente o Senhor dará as “chuvas a seu tempo” (v.4). Que vindo a última chuva, estejamos prontos para recebê-la:

“Caso alguém não seja purificado pela obediência à verdade, e vença o egoísmo, o orgulho e as más paixões, os anjos de Deus têm a recomendação: ‘Estão entregues a seus ídolos; deixai-os’, e eles passarão adiante à sua obra, deixando esses com seus pecaminosos traços não subjugados, à direção dos anjos maus. Os que satisfazem em todos os pontos e resistem a toda prova, e vencem, seja qual for o preço, atenderam ao conselho da Testemunha Verdadeira, e receberão a chuva serôdia, estando assim aptos para a trasladação” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v.1, p.64).

Bom dia, filhos da obediência!

Rosana Garcia Barros

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LEVÍTICO 25 – Comentado por Rosana Barros
4 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Observai os Meus estatutos, guardai os Meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra” (v.18).


Aquele que lançou “os fundamentos da terra” (Jó 38:4) também instruiu o Seu povo a conservá-la. Quando Adão foi criado, o Senhor “o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn.2:15). Enquanto o verbo “cultivar” implica trabalho, labor, o verbo “guardar” significa cuidar e preservar. Portanto, o trabalho dado por Deus ao homem consiste em não apenas retirar da terra o seu sustento, mas em preservá-la para que ela permaneça sendo uma inegável declaração de “que foi o universo formado pela palavra de Deus” (Hb.11:3). “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).

O Ano de Descanso era, portanto, um claro lembrete de que todo filho de Israel possuía a mesma dupla responsabilidade dada ao homem desde a criação do mundo. A cada sete anos, a terra deveria desfrutar um “sábado de descanso solene… um sábado ao Senhor” (v.4). Além de ser um benefício para a natureza, mais benefícios o homem colheria. Deus concederia ao Seu povo a bênção de que no sexto ano a terra desse “fruto por três anos” (v.21). O ano sabático também reforçaria o princípio de que Deus é o nosso Mantenedor: “Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é Ele O que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a Sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê” (Dt.8:17-18).

O Ano do Jubileu, por sua vez, era um ano de grande celebração. A cada cinquenta anos era proclamada “liberdade na terra a todos os seus moradores” (v.10) e as terras eram devolvidas aos seus possuidores originais. Era um ano de liberdade da terra e do homem. No Dia da Expiação, era soada a trombeta por toda a terra de Israel, proclamando as boas-novas de igualdade e liberdade a todos os homens. Era um tempo de resolução de conflitos, de remissão e de respeitoso e singular temor a Deus. Era um tempo de desfrutar de uma espécie de prévia da Nova Terra: “A terra dará o seu fruto, e comereis a fartar e nela habitareis seguros (v.19). Somos todos “estrangeiros e peregrinos” na terra (v.23) e precisamos manter esta verdade viva em nossos corações, como aqueles que aguardam “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).

Enquanto estivermos nesta condição de peregrinos a caminho do Lar, cumpre-nos viver aqui de forma digna ao nosso chamado. Da mesma forma que Israel deveria temer a Deus e observar as Suas leis, uma solene mensagem nos é anunciada: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7); e uma resposta nos é exigida: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Por outro lado, há uma prestação de contas a ser realizada com os que rejeitam as instruções divinas, vivendo a seu bel prazer, pois o Criador derramará o Seu juízo e destruirá “os que destroem a terra” (Ap.11:18). Cada capítulo da jornada de Israel sobre a Terra é um sonido da trombeta do Céu para a humanidade. Esta foi a compreensão do apóstolo Paulo ao declarar acerca dos filhos de Israel: “Ora, estas coisas se tornaram exemplos para nós, a fim de que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1Co.10:6).

Há um constante e urgente apelo sendo feito: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). Sair de Babilônia significa libertação e completa mudança de vida. Significa retornar ao plano original do Criador e buscar uma vida de santificação. Este apelo não somente se refere ao aspecto espiritual, mas também físico e mental, já que somos criaturas holísticas. O Espírito Santo está chamando um povo que viva o mandamento por experiência: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mt.22:37 e 39); um povo que confie na provisão de Deus ainda que o mundo a desconsidere.

Prossigamos com perseverança em viver a vontade do Senhor, pois aquele “que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13).

Bom dia, peregrinos a caminho do Lar dos Céus!

Rosana Garcia Barros

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LEVÍTICO 24 – Comentado por Rosana Barros
3 de fevereiro de 2019, 0:30
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“Dirás aos filhos de Israel: Qualquer que amaldiçoar o seu Deus levará sobre si o seu pecado” (v.15).


Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Aos sacerdotes cabia a atribuição de manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa a Cristo, o Verbo de Deus (Jo.1:1). Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no Reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de seu Senhor. E, à cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).

Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar a Deus (Is.43:7; Mt.5:16). Estivesse esta pérola conservada em cada coração dos filhos de Israel, e não sucederia o caso de haver pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia como conhecemos se trata de uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.

Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função que só a Deus pertence ou tentar assumir o Seu lugar. Jesus não blasfemou, pois que Ele era o próprio Deus. Mas aquele que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).

Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos é qual escudo contra os enganos do Maligno. E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas. No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, do que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas do que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito?

Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo de Deus. Onde estão os raios de luz que irradiavam do Céu quando Lutero pregava com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, qual Guilherme Müller, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e a menos que estejamos qual tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E isto digo a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Feliz semana, igreja reavivada pelo Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #Levítico24 #RPSP

Comentário em áudio:
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