Reavivados por Sua Palavra


SALMO 41 — Rosana Barros
17 de setembro de 2026, 0:45
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“Até o meu amigo íntimo, em quem eu confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o calcanhar” (v.9).

Após a entrada do pecado no mundo, não fosse a intervenção divina, e todos seríamos súditos do reino de Satanás. A “antiga serpente” (Ap.12:9) iniciou sua trajetória na Terra já com sua sentença e derrota decretadas: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu Descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Lúcifer era um anjo querubim criado para uma função privilegiada no Céu (Ez.28:14). Estava constantemente diante do trono de Deus no santuário celeste, até que o mistério da iniquidade o corrompeu e sua ambição, “subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is.14:14), selou o seu destino final: “O diabo […] foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre” (Ap.20:10).

O Salmo de hoje também apresenta mais uma profecia messiânica, a respeito da traição de Judas. Ao participar da última ceia com Jesus, Judas foi tratado por Ele como todos os demais e teve a oportunidade de ter seus pés lavados por Aquele a quem trairia (Jo.13:12-29). Contudo, mesmo diante de tamanha graça e misericórdia, o falso discípulo selou o seu destino eterno como agente de Satanás ao ferir o calcanhar dAquele que tanto o amou, cumprindo a profecia e recebendo sobre si terrível maldição: “ai daquele por intermédio de quem o Filho do Homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” (Mt.26:24).

O fracasso de seus inimigos em fazer-lhe mal era para Davi um sinal da aprovação divina: “Com isto conheço que Te agradas de mim; em não triunfar contra mim o meu inimigo” (v.11). O triunfo de Jesus sobre o inimigo das almas é garantia eterna para “todo o que nEle crê” (Jo.3:16). Como seguidores de Cristo, precisamos imitar-Lhe o exemplo de humildade e perdão, ofertando até aos nossos inimigos o que o Céu voluntariamente tem nos concedido. Pois “o que acode ao necessitado, o Senhor o livra no dia do mal […], o protege; preserva-lhe a vida e o faz feliz; não o entrega à discrição dos seus inimigos. O Senhor o assiste no leito da enfermidade; na doença, Tu lhe afofas a cama” (v.1-3).

Aos Seus amigos, Jesus ordenou: “Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:17). Não é fácil, amados, pois antes de qualquer coisa precisamos nos despir de nosso orgulho e muitas vezes nos humilhar. Mas que possamos perseverar em olhar para Cristo e vislumbrar o Seu caráter através do diligente e sincero exame das Escrituras. Ninguém se humilhou mais do que o nosso Salvador. E em Seu exemplo encontramos força e coragem para fazer o que é certo.

Olhemos para a cruz e lembremos que aos olhos do povo Jesus era um homem ferido e derrotado, mas aos olhos do Pai, era o Sacrifício perfeito e vitorioso Salvador da humanidade. Da mesma forma, podemos enfrentar situações em que aparentemente os inimigos triunfam, mas se estivermos em paz com Deus, poderemos enfrentar as fornalhas da vida na mesma fé inabalável dos três jovens hebreus (Dn.3:17). Que o Senhor nos conceda uma fé madura, que na paz ou na tribulação possa declarar: “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, da eternidade para a eternidade! Amém e Amém!” (v.13).

Oração: Senhor Deus, queremos ser Teus amigos, andando Contigo todos os dias e de Ti recebendo forças para suportar as aflições deste mundo. Queremos, como Paulo, declarar de todo o nosso coração: “Quer vivamos ou morramos, somos do Senhor”! Que essa fé inabalável seja real em nossa vida, como testemunho vivo de que, independentemente das circunstâncias, somos felizes com Jesus, nosso Senhor. Em nome dEle nós Te oramos, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, amigos de Jesus!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 40 — Rosana Barros
16 de setembro de 2026, 0:45
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“Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim; Tu és o meu amparo e o meu libertador; não Te detenhas, ó Deus meu!” (v.17).

Creio que muitos de nós já passamos por livramentos em que pudemos perceber, claramente, o cuidado de Deus e o poder da oração. O nosso dia a dia, contudo, é repleto de livramentos que nem sequer percebemos. Às vésperas do final do grande conflito, estamos vivendo dias solenemente considerados pelo Céu para salvar e maliciosamente usados por Satanás “para roubar, matar e destruir” (Jo.10:10), pois ele bem sabe “que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12).

Entretanto, o clamor de Davi por livramento não tinha como principal objetivo a sua integridade física apenas, mas a espiritual. E é com esta que precisamos nos preocupar. O desejo de Davi era o de viver para Deus e com Deus. A sua confissão revela o que mais lhe afligia: “Não têm conta os males que me cercam; as minhas iniquidades me alcançaram, tantas, que me impedem a vista; são mais numerosas que os cabelos de minha cabeça, e o coração me desfalece” (v.12). Semelhante ao salmista, foi a confissão do apóstolo Paulo: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo” (Rm.7:18).

Como um arauto das boas-novas de Deus, o salmista não tinha sua fé oculta. Diante da “grande congregação” (v.9) não buscava a autopromoção de sua vida piedosa, e sim a proclamação das virtudes dAquele que o “chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe.2:9). Jesus nos deixou o perfeito exemplo de uma vida de comunhão com Deus. E sempre que saía de seus lugares de oração, multidões eram atraídas a Ele. Porque a comunhão com o Céu, amados, é atraente! Nem todos os que são atraídos, porém, possuem boas intenções. Como declarou Davi, existem “os que se comprazem no meu mal” (v.14).

“Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (v.4). Anjos poderosos são “enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Todo o Céu está envolvido na obra de “habilitar para o Senhor um povo preparado” (Lc.1:17). E num urgente chamado, o Senhor nos convida para proclamarmos o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6).

Existe um acusador estrategista que se compraz em nosso mal. A respeito disso, escreveu Ellen White: “Satanás é o acusador de nossos irmãos, e é o seu espírito que inspira os homens a espreitar os erros e defeitos do povo do Senhor, conservando-o sob observação, enquanto deixa ignoradas suas boas ações. Ele está sempre em atividade quando Deus opera pela salvação das almas. […] O príncipe do mal disputa cada polegada de terreno em que o povo de Deus avança em sua jornada rumo à cidade celestial” (O Grande Conflito, CPB, p. 395).

No lugar Santíssimo, Jesus está a interceder por nós: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo.17:15). Como Davi, espere “confiantemente pelo Senhor” (v.1) e em Seu perfeito livramento. Vá até Jesus como você está e Ele “circuncidará o teu coração” (Dt.30:6). “Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te sobrevierem nos últimos dias, e te voltares para o Senhor, teu Deus, e lhe atenderes a voz, então, o Senhor, teu Deus, não te desamparará, porquanto é Deus misericordioso” (Dt.4:30-31). Ao lado do Senhor dos Exércitos, avançamos para a vitória final. Creio nisso! Apegue-se a essa promessa! Deus é fiel e Ele não mente (Nm.23:19)!

Oração: Nosso amado Pai do Céu, como Tua última igreja precisamos do poder do Espírito Santo, do azeite reserva que nos capacitará a dar o alto clamor a um mundo prestes a perecer. E o Senhor prometeu dar o Teu Espírito aos que Te pedirem. Mas necessitamos ser como criancinhas, na fé pura, na simplicidade, na submissão e na dependência completa de Ti, Pai. Concede-nos a graça de um caráter semelhante ao de Cristo! Faz-nos avançar rumo à cidade celestial, andando no Espírito! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, semelhantes a Cristo!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 39 — Rosana Barros
15 de setembro de 2026, 0:45
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“[…] Na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade” (v.5).

A vaidade da vida, destacada por Davi no Salmo de hoje, encontra um paralelo com o que o seu filho Salomão escreveria mais tarde: “vaidade de vaidades, tudo é vaidade” (Ec.1:2). Tanto o pai quanto o filho chegaram a uma conclusão: a vida neste mundo é um sopro, é passageira. “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta” (v.6). Como escreveu Ellen White: “Mas os cristãos são peregrinos na Terra; estão em terra estranha, parando, por assim dizer, por apenas uma noite. Nosso lar está nas mansões que Jesus foi preparar-nos. Esta vida é apenas um vapor que se desfaz” (A Verdadeira Riqueza, CPB, p.50).

O salmista iniciou com um monólogo. É Davi falando consigo mesmo, mais ou menos assim:

— Preciso estar vigilante para não falar demais. Vou fechar a minha boca diante dos que não são tementes a Deus.

O resultado disso foi dor de coração e angústia. Ele passou a ter uma real noção da brevidade da vida e de tudo o que o homem acumula nesta terra (v.6). É tudo “pura vaidade” (v.11). Enquanto a esperança de muitos estiver depositada nesta vida passageira e nas coisas deste mundo, ela passará “como uma sombra” (v.6). Mas se o Senhor for a nossa esperança, podemos ter a certeza de que ainda que tenhamos que passar pelo fogo das provações (v.11), Ele ouvirá a nossa oração (v.12).

Apesar de ter iniciado o Salmo como a figura de um homem emudecido (v.2), Davi o terminou com um “grito por socorro” (v.12). Podemos até nos calar para evitar falar o desnecessário, mas não podemos negligenciar o diálogo com o Eterno. De dia e de noite precisamos clamar: “Ouve, Senhor, a minha oração” (v.12). Antes que o nosso prazo de vida nesta terra chamado “nada” (v.5) se esgote, antes que seja tarde demais, que o nosso “grito por socorro” alcance os ouvidos misericordiosos do nosso Pai Celestial. Reconhecer que somos seres finitos e dependentes dEle nos faz olhar na direção do Único que é eterno e declarar: “Tu és a minha esperança” (v.7).

Entreguemos a nossa vida nas mãos de Jesus! Ele é a própria Vida (Jo.14:6)! E ainda que morramos aqui, quando Ele voltar, “com poder e muita glória” (Mt.24:30), nossa vida será transformada de “alguns palmos” (v.5) em dias incontáveis.

Oração: Senhor, somos todos peregrinos nesta Terra, e nós buscamos a pátria superior, celestial. Enquanto estamos aqui, nos concede a Tua sabedoria, para que, no silêncio ou em palavras, a nossa esperança esteja posta em Ti. Ouve, Senhor, a nossa oração e escuta o nosso grito por socorro nesses dias finais! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 38 — Rosana Barros
14 de setembro de 2026, 0:45
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“Na Tua presença, Senhor, estão os meus desejos todos, e a minha ansiedade não Te é oculta” (v.9).

Quantas vezes nos sentimos tão mal por nossos erros e atitudes precipitadas que sentimos até vergonha de orar e pedir perdão! Contudo, nossa mente é tomada por um sentimento de impotência diante de nossa própria natureza pecaminosa e o grito da alma eclode em clamor e confissão. O Salmo de hoje revela palavras de quem viveu momentos assim. É importante reconhecer a nossa condição como pecadores e a nossa necessidade constante do perdão e do favor divino. Corremos o risco, porém, de estar carregando um fardo demasiadamente pesado.

Sabendo que é “a bondade de Deus que [nos] conduz ao arrependimento” (Rm.2:4), precisamos atender ao Seu chamado, crendo que Ele nos ouvirá e atenderá. Nossas fraquezas e defeitos de caráter, sejam herdados ou adquiridos, não são irremediáveis. E ainda que nossas más escolhas tenham nos causado prejuízos no corpo ou na mente, Jesus não nos trata com indiferença, mas estende para nós Sua terna mão de misericórdia e nos oferece auxílio e salvação:

“Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt.11:28-30).

Não é errado clamar a Deus por socorro. Pelo contrário. É quando mais necessitamos de Seu perdão e graça, quando mais sentimos repulsa de nossa triste condição, quando em humilhação nos voltamos para Ele como servos, que Ele nos recebe como filhos amados e nos oferece as vestes de Sua justiça. É contemplando a Cristo, Seu sacrifício expiatório, Seu amor incondicional, Seu caráter e Sua vitória sobre o mal, que “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18).

Ninguém, nem mesmo Satanás, tem o direito de nos acusar por pecados que já foram confessados e perdoados. Como Davi diante de seus adversários, precisamos ser “como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica” (v.14). Que o Senhor nos conceda um coração humilde e contrito em tempos de frieza e mornidão, crendo que “Ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tt.3:6). Portanto: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Fp.4:6-7).

Oração: Nosso Pai Celestial, não nos repreendas na Tua ira, nem nos castigues no Teu furor! Olha para nós na Tua misericórdia e perdoa os nossos pecados! Habita em nós, Espírito Santo, para que sejamos como quem não ouve e em cujos lábios não há réplica, seguindo o exemplo do nosso Salvador, que, como ovelha muda, não abriu a boca diante de seus acusadores. Não nos desampares, Senhor, e apressa-Te em socorrer-nos! E volta logo, pois Tu és a nossa salvação! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, filhinhos do Pai de amor!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 37 — Rosana Barros
13 de setembro de 2026, 0:45
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“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará” (v.5).

Certa vez, ouvi uma frase que me fez refletir: “Só leva pedrada a árvore que dá frutos”. A Bíblia destaca as qualidades de Davi da seguinte forma: “sabe tocar e é forte e valente, homem de guerra, sisudo em palavras e de boa aparência; e o Senhor é com ele” (1Sm.16:18). Que cristão não gostaria de ter uma biografia como esta? Davi era uma pessoa tão agradável, que, tão logo o conheceu, Saul “o amou muito e o fez seu escudeiro” (1Sm.16:21).

Contudo, aconteceu o que Saul não esperava. Ele percebeu que aquele menino pastor poderia ameaçar o seu trono, e o amor de interesses acabou. Enquanto a bênção de Deus não estava mais com Saul, era notória a presença do Senhor na vida de Davi. E o coração de Saul, movido por inveja e ódio, só desejava uma coisa: “tirar-lhe a vida” (v.32). Davi, porém, não ousava fazer mal algum ao seu rei. Pelo contrário, suas atitudes e intenções revelavam consideração, amor e respeito, mesmo sendo caçado como se fosse um animal.

Diferentemente do que muitos até o aconselharam a fazer (1Sm.24:4), Davi escolheu confiar no Senhor e fazer o bem (v.3). Teve a chance de matar Saul por duas vezes, mas poupou-lhe a vida. Ele entregou o seu caminho aos cuidados de Deus, confiou nEle e em Sua perfeita justiça (v.5 e 20). Sabemos que fim teve Saul, não pela ira de Davi, mas por suas próprias escolhas, caminhou para a morte: “A sua espada, porém, [lhe] traspassará o próprio coração” (v.15). Porque, como escreveu o sábio Salomão, “o cruel a si mesmo se fere” (Pv.11:17).

Não há vantagem alguma na vingança, pois tudo o que é guiado pelo furor, “certamente[…] acabará mal” (v.8). Confiemos na justiça divina, porque a Deus “pertence a vingança” (Rm.12:19). Percebam quantas preciosas promessas contêm neste Salmo, e todas referentes aos que herdarão o reino dos céus: “os que esperam no Senhor possuirão a terra” (v.9); “Mas os mansos herdarão a terra” (v.11); “a herança deles permanecerá para sempre” (v.18); “Aqueles a quem o Senhor abençoa possuirão a terra” (v.22); “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (v.29). Disse Jesus: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt.5:5).

Portanto, “espera no Senhor, segue o seu caminho, e Ele te exaltará para possuíres a terra” (v.34). Os ímpios podem até ter uma aparente prosperidade (v.35), mas, um dia, não mais existirão (v.36). Você deseja ser amparado por Deus junto com sua família (v.25)? Deseja ser um herdeiro da Nova Terra (Ap.21:1)? Então, busque em Cristo a mansidão, “aparta-te do mal e faze o bem, e será perpétua a tua morada” (v.27), “e a sua descendência será uma bênção” (v.26).

Oração: Nosso Deus bondoso, nós Te agradecemos por Teu amor, por Teu cuidado e por Tuas promessas, que são fiéis e verdadeiras! Pai, desejamos ser mansos e humildes como Jesus. Para isso, ensina-nos a descansar em Ti, a esperar no Senhor e ter a Tua lei escrita em nosso coração. Nesse tempo tão difícil, nos segura pela mão, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, mansos de Deus!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 36 — Rosana Barros
12 de setembro de 2026, 0:45
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“Continua a Tua benignidade aos que Te conhecem, e a Tua justiça, aos retos de coração” (v.10).

Geralmente, na nossa casa estão aqueles que podemos dizer que conhecemos. Parentes e amigos também podem entrar nessa lista. Alguns, de forma superficial, outros, mais intimamente. De certa forma, porém, o nosso conhecimento se limita ao que podemos ver e ouvir. E, muitas vezes, a depender da situação, alguém que julgamos conhecer revela atitudes que jamais poderíamos imaginar. Daí surgem as decepções e até mesmo a ruptura de relacionamentos.

Está escrito que o pecado fez separação entre nós e Deus (Is.59:2). Houve um rompimento no relacionamento entre o homem e o Criador, de forma que passamos a necessitar de uma escada de ligação com o Céu. Jesus Cristo é essa escada. Os sacrifícios da antiga aliança apontavam para essa verdade e a Jacó foi dada essa revelação através de um sonho (Gn.28:12). Jesus também afirmou, apontando para a Sua segunda vinda: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo.1:51).

Em nosso coração há um grande conflito que se intensifica a cada instante. Quando rejeitamos Aquele que veio para restaurar o nosso relacionamento com o alto, somos dominados pelo engano e pela corrupção, inerentes à nossa natureza carnal (Jr.17:9). A descrição feita por Davi acerca da malícia humana em contraste com a bondade divina, revela a nossa constante necessidade de Deus e da atuação de Seu Espírito em nossa vida. Como “trapo da imundícia” (Is.64:6) são nossas ações sem Deus, ainda que aparentem piedade. Mas é onde ninguém consegue conhecer e investigar que o Senhor nos vê e nos sonda (Sl.139:2).

O que temos permitido entrar em nosso coração, amados? Ao deitar, são os nossos pensamentos perversos, ou, como Paulo, podemos afirmar: “Nós, porém, temos a mente de Cristo” (1Co.2:16)? Nunca houve um tempo com tanta necessidade de o homem estabelecer um relacionamento íntimo com Deus como hoje, em que o virtual tem tomado o lugar do presencial. Conhecer a Deus e o Seu amor leal materializado em Cristo Jesus, mantendo uma comunhão pessoal e diária com Ele, é o conhecimento que salva. Disse Jesus: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3).

Estamos às portas de contemplar o maior evento de todos os tempos: a gloriosa aparição de Cristo, a segunda vinda de nosso Senhor e Salvador. Antes, contudo, Satanás tentará imitar a última promessa, aparecendo com seus anjos como se fossem ministros de justiça (2Co.11:14-15). Só permanecerá em pé e não será enganado aquele que conhece a Deus e que guardou a Palavra do Senhor em seu íntimo. Logo veremos o cumprimento final do sonho de Jacó, mas também se cumprirá a profecia do salmista: “Tombaram os obreiros da iniquidade; estão derruídos e já não podem levantar-se” (v.12). Como também está escrito: “quando do céu Se manifestar o Senhor Jesus, com os anjos do Seu poder, em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus” (2Ts.1:8).

Meus irmãos e minhas irmãs, como diz o pastor Alejandro Bullón: “Conhecer Jesus é tudo!” NEle “está o manancial da vida” (v.9). Portanto, aceitemos, agora, o Seu amoroso convite: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17).

Pai amado, queremos conhecer o Senhor e prosseguir em conhecê-Lo. Sabemos que a nossa redenção se aproxima e queremos estar preparados para Te encontrar. Por favor, Senhor, envia o Espírito Santo às Tuas últimas ovelhas! E que sejamos Teus cooperadores nesta obra de salvação. Temos sede de Ti, ó Deus! Sacia-nos com a água da vida! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, “retos de coração” (v.10)!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 35 — Rosana Barros
11 de setembro de 2026, 0:45
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“Contende, Senhor, com os que contendem comigo; peleja contra os que contra mim pelejam” (v.1).

Davi tinha “fome e sede de justiça” (Mt.5:6). Seus adversários o oprimiam e o seu desejo era ver, na prática, a justiça divina. À primeira vista, pode-se dizer que o Salmo de hoje é um clamor por vingança. Mas entendo que Davi estava apenas cansado de lidar com a falsidade. Enquanto se compadecia das pessoas (v.13-14), estas se alegravam com a sua desgraça (v.15). Enquanto jejuava e orava por elas, elas se reuniam contra ele. Enquanto lhes fazia o bem, era retribuído com o mal (v.12). É realmente uma desolação — como disse Davi — uma situação como esta! O que pensar? O que fazer? Como reagir? Jesus disse que devemos amar os nossos inimigos. E mais: que além de amar os nossos inimigos, devemos orar por quem nos persegue, “para que vos torneis filhos do vosso Pai Celeste”, disse Ele (Mt.5:45).

Somos filhos de Deus quando compreendemos que os nossos irmãos não deixam de sê-lo quando decidem nos odiar ou nos perseguir; quando as suas atitudes, por piores que sejam, não podem apagar o amor do Pai em nosso coração; quando, ainda que machucados e tristes pela ingratidão sofrida, somos gratos a Deus porque Ele mantém o nosso coração fortalecido. Este amor, contudo, não nos é inerente, amados. Necessitamos buscá-lo na Fonte. Precisamos pedir por ele. Então, “o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5).

Não gosto de pensar que Davi desejava o mal aos seus adversários, mas que esperava pela justiça divina, que é longânima e misericordiosa. Sendo assim, a sua atitude não era de fazer justiça com as próprias mãos, e sim fazer o que estivesse ao seu alcance para vê-los bem (v.13-14). Porém, de graça era perseguido e sem causa era odiado (v.19). O que tornava o seu clamor um constante questionamento: — Para que tanto rancor sem causa?

Na verdade, é maravilhoso quando o nosso amor é correspondido. É prazeroso estar perto de quem nos quer bem. E isso chega até a ser saudável. Mas o genuíno amor cristão não depende da empatia do outro. Se Cristo habita em nosso coração, podemos até entender que nem todo relacionamento é possível, mas, no que depender de nós, a paz e o bem prevalecerão. Como Davi com relação aos seus “inimigos gratuitos” (v.19), procederemos “como se eles fossem [nossos] amigos ou [nossos] irmãos” (v.14), com compaixão e disposição em servi-los no que precisarem.

Oh, amados, por mais que seja difícil entender algumas situações, o Senhor nos conforta, dizendo: “Eu sou a tua salvação” (v.3). Sejamos, pois, agentes da paz! Que a nossa vida glorifique a Deus, de forma que “digam sempre: Glorificado seja o Senhor!” (v.27).

Oração: Julga-nos, Senhor, nosso Deus, segundo a Tua justiça. Entregamos em Tuas mãos todos os nossos perseguidores e todos os que nos odeiam sem causa, para que “o anjo do Senhor os persiga” (v.6), com a finalidade de preservar-lhes a vida, para que tenham a oportunidade de se arrepender e de serem transformados pelo doce amor de Cristo. E livra-nos, Senhor, de agirmos de forma injusta uns com os outros! Mas que o Teu amor seja derramado em nosso coração, a cada dia mais. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, pacificadores!

Rosana Garcia Barros

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SALMO 34 — Rosana Barros
10 de setembro de 2026, 0:45
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“Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle se refugia” (v.8).

Diante de um Salmo tão belo e repleto de ricas mensagens de fé e de adoração e de tão maravilhosas promessas, fica difícil pensar que Davi o escreveu após o episódio em que se fingiu de louco diante de Aquis, rei dos filisteus (1Sm.21:10-15). Aquele relato me faz rir todas as vezes que o leio, pois fico imaginando a cena. Então, me deparo com o Salmo de hoje e me pergunto: Toda esta inspiração veio depois daquele teatro de loucura de Davi? Isso deixa claro que sua encenação foi feita em meio a muita angústia e que, por trás da criatividade em fingir insanidade mental, havia um coração oprimido e quebrantado.

Lembro-me, então, de uma outra história que, semelhante à de Davi, salvou a vida de uma senhora cristã em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial. Quando uns rebeldes invadiram a sua propriedade, ela saiu de casa descabelada, toda suja de carvão, com uma vassoura na mão e gritando palavras sem sentido. Assustados e temendo que ela fosse alguma espécie de bruxa ou feiticeira, aqueles meliantes fugiram e assim a sua vida e a sua integridade física foram preservadas (você pode ler a história na íntegra, no livro “Mil Cairão ao Teu Lado”, da Casa Publicadora Brasileira. Recomendo muito a leitura desse livro).

No momento em que Davi foi posto frente a frente com o rei filisteu, aparentemente ele não tinha chance alguma de escapar e nada do que ele dissesse poderia justificá-lo. Aquis estava com o poderoso guerreiro de Israel em suas mãos. Então, Davi buscou o Único capaz de livrá-lo naquele momento (v.4). O fingir-se de louco não calou o seu clamor (v.6). Aos nossos olhos pode até soar estranho tal atitude, mas, para Davi, a forma como ele conseguiu escapar de uma morte certa, foi uma prova inequívoca de que o Senhor é bom e de como é verdadeiramente feliz todo aquele que nEle se refugia (v.8). Foi uma experiência tão real e tão forte, que ele pôde sentir a presença do anjo do Senhor ao seu lado (v.7).

Davi escolheu refrear a língua e esperar em Deus (v.13). Certamente, ele teria muito o que falar diante daquele rei perverso e pagão, mas o procurar a paz (v.14) era o mais sensato a se fazer naquele momento. Ele foi levado à presença de Aquis como um herói de guerra, e saiu como um louco. Se Davi tivesse buscado argumentar naquele momento, só provocaria ainda mais a ira de seus inimigos (v.21). Precisamos buscar a sabedoria do alto, principalmente nas adversidades da vida. “Provem e vejam que o Senhor é bom”. Ou seja, amados: Experimentem a bondade de Deus e, certamente, vocês a contemplarão.

De coração quebrantado e espírito oprimido, Davi pôde sentir, mediante uma situação inusitada, que o Senhor estava com ele (v.18); que os olhos de Deus repousaram sobre ele e que os ouvidos divinos ficaram bem atentos ao seu clamor (v.15). Depois do que ali aconteceu, Davi tinha a firme certeza de que, por mais que tivesse que passar por muitas aflições, Deus o livraria de todas elas (v.19); e que não há condenação para todo aquele que confia no Senhor (v.22), “já não existe nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm.8:1).

Muitas vezes não entendemos o agir de Deus. Certamente, o Espírito Santo motivou Davi a reagir daquela maneira. Mas o que pode nos parecer loucura, também pode ser o método divino para nos salvar. Noé anunciou um dilúvio em uma época em que nunca havia chovido. Jonas fugiu de Deus e foi engolido por um grande peixe. O Senhor pediu ao profeta Oseias que se casasse com uma mulher adúltera. São apenas alguns exemplos de que o nosso conhecimento é demasiadamente limitado diante da sabedoria divina. E foi nesse Salmo que o Senhor inspirou Davi a escrever mais uma profecia messiânica, como vimos no versículo vinte.

Portanto, amados, aceitemos o amoroso convite da Palavra do Senhor: “Vinde, filhos, e escutai-me” (v.11). Quando procuramos ouvir a voz de Deus acima de qualquer voz humana, Ele nos faz enxergar a Sua provisão em meio ao improvável. Provai e vede!

Oração: Nosso Deus bondoso, quantas promessas maravilhosas em um único Salmo! Tu és fiel, Senhor, nosso Deus eterno! E nós sabemos que o Senhor jamais falhará e que bem nenhum falta aos que Te buscam. Sabemos que o Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado, porque são estes que Te temem, que se afastam do mal e buscam praticar o bem. Queremos ser estes Teus santos, Senhor, que possuem a guarda constante do Teu anjo. Ó, Pai, faz-nos ver a Tua provisão para que Te louvemos e exaltemos o Teu nome perante os povos! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, tementes a Deus!

Rosana Garcia Barros

#SALMO34 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



SALMO 33 — Rosana Barros
9 de setembro de 2026, 0:45
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“Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles” (v.6).

Ao longo da história, o criacionismo tem sido questionado e a existência do Criador negada. Com o surgimento do darwinismo, a ciência humana assumiu a postura de senhora da razão, incutindo, desde a infância, suas teorias e descobertas como sendo uma fonte segura e inquestionável. Assegurados em seus milhões e milhões de anos, “mudaram a verdade de Deus em mentira” (Rm.1:25), datando o nascimento da humanidade e o surgimento de todas as coisas como eventos ocasionais, frios e esquisitos. “Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm.1:20).

Após seis dias literais de ação criativa divina, um dia foi estabelecido, um memorial foi erguido, um sinal no tempo, que sempre lembraria a humanidade de sua origem edênica. Ali naquele jardim, plantado como um templo natural em louvor ao Criador, Adão e Eva desfrutaram do descanso, da bênção e da santificação do sábado inaugural. Tão intimamente estavam ligados a Deus que nada ali, por mais perfeito que fosse, poderia superar o dom da presença divina. Seu primeiro dia na Terra também foi o dia em que o Criador escolheu passar com eles todas as vinte e quatro horas. Não fosse o pecado, e até hoje estaríamos desfrutando deste privilégio de ver o Senhor face a face.

Ao libertar o Seu povo da escravidão no Egito, o Senhor cuidou em declarar-lhe a Sua Lei moral, a mais perfeita expressão de Seu imutável, santo e amoroso caráter. Dentre os mandamentos, no centro deles, encontra-se a lembrança de um primeiro amor há tanto esquecido: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar” (Êx.20:8). O Criador estava convidando o Seu povo a desfrutar novamente das bênçãos oferecidas a nossos primeiros pais. O quarto mandamento é o único que declara o Senhor como Criador e que confirma a Sua jurisdição: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx.20:11).

Então, Jesus pisou neste mundo escuro e nos deixou exemplo de perfeita obediência, declarando a verdade que a maioria tenta abafar: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, vim para cumprir. Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ensinando, pregando e curando, Cristo nos deixou em registro sagrado o ministério sabático. E até na morte, descansou neste dia, tornando-o também um memorial da redenção.

O sábado surge a cada semana como um presente do Criador, um sinal perpétuo de Sua aliança de amor com a humanidade. Em guardá-lo, encontramos descanso, bênção e santificação (Gn.2:3); o nosso coração é guardado da incredulidade e nos tornamos o alvo da contemplação divina (v.18). O sábado não é uma imposição, o sábado é o convite semanal do Criador: “Tema ao Senhor toda a Terra, temam-No todos os habitantes do mundo” (v.8), “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).

Aceite, hoje, este convite de graça, e, dentro em breve, estaremos todos adorando o Criador na eternidade, “de um sábado a outro” sábado (Is.66:23).

Oração: Nós Te agradecemos, Pai, pelo lembrete semanal que o Senhor nos deixou para que jamais esqueçamos a nossa origem e para onde estamos indo! Quanto almejamos, Senhor, o Teu descanso, a Tua bênção e a santidade! Ajuda-nos a, a cada semana, nos lembrarmos do sábado para santificá-lo, pois está escrito na Tua Palavra que assim devemos fazer, e a Tua Palavra é reta e o Teu proceder é fiel. Esperamos em Ti, nosso Deus, e confiamos no Teu santo nome! Esteja sobre nós a Tua misericórdia! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, tementes ao Criador!

Rosana Garcia Barros

#SALMO33 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



SALMO 32 — Rosana Barros
8 de setembro de 2026, 0:45
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“Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (v.2).

O perdão é um dos mais preciosos dons de Deus. Ele é um atributo divino que o Senhor nos oferece mediante genuíno arrependimento. Não temos o perdão. Deus tanto nos oferece o perdão pelos nossos pecados, quanto nos habilita a perdoar o nosso semelhante. Essa bem-aventurança, portanto, precisa funcionar nos dois sentidos. Não há perdão verdadeiro quando ele fica apenas na esfera entre criatura e Criador. Cristo foi bem claro quando afirmou na oração do Pai Nosso que o perdão só será concedido de forma vertical se também estivermos dispostos a praticá-lo de forma horizontal (Mt.6:14,15).

Davi, por ser um homem de guerra, possuía muitos inimigos, mas os piores surgiram de onde ele menos imaginava. Quando teve que fugir de Saul, por exemplo, não fugiu com rancor em seu coração, mas com o coração aflito, pois não conseguia compreender a razão de tanta ira. Imagino a angústia de Davi ao questionar: “Que fiz eu? Qual é a minha culpa? E qual é o meu pecado […]?” (1Sm.20:1). Com sinceridade, Davi gostaria de se retratar se preciso fosse. Se ele tinha tanto interesse em se redimir diante de alguém que o perseguia sem causa, quanto mais diante de Deus.

Sabemos que não havia dolo da parte de Davi para com Saul. Porém, Saul, possuído por um espírito maligno (1Sm.19:9), infeliz pela bênção de Deus na vida de Davi, “continuamente foi seu inimigo” (1Sm.18:29). Saul escolheu aquela situação, e não Davi. E nós? Qual tem sido o papel do perdão em nossa vida? Estamos tão perto de nossa eterna redenção, meus irmãos! Precisamos permitir que o Espírito Santo abrande e renove o nosso coração a cada dia, a fim de que não incorramos na triste realidade destes últimos dias: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12).

Amados, a bem-aventurança de hoje só pode ser concedida àqueles que, como o salmista, estão dispostos a ter o coração governado pelo Espírito de Deus. Por isso, “muito sofrimento terá de curtir o ímpio” (v.10), pois enquanto os pecados são calados (v.3) e o coração endurecido, como no caso de Saul, a aparência pode até ser de um rei e representante de Deus, mas a falta de arrependimento o consome por dentro (v.3). Quando confessamos os nossos pecados a Deus e entendemos a essência do perdão divino, a consequência natural é perdoar aqueles que nos ofendem. Ainda que eles sejam como Saul, que o Senhor nos dote da atitude de Davi. Pois só assim Deus nos preservará da tribulação, nos cercará “de alegres cantos de livramento” (v.7), nos instruirá e ensinará o caminho que devemos seguir (v.8).

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm.12:21). Não permita que o seu coração se feche para o perdão! Lembre-se de que você também não é merecedor do perdão e da graça divina. Mas Jesus escolheu te amar primeiro e tomar sobre Si os seus pecados. Confie no Senhor, e “a misericórdia o assistirá” (v.10). Portanto, “aquele que ama a Deus ame também a seu irmão” (1Jo.4:21) e o Senhor perdoará os nossos pecados, “assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt.6:12).

Oração: Nosso Pai do Céu, Te buscamos em tempo de poder Te encontrar. Entendemos e cremos que dentro em breve estaremos diante do Senhor, e não queremos Te encontrar gemendo por causa dos nossos pecados, e sim, com alegres cantos de livramento porque tivemos as nossas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro. Ó, Senhor, cobre a nossa nudez com as Tuas vestiduras de justiça e purifica o nosso coração! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, “retos de coração” (v.11)!

Rosana Garcia Barros

#SALMO32 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100