Reavivados por Sua Palavra


1REIS 14 – Comentado por Rosana Barros
13 de agosto de 2019, 0:30
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“Todo o Israel o pranteará e o sepultará; porque de Jeroboão só este dará entrada em sepultura, porquanto se achou nele coisa boa para com o Senhor, Deus de Israel, em casa de Jeroboão (v.13).

Dois reis desunidos pela rivalidade, mas unidos pela maldade. Quanto a Jeroboão está escrito: “antes, fizeste o mal, pior do que todos os que foram antes de ti” (v.9). Quanto a Roboão a Bíblia diz: “Fez Judá o que era mau perante o Senhor” (v.22). Ambos levaram desgraça e idolatria a Israel e a Judá. Mas eu gostaria de destacar o papel de duas mulheres hoje: a mãe do filho de Jeroboão e a mãe de Roboão. A Bíblia não revela o nome da primeira, mas, com certeza, esta mulher de nome desconhecido nos deixou um exemplo de perseverança em meio à crise. Mesmo que diante da apostasia nacional, ela educou o filho que ela e Jeroboão tiveram no caminho em que devia andar. O papel que ela exerceu na vida de seu filho não foi para prepará-lo para a coroa de Israel, mas para a coroa do Céu!

Deus tem poder de suscitar da lama diamantes lapidados. Aquele garoto cresceu em meio a um reino corrupto e idólatra, entretanto, aprendia junto ao seio de uma mãe temente a Deus. A morte que julgaram ser o fim, foi Deus o preservando para a verdadeira vida. Já no caso de Roboão, a Bíblia faz referência ao nome e origem de sua mãe por duas vezes: “Naamá era o nome de sua mãe, amonita” (v.21 e 31). Algo que era muito incomum. Lembram do que aconteceu com Salomão? Seu coração se desviou do Senhor por causa de suas mulheres pagãs. Uma delas, Naamá, amonita. E “Salomão seguiu… a Milcom, abominação dos amonitas” (1Rs.11:5).

Roboão não apenas cresceu, como Abias, em meio à idolatria e corrupção, mas também recebeu as influências abomináveis de uma mãe que o educava para ser um rei perverso e idólatra. A esposa de Jeroboão instruiu seu filho a ser fiel a Deus como o maior tesouro que podemos ter. Naamá ensinou a Roboão que os tesouros terrestres mostram grandeza. Educar, eis a obra mais desafiadora! Toda mãe cristã enfrenta uma guerra todos os dias. E se não estivermos munidas das armas corretas, corremos o risco de ver nossos filhos perecerem (Leiam Ef.6:10-18). A missão que nos foi confiada por nosso General, é a mais importante que existe. Anjos desejavam exercê-la! 

Se não procurarmos ajuda no Manual Sagrado que Ele nos deixou: a Bíblia, e negligenciarmos a oração, nossos esforços serão inúteis. Porém, se diligentemente buscarmos, diariamente, a “munição” divina, Deus nos fortalecerá e nos preservará: “Todavia, será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor e santificação, com bom senso” (1Tm.2:15). Pode ser uma missão difícil, mas, que será vitoriosa se a abraçarmos com fidelidade confiantes na graça de Cristo. Porque estamos cuidando e instruindo não algo nosso, mas a “herança do Senhor” (Sl.127:3). Que no glorioso Dia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, possamos com alegria incontida exclamar: “Eis-me aqui, e os filhos que o Senhor me deu” (Is.8:18). Mães, mais do que qualquer outro grupo de pessoas, vigiemos e oremos!

Bom dia, guerreiras do Senhor!

Desafio da semana: Separe um horário diário para orar com seu(s) filho(s). E você que um dia pretende ser mãe, ore ao Senhor para que Ele a capacite desde já. 

Rosana Garcia Barros 

#PrimeiroDeus #1Reis14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 13 – Comentado por Rosana Barros
12 de agosto de 2019, 0:30
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“Tornou-lhe ele: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou por ordem do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. (Porém mentiu-lhe)” (v.18).

O capítulo de hoje apresenta uma das histórias mais intrigantes da Bíblia. Conhecido apenas como “um homem de Deus” (v.1), este profeta foi encarregado em declarar uma mensagem de juízo a Jeroboão. Entretanto, o Senhor não o havia instruído apenas quanto ao conteúdo da mensagem, mas também quanto ao seu procedimento no retorno para casa. Com palavras fortes e em alto e bom som, o profeta expôs a Jeroboão o juízo vindouro sobre “os sacerdotes dos altos” (v.2) e um sinal para provar a veracidade de suas palavras.

Nem o altar rachado, ou a sua mão ressequida e a cura milagrosa foram suficientes para mudar o coração do rei de Israel. Com os olhos voltados para o instrumento humano, ofereceu-lhe recompensa, que logo foi recusada em obediência ao “Assim diz o Senhor”. Encontramos muitas vezes esta expressão sendo utilizada pelos profetas. É como se fosse a assinatura de Deus na linguagem humana. É a forma de Deus de nos dizer: “Quem está falando é o homem, mas quem está inspirando-o sou Eu”.

Mas apesar da recusa inicial do profeta e da sua fidelidade à ordem que o Senhor lhe havia dado “pela Sua palavra” (v.9), apareceu um terceiro personagem que representou a sua ruína. O profeta velho apresentou ao homem de Deus justamente uma palavra contrária a que Deus o havia ordenado: “Porém mentiu-lhe” (v.18). A Bíblia não diz o motivo da mentira que custou a vida daquele homem. Mas nos revela sobre o perigo do engano. Percebam que o Senhor havia dito: “Não comerás pão, nem beberás água” (v.9). E o falso profeta disse: “que coma pão e beba água” (v.18).

Foi uma contrafação como esta que causou a queda de nossos primeiros pais. Deus havia dito: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:16-17). Então, Satanás distorceu a palavra do Senhor ao questionar: “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3:1). E diante da resposta da mulher, veio a maior e a primeira de todas as mentiras: “É certo que não morrereis” (Gn.3:4).

Amados, por mais lamentável que tenha sido o fim daquele homem de Deus, ele sofreu os resultados de se dar crédito à palavras humanas em detrimento da Palavra de Deus. Como ele foi enganado por aquele falso profeta, Jesus nos advertiu que “surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt.24:24).

Portanto, meus irmãos, na jornada que nos levará para Casa, não é hora de ficarmos ociosos como o homem de Deus, “sentado debaixo de um carvalho” (v.14), mas “já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Vigiemos e oremos!

Bom dia, vigilantes de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 12 – Comentado por Rosana Barros
11 de agosto de 2019, 0:30
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“Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado e tomou conselho com os jovens que haviam crescido com ele e o serviam” (v.8).

Após a morte de Salomão, Roboão, seu filho, foi declarado rei em lugar de seu pai. Todo o povo se reuniu ansioso para saber se o novo rei lhes concederia um alívio trabalhista e tributário. Tomando conselho com os anciãos “que estiveram na presença de Salomão, seu pai” (v.6), Roboão só queria uma resposta que lhe favorecesse e o ajudasse a construir um império ainda maior e melhor. Porém, considerando desfavorável o conselho dos anciãos, foi buscar uma segunda opinião com “os jovens que haviam crescido com ele” (v.8).

Aliando-se a seus “amigos”, Roboão assumiu a postura de um déspota, lançando sobre o povo um jugo maior do que o anterior, causando assim a sedição de dez tribos de Israel, como o Senhor havia predito por intermédio do profeta Aías. Impedido de fazer guerra contra seus irmãos, Roboão reinou apenas sobre Judá, e Jeroboão reinou sobre Israel. Ambos os reinos levaram o povo à mais terrível corrupção e idolatria, dando início à fase do clamor dos profetas.

A idolatria de Jeroboão e seus meios de envolver o povo em uma falsa adoração foi só o início de tempos muito difíceis para aqueles que desejavam permanecer fiéis em meio à infidelidade. Hoje, os bezerros de ouro ganharam novas formas e têm sido erguidos sob o disfarce de conquistar pessoas. Uma igreja cheia é mais valorizada do que uma igreja reavivada. E dentro desta perspectiva cada vez mais agravante, estamos chegando no limiar do “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1).

Julgada muitas vezes de forma errônea como a voz do passado, a voz profética do Antigo Testamento realizou uma obra que sobrepuja a antiga necessidade e nos alcança com a força da palavra que não pode ser mudada. O mesmo Deus que condenava a idolatria no passado, tanto mais a odeia hoje. O mesmo Deus que estabeleceu limites ao antigo Israel, e o elegeu como um povo santo, é O mesmo que declara ao Israel moderno: “Vós sois a luz do mundo” (Mt.5:14).

Muitos têm “escolhido a seu bel-prazer” (v.33), as suas próprias formas de adoração. Assemelhando-se ao mundo, buscam maneiras de imitá-lo, quando afirmam que não o imitam, “vestindo” o profano com “vestes” de santidade. Enquanto isso, outra classe, cuidadosamente constrói uma cerca em torno de si e repele todo aquele que julga não ser santo o suficiente para se misturar. E nesta guerra acaba acontecendo o mesmo que aconteceu em Israel: divisão. Amados, tomemos “por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor” (Tg.5:10). Homens e mulheres que, mesmo em meio à apostasia predominante, foram perseverantes em obedecer às ordens de Deus. Portanto, “tendes necessidade de perseverança, para que, havendo feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hb.10:36). Vigiemos e oremos!

Feliz semana, perseverantes do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 11 – Comentado por Rosana Barros
10 de agosto de 2019, 0:30
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“Tinha setecentas mulheres, princesas e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (v.3).

Após uma trajetória grandiosa e de erguer um reino conhecido pelo nome do Senhor, Salomão fez “o que era mau perante o Senhor e não perseverou em seguir ao Senhor, como Davi, seu pai” (v.6). Ao descumprir a ordem de Deus quanto a proibição de casamentos mistos, perdeu o controle de si mesmo e o entregou às suas mulheres idólatras. Seu reino perdeu o brilho da glória de Deus e a paz que tanto valorizava estava com seus dias contados.

Em sua velhice, tornou-se uma espécie de marionete nas mãos de suas mulheres, entregando-lhes o governo de seu coração. Como um pai que ama os seus filhos e os disciplina, o Senhor permitiria que Salomão colhesse as consequências de seus pecados, mas permaneceria fiel à aliança feita com Davi, Seu servo. No fim de sua vida, Salomão teria de lidar com as ameaças de dois inimigos e com o fato de que, por sua infidelidade para com Deus, a nação de Israel sofreria uma ruptura e jamais seria a mesma.

Havia um brilho distintivo sobre Israel enquanto Salomão foi fiel a Deus. A nação começava a apresentar os primeiros raios de luz ao mundo. Sua fama não era primariamente sobre riquezas ou edifícios suntuosos, mas sobre o poder do Senhor ao qual servia. Desde a sua saída miraculosa do Egito, aos anos em que passou no deserto, Deus preparava a nação como Sua atalaia, a fim de revelar a Sua glória às demais nações da Terra. Mas a desobediência desviou o olhar dos filhos de Israel, e desejaram ser como os povos pagãos.

“São os olhos”, disse Jesus, “a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas” (Mt.6:22-23). A respeito disso, Ellen White escreveu: “É lei, tanto da natureza intelectual como da espiritual, que, pela contemplação nos transformamos. O espírito gradualmente se adapta aos assuntos com os quais lhe é permitido ocupar-se. Identifica-se com aquilo que está acostumado a amar e reverenciar” (Mente, Caráter e Personalidade, p.331).

Ao amar as suas mulheres mais do que a Deus, Salomão perdeu o Senhor de vista. Passou a ser controlado por seus gostos e desejos e a ter uma vida de adoração dividida; um perigo que uma vez instalado no coração, pode não ter mais retorno. As mulheres de Salomão representam, hoje, tudo aquilo que ameace a nossa fidelidade ao Senhor e à Sua Palavra. Tudo o que tira o nosso foco de olhar para Jesus e seguir-Lhe os passos.

O apelo do Senhor para nós, hoje, é este: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).

Não seja apenas um mero entendedor, mas que sua vida seja uma “carta de Cristo”, “conhecida e lida por todos”, escrita pelo Espírito Santo, “não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, nos corações” (2Co.3:2-3). Deus deixou escrito em pedras o que deseja que esteja escrito em nosso coração (Dt.6:6). Perseveremos, pois, para a eternidade, onde não veremos o Senhor apenas “duas vezes” (v.9), mas com Ele reinaremos para sempre! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, perseverantes de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis11 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 10 – Comentado por Rosana Barros
9 de agosto de 2019, 0:30
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“Tendo a rainha de Sabá ouvido a fama de Salomão, com respeito ao nome do Senhor, veio prová-lo com perguntas difíceis” (v.1).

Em um tempo em que não existiam redes sociais e nem mesmo jornais impressos, as notícias se espalhavam através do famoso boca-a-boca. Ao que tudo indica, Sabá ficava na região do Mar Vermelho, e pode ter sido o primeiro povo a receber a notícia de que Israel havia atravessado aquele mar a seco. Desde então, a fama daquele povo de religião monoteísta só cresceu. As informações sobre Israel eram sempre consideradas importantes, e a partir do momento em que a nação tornou-se uma monarquia, os interesses comerciais e políticos aumentaram.

A ascensão de Salomão ao trono causou grande alvoroço entre as nações. O que deveriam esperar do filho do poderoso guerreiro Davi? Na expectativa de construir pontes e evitar futuros confrontos, os reis da Terra enviavam presentes e propunham casamentos que selavam acordos de paz. Tendo conhecimento dos milagres realizados em Israel no passado, a rainha de Sabá não poderia perder a oportunidade de ver um milagre com os seus próprios olhos. Finalmente poderia tirar a prova se tudo o que havia ouvido desde a infância era realmente verdadeiro.

Com perguntas difíceis e questionamentos que nem os maiores sábios de seu reino conseguiram responder, a rainha “compareceu perante Salomão e lhe expôs tudo quanto trazia em sua mente” (v.2). Diante de respostas concretas, sábias e inquestionáveis, de um reino cuja glória refletia até mesmo nas vestes “de seus criados” (v.5), de um templo majestoso que recebia holocaustos da verdadeira adoração, a monarca de Sabá “ficou como fora de si” (v.5). Ela literalmente ficou maravilhada! Tudo o que já tinha ouvido sobre aquele povo era verdade, e tudo quanto tinha ouvido sobre Salomão não chegava aos pés do que ela pôde ouvir e ver pessoalmente.

Sabem, amados, há muitos e muitos anos, a humanidade tem ouvido falar de pessoas, famílias e de um povo cujo Deus é o Senhor. Através da Bíblia temos acesso ao relato da criação, de como ela foi maculada pelo pecado, de como Deus elegeu um povo como Seu porta-voz na Terra, da promessa de um Salvador, de como Ele veio e deu a Sua vida para nos resgatar, e, por fim, da Sua derradeira promessa: “voltarei e vos levarei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:3). Todavia, ao invés de fazer como fez a rainha de Sabá, muitos têm se contentado apenas com o ouvir falar.

O meu comentário diário, bem como os demais são apenas como as boas notícias que chegavam a Sabá através de mensageiros. Mas a forma mais poderosa e linda de receber as boas-novas é indo ter com o Rei dos reis em audiência particular todos os dias. Abra a Sua Palavra como quem está indo em busca de respostas, pois para Deus não há nada profundo demais que Ele não possa explicar. Às vezes não é bem o que queremos ouvir, mas sempre corresponde ao que necessitamos. Prepare-se para fazer uma “viagem” diária ao trono da graça em seus momentos de comunhão pessoal, levando sempre o presente que Ele nos pede: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração” (Pv.23:26).

Dentro em breve, teremos uma reação semelhante à da rainha de Sabá quando atravessarmos os portais de pérola, pois, “como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Co.2:9). Mas enquanto aguardamos, que o mundo veja em nós não uma fama com respeito à coisas perecíveis, e sim,  “com respeito ao nome do Senhor” (v.1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, aqueles que amam a Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis10 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 9 – Comentado por Rosana Barros
8 de agosto de 2019, 0:30
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“E o Senhor lhe disse: Ouvi a tua oração e a tua súplica que fizeste perante Mim; santifiquei a casa que edificaste, a fim de pôr ali o Meu nome para sempre; os Meus olhos e o Meu coração estarão ali todos os dias” (v.3).

Em Gibeão, o Senhor falou com Salomão em sonho e o abençoou com sabedoria e inteligência. Provavelmente, Deus tenha aparecido segunda vez a Salomão também em sonho, desta vez para responder à sua oração, confirmar com ele a aliança estabelecida com seu pai Davi, e deixar-lhe uma advertência acerca das terríveis consequências em caso de desobediência e idolatria. A sucessão do trono e a segurança da nação dependiam de um governo estabelecido sobre o firme fundamento do “Assim diz O Senhor”.

Os demais negócios de Salomão consistiam em acordos comerciais e políticos a nível internacional, e na organização da nação e de seus subordinados. Três vezes por ano oferecia sacrifícios e queimava incenso “sobre o altar perante o Senhor” (v.25), e sempre buscava formas diversas de enriquecer cada vez mais o seu reino. Contudo, o seu modo de vida começava a dar os primeiros passos para que fosse perdendo o seu prestígio na parte Norte de Israel, quando pagou o rei de Tiro com vinte de suas cidades.

Há um perigo que pode se tornar fatal por trás da fama e da riqueza. Mesmo cheio de sabedoria e de inteligência, Salomão abriu brechas em seu coração que foram minando todo o conhecimento com baixas paixões. Com as alianças internacionais através de casamentos em jugo desigual, surgiu a idolatria, e com o acúmulo de riquezas e paz nacional, o comodismo. E esses dois vilões quase significaram a morte eterna do homem mais sábio da terra.

Às vezes não se precisa ter muito dinheiro ou uma vida devassa para cair nos mesmos pecados. Basta ter os olhos e o coração nestas coisas para tornar a vida em densas trevas. Deus espera que Seus filhos andem diante dEle “com integridade de coração e com sinceridade” (v.4). Assim como Ele santificou o templo e pôs ali o Seu nome, “esta é a vontade de Deus: a vossa santificação” (1Ts.4:3). Como templos do Espírito Santo, somos chamados a olhar para onde Jesus está hoje, como nosso Sumo Sacerdote, purificando o Santíssimo dos nossos pecados para que possamos viver a ordem divina: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16).

Jesus não vem buscar um povo perfeccionista. Mas ele vem sim buscar um povo santo. Homens e mulheres, jovens e crianças que têm buscado fazer tudo o que o Senhor nos mandou, “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Que reconhecendo a sua condição de pecador e carente da glória de Deus, permite que o Espírito Santo faça a Sua obra diária até que seja completada no Dia de Cristo Jesus.

Não tem a ver apenas com aparência, amados. Tem a ver com essência. Porque a aparência de santidade precisa gritar para aparecer, mas a essência exala naturalmente “o bom perfume de Cristo” (2Co.2:15). Jesus disse: “Todo aquele que vem a Mim, e ouve as Minhas palavras, e as pratica, Eu vos mostrarei a quem é semelhante” (Lc.6:47). Simples assim! E até que Cristo volte e nos livre deste corpo mortal e corrupto: Vigiemos e oremos!

Bom dia, bom perfume de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis9 #RPSP



1REIS 8 – Comentado por Rosana Barros
7 de agosto de 2019, 0:30
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“Ouve, pois, a súplica do Teu servo e do Teu povo de Israel, quando orarem neste lugar; ouve no Céu, lugar da Tua habitação; ouve e perdoa” (v.30).

Terminada a edificação do templo, todo o Israel se congregou “junto ao rei Salomão na ocasião da festa” (v.2). Diante da arca do Senhor, foram oferecidos inumeráveis sacrifícios até que fosse colocada no lugar Santíssimo do santuário. Saindo os sacerdotes, uma nuvem espessa encheu toda a Casa, “porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor” (v.11). À vista de todos, Deus dera a prova de Sua presença naquele lugar. E “estando de joelhos e com as mãos estendidas para os céus” (v.54), Salomão elevou ao Senhor uma oração e súplica em favor dos filhos de Israel e dos estrangeiros que se convertessem ao Senhor Deus.

Salomão, porém, revelou seu profundo entendimento de que nenhuma edificação humana é capaz de abrigar o Deus infinito em poder: “Eis que os céus e até o céu dos céus não Te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei” (v.27). Aquele lugar estava designado a uma finalidade que o próprio Deus confirmou: “a Minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos” (Is.56:7). E ainda que o povo se visse longe dela pelas consequências de seus próprios pecados, ou se um estrangeiro se convertesse ao Senhor, bastava orar na direção do templo e confiar na justiça e misericórdia de Deus.

Deus sempre teve um povo para chamar de Seu. Começou com um casal no Éden; confirmou o Seu chamado à humanidade com uma família dentro de uma arca; e, através de Abraão, estendeu o Seu convite e a Sua bênção a “todas as famílias da Terra” (Gn.12:3). Como Salomão, precisamos orar e interceder, para depois levantar e abençoar. Naquele momento, Salomão não foi apenas um líder político, mas um líder espiritual que, por seu exemplo, contagiou o povo com a verdadeira alegria de servir ao único Deus que “ouve e perdoa” (v.30).

Hoje, o Senhor não tem um lugar específico na Terra para que nos voltemos para adorá-Lo, mas Aquele “que habita a eternidade”, também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus está em todo lugar onde há sincero e genuíno arrependimento e confissão, “pois não há homem que não peque” (v.46). Deus está em todo lugar onde há um filho Seu a clamar: “Senhor, eu não consigo, me ajuda!” Deus está ao lado de todo aquele que, dependurado na cruz de sua pecadora existência, está a clamar: “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no Teu Reino” (Lc.23:42).

Mas assim como todo o Israel estava congregado em um só lugar para sacrificar diante do Senhor e celebrar a Sua bênção, o apóstolo Paulo nos deixou uma advertência para os nossos dias: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25). Amados, não temos exemplo maior e melhor do que o do nosso Senhor Jesus Cristo, que não deixou de congregar e de Se reunir na Casa de Deus e com Seu pequeno grupo de discípulos (do qual fazia parte o traidor), mesmo sabendo que os Seus próprios irmãos iriam condená-Lo e abandoná-Lo.

Deus nos espera em nosso lugar secreto de oração e na comunhão dos irmãos. Que seja perfeito o nosso coração para com o Senhor, nosso Deus, para andarmos nos Seus estatutos e guardarmos os Seus mandamentos, como hoje o fazemos pela graça de Cristo. Vigiemos e oremos!

Bom dia, Israel de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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