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“Por isso, Deus meu, lembra-te de mim e não apagues as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e para o Seu serviço” (v.14).
A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Mau uso da Casa de Deus, negligência quanto à devolução dos dízimos e ofertas, comércio no dia de sábado e casamentos mistos despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica e pontual, como na autoridade de um pai a corrigir os seus filhos.
A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelhou à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12). Não era apenas uma questão de desordem, mas de descaso com o sagrado. Neemias não atirou aqueles móveis porta fora na ira de seu orgulho ferido, mas no zelo de quem compreendia o grande mal que precisava ser eliminado.
Aquele ato de indignação de Neemias foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e até uma sessão de castigos físicos contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido. Cheio de coragem e ousadia, ele assumiu as rédeas de um povo que precisava aprender a lição fundamental do temor do Senhor.
Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo exercendo uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e o tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa, porém necessária para reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor: amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor. E seu coração clamava incansavelmente pela graça e misericórdia de Deus em sua vida: “Lembra-te de mim” (v.14, 22 e 31).
Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil, amados. É necessária, porém, a capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou revidou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e maldades, orando por livramento e justiça: “Lembra-te deles, Deus meu” (v.29). Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir, ainda que isso lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos, mesmo no meio do professo povo de Deus. Pois Neemias sabia muito bem com quem andar e a quem evitar (v.13 e 28).
Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento ou uma crítica, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus tem servos fiéis que Ele usa neste mistér, mas sempre com cautela e sabedoria. Nem todos são aptos a corrigir. O Espírito Santo é quem separa alguns e os capacita para este serviço. Mas o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida inteiramente consagrada ao Senhor. Como disse Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).
A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Sejamos qual Neemias, homens e mulheres de oração, cuja fé que atua pelo amor se manifeste em nossas palavras e ações, com autoridade, mas também com misericórdia. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo […] não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5).
Pai de amor, graças Te damos por mais esse período de preciosos ensinamentos no livro de Neemias! Nele, nós pudemos perceber a Tua fidelidade e misericórdia sobre um povo que ainda carregava tantas marcas do seu tempo de exílio. Senhor, o que dizer de nós? Carregamos muitas marcas de nosso exílio neste mundo e de gerações que, paulatinamente, fizeram concessões e abriram brechas às sutilezas do inimigo. Pai de amor, necessitamos de líderes como Neemias, corajosos, destemidos e fiéis a Ti como a bússola o é ao polo. Não foi sem razão que Neemias bateu e arrancou os cabelos dos pais, e não dos filhos. Temos uma responsabilidade gigante, Senhor! Dá-nos um coração disposto a ser repreendido e corrigido! Se esse milagre acontecer no coração de nós pais, eu creio que os filhos também serão alcançados por esta obra, porque assim disse o Senhor em Malaquias 4:6. Ó, Senhor, nosso Deus, disciplina-nos e corrige-nos enquanto há tempo! Por Jesus, clamamos a Ti, Pai, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS13 #RPSP
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“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe” (v.43).
Ontem, no culto à noite, revivemos momentos memoráveis numa cantata com músicas da década de 1980. Louvamos, rimos e choramos com canções que marcaram a história musical da Igreja Adventista e a vida de muita gente. Prisma Brasil, Arautos do Rei, Hinário “Cantai ao Senhor”, Grupo Órion, lindas canções infantis, dentre outros, fizeram parte do repertório que encheu o coração de todos de alegria e, para muitos, de uma saudosa alegria. As novas e as antigas gerações unidas no louvor e na adoração a Deus.
Com os muros erguidos e as portas colocadas em seus lugares, Jerusalém começou a renascer das ruínas. Aqueles que antes haviam presenciado a glória da santa cidade e de seu templo sabiam que as reformas não mostravam sequer o mínimo do brilho que outrora revelava. Aqueles, contudo, que haviam nascido no cativeiro babilônico, contemplavam absortos o vislumbre de um lugar que só haviam conhecido por ouvir falar. Os dois grupos experimentavam sensações diferentes, mas uma mesma alegria, que irrompeu em cânticos de louvor e alto júbilo por fazerem parte daquele maravilhoso momento.
Precedido pelos levitas e sacerdotes, todo o povo acompanhava “dois grandes coros em procissão” (v.31). Ao som dos coros, acompanhados pelos sacerdotes “com trombetas” (v.35) e pelos músicos levitas, “com os instrumentos músicos de Davi, homem de Deus, Esdras, o escriba, ia adiante deles” (v.36). “Purificaram-se os sacerdotes e os levitas, que também purificaram o povo, as portas e o muro” (v.30), até que “ambos os coros pararam na Casa de Deus” (v.40), e a alegria descrita no verso 43 pôde ser ouvida a grande distância.
Diante de um cenário tão propício à verdadeira adoração, com a experiência do cativeiro, do reavivamento experimentado pelo estudo da Lei de Deus e dos episódios de livramento e auxílio sobrenaturais, tudo cooperava para que o povo permanecesse em santa convicção como fiéis adoradores do Deus vivo. O sentimento de finalmente estar em casa tomou cada coração em arrebatadora alegria. Estava longe, no entanto, de ser um culto meramente emocional. A presença de Esdras “adiante deles” (v.36) era-lhes uma constante lembrança do fundamento de sua fé: a Palavra de Deus. Se perseverassem em crescer firmes no conhecimento do Senhor, Jerusalém se tornaria novamente o brilho de Deus na Terra, convidando todos os povos a conhecê-Lo.
Meus amados irmãos, o Senhor deseja levar-nos de volta para casa, para a santa cidade que Ele mesmo nos edificou. Não estamos longe desse sublime momento! “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). O caminho que temos de trilhar até lá deve ser dado com passos não vacilantes, mas firmes, segundo as orientações de um Deus que não muda (Ml.3:6). Aqueles que aguardam ser recolhidos deste mundo escuro no grande Dia de Deus são os que, pela Palavra, têm sido edificados e purificados, reconhecendo a sua total dependência da graça de Cristo. Em oração, aguardam com expectativa contemplar o amoroso olhar de seu Senhor e Salvador, o Verbo, a Palavra; um desejo que o Espírito Santo torna em luz para o mundo através de uma vida genuinamente convertida.
Há um canto celestial e uma alegria suspensa no Universo que em breve irromperá em louvores ao Criador. Mas há um cântico e uma alegria que só os salvos poderão cantar e sentir. Um louvor arrebatador será ouvido no espaço infinito quando a graça de Cristo consumar o seu resultado eterno. Olhando para o Autor e Consumador de nossa fé e contemplando as marcas de Seu amor, nosso coração se tornará um incansável instrumento de louvor. Enquanto aguardamos, louvemos a Deus com nossa vida, guardando “firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel” (Hb.10:23).
Nosso Deus e Pai, queremos fazer parte do coral celestial, do coro dos remidos que celebrará a Tua salvação! Até lá, ajuda-nos a Te louvar com todo o nosso coração! E como gerações unidas num só propósito, que o Teu Espírito nos faça soar, em nossos dias, o alto clamor de que BREVE JESUS VOLTARÁ! Em Teu nome, Senhor, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, coro dos remidos!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS12 #RPSP
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“O povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereciam ainda para habitar em Jerusalém” (v.2).
A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem sobre o quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.
Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse difícil. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que, pela primeira vez no relato histórico, é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor, e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.
A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo do qual viria o Messias e que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.
Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são esses santos? Quem são esses que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor, ainda que isso signifique renúncia e dificuldades? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Essas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo entre aqueles que professam guardar a Lei de Deus.
Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo mostrando que a maioria está desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8), e é esse amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento, pois, como está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). O serviço sem amor, sem o espírito de compaixão de Cristo, é “como o bronze que soa ou como o címbalo que retine” (1Co.13:1).
A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo simplesmente pela coragem de estar indo morar em meio a uma terra destruída, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Eles confiaram nos propósitos do Senhor mesmo em meio aos escombros de uma cidade em ruínas.
Todos nós estamos, hoje, vivendo em meio aos escombros de um mundo em ruínas. Mas, como aqueles “homens valentes” (v.6) de Israel, podemos confiar nos propósitos de Deus além do que vemos. Jesus nos prometeu preparar moradas na Nova Jerusalém (Jo.14:1-3). Não mais uma cidade edificada por homens, mas cujo “Arquiteto e Edificador” é o próprio Deus (Hb.11:10). Perseveremos em permanecer voluntariamente no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Eu quero muito estar lá! E você?
Senhor, nosso Deus, quantas vezes os sofrimentos do tempo presente cegam os nossos olhos de que ainda existe esperança, que há um futuro de glória preparado para aqueles que O amam. E como necessitamos olhar para o alto nesses dias difíceis! Creio que a nossa maior luta tenha sido contra o nosso eu, tão infeliz, miserável, pobre, cego e nu! Ó, Senhor, até quando? Livra-nos de nós mesmos e enche-nos do Teu Espírito! Nós, voluntariamente, queremos morar em Jerusalém! Cremos no sacrifício expiatório de Cristo, que nos comprou o direito de entrar na Cidade pelas portas. Segura em nossa mão direita, Senhor Deus, e nos leva para casa! Clamamos, em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS11 #RPSP
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“[…] todos os que tinham saber e entendimento, firmemente aderiram a seus irmãos; seus nobres convieram, numa imprecação e num juramento, de que andariam na Lei de Deus […]” (v.28-29).
Você já tomou alguma firme decisão na vida? Na verdade, tudo em nossa vida implica em decisões a todo tempo. Quando acordamos, precisamos decidir levantar ou ficar mais um pouco na cama; tomar banho frio ou morno; que roupa usar; que sapato calçar; relevar o mau humor de alguém ou agir da mesma forma. Enfim, o nosso dia a dia envolve escolhas, e são essas escolhas que nos farão obter os resultados que delas advêm.
Os filhos de Israel fizeram uma escolha; tomaram uma decisão. Todavia, não qualquer escolha, não qualquer decisão, mas o firme propósito de andar na Lei de Deus (v.29). A manifestação que vimos ontem do Espírito Santo, a ensinar-lhes a Palavra de Deus, foi o que conduziu o povo a firmar essa aliança com Deus. Com todo o respeito, amados, de acordo com as Escrituras, o papel fundamental do Espírito Santo não são manifestações exteriores de pessoas a se jogar no chão, tampouco de palavras misteriosas que não edificam em nada seus ouvintes, mas é o de nos orientar por meio do estudo da Palavra, levando-nos a tomar a mesma firme decisão de Neemias e do povo, em andar conforme o que diz a Lei do Senhor e, assim, tornarmo-nos testemunhas de Cristo (At.1:8), mediante a revelação do fruto do Espírito Santo em nossa vida (Gl.5:22-23).
A pior das mazelas que acometia o povo de Deus daquela época era com relação aos casamentos mistos. E uma das cláusulas, por assim dizer, da aliança do povo com Deus foi a “de que não dariam as suas filhas aos povos da terra, nem tomariam as filhas destes para seus filhos” (v.30). Já estava mais do que confirmado de que Deus, em Sua infinita sabedoria e onisciência, não os havia advertido com respeito a este assunto simplesmente por requerer obediência estrita, e sim porque a desobediência a tal ordem (Êx.34:15-16), seria a “causa mortis” de milhares de Israel.
Quando o povo dava as costas à aliança feita com Deus, para estabelecer aliança por meio de casamentos reprovados pelo Céu, os costumes e a idolatria dos povos pagãos encontravam guarida nos corações movidos pela paixão, e logo tudo o que haviam aprendido acerca da Lei de Deus era esquecido. E o que acontecia depois? Essa deserção ao “assim diz o Senhor” era transmitida de geração em geração, atraindo assim a maldição da desobediência. Estamos às vésperas do fim do selamento da última geração. E o maior desejo do Senhor é que façamos parte do “número dos que foram selados” com “o selo do Deus vivo” (Ap.7:2-4).
Amados do Senhor, o que estamos fazendo com o que Deus nos presenteou, que é o livre-arbítrio? Por amor, Ele nos deixou livres para escolher a bênção ou a maldição, o bem ou o mal, a vida ou a morte (Dt.30:19). A escolha é minha. A escolha é sua. Não somos seres programados para fazer tudo o que Deus deseja, mas fomos criados para a Sua glória e para a vida eterna (Is.43:7). O pecado trouxe consigo a maldição, o mal e a morte; intrusos que desassossegam constantemente o nosso coração e nos fazem pensar duas vezes antes de tomarmos muitas decisões.
O que ainda o prende a este mundo? O que ainda o faz pensar que Deus não está preocupado com a sua salvação? Como diz a letra de uma canção: “Você é a coisa mais linda de Deus!” Você é o alvo de Seu infinito amor! Foi por você que Cristo tomou a mais firme decisão do Universo, de vir a este mundo, ser humilhado, rejeitado, machucado e morto; e tudo isso, para que tenhamos vida e vida “em abundância” (Jo.10:10).
E como foi que Jesus, tornando-Se em carne, encontrou forças para suportar tamanha humilhação? Simples, amados. Jesus, desde a infância, foi ensinado nas Sagradas Letras e forjado na oração. Aos doze anos de idade, impressionou os doutores da Lei com a Sua perfeita percepção das Escrituras (Lc.2:46-47). E foi por meio da oração e da Palavra que venceu o inimigo no deserto. A Sua comunhão com o Pai era a mais sublime forma de nos amar!
Quer tomar hoje a firme decisão de amar a Deus com todo o seu ser e amar ao próximo assim como Jesus nos amou? Olhe para Cristo! Dedique-se ao exame das Escrituras. Dedique-se à oração. Pois a oração intercessora é uma das formas mais genuínas e poderosas de dizer: Eu amo você! Então, dia após dia, a sua vida estará sendo santificada e preparada para o resultado final da firme decisão do Salvador: a vida eterna.
Pai Celestial, o Senhor nos amou de uma forma tão intensa e imensa, que nos deu o Teu Filho unigênito, para que, pela fé, tenhamos nEle a vida eterna. A única coisa que o Senhor nos pede é que entreguemos o nosso coração aos Teus cuidados, porque, se assim o fizermos, o Espírito Santo realizará uma linda e poderosa obra em nossa vida. Ajuda-nos, Senhor, a compreender, na simplicidade de uma criancinha, mas no entendimento de um erudito, o infalível “está escrito”! Ó Pai, não queremos somente conhecer a Tua Palavra, mas queremos Te conhecer através da Palavra. Por isso, Senhor, Te pedimos que nos coloques na única posição segura nestes dias finais: bem junto a Cristo. Em nome dEle, do nosso Salvador pessoal, que nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, alvos do sublime amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS10 #RPSP
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“Porque Tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois Tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (v.33).
A renovação espiritual experimentada pelos judeus, através do estudo da Lei de Deus, gerou um dos capítulos mais ricos das Escrituras. Com jejum, pano de saco e terra sobre a cabeça, os filhos de Israel compunham um cenário de arrependimento e entrega. Mas a forma de nada valeria se não houvesse a essência. Desde a criação em Gênesis, passando por Abraão, Moisés e pelos períodos dos reis, ficou muito clara a distinção entre a fidelidade de Deus e a recorrente desobediência do Seu povo. Algo que aqueles líderes fiéis fizeram questão de destacar: “Porém, Tu, ó Deus perdoador, bondoso e compassivo, tardio em irar-Te e grande em bondade, Tu não os abandonaste” (v.17). “Ainda assim foram desobedientes e se revoltaram contra Ti; viraram as costas à Tua Lei e mataram os Teus profetas” (v.26).
Nenhuma outra nação testemunhou tantos milagres quanto Israel. No Egito, no deserto e em Canaã; nas planícies do Jordão, às margens do mar da Galileia e nas cidadelas de Judá, ambas as gerações foram testemunhas oculares dos prodígios do Senhor. Ainda assim, uma perseguiu e assassinou os profetas do Senhor, e a outra, condenou à cruz Aquele que diziam aguardar. Entre idas e vindas, “cometeram grandes blasfêmias” (v.26), “mas no tempo de sua angústia, clamando eles” (v.27), o Senhor os livrou “muitas vezes” (v.28). “Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de” (v.28) Deus.
Tendo como fundamento o “Livro da Lei do Senhor, seu Deus” (v.3), seus corações foram tocados pela brasa viva do altar do Céu. Como uma chama, cada sentença lida lhes consumia a alma no ardente e sincero desejo de viver conforme o “assim diz o Senhor”. E, tendo como professor o “bom Espírito, para os ensinar” (v.20), reconheceram sua condição vulnerável e sua necessidade da “grande bondade” (v.25) do único Deus verdadeiro: “Só Tu és Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e Tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus Te adora” (v.6).
Arrependimento e confissão de pecados são dois passos fundamentais na jornada cristã. Nenhum desses, no entanto, procede da natureza humana. Porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm.2:4). E o arrependimento é que produz a confissão; o reconhecimento de nossa culpa e de que necessitamos do perdão divino. Não simplesmente uma confissão forçada ou o reconhecimento de algo porque se tornou público, mas a verdadeira tristeza pelo pecado e o real desejo de não mais praticá-lo. Pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13).
Amados, os altos e baixos de Israel e a grande misericórdia do Senhor e Sua terna disposição em perdoar, revelam-nos o que muitas vezes temos dificuldade em admitir: somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17). Quando baixar a guarda torna-se uma opção, abrimos um caminho de largas ideias no campo da iniquidade. E, sob a encomenda de um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), nos afastamos da influência do Espírito Santo e de Seu divino discernimento. Esse é um perigo terrível, meus irmãos. Ao calar a voz do Espírito, entregamos a nossa consciência à balança de conceitos humanos, e isso pode implicar um caminho sem volta, pois “para o que blasfemar contra o Espírito Santo, não haverá perdão” (Lc.12:10).
“Eis que hoje somos servos” (v.36). Servos de nossos gostos, servos do pecado que em nós habita. E, a menos que busquemos andar com Deus, clamando por Seu auxílio e misericórdia, permaneceremos mortos em nossos delitos. Agora é o tempo de estabelecermos uma “aliança fiel” (v.38) com o Deus de nossa salvação. Agora é o momento no qual o Espírito Santo deseja selar essa aliança em nosso coração com tinta que não se apaga. Propensos como somos a falhar, como o salmista, seguremos firme no braço que não pode tombar: “Todavia, estou sempre Contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Sl.73:23).
“Bendito seja o Teu nome glorioso, que ultrapassa todo bendizer e louvor. Só Tu és Senhor!” Tu és o nosso Deus Criador. “Tu és o Senhor, o Deus” que nos escolheu para fazer aliança conosco. Cumpriste cada uma das Tuas promessas, “porque és justo”. Ó, Senhor, não temos desculpa alguma para andar no erro, se temos toda a Tua Revelação, dada através dos Teus servos, os profetas. Agora, pois, clamamos que perdoes os nossos muitos pecados e, por Tua bondade e compaixão, não retires de nós o Teu Santo Espírito, para que sejamos dia a dia ensinados do Senhor e o Teu conhecimento nos conceda a vida eterna. É porque cremos que Tu és Deus clemente e misericordioso, que Te fazemos esta oração, pelo nome e pelos méritos de Cristo Jesus, nosso Salvador, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, salvos pelo “Deus perdoador” (v.17)!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS9 #RPSP
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“Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia” (v.8).
Homens, mulheres e crianças, “todos os que eram capazes de entender o que ouviam” (v.2), reuniram-se “como um só homem” (v.1), “e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (v.3). Ali estavam reunidas diferentes gerações. Uma parte já havia ouvido a Lei, mas também havia aqueles que provavelmente estavam tendo o primeiro contato com ela. Quando Esdras subiu ao púlpito e iniciou a leitura, e com ele “os levitas que ensinavam o povo na Lei” (v.7), houve um momento de solene reverência e profundo reconhecimento do tempo de ignorância, de modo que “todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei” (v.9).
Não foi um momento de simples discurso, mas de diligente estudo das Escrituras. A iniciativa em aprender a Lei “diante da Porta das Águas” (v.1), moveu sobre eles o mesmo Espírito que, no princípio, “pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). Grande luz lhes foi concedida, e suas lágrimas foram enxutas com a maravilhosa notícia: “a alegria do Senhor é a vossa força” (v.10). Todos foram tomados de muita alegria, uma alegria que deveria ser compartilhada, “porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12).
“Como está escrito” (v.15), o povo celebrou a festa dos tabernáculos e “toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou” (v.17). Estavam todos reunidos num mesmo propósito “e houve mui grande alegria” (v.17). Em todos aqueles dias, “desde o primeiro dia até ao último”, “leu Esdras no Livro da Lei de Deus”, e, “no oitavo dia, houve uma assembleia solene, segundo o prescrito” (v.18). Foram dias de comunhão, de celebração e de renovação de suas vidas para com Deus.
Notem que a iniciativa de aprender a Lei de Deus partiu do próprio povo. Desde o juvenil até o mais idoso, cada judeu aplicou o coração para receber os sábios ensinamentos das palavras do Senhor. Homens iluminados pelo Espírito Santo foram capacitados para ensiná-los com firme convicção e santa alegria. Em cada palavra lida e em cada explicação proferida havia uma atmosfera tão sagrada que comoveu a todos. Tudo era tão claro que não havia como não reconhecer a ação divina. Muitos julgam ser a Lei do Senhor e Sua Palavra ultrapassadas ou simplesmente, por suas próprias convicções, anulam parte da Bíblia. O capítulo de hoje deixa bem clara a função da Lei do Senhor: levar-nos à exata compreensão de nossos pecados, promover genuíno arrependimento e encher-nos da alegria pelo perdão e pela graça do Senhor que nos são outorgados.
Amados, este capítulo me remeteu à minha experiência com Deus. Após quinze anos de igreja, eu finalmente aceitei o chamado do Espírito Santo. E, enquanto lia as Escrituras, meus olhos foram sendo abertos para verdades que antes eu não conseguia ver. Nesse processo de descobertas e de ardente desejo em compreender a Bíblia, por muitos dias me derramava em lágrimas por meus pecados, pensando em quanto tempo havia perdido longe do Senhor e de Sua maravilhosa sabedoria. Até que a terna sentença do Salvador: “A Minha graça te basta”, me encheu o coração de alegria e do desejo de compartilhar as boas-novas do Evangelho com outros.
O estudo diário das Escrituras é útil para nos ensinar, corrigir, repreender e nos educar na justiça, como está escrito na segunda carta de Paulo a Timóteo, 3:16. Mas a finalidade é que sejamos perfeitos e perfeitamente habilitados “para toda boa obra” (2Tm.3:17); é permitir que, assim como o Espírito Santo estava presente sobre as águas da criação e sobre as águas do Jordão no batismo de Cristo, que Ele esteja presente em nossa vida, “dia após dia” (v.18), nos fortalecendo com a alegria que faz parte de Seu fruto (Gl.5:22), e nos capacitando a testemunhar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8).
Que o estudo da Palavra de Deus seja a nossa alegria diária, e que esta alegria incontida transborde do nosso coração para os que estão ao nosso redor. O conhecimento das Escrituras não é um fim em si mesmo, mas é um meio de nos levar ao verdadeiro conhecimento e à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Um genuíno e feliz relacionamento com Deus, é o que promove o sincero estudo da Bíblia; um presente e um privilégio que somente o Céu poderá superar. Sempre que examinando as Escrituras você se deparar com a tristeza por erros passados, lembre-se das palavras de Jesus: “nem Eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais” (Jo.8:11).
Nosso amado Senhor, Tu nos chamas ao arrependimento todos os dias. Há uma obra sendo realizada pelo Espírito Santo em nosso coração; uma obra de reavivamento e reforma, uma obra de santificação. Ilumina os nossos olhos para que a Tua verdade sempre cumpra o seu papel de nos santificar, fortalecer a nossa fé e nos educar na justiça. Não permitas que nada esteja entre nós e o Senhor, de maneira que o nosso relacionamento Contigo cresça e dê muito fruto. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS8 #RPSP
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“Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias […]” (v.5).
Concluída a edificação dos muros e das portas de Jerusalém, Neemias tomou providências com relação à segurança da cidade. Estabelecendo dois homens de confiança como chefes em Jerusalém, dentre eles Hananias, “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros” (v.2), ele também organizou um esquema de segurança, de forma que havia “guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3).
Movido pelo Senhor, Neemias encabeçou a tarefa de “registrar as genealogias”, deparando-se com “o livro da genealogia dos que subiram primeiro” (v.5). Os judeus eram identificados através dos nomes dos chefes de família, de forma que, na ausência desse registro, alguns “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.61). As genealogias, portanto, tinham um papel importante para fins de administração, de organização, além de propósitos testamentários e até mesmo espirituais, visto que fazem parte das Escrituras.
Tudo se encaminhava para que Jerusalém fosse novamente a Cidade de Deus. Estava pronta para a próxima obra: a reconstrução do templo. “Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra” (v.70) e muitos recursos foram doados para esta finalidade. A força conjunta para proteger a cidade e seus moradores, e para reformá-la, foi seguida por um grande reavivamento. Enquanto guardavam suas casas ou se reuniam em adoração a Deus, sua fé era provada e fortalecida, ainda que sob constante ameaça inimiga.
Deus tem uma cidade preparada para os Seus filhos, cujos fundamentos dos muros são adornados de pedras preciosas, e cujas portas são de pérola, “cada uma dessas portas, de uma só pérola” (Ap.21:21). Ali não há necessidade de um sistema de segurança, pois o Guarda de Israel nela habita. Nela também não há santuário, “porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap.21:22). Nela o homem não tem participação, pois “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10). Foi pensando nela que Jesus nos fez a Sua mais preciosa e aguardada promessa:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Não é desejo do Senhor que a realidade da antiga Jerusalém pós-exílio se repita na futura Jerusalém: “A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela” (v.4). E nem que não se ache o nosso nome no registro celeste. O Céu é movido pela ardente expectativa de nosso resgate definitivo. Os anjos relatores vibram cada vez que um pecador é liberto do exílio do pecado e tem o seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro. Há uma comovente espera de que Jesus venha colher “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Cada partícula da cidade santa contém o amor ilimitado de um Deus que sente saudades de todos nós! Que enquanto Cristo não vem, O aguardemos em constante vigilância, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3). Que o nosso lar seja um pedacinho do Céu na Terra. Quando a relação dos salvos estiver finalmente concluída, que a nosso respeito esteja escrito: “filhos e filhas de Deus, salvos pela graça de Cristo Jesus”.
Santo de Israel, nosso Deus bom e justo, por Tua graça e misericórdia, pela justiça de Cristo sobre nós, queremos ser encontrados por Ti como homens e mulheres, jovens e crianças, fiéis e tementes a Ti. Unge a nossa vida e o nosso lar com Teu Santo Espírito! Faz-nos vigilantes e coloca em nosso coração o que queres que realizemos para o avanço da Tua obra, pois queremos ver Jesus voltar em nossa geração e estar prontos para subir com Ele de volta à Jerusalém. Oramos confiando em Tuas muitas misericórdias e nos méritos do nosso Redentor, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS7 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos” (v.9).
A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate e Gesém não alcançaram sucesso por meio de ameaças, mudaram a sua estratégia propondo um encontro entre eles, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E, através da oração, o Senhor o fortalecia e o precavia das ciladas de seus inimigos. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).
Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Por isso, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).
Que coisa mais triste, amados! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas só encontrou mais um aliado na conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselheiro, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. E se lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!
Percebemos que, de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento esse servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar e intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).
De coração para coração, amados do Senhor: é realmente muito triste quando a perseguição acontece no meio do povo de Deus por parte daqueles que não aceitam, ou ainda não entenderam, a urgente e necessária obra de reavivamento e reforma que precisa acontecer em nossa vida. Mas quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, firmes na verdade presente, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. E Ele concede a sabedoria do Espírito Santo a todo aquele que, qual Neemias, se empenha em fazer a vontade divina, ainda que perseguido e mal compreendido.
A minha oração é que as nossas ações não correspondam às de Tobias e Sambalate, mas às de Neemias. Não tem sido fácil para os fiéis servos de Deus a obra atual de reparar as brechas, e seus corações têm sido magoados por professos cristãos que, dizendo-se irmãos, não perdem a oportunidade de desanimá-los. Se porventura você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra!
Nosso Deus e Pai, como Neemias, Te pedimos que o Senhor fortaleça as nossas mãos! Lembra-Te, nosso Deus, dos que nos perseguem e nos fazem mal, segundo a Tua justiça que é envolta de misericórdia! Dá-nos um coração misericordioso e piedoso, mas não ingênuo. Faz-nos simples como as pombas e prudentes como as serpentes. Que tenhamos uma comunhão Contigo tão real e genuína, que saibamos reconhecer o que vem do Senhor e também o que não procede de Ti, ainda que sob aparência de piedade. Enche-nos do Teu Espírito para que sejamos pacificadores e reparadores de brechas nestes últimos dias! Pelos méritos do sangue de Cristo_ e confiantes em Tua graça, oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, Neemias atuais!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS6 #RPSP
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“Lembra-te de mim, para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v.19).
O avanço da obra e os constantes ajuntamentos começaram a encorajar a parcela do povo que, pelas necessidades pós-exílio, tornou-se economicamente refém de seus irmãos mais abastados. Vendo em Neemias um líder justo e temente a Deus, os judeus injustiçados ergueram um grande clamor contra seus opressores. Suas terras, suas vinhas e suas casas foram empenhadas a fim de prover o sustento da família. Mas a situação agravou-se de tal maneira que até seus filhos foram entregues como escravos.
Neemias ficou indignado ao ouvir tamanho descaso e extorsão para com os pobres do povo. Mas a sua indignação não foi desculpa para agir com imprudência. Não tomou as rédeas da situação no impulso de sua ira. Como líder sábio e prudente, buscou avaliar o problema considerando a melhor maneira de resolver a questão. Como se tratava de algo que havia se tornado publicamente conhecido, Neemias repreendeu os nobres e magistrados, convocando “contra eles um grande ajuntamento” (v.7).
Diante do discurso acalorado e verdadeiro de Neemias, “se calaram, e não acharam o que responder” (v.9). Como flechas, as palavras do sábio líder atingiu-lhes diretamente a consciência. Não foi a prática de empréstimo em si que foi condenada, mas a forma como era realizada, oprimindo seus irmãos com altos juros. O próprio Neemias não justificou a si mesmo, pois que também emprestava a seus irmãos, ainda que sem prejudicá-los. Além disso, abdicava de seu salário de governador, “porquanto a servidão deste povo era grande” (v.18).
Como se tivesse um vislumbre dos últimos tempos, o apóstolo Paulo descreveu a miséria humana em nossos dias difíceis, a começar pelo egoísmo (2Tm.3:1-5). O egoísmo ou a ausência de altruísmo tem corrompido o coração da humanidade e encaminhado o mundo para o cumprimento da profecia dada por Cristo: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Costumamos ter muita facilidade em destacar os erros do antigo Israel e muita dificuldade em aplicá-los à nossa realidade. Temos nós agido com compaixão e altruísmo diante das necessidades de nossos semelhantes?
Paulo também apresenta, em nosso contexto de igreja, um importante princípio: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl.6:10). Irmãos, estamos vivendo a realidade descrita pelo apóstolo dos gentios. São tempos muito difíceis. Há um inimigo feroz querendo nos destruir, e será que não estamos mais preocupados com coisas temporais quando existem tantos ao nosso redor perecendo? Será que podemos sinceramente dizer: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?
Com dedicação desinteressada e trabalho voluntário, Neemias praticamente financiou boa parte da reconstrução dos muros. Deu tudo de si para uma causa que sabia ter a assinatura da aprovação divina. Todos nós fomos criados para um propósito maior. O Senhor nos incluiu em Seu plano não porque precise de nós, mas porque nós precisamos dEle. Quando a criatura entrega o curso da vida nas mãos do Criador, Ele sempre a conduz na direção de seus semelhantes, formando uma corrente do bem, ligada elo a elo.
Que nossa vida, nas mãos de Deus, seja um elo inabalável nesta corrente, como obreiros fiéis e altruístas na última grande obra, sendo coobreiros dAquele que tudo entregou na cruz do Calvário pagando a nossa dívida, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Nosso Deus, a obra é grande e desafiadora, mas nós cremos nas promessas da Tua Palavra, e cada uma delas aponta para a Tua fidelidade. Senhor, precisamos de Ti. Precisamos do Teu Espírito em nosso coração nos concedendo a sabedoria e a prudência tão necessárias nesses últimos dias. Que mesmo em meio às crises deste mundo em contagem regressiva, a nossa atenção esteja em Cristo, Sua graça, Seu exemplo, Sua entrega. Ó, Senhor, volta logo! Em nome de Cristo Jesus, nosso amado Redentor, nós oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS5 #RPSP
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“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (v.9).
A reconstrução seguia o seu curso com bom êxito, de forma que “todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (v.6). Tendo ouvido sobre a bem-sucedida obra, seus adversários ficaram furiosos e reuniram forças para “atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” (v.8). Diante de comprovada ameaça, Neemias e o povo se uniram em oração e, organizando-os “por famílias […] com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos” (v.13), “cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma” (v.17).
A atmosfera tornou-se de constante vigilância. Cada qual permanecia em sua função de edificar, mas atento e preparado para proteger sua família e seu povo. Tomando ciência de que os judeus estavam organizados como um exército, os inimigos perceberam “que Deus tinha frustrado o desígnio deles” (v.15). Mesmo que parecesse ter sido dada uma trégua, as armas não foram depostas, e o povo seguiu firme na edificação dos muros e na vigilância “por detrás de toda a casa de Judá” (v.16).
Apesar de ter sido um trabalho coletivo e unificado, a longa extensão dos muros os separava uns dos outros. Em momentos de tensão e de ameaças inimigas, havia a necessidade de um ajuntamento solene de tempos em tempos. Ao som do instrumento sacerdotal, todo o povo deveria entender que chegada era a hora de se reunir. Aquele momento era como um bálsamo aos cansados e corajosos obreiros e soldados. Ali eles oravam, adoravam e louvavam juntos, sendo fortalecidos por Deus e pela comunhão uns com os outros.
Quanto mais se aproxima o grande Dia de Deus, mais o coração dos fiéis servos do Senhor se anima pelo findar da seara. Em contrapartida, o diabo e seus anjos, ardendo em ira, tentam de todas as formas fazer “cessar a obra” (v.11). Mas, como Neemias, precisamos erguer a voz a nossos irmãos e fortalecer-nos uns aos outros com as animadoras palavras: “não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (v.14).
Hoje, em nossos locais de culto, quer seja num grande templo_ ou num modesto lugar; quer seja embaixo de uma árvore ou no culto doméstico, temos o privilégio de nos reunir e juntos buscar o poder do alto para “resistir no dia mau […]” e “permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Portanto, “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25).
Quando Jesus declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), todos já estarão com seu destino eterno selado, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Enquanto há oportunidade, a doce voz de Cristo insiste ao coração de cada ser humano: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, que toca a Sua trombeta de graça a fim de reunir-nos para junto dEle.
Com Cristo como o nosso General, todas as brechas da nossa vida serão fechadas para o pecado e, como muro intransponível, Ele nos protegerá e guardará para o ajuntamento solene da eternidade. Quer você estar pronto para a reunião dos santos de todos os tempos? Então, sigamos o exemplo de Neemias e dos fiéis obreiros, e a ordem de Jesus: Vigiemos e oremos!
Pai querido que habita nos céus, graças Te damos porque não estamos nesta luta sozinhos, mas o Senhor luta as nossas batalhas! Concede-nos a graça de andar Contigo e de empunhar a espada do Espírito e colocar a mão no arado sem olhar para trás! Faz-nos vitoriosos nesta obra final, pela justiça do nosso Salvador, Jesus Cristo, pelo nome de quem oramos, Amém!
Feliz semana, obreiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#NEEMIAS4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100