Reavivados por Sua Palavra


ZACARIAS 3, Comentado por Rosana Barros
10 de janeiro de 2018, 0:30
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“Tomou Este a palavra e disse aos que estavam diante dEle: Tirai-lhes as vestes sujas. A Josué disse: Eis que tenho feito que passe de ti a tua iniquidade e te vestirei de finos trajes” (v.4).


Recém-liberta do cativeiro babilônico, a nação israelita enfrentou o desafio de reerguer um lugar que estava em ruínas. Contudo, o desafio não era apenas estrutural, mas, principalmente, espiritual. A experiência da qual Daniel e seus companheiros saíram vitoriosos não foi a mesma vivida por todos. As tentações daquela terra iníqua lhes maculou o coração e os mesmos pecados que levaram seus pais para o exílio ainda eram cultivados. Um prato cheio para o acusador lhes apontar como culpados e dignos da ira divina.

Josué, como sumo sacerdote, representava toda a nação de Israel, e, através dele, Satanás oportunizou uma forma de acusar a Deus de agir com injustiça. Afinal, aquele povo que permanecia tão sujo quanto antes de ser levado cativo merecia a destruição. Porém, a oposição do inimigo encontrou a mesma forte mão que do Céu o expulsou (Ap 12:7-9). “O acusador de nossos irmãos” (Ap 12:10) não tem resistência diante de Miguel, o “Anjo do SENHOR”, Aquele que é semelhante a Deus e que Se apresentou como “SENHOR, Justiça Nossa” (Jr 23:6), Senhor dos Exércitos que luta por nós. Algo semelhante ocorreu quando “o arcanjo Miguel… contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés” (Jd 1:9). De igual sorte, o inimigo sai derrotado pelo poder da Palavra do SENHOR: “O SENHOR te repreende, ó Satanás” (v.2).

As vestes sujas de Josué representavam as iniquidades de Israel e somente Jesus tem o poder de alvejar os nossos pecados com Seu sangue e nos vestir “de finos trajes” (v.4). Foi Ele que trocou as vestes de folhas de figueira de nossos primeiros pais (Gn 3:21) e lhes vestiu “com trajes próprios” (v.5). Foi Ele que tirou de José as vestes de prisioneiro e lhe vestiu com trajes reais (Gn 41:40). E é Ele que deseja cobrir a nossa nudez com as Suas “vestiduras brancas” (Ap 3:18). A nossa única participação nesta obra chama-se: entrega diária. Assim como o ministério sacerdotal de Josué consistia em sacrifícios diários, como “sacerdócio real” (1Pe 2:9), eis os sacrifícios que o Senhor requer de nós: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51:17).

Aqueles que depositam o coração como oferta voluntária a Deus, diariamente, e buscam andar em obediência à Palavra da Verdade, um dia “hão de julgar o mundo” (1Co 6:2) e, sentados em tronos, receberão de Deus a “autoridade de julgar” (Ap 20:4). Mas, até lá, se Jesus não Se “atreveu a proferir juízo infamatório contra ele [Satanás]” (Jd 1:9), porque ousamos infamar nossos irmãos? A Bíblia deixa duas coisas muito claras, amados: a obra de Cristo é salvar e a obra de Satanás é acusar. Lembremos do que Cristo afirmou: “Ninguém pode servir a dois senhores” (Mt 6:24). A quem você tem servido?

Seja sincero com Aquele que não somente vê as tuas “roupas sujas”, mas que também enxerga a tua nudez. Ele deseja te vestir com as vestes de Sua justiça, mas para isso você precisa tomar a decisão de Josué, e estar diante de Jesus dia após dia. Satanás vai te acusar. Você vai sentir que as suas forças acabaram e que não há mais jeito para o seu caso. Então, com ternura Jesus lhe dirá: “A Minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2Co 12:9). A “pedra única” que estava perante Josué é a mesma que tirou “a iniquidade desta terra, num só dia” (v.9). “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (1Pe 2:7). “E a pedra é Cristo” (1Co 10:4).

Que, “naquele dia” (v.10), quando estaremos gozando do “prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3:14), possamos convidar ao nosso próximo para deleitar-se das delícias da eternidade (v.10) e que, até lá, a nossa vida seja para os nossos semelhantes um convite para fazer parte desta eterna alegria.

Bom dia, “sacerdócio real”!

Desafio do dia: Inicie o ano lendo um bom livro. Sugiro que entre no site da Casa Publicadora Brasileira e adquira um livro de seu interesse.
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Rosana Garcia Barros

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#Zacarias3
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ZACARIAS 2, Comentado por Rosana Barros
9 de janeiro de 2018, 0:30
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“Canta e exulta, ó filha de Sião, porque eis que venho e habitarei no meio de ti, diz o SENHOR” (v.10).


Dando continuidade à mensagem da segunda visão, a terceira visão de Zacarias revela o resultado daquela. Derrotados “os chifres” (Zc 1:19), isto é, os inimigos de Israel, a vitória seria tão grande que a cidade não necessitaria de muros, mas o Senhor mesmo lhe seria por “muro de fogo em redor e… no meio dela, a Sua glória” (v.5). Mas o toque de rebate deveria ser respeitado. Os filhos do Seu povo precisavam obedecer a ordem de sair de Babilônia: “Fugi, agora, da terra do Norte, diz o SENHOR” (v.6). O chamado era sério e urgente.

Mediante tamanha urgência, deveria todo o povo sair imediatamente daquela terra de exílio e dirigir-se à terra da liberdade. E ai de quem tocasse “na menina do Seu olho” (v.8). A promessa de proteção era para Israel um bálsamo diante de todo o sofrimento que havia passado devido a opressão de povos inimigos. Mas Deus vai além das expectativas de um povo que esperava a glória de um reino terrestre. Um vislumbre do celeste lhes é concedido e, muito acima de uma cidade com fortalezas, Deus promete um lugar de paz, onde Ele estabelecerá a “Sua santa morada” (v.13).

Eis que venho” (v.10) é a promessa dAquele que também prometeu urgência: “Eis que venho sem demora” (Ap 22:7). E o que fazemos ainda perdendo tempo e colocando a nossa salvação em risco comungando com os pecados da atual Babilônia? Muitos há que pensam que apenas provar das “finas iguarias” (Dn 1:8) do príncipe deste mundo não lhes tirará o direito de comer “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap 2:7), e se iludem com uma religião de aparências enquanto nutrem a alma com pecados que estão a ponto de converterem-se em pecado contra o Espírito Santo (Mt 12:32).

Eh! Salva-te” (v.7) é um clamor que chega até nós como um eco persistente de um Deus que não desiste de ninguém. Quando o justo Juiz levantar-Se “da Sua santa morada” (v.13), até o céu ficará em silêncio (Ap 8:1). A Sua justiça virá para destruir “os que destroem a terra” (Ap 11:18) e para salvar aqueles que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12:11).

O tempo de angústia que diante de nós está é descrito pelo profeta Daniel como um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn 12:1). O cumprimento das profecias nos mostram que este tempo já está começando. E qual tem sido a nossa atitude? Estamos de fato e de verdade preparados para enfrentar a grande e última fúria do Maligno? Como Daniel e seus amigos, a nossa fé tem sido fortalecida no sentido de negar com firmeza tudo aquilo que não faz parte da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2)?

Amados, enquanto não compreendermos o verdadeiro sentido da ordem “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe 1:16), continuaremos depositando a nossa confiança em nossos trapos de imundícia (Is 64:6). A santidade é concedida por Deus como porções diárias e, gradativamente, crescentes. Ela não faz com que você e eu deixemos de ser pecadores, mas nos habilita a andar no Espírito e fugir das obras da carne (Gl 5:16). Todo aquele que, todos os dias, queda-se aos pés de Jesus a invocar-Lhe o nome, que faz de Sua Palavra a bússola de sua vida, recebe do Céu a aprovação de Deus e a promessa da salvação.

Quer você morar na santa morada do Altíssimo? “Fugi, agora” (v.6), das práticas abomináveis deste mundo! “Canta e exulta” (v.10) ao Deus da tua salvação! Porque eis que Ele vem sem demora para buscar um povo peculiar, que não se curvou diante do deus deste século; que não se conformou com os “tempos difíceis” e que fugiu da companhia dos escarnecedores (2Tm 3:1-5). Um povo cujos princípios de vida não podem ser confundidos com a impiedade deste mundo. Um povo que “é gente sábia e inteligente” (Dt 4:6) e que se mantém fiel “ainda que caiam os céus” (Ellen G. White).

Siga as orientações de Jesus em Mateus 6:6. Hoje, entra no teu quarto e fechada a porta, rasgue o seu coração diante do Senhor (Jl 2:13) e faça disto uma prática constante e diária. Daniel venceu fazendo isto “três vezes por dia” (Dn 6:10). Quão pouco é diante de todo o tempo de graça que nos é ofertado! Hoje, decida “firmemente” (Dn 1:8) buscar ao Senhor enquanto pode achá-Lo e invocar-Lhe o nome “enquanto está perto” (Is 55:6). “Salva-te” (v.7)!

Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

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ZACARIAS 1, Comentado por Rosana Barros
8 de janeiro de 2018, 0:30
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“E este me disse: Clama: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Com grande empenho, estou zelando por Jerusalém e por Sião” (v. 14).


Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias inicia o seu ministério com uma exortação ao arrependimento. A sua geração começou a gozar da liberdade do exílio babilônico. Após os setenta anos, como profetizou Jeremias, Deus cumpriu a Sua promessa (Jr 25:11). Contudo, a realidade espiritual daquela nova geração não diferia muito daquela sobre a qual o “SENHOR Se irou em extremo” (v.2). Semelhante aos seus antepassados que saíram do Egito carregando o fardo dos costumes e práticas pagãs, assim também os judeus saíram de Babilônia contaminados pela cultura daquela nação. Algo precisava ser feito.

Tornai-vos para Mim” (v.3) é o chamado de um Deus que não depende da nossa atenção, mas que conhece o resultado de nossa recusa. “Convertei-vos, agora” (v.4) é o clamor de um Pai que tem pressa de correr para abraçar e beijar o filho que se arrepende. Deus deu para o Seu povo a oportunidade de recomeçar da maneira correta: aproximando-se dEle e reconhecendo a sua incapacidade de andar sozinho.

Na primeira visão do profeta, cavalos de diferentes cores aparecem. E um anjo faz as vezes de oráculo de Deus para responder a Zacarias. Enviados por Deus “para percorrerem a terra” (v.10), aqueles cavaleiros apresentaram um relatório que, à vista da violência e miséria que têm assolado a humanidade, seria praticamente a notícia mais ovacionada de todos os tempos: “… eis que toda a terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Seria ou não seria a notícia do século? Só que o sentido desta tranquilidade mundial não tinha nada a ver com o fim da violência ou a erradicação da miséria, mas com a atitude despreocupada do mundo diante da iminência de um juízo definitivo.

O profeta foi enviado aos habitantes de Jerusalém com o fim de alertá-los de que não caíssem na mesma cilada sutil e fatal. E, apesar de que Zacarias e os demais profetas “não vivem para sempre” (v.5), e do contexto histórico ali envolvido, as palavras do Senhor e os Seus estatutos, que Ele prescreveu aos Seus profetas nos alcançam hoje (v.6) e temos o privilégio de entender os oráculos de Deus da mesma forma que a Zacarias foi concedido compreender. O Espirito Santo nos foi enviado a fim de nos guiar “a toda a verdade” (Jo 16:13), e precisamos fazer uso desta promessa e não comungar com os “que vivem confiantes” (v.15), os que não temem ao Senhor.

Com grande empenho” (v.14), Deus tem agido em favor da humanidade, chamando a todos para fazer parte de Seu Reino eterno. No entanto, até mesmo aqueles que se chamam pelo Seu nome encontram-se eclipsados pelo presente século. O livre acesso que temos, através da tecnologia, às mais diversas culturas, tem causado um verdadeiro caos mental. E quando a mente é absorvida pelo prazer das novas experiências, entramos em um terreno perigoso sobre o qual já nos tinha advertido Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).

A Zacarias foi apresentado o triste cenário de um mundo conformado. Um mundo onde o que importava era o bem-estar de cada um. E isto causa “grande indignação” (v.15) no coração de Deus. Pessoas que vivem apenas em função de nutrir uma vidinha egoísta e medíocre. A comodidade é tida como bênção, enquanto descansam na beira de um abismo. O Espirito Santo “clama outra vez” (v.17) a cada um de nós: Despertai do sono, vocês que estão dormindo! “Ó terra, terra, terra! Ouve a palavra do SENHOR!” (Jr 22:29). E Ele nos responderá com “palavras boas, palavras consoladoras” (v.13), voltará para nós “com misericórdia” (v.16), nos “consolará… e ainda [nos] escolherá” (v.17) para habitar em Suas moradas.

Turbai-vos, vós que estais confiantes… até que se derrame sobre nós o Espírito lá do alto” (Is 32:11 e 15). Então, muito em breve, no grande Dia do Senhor, diante de uma multidão de redimidos, como Zacarias, teremos o privilégio de perguntar ao nosso anjo: “meu senhor, quem são estes?” (v.9), e ele nos responderá: “São estes os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro” (Ap 7:14) e você, pela graça de Jesus, faz parte deste grupo!

Bom dia, redimidos do Senhor!

Desafio do dia: Sabe aquela pessoa que você pensa não ter jeito? A partir de hoje, faça um propósito de orar por ela todos os dias e creia que 2018 não encerrará sem que um milagre aconteça.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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AGEU 2, Comentado por Rosana Barros
7 de janeiro de 2018, 0:30
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“Minha é a prata, Meu é o ouro, diz o SENHOR dos Exércitos” (v.8).


A reedificação do templo representava um recomeço, uma nova oportunidade, o reavivamento da nação escolhida para um propósito santo. Exatamente na data em que era realizada a Festa dos Tabernáculos, o profeta apresentou ao povo a mensagem do Senhor sobre a glória do segundo templo. Conforme está escrito, esta era a última festa da sequência de todas as celebrações e cerimônias religiosas de Israel. Na Festa dos Tabernáculos, o povo se reunia para alegrar-se perante Deus durante sete dias, habitando “em tendas de ramos” (Lv 23:42). Uma prévia da alegria perene que terão todos os filhos de Deus nas santas moradas.

Conhecendo o coração de Seu povo e a dificuldade que estava enfrentando diante do desafio de reerguer um lugar que lhe trazia fortes lembranças, um brado de motivação soa do instrumento divino: “sê forte… sê forte… sê forte” (v.4)! Aquela obra tinha o objetivo de, muito além de reerguer paredes, reavivar o povo. Levá-lo a viver uma experiência de intimidade com Deus. E, para isso, o principal lhes foi dado: “o Meu Espírito habita no meio de vós; não temais” (v.5).

Deus deseja habitar em nós através da pessoa do Espirito Santo. É Ele que nos convence “do pecado, da justiça e do juízo” (Jo 16:8) e que nos prepara para sermos habitantes das moradas celestiais. Mas, para isso, é necessário que passemos pelo crivo do Senhor: “Farei passar a terceira parte pelo fogo, e a purificarei como se purifica a prata, e a provarei como se prova o ouro; ela invocará o Meu nome, e Eu a ouvirei; direi: é Meu povo, e ela dirá: O SENHOR é meu Deus” (Zc 13:9). Percebem que há um significado sobremodo profundo quando o Senhor nos diz: “Minha é a prata, Meu é o ouro” (v.8)?

Tudo é de Deus e a Ele pertence, mas a didática usada não se limita a riquezas, mas ao que faz os olhos do nosso Criador brilharem: aqueles que O invocam. Aqueles que reconhecem as suas limitações e decidem confiar nos méritos do Infalível. Provados e burilados, estes se tornam verdadeiros tesouros nas mãos do Senhor. E no dia em que Deus “abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca” (v.6), eles permanecerão fiéis para serem levados ao lugar de paz (v.9).

As nossas impurezas e imundícies precisam ser removidas. “Antes de pordes pedra sobre pedra no templo do SENHOR” (v.15), antes da reforma, deve haver o reavivamento. Antes de trabalharmos em favor dos outros, uma obra tão grande quanto deve ser realizada em nosso coração. Porque “em primeiro lugar vem a conversão; depois é que vem o procurar a salvação dos outros” (Ellen G. White, Review and Herald, 10 de setembro de 1903). “Considerai, Eu vos rogo… considerai nestas coisas” (v.18) é o apelo do Artífice divino que deseja nos tornar “mais raros do que o ouro de Ofir” (Is 13:12).

O que temos oferecido ao Senhor? Obras vazias, palavras vãs, aparência de santidade quando o coração está cheio de falsidade? Pois é assim que o Senhor dos Exércitos diz sobre essas obras: “tudo é imundo” (v.14). Amados, consideremos “tudo o que está acontecendo” (v.15) ao nosso redor e despertemos para a solenidade desta hora. Não temos mais tempo a perder confiando que teremos uma fé inabalável quando professamos ser o que não somos; quando a Palavra de Deus não é examinada e a oração é negligenciada. Deus nos escolheu para propósitos eternos! Até quando o Senhor terá de suportar a nossa arrogância em pensar que somos alguma coisa simplesmente porque temos um título religioso e uma capa de santidade?

Não houve, entre vós, quem voltasse para Mim, diz o SENHOR” (v.17). Esta foi a assustadora realidade dos habitantes de Jerusalém e é a nossa realidade hoje. Não temos nada de bom para oferecer ao Dono da prata e do ouro. E o que Ele nos pede é justamente que Lhe entreguemos a nossa fonte de corrupção: “Dá-Me, filho Meu, o teu coração, e os teus olhos se agradem dos Meus caminhos” (Pv 23:26). Eis a oferta diária que Deus espera de nós: a entrega do nosso coração. Todo aquele que, diariamente, deposita o coração nos depósitos celestes, recebe os lucros em forma de “muito fruto” (Jo 15:8). E sua vida torna-se uma manifestação do “fruto do Espírito”, sendo uma fonte de “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5:22-23).

Permita que o Espírito Santo realize esta obra em sua vida. Assim como o resto do povo atendeu à voz de Deus e “às palavras do profeta Ageu” (Ag 1:12), que façamos parte dos “restantes” (Ap 12:17) que estarão em pé quando o Senhor fizer “abalar o céu e a terra” (v.21).

Bom dia, mui valiosos do Senhor dos Exércitos!

Desafio do dia: No dia 26 deste mês iniciaremos o nosso estudo do Novo Testamento. Convide amigos e familiares para participar deste projeto e seja um multiplicador de esperança.

Rosana Garcia Barros

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AGEU 1, Comentado por Rosana Barros 
6 de janeiro de 2018, 0:30
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“Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai o vosso passado” (v.7).


O livro de Esdras apresenta o relato de quando o profeta Ageu e o profeta Zacarias falaram da parte de Deus “aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém” (Ed 5:1). O povo estava, mais uma vez, se desviando do que realmente importava e permitindo que seu coração fosse tomado pela ostentação de viver no luxo que por tanto tempo vislumbrou em Babilônia. Ao invés de olharem para o templo e lembrarem que o Senhor os levou de volta para casa, agarraram-se à oportunidade de construir para si fortunas perecíveis.

A reedificação do templo significava muito mais do que simplesmente restaurar paredes ou reerguer ruínas. Tratava-se de uma prova de fidelidade e uma forma de unir todo o povo num só propósito. A deslealdade para com Deus e o descaso para com a Sua casa levaria Judá a um estado ainda pior do que antes. “Considerai o vosso passado” (v.5 e 7) não foi dito duas vezes sem propósito, mas era a voz do Senhor a confirmar a obra que Ele desejava realizar na vida de Judá e que deseja realizar em nossa vida hoje: “Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap 2:4-5).

A queda de Judá se deu justamente por ter desviado os olhos para contemplar as práticas dos povos vizinhos. A cobiça pelo alheio foi se enraizando nos corações até que não mais faziam caso do Senhor e do sagrado. Deus não pode abençoar o que é acumulado a custo de negligência espiritual. Em um tempo onde é cada um por si e onde “cada um… corre por causa de sua própria casa” (v.9), Deus nos diz: “Considerai o vosso passado”, busque lembrar de onde você caiu, arrependa-se e volte a Me amar!

Assim como Zorobabel, Josué “e todo o resto do povo atenderam à voz do SENHOR, seu Deus, e às palavras do profeta Ageu” (v.12), o Senhor diz a nós, hoje: “Crede no SENHOR, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr 20:20). Para os que atendem à voz de Deus, Ele promete: “Eu sou convosco” (v.13) e grava não só nos registros da história deste mundo, mas nos registros celestes o nome daqueles que, com amor e com temor, dedicam-se “ao trabalho na Casa do SENHOR dos Exércitos, seu Deus” (v.14).

A obra de reedificação que se deu no passado é a obra que já tem sido realizada no tempo do fim e que se apressa para o seu cumprimento. Semelhante à precisão cronológica da profecia de Ageu, Deus tem um tempo determinado para a conclusão da obra final. A Bíblia diz que o Espírito de Deus estava com Ageu (Ed 5:1) e tanto ele como os demais profetas não foram subjugados pela vontade de um Deus tirano, mas “indagaram e inquiriram… investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava” (1Pe 1:10 e 11). Da mesma forma, Deus deseja que investiguemos a Sua Palavra, que a examinemos com diligência e O adoremos de forma racional (Rm 12:1). Se quisermos ser habitação do Espírito Santo, antes, precisamos dar ouvidos à Sua voz. Só assim, Ele abrirá os nossos olhos para contemplar os tesouros celestes e jamais abriremos mão destes pelos corruptíveis.

Enquanto muitos se acomodam em pensar: “Não veio ainda o tempo” (v.2), ou, “Meu Senhor demora-se” (Mt 24:48), aqueles que têm buscado com humildade de coração a verdade presente (2Pe 1:12), reconhecem que esta “já é a última hora” (1Jo 2:18) e, na Palavra da Verdade, têm buscado a santificação a qual Jesus pediu ao Pai que nos concedesse (Jo 17:17). Permita que a Palavra de Deus, que é a verdade, continue lhe reavivando e reedificando o que o inimigo tornou em ruínas. Quando “todo o resto do povo” (v.12) de Deus dos últimos dias estiver unido nesta obra como um só homem, não veremos a glória de um templo terreno, mas, “segundo a mensagem do SENHOR” (v.13), habitaremos onde o templo “é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap 21:22). Aleluia! Amém!

Feliz sábado, habitação do Espírito Santo!

Desafio do dia: A primeira obra que o Espírito Santo deseja realizar em nós é a mudança de coração (Ez 36:26). Ore e peça que esta obra seja realizada em sua vida a cada dia, “até ser dia perfeito” (Pv 4:18).

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
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SOFONIAS 3, Comentado por Rosana Barros
5 de janeiro de 2018, 0:30
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“Mas deixarei, no meio de ti, um povo modesto e humilde, que confia em o nome do SENHOR” (v.12).


Opressora, rebelde e manchada foram os adjetivos dados a Jerusalém. Maculada pelas iniquidades e abominações que praticava, a cidade “santa” tornou-se em covil de “leões” e de “lobos” (v.3), injustos, “levianos, homens pérfidos” (v.4), levando todo o povo à queda. Até o santuário havia sido contaminado com as práticas pagãs e a Lei do Senhor violada (v.4). Não havia mais pudor ou sentimento de vergonha que despertasse o povo a reconhecer a sua terrível condição. “Manhã após manhã” Deus trazia à luz “o Seu juízo” (v.5), mas os habitantes de Jerusalém já não atendiam “a ninguém”, nem aceitavam disciplina, não confiavam “no SENHOR”, nem se aproximavam “do seu Deus” (v.2). Que coisa triste, não é mesmo? Mas será que estamos longe desta realidade?

Diante da realidade de um mundo governado pela mídia, paulatinamente, as influências midiáticas foram sendo inseridas no meio cristão. O que antes era sutil está exposto e já atingiu um ponto em que se tornou muito difícil fazer diferença entre crentes e descrentes. Na verdade, os costumes que antes caracterizavam o meio evangélico e o tornavam diferente, não só na aparência, mas também no comportamento, foram sendo engolidos pela “ditadura” deste século, enfraquecendo e destruindo a base da sociedade: a família.

O que enfrentamos hoje é uma verdadeira guerra onde, ironicamente, o inimigo é convidado para entrar em nossa casa. A televisão e a internet tornaram-se armas mortíferas à disposição de todos. Desde o mais infante até o mais ancião têm sido contaminados com a “magia” que bloqueia a mente para as coisas santas e que realmente edificam. Quando o assim diz o SENHOR é trocado pelo assim diz a mídia que eu devo ser, criancinhas tornam-se a autoridade da casa, adolescentes desafiam seus pais, pais negligenciam seu dever como sacerdotes do lar, mães trocam sua sagrada obra de educar por trabalho e aparência, fazendo de cada família um verdadeiro campo de batalha.

Logo, “toda esta terra será devorada pelo fogo” do zelo do Senhor (v.8) e Deus suscitará “lábios puros” (v.9), reunirá os Seus “adoradores, que constituem” os filhos de Sua dispersão, que Lhe oferecerão sacrifícios agradáveis (v.10). Ou seja, de cada canto deste planeta Deus reunirá “um povo modesto e humilde, que confia em o nome do SENHOR” (v.12). Estes, “os restantes de Israel, não cometerão iniquidade, nem proferirão mentira, e na sua boca não se achará língua enganosa, porque serão apascentados, deitar-se-ão, e não haverá quem os espante” (v.13).

Jesus disse que Ele é o bom Pastor e que as Suas ovelhas são todos aqueles que Lhe reconhecem a voz. A que voz temos dado ouvidos? Não nos enganemos amados! Se preferimos gastar o nosso tempo na televisão, nas redes sociais e navegando na internet em detrimento de ganhar tempo estudando a Palavra de Deus, orando e cumprindo com fidelidade a parte que nos corresponde como membros de uma família, estamos seguindo ao estranho. E Jesus afirmou que as Suas ovelhas “de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele” (Jo 10:5).

Foge enquanto há tempo! Como fez José diante da tentação da mulher de Potifar (Gn 39:12), fuja para longe do que lhe afasta do bom Pastor. “O SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te” (v.17), a você e sua família (At 16:31). No dia em que o Juiz de toda a terra Se levantar será para dar a sentença final a todas as nações (v.8) e o Seu desejo é que invoquemos o Seu nome enquanto temos oportunidade, porque “todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo” (Jl 2:32). Como fez Elias (1Rs 18:30), restaure o altar do Senhor em sua casa. A mudança deve iniciar na sua e na minha vida e então contagiar, primeiramente, os de casa.

Jesus tem pressa de voltar e recolher para Si “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is 53:11). Que “naquele dia” (v.16), estejamos cantando, rejubilando, regozijando e exultando “de todo o coração” (v.14) e que possamos dizer: “Eis-me aqui, e os filhos que o SENHOR me deu” (Is 8:18).

Bom dia, “povo modesto e humilde” (v.12)!

Desafio do dia: Se o culto familiar ainda não é uma realidade em sua casa, decida, hoje, em nome de Jesus, restaurar o altar do Senhor. Prepare um lindo culto de pôr do sol junto com sua família.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus
#Sofonias3
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SOFONIAS 2, Comentado por Rosana Barros
4 de janeiro de 2018, 0:30
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“Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra, que cumpris o Seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura, lograreis esconder-vos no dia da ira do SENHOR” (v.3).


Iniciando com mais uma advertência para Judá, o profeta dá sequência a uma série de ameaças contra os inimigos do povo de Deus. Como parte do fruto do Espírito Santo (Gl 5:23), a mansidão é uma virtude essencial na vida do cristão e ganhou destaque neste capítulo. Apesar da corrupção generalizada de Judá, o profeta apela aos seus patrícios que ainda eram obedientes a Deus, de que em um tempo onde a voz de ordem era de guerra, o Senhor os chamava a buscar a mansidão.

Considerado o homem mais manso de sua época (Nm 12:3), Moisés logrou o privilégio de falar “boca a boca” (Nm 12:8) com o Senhor. A mansidão não é sinônimo de falta de dinamismo, mas de espírito pacificador, que promove o bem-estar e os bons relacionamentos. O líder de Israel precisava exercer autoridade perante o povo, mas precisava fazê-lo com mansidão. Só que Moisés cometeu um deslize que lhe custou ficar de fora da terra prometida. Cansado das murmurações do povo, ao invés de falar à rocha como Deus lhe ordenara, ele feriu a rocha duas vezes (Nm 20:11).

Jesus disse: “aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11:29). Apesar de seu título de homem “mui manso” (Nm 12:3), não foi de Moisés que a Bíblia disse para seguirmos o exemplo, mas de Jesus. Aprender de Cristo deve ser a nossa prioridade; estudar a Sua Palavra e dela extrair o conhecimento de Deus e a santificação. O contato diário com as Escrituras, o exame das Sagradas Letras é o que nos capacita a dEle aprender e nEle buscar a justiça e a mansidão.

No sermão do monte, Jesus declarou: “Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra” (Mt 5:5). O salmista Davi declarou o mesmo: “Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Sl 37:11). O profeta Sofonias ao referir-se aos mansos, mais a frente declarou que os “restantes da casa de Judá” (v.7) também herdariam a terra. A mansidão, portanto, resulta em um Lugar de paz.

Os inimigos de Judá poderiam cometer as piores atrocidades, mas se o povo buscasse a mansidão e a justiça, certamente sairia vitorioso, “porque o SENHOR, seu Deus”, atentaria para ele e lhe mudaria “a sorte” (v.7). Todo aquele que escarnece e se gaba “contra o povo do SENHOR dos Exércitos” (v.10), “o SENHOR será terrível contra” ele (v.11).

“Concentra-te e examina-te” (v.1)! Você tem permitido que o Espírito Santo frutifique a mansidão em seu coração? Existe uma terra de paz à nossa espera. Não perca este incomparável privilégio por causa de um orgulho ferido. Espera no Senhor e Ele, no tempo certo, lhe fará justiça, porque, “os que esperam no SENHOR possuirão a terra” (Sl 37:9).

Bom dia, mansos da terra!

Rosana Garcia Barros

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