Reavivados por Sua Palavra


1SAMUEL 13 – Comentado por Rosana Barros
18 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocausto” (v.12).


Era o início do segundo ano do reinado de Saul, e, desesperado pela dispersão do povo e pela demora de Samuel, decidiu agir por conta própria. Mesmo sendo rei, não tinha autoridade sacerdotal para oferecer holocaustos. Saul agiu por impulso. E, ao invés de reconhecer a sua falta, culpou as circunstâncias. Assim como seu pequeno exército, sua compreensão acerca da vontade de Deus foi ficando cada vez menor. Ali, demonstrou que não se manteria fiel a Deus, mas agiria conforme a pressão do povo e segundo as motivações de seu enganoso coração. Ali, o profeta também proferiu a sentença divina: “Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para Si um homem que Lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o Seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (v.14).

Diante da ameaça dos filisteus, os filhos de Israel se viram como ratos perante serpentes. Esqueceram-se rapidamente de todos os livramentos que o Senhor lhes tinha dado. Iniciaram uma dispersão sem precedentes causada pelo medo. Contudo, havia um rei. Um rei que por sua beleza e estatura causava admiração e respeito. Onde estava esse belo libertador? Estava ao lado do povo, igualmente aterrorizado. Quem era aquele homem imponente agora? Um dos “ratos” de Israel. Estou sendo muito severa com Saul? Afinal, não faço ideia do que seja estar frente a frente com um exército irado e, tendo a meu favor apenas uns poucos que não fugiram. Na verdade, tanto a atitude do povo, quanto a de Saul, não estão longe de nossa realidade. Costumamos transformar problemas em monstros e agir movidos por nossos temores, do que entregar nossos problemas ao Deus que é infinitamente maior do que eles e confiar que Ele agirá em nosso favor. Parece que é mais cômodo nos esconder e disfarçar nossas desculpas com o peso das circunstâncias.

Foi exatamente isso que Saul fez. Não lhe cabia oferecer sacrifícios, e sim confiar de que o Senhor pelejaria por Israel não importasse a quantidade de guerreiros que o acompanhassem. Porque, quanto menos recursos humanos, maiores são os recursos divinos!

Precisamos, como Paulo, reconhecer as nossas limitações. “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co.12:10). Deus deixa que façamos o que está ao nosso alcance fazer, mas o que foge do nosso controle, só Ele pode realizar, pois “devíeis dizer: Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg.4:15). Viver de acordo com a vontade de Deus requer renúncia do “eu” e confiança em Seu poder para vencer, porque sem Ele nada podemos fazer (Jo.15:5). A desculpa de Saul, que se disse “forçado pelas circunstâncias” (v.12) tem sido frequente desde a criação do mundo. Adão culpou a Eva. Eva culpou a serpente. Moisés culpou a sua língua pesada. Arão culpou a impaciência do povo no Sinai. E nós? Sempre temos desculpas para a desobediência. Saul buscou o benefício de Deus da forma errada e sabia disso. “Aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (Tg.4:17). Seu coração o acusava, e a única saída era uma desculpa esfarrapada.

E o que dizer do povo, que se escondia como insetos na terra? “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto, e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). E somente os covardes entrarão nas rochas e se esconderão nas cavernas, “ante o terror do Senhor e a glória da Sua Majestade” (Is.2:10). “Meter-se-ão pelas fendas das rochas e pelas cavernas das penhas” (Is.2:21). Porém, “dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações” (Is.3:10). A única Rocha na qual importa que nos escondamos nos diz, hoje: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). Que nossa vida esteja sobre esta Rocha, que é Cristo, e jamais sucumbiremos. Não invente desculpas para errar, confie no Senhor que por você lutará. Vigiemos e oremos!

Bom dia, firmados sobre a Rocha!

Desafio da semana: No verso quatro do capítulo de hoje, vimos que Saul tomou para si os louros da vitória de seu filho Jônatas. Um exemplo digno de ser repudiado! Esta semana separe um dia para fazer uma surpresa a seu(s) filho(s), quem sabe um passeio diferente ou um jantar especial, demonstrando gratidão pelos momentos felizes que ele(s) têm lhe proporcionado.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel13 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 12 – Comentado por Rosana Barros
17 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Tão somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração; pois vede quão grandiosas coisas vos fez” (v.24).


Samuel serviu a Israel desde a tenra idade até envelhecer. Em sua velhice, declarou o fim de sua liderança sob o estandarte da fidelidade. O profeta iniciou como uma criança que “crescia diante do Senhor” (1Sm.2:21) e encerrou como um idoso que permanecia fiel diante de Deus: “o meu procedimento esteve diante de vós desde a minha mocidade até ao dia de hoje” (v.2). “Eis-me aqui” (v.3), foi a sua atitude diante de todos os filhos de Israel para que provassem se algum mal lhes tinha causado. E, como Deus por Testemunha, todo o povo confirmou o caráter íntegro do profeta.

Em suas palavras, Samuel fez um pequeno paradoxo entre a fidelidade de Deus e a infidelidade de Israel. Como um filho malcriado, Israel exigia ver cumpridos todos os seus caprichos. Até ao ponto de rejeitar a teocracia e, insolentemente, exigir a monarquia. Mas apesar de sua rejeição ao plano divino, se fossem obedientes ao conselho do profeta, seriam bem-sucedidos: “Se temerdes ao Senhor, e O servirdes, e Lhe atenderdes à voz, e não Lhe fordes rebeldes ao mandado, e seguirdes o Senhor, vosso Deus, tanto vós como o vosso rei que governa sobre vós, bem será” (v.14).

A exortação do profeta, porém, precisava ser acompanhada de algo visível que desse ao povo um vislumbre dos resultados de suas más escolhas. E “o Senhor deu trovões e chuva naquele dia; pelo que todo o povo temeu em grande maneira ao Senhor e a Samuel” (v.18). Os filhos de Israel haviam aprendido a temer a Deus da forma errada. Seus pecados os acusavam diante de Deus. E, mediante a manifestação do poder do Senhor, não O adoravam, mas dEle se escondiam. Rogaram, pois, que o profeta intercedesse por eles. E a resposta de Samuel foi: “Não temais”, mas não se desviem de seguir a Deus de todo o coração (v.20).

Samuel foi dedicado a Deus por sua mãe, mas também decidiu entregar-se a Ele voluntariamente. E sua vida foi uma demonstração de humildade, fidelidade e confiança. Não havia coisa alguma de que o povo pudesse acusá-lo. Todavia, não se tratava apenas de reputação, mas de comunhão. Antes de ser amigo do povo, Samuel era amigo de Deus. Como o Pai lhe orientava, também como um pai cuidava de Israel. Não que fosse perfeito em tudo, mas em tudo era perfeitamente habilitado pelo Senhor.

O quanto necessitamos reviver os princípios que outrora moveram os grandes homens e mulheres de Deus a avançarem na divina obra! Humildade, fidelidade, dependência e confiança que, somados ao poder de Deus, iluminaram o mundo. Se tivéssemos mais intercessores e menos críticos, certamente poderíamos proclamar com poder que abalaria a Terra: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). Samuel não deixou de advertir os filhos de Israel, mas também não ousou deixá-los à sua própria sorte, antes, lhes ensinou “o caminho bom e direito” (v.23), intercedendo ao Senhor por eles. Você deseja aprender o caminho bom e direito? Então persevere em examinar as Escrituras e não negligencie o privilégio da oração. “Tão-somente, pois, temei ao Senhor e servi-O fielmente de todo o vosso coração” (v.24). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel12 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 11 – Comentado por Rosana Barros
16 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Porém, Saul disse: Hoje, ninguém será morto, porque, no dia de hoje, o Senhor salvou a Israel” (v.13).


Uma das cidades de Israel, Jabes-Gileade, foi cercada pelos filhos de Amom. Com grande temor, o povo propôs fazer aliança com eles. Só que a aliança feita lhes custaria, como diz o ditado, “o olho da cara”. Então, sete dias foi o tempo que tiveram na esperança de que, ao enviar mensageiros a todo Israel, seus irmãos viessem socorrê-los. Ao tomar conhecimento do caso, “todo o povo chorou em voz alta” (v.4). Retornando Saul do campo, “perguntou: Que tem o povo que chora?” (v.5). Ao saber do ocorrido, “o Espírito de Deus se apossou de Saul” (v.6) e acendeu-se a sua ira. Cortou em pedaços uma junta de bois e as enviou por todos os territórios de Israel, ameaçando fazer o mesmo a todos os bois daqueles que não seguissem a ele e a Samuel. “Então, caiu o temor do Senhor sobre o povo, e saíram como um só homem” (v.7).

Formou-se um grande exército a favor de seus irmãos em Jabes-Gileade. Estes, ao saberem do socorro que lhes viria, muito se alegraram e enganaram os amonitas declarando que no dia seguinte se entregariam. Contudo, o exército de Israel, liderado por Saul, feriu os amonitas a ponto de não ficarem “dois deles juntos” (v.11). E diante de tamanha vitória, o povo reconheceu a liderança de Saul e quis matar todo aquele que o havia rejeitado como rei. Mas Saul interviu e não permitiu que tal coisa sucedesse diante de um dia glorioso como aquele, em que Deus os havia dado livramento. Samuel, então, conduziu o povo a Gilgal para que fosse renovado o reinado de Saul. Ali, de fato, Saul foi reconhecido por Israel como o rei ungido de Deus, e ele “muito se alegrou ali com todos os homens de Israel” (v.15).

O povo temeu perder um olho, quando na verdade já havia perdido os dois. Não enxergavam o agir de Deus, apenas a visão embaçada e enegrecida de ações humanas. Permaneciam a fazer ofertas e holocaustos, mas o coração estava bem longe de compreender o real sentido dos sacrifícios. Cristo, a respeito de tal atitude, proferiu o que está escrito no livro do profeta Isaías: “Este povo honra-Me com os lábios, mas o coração está longe de Mim” (Mt.15:8). Choravam, oravam, e aparentavam piedade. Mas a situação do povo era a descrita por Cristo: “são cegos, guias de cegos” (Mt.15:14). Não enxergavam um palmo à frente do que realmente deveriam enxergar. A disposição de Deus em salvá-los não tinha nada a ver com a disposição deles em serem salvos. Será que essa disposição inconsequente ficou no passado com Israel? Será que a nossa geração não sofre do mesmo mal?

A respeito disso Cristo deu um conselho um tanto assustador em Marcos 9:42-48. Resumindo, Ele diz que, se nossa mão nos faz tropeçar, que a arranquemos fora; se nosso pé nos faz tropeçar, que o arranquemos fora; e, se nosso olho nos faz tropeçar, que o arranquemos fora. Cristo não Se referiu a uma mutilação literal, e sim a abrir mão de fazer a nossa própria vontade, rejeitando tudo o que nos leva a pecar. A lançar fora o nosso eu para que Cristo viva em nós. É uma batalha individual! O apóstolo Paulo viveu esse dilema. Ele expôs sua luta interna como a pior que já enfrentou: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto… Desventurado homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?” (Rm.7:15 e 24). Mas no final, o apóstolo ergue um brado de vitória: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm.7:25).

Os combates de Israel eram derramamento de sangue e tristeza. No combate que Deus nos convida a enfrentar não custa o nosso sangue e nem o sangue daqueles que nos perseguem. Não custa o nosso olho direito, ou nossas mãos e pés. Na verdade, o sangue já foi derramado, o sangue valioso, precioso de Cristo! Se teus olhos te fazem pecar, Jesus tem poder para lhe restaurar a visão. Se teus pés estão paralisados onde não devem estar, Ele tem poder para lhe fazer andar pelo caminho eterno. Se tuas mãos estão ressequidas por pecados que te afligem, Ele tem poder de fazer delas mãos abençoadoras. Se sentes que teu coração está impuro, como uma lepra incurável, Cristo tem poder para torná-lo puro. Se sentes que estás neste mundo como corpo presente, mas que, por dentro, estás morto, Cristo tem poder para ressuscitá-lo. Que, hoje, o Senhor nos dê a vitória sobre as nossas próprias fraquezas e nos salve de nós mesmos. Eis o mais árduo combate, mas, com Cristo, receberemos a eterna vitória! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, salvos em Jesus Cristo, nosso Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel11 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 10 – Comentado por Rosana Barros
15 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“O Espírito do Senhor se apossará de ti, e profetizarás com eles e tu serás mudado em outro homem” (v.6).


Saul foi ungido por Samuel para ser o primeiro rei de Israel. O povo rejeitou o governo de Deus para dar início a uma monarquia que traria mais sofrimento do que vitórias. Samuel deu instruções a Saul acerca de seu retorno para casa. Seria uma viagem nada comum. Uma série de sinais provaram a Saul que Deus o estava guiando. E o Espírito Santo o mudou em outro homem, “e ele profetizou no meio [dos profetas]” (v.10).

Interrogado por seu tio, Saul omitiu a unção que havia recebido como príncipe de seu povo. E diante da expectativa de Israel em conhecer seu primeiro rei, escondeu-se entre as bagagens, até que o Senhor revelasse o seu esconderijo. Ao ser colocado no meio do povo, logo a sua imponente altura e beleza fez brilhar os olhos do povo que prontamente rompeu em gritos: “Viva o rei!” (v.24). Apenas uns filhos de Belial se insurgiram contra o reinado de Saul. “Porém Saul se fez de surdo” (v.27).

A decisão do povo em ter um rei que pudesse ver, o levou a rejeitar a Deus, o Rei Eterno. E essa necessidade de contemplação ia além de ter um rei terreno; Israel desejava um rei que estivesse acima dos padrões dos monarcas das demais nações. Após ser ungido por Samuel, Saul permitiu que o Espírito Santo tomasse conta de seu coração e lhe tornasse um novo homem. Essa mudança foi real porque ele permitiu. Saul entrou em novidade de vida. Foi contemplado com a Guia divina que seria com ele se ele continuasse a fazer tudo conforme o Senhor lhe orientasse.

Saul teve medo diante da tremenda responsabilidade de liderar Israel. Seu temor, na verdade, também o mantinha dependente de Deus, e mesmo diante do desprezo de alguns, com prudência ignorou-lhes os insultos. No decorrer da história, Deus tem manifestado sinais incontestáveis de Seu cuidado e amor pela raça caída. Foi-nos dado o Seu Unigênito, que por Sua vida, morte e ressurreição, assinou com Seu sangue a aliança eterna com os filhos da luz. Em Seu lugar, conosco está o Consolador, que “com gemidos inexprimíveis” intercede por nós (Rm.8:26). O Espírito Santo deseja nos transformar em novas criaturas segundo à imagem de Cristo.

Eis o chamado do Senhor para nós, hoje: “Agora, pois, ponde-vos perante o Senhor” (v.19). Se tão somente permitirmos que o Espírito Santo nos conduza, mesmo que por vezes como Saul tenhamos medo, o Senhor mesmo nos tirará de nosso esconderijo falível para nos colocar em pé diante do único refúgio seguro: “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, novas criaturas em Cristo Jesus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel10 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 9 – Comentado por Rosana Barros
14 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Tinha ele um filho cujo nome era Saul, moço e tão belo, que entre os filhos de Israel não havia outro mais belo do que ele; desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (v.2).


“Havia um homem de Benjamim, cujo nome era Quis… homem de bens” (v.1). Ele tinha um filho chamado Saul, que a Bíblia relata como sendo tanto o mais belo quanto o maior em estatura de todo o Israel. Recebendo ordens de seu pai para ir em busca de umas jumentas extraviadas, Saul percorreu um longo caminho com um dos servos da casa de seu pai. Frustradas as suas expectativas e preocupado com o tempo ausente de casa, decidiu voltar. Mas o moço que com ele estava o persuadiu a procurar ali “um homem de Deus… muito estimado” (v.6), a fim de saber o caminho que deveriam seguir. Este homem era Samuel.

Um dia antes, o Senhor já havia revelado a Samuel sobre a chegada de Saul e sobre o propósito de consagrá-lo príncipe sobre Israel. Samuel levou Saul e o moço para comerem com ele, e acalmou o coração de Saul a respeito das jumentas, garantindo que já as haviam encontrado. E, mais do que isso, lhe proferiu estas palavras: “E para quem está reservado tudo o que é precioso em Israel? Não é para ti e para toda a casa de teu pai?” (v.20). Certamente, estas palavras e o fato do profeta ter lhe dado “lugar de honra entre os convidados” (v.22), deixou Saul bem confuso. No dia seguinte, Samuel disse a Saul que despedisse o seu servo e que esperasse, porque ele lhe revelaria “a palavra de Deus” (v.27).

Israel pediu um rei e, apesar das consequências desastrosas que resultariam dessa decisão, não hesitaram em desafiar a autoridade do Senhor. E Deus daria ao povo exatamente o que pediu, à imagem e à semelhança dos reis das demais nações. Notem que Saul era filho de um homem rico, além de possuir uma beleza incomparável e um porte físico invejável. Percebem o quadro do governante perfeito? Se houvesse um concurso de beleza masculina em Israel, certamente Saul seria o “mister Israel”. Saul, portanto, era uma daquelas pessoas cuja presença intimidava. Onde chegava, se destacava. Eis o rei perfeito… aos olhos humanos!

Porém, quando Samuel proferiu a Saul aquelas palavras de ânimo e de bênção, no verso 20, eis a resposta de Saul no verso seguinte: “Porventura, não sou benjamita, da menor das tribos de Israel? E a minha família, a menor de todas as famílias da tribo de Benjamim? Por que, pois, me falas com tais palavras?” (v.21). Percebemos aqui o que estava além da aparência. Saul revelou humildade. As palavras de Samuel lhe foram estranhas, apesar de toda a atenção que provocava. Por onde passava, os olhares se voltavam para a sua beleza estonteante e altura imponente. Mas, dentro do coração, revelou virtude maior do que a exterior.

Como sua história teria sido diferente se não tivesse permitido que o orgulho o dominasse!

Todos sofremos nem que seja um pouco dessa síndrome de Israel. Temos prazer na contemplação do belo. Julgamos pela aparência. Olhamos, avaliamos e assinamos a sentença, tirando conclusões com base em nossa visão limitada. O Senhor nos convida a olhar para Ele e para a Sua Palavra. Quando olhamos para o Céu antes de olhar para as pessoas, conseguimos contemplar em nosso próximo a imagem do Criador, o alvo do amor de Cristo, que deve ser alvo do nosso amor também. E, com a visão do Céu, andaremos como Jesus andou, viveremos como Jesus viveu, amaremos como Ele amou!

Não se iluda pelo vislumbre das coisas deste mundo, mas permita que a terna mão de Cristo toque seus olhos e os mantenha a contemplar os Seus. Saul tinha beleza, altura e riqueza transitórios. Jesus tem uma eternidade de bênçãos a nos oferecer. Se abrires a porta do teu coração para Jesus, Ele abrirá os teus olhos e “a alegria do coração [será] banquete contínuo” (Pv.15:15). Vigiemos e oremos!

Bom dia, reflexos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel9 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 8 – Comentado por Rosana Barros
13 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Disse o Senhor a Samuel: Atende à voz do povo em tudo quanto te diz, pois não te rejeitou a ti, mas a Mim, para Eu não reinar sobre ele” (v.7).


Avançado em dias, Samuel tomou as devidas providências para que seus filhos julgassem Israel em seu lugar. Joel e Abias, contudo, não andaram nos caminhos de seu pai, “antes, se inclinaram à avareza, e aceitaram subornos, e perverteram o direito” (v.3). Sabendo disso, os anciãos de Israel foram ao encontro de Samuel para protestar contra tal liderança e exigir que ele constituísse um rei sobre o povo, segundo a tradição das demais nações.

Não deve ter sido fácil para Samuel ouvir aquelas palavras. Por vários anos, ele havia julgado o povo e os advertido de seus maus caminhos. Se tinha alguém que havia se tornado um modelo de homem consagrado a Deus, esse alguém era Samuel. Como agora lidar com a triste sorte de filhos que não lhe seguiram o exemplo? Isto deixou o coração do velho pai em pedaços. E, como sempre, o profeta depôs diante do Senhor a sua profunda tristeza: “Então, Samuel orou ao Senhor” (v.6).

O Senhor, nosso Deus, também é o nosso Pai amoroso, e jamais ignora um filho que dEle se aproxime com o coração quebrantado. Sentindo-se rejeitado pelo povo e envergonhado pelos filhos, Samuel foi consolado por Aquele que sabia o que ele estava sentindo: “pois a Mim Me deixou” (v.8). O fato dos filhos de Samuel não satisfazerem as expectativas do povo serviu apenas de impulso para um desejo que há muito crescia em seus corações. Eis o verdadeiro motivo de Israel pedir um rei: “Para que sejamos também como todas as nações” (v.20).

Desde a saída do Egito, Israel havia experimentado da grandeza de Deus, de Seu cuidado paterno em alimentá-los, protegê-los e instruí-los. A inclusão de um rei terreno lhes traria consequências que lhes foram expostas desde então. O Senhor não deixou o povo inadvertido. Por intermédio de Samuel, declarou todos os encargos e jugos que lhe sobreviriam. Ainda assim, assumiram as consequências, exigindo para si um líder semelhante as nações pagãs. Chegaria o dia em que clamariam novamente por auxílio, porém teriam de deparar-se com a assoladora realidade: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia” (v.18).

Perto como estamos do maior evento que este mundo já viu, eis diante de nós um prévio tempo de graça, mas também um tempo de angústia. Quando estudamos e paramos para meditar na vida de homens e mulheres de Deus, que, como Samuel, buscaram viver “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4), e olhamos para a condição atual da igreja de Deus, nos abate uma perplexidade e nos perguntamos: “Onde está aquela igreja?”. E a infelicidade de Samuel para com seus filhos tem sido a realidade de muitos lares, onde os filhos escolhem andar por caminhos diferentes.

Amados, como mãe cristã, posso lhes garantir com propriedade, que Deus sofre os nossos sofrimentos e sente as nossas dores. Ele compartilha da nossa angústia, mas não permite que sejamos por ela derrotados. O que Ele disse a Samuel, em outras palavras, foi que tanto o povo quanto seus filhos não estavam agindo por indisposição ao profeta e pai, mas a Deus. Se, pela graça de Deus, somos pais e mães que correspondem ao sagrado chamado do Senhor, precisamos segurar firme na esperança de que Ele irá completar a obra.

Que, como “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15), não desejemos imitar o mundo, a fim de que, no Dia de Deus, não nos aconteça o que aconteceu com Israel: “mas o Senhor não vos ouvirá naquele dia”. Mas que se cumpra em nossa família a bendita profecia: “Ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais” (Ml.4:6). Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel8 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100



1SAMUEL 7 – Comentado por Rosana Barros
12 de junho de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Tomou, então, Samuel uma pedra, e a pôs entre Mispa e Sem, e lhe chamou Ebenézer, e disse: Até aqui nos ajudou o Senhor” (v.12).


Há uma sequência a ser observada no relato de hoje. Notem que, primeiro, o povo dirigiu lamentações a Deus, orou, chorou, e, por se voltar a Ele de todo o coração, deu ouvidos a voz de Deus por meio do profeta, livrando-se de tudo o que lhe trazia maldição, arrependendo-se de seus maus caminhos e confessando os seus pecados. Essa, meus irmãos, é a fórmula para se obter o perdão e a salvação. A busca de Deus para salvar o pecador pode ser um processo lento, gradativo, rápido ou até instantâneo. Vamos analisar alguns exemplos bíblicos para entendermos cada situação:

  1. Processo lento: Manassés. Um dos piores reis de Judá, Manassés era tão sanguinário que não via problema algum em sacrificar seus filhos a deuses pagãos, e, segundo a tradição, mandou serrar o profeta Isaías ao meio. Era tão cruel, que as Escrituras dizem que ele fez o povo tornar-se pior do que as nações que Deus havia destruído (2Cr.33:9). Detalhe, ele começou a reinar aos 12 anos de idade e reinou 55 anos. Foi tempo o suficiente para inúmeros apelos divinos. Só quando foi afligido e preso como um animal, orou, se humilhou e se arrependeu diante de Deus. Uma oração e Deus o cobriu de perdão;
  2. Processo gradativo: Que melhor exemplo do que o do apóstolo Pedro? Pedro era impulsivo e autossuficiente. Queria estar sempre perto de Cristo, sempre se adiantava em falar, sempre se adiantava em agir. Era uma pedra bruta. Mas o Senhor o foi lapidando com paciência e amor. As suas epístolas provam a mudança ocorrida na vida daquele homem. E a sombra de Jesus projetada em sua vida fazia com que até a sua sombra manifestasse a glória de Deus (At.5:15);
  3. Processo rápido: Se teve um processo que foi rápido, foi o de Zaqueu. De cobrador de impostos fraudulento a cristão honesto. Bastou um olhar do Salvador, bastou o tempo de uma refeição, para que o homem corrupto fosse transformado em homem de bem (Lc.19:1-10);
  4. Processo instantâneo: Creio que não há na Bíblia um processo entre conversão, arrependimento e salvação mais rápido do que o foi com o ladrão na cruz. Aquele homem não teve tempo e nem oportunidade de descer da cruz, ser batizado e recomeçar a sua vida transformada. Ele só teve a chance de abrir o coração, se arrepender e clamar por ajuda. Só que ele estava diante do Senhor do Universo, da Água da vida e do Doador da vida aos que nEle crêem. Aquele homem clamou à Pessoa certa e morreu com a fiel promessa da ressurreição para a vida.

Que tipo de processo você viveu ou tem vivido? Meus amados, existem três fases na vida cristã. A primeira acontece como vimos nos exemplos anteriores. Deus tem maneiras diferentes de alcançar Seus filhos, porque Ele nos fez cada um com seu jeitinho especial. O que o Senhor realizou na vida daqueles personagens foi o processo de conversão. Após essa fase, inicia-se então a fase da santificação. E essa dura enquanto há vida. Deus não quer apenas uma entrega emocional e passageira. O encontro real com Cristo promove constante crescimento espiritual (2Co.3:18).

Não bastava os filhos de Israel pedirem a ajuda de Deus, eles precisavam fazer aquilo de todo o coração para que então pudessem iniciar a outra fase do processo: a santificação, o andar com Deus. Eles ainda se apoiavam na figura de Samuel, e não no Senhor. Seus pecados os haviam afastado tanto dEle, que não se sentiam seguros em buscar por si mesmos o socorro divino. Vendo em Samuel um homem de Deus, sabiam que o Senhor aceitaria a oração de Seu fiel servo. A resposta favorável do Senhor à oração de Seu profeta deveria ser para Israel uma prova inequívoca de que não os havia rejeitado. De que por mais longe que tivessem ido, Deus estava disposto a perdoá-los e transformá-los na poderosa e feliz nação cujo Deus é o Senhor (Sl.33:12).

Mas e quanto à terceira fase? Ah, esta é especial e definitiva: a glorificação. Porém, dependemos do êxito nas duas anteriores para podermos alcançá-la. Precisamos erguer em nosso coração, dia após dia, um monumento chamado Ebenézer. Reconhecer que dependemos totalmente de Deus em todas as circunstâncias, é o que nos coloca no centro de Sua vontade e o que nos guiará para Casa. Quando Jesus voltar, Ele não espera nos encontrar perfeitos, e sim perfeitamente dependentes do Espírito Santo. Se formos obedientes à Sua Palavra, não temos o que temer: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Samuel7 #RPSP

Comentário em áudio:
youtube.com/user/nanayuri100




%d blogueiros gostam disto: