Reavivados por Sua Palavra


2Reis 04 – Comentado por Rosana Barros
26 de novembro de 2022, 0:45
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“Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor” (v.44).

As duas primeiras histórias do capítulo de hoje retratam duas diferentes realidades: a primeira, de uma viúva pobre com dois filhos e a segunda, de uma mulher rica que não tinha filhos. Duas situações: pobreza e riqueza. Dois dilemas: o risco de perder dois filhos e o sonho da maternidade. A pergunta feita por Eliseu à viúva: “Que te hei de fazer?” (v.2), também foi usada por Jesus de forma repetida, mesmo que diante de necessidades óbvias. Por exemplo: Jesus perguntou a dois cegos o que eles queriam que lhes fizesse (Mt.20:32). Ora, mas não era óbvio que os homens desejavam enxergar novamente? Então, porque a pergunta? Porque ela requer de nós uma resposta, e a nossa resposta pode ser a afirmação da nossa fé, dependência total de Deus, ou de nossa incredulidade e rejeição à provisão divina.

O que a viúva chamou de “nada” (v.2), Deus transformou em tudo o que ela e a sua casa precisavam. A ordem era que ela pegasse emprestado com seus vizinhos o máximo de vasilhas que conseguisse. As bênçãos que Deus concede a um lar devem ser bênçãos compartilhadas. As vasilhas dos vizinhos podem representar todos aqueles que o Senhor coloca em nosso caminho para que sejamos seus abençoadores. Temos em nossas mãos o privilégio e a responsabilidade de enchermos outros lares com o “azeite” do amor de Deus. Mas antes, para que isto aconteça, precisamos “fechar a porta” sobre nós e nossos filhos e, juntos, enchermos os corações do amor do Pai até que transbordem, “porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Rm.5:5).

Não podemos encher a “vasilha” de ninguém se, antes, não estivermos com a nossa cheia. Não dá para apresentarmos Jesus a outras pessoas, se nem mesmo O conhecemos. Atrás da porta de nossa casa deve haver uma família unida em um só propósito: receber do Senhor o “azeite” do Espírito Santo para que sejamos Seus cooperadores na busca por outras famílias. Quando compreendermos que dar é melhor do que receber (At.20:35), nós e nossa família viveremos “do resto” (v.7), felizes e satisfeitos com a provisão do Senhor. Porque o resto de Deus não é do pior que sobra, mas do melhor da fartura.

A mulher rica entendeu isto, e decidiu compartilhar de seus bens materiais com o “santo homem de Deus” (v.9). E foi por dar sem esperar nada em troca, que o Senhor lhe concedeu tudo o que ela sempre sonhou: um filho. Só que o sonho durou pouco e o filhinho tão esperado e tão amado, morreu. O que mostra que os nossos sonhos neste mundo podem ser frustrados, mas com Deus, ainda que estejamos sofrendo “em amargura” (v.27), podemos responder como aquela mulher enlutada: “Tudo bem” (v.26).

O homem de Deus entrou naquele quarto e “fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor” (v.33). O quarto que a mulher havia preparado para o profeta tornou-se em palco de um grande milagre. “Que te hei de fazer?” (v.2), é a pergunta que Jesus nos faz hoje. É a respeito de um filho? Quando você pensar que a porta se fechou, Deus, “no tempo determinado” (v.17) lhe dirá: “Toma o teu filho” (v.36). É a dificuldade financeira? Confia no Deus Provedor, “porque assim diz o Senhor: Comerão, e sobejará” (v.43). É algo que você julga não ter solução, uma verdadeira “morte na panela” (v.40)? Ele transforma o luto em júbilo e onde havia morte, em banquete e alegria.

Como a mulher rica apegou-se a Eliseu, diga hoje ao Senhor: – “Não Te deixarei” (v.30), Senhor! Ainda que debaixo de ameaças (v.1-7); ainda que não tenha o que sempre sonhei (v.14); ainda que em luto (v.26); ainda que não veja saída para o meu problema (v.40); ainda que pareça que tenho pouco (v.43), ou mesmo nada (v.2); NÃO TE DEIXAREI, MEU DEUS! Porque só o Senhor toma do pouco ou do nada, e transforma em um tudo abundante! Portanto, em Ti confiarei! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, filhos do Deus da perfeita provisão!

Rosana Garcia Barros

#2Reis04 #RPSP

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2Reis 03 – Comentado por Rosana Barros
25 de novembro de 2022, 0:45
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“Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria” (v.14).

Com a morte de Acazias não havia herdeiro para sucedê-lo, e seu irmão Jorão reinou em seu lugar. Fez este “o que era mau perante o Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe” (v.2). Adoradores convictos de Baal, Acabe e Jezabel construíram uma reputação muito difícil de ser comparada ou superada. Porém, nos pecados que caiu Jeroboão, Jorão também consentiu. E diante da ameaça do rei de Moabe, logo procurou a ajuda de Josafá. O rei de Judá já havia saído à guerra em favor de Acabe, e quase perdeu a vida pela desonestidade daquele rei. Novamente ele se mostrou prestativo para com outro rei de Israel e saiu em seu favor.

Como na situação anterior, Josafá sugeriu que fosse consultado um profeta de Deus. Eliseu foi indicado e os reis “desceram a ter com ele” (v.12). Jorão foi desmascarado por aquele que de Deus havia recebido discernimento para perceber-lhe a maldade: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe” (v.13). Como homem de Deus, Eliseu recebeu o dom de discernir espíritos (1Co.12:10), e não fosse “a presença de Josafá” (v.14), o profeta não teria atendido o ímpio rei de Israel. Parece uma atitude dura da parte de Eliseu, mas era apenas o efeito da ausência de união entre a luz com as trevas.

A presença do rei de Israel era tão inconveniente, que Eliseu usou o louvor, à semelhança de Davi quando tocava a sua harpa e afastava de Saul o espírito maligno (1Sm.16:23), para que o mal fosse dissipado e pudesse receber de Deus o poder para transmitir a Sua palavra. É certo que muitas vezes precisamos conviver com pessoas difíceis, mas isso não deve impedir-nos de lhe sermos úteis, conforme a vontade de Deus. Eliseu, por vontade própria não queria estar ali; entretanto, ele tinha uma obra maior a realizar, uma obra que não era sua, mas do Senhor. E por respeito a Josafá conteve a sua indignação. Pois muitas vezes Deus age em favor dos maus por causa dos bons que os cercam. Os ímpios são abençoados por amor dos justos e, com isso, recebem também a oportunidade de saírem das trevas para luz, e da sequidão para terra de abundantes águas (v.20).

Precisamos entender que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. E da mesma forma devemos ter repulsa aos atos de maldade, mas misericórdia de quem age assim. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). Notem que existe no texto duas condições: “Se possível” e “quanto depender de vós”. Isto é, nem sempre é possível manter uma relação pacífica com todos, mas que esta impossibilidade não surja de nossa parte. Certamente, Eliseu sabia que se Jorão pudesse, lhe tiraria a vida, assim como Jezabel havia feito com os demais profetas do Senhor. Contudo, não cabia a Eliseu a vingança e nem deixar de comunicar a palavra de Deus. Porém, no que dependesse dele, tudo o que dissesse ou fizesse deveria ser um amontoado de brasas vivas sobre a cabeça de Jorão (Rm.12:20).

Que pela graça de Deus possamos escolher, como Eliseu, andar na presença do Senhor para que não tornemos “a ninguém mal por mal”, porém nos esforcemos “por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17). Porque em breve há de ser revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18). Até lá, amados, não é nossa a obra de fazer este julgamento, mas do Justo Juiz. Eis o que Deus espera de nós: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, discípulos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#2Reis03 #RPSP

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2Reis 02 – Comentado por Rosana Barros
24 de novembro de 2022, 0:45
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“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (v.11).

Para mim, esta é uma das histórias mais lindas da Bíblia, em termos de fé, amizade, compromisso, lealdade e recompensa. Podemos identificar tudo isso e muito mais no capítulo de hoje. Pela primeira vez, a Bíblia destaca a sucessão de um profeta de Deus. Até aqui temos visto apenas a linha de sucessão dos reis de Israel e de Judá. Elias, porém, foi o profeta que ganhou evidência não só nos livros das histórias dos reis de Israel, mas também foi citado por profetas menores, no Novo Testamento e seu nome recebeu destaque para o cumprimento até mesmo de profecias escatológicas.

No livro de Malaquias está escrito: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Esta profecia não se trata do retorno da pessoa de Elias, mas de sua missão. A obra dada a Elias de restaurar a verdadeira adoração é o que vai dar cumprimento ao último sinal antes do fim (Mt.24:14). Semelhante a João Batista, que veio “adiante do Senhor no espírito e poder de Elias” (Lc.1:17), Deus chamou a Sua igreja nos últimos dias, como afirmou Jesus: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Assim como a ressurreição de Moisés representa os que serão ressuscitados no Dia do Senhor (Jd.9), a trasladação de Elias ao Céu simboliza os que serão arrebatados naquele Dia: “A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Isto explica o fato destes dois personagens terem aparecido na transfiguração de Cristo (Mt.17:3), como uma confirmação dos frutos do “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Eliseu foi o único a acompanhar tudo de perto. Não se apartou de Elias um único instante, e de seu mestre recebeu preciosas orientações. A companhia de Elias era-lhe agradável e lhe fazia sentir-se mais próximo de Deus. Não há bênção maior nesta terra do que pessoas que nos edifiquem espiritualmente. Elias nos deixou uma grande e importante lição que Jesus transformou em uma comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos” (Mt.28:19). A amizade entre Elias e Eliseu fez de Eliseu um fiel discípulo e a responsabilidade que sobre ele cairia o levou a fazer um ousado pedido: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” (v.9).

Eliseu não estava pedindo para ser melhor do que o seu mestre, e sim reconhecendo a sua total dependência do poder divino. A postura que teve diante dos discípulos insensatos revelou a sua prudência diante dos assuntos do alto. A atitude daqueles homens representam pessoas que não sabem guardar discrição, e, em tom de “inocentes comentários” saem divulgando o que não lhes convém. Mesmo que eles tenham expressado uma verdade, a repetida resposta de Eliseu “Também eu o sei; calai-vos” (v.3 e 5), nos deixa um legado de que aqueles que mantém o foco na missão não perdem tempo com o que não os edifica.

A lealdade de Eliseu para com Elias foi a chave que lhe abriu as portas da sucessão profética e o fez contemplar um vislumbre da glória divina. Nenhum daqueles discípulos estavam prontos para receber tal incumbência e viver tamanha experiência. Eliseu teve a honra de contemplar os seres celestiais, e, muito em breve, os filhos do reino também terão. O privilégio de Elias de subir aos Céus sem passar pela morte, os justos vivos hão de ter, como está escrito: “nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados […] entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Mas para todos os zombadores, que insistem em escarnecer e maldizer os filhos do reino, lhes sobrevirá repentina destruição, assim como foi com os quarenta e dois rapazinhos que zombaram do profeta de Deus. Amados, não fiquemos insistindo em falar e em fazer o que não nos é conveniente. Sempre que vier à nossa língua a vontade de comentar acerca do que não nos diz respeito, lembremos do conselho de Eliseu: “Calai-vos”! E quando quisermos insistir em ir aonde Deus não nos mandou, lembremos da admoestação de Eliseu: “Não vos disse que não fôsseis?” (v.18).

O Senhor tem planos surpreendentes na vida de todo aquele que, como Elias e como Eliseu, se entrega a Seu serviço. Que nossa vida seja usada por Deus como guia para o nosso próximo e que estabeleçamos laços de amizade íntima com pessoas que nos edificam para o reino dos céus. Lembremos que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17), mas que através de sua comunhão com Deus teve uma vida extraordinária. Hoje, precisamos clamar pela “porção dobrada” (v.9) do Espírito Santo, a fim de que estejamos prontos e preparando outros para a volta de Jesus. E ainda que diante de nós se levantem muitas águas, Deus nos fará passar “em seco” (v.8) ou as tornará saúde para nossa alma (v.21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#2Reis02 #RPSP

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2Reis 01 – Comentado por Rosana Barros
23 de novembro de 2022, 0:45
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“Mas o Anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (v.3).

O segundo livro dos Reis começa com a sucessão do trono de Israel após o reinado de Acabe. Seu filho Acazias era um retrato exato da educação idólatra de sua mãe e corrupta de seu pai. Após um acidente, tendo a saúde gravemente comprometida, Acazias mandou mensageiros a consultar o deus de Ecrom acerca de sua doença. Baal-Zebube, que significa “senhor das moscas”, era uma das muitas divindades dos pagãos. “Mas o Anjo do Senhor” (v.3) Se interpôs nesse caso a fim de mais uma vez declarar que havia Deus em Israel. O profeta do Senhor foi enviado com uma mensagem de juízo e sua aparência peculiar logo lhe revelou a identidade: “É Elias, o tesbita” (v.8).

Estando “assentado no cimo do monte” (v.9), Elias observava enquanto o primeiro batalhão de cinquenta e seu capitão subiam ao seu encontro. O que eles não esperavam era que não seria Elias a descer, mas fogo do céu desceria e os consumiria. O mesmo sucedeu ao segundo grupo enviado por Acazias. Na terceira vez, porém, houve um capitão que, diferente dos demais, verdadeiramente soube reconhecer que estava diante de um homem de Deus. Clamando por sua vida e pela vida de seus subordinados, aquele homem teve sua prece atendida pelo próprio Anjo do Senhor, que “disse a Elias: Desce com este, não temas” (v.15). Então, Elias “desceu com ele ao rei” (v.15) e declarou de viva-voz a Acazias as mesmas palavras que havia dito aos seus mensageiros.

A justiça de Deus não deve nos causar medo, mas ela é salvação, como está escrito: “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). Muitas vezes Deus nos reprova aqui para que não sejamos reprovados para a eternidade. Acazias não se deu por satisfeito até ouvir da boca do próprio Elias as mesmas palavras condenatórias ditas antes, mas em nenhum momento manifestou arrepender-se de seus pecados. Nós fomos criados, meus irmãos, para a felicidade eterna e não para a condenação. Pois o castigo final não foi preparado para nós, mas “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41). O arrependimento faz parte do processo de justificação. Se você não aceita este ato da bondade divina, não há perdão; e se não há perdão, você permanece em seus pecados e, como Acazias, “sem falta, morrerás” (v.16).

A missão do profeta era transmitir a Palavra do Senhor e conduzir o povo ao arrependimento. Foi o que Elias fez em todo o seu ministério, sendo zeloso em cumprir a vontade de Deus e indo exatamente para onde Ele o mandava. Aquela chuva de fogo atingiu apenas alguns, porém chegará o tempo em que será uma execução em massa do juízo de Deus sobre os ímpios, quando estes cercarem a cidade santa após o milênio (Ap.20:9). Se assumirmos, contudo, a atitude do terceiro capitão de Israel, em atitude de humildade diante do Senhor, não teremos o que temer naquele grande Dia. Hoje, “agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e Se arrepende do mal” (Jl.2:12-13).

O título de homem de Deus havia sido desqualificado pelos falsos profetas do reino, mas Elias deixou bem claro que ele era, de fato, um homem de Deus. Títulos não dizem nada quando quem os representa não vive conforme o seu chamado. Somos portadores de uma mensagem solene e urgente, amados, que, se vivida, o mundo reconhecerá em nossas palavras e ações: “É Elias!”. Será que o nosso nome, aparência e atitudes têm sido uma inconfundível declaração de que somos homens e mulheres de Deus? Como Elias, precisamos subir ao mais alto lugar do monte da comunhão a fim de descermos de lá com o poder e a autoridade dadas pelo Céu para realizarmos as obras de Deus e apressarmos o retorno do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.

Muitos podem até ignorar a palavra profética, mas não podem evitar que ela se cumpra: “Assim, pois, morreu [Acazias], segundo a palavra do Senhor” (v.17). Chegará o tempo em que descer fogo do céu também não será mais um sinal evidente do poder do Senhor, mas astúcia de Satanás para enganar a humanidade, “de maneira que até fogo do céu faz descer à Terra, diante dos homens” (Ap.13:13). E o que nos ajudará a discernir o fogo do Senhor do fogo do maligno? A nossa caminhada com Deus. Temos andado em conformidade com a vocação que recebemos do Alto? O Senhor dizia a Elias: Suba. E ele subia. Dizia: Desça. E ele descia. Vai. E ele ia. Que o Espírito Santo faça de nossa vida uma inconfundível revelação de que somos, por preceito e por exemplo, homens e mulheres de Deus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres do Senhor!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#2Reis01 #RPSP

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1Reis 22 – Comentado por Rosana Barros
22 de novembro de 2022, 0:45
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“Respondeu Micaías: Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei” (v.14).

Todos nós gostamos de ouvir o que nos agrada. A natureza humana não tem prazer na repreensão e, muitas vezes, perdemos de vista a chance de acertar. Acabe e Josafá resolveram unir forças para pelejar contra o rei da Síria a fim de reconquistar para Israel a terra de Ramote-Gileade. E como um só povo, Israel e Judá lutariam juntos. Mas, assim como foi com Elias, hoje vemos uma outra disputa entre profetas. Aqueles 400 homens faziam diante de Acabe e de Josafá uma verdadeira apresentação teatral. Contudo, todo aquele que conhece bem o que é verdadeiro, logo sabe identificar o que é falso.

Ainda havia restado em Israel um profeta do Senhor, chamado Micaías. Até então, Acabe não tinha cogitado a possibilidade de chamá-lo, ocorre que, Josafá sabia reconhecer um profeta verdadeiro, pois era temente a Deus e “fez o que era reto perante o Senhor” (v.43). E aqueles homens patéticos, liderados por Zedequias “chifres de ferro” (v.11), definitivamente, não eram profetas de Deus. Micaías foi chamado a contra gosto de Acabe, pois dizia: “[…] eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau” (v.8).

Já na presença dos reis de Judá e de Israel, Micaías confirmou as palavras dos falsos profetas, Acabe, porém, reconheceu que ele estava omitindo a verdade. Só então, o homem de Deus manifestou as palavras do Senhor de uma forma grandiosa. Sua fala inclui uma visão do trono de Deus e uma espécie de parábola acerca de um “espírito mentiroso” enviado por Deus para falar através dos 400 profetas. Uma ilustração de que o Senhor permite que a mentira siga o seu curso e produza os seus resultados, pois assim a verdade pode brilhar. Micaías foi usado por Deus para dar uma última oportunidade a Acabe, no entanto, o rei não deu o braço a torcer. Agarrou-se com a falsa paz profetizada por seus profetas fajutos, e morreu debaixo de seu inútil disfarce.

Meus amados, hoje existem mais de quarenta mil denominações cristãs, todas afirmando que seguem a Jesus. Com todo o respeito, será que todas elas pregam de fato a verdade? Mas o que é a verdade, tão temida por Acabe? Ela realmente é para ser temida? Vejamos o que o próprio Jesus afirmou: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Ora, se a verdade liberta, porque então tem sido tão negligenciada e, muitas vezes, até evitada e odiada? Porque a verdade confronta os nossos desejos carnais. Porque a verdade diz que eu não posso odiar meu irmão, nem desejar alguém que não seja o meu cônjuge, nem fazer o que eu bem quiser. Compreendem? A verdade revela o nosso caráter pecaminoso e exige de nós uma firme decisão.

A Bíblia diz que a verdade possui cinco colunas:

Deus é a verdade (Jr.10:10);

Jesus é a verdade (Jo.14:6);

O Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6);

A Bíblia é a verdade (Jo.17:17);

Os mandamentos de Deus são a verdade (Sl.119:151).

Estas são as colunas da liberdade! Muitos podem até afirmar que seguem a Deus à sua própria maneira, entretanto, como Acabe, lá no fundo, sabem que estão errados e que estão longe da verdade. A conclusão da fala de Micaías a Acabe me fez estremecer. Não lhes causou impacto também, amados? Ele encerrou suas palavras, dizendo: “Se voltares em paz, não falou o Senhor, na verdade, por mim”. Agora prestem bastante atenção nesta última frase dita por ele: “Disse mais: Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28). Ou seja, não era uma mensagem apenas para Acabe, ou para Israel, mas é uma mensagem para todos nós!

O fim da vida de Acabe revela o resultado da desobediência e da teimosia. Eis o apelo que o Senhor nos faz hoje: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). Aceite agora o convite de Deus e continue buscando na Bíblia as verdadeiras respostas, porque chegará o tempo, e não está longe, em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12); “quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo.16:13). “Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28). Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos pela verdade!

Rosana Garcia Barros

#1Reis22 #RPSP

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1Reis 21 – Comentado por Rosana Barros
21 de novembro de 2022, 0:45
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“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (v.25).

A manifestação divina no Carmelo, o fim da seca como predito pelo profeta e o poder de Deus na batalha contra a Síria parece que não foram suficientemente convincentes para que Acabe percebesse a misericórdia e a bondade de Deus. Novamente “desgostoso e indignado” (v.4), Acabe revelou-se um rei fraco e mimado. Uma vinha ao lado de seu palácio em Jezreel tornou-se objeto de sua cobiça. E indo em busca do que pensava que conseguiria facilmente, deparou-se com a frustração, pois o dono da vinha não estava disposto a se desfazer da herança de seus pais. É muito provável que aquela terra pertencesse à sua família desde que Canaã foi dividida entre as tribos de Israel. Não se tratava, portanto, apenas de uma vinha, mas de um legado de fé e de um bem sagrado que deveria ser transmitido de geração em geração.

Vendo, porém, o estado emocional de seu marido, procurando saber o que havia acontecido, Jezabel logo tomou as rédeas da situação e prometeu agir como ela esperava que o rei de Israel agisse: “Governas tu, com efeito, sobre Israel? Levanta-te, come, e alegre-se o teu coração; eu te darei a vinha de Nabote, o jezreelita” (v.7). Tendo os anciãos e os nobres da cidade como seus aliados, a rainha perversa teve seu plano maligno executado dando a vinha a Acabe, “para tomar posse dela” (v.16). Mas nada escapa aos olhos do Guarda de Israel. Aquela atrocidade não ficaria impune. Deus mesmo tomaria o caso em Suas mãos e vingaria a morte injusta de Nabote.

Mais uma vez, Deus enviou Seu servo Elias a fim de proclamar o Seu juízo. O mensageiro do Senhor se dispôs a ir até Acabe e pronunciar a sentença contra ele e contra sua mulher. Suas muitas abominações haviam enchido o cálice da ira de Deus. Vendido “para fazer o que era mau perante o Senhor” (v.25) e manipulado por Jezabel, Acabe havia se tornado um verdadeiro fantoche nas mãos de Satanás para degradar e destruir o povo de Israel. Sua fraqueza moral e espírito instável eram grandemente abalados na presença de Elias. “Perturbador de Israel” (1Rs.18:17) e “inimigo meu” (v.20), foram os títulos dados por ele àquele que tornava exposto o seu pecado. A fidelidade de Elias revelava a sua infidelidade. A coragem de Elias revelava a sua covardia. A pureza de Elias revelava a sua imundícia. Como que diante de um espelho, Acabe se deparava com sua própria e indiscutível sentença: CULPADO!

Pela primeira vez, porém, Acabe entendeu que o juízo do Senhor só dá a sua palavra final mediante a escolha do próprio homem. Como sua atitude de humilhação mudou a sentença divina, enquanto houver graça, Deus está sempre disposto a mudar a nossa sorte. Antes de ascender aos céus, Jesus nos deixou a bendita promessa: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco”, e continuou, dizendo: “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece; vós O conheceis, porque Ele habita convosco e estará em vós” (Jo.14:16-17). É o Espírito Santo que tem o poder de converter os corações. Nenhuma ação humana, por melhor que seja, é aceita diante de Deus se não for movida pelo Seu Espírito. Nenhuma palavra humana, por mais agradável e eloquente que seja, tem a aprovação divina se não for iluminada pelo Espírito de Deus.

Percebam que Jezabel e os principais da cidade estavam unidos pela maldade a fim de tomar posse de uma vinha alheia. Assim, Satanás e seus agentes têm trabalhado incansavelmente a fim de “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10) a vinha do Senhor. E somente os que tiverem o Espírito Santo reconhecerão o engano e buscarão refúgio em Deus. Incansavelmente, suas orações ascendem aos céus em busca de auxílio. Como Elias, são perseguidos pelos próprios irmãos e vistos como inimigos e perturbadores. Apesar disso, “a nossa luta”, amados (e isso precisa ficar bem claro), “não é contra o sangue e a carne”, isto é, não é contra pessoas, “e sim contra os principados e potestades […] contra as forças espirituais do mal”, ou seja, contra Satanás e seus anjos caídos (Ef.6:12). Trata-se, portanto, de uma batalha tão desleal quanto a do pequeno exército de Israel contra os milhares da Síria. Mas assim como o Senhor deu a vitória a Israel, mediante Cristo Jesus Ele também nos garantiu a vitória, e a recompensa de uma herança comprada a preço de sangue do Imaculado Cordeiro de Deus.

Como Acabe só enxergava em Elias um inimigo e perturbador, o homem natural não pode ver e nem conhecer a obra do Espírito Santo na vida das testemunhas de Jesus. A não ser que permitam ser convencidos por Ele “do pecado, da justiça e do juízo”, e sejam guiados “a toda a verdade” (Jo.16:8 e 13), “não herdarão o reino de Deus” (1Co.6:9). Como Elias, somos chamados a desenvolver a nossa “salvação com temor e tremor” (Fp.2:12). O Espírito Santo tem uma obra especial para realizar em nós de forma individual, a fim de que vivamos em unidade no coletivo. Foi assim com a igreja primitiva. Foi assim na reforma protestante. Foi assim na vida dos pioneiros adventistas. E será assim com o remanescente final. Cada grão importa para Deus em Sua seara e Ele não permitirá que “caia na terra um só grão” (Am.9:9). Como foi com Elias, temos uma obra difícil à nossa frente. Que possamos, como Ele, ser guiados pelo Espírito do Senhor, ainda que perseguidos e mal compreendidos. Vigiemos e oremos!

Bom dia, morada do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#1Reis21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Reis 20 – Comentado por Rosana Barros
20 de novembro de 2022, 0:45
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“Foi-se o rei de Israel para sua casa, desgostoso e indignado, e chegou a Samaria” (v.43).

O exército da Síria tornou-se um dos maiores e mais fortes daquela época. A Síria exerceu um importante papel na história do povo de Deus. Tanto que o Senhor mandou Elias ungir o Seu escolhido para governar aquele povo (1Rs.19:15). Algo inusitado, já que os profetas de Deus eram enviados por Ele para ungir os reis de Israel, e não das nações pagãs. Contudo, Ben-Hadade havia se tornado um rei obstinado e cruel, desafiando o “assim diz o Senhor”, com o “assim diz Ben-Hadade” (v.3 e 5). E a ameaça lançada pelo rei sírio tornou-se uma oportunidade para Acabe reconhecer que só o Senhor é Deus (v.13).

A vitória foi garantida pelo próprio Deus, mas Acabe perguntou acerca de qual seria a estratégia de guerra. Então, o Senhor disse que ele iria primeiro, e só depois seria seguido dos “moços dos chefes das províncias” (v.14). E o que fez Acabe? Mandou primeiro os moços e, quando estes tiveram êxito, só então, saiu para perseguir os que fugiam. Novamente, Deus enviou o profeta para falar a Acabe, dizendo: “Vai, sê forte, considera e vê o que hás de fazer” (v.22). Mas Acabe rejeitou a eterna aliança do Senhor em troca de uma aliança temporária e falível.

Por não ter obedecido à voz divina, um dos discípulos dos profetas foi morto por um leão, como aconteceu com aquele homem de Deus que estudamos no capítulo 13. A vida de Acabe também teria um trágico fim, pois havia desobedecido às ordens do Senhor. E a reação dele confirma a sua condenação: ficou desgostoso e indignado. Ou seja, não houve arrependimento algum. Pelo contrário, endureceu o coração e voltou para os braços de sua esposa idólatra.

Está escrito que Satanás “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Por vezes, ele disfarça seus agentes e seus meios, e as circunstâncias nos levam para caminhos tortuosos. Precisamos conhecer quais são os nossos deveres diante do Rei do Universo (Ec.12:13) e observá-los para a conservação de nossa própria vida. O que acontece com aquele que transgride uma lei de trânsito? Deve arcar com as penalidades. E com quem transgride a lei penal? Também deve responder por meio das sanções previstas. Porque, então, temos tanta dificuldade de entender que a transgressão da lei do Senhor também é passível de juízo?

A transgressão da lei de Deus é pecado (1Jo.3:4) e “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Amados, Deus não nos colocou neste mundo para sermos condenados a perecer. Mas Ele ofereceu o Seu Unigênito para que, pela Sua justiça perfeita, pudéssemos receber o perdão de nossos pecados. Sigamos, pois, o conselho que Acabe rejeitou. Que sejamos fortes no Senhor, e ponderemos acerca do que fazer. Porque as nossas escolhas definem se estamos marchando com os que seguem para o fim da vida, ou com os que marcham para a vida sem fim. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, fortes em Cristo!

Rosana Garcia Barros

#1Reis20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Reis 19 – Comentado por Rosana Barros
19 de novembro de 2022, 0:45
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“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (v.18).

A solidão é um dos piores males que existe. Promove medo, angústia e pode resultar em depressão ou em outras doenças emocionais. Foi o que aconteceu com Elias. Após o milagre no monte Carmelo, Jezabel ameaçou a sua vida. Talvez Elias quisesse apenas poder voltar para casa, para seu povo, e desfrutar de um pouco de sossego. Então, mais uma vez Elias se retirou para longe. Só que desta vez ele não se foi porque Deus ordenou, mas por conta própria, indo na direção que ele mesmo escolheu. E embaixo de uma árvore, entregou-se não somente ao sono, mas chegou a pedir para si a morte. Isso mesmo! O fiel servo de Deus pediu para morrer! O Senhor, porém, enviou o Seu anjo para reanimá-lo, pois “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Sl.34:7). Deus tinha um plano na vida de Elias que ele jamais imaginaria.

Por mais que um servo de Deus encontre dificuldades na jornada da vida, Deus jamais o desampara. Ele está sempre disposto a suprir as nossas necessidades de acordo com cada situação. Elias estava tão mal, que comeu o pão, bebeu a água e voltou a dormir. Pela segunda vez, “o anjo do Senhor tocou-o” (v.7). Então, novamente, ele foi alimentado, recobrando as forças a ponto de andar quarenta dias e quarenta noites até chegar a “Horebe, o monte de Deus” (v.8). Existe uma diferença entre ir ao deserto por conta própria e ser levado ao deserto pelo Espírito de Deus. O próprio Cristo precisou passar pelo deserto no mesmo intervalo de tempo em que Elias caminhou. Mas Ele o foi porque foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1).

Elias enfrentou esta jornada, e, no fim, encontrou o monte de Deus. Jesus venceu o deserto da tentação, e, no fim, participou de um banquete servido por anjos de Deus. Pode ser que você esteja passando pelo deserto, ou pode ser que o seu deserto tenha acabado e você nem tenha se dado conta disso, entrando na “caverna” do medo. Porque costumamos focar no problema, quando a solução está bem ao nosso lado nos dizendo: “Que fazes aqui?” Elias chegou ao monte de Deus, mas sentiu-se só. E, assim como entregou-se ao sono por duas vezes, por duas vezes externou a sua solidão e a sua queixa.

Sentimentos que nos fazem desmoronar, ventos de dúvida (ventania), temores que abalam (terremoto), o calor da emoção (fogo), nada disso nos ajuda a perceber o cuidado de Deus por nós. Mas num “cicio tranquilo e suave” (v.12), o Senhor Se manifesta a todo aquele que nEle crê. Ele não nos chamou para nos escondermos na caverna da solidão, do desânimo, do medo, da frustração. Por duas vezes Elias dormiu, então duas vezes o anjo o tocou e o alimentou. Por duas vezes Elias lamentou a sua solidão, e por duas vezes Deus lhe perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” Quantas vezes for necessário, Deus enviará o Seu anjo em nosso favor, nos consolará com o Seu toque e nos fortalecerá com Seu alimento. Quantas vezes for preciso, Deus nos convidará a sairmos da caverna para vivermos os Seus propósitos.

Elias já estava no monte santo de Deus e seus sentimentos negativos o fizeram desaperceber disso. Será que não estamos vivendo a mesma situação? Hoje, o Senhor nos diz: “Filhinho(a), saia da caverna! Tenho lindos propósitos em sua vida! Você só precisa confiar em Mim. Eu prometo cuidar de você”. Você está se sentindo sozinho e deprimido? Deus promete te dar o tratamento que deu a Elias: Ele deseja te tocar (v.5), te dar o alimento que vivifica (v.6), te indicar o caminho em que deves andar (v.8), falar com você (v.13), te ouvir (v.10, 14), te usar como Seu instrumento (v.15-17) e se ainda estiver achando pouco, Ele te apresenta pessoas que irão ajudá-lo a sentir-se melhor (v.18).

Onde estão vocês, joelhos que não se dobraram ao príncipe deste mundo? Sabem quem são aqueles que hoje representam os sete mil? São os fiéis da Terra, que não somente declaram que só o Senhor é Deus, mas que buscam viver essa verdade. Assim como Elias passou por momentos difíceis de fuga e de perseguição, “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Mas, semelhante ao que fez a Elias, Deus promete suprir cada uma de nossas necessidades e, em nossa fraqueza, nos tornar mais fortes.

Portanto, amados, não há o que temer, ainda que venham terremotos, ventanias e fogo. Pois, no final, o Senhor nos envolverá com a brisa suave de Sua paz e nos dará segurança eterna. Saia da caverna e venha para luz! “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28). Mas seguros na salvação que já nos foi garantida, façamos parte da geração, ungida pelo Espírito Santo, que abalará a Terra com a proclamação do evangelho eterno. “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Perseveremos, vigiemos e oremos!

Feliz sábado, fiéis da Terra!

Rosana Garcia Barros

#1Reis19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Reis 18 – Comentado por Rosana Barros
18 de novembro de 2022, 0:45
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“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (v.21).

Após três longos anos de seca, quando “a fome era extrema em Samaria” (v.2), “veio a palavra do Senhor a Elias” (v.1), ordenando ao profeta que retornasse a Israel. Dos homens que serviam a Acabe, havia um homem chamado Obadias, descrito como alguém que “temia muito ao Senhor” (v.3). Enquanto Jezabel perseguia os profetas de Deus para os matar, Obadias providenciou esconderijo para cem deles, “e os sustentou com pão e água” (v.4).

Enviado para terras distantes com a missão de encontrar alimento para os animais, Obadias teve um encontro inesperado. E diante daquele que imediatamente reconheceu ser Elias, “prostrou-se com o rosto em terra” (v.7) em sinal de profundo respeito, e certificou-se: “És tu, meu senhor Elias?” (v.7). Reação totalmente contrastante em comparação ao perverso rei Acabe, que movido de indignação, lançou sobre o profeta a acusação que logo recairia sobre ele mesmo: “És tu, ó perturbador de Israel?” (v.17).

Ao abandonar os mandamentos do Senhor e seguir após outros deuses, Acabe e sua casa fizeram de Israel uma nação tão ruim quanto as demais. Apesar disso, o povo ainda mantinha o status de nação eleita do Senhor, enquanto suas obras revelavam o quão longe estava dEle. Foi nesse contexto de incoerência e de falsa adoração, que Elias subiu ao monte Carmelo para provar de uma vez por todas o poder da norma elevada de Deus na vida do crente fiel.

À pergunta que exigia do povo uma posição inflexível e firme convicção, Elias só encontrou o silêncio daqueles cuja fé rasa precisava do sobrenatural para crer. Assim como o povo nada respondeu, também “não havia uma voz que respondesse” (v.26) aos rogos estridentes e derramamento de sangue dos profetas de Baal. Já sem forças e manquejando, tudo o que conseguiram ouvir foi a potente voz de Elias a zombar de sua inútil e ridícula apresentação.

“Chegai-vos a mim” (v.30), foi o chamado do homem de Deus ao tremente povo. Provado o teor imprestável de Baal, chegada era a hora de restaurar e reacender o altar do Senhor. Ali estava o altar da verdadeira adoração, constituído sobre o inabalável fundamento do “assim diz o Senhor”. “No devido tempo” (v.36), Elias orou e o fogo do Senhor consumiu todo o altar. E a voz do povo antes emudecida, já não pôde mais ser contida: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (v.39). Os falsos profetas receberam o devido juízo e em resposta à oração perseverante do profeta, “caiu grande chuva” (v.45).

A poderosa e singular experiência de Elias pode provocar duas reações: a de Obadias ou a de Acabe. A ordem divina: “Crede em [Meus] profetas” (2Cr.20:20) se encaixa perfeitamente na atitude de Obadias. A ironia e a ira de Acabe, por outro lado, representa com precisão a classe daqueles que se sentem prejudicados pela presença dos fiéis servos de Deus. Em sua fidelidade e peculiar temperança, Elias tornou-se uma inconfundível norma que revelava os pecados do rei perverso e da nação errante. Em outras palavras, a presença de Elias causava desconforto aos ímpios obstinados.

Amados, eis que a última sentença dada pelo Senhor ao profeta Malaquias está ganhando cumprimento e se apressa para o fim: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5-6). Em meio a um mundo corrompido pelo pecado e seduzido pelo engano, somos chamados a testemunhar de um Deus único e verdadeiro; a restaurar o altar do Senhor em nosso coração e em nossa casa. Que a nossa vida, encharcada da chuva serôdia, dê ao mundo um testemunho claro e inconfundível de que só o Senhor é Deus! Para tanto: Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#1Reis18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1Reis 17 – Comentado por Rosana Barros
17 de novembro de 2022, 0:45
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“Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por intermédio de Elias” (v.16).

Em tempos de uma grave crise espiritual, o Senhor suscitou um grande profeta. Com a autoridade dada pelo Céu, Elias proferiu ao rei Acabe o juízo que sobreviria à nação. E durante três anos e meio, Israel foi afligida por uma terrível seca. Contudo, Deus poupou Seu servo de sofrer os revezes de um reino idólatra. Foi no deserto que Elias provou da bondade e do cuidado de Deus de forma mais concreta, bebendo a água do ribeiro e comendo o alimento que os corvos lhe levavam.

Dia após dia aquele homem de Deus meditava no silêncio de seu refúgio e buscava aproximar-se cada vez mais do Senhor perante cuja face estava. Não sabemos quanto tempo ao certo durou aquele acampamento de um homem só. “Mas, passados dias, a torrente secou” (v.7). Não era, porém, o momento de voltar para casa, e sim de avançar para um novo destino, o que deixa claro que outras nações também sofreram com a seca. Sobre a viúva de Sarepta, Jesus declarou: “Na verdade vos digo que muitas viúvas havia em Israel no tempo de Elias […] e a nenhuma delas foi Elias enviado, senão a uma viúva de Sarepta de Sidom” (Lc.4:25-26).

Todos os dias aquela viúva estrangeira contemplava um milagre em sua cozinha. Sua confiança e submissão à vontade de Deus através da palavra profética, ilustram o que tem ocorrido no tempo do fim, quando o Senhor mesmo tem procurado as Suas ovelhas e as têm buscado (Ez.34:11). Mas uma coisa ainda lhe faltava e era preciso muito mais do que abundância de alimento para convencê-la disso. Foi diante da morte de seu filho que sua verdadeira necessidade foi exposta: “Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniquidade […] ?” (v.18).

Presa a um passado escuro, aquela viúva vivia atormentada pelo peso da culpa. Ela entendeu o infortúnio de seu filho como sendo o castigo pelos seus erros passados. Não havia farinha ou azeite que pudesse satisfazer a sua necessidade de sentir-se perdoada. Ao ver a rubra face do menino que outrora padecia gélido sobre o seu leito, seu coração foi preenchido com a paz que só o Senhor pode dar, reconhecendo ser Elias um homem de Deus e atalaia da verdade.

Jesus declarou: “De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas” (Mt.17:11). Como João Batista foi um tipo de Elias do Novo Testamento, Deus suscitou um povo no espírito e poder de Elias para esta última geração. Com fome e sede de ouvir as palavras da vida eterna, muitos têm aceitado o convite da graça, mas nem todos compreendem a sua dimensão, até que lhes seja de fato provada como algo pessoal e intransferível, como o foi com aquela viúva. Eis o maior milagre que pode nos acontecer, amados, o de ouvirmos a nosso respeito: “Nisto conheço agora que tu és homem de Deus [que tu és mulher de Deus] e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade” (v.24). Avante, Elias modernos! Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de Deus!

Rosana Garcia Barros

#1Reis17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100




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