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“Porque disse Davi: O Senhor, Deus de Israel, deu paz ao Seu povo e habitará em Jerusalém para sempre” (v.25).
Mesmo em sua velhice, Davi empregou os seus últimos anos de vida em trabalho útil, deixando para as futuras gerações um legado de fé, ordem, dedicação e força. Mantendo a mente ocupada em fazer a vontade de Deus, Davi depôs sobre a cabeça de Salomão não apenas uma coroa, mas uma responsabilidade grandiosa que este reconheceria já em seus primórdios como monarca de Israel.
Dentre as últimas obras de Davi, estava a organização dos levitas em seus turnos e funções. Como rei e líder de batalhas, reconhecia a importância da ordem em qualquer empreendimento. Sabia que muito mais deveria ser aplicado neste sentido na Casa de Deus; que o louvor, as cerimônias e qualquer serviço do templo deveria ser bem ordenado, resplandecendo a glória de Deus, que é “Santo, Santo, Santo” (Ap.4:8).
Desta forma, “foram contados nominalmente, um por um, encarregados do ministério da Casa do Senhor, de vinte anos para cima” (v.24). Não foi feita uma eleição aleatória ou humana, mas a confirmação de uma vocação divina. O Senhor havia escolhido a tribo de Levi para servi-Lo em Seu tabernáculo, e “Arão foi separado para servir no Santo dos Santos, ele e seus filhos” (v.12). Tanto o ministério levítico como o ministério sacerdotal foram escolhidos por Aquele que jamais falha.
Como líderes espirituais da nação, deveriam corresponder ao seu chamado com fidelidade e diligência. “Deviam estar presentes todas as manhãs para renderem graças ao Senhor e O louvarem; e da mesma sorte, à tarde” (v.30). Ao amanhecer e ao entardecer, cada casa de Israel deveria copiar tal modelo, tornando-se uma extensão do santuário quando os pais reuniam seus filhos em torno de si para o culto familiar. Era uma celebração diária que fortalecia a fé e confirmava uma próxima geração de homens e mulheres tementes a Deus.
Deveria nos soar como familiar os princípios aqui erigidos. A dedicação, a ordem e a obediência fazem parte da vida cristã assim como os elementos da natureza seguem o seu curso, “porque Deus não é de confusão, e sim de paz” (1Co.14:33). Por isso que, após concluir a organização dos levitas, Davi declarou: “O Senhor, Deus de Israel, deu paz ao Seu povo e habitará em Jerusalém para sempre” (v.25). Deus tem prazer na ordem e na paz e confirma a Sua presença no lugar assim dirigido.
Como mordomos de Cristo em Sua obra final, quanto necessitamos destes princípios bem estabelecidos e confirmados na vida e no lar! O Senhor nos escolheu, “nominalmente, um por um” (v.24) para ministérios diversos em torno de um mesmo objetivo: pregar o evangelho eterno “aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6). Mas esta obra sagrada deve ser regida pela ordem: em meu coração, em minha casa, e, então, aos meus semelhantes.
Que nossa vida seja um instrumento do Espírito Santo “para esse mister” (v.5), e, certamente, Deus estará conosco, e estaremos “diante do Senhor, para O servir e para dar a bênção em Seu nome, eternamente” (v.13).
Querido Pai Celestial, o Senhor nos chama a sermos Teus mordomos nesta Terra, servindo a Ti e aos nossos semelhantes conforme o Espírito Santo nos conduz. Que a nossa mente, bem firmada em Tua Palavra, esteja segura em Ti e na Tua verdade presente, para que a nossa vida e o nosso lar declarem ao mundo, por preceito e por exemplo, que somos discípulos de Cristo. Almejamos vê-Lo voltar em nossa geração! Conforme a Tua promessa, lança, Senhor, os nossos pecados nas profundezas do mar e enche-nos do Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, mordomos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS23 #RPSP
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“Que o Senhor te conceda prudência e entendimento, para que, quando regeres sobre Israel, guardes a lei do Senhor, teu Deus” (v.12).
Não seria Davi o edificador da Casa do Senhor, mas isso não o impediu de contribuir com o melhor que tinha para que seu filho a edificasse. Davi aplicou os últimos anos de sua vida neste sentido e, “com penoso trabalho” (v.14), preparou abundância de materiais para a construção do templo. Por ter derramado “sangue em abundância” e feito “grandes guerras” (v.8), Davi não pôde edificar uma casa ao Senhor. Mas isso não o aborreceu; pelo contrário, ele foi submisso à “palavra do Senhor” (v.8) e deu instruções e conselhos preciosos a seu filho Salomão.
Salomão, por sua vez, era “homem sereno” (v.9). A palavra sereno significa pacífico, “tranquilo, manso, calmo, que não se perturba, que não se atemoriza”. Eis como foi Salomão. Sobre ser sereno, o escritor James Allen pontuou: “O homem sereno descobre em si mesmo a fonte da felicidade e do conhecimento, fonte que nunca seca”. Concordo com o resultado que concluiu acerca da serenidade, só não concordo com a forma de encontrá-la. Não conseguimos nem podemos buscar a serenidade em nós mesmos, porque ela é um dom que procede de Deus. Salomão recebeu paz e tranquilidade porque o Senhor lhe concedeu (v.9), e porque buscou em Deus “prudência e entendimento” (v.12).
Salomão teve a oportunidade de pedir o que quisesse a Deus, e uma coisa ele pediu: “Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a Teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal” (1Rs.3:9). O pedido de Salomão agradou a Deus e explica o fato de o haver escolhido para a edificação de Sua Casa. Salomão não apenas seria o edificador do templo físico, mas o seu trono seria para sempre estabelecido, o que apontava para o reino de Cristo (v.10). Nunca mais haveria um reinado terreno tão próspero e tão memorável quanto o de Salomão.
O Senhor deseja derramar sobre cada um de Seus filhos abundância de serenidade e de entendimento. Assim como Salomão recebeu de Deus uma grande missão, Deus também nos chama para cumprirmos a Sua obra hoje: “Dispõe-te, pois, e faze a obra, e o Senhor seja contigo!” (v.16). Salomão teria consigo “trabalhadores em grande número” (v.15). Mas a realidade que Cristo nos apresentou, mostra um quadro bem diferente: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt.9:37-38). É por isso que a Bíblia chama o povo de Deus dos últimos dias de “restantes”, os poucos “que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17).
A prosperidade que o mundo tem supervalorizado é muito diferente da prosperidade como resultado da obediência. A maioria das pessoas se recusa a ouvir as instruções do Senhor, mas praticamente exige receber as Suas bênçãos. Dispor o coração e a alma para buscar ao Senhor não se trata de esperar algo em troca, e sim de dar o primeiro passo na direção do centro da vontade de Deus; “então, prosperarás” (v.13). Fato é que o mundo carece de pessoas serenas e prudentes que, não somente na teoria, mas principalmente na prática, revelem a glória de Deus. E a glória de Deus, amados, revelada no caráter de Jesus Cristo, está no serviço abnegado. Precisamos rogar a Deus que aumente o número de trabalhadores, mas também necessitamos vigiar e orar constantemente para que o Senhor nos confirme em Sua obra, como servos que se submetem a Ele por amor.
Meus amados, não é tempo de brincar de ser cristão; é tempo de uma entrega genuína, autêntica e completa. Jesus está às portas! É tempo de “penoso trabalho” (v.14) em favor dos que estão ao nosso redor perecendo. É tempo de ser “forte e corajoso” (v.13) e não ter medo diante das dificuldades. É tempo de buscar ao Senhor de todo o coração, e renunciar a tudo aquilo que tem nos afastado dEle. Então, Jesus nos acrescentará dia após dia os que serão salvos (At.2:47) e conservará o nosso galardão até que Ele volte (Ap.22:12).
“Disponde, pois, agora o coração e a alma para buscardes ao Senhor, vosso Deus; disponde-vos e edificai o santuário do Senhor Deus” (v.19). Que a nossa vida seja verdadeiramente “santuário de Deus […] porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:17).
Pai Celestial, como Davi, queremos nos submeter à Tua vontade e não agir segundo o nosso próprio entendimento. Ajuda-nos a colocar em ordem a nossa casa, para que nossos filhos terminem a obra e Jesus volte logo! Faz-nos homens e mulheres serenos e humildes, mas também fortes e corajosos. E concede-nos prudência e entendimento para andarmos Contigo todos os dias de nossa vida. Dá-nos Teu Espírito, Senhor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, serenos e prudentes do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS22 #RPSP
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“Então, Satanás se levantou contra Israel e incitou a Davi a levantar o censo de Israel” (v.1).
A sabedoria que Deus tem prazer em nos conceder (Tg.1:5) é dada na medida em que nos dispomos a recebê-la. Cada dia enfrentamos novos desafios, novas situações, e a partir daí nossas intenções são provadas. Pediremos a Deus para nos conduzir, ou faremos tudo conforme a nossa própria vontade? Mesmo um homem segundo o coração de Deus não escapou de ser incitado por Satanás. Davi resolveu levantar um censo impulsionado pelo orgulho. E, apesar de Joabe tê-lo advertido sobre o mal que atingiria todo o povo, Davi usou de seu título e posição a fim de que sua palavra prevalecesse.
A sua coroa não era para que recebesse privilégios, mas para que lhe fosse um privilégio servir a Deus e ao Seu povo. Suas palavras não poderiam invalidar o “assim diz o Senhor”, mas confirmá-lo. Ao perceber a sua iniquidade e que havia procedido “mui loucamente” (v.8), Davi resolveu fazer o que deveria ter feito antes: orar. A espada do Senhor, que veio logo depois, foi a prova inquestionável do quanto é perigoso e destrutivo não manter a vigilância no terreno do coração. Porque “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” (Jr.17:9).
Precisamos proteger as entradas da alma com as mesmas armas usadas por Cristo. Quando no deserto da tentação, Jesus venceu Satanás através da tríplice estratégia: jejum, oração e uso correto do “está escrito” (Mt.4:4). Se dizemos servir a Deus, mas não temos uma experiência relacional com Ele todos os dias, nos tornamos alvo fácil para o Maligno contra os nossos irmãos e contra a nossa própria salvação. A verdadeira sabedoria jamais é concedida para atender ao capricho humano, mas é liberalmente concedida àquele que teme ao Senhor. Pois “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Pv.9:10).
O Senhor repreendeu a Davi. E ele se revoltou? Não, amados! Deus repreendeu a Davi, e Davi O amou! Como está escrito: “Repreende o sábio, e ele te amará” (Pv.9:8). A oração intercessora de Davi pelo povo foi uma confirmação do grande amor que devotava a Deus e de como havia se arrependido de seu pecado. Seu coração ficou em pedaços ao ver os resultados de sua imprudência: “Eu é que pequei, eu é que fiz muito mal; porém estas ovelhas que fizeram?” (v.17). Na linguagem de um pastor, Davi suplicou misericórdia ao divino Pastor. Foi ao permitir que o orgulho o dominasse, e o número de seu exército fosse mais importante do que reconhecer que a mão do Senhor vencia as batalhas, que Davi entrou no perigoso terreno do seu próprio “eu”. Portanto, “não sejas sábio aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal” (Pv.3:7).
Deus não deseja enviar um “anjo destruidor” (v.15) em nossa vida. Ele deseja que vivamos a experiência de Ornã. Este personagem não estava fazendo nada de grandioso para receber o privilégio de ver o Anjo do Senhor; ele estava em sua lida diária. Quando Davi deixou de cumprir os seus deveres para viver suas vaidades, deu lugar à atuação de Satanás. Mas quando os filhos de Deus se ocupam em fazer aquilo que o Senhor os designou, por mais simples que seja o serviço, seus olhos são abertos para ver o sobrenatural, e sua resposta não pode ser diferente da resposta de Ornã: “dou tudo” (v.23)!
Assim como Davi se recusou a oferecer holocausto que não lhe custasse nada, que não poderia se beneficiar da entrega e devoção de Ornã, a nossa entrega e devoção a Deus deve ser pessoal e intransferível. Não podemos depender da espiritualidade de terceiros, mas buscar diariamente fortalecer o nosso próprio relacionamento com o Senhor. Que possamos oferecer a Deus o que Ele mesmo nos pede em Provérbios 23:26: “Dá-me, filho meu, o teu coração”, e edificar “ali um altar ao Senhor” (v.26) a cada dia, para que sejamos transformados pelo Espírito Santo e a nossa vida seja sempre uma oferta agradável ao Senhor, pronta para ser recolhida quando Jesus voltar.
Senhor, não temos o que temer quanto à Tua espada se andarmos Contigo em fidelidade. Satanás tem se levantado contra o Teu Israel, hoje, nos incitando ao orgulho de Laodiceia. Mas nós clamamos a Ti, que a Tua bondade nos conduza ao genuíno arrependimento e que, por Tua graça, nos conceda o ouro refinado no fogo, as vestes brancas e o colírio que tanto necessitamos! Entra em nossa casa e come conosco, Senhor! Seja a nossa vida, à cada dia, um sacrifício pacífico a Ti! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS21 #RPSP
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“Estes nasceram dos gigantes em Gate; e caíram pela mão de Davi e pela mão de seus homens” (v.8).
Alguns acreditam que os gigantes da Bíblia mediam aproximadamente incríveis quatro metros de altura. Outros, que chegavam a quase três metros. Uma coisa é certa: eram homens imponentes e extremamente fortes. Quando Moisés enviou os primeiros espias à terra prometida, o medo apoderou-se do povo ao saber que aquela era uma terra de gigantes (Nm.13:28). Esse medo provocou a incredulidade daquela geração, condenada por isso a peregrinar quarenta anos no deserto.
Golias não seria o único gigante na vida de Davi. No quesito dificuldades, Davi teve de enfrentar “gigantes” bem maiores, como a perseguição implacável de Saul. Mesmo Davi demonstrando o seu amor e dando provas incontestáveis de sua lealdade, Saul tornou-se “um homem de grande estatura” (v.6) na vida de Davi. O pastorzinho de Jessé não tinha ambição alguma de tomar a coroa de Saul, como fez com a do rei de Rabá (v.2); Saul é que escolheu perdê-la. Mas Davi confiou na justiça do Senhor, e o Senhor o livrou e lhe deu a coroa de Israel.
Meus irmãos, como o capítulo de hoje, serei rápida e objetiva. As dificuldades que aparecem na nossa vida podem ser instrumentos de derrota ou de vitória. Tudo vai depender de como as enfrentamos. Quantas vezes surgem problemas que poderiam ser facilmente solucionados, mas acabamos transformando-os em verdadeiros gigantes. E quantas vezes o Senhor nos convida a nEle descansar e trocamos a Sua graciosa oferta por angústia e frustração: “Em vos converterdes e sossegardes, está a vossa salvação; na tranquilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes” (Is.30:15).
Eu não sei quais são os gigantes que te desafiam. Mas o Senhor nos diz hoje: “Não temas diante deles, porque Eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor” (Jr.1:8). Não se desespere diante da tribulação. Confia no Senhor dos Exércitos, e Ele fará de você um gigante da fé e lhe recompensará com a coroa da salvação. Basta aceitar, confiar e permanecer sendo reavivado, até atingir “a medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4:13). Essa estatura, sim, é inabalável.
Querido Deus e Pai, ainda estamos tão aquém do que poderíamos ser se tão somente confiássemos mais no Senhor. Em nossa trajetória nesta Terra passamos por muitos momentos difíceis e desafiadores. Mas ajuda-nos a olhar para Ti e para as bênçãos que ainda temos aqui e sermos gratos ao Senhor por tudo! Que o fogo de cada provação nos prepare para sermos encontrados pelo Senhor como Teu ouro purificado. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, vencedores em Cristo!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS20 #RPSP
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“Sê forte, pois; pelejemos varonilmente pelo nosso povo e pelas cidades de nosso Deus; e faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.13).
A estratégia política usada por Naás não foi a mesma usada por seu filho, Hanum. Davi usou de bondade; Hanum desmoralizou os mensageiros de Davi. O contraste gerou discórdia, e a discórdia gerou guerra. Os valentes de Davi foram enviados para serem instrumentos do Senhor, avançando com firmeza na certeza da vitória. A sentença dita por Joabe: “faça o Senhor o que bem Lhe parecer” (v.13), não denota um famoso “se Deus quiser”, mas sim um “seja feita a Tua vontade” (Mt.6:10). Foi uma expressão de plena confiança na provisão divina. Deus os fortalecia e, por conseguinte, fortaleciam-se uns aos outros.
Percebam que o versículo 12 enfatiza a forma como eles se ajudavam mutuamente. Um agia em socorro do outro, conforme a necessidade: o mais forte agindo em favor do mais fraco. Esse é um dos princípios fundamentais da Palavra de Deus: a solidariedade. Primeiramente, a ajuda vem do Alto, mas ela precisa produzir seus efeitos horizontais. Ao nosso lado existem pessoas que precisam que usemos de bondade para com elas. Não por intenções egoístas, mas por amor; pelo precioso amor que de Deus procede: “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1Jo.4:7).
Um dia, João Batista enviou mensageiros a Jesus para perguntar se Ele realmente era o Messias. Ora, João havia confessado isso pouco tempo antes (Jo.1:29) e pôde contemplar e ouvir a manifestação do Pai e do Espírito Santo no batismo de Jesus. Como, pois, perguntar se ainda viria outro após Ele? Jesus poderia tê-lo censurado ou repreendido, porém escolheu enviar-lhe uma resposta incontestável: “os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Lc.7:22).
Assim como nas batalhas do antigo Israel, temos de lidar com um conflito cósmico cujo inimigo “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Mas o Senhor “escolheu dentre todos o que havia de melhor […] e os formou em linha” (v.10) para a batalha final. Não que sejam melhores por si mesmos, mas porque confiam no Senhor e são guiados por Seu Espírito. Precisamos ter em mente que somos soldados de um só exército e que a nossa missão consiste em cuidar uns dos outros: aliviar os sofrimentos, tratar das feridas e, se preciso for, dar “a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo.15:13).
A resposta que os mensageiros de Davi tiveram tornou-se em vergonha, mas a resposta dada por Cristo aos mensageiros de João Batista tornou-se em inconfundível manifestação das maravilhosas obras de Deus. Cumpre-nos permanecer em Cristo Jesus a fim de que as Suas obras sejam reveladas em nossa vida. Nas trincheiras deste mundo ainda existem milhares de soldados aguardando alistamento. O Espírito de Deus tem se movido por sobre as multidões e procurado pelos verdadeiros adoradores, “todo o exército dos valentes” (v.8) do Senhor: “Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo” (Jl.2:7-8).
Há uma ardente expectativa do universo não caído pelo fim do pecado e pelo começo de um planeta Terra renovado. Anjos intensificam seu “serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb.1:14). Jesus mostra ao Pai as marcas de Seu sacrifício, e Seu amor é derramado sobre o mundo em forma de longanimidade, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). É nosso dever cristão fazer parte deste cenário de amor eterno agindo em socorro de nossos irmãos. Mas agindo como? Jesus nos dá a resposta: “aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço e outras maiores fará” (Jo.14:12).
Vá a Jesus hoje. Olhe para Ele. Só podemos ser transformados à Sua imagem através da contemplação. Olhando para Jesus, você conseguirá olhar para o seu semelhante com as lentes da graça de Deus. Portanto, “executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (Zc.7:9).
Senhor dos Exércitos, em quem confiamos e em cujo exército nos alistamos, louvado seja o Teu nome! Pai, não houve nesta terra soldado mais fiel a Ti do que Teu Filho unigênito, e Suas armas vitoriosas foram a oração e a Palavra. Senhor, ajuda-nos, mediante o Espírito Santo, a termos uma vida de comunhão pessoal Contigo através da oração e do estudo da Bíblia, para que preenchidos do Teu amor, sejamos uma bênção para os nossos pequeninos irmãos. Fortalece-nos em Ti, como Teus valentes! No nome vitorioso de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, linha de frente do exército do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS19 #RPSP
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“[…] e o Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.13).
Davi subiu ao trono de Israel não apenas como um rei, mas como um valente guerreiro e justo juiz. Com a mesma coragem com que desafiou a fúria de Golias, Davi enfrentava cada batalha, certo de que o Senhor dos Exércitos ia à sua frente. Em cada conquista, tudo era dedicado a Deus, e boa parte separada para a construção do futuro templo. Certamente, o reinado de Davi tornou-se conhecido entre os povos e, como herói de guerra, era temido pelas nações da Terra.
Apesar de sua fama nas batalhas, era um homem que também as evitava sempre que possível. Quando proposta, a paz era feita em forma de alianças políticas através do pagamento de tributos e de mão de obra escrava. Em sua função como juiz, “julgava e fazia justiça a todo o seu povo” (v.14). Na lista de seus oficiais estão inclusos alguns de seus valentes, sendo que seus filhos “eram os primeiros” ao seu lado (v.17). Se os registros de Davi fossem limitados ao que temos visto até agora neste livro, sua biografia poderia ser considerada a de um perfeito governante e de um homem de Deus exemplar.
Mas, por algum motivo, o Senhor escolheu revelar as quedas de Davi e deixá-las registradas nas Escrituras. Davi foi vitorioso nos conflitos externos, mas teve de enfrentar terríveis derrotas em conflitos internos. Às escondidas com Bate-Seba, ou na ousadia de levantar um censo sem a permissão de Deus, o bravo monarca teve de encarar de frente as consequências de seus pecados e o seu pior inimigo: ele mesmo. “Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim” (Sl.51:3).
É fácil ficar em pé diante da vitória; difícil é permanecer da mesma forma em face da derrota. Davi foi considerado um homem segundo o coração de Deus não por causa de suas conquistas, mas porque permitiu que suas quedas se tornassem degraus para estar mais perto do Senhor. Ele não encontrava desculpas para o pecado, mas o confessava em profundo arrependimento: “Pequei contra Ti, contra Ti somente, e fiz o que é mau perante os Teus olhos” (Sl.51:4).
Às vezes, o que nos falta é justamente essa confissão e entrega. Nas vitórias, reconhecer que foi a mão do Senhor; nas derrotas, clamar por Seu perdão e auxílio. Nas primeiras palavras de Jesus em Seu ministério terrestre, encontramos o cerne da pregação do evangelho: “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). O “Senhor dava vitórias a Davi, por onde quer que ia” (v.6) não porque houvesse em Davi mérito algum, mas porque Davi confiava em Deus e em Seu amor, como está escrito: “Porque a Mim se apegou com amor, Eu o livrarei; pô-lo-ei a salvo, porque conhece o Meu nome” (Sl.91:14).
Conhecer o nome do Senhor, amados, significa conhecer o Seu caráter e revelá-lo em nossa vida diária. Não como expositores de uma piedade que não nos é inerente, mas como salvos pela justiça de Cristo e, por Sua graça, testemunhas reais do que o Espírito Santo pode realizar na vida daqueles que o permitem. Estamos todos inseridos no grande conflito entre o bem e o mal, “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm.3:23). Mas, nesse contexto desanimador, é que surge a bendita esperança: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm.8:1).
Apegue-se ao Senhor! Prossiga em conhecê-lo! Confesse-lhe os seus pecados! E as mesmas bênçãos e promessas feitas a Davi lhe acompanharão por onde quer que você vá.
Pai de amor, a história de Davi é uma clara evidência de que as Tuas misericórdias não têm fim. Que há esperança para nós e que podemos fazer do Senhor o nosso refúgio. É certo que muitas vezes passamos por sofrimentos não como consequência de nossos pecados, mas do grande conflito no qual estamos inevitavelmente inseridos. Pai, que eu e meus irmãos, que estão neste momento lendo ou ouvindo esta oração, sejamos transformados pelo Espírito Santo, para que todo o mundo seja alcançado pela pregação do Teu evangelho e Jesus volte logo. Em nome dEle, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS18 #RPSP
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“Sê, pois, agora, servido de abençoar a casa de teu servo, a fim de permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor, a abençoaste, e abençoada será para sempre” (v.27).
Davi habitava “em sua própria casa” (v.1) quando expressou ao profeta Natã a sua angústia: “Eis que moro em casa de cedros, mas a arca da Aliança do Senhor se acha numa tenda” (v.1). Aquela situação incomodou o homem segundo o coração de Deus. Como ele poderia morar em uma bela casa, enquanto a Casa do Senhor não passava de uma tenda? Percebendo a sinceridade do rei e reconhecendo seu propósito louvável, o profeta Natã o encorajou: “Faze tudo quanto está no teu coração, porque Deus é contigo” (v.2).
Davi tinha as melhores intenções, mas elas não correspondiam à vontade de Deus. Não seria por meio dele que o templo seria construído, mas por seu filho e sucessor, Salomão. Muitas vezes temos as melhores intenções possíveis em realizar a obra do Senhor, mas esquecemos de perguntar ao Senhor da obra se realmente estamos no caminho certo. Davi não foi o escolhido por Deus para construir o templo, e sim para iniciar uma dinastia que faria parte da genealogia do Rei dos reis e Senhor dos senhores, Jesus Cristo.
Ainda que debaixo da bênção do Senhor, isso não nos autoriza a fazer tudo o que desejamos, mesmo que esteja relacionado ao serviço cristão. Agir dessa forma acaba gerando resultados insatisfatórios e causando decepções que poderiam ser evitadas simplesmente se fizéssemos o que estudamos esta semana: antes da ação, vem a oração. O Senhor tem me ensinado a viver dessa forma, e posso lhes garantir: vale muito a pena! Afinal, Cristo mesmo disse: “porque sem Mim nada podeis fazer” (Jo.15:5). Não significa, porém, que sempre teremos as respostas que buscamos e da forma que desejamos. Mas, certamente, mais cedo ou mais tarde, os justos desfrutam do cumprimento da Palavra: “Clamam os justos, e o Senhor os escuta e os livra de todas as suas tribulações” (Sl.34:17).
Davi queria fazer algo maravilhoso, mas sem a permissão divina não passaria de uma simples construção. E sabem o que é mais lindo em tudo isso? O diálogo entre o Senhor e Davi. A intimidade que havia entre ele e Deus pode ser claramente percebida todas as vezes que Davi expressava a sua gratidão. Ele escreveu: “A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (Sl.25:14). Deus realmente deu a conhecer a Davi a Sua aliança com ele e com a sua descendência: “de maneira que também falaste a respeito da casa de teu servo para tempos distantes” (v.17). Os Salmos que ele compôs são verdadeiras orações cantadas. Davi não escondia suas intenções, nem tampouco fingia ser o que não era. Por isso que, com segurança, disse ao Senhor: “Pois Tu conheces bem Teu servo” (v.18). E com humildade se fez o menor dentre todos: “Quem sou eu, Senhor Deus, e qual é a minha casa, para que me tenhas trazido até aqui?” (v.16).
Davi confessou: “que é o homem, que dele Te lembres?” (Sl.8:4). Contudo, Deus tem prazer em abençoar Seus filhos e torná-los bem-sucedidos por onde quer que andem (v.8). E a bem-aventurança de Davi seria perpetuada por meio de Jesus, o “Filho de Davi”. Foi permitido a Davi fazer preparativos para a construção do templo, entretanto, não lhe competia edificá-lo. De uma coisa, porém, ele podia ter certeza: o Senhor o amava e amava a sua casa com amor eterno (v.27). Notem que o seu pecado com Bate-Seba e a morte de Urias não são mencionados neste livro. Nem tampouco as perseguições de Saul e a traição de seus filhos. Ao reescrever a sua história, o Senhor limitou o cronista a não registrar as memórias de Davi que tanto o fizeram sofrer.
O “felizes para sempre” existe, meus amados irmãos! Não é apenas uma frase clichê de contos infantis. É uma promessa de Deus para “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). O que Davi conquistou com guerras foram despojos de dor. Mas as guerras que Deus venceu por ele foram milagres do amor. Amor de um Deus que escolhe esquecer os nossos pecados e os lançar “nas profundezas do mar” (Mq.7:19). Logo estaremos no Lar eterno, onde “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas” (Is.65:17). Se você nunca experimentou a intimidade do Senhor, não perca mais tempo! Busque agora mesmo um lugar onde possa conversar com Aquele que deseja ser o seu melhor Amigo. Continue sendo reavivado pela Palavra e, certamente, pela fé, você ouvirá: Te “confirmarei na Minha casa e no Meu reino para sempre” (v.14).
Pai querido e Deus misericordioso, Tu nos conheces bem e não há ninguém semelhante a Ti, e não há outro Deus além do Senhor. O Senhor nos levantou neste tempo como “gente única na Terra” para que o Teu evangelho eterno ilumine o mundo. Faze como falaste, Senhor, e seja engrandecido para sempre o Teu santo nome! Sê, pois, agora, servido de abençoar a nossa casa, para que possamos permanecer para sempre diante de Ti, pois Tu, ó Senhor, nos abençoaste e abençoados seremos para sempre. Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS17 #RPSP
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“Rendei graças ao Senhor, invocai o Seu nome, fazei conhecidos, entre os povos, os Seus feitos” (v.8).
A arca da aliança foi introduzida “no meio da tenda que lhe armara Davi; e trouxeram holocaustos e ofertas pacíficas perante Deus” (v.1). Ali, foi tributado ao Senhor um culto especial de entrega, de comunhão e de gratidão. Tanto “os homens como as mulheres” (v.3) foram beneficiados com porções iguais de alimento, como um símbolo da igualdade das bênçãos provenientes da verdadeira adoração.
Desde a mais tenra idade, Davi desenvolveu um gosto pela música e seu talento, nas mãos de Deus, tornou-se em instrumento de louvor. Ao tocar a sua harpa nas colinas de Belém ou diante de um rei endemoniado, não restava dúvida de que suas composições eram acompanhadas pela regência do Céu e afugentavam as potestades malignas. E era esse tipo de música que deveria encher o santuário, “e celebrar, e louvar, e exaltar o Senhor, Deus de Israel” (v.4), “continuamente” (v.37).
Diante de um cenário de paz e harmonia, Davi declamou as palavras que compõem o texto de pelo menos três salmos: Salmo 96, Salmo 105 e Salmo 106. Em forma de ações de graças, o rei poeta exaltou o nome de Deus, confirmou a sua confiança na aliança divina, fez um chamado a todos para que adorem somente ao único Deus e Criador de todas as coisas, e terminou com as boas-novas da salvação que só o Senhor pode dar. “E todo o povo disse: Amém! E louvou ao Senhor” (v.36).
Parece que Davi estava vivendo um pequeno vislumbre do Céu. O santuário e a presença da arca da aliança despertavam nele o ardente desejo de estar na presença de Deus. Era ali que o guerreiro de Judá depunha sua armadura mortal e vestia-se “de um manto de linho fino” (1Cr.15:27); tirava a sua coroa real e humilhava-se na condição de servo; deixava de ser um rei para tornar-se um súdito. Experimentando aquela atmosfera celestial, com o coração e com lágrimas, ele orava: “que eu possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a beleza do Senhor e meditar no Seu templo” (Sl.27:4).
Aquele lugar sagrado apontava para a morada de Deus, mas, principalmente, para a promessa verdadeira e fiel de que o Senhor salvará o Seu povo. Através do episódio do transporte da arca, Davi soube reconhecer que há um abismo entre apenas conhecer as Escrituras e conhecer e praticar as Escrituras. Quando ele declarou: “Porque todos os deuses dos povos são ídolos; o Senhor, porém, fez os céus” (v.26), nos deixou o ponto exato que faz diferença entre o Senhor e os deuses e ídolos deste mundo: o Senhor é o único Deus e Criador.
O único mandamento que contém o selo da criação é o quarto mandamento, quando diz: “porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:11). Declara ainda a primeira voz angélica: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Israel era o único povo que observava o sábado dentre as demais nações, e esta será uma marca distintiva do povo de Deus que, dentro em breve, acentuará a diferença entre os falsos e os verdadeiros adoradores.
Assim como há uma forma litúrgica especial de louvor na Casa do Senhor, com “instrumentos de música de Deus” (v.42), bem como um dia de especial adoração que o Criador mesmo declarou como santo, somos chamados a desfrutar das bênçãos da obediência, rejeitando tudo aquilo que não dê “ao Senhor a glória devida ao Seu nome” (v.29). Possamos, hoje, dar ouvidos ao apelo do apóstolo Paulo: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2).
Seja a nossa oração “continuamente ao Senhor” (v.40), amados:
“Salva-nos, ó Deus da nossa salvação, ajunta-nos e livra-nos das nações, para que rendamos graças ao Teu santo nome e nos gloriemos no Teu louvor. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, desde a eternidade até a eternidade” (v.35-36). Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo da aliança eterna!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS16 #RPSP
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“Santificaram-se, pois, os sacerdotes e levitas, para fazerem subir a arca do Senhor, Deus de Israel” (v.14).
A bênção de Deus na casa de Obede-Edom alegrou sobremodo o coração de Davi e o fez reconhecer que o seu procedimento anterior não estava de acordo com o que “Moisés tinha ordenado, segundo a palavra do Senhor” (v.15). Davi não havia consultado a Deus no transporte da arca, como o fez antes de guerrear contra os filisteus. Por mais que as suas intenções fossem sinceras, deixou de cumprir o “assim diz o Senhor”. A diferença entre a sua atitude precipitada e a atitude de Saul, com seus sacrifícios abomináveis (1Sm.15:22), estava no tipo de solo do coração.
Saul permitiu que seu coração se tornasse um solo pedregoso. Já Davi permitiu que Deus lhe conservasse um coração de carne, onde as correntes de Sua bondade pudessem penetrar e conduzi-lo ao arrependimento (Rm.2:4). Davi reconhecia o seu erro e procurava fazer o que era correto. E ao chamar os levitas para transportar a arca da aliança, a sua primeira ordem a eles foi: “Santificai-vos” (v.12). A santificação é um processo necessário para todo aquele que deseja andar na presença de Deus. Não se trata apenas de mudanças externas, mas, sobretudo, da essência de um coração disposto a ser moldado pelo Espírito do Senhor. A decisão é nossa, mas a obra é dEle. Compreendem, amados?
Na primeira vez, Davi e o povo não transportaram a arca da forma que Deus havia ordenado. Portanto, precisavam fazer tudo “segundo a palavra do Senhor” (v.15). Os levitas foram separados por Deus para desempenhar funções específicas no templo e, para isso, deveriam santificar-se, ou seja, separar-se de tudo aquilo que pudesse tornar comum o que Deus havia declarado santo. Ao som dos instrumentos separados para a adoração no templo, de vozes de canto e “com alegria” (v.25), Davi “e todo o Israel” (v.28) fizeram subir a arca do Senhor a Jerusalém; exceto Mical, filha de Saul e esposa de Davi, que, vendo “Davi dançando e folgando, o desprezou no seu coração” (v.29).
Enquanto sua esposa insatisfeita e desprovida da alegria celestial lançava sobre ele o olhar da reprovação, Davi se alegrava no Senhor e foi por Ele aprovado. Como seu pai, Mical estava fechando os olhos para enxergar a bondade de Deus, e o seu desprezo endureceu o seu coração. Para ela, aquela atitude de Davi não era adequada a um rei. Mas, diante da Palavra de Deus e de tudo aquilo que Ele separou como sagrado, deve haver alegria e júbilo por parte dos justos. Davi escolheu adorar do chão para o Céu. Mical escolheu julgar da janela para o chão. E nós? Qual tem sido a nossa atitude?
Amados, temos buscado juntos, diariamente, a santificação por meio da Palavra, como Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Através desta busca, nos é dada a oportunidade do hoje e a possibilidade do amanhã. Portanto: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Com júbilo e com alegria, receba em seu coração a Palavra do Senhor! E, se achar que está com o coração endurecido, Deus tem uma linda obra para realizar em você, agora: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19).
Que o Espírito Santo santifique e purifique o nosso coração, preparando-nos para a breve volta de Jesus, pois, sem a santificação, “ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14).
Pai de amor, neste dia que o Senhor santificou, abençoou e descansou, queremos nos alegrar em Ti! A oferta de Caim, a reprovação dos sacrifícios de Saul, a morte de Uzá, e tantos outros exemplos na Bíblia, nos dizem que o Senhor não aceita qualquer tipo de adoração. Então, Pai, nos ensina a Te adorar da forma correta, segundo está escrito em Tua Palavra. Por meio dela, Senhor, nos santifica, pois queremos Te ver! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santificados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS15 #RPSP
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“Davi perguntou a Deus: ― Devo atacar os filisteus? Tu os entregarás nas minhas mãos? O Senhor lhe respondeu: ― Vá, pois eu os entregarei nas suas mãos.” (v.10).
Um verdadeiro filho de Deus não é conhecido apenas pelas palavras que saem de sua boca, mas pela Palavra de Deus que é vista em sua vida. Existem quatro ações de Davi que merecem destaque neste capítulo:
1. Ele reconheceu que o Senhor o confirmou como rei de Israel (v.2);
2. Ele consultou a Deus antes de agir (v.10);
3. Ele perseverou em primeiro ouvir a voz de Deus (v.14);
4. Ele foi obediente à instrução divina (v.16).
Há uma sequência lógica nessas ações. Percebam:
1. RECONHECER o poder de Deus;
2. CONSULTAR a Deus por meio da oração e da Palavra;
3. PERSEVERAR na comunhão;
4. FAZER a vontade de Deus.
Eis o exemplo que Cristo nos deixou e a sequência de verbos que nos transforma segundo o caráter do Verbo divino (Jo.1:1). Seguindo esses passos, nenhum inimigo subsistirá. Porque Deus sai adiante de todo aquele que entrega suas batalhas a Ele. Por vezes, o Senhor não nos livra das guerras, mas nos motiva e ensina a vencê-las com as armas corretas (Medite em Ef.6:10-18). E o maior desejo de Deus é de falar com Seus filhos e de ouvi-los. RECONHECER o poder de Deus, CONSULTAR a Deus, PERSEVERAR em Deus e FAZER a Sua vontade, promove uma vida de comunhão plena com o Senhor e de constante santificação. Uma obra de dentro para fora que somente o Espírito Santo pode realizar.
O nome de Davi não ficou conhecido porque era um grande herói de guerra, mas porque Deus o tornou conhecido (v.17). Davi foi um instrumento do Senhor, e não o contrário. Muitos têm usado o nome de Deus como um meio para conquistar suas próprias ambições. Obstinados, agem com aparência de piedade, sendo que o coração endurecido não permite que o Espírito Santo os transforme. Davi foi chamado de o homem segundo o coração de Deus não pelo que fez, mas pelo que permitiu que Deus fizesse nele e por meio dele. Estava sempre disposto a ouvir a Deus e a obedecê-lO. Sabemos que Davi não foi perfeito, mas ao sentir o peso do pecado e das consequências, todas as vezes que agiu conforme seus próprios impulsos, ele sabia a quem recorrer: “A Ti, Senhor, elevo a minha alma. Deus meu, em Ti confio” (Sl.25:1-2).
No Vale de Elá, Davi olhou para cima e foi vitorioso. Na sacada do palácio, olhou para baixo e foi derrotado. Estamos todos inseridos no mesmo contexto, amados. E, entre erros e acertos, Deus não desiste de lutar por nós. Ainda que sejam muitos os inimigos, o mal que eles carregam consigo jamais terá voz ativa diante do “estrondo de marcha” (v.15) que vem da parte do Senhor em defesa de Seus filhos. Ainda que tenhamos de enfrentar “fileiras inimigas” (v.11), ou o nosso próprio coração enganoso, se seguirmos os passos que vimos hoje, certamente, Deus sairá adiante de nós e nos livrará, porque “Todas as veredas do Senhor são misericórdia e verdade para os que guardam a Sua aliança e os Seus testemunhos” (Sl.25:10).
Eu bem sei, meus irmãos, que não tem sido fácil viver nestes últimos dias. Muitas vezes nos sentimos como que encurralados e o desânimo tenta nos abater. Estamos inseridos em um mundo “como foi nos dias de Noé” (Mt.24:37). Ou seguimos o que Deus, por Sua infinita bondade e sabedoria nos deixou escrito, ou o tempo da oportunidade passará sem que o percebamos (Mt.24:39). Há um apelo constante e cheio de compaixão sendo feito ao nosso coração a cada instante. É o Espírito Santo derramando as Suas últimas lágrimas de amor. Mas Ele “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3).
Até quando a obra do Espírito Santo durará? Não o sabemos. O que realmente importa é que o tempo que o Senhor nos concede se chama hoje. Precisamos deixar e destruir os deuses deste mundo da nossa vida (v.12). E esse processo de santificação é diário e constante. Seja hoje, agora, o tempo de entregarmos por completo o nosso coração aos cuidados do Espírito do Senhor; “eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Então, Jesus nos promete um futuro eterno com Ele: “Os justos herdarão a terra e nela habitarão para sempre” (Sl.37:29).
Lembremos de Noé, que fez tudo “segundo o Senhor lhe ordenara” (Gn.7:5), e foi salvo ele e a sua casa. Lembremos de Abraão, que não negou o seu único filho e, pela fé, foi justificado. Lembremos de Daniel e de seus amigos, que não consideraram valiosa a própria vida, e seus nomes estão arrolados para a eternidade. “E que mais direi? Certamente, me faltará o tempo necessário para referir o que há a respeito de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas” (Hb.11:32). Que, hoje, você e eu sejamos as derradeiras testemunhas de Jesus em meio às trevas morais e espirituais deste mundo. E que no fim deste grande conflito, sejamos reconhecidos como os perseverantes santos do Altíssimo (Ap.14:12).
Nosso Pai Celestial, o Senhor deseja estar à nossa frente rompendo as fileiras do inimigo e nos dando a vitória pelo Teu poder. Ajuda-nos, Senhor, a diariamente, reconhecer o Teu poder, consultar sempre o Senhor por meio da oração e da Palavra, perseverar nesse propósito e andar na Tua vontade. Concede-nos o Espírito Santo para que possamos abandonar e destruir tudo aquilo que ainda esteja ocupando o Teu lugar em nossa vida! Enche-nos do Espírito Santo, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#1CRÔNICAS14 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100