Filed under: Sem categoria
“Cantavam alternadamente, louvando e rendendo graças ao Senhor, com estas palavras: Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre sobre Israel. E todo o povo jubilou com altas vozes, louvando ao Senhor por se terem lançado os alicerces da Sua casa” (v.11).
Assim que estabelecido em Jerusalém e nas cidades de Judá, aproximando-se o tempo da “Festa dos Tabernáculos” (v.4), “ajuntou-se o povo como um só homem, em Jerusalém” (v.1). Alguns de seus principais se levantaram para edificar o altar do Senhor, firmando-o “sobre as suas bases” (v.3). Celebrando a festa, “como está escrito, ofereceram holocaustos diários” (v.4) ao Senhor, bem como os sacrifícios prescritos para “todas as festas fixas do Senhor” (v.5).
Antes de colocarem “os fundamentos do templo do Senhor” (v.6), houve um período de resgate da verdadeira adoração. Houve um preparo pessoal e coletivo. Mesmo que estivessem “os filhos de Israel já nas cidades” (v.1), as festas anuais promoviam o ajuntamento de todos num mesmo lugar e num só propósito. Isso contribuiria na obra de construção do templo, mantendo-os unidos e fortalecidos, como está escrito: “Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!” (Sl.133:1).
Finalmente, chegado era o tempo de iniciar “a obra da Casa do Senhor” (v.8). “Quando os edificadores lançaram os alicerces do templo do Senhor, apresentaram-se os sacerdotes, paramentados e com trombetas, e os levitas, filhos de Asafe, com címbalos, para louvarem o Senhor” (v.10). Não havia sequer uma nota dissonante ali. Harmoniosamente e com muita alegria, eles cantavam, “rendendo graças ao Senhor”: “Ele é bom, porque a Sua misericórdia dura para sempre sobre Israel” (v.11).
Neste cenário de louvor e adoração, onde “o povo jubilou com altas vozes” (v.11), também havia vozes de choro. Os idosos choraram. Aqueles que tinham conhecido a glória do primeiro templo, “choraram em alta voz” (v.12), ao contemplarem apenas os alicerces. E, entre gritos de alegria e vozes de choro, “de mui longe” (v.13), a voz do povo podia ser ouvida.
Deus tem filhos Seus espalhados por todo o mundo. E as festas que apontavam para o plano da redenção, ainda que não mais celebradas, devem nos remeter ao Seu profundo desejo de nos unir num só propósito. Foi quando os discípulos compreenderam este princípio que, reunindo-se com seus irmãos, “perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Podemos estar, hoje, “mui separados, longe uns dos outros” (Ne.4:19), mas quando “nós oramos ao nosso Deus” (Ne.4:9), o Espírito Santo nos une, coração a coração, e derrama sobre nós o poder que nos torna “como um só homem” (v.1) na obra de testemunhar do evangelho eterno de Cristo.
Antes da ação, vem a oração. Antes da reforma, vem o reavivamento. Quando o povo de Deus estiver assim unido, as discussões serão cessadas, as disputas dissolvidas, as contendas desfeitas, as mágoas esquecidas, o amor amadurecido, e “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt.24:14). Oremos, igreja do Deus vivo! Que esses dias de oportunidade que ainda temos, sejam suficientes para edificar o altar do Senhor em nosso coração, sobre o sólido fundamento das Escrituras.
Pai Celestial, graças Te damos porque o Senhor é bom e a Sua misericórdia dura para sempre! Quando estivermos unidos como um só homem, com o coração edificado pelo Espírito Santo, certamente o Senhor cumprirá a Sua promessa e celebraremos a festa dos Teus tabernáculos na Jerusalém celestial. O choro daqueles idosos reflete a tristeza dos mais experientes hoje. Mas quer sorrindo, quer chorando, nos une, Senhor, no mesmo propósito de preparar um povo para Te encontrar, de modo que a nossa voz seja ouvida de longe, e Jesus volte logo. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, unidos pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Estes procuraram o seu registro nos livros genealógicos, porém o não acharam; pelo que foram tidos por imundos para o sacerdócio” (v.62).
Quando nos deparamos com a leitura de uma genealogia bíblica ou, como no capítulo de hoje, de uma grande lista de nomes incomuns, temos a tendência de pular o capítulo e acabamos perdendo uma importante parcela da bênção para nós reservada. Confesso que sou tentada a fazer uma leitura superficial e rápida, mas, estando em oração, o Espírito Santo nunca permite que as Escrituras deixem de cumprir a sua fiel utilidade.
No capítulo anterior, vimos que nem todos os hebreus retornaram da terra do cativeiro. Se isso tivesse acontecido, provavelmente não haveria uma lista destacando os que “voltaram para Jerusalém e para Judá” (v.1). Certamente, estaria escrito que todos regressaram “para Jerusalém e para Judá”. Os “exilados” (v.1), portanto, eram um remanescente, uma pequena porção dos filhos de Israel; aproximadamente cinquenta mil pessoas que reconheceram ser aquele o momento de voltar para casa.
Alguns, porém, “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.59). Seus nomes, ou o nome de seus pais, não constavam “nos livros genealógicos” (v.62), causando um grande desconforto. Mesmo que alguns defendessem uma linhagem sacerdotal, sem o registro, não poderiam assumir tão sagrada função. No processo de reconstrução do templo e de restabelecimento do verdadeiro culto a Deus, era necessário “que se levantasse um sacerdote com Urim e Tumim” (v.63), ou seja, o sumo sacerdote para ministrar diante do Senhor e revelar a Sua vontade.
Neste capítulo, percebemos de uma forma mais clara a importância das genealogias. Era ali que os filhos de Israel encontravam a sua identidade. Sem esta prova, sua filiação era considerada ilegítima. Como Israel de Deus, há um registro no qual nosso nome deve estar escrito. Serão “tidos por imundos” (v.62), “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro” (Ap.13:8). A nossa identidade celestial consiste em conservá-la nos anais da eternidade, vivendo aqui de modo a não restar dúvidas a quem pertencemos e para onde estamos indo.
Fazemos parte das digitais do nosso Criador: “Eis que nas palmas das Minhas mãos te gravei” (Is.49:16); um registro que não pode ser perdido ou esquecido, a menos que desejemos isso. Se permanecermos em Deus, nunca seremos considerados indigentes ou filhos ilegítimos, mas recebemos o privilégio de ser guiados por Ele, glorificando o Seu nome (Is.63:14). Agora, pois, mantenham “exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe.2:12).
Como aqueles filhos de Israel “voltaram do cativeiro”, pois “voltaram para Jerusalém” (v.1), há um chamado urgente do Senhor para o Seu último remanescente que ainda está em Babilônia: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). “Alegremo-nos, exultemos e demos-Lhe glória, porque chegou a hora das bodas do Cordeiro, e a noiva dEle já se preparou” (Ap.19:7). Chegou a hora, amados! É tempo de termos as nossas vestes lavadas e alvejadas “no sangue do Cordeiro” (Ap.7:14). É hora de voltarmos para Jerusalém, “a cidade santa” (Ap.21:10)! É hora de voltarmos para a casa do nosso Pai!
Senhor, nosso Deus, houve um período profético estabelecido para o cativeiro do Teu povo Israel em Babilônia. Não sabemos o tempo de nosso cativeiro até que Jesus volte, mas o Senhor mesmo nos deixou escrito na Tua Palavra que não somos das trevas para que aquele Dia nos apanhe de surpresa. Temos as profecias que nos apontam o quão perto estamos de voltar para casa. Então, Pai, clamamos pelo Espírito Santo, o nosso Consolador, Deus conosco, para aplainar as nossas veredas, purificar o nosso coração e manter as nossas lamparinas acesas! Por Tua graça e misericórdia, que os nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Liberta-nos do nosso cativeiro, Pai! Por Jesus, nosso Cristo amado, clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos e filhas de Deus!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Quem dentre vós é, de todo o Seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém de Judá e edifique a Casa do Senhor, Deus de Israel; Ele é o Deus que habita em Jerusalém” (v.3).
Ainda que não esteja em ordem cronológica, o livro de Esdras apresenta fatos históricos de grande relevância na história de Israel_ e inclui datas e acontecimentos que se encaixam perfeitamente no cenário profético histórico-mundial. Antes mesmo de cumprir-se a invasão babilônica, o profeta Jeremias já havia predito a libertação do povo após os setenta anos de cativeiro: “Assim diz o Senhor: Logo que se cumprirem para a Babilônia setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a Minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar” (Jr.29:10).
De forma mais precisa, Isaías já havia profetizado acerca disso, recebendo de Deus a revelação quanto ao nome do rei libertador: “Assim diz o Senhor ao Seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante deles as portas, que não se fecharão” (Is.45:1). Lembrando que o profeta Isaías foi conterrâneo de Ezequias e de Manassés, muitos anos antes do domínio de Babilônia e da queda deste império pelo reino persa.
A reconstrução do templo consistiu na primeira obra que o Senhor idealizou que Seu povo fizesse, como um meio de resgatar o relacionamento outrora quebrado. Movidos pelo despertamento espiritual divinamente obtido, alguns decidiram voltar, obedecendo às orientações estabelecidas no decreto de Ciro. A maioria dos judeus, porém, havia criado raízes na terra do cativeiro e, rejeitando o chamado de retornar ao seu lar original, preferiu enviar parte de seus recursos para ajudar o pequeno grupo que subiria a Jerusalém.
O Senhor estabeleceu os marcos da história da humanidade e os firmou com o selo de Sua fidelidade. Assim como nenhuma de Suas promessas jamais falhou (Js.21:45), as pontuais profecias acerca dos tempos têm se cumprido com assombrosa precisão. Mas, acima de datas e escatologia, há uma mensagem central e cuidadosamente delineada para o Seu povo de todas as épocas: “edifique a Casa do Senhor” (v.3). Pois, está escrito: “Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1Co.3:16-17).
Em tempos de última igreja (Ap.3:14-22) e ao som da última trombeta (Ap.11:15-19), Deus está despertando o espírito de um povo apercebido ao Seu chamado. Ao mesmo tempo em que o Espírito Santo está sendo retirado da Terra, também está sendo derramado “sobre toda a carne […]. E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:28 e 32). Tão perto como estamos de subir ao lar eterno, não se apegue a este mundo, mas permita que o Espírito Santo assuma o controle de sua vida, de forma que você faça o que Ele “pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq.6:8).
Tudo o mais, amados, reforma de saúde, vida no campo, modéstia cristã, tudo o que faz parte do estilo de vida requerido por Deus ao Seu remanescente, não faria sentido algum se não fosse a anuência do homem a uma obra que é divina. A comunhão diária com Deus é imprescindível nesse sentido. Não negligenciemos o privilégio da oração e do estudo da Palavra. Jesus continua sendo Deus conosco, e para isso nos deu o Seu Espírito. Deixe que o Espírito Santo dirija a sua vida de modo que se cumpra a Palavra do Senhor através de você. Que sua vida testemunhe de que ainda existe na Terra heróis da fé que “manifestam estar procurando uma pátria” (Hb.11:14), um povo que está “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Pai querido, tudo o que o Senhor faz é perfeito e cremos que o Teu chamado para cada um de nós implica numa entrega contínua, até que o nosso caráter reflita o caráter do nosso Salvador. Aos nossos olhos isso é impossível, mas não existem impossíveis em todas as Tuas promessas. Por isso nós Te louvamos e agradecemos, por Tua bondade e fidelidade! Senhor, habita em nós com o Teu Espírito e que a nossa vida esteja escondida em Ti. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, santuário do Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#ESDRAS1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“O Senhor, Deus de seus pais, começando de madrugada, falou-lhes por intermédio dos Seus mensageiros, porque Se compadecera do Seu povo e da Sua própria morada” (v.15).
Josias foi o último monarca reformador de Judá, e sua morte assinalou o início das últimas e ímpias dinastias. Ainda nos dias de Josias, o Senhor suscitou o profeta Jeremias como Seu atalaia. A voz do profeta ecoava pelas ruas de Jerusalém até as mais íntimas salas palacianas, pronunciando o claro e sonoro “assim diz o Senhor”. Com palavras de dura reprovação, mas de teor salvífico, entre lágrimas e grande angústia, Jeremias expressava no olhar e na voz o profundo desejo pelo bem-estar de seu povo.
A ameaça da invasão babilônica, porém, não intimidou a maioria esmagadora de Judá, que, com desdém, “zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos Seus profetas” (v.16). Jeremias não estava só no dever de advertir a nação, mas certamente tornou-se o principal alvo dos insultos e das ameaças daqueles a quem desejava salvar. Sob o olhar dos líderes da nação, seu ministério era considerado um insulto e sua mensagem, demasiado extremista.
Após um curto período de submissão ao Egito, Judá, bem como as demais nações, passou às mãos da cabeça de ouro dos reinos da Terra (Dn.2:38). Babilônia tornou-se a capital do mundo antigo, e Nabucodonosor, o monarca mais temido de sua era. Mas o povo de Judá rejeitou “a palavra do Senhor, por boca de Jeremias” (v.21): “Circuncidai-vos para o Senhor, circuncidai o vosso coração, ó homens de Judá e moradores de Jerusalém, para que o Meu furor não saia como fogo e arda, e não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras” (Jr.4:4).
Contudo, os reis, os príncipes, os sacerdotes e o povo entregaram-se à loucura da idolatria, corromperam o coração e deram as costas ao Senhor, de modo que “não houve remédio algum” (v.16). O Senhor estabeleceu um período de 70 anos (v.21) sob o jugo babilônico, após o qual Ele despertaria “o espírito de Ciro, rei da Pérsia” (v.22), a prata dos reinos da Terra (Dn.2:32), para pôr em liberdade os filhos de Israel e promover a edificação da Casa do Senhor “em Jerusalém” (v.23).
A leitura do último capítulo do segundo livro de Crônicas ecoa as consequências da desobediência ao que estudamos no capítulo vinte: “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20). De forma insistente, “começando de madrugada” (v.15), os servos de Deus declaravam a mensagem que os livraria da destruição e da escravidão, mas eis que os ouvidos deles estavam incircuncisos e não podiam ouvir; eis que a palavra do Senhor era para eles coisa vergonhosa; não gostavam dela (Jr.6:10).
Amados, o Senhor, nosso Deus, “começando de madrugada” (v.15), tem clamado com forte apelo ao nosso coração. Ele tem dado as últimas batidas à porta de cada ser humano (Ap.3:20). Não é um mero símbolo a Babilônia espiritual. É, porém, um poder tão destruidor quanto o foi o antigo império. E a ordem divina é expressa e urgente: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4). A pergunta é: “quem entre vós é de todo o Seu povo” (v.23)?
Subamos, amados! Subamos em direção não mais a uma terra perecível. Subamos ao mais alto e sublime lugar, que nos “está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Andemos neste mundo como peregrinos a caminho do lar, como os que “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Que a nossa confiança esteja bem firmada no Senhor e nas palavras de Sua inspiração, e Ele nos manterá a salvo e, findos os anos do cativeiro do pecado, Ele nos fará prosperar até que alcancemos a segurança do eterno lar.
Nosso amado Pai, graças Te damos pela palavra profética! Pois, sem profecia o povo se corrompe. Concede-nos o Espírito Santo, nos dando o discernimento necessário para que tudo o que façamos seja para a glória do Senhor. Que a nossa mente esteja concentrada no Senhor, na Sua Palavra e no Céu, para que a nossa vida cumpra o propósito para o qual o Senhor nos chamou. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS36 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Jeremias compôs uma lamentação sobre Josias […]” (v.25).
A culminância dos atos de Josias como rei reformador destaca uma atitude insensata e impulsiva. Antes das flechas do exército inimigo, Josias foi flechado pelo orgulho. Através do rei do Egito, Deus buscou adverti-lo. Não lhe competia ir a uma guerra que não era dele. “Porém Josias não tornou atrás” (v.22) e, à semelhança de Acabe, quando se disfarçou para enganar o exército de Ramote-Gileade (2Cr.18:29), o rei de Judá usou da mesma estratégia, selando a própria morte.
O fim da vida de Josias não precisava ser assim. Em algum momento do caminho, permitiu que o seu coração o enganasse e o levasse a esquecer de todos os benefícios do Senhor para com ele. A repentina queda de uma Páscoa jamais vista para uma guerra sem sentido precisa abrir os nossos olhos para uma necessidade que é diária: “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2Co.13:5).
A necessidade de líderes que se empenhem na obra do ensino das Escrituras e que sejam consagrados ao Senhor é urgente e real. Contudo, o que deve anteceder esse serviço é a obra de cunho pessoal que cada um de nós precisa experimentar. A ordem que estabeleceu uma celebração sem precedentes é a ordem dada pelo Céu a nós, hoje: “Preparai-vos segundo as vossas famílias” (v.4). Cada membro do lar é convidado a celebrar a Páscoa do Senhor diariamente, dando graças a Deus pelo verdadeiro Cordeiro que foi imolado em nosso lugar. Desta forma, lançamos mão de nossa autossuficiência e nos colocamos “sobre o altar do Senhor” (v.16).
Andar com Deus é uma experiência possível e que move o coração do Pai para todo aquele que busca tal comunhão. Da mesma forma que existe esse desejo divino em operar em nós a Sua santificadora influência, há um inimigo nos sugerindo disfarces letais. Josias “se disfarçou para pelejar […], não dando ouvidos às palavras que Neco lhe falara da parte de Deus” (v.22). Não tombará, porém, o soldado que reconhece a sua limitação e a sua necessidade vital da infalível armadura: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis” (Ef.6:13).
Como a vitória de Josias estava em se abster da guerra que não era sua, a nossa vitória consiste em confiar no “Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8), que venceu a batalha por nós. Que nossa vida não seja lembrada com “uma lamentação” (v.25), mas como quem deixou no mundo o precioso legado de que não anda “segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm.8:4).
Senhor, nosso Deus, quantas vezes acabamos entrando em desertos e guerras desnecessárias. Se andássemos com o Senhor a todo instante, quantas situações ruins seriam evitadas. Não sabemos, porém, quando uma atitude insensata pode ser fatal. Portanto, Pai, clamamos pelo Espírito Santo nos instruindo e nos guiando enquanto há oportunidade! Confiamos no precioso sangue do nosso Redentor, que é poderoso e suficiente para nos remir e purificar. Por Jesus, nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, guiados pelo Espírito de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS35 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“[…] Enquanto ele viveu, não se desviaram de seguir o Senhor, Deus de seus pais” (v.33).
Josias começou a reinar quando era apenas uma criança. E, “sendo ainda moço, começou a buscar o Deus de Davi, seu pai” (v.3). A Bíblia não relata que Josias foi filho de Amom, nem tampouco que foi neto de Manassés. As Escrituras escavam a genealogia e retrocedem até Davi, o homem segundo o coração de Deus. Pois bem, Josias, filho de Davi, foi tão fiel ao Senhor que “não se desviou nem para a direita nem para a esquerda” (v.2). Há um só caminho traçado para a humanidade, amados. E este caminho é Cristo Jesus. Mas como saber se estamos na direção correta? Acompanhem comigo a sequência de ações do relato de hoje:
1. Ainda na infância, todo ser humano é convidado a fazer parte da obra de Deus (v.1): “e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2Tm.3:15);
2. Durante a mocidade (v.3), precisamos buscar a Deus e a Sua purificação: “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Ec.12:1);
3. A nossa conversão precisa ser acompanhada de missão, levando outros a seguir pelo mesmo caminho (v.3), utilizando o único meio eficaz que existe: o exemplo. Pois “que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os Seus passos” (1Pe.2:21);
4. Após o reavivamento, segue-se a reforma, a reparação de tudo o que antes eram ruínas (v.8-13): “andemos em novidade de vida” (Rm.6:4);
5. Quem se entrega ao Senhor de todo o coração e de toda a alma (v.31), busca em Sua Palavra as orientações que o levarão a andar em retidão: “Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl.119:11);
6. A verdade contida na Bíblia começa a ser revelada com clareza, e também com clareza passamos a enxergar nossos muitos pecados; e é justamente isso que nos faz reconhecer a nossa indignidade diante da infinita graça de Deus (v.21). A cada descoberta percebemos o quanto estávamos envoltos em escuridão, e o quanto Deus nos ama. E, ao experimentarmos a luz, a luz que vai crescendo pela comunhão com a Palavra, descobrimos o caminho sobremodo excelente: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18);
7. E, fechando com perfeição, a Palavra de Deus é útil para todos, “desde o menor até ao maior” (v.30). E não é apenas para ser estudada, mas também praticada: “Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (Tg.1:22).
A liderança espiritual de Josias foi tão firme que, enquanto ele viveu, todo o povo não se desviou “de seguir o Senhor” (v.33). Josias sabia em Quem acreditava. Sua fé não estava condicionada a pessoas ou circunstâncias. Mas o povo esteve condicionado à obediência enquanto Josias estava vivo. Meus amados irmãos, a nossa salvação não depende dos outros, mas de nossas próprias escolhas. Fidelidade é uma questão de decisão. E, a partir de então, o Espírito Santo forja o caráter.
O Senhor nos convida a anuirmos à Sua aliança de forma pessoal e íntegra. Estude a Bíblia sem pressa, com zelo e com inteireza de coração. Então, Deus nos aperfeiçoará e nos conduzirá pela mão até refletirmos o caráter do Filho do Seu amor.
Ilumina os nossos olhos, Senhor, para que possamos ver. Abre os nossos ouvidos para que possamos ouvir. Pois queremos ver e ouvir as maravilhas da Tua Palavra e ter os nossos caminhos aplainados. Por Jesus, clamamos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, guiados pelo Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS34 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Ele, angustiado, suplicou deveras ao Senhor, seu Deus, e muito se humilhou perante o Deus de seus pais” (v.12).
Em um governo obstinado e déspota, Manassés destruiu tudo o que seu pai havia realizado em Judá. Ezequias havia restaurado a prática da verdadeira adoração não só em Judá, como também por toda a nação de Israel. Quantos quisessem adorar ao Senhor, eram bem-vindos em Jerusalém. Sua morte, contudo, revelou que o seu sucesso entre o povo não abrangia os de sua própria casa. Sendo ainda um menino, parece que Manassés assumiu o trono com o firme objetivo de arruinar tudo o que Ezequias havia promovido.
Segundo a idolatria dos pagãos, Manassés agiu. “Fez o que era mau perante o Senhor, segundo as abominações dos gentios que o Senhor expulsara de suas possessões, de diante dos filhos de Israel” (v.2). Levou o povo a pecar, promovendo no reino de Judá um dos piores períodos de apostasia. Ele não apenas aprovava as práticas pagãs, como ele mesmo “queimou seus filhos como oferta no vale do filho de Hinom, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro, praticava feitiçarias, tratava com necromantes e feiticeiros e prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para O provocar à ira” (v.6). Ou seja, parece que tudo o que Manassés fazia tinha o propósito específico de contrariar a Deus.
Ainda assim, o Senhor falou “a Manassés e ao Seu povo, porém não Lhe deram ouvidos” (v.10). O profeta Isaías foi um dos profetas de Deus a adverti-los, mas, segundo a tradição judaica, Manassés mandou matá-lo, serrando-o ao meio. Era uma pessoa que, definitivamente, não aceitava nem tolerava conselhos e advertências que contrariassem as suas perversas convicções. Mas ele estava prestes a descobrir que toda a sua perversidade nunca poderia superar a misericórdia do Deus de seus pais. Preso em ganchos e amarrado com cadeias na sarjeta de um reino pagão, é bem provável que Manassés tenha lembrado das muitas vezes em que viu seu pai de joelhos diante de Deus. Ele lembrou da história que Ezequias lhe contava, de como ele orou e o Senhor enviou o Seu anjo para livrar Judá dos inimigos.
Sua memória familiar foi ativada, e, em atitude de profunda humilhação e contrição de coração, Manassés orou “e Deus Se tornou favorável para com ele, atendeu-lhe a súplica e o fez voltar para Jerusalém, ao seu reino; então, reconheceu Manassés que o Senhor era Deus” (v.13). A história de Manassés é uma das mais importantes histórias de conversão de toda a Bíblia, não pelo que Manassés fez depois de sua entrega a Deus, mas pelo que Deus fez até que houvesse esta entrega. A Bíblia diz que Deus falou com Manassés e com o povo. Em nenhum momento Ele os abandonou, mas os buscou e os amou mesmo em sua aberta rebelião. Através de Seus profetas e das provações que permitia que acontecessem, havia a mais amorosa declaração de que Deus os queria para Si.
Infelizmente, Amom não considerou a mudança de coração de seu pai_ e “se tornou mais e mais culpável” (v.23). As diferentes fases do antigo Israel remontam ao que vem se repetindo na História. Temos períodos de reavivamento e reforma seguidos de períodos de apostasia; então, Deus levanta outro despertamento espiritual, e Satanás novamente incita a rebelião. O certo é que a maioria geralmente segue pelo caminho “encantado” das trevas. É um grande conflito no qual não precisamos ficar reféns do que é predominante. Quando Manassés se humilhou diante do Senhor e O buscou de todo o coração, teve que voltar e encarar um povo que ele mesmo havia desviado do caminho correto. Não foi fácil restabelecer a verdadeira adoração depois de praticamente meio século de apostasia. Mas ele descobriu que a oração é a chave mestra que abre todas as portas que o homem, de outra forma, jamais conseguiria abrir.
Quanto necessitamos orar, amados! Dediquem tempo a estudar as orações na Bíblia e as respostas a estas orações, e vocês descobrirão que existe um inquebrável elo entre Deus e o homem através deste simples instrumento. Quando Ezequias e Isaías oraram, Deus enviou o Seu anjo poderoso. Enquanto Daniel orava, Deus enviou o Seu anjo (Dn.10:12). Enquanto Jesus orava, Deus enviou o Seu anjo (Lc.22:43). Enquanto Cornélio orava, Deus enviou o Seu anjo (At.10:3-4). Enquanto Pedro orava, Deus enviou o Seu anjo (At.10:9-16). Enquanto Paulo orava, Deus enviou o Seu anjo (At.22:17-21). Todas as vezes que um servo do Senhor se põe de joelhos a orar com inteireza de coração, o Céu se abre não só para ouvir, mas para descer até nós em forma de um anjo especial em nosso favor.
Em nome de Jesus, não negligencie o privilégio diário de estarmos unidos, igreja a igreja, coração a coração, em busca do batismo do Espírito Santo! Que nossas orações, em harmonia com a intercessão de nosso Redentor, movam o coração de Deus a enviar em nosso auxílio toda a milícia celestial e que o Espírito Santo, como uma pomba cujas asas “são cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do oro” (Sl.68:13), repouse sobre nós, capacitando-nos para a obra final.
Nosso Pai, podemos não ter ido tão longe em nossos pecados como foi Manassés, mas, certamente, somos tão necessitados quanto ele do Teu perdão, da Tua misericórdia e da transformação operada pelo Espírito Santo. Renova a nossa vida, Senhor, põe em nós o Teu coração e nos prepara para Te encontrar. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo de oração!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS33 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Porém o rei Ezequias e Isaías, o profeta, filho de Amoz, oraram por causa disso e clamaram ao céu” (v.20).
Todo o Judá e muitos dos filhos de Israel renovaram a sua aliança com Deus e uniram-se a Ezequias e a seus líderes na obra de reavivamento e reforma. Sob a influência da celebração da Páscoa, das mudanças realizadas e da restauração do altar do Senhor, o povo estava vivendo um momento de glória, que há muito não vivia. Foi quando lhes sobreveio repentina tribulação. E o cenário de festa e de celebração, deu lugar à atmosfera de guerra e de angústia.
Satanás não pôde conter o seu ódio frente ao movimento que despertou a nação eleita à verdadeira adoração. Usando seus agentes humanos, tentou lançar por terra a fé de Ezequias e de todo o povo. Senaqueribe e seus subordinados cercaram as cidades fortificadas de Judá intentando “pelejar contra Jerusalém” (v.2). E, comparando o Deus de Israel aos “deuses dos povos da terra, obras das mãos dos homens” (v.19), através de palavras escritas e faladas ao “povo de Jerusalém, que estava sobre o muro”, fizeram de tudo “para os atemorizar e os perturbar” (v.18).
A fama da fidelidade de Ezequias ao Deus de Israel havia chegado à Assíria, como se vê nas palavras de Senaqueribe aos filhos de Judá: “Não é Ezequias o mesmo que tirou os seus altos e os seus altares e falou a Judá e a Jerusalém, dizendo: Diante de apenas um altar vos prostrareis e sobre ele queimareis incenso?” (v.12). Mas o rei ímpio não contava com a unidade estabelecida entre Ezequias, os líderes e o povo. Ellen White escreveu: “As forças do mal estão empenhadas em incessante luta contra os instrumentos indicados para disseminar o evangelho; e esses poderes das trevas são especialmente ativos quando a verdade é proclamada diante de homens de reputação e genuína integridade” (Atos dos Apóstolos, CPB, p.167).
Quando o rei propôs uma estratégia para bloquear o abastecimento de água para o exército inimigo, “os seus príncipes e os seus homens valentes […] o ajudaram […]; muito povo se ajuntou” (v.3-4). Ezequias “cobrou ânimo” (v.5) e “lhes falou ao coração, dizendo: Sede fortes e corajosos, não temais, nem vos assusteis […] porque Um há conosco maior do que o que está com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco, o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e guerrear nossas guerras” (v.6-8). O profeta Isaías e o rei Ezequias oraram e “clamaram ao céu” (v.20), e Deus “enviou um anjo que destruiu” (v.21) todo o exército inimigo, e cobriu de vexame Senaqueribe, que foi morto por seus próprios filhos.
Mesmo diante de uma grande reforma espiritual, de uma vitória sobrenatural e de uma cura milagrosa, Ezequias “não correspondeu […] aos benefícios que lhe foram feitos; pois o seu coração se exaltou” (v.25). Isso nos revela o perigo de baixar a guarda da vigilância do coração, amados. Mesmo o cristão mais consagrado pode tornar-se o mais orgulhoso na proporção das bênçãos recebidas. Afrouxar, nem que seja por um momento, as rédeas da comunhão com o Céu, pode significar prejuízos aqui ou até mesmo a perda da eternidade.
“Ezequias, porém, se humilhou por se ter exaltado o seu coração” (v.26). Um tempo oportuno lhe foi concedido e ele soube aproveitá-lo, terminando os seus dias em paz e sendo honrado pelo povo que, com “obras de misericórdia” (v.32), governou. Sabem, amados, em tempos de guerra ou de paz o Senhor requer de nós idêntica fidelidade. Estamos todos envolvidos em um grande conflito que se encaminha para o fim, enquanto o inimigo de Deus usa das mesmas estratégias:
1. Na guerra, ele tenta nos intimidar: “quanto menos vos poderá livrar o vosso Deus das minhas mãos” (v.15).
2. Na paz e na prosperidade, ele nos tenta a pensar mais nas conquistas do que no Senhor das conquistas.
Que nas batalhas desta vida, quando o inimigo ameaça nos destruir, tenhamos a firme convicção de que conosco está “o Senhor, nosso Deus, para nos ajudar e para guerrear nossas guerras” (v.8). E que, em tempos de bonança, em que Satanás busca envaidecer o nosso coração, nos humilhemos perante a face de Deus, reconhecendo-O como o nosso Senhor e Mantenedor. Estejamos, pois, unânimes, fortalecendo-nos uns aos outros, nesta lida diária.
Senhor, nosso Deus, Criador dos céus e da terra, estamos prestes a enfrentar uma guerra sem precedentes, um tempo de angústia qual nunca houve, e necessitamos ser fortes e corajosos, confiando que lutarás por nós. Que, até lá, nosso relacionamento com o Senhor cresça, que a nossa vida seja recriada à Tua imagem e semelhança e estejamos preparados para a chuva serôdia. Queremos ser prósperos espiritualmente, crescendo em graça e tendo o nosso coração renovado a cada dia. Opera esse milagre em nossa vida, Senhor! Clamamos, em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Assim fez Ezequias em todo o Judá; fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20).
Celebrada a Páscoa e encerradas as atividades, todas as estátuas, postes-ídolos e altares pagãos que se achavam em Judá foram destruídos. Como um só homem, os israelitas que se humilharam e dispuseram o coração para buscar o Senhor eliminaram tudo aquilo que fazia de Judá um lugar de adoração dividida. Deitando abaixo os objetos de culto abominável, deram início a um tempo semelhante aos dias de Salomão (2Cr.30:26).
Restabelecido o verdadeiro culto a Deus, Ezequias precisava reaver o pleno e ordenado funcionamento da Casa do Senhor. Divididos por turnos, os sacerdotes e levitas retornariam às suas funções, recebendo o que lhes era devido, “como está escrito na Lei do Senhor” (v.3). Este encargo, no entanto, não se deu inicialmente pelas mãos do povo, mas do seu rei. Ezequias, “da sua própria fazenda” (v.3), destinava a sua devida contribuição para o serviço de Deus. Não exigiria do povo algo que ele mesmo não cumprisse com rigor e com tremor.
A resposta do povo revela a importância de uma liderança influente: “os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias do cereal, do vinho, do azeite, do mel e de todo produto do campo; também os dízimos de tudo trouxeram em abundância” (v.5). Sob a liderança de Ezequias, seu firme caráter e fiel exemplo, “todos os que vieram de Israel, como também os estrangeiros” (2Cr.30:25), compreenderam um chamado além da coroa. Não questionaram sobre o destino das ofertas, mas “com fidelidade se houveram santamente com as coisas sagradas” (v.18).
Ao ver aqueles “montões e montões” (v.6) de ofertas, Ezequias e os príncipes de Judá “bendisseram ao Senhor e ao Seu povo de Israel” (v.8), porque houve liberalidade na fidelidade. Ainda que aqueles montões correspondessem a uma quantidade que sobrava, não era o volume que importava, mas a entrega voluntária de suas vidas a Deus. O egoísmo deu lugar ao altruísmo. A idolatria que os afligia deu lugar à adoração que os satisfazia.
Quando falamos de mordomia cristã ou de dízimos e ofertas, a última coisa que importa é o valor econômico. Ezequias não viu naquelas ofertas montões de riquezas perecíveis. Ele não disse: “Benditas sejam estas ofertas”, e sim: “Bendito seja Deus e o povo que Ele escolheu”. O que nos leva à seguinte reflexão: o que ofertamos a Deus — nossos talentos, nossos tesouros, nosso tempo e nosso templo (1Co.6:19-20) — glorifica a Deus e revela que pertencemos ao Seu povo eleito?
Naquele período memorável, Judá, e até mesmo o reino do Norte, foi privilegiado com um líder que “fez o que era bom, reto e verdadeiro perante o Senhor, seu Deus” (v.20); um rei que os governou com o firme e infalível fundamento, “na lei e nos mandamentos, para buscar a seu Deus”, pois “de todo o coração o fez e prosperou” (v.21). Há um restante agora. Alguns que escolheram se humilhar diante de Deus e invocá-Lo com inteireza de coração. A estes foi dada a última e urgente missão de “dedicar-se à Lei do Senhor” (v.4) e, através dela, falar de sua casa para o mundo.
Em um tempo sobremodo curto, precisamos nos dedicar a viver o evangelho eterno e, então, anunciá-lo com propriedade. O Senhor tem levantado Seus atalaias atuais que, com poder e discernimento têm apelado ao Israel de Deus que quebrem os ídolos do lar e busquem viver uma experiência pessoal com o alto. Músicas, filmes, entretenimentos em geral e até mesmo determinados alimentos ainda são considerados aceitáveis e, ignorando os testemunhos que nos foram escritos, muitos estão bloqueando suas mentes à atuação divina.
Oh, amados, o Senhor deseja abrir depósitos de montões de bênçãos em nossa vida! Aceitemos o Seu apelo por intermédio do apóstolo Paulo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:1-2). Permita que o Espírito Santo realize esta linda obra em você, um dia de cada vez. Escolha ser fiel Àquele que, por Sua perfeita fidelidade, Se doou por você.
Nosso Pai, o Senhor nos amou com tanta intensidade que deu o Seu Filho unigênito, para que, nEle crendo, não morramos, mas tenhamos a vida eterna. O que são montões e montões de ofertas humanas comparado ao que Cristo fez por nós? Ainda assim, o Senhor, por Sua graça e misericórdia, Se alegra com a nossa fidelidade e faz dela um instrumento divino para transformar o nosso coração. Ajuda-nos a reconhecer em cada dádiva colocada em nossas mãos a Tua bênção e a Tua bondade para conosco! Sonhamos, Senhor, com o lugar que preparaste para nós e, pela fé no que Cristo fez por nós, e pela fidelidade da palavra profética, cremos que logo estaremos lá. Que naquele grande Dia, façamos parte dos “montões” que o Senhor virá recolher para o Teu celeiro. Oramos, confiantes nos méritos e na vitória do nosso Redentor, Jesus Cristo, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, sacrifícios vivos, santos e agradáveis a Deus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS31 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Filhos de Israel, voltai-vos ao Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, para que Ele se volte para o restante que escapou do poder dos reis da Assíria” (v.6).
A festa da Páscoa havia caído no esquecimento. Esta celebração era em memória da libertação do povo de Israel do jugo egípcio, quando cordeiros foram imolados e seu sangue marcou os umbrais das portas dos filhos de Israel, livrando os seus primogênitos da morte. Ezequias convocou não só o povo de Judá, mas enviou os correios com cartas para todo o Israel. Todas as tribos foram convidadas a celebrar a “Páscoa ao Senhor” (v.1). Aquelas cartas não continham apenas um convite para a Páscoa, mas um convite à vida eterna. As palavras do rei Ezequias não saíram dele mesmo, mas foram uma inspiração divina, uma declaração do amor de Deus a todo o Israel, o Seu primogênito (Êx.4:22).
Aconteceu, contudo, algo impressionante: “Os correios foram passando de cidade em cidade, pela terra de Efraim e Manassés até Zebulom; porém riram-se e zombaram deles” (v.10). Que coisa mais triste, amados! Se zombaram das palavras do mensageiro de Deus, então zombaram de Deus, e “de Deus não se zomba” (Gl.6:7). O apelo de Ezequias foi que o povo se voltasse para Deus, que não endurecesse o coração, para que o Senhor pudesse Se voltar para “o restante que escapou” (v.6). E foi para um restante mesmo, pois apenas “alguns […] se humilharam” (v.11). E “em Judá se fez sentir a mão de Deus, dando-lhes um só coração” (v.12).
Um só coração, eis o que precisamos como povo de Deus. E isso faz muito sentido, já que servimos a um único Deus. Precisamos voltar ao “Deus de Abraão, de Isaque e de Israel” (v.6), o Deus EU SOU (Êx.3:14), o Deus Verbo (Jo.1:1-3), o Deus que não muda (Ml.3:6; Tg.1:17), o Deus que foi até a cruz por nós (Fp.2:8). Ele é o mesmo Deus com a mesma mensagem: Eu amo vocês para sempre! (Jr.31:3). Mas o que é isso que muitos têm feito, zombando dos mensageiros do Senhor? O fato de fazermos parte do Israel espiritual de Deus (Gl.6:16) não nos torna automaticamente salvos, porque podemos estar em Israel, mas não ser Israel. O convite de Deus é que façamos parte de “alguns” que “se humilharam” (v.11), para que Ele nos conceda “um só coração” (v.12): “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que Me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos” (Jr.32:39).
Quando o povo de Deus se dispõe a lançar fora os altares pagãos (v.14), é porque, antes, os lançaram fora de seu coração. Os sacerdotes e levitas “se envergonharam e se santificaram” (v.15), pois a Palavra de Deus é uma espada de dois gumes; ela discerne os propósitos do coração (Hb.4:12). Temos nós nos envergonhado quando confrontados pela Palavra? O pecado que em nós habita tem nos incomodado? Cuidado, amados! Quando agimos como o mundo, pensamos como o mundo, nos vestimos e comemos como o mundo e nada disso nos incomoda, estamos no terreno minado do inimigo. Enquanto não entendermos que precisamos temer a Deus todos os dias em tudo o que pensamos e fazemos, também não compreenderemos que se trata de uma necessidade urgente.
Mas ainda “havia muitos na congregação que não se tinham santificado” (v.17); “contudo, comeram a Páscoa […] porém Ezequias orou por eles” (v.18). Eis o verdadeiro líder de Deus, que não julga, mas intercede! Temos nós intercedido por aqueles que percebemos estar longe dos propósitos divinos? Ou estamos perdendo o nosso tempo (e até a eternidade) “comentando” sobre a vida de nossos irmãos? Jesus repreendeu os escribas e fariseus por ocuparem a cadeira de “Moisés, o homem de Deus” (v.16) e não viverem como ele viveu, e deu uma séria advertência aos Seus discípulos e às multidões que O ouviam: “Fazei e guardai, pois, tudo quanto eles vos disserem, porém não os imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem” (Mt.23:3). Penso que não preciso comentar mais nada sobre isso; Cristo foi suficientemente claro.
Permitam-me parafrasear a compassiva e sincera oração de Ezequias:
— Meu Deus, Tu que és bondoso e misericordioso, perdoe estes Teus filhinhos, porque, apesar de ainda não estarem agindo em total acordo com a Tua Palavra, eles estão abrindo o coração para buscar ao Senhor.
E qual foi a resposta divina? De rejeição? Não, amados! De amor! “Ouviu o Senhor a Ezequias e sarou a alma do povo” (v.20). Percebem a semelhança deste episódio com o episódio em que uma mulher adúltera foi lançada aos pés de Jesus? Os seus irmãos na fé estavam prestes a apedrejá-la, quando o mesmo Deus que ouviu Ezequias e sarou a alma do povo, disse à mulher: — Eu não te condeno, mulher. Vai e não peques mais (Jo.8:11). Onde há perdão, há salvação. E onde há salvação, há “grande júbilo” (v.21), e “de dia em dia” há gratidão e louvor em “honra ao Senhor” que sara e que salva!
Quando há esta unanimidade entre o povo de Deus, Ele suscita “grande alegria” (v.26), e a voz do povo é ouvida e a sua oração chega “até a santa habitação de Deus, até aos céus” (v.27). Precisamos urgentemente dispor “o coração para buscar o Senhor Deus” (v.19); então a santificação virá, dia após dia, nos moldando e nos purificando de todo pecado. Você compreendeu tudo isto? Então, agora é a hora de você, “com grande júbilo” (v.21), se alegrar e louvar ao Deus da sua salvação! Ele quer te sarar! Ele quer te salvar! Ele quer te amar para sempre! Porque Ele não muda, nem tampouco o Seu amor! Assim como “imolaram o cordeiro da Páscoa” (v.15), o Cordeiro de Deus foi imolado por você e por mim! Quem compreende e aceita esse amor incondicional o tornará conhecido em toda parte. “Não endureçais, agora, a vossa cerviz […] confiai-vos ao Senhor, e vinde ao Seu santuário que Ele santificou para sempre, e servi ao Senhor, vosso Deus” (v.8).
Pai Celestial, cremos que da mesma forma que Israel recebeu mensageiros com uma mensagem do Senhor, tens enviado, hoje, Teus mensageiros a todas as nações, povos, tribos e línguas. Mas qual tem sido a nossa resposta? Será que temos ridicularizado e rejeitado os Teus mensageiros? Ou estamos dispostos a Te oferecer sacrifício aceitável e tirar de nosso meio todas as abominações? Através da Tua serva, o Senhor nos advertiu de que, se estamos esperando um reavivamento de toda a igreja, esse tempo nunca chegará. Ó, Deus do Céu, a nossa salvação foi comprada por alto preço, pelo precioso sangue do Cordeiro! Que o Teu amor imensurável constranja o nosso coração para que tenhamos alegria e ânimo nesses dias finais, na certeza de que a nossa redenção se aproxima. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados e salvos pelo Cordeiro de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2CRÔNICAS30 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100