Reavivados por Sua Palavra


2REIS 5 – Comentado por Rosana Barros
26 de agosto de 2019, 0:30
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“Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era grande homem diante do seu senhor e de muito conceito, porque por ele o Senhor dera vitória a Síria; era ele herói de guerra, porém leproso” (v.1).

A história de hoje é um dos milagres mais conhecidos do Antigo Testamento. Com um alto cargo no reino sírio, Naamã era um homem poderoso, rico e com muitos soldados e servos ao seu comando. Mas havia um porém: ele era leproso. A lepra era a doença mais temida do antigo Oriente. Era lenta, dolorosa, fatal e não escolhia classe social. As características fornecidas pelas Escrituras sobre Naamã nos diz muito a respeito deste homem. Além de ter alta consideração por parte do rei da Síria, seu título de herói de guerra não foi conquistado por ele mesmo, mas “porque por ele o Senhor dera vitória”. Naamã ainda não havia se dado conta disto e seu orgulho precisava ser quebrado. Por trás de sua armadura, havia um coração que deveria ser governado pelo verdadeiro Herói.

Deus colocou em sua vida uma menina. Isso mesmo! Uma criança, cativa de Israel (v.2). E da boca daquela pequena serva saíram as palavras que o levariam à cura. Observem que o que a menina reconhecia, o rei de Israel não reconheceu. Ao ler a carta do rei da Síria, o rei rasgou as suas vestes e se desesperou. A cura de Naamã não seria apenas para curar a sua lepra, mas para provar ao monarca israelita de que havia “profeta em Israel” (v.8). Então, Naamã chegou “à porta da casa de Eliseu” (v.9), provavelmente esperando que o profeta logo viesse recebê-lo. Sua posição privilegiada o fazia um homem benquisto e temido por todos. Naamã não precisava de convites e permissões. Seus títulos abriam as portas de qualquer lugar e provocavam o sorriso de muitos bajuladores.

Qual não foi a sua surpresa, porém, quando não havia nada preparado, a não ser um servo para lhe transmitir o recado do profeta de Deus. O fato de Eliseu não recebê-lo pessoalmente foi entendido pelo poderoso comandante como um grave insulto. Feriu a posição e a autoridade de Naamã? Não, amados. Feriu o seu ego e o seu orgulho. A lepra maligna de Naamã não estava apenas na pele, mas também no coração. Ele precisava se despir de toda a sua arrogância e prepotência, e vestir-se de humildade e de confiança no único e verdadeiro Deus.

Ao acatar às palavras suplicantes de seus fiéis oficiais, ele fez o que Eliseu havia dito: mergulhou sete vezes no rio Jordão. Ele não ficou curado quando mergulhou uma vez, nem quando mergulhou três, nem seis, mas sete vezes. Como Naamã, desejamos respostas rápidas e soluções práticas. Queremos ver resolvidos nossos problemas como num estalar de dedos. Mas, assim como Naamã precisou mergulhar sete vezes em águas escuras para receber a cura, Deus pode estar nos dizendo hoje que precisamos fazer o que Ele nos pede de maneira perfeita, para que Ele possa nos conceder a solução perfeita.

Sete representa a perfeição de Deus para a nossa vida. E assim como a pele de Naamã não foi apenas restaurada, mas “se tornou como a carne de uma criança” (v.14), o Senhor promete que, se confiarmos, e se formos fiéis ao “assim diz o Senhor”, Ele nos tornará limpos e nos dará a Sua paz aonde quer que formos. O que você prefere? Ouvir de Deus: “Vá em paz”? Ou: “a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre” (v.27)? O que Naamã passou a deixar em último plano, Geazi cobiçou como primeiro. Milagres não se vendem. Milagres não se compram. Milagres são preciosas dádivas dos Céus.

De todas as personagens desta história, a menos citada, a que nem mesmo conhecemos o nome é a menina cativa. Não fosse seu sábio conselho e a humanidade teria perdido a lição da simples fé de uma criança. Não importa quem você seja, Deus deseja lhe usar para a realização de grandes obras. E Ele têm usado crianças, jovens, idosos ou pessoas que julgamos ser incapazes, para cumprir os propósitos que os grandes e poderosos da Terra  têm se negado a cumprir. Mesmo longe de casa, aquela menina mostrou a Quem servia. E o rei, dentro de casa, mostrou que não conhecia o Deus de Israel. E nós? Qual tem sido a nossa realidade?

O mesmo desejo que teve a menina com relação a Naamã, Deus deseja com relação a Seus filhos. Pois o pecado é uma lepra incurável que só o Senhor é capaz de curar. Aqueles que correm atrás de recompensas que não lhes convém, recebem sobre si e sobre sua família terrível maldição. Mas os que conhecem o Senhor e buscam os tesouros do Céu, “todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9). Em um mundo que vai de mal a pior, que possamos dar ouvidos à mensagem profética para os nossos dias até que sejamos completamente curados da lepra do pecado no grande Dia do Senhor. Vigiemos e oremos!

Bom dia, família bendita do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis5 #RPSP

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2REIS 4 – Comentado por Rosana Barros
25 de agosto de 2019, 0:30
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“Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra do Senhor” (v.44).

As duas primeiras histórias do capítulo de hoje retratam duas diferentes realidades: a primeira de uma viúva pobre com dois filhos e a segunda de uma mulher rica que não tinha filhos. Duas situações: pobreza e riqueza. Dois dilemas: o risco de perder dois filhos e o sonho da maternidade. A pergunta feita por Eliseu à viúva: “Que te hei de fazer?” (v.2), também foi usada por Jesus de forma reiterada mesmo que diante de necessidades óbvias. Por exemplo: Jesus perguntou a dois cegos o que eles queriam que lhes fizesse (Mt.20:32). Ora, mas não era óbvio que os homens desejavam enxergar novamente? Então porque a pergunta? Porque ela requer de nós uma resposta, e a nossa resposta pode ser a afirmação da nossa fé, confiança e dependência total de Deus, ou de nossa rejeição à provisão divina.

O que a viúva chamou de nada, Deus transformou em tudo o que ela e a sua casa precisavam. A ordem era que ela pegasse emprestado com seus vizinhos o máximo de vasilhas que conseguisse. As bênçãos que Deus concede a um lar devem ser bênçãos compartilhadas. As vasilhas dos vizinhos podem representar todos aqueles que o Senhor coloca em nosso caminho para que sejamos seus abençoadores. Temos em nossas mãos o privilégio e a responsabilidade de enchermos outros lares com o “azeite” do amor de Deus. Mas, para que isto aconteça, antes, precisamos “fechar a porta” sobre nós e nossos filhos e, juntos, enchermos as vasilhas até que transbordem.

Não podemos encher a “vasilha” de ninguém se, antes, não estivermos com a nossa cheia. Não dá para apresentarmos Jesus a outras pessoas, se nem mesmo O conhecemos. Atrás da porta de nossa casa deve haver uma família unida em um só propósito: receber do Senhor o “azeite” do Espírito Santo para que sejamos Seus cooperadores na busca por outras famílias. Quando compreendermos que dar é melhor do que receber (At.20:35), nós e nossa família viveremos “do resto” (v.7) felizes e satisfeitos com a provisão do Senhor. Porque o resto de Deus não é do pior que sobra, mas do melhor da fartura.

A mulher rica entendeu isto, e decidiu compartilhar de seus bens materiais com o “santo homem de Deus” (v.9). E foi por dar sem esperar nada em troca, que o Senhor lhe concedeu tudo o que ela sempre sonhou: um filho. Só que o sonho durou pouco e o filhinho tão esperado e tão amado, morreu. O que mostra que os nossos sonhos neste mundo podem ser frustrados, mas com Deus, ainda que estejamos sofrendo “em amargura” (v.27), podemos responder como aquela mulher enlutada: “Tudo bem” (v.26).

O homem de Deus entrou naquele quarto e “fechou a porta sobre eles ambos e orou ao Senhor” (v.33). O quarto que a mulher havia preparado para o profeta tornou-se em palco de um grande milagre. “Que te hei de fazer?” (v.2), é a pergunta que Jesus nos faz hoje. É a respeito de um filho? Quando você pensar que a porta se fechou, Deus, “no tempo determinado” (v.17), fará um milagre e lhe dirá: “Toma o teu filho” (v.36). É a dificuldade financeira? Confia no Deus Provedor, “porque assim diz o Senhor: Comerão, e sobejará” (v.43). É algo que você julga não ter solução, uma verdadeira “morte na panela” (v.40)? Ele transforma o luto em júbilo e onde havia morte, em banquete e alegria.

Como a mulher rica apegou-se a Eliseu, diga hoje ao Senhor: – “Não Te deixarei” (v.30), Senhor! Ainda que debaixo de ameaças (v.1-7); ainda que não tenha o que sempre sonhei (v.14); ainda que em luto (v.26); ainda que não veja saída para o meu problema (v.40); ainda que pareça que tenho pouco (v.43), ou mesmo nada (v.2); NÃO TE DEIXAREI, MEU DEUS! Porque só o Senhor toma do pouco ou do nada, e transforma em um tudo abundante! Confiemos, vigiemos e oremos!

Bom dia, filhos do Deus da perfeita provisão!

Rosana Garcia Barros

PrimeiroDeus #2Reis4 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 3 – Comentado por Rosana Barros
24 de agosto de 2019, 0:30
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“Disse Eliseu: Tão certo como vive o Senhor dos Exércitos, em cuja presença estou, se eu não respeitasse a presença de Josafá, rei de Judá, não te daria atenção, nem te contemplaria” (v.14).

E a saga dos reis maus de Israel continua. Com a morte de Acazias, não havia herdeiro para sucedê-lo, então seu irmão Jorão reinou em seu lugar. E fez este “o que era mau perante o Senhor; porém não como seu pai, nem como sua mãe” (v.2). Adoradores convictos de Baal, Acabe e Jezabel construíram uma reputação muito difícil de ser comparada ou superada. Porém, nos pecados em que caiu Jeroboão, Jorão também consentiu. E diante da ameaça do rei de Moabe, logo procurou a ajuda de Josafá. O rei de Judá já havia saído à guerra antes em favor de Acabe, e quase perdeu a vida pela desonestidade daquele rei. Mais uma vez ele se mostrou prestativo para com outro rei de Israel e saiu em seu favor.

Como na situação anterior, Josafá sugeriu que fosse consultado um profeta de Deus. Eliseu foi indicado e os reis “desceram a ter com ele” (v.12). Aquela pequena comissão logo revelou sua dificuldade. Jorão foi desmascarado por aquele que de Deus recebera discernimento para perceber-lhe a maldade: “Que tenho eu contigo? Vai aos profetas de teu pai e aos profetas de tua mãe” (v.13). Como homem de Deus, Eliseu recebera o dom de discernir espíritos (1Co.12:10), e por ser Jorão mui perverso, não fosse “a presença de Josafá” (v.14), o profeta não lhe teria dado atenção e nem tampouco olharia para ele. Parece uma atitude dura da parte de Eliseu, mas era apenas o efeito da anti mistura da luz com as trevas.

A presença do rei de Israel era tão inconveniente, que Eliseu, à semelhança de Davi quando tocava a sua harpa e afastava de Saul o espírito maligno (1Sm.16:23), usou o louvor para que o mal fosse dissipado e pudesse receber de Deus o poder para transmitir a Sua palavra. É certo que muitas vezes precisamos conviver com pessoas difíceis, mas isto não deve nos impedir de lhe sermos úteis conforme a vontade de Deus. Eliseu, por vontade própria não queria estar ali, mas tinha uma obra maior a realizar, uma obra que não era sua, mas do Senhor. E por respeito a Josafá, conteve a sua indignação. Pois  muitas vezes Deus age em favor dos maus por causa dos bons que os cercam. Os ímpios são abençoados por amor dos justos e, com isso, recebem também a oportunidade de saírem das trevas para luz, e da sequidão para terra de abundantes águas (v.20).

Precisamos entender que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. E da mesma forma, devemos ter repulsa aos atos de maldade, mas misericórdia de quem age assim. “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). Notem que Paulo coloca duas condições: “Se possível” e “quanto depender de vós”. Isto é, nem sempre é possível manter uma relação pacífica com todos, mas que esta impossibilidade não surja de nossa parte. Certamente, Eliseu sabia que se Jorão pudesse, lhe tiraria a vida, assim como Jezabel havia feito com os demais profetas do Senhor.

Contudo, não cabia a Eliseu a vingança, nem deixar de comunicar a palavra de Deus, porém, no que dependesse dele, tudo o que dissesse ou fizesse deveria ser um amontoado de brasas vivas sobre a cabeça de Jorão (Rm.12:20). Que possamos escolher, como Eliseu, andar na presença do Senhor para que não tornemos “a ninguém mal por mal”, porém nos esforcemos “por fazer o bem perante todos os homens” (Rm.12:17). Porque em breve há de ser revelada “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não serve” (Ml.3:18). Até lá, não é nossa a obra de fazer este julgamento, mas do Juiz Justo. Eis o que Deus espera de nós: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, discípulos de Cristo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis3 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 2 – Comentado por Rosana Barros
23 de agosto de 2019, 0:30
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“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho” (v.11).

Para mim, esta é uma das histórias mais lindas da Bíblia, em termos de fé, amizade, compromisso, lealdade e recompensa. Podemos identificar tudo isso e muito mais no capítulo de hoje. Pela primeira vez, a Bíblia destaca a sucessão de um profeta de Deus. Até aqui temos visto apenas a linha de sucessão dos reis de Israel e de Judá. Elias, porém, foi o profeta que ganhou evidência não só nos livros das histórias dos reis de Israel, mas também foi citado por profetas menores, no Novo Testamento e seu nome recebeu destaque para o cumprimento de profecias nos últimos dias.

Eis o que está escrito no livro de Malaquias: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor” (Ml.4:5). Esta profecia não se trata do retorno da pessoa de Elias, mas de sua missão. A obra dada a Elias de restaurar a verdadeira adoração é o que vai dar cumprimento ao último sinal antes do fim (Mt.24:14). Assim como a ressurreição de Moisés representa os que serão ressuscitados no Dia do Senhor, a trasladação de Elias ao Céu simboliza os que serão arrebatados naquele Dia: “A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1Co.15:52). Isto explica o fato destes dois personagens terem aparecido na transfiguração de Cristo (Mt.17:3), como uma confirmação dos frutos do “penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).

Eliseu foi o único a acompanhar tudo de perto. Não se apartou de Elias um único instante, e de seu mestre recebeu preciosas orientações. A companhia de Elias era-lhe agradável e lhe fazia sentir-se mais próximo de Deus. Não há bênção maior nesta terra do que pessoas que nos edifiquem espiritualmente. Elias nos deixou uma grande e importante lição que Jesus transformou em uma comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos” (Mt.28:19). A amizade entre Elias e Eliseu fez de Eliseu um fiel discípulo e a responsabilidade que sobre ele cairia o levou a fazer um ousado pedido: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito” (v.9).

Eliseu não estava pedindo para ser melhor do que o seu mestre, e sim reconhecendo a sua total dependência do poder divino. A postura que teve diante dos discípulos insensatos mostrou a sua prudência diante dos assuntos do Alto. A atitude daqueles homens representam pessoas que não sabem guardar discrição, e, em tom de “inocentes comentários” saem divulgando o que não lhes convém. Mesmo que eles tenham expressado uma verdade, a repetida resposta de Eliseu “Também eu o sei; calai-vos” (v.3 e 5), nos deixa um legado de que aqueles que mantém o foco na missão não perdem tempo com conversas fúteis.

A lealdade de Eliseu para com Elias foi a chave que lhe abriu as portas da sucessão profética e o fez contemplar um vislumbre da glória divina. Nenhum daqueles discípulos estavam prontos para receber tal incumbência e viver tamanha experiência. Eliseu teve a honra de contemplar os seres celestiais, muito em breve, os filhos do Reino também terão. O privilégio de Elias de subir aos Céus sem passar pela morte, os justos vivos hão de ter, como está escrito: “nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados… entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts.4:17).

Mas para todos os zombadores, que insistem em escarnecer e maldizer os filhos do Reino, lhes sobrevirá repentina destruição, assim como foi com os quarenta e dois rapazinhos que zombaram do profeta de Deus. Meus irmãos, não fiquemos insistindo em falar e em fazer o que não nos é conveniente. Sempre que vier à nossa língua a vontade de comentar acerca do que não nos diz respeito, lembremos do conselho de Eliseu: “Calai-vos”! E quando quisermos insistir em ir aonde Deus não nos mandou, lembremos da admoestação de Eliseu: “Não vos disse que não fôsseis?” (v.18).

O Senhor tem planos surpreendentes na vida de todo aquele que, como Elias e como Eliseu, se entrega a Seu serviço. Que nossa vida seja usada por Deus como guia para o nosso próximo e que estabeleçamos laços de amizade íntima com pessoas que nos edificam para o Reino dos Céus. Lembremos que “Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17), mas que através de sua comunhão com Deus teve uma vida extraordinária. Clamemos pela “porção dobrada” (v.9). E ainda que diante de nós se levantem muitas águas, Deus nos fará passar “em seco” (v.8) ou as tornará saúde para nossa alma (v.21). Vigiemos e oremos!

Bom dia, servos do Deus Altíssimo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis2 #RPSP

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2REIS 1 – Comentado por Rosana Barros
22 de agosto de 2019, 0:30
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“Mas o Anjo do Senhor disse a Elias, o tesbita: Dispõe-te, e sobe para te encontrares com os mensageiros do rei de Samaria, e dize-lhes: Porventura, não há Deus em Israel, para irdes consultar Baal-Zebube, deus de Ecrom?” (v.3).

O segundo livro dos Reis já inicia com mais um reinado fadado ao fracasso. O filho de Acabe havia adquirido uma doença após uma queda e não descansaria enquanto não soubesse o que lhe sucederia. Mas ao invés de consultar ao Deus de Israel, mandou seus mensageiros consultarem ao deus de Ecrom, cujo nome significa “senhor das moscas”. Que troca insana! Desde que o pecado entrou no mundo, a humanidade tem feito a mesma coisa. Não foi sem razão que só entrou na arca, Noé e sua família. A insanidade era tanta que o homem deu as costas ao Criador de todas as coisas, para adorar a todas as coisas criadas.

O “senhor das moscas” representa tudo aquilo no qual depositamos a nossa confiança que só deveria pertencer a Deus. Mas todo aquele que guarda o “assim diz o Senhor”, como Elias, recebe as características de um verdadeiro filho do Reino. A descrição exterior de Elias não foi o real motivo de Acazias reconhecê-lo, mas uma confirmação de alguém que o rei já sabia quem era: “É Elias, o tesbita” (v.8). Contudo, a profecia de Elias trouxe desassossego ao coração do enfermo rei, que logo mandou buscar o profeta. E por mais duas vezes, Deus manifestou o Seu poder fazendo descer fogo do céu para consumir os soldados de Acazias.

O título de homem de Deus havia sido desqualificado pelos falsos profetas do reino, mas Elias deixou bem claro que ele era, de fato, um homem de Deus. Títulos não dizem nada quando quem os representa não vive conforme o seu chamado. Somos portadores de uma mensagem solene e urgente, meus irmãos, que, se vivida, o mundo reconhecerá em nossas palavras e ações: “É Elias!” O nosso nome, aparência e atitudes têm sido uma inconfundível declaração de que só o Senhor é Deus?

A missão do profeta era transmitir a Palavra do Senhor e conduzir o povo ao arrependimento. Foi o que Elias fez em todo o seu ministério, sendo zeloso em cumprir a vontade de Deus e indo exatamente para onde Deus o mandava. Aquela chuva de fogo atingiu apenas alguns, porém, chegará o tempo em que será uma execução em massa do juízo de Deus sobre os ímpios (Ap.20:9). Se assumirmos, porém, a atitude do terceiro capitão de Israel, nos humilhando diante do Senhor, não teremos o que temer naquele grande Dia. Toda vida é preciosa aos olhos de Deus, porém, o valor dado por Deus não nos impede de rebaixar este grande valor a um montão de cinzas, pelas nossas más escolhas.

A justiça de Deus não deve nos causar medo, mas ela é salvação. “Sendo justificados gratuitamente, por Sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm.3:24). Muitas vezes Deus nos reprova aqui para que não sejamos reprovados para a eternidade. Acazias não se deu por satisfeito até ouvir da boca do próprio Elias as mesmas palavras condenatórias ditas antes. Meus irmãos, fomos criados para a felicidade eterna, não para condenação. Pois o castigo final não foi preparado para nós, mas “para o diabo e seus anjos” (Mt.25:41).

Muitos podem até ignorar a Palavra de Deus, mas não podem evitar que ela se cumpra: “Assim, pois, morreu [Acazias], segundo a palavra do Senhor” (v.17). Chegará o tempo em que descer fogo do céu também não será mais um sinal evidente do poder do Senhor, mas astúcia de Satanás para enganar a humanidade, “de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens” (Ap.13:13). E o que nos ajudará a discernir o fogo do Senhor do fogo da maldição? A nossa caminhada com Deus. Temos andado em conformidade com a vocação que recebemos do Alto? Deus dizia a Elias: Suba. E ele subia. Deus dizia: Desça. E ele descia. Deus dizia: Vai. E ele ia. Deus dizia: Fica. E ele ali permanecia. Que o Espírito Santo faça de nossa vida uma inconfundível revelação de que somos, por preceito e por exemplo, homens e mulheres de Deus. Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis1 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 22 – Comentado por Rosana Barros
21 de agosto de 2019, 0:30
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“Respondeu Micaías: Tão certo como vive o Senhor, o que o Senhor me disser, isso falarei” (v.14).

Todos nós gostamos de ouvir o que nos agrada. A natureza humana não tem prazer na repreensão e, muitas vezes, perdemos de vista a chance de acertar. Acabe e Josafá resolveram unir forças para pelejar contra o rei da Síria a fim de reconquistar para Israel a terra de Ramote-Gileade. E como um só povo, Israel e Judá lutariam juntos. Mas, assim como foi com Elias, hoje vemos uma outra disputa entre profetas. Aqueles 400 homens faziam diante de Acabe e de Josafá uma verdadeira apresentação teatral. Mas aquele que conhece bem o verdadeiro, logo sabe identificar o falso.

Ainda havia restado um profeta do Senhor chamado Micaías. Até então, Acabe não tinha cogitado a possibilidade de chamá-lo, mas Josafá sabia reconhecer um profeta de Deus, pois era temente a Deus e “fez o que era reto perante o Senhor” (v.43), e aqueles homens patéticos, liderados por Zedequias “chifres de ferro” (v.11), definitivamente, não eram profetas de Deus. Micaías foi chamado à contra gosto de Acabe, pois dizia: “…eu o aborreço, porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau” (v.8).

Já na presença de Acabe, Micaías disse ao rei exatamente o que os falsos profetas haviam dito. Mas até Acabe reconheceu que ele estava escondendo a verdade de fato. Só então, o homem de Deus manifestou as palavras do Senhor de uma forma grandiosa. Sua fala inclui uma visão do trono de Deus e uma espécie de parábola acerca de um “espírito mentiroso” enviado por Deus para falar através dos 400 profetas. Uma ilustração de que o Senhor permite que a mentira siga o seu curso e produza os seus resultados, pois assim a verdade pode brilhar. Micaías foi usado por Deus para dar uma última oportunidade a Acabe, mas o rei não deu o braço a torcer. Agarrou-se com a “paz” profetizada por seus profetas fajutos, e morreu debaixo de seu inútil disfarce.

Meus amados, hoje existem mais de quarenta mil denominações cristãs, todas afirmando que seguem a Jesus. Mas será que todas elas falam a verdade? Mas o que é a verdade, tão temida por Acabe? Ela realmente é para ser temida? Vejamos o que o próprio Jesus afirmou: “e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Ora, se a verdade liberta, porque então tem sido tão negligenciada? Porque a verdade confronta com os nossos desejos carnais. Porque a verdade diz que eu não posso odiar meu irmão, nem desejar alguém que não seja o meu cônjuge, nem fazer o que eu bem quiser. Compreendem? A verdade revela o nosso caráter pecaminoso e exige de nós uma firme decisão.

Mas o que é a verdade? A Bíblia diz que a verdade possui cinco colunas:

  1. Deus é a verdade (Jr.10:10);
  2. Jesus é a verdade (Jo.14:6);
  3. O Espírito Santo é a verdade (1Jo.5:6);
  4. A Bíblia é a verdade (Jo.17:17);
  5. Os mandamentos de Deus são a verdade (Sl.119:151).

Estas são as colunas da liberdade! Muitos podem até afirmar que seguem a Deus à sua própria maneira, mas, como Acabe, lá no fundo, sabem que estão errados e que estão longe da verdade. A conclusão da fala de Micaías a Acabe me fez estremecer. Não lhe causou impacto também? Ele encerrou suas palavras, dizendo: “Se voltares em paz, não falou o Senhor, na verdade, por mim”… Agora prestem bastante atenção nesta última frase dita por ele: “Disse mais: Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28). Não era uma mensagem apenas para Acabe, ou para Israel, mas é uma mensagem para todos nós!

O fim da vida de Acabe revela o resultado da desobediência e da teimosia. Eis o apelo que o Senhor nos faz hoje: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto” (Is.55:6). Aceite agora o convite de Deus e continue buscando na Bíblia as verdadeiras respostas, porque chegará o tempo, e não está longe, em que os homens “correrão por toda parte, procurando a Palavra do Senhor, e não a acharão” (Am.8:12); “quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo.16:13).  “Ouvi isto, vós, todos os povos!” (v.28). Vigiemos e oremos!

Bom dia, libertos pela verdade!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 21 – Comentado por Rosana Barros
20 de agosto de 2019, 0:30
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“Ninguém houve, pois, como Acabe, que se vendeu para fazer o que era mau perante o Senhor, porque Jezabel, sua mulher, o instigava” (v.25).

A ganância de Acabe não tinha limites. Suas atitudes revelam o caráter de um homem fraco e mimado. Novamente, a Bíblia diz que Acabe ficou “desgostoso e indignado” (v.4). Desta vez, porém, por causa de um pedido que lhe foi negado. A vinha de Nabote provavelmente era o único bem havido de seus pais e representava toda uma vida de trabalho e dedicação. Além disso, a herança patriarcal era considerada como um bem sagrado que deveria ser transmitida de geração em geração. Mas o semblante descaído de Acabe e sua greve de fome chamaram a atenção da malvada rainha. Jezabel sabia como resolver as coisas da pior forma possível. Manipuladora e de coração implacável, traçou rapidamente um plano para aniquilar a vida de Nabote e apoderar-se de sua vinha.

Cartas apregoando um jejum abominável e um julgamento injusto foram distribuídas entre os maiorais do povo. Logo, o plano maligno de Jezabel foi consumado e Acabe pôde tomar posse da terra regada com sangue inocente. Mas tamanha injustiça poderia ficar sem consequências? O casal do mau sairia impune de um crime tão vil? De forma alguma! Eles receberiam o pagamento por tão grande pecado: a morte. Quando Elias foi enviado para falar a Acabe em nome de Deus, foi assim que o profeta foi recebido: “Já me achaste, inimigo meu?” (v.20). Na verdade, Acabe estava diante de um amigo, e dormia ao lado de uma inimiga. Pois, “o que repreende ao homem achará, depois, mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua” (Pv.28:23).

Mas o que o homem não faz por cobiça! Para conseguir o almejado terreno, foi montado um cenário religioso com jejum e tudo mais. E “dois homens malignos” (v.10) testemunharam contra Nabote. Mas “a falsa testemunha não fica impune” (Pv.19:5) e o juízo viria sobre os algozes daquele pobre homem, um irmão do povo que foi morto pela ganância de um rei covarde. Sobre este tipo de atitude, o apóstolo Paulo escreveu: “Mas vós mesmos fazeis injustiça e fazeis o dano, e isto aos próprios irmãos! Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus?” (1Co.6:8-9). A misericórdia do Senhor estendida sobre Acabe no versículo 29 é uma prova inequívoca de que a mensagem profética não tinha o objetivo final de condenação, mas de salvação.

Acabe tomou posse de uma herança que não lhe pertencia, trocando, mais uma vez, o eterno pelo temporário; trocando o reino de Deus por um pedacinho de terra roubada. Será que esta troca não tem sido praticada em nossos dias com uma semelhante roupagem de piedade? Fartura de bens materiais é rotulada de teologia da prosperidade. A adoração através dos dízimos e das ofertas foi banalizada e distorcida por uma falsa doutrina onde barganhar é adorar. Cuidado, meus irmãos! Muito cuidado com a aparência de religiosidade, pois assim como Jezabel, existem muitos que “movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias” (2Pe.2:3).

A resposta de Elias a Acabe revelou a situação do rei e revela a situação de muitos atualmente: “…já te vendeste para fazeres o que é mau perante o Senhor” (v.20). Aquela terra foi tomada a preço de sangue inocente para resultar em morte aos injustos. Esta Terra foi comprada a custo do sangue inocente para resultar em vida eterna para os justificados pela fé em Cristo Jesus. Não foi sem razão que o Senhor encerrou os dez mandamentos condenando a cobiça. Porque cobiçar pode gerar o homicídio, o adultério, o roubo e a dizer falso testemunho (Êx.20:13-17). Meus amados, que não sejamos achados em falta como Acabe (v. 20), mas que, com inteireza de coração, nossa vida revele o poder do Espírito Santo agindo em nós e nos tornando testemunhas verdadeiras de Jesus que, muito em breve, nos concederá a Terra eterna que Ele nos comprou por direito! Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros das vinhas celestiais!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis21 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 20 – Comentado por Rosana Barros
19 de agosto de 2019, 0:30
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“Foi-se o rei de Israel para sua casa, desgostoso e indignado, e chegou a Samaria” (v.43).

O exército da Síria tornou-se um dos maiores e mais fortes da época. A Síria exerceu um importante papel na história do povo de Deus. Tanto que o Senhor mandou Elias ungir o Seu escolhido para governar aquele povo (1Rs.19:15). Algo inusitado, já que os profetas de Deus eram enviados por Ele para ungirem os reis de Israel, e não das nações pagãs. Contudo, Ben-Hadade havia se tornado um rei obstinado e cruel, desafiando o “Assim diz o Senhor”, com o “Assim diz Ben-Hadade” (v.3 e 5). E a ameaça lançada pelo rei sírio, tornou-se uma oportunidade de Acabe reconhecer que só o Senhor é Deus (v.13).

A vitória foi garantida pelo próprio Deus, mas Acabe queria saber qual seria a estratégia de guerra. Então, o Senhor disse que ele iria primeiro, e só depois seria seguido dos “moços dos chefes das províncias” (v.14). E o que ele fez? Mandou primeiro os moços e, quando estes tiveram êxito, só então, saiu Acabe para perseguir os que fugiam. Novamente, Deus enviou o profeta para falar a Acabe, dizendo: “Vai, sê forte, considera e vê o que hás de fazer” (v.22). Mas Acabe rejeitou a eterna aliança do Senhor em troca de uma aliança temporária e falível.

Por não ter obedecido à voz do Senhor, um dos discípulos dos profetas foi morto por um leão, como aconteceu com aquele homem de Deus que estudamos no capítulo 13. A vida de Acabe também teve um trágico fim, pois havia desobedecido às ordens do Senhor. E a sua reação confirma a sua condenação: ficou desgostoso e indignado. Ou seja, não houve arrependimento algum. Pelo contrário, endureceu o coração e voltou para os braços de sua esposa detestável.

Está escrito que Satanás “anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1Pe.5:8). Por vezes, ele disfarça seus agentes e seus meios, e as circunstâncias nos levam para caminhos tortuosos. Precisamos conhecer quais são os nossos deveres diante do Rei do Universo (Ec.12:13) e observá-los para a conservação de nossa própria vida. O que acontece com aquele que transgride uma lei de trânsito? Deve arcar com as penalidades. E com quem transgride a lei penal? Também deve responder por meio de sanções penais. Porque temos tanta dificuldade de entender que a transgressão da lei do Senhor também é passível de juízo?

A transgressão da lei de Deus é pecado (1Jo.3:4) e “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). Amados, Deus não nos colocou neste mundo para sermos condenados à morte. Mas Ele ofereceu o Seu Unigênito para que, pela Sua justiça perfeita, pudéssemos receber o perdão de nossos pecados.

Sigamos, pois, o conselho que Acabe rejeitou. Que sejamos fortes no Senhor, e ponderemos acerca do que fazer. Porque as nossas escolhas definem se estamos marchando com os que seguem para o fim da vida, ou com os que marcham para a eternidade. Vigiemos e oremos!

Bom dia, fortes de Deus!

Rosana Garcia Barros 

#PrimeiroDeus #1Reis20 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 19 – Comentado por Rosana Barros
18 de agosto de 2019, 0:30
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“Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que o não beijou” (v.18).

Solidão é um dos piores males que existe. Provoca medo, angústia e pode resultar em depressão. E foi o que aconteceu com Elias. Após o milagre no monte Carmelo, Jezabel ameaçou a sua vida. Então, mais uma vez Elias se retirou para longe. Só que desta vez ele não se foi porque Deus mandou, mas por conta própria, indo na direção que ele mesmo escolheu. E embaixo de uma árvore, entregou-se não somente ao sono, mas chegou a pedir a morte. Mas o Senhor enviou o Seu anjo para reanimá-lo, pois “o anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que O temem e os livra” (Sl.34:7). Deus tinha um plano na vida de Elias que ele jamais imaginaria.

Por mais que um servo de Deus encontre dificuldades na jornada da vida, Deus jamais o desampara. Ele está sempre disposto a nos fornecer o “alimento” de que precisamos de acordo com cada situação. Elias estava tão mal, que comeu o pão, bebeu a água e voltou a dormir. Mas, pela segunda vez, “o anjo do Senhor tocou-o” (v.7). Então, novamente, ele foi alimentado, recobrando as forças a ponto de andar quarenta dias e quarenta noites até chegar a “Horebe, o monte de Deus” (v.8). Existe uma diferença entre ir ao deserto por conta própria e ser levado ao deserto pelo Espírito de Deus. O próprio Cristo precisou passar pelo deserto e no mesmo intervalo de tempo em que Elias caminhou. Mas Ele o foi porque foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1).

Elias enfrentou esta jornada, e, no fim, encontrou o monte de Deus. Jesus venceu o deserto da tentação, e, no fim, participou de um banquete servido por anjos de Deus. Pode ser que você esteja passando pelo deserto, ou pode até ser que o teu deserto tenha acabado e você nem tenha se dado conta disso, entrando na “caverna” do medo. Porque costumamos focar no problema, quando a solução está bem ao nosso lado nos dizendo: “Que fazes aqui?” Elias chegou ao monte de Deus, mas sentiu-se só. E, assim como entregou-se ao sono por duas vezes, por duas vezes externou a sua solidão e a sua queixa.

Sentimentos que nos fazem desmoronar, ventos de dúvida, temores que abalam, o calor da emoção, nada disso nos ajuda a perceber o cuidado de Deus por nós. Mas num “cicio tranquilo e suave” (v.12), o Senhor Se manifesta a todo aquele que nEle crê.

Ele não nos chamou para nos escondermos na caverna da solidão, do desânimo, do medo, da frustração. Por duas vezes Elias dormiu, então duas vezes o anjo o tocou e o alimentou. Por duas vezes Elias lamentou a sua solidão, e por duas vezes Deus lhe perguntou: “Que fazes aqui, Elias?” Por quantas vezes for preciso, Deus enviará o Seu anjo em nosso favor, nos consolará com o Seu toque e nos fortalecerá com Seu alimento. Por quantas vezes for preciso, Deus nos convidará a sairmos da caverna para vivermos os Seus propósitos.

Elias já estava no monte santo de Deus e seus sentimentos negativos o fizeram desaperceber disso. Será que não estamos vivendo a mesma situação? Hoje, o Senhor nos diz: “Filhinho(a), saia da caverna! Tenho lindos propósitos em sua vida! Você só precisa confiar em Mim. Eu prometo cuidar de você”. Você está se sentindo sozinho e deprimido? Deus promete te dar o tratamento que deu a Elias: Ele deseja te tocar (v.5), te dar o alimento que vivifica (v.6), te indicar o caminho em que deves andar (v.8), falar com você (v.13), te usar como Seu instrumento (v.15-17) e se ainda estiver achando pouco, Ele te apresenta pessoas que irão ajudá-lo a sentir-se melhor (v.18).

Onde estão vocês, joelhos que não se dobraram ao príncipe deste mundo? Sabem quem são aqueles que hoje representam aqueles sete mil? Aqueles que não somente declaram que só o Senhor é Deus, mas que buscam viver essa verdade. Assim como Elias passou por momentos difíceis de fuga e de perseguição, “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12). Mas, semelhante ao que fez a Elias, Deus promete suprir cada uma de nossas necessidades e, em nossa fraqueza, nos tornar mais fortes. Portanto, amados, não há o que temer, ainda que venham terremotos, ventanias e fogo. Pois, no final, o Senhor nos envolverá com a brisa suave de Sua paz e nos dará segurança eterna. Saia da caverna e venha para luz! “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma” (Mt.10:28). Mas seguros na salvação que já nos foi dada, lancemos este “manto” sobre uma geração que continue proclamando as boas-novas em Cristo Jesus. Perseveremos vigiando e orando!

Feliz semana, conservados por Deus para a salvação!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



1REIS 18 – Comentado por Rosana Barros
17 de agosto de 2019, 0:30
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“Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-O; se é Baal, segui-o. Porém o povo nada lhe respondeu” (v.21).

Após três longos anos de seca, quando “a fome era extrema em Samaria” (v.2), “veio a palavra do Senhor a Elias” (v.1) ordenando ao profeta que retornasse a Israel. Dos homens que serviam a Acabe, havia um homem chamado Obadias, descrito como alguém que “temia muito ao Senhor” (v.3). Enquanto Jezabel perseguia os profetas de Deus para os matar, Obadias providenciou esconderijo para cem deles “e os sustentou com pão e água” (v.4).

Enviado para terras distantes com a missão de encontrar alimento para os animais, Obadias teve um encontro inesperado. E diante daquele que imediatamente reconheceu ser Elias, “prostrou-se com o rosto em terra” (v.7) em sinal de profundo respeito e certificou-se: “És tu, meu senhor Elias?” (v.7). Reação totalmente contrastante em comparação ao perverso rei Acabe, que movido de indignação, lançou sobre o profeta a acusação que logo recairia sobre ele mesmo: “És tu, ó perturbador de Israel?” (v.17).

Ao abandonar os mandamentos do Senhor e seguir após outros deuses, Acabe e sua casa fizeram de Israel uma nação tão pior quanto as demais. Apesar disso, o povo ainda mantinha o status de nação eleita do Senhor, enquanto suas obras revelavam o quão longe estava dEle. Foi nesse contexto de incoerência e de falsa adoração, que Elias subiu ao monte Carmelo para provar de uma vez por todas o poder da norma elevada de Deus na vida do crente fiel.

À pergunta que exigia do povo uma posição inflexível e firme convicção, Elias só encontrou o silêncio daqueles cuja fé rasa precisava do sobrenatural para crer. Assim como o povo nada respondeu, também “não havia uma voz que respondesse” (v.26) aos rogos estridentes e derramamento de sangue dos profetas de Baal. Já sem forças e manquejando, tudo o que conseguiam ouvir era a potente voz de Elias a zombar de sua inútil e ridícula apresentação.

“Chegai-vos a mim” (v.30), foi o chamado do homem de Deus ao tremente povo. Provado o teor imprestável de Baal, chegada era a hora de restaurar e reacender o altar do Senhor. Ali estava o altar da verdadeira adoração, constituído sobre o inabalável fundamento do “assim diz o Senhor”. “No devido tempo” (v.36), Elias orou e o fogo do Senhor consumiu todo o altar. E a voz dantes emudecida já não pôde mais ser contida: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!” (v.39); os falsos profetas receberam o devido juízo e em resposta à oração insistente do profeta, “caiu grande chuva” (v.45).

A poderosa e singular experiência de Elias pode provocar duas diferentes reações: a de Obadias ou a de Acabe. A ordem divina: “Crede em [Meus] profetas” (2Cr.20:20) se encaixa perfeitamente na atitude de Obadias. A ironia e a ira de Acabe, por outro lado, representa com precisão a classe daqueles que se sentem prejudicados pela presença dos fiéis servos de Deus. Em sua fidelidade e peculiar temperança, Elias tornou-se uma inconfundível norma que revelava os pecados do rei perverso e da nação errante. Em outras palavras, a presença de Elias causava desconforto aos ímpios obstinados.

Amados, eis que a última sentença dada pelo Senhor ao profeta Malaquias está ganhando cumprimento e se apressa para o fim: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos e o coração dos filhos a seus pais, para que Eu não venha e fira a terra com maldição” (Ml.4:5-6). Em meio a um mundo corrompido pelo pecado e seduzido pelo engano, somos chamados a testemunhar de um Deus único e verdadeiro; a restaurar o altar do Senhor em nosso coração e em nossa casa. Que a nossa vida, encharcada da derradeira chuva, dê ao mundo um testemunho claro e inconfundível de que só o Senhor é Deus! Para tanto, vigiemos e oremos!

Feliz sábado, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #1Reis18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100