Reavivados por Sua Palavra


2REIS 15 – Comentado por Rosana Barros
5 de setembro de 2019, 0:35
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“O Senhor feriu ao rei, e este ficou leproso até ao dia da sua morte e habitava numa casa separada…” (v.5).

Há alguns dias, estudamos a história de Naamã, sobre a sua lepra e de como foi curado. Hoje estudamos sobre o rei Azarias, sobre a sua lepra e de como não houve cura. Naamã havia sido um herói de guerra, conquistador de muitas vitórias. Porém, tudo o que havia conseguido foi porque o Senhor o abençoou, e ele precisava reconhecer isso.

No caso de Azarias, a maldita doença consumiu a sua vida até à morte. A cura não lhe foi outorgada. Quando estudarmos o livro de Segunda Crônicas, veremos que, como Naamã, Azarias acariciou o orgulho e a arrogância em seu coração. 

Provavelmente, se Deus não tivesse permitido que aquela doença o ferisse até à morte, o relato de que “fez o que era reto perante o Senhor” (v.3) teria sido bem diferente. Azarias também é chamado na Bíblia pelo nome de Uzias (v.32), mas ambos os nomes significam: “Deus é a minha força” ou “a minha força é Deus”. E Deus teve que deter as forças de Azarias para que ele pudesse compreender o significado e o peso de seu próprio nome.

Enquanto isso, em Israel…

Conspirações, mortes e um reino que não passava de pai para filho, mas de um assassino para outro.

De geração em geração, o pecado tem revelado seus resultados desastrosos. Tudo porque a nossa natureza conspira contra a natureza divina. Não estamos livres, nem como cristãos. Vivemos uma batalha constante contra a lei do pecado que habita em nossa carne. E a respeito disso, o próprio Paulo confessou: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Rm.7:19).

Temos visto que pertencer a Israel ou a Judá não era sinônimo de salvação. Fazer parte de uma nação eleita não garantia aos filhos de Israel uma entrada no Céu, mas fazia deles atalaias do Senhor, mensageiros da verdade. Não era apenas um privilégio, mas uma tremenda responsabilidade.

Hoje, vivemos em um mundo onde a maior pregação tem sido: Deus só quer o seu coração.

Cuidado, amados! Sim, Deus quer o nosso coração. Pois Ele mesmo diz: “Filho Meu, dá-me o teu coração” (Pv.23:26), e diz também: “Eis que estou à porta e bato…” (Ap.3:20). Mas quando abrimos a porta de nosso coração e o entregamos a Deus, não há como não haver mudança. Quando Cristo assume o primeiro lugar em uma vida, Ele arruma a bagunça que o pecado deixou.

Todo aquele que aceita a Jesus como Seu Salvador pessoal precisa refletir a Sua imagem. E esse reflexo só pode ser visto quando há uma transformação de dentro para fora. A aparência de santidade aliada a um coração orgulhoso é um dos maiores enganos do inimigo. Quando a Bíblia diz que “o coração alegre aformoseia o rosto” (Pv.15:13), não está a falar de qualquer alegria, mas do fruto do Espírito Santo; e nem tampouco de qualquer formosura, mas da formosura em assemelhar-se a Cristo. O que Israel não entendeu, precisamos buscar viver a cada dia.

Mahatma Gandhi certa vez confessou: “Eu gosto do seu Cristo, só não gosto de seus cristãos. Seus cristãos são tão diferentes de seu Cristo”. Esta é uma realidade que deve ser extinta entre o professo povo de Deus. A maior preocupação e ocupação em Israel e em Judá era de engrandecer o reino e torná-lo poderoso sobre os demais. A maior ocupação dos fiéis sentinelas de Cristo deve ser o de anunciar o Reino de Deus. A ordem de Cristo foi: “Ide ao mundo e pregai o evangelho…” (Mt.28:19), e não ide à igreja e se ocupem a ponto de não terem tempo de ir buscar o que está perdido. 

Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça não é fazer o que achamos que devemos fazer, mas permitir que o Senhor tome conta dos desígnios do coração e conduza nossos passos na direção daqueles que necessitam conhecê-Lo. Não permitamos que a lepra do pecado nos consuma a vida até à morte. Mas abramos o coração Àquele que por Sua morte nos presenteou com abundância de vida! Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos para salvar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis15 #RPSP

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2REIS 14 – Comentado por Rosana Barros
4 de setembro de 2019, 0:30
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“Então, Amazias enviou mensageiros a Jeoás, filho de Jeoacaz, filho de Jeú, rei de Israel, dizendo: Vem, meçamos armas” (v.8).

Amazias fez “o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai ” (v.3). Ou seja, agiu como Joás, mas não foi um homem segundo o coração de Deus. Já notaram que Deus costuma comparar os atos dos reis de Judá com os de Davi? O nome daquele que se permite ser uma bênção nas mãos de Deus jamais é esquecido. E Davi tornou-se a referência do Senhor para a monarquia de Judá.

Após uma vitória contra os edomitas, Amazias desafiou o rei de Israel para um duelo. Era como se ele dissesse:
— Vem, e eu vou te mostrar quem é o melhor!
A resposta do rei de Israel, numa linguagem de hoje, seria:
— Você está se achando só porque venceu os edomitas! Então fique satisfeito e se aquiete. Por que ficar me provocando sem motivo? Depois não diga que não avisei!

Resultado: “Judá foi derrotado diante de Israel, e fugiu cada um para sua casa” (v.12), Amazias foi preso, os muros de Jerusalém rompidos, os tesouros do templo e da casa do rei foram tomados, “como também reféns” (v.14) foram levados para Samaria. Meus amados, em guerra entre irmãos só há perdedores. Ambos os lados saem machucados e com feridas difíceis de cicatrizar. Como seu pai, Amazias morreu pela mão de conspiradores. Ele tinha tudo para construir um reino estável e deixar um legado firme. Mas trocou a retidão perante o Senhor pela exaltação própria.

Já Jeroboão II, seguindo a mesma linha dos demais reis de Israel, “fez o que era mau perante o Senhor; jamais se apartou de nenhum dos pecados de Jeroboão, filho de Nebate” (v.24). Já notaram que a referência monárquica de Israel é Jeroboão? Se é para comparar com inteireza de coração, Davi é o nome. Se é para comparar com coração corrupto, o nome é Jeroboão. O nosso nome pode falar contra ou a favor de Deus e de nós mesmos. Quando o usamos para medir forças com outros, lançamos por terra qualquer possibilidade de sermos semelhantes a Jesus (Eis o nome que deve ser a nossa referência de vida!).

Quando estudamos os evangelhos, percebemos que enquanto os discípulos disputavam entre si as melhores posições no Reino de Deus, perdiam a oportunidade de aprender mais da humildade e da submissão de Cristo. Enquanto eles estavam na sala onde celebrariam a Páscoa e pensavam em quem lavaria os seus pés, Jesus já estava com a bacia e a toalha em mãos, ensinando-lhes uma das mais poderosas lições sobre o verdadeiro serviço cristão. O legado de Cristo é insuperável, e Ele nos oferece a oportunidade e o privilégio de recebermos a impressão do Seu nome em nossa vida.

Os discípulos só compreenderam esta maravilhosa verdade quando “todos estes perseveravam unânimes em oração” (At.1:14). Eles só seriam testemunhas de Jesus quando estivessem prontos para receber o Espírito Santo (At.1:8). Isto é, há um só caminho para sermos portadores do nome de Cristo: seguir o Seu exemplo. Jesus não media forças com aqueles que Lhe testavam, mas orava por eles e usava a única “arma” que tem o poder de “ferir” para curar: “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17).

O fato de sermos usados por Deus para o cumprimento de Seus propósitos, não torna o nosso nome digno de louvor. Jeroboão foi usado pelo Senhor para livrar a Israel, segundo a profecia de Jonas, contudo, isto não fez com que ele abandonasse os seus pecados. Mas a inscrição do nome de Jesus na vida do cristão o torna Sua fiel testemunha. Não fomos chamados para medir forças com nossos semelhantes; fomos chamados para sermos semelhantes a Cristo! E, quando Ele voltar, chamará o Seu povo de toda tribo, língua e nação: “Direi ao Norte: entrega! E ao Sul: não retenhas! Trazei Meus filhos de longe e minhas filhas, das extremidades da terra, a todos os que são chamados pelo Meu nome, e os que criei para Minha glória, e que formei, e fiz” (Is.43:6-7). Que a nossa identidade aponte para a eternidade! Vigiemos e oremos!

Bom dia, semelhantes a Cristo!

* Hoje é o nosso dia de oração e de jejum. Busquemos, unânimes, o derramamento da chuva serôdia!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis14 #RPSP

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2REIS 13 – Comentado por Rosana Barros
3 de setembro de 2019, 0:30
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“Porém o Senhor teve misericórdia de Israel, e se compadeceu dele, e Se tornou para ele, por amor da aliança com Abraão, Isaque e Jacó; e não quis destruir e não o lançou ainda da Sua presença” (v.23).

Por reiteradas vezes a nação eleita se desviou dos propósitos divinos e trocou a adoração ao Deus único e verdadeiro pela idolatria das nações pagãs. Vez após outra, os filhos de Israel davam as costas ao Senhor, e todas as vezes em que as nações cujos deuses serviam os ameaçavam e oprimiam, clamavam ao Senhor e Ele Se compadecia deles, providenciando-lhes auxílio. Ao contrário do que a maioria pensa, quanto mais eu estudo o Antigo Testamento, mais eu consigo enxergar a imensidão do amor e da misericórdia de Deus e a tragédia e infelicidade em andar longe dos Seus propósitos.

Numa linguagem atual, podemos dizer que Israel não se emendava. Como um pai corrige seu filho, Deus procurava corrigir a nação rebelde na medida de sua necessidade. Quando a Bíblia diz que Deus entregou Israel nas mãos dos reis da Síria, quer dizer que Deus respeitou o livre arbítrio do povo em confiar em seus deuses de paus e pedras. Mas uma súplica foi o bastante, uma oração, para Deus Se compadecer de Seu povo e mandar-lhes “um salvador” (v.5). Se isto não se chama amor, não sei mais do que chamar. O Deus que é amor, está em toda a Escritura. Cristo mesmo afirmou: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).

Compreendem, amados? “Deus é amor” (1Jo.4:8)! Ele não tem amor, Ele é o próprio amor! Assim como Ele ouviu a oração de um rei que tinha feito tudo o que era mau diante dEle, Deus ouviu e viu a desgraça humana. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Mas enquanto estivermos neste mundo de pecado, haveremos de passar por aflições. Servir a Deus não é sinônimo de uma vida sem dificuldades, e sim de uma vida que mesmo em meio às dificuldades, aguarda “novos céus e nova terra, nos quais habita justiça” (2Pe.3:13).

Eliseu foi um grande homem de Deus, mas padeceu de uma “enfermidade de que havia de morrer” (v.14). Deus usa até a morte como instrumento de proteção aos Seus filhos. Pois a morte é apenas um descanso, um sono. E a morte dos justos terá o seu fim na primeira ressurreição (1Ts.4:16). Creio que a grande confusão causada acerca do caráter de Deus Pai é que muitos aceitam e desejam a Jesus como seu Salvador, mas rejeitam submeter-se a Ele como o seu Senhor. O versículo 5 nos deixa bem claro qual é a ordem dos fatores: “O Senhor deu um salvador a Israel”. E o próprio Jesus declarou: “Quem Me vê a Mim, vê o Pai… o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:9 e 10).

Quando Jeoacaz se humilhou e reconheceu o senhorio de Deus, foi que foi enviado um libertador. Jeoás, seu filho, deveria ter lançado a “flecha da vitória do Senhor” (v.17) na terra quantas vezes fosse preciso, mas “feriu três vezes e cessou” (v.18), não perseverou. Assim como no antigo Israel, nos últimos dias, “por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). E logo após este verso diz que “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13). Precisamos avançar, perseverantes, como flechas do Senhor, declarando a Sua vitória mediante o poder do amor. Como Eliseu segurou nas mãos do rei para lançar a flecha, Deus deseja que nos coloquemos em Suas mãos. Então, Ele enviará o Salvador, com poder e grande glória, para a nossa eterna libertação. Vigiemos e oremos!

Bom dia, flechas da vitória do Senhor!

Desafio da semana: Como o foi com Jeoás, às vezes nós mesmos frustramos os desígnios de Deus por nossa falta de fé. Deus deseja fazer de nós flechas que atinjam esta Terra quantas vezes for preciso, pelo poder do Espírito Santo, na proclamação do evangelho eterno. Convido o povo de Deus, onde quer que estiver, para nos ajuntarmos em uma assembleia solene, em jejum e oração, na quarta-feira, dia 04 de setembro. Clamemos pelo batismo do Espírito Santo, para que o Senhor nos use como Eliseu. Que mesmo depois da morte, nosso testemunho salve vidas.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis13 #RPSP

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2REIS 12 – Comentado por Rosana Barros
2 de setembro de 2019, 0:30
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“Também não pediram contas aos homens em cujas mãos entregavam aquele dinheiro, para o dar aos que faziam a obra, porque procediam com fidelidade” (v.15).

A missão de Joás não teve início aos sete anos de idade, mas nos anos dos quais passou aprendendo aos pés do sacerdote na Casa do Senhor. Joiada foi para ele a figura de um pai e de um amigo fiel. E sua conduta foi pautada nos conselhos do sábio sacerdote. Ao ver o precário estado de conservação do templo, Joás ordenou que o lugar que lhe foi o primeiro lar fosse reformado. A Casa de Deus representava o desejo do Senhor em habitar no meio do Seu povo. Não há paredes que O contenham, mas Ele escolheu o templo como um lugar que representava a Sua presença e como uma escola da verdadeira educação.

Joás aprendeu aos pés de Joiada porque, antes, Joiada aprendeu aos pés do Senhor. A Bíblia afirma que nós somos “casa espiritual” (1Pe.2:5) edificada sobre a Rocha, que é Cristo. O firme fundamento da igreja não é a sua estrutura, nem tampouco os seus tesouros, pois estas coisas são perecíveis. O fundamento, o alicerce da igreja, é a pessoa de Cristo Jesus! Portanto, se a nossa vida estiver edificada em Jesus, em obediência às Suas palavras, Ele mesmo reparará os estragos que o pecado tem nos causado e nos conservará como “povo de propriedade exclusiva de Deus” (1Pe.2:9).

Toda a nossa vida deve estar depositada “ao pé do altar” (v.9) do Senhor e Ele mesmo operará em nós a reforma necessária. E, neste sentido, não podemos deixar de observar a fidelidade dos tesoureiros. Eram tão honestos, que nem precisavam prestar contas do dinheiro que recebiam. Os filhos do Reino, aqueles que um dia receberão coroas de glória, têm a obrigação de agir como aqueles homens, com total fidelidade. Sabemos que o dinheiro sempre foi o principal motivo da corrupção do coração do homem e as Escrituras dizem que “o amor do dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm.6:10). A ganância e a cobiça têm sido muito difíceis de se conter, principalmente em nossos dias, em meio à crise econômica em que vivemos. Mas já pararam para analisar que quanto mais se tem, menos se é feliz? Que a sociedade em que predomina o capitalismo e o consumismo é também a sociedade das doenças emocionais?

Na matemática de Deus menos é mais. Podemos observar isso nas lições deixadas por Cristo: quando exaltou a oferta da viúva pobre (Lc.21:1-4); quando condenou a avareza (Lc.12:15); quando pediu ao jovem rico que usasse suas riquezas para abençoar aos pobres (Mt.19:21); quando nos advertiu quanto não andarmos ansiosos por coisa alguma (Lc.12:22). Como vimos no início, somos casas espirituais de Deus e como tais precisamos confiar a administração de nossa vida a Ele, e Ele suprirá as nossas necessidades. Que sejamos moradas do Senhor, valorizando mais as pessoas, e menos as coisas. Eis a genuína reforma que repara os estragos de nosso enganoso coração. Vigiemos e oremos!

Bom dia, templos do Espírito Santo!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis12 #RPSP

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2REIS 11 – Comentado por Rosana Barros
1 de setembro de 2019, 0:30
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“Joiada fez aliança entre o Senhor, e o rei, e o povo, para serem eles o povo do Senhor; como também entre o rei e o povo” (v.17).

Após Israel sofrer um período negro com Jezabel, Judá passou por um tempo de trevas nas mãos de Atalia. E sabem quem era Atalia? A filha de Jezabel com Acabe. Quando foi morto Acazias, sua mãe resolveu assumir o trono. E só para garantir a sua monarquia, mandou matar todos os candidatos à sucessão real. Discípula de Jezabel, Atalia seguia os passos de sua mãe e dirigia o reino com mãos de ferro. Mas, como tudo o que o ser humano tenta fazer com as próprias mãos, sua suposta vitória tinha prazo de validade. E Jeoseba, provavelmente enteada de Atalia, resolveu colocar a sua vida em risco em defesa do único herdeiro remanescente.

O pequeno Joás era apenas um bebê quando foi escondido na Casa do Senhor, e lá permaneceu por seis anos. Geralmente, os avós são figuras amáveis, de bochechas vermelhas e de colo aconchegante. E dizem que casa de avó é um dos lugares mais queridos pelos netos. Agora imaginem uma avó como Atalia? Maquiavélica, idólatra e assassina.

Esta foi a realidade do pequeno herdeiro. Seus primeiros passos foram dados na Casa de Deus. Suas primeiras palavrinhas foram na Casa de Deus. Seus primeiros anos de vida foram na Casa de Deus. Joás recebeu instruções diretamente do sacerdote Joiada e com ele aprendeu a ser fiel ao Senhor.

Ao ser ungido rei com apenas sete anos de idade, Deus deu um recado ao Seu povo: não importa quem estiver sentado no trono terreno da nação, quer seja uma rainha sem escrúpulos ou uma criança, no fim, quem determina quem governa a nação sou Eu. A vida de Joás foi preservada como cumprimento da promessa do Senhor a Davi, e dois objetos lhe foram dados simbolizando a sua missão: a coroa e o Livro do Testemunho. A responsabilidade que repousava sobre um menino de sete anos estava sobre a sua cabeça infantil. Mas o que foi colocado em suas mãos, deveria estar gravado em seu coração.

A aliança feita pelo sacerdote Joiada com Joás e com o povo foi uma renovação da aliança que nunca deixou de existir. Eles não tinham que ser um povo, e sim “o povo” (v.17). Você não foi chamado para ser um cristão, e sim o cristão. Porque não servimos a um Deus, mas servimos O Deus, O Rei dos reis, O SENHOR dos Exércitos, O Deus único e verdadeiro. Percebem? Ser mais um na multidão não é ser sal e luz (Mt.6:13-14). Joás fez a diferença não porque nele houvesse mérito algum, mas porque ele foi revestido com os méritos do Senhor.

A alegria e a tranquilidade do povo foram reflexo da vitória do bem, quando “Joás sentou no trono dos reis” (v.19) e da derrota do mal “depois que mataram Atalia à espada” (v.20).

Muito em breve veremos a triunfante vitória do bem e o fim de todo o mal. E o apelo do Senhor é o de que sejamos verdadeiramente “o povo do Senhor” (v.17). Porque os salvos não serão uns restantes, mas “os restantes, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Então, quando contemplarmos Cristo Jesus em Seu trono, viveremos a alegria e a tranquilidade eterna, sabendo que o Rei dos reis reina soberano e para sempre! Vigiemos e oremos!

Feliz semana, povo do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis11 #RPSP

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2REIS 10 – Comentado por Rosana Barros
31 de agosto de 2019, 0:30
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“… Examinai e vede bem não esteja aqui entre vós algum dos servos do Senhor, mas somente os adoradores de Baal” (v.23).

O extermínio da casa de Acabe teve o seu cumprimento pelas mãos de Jeú. Usando de astúcia, tramou a morte dos setenta filhos de Acabe e dos adoradores de Baal. Ao ajuntar estes últimos “na casa de Baal” (v.21), vimos que Jeú examinou bem o lugar e certificou-se de que entre eles não houvesse “algum dos servos do Senhor” (v.23). Seus homens já estavam a postos para ferir os servidores do deus pagão. A ordem foi clara: “Entrai, feri-os, que nenhum escape” (v.25).

O cuidado que Jeú teve nesse episódio, Deus tem para com os Seus filhos. Eis o clamor divino que rapidamente se avoluma: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).

Mas retirai-vos de onde? Da “grande Babilônia…morada de demônios” (Ap.18:2). Interessante é que o que Jeú teve o cuidado de não acontecer aos outros, não evitou que ocorresse com ele mesmo. Ele “exterminou de Israel a Baal” (v.28), contudo, “não teve cuidado de andar de todo o seu coração na lei do Senhor” (v.31). O coração de Jeú estava dividido. Ele dizia amar a Deus, mas a lei de Deus não estava em seu coração. Jesus disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Amar a Deus consiste em obediência e fidelidade. Ele não nos criou para guardarmos a Sua Lei. Ele criou a Lei para ser uma bênção para nós. Ela não salva, mas aponta para a nossa necessidade de um Salvador.

Os salvos possuem duas características básicas: “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). No Salmo 1, o salmista faz uma diferença entre os justos e os ímpios. Ele enfatiza no primeiro versículo de que os justos não compartilham das ações dos ímpios, e no versículo seguinte diz que o prazer do justo “está na lei do Senhor, e na Sua lei medita de dia e de noite” (Sl.1:2). Meus amados, eu poderia citar inúmeros outros textos a respeito da lei de Deus e o desejo do Senhor de que sejamos fiéis à Sua Palavra para a nossa própria felicidade, mas já temos visto isso desde o livro de Gênesis.

Quando Deus criou Suas leis, foi com o único e exclusivo objetivo de nos fazer felizes. Por isso que o Salmo inaugural diz: “Bem-aventurados”. Um pregador certa vez falou: “Na verdade, nós não guardamos os dez mandamentos, os dez mandamentos que nos guardam”. Porque quem segue o caminho traçado pelo Criador é verdadeiramente feliz. Podemos até realizar obras de Deus, como fez Jeú, mas se nelas não estiver o zelo de andar de todo o coração na lei do Senhor, de nada adianta.

Quando Cristo orou por nós, Ele não pediu que o Pai nos tirasse deste mundo; não disse que precisamos nos afastar de todas as pessoas; mas disse: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal” (Jo.17:15). Entendem, meus irmãos? Não temos que nos isolar do mundo, mas fugir do mal.

A Bíblia deixa bem claro que se não sairmos de Babilônia, do templo moderno de Baal, seremos participantes de seus flagelos. Estamos envolvidos em um grande conflito cósmico e necessitamos “fugir do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). A salvação é individual. “Examinai e vede bem” é um recado a cada um de nós. Que lugares andamos frequentando? Que tipos de amizade estamos cultivando? Que tipo de conversas andamos participando? Que testemunho temos dado?

No meio de tantas mortes e de uma nação que corrompeu os princípios divinos, uma luz apareceu através de Jonadabe. Descendente de Recabe, mostrou-se fiel e foi reconhecido por Jeú como um legítimo adorador de Jeová. Lealdade que seria transmitida de geração em geração e se tornaria em modelo de fidelidade anos mais tarde. Os recabitas tornaram-se um dos maiores e mais fortes exemplos da verdadeira educação, quando um lar é edificado sobre o sólido fundamento das Escrituras (Jr.35:8-10).

Há um abismo de diferença entre justos e ímpios. Se assim não fosse, não existiria pecado. E se não existisse pecado, para que um Salvador? Percebem que o terrível engano em pensar que a Lei de Deus foi revogada, anula o sacrifício de Cristo? A edificação da vida cristã não depende do que fazemos, mas do que permitimos que o Espírito Santo faça em nós. Que o Senhor nos ajude e nos conduza, para que, quando voltar, estejamos fora de Babilônia, e dentro do aprisco do Bom Pastor!

Feliz sábado, justificados por Cristo!

O quarto mandamento do Decálogo é um convite do Criador para que desfrutemos de sua bênção, descanso e santificação (Gn.2:1,2; Êx.20:8-11; Is.58:13-14). Aproveite este dia para fazer um passeio contemplativo em meio à natureza e fazer o bem a quantos o Senhor colocar em seu caminho.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis10 #RPSP

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2REIS 9 – Comentado por Rosana Barros
30 de agosto de 2019, 0:30
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“Sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, perguntou: Há paz, Jeú? Ele respondeu: Que paz, enquanto perduram as prostituições de tua mãe Jezabel e as suas muitas feitiçarias?” (v.22).

Enquanto o Senhor sustentava a Sua promessa concernente a sucessão real de Judá, o reino de Israel seguia com dinastias cada vez mais ímpias e obstinadas. Jeú foi escolhido por Deus para governar Israel e executar o Seu juízo sobre a casa de Acabe. Apesar do zelo com que fez tudo quanto o Senhor havia falado por intermédio de Seu profeta, veremos que Jeú também se desviou do bom caminho, apegando-se aos “pecados que Jeroboão fez pecar a Israel” (2Rs.10:31).

Contudo, por mais que o homem tente, por mais que a maldade se multiplique, ainda que a nossa humanidade se assemelhe a atitudes monstruosas, ou que o pecado transforme a raça humana na pior “arma” mortal deste mundo, podem ter a certeza de que Deus está no controle de todas as coisas. Tudo o que Ele falou através dos Seus santos profetas tem se cumprido exatamente como está escrito. Tudo!

Jezabel foi um dos piores instrumentos de Satanás na história de Israel. Sua biografia se resume em idolatria, perversidade e imoralidade. Ela governou seu marido e tinha total influência sobre sua descendência. Possuidora de um caráter perverso, desprovido de qualquer forma de bondade, mandou assassinar os profetas do Senhor. E, como prostituta cultual, certamente provocou a morte de muitas vidas humanas em sacrifícios a seus deuses malditos e para benefício próprio.

Jeú foi um vingador do sangue dos profetas e do “sangue de todos os servos do Senhor” (v.7) que foram mortos por aquela rainha má. A morte de Jorão, Acazias e Jezabel deixam claro que a maldade pode durar algum tempo, mas ela tem data marcada para terminar. E a resposta de Jeú a Jorão, é dita pelos filhos de Deus a cada dia, enquanto não chega o completo fim do pecado: — Que paz pode haver neste mundo, enquanto perduram as prostituições de Babilônia e os seus muitos pecados (Ap.17:5)? A pergunta que não pode calar é: Estamos nos acostumando com isso ou suspirando e gemendo “por causa de todas as abominações que se cometem” nesta Terra? (Ez.9:4).

Israel tornou-se lugar de imoralidade e idolatria; um quadro típico de nossos dias. À semelhança de Jezabel, muitos se envaidecem nas janelas de suas casas e não sabem que estão prestes a contemplar o cenário de sua destruição. E daqueles que Deus tem enviado para adverti-los, é dito: “Por que veio a ti este louco?” (v.11). Dentro em breve, será derramado sobre os impenitentes o “vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura” (Ap.14:10). “Porque o juízo é sem misericórdia para com aquele que não usou de misericórdia. A misericórdia triunfa sobre o juízo” (Tg.2:13). Portanto, para os que estão em Cristo Jesus, não é uma mensagem que causa medo, mas que fortalece a fé.

Enquanto o mundo cambaleia para o fim, só permanecerão em pé aqueles que começaram a viver a eternidade aqui, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Se as injustiças deste mundo lhe causam indignação, acredite: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt.5:6). Despertemos, povo do Senhor! Despertemos para resgatar nossos irmãozinhos que ainda estão a perecer em trevas! Nem que tenhamos, como “o jovem profeta” (v.4), que falar, abrir a porta e fugir (v.10), anunciemos o evangelho eterno, “quer seja oportuno, quer não” (2Tm.4:2). Que a nossa vida seja uma declaração viva do cumprimento da última e maior das promessas de Deus: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20). Vigiemos e oremos!

Bom dia, peregrinos a caminho do Lar!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis9 #RPSP

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2REIS 8 – Comentado por Rosana Barros
29 de agosto de 2019, 0:30
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“Ora, o rei falava a Geazi, moço do homem de Deus, dizendo: Conta-me, peço-te, todas as grandes obras que Eliseu tem feito” (v.4).

Lembram da mulher sunamita que mandou fazer um quarto especial para hospedar Eliseu? Ela reaparece no capítulo de hoje para demonstrar duas coisas:

• Primeiro, que Deus não desampara Seus filhos. Eliseu a avisou da fome e mandou que ela fosse com sua família viver em outro lugar. “Levantou-se a mulher e fez segundo a palavra do homem de Deus” (v.2);

• Segundo, que o Senhor deseja fazer de nós testemunhas vivas do Seu poder. Ao questionar Geazi, o moço de Eliseu, o rei de Israel admitiu saber que o profeta era realmente um homem de Deus. E para deixar bem claro, Deus providenciou que a sunamita e seu filho, “a quem Eliseu restaurou a vida” (v.5) aparecessem naquele exato momento. Ao ser interrogada pelo monarca de Israel, a mulher testemunhou do poder de Deus em sua vida, e o rei, por sua vez, lhe restituiu tudo o que era seu por direito.

Eliseu foi verdadeiramente um homem de Deus. Suas obras não eram suas, mas buscava fazer tudo o que o Senhor lhe ordenava. Antes de ascender aos Céus, um dos últimos atos de Elias foi o de ungir Hazael como novo rei da Síria (1Rs.19:15). Hoje também vimos o cumprimento da palavra do Senhor por intermédio de Elias. Quando Eliseu fitou os olhos de Hazael, creio que o profeta teve uma visão. Eliseu pôde contemplar todo o mau que ele faria a Israel, coisas tão terríveis que o fizeram chorar. Ele viu cenas de horror e de sofrimento qual nunca havia visto, resultado da rebelião de Israel. E longe de Deus só há lugar para tristeza, dor e sofrimento.

A continuação deste capítulo nos mostra a depravação tanto de Israel quanto de Judá. Perseveravam em fazer o que era mau aos olhos do Senhor e insistiam em unir-se em matrimônio com mulheres idólatras e perversas. Andar na contramão de Deus é seguir para a destruição. Pois ficamos a mercê de Satanás, aquele que só deseja nos “roubar, matar e destruir” (Jo.10:10). Deus é Criador (Gn.1:1), é Arquiteto e Edificador (Hb.11:10). Ele não destrói. Ele cria, aperfeiçoa e edifica. Porque “o cruel a si mesmo se fere” e “o que segue para o mal, para a sua morte o faz” (Provérbios 11:17 e 19). Mas quando perseveramos em fazer o bem, o bem nos seguirá mesmo que estejamos em terreno inimigo, como o foi com a sunamita.

Jorão sabia que as obras de Eliseu eram realizadas pelo poder de Deus, porém, ainda assim, permanecia com o coração duro aos apelos divinos.

O testemunho de um cristão pode não ser suficiente para alcançar a todos, mas é suficiente para todos cujo coração se abre para a ação do Espírito Santo.

Você já ouviu falar que atos falam mais do que palavras? É exatamente isso. Precisamos assumir a atitude do homem de Deus, cujas obras eram resultado de andar perante a face do Senhor; e da mulher sunamita, que prontamente obedecia às ordens de Deus.

A vida ilibada de um homem ou mulher de Deus torna-se em embaraço para os infiéis. Não foi o insistente olhar de Eliseu que embaraçou Hazael, mas o contraste de um puro coração com um coração duro e perverso. Os ímpios enxergam a desgraça alheia como “grandes coisas” (v.13). Mas os filhos do Reino choram e sofrem ao ver sofrer o seu semelhante. O desejo do Senhor é fazer de nossa vida instrumento para a realização de “grandes obras” (v.4). Perseveremos, portanto, em estudar toda a Escritura “a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm.3:17). Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 7 – Comentado por Rosana Barros
28 de agosto de 2019, 0:30
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“Então, disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas-novas, e nós nos calamos; se esperarmos até à luz da manhã, seremos tidos por culpados; agora, pois, vamos e o anunciemos à casa do rei” (v.9).

A fome apertou em Samaria. Não havia esperança. Entretanto, a profecia dada por intermédio de Eliseu era de boas-novas. E para toda boa notícia, geralmente há uma opinião negativa. E esta veio do “capitão a cujo braço o rei se apoiava” (v.2). Ou seja, era um homem de confiança no reino de Jorão e que semeou dúvida acerca da palavra profética. E por não ter acreditado na Palavra de Deus, ele veria a profecia se cumprir, mas dela não iria usufruir.

Opiniões contrárias nunca impediram o agir de Deus. Mesmo que muitos tenham duvidado de Sua Palavra e de Suas promessas, nenhuma delas deixou de se cumprir. Deus usa até instrumentos improváveis para revelar que Suas palavras são fiéis e verdadeiras. Desta vez, Ele usou quatro leprosos. Primeiro, eles começaram a desfrutar sozinhos dos despojos do exército sírio. Então, caíram em si e perceberam que não podiam mais se calar diante de tão boas-novas. Se amanhecesse e eles fossem pegos, certamente seriam punidos pelo silêncio. A notícia da fuga dos sírios salvaria o povo da morte por inanição e da abominação do canibalismo.

A Bíblia diz que eles foram e bradaram; anunciaram a salvação. Sabem, amados, esta história não lhes faz pensar em algo muito sério? A lepra do pecado tem destruído a humanidade e o mundo. Destruído nossos sonhos, destruído nossa alegria, destruído nossa saúde, destruído nossa esperança! E o que estamos fazendo para amenizar tão grande sofrimento? Estamos fazendo como aquele homem de confiança de Jorão, espalhando dúvidas sobre a Palavra do Senhor? Estamos como no início estiveram aqueles leprosos, escondendo o tesouro do Reino dos Céus só para nós? Ou estamos como os leprosos quando caíram em si, e bradaram e anunciaram as boas-novas antes que fosse tarde demais?

A última e grandiosa promessa de Deus é a da volta gloriosa de Cristo. “Porque o Senhor cumprirá a Sua palavra sobre a terra, cabalmente e em breve” (Rm.9:28). “Eis que vem com as nuvens e todo olho O verá” (Ap.1:7). E como o capitão de Israel, muitos só contemplarão, mas não desfrutarão da salvação. Porque fecharam o coração para os apelos do Espírito Santo. Outros que conheciam as boas-novas, mas não as compartilhou, também serão “tidos por culpados” (v.9). Se você soubesse que o seu vizinho está correndo risco de vida, você não o alertaria? E porque damos tão pouca consideração à missão que envolve vida ou morte eterna?

Cristo nos deixou a missão que deve ser a nossa maior prioridade nesta terra: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, e deixou uma promessa a todo aquele que busca cumpri-la: “E eis que estarei convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt.28:19-20).

A grande prova final está chegando e não vai tardar! E é preciso preparar-se como nunca antes para resisti-la. Os que não aproveitaram as oportunidades, com adormecida consciência da morte iminente, trocarão a verdade pelo erro para desfrutar de uma falsa segurança que os levará a confiar no primeiro engano: Certamente, não morrereis! (Gn.3:3).

Como aqueles leprosos foram atalaias para a salvação da casa de Israel, hoje, somos atalaias para o Israel espiritual de Deus (Gl.6:16). Quando Deus diz ao ímpio: Certamente morrereis! E não nos importamos em alertá-lo e adverti-lo, Deus requererá o sangue deste ímpio de nossas mãos (Ez.3:18). A verdadeira piedade habita em todo coração que confia em Deus e nEle se refugia. Na mais humilde alma há o mais genuíno poder e o maior amor pela missão. Viver para salvar é viver para amar, e amar para sempre!

Assim como Israel padecia de fome, o mundo padece pela falta de esperança. Todo filho do Reino deve ser arauto do Senhor, anunciando as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. A verdadeira compreensão das Escrituras, eis o que norteará o povo de Deus na jornada rumo à eternidade; algo que só será revelado aos humildes de espírito, que reconhecem que sem a esclarecedora voz do Espírito Santo é impossível adentrar nos recônditos do Pai e conhecer-Lhe o caráter imaculado. Assim como a notícia dada a Israel, precisamos bradar e anunciar ao mundo: “Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção!” (Sf.1:14). Vigiemos e oremos!

Bom dia, arautos do segundo advento!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 6 – Comentado por Rosana Barros
27 de agosto de 2019, 0:30
Filed under: Sem categoria

“Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (v.16).

O capítulo de hoje começa com uma situação aparentemente simples e termina com uma humanamente impossível de se resolver. Deus se preocupa com tudo o que nos diz respeito. O Seu desejo é o de atender a todas as nossas necessidades. Ele se compadece de nossos problemas, quer sejam simples, quer sejam de elevada complexidade. Fazer um machado flutuar ou cegar todo um exército, são ambas ações de um Deus que não se cansa de mostrar o quanto nos ama.

Nossos pecados e nossas imperfeições, por vezes, nos fazem afundar como aquele machado. E nos sentimos tão pesados como um pedaço de ferro. Pensamos que seria impossível nos livrar de tão grande peso. Mas assim como Eliseu usou um galho como instrumento, Jesus tomou sobre Si uma cruz e a tornou instrumento que retira de nós todo o peso da culpa, todo o pecado, toda a imperfeição, e nos faz flutuar em Sua maravilhosa graça. Porque o Seu jugo é suave e o Seu fardo é leve (Mt.11:30).

Eliseu, apesar da rebeldia do rei de Israel, seguia em fazer a vontade de Deus. E antes que o inimigo conseguisse se aproximar, o profeta avisava e assim livrava Israel de guerras desnecessárias. Mas agora o exército sírio não marchava mais com o objetivo de atacar Israel, mas sim de capturar Eliseu. A cidade de Dotã foi cercada. Eliseu permanecia calmo e confiante, pois o profeta enxergava o que ninguém mais conseguia ver.

Enquanto Eliseu contemplava o poder de Deus, o seu servo olhava para a arregimentado exército inimigo.

Quantas vezes deixamos de contemplar o sobrenatural porque insistimos em fixar os olhos nos dissabores da vida. Precisamos acreditar que mais são os que estão conosco do que todos os nossos problemas ou inimigos juntos. Vamos relembrar algumas situações aparentemente desvantajosas?

  1. Noé e sua família X um mundo ímpio. Quem entrou na arca?
  2. Davi X Golias. Quem saiu vitorioso?
  3. Josué e homens com trombetas X muros intransponíveis e exército bem armado. Que lado venceu?
  4. Eliseu X um exército inimigo. Que história maravilhosa sobre a vontade do Senhor em nos revelar o que nossa cegueira espiritual nos impede de ver!

A cegueira daqueles homens do exército sírio representava a cegueira espiritual de Israel. Governados por um rei ímpio, o povo chegou à degradação de devorar seus próprios filhos. Meus irmãos, assim como Deus desejava realizar um grande milagre no meio de Israel, Ele deseja realizar no meio de Seu povo hoje. A cegueira nos leva à fome espiritual, e a fome nos leva a desejarmos nos alimentar do que é abominável ao Senhor. O exame das Escrituras tem nos reavivado poderosamente a cada dia. A Bíblia é o colírio e o alimento que precisamos para que possamos ver e nos sentir saciados.

Quando confiamos em Deus, Ele deixa nossos pecados nas profundezas e nos faz flutuar em águas tranquilas. Quando confiamos em Deus, Ele abre os nossos olhos para que possamos ver o sobrenatural. Quando confiamos em Deus, Ele sacia a nossa fome com o Pão do Céu. Lembrem-se: antes do milagre, vem sempre a confiança! “Oh! Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nEle confia” (Sl.34:8).

Bom dia, confiantes no poder de Deus!

Desafio da semana: Os discípulos dos profetas reconheceram uma necessidade e agiram para supri-la. Existe algo que você precisa realizar e ainda não o fez? Ore a respeito disso em um horário específico todos os dias desta semana e busque em Deus a melhor maneira de iniciar este novo projeto.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis6 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100