Reavivados por Sua Palavra


2REIS 25 – Comentado por Rosana Barros
15 de setembro de 2019, 0:30
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“Mudou-lhe as vestes do cárcere, e Joaquim passou a comer pão na sua presença todos os dias da sua vida” (v.29).

Último capítulo do relato dos Reis de Israel e percebemos os resultados desastrosos provenientes de más escolhas. Zedequias foi preso e teve os seus olhos vazados; o povo foi levado cativo; Jerusalém foi destruída, inclusive os seus muros; o templo do Senhor foi profanado, e todos os seus utensílios levados para a Babilônia. As consequências de um povo distante de Deus são aterradoras. A demolição dos muros da cidade foi muito além dos muros físicos. O povo havia rejeitado a proteção do Senhor. Pois “se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl.127:1).

Gedalias também sofreu a consequência de confiar mais na palavra de homens do que em Deus: “Não temais da parte dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei da Babilônia, e bem vos irá” (v.24). E com pouco tempo foi morto por aqueles que havia acolhido.

Não há abrigo, não há segurança, não há refúgio fora da presença de Deus. Nesta peleja, Daniel e seus amigos foram levados cativos, mas escolheram permanecer fiéis ao Senhor mesmo que em terra estranha. Hoje, meus amados, o Eterno nos convida para nEle descansar. Deus nos convida a fazermos dEle o nosso refúgio, e, certamente, estaremos sempre seguros.

Babilônia representa tudo o que é contrário à vontade de Deus; tudo aquilo que nos afasta do plano original do Senhor. E diante do último tempo de oportunidade em que vivemos, precisamos estar bem atentos às palavras de advertência: “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida; não pereçais na sua maldade; porque é tempo da vingança do Senhor: Ele lhe dará a sua paga” (Jr.51:6). Uma falsa segurança paira sobre este mundo e multidões têm caído no mesmo erro que caiu Eva ao acreditar nas palavras sagazes de Satanás: “Certamente, não morrereis” (Gn.3:4).

Há uma Babilônia nestes últimos dias, de onde devemos nos retirar (Ap.18:4). E para manter-nos longe dela e de suas práticas, necessitamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Muito em breve, Jesus voltará e trocará as nossas “vestes do cárcere” (v.29), pelas vestes brancas de Sua justiça, nossa pobreza por Sua “subsistência vitalícia” (v.30), e nos alegraremos em Sua presença por toda a eternidade. Persevere em examinar as Escrituras. Pela fé, escute o Espírito Santo a lhe falar “benignamente” (v.28). Continue sendo reavivado e santificado pela Palavra, então você será firmado sobre a Rocha, que é Cristo, e nada poderá abalar as estruturas de sua fé.

Feliz semana, firmados sobre a Rocha!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis25 #RPSP

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2REIS 24 – Comentado por Rosana Barros
14 de setembro de 2019, 0:30
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“Enviou o Senhor contra Jeoaquim bandos de caldeus, e bandos de siros, e de moabitas, e dos filhos de Amom; enviou-os contra Judá para o destruir, segundo a palavra que o Senhor falara pelos profetas, Seus servos” (v.2).

A sequência de reis tanto em Israel quanto em Judá é desesperadora. É inconcebível à mente humana o tamanho da misericórdia do Pai para com o Seu filho rebelde. Mas no capítulo de hoje, aparentemente, o quadro mudou e encontramos uma frase um tanto chocante: “o Senhor não o quis perdoar” (v.4). Dentre tudo o que Deus nos oferece, o perdão, sem dúvida, é o mais importante e essencial para que possamos ter paz e certeza da salvação. Deus não rejeita um filho que se arrepende e volta aos Seus caminhos. A parábola do filho pródigo deixa isso bem claro (Lc.15:11-32). Então, porque a Bíblia diz que Deus não quis perdoar? Cristo também contou uma outra parábola a respeito disso. Acompanhem comigo:

Um homem devia muito dinheiro a um rei. Vamos dar um valor atual. Digamos que ele devesse cem milhões de reais. Como o homem não podia pagar, a lei dizia que ele e sua família seriam vendidos como escravos. Então, aquele homem implorou pela misericórdia do rei. O rei se compadeceu dele e perdou a sua dívida. Só que ao sair da presença do rei, o homem se deparou com outro que lhe devia mil reais, e o apertou contra a parede para que pagasse a sua dívida, e como não houve retorno, o encerrou na prisão. Quando o rei soube de sua atitude o mandou chamar e lhe disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também Eu me compadeci de ti?” (Mt.18:32-33).

O contexto dessa parábola se refere ao perdão que devemos ofertar ao nosso semelhante, mas também nos diz que Deus não pode perdoar aquele que verdadeiramente não se arrepende. Porque aquele que se arrepende de coração e recebe o perdão dos Céus, entende que esse perdão deve ser compartilhado. Apesar de Manassés ter manifestado arrependimento no final de sua vida (2Cr.33:13), seus pecados levaram o povo a uma tremenda corrupção. Os judeus nem se arrependiam de seus pecados, nem tampouco tinham compaixão de seus conservos, pois derramavam sangue inocente (v.4). E o que Deus havia dito que Seus filhos não fizessem, se tornou em grandes trevas em Judá.

E, no reinado de Joaquim, Deus manifestou a Sua ira, ou seja, o Seu juízo contra o Seu filho rebelde. E “o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem” (Pv.3:12). Nabucodonosor foi instrumento de Deus para punir Judá. Mas dentre esses tantos que foram por ele levados cativos à Babilônia, encontravam-se quatro jovens tementes a Deus: “Daniel, Hananias, Misael e Azarias” (Dn.1:6). E quando estudarmos o livro de Daniel, veremos que Deus não abandonou o Seu povo, mas usou esses filhos fiéis como prova de que não havia desistido dele e, através das profecias de Daniel, mostrou que o Seu plano de salvação não era nacional, mas mundial.

É a bondade de Deus que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4). Mas Ele nos deu como uma das maiores provas do Seu amor o livre arbítrio. Temos a livre escolha de segui-Lo e amá-Lo, ou de dar-Lhe as costas e rejeitá-Lo. Ainda assim, Deus, sendo conhecedor de nosso íntimo, vai até o limite para salvar um pecador. Enquanto há fôlego, há chance. Enquanto há vida, o Espírito Santo não cessa a Sua obra de salvar. Mas quanto mais rejeitamos aos apelos divinos, mais e mais vamos nos afastando de Deus, e Sua voz vai perdendo o volume. O filho pródigo foi ao “Egito”, porém teve a chance de se arrepender e voltar para a casa do pai. Porém, Judá tanto se rebelou, que o Egito não mais saiu de sua terra. Percebem o perigo? Enquanto estamos no “Egito” da vida ainda há oportunidade, mas se permitirmos que o “Egito” entre em nossa vida, corremos o sério risco de nunca mais sair dele.

O Senhor tem prazer em perdoar, se não o fosse, não teria enviado o Seu único Filho para remissão dos nossos pecados (Jo.3:16). O perdão de Deus está estendido para todos, mas nem todos o aceitam. A aceitação não se encontra no fato de chorarmos e nos humilharmos apenas, mas de que o perdão deve passar a ser um dom prático em nossa vida, algo que foi bem ilustrado por Cristo, na parábola do credor incompassivo. Hoje, Deus nos diz: “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter (ou seja, se arrepender) dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos Céus, perdoarei os Seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). Que este perdão imerecido transborde de nossa vida principalmente por quem julgamos não merecer o nosso perdão. Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, alvos da bondade de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis24 #RPSP

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2REIS 23 – Comentado por Rosana Barros
13 de setembro de 2019, 0:30
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“Antes dele, não houve rei que lhe fosse semelhante, que se convertesse ao Senhor de todo o seu coração, e de toda a sua alma, e de todas as suas forças, segundo toda a Lei de Moisés; e, depois dele, nunca se levantou outro igual” (v.25).

Que versículo poderoso e ao mesmo tempo reflexivo! Ele é o ponto culminante do capítulo de hoje. O amor que Josias devotava a Deus era tremendo e tão especial que não houve, depois dele, rei semelhante. Josias foi um líder que teve influência sobre o povo, só que, ao contrário dos demais reis, a sua influência foi extremamente positiva. Em mais da metade do capítulo percebemos o cuidado de Josias em abolir tudo aquilo que profanasse a verdadeira adoração ao Senhor. E estes versos nos dão uma visão ampliada de até que ponto chegou a rebeldia da nação eleita. Imagens de escultura, monumentos às abominações das nações vizinhas, prostituição cultual dentro do templo de Deus, altares profanos, sacrifícios humanos, incensários dedicados aos astros, consulta a médiuns e feiticeiros, faziam parte da lista detestável dos pecados de Judá.

Quando Deus instituiu Suas leis a Israel, não lhes apresentou novidades, mas lhes deixou documentado tudo o que desde o início havia estabelecido. Lá no Éden ocorreu a primeira quebra da aliança entre Deus e o homem. Desde então, teve início a história de rebelião da humanidade e da longanimidade do Criador a fim de salvá-la. A Bíblia mudou a vida de Josias, e como todo aquele que é nascido de Deus, ele não poderia guardar a bênção para si. Todo o povo foi convocado, “desde o menor até ao maior” (v.2) para ouvir o “Livro da Aliança que fora encontrado na Casa do Senhor” (v.2).

Ontem, vimos que Deus tem uma obra bem maior do que imaginamos, que não se restringe a quatro paredes. Notem, no versículo 3, que Josias fez aliança perante o Senhor junto à coluna do templo, “e todo o povo anuiu a esta aliança” (v.3). A coluna é o que sustenta a estrutura. E sabem o que é a coluna do Senhor, de acordo com a Sua Palavra?

“É a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). O que Josias fez foi reconduzir o povo a ser novamente coluna da verdade, que é a Palavra de Deus. E o fez movido de grande coragem, tomando atitudes que poderiam lhe causar uma severa retaliação. Josias considerou mais valioso fazer o que era certo do que a sua própria vida. Oh, quanto necessitamos, hoje, conforme escreveu Ellen White, de “homens que, no íntimo de seu coração, sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Educação,  p.57).

A igreja do Deus vivo é detentora da verdade que liberta. E a Páscoa celebrava justamente isso: libertação. Antes de começar a escrever com o Seu próprio dedo os dez mandamentos em tábuas de pedra (Êx.31:18), assim disse o Senhor: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão” (Êx.20:2). Por isso que Tiago chama a Lei de Deus de “lei da liberdade” (Tg.2:12). Porque é o que ela faz, ela liberta. Ela é avessa ao pecado, portanto, nos leva para mais junto de Deus.

Mas a descendência de Josias não perseverou em permanecer fiel. Joacaz fez o que era mau, e foi capturado e morto pelo rei do Egito. Eliaquim, cujo nome foi mudado para Jeoaquim, foi constituído rei não pela vontade do Senhor, mas também a mando do rei do Egito. Ou seja, amados, o pecado nos faz retornar para o nosso estado original de escravidão.

Talvez você esteja no Egito, ou pior, talvez o Egito esteja em você. Deus nos convida hoje a fazer aliança com Ele, para O seguir, guardar os Seus mandamentos, de todo o nosso coração, e de toda a nossa alma, e com todas as nossas forças, cumprindo as palavras desta aliança, que estão escritas no Livro de Deus, a Bíblia. Esta é uma decisão que só compete a mim e a você tomar. Estamos estudando as Escrituras capítulo por capítulo, sem pressa. E o desejo de examiná-la tem aumentado cada dia mais. Não é assim?

Que o Senhor continue nos reavivando e que nosso testemunho neste mundo deixe a marca da verdadeira piedade. Como fez Josias, vigie, ore, abra o seu coração a Deus, clame por auxílio e busque fazer o que é correto.

Bom dia, piedosos do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis23 #RPSP

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2REIS 22 – Comentado por Rosana Barros
12 de setembro de 2019, 0:30
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“Relatou mais o escrivão Safã ao rei, dizendo: O sacerdote Hilquias me entregou um livro. E Safã o leu diante do rei” (v.10).

Ao contrário de seu pai, Josias fez “o que era reto perante o Senhor”, e “andou em todo o caminho de Davi”, sem se desviar “nem para a direita nem para a esquerda” (v.2). Josias não se apartava do Senhor, ainda que não tivesse completo conhecimento das Escrituras. O início de sua história assemelha-se muito com a do rei Joás. Coroados ainda na infância, os dois promoveram a restauração da Casa do Senhor, um símbolo do desejo em resgatar a verdadeira adoração no meio de uma geração idólatra.

O que Josias não esperava era que, além do relatório sobre o andamento dos reparos do templo, Safã retornaria com o que daria início à verdadeira, urgente e necessária reforma. Após ouvir a leitura do Livro da Lei, o rei “rasgou as suas vestes” (v.11) e ficou sobremodo aflito. Por muitos anos, o povo andava errante e, mesmo que buscasse andar reto diante de Deus, Josias lamentou o tempo em que permaneceu na ignorância.

Josias buscou ser fiel a Deus dentro do mínimo que havia aprendido. Mas no mínimo de que tinha conhecimento, foi grande em fidelidade. Compreendem? Como está escrito: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam” (At.17:30). E nós dizemos? Amém! Louvado seja Deus! Conseguiram entender melhor porque não é a Lei que salva? É o Senhor, e apenas Ele. Mas é a Lei do Senhor que revela os nossos pecados, a Palavra de Deus que nos santifica (Jo.17:17). Por isso que Josias sentiu-se imensamente enternecido e se humilhou diante de Deus. Porque ele amava a Deus com todo o seu coração, e entristecer o Seu Senhor era a última coisa que ele queria.

Josias era um verdadeiro adorador do Deus vivo, mesmo desconhecendo a maneira correta de adorá-Lo. E esta é uma enorme lição para nós. Somos naturalmente críticos e julgadores. Temos muita facilidade em atirar pedras, mas corremos léguas se estas estiverem apontadas em nossa direção.

No entanto, eu lhe convido a prestar muita atenção ao que o Espírito Santo nos quer dizer hoje: O Senhor possui um exército de verdadeiros adoradores espalhados por todo o globo! E o Seu alistamento não é feito na igreja. Repito: o alistamento para o exército militante de Deus não é realizado na igreja. A convocação para o exército de uma multidão que ninguém poderá enumerar (Ap.7:9) é realizada no coração.

“Porquanto o teu coração se enterneceu” (v.19), foi a atitude de Josias. Naquele momento a sua fidelidade foi provada e aprovada. Ele entendeu que o que leu não se tratava apenas de um livro, mas O Livro, a carta de amor do Senhor que o ouviu (v.19). Deus tem uma igreja invisível espalhada por todo este mundo. Pessoas que ainda não conhecem a verdade, mas que são motivadas pelo amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Co.13:7). Pessoas que ainda não carregam o título de cristãs no nome, mas que já o são no coração.

A resposta do Senhor por intermédio da profetisa Hulda não foi somente para Josias, mas para todo aquele que, como ele, deseja servir a Deus com inteireza de coração. E Deus terminou dizendo que ele iria morrer em paz e que seria poupado de ver o mal que sobreviria sobre o povo. Estamos muito perto de ver cumprido o juízo de Deus, e Ele também tem recolhido muitos dos Seus filhos para poupá-los de todo o mal que sobrevirá a esta terra. Mas muitos de nós O veremos voltar em vida e precisamos nos preparar para este grande Dia. É hora de enternecer o coração, de nos humilharmos perante Deus, rasgar as nossas “vestes” vergonhosas e chorar diante dAquele que prometeu: “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá” (Ap.21:4).

O “Livro da Lei” (v.8) está à nossa disposição, não somente como nosso alimento diário, mas para que possamos compartilhá-lo com nossos semelhantes. Não deixe que ele fique apenas limitado à igreja, mas que seja a bússola que te guia ao encontro do Senhor e daqueles que hão de herdar a salvação. A verdade precisa ser anunciada a todos, assim como fez Josias, como veremos no capítulo de amanhã . Mesmo que muitos se escandalizem ou não dêem ouvidos, os fiéis soldados do exército do Deus vivo têm erguido a bandeira da salvação em inabalável convicção de que ainda não estão em casa. Há celebração no Céu, ansiedade por parte dos anjos, todos os seres viventes unem-se num só louvor e Cristo derrama as Suas últimas lágrimas de amor! Preparemo-nos, meus irmãos, eis que o Rei vem vindo! Vigiemos e oremos!

Bom dia, igreja invisível de Deus!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis22 #RPSP

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2REIS 21 – Comentado por Rosana Barros
11 de setembro de 2019, 0:30
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“E queimou a seu filho como sacrifício, adivinhava pelas nuvens, era agoureiro e tratava com médiuns e feiticeiros; prosseguiu em fazer o que era mau perante o Senhor, para o provocar à ira” (v.6).

E a pausa das abominações teve fim mais uma vez. De Ezequias, que andava diante de Deus “com fidelidade, com inteireza de coração” (2Rs.20:3), para Manassés, que fez “o que era mau perante o Senhor” (v.2). Enquanto o pai era um homem de oração, o filho era um adivinho e agoureiro. Enquanto o pai servia somente ao Senhor, o filho servia “a todo o exército dos céus” (v.5). Enquanto o pai consultava o profeta do Senhor, o filho consultava “médiuns e feiticeiros” (v.6). Enquanto o pai pôs abaixo os altos e postes-ídolos, o filho tratou de reerguê-los (v.3).

Manassés começou a reinar em Judá com apenas “doze anos de idade” (v.1). Portanto, ele foi concebido após a cura de Ezequias. O que me faz pensar que Ezequias não precisava da cura para obter a certeza do favor de Deus, mas a misericórdia divina foi tanta para com ele que lhe concedeu o milagre, mesmo sabendo que este geraria um filho ímpio e que levaria o povo a uma degradação sem precedentes. De qualquer forma, teremos uma ideia ainda mais ampla da misericórdia de Deus quando estudarmos a vida de Manassés pela relato do livro de 2 Crônicas.

Certo é que se Ezequias houvesse morrido daquela enfermidade, Manassés não haveria nascido, porém, ao mesmo tempo, Josias, neto de Manassés, não existiria e não teria deixado um legado tão lindo que estudaremos a partir de amanhã. O povo tinha uma tendência muito forte em seguir o seu rei. O que a liderança fazia, o povo repetia. Tão logo Ezequias morreu, seu filho fez ressurgirem as práticas pagãs. “Manassés de tal modo os fez errar, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel” (v.9).

Quando a liderança do lar é falha, os filhos serão movidos pelas próprias tendências de um caráter mal desenvolvido. Ezequias foi um homem reto diante de Deus, mas o fim de sua vida ao invés de ter sido aproveitado para a instrução de seu novo herdeiro, foi gasto com alianças políticas que de nada serviriam. Assim, a corrente de uma má educação foi transmitida ao filho de Manassés, Amom, que “andou em todo o caminho que andara seu pai” (v.20).

Tanto a história de Ezequias, quanto a história de Manassés nos mostra que não são atos de bondade que nos salvam, mas a bondade do Senhor. Não há em nós mérito algum, porque “todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem sequer um” (Sl.53:3). Graças a Deus por Seu infinito amor! Não existe pecado tão grande que Deus não perdoe e nem vida tão suja que Ele não limpe e a torne branca “como a neve” (Is.1:18).

Manassés foi um dos piores e quem sabe o mais sanguinário rei de Judá, mas bastou uma oração (2Cr.33:12), bastou uma oportunidade, para que o amor perdoador do Senhor o constrangesse e o transformasse. Jesus só espera uma oportunidade para apagar as nossas iniquidades e nos conduzir pelo caminho eterno. Então, a nossa vida refletirá a Sua vida e ainda que morramos, descansaremos para que, muito em breve, escutemos o eco da voz do Mestre a nos chamar para o início de uma vida sem fim: “Vinde, benditos de Meu Pai” (Mt.25:34). Uma recompensa que não merecemos, mas que, pelos méritos de Cristo, receberemos. Vigiemos e oremos!

Bom dia, salvos pela graça de Cristo!

*Deixe nos comentários (até meio-dia) o seu pedido de oração:

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis21 #RPSP

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2REIS 20 – Comentado por Rosana Barros
10 de setembro de 2019, 0:30
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“Perguntou ele: Que viram em tua casa? Respondeu Ezequias: Viram tudo quanto há em minha casa; coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse” (v.15).

Não fomos planejados e criados para morrer. A morte tem sido uma intrusa depois que o homem trocou o planejamento divino pelo pecado. É por isso que em toda a história da humanidade, por mais que a morte esteja presente em tudo o que tem vida, numa folha que cai, numa flor que murcha, numa planta que seca, no luto por um ente querido; tudo o que tem vida anda para o triste e fatídico final: a morte. Somos obrigados a conviver com ela, mas aceitá-la não faz parte de nossa natureza, pois Deus “pôs a eternidade no coração do homem” (Ec.3:11). Ou seja, fomos criados para viver.

Como todos que prezam pela vida, Ezequias não estava pronto para morrer, e clamou ao Senhor pela cura. Em prantos, apelou a Deus que considerasse os seus anos de fidelidade, e sua súplica foi ouvida e atendida. Quinze anos a mais lhe foram concedidos e o retrocesso da sombra “no relógio de Acaz” (v.11) foi a sua garantia. Após um tratamento natural, já com a saúde restabelecida, Ezequias recebeu cartas e presentes do rei da Babilônia. Desta vez, porém, Ezequias não teve a mesma atitude que teve com as cartas de Senaqueribe. Como o conteúdo se mostrou amistoso, ao invés de estender as cartas babilônicas perante Deus, “Ezequias se agradou dos mensageiros e lhes mostrou toda a casa do seu tesouro… nenhuma coisa houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio que Ezequias não lhes mostrasse” (v.13).

Ezequias expôs todas as suas riquezas. Contudo, esqueceu do principal: o Senhor. Aqueles mensageiros foram enviados a um rei que esperavam encontrar moribundo ou até mesmo morto. Ezequias teve a oportunidade ímpar de mostrar àqueles pagãos o poder do Deus que é o único capaz de curar enfermidades mortais e de fazer o sol retroceder. Trocou o testemunho pelo testamento. Entretanto, tudo o que deixaria por herança a seus herdeiros seria destruído e espalhado no futuro. Mas parece que essa desgraça não o afetou, pois não aconteceria com ele.

Meus amados, precisamos estar atentos nestes últimos dias. Estamos vivendo na prorrogação deste mundo caído. E o inimigo de Deus nem sempre se apresenta como um inimigo voraz como Senaqueribe. Mas também se manifesta como o rei da Babilônia, com cartas amistosas e presentes que encantam, mas que mostram seus terríveis efeitos mais cedo ou mais tarde. A pergunta para nós continua sendo a mesma: “Que viram em tua casa?” (v.15). A nossa casa não deve ser um espetáculo para ser divulgado, mas um cenário do poder operante de Deus. A oportunidade desperdiçada por Ezequias pode não ter lhe trazido danos pessoais, entretanto, abriu as portas para o futuro caos entre o povo que como rei procurava proteger.

O Senhor está disposto a curar nossas enfermidades e a interferir na ordem natural das coisas por amor a todo aquele que com inteireza de coração O busca. Ele ouve as nossas orações, vê as nossas lágrimas e está disposto a realizar milagres em nossa vida. Só que nem sempre a cura ou o sobrenatural correspondem ao verdadeiro milagre que Deus deseja realizar. O verdadeiro milagre não nasce no nosso coração, mas no coração de Deus. Entendem? Nem sempre o que considero um milagre o é na essência. A essência do milagre está na firme confiança: “Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm.14:8). 

O maior desejo do Senhor não é o de nos conceder curas e tesouros terrenos, mas que apontem para a eternidade. Deus não nos chamou para servirmos como exposição de bênçãos, e sim como cooperadores em Sua incansável obra de salvar. Entendendo que vivemos em tempos emprestados, que o mundo veja em nossa casa a presença de um Deus de amor que deseja acrescentar a eternidade à nossa vida. O Senhor tem retrocedido não apenas dez graus no relógio das profecias, mas um tempo sobremodo longânimo, “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Que o maior dos milagres muito em breve aconteça na minha e na sua vida: o fim da morte e o começo da eternidade em Cristo Jesus! Vigiemos e oremos!

Bom dia, cooperadores de Deus!

Desafio da semana: O nosso Criador nos deixou 8 princípios de saúde para que desfrutemos de uma qualidade de vida que glorifique o Seu nome. Esta semana vamos iniciar com o primeiro princípio: o ar puro. Respire profundamente 10 vezes seguidas, pelo menos três vezes ao dia. E se puder, persevere comigo em oração e jejum na quarta-feira.

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis20 #RPSP

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2REIS 19 – Comentado por Rosana Barros
9 de setembro de 2019, 0:30
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“Inclina, ó Senhor, o ouvido e ouve; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo” (v.16).

Eu não sei você, mas fico maravilhada todas as vezes que leio: “Assim diz o Senhor” (v.20). A força desta expressão revela o poder de Deus e manifesta a segura certeza de que Ele tem o controle de todas as coisas. O que vimos no capítulo de ontem não foi uma afronta de Senaqueribe a Judá ou ao rei Ezequias, mas “contra o Santo de Israel” (v.22). Confiante em sua coleção de vitórias, o rei Assírio estava certo de que triunfaria sobre Judá. Mas os deuses das demais nações que havia destruído eram “obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso, os destruíram” (v.18). Pela primeira vez, Senaqueribe afrontou “o Deus vivo” (v.16), e isto não ficaria sem resposta.

Ezequias humilhou-se diante de Deus e consultou ao profeta Isaías. Seu coração estava angustiado, mas permaneceu confiante de que o Senhor falaria por intermédio de Seu servo. O “Assim diz o Senhor” (v.6) iniciou com as palavras que ele mais precisava ouvir: “Não temas”. E ao ler a carta de Senaqueribe, Ezequias “subiu à Casa do Senhor” (v.14) e ali expôs a carta da afronta perante Deus em oração e súplica. O abrir de um coração a Deus expulsa dele a corrupção da carne para dar lugar à ação do Espírito. A primeira atitude de Ezequias deve ser a nossa, diante de qualquer dificuldade. A oração deve ser sempre a primeira ação do cristão. Ezequias orou e pediu oração ao justo Isaías: “ergue, pois, orações pelos que ainda subsistem” (v.4). E “muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg.5:16).

Mesmo que os inimigos afrontem os justos do Senhor, um só destes a suplicar move o coração de Deus a por eles guerrear. Como fez Ezequias, Deus nos chama a estendermos perante Ele as “cartas” que nos afligem. O Deus Criador Se inclina e ouve, olha e vê, tudo o que se passa neste mundo, e, principalmente, na vida de Seus filhos. Se tão somente confiarmos no Senhor, orando sempre sem esmorecer (Lc.18:1), Ele nos dirá: “Eu te ouvi” (v.20).

Quando alguém afronta ou maltrata um justo de Deus, está a afrontar o próprio Deus. E todas as palavras de maldição ou obras malignas acabam voltando para o mesmo lugar de onde veio: “Pelo caminho por onde vier, por esse voltará… diz o Senhor” (v.33).

Se você julga impossível livrar-se de algum inimigo, saiba que quem segue a atitude de Ezequias, calando-se diante da afronta e abrindo o coração ao Senhor, sem demora a justiça vem, e o “Anjo do Senhor” (v.35) age em nosso favor. Não conheço teus inimigos e nem as afrontas que eles têm feito. Mas eu conheço e prossigo em conhecer o “Senhor, Deus de Israel, que está entronizado acima dos querubins” (v.15) e que faz o inimigo voltar pelo mesmo caminho por onde veio. Porque “o zelo do Senhor fará isto” (v.31), por amor de Seu próprio nome e por amor de todo aquele que, como Davi, tem buscado ser um servo segundo o coração de Deus.

Portanto, “não temas por causa das palavras que ouviste” (v.6), pois servimos ao Deus “grande em conselho e magnífico em obras; porque os Teus olhos estão abertos sobre todos os caminhos dos filhos dos homens, para dar a cada um segundo o seu proceder, segundo o fruto das suas obras” (Jr.32:19). Vigiemos, oremos, perseveremos e confiemos na justiça de Deus!

Bom dia, homens e mulheres de oração!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis19 #RPSP

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2REIS 18 – Comentado por Rosana Barros
8 de setembro de 2019, 0:30
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“Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai” (v. 3).

O rei Ezequias foi o primeiro rei de Judá cuja fidelidade foi comparada a de Davi. O que os seus antecessores não fizeram, fez Ezequias: “Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo” (v.4); removendo do meio de Judá tudo aquilo que fosse abominável ao Senhor. Mas a sua fidelidade, destacada nas Escrituras, foi fruto de que? Ezequias “confiou no Senhor” de forma que não houve nem antes e nem depois dele, rei semelhante em Judá. Ele “se apegou ao Senhor” seguindo Seus passos e observando os Seus mandamentos (v.6). Então, para onde quer que fosse, Deus o acompanhava e o fazia lograr bom êxito.

Confiança e entrega. Esses dois ingredientes são fundamentais para uma vida cristã vitoriosa. Ezequias confiou e se apegou. Geralmente confiamos nas pessoas que sabemos que nos amam. Mas precisamos em nosso dia a dia depositar certo grau de confiança até em pessoas que não conhecemos. E em Deus? Confiamos? Uma coisa é certa: não existe alguém que nos ame mais do que Ele! E da confiança na operação divina dependem todas as coisas, inclusive, e, principalmente, a salvação. Porém, apegar-se a alguém é diferente. Aquela pessoa torna-se seu confidente, com quem se pode contar em todos os momentos; que sempre estará ao seu lado.

Nas primeiras horas de cada manhã, Deus se apresenta a cada ser humano e aguarda pacientemente pelo convite de fazer morada no coração e de conduzi-lo pelo caminho da verdade. Quando confiamos, nos apegamos. Portanto, apegar-se é resultado da confiança.

E a pergunta feita pelo rei da Assíria ao povo de Judá por intermédio de Rabsaqué foi desafiadora: “Que confiança é essa em que te estribas?” (v.19). Em outras palavras: Que confiança é essa em que você se apega? A fé de Ezequias e do povo foi provada através de palavras de desânimo e maldição. E o “assim diz O Senhor” foi desafiado pelo “Assim diz o rei” (v.29). “Calou-se, porém, o povo” (v.36), obedecendo às ordens do rei Ezequias.

Todo cristão é desafiado a cada dia com a mesma pergunta: Que confiança é essa em que você se apega? E se essa confiança não gerar o apego ao Senhor, a entrega completa do coração, não se trata de confiança, mas de presunção. Muitos afirmam seguramente confiar em Deus, contudo, nas oportunidades de provar a teoria, a prática falha. E, nem sempre falar é a melhor solução. Bater de frente com quem testa a nossa fé pode ser a resposta da nossa falta de confiança na ação divina. Conforme está escrito, calar-se diante da afronta é sábio: “o homem prudente, este se cala” (Pv.11:12) e é cristão: “e, como ovelha muda perante os Seus tosquiadores, Ele não abriu a boca” (Is.53:7).

O nosso desafio diário é viver em conformidade com Aquele em quem dizemos confiar. Somos cartas de Cristo para o mundo (2Co.3:2-3) e nossa vida deve ser uma linguagem entendida por todos. Porque, assim como Rabsaqué usou o idioma local para intimidar o povo, o mal que nos cerca e tenta nos abalar sabe bem qual o idioma do nosso coração. E ele vem para trazer os dejetos do pecado e nos fazer acreditar numa falsa paz; ou até mesmo numa falsa aparência de piedade.

Ao nos questionarem a respeito de nossa confiança, que nossa resposta seja: Eu confio no Senhor dos Exércitos!

Ezequias foi um líder que conduzia o Seu povo a seguir-lhe os passos da fé. Que tipo de liderança estamos exercendo sobre nossos semelhantes? Muitos estão como o povo que estava sobre os muros, ouvindo palavras desencorajadoras e sem saber para que lado seguir. A oferta de Senaqueribe era tentadora, assim como é a oferta do pecado. Se Ezequias não tivesse demonstrado com sua vida que valia a pena confiar em Deus e manter um relacionamento íntimo com Ele, o povo não teria escolhido seguir suas ordens. Ezequias permaneceu seguro e firme no poder do Senhor dos Exércitos! Que a sua vida seja uma resposta diária de confiança e de intimidade com Deus. Confie e apegue-se a Deus e Ele fará de você um instrumento singular em Sua obra. Vigiemos e oremos!

Feliz semana, apegados ao Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 17 – Comentado por Rosana Barros
7 de setembro de 2019, 0:30
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“Da aliança que fiz convosco não esquecereis; nem temereis outros deuses” (v.38).

Hábitos, costumes, tradições, raízes culturais fazem parte da história de cada ser humano e são coisas difíceis de serem mudadas, que dirá esquecidas. Mas Israel e Judá esqueceram de suas origens e da aliança feita com o Senhor, Deus de seus pais, Abraão, Isaque e Jacó. Tornaram-se desobedientes e se envolveram com a idolatria e com os costumes perversos das nações vizinhas, ignorando que “o Senhor lhes havia ordenado que não as imitassem” (v.15).

Deus, em todos os tempos, tem um povo para chamar de Seu e que promove a verdadeira adoração. Um sacerdote foi enviado aos pagãos que foram habitar em Samaria, “e lhes ensinava como deviam temer o Senhor” (v.28). Da mesma forma, Deus preserva, hoje, um “sacerdócio real” (1Pe.2:9) que ensina o “assim diz o Senhor”. Mas em meio aos “ismos” deste século, relativismo, pluralismo, legalismo, formalismo, o puro evangelho de Cristo acaba sendo deturpado e as ideias humanas colocadas acima da sabedoria divina.

Quando a nação eleita deu as costas ao Senhor, tornaram-se escravos não somente das nações inimigas, mas de suas próprias paixões e condescendências. O culto misto foi promovido pela nova população de Samaria e se enraizou de tal forma, que foi transmitido de geração em geração.

Quando transformamos a adoração em tradição, perdemos o foco do que realmente significa temer a Deus: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7).

Existe algo de maravilhoso nesta mensagem. O Deus Criador convida a obra-prima de Sua criação a viver na Terra o que nossos primeiros pais viveram originalmente: uma vida de relacionamento com Ele. Através de Sua Palavra, podemos visualizar o incomparável e santo caráter de Deus descrito em linguagem que podemos compreender. “O Senhor advertiu a Israel e a Judá por intermédio de todos os profetas” (v.13). O mesmo Ele tem feito à humanidade, desde o princípio.

Da advertência inicial: “mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn.2:17), até à advertência final: “Retirai-vos dela, povo Meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4), podemos ver o cuidado de Deus para com o homem e o Seu interesse em salvá-lo. E uma das maiores estratégias de Satanás nestes últimos dias tem sido a de tornar o relato da gênese da Terra em uma lenda.

Porque Deus insistiu tanto em que Israel não se desviasse dos Seus mandamentos? Porque eles fazem parte da essência moral de Deus e são eternos (Sl.119:144). Porque a essência deles é o amor (Rm.13:10)! Quando o homem dá as costas ao relato da criação para seguir teorias humanas, se envereda no caminho onde só há despojadores (v.20) e leões (v.25). Pois se não houve criação, não houve Adão e Eva; e se não houve Adão e Eva, não houve pecado dos nossos primeiros pais; e se não houve pecado, para que um Salvador?

Anular o relato da criação é anular toda a Bíblia! A aliança de Deus com a humanidade foi estabelecida antes da fundação do mundo e confirmada a cada geração. Mas o homem tem dado mais valor a transmitir de geração a geração “as suas próprias imagens de escultura” (v.41). Meus irmãos, Israel e Judá preferiram seguir as tradições e teorias. Se até hoje você tem adorado a Deus da forma que aprendeu de seus pais ou conforme as tradições, Deus lhe convida a continuar estudando a Sua Palavra e dEle aprender. A causa do cativeiro e do culto misto do povo foi porque escolheram andar conforme todo o mundo da época andava (v.7).

Andar na direção da maioria não é sinônimo de estar no caminho certo. Mas ainda há chance de voltar: “Voltai-vos dos vossos maus caminhos e guardai os Meus mandamentos e os Meus estatutos, segundo toda a Lei que prescrevi a vossos pais e que vos enviei por intermédio dos Meus servos, os profetas” (v.13). De Gênesis a Apocalipse, Deus nos deixou escrito o que precisamos saber para vivermos aqui em preparação para a eternidade. A Palavra de Deus é eterna (Is.40:8) como o Senhor é eterno (1Tm.1:17), e Ele deseja nos conceder a vida infinita que dEle emana (Ap.21:7). Destrua os “outros deuses” (v.7) que porventura ainda existem em sua vida, e dê ouvidos ao único Senhor que te criou para te amar, e te amar para sempre! Vigiemos e oremos!

Feliz sábado, criados para a vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis17 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



2REIS 16 – Comentado por Rosana Barros
6 de setembro de 2019, 0:30
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“Porque andou no caminho dos reis de Israel e até queimou a seu filho como sacrifício, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel” (v.3).

A perversidade alcançou o auge em Israel. De nação santa de Deus, estava a um degrau de ganhar em maldade para as nações pagãs. Contrastando com os demais reis de Judá, Acaz não foi apenas um rei, foi um dos piores. Não foi apenas um pai, foi o assassino de seu próprio filho. Não foi apenas um político estrategista, foi um adorador falsário. Ele trocou o socorro do Senhor pela ajuda de homens. E o altar do Senhor foi colocado ao lado de um altar pagão. Acaz trocou, deliberadamente, a bênção pela maldição. Perdeu totalmente a noção do sagrado e se desfez das coisas santas como quem descarta um objeto qualquer.

O troca-troca de Acaz, infelizmente, não ficou extinto lá naquela época. Porém, transformou-se em algo tão sutil que já não desperta revolta. Percebam que Acaz não deixou de observar os ritos sagrados, e os fazia como se fossem feitos ao Senhor, oficiados por um sacerdote do Senhor, contudo, no lugar e do modo que ele mesmo escolheu para fazer. Hoje, muitos dizem adorar a Deus, mas cada um do seu próprio jeito. No estudo de ontem, desmistificamos a ideia de que Deus só quer o nosso coração. Ele quer sim o nosso coração, mas para moldá-lo para a Sua glória. O capítulo de hoje nos traz mais uma lição fundamental para a nossa jornada cristã: Deixar de lado o “assim diz o Senhor” para fazer a própria vontade é uma contrafação às preciosas verdades contidas na Palavra de Deus.

Liberdade não é viver o que eu acho ser correto. Liberdade é servir a Deus da maneira que Ele prescreveu. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Existem profissionais preparados para servir à sociedade. Se um médico, por exemplo, prescrever um medicamento, é natural que o providenciemos e iniciemos o tratamento. Se um engenheiro aprova um projeto, é sinal de que podemos dar início às obras. Se o nosso carro vai para a revisão e o mecânico diz que está tudo em ordem, voltamos para casa confiantes de que o carro não nos deixará na mão. Confiamos nestes profissionais, simplesmente porque eles são especialistas em sua área de atuação. Então porque é tão difícil para o ser humano confiar nAquele que o criou? E ao invés de corrermos para os braços do nosso Criador, nos atiramos nos braços falhos de outras criaturas. E como Acaz, vamos postergando a nossa entrega a Deus, deixando para uma “deliberação posterior” (v.15).

Assim como não fomos criados de qualquer jeito, a verdadeira adoração ao Criador não pode ser de qualquer maneira! Uma vida consagrada no altar do Senhor tem vínculo com o Céu através do diligente estudo da Palavra, oração e testemunho. Através do relacionamento diário com o Criador, experimentamos as bênçãos de uma vida com propósitos eternos. Já uma vida sem comunhão é uma vida vazia que busca preencher o abismo da alma imitando as obras de outras vidas vazias. Como a beleza daquele altar pagão, o pecado se mostra atraente e sequestra todo aquele que por ele é vencido. Sobre qual altar temos dedicado a nossa vida, e como temos feito isso? Que possamos atender ao apelo do Espírito Santo através do apóstolo Paulo, consagrando, diariamente, no altar do Senhor, o nosso “corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o [nosso] culto racional” (Rm.12:1). Vigiemos e oremos!

Bom dia, consagrados no altar do Senhor!

Rosana Garcia Barros

#PrimeiroDeus #2Reis16 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100