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“Quem primeiro Me deu a Mim, para que Eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é Meu” (v.11).
Em sequência à humilde resposta de Jó, o Senhor prosseguiu com Seu segundo discurso. Em nenhum momento Jó recebeu alguma explicação acerca de seu sofrimento. Pelo contrário, ele ainda foi confrontado pelo fato de ser limitado até mesmo com relação aos grandes animais. As características do hipopótamo e do crocodilo foram destacadas pelo próprio Criador. O primeiro, “come a erva como o boi” (Jó 40:15), mas apesar de parecer tranquilo, possui extraordinária força, sendo “obra-prima dos feitos de Deus” (Jó 40:19).
O segundo animal, destacado no capítulo de hoje, em algumas versões conhecido como leviatã, “foi feito para nunca ter medo” (v.33). Diante de sua estrutura como uma armadura intransponível e de sua aparência assustadora, “tremem os valentes” (v.25). Os movimentos do crocodilo ao agitar-se na água assemelha-se a uma panela com água fervente, e, ao expelir “gotículas de água pelo nariz ou pela boca, ou quando espirra água ao movimentar-se, o reflexo do sol faz com que isso se pareça com tochas e faíscas” (CBASD, v.3, 688).
Mas ainda que aproximar-se destes animais seja uma ameaça para nós, a questão central não diz respeito à forma ou ao objetivo porque foram criados, mas aponta para o Criador que possui o controle de todas as coisas. Aquele que revestiu o crocodilo com escamas tão ajustadas umas às outras, “que entre elas não entra nem o ar” (v.16), é O mesmo que conhece a nossa estrutura, “e não permitirá que [sejamos] tentados além das [nossas] forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, [nos] proverá livramento, de sorte que a [possamos] suportar” (1Co.10:13).
Este capítulo não fala da força do crocodilo, mas do poder do Criador. Ele mesmo declara: “Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de Mim?” (v.10). E continua: “Quem primeiro Me deu a Mim, para que Eu haja de retribuir-lhe?” (v.11). Todo o amor, toda a devoção, toda a obediência que possamos devotar-Lhe, é tão somente o reflexo do que Ele já fez por nós, como declara o apóstolo João: “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro” (1Jo.4:19). Jó não obteve a resposta que queria, mas, certamente, obteve a resposta que precisava.
Todo aquele que, com humildade e profundo interesse, se debruça a examinar a Palavra de Deus, não sairá sem resposta. O Espírito de Cristo repousa sobre o diligente estudante, cumprindo-se a fiel promessa: “Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo.16:13). Semelhante às escamas do crocodilo, as verdades das Escrituras estão ligadas umas às outras “e não se podem separar” (v.17). Para o impenitente, são palavras duras e contraditórias. Para o crente piedoso, são palavras de vida e mais preciosas “do que o ouro refinado” (Sl.119:127).
O nosso mundo está sendo abalado com sinais já revelados na Bíblia. Mas em meio ao caos, as palavras do Senhor devem nos sossegar: “Pois o que está debaixo de todos os céus é Meu” (v.11). O Criador dos céus e da terra breve virá para vindicar o que é Seu. Cumpre-nos, hoje, obedecer às palavras de Jesus: “Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima” (Lc.21:28). Como nunca antes, é hora de, como Jó, declararmos ao mundo a nossa bendita esperança: “Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim Se levantará sobre a Terra” (Jó 19:25). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, “abatidos, porém não destruídos” (2Co.4:9)!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó41 #RPSP
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“Sou indigno; que Te responderei eu? Ponho a mão na minha boca” (v.4).
O Senhor encerrou a Sua primeira fala concedendo a Jó o direito de réplica. Contudo, diferente das tentativas inúteis de defender a sua integridade diante de seus amigos, Jó reconheceu a primeira coisa que todo aquele que aproxima-se de Deus com humildade reconhece: sua indignidade. A grandeza manifestada nas palavras do Criador e Seu modo de falar fez com que Jó percebesse o mesmo que perceberiam as multidões após ouvir as palavras de Jesus: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt.7:28-29).
As palavras do Senhor penetraram em seu coração como “espada de dois gumes”, discernindo “os pensamentos e propósitos do coração” (Hb.4:12). Enquanto Ele falava, Jó sentiu-se nu e totalmente vulnerável ao exame divino. Como um livro aberto, sua vida estava exposta Àquele que tudo perscruta. E de seu íntimo, manifestou a sua humilde resposta: “Sou indigno! Como posso Te responder, Senhor? Prefiro ficar mudo! Já falei mais do que deveria!”. Ainda assim, Jó não havia reconhecido o seu erro quanto aos seus discursos anteriores. Em Sua infinita bondade e paciência, “do meio de um redemoinho” (v.6), o Senhor continuou a lhe falar.
A linguagem de Deus é a linguagem do coração. Diferente dos homens, Deus não Se esforça por proferir palavras eloquentes e rebuscadas. Seu esforço está em que o homem seja santificado e reavivado por Sua Palavra. Das multidões que ouviam a Jesus, “muitos, vendo os sinais que Ele fazia, creram no Seu nome; mas o próprio Jesus não Se confiava a eles, porque os conhecia a todos” (Jo.2:23-24). Após o milagre, sempre há o convite: “Vem, e segue-Me!”. Quando Jesus disse que “não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus” (Mt.4:4), estava a declarar que todas as bênçãos terrenas são um meio, e não um fim em si mesmas. Aquelas pessoas não queriam Jesus, só queriam milagres. E nós?
Aquele que é chamado de “Palavra de Deus” (Ap.19:13), deseja que sejamos fortalecidos pelo verdadeiro alimento: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro… São estas as verdadeiras palavras de Deus” (Ap.19:9). Quando a verdade é confirmada no coração, o Espírito manifestará o Seu fruto. Jó precisava de um milagre, mas, antes disso, ele precisava do Senhor dos milagres. Que o estudo diário da Palavra de Deus continue realizando em você o maior dos milagres: a transformação em Cristo Jesus pelo Seu maravilhoso conhecimento. Vigiemos e oremos!
Bom dia, transformados pelo conhecimento que salva!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó40 #RPSP
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“O avestruz bate alegre as suas asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade?” (v.13).
Existem muitos canais, documentários e filmes acerca do mundo animal. Todas as principais descobertas e as melhores imagens compõem estas produções. Muitas delas requerem investimentos milionários e uma equipe multidisciplinar a fim de desvendar os fascinantes mistérios da natureza. E quanto mais a ciência faz novas descobertas, mais percebemos a infinidade de conhecimento que há para ser desvendado. O capítulo de hoje, porém, apresenta um relatório que nenhuma tentativa humana pode superar: o “documentário” escrito pelo próprio Criador dos animais.
O tempo de gestação, os hábitats, os alimentos, os instintos, a força de uns, a velocidade de outros, as diversas habilidades, tudo coopera para o equilíbrio das espécies. A região em que Jó morava devia ser favorável nesse aspecto, de forma que o Senhor destacou a fauna que lhe era familiar. Cada animal e suas peculiaridades, representam a grandeza de Deus e a limitação humana. O Senhor queria que Jó compreendesse que, se Ele cuidava e olhava para cada uma daquelas simples criaturas, muito mais cuidava dele, que fora criado à Sua imagem e semelhança (Gn.1:26).
De todos os animais, creio que Jó se sentia como um filhote de avestruz, abandonado à sua própria sorte. Como que pisado por “animais do campo” (v.15), não via mais esperança nesta Terra, a não ser pela esperança na vida porvir (Jó 19:26). O que Jó ainda não sabia, era que, como um avestruz adulto, ele se levantaria “de um salto” (v.18) para ainda correr uma grande distância. Mas sua ignorância quanto ao conhecimento de Deus se tornaria em sabedoria e entendimento, e sua desesperança em longevidade.
Há muito o que aprendermos no segundo livro de Deus: a natureza. Assim como o Senhor apareceu a Jó em um redemoinho para lhe revelar a Sua sabedoria, Ele deseja falar conosco através de Sua Palavra e de tudo o que criou para o nosso benefício. Por isso que o apóstolo Paulo declarou que “a impiedade e a perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça” (Rm.1:18) são indesculpáveis. “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Rm.1:20).
Se, à cada manhã, levantarmos os nossos olhos ao Céu para contemplar a Jesus em primeiro lugar, o Espírito Santo não permitirá que nossos olhos contemplem com indiferença a natureza ao nosso redor. Ainda que numa pequena flor, ou num pássaro a nos despertar, encontraremos razão suficiente para louvar ao Criador e confiar-Lhe o controle de nossa vida. Vigiemos e oremos!
Bom dia, obras do Criador!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó39 #RPSP
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“Cinge, pois, os lombos como homem, pois Eu te perguntarei, e tu Me farás saber” (v.3).
Desconhecendo o grande conflito em que estava envolvido, finalmente, Jó obteve alguma resposta. Na verdade, não era bem o que esperava, mas foi surpreendido com a voz de Deus a lhe declarar o Seu poder e sabedoria supremos através das obras da criação. Através de uma série de perguntas, o Senhor ilustrou a Sua majestade com os cenários da natureza e do Universo. O Criador do Universo estava diante de uma criatura a lhe descortinar os sentidos para um conhecimento acima de qualquer ciência humana.
Do “meio de um redemoinho”, Deus “respondeu a Jó” (v.1) e lhe deu uma ordem um tanto curiosa. A expressão “cinge, pois, os lombos” (v.3) se referia a prender as vestes com um cinto de modo que pudesse facilitar na realização de trabalhos físicos ou de algum tipo de esforço prolongado. Também era um símbolo de preparo mental para o trabalho. Para quem estava com o corpo coberto de feridas em extremo dolorosas, este pequeno esforço lhe seria praticamente impossível. Contudo, era provável que o Senhor já tivesse iniciado o Seu discurso declarando a breve cura física e mental de Seu fiel servo.
Iniciando pelos “fundamentos da terra” (v.4), Deus enumerou uma série de detalhes da criação não contidos no livro de Gênesis. Como, por exemplo, o cântico alegre do Universo enquanto a Terra era criada. Quando lemos o relato da criação, imaginamos tão somente a voz da Onipotência dando ordens e tudo surgindo em perfeita obediência. Mas enquanto o Criador falava e tudo surgia, milhares de seres santos olhavam para a diversidade de cores e espécies, para os detalhes de cada criatura, para a singular beleza das coisas inanimadas, para aqueles cuja atenção divina se demorou em moldar-lhes com as mãos à Sua própria imagem, e em uníssono encheram o espaço infinito de harmoniosa melodia em louvor a Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
A mensagem dada a Jó ressoou em tempo determinado e nos alcança com a força de sua urgência: “e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap.14:7). Desde que iniciado o tempo do fim, o homem tem intensificado seus estudos a fim de atestar o seu conceito de que não há um Criador. E o que é pior, há líderes religiosos reforçando esta ideia e defendendo de que o relato da criação não passa de uma literatura poética. Entretanto, este tipo de tese lança por terra toda a Bíblia e faz do cristianismo a maior farsa de todos os tempos.
Anule os primeiros capítulos do livro de Gênesis, então, não houve pecado. Se não houve pecado, não precisamos de perdão. Se não precisamos ser perdoados, para quê a graça? E se não precisamos do perdão e da graça, qual a necessidade de um Salvador? E se o Salvador não veio e não ressuscitou, é vã a nossa fé (1Co.15:17). Se fizermos uma releitura das palavras do Senhor a Jó, encontraremos um eloquente apelo para que adoremos ao Criador, O mesmo que nos deixou escrito um claro lembrete como mandamento: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar… porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8).
O sábado vem até nós à cada semana como um presente de Deus, como o “redemoinho” no tempo, para que possamos nos encontrar com o nosso Criador e ouvir Sua voz de uma forma especial. Não perca este privilégio aqui, e você o viverá pela eternidade (Is.66:22-23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, obra-prima da criação!
* Deixe nos comentários o seu pedido de oração. #EuOroPorVocê
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó38 #RPSP
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“Inclina, Jó, os ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus” (v.14).
Mesmo sem saber, Eliú preparou o coração de Jó para o discurso divino. Exaltando a majestade de Deus e o Seu poder criador, suas palavras foram uma espécie de prelúdio ao que estava por vir. De um modo especial, Eliú destacou as obras do firmamento: o céu, as nuvens, a chuva, a geada, a neve, os relâmpagos, os trovões, o sol. Certamente, ele tinha uma fascinação por estas “maravilhas de Deus” (v.14) e, em estudá-las, deparou-se com um conhecimento que está acima da capacidade humana de compreender ou explicar.
Com o coração a tremer, imagino Eliú olhando para o céu, e quem sabe até estivesse no período de inverno, contemplando o clima da região nesta estação. Apesar de não haver uma opinião concreta acerca da localização da “terra de Uz” (Jó 1:1), o fato de Eliú se referir não somente às chuvas, mas também “à neve” (v.6), pode ser um forte indício de que Uz ficava “nas vizinhanças de Damasco. Em realidade, uma área 65 km a sudoeste de Damasco ainda mantém o nome de Deir Eiyurb, perpetuando o nome de Jó” (CBASD, v.3, p.554). Mas também poderia estar localizada às margens de um grande rio, com base em outra de sua fala, quando ele diz: “e as largas águas se congelam” (v.10).
Ainda que incerta a localização de Uz, aquele lugar foi o cenário para a composição do que é considerado um dos maiores tesouros literários da cultura hebraica. O que precisamos admirar nesta obra, porém, não tem que ver apenas com poemas ou riqueza literária, mas com a essência espiritual contida na experiência de Jó. A integridade deste patriarca e sua fé inabalável deve inculcar na mente de todo o sincero pesquisador das Escrituras que a verdadeira adoração não depende e está acima das circunstâncias.
Jó foi abatido em todos os aspectos de sua vida, menos um: o espiritual. E recebeu como primeira recompensa a aparição do Senhor e manifestação de Sua voz e sabedoria. Sabem, amados, as nossas palavras são falíveis, bem como muitas de nossas ações. Às vezes falamos do que não sabemos ou fazemos as coisas por impulso. Mas o Senhor conhece com exatidão cada uma de nossas intenções ou motivações. Ser fiel ao Senhor não significa que nunca iremos errar, mas que, mesmo quando erramos, há um Deus no Céu que já experimentou ser tentado e que Se inclina para ouvir cada sussurro e para erguer os de coração quebrantado e contrito.
Deus “não olha para os que se julgam sábios” (v.24), mas “sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Sl.51:17). Que na palavra direta de Deus nos próximos capítulos, ainda que o lugar em que estamos não nos seja favorável, ainda que existam “grandes coisas, que nós não compreendemos” (v.5), que a essência “de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt.4:4) seja para nós alimento sólido, eficaz e suficiente. Vigiemos e oremos!
Bom dia, nutridos pela Palavra de Deus!
Desafio da semana: Estão se aproximando os dez dias de oração e jejum. Ore, pedindo ao Espírito Santo para lhe indicar pelo menos cinco pessoas que precisam voltar ao aprisco do Senhor e comece a interceder por elas.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó37 #RPSP
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“Eis que Deus Se mostra grande em Seu poder! Quem é mestre como Ele?” (v.22).
Ainda que muitas de suas ideias e conceitos não pudessem ser aplicados à experiência de Jó, Eliú descreveu a justiça de Deus como um instrumento de correção por retribuição. Alegando ser “senhor do assunto” (v.4), sua visão farisaica o impedia de enxergar que a misericórdia de Deus é intrínseca à Sua justiça. Talvez, o que Eliú expôs em seus discursos tenha sido tão somente o que aprendeu com os mais velhos que acusavam a Jó de sua própria desgraça.
Não sabemos porque Eliú não foi classificado por Deus entre os transgressores contra o Seu servo Jó, nem porque foi ignorado. Também existem expressões que se divergem quanto à sua interpretação com relação ao sofrimento humano. Mas de uma coisa Eliú tinha certeza: Deus é grande e “Se mostra grande” (v.22). Há um Deus no Céu que é maior do que qualquer dificuldade e que “a ninguém despreza” (v.5). Talvez, um dos relatos que melhor expressem esta verdade seja o do diálogo entre Cristo e o ladrão da cruz.
À direita do Salvador, aquele homem reconheceu a sua condição de pecador, sabia que estava ali por mérito, e em seu coração clamava pelo ardente desejo de encontrar o perdão. Ao olhar para Aquele em cuja expressão facial podia ver um amor como jamais havia visto, deparou-se com a Inocente Oferta. Sobre “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29), o transgressor depôs a sua culpa, e sua sentença tornou-se em espetáculo da graça. Os pecados do ladrão foram perdoados: Eis a justiça. E ele foi guardado para receber a recompensa dos santos: Eis a misericórdia.
Assim como as palavras seguintes tiveram cumprimento na cruz com a conversão do ladrão, elas também se cumprirão até o último minuto do tempo de graça: “tendo [Jesus] amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim” (Jo.13:1). Não sabemos o dia e nem a hora em que os céus serão desfeitos pelo resplendor da glória do nosso Senhor e Salvador, mas, enquanto aguardamos, há uma obra a ser feita em nós: “E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18), e através de nós: “a fim de sermos para louvor da Sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo” (Ef.1:12).
Oremos uns pelos outros, e confiemos Àquele que sonda os corações o julgamento que Ele faz com perfeição. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados por Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó36 #RPSP
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“Só gritos vazios Deus não ouvirá, nem atentará para eles o Todo-Poderoso” (v.13).
A forma com que Eliú abordou a questão do sofrimento não se tratava de uma ideia dele mesmo, mas da falta de compreensão que havia quanto ao conflito cósmico no qual todos nós estamos envolvidos. Se ele e os demais amigos de Jó pudessem enxergar o sobrenatural, ficariam emudecidos, pois cada vida humana é alvo da ira do inimigo e do amor de Deus. Um duelo cujo desfecho depende da minha e da sua decisão.
Eliú descreveu um Deus muito distante e denominou o clamor dos aflitos de “gritos vazios” (v.13). Mas nós servimos ao “Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem nome de Santo”, e que também habita “com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Deus Se preocupa com cada dor que sentimos, recolhe cada lágrima que derramamos, e ouve cada súplica que Lhe é dirigida.
A condição de Jó era considerada como uma auto condenação. Já não bastasse o luto, as enfermidades e as acusações, nem mesmo o seu clamor pôde escapar da mira insaciável dos “juízes” de sua causa. Diante deste cenário onde, aparentemente, Jó sucumbiria, o Senhor suscitou livramento. Nós somos tão importantes para Deus que Ele nos proveu o melhor e tudo o que o Céu poderia nos dar: Cristo Jesus.
Lembremos da angústia de Jacó e da terrível aflição de Jesus no Getsêmani. Assim como Jacó foi considerado vitorioso e seu nome de vexame foi mudado para um nome de honra; semelhante a Cristo que foi consolado por anjos e fortalecido para a cruz, o Senhor não desampara nenhum dos Seus filhos que O buscam em procura de auxílio. Algo te entristece? Vá até Jesus. Suplique por Seu favor. “Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” (Mt.7:8). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó35 #RPSP
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“Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos” (v.21).
Diferente de seu discurso inicial mais brando e, aparentemente, sem a intenção de engrandecimento próprio, Eliú aumentou o volume de sua indignação. Apesar de ter incitado Jó a falar, ele prosseguiu com seus discursos mediante o silêncio de Jó e de seus amigos. Não consigo ver Eliú como quem esperava aplausos, mas, certamente, ele esperava que suas palavras fossem bem compreendidas, e aceitas as suas razões. Contudo, ele acabou caindo no mesmo erro dos demais, em interpretar o sofrimento de Jó como um castigo merecido e suas palavras como uma afronta “contra Deus” (v.37).
Julgando precisar Deus de um defensor, Eliú arguiu sobre o que não sabia e lançou sobre Jó o opróbrio da ignorância. Em uma coisa, porém, ele tinha razão: “Os olhos de Deus estão sobre os caminhos do homem e veem todos os seus passos” (v.21). Esta verdade, por si só, deveria fazê-lo calar. A tentativa de Jó em justificar-se, e as palavras de todos os que o acusavam, era totalmente desnecessário visto que “todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos dAquele a Quem temos de prestar contas” (Hb.4:13). Não há nada que seja oculto a Deus. Aquele que nos criou sabe exatamente do que somos formados e lê cada intenção camuflada.
Permanecendo fiel em sua integridade, Jó representa todas as gerações de fiéis que permanecem íntegros ainda que duramente provados. A prova não representa perigo àqueles que mantém uma íntima ligação com Deus, que confiam na perfeita provisão de seu Redentor. Mesmo cercados por inveja, crítica e perseguição, como José no Egito, Daniel em Babilônia e Jó entre acusadores, cheios do temor do Senhor, seus corações vibram pela fé viva nAquele que é poderoso nas batalhas e justo para, no tempo determinado, levantar-Se para defendê-los.
A nossa luta, amados, não consiste em vestir a armadura de Deus e usá-la com a autoridade que não nos foi dada. A armadura não é para atacar ninguém, nem tampouco para justificação própria. A armadura é Cristo! “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm.13:14). Revestidos de Cristo, de Sua verdade, Sua justiça, Sua pregação, Sua fé, Sua salvação, Sua Palavra, estamos tão somente aceitando a vitória que Ele já nos conquistou. Qual é então o nosso papel, hoje, como o povo que aguarda a Sua promessa? “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, Eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2Cr.7:14). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, fiéis à toda prova!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó34 #RPSP
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“Eis que diante de Deus sou como tu és; também eu sou formado do pó” (v.6).
Segundo as palavras de Eliú, ele não pretendia ser maior do que Jó, nem tampouco se colocou em posição de inferioridade, mas proferiu o seu discurso de igual para igual. Alegando sinceridade de coração, ele manifestou interesse em justificar a Jó e fazê-lo refletir que mesmo em face de sua terrível condição, Deus tinha poder de redimi-lo e mudar a sua sorte. Que todo aquele que aceita o resgate divino “verá a face de Deus, e Este lhe restituirá a sua justiça” (v.26); o que se cumpriu com precisão na vida de Jó, conforme o capítulo 42 deste livro.
Podemos notar em algumas expressões a ansiedade de Eliú de proferir as suas razões. Contudo, diferente dos três amigos de Jó, suas palavras, apesar de não conter o teor rebuscado dos discursos dos mais velhos, não revelam soberba ou motivações egoístas. Parece que estava bastante incomodado com tudo o que até então tinha ouvido, pelo modo com que Jó havia sido tratado e como este havia se esforçado por justificar-se a si mesmo. Eliú declarou que a verdadeira intercessão e resgate vem de Deus, o que nos remete à obra de Cristo.
Na primeira carta de Paulo a Timóteo, a Bíblia deixa claro que “há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1Tm.2:5). Aquele que veio a esta Terra “para declarar ao homem o que lhe convém” (v.23) é o único “pelo qual importa que sejamos salvos” (At.4:12). Através do ministério de Cristo no santuário celestial, olhando para o Santíssimo, “mediante a fé, temos paz com Deus” (Rm.5:1). “Por isso” (v.7), não devemos temer o homem e nem o que possa tentar contra nós. “Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, ressuscitou, O qual está à direita de Deus e também intercede por nós” (Rm.8:33-34).
Temos à nossa disposição um Sumo Sacerdote que no Céu realiza a Sua obra intercessora e que está para selar os Seus últimos eleitos antes do cumprimento da derradeira promessa. Dentro em breve, muitos hão de passar por um momento de terrível angústia, mas, como Jó, serão redimidos e resgatados para receberem a sua recompensa. Porque, pela fé, “aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16).
Olhemos para Jesus e para a nossa futura redenção, quando estaremos “em pé no mar de vidro, tendo harpas de Deus”, entoando “o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap.15:3). Vigiemos e oremos!
Bom dia, redimidos por Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó33 #RPSP
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“Permiti, pois, que eu fale… Não farei acepção de pessoas” (v.20,21).
Eliú, que até então era desconhecido na narrativa, apareceu como alguém que acompanhava a conversa de Jó com seus amigos desde o início. Ele deixou bem claro que não se pronunciou anteriormente pelo fato de ser o mais novo daquele grupo, e que também estava ansioso por iniciar a sua fala e levantar a sua tese. Para ele, tanto Jó quanto seus amigos estavam não somente errados, mas tudo o que haviam falado tinha lhe provocado a ira.
Apesar de sua declarada ira, a postura de Eliú pareceu ter sido menos agressiva, pedindo permissão a Jó para poder falar, prometendo não fazer “acepção de pessoas” (v.21). O jovem, que até então não fazia parte daquele debate, demonstrou o respeito e a consideração que os três amigos mais velhos não tiveram, e ficou de fora da reprovação divina dada no final; o que alguns estudiosos acreditam ser prova de que as palavras de Eliú foram aceitas por Deus.
Em algumas situações, precisamos de um conciliador, alguém que nos ajude a dirimir conflitos de uma forma justa e imparcial. Todos nós temos um Conciliador em comum, Aquele que “não faz acepção de pessoas” (At.10:34) e que, por mais que tenha motivos para nos acusar, escolheu nos amar: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). Que possamos, hoje, estar com os ouvidos bem atentos para ouvir a voz de um Deus que anseia falar conosco e nos contar a Sua sabedoria. “Porque melhor é a sabedoria do que joias” (Pv.8:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia, alvos do amor eterno!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Jó32 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100