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“Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro e a cada um, erva no campo” (v.1).
Em Seu infinito amor, Deus criou o mundo em perfeita harmonia. Tudo na criação seguia as leis instituídas para o seu pleno funcionamento e desenvolvimento. Com a entrada do pecado, porém, iniciou-se um processo de desequilíbrio e gradual destruição. A começar pela corrupção do coração humano, houve uma resposta sequencial da natureza, que passou a revelar traços do mal que fizeram nossos primeiros pais chorar. A queda das folhas secas, a selvageria entre os animais e o murchar das flores foram os primeiros indícios de que até as coisas inanimadas estavam destituídas da glória que outrora fazia do mundo recém-criado uma tela sem defeitos do Soberano artista.
A cada centenário, Adão contemplava o envelhecimento da Terra e, como ninguém, sofria pelo contraste com o lugar de onde fora expulso com sua mulher. Então, chegou a geração de Noé, tão degradada em princípios e tão destituída de valores, que lançou sobre o mundo todo uma maldição sem precedentes, necessitando de uma intervenção divina. A Terra antes regada somente pelo orvalho foi completamente inundada e devastada pela força das águas do firmamento e das profundidades. A partir daí, os elementos do planeta deixaram de funcionar como no princípio e passaram a necessitar de algo mais, como as chuvas, a fim de manter a vida.
Como no princípio Deus deixou a natureza como uma evidência de “Seu eterno poder, como também [da] Sua própria divindade” (Rm.1:20), assim também os fenômenos naturais têm sido usados como símbolos de Suas fiéis promessas, da aliança dEle com o Seu povo (Gn.9:13), bem como formas de revelar à humanidade provas inequívocas de Seu controle sobre tais manifestações da natureza (1Rs.18:45; Mt.8:26). A chuva temporã e a chuva serôdia são eventos imprescindíveis para que haja o crescimento da planta e uma boa colheita. Através da analogia com o tempo das chuvas serôdias, o profeta anunciou que estava próximo o tempo da colheita. Não a colheita dos frutos da terra, e sim aquela espiritual de um povo que passaria “o mar de angústia” (v.11), mas que seria fortalecido e amparado pelo seu Deus.
A aliança do Senhor apresentada primeira vez a Adão e Eva (Gn.3:15), reafirmada em Noé (Gn.9:12), replicada a Abraão (Gn.17:7) e confirmada em Israel (Gn.28:14), foi cumprida em Jesus Cristo (Jo.19:30), “a pedra angular” (v.4), o Senhor da aliança eterna. Desde a Sua ascensão aos Céus, Ele não nos deixou sem auxílio à mercê das dificuldades deste mundo, mas Sua obra precedeu a obra do Consolador, “o Espírito da verdade” (Jo.15:26). Comparada à chuva, a vinda do Espírito Santo começou a derramar suas primeiras gotas na igreja cristã primitiva e está aumentando de intensidade nesses últimos dias, quando se aproxima o “tempo das chuvas serôdias” (v.1), quando o trigo precioso será colhido para os depósitos celestiais e o joio lançado “na lama das ruas” (v.5).
Está chegando o tempo, amados, e ouso afirmar que já começamos a vislumbrar suas primeiras evidências, em que o aguaceiro da chuva do Espírito será derramado sobre “cada um” (v.1) que por ele aguardava e clamava. Tempo em que “o Senhor dos Exércitos tomará a Seu cuidado o rebanho” (v.3), e fará dele “o Seu cavalo de glória na batalha” (v.3). Tempo das mais severas lutas, mas das mais poderosas vitórias, “porque o Senhor está com eles” (v.5). Tempo que dos “lugares remotos” (v.9) da Terra, Deus unirá aqueles que espalhou “por entre os povos” (v.9) em uma só fé, um só coração, a fim de reuni-los na celebração final.
Estamos vivenciando o cumprimento profético em que “os ídolos do lar falam coisas vãs” e mesmo os considerados mais sábios “oferecem consolações vazias”, deixando “o povo como ovelhas, aflito, porque não há pastor” (v.2). Necessitamos retornar ao Éden, e contemplar nos indícios da criação a poderosa e fiel promessa do breve retorno de Jesus. Somente pelo poder do Espírito viveremos aqui como peregrinos que “manifestam estar procurando uma pátria […] uma pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:14, 16). Quando o planeta ainda era uma criança, Enoque já vislumbrava e ansiava a nossa bendita esperança: “Eis que veio o Senhor entre Suas santas miríades” (Jd.14). Clamemos pelo Espírito Santo como chuva serôdia! Só assim, plenos do poder do alto, a aliança eterna nos alcançará, e a nossos filhos, fazendo-os se alegrar e se regozijar ao ver o Senhor retornar “com poder e muita glória” (Mt.24:30).
Entregue-se, agora, aos cuidados do Consolador que faz cair a Sua última chuva, e, ao raiar da manhã gloriosa, “a vossa tristeza se converterá em alegria […] o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria ninguém poderá tirar” (Jo.16:20, 22). Pois o conhecimento da verdade redundará em alegria eterna. “Quem sai andando e chorando, enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, criados para a eternidade!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias10 #RPSP
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“Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta” (v.9).
A ira divina que antes havia servido de disciplina para o povo de Israel, foi então revertida para os povos pagãos que, aproveitando-se da fragilidade do povo de Deus, o oprimiu, zombou de sua desgraça e saqueou os seus tesouros. Os olhos do Onipresente estavam “sobre os homens” para puni-los conforme as suas más obras, e “sobre todas as tribos de Israel” (v.1) para lhes devolver a honra e a glória do lugar que se chamava pelo Seu nome. Contudo, se os impenitentes se arrependessem, ficariam “como um restante para o nosso Deus” (v.7). Eles passariam a fazer parte de Seu povo e seriam “como chefes em Judá” (v.7).
A oportunidade de restauração e de salvação da humanidade foi encarnada nAquele que, mesmo sendo o Rei da Glória, despiu-Se das vestes reais para pisar no solo enegrecido pelo pecado. E “o povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is.9:2). Jesus veio exatamente no tempo em que a escuridão prevalecia até no coração dos mestres da lei. Seu estilo de vida era considerado uma ofensa às tradições judaicas e era como uma afronta àqueles que aparentavam santidade, mas que não dispensavam a oportunidade de agir como “fundibulários” de seus irmãos (v.15; “aqueles que atiram pedras com fundas”; leia Jo.8:5).
A profecia messiânica aponta para um Cristo “humilde” (v.9) e que viria anunciar “paz às nações” (v.10), e não somente à nação judaica. Os exilados que ainda se encontravam em território babilônico deveriam voltar “à fortaleza” (v.12), à Jerusalém, e aquela cidade seria um raio de luz entre os povos. Deus seria “visto sobre os filhos de Sião” (v.14) e faria soar a Sua trombeta. Ninguém ficaria sem ouvir falar na paz que ali repousava. Se Israel houvesse reconhecido a Jesus Cristo como o Filho de Deus, e dEle tivesse aprendido a mansidão e a humildade, não teria sofrido a ruína e o opróbrio de uma nação que dizia esperar pelo Rei, mas que não soube reconhecê-Lo quando Ele veio.
Hoje, somos desafiados a abraçar esta missão que Israel recusou. Assim como o Senhor do Universo Se importa comigo e com você de forma individual; se Ele Se interessa por nós a ponto de ouvir as nossas particulares orações, muito mais devemos considerar cada vida como preciosas “pedras de uma coroa” (v.16). A vida de Jesus foi o cumprimento não só das profecias, mas da intensidade do amor de Deus por toda a raça caída: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).
O Senhor nos convida a fazer parte do restante que aclamará o seu Rei não mais com “ramos de palmeiras” (Jo.12:13), mas com a oferta de um coração governado pelo Espírito Santo. Como a Sua primeira vinda, o Seu segundo advento é uma certeza absoluta: “Eis que vem com as nuvens, e todo olho O verá… Certamente. Amém!” (Ap.1:7). E diante do tempo onde a bondade de Deus tem sido tão questionada, devemos, semelhante às multidões em festa (Jo.12:12), exultar e erguer a nossa cabeça, porque a nossa “redenção se aproxima” (Lc.21:28).
Seja a nossa vida, pela graça e poder de Deus, um reflexo da vida do humilde Salvador. Veja o mundo em nós a mensagem de um Deus que ama a todos e que a todos deseja perdoar: “Quem quer que, sob a reprovação de Deus, humilhe a alma com confissão e arrependimento, como fez Davi, pode estar certo de que há esperança para ele. Quem quer que com fé aceite as promessas de Deus, encontrará perdão. O Senhor nunca lançará fora uma alma verdadeiramente arrependida. Ele fez esta promessa: ‘Apodere-se da Minha força, e faça paz Comigo; sim, que faça paz Comigo’ (Is.27:5). ‘Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor, que Se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar’ (Is.55:7)” (Ellen G. White, CPB, Patriarcas e Profetas, p. 537). Vigiemos e oremos!
Bom dia, mensageiros da esperança!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias9 #RPSP
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“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o Meu povo…” (v.7).
Após uma dura e necessária repreensão, Zacarias declarou uma mensagem de restauração e de salvação. Os “grandes zelos” (v.2) do Senhor por Seu povo fariam de Jerusalém “a cidade fiel” (v.3), morada do Senhor dos Exércitos. Então, há uma descrição sobre as praças da cidade, que seriam tanto de repouso para “velhos e velhas” (v.4), como lugares de brincadeiras cheios de “meninos e meninas” (v.5). Ou seja, seria um lugar abundante de paz e de alegria, um lugar “maravilhoso” (v.6) de se viver.
Por várias vezes o sonoro e poderoso “Assim diz o Senhor”, foi dito pela boca do profeta como um sinal indicativo de que cada promessa de restauração continha a inconfundível assinatura do Deus de Israel. E em Seu profundo amor por Seu povo, o bom Pastor prometeu salvá-lo e trazer de volta todas as Suas ovelhas, “da terra do Oriente e da terra do Ocidente” (v.7), reunindo um só povo sobre o qual reinaria “em verdade e em justiça” (v.8).
A bênção e a provisão de Deus na reconstrução do templo deveria ser motivo de fortalecer-lhes a fé. A força das mãos era uma referência ao trabalho. O labor penoso e escravo de outrora (v.10) daria lugar à abundante colheita “de paz” (v.12). A maldição se tornaria em bênção (v.13). O exílio acabaria de uma vez por todas. Não haveria mais o que temer (v.15). Entretanto, após estas notícias sobremodo maravilhosas e a promessa de uma terra restaurada, segue-se uma pequena lista de condições. Vejamos:
1. “Falai a verdade cada um com o seu próximo” (v.16);
2. “Executai juízo nas vossas portas, segundo a verdade, em favor da paz” (v.16);
3. “Nenhum de vós pense mal no seu coração contra o seu próximo” (v.17);
4. Não “ame o juramento falso” (v.17);
5. “Amai, pois, a verdade e a paz” (v.19).
Que listinha intrigante, não? Dá para notar qual era o principal pecado entre o povo de Deus: a maledicência. E só para não restar dúvida alguma acerca do que Deus pensa sobre este pecado, a lista abominável ainda termina, dizendo: “porque a todas estas coisas Eu aborreço, diz o Senhor” (v.17). Isto é, são atitudes que Ele abomina e que não admite no meio do Seu povo. O Senhor estabeleceu critérios de comportamento para que, por meio de relacionamentos saudáveis e pacíficos, Jerusalém fosse uma bênção não somente para seus habitantes, mas para outros “povos e habitantes de muitas cidades” (v.20), que, tomando conhecimento do amor que dali transbordaria, fossem buscar a Deus e “suplicar o favor do Senhor” (v.22).
De todos os pecados que nos têm amarrado a esta “quarentena” ininterrupta, creio que os piores estão relacionados com o uso da língua. Bem descreveu Tiago: “Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade… e contamina o corpo inteiro” (Tg.3:6). Se lermos a lista de pecados que Paulo elencou como a causa dos “tempos difíceis”, “nos últimos dias” (2Tm.3:1), veremos que praticamente todos, senão todos, estão relacionados com a forma com a qual lidamos uns com os outros. Foi por meio deste instrumento diabólico que Satanás causou divisão entre os seres celestiais e fez cair terça parte dos anjos com ele (Ap.12:4 e 9). E tem sido através desta mesma estratégia que ele tem destruído casamentos, famílias e até mesmo igrejas.
O chamado do Senhor para o Seu povo continua sendo o mesmo. Se Israel tão somente cumprisse com o dever do amor mútuo, o dever se tornaria em prazer e, onde houvesse um judeu, haveria “dez homens, de todas as línguas das nações”, lhe dizendo: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco” (v.23). Amados, nestes últimos dias Deus têm preparado um povo peculiar que, despertado do sono e cheio do Espírito Santo, têm compreendido que, de nada vale uma vida religiosa se esta não for o modelo estabelecido por Seu Mestre e supremo Exemplo: “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35). Fora disto, não há restauração e muito menos salvação.
Não é fácil refrear o que Bíblia chama de “mal incontido” (Tg.3:8). E quão difícil é dominar os nossos pensamentos críticos e a nossa mente repleta de julgamentos e desconfianças. Por isso a importância da oração e do contato diário com as Escrituras Sagradas. O íntimo relacionamento diário com Deus resulta em um amor, pelo próximo, “sem hipocrisia” (Rm.12:9). Precisamos pedir, constantemente, em atitude de vigilância, que o Espírito Santo derrame em nosso coração “o amor de Deus” (Rm.5:5), e faremos parte de um povo que não pode ser confundido.
“Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e age” (Dn.9:19). Seja esta a nossa oração! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, discípulos de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias8 #RPSP
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“Assim falara o Senhor dos Exércitos: Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9).
Durante os anos de exílio, alguns do povo “foram enviados[…] para suplicarem o favor do Senhor” (v.2). Até que, após os setenta anos, eles questionaram aos sacerdotes até quando continuariam com aquela prática. Então, o Senhor falou por intermédio de Zacarias, e disse: “Quando jejuastes e pranteastes[…] acaso foi para Mim que jejuastes, com efeito, para Mim?” (v.5). Em tempos de paz, Deus enviou os Seus profetas para anunciar a Sua vontade, “porém, não quiseram atender e, rebeldes,[…] deram as costas” ao Senhor “e ensurdeceram os ouvidos, para que não ouvissem” (v.11).
Não foi a prática do jejum que foi desconsiderada por Deus, mas a intenção em praticá-lo. Mesmo afastados do Senhor, a observância de alguns rituais religiosos não cessou e, de contínuo, ainda jejuavam. No entanto, apesar de julgarem ter “prazer em se chegar a Deus” (Is.58:2), suas atitudes não tinham qualquer harmonia com sua religião. O jejum havia perdido totalmente a sua finalidade e foi transformado em aparência de santidade. Era um jejum orgulhoso. Erguiam suas orações com polida oratória enquanto seus corações tramavam o mal “contra o seu próximo” (v.10).
Era comum o jejum realizado no sábado, mas não como um sinal de arrependimento e contrição, e sim como um mostruário de “santos” que jejuavam “para contendas e rixas” (Is.58:4). Certa vez ouvi uma frase que me impactou profundamente: “Nós [cristãos] somos o único exército em que os soldados lutam entre si”. Vocês percebem a seriedade disso? O Senhor nos diz: “Executai juízo verdadeiro, mostrai bondade e misericórdia, cada um a seu irmão” (v.9). Temos realmente praticado o assim diz o Senhor? Temos verdadeiramente jejuado para a glória de Deus e benefício de nossos semelhantes?
O grande e maior perigo que nos cerca não está associado às catástrofes naturais, nem tampouco à violência humana, mas ao que Cristo mesmo nos alertou: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). A prática de qualquer dos mandamentos de Deus consiste em amar. Vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu em Romanos 13:10: “O amor não pratica o mal contra o próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor”.
Entendem, amados? Jesus manifestou o amor ao praticar cada um dos mandamentos de Seu Pai (Jo.15:10). Ele não veio revogar (Mt.5:17-18) o que Ele mesmo instituiu, mas veio para nos dar o exemplo de como cumprir com o nosso dever (Ec.12:13). Jesus não escolheu o templo para jejuar diante de todos, mas foi “levado pelo Espírito ao deserto” (Mt.4:1). Ele não disse para divulgarmos nossas boas obras, mas que a nossa ajuda ao próximo “fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:4). Ele não nos orientou a mostrarmos que temos uma vida de oração, mas nos apresentou a forma que agrada a Deus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6).
Há recompensa para aqueles que ouvem as palavras de Deus e as praticam. Mas o “coração duro como diamante” (v.12) não é humilde para reconhecer os seus erros e pedir perdão, só jejua e ora pelo que julga ser importante aos próprios olhos. Notem que aquele grupo de judeus não apenas jejuava, mas também chorava (v.3). Muito em breve, Jesus enxugará “dos olhos toda lágrima” (Ap.21:4), mas não as lágrimas derramadas por motivos egoístas. Há bênçãos sem igual reservadas não para os frios legalistas, mas para os verdadeiros adoradores do Amor (1Jo.4:8). Jejuar para interceder e observar a lei do Senhor executando “juízo verdadeiro” com “bondade e misericórdia” (v.9), é a maior declaração e demonstração de amor que podemos dar a Deus e aos nossos semelhantes. E é exatamente isso que o Senhor espera de Seu povo nestes últimos dias.
Quantos anos ainda perderemos derramando lágrimas e erguendo clamores que o Senhor não ouve (v.13)? Quando o remanescente do Senhor se levantar como um genuíno povo de oração e quando a caridade for a essência de sua religião, haverá um reavivamento tal que, semelhante a Estêvão, o mundo não poderá resistir “à sabedoria e ao Espírito” pelo qual falaremos (At.6:10). Que a nossa oração hoje, e a cada dia, seja por um coração semelhante ao de Cristo: “manso e humilde” (Mt.11:29). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, povo de oração!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias7 #RPSP
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“Aqueles que estão longe virão e ajudarão no edificar o templo do Senhor, e sabereis que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós outros. Isto sucederá se diligentemente ouvirdes a voz do Senhor, vosso Deus” (v.15).
Em praticamente todas as visões de Zacarias, há uma espécie de ritual inicial, em que o profeta levanta os olhos e vê. Os seus olhos eram chamados a desviar-se da perspectiva terrestre e contemplar a celeste: “levantei os olhos e vi” (v.1). E apesar do contexto profético e da profundidade da mensagem não só para Israel, mas para a humanidade de todas as épocas, o privilégio dado a Zacarias nos é ofertado pelo exercício da fé. O desejo de Deus é que todo o Seu povo ouça a Sua voz (v.15). E para isso não precisamos ser profetas, mas homens e mulheres que, como Zacarias, apreciem levantar os olhos para contemplar as coisas do alto. O apóstolo Paulo reforça este pensamento: “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl.3:2).
Apesar de ser incerto o significado da oitava visão, ela começa com um detalhe que faz toda a diferença. Os quatro carros saíram “dentre dois montes” (v.1). E o verso cinco diz que os quatro carros “são os quatro ventos do céu, que saem donde estava perante o Senhor de toda a terra”. Ou seja, eles saíram da morada do Altíssimo. João também teve uma visão parecida acerca de cavalos de cores diferentes e dos quatro ventos que são contidos por quatro anjos. Interessante é que a visão de João dos quatro cavaleiros (Ap.6:1-8) é seguida da visão dos quatro ventos (Ap.7:1), indicando uma ligação entre ambas, assim como na visão de Zacarias.
A ordem dada de percorrerem “a terra” (v.7), culmina na ordem de fazer repousar o Espírito Santo “na terra do Norte” (v.8). Recém-chegados de um regime opressor, os remanescentes de Judá encontraram a oposição e a resistência daqueles que tentavam atrapalhar a reconstrução de Jerusalém e do templo. Mas Deus enviou o Seu Espírito para trabalhar no coração de Dario (“na terra do Norte”) a não somente autorizar a reconstrução, como também enviar tudo o que fosse necessário para que a obra fosse concluída (Ed.6:1-12).
A seguir, o profeta recebeu ordens divinas acerca de alguns do povo. Mesmo sendo desconhecida a genealogia destes três personagens, Heldai, Tobias e Jedaías representavam muito mais do que simples cativos judeus, mas o significado de seus nomes indicava a forma como Deus sempre teve o controle sobre o Seu povo: “os principais”, “os úteis” e “os que têm entendido” (CBASD, v. 4, p.1208). Já o nome de Josué é a forma hebraica para o nome Jesus. A coroação do sumo sacerdote Josué é um símbolo do ministério sacerdotal de Cristo e de Seu reino eterno. O Renovo (v.12) é o nosso Sumo Sacerdote, o nosso único Mediador diante de Deus (1Tm.2:5) e também é o “Rei dos reis e Senhor dos senhores” (Ap.19:16), havendo “perfeita união entre ambos os ofícios” (v.13).
O ministério aos gentios é descrito como “aqueles que estão longe” (v.15). O Messias veio para unir judeus e gentios num só propósito, o de fazer parte da “igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm.3:15). Olhar para o alto requer a coragem de aceitar as verdades eternas e perseverar com fé em defendê-las, ainda que demande a nossa própria vida. “Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Ap.2:10) é uma promessa, mas também é um desafio. O desafio de permanecer fiel mesmo que todos ao seu redor não concordem com a sua fé. Noé aceitou este desafio e foi salvo, ele e a sua casa. Não foi sem razão que Cristo nos alertou de que os dias que antecedem a Sua vinda serão “como… nos dias de Noé” (Mt.24:37). As pessoas “comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento” (Mt.24:38), isto é, estavam tão envolvidas com as coisas deste mundo que nem perceberam que a porta da arca já havia sido fechada.
Amados, é tempo de erguermos os olhos aos céus e clamar por nossa vida! “Fugi do meio da Babilônia, e cada um salve a sua vida” (Jr.51:6). Deus está prestes a dar a ordem para que os quatro ventos sejam soltos e precisamos, hoje, estar com os olhos no Céu. Mas “isto sucederá se diligentemente” buscarmos ouvir a voz do Senhor, nosso Deus (v.15). É uma promessa condicional, que depende da sua e da minha decisão. Todo o Céu trabalha para olhemos na direção certa. “As coroas serão” (v.14) para “os principais” aos olhos de Deus, que foram úteis em Sua obra de salvação e que entenderam que ainda não chegaram em casa. Pela graça de Deus, decida, “agora” (2Co.6:2), fazer parte do remanescente que olha para o Céu com o ardente desejo de para lá subir. Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescente rumo ao Lar!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias6 #RPSP
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“Então me disse: Esta é a maldição que sai pela face de toda a Terra, porque qualquer que furtar será expulso segundo a maldição, e qualquer que jurar falsamente será expulso também segundo a mesma” (v.3).
Semelhante ao tempo em que Israel saiu do Egito, levando consigo os costumes e práticas pagãs daquele reino, os hebreus retornaram para Canaã com Babilônia no coração. Havia a necessidade urgente de uma reforma espiritual entre o povo, segundo o que estava escrito nas Escrituras Sagradas. Aquele rolo voante de tamanho incomum contendo uma maldição, simbolizava a urgência e a abrangência da mensagem. Ao cometerem ofensas uns contra os outros (furtar) e contra Deus (jurar falsamente), estavam transgredindo a Lei de Deus e trazendo sobre si mesmos a maldição da desobediência. Como uma continuação da anterior, a sétima visão esclarece melhor a razão da maldição e o desejo de Deus de remover a iniquidade e a impiedade do meio de Seu povo.
A primeira maldição foi proferida contra Caim após assassinar o seu irmão (Gn.4:11). Em direta oposição à Lei de Deus, Caim rejeitou o apelo divino e seu ato criminoso deixou bem claro de que o caráter do Senhor revelado nos dez mandamentos sempre foi conhecido até mesmo pela primeira família da Terra. Zacarias viu a maldição proveniente da quebra da Lei divina, algo que precisava ser visto por todos antes que suas obras testificassem o mesmo teor do primeiro homicida. Existe uma medida limite para a iniquidade, e o Senhor põe sobre ela uma “tampa de chumbo” (v.7), contendo os ventos da impiedade “entre a terra e o céu” (v.9), até que se complete “o número dos que foram selados” (Ap.7:4).
O caráter santo de Deus manifestado em Sua santa Lei foi por séculos transmitido de geração em geração pelos lábios de Adão. Foi quando Enoque experimentou a paternidade pela primeira vez, quando seu coração ficou enternecido pelo amor de seu filho e por seu filho, que pôde melhor compreender o amor de Deus contido em Suas palavras. Tornou-se fácil para ele rejeitar a impiedade que já se instalava na geração antediluviana a fim de desfrutar da constante companhia de seu Pai do Céu. A obediência era tão-somente fruto de um relacionamento baseado no amor e na confiança. Enoque experimentou, mesmo em uma terra já manchada pelo pecado, o gozo que Adão e Eva sentiram quando caminhavam lado a lado com Deus no Éden.
Por algum motivo as gerações após Noé foram abandonando a antiga educação das primeiras gerações de Adão, esquecendo-se do Criador e do propósito de replicar as Suas leis. Mesmo pela renovação da aliança com Abraão, Israel se deixou corromper com os pecados do Egito e houve a necessidade de gravar em tábuas de pedra o que haviam apagado de seus corações. Através da manifestação gloriosa de Deus, os dez mandamentos foram entregues a Moisés contendo os princípios que devem nortear a vida do cristão, e o povo foi instruído novamente a retornar ao método de ensino da família de Adão (Dt.6:4-9). Como Enoque olhou para seu filho e nele viu um símbolo do amor de Deus, precisamos olhar para o Filho de Deus a fim de compreendermos o amor de Deus contido em Sua Lei. Precisamos trazer à lembrança que foi por nossos pecados, ou seja, a quebra da Lei de Deus (1Jo.3:4), que “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-Se Ele próprio maldição em nosso lugar” (Gl.3:13).
Não haverá desculpas para os transgressores no Dia do Senhor. Antecipando a Sua aparição, Cristo revelará diante de toda a Terra as tábuas de Sua Lei em tamanho que todos possam ler, e não haverá um impenitente sequer que olhando para si não admita: “Isto é a impiedade” (v.8). As mesmas vestes de pureza com que Josué foi vestido lhes foram oferecidas com constantes rogos, e todas as oportunidades rejeitadas passarão como um filme em suas mentes perturbadas pela certeza da iminente maldição. Não se arrependeram nem confessaram a Jesus as suas iniquidades e terão de suportar por um tempo a terrível angústia que palavra alguma pode descrever. Mas este tempo ainda não chegou, amados. Louvado seja Deus por Sua longanimidade que espera, quem sabe, pela minha e pela sua inteira rendição. Existem três mensagens angélicas sendo erguidas bem alto com palavras que possam “ler até quem passa correndo” (Hc.2:2).
Qual tem sido a nossa resposta frente a este tempo estendido de graça? Que pelo poder do Espírito Santo, sejamos encontrados por Jesus como Enoque, andando com Ele porque O amamos. E disse Jesus: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (Jo.14:15). Vigiemos e oremos!
Bom dia, aqueles que amam a Deus!
Rosana Garcia Barros
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“Prosseguiu ele e me disse: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel: Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (v.6).
Estamos diante de um dos princípios mais belos da Palavra de Deus, que é o da harmonia entre seus livros. Toda a Bíblia se comunica entre si como elos de uma corrente inquebrável. A linguagem do anjo que falava a Zacarias se assemelha em vários aspectos ao que o apóstolo João recebeu em visão também por intermédio de um anjo (Ap.1:1). No capítulo 11 de Apocalipse encontramos praticamente a mesma sequência de símbolos indicada nos capítulos 3 e 4 de Zacarias. Temos um homem tomando nota de medidas e temos símbolos bem semelhantes aos apresentados no capítulo de hoje. Zacarias foi despertado para ver o candelabro entre as duas oliveiras, o que indica a importância de compreender com clareza tal visão.
Além da ligação do livro de Zacarias com o livro do Apocalipse, também existem ligações entre as visões. Na visão anterior, por exemplo, Zacarias viu uma pedra com “sete olhos” (Zc.3:9). Notem que o candelabro possui “sete lâmpadas” (v.2), e, mais a frente foi dito: “Aqueles sete olhos são os olhos do Senhor, que percorrem toda a Terra” (v.10). Em Apocalipse 5:6, João viu o Cordeiro, que tinha o seguinte aspecto: “Ele tinha sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus enviados por toda a Terra”. Ou seja, há uma íntima e inerente ligação entre a pedra e o Cordeiro, que é Cristo, e as sete lâmpadas e os sete olhos, que são um símbolo da plenitude do Espírito Santo. Não seria por força ou violência que terminariam a construção do templo, mas pelo Espírito através da Palavra de Deus.
Através de Zorobabel e Josué, “os dois ungidos” (v.14), Deus cumpriria o Seu propósito de iluminar o mundo com a luz provinda de Sua Palavra. Em Apocalipse 11:3 João viu as “duas testemunhas” de Deus, sendo “estas as duas oliveiras e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da Terra”, uma referência ao Antigo e Novo Testamentos, como testemunhas que condenam o pecado e que não podem ser destruídas enquanto não cumprirem sua missão de anunciar a mensagem de salvação até o último pecador arrependido. Como igreja de Deus, precisamos do Espírito Santo a fim de cumprirmos a missão que nos foi confiada como testemunhas de Cristo: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas […] até aos confins da Terra” (At.1:8). Assim como os olhos do Senhor percorrem toda a Terra através de Seu Espírito, Ele nos concede o privilégio de sermos participantes em Sua obra de salvação.
Para cada pessoa resgatada das trevas para a luz, há uma aclamação que ecoa do Céu: “Haja graça e graça para ela!” (v.7). Todo o Céu se une em louvor quando um pecador se arrepende. E em meio à geração mais degradada pelo pecado e menos capaz de dar ouvidos à voz de Deus, o Espírito Santo tem sido derramado “sobre toda a carne” (Jl.2:28) a fim de operar grandes milagres de conversão. Amados, assim como Zacarias precisou ser despertado para ter a quinta visão, estamos vivendo em um momento em que o Senhor está despertando aqueles que, ao entrarem em contato com a verdade presente, com profundo interesse estão a exclamar: “Meu senhor, que é isto?” (v.4). Pessoas que, alcançadas e redimidas pela graça de Cristo Jesus, não estão satisfeitas com o conhecimento que possuem a não ser que este cresça “à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Ef.4:13). Não pelo sacrifício de obras vazias, mas pela atuação do Espírito de Deus na vida.
“Nem por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (v.6). Não é o que fazemos que nos abrirá os portais do Céu, mas o que permitimos que o Espírito Santo realize em nós. Deus está medindo, investigando cada canto da Terra em busca de Seus filhinhos. Há uma obra a ser terminada e você e eu fazemos parte deste projeto divino. A respeito disso, encerro com as palavras da irmã White: “É chegado o tempo em que os que escolhem ao Senhor como sua presente e futura porção, devem confiar unicamente nEle. Todos quantos professam piedade devem possuir uma experiência individual. […] Os anjos estão observando o desenvolvimento do caráter, e pesando o valor moral. Os que professam crer na verdade devem ser, eles mesmos, justos, e exercer toda a sua influência para esclarecer e ganhar outros para a verdade. Suas palavras e obras são o meio pelo qual são transmitidos ao mundo os puros princípios da verdade e da santidade. Eles são o sal da Terra, e a sua luz” (Testemunhos Para a Igreja, CPB, v.1, p.262). Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Cristo Jesus!
* Oremos pelo derramamento do Espírito Santo como chuva serôdia e para que passemos mais tempo com a Bíblia do que com o celular.
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias4 #RPSP
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“Deus me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do Senhor, e Satanás estava à mão direita dele, para se lhe opor” (v.1).
Representando muito bem o seu papel de acusador, Satanás se pôs em oposição ao ministério sumo sacerdotal de Josué. A expressão “Anjo do Senhor” é uma referência ao próprio Jesus: o “Príncipe do exército do Senhor” (Js.5:14), “o Senhor dos Exércitos” (v.7), “Miguel, vosso Príncipe” (Dn.10:21). A experiência de Josué se assemelha ao que está relatado no livro de Judas: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda!” (Jd.9). Da mesma forma, no capítulo de hoje, “o Senhor disse a Satanás: O Senhor te repreende, ó Satanás” (v.2).
O contexto do povo pós-exílio era o de estrangeiros na terra prometida. Os setenta anos de cativeiro os havia privado da adoração no templo e das tradições religiosas de seus pais. Era necessária uma obra de reavivamento e reforma a fim de restaurar a verdadeira adoração. Certamente, Josué nunca havia oficiado antes e tornar-se o principal líder religioso da nação era uma responsabilidade de grande peso sobre o inexperiente sumo sacerdote. A quarta visão de Zacarias, portanto, se tratava da autorização divina para a restauração do ofício sumo sacerdotal e da promessa de proteção e aprovação de Jesus frente à direta oposição de Satanás.
Como uma brasa retirada do meio do fogo, Josué é um símbolo do remanescente salvo da destruição pela fidelidade da aliança do Senhor com Seu povo. Suas “vestes sujas” (v.3) representam as iniquidades do povo e a substituição dessas vestes por “finos trajes” (v.4) e “um turbante limpo” (v.5), símbolos das vestes puras de Cristo e da salvação por Sua graça. Apesar de ser uma visão direcionada a Josué, ela também aponta para o perfeito ministério sacerdotal de Cristo, “o Renovo” (v.8), Aquele que tiraria a iniquidade não somente de alguns, mas “desta terra, num só dia” (v.9). Diante do “acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus” (Ap.12:10), a nossa condição é irremediável. Mas diante dAquele que num só dia, “ao se cumprirem os tempos, Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de Si mesmo, o pecado” (Hb.9:26), nossa condição é perfeitamente remediável.
Mesmo que tenhamos saído de Babilônia carregando conosco as cicatrizes do passado, e tenhamos em nosso encalço um inimigo que nos acusa de dia e de noite, “possuímos tal sumo sacerdote, que Se assentou à destra do trono da Majestade nos céus” (Hb.8:1); “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1), que Se manifesta para repreender a Satanás e que deseja nos vestir “com trajes próprios” (v.5), as “vestiduras brancas” de Sua justiça (Ap.3:18). A resposta à tão preciosa graça é a obediência, como o Anjo do Senhor protestou a Josué: “Assim diz o Senhor dos Exércitos: Se andares nos Meus caminhos e observares os Meus preceitos, também tu julgarás a Minha casa e guardarás os Meus átrios, e te darei livre acesso entre estes que aqui se encontram” (v.7). Foi assim que Jesus venceu e nos deu poder para vencer, “tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8).
A derradeira obra do Espírito já começou, em despertar as virgens prudentes para um curto e decisivo tempo de preparo para o reavivamento e reforma tão necessários, fruto da graça de Cristo recebida na vida. E como foi com Josué e na luta pelo corpo de Moisés, há um grande conflito sendo travado pela minha e sua vida. Se permitirmos, porém, pela fé simples e singela como de uma criança, que Jesus lute as nossas batalhas, o acusador não terá alternativa a não ser fugir de nossa presença pelo poder que há no sangue remidor e purificador de Cristo Jesus. Somos “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e estrangeiros em uma terra de seis mil anos de pecado. Com certeza, ser chamados hoje de filhos de Deus, é um privilégio que geração nenhuma pôde experimentar sob o peso de milênios de corrupção.
Falta muito pouco para Jesus Cristo rasgar os céus com Sua glória, amados! Falta muito pouco para numa fração de milésimos de segundos “este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade” (1Co.15:54). Falta muito pouco para estarmos “em pé diante do trono e diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (Ap.7:9). Falta muito pouco para o Grande Dia do Senhor, quando Ele tirará “a iniquidade desta Terra, num só dia” (v.9). Falta muito pouco para “a pedra” (v.9), “uma pedra […] cortada sem auxílio de mãos” (Dn.2:34), e a pedra é Cristo (1Co.10:4), cumprir o Seu propósito glorioso, estabelecendo “um reino que não será jamais destruído” (Dn.2:44). Portanto, vigiemos e oremos, pois não sabemos “o dia nem a hora” (Mt.25:13).
Bom dia, sacerdócio real de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias3 #RPSP
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“Cale-se toda carne diante do Senhor, porque Ele Se levantou da Sua santa morada” (v.13).
Dando continuidade às visões, a terceira visão de Zacarias revela os resultados da segunda. Derrotados “os chifres” (Zc.1:19), isto é, os inimigos de Israel, a vitória seria tão grande que a cidade não precisaria mais de muros, pois o Senhor mesmo lhe seria por “muro de fogo em redor e… no meio dela, a Sua glória” (v.5). Mas o toque de rebate deveria ser respeitado. Os filhos do Seu povo precisavam obedecer a ordem de sair de Babilônia: “Fugi, agora, da terra do Norte, diz o Senhor” (v.6). O chamado era sério e urgente.
Mediante tamanha urgência, deveria todo o povo sair imediatamente daquela terra de exílio e dirigir-se à terra da liberdade. E ai de quem tocasse “na menina do Seu olho” (v.8)! A promessa de proteção era para Israel um bálsamo diante de todo o sofrimento que havia passado devido à opressão de povos inimigos. Mas Deus prometeu algo além das expectativas de um povo que esperava a glória de um reino terrestre. Um vislumbre do celeste lhes foi concedido e, muito acima de uma cidade com fortalezas, Deus prometeu um lugar de paz, onde Ele estabelecerá a “Sua santa morada” (v.13).
“Eis que venho” (v.10) é a promessa dAquele que também prometeu urgência: “Eis que venho sem demora” (Ap.22:7). E o que fazemos ainda perdendo tempo e colocando a nossa salvação em risco comungando com os pecados da atual Babilônia? Muitos há que pensam que apenas provar das “finas iguarias” do príncipe deste mundo (Dn.1:8) não lhes tirará o direito de comer “da árvore da vida que se encontra no paraíso de Deus” (Ap.2:7), e se iludem com uma religião de aparências enquanto nutrem a alma com pecados que estão a ponto de tornarem-se em pecado contra o Espírito Santo (Mt.12:32).
“Eh! Salva-te” (v.7) é um clamor que chega até nós como um eco persistente de um Deus que não desiste de ninguém. Quando o justo Juiz levantar-Se “da Sua santa morada” (v.13), até o céu ficará em silêncio (Ap.8:1). A Sua justiça virá para destruir “os que destroem a terra” (Ap.11:18) e para salvar aqueles que “venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap.12:11).
O tempo de angústia que diante de nós está é descrito pelo profeta Daniel como um “tempo de angústia, qual nunca houve” (Dn.12:1). O cumprimento das profecias nos mostra que este tempo já está revelando seus primeiros efeitos. E qual tem sido a nossa atitude? Estamos de fato e de verdade preparados para enfrentar a grande e última fúria do Maligno? Como Daniel e seus amigos, a nossa fé tem sido fortalecida no sentido de negar com firmeza tudo aquilo que não faz parte da “boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2)?
Quer você morar na santa morada do Altíssimo? “Fugi, agora” (v.6), das práticas abomináveis deste mundo! “Canta e exulta” (v.10) ao Deus da tua salvação! Porque eis que Ele vem sem demora para buscar um povo peculiar, que não se curvou diante do deus deste século; que não se conformou com os “tempos difíceis” e que fugiu da companhia dos escarnecedores (2Tm.3:1-5). Um povo cujos princípios de vida não podem ser confundidos com a impiedade deste mundo. Um povo que “é gente sábia e inteligente” (Dt.4:6) e que, pela maravilhosa graça de Cristo, se mantém fiel “ainda que caiam os céus” (Ellen G. White).
Siga as orientações de Jesus em Mateus 6:6. Hoje, entra no teu quarto e, fechada a porta, rasgue o teu coração diante do Senhor (Jl.2:13). Faça disso uma prática constante e diária. Daniel venceu orando “três vezes por dia” (Dn.6:10). E quão pouco é diante de todo o tempo de graça que nos tem sido ofertado! Hoje, decida “firmemente” (Dn.1:8) buscar ao Senhor enquanto pode achá-Lo e invocar-Lhe o nome “enquanto está perto” (Is.55:6). “Salva-te” (v.7), enquanto há tempo! Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça maravilhosa de Cristo Jesus!
Rosana Garcia Barros
#PrimeiroDeus #Zacarias2 #RPSP
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“Respondeu o Senhor com palavras boas, palavras consoladoras, ao anjo que falava comigo” (v.13).
Contemporâneo de Ageu, o profeta Zacarias recebeu do Senhor uma série de visões em sucessão. Era um tempo sobremodo difícil e solene. O povo havia acabado de retornar do exílio e ainda enfrentava muita retaliação por parte dos pagãos que ali viviam. Daqueles que voltaram, uma grande parte havia nascido e crescido em Babilônia, trazendo consigo os costumes de seu antigo lar. Ao trazer-lhes à memória a desobediência de seus pais e as consequências de tal atitude, era desígnio de Deus chamá-los para assumir uma postura diferente, a fim de que pudessem gozar das bênçãos advindas da obediência. “Tornai-vos para Mim” (v.3) e “Convertei-vos” (v.4) eram declarações de amor do Pai, que desejava reatar com Israel o elo do relacionamento que se havia rompido.
Acompanhado de um anjo, Zacarias teve visões em sequência, a começar pelos cavalos. Em uma visão da noite, ele viu num vale “um homem montado num cavalo vermelho” e vários cavalos atrás dele (v.8). Após cumprirem o seu propósito de “percorrerem a Terra” (v.10), eles apresentaram a seguinte conclusão: “Nós já percorremos a Terra, e eis que toda a Terra está, agora, repousada e tranquila” (v.11). Considerando a expectativa humana, esta seria uma conclusão positiva acerca da condição da Terra. Mas sob o ponto de vista divino, pior não poderia estar. Ainda que, de muitas formas, as nações tivessem testemunhado as manifestações de Deus, escolheram adormecer no sono letal da indiferença e andar por sobre o solo instável da autoconfiança: “E, com grande indignação, estou irado contra as nações que vivem confiantes […], e elas agravaram o mal” (v.15).
Na segunda visão, o profeta viu quatro chifres e quatro ferreiros como símbolos da soberania de Deus sobre os poderes terrestres. Chifre em profecia simboliza poder ou reino. Os quatro chifres, portanto, são uma referência aos reinos que dispersaram o povo de Deus e os oprimiu em períodos diferentes da história de Israel. Mas apesar das tentativas de destruir os filhos de Israel e de frustrar os propósitos de Deus, essas visões revelam que, mesmo na letargia ou nas circunstâncias mais adversas, ninguém pode malograr a perfeita agenda dAquele que planejou a nossa salvação antes da fundação do mundo.
Há um relatório sendo apresentado ao Senhor sobre a situação da Terra hoje. Há um clamor sendo erguido com grande urgência: “Tornai-vos para Mim, diz o Senhor dos Exércitos, e Eu Me tornarei para vós outros, diz o Senhor dos Exércitos” (v.3). “Convertei-vos, agora, dos vossos maus caminhos e das vossas más obras” (v.4). Em um clima de contagem regressiva, a Terra convulsiona como prestes a revelar os efeitos do mal em sua totalidade. As doenças malignas, os desastres naturais, a falta de amor são sintomas cada vez mais graves de um mundo em ebulição. Contudo, não há pior condição do que aquela que afeta a nossa razão e nos condiciona ao estado de repouso fatal; aquele em que o homem se torna cuidador de si mesmo, deixando de depender de Deus.
Como o mundo antediluviano sucumbiu pela água, os ímpios sucumbirão no juízo final pelo fogo. Noé teve de enfrentar uma geração “repousada e tranquila” (v.11) certa de que as palavras do velho pregador não se cumpririam. Ao perceber, porém, que logo entraria na arca, sua voz ergueu um alto clamor com palavras de apreço e consideração mesmo por aqueles que constantemente o escarneciam. A fim de nos livrar da condenação do pecado, Jesus Cristo nos falou “com palavras boas, palavras consoladoras” (v.13): “Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt.4:17). “Com grande empenho” (v.14), o Espírito Santo está zelando por todos os mansos da Terra e congregando-os para a arca da salvação, para o seguro Refúgio durante a última grande batalha. Que neste tempo de decisiva sacudidura, o Senhor nos encontre “seguindo a verdade em amor” (Ef.4:15), “na esperança da vida eterna que o Deus que não pode mentir prometeu antes dos tempos eternos” (Tt.1:2). Vigiemos e oremos!
Feliz semana, despertos para a última grande batalha!
Rosana Garcia Barros
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