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“Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias […]” (v.5).
Concluída a edificação dos muros e das portas de Jerusalém, Neemias tomou providências com relação à segurança da cidade. Estabelecendo dois homens de confiança como chefes em Jerusalém, dentre eles Hananias, “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros” (v.2), também organizou um esquema de segurança, de forma que havia “guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3).
Movido pelo Senhor, Neemias encabeçou a tarefa de “registrar as genealogias”, deparando-se com “o livro da genealogia dos que subiram primeiro” (v.5). Os judeus eram identificados através dos nomes dos chefes de família, de forma que na ausência desse registro, alguns “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.61). As genealogias, portanto, tinham um papel importante para fins de administração, de organização, para fins testamentários e até mesmo espirituais, visto que fazem parte das Escrituras.
Tudo se encaminhava para que Jerusalém fosse novamente a Cidade de Deus. Estava pronta para a próxima obra: a reconstrução do templo. “Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra” (v.70) e muitos recursos foram doados para esta finalidade. A força conjunta para proteger a cidade e seus moradores, e para reformá-la, foi seguida por um grande reavivamento. Enquanto guardavam suas casas ou se reuniam em adoração a Deus, sua fé era provada e fortalecida, ainda que sob constante ameaça inimiga.
Deus tem uma cidade preparada para os Seus filhos, cujos fundamentos dos muros são adornados de pedras preciosas, e cujas portas são de pérola, “cada uma dessas portas, de uma só pérola” (Ap.21:21). Ali não há necessidade de um sistema de segurança, pois o Guarda de Israel nela habita. Nela também não há santuário, “porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap.21:22). Nela o homem não tem participação, pois “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10). Foi pensando nela que Jesus nos fez a Sua mais preciosa e aguardada promessa:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Não é desejo do Senhor que a realidade da antiga Jerusalém pós-exílio se repita na futura Jerusalém: “A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela” (v.4). E nem que não se ache o nosso nome no registro celeste. O Céu é movido pela ardente expectativa de nosso resgate definitivo. Os anjos relatores vibram cada vez que um pecador é liberto do exílio do pecado e tem o seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro. Há uma comovente espera de que Jesus venha colher “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Cada partícula da cidade santa contém o amor ilimitado de um Deus que sente saudades de todos nós! Que enquanto Cristo não vem, O aguardemos em constante vigilância, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3). Que o nosso lar seja um pedacinho do Céu na Terra. Quando a relação dos salvos estiver finalmente concluída, que a nosso respeito esteja escrito: “filhos e filhas de Deus, salvos pela graça de Cristo Jesus”. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Neemias7 #RPSP
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“Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos” (v.9).
A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate não alcançou sucesso por meio de ameaças, mudou a sua estratégia propondo um encontro entre ele, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E, através da oração, o Senhor o fortalecia e o precavia das ciladas que o estavam preparando. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).
Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Então, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).
Que coisa mais triste, amados! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas só encontrou mais um aliado à conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselheiro, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. E se lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!
Percebemos que de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento este servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar, intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).
De coração para coração, amados do Senhor: é realmente muito triste quando a perseguição acontece no meio do povo de Deus por parte daqueles que não aceitam, ou ainda não entendem, a urgente e necessária obra de reavivamento e reforma que precisa acontecer. Mas quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, firmes na verdade presente, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. E Ele concede a sabedoria do Espírito Santo a todo aquele que, qual Neemias, se empenha em fazer a vontade divina, ainda que perseguido e mal compreendido.
A minha oração é que as nossas ações não correspondam às de Tobias e Sambalate, mas às de Neemias. Não tem sido fácil para os fiéis servos de Deus a obra atual de reparar as brechas, e seus corações têm sido magoados por professos cristãos que, dizendo-se irmãos, não perdem a oportunidade de desanimá-los. Se por um acaso você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra! Vigiemos e oremos!
Bom dia, Neemias atuais!
Rosana Garcia Barros
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
#Neemias6 #RPSP
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“Lembra-te de mim, para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v.19).
O avanço da obra e os constantes ajuntamentos começaram a encorajar a parcela do povo que, pelas necessidades pós-exílio, tornou-se economicamente refém de seus irmãos mais abastados. Vendo em Neemias um líder justo e temente a Deus, os judeus injustiçados ergueram um grande clamor contra seus opressores. Suas terras, suas vinhas e suas casas foram empenhadas a fim de prover o sustento da família. Mas a situação agravou-se de tal maneira que até seus filhos foram entregues como escravos.
Neemias ficou indignado ao ouvir tamanho descaso e extorsão para com os pobres do povo. Mas a sua indignação não foi desculpa para agir com imprudência. Não tomou as rédeas da situação no impulso de sua ira. Como líder sábio e prudente, buscou avaliar o problema considerando a melhor maneira de resolver a questão. Como se tratava de algo que havia se tornado publicamente conhecido, Neemias repreendeu os nobres e magistrados, convocando “contra eles um grande ajuntamento” (v.7).
Diante do discurso acalorado e verdadeiro de Neemias, “se calaram, e não acharam que responder” (v.9). Como flechas, as palavras do sábio líder atingiu-lhes diretamente a consciência. Não foi a prática de empréstimo em si que foi condenada, mas a forma como era realizada, oprimindo a seus irmãos com altos juros. O próprio Neemias não justificou a si mesmo, pois que também emprestava a seus irmãos, ainda que sem prejudicá-los. Além disso, abdicava de seu salário de governador, “porquanto a servidão deste povo era grande” (v.18).
Como se tivesse um vislumbre dos últimos tempos, o apóstolo Paulo descreveu a miséria humana em nossos dias difíceis, a começar pelo egoísmo (2Tm.3:1-5). O egoísmo ou a ausência de altruísmo tem corrompido o coração da humanidade e encaminhado o mundo para o cumprimento da profecia dada por Cristo: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Costumamos ter muita facilidade em destacar os erros do antigo Israel e muita dificuldade em aplicá-los à nossa realidade. Temos nós agido com compaixão e altruísmo diante das necessidades de nossos semelhantes?
Paulo também apresenta, em nosso contexto de igreja, um importante princípio: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl.6:10). Irmãos, estamos vivendo a realidade descrita pelo apóstolo dos gentios. São tempos muito difíceis. Há um inimigo feroz querendo nos destruir, e será que não estamos mais preocupados com coisas temporais quando existem tantos ao nosso redor perecendo? Será que podemos sinceramente dizer: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?
Com dedicação desinteressada e trabalho voluntário, Neemias praticamente financiou boa parte da reconstrução dos muros. Deu tudo de si para uma causa que sabia ter a assinatura da aprovação divina. Todos nós fomos criados para um propósito maior. O Senhor nos incluiu em Seu plano não que precise de nós, mas em que nós precisamos dEle. Quando a criatura entrega o curso da vida nas mãos do Criador, Ele sempre a conduz na direção de seus semelhantes, formando uma corrente do bem, ligada elo a elo.
Que nossa vida, nas mãos de Deus, seja um elo inabalável nesta corrente, como obreiros fiéis e altruístas na última grande obra, sendo coobreiros dAquele que tudo entregou na cruz do Calvário pagando a nossa dívida, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#Neemias5 #RPSP
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“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (v.9).
A reconstrução seguia o seu curso com bom êxito, de forma que “todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (v.6). Tendo ouvido sobre a bem-sucedida obra, seus adversários ficaram furiosos e reuniram forças para “atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” (v.8). Diante de comprovada ameaça, Neemias e o povo se uniram em oração e organizando-os “por famílias […] com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos” (v.13), “cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma” (v.17).
A atmosfera tornou-se de constante vigilância. Cada qual permanecia em sua função de edificar, mas atento e preparado para proteger sua família e seu povo. Tomando ciência de que os judeus estavam organizados como um exército, os inimigos perceberam “que Deus tinha frustrado o desígnio deles” (v.15). Mesmo que parecesse ter sido dada uma trégua, as armas não foram depostas, e o povo seguiu firme na edificação dos muros e na vigilância “por detrás de toda a casa de Judá” (v.16).
Apesar de ter sido um trabalho coletivo e unificado, a longa extensão dos muros os separava uns dos outros. Em momento de tensão e de ameaças inimigas, havia a necessidade de um ajuntamento solene de tempos em tempos. Ao som do instrumento sacerdotal, todo o povo deveria entender que chegada era a hora de se reunir. Aquele momento era como um bálsamo aos cansados e corajosos obreiros e soldados. Ali eles oravam, adoravam e louvavam juntos, sendo fortalecidos por Deus e pela comunhão uns com os outros.
Quanto mais se aproxima o grande Dia de Deus, mais o coração dos fiéis servos do Senhor se anima para o findar da seara. Em contrapartida, o diabo e seus anjos, ardendo em ira, tentam de todas as formas fazer “cessar a obra” (v.11). Mas, como Neemias, precisamos erguer a voz a nossos irmãos e fortalecer-nos uns aos outros com as animadoras palavras: “não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (v.14).
Hoje, em nossos locais de culto, quer seja num grande templo, ou num modesto lugar; quer seja embaixo de uma árvore ou no culto doméstico, temos o privilégio de nos reunir e juntos buscar o poder do alto para “resistir no dia mau […]” e “permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Portanto, “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25).
Quando Jesus declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), todos já estarão com seu destino eterno selado, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Enquanto há oportunidade, a doce voz de Cristo insiste ao coração de cada ser humano: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, que toca a Sua trombeta de graça a fim de reunir-nos para junto dEle.
Com Cristo como o nosso General, todas as brechas da nossa vida serão fechadas para o pecado e qual muro intransponível, Ele nos protegerá e guardará para o ajuntamento solene da eternidade. Quer você estar pronto para a reunião dos santos de todos os tempos? Então, sigamos o exemplo de Neemias e dos fiéis obreiros, e a ordem de Jesus: Vigiemos e oremos!
Bom dia, obreiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Neemias4 #RPSP
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“Ao lado destes, repararam os tecoítas; os seus nobres, porém, não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5).
A obra de reconstrução dos muros de Jerusalém foi cuidadosamente planejada e dividida entre uma equipe multidisciplinar. Sacerdotes, ourives, perfumistas, representantes do povo, mercadores, servos do templo e até mulheres, as filhas de Salum, compunham a força-tarefa precedida por “Eliasibe, o sumo sacerdote” (v.1). A iniciativa do principal líder espiritual foi imprescindível para que os demais dessem sequência à obra. E espalhados pela extensão dos muros, todos trabalhavam com ânimo, cada qual fazendo a sua parte.
No entanto, houve um grupo de nobres tecoítas que “não se sujeitaram ao serviço do seu senhor” (v.5). Ao que parece, eles não ficaram de fora da obra, mas agiram por conta própria. Talvez a sua tímida participação tenha sido por medo da oposição. Em contraste com este grupo estava Baruque, que “reparou com grande ardor” (v.20), demonstrando perfeita confiança no poder de Deus e certeza de que estava fazendo a coisa certa. O fato de serem citadas pelo nome, demonstra a importância dessas pessoas na reforma, e a exposição de suas ocupações revela que a capacitação vem de Deus, ainda que seja algo que nunca fizemos na vida.
A grande última obra de reforma requer trabalhadores motivados e submissos ao serviço do seu Senhor. Crentes que não esmoreçam, ainda que diante de insistente resistência, “porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles” (2Rs.6:16). Precisamos de mais líderes que, compreendendo o seu papel de animar seus irmãos, assumam suas funções como maiorais de uma obra sem precedentes. Assim como pessoas que talvez nunca tivessem a experiência de erguer um instrumento de edificação conseguiram reconstruir os muros de Jerusalém, Deus promete conceder a mesma capacitação para todo filho que se dispõe a servi-Lo.
Dirigindo-Se aos Seus discípulos, Jesus os advertiu, dizendo: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt.9:37-38). Antes da reconstrução dos muros, houve a disposição de uma pessoa que resolveu jejuar e orar por este propósito. E só então, as portas se abriram e outros se uniram a ele. Como a boa mão do Senhor estava sobre Neemias, também somos chamados a ser por ela conduzidos. Eis a nossa missão: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (Is.40:3). Tenhamos bom ânimo nessa boa obra, amados! Vigiemos e oremos!
Feliz semana, trabalhadores na seara do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Neemias3 #RPSP
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“Disse-me o rei: Que me pedes agora? Então, orei ao Deus dos céus” (v.4).
Passados alguns dias em jejum e oração, chegada era a hora de Neemias falar com o rei. Em anos de ditoso serviço, nunca antes ele esteve triste diante do monarca. Em seu semblante não demonstrava uma expressão de insatisfação, mas revelava uma “tristeza do coração” (v.2), como dito pelo próprio Artaxerxes. Não lhe era permitido, porém, aparecer em seu trabalho de tal maneira. Diante da percepção do rei e da oportunidade de relatar-lhe o motivo de sua angústia, Neemias temeu sobremaneira.
Uma vez dita a sua queixa, foi-lhe dada a abertura de fazer o seu pedido. E após uma breve e objetiva oração, confessou ao rei o seu desejo, com o provável assentimento da rainha que estava presente num momento que poderia ser considerado como particular. A preocupação não era com os custos da viagem ou com o tempo em que Neemias ficaria fora do posto de seu dever. As perguntas seguintes revelam o apreço do rei por seu confiável copeiro: “Quanto durará a tua ausência? Quando voltarás?” (v.6).
Acertado “certo prazo” (v.6), e concedidas as condições necessárias para a viagem e para dar início à obra em Jerusalém, amparado pela boa mão de Deus, por onde passava, Neemias cuidava de comprovar a autorização do rei para que lhe dessem passagem pacífica e não interferissem no andamento da “boa obra” (v.18). Mesmo em face das cartas que tinha em mãos, houve resistência por parte de Sambalate, Tobias e Gesém, que fariam de tudo para atrapalhar os planos do fiel servo de Deus.
A discrição de Neemias em guardar silêncio a respeito do real motivo de sua chegada em Jerusalém, revela sua prudência como líder. Examinados os muros e a dimensão da obra, só então foi declarada a sua intenção, e o povo fortaleceu “as mãos para a boa obra” (v.18). Os opositores, contudo, logo se levantaram, zombando e desprezando o projeto. Mas não esperavam encontrar a firme convicção de um líder que não permitiria ser a obra vituperada.
Quão maior é a dimensão da obra que nos foi confiada para os nossos dias! Da mesma forma que Neemias encontrou o favor do rei, Deus promete nos favorecer tanto quanto nos acheguemos a Ele com plena confiança. Não é o ato de orar e jejuar que abre as janelas dos céus, mas a intenção por trás do ato. Neemias não entrou em barganha com Deus. Ele estava disposto a fazer a vontade do Senhor e a servi-Lo, ainda que tivesse de enfrentar oposição e perseguição.
Em tempos em que a verdade é desprezada, e os mensageiros de Deus não poucas vezes tem de enfrentar o escárnio, a postura de Neemias deve ser a nossa. Necessitamos da mesma disposição, discrição, coragem e ousadia. Muitos se levantarão, mesmo dentre o professo povo de Deus, para perseguir e zombar dos fiéis servos do Senhor. Precisamos confiar que “o Deus dos céus é quem nos dará bom êxito” (v.20), que a obra é dEle, e que Ele mesmo há de concluí-la. Sejamos, pois, Seus cooperadores, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, cooperadores de Deus!
Dez Dias de Oração (10° dia): Oremos: Por uma obra especial de purificação em nós, em nossa família e na igreja; por uma igreja preparada para a crise final e a volta de Jesus; por nossos cinco amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#Neemias2 #RPSP
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“E disse: ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e temível, que guardas a aliança e a misericórdia para com aqueles que Te amam e guardam os Teus mandamentos” (v.5).
Neemias ocupava uma posição de confiança no reino persa. Sua presença era cativante e agradável, além de demonstrar um sincero interesse pelo bem-estar dos outros. Sendo um zeloso guardador da Lei de Deus, sua vida era radiante e nunca entrava na presença do rei sem que isso lhe transparecesse na face. A alegria do Senhor era a sua força. Mas as notícias trazidas de Jerusalém lhe abateram o espírito: “Os restantes […] estão em grande miséria e desprezo; os muros de Jerusalém estão derribados, e as suas portas, queimadas” (v.3).
Neemias não considerou ser a sua posição uma desculpa para permanecer no conforto. Seu coração estremeceu frente à ignomínia daquela que já havia sido a capital de Deus na Terra. Ele sentiu o peso dos pecados de Israel, e como a nação eleita provocou a própria ruína. A sua consagração pessoal através do jejum e da oração o estava preparando para liderar uma importante missão. Sua humildade em incluir-se como culpado, “pois eu e a casa de meu pai temos pecado” (v.6), revela um caráter verdadeiramente provado no fogo que purifica.
Assentado e chorando, suas palavras traduziam a sua profunda angústia. Primeiro, ele exaltou a fidelidade de Deus, então, prosseguiu com uma súplica intercessora, confessou seus pecados e do povo, destacou o desejo do Senhor em restaurar a sorte de Seus filhos e encerrou com uma petição em favor dos que temem a Deus, e em favor dele mesmo a fim de que alcançasse o favor do rei. Em sua oração, a desobediência é citada como o principal fator destrutivo. Em não guardar os mandamentos de Deus, os Seus estatutos e os Seus juízos, a nação foi perdendo a sua identidade até os filhos de Israel acabarem espalhados “por entre os povos” (v.8), como quem não tem cidadania.
Amados, nunca houve tempo mais solene em que, como povo de Deus, deveríamos estar “jejuando e orando perante o Deus dos céus” (v.4). Mediante a crise iminente que já começa a se avolumar em suas obras, nosso coração deve estar tão submisso a Deus e tão ligado ao dos nossos semelhantes, que não cessemos de vigiar e orar até que todos estejamos na segurança de nossa pátria eterna. O Senhor está reunindo os Seus escolhidos de todas as nações da Terra e cumprirá fielmente a Sua promessa: “de lá os ajuntarei e os trarei para o lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o Meu nome” (v.9).
“Os restantes” (v.3) representavam uma pequena porção do povo que aceitou o convite de Deus para regressar à terra de seus pais. Nos últimos dias, “os restantes” da descendência da igreja de Cristo, são “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap.12:17). Não somos salvos por obedecer aos mandamentos de Deus, mas por amor ao Deus que nos salvou, obedecemos. Fiados na salvação pela graça de Cristo, resgatados por Seu grande poder e mão poderosa, oremos neste oportuno momento:
“Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os Teus ouvidos à oração do(a) Teu(Tua) servo(a) e à dos Teus servos que se agradam de temer o Teu nome” (v.11). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, servos do Deus Altíssimo!
Dez Dias de Oração (9° dia): Oremos: Pelo desapego às coisas deste mundo e por mais comunhão com Deus; por nossos cinco amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#Neemias1 #RPSP
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“Enquanto Esdras orava e fazia confissão, chorando prostrado diante da Casa de Deus, ajuntou-se a ele de Israel mui grande congregação de homens, de mulheres e de crianças; pois o povo chorava com grande choro” (v.1).
Provavelmente, Esdras não esperava tamanha comoção por parte de seus irmãos e uma resposta tão rápida às suas orações. Angustiado e chorando muito, ele viu naquela transgressão a grande possibilidade da decadência de seu povo, que acabara de retornar da terra do cativeiro. Ultrapassados os limites por Deus estabelecidos, os filhos de Israel romperam as fronteiras da nação, “casando com mulheres estrangeiras, dos povos de outras terras” (v.2). Desses matrimônios foram gerados filhos que, por sua vez, recebiam toda a influência pagã de suas mães idólatras, perdendo assim a identidade como nação eleita de Deus.
Esdras foi levado a olhar para os resultados desastrosos da desobediência. Quando cativo em Babilônia, pôde ver de perto a corrupção em todas as suas formas, e como o simples assentimento com os costumes seculares abre uma porta para a total apostasia. O fato da maioria dos judeus ter permanecido em Babilônia explica o encanto difícil de ser quebrado que o pecado causa no homem. E entre ter o que deseja e fazer a vontade de Deus, o impenitente sempre vai escolher a primeira opção.
Num casamento em jugo desigual não havia apenas a diferença religiosa, mas também costumes e práticas abomináveis que eram levados para dentro do lar. Idolatria, alimentação impura e sexo deturpado eram os principais pecados cometidos nessas uniões mistas. Na igreja apostólica, quando os recém-conversos estavam sendo perseguidos pelos cristãos judeus a respeito de tradições, foi tomado um voto entre os apóstolos para que não fosse cobrado deles nada além da abstenção “das coisas sacrificadas a ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas” (At.15:29).
Esdras demonstrou um genuíno espírito de compaixão ao prantear por seus irmãos, e seu livro foi concluído regado com suas sinceras lágrimas. As palavras de Secanias lhe deram a força que precisava para agir e exigir dos cabeças das famílias de Israel que tomassem uma atitude urgente. A forma radical de resolver a situação mandando embora suas mulheres e filhos estrangeiros foi, sem dúvida, um dos piores momentos pós-exílio. Mas mesmo havendo oposição por parte de alguns (v.15), “toda a congregação disse em altas vozes: Assim seja […] assim nos convém fazer” (v.12).
Como a obediência gera bênção, a desobediência gera maldição. Esdras precisou submeter o povo a uma atitude extrema a fim de evitar um mal pior. Hoje, existem muitos casamentos enfrentando situações desafiadoras. O plano de Deus para o casamento é o mesmo desde o princípio (Gn.2:24). Infelizmente, a humanidade vem deturpando o plano original do Criador trocando a bênção pela maldição. E até mesmo em lares cristãos, muitos casais têm maculado o leito e a família com licenciosidade julgando ser lícito fazer o que quiser entre quatro paredes.
Este é um assunto que tem gerado muitas discussões e polêmicas. Mas uma coisa é certa, amados: todo aquele que busca ao Senhor de todo o coração, procura fazer “o que é do Seu agrado” (v.11), porque a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Rm.12:2). Quando a vontade própria é subjugada, o Espírito Santo muda os nossos gostos, refina os nossos apetites e purifica a nossa mente. É claro que sempre existirão os Jônatas, Jazeías, Mesulão e Sabetai (v.15) se opondo ao “assim diz o Senhor”. No fim das contas, contudo, a decisão em ser fiel ou não sempre será pessoal e intransferível.
Os conselhos deixados pelos apóstolos Paulo e Pedro, em 1Co.7:12-16 e em 1Pe.3:1-7, respectivamente, não requer do cristão casado o afastamento de seu cônjuge incrédulo, mas uma vida de nobre procedimento, de modo que seja um instrumento do Espírito Santo para a conversão do companheiro descrente. A todos os casados, busquemos na Palavra o conhecimento e a sabedoria tão necessários para que desfrutemos de um “leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros” (Hb.13:4). E aos solteiros, o recado do Senhor é muito claro: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniquidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?” (2Co.6:14-15).
E, assim, conservemos, pela graça de Deus e poder do Espírito Santo, a inconfundível identidade celestial. Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Dez Dias de Oração (8° dia): Oremos: Pelos desafios e projetos da Igreja em todo o mundo; pelos líderes e membros da Igreja na Divisão Sul-Americana; por nossos cinco amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#Esdras10 #RPSP
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“Ah, Senhor, Deus de Israel, justo és, pois somos os restantes que escaparam, como hoje se vê. Eis que estamos diante de Ti na nossa culpa, porque ninguém há que possa estar na Tua presença por causa disto” (v.15).
Terminada a perigosa viagem sob a proteção divina e estabelecidos em Judá, os príncipes do povo foram ter com Esdras para lhe revelar algo que o deixou atônito: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos de outras terras com suas abominações […], pois tomaram das suas filhas para si e para seus filhos, e, assim, se misturou a linhagem santa com os povos dessas terras, e até os príncipes e magistrados foram os primeiros nesta transgressão” (v.1-2).
Não era uma questão de pequeno porte, e a reação de Esdras deixa isso bem claro. O Senhor havia ordenado com relação às nações pagãs: “não farás com elas aliança, nem terás piedade delas; nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos; pois elas fariam desviar teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós outros e depressa vos destruiria” (Dt.7:2-4).
Fosse considerado um problema de pouca importância, e não restaria de Israel um “restante nem alguém que escapasse” (v.14). Foi quando os filhos de Deus, vendo “que as filhas dos homens eram formosas, [e] tomaram para si mulheres, as que, entre todas, mais lhes agradaram” (Gn.6:2), que o mundo entrou em um colapso tal e imergiu em uma corrupção tão grotesca, que o Senhor precisou intervir através do dilúvio. Portanto, a reação de Esdras não foi exagerada, mas revelava a dimensão do problema e os terríveis resultados que dele poderiam advir.
Através de uma educação deturpada, moldada segundo a cultura e a religião pagã, Israel corria o risco de encontrar o mesmo destino dos ímpios antediluvianos. Em atitude de humilhação, Esdras rasgou seu coração a Deus, confessando a culpa de seu povo, reconhecendo a graça e a misericórdia de Deus e Seu desejo em mudar a sorte da rebelde nação. Ele conhecia os estragos causados pelo jugo desigual e como isso afetava diretamente as futuras gerações. Mas enquanto Esdras orava, o Senhor iniciava uma das reformas mais sofridas que Seus filhos teriam de passar.
Sabem, amados, eu acredito que nós estamos vivendo, agora, por um “breve momento” onde ainda podemos nos beneficiar da “graça da parte do Senhor” (v.8). Mas esse momento uma hora vai chegar ao fim, pois o “Espírito [Santo] não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). E enquanto estamos aqui, “na nossa servidão, não nos desamparou o nosso Deus; antes, estendeu sobre nós a Sua misericórdia” (v.9). Isso é simplesmente maravilhoso e confortante! Mas é necessário que haja uma resposta de nossa parte, ainda que esta exija de nós algum sacrifício.
Chegada é a hora do povo de Deus se humilhar diante do Senhor, dobrar os seus joelhos, estender as mãos para o Céu e confessar a sua transgressão. Mas essa atitude deve ter um começo. Assim como Esdras deu início a esse reavivamento e o Senhor fez unir-se a ele todos os humildes de espírito, não temos que ficar olhando para os lados esperando ou cobrando ver em nossos líderes essa guinada espiritual. Ela precisa começar na minha e na sua vida. Então, qualquer reforma que nos for requerida pelo Senhor, por mais dolorosa que seja, será realizada pelo poder que do alto nos será outorgado.
Inicie esta jornada espiritual conforme as instruções dadas por Jesus: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt.6:6). Do silêncio do lugar de comunhão Deus faz soar os alarmes do Céu no teu coração e daqueles por quem você ora. Perseveremos nisso, amados, e faremos parte do “restante que escapou” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, reavivados pela Palavra e pela oração!
Dez Dias de Oração (7° dia): Oremos: Pelo “Impacto Esperança” deste ano; por sabedoria para escolher um parceiro de oração; por nossos cinco amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#Esdras9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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“Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23).
O segundo grupo de exilados, que voltou com Esdras para Jerusalém, correspondeu a aproximadamente dez por cento do total do primeiro grupo. Mas ainda que fosse um pequeno grupo, essas famílias foram corajosas em abandonar o conforto de suas vidas bem estabelecidas em Babilônia para seguir a Esdras numa viagem perigosa, para um lugar onde teriam que recomeçar a vida. Mas ao analisar a lista dos que subiram com ele, Esdras percebeu que não havia entre eles “nenhum dos filhos de Levi” (v.15).
Segundo “a boa mão de Deus” (v.18), uniram-se a eles mais um grupo, desta vez, de levitas que ministrariam no templo, “todos eles mencionados pelo nome” (v.20). O grupo estava então completo. Todos atenderam ao chamado divino e Esdras foi despertado para uni-los num só propósito: jejum e oração. Após um firme testemunho acerca do poder de Deus, Esdras teve “vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros” (v.22) para os defender. Sendo assim, ele e o povo clamaram para que o Senhor lhes desse “jornada feliz” (v.21) para eles, seus filhos e seus pertences.
Montando uma guarda especial para os tesouros consagrados a Deus, a boa mão do Senhor estava sobre eles, livrando-os dos inimigos e das “ciladas pelo caminho” (v.31), de forma que chegaram em Jerusalém e ali repousaram por “três dias” (v.32). “No quarto dia” (v.33), a “oferta voluntária” (v.28) foi pesada e os “exilados que vieram do cativeiro ofereceram holocaustos ao Deus de Israel” (v.35), e “ajudaram o povo na reconstrução da Casa de Deus” (v.36).
Podemos dizer que Esdras buscou pessoas que o Senhor havia separado para ministrar em Sua Casa, liderou um reavivamento no meio dos exilados, promoveu a fidelidade e a confiança em Deus e inspirou o seu grupo a unir-se aos demais na edificação do templo. Precisamos desesperadamente de Esdras modernos! Homens e mulheres que se permitam ser usados por Deus de uma forma tão íntegra, que não restem dúvidas quanto ao seu caráter divinamente lapidado.
Enfrentamos, dia a dia, uma jornada perigosa repleta de inimigos e de “ciladas pelo caminho” (v.31). Muitas vezes somos tentados a buscar auxílio inútil quando ao nosso lado está o Senhor dos Exércitos, pronto para nos atender. Porque a “boa mão do nosso Deus é sobre todos os que O buscam, para o bem deles; mas a Sua força e a Sua ira, contra todos os que O abandonam” (v.22). Ao separarmos dias de jejum e oração, como Esdras, confiemos que depois do deserto perigoso, há uma terra de repouso à nossa espera.
Acerca do jejum, Ellen White escreveu: “O verdadeiro jejum, que deve ser recomendado a todos, é a abstinência de qualquer espécie estimulante de alimento, e o uso apropriado de alimento saudável e simples, que Deus proveu em abundância. Precisam os homens pensar menos acerca do que hão de comer e beber de alimento temporal, e muito mais acerca do alimento do Céu, que dará tono e vitalidade à experiência religiosa toda” (Carta 73, 1896). Com toda a convicção e fé, proclamemos, hoje, amados: “Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e Ele nos atendeu” (v.23). Jejuemos, vigiemos e oremos!
Bom dia, exilados a caminho do Lar!
Dez Dias de Oração (6° dia): Oremos: Por uma experiência pessoal, fé em Deus e em Sua Palavra, que resistam à demora; pela conclusão da pregação do evangelho eterno ao mundo; por nossos cinco amigos de oração.
Rosana Garcia Barros
#Esdras8 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100