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“Por isso, Deus meu, lembra-te de mim e não apagues as beneficências que eu fiz à casa de meu Deus e para o Seu serviço” (v.14).
A ausência de Neemias em Jerusalém provou a força de sua influência e a fraqueza de caráter do povo, principalmente por parte de seus líderes. O período em que ele retornou ao palácio do rei Artaxerxes foi suficiente para que o povo quebrasse a aliança estabelecida e voltasse a transgredir a Lei de Deus. Casamentos mistos; mau uso da Casa de Deus; negligência quanto à devolução dos dízimos e ofertas; comércio no dia de sábado; despertaram o zelo de Neemias e o fizeram agir de maneira ainda mais enérgica e pontual.
A presença de Tobias no templo e a honra que lhe foi dada pelo próprio sacerdote, fazendo “para este uma câmara grande” (v.5) no lugar em que deveriam ser depositados os dízimos e as ofertas do Senhor, foi o fator determinante para Neemias iniciar as reformas necessárias. Atirando “todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (v.8), sua atitude se assemelhou à atitude de Jesus, quando purificou o templo expulsando os cambistas e derrubando as mesas “e as cadeiras dos que vendiam pombas” (Mt.21:12).
Aquele ato de sua indignação foi seguido por um discurso de repreensão aos magistrados, um protesto contra os que trabalhavam no sábado, uma ameaça contra os negociantes e vendedores reincidentes e até uma sessão de agressões físicas contra alguns dos judeus que “haviam casado com mulheres asdoditas, amonitas e moabitas” (v.23). Certamente, Neemias tornou-se alguém respeitado e temido, pois não admitia que em seu governo houvesse quem cometesse injustiça sem que fosse por isso punido e corrigido.
Movidos pelo Espírito Santo, Neemias e Esdras, cada um em sua esfera de influência, agiram conforme suas funções lhes exigiam. Mesmo que em uma função administrativa, Neemias desempenhou o seu trabalho com o temor e o tremor de quem realizava, acima de tudo, uma obra espiritual. Apesar de sua firmeza um tanto severa em reconduzir o povo à obediência, seu coração era motivado pelo amor; amor a Deus e amor àqueles que tão rapidamente haviam se desviado da Lei do Senhor. E seu coração clamava incansavelmente pela graça e misericórdia de Deus em sua vida: “Lembra-te de mim” (v.14, 22 e 31).
Enfrentar o erro e buscar corrigi-lo nunca foi tarefa fácil. É necessário, porém, capacitação do alto para que a correção seja eficaz em seus efeitos. Enquanto Neemias pôde, fez de tudo para orientar seus irmãos conforme a Lei de Deus. Foi perseguido, caluniado, ameaçado, mas em nenhum momento bateu de frente com a oposição ou revidou seus inimigos. Com prudência, ignorou as mentiras e maldades, orando por livramento e justiça: “Lembra-te deles, Deus meu” (v.29). Sua vida de comunhão com Deus lhe conferia a autoridade de admoestar e corrigir, ainda que isto lhe custasse poucos amigos e muitos inimigos, mesmo no meio do professo povo de Deus.
Em tempos em que toda repreensão é considerada um julgamento, precisamos ter muito cuidado para não inibirmos a atuação do Espírito Santo e nem tampouco agirmos como justiceiros. Assim como a Bíblia também é útil para repreender e corrigir (2Tm.3:16), Deus também ainda tem servos fiéis que Ele usa neste mister, mas sempre com cautela e sabedoria. Nem todos são aptos a corrigir. O Espírito Santo é quem separa alguns e os capacita para este serviço. Mas o melhor método de todos sempre será o exemplo de uma vida totalmente consagrada ao Senhor. Como disse Jesus: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt.7:16).
A observância do sábado, a proibição do jugo desigual e a devolução dos dízimos e das ofertas ainda são mandamentos em vigor que têm sido negligenciados. Sejamos qual Neemias, homens e mulheres de oração, cuja fé que atua pelo amor se manifeste em nossas palavras e ações. Que pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, sejamos testemunhas de Jesus no mundo, “manifestos como carta de Cristo […] não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2Co.3:3 e 5). Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Neemias13 #RPSP
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“No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe” (v.43).
Com os muros erguidos e as portas colocadas em seus lugares, Jerusalém começou a renascer das ruínas. Aqueles que antes haviam presenciado a glória da santa cidade e de seu templo sabiam que as reformas não mostravam sequer o mínimo do brilho que outrora revelava. Aqueles, contudo, que haviam nascido em cativeiro babilônico, contemplavam absortos o vislumbre de um lugar que só haviam conhecido por ouvir falar. Os dois grupos experimentavam sensações diferentes, mas uma mesma alegria que irrompeu em cânticos de louvor e alto júbilo por fazerem parte daquele maravilhoso momento.
Precedido pelos levitas e sacerdotes, todo o povo acompanhava “dois grandes coros em procissão” (v.31). Ao som dos coros, acompanhados pelos sacerdotes “com trombetas” (v.35) e pelos músicos levitas, “com os instrumentos músicos de Davi, homem de Deus; Esdras, o escriba, ia adiante deles” (v.36). “Purificaram-se os sacerdotes e os levitas, que também purificaram o povo e as portas e o muro” (v.30), até que “ambos os coros pararam na Casa de Deus” (v.40), e a alegria descrita no verso 43 pôde ser ouvida à grande distância.
Diante de um cenário tão propício à verdadeira adoração, da experiência do cativeiro, do reavivamento experimentado pelo estudo da Lei de Deus e dos episódios de livramento e auxílio sobrenaturais, tudo cooperava para que o povo permanecesse em santa convicção como fiéis adoradores do Deus vivo. O sentimento de finalmente estar em casa tomou cada coração em arrebatadora alegria. Estava longe, no entanto, de ser um culto meramente emocional. A presença de Esdras “adiante deles” (v.36) era-lhes uma constante lembrança do fundamento de sua fé: a Palavra de Deus. Se perseverassem em crescer firmes no conhecimento do Senhor, Jerusalém tornar-se-ia novamente o brilho de Deus na Terra, convidando todos os povos a conhecê-Lo.
Meus amados irmãos, o Senhor deseja levar-nos de volta para casa, para a santa cidade que Ele mesmo nos edificou. Não estamos longe desse sublime momento! “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” (Fp.4:4). O caminho que temos de trilhar até lá deve ser dado com passos não vacilantes, mas firmes segundo as orientações de um Deus que não muda (Ml.3:6). Aqueles que aguardam ser recolhidos deste mundo escuro no grande Dia de Deus são os que, pela Palavra têm sido edificados e purificados, reconhecendo a Sua total dependência da graça de Cristo. Em oração, aguardam com expectativa contemplar o amoroso olhar de seu Senhor e Salvador, o Verbo, a Palavra; um desejo que o Espírito Santo torna em luz para o mundo através de uma vida genuinamente convertida.
Há um canto celestial e uma alegria suspensa no Universo que em breve irromperá em louvores ao Criador. Mas há um cântico e uma alegria que só os salvos poderão cantar e sentir. Um louvor arrebatador será ouvido no espaço infinito quando a graça de Cristo consumar o seu resultado eterno. Olhando para o Autor e Consumador de nossa fé e contemplando as marcas de Seu amor, nosso coração se tornará em incansável instrumento de louvor. Enquanto aguardamos, louvemos a Deus com nossa vida, guardando “firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois Quem fez a promessa é fiel” (Hb.10:23). Vigiemos e oremos!
Bom dia, herdeiros da alegria sem par!
Rosana Garcia Barros
#Neemias12 #RPSP
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“O povo bendisse todos os homens que voluntariamente se ofereciam ainda para habitar em Jerusalém” (v.2).
A lista dos que habitaram em Jerusalém e nas cidades e aldeias de Judá foi organizada deitando sortes (v.1). Este era um costume comum quando estavam diante de algo de difícil escolha. A providência divina era invocada e não havia dúvida de que Deus havia conduzido cada caso, pois “do Senhor procede toda decisão” (Pv.16:33). O que reforça ainda mais o nosso estudo de ontem do quanto é importante ponderar e orar antes de qualquer decisão ou escolha a ser tomada.
Jerusalém não era mais aquela cidade que enchia os olhos. Apesar de erguidos os muros e reconstruído o templo, o restante da cidade ainda estava em estado de calamidade pública, como denominamos hoje as cidades ou os lugares destruídos por algum agente natural ou humano. Mas, mesmo naquela situação nada favorável, muitos, voluntariamente, se ofereceram para morar ali com suas famílias, ainda que lhes fosse difícil. E essa atitude foi ovacionada pelo povo. Israel reconheceu o amor daqueles homens pela cidade que, pela primeira vez no relato histórico, é chamada de “santa cidade de Jerusalém” (v.1). As ruínas daquele lugar e a sua história de sofrimento e de rebelião não foram suficientes para impedir que seu propósito fosse esquecido. Ela havia sido escolhida como habitação do Senhor e isso já era motivo suficiente para que fosse aclamada como santa.
A palavra santo vem do hebraico “kadosh”, que significa “separado”. Ou seja, santo é tudo aquilo que é separado para um fim específico. Jerusalém era uma cidade separada para cumprir com um propósito divino. Dela sairiam reis, profetas, e um povo que deveria declarar com a sua vida que serviam ao Deus único e verdadeiro (Dt.4:6). Portanto, ainda que o seu estado físico fosse afetado, o seu desígnio santo não deixaria de existir.
Isto não acontece com os santos dos últimos dias também? E quem são estes santos? Quem são estes que voluntariamente se entregam ao serviço do Senhor, ainda que isso signifique renúncia e dificuldades? “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Estas palavras ditas pelo anjo a João têm uma profundidade que muitos não têm compreendido, até mesmo aqueles que professam guardar a Lei de Deus.
Em Seu sermão profético, Cristo descreveu o mundo como a maioria estando desprovida de algo que é essencial para a real compreensão das Escrituras e do plano da redenção: o amor. A Bíblia diz que “Deus é amor” (1Jo.4:8) e é esse amor que deve nos mover a realizar qualquer coisa neste mundo. A obediência voluntária deve ser o resultado desse conhecimento, pois, como está escrito: “o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10).
A disposição daqueles voluntários não foi louvada pelo povo simplesmente pela coragem de estar indo morar em meio a uma terra destruída, e sim, porque apesar da destruição em que estavam inseridos, escolheram viver na habitação de Deus. “O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao Senhor: Meu refúgio e Meu baluarte, Deus meu, em Quem confio” (Sl.91:1-2).
Jesus nos prometeu preparar moradas na nova Jerusalém (Jo.14:1-3). Não mais uma cidade edificada por homens, mas cujo “Arquiteto e Edificador” é o próprio Deus (Hb.11:10). Perseveremos em permanecer voluntariamente no Senhor e no Seu amor, e então, muito em breve, estaremos todos reunidos na santa cidade celestial, onde está o “trono de Deus e do Cordeiro” (Ap.22:1). Vigiemos e oremos!
Bom dia, santos do Altíssimo!
Rosana Garcia Barros
#Neemias11 #RPSP
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“[…] todos os que tinham saber e entendimento, firmemente aderiram a seus irmãos; seus nobres convieram, numa imprecação e num juramento, de que andariam na Lei de Deus […]” (v.28-29).
Você já tomou alguma firme decisão na vida? Na verdade, tudo em nossa vida implica em decisões a todo o tempo. Quando acordamos precisamos decidir levantar ou ficar mais um pouco na cama; tomar banho frio ou morno; que roupa usar; que sapato calçar; relevar o mau humor de alguém ou agir da mesma forma. Enfim, o nosso dia a dia envolve escolhas e são estas escolhas que nos farão obter os resultados que delas advém.
O filhos de Israel fizeram uma escolha; tomaram uma decisão. Todavia não qualquer escolha, não qualquer decisão, mas o firme propósito de andar na Lei de Deus (v.29). A manifestação que vimos ontem do Espírito Santo a ensinar-lhes a Palavra de Deus foi o que conduziu o povo a firmar esta aliança com Deus. Com todo o respeito, amados, de acordo com as Escrituras, o papel fundamental do Espírito Santo não são manifestações exteriores de pessoas a se jogar no chão nem tampouco de palavras misteriosas que não edificam em nada seus ouvintes, mas é o de nos orientar por meio do estudo da Palavra, levando-nos a tomar a mesma firme decisão de Neemias e do povo, em andar conforme o que diz a Lei do Senhor e assim tornar-nos testemunhas de Cristo (At.1:8), mediante a revelação do fruto do Espírito Santo em nossa vida (Gl.5:22-23).
A pior das mazelas que acometia o povo de Deus daquela época era com relação aos casamentos mistos. E uma das cláusulas, por assim dizer, da aliança do povo com Deus foi a “de que não dariam as suas filhas aos povos da terra, nem tomariam as filhas destes para seus filhos” (v.30). Já estava mais do que confirmado de que Deus, em Sua infinita sabedoria e onisciência, não os havia advertido com respeito a este assunto simplesmente por requerer obediência estrita, e sim que a desobediência a tal ordem (Êx.34:15-16), seria a “causa mortis” de milhares de Israel.
Quando o povo dava as costas à aliança feita com Deus, para estabelecer aliança por meio de casamentos reprovados pelo Céu, os costumes e a idolatria dos povos pagãos encontravam guarida nos corações movidos pela paixão e logo tudo o que haviam aprendido acerca da Lei de Deus era esquecido. E o que acontecia depois? Esta deserção ao “assim diz o Senhor” era transmitida de geração em geração, atraindo assim a maldição da desobediência. Estamos às vésperas do fim do selamento da última geração. E o maior desejo do Senhor é que façamos parte do “número dos que foram selados” com “o selo do Deus vivo” (Ap.7:2-4).
Amados do Senhor, o que estamos fazendo com o que Deus nos presenteou, que é o livre arbítrio? Por amor, Ele nos deixou livres para escolher a bênção ou a maldição, o bem ou o mal, a vida ou a morte (Dt.30:19). A escolha é minha. A escolha é sua. Não somos seres programados para fazer tudo o que Deus deseja, mas fomos criados para a Sua glória e para a vida eterna (Is.43:7). O pecado trouxe consigo a maldição, o mal e a morte; intrusos que desassossegam constantemente o nosso coração e nos fazem pensar duas vezes antes de tomarmos muitas decisões.
O que ainda lhe prende a este mundo? O que ainda lhe faz pensar que Deus não está preocupado com a sua salvação? Como diz a letra de uma canção: “Você é a coisa mais linda de Deus!” Você é o alvo de Seu infinito amor! Foi por você que Cristo tomou a mais firme decisão do Universo, de vir a este mundo, ser humilhado, rejeitado, machucado e morto; e tudo isso, para que tenhamos vida e vida “em abundância” (Jo.10:10).
E como foi que Jesus, tornando-se em carne, encontrou forças para suportar tamanha humilhação? Simples, amados. Jesus, desde a infância, foi ensinado nas Sagradas Letras e forjado na oração. Aos doze anos de idade impressionou os doutores da Lei com a Sua perfeita percepção das Escrituras (Lc.2:46-47). E foi por meio da oração e da Palavra que venceu o inimigo no deserto. A Sua comunhão com o Pai era a mais sublime forma de nos amar!
Quer tomar hoje a firme decisão de amar a Deus com todo o seu ser e amar ao próximo assim como Jesus nos amou? Olhe para Cristo! Dedique-se ao exame das Escrituras. Dedique-se à oração, pois a oração intercessora é uma das formas mais genuínas e poderosas de dizer: Eu amo você! Então, dia após dia, a sua vida estará sendo santificada e preparada para o resultado final da firme decisão do Salvador: a vida eterna. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alvos do sublime amor de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Neemias10 #RPSP
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“Porque Tu és justo em tudo quanto tem vindo sobre nós; pois Tu fielmente procedeste, e nós, perversamente” (v.33).
A renovação espiritual experimentada pelos judeus, através do estudo da Lei de Deus, gerou um dos capítulos mais ricos das Escrituras. Com jejum, pano de saco e terra sobre a cabeça, os filhos de Israel compunham o cenário do genuíno arrependimento. Mas a forma de nada valeria se não houvesse a essência. Desde a criação em Gênesis, de Abraão, de Moisés e dos períodos dos reis, ficou muito clara a distinção entre a fidelidade de Deus e a recorrente desobediência do Seu povo.
Nenhuma outra nação testemunhou tantos milagres quanto Israel. No Egito, no deserto e em Canaã; nas planícies do Jordão, às margens do mar da Galileia e nas cidadelas de Judá, ambas as gerações foram testemunhas oculares dos prodígios do Senhor. Ainda assim, uma perseguiu e assassinou os profetas do Senhor, e a outra, condenou à cruz Aquele que diziam aguardar. Entre idas e vindas, “cometeram grandes blasfêmias” (v.26), “mas no tempo de sua angústia, clamando eles” (v.27), o Senhor os livrou “muitas vezes” (v.28). “Porém, quando se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de” (v.28) Deus.
Tendo como fundamento o “Livro da Lei do Senhor, seu Deus” (v.3), seus corações foram tocados pela brasa viva do altar do Céu. Como uma chama, cada sentença lida lhes consumia a alma no ardente e sincero desejo de viver conforme o “assim diz o Senhor”. E tendo como professor o “bom Espírito, para os ensinar” (v.20), reconheceram sua condição vulnerável e sua necessidade da “grande bondade” (v.25) do único Deus verdadeiro: “Só Tu és Senhor, Tu fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo quanto nela há, os mares e tudo quanto há neles; e Tu os preservas a todos com vida, e o exército dos céus Te adora” (v.6).
Arrependimento e confissão de pecados são dois passos fundamentais na jornada cristã. Nenhum desses, no entanto, procedem da natureza humana. Porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm.2:4). E o arrependimento é que produz a confissão; o reconhecimento de nossa culpa e de que necessitamos do perdão divino. Pois “o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pv.28:13).
Amados, os altos e baixos de Israel e a grande misericórdia do Senhor e Sua terna disposição em perdoar, nos revela o que muitas vezes temos dificuldade de admitir: somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus (Ap.3:17). Quando baixar a guarda torna-se uma opção, abrimos um caminho de largas ideias no campo da iniquidade. E sob a encomenda de um coração “desesperadamente corrupto” (Jr.17:9), nos afastamos da influência do Espírito Santo e de Seu divino discernimento.
“Eis que hoje somos servos” (v.36). Servos de nossos gostos, servos do pecado que em nós habita. E a menos que busquemos andar com Deus, clamando por Seu auxílio e misericórdia, permaneceremos mortos em nossos delitos. Agora é o tempo de estabelecermos “aliança fiel” (v.38) com o Deus de nossa salvação. Agora é o momento em que o Espírito Santo deseja selar essa aliança em nosso coração com tinta que não se apaga. Propensos como somos a falhar, como o salmista, seguremos firme no braço que não pode tombar: “Todavia, estou sempre Contigo, Tu me seguras pela minha mão direita” (Sl.73:23). Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, salvos pelo “Deus perdoador” (v.17)!
Rosana Garcia Barros
#Neemias9 #RPSP
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“Leram no livro, na Lei de Deus, claramente, dando explicações, de maneira que entendessem o que se lia” (v.8).
Homens, mulheres e crianças, “todos os que eram capazes de entender o que ouviam” (v.2), se reuniram “como um só homem” (v.1), “e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei” (v.3). Ali estavam reunidas diferentes gerações. Uma parte já havia ouvido a Lei, mas também havia aqueles que provavelmente estavam tendo o primeiro contato com ela. Quando Esdras subiu ao púlpito e iniciou a leitura e com ele “os levitas que ensinavam o povo na Lei” (v.7), houve um momento de solene reverência e profundo reconhecimento do tempo de ignorância, de modo que “todo o povo chorava, ouvindo as palavras da Lei” (v.9).
Não foi um momento de simples discurso, mas de diligente estudo das Escrituras. A iniciativa em aprender a lei “diante da Porta das Águas” (v.1), moveu sobre eles o mesmo Espírito que, no princípio, “pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). Grande luz lhes foi concedida, e suas lágrimas foram enxugadas com a maravilhosa notícia: “a alegria do Senhor é a vossa força” (v.10). Todos foram tomados de muita alegria, uma alegria que deveria ser compartilhada, “porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas” (v.12).
“Como está escrito” (v.15), o povo celebrou a festa dos tabernáculos e “toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas habitou” (v.17). Estavam todos reunidos num mesmo propósito “e houve mui grande alegria” (v.17). Em todos aqueles dias, “desde o primeiro dia até ao último”, “leu Esdras no Livro da Lei de Deus”, e, “no oitavo dia, houve uma assembleia solene, segundo o prescrito” (v.18). Foram dias de comunhão, de celebração e de renovação de suas vidas para com Deus.
Notem que a iniciativa de aprender a Lei de Deus partiu do próprio povo. Desde o juvenil até o mais idoso, cada judeu aplicou o coração para receber os sábios ensinamentos das palavras do Senhor. Homens iluminados pelo Espírito Santo foram capacitados para ensiná-los com firme convicção e santa alegria. Em cada palavra lida e em cada explicação proferida havia uma atmosfera tão sagrada que comoveu a todos. Tudo era tão claro que não havia como não reconhecer a ação divina. Muitos julgam ser a Lei do Senhor e Sua Palavra ultrapassados, ou simplesmente, por suas próprias convicções, anulam parte da Bíblia. O capítulo de hoje deixa bem claro a função da Lei do Senhor: levar-nos à exata compreensão de nossos pecados, promover genuíno arrependimento e encher-nos da alegria pelo perdão e pela graça do Senhor que nos são outorgados.
Amados, este capítulo me remeteu à minha experiência com Deus. Após quinze anos de igreja, eu finalmente aceitei o chamado do Espírito Santo. E enquanto lia as Escrituras, meus olhos foram sendo abertos para verdades que antes eu não conseguia ver. E nesse processo de descobertas e de ardente desejo em compreender a Bíblia, por muitos dias me derramava em lágrimas por meus pecados e pensando em quanto tempo havia perdido longe do Senhor e de Sua maravilhosa sabedoria. Até que a terna sentença do Salvador: “A Minha graça te basta”, me encheu o coração de alegria e do desejo de compartilhar as boas-novas do Evangelho com outros.
O estudo diário das Escrituras é útil para nos ensinar, corrigir, repreender e nos educar na justiça, como está escrito na segunda carta de Paulo a Timóteo, 3:16. Mas a finalidade é para que sejamos perfeitos e perfeitamente habilitados “para toda boa obra” (2Tm.3:17); é de que, assim como o Espírito Santo estava presente sobre as águas da criação e sobre as águas do Jordão no batismo de Cristo, que Ele esteja presente em nossa vida, “Dia após dia” (v.18), nos fortalecendo com a alegria que faz parte de Seu fruto (Gl.5:22), e nos capacitando a testemunhar: “mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas” (At.1:8).
Que o estudo da Palavra de Deus seja a nossa alegria diária, e que esta alegria incontida transborde do nosso coração para os que estão ao nosso redor. O conhecimento das Escrituras não é um fim em si mesmo, mas é um meio de nos levar ao verdadeiro conhecimento e à vida eterna: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a Quem enviaste” (Jo.17:3). Um genuíno e feliz relacionamento com Deus, é o que promove o sincero estudo da Bíblia; um presente e um privilégio que somente o Céu poderá superar. Sempre que examinando as Escrituras você se deparar com a tristeza por erros passados, lembre-se das palavras de Jesus: “nem Eu tampouco te condeno; vai, e não peques mais” (Jo.8:11). Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra!
Rosana Garcia Barros
#Neemias8 #RPSP
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“Então, o meu Deus me pôs no coração que ajuntasse os nobres, os magistrados e o povo, para registrar as genealogias […]” (v.5).
Concluída a edificação dos muros e das portas de Jerusalém, Neemias tomou providências com relação à segurança da cidade. Estabelecendo dois homens de confiança como chefes em Jerusalém, dentre eles Hananias, “homem fiel e temente a Deus, mais do que muitos outros” (v.2), também organizou um esquema de segurança, de forma que havia “guardas dos moradores de Jerusalém, cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3).
Movido pelo Senhor, Neemias encabeçou a tarefa de “registrar as genealogias”, deparando-se com “o livro da genealogia dos que subiram primeiro” (v.5). Os judeus eram identificados através dos nomes dos chefes de família, de forma que na ausência desse registro, alguns “não puderam provar que as suas famílias e a sua linhagem eram de Israel” (v.61). As genealogias, portanto, tinham um papel importante para fins de administração, de organização, para fins testamentários e até mesmo espirituais, visto que fazem parte das Escrituras.
Tudo se encaminhava para que Jerusalém fosse novamente a Cidade de Deus. Estava pronta para a próxima obra: a reconstrução do templo. “Alguns dos cabeças das famílias contribuíram para a obra” (v.70) e muitos recursos foram doados para esta finalidade. A força conjunta para proteger a cidade e seus moradores, e para reformá-la, foi seguida por um grande reavivamento. Enquanto guardavam suas casas ou se reuniam em adoração a Deus, sua fé era provada e fortalecida, ainda que sob constante ameaça inimiga.
Deus tem uma cidade preparada para os Seus filhos, cujos fundamentos dos muros são adornados de pedras preciosas, e cujas portas são de pérola, “cada uma dessas portas, de uma só pérola” (Ap.21:21). Ali não há necessidade de um sistema de segurança, pois o Guarda de Israel nela habita. Nela também não há santuário, “porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro” (Ap.21:22). Nela o homem não tem participação, pois “Deus é o arquiteto e edificador” (Hb.11:10). Foi pensando nela que Jesus nos fez a Sua mais preciosa e aguardada promessa:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando Eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde Eu estou, estejais vós também” (Jo.14:1-3).
Não é desejo do Senhor que a realidade da antiga Jerusalém pós-exílio se repita na futura Jerusalém: “A cidade era espaçosa e grande, mas havia pouca gente nela” (v.4). E nem que não se ache o nosso nome no registro celeste. O Céu é movido pela ardente expectativa de nosso resgate definitivo. Os anjos relatores vibram cada vez que um pecador é liberto do exílio do pecado e tem o seu nome escrito no Livro da Vida do Cordeiro. Há uma comovente espera de que Jesus venha colher “o fruto do penoso trabalho de Sua alma” (Is.53:11).
Cada partícula da cidade santa contém o amor ilimitado de um Deus que sente saudades de todos nós! Que enquanto Cristo não vem, O aguardemos em constante vigilância, “cada um no seu posto diante de sua casa” (v.3). Que o nosso lar seja um pedacinho do Céu na Terra. Quando a relação dos salvos estiver finalmente concluída, que a nosso respeito esteja escrito: “filhos e filhas de Deus, salvos pela graça de Cristo Jesus”. Vigiemos e oremos!
Bom dia, salvos pela graça de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#Neemias7 #RPSP
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“Porque todos eles procuravam atemorizar-nos, dizendo: As suas mãos largarão a obra, e não se efetuará. Agora, pois, ó Deus, fortalece as minhas mãos” (v.9).
A obra que os inimigos julgavam impossível de ser realizada foi terminada “em cinquenta e dois dias” (v.15), de forma que “não havia brecha nenhuma” (v.1) nos muros. Como Sambalate não alcançou sucesso por meio de ameaças, mudou a sua estratégia propondo um encontro entre ele, seus comparsas e Neemias. Só que Neemias, amados, era um homem de oração. E, através da oração, o Senhor o fortalecia e o precavia das ciladas que o estavam preparando. Deus havia colocado em seu coração qual era a verdadeira intenção daqueles homens malignos: “Porém intentavam fazer-me mal” (v.2).
Por quatro vezes Sambalate insistiu em chamar Neemias, até que na quinta vez lhe enviou uma carta com uma acusação mentirosa. Neemias foi ao seu encontro e tirou tudo a limpo? Não, meus irmãos. Ele mandou outro recado àquele ímpio: “De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas” (v.8). Sambalate e Tobias ainda subornaram alguns de Judá para profetizar contra Neemias e fazê-lo cometer pecado a fim de infamá-lo e, por fim, tirarem-lhe a vida. Só que, repito, Neemias era um homem de oração. Seu coração estava ligado ao coração de Deus. Então, diante da proposta de Semaías, ele percebeu “que não era Deus quem o enviara” (v.12).
Que coisa mais triste, amados! O trabalho de Neemias não era fácil. Certamente ele sentia falta de alguém em quem pudesse confiar. Talvez tenha ido à casa de Semaías buscar conforto e conselho, mas só encontrou mais um aliado à conspiração inimiga. Se ele tivesse atendido àquele falso conselheiro, teria incorrido em pecado, entrando no Lugar Santo. Mas o Senhor lhe dotou de especial discernimento, de forma que conseguia perceber a malícia até mesmo por parte de pessoas do próprio povo. E se lidar com inimigos já é difícil, que dirá com inimigos disfarçados de irmãos!
Percebemos que de todos os inimigos, dois se destacaram: Tobias e Sambalate. Eles lideravam a “panela” da discórdia. E a última de Tobias foi fingir ser um “bom samaritano”. Ele fazia de tudo para que Neemias ficasse sabendo de suas “boas ações” (v.19). E agora? Será que Neemias se deixou levar pelo “bonzinho” Tobias? Tobias poderia enganar quem fosse, mas a Neemias não. Em nenhum momento este servo de Deus intentou o mal contra os seus inimigos, mas os entregou nas mãos do Senhor, pois somente ao Senhor “pertence a vingança” (Rm.12:19). Neemias confiou que o Senhor cuidaria deles da forma que Lhe fosse mais justa e se ocupou em fazer a vontade de Deus. E os inimigos poderiam se irar, intentar o mal, porém, no final das contas, até eles tiveram de reconhecer que foi por intervenção divina que a obra foi concluída (v.16).
De coração para coração, amados do Senhor: é realmente muito triste quando a perseguição acontece no meio do povo de Deus por parte daqueles que não aceitam, ou ainda não entendem, a urgente e necessária obra de reavivamento e reforma que precisa acontecer. Mas quando tomamos a firme decisão de andar nas pegadas de Jesus, firmes na verdade presente, podem vir inimigos dos quatro cantos desta Terra, eles não alcançarão êxito. Porque a obra não é nossa, é do Senhor. E Ele concede a sabedoria do Espírito Santo a todo aquele que, qual Neemias, se empenha em fazer a vontade divina, ainda que perseguido e mal compreendido.
A minha oração é que as nossas ações não correspondam às de Tobias e Sambalate, mas às de Neemias. Não tem sido fácil para os fiéis servos de Deus a obra atual de reparar as brechas, e seus corações têm sido magoados por professos cristãos que, dizendo-se irmãos, não perdem a oportunidade de desanimá-los. Se por um acaso você estiver do lado errado, em nome de Jesus, permita que Ele realize em você um transplante espiritual: “tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez.11:19). Entregue-se a Jesus e Ele fará de você a mais linda obra! Vigiemos e oremos!
Bom dia, Neemias atuais!
Rosana Garcia Barros
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
#Neemias6 #RPSP
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“Lembra-te de mim, para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo” (v.19).
O avanço da obra e os constantes ajuntamentos começaram a encorajar a parcela do povo que, pelas necessidades pós-exílio, tornou-se economicamente refém de seus irmãos mais abastados. Vendo em Neemias um líder justo e temente a Deus, os judeus injustiçados ergueram um grande clamor contra seus opressores. Suas terras, suas vinhas e suas casas foram empenhadas a fim de prover o sustento da família. Mas a situação agravou-se de tal maneira que até seus filhos foram entregues como escravos.
Neemias ficou indignado ao ouvir tamanho descaso e extorsão para com os pobres do povo. Mas a sua indignação não foi desculpa para agir com imprudência. Não tomou as rédeas da situação no impulso de sua ira. Como líder sábio e prudente, buscou avaliar o problema considerando a melhor maneira de resolver a questão. Como se tratava de algo que havia se tornado publicamente conhecido, Neemias repreendeu os nobres e magistrados, convocando “contra eles um grande ajuntamento” (v.7).
Diante do discurso acalorado e verdadeiro de Neemias, “se calaram, e não acharam que responder” (v.9). Como flechas, as palavras do sábio líder atingiu-lhes diretamente a consciência. Não foi a prática de empréstimo em si que foi condenada, mas a forma como era realizada, oprimindo a seus irmãos com altos juros. O próprio Neemias não justificou a si mesmo, pois que também emprestava a seus irmãos, ainda que sem prejudicá-los. Além disso, abdicava de seu salário de governador, “porquanto a servidão deste povo era grande” (v.18).
Como se tivesse um vislumbre dos últimos tempos, o apóstolo Paulo descreveu a miséria humana em nossos dias difíceis, a começar pelo egoísmo (2Tm.3:1-5). O egoísmo ou a ausência de altruísmo tem corrompido o coração da humanidade e encaminhado o mundo para o cumprimento da profecia dada por Cristo: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt.24:12). Costumamos ter muita facilidade em destacar os erros do antigo Israel e muita dificuldade em aplicá-los à nossa realidade. Temos nós agido com compaixão e altruísmo diante das necessidades de nossos semelhantes?
Paulo também apresenta, em nosso contexto de igreja, um importante princípio: “Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gl.6:10). Irmãos, estamos vivendo a realidade descrita pelo apóstolo dos gentios. São tempos muito difíceis. Há um inimigo feroz querendo nos destruir, e será que não estamos mais preocupados com coisas temporais quando existem tantos ao nosso redor perecendo? Será que podemos sinceramente dizer: “Lembra-te de mim para meu bem, ó meu Deus, e de tudo quanto fiz a este povo”?
Com dedicação desinteressada e trabalho voluntário, Neemias praticamente financiou boa parte da reconstrução dos muros. Deu tudo de si para uma causa que sabia ter a assinatura da aprovação divina. Todos nós fomos criados para um propósito maior. O Senhor nos incluiu em Seu plano não que precise de nós, mas em que nós precisamos dEle. Quando a criatura entrega o curso da vida nas mãos do Criador, Ele sempre a conduz na direção de seus semelhantes, formando uma corrente do bem, ligada elo a elo.
Que nossa vida, nas mãos de Deus, seja um elo inabalável nesta corrente, como obreiros fiéis e altruístas na última grande obra, sendo coobreiros dAquele que tudo entregou na cruz do Calvário pagando a nossa dívida, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vigiemos e oremos!
Bom dia, amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#Neemias5 #RPSP
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“Porém nós oramos ao nosso Deus e, como proteção, pusemos guarda contra eles, de dia e de noite” (v.9).
A reconstrução seguia o seu curso com bom êxito, de forma que “todo o muro se fechou até a metade de sua altura; porque o povo tinha ânimo para trabalhar” (v.6). Tendo ouvido sobre a bem-sucedida obra, seus adversários ficaram furiosos e reuniram forças para “atacar Jerusalém e suscitar confusão ali” (v.8). Diante de comprovada ameaça, Neemias e o povo se uniram em oração e organizando-os “por famílias […] com as suas espadas, e as suas lanças, e os seus arcos” (v.13), “cada um com uma das mãos fazia a obra e com a outra segurava a arma” (v.17).
A atmosfera tornou-se de constante vigilância. Cada qual permanecia em sua função de edificar, mas atento e preparado para proteger sua família e seu povo. Tomando ciência de que os judeus estavam organizados como um exército, os inimigos perceberam “que Deus tinha frustrado o desígnio deles” (v.15). Mesmo que parecesse ter sido dada uma trégua, as armas não foram depostas, e o povo seguiu firme na edificação dos muros e na vigilância “por detrás de toda a casa de Judá” (v.16).
Apesar de ter sido um trabalho coletivo e unificado, a longa extensão dos muros os separava uns dos outros. Em momento de tensão e de ameaças inimigas, havia a necessidade de um ajuntamento solene de tempos em tempos. Ao som do instrumento sacerdotal, todo o povo deveria entender que chegada era a hora de se reunir. Aquele momento era como um bálsamo aos cansados e corajosos obreiros e soldados. Ali eles oravam, adoravam e louvavam juntos, sendo fortalecidos por Deus e pela comunhão uns com os outros.
Quanto mais se aproxima o grande Dia de Deus, mais o coração dos fiéis servos do Senhor se anima para o findar da seara. Em contrapartida, o diabo e seus anjos, ardendo em ira, tentam de todas as formas fazer “cessar a obra” (v.11). Mas, como Neemias, precisamos erguer a voz a nossos irmãos e fortalecer-nos uns aos outros com as animadoras palavras: “não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (v.14).
Hoje, em nossos locais de culto, quer seja num grande templo, ou num modesto lugar; quer seja embaixo de uma árvore ou no culto doméstico, temos o privilégio de nos reunir e juntos buscar o poder do alto para “resistir no dia mau […]” e “permanecer inabaláveis” (Ef.6:13). Portanto, “não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb.10:25).
Quando Jesus declarar: “Feito está!” (Ap.16:17), todos já estarão com seu destino eterno selado, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap.22:11). Enquanto há oportunidade, a doce voz de Cristo insiste ao coração de cada ser humano: “Vinde a Mim” (Mt.11:28). Jesus é o nosso Sumo Sacerdote, que toca a Sua trombeta de graça a fim de reunir-nos para junto dEle.
Com Cristo como o nosso General, todas as brechas da nossa vida serão fechadas para o pecado e qual muro intransponível, Ele nos protegerá e guardará para o ajuntamento solene da eternidade. Quer você estar pronto para a reunião dos santos de todos os tempos? Então, sigamos o exemplo de Neemias e dos fiéis obreiros, e a ordem de Jesus: Vigiemos e oremos!
Bom dia, obreiros do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Neemias4 #RPSP
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