Filed under: Sem categoria
“Ao meu coração me ocorre: Buscai a Minha presença; buscarei, pois, Senhor, a Tua presença” (v.8).
Assim como os relacionamentos humanos para serem sólidos e duradouros não são estabelecidos da noite para o dia, o relacionamento do homem com Deus precisa de constante cuidado e ativo crescimento. É na lida diária que nossa amizade com Deus é provada. Ser um crente nominal não enobrece o caráter. É necessário uma busca diligente e sincera em conhecer Aquele que primeiro nos amou. Em sua primeira carta aos coríntios, Paulo apresentou a dura realidade do homem sem Deus: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co.2:14).
Precisamos ter “a mente de Cristo” (1Co.2:16) para experimentar “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm.12:2). E isso só é possível mediante o exercício diário da “fé que atua pelo amor” (Gl.5:6). Davi passou por muitos altos e baixos. Seu relacionamento com o Senhor foi tremendamente provado, e, cada dia, seu coração pendia para sua maior necessidade: permanecer na presença de Deus. Davi tinha mais medo de si mesmo e de seu enganoso coração do que de um exército de inimigos (v.3).
Em um tempo de relacionamentos sem profundidade, em que coisas valem mais do que pessoas, corremos o sério risco de transferir essa mesma realidade para a nossa vida espiritual. Muitos têm se apegado a uma espiritualidade rasa e acomodada, como plantas que não mais necessitam de suprimento. Estão morrendo aos poucos enquanto negligenciam o precioso alimento da comunhão diária e individual. Ninguém que busque a Deus reconhecendo a sua real necessidade é deixado à míngua. O Senhor está à procura de Seus verdadeiros adoradores. Rejeitaremos o convite da salvação? Todo aquele que diariamente busca a porção reservada pelo Céu para aquele dia, “voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” (Sl.126:6).
Assim como Jesus crescia não somente em estatura, mas também em sabedoria e graça (Lc.2:52), precisamos obter contínuo crescimento avançando para o alto. Anelar pela presença de Deus é resultado de uma entrega completa e contínua. Experimentar a comunhão com Deus, desfrutar de Sua santa presença e ouvir os ecos de Sua voz através de Sua Palavra, não há explicação que possa descrever tamanho privilégio. Não há “opressores e inimigos” (v.2) suficientes para quebrar o elo de amor e de confiança estabelecido “sobre uma rocha” (v.5), e a Rocha é Cristo (1Co.10:4). Olhe para Jesus todos os dias e você contemplará “a beleza do Senhor” (v.4) para todo o sempre. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos27 #RPSP
Comentário em áudio: https://www.youtube.com/watch?v=SeK0LLA8_AA
Filed under: Sem categoria
“Faze-me justiça, Senhor, pois tenho andado na minha integridade e confio no Senhor, sem vacilar” (v.1).
Mesmo diante da poderosa manifestação do poder divino no Monte Carmelo e das inúmeras provas do cuidado de Deus, Elias temeu e fugiu devido as palavras de ameaça de Jezabel. Sua experiência de fuga, porém, nos deixou o precioso registro de seu diálogo com Deus. O coração do profeta estava profundamente triste e diante da pergunta do Senhor: “Que fazes aqui, Elias?” (1Rs.19:9), movido de frustração, respondeu: “Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a Tua aliança, derribaram os Teus altares e mataram os Teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (1Rs.19:10).
Parece que ao escrever este Salmo, Davi estava passando por algo parecido com o que passou o profeta Elias. Seu apelo por justiça tinha o crivo de quem lavava “as mãos na inocência” (v.6) e não se associava com os ímpios (v.5). Da caverna para o monte, Elias não reconheceu a voz de seu Senhor na ventania, nem no terremoto, nem tampouco no fogo, mas num “cicio tranquilo e suave” (1Rs.19:12). “A voz do Senhor despede chamas de fogo. A voz do Senhor faz tremer o deserto”, escreveu Davi (Sl.29:7-8). Esta mesma voz, porém, torna-se mansa e gentil ao lidar com corações feridos e quebrantados.
Davi suspirava pela habitação de Deus, pois sabia que só ali poderia estar seguro contra o mal. E semelhante ao paradoxo da voz de Deus, sobre o lugar de Sua habitação está escrito: “Habito no alto de santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Is.57:15). Ou seja, amados, se fôssemos ouvir a voz do Senhor tal qual ela é em Sua glória e poder, não suportaríamos. E se dependêssemos de nossa própria justiça para entrar na habitação de Deus, seríamos consumidos. “Mas Deus prova o Seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).
Sabemos que Elias foi levado ao Céu como uma garantia da vitória de Cristo sobre a morte e como um memorial do que Ele fará aos Seus fiéis que estiverem vivos em Seu segundo advento. Davi, porém, morreu na esperança da ressurreição naquele Grande Dia (1Ts.4:16-17). Hoje, temos o privilégio de fazer parte da última geração de Deus e de termos em mãos a última verdade presente como um dom a ser dado ao mundo mediante a pregação do evangelho eterno (Ap.14:6). O evangelho que aponta para a cruz do Calvário e nos revela o amor de um Salvador pessoal, que deseja falar conosco e habitar conosco.
Meus irmãos, à réplica de Elias, com as mesmas palavras de inquietação (1Rs.19:14), Deus respondeu com ordens de missão e com a alegre notícia de que ele não estava só (1Rs.19:15-18). Se amamos a Deus e buscamos fazer a Sua vontade, ainda que a maioria ao nosso redor viva uma religião dividida, o que o Senhor espera de cada um de nós é que permaneçamos fiéis e seguindo o caminho que a Sua Palavra nos orienta a seguir. Pode ser que Deus nos chame para representá-Lo no “Carmelo” ou simplesmente nos envie em missões mais singelas. O que importa de verdade, amados, é que, semelhante a Davi, perseveremos em nosso relacionamento com o Pai celestial, com pé “firme em terreno plano” (v.12) e, quem sabe, como Elias, estaremos vivos para dizer ao nosso Deus face a face: “Bendirei o Senhor” (v.12) para todo o sempre! Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis servos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Salmos26 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“A intimidade do Senhor é para os que O temem, aos quais Ele dará a conhecer a Sua aliança” (v.14).
Em uma das orações mais lindas da Bíblia, Davi abriu o seu coração ao Senhor expondo os seus maiores medos em um acróstico do alfabeto hebraico. Ainda que fossem muitos os seus inimigos (v.19), ainda que fosse perseguido sem causa (v.3), nada disso o atormentava mais do que as tribulações de seu coração, as suas angústias pessoais (v.17). Mais do que segurança, Davi desejava sentir-se perdoado. Era como se ele tivesse orado da seguinte forma:
— Senhor, não te lembres de mim segundo os meus pecados, nem segundo as transgressões que já cometi, mas que a Tua misericórdia e a Tua bondade continuem a me seguir, para que eu possa me arrepender de forma genuína e andar em sinceridade e em retidão (v.21) diante de Ti!
Quando Davi expressou grande preocupação em não ser envergonhado, não estava preocupado com ele mesmo, mas que a exultação dos inimigos (v.2) em face de sua iniquidade fosse uma desonra ao nome de Deus (v.11). “O temor do Senhor é a sabedoria” (Jó 28:28). Por isso que o salmista diz que “ao homem que teme ao Senhor, Ele o instruirá no caminho que deve escolher” (v.12). Isto não interfere em nosso livre arbítrio, amados, mas constrói uma ponte de ligação com o Céu fazendo com que a intimidade do Senhor nos preserve em sinceridade e em retidão e nos guarde de envergonhar o nome santo de Deus por meio de uma vida guiada pelo Espírito Santo.
Diante de um turbilhão de coisas ruins que nos cercam diariamente, somente a oração e a firme decisão em confiar no Senhor, em Sua bondade e misericórdia, é que ainda nos dão forças para voltar os nossos olhos para o Alto (v.15) e nos conduzir a guardar a Sua Palavra (v.10). A solidão de Davi (v.16) expressa a sua individualidade diante do que sentia e diante de seus pecados. Ninguém mais poderia sofrer em seu lugar ou sentir o que ele sentia. Ele sabia que somente Deus o compreenderia.
Davi foi um homem sujeito aos mesmos sentimentos que nós, assim como tantos outros “heróis” da fé que admiramos. Uma vida de comunhão com Deus foi o que tornou homens e mulheres comuns em testemunhos de fé e de coragem. “A intimidade do Senhor é para os que O temem”, ou seja, o relacionamento pessoal com Deus é para os sábios. Quer ter sabedoria? Então jamais considere-se sábio aos seus próprios olhos, mas busque sabedoria mantendo os olhos fixos em Cristo Jesus todos os dias. Ele é a Fonte inesgotável de todo o entendimento. Que Jesus seja, de fato e de verdade, o seu melhor Amigo. E Ele guiará a sua vida por veredas de misericórdia e de verdade. “Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1). Espere em Deus (v.21) todos os dias de sua vida, “teme ao Senhor” (v.12) e até “a sua descendência herdará a terra” (v.13). Vigiemos e oremos!
Bom dia, sábios de Deus!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos25 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Quem é o Rei da Glória? O Senhor, forte e poderoso, o Senhor, poderoso nas batalhas” (v.8).
Após o Salmo em que o Senhor é chamado de o Bom Pastor, este Salmo o declara como “o Rei da Glória” (v.8, 10). Apesar de Davi referir-se a Jerusalém como o lugar da habitação de Deus, o texto de hoje também possui uma aplicação a um futuro bem próximo.
Muito em breve, o Senhor reivindicará tudo o que Lhe pertence (v.1) e, diante de Sua majestade, “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem há de permanecer no Seu santo lugar?” (v.3). “E quem é que pode suster-se?” (Ap.6:17). O salmista nos apresenta a resposta: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente” (v.4). E ainda completa dizendo que este é o que obterá “a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (v.5), e que “tal é a geração dos que O buscam, dos que buscam a face do Deus de Jacó” (v.6).
No livro de Mateus, Jesus confirmou as palavras deste Salmo em Seu sermão do monte. Entre as bem-aventuranças, a pureza ganha destaque: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mt.5:8). A pureza é um requisito essencial para aqueles que contemplarão a face do Rei da Glória. Naquele grande Dia, aqueles que buscaram purificar-se mediante uma vida de comunhão e manter-se com as mãos limpas mediante uma vida de retidão (Sl.18:24), farão parte da reunião dos santos do Altíssimo, como escreveu Ellen White:
“Todos nós [os salvos] exclamamos então: ‘Quem poderá estar em pé? Estão as minhas vestes sem mancha?’ Então os anjos cessaram de cantar, e houve algum tempo de terrível silêncio, quando Jesus falou: ‘Aqueles que têm mãos limpas e coração puro serão capazes de estar em pé; Minha graça vos basta’. Com isso nos iluminou o rosto e encheu de alegria o coração. E os anjos tocaram mais fortemente e tornaram a cantar, enquanto uma nuvem mais se aproximava da Terra” (Primeiros Escritos, CPB, p.15).
O mesmo Deus que nos criou (Jo.1:1-3), que padeceu em dores como um servo sofredor (Sl.22), é O mesmo que voltará como Rei da Glória. E “Quem é Esse Rei da Glória? O Senhor dos Exércitos, Ele é o Rei da Glória” (v.10). Ele veio a primeira vez em semelhança de homens e foi “moído pelas nossas iniquidades” (Is.53:5). Mas, virá segunda vez como o “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Ap.19:16) e levará consigo todo aquele que se esforçou (Lc.13:24) em buscar nEle a pureza e a retidão.
Após a Sua vitória sobre o pecado e a morte, Jesus foi aclamado pelos anjos celestiais e a estes foi dada a ordem: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória” (v.7, 9). Oh, amados, não temos mais tempo a perder! A vitória de Cristo é nossa se Ele for o Rei da Glória em nossa vida! Precisamos nos revestir de toda a armadura de Deus (Ef.6:13) e combater o bom combate (2Tm.4:7). Então, é só um pouquinho mais, e estaremos recebendo dEle a coroa da justiça (2Tm.4:8). Sejamos a geração dos que buscam o Senhor, e, em breve, veremos “a face do Deus de Jacó” (v.6). Vigiemos e oremos!
Bom dia, limpos de mãos e puros de coração!
Rosana Garcia Barros
#Salmos24 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará” (v.1).
Eis o Salmo mais conhecido e mais lido em todo o mundo. Creio que este Salmo tenha sido para Davi o mais familiar e aprazível de compor. Era ele quem cuidava das ovelhas de seu pai. Como pastor, Davi conhecia bem as suas responsabilidades; desde encontrar bons pastos, até conduzir as ovelhas a um lugar seguro. Mas também sabia que, pelo caminho, poderiam deparar-se com alguns perigos. Davi enfrentou feras, colocando sua própria vida em risco, em favor de seu indefeso rebanho. Por vezes, teve que usar a vara para corrigir uma ovelha teimosa, ou o cajado para puxar alguma que insistia em afastar-se. Enfim, a figura do pastor era para ele a mais apropriada e linda para referir-se ao seu Deus e Senhor.
Em uma possível tradução do original hebraico, o versículo primeiro ficaria assim: “O Senhor é o meu pastor, não me faltará”. Este é o verdadeiro Pastor, Aquele que não nos falta. Por isso que no versículo quatro, Davi declarou: “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte”. Ou seja, Deus é o nosso Pastor, mas ainda assim podemos passar por aflições, por momentos de tristeza, por risco de morte. Só que o Pastor que não nos falta, até ali estará conosco. Até os Seus instrumentos de correção são para o nosso bem (v.4).
Cristo é o nosso Bom Pastor. Ele mesmo afirmou: “Eu sou o Bom Pastor. O Bom Pastor dá a vida pelas ovelhas […] Eu sou o Bom Pastor; conheço as Minhas ovelhas, e elas Me conhecem a Mim” (Jo.10: 11, 14). Ele é o Pastor que nos guia não a qualquer pasto, mas a “pastos verdejantes” (v.2); que nos leva não a qualquer fonte de água, mas “para junto das águas de descanso” (v.2); que não nos guia por qualquer caminho, mas “pelas veredas da justiça” (v.3). E ainda que estejamos atravessando o “vale da sombra da morte”, Sua presença é garantida. Somos tão especiais para Jesus que Ele mesmo nos banqueteia e nos unge (v.5), para declarar que somos dEle: “Conheço as Minhas ovelhas”. A Sua bondade, que nos conduz ao arrependimento (Rm.2:4), e a Sua misericórdia, que se renova a cada manhã (Lm.3:23), estão à nossa disposição até o Dia em que Ele nos conduzirá para morar para sempre em Sua Casa (v.6; Jo.14:1-3).
Mas já parou para pensar se você conhece o Bom Pastor? Ele disse que as Suas ovelhas O conhecem, e ainda foi enfático: “Elas Me conhecem a Mim”, isto é, “Elas Me conhecem de verdade”. As ovelhas de Jesus não seguem outra voz a não ser a dEle. Elas fogem da voz de estranhos (Jo.10:5). O nosso Bom Pastor tem nos falado mediante o Consolador que nos enviou: o Espírito Santo (Jo.14:26). Temos dado ouvidos à Sua voz? Se um rebanho de ovelhas irracionais só segue a voz do seu pastor, como podemos rejeitar a voz do Pastor que deu a Sua vida por nós? E lembrem-se, amados: a chegada ao aprisco não depende apenas de reconhecer a voz de Jesus, mas de segui-la; de obedecer a Sua voz e confiar em Sua Palavra.
Se você permitir que Cristo seja o seu Bom Pastor, Ele jamais vai lhe faltar. E quando Ele voltar, você não ouvirá: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12), mas reconhecerá a voz do seu Bom Pastor a chamar as Suas ovelhas fiéis: “Vinde, benditos de Meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mt.25:34). Siga fielmente a voz do Bom Pastor através do estudo sincero de Sua Palavra, e Ele lhe guiará ao aprisco de eterna segurança. Pois Aquele que é o nosso Pastor, um dia foi “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo.1:29). E a todos os que nEle creem, muito em breve Ele, “o Cordeiro que Se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida”. E ainda que tenham chorado no “vale da sombra da morte”, “Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap.7:17). Vigiemos e oremos!
Bom dia, ovelhas do Bom Pastor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos23 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (v.1).
Você sabia que este clamor de Cristo já estava escrito? Ele venceu no deserto com a Palavra (Mt.4) e venceu na cruz com a mesma espada (Mt.27:46; Ef.6:17).
Além de um Salmo messiânico e profético, o Salmo 22 também é, sem dúvida, uma das maiores declarações do amor de Deus à humanidade: O Amor único, verdadeiro e altruísta, que escolheu dar a Sua vida até por aqueles que O desprezavam. O Amor que trocou o louvor dos anjos por zombaria (v.7-8). O Amor que deixou a paz do Céu para sentir-Se abandonado numa cruz (v.1). O Amor que é maior do que o Universo, mas que carregou um coração de carne dentro de Si (v.14). Um amor que, no princípio, utilizou as mãos para criar (v.31), que veio aqui e as usou para curar. Que não poupou os pés de andar pelas estradas poeirentas deste mundo em busca de quem salvar. Mãos e pés que foram cravados, sem piedade, em um madeiro (v.16). E até as vestes que curaram (Mt.9:21), foram objeto de escárnio (v.18). Tudo estava escrito.
Mas daí surge a pergunta: Como os judeus, tão orgulhosos pelo conhecimento das Escrituras não perceberam o cumprimento delas em Cristo? Jesus mesmo afirmou que eles estudavam as Escrituras porque julgavam ter nelas a vida eterna. Só que eles esqueceram da parte mais importante: as Escrituras testificam, dão testemunho de Cristo (Jo.5:39). Se eles tivessem tirado tempo para conhecer o Senhor das Escrituras, como teria sido diferente o destino da nação escolhida! Israel não foi eleita por Deus para ser a única a ser salva, mas aquela da qual sairia a Salvação para todas as nações, a fim de que por meio deste povo, todos tivessem a oportunidade de se converter ao Senhor: “Lembrar-se-ão do Senhor e a Ele se converterão os confins da terra; perante Ele se prostrarão todas as famílias das nações” (v.27). Israel tomou o cetro em suas próprias mãos e esqueceu de que somente “do Senhor é o reino”, de que “é Ele Quem governa as nações” (v.28).
Amados, hoje temos nas mãos a missão de proclamar o evangelho eterno a todas as nações (Mt.28:19; Ap.14:6). A nosso respeito declarou o salmista: “Hão de vir anunciar a justiça dEle; ao povo que há de nascer, contarão que foi Ele quem o fez” (v.31). Ou seja, a mensagem do Criador crucificado à cada geração! O mundo é o alvo do amor de Deus. Mas só receberá a salvação em Cristo “todo aquele que nEle crê” (Jo.3:16). “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Jl.2:32). “Como, porém, invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão nAquele de quem nada ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm.10:14).
Temos em mãos a obra que o antigo Israel rejeitou: Falar “do Senhor à geração vindoura” (v.30). Anunciar a Sua justiça e ensinar aos nossos filhos que Jesus Cristo é o nosso Criador. Não estamos estudando a Palavra de Deus apenas com o objetivo de conhecê-la, mas para conhecer a Cristo, de Quem toda a Bíblia testifica. Se este não for o nosso foco, não herdaremos a vida eterna, pois Jesus mesmo declarou: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). Não há como apresentarmos alguém que não conhecemos, amados. Estude a Bíblia para conhecer o Seu Autor, então, o Seu sacrifício de amor o motivará a falar dEle para outros e, certamente, o conduzirá à vida eterna. Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alvos do Amor eterno!
Rosana Garcia Barros
#Salmos22 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Satisfizeste-lhe o desejo do coração e não lhe negaste as súplicas dos seus lábios” (v.2).
O que era uma súplica tornou-se em ação de graças. Mas tem algo de muito curioso e interessante neste Salmo. Na verdade, o texto não diz que a guerra acabou, contudo, que Deus alcançará os inimigos do rei (v.8), apanhará os que o odeiam (v.8), “os consumirá […] os devorará” (v.9), e assim, o salmista descreveu uma sequência de ações de Deus, todas no futuro.
Agora percebam o que fez Davi compor este Salmo, mesmo em face de iminentes guerras: “O rei confia no Senhor” (v.7). Compreendem, amados? A Bíblia não diz que o rei confiará quando ele sair vencedor da guerra, e sim que ele confia, no presente. Ele tinha a firme certeza de que sairia vitorioso. Não é sem propósito que a confiança em Deus faz parte integrante dos oito remédios naturais que Ele nos deixou. Ela produz ânimo, e auxilia no processo de curas físicas e emocionais, sendo um verdadeiro antídoto contra as enfermidades.
Notem também que Davi iniciou dizendo que se alegrava na força de Deus e exultava em Sua salvação (v.1). “A misericórdia do Altíssimo” (v.7) era o fundamento da confiança de Davi. A motivação do rei não era de vencer a guerra, mas de ter vida: “Ele te pediu vida, e Tu lha deste” (v.4). Não esta vida que logo perece, mas a longevidade eterna: “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (Jo.10:10).
Por mais que se multiplicassem os inimigos, em momento algum o salmista revelou medo ou dúvida, pois confiava em Deus e em Sua misericórdia. Afinal de contas, os seus inimigos tornavam-se, automaticamente, inimigos de Deus (v.8). Todos os que odiavam a Davi, consequentemente, odiavam ao Senhor também, e dEle receberiam o devido juízo, pois “aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a Quem não vê” (1Jo.4:20).
Meus irmãos, precisamos exercitar a nossa confiança em Deus a cada dia. Conforme o salmo de hoje, confiar no Senhor:
1. Satisfaz o desejo do nosso coração (v.2);
2. Faz com que nossas orações sejam atendidas (v.2);
3. Supre a nossa vida “das bênçãos de bondade” (v.3);
4. Concede-nos a coroa da salvação (v.3; Ap.2:10);
5. Preserva-nos para a vida eterna (v.4);
6. Transforma-nos em bênçãos eternas (v.6);
7. Enche a nossa vida de alegria (v.6).
É privilégio nosso confiar em Deus e desfrutar da sensação de paz “que excede todo o entendimento” (Fp.4:7). Como ouvi em um sermão anos atrás: “No final tudo dá certo na vida do cristão, se ainda não deu certo é porque ainda não chegou ao final”. Portanto, amados, não permitam que inimigos abalem a sua fé, mas que a sua fé, unida a um coração agradecido, os façam louvar o poder de Deus antes mesmo que ele se manifeste, na certeza de que ele se manifestará. Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, homens e mulheres de fé!
Rosana Garcia Barros
#Salmos21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7).
O grande monarca de Israel havia assumido um dever sobremodo desafiador. Cercado de adversários, Davi trocou sua harpa e seu cajado pela coroa e pela espada; o cuidado das ovelhas pelo governo de uma multidão; a simplicidade do campo pelo requinte do palácio; a luta com animais pela guerra entre povos; as canções de sua harpa pela marcha dos exércitos de Israel. Mas, mesmo em meio a tantos contrastes, e munido de muitas vantagens terrenas, a confiança de Davi continuou sendo a mesma: “o Senhor salva o Seu ungido” (v.6).
Davi havia experimentado o cuidado de Deus como um simples pastor, e descobriu que podia usufruir do mesmo cuidado sendo um rei. Sua coroa não lhe conferiu privilégios que já não tivesse antes dela. Como Deus Se mostrou grande nas colinas e pastos de Belém, Sua atenção foi revelada nas vitórias bélicas e negócios do reino. Até mesmo nas repreensões, Davi enxergou o amor divino. A necessidade que Davi tinha do Senhor em sua lida pastoril, foi fortalecida quando como príncipe da nação eleita. Ele sabia e cria que estava sob os cuidados “do Deus de Jacó” (v.1).
A menção do nome de Jacó nos remete à angústia deste patriarca quando estava prestes a reencontrar Esaú. Naquela noite de grande tribulação, Jacó lutou com Deus (Gn.32:28). Com sua vida e de sua família em risco, a lembrança de seu pecado o fez cair em desespero. A maior luta travada na escuridão acontecia em sua mente atormentada pela culpa. Mesmo consciente do perdão divino através do sonho da gloriosa escada (Gn.28:12), seu coração era tentado a pesar sua vida em balança humana. Mas foi quando parecia que sua dor o consumiria, raiou o dia de sua vitória. E de Jacó a Israel, percebeu que sempre havia sido alvo da mesma medida do amor divino.
A nossa confiança deve estar depositada em um Deus que não faz “acepção de pessoas” (Rm.2:11). Que amou a Davi como rei na mesma medida em que o amou como um pastor. Que amou a Jacó muito antes de ser chamado de Israel. Que confere uns para tronos e outros para as singelas e necessárias ocupações da vida. Que conhece o coração de Seus filhos e concede a cada um a medida segura em Sua vasta obra. Que nos desperta a cada dia na expectativa de que aceitemos o bom dia divino e, através da comunhão com Ele, sejamos revestidos de Sua armadura (Ef.6:10-18).
“Do Seu santuário” (v.2), o Senhor cuida do Seu povo; “do Seu santo Céu”, Ele estende sobre nós “a vitoriosa força de Sua destra” (v.6). Como foi com Davi e como foi Jacó, Ele deseja ser o seu Deus. Abra, agora, o coração a este Deus pessoal que não olha para o que você tem, nem para o que você é, mas para o que você pode ser se aceitar andar com Ele. Porque os que confiam nas coisas perecíveis deste mundo “se encurvam e caem; nós, porém, nos levantamos e nos mantemos em pé” (v.8), pois sempre “nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus” (v.7), até que Ele volte. Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, povo cujo Deus é o Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Salmos20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
“A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do Senhor é fiel e dá sabedoria aos símplices” (v.7).
Davi destacou duas formas do ser humano conhecer a Deus: por meio da Sua criação e da Sua Palavra. O Senhor nos deixou a Sua Palavra e, nela, a Sua Lei para que, com os olhos iluminados (v.8), possamos desfrutar da grande recompensa em guardá-los (v.11). Ele não nos deixou regras autoritárias e sem sentido, mas a “lei da liberdade” (Tg.2:12), que é perfeita e restaura a alma. Aquela que, como manifestação do caráter de Deus, “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará [dela], até que tudo se cumpra” (Mt.5:18).
Já a criação, é a perfeita manifestação do poder de Deus. Na imensidão do céu, no gigantesco mar, da minúscula criatura a maior delas, na complexidade do corpo humano, podemos quase que ouvir: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn.1:31). Apesar da natureza não ter como falar, e nem expressar em palavras que toda ela é assinada pelo Criador (v.3), mesmo hoje tão arrasada pelos efeitos do pecado, não deixa de ser uma prova inequívoca, “até aos confins do mundo” (v.4), de que o Senhor é Deus. Como está escrito: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o Seu eterno poder, como também a Sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas” (Rm.1:20).
Há uma relação intrínseca entre a criação do mundo e a Lei do Senhor. No centro dos dez mandamentos há um memorial cujas palavras confirmam a nossa origem: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar […] porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou” (Êx.20:8 e 11). Quando adoramos a Deus no dia que é dEle (Ez.20:12; Mt.12:8), que Ele mesmo descansou, abençoou e santificou (Gn.2:2-3), reconhecemos o Senhor como o nosso Criador e Mantenedor. Por meio de Sua criação Deus fala. E se Ele fala por meio do que criou, não devemos nós também ser a voz de Deus ao mundo?
Após toda a manifestação de alegria e de amor pelo que Deus fez e por Sua Palavra, Davi encerrou este Salmo com um pedido: “As palavras dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na Tua presença, Senhor, rocha minha e Redentor meu!” (v.14). Era como se Davi dissesse: “Que eu seja Tua testemunha, Senhor!”. A lei não tem a finalidade de salvar, mas é por meio dela que somos guiados à salvação e santificação em Cristo Jesus. Ela nos aponta os nossos pecados para que possamos nos arrepender e correr para os braços do Pai. Algo que é perfeito, que restaura a alma, que é fiel, que dá sabedoria, que é reto, que alegra o coração, que é puro, que ilumina os olhos, que é verdadeiro, que é justo, que admoesta, que concede recompensa aos obedientes. Como, pergunto eu, podemos duvidar de algo assim?
Não temos o poder de discernir nossas próprias faltas (v.12), amados. Nada refoge ao calor (v.6) de um Deus que tudo fez para a nossa felicidade. Como nosso Criador, o Senhor deixou impresso na criação as digitais do Seu amor eterno por nós (Jr.31:3). E como Pai, nos deixou a Sua lei como proteção até mesmo de nossos pecados ocultos (v.12). Se, como Davi, amamos ao Senhor (Sl.18:1), teremos o mesmo amor por tudo o que Ele criou (Hb.11:3), por tudo o que Ele falou (Mt.4:4) e com o Seu próprio dedo escreveu (Êx.31:18). Sigamos os passos de Jesus, que nos deixou o perfeito exemplo de obediência, e Ele nos cobrirá com Sua justiça e, por Sua graça, nos dará poder para obedecer. Vigiemos e oremos!
Bom dia, obras do Criador!
Rosana Garcia Barros
#Salmos19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
Salmo 18 – Comentado por Rosana Barros
“Eu te amo, ó Senhor, força minha” (v.1).
Esta foi a declaração de amor de um filho a seu Pai. Expressa a essência do relacionamento de Davi com o Senhor e a maturidade espiritual de uma fé infantil. Como “a criança desmamada se aquieta nos braços de sua mãe”, disse Davi, “como essa criança é a minha alma para comigo” (Sl.131:2). Ao segurar meus filhos quando eram apenas recém-nascidos em meus braços, gostava de contemplar seus rostinhos serenos e tranquilos enquanto dormiam. Não há cena que ilustre melhor a calma e a serenidade do que essa. Davi encontrou essa calma nos braços de Deus, uma experiência que o Senhor deseja que todos nós experimentemos.
Quando cercado por inimigos mortais, o salmista invocou o Senhor e Lhe gritou por socorro, e a resposta divina operou em Davi uma inabalável confiança. Ele reconheceu que não foram suas qualidades de guerreiro que lhe garantiram as vitórias, mas foi Deus quem “adestrou as minhas mãos para o combate” (v.34), declarou Davi. Como um homem cuja posição e conquistas despertavam a inveja e a cobiça, até mesmo dos próprios filhos, sofreu amargas decepções. As guerras que venceu não foram mais numerosas do que as aflições que sofreu. Contudo, à vista de seu Pai que não o deixou a perecer no pecado, antes, enviando Seu profeta, o conduziu ao arrependimento e confissão (2Sm.12:9), Davi era movido pela gratidão do inexplicável amor divino.
A linguagem do salmista a respeito do cuidado de Deus por ele ilustra o grandioso zelo do Senhor por cada filho Seu, individualmente. Davi aponta para Aquele que abala os céus e a terra e descobre “os fundamentos do mundo” (v.15) para agir em favor de um filho em aflição. O Altíssimo levanta a voz (v.13), e salva “o povo humilde” (v.27). Como criança tão completamente dependente, Davi depôs a sua vida nas mãos de Deus, e suas trevas tornaram-se em grande luz (v.28).
“O caminho de Deus é perfeito” (v.30). Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6). Todo aquele que busca conhecer esse Caminho e nEle andar, em cada passo faz novas descobertas e encontra a confiança necessária para não vacilar (v.36). Jesus é a resposta segura às nossas aflições, amados. Aquele que não negou entregar a inocente vida, suportou o peso dos nossos pecados, “tendo sob os pés densa escuridão” (v.9). O Pai abalou o Universo ao nos enviar o bem mais precioso do Céu. E sabem o que é mais lindo nisso tudo? Ele teria feito isso, ainda que fosse apenas por você.
O Senhor lhe convida a estudar a Sua Palavra como uma carta endereçada a você. Você é o destinatário da mais valiosa correspondência de todos os tempos. É com você que Ele deseja falar cada vez que a sua Bíblia é aberta. Este não é apenas mais um Salmo de Davi. Este é um recado de Pai para filho. Do Benigno Pai para o benigno filho. Do Íntegro Pai para o íntegro filho. Do Puro Pai para o puro filho. Virtudes que só podem ser concedidas àqueles que reconhecem em Jesus a inesgotável Fonte. Vá a Cristo como uma criancinha, em humildade e completa dependência, e de seu coração brotará o perfeito louvor: “Vive o Senhor, e bendita seja a minha Rocha!” (v.46). Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos do Pai da Eternidade!
* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.
Rosana Garcia Barros
#Salmos18 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100