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Nessa reflexão pessoal, Jó abriu seu coração para seus amigos (e para os leitores), compartilhando conosco a intensidade de sua dor física e emocional. Ele ansiava pelo esquecimento (v. 1-10) e via a morte como melhor do que seus sofrimentos atuais (v. 11-26). Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 98.
Jó rompe o silêncio com uma lamentação fortemente emocional. Ele expressa o mesmo tipo de depressão que tomou conta do salmista (Sl 88) e também de Jeremias (Jr 20.14-15), cujos amargos lamentos foram, quanto à linguagem, semelhantes aos de Jó. Bíblia de Genebra.
1-9 O grito que escutamos provém de uma alma torturada. Os sete dias de silêncio acumularam uma angústia que se transborda em uma torrente de rebelião contra o dia de seu nascimento, 3.3. […] Jó deseja que o dia do seu nascimento e a noite da sua concepção sejam apagados da história. Bíblia Shedd.
8 monstro marinho (ARA; NVI: “Leviatã”). Jó, empregando linguagem vívida e figurada, desejou que “os que amaldiçoam os dias” atiçassem Leviatã, o monstro marinho […], a engolir o dia-noite de seu nascimento. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10-12 Já que não há possibilidade de remover-se aquele dia do calendário, Jó desejou que Deus não tivesse permitido seu nascimento e sobrevivência. Bíblia Shedd.
11-26 Enquanto os vs. 3-10 tem a forma de maldições, estes dezesseis versículos são perguntas retóricas. Jó dá vazão à sua frustração, perguntando porque não tinha sido um natimorto (vs. 11-26). Visto que isso não aconteceu, ele prossegue perguntando retoricamente por que não teria experimentado morte prematura (vs. 20, 23). Bíblia de Genebra.
Jó lamentou o fato de não ter nascido morto (v. 11-12) e cobiçou a serenidade da morte. Ele sabia que ela é um esquecimento em que não há níveis diferentes de status humano: os justos, os ímpios, os escravos, os livres, os governantes ricos e os trabalhadores cansados são todos iguais. Em contraste com a paz da morte, a vida em meio ao sofrimento é inexorável e um fardo (v. 20-26). Embora Jó tivesse aceitado a morte, não há indicação de que ele tenha pensado em acabar com a vida por suas próprias mãos. Comentário Bíblico Andrews – Jó a Malaquias, p. 99.
13-26 Aqui, Jó contrasta entre as tribulações da vida e o plácido sono da morte. Jó antevê a paz só no túmulo, e esta é a única esperança que lhe resta agora. Em Jó vemos o homem para quem a morte já perdeu o seu terror e ainda se tornou no mais alto e cobiçado tesouro. Jó diz que os seus lamentos são como gritos de quem sofre em alívio, Sl 22.1; 32.4. Bíblia Shedd.
14 Jó acha que a morte o teria colocado em pé de igualdade com os próprios faraós que, apesar de suas pirâmides e os tesouros que cada faraó mandava enterrar consigo (v.15), não passavam agora de simples defuntos. Bíblia Shedd.
16 Como, na realidade, seu nascimento já ocorrera, ainda sobraria (segundo o desejo dele) a possibilidade de ter sido natimorto. […] Tal situação seria muito melhor que a condição intolerável de estão, na qual não consegue paz nem descanso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
21, 22 Para Jó, a morte tornou-se desejável. Bíblia de Estudo NVI Vida.
23 A vida perdera o valor para Jó, privado de bens, família, saúde e amigos. Só depois de muito debater consigo mesmo é que chegará a vislumbrar a vida eterna, onde desfrutará da comunhão com Deus como seu eterno quinhão. Bíblia Shedd.
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