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Texto bíblico: I SAMUEL 29 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 29 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/29
Os filisteus estão se mobilizando para o ataque a Israel e Aquis diz a Davi: “Saiba que você e seus soldados me acompanharão no exército” (cap. 28:1-2, NVI). Como Davi poderá livrar-se das expectativas de Aquis?
Mais uma vez o Senhor vem em seu socorro através de um movimento inesperado. Enquanto Davi e seus homens marchavam com Aquis na retaguarda dos exércitos filisteus, os oficiais do exército perguntaram: “O que estes hebreus fazem aqui?” Aquis responde: “Este é Davi, que era oficial de Saul, rei de Israel. Ele já está comigo há mais de um ano e, desde o dia em que deixou Saul, nada fez que mereça desconfiança”.
Mas os comandantes exigem que Aquis envie Davi de volta. Assim, com muitas desculpas, Aquis lhe pede para voltar a Ziclague. Davi deve ter partido, na manhã seguinte, com um grande senso de alívio. O Senhor usara os comandantes filisteus para tirá-lo da linha de batalha!
Davi tinha seus defeitos, assim como nós. Às vezes, ele obtinha vitórias, quando confiava em Deus. Outras vezes, era derrotado por não confiar nEle. O Senhor é sempre misericordioso para com aqueles que entregaram o coração a Ele. Com frequência Ele resgata aqueles que estão em dificuldades por seus próprios erros.
Ralph Neall
Professor e missionário aposentado
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/29
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1067 palavras
1 O cap. 29 é uma continuação da narrativa de 28.2. De Afeque os filisteus subiram a Suném (28.4), em uma jornada de 128 km, e daí, para o vale de Jezreel. Os israelitas, por sua vez, se concentraram em Gilboa (28.4), para descerem ao vale de Jezreel, onde se travaria a batalha. Bíblia Shedd.
1-11 A continuação da história de Davi e Aquis apresenta a solução ao sério problema de Davi (28:1-4). Andrews Study Bible.
Davi estava em apuros! A que difícil situação o haviam conduzido as mentiras daquele último ano e meio! Ele não tinha alternativa senão acompanhar o rei Aquis à batalha, mas deve tê-lo feito com o coração oprimido. Parece que seria obrigado a combater Saul, o ungido do Senhor, e Jônatas, seu amigo, bem como o povo que ele, um dia, iria governar. Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento. F. B. Meyer.
3 Estes hebreus, que fazem aqui? Para Davi, uma pergunta como esta deve ter soado como uma repreensão estarrecedora. Ele estava totalmente deslocado no acampamento dos inimigos do seu povo. Em primeiro lugar, não deveria ter buscado refúgio entre os filisteus. Esse passo fora dado sem procurar a orientação divina. Naquele momento, a crise se aproximava. Davi estava em grande apuro. Ele não tinha o desejo de empunhar armas contra seus irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 636.
coisa alguma achei contra ele. A expressão de confiança de Aquis na habilidade e na lealdade de Davi se contrasta com o pensamento que este tinha a seu próprio respeito, ao se lembrar de sua dissimulação e desonestidade. Deus se compadece daqueles que passam por perplexidade e aflição. Por causa de Sua bondade, ele abre uma porta de escape para que certas pessoas não sejam deixadas completamente à mercê das próprias escolhas. Em misericórdia, Ele pode transformar erros graves e tolos em degraus para o sucesso. Quem se dispõe a aceitar a orientação divina com humildade encontra livramento provindo de fontes inesperadas, de maneiras impensadas, justo nas horas mais sombrias. Por meio da exigência dos príncipes filisteus de de que Davi deixasse o acampamento, o Senhor estava atuando para livrar Seu servo. CBASD, vol. 2, p. 636.
4 Faze voltar este homem. Os príncipes foram respeitosos com Aquis ao se referir ao companheiro do monarca, mas o vocabulário revela que havia grande ressentimento no coração deles por causa da presença de Davi. CBASD, vol. 2, p. 636.
Os outros comandantes filisteus sabiam que Davi era aquele que, ainda jovem, havia matado o seu campeão, Golias (17.32-54), havia matado centenas de soldados filisteus (18.27) e era o herói das canções de vitória dos israelenses (21.11). Eles estavam com medo de que, no calor da batalha, Davi poderia se virar contra eles. Apesar de Davi ter ficado contrariado com isto a princípio, Deus usou a suspeita dos comandantes para evitar que Davi tivesse de lutar contra Saul e seus conterrâneos. Life Application Study Bible Kingsway.
6 Tão certo como o Senhor vive. Trata-se de uma declaração marcante por ter vindo de um rei pagão. … Não se pode negar que o comportamento de Davi causou impressão profunda em Aquis. Por três vezes, o rei chamou atenção para a retidão da vida de Davi (1Sm 29:3, 6, 9), comparando-o, em um dos casos, a “um anjo de Deus” (1Sm 29:9). CBASD, vol. 2, p. 636.
7 volta em paz. Antes de ordenar que Davi abandone a batalha, Aquis louva a lealdade de Davi a ele. Ele não está consciente de que Davi tem contado mentiras a ele. Neste caso, Deus salvou a vida de Davi não pelo que ele fez, mas a despeito disso. Andrews Study Bible.
8 O que foi que eu fiz? (NVI). Davi finge estar decepcionado, a fim de manter intacta a estratégia de engano. Na realidade, esse acontecido salvou Davi de um grave dilema. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Num momento de desânimo, Davi havia dado passos que o conduziram a um dilema do qual não teria condições de fugir sem ajuda externa. Caso abandonasse Aquis e se voltasse contra os filisteus na batalha, provaria a acusação dos príncipes filisteus. Se guerreasse contra Israel, estaria lutando contra o ungido do Senhor e ajudando estrangeiros a subjugar a própria terra natal (ver PP, 690). Deus foi misericordioso ao usar a má vontade e a hostilidade dos filisteus para abrir a porta de libertação da desgraça, qualquer quer que fosse o resultado da batalha. Davi percebeu como teria sido melhor se tivesse permanecido em Judá. Caso não se encontrasse em seu coração o desejo de ser fiel a Deus acima de tudo o mais, o Senhor não teria operado este livramento por ele. Os pecados de Davi não consistiam em desvios conscientes e voluntários do caminho da justiça, mas numa fraqueza de fé e em julgamento equivocado. Ele tinha que tomar decisões rápidas e nem sempre esperava pela resposta divina, confiando, talvez, que o Céu aprovaria suas ideias. De todo o coração, deve ter desejado que houvesse se comportado de maneira diferente. Naquele momento, ele estava diante de um anfitrião gentil que acreditava nele, que o considerava um amigo, mas que, finalmente, por pressão política, o dispensou. Ao ouvir a resposta do rei, cheia de confiança e amor, o coração de Davi deve ter ardido de vergonha por sua dissimulação e também se inflamado de gratidão porque, a despeito de seu pecado, Deus, em misericórdia, desfizera a armadilha à qual ele próprio se lançara. CBASD, vol. 2, p. 637.
10 logo que haja luz. Provavelmente este foi um modo diplomático de dizer a Davi que, se o dia raiasse e seus homens ainda estivessem no arraial, os príncipes o matariam. … A narrativa deste capítulo ilustra como Deus trabalha para salvar Seus filhos. Ele procura convencer os seres humanos a aceitar Seus caminhos, mas os deixa livres para os rejeitar caso queiram. Isso se aplica não só à decisão principal de servir a Deus, mas também a todas as escolhas de maior ou menor importância que somos chamados a fazer. É inevitável que se cometam erros, e as provas resultantes revelam o erro de julgamento. Davi escolheu se refugiar na Filístia a fim de se proteger de Saul. Adaptando as ações a seus sentimentos, logo descobriu que as sementes do interesse próprio produziram uma colheita de dissimulação e falsidade. Davi, no entanto, reconheceu seu erro e buscou, de coração, seguir a orientação divina. Essa atitude permitiu que o Senhor dirigisse as circunstâncias que levaram livramento a Davi, embora a dificuldade em que se encontrava fosse resultado de seu próprio erro. CBASD, vol. 2, p. 637.
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“Respondeu, porém, Aquis e disse a Davi: Bem o sei; e que, na verdade, aos meus olhos és bom como um anjo de Deus; porém os príncipes dos filisteus disseram: Não suba este conosco à batalha” (v.9).
Aquis podia confiar em Davi, mas os príncipes filisteus, não. Eles conheciam bem a fama do guerreiro e a canção que celebrava suas vitórias em Israel: “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (v.5). A mesma música que despertou a inveja de Saul agora acendia a desconfiança dos príncipes filisteus. Davi encontrava-se em uma aflição terrível: estava prestes a marchar contra seu próprio povo. A maior batalha de Davi era interna. Ao traçar planos sem a consulta e aprovação de Deus, ele corria o risco de repetir o erro de Saul. O Senhor permitiu que ele provasse o amargor de suas escolhas para despertá-lo da letargia de seu próprio coração.
É impressionante notar que Aquis considerava Davi “bom como um anjo de Deus” (v.9). Embora Davi não planejasse trair aquele que o acolheu, seus planos certamente não incluíam a destruição de seus irmãos israelitas. A desconfiança e rejeição por parte dos príncipes filisteus foi, na verdade, um livramento providencial. Da mesma forma que o Senhor impediu Davi de se vingar de Nabal, agora o impedia de cometer uma desgraça irreparável contra Israel. Cada experiência da vida nos oferece uma lição; mas, sem uma comunhão perseverante com Deus, as marcas de nossas escolhas podem deixar cicatrizes profundas e dolorosas.
As cicatrizes servem para nos lembrar onde e por que nos ferimos. Quantas vezes assumimos riscos desnecessários, sabendo que podemos machucar a nós mesmos e aos outros? Davi errou ao trocar o deserto pela terra dos inimigos. Ele buscou refúgio onde deveria encontrar oposição. Preferiu armar ciladas a confiar em Deus. “Quem teme ao homem arma ciladas, mas o que confia no Senhor está seguro” (Pv.29:25). Enquanto fugia de Saul no deserto, Davi foi fiel e verdadeiro; dentro da aparente segurança dos muros de Ziclague, ele se tornou estrategista e mentiroso. Davi precisava recordar de onde havia caído para retornar ao primeiro amor. “Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras” (Ap.2:5). E as marcas certamente o ajudariam neste processo.
Você sente que precisa voltar ao primeiro amor? Talvez existam cicatrizes que o lembrem de suas quedas. O Senhor o convida hoje a olhar para essas marcas e sentir a dor da culpa pela última vez. Ele promete transformar marcas de dor em marcas de vitória. Jesus carregará as cicatrizes da cruz pela eternidade como prova de Seu amor infinito. Escolha trocar as marcas do pecado pelas marcas da justiça de Cristo. Que o amor eterno de Deus cure as feridas que a vida lhe causou.
Pai de amor eterno, graças Te damos pelas marcas da vida que nos lembram onde caímos e do poço de lama que o Senhor nos tirou! São marcas que muitas vezes nos trazem à memória situações ruins, mas louvado seja o Senhor que nos amou antes mesmo que elas existissem! Queremos passar a eternidade contemplando e aprendendo do Teu amor através das marcas da cruz. Enquanto ainda estamos aqui, segura firme em nossa mão, pois somos pecadores e dependemos da Tua graça! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, marcados pelo amor de Jesus Cristo!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 29 – Cometemos inúmeros erros, falhamos terrivelmente! Várias decisões que tomamos parecem inteligentes e lógicas, mas podem desembocar num beco sem saída, como aconteceu com Davi ao viver entre os filisteus.
Em I Samuel 29 Davi estava pronto para atacar o povo de Deus juntamente com os filisteus! Que absurdo, não? O que pode nos surpreender é:
• Por que Deus rejeitou Saul e não rejeitou Davi?
• Quem errou mais, Saul ou Davi?
Quando surgiu oportunidade de sair desse emaranhado problemático em que se enredou, Davi reagiu: “O que foi que eu fiz?… Por que não posso ir lutar contra os inimigos do rei, meu senhor?” (I Samuel 29:8). Porém Aquis exigiu que Davi retornasse com seus soldados; então, Davi concordou. Assim, “Deus o impediu e o poupou da vergonha de matar seus compatriotas e fortalecer o exército dos filisteus. O Senhor não permitiria que Davi usasse a espada de Golias contra Israel”, analisou William MacDonald.
• Será que a graça estava mais a favor de Davi que de Saul?
• Deus demonstrou mais misericórdia para Davi e foi mais intolerante com Saul?
Enquanto Saul se afundava mais e se moldava ao perfil do diabo mesmo entre o povo de Deus, Davi, mesmo em meio aos pagãos, era tido como um anjo do bem (I Samuel 29:9).
A integridade pura não dá motivos nem para inimigos falarem algo contra nós. Pelo contrário, quando refletimos o caráter de Deus, até os pagãos percebem que somos diferentes. Fidelidade é uma característica que se revela até mesmo aos inimigos. Saul era o oposto de Davi, ainda que Davi não fosse perfeito. Isso fez toda a diferença!
O respeito de Aquis ao falar com Davi, a polidez e educação em sua abordagem, são reações espelhadas ao caráter íntegro e fiel de Davi. Hoje, os cristãos deveriam dar mais testemunho positivo aos incrédulos. Muitos, porém, são tidos como caloteiros, fofoqueiros, tratantes, irresponsáveis, briguentos, desonestos, etc. parecendo mais um dos anjos caídos que se tornaram demônios do que anjos de Deus.
Precisamos estabelecer alvos elevados de testemunhar do nosso amoroso Deus, almejando que as pessoas nos vejam como anjos de Deus para elas. Fazendo assim, mesmo que estejamos em terreno inimigo, Deus nos poupará de cometer maiores disparates! Confiemos nEle, e, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I SAMUEL 28 – Primeiro leia a Bíblia
I SAMUEL 28 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1sm/28
Não estando mais Davi a batalhar contra os inimigos de Saul, os filisteus tomaram vantagem disso e marcharam contra Israel na planície de Esdraelom. Quando Saul reuniu seus homens para enfrentá-los, ele ficou desanimado ao comparar a força dos filisteus com a sua própria fraqueza. Não obtendo nenhuma orientação divina, seja por meio de sonhos, por Urim ou por profetas, em desespero ele procurou uma médium espírita.
A mensagem deste espírito que se fazia parecer com Samuel era verdadeira na sua maior parte, mas o espírito mentiu quando disse: “Amanhã você e seus filhos estarão comigo.” A mensagem foi diabolicamente estruturada para levar Saul ao desespero. Não trazia esperança, ajuda ou encorajamento. Saul caiu no chão da caverna da feiticeira e quando recobrou um pouco de suas forças apenas aceitou se alimentar após o pedido insistente da bruxa e de seus dois ajudantes. As palavras do espírito tornaram-se uma profecia auto-realizável.
As antigas advertências contra médiuns espíritas e quaisquer que busquem informações de supostos mortos são válidas ainda hoje. Os mortos estão mortos. Qualquer pessoa que busque informações oriundas deles, seja por tábuas de Ouija ou médiuns de qualquer espécie, está realmente falando com demônios. Nossa única segurança consiste em buscar sabedoria junto a Deus.
Ralph Neall
Professor e missionário aposentado
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1sa/28
Tradução: Jeferson Quimelli/Jobson Santos/Gisele Quimelli/Luis Uehara
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1408 palavras
1 Fica sabendo que comigo sairás. Não se tratava de um convite, mas de uma ordem. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 629.
No antigo Oriente Médio, aceitar asilo num país implicava obrigações de serviço militar. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1-2 Ao se deparar com dificuldades, Davi por vezes mentia. Desta vez, mentir não pôde resolver seu problema. Quando questionado por Aquis se lutaria contra Israel, Davi respondeu ambiguamente e Aquis tomou suas palavras como uma resposta afirmativa. A solução ao problema de Davi é dada no capítulo seguinte. Andrews Study Bible.
2 minha guarda pessoal para sempre. A expressão hebraica aqui empregada por Aquis significa “guardador da minha cabeça”, que é uma escolha infeliz de palavras, tendo em vista o que Davi fez a Golias. Bíblia de Genebra.
3-25 Em contraste com as consistentes respostas de Deus às questões de Davi, a linha de comunicação de Saul com Deus estava interrompida. Saul havia matado os sacerdotes de Deus, Samuel estava morto, enquanto a estola sacerdotal estava com o sacerdote de Davi, Abiatar. Este capítulo conta a história da consulta de Saul a um médium espírita de En Dor, o que levou a sua derrota e morte. Andrews Study Bible.
4 Suném… Gilboa. Estas duas cidades se situavam nos vales opostos do vale de Jezreel. Andrews Study Bible.
6 não lhe respondeu. O Senhor nunca rejeita aquele que se aproxima dEle com humildade e sinceridade. A resposta pode não vir do modo ou tempo esperado, mas Deus atenta à petição e faz o melhor de acordo com as circunstâncias. … Uma vez que Saul tomara a decisão voluntária de seguir os próprios impulsos, Deus permitiu que ele colhesse os frutos daquilo que semeara. Se ele tivesse se arrependido e sido submisso, o Senhor poderia ter transformado seus erros em degraus para o sucesso. A experiência de Saul ilustra a verdade: “aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7; ver T5, 119). CBASD, vol. 2, p. 631.
A consulta de Saul foi instigada pela ansiedade (v. 5) e não pela piedade. Bíblia de Genebra.
nem por Urim. As predições de eventos futuros por meios legítimos não estavam mais disponíveis a Saul. […] Seu sacerdote pode ter fabricado uma estola sacerdotal no lugar da original. Andrews Study Bible.
7 Apontai-me uma mulher. Em sua pressa, Saul recorreu à fonte de informação que ele mesmo havia condenado (v. 3). CBASD, vol. 2, p. 631.
En Dor. Localizada cerda de 10 km de Suném. Andrews Study Bible.
7-25 A crônica de 7-25 fora escrita por uma testemunha ocular; logo, por um dos servos de Saul que o acompanhara à necromante (7, 8). Frequentemente, esses servos eram estrangeiros (21.7; 26.6; 2Sm 23.25-39) e quase sempre supersticiosos, crentes no erro (7) – razão por que seu estilo é tão convincente. Esta crônica, que é parte da história de Israel, pela determinação divina entrou no Cânon Sagrado. E deve estar lá, como estão os discursos dos amigos de Jó (42.7), as afirmações do autor de “debaixo do sol” (Ec 3.19; 5.18; 9.7, 9, 10, etc.), a fala da mulher de Tecoa (2Sm 14.2-21), etc. – palavras e conceitos humanos. Infelizmente, esta crônica é interpretada por muitos sob o mesmo ponto de vista do servo de Saul. Analisando-se o caso, não negamos a sinceridade da mulher (11-14); também a moça de At 16.16-18 foi sincera […] recorremos diretamente à Bíblia que, em si mesma, tem os argumentos necessários para desmentir as afirmações do servo de Saul. … Fosse Samuel o veículo transmissor, seria o próprio Deus respondendo, pois Samuel não podia falar senão pela inspiração. E, se não foi o Senhor quem falou [v. 6], não foi Samuel.
… Consultar os “espíritos familiares” é condenado pela Bíblia inteira (ver 28.3). Fossem os espíritos de pessoas, e Deus teria regulamentado a matéria, mas como não são, Deus o proibiu. Aceitando-se a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina, que é a revelação divina mediante pessoas ímpias e polutas. E nesse caso, para serem aceitas as afirmações proféticas, como verdades divinas, é necessário que sejam de absoluta precisão, o que não acontece no caso presente. […] As profecias devem ser julgadas (1Co 14.29). E essas, do pseudo Samuel, não resistem ao exame. São ambíguas e imprecisas, justamente como as dos oráculos sibilinos e délficos.
Vejamos: a) Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus (28.19): a profecia é do estilo sibilino e sugeria que Saul viria a ser supliciado pelos filisteus. Mas o fato é que Saul se suicidou (31.4) e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (31.11-13). Saul apenas passou pelas mãos dos filisteus. Infelizmente, o pseudo Samuel não podia prever esse detalhe. … b) Não morreram todos os filhos de Saul (“… tu e teus filhos”, 28.19), como insinua essa outra profecia obscura: ficaram vivos pelo menos três filhos de Saul: Is-bosete (2Sm 2.8-10), Armoni e Mefibosete (2Sm 21.8). Apenas três morreram, como indicam clara e objetivamente as passagens seguintes: 1Sm 31.2, 6 e 1Cr 10.2, 6. c) Saul não morreu no dia seguinte (“…amanhã… estareis comigo”, 28.19). Esta é uma profecia do tipo délfico, ambígua. Saul morreu cerca de dezoito dias depois.
Quem respondeu a Saul? … A Bíblia fala de certos “espíritos”, sua natureza e seu poder (Êx 7.11, 22; At 16.16-18; 2Co 11.14-15; Ef 6.12). São os anjos maus. Do mesmo modo, fala de anjos que acampam ao nosso redor e nos guardam (Sl 34.7; Mt 18.10; Lc 15.10, etc.). São os anjos bons. … É por isso que Paulo fala da luta que temos contra “as forças espirituais do mal” (Ef 6.12). E é pela mesma razão que Deus proíbe consultas aos “mortos” (Is 8.19, 20), porque estes são falsos (Dt 18.10-14). Bíblia Shedd.
9 Saul, … eliminou da terra os médiuns e adivinhos. Apesar de ter ele [Saul] eliminado o pecado da feitiçaria da terra, ele não o eliminou do seu coração. Podemos denunciar o pecado, mas se nosso coração não for transformado e mudar, os pecados retornarão. Life Application Study Bible Kingsway.
12 tu mesmo és Saul. A informação foi dada de forma sobrenatural; porém não era de origem divina. … A Bíblia declara que Saul morreu “porque interrogara e consultara uma necromante e não ao SENHOR” (1Cr 10:13, 14). … O ensino de que o espírito dos mortos volta para se comunicar com os vivos se baseia na crença de que o espírito do ser humano sobrevive em estado consciente após a morte e de que, na verdade, o espírito é a pessoa. A Bíblia ensina que o espírito volta, por ocasião da morte, a Deus que o deu (Ec 12:7). Mesmo assim, o AT nega enfaticamente que o espírito seja uma entidade consciente (Jó 14:21; Sl 146:4; Ec 9:5, 6). O NT ensina a mesma doutrina. Jesus apontou para o momento de Sua segunda vinda, não para a morte, quando se referiu ao instante em que os fiéis estarão com o Senhor (Jo 14:1-3). … A confortar os que haviam perdido entes queridos, Paulo claramente declarou não haver precedência dos vivos sobre os mortos, mas que todos se encontrariam com Deus no mesmo momento (1Ts 4:16, 17). CBASD, vol. 2, p. 632.
14 Um ancião vestindo um manto (NVI). Saul se lembra que Samuel em geral se vestia assim (v. 15.27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 Samuel disse. Não se deve pensar que o próprio Samuel falou. O escritor descreveu os acontecimentos como eles pareciam, algo normal numa narrativa. A Bíblia também fala sobre o sol nascer e se pôr… Na realidade, não é o sol que nasce e se pões, mas, sim, a Terra que gira. No versículo em análise, o contexto e uma comparação com outras passagens deixam claro que uma personificação de Samuel estava proferindo as declarações atribuídas ao falecido profeta. CBASD, vol. 2, p. 633.
fazendo-me subir. Fica claro que os antigos, de modo geral, imaginavam que uma região subterrânea constituía a morada dos mortos. Caso a doutrina apoiada pela maior parte dos cristãos, de que o justo sobe ao céu por ocasião da morte, fosse defendida desde a Antiguidade, o pedido seria para fazer Samuel descer, e o espírito que personificou Samuel teria dito: “Por que me inquietaste, fazendo-me descer?”. CBASD, vol. 2, p. 633.
Por que você me perturbou…? (NVI). Uma óbvia contradição a Ecl 9.5-6, que ensina que os mortos repousam em silêncio e permanecem imperturbáveis. Andrews Study Bible.
19 O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus. Com a batalha se aproximando, o diabo levou Saul a sentir que já tinha perdido. Na verdade, o Senhor poderia ter salvado Israel assim como fizera em Mispa (1Sm 7:10). Contudo, naquela ocasião, o povo confessou seu pecado e clamou a Deus. Tivesse Saul confessado seu pecado, reunido todo o Israel, mencionado sua fraqueza e conduzido todo o exército a uma dedicação renovada ao Senhor, o resultado da batalha poderia ter sido completamente diferente. CBASD, vol. 2, p. 634.
24 bolos asmos (ARA; NVI: “pão sem fermento”). Pão preparado em pouco tempo. Andrews Study Bible.
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“Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu coração” (v.5).
Saul ocupou tanto sua mente e seu tempo na perseguição doentia a Davi que, ao se dar conta do despreparo de Israel para enfrentar o exército filisteu, temeu muitíssimo. Tentou consultar ao Senhor, “porém o Senhor não lhe respondeu” (v.6). Enquanto isso, Davi enfrentava as consequências de seu próprio fingimento: o rei Aquis o convocara para lutar contra seu próprio povo. Duas situações críticas que revelam as implicações de decisões tomadas em desarmonia com a vontade de Deus.
Logicamente, não era da vontade do Senhor que Saul empreendesse uma perseguição contra Davi, tampouco que Davi fosse buscar refúgio entre os inimigos de Israel. Mas gostaria de destacar hoje a atitude de Saul. Além de ter deixado de ser o rei ungido de Deus, ele ainda ousou buscar em fonte obscura a resposta ao seu desespero. A proibição divina era bem clara: “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o Senhor” (Lv.19:31). A necromancia e a feitiçaria eram práticas pagãs consideradas abominações diante de Deus. Aquele que no passado “havia desterrado os médiuns e os adivinhos” (v.3) do meio de Israel, agora procurava por um que pudesse aliviar o seu fardo.
Uma mulher em En-Dor foi apontada como uma sobrevivente dos que Saul havia eliminado. Ao descobrir que se tratava do rei e diante da visão do sobrenatural, a mulher gritou e protestou achando estar diante de uma cilada para lhe tirar a vida. Acredito que a reação da necromante que “gritou em alta voz” (v.12) se deu porque ela nunca havia passado por semelhante experiência. O ser que ela viu subir da terra não era Samuel, e sim Satanás ou um de seus anjos caídos. “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça” (2Co.11:14-15). “Entendendo Saul que era Samuel” (v.14), não é uma expressão que afirma ser o “espírito” do profeta, e sim que revela a ansiedade do rei em ver o sobrenatural de forma concreta, a fim de obter uma resposta que lhe fosse favorável. E não se enganem, amados, porque as palavras ditas pelo demônio não se cumpririam porque ele via o futuro, mas porque Saul havia selado o seu destino por sua conduta maligna.
Ainda hoje, multidões buscam no ocultismo respostas para suas inquietações por falta de paciência ou fé para esperar em Deus e buscar em Sua Palavra um fiel “assim diz o Senhor”. Facilmente se cansam de esperar, e sua fé se mostra metal vil sem utilidade. A Bíblia é cristalina quanto ao estado do homem na morte. A nossa constituição é pela soma de dois fatores: pó da terra + fôlego de vida. E passamos a ser “alma vivente” (Gn.2:7). Portanto, não temos uma alma, mas somos uma alma. Pois “a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Em Seu ministério terrestre, Jesus devolveu o fôlego de vida a algumas pessoas. Mas a experiência da ressurreição de Lázaro, dentre todas, é a mais rica em detalhes que encontram harmonia na inquebrável Palavra de Deus. Pois, referindo-se à morte de seu amigo, Jesus declarou: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). A respeito dos que estarão vivos por ocasião da volta de Jesus, Paulo escreveu: “nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos” (1Co.15:51). Portanto, a Bíblia compara a morte ao sono. É semelhante, por exemplo, a um estado de sono profundo sem a manifestação de sonhos. Em Jó, encontramos o local de repouso de quem morre: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7:9-10). E Jesus, referindo-Se à Sua segunda vinda, confirmou de onde chamará os que morreram: “Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a Sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo.5:28-29).
Muitos cristãos podem indagar que nunca se envolveram com feitiçaria ou consultaram um horóscopo, por exemplo. Mas estas práticas e outras ainda piores estão contidas de forma subliminar ou até mesmo de forma bem explícita nos filmes, desenhos, séries e jogos que, infelizmente, têm bloqueado a mente humana aos apelos e ensinos do Espírito Santo. E não estaremos seguros de tamanho mal a menos que não larguemos da mão de Cristo. A verdade da Palavra de Deus nos deve ser suficiente, amados. Nossa comunhão diária com o Senhor é a chave que abre os portais celestiais e fecha as portas de tudo o que é obscuro. Não permita que Satanás entre em sua casa pelas vias da mídia ou de qualquer outro meio. Vem a nós, hoje, a mensagem do Senhor, dizendo: “O temor do Senhor consiste em aborrecer o mal” (Pv.8:13).
Louvado seja o Senhor, nosso Criador, que fez o céu e a terra! Nosso bom Deus, livra-nos de simpatizarmos com o mal, pois tem sido essa a ideia divulgada pelo mundo! Livra-nos também de entrarmos em associação com os que não temem o Senhor! Queremos andar com Jesus, olhar fixamente para Ele e manter o nosso coração firme em Sua Palavra. Ajuda-nos, Pai! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, tementes a Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I SAMUEL 28 – Deus Se comunica aos homens de diversas formas. Através de sonhos e visões por meio de seus profetas ou por meio dos sacerdotes, através do Urim e do Tumim. Hoje Deus fala através de Bíblia, a qual revela Jesus, o verbo divino (João 1:1-3; Hebreus 1:1-3). Porém, há meios de comunicação espirituais que são abominação para Deus.
Quando ainda o rei Saul obedecia a Deus, “havia expulsado do país os médiuns e os que consultavam espíritos”. Entretanto, em sua rebeldia e o profeta Samuel já falecido, o rei procurou “uma mulher que invoca espíritos” para consultá-la devido ao medo das ameaças das tropas filisteias (I Samuel 28:1-7).
Ou seja, por mais que o espírito que a feiticeira de En-Dor tenha falado sobre o fim de Saul nessa guerra, certamente não era nenhuma revelação de Deus (I Samuel 28:8-25). Também não era Samuel; pois, se a feitiçaria nunca esteve de forma alguma vinculada a Deus, como um profeta fiel estaria vinculado à feitiçaria?
Fato é que, nem toda religião é boa e nem toda forma de espiritualidade é aprovada por Deus. Anos depois, através do outro profeta, o Espírito Santo alertou:
“Quando disserem a vocês: ‘Procurem um médium ou alguém que consulte os espíritos e murmura encantamentos, pois todos recorrem a seus deuses e aos mortos em favor dos vivos’, respondam: ‘À lei e aos mandamentos!’ Se eles não falarem conforme esta palavra, vocês jamais verão a luz! Aflitos e famintos vaguearão pela terra; quando estiverem famintos, ficarão irados e, olhando para cima, amaldiçoarão o seu rei e o seu Deus. Depois olharão para a terra e só virão aflição, trevas e temível escuridão, e serão atirados em densas trevas” (Isaías 8:19-22).
A verdade desse texto reflete a vida do rei Saul, o qual, afastado do poder divino, Satanás conseguiu prever seu fim.
O “ser” que a médium invocou subiu do chão. Saul não viu nada; foi a mulher quem descreveu o “espírito que subiu”, e Saul concluiu ser Samuel. Era o próprio diabo se manifestando, e Saul o adorou (I Samuel 28:14).
Se nos desviarmos da verdadeira adoração, declinaremos para adorações espúrias, correndo risco de adorar até o diabo. Qualquer religião que se desvia da revelação divina está longe de ser aprovada por Deus!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.