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“Acabando, pois, de repartir a terra em herança, segundo os seus territórios, deram os filhos de Israel a Josué, filho de Num, herança no meio deles” (v.49).
A continuação da divisão das heranças às últimas sete tribos reserva particularidades interessantes. A herança da tribo de Simeão, por exemplo, foi “no meio da dos filhos de Judá” (v.1). A razão apresentada foi que “a porção dos filhos de Judá […] era demasiadamente grande para eles” (v.9). Já para a tribo de Dã saiu “pequeno o limite” (v.47) de sua herança, o que rapidamente eles resolveram combatendo contra a cidade de Lesém. Assim, aumentaram o limite de sua possessão, à qual deram o nome de Dã, “segundo o nome de Dã, seu pai” (v.47). O término da divisão se deu com os próprios filhos de Israel concedendo a Josué “herança no meio deles” (v.49). Percebemos, amados, que em nenhum momento Josué se valeu de sua condição de líder para reclamar privilégios especiais. Mas o próprio povo lhe deu, “segundo o mandado do Senhor, a cidade que pediu” (v.50), não que exigiu. Josué, então, reedificou “a cidade e habitou nela” (v.50). “E assim acabaram de repartir a terra” (v.51).
Deus é justo em tudo o que faz e Ele sabe a quem dar e o quanto deve dar. A cobiça tem sido um mal incontido que se alastra qual pandemia pelo mundo, causando muita dor e destruição. O descontentamento tem cegado a muitos para enxergar que só há verdadeiro contentamento e real felicidade dentro do plano perfeito de Deus. Contentar-se com o que possui não significa uma sentença de morte para os sonhos. O verdadeiro contentamento está em aceitar a condição presente com gratidão, sem ansiedade por coisas futuras que podem, ou não, acontecer. Uma tribo poderia se achar mais ou menos privilegiada por Deus através da escolha de seus territórios, mas o fato de Judá ter que compartilhar seu território com Simeão indica o princípio norteador da divisão da herança: “Porque o Senhor é justo, Ele ama a justiça; os retos Lhe contemplarão a face” (Sl.11:7).
O Senhor também prometeu ao Seu povo a nossa possessão particular na Nova Terra: “Eles edificarão casas e nelas habitarão; plantarão vinhas e comerão o seu fruto. Não edificarão para que outros habitem; não plantarão para que outros comam; porque a longevidade do Meu povo será como a da árvore, e os Meus eleitos desfrutarão de todo as obras das suas próprias mãos. Não trabalharão debalde, nem terão filhos para a calamidade, porque são a posteridade bendita do Senhor, e os seus filhos estarão com eles” (Is.65:21-23). Cada um terá um lugar para chamar de seu e todos estaremos plenamente satisfeitos com nossa parte, declarando: “porque os Teus atos de justiça se fizeram manifestos” (Ap.15:4). E todos poderemos contemplar a face do Senhor para sempre. Ó, amados, precisamos sonhar com o Lar! Como foi com Abraão, o Senhor nos escolheu para ordenar nossos filhos e nossa casa, “a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir [sobre nós] o que tem falado a [nosso] respeito” (Gn.18:19).
Como Josué pediu uma cidade para si sem cobiça e sem sentimentos de superioridade, que o Espírito Santo nos conceda um coração humilde e assim nos conserve até que finalmente alcancemos a promessa da nossa “pátria superior, isto é, celestial” (Hb.11:16). Como diz a letra da canção: “Mais perto estamos, hoje, de entrar no Novo Lar” (NHASD, hino n° 504).
Nosso Deus e Pai, sabemos que mais do que desejamos entrar na cidade que tens preparada para nós, é o Teu desejo de nos levar para lá. Ajuda-nos, Senhor, a vivermos aqui em contentamento e gratidão, sabendo e confiando de que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que Te amam, daqueles que são chamados segundo o Teu propósito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, futuros cidadãos das moradas eternas!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 19 – O propósito de Deus na conquista de Canaã era conquistar o mundo todo para a salvação. Os pagãos de Canaã perderam o território devido a não se renderem à graça oferecida pelo Deus verdadeiro. Contudo, os pagãos de todo o mundo teriam oportunidade de salvação com a atuação de Deus em meio a Seu povo alocado em Canaã.
• O plano de salvação não é exclusivo a uma única nação; ele é mundial. Um dia o reino de Deus vai tomar conta do mundo inteiro; portanto, toda a humanidade precisa saber disso para preparar-se, para então participar desse reino Universal.
Em Josué 19, o plano de conquista de território chegou ao fim com a herança distribuída às sete tribos restantes (Josué 18:1-2); mas não o plano de conquista dos reinos deste mundo para o reino celestial. Tudo foi realizado na presença de Deus (Josué 19:51). A profecia dada por Deus a Abraão cerca de 500 anos em Gênesis 15:13-16 chegava ao seu completo cumprimento.
• Atualmente, “de acordo com Sua promessa, esperamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2 Pedro 3:13).
Quando a Terra for renovava, será maravilhoso ter o próprio Deus repartindo o território para os salvos. Como se cumpriu a promessa de Deus a Abraão (Josué 19:51), certamente a promessa dada a Pedro por inspiração, também se cumprirá. Pois, “conforme a Sua grande misericórdia, Ele nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder o seu valor. Herança guardada nos céus para vocês que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até chegar a salvação prestes a ser revelada no último tempo. Nisso vocês exultem, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação” (1 Pedro 1:3-6).
O líder dessa conquista é Jesus, não Josué. A herança é maior e melhor. A batalha chama-se grande conflito. Precisamos receber ordens de nosso General assim como fez Josué (Josué 5:13-15); pois, com Ele, as portas do inferno não serão empecilho algum (Mateus 16:18). O reino de Deus subjugará todos os reinos deste mundo, o qual durará para sempre (Daniel 2:44).
Aguardemos por esse Reino! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 18 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/18
Depois que Canaã foi conquistada, ainda havia sete tribos que ainda não haviam recebido sua herança. Então Josué lançou sortes perante o Senhor em Silo, e dividiu a terra em conformidade. Ele não decidiu sozinho qual tribo deveria viver aonde, nem se reuniu com Eleazar, o sumo sacerdote, e os dois dividiram a terra, mas dependeram do Senhor.
Lançar a sorte não é algo que deva ser feito em todas as decisões importantes que precisamos tomar, nem mesmo quando temos que escolher alguém para a liderança da igreja. O processo de decisão não deve ser feito por um homem ou por dois homens. De fato, precisamos orar fervorosamente para que a vontade do Senhor seja feita e colocar nossa fé na liderança do Senhor. Deus guiará e dirigirá Sua igreja como fez no passado.
Ralph Neall
Professor aposentado e missionário
Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/18
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1434 palavras
1 Siló. Significa “lugar de descanso”. É provável que o nome tenha sido escolhido para o local porque, depois de peregrinar por mais de 40 anos, finalmente o tabernáculo do Senhor podia descansar. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 266.
O nome moderno do lugar é Seilum. … Durante o tempo de Josué, Siló era uma cidade central e até ao tempo de Samuel ela era a sede do Tabernáculo judaico. … Parece que o Tabernáculo ficou ali cerca de 300 anos. O nome era significativo. Israel tinha conquistado a terra e poderia descansar da luta. Espiritualmente falando, este era o lugar para o povo encontrar-se com Jeová; nesse encontro houve descanso para suas almas. … Israel era mais do que uma nação, era uma congregação religiosa, tendo a Siló como o ponto central do culto. Bíblia Shedd.
Siló era um excelente lugar para o santuário, próximo ao centro geográfico da Palestina. Portanto, de fácil acesso a todas as tribos de Israel. Testes de campo demonstraram que a acústica e a capacidade visual em Siló tornaram o lugar ideal para uma grande assembleia ouvir e ver os procedimentos de culto. … Durante 300 anos, este foi o lugar no qual a glória do shekinah pairava sobre a arca da aliança e onde todo o Israel se reunia para adorar nas festas anuais. As escavações arqueológicas descobriram depósitos perto do terraço, com vários grandes vasos de armazenamento, contendo boa quantidade de trigo carbonizado e diversos objetos relativos ao santuário – todos queimados com fogo intenso, provavelmente quando os filisteus destruíram Siló por volta de 1050 a.C [nos tempos de Eli, 1Sm 4:1-11; PP, 514]. Bíblia de Estudo Andrews.
Siló nunca perdeu sua reputação de centro religioso de Israel. Referências posteriores na Bíblia apontam para impiedade e idolatria na cidade (Sl 78:56-60; Jr 7:12-15). Life Application Study Bible Kingsway.
Nos dias de Davi, esse papel foi transferido para Jerusalém. Bíblia de Genebra.
3 Até quando sereis remissos… ? Esta pergunta serve para despertar o povo de Deus em qualquer geração. Deus tem dado as promessas de vitória em nossas vidas espirituais; Ele, de Sua parte, tem feito tudo o que é necessário para a nossa vitória. Mas, como somos negligentes em possuir o que Deus nos quer dar! É necessário algum esforço espiritual da nossa parte para vencer as forças malignas em torno de nós. Bíblia Shedd.
Quantos de nós nos mostramos igualmente vagarosos para nos apropriar das bênçãos que o Salvador tem para nós! É muito bom que Deus, através dos tempos, tenha enviado pioneiros para dizer-nos em que estamos falhando e para estimular nosso zelo. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento. F. B. Meyer.
Por esse tempo, os cananeus estavam, na maioria dos lugares, tão enfraquecidos que não eram mais ameaça. Em vez de cumprir a ordem de Deus de destruir os cananeus remanescentes, contudo, estas sete tribos frequentemente tomavam o caminho mais fácil. Como povo nômade, eles provavelmente estavam relutantes em se estabelecer, preferindo depender economicamente do povo que deveriam eliminar. Outros teriam temido os altos custos da guerra contínua. Era mais fácil e mais rentável negociar com eles por mercadorias do que destrui-los e ter que providenciá-las por si mesmos. Life Application Study Bible Kingsway.
Haviam enriquecido com os espólios dos cananeus e tinham fartura. Pareciam estar mais preocupados com a comodidade e a complacência do momento do que com a obtenção de sua herança. Como ocorrera com os construtores de Babel, estavam contentes com sua maneira de viver em comunidade. Ao que parece, não tinham a intenção de se espalhar e abandonar a boa companhia dos irmãos. Desde o começo, Deus estabeleceu o plano de que a humanidade de espalhasse sobre a face da Terra, em vez de todos se reunirem num mesmo lugar. Assim que perderam sua visão espiritual, os seres humanos mostraram a tendência de se congregar e de procurar a proteção de outras pessoas, em vez de confiar no cuidado divino. Há uma implicação clara nisso. Após a conversão verdadeira e depois de se receber o direito à vida eterna, a grande preocupação deve ser a de trabalhar para entrar na posse da herança eterna. No entanto, por vezes, as pessoas se conformam com os despojos desta vida, assim como as sete tribos, e não sentem a urgência de prosseguir com as conquistas. É relevante a admoestação do apóstolo Paulo: “Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna” (1Tm 6:12). CBASD, vol. 2, p. 267.
possuir. Isso significa possuir a terra completamente, algo mais do que a conquista inicial (1.11, 15; 13:1, 21.43). Trata-se de um ato de fé obediente, porquanto estava baseado na promessa de Deus (1.11, nota), o que explica a nota de repreensão envolvida na pergunta feita por José. Bíblia de Genebra.
Deve ser feita, portanto, uma distinção entre as guerras nacionais de conquista (livro de Josué) e as guerras tribais de ocupação (Jz 1, 2). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Josué perguntou porque algumas tribos estavam protelando o trabalho de possuir a terra. Frequentemente adiamos trabalhos que nos parecem grandes, tediosos ou desagradáveis. Mas o seu adiamento contínuo mostra falta de disciplina, fraca mordomia de tempo e, em alguns casos, desobediência a Deus. Trabalhos que não gostamos requerem concentração, espírito de equipe, muito mais tempo, encorajamento e prestação de contas. Lembre-se disto quando estiver tentado a procrastinar. Life Application Study Bible Kingsway.
4 corram a terra e façam dela um gráfico. Literalmente, “escrevam-na”. Ao que parece, os homens deveriam descrever a terra, o nome e o tamanho das cidades, a aptidão dos terrenos para a agricultura, a pecuária, etc., a fim de que o valor das propriedades pudesse ser devidamente determinado. Depois de obter essa informação, a delegação deveria dividir todo o território em sete partes. CBASD, vol. 2, p. 267.
6 Em sete partes fareis o gráfico da terra. Os vinte e um homens iam olhar a terra e preparar uma descrição segundo certas divisões. depois, estas seriam divididas entre as sete tribos[Benjamim, Simeão, Zebulom, Issacar, Aser, Naftali, Dã, cf. Js 18:11-19:48], lançando as sortes. Judá, Rúben, Gade e as tribos de José [Efraim e Manassés] não estavam incluídas, tendo já ganho suas porções (5). Bíblia Shedd.
8,9 levantar. Literalmente, “escrever [a descrição de]”. Depois de armar o tabernáculo, Josué enviou homens para levantar o mapa (descrever por meio da escrita) do restante da terra ainda não separado em porções e dividi-lo em sete partes. Então Josué e o sumo sacerdote Eleazar ficaram à porta da tenda da congregação, repartindo a herança de Israel em porções (v. 10; 19:51). Bíblia de Estudo Andrews.
9 num livro. Além de fazer uma descrição escrita das principais características da terra, é provável que os homens tenham feito alguns desenhos do território em forma de mapa. A declaração sugere que um reconhecimento geográfico das cidades foi feito e registrado. É possível que se trate do primeiro exemplo de estudo topográfico de que se tem registro. Talvez os israelitas tenham aprendido a arte com os egípcios, que eram bons topógrafos. CBASD, vol. 2, p. 267-268.
11 a sorte… Benjamim… entre os filhos de Judá e os filhos de José [Efraim]. Zona tampão entre Judá e Efraim, as duas tribos dominantes. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A importante cidade de Jerusalém ficava em seu território. Parece que, por algum tempo, essa cidade foi posse conjunta de Judá e Benjamim (ver Jz 1:8, 21; 1Cr 8:28, 32). Posteriormente, Jerusalém se tornou a cidade real da casa de Judá. CBASD, vol. 2, p. 268.
16 O vale do Filho de Hinom [ge-hinnon ao sul de Jerusalém] ficou associado à adoração de Moloque (o deus amonita), nos dias de Jeremias. Estes ritos terríveis envolviam o sacrifício de crianças. Mais tarde o vale foi usado para a queima de lixo e cadáveres de criminosos e animais. Portanto o nome [gehenna, em grego] tornou-se um sinônimo para inferno. Life Application Study Bible Kingsway.
22 Betel. Esta cidade [da tribo de Benjamim] passou para as mãos dos efraimitas quando a tribo de Benjamim foi quase totalmente exterminada (Jz 20). Na divisão do reino [Norte/Samaria x Sul/Judá] sob o governo de Roboão, embora a tribo de Benjamim estivesse unida a Judá, Betel era considerada parte do reino do norte de Israel, na fronteira sul de Jeroboão. Foi ali que o monarca colocou um dos bezerros de ouro (1Rs 12:29-33). CBASD, vol. 2, p. 268.
28 esta era a herança dos filhos de Benjamim. Comparada com a herança das outras tribos, a de Benjamim era uma das menores em área. No entanto, segundo Josefo, seu solo era o mais rico. O território ocupava uma posição extremamente estratégica, e o nome de muitas de suas cidades indica, por seu significado, que estavam situadas nas alturas, facilitando, portanto, a defesa. Sem dúvida, foi por essa força defensiva que a tribo de Benjamim conseguiu, certa vez, resistir com sucesso [até certo ponto] aos exércitos combinados de Israel. CBASD, vol. 2, p. 270.
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“Disse Josué aos filhos de Israel: Até quando sereis remissos em passardes para possuir a terra que o Senhor, Deus de vossos pais, vos deu?” (v.3).
Reunidos em Siló e diante da tenda da congregação, os filhos de Israel estavam simbolicamente declarando que aquela “terra estava sujeita diante deles” (v.1). Mas havia “sete tribos que ainda não tinham repartido a sua herança” (v.2), no que Josué levantou o questionamento acerca da demora, da indolência daquelas tribos em tomar posse do que o Senhor já lhes havia dado. A ordem seguinte de Josué revela sua liderança disciplinada e a importância de se ter um padrão a seguir, principalmente em se tratando das coisas de Deus. Os sete territórios seriam distribuídos às sete tribos e, mais uma vez, Josué deixou claro que a tribo de Levi não teria herança, pois a sua parte era “o sacerdócio do Senhor” (v.7).
Os representantes das tribos, então, se dispuseram e foram, segundo Josué lhes tinha dito e levantaram um “gráfico da terra” (v.8), uma espécie de demarcação para que Josué pudesse lançar “as sortes perante o Senhor, em Siló” (v.8), repartindo “a terra, segundo as suas divisões, aos filhos de Israel” (v.10). E no capítulo de hoje vimos a sorte que caiu para a tribo de Benjamim, “segundo as suas famílias” (v.20). As sortes eram lançadas diante da arca da aliança, para que todos testemunhassem de que a escolha dos territórios não era por determinação de homens, mas pela vontade de Deus. A exata localização das tribos também serviria para o cumprimento dos propósitos divinos. Nenhuma cidade ou região foi dada sem que, antes, houvesse a acurada percepção de um Deus que nunca falha.
Amados, diante da realidade de que estamos tão perto do Lar celestial, a pergunta de Josué alcança nossa geração com a força do tempo em extremo solene e urgente que estamos vivendo: “Até quando sereis remissos em passardes para possuir a terra?” Considero o desleixo espiritual como sendo uma das piores condições e, até mesmo a pior de todas, frente ao grande conflito que se apressa para o fim. A mensagem de Cristo à igreja de Laodiceia deixa isso bem claro: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da Minha boca” (Ap.3:15-16). A mornidão espiritual, portanto, é apresentada por Jesus como o pior problema de Sua última igreja. E como Josué instruiu as sete tribos acerca do que fazer para herdar a terra, Jesus ofereceu à sétima igreja os recursos necessários para mudar sua condição: “Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas” (Ap.3:18).
Nestes três itens simbólicos, Jesus nos oferece um caráter semelhante ao Seu. Não podemos ser remissos quanto a isso sabendo que, pela fé e pela fidelidade das profecias bíblicas, já podemos ouvir os passos de um Deus que Se aproxima. Estamos quase no Lar, amados! Mornidão espiritual é morte! Precisamos clamar pelo Espírito Santo, para que aqueça nosso coração com a brasa viva do altar de Deus! Precisamos estar em chamas! E isso só é possível se seguirmos o passo a passo da Palavra de Deus. “Ide, correi a Terra” (v.8), povo de Deus! “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:19). “E agora, por que te demoras? Levanta-te, recebe o batismo e lava os teus pecados, invocando o nome dEle” (At.22:16). E se você já foi batizado, não deixe de clamar pelo batismo diário do Espírito Santo até que você se torne uma tocha humana iluminando o mundo com a glória de Deus.
Breve Jesus voltará! Breve Jesus voltará! Não perca essa esperança de vista, porque, certamente, o Pai do Céu já reservou a parte da sua herança na glória. Não sejamos remissos ou mornos, amados. Mas, pelo poder de Deus, o Senhor nos encontre “esperando e apressando” o Dia de Sua volta (2Pe.3:12).
Nosso amado Pai Celestial, aqui estamos neste tempo sobremodo solene que o Senhor nos escolheu para viver. Estamos tão perto do Lar, Pai! Aleluia! Aquece o nosso coração com a chama inextinguível do Teu Espírito e com a bendita esperança do Teu retorno, para que possamos correr a Terra anunciando a breve volta do nosso Redentor. Em nome dEle, nós oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, herdeiros do Lar celestial!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 18 – A essa altura ainda havia sete tribos que não tinham recebido herança, território. Então, Josué dividiu em sete partes o restante da terra. O capítulo encerra apresentando a herança a o limite do território de Benjamim com suas cidades.
Nenhuma tribo deveria ficar sem herança, exceto a tribo de Levi; ela serviria às outras tribos como liderança espiritual.
A fim de não consumirem seu tempo com atividades seculares, os levitas não deveriam cultivar a terra nem criar animais. Deveriam dedicar tempo às coisas espirituais, desenvolvendo a importantíssima obra de Deus (Josué 18:7).
O capítulo inicia informando que a tenda da congregação, o Santuário, foi armado em Siló, cujo significado é “lugar de descanso”. O Comentário Bíblico Adventista apresenta três razões para a conveniência deste lugar:
• Era um lugar central.
• O local estava protegido e isolado.
• Ficavam no território da tribo de Efraim, da qual Josué fazia parte. Dessa maneira, ele, líder da nação, teria fácil acesso ao santuário sempre que precisasse consultar a Deus.
“Na terra de Canaã, o povo de Deus devia ter um lugar de reunião, onde, três vezes ao ano, poderiam todos se encontrar para adorar ao Senhor… Deus não varreria da existência as nações idólatras. Ele lhes daria oportunidade de se familiarizarem com Ele por meio de Sua igreja. A experiência de Seu povo durante os quarenta anos de vagueação pelo deserto devia ser objeto de estudo dessas nações. As leis e o reino de Deus deviam se estender pelo território de toda a Terra, e Seu povo devia ser conhecido como o povo do Deus vivo. Seu culto era imponente e testificava da verdade do Deus criador. Seus sacrifícios apontavam para um Salvador vindouro que tomaria os reinos debaixo de todo o céu e os possuiria para sempre. Haviam sido dadas evidências de Seu poder para fazer isso, pois, como Líder invisível, não havia Ele subjugado os inimigos de Sua igreja e aberto caminho para ela no deserto? Seu povo nunca conheceria derrota se permanecesse à sombra do Altíssimo, pois Alguém mais poderoso do que os anjos lutaria ao lado deles em todas as batalhas”, comenta Ellen White (CBASD, v.2, p.1102).
• Toda estratégia divina era evangelística.
• Deus quer salvar pecadores!
Colaboremos com Ele: Vamos evangelizar! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 17 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/17
Josué 17 continua a descrição da divisão da terra de Canaã entre todas as tribos de Israel. Este capítulo se concentra no território atribuído à tribo de Manassés, localizado nas montanhas da Palestina, a meio caminho entre o Mar Morto, ao sul, e o Mar da Galiléia, ao norte. O que é de particular interesse neste capítulo é a atribuição de terras às filhas de Zelofeade (17: 3-6). A história refere-se a Números 27:1-7, onde as filhas, que perderam o pai no deserto, pedem a Moisés que lhes atribua também um pedaço de terra quando a conquista de Canaã fosse concluída.
Sendo uma sociedade patriarcal, a distribuição de terras e a herança eram concedidas apenas de pai para filho. O que você faria neste sistema se um pai morresse tendo apenas cinco filhas? Geralmente, essas filhas se tornariam dependentes da boa vontade de um tio que cuidaria delas. Mas neste caso as filhas são proativas e imploram a Moisés por sua própria herança em favor de seu pai. Quando Moisés concorda com o pedido delas, é quebrado um forte costume social patriarcal. Sem perceber, Moisés coloca em prática um processo de herança que a maioria das sociedades segue ainda hoje (leia sobre isso em Nm 27:8-11).
Somos gratos pela iniciativa e coragem dessas cinco filhas que expressaram seu pedido. Se eles não tivessem feito isso, quem sabe como as leis da herança funcionariam hoje?
Denis Fortin
Universidade Andrews
Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/17
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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926 palavras
1 Também caiu a sorte. Jacó preferira Efraim a Manassés (Gn 48:17-20), embora este fosse o primogênito. Nesta ocasião, Efraim foi honrado ao receber primeiro a descrição de sua herança. No entanto, Manassés era o primogênito e devia receber a “dobrada porção”(Dt 21:17) que lhe correspondia. Este capítulo trata principalmente do território destinado a Manassés a oeste do Jordão, mas se refere também à porção que a tribo tinha recebido a leste do rio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 261.
Basã. Moisés e Josué reconheceram a habilidade dessa família [de Maquir, primogênito de Manassés] na guerra e sentiram o desejo de confiar a ela a defesa … de Basã, que fazia fronteira ao território de Israel. CBASD, vol. 2, p. 261.
2 Os mais filhos. baseando-se numa comparação com 1 Crônicas 7:14-19, parece mais razoável que estes seis nomes correspondam a famílias importantes, não necessariamente a seis irmãos. CBASD, vol. 2, p. 261.
3 Zelofeade. Héfer, um dos seis filhos de Gileade [um dos filhos de Manassés] … teve um filho, Zelofeade, que morreu no deserto sem gerar filhos. No entanto, teve cinco filhas (Nm 26:33, 34; 27:1-5). Essas jovens precisaram defender a própria causa perante Moisés, a fim de receber a herança e preservar o nome do pai. A decisão pronunciada por Moisés sob orientação divina era de que as mulheres deviam herdar a parte do pai, com a condição de que se casassem com homens da própria tribo, para manter a propriedade em posse da mesma. As irmãs se casaram com primos, cumprindo assim a ordem (Nm 27:6-11; 36:10-12). Este episódio demonstrou mais respeito pelos direitos das mulheres do que o comum naquela época. Estabeleceu o princípio de que a mulher não era mera propriedade, sem direitos próprios. Onde quer que os princípios do Deus verdadeiro são estabelecidos, a mulher é dignificada. CBASD, vol. 2, p. 262.
7 Desde Ser até Micmetate. A fronteira sul de Manassés, que fazia limite com Efraim, é descrita primeiramente. CBASD, vol. 2, p. 262.
9 Ao sul do ribeiro. A palavra usar para “ribeiro” aqui é a que significa “torrente de inverno”. … É provável que se trate do ribeiro que desemboca no Mediterrâneo, ao norte de Jope. CBASD, vol. 2, p. 262.
11 Bete-Seã. Literalmente, “casa de descanso”. Foi uma cidade da tribo de Issacar destinada a Manassés. Ficava num lugar estratégico, na conjunção de dois vales importantes para Israel: o profundo vale do Jordão e o de Jezreel. É possível que, uma vez que Manassés era uma tribo guerreira e hábil defensora de Israel, tenha sido considerado sábio permitir que os membros dessa tribo ocupassem a fortaleza e residissem nela. Nos tempos do NT, Bete-Seã era uma das maiores cidades de Decápolis, chamada de Citópolis. Para os árabes modernos, é conhecida como Tell el Hutsn, perto da moderna Beisan (Bete-Seã), que perpetua o antigo nome. CBASD, vol. 2, p. 262, 263.
En-Dor. Esta cidade ficava ao norte do monte Moré, seis quilômetros ao sul do monte Tabor e pouco mais de dez quilômetros a sudeste de Nazaré. A médium a quem Saul recorreu em desespero morava em En-Dor (1Sm 28). CBASD, vol. 2, p. 263.
13 Sujeitaram. A LXX diz: “tornaram-nos obedientes”. É provável que a cobiça os tenha levado a fazer tal concessão. Por dinheiro e poder se faz de tudo para aplacar a consciência. No entanto, dinheiro sem retidão não é capaz de enriquecer uma causa justa. Muitas pessoas serão condenadas ao juízo porque amaram mais as riquezas que a Deus. O Senhor deseja pessoas de fé e coragem que não se vendam nem se comprem, seja com dinheiro, poder ou honras. CBASD, vol. 2, p. 263.
14 Uma sorte apenas. Um espírito egoísta e cobiçoso sempre esquece o quanto já recebeu. CBASD, vol. 2, p. 263.
Tão grande povo. Muitas pessoas reproduzem hoje a atitude dos filhos de José. Aqueles que tem uma opinião exaltada de si mesmos costumam pensar que sua grandeza deveria ser reconhecida por Deus e pelos homens; quando isso não acontece, creem que há algo de errado com o Senhor ou com as pessoas. No caso em questão, já que os descendentes de José eram um povo grande devido às bênçãos de Deus, deviam ter continuado a buscá-Lo em prol da continuidade das bênçãos, em vez de fazer um pedido injusto para quer Josué lhes desse uma porção maior. Sempre existe o perigo de que os abençoados por Deus atribuam a bênçãos a algum mérito próprio. Essa pode ser a razão para não receberem outros benefícios celestiais. Tendem a interpretar de modo errôneo esses favores e, embora com os lábios deem o crédito a Deus, em seu coração louvam a si mesmos. CBASD, vol. 2, p. 264.
15 Se és grande. Josué era sábio demais para questionar a presunção de efraimitas e manassitas. Na verdade, disse o seguinte a eles: “Se vocês são um povo tão grande graças às bênçãos de Deus, então Ele continuará a abençoá-los na conquista da terra. Vocês são bem capazes de cuidar de si mesmos. Dirijam-se para as vastas floresta da palestina central e tomem posse delas.” Fica claro, com base nessas declarações, que uma boa parte da Palestina central correspondia, naquela época, a uma vasta floresta com escassa população. CBASD, vol. 2, p. 264.
18 Expulsarás. Esta foi a ordem final para as tribos covardes. Ordem semelhante é dada aos que abrigam pecados acariciados. Nem um mal sequer deve ser tolerado. todo vício corruptor deve ser expulso do coração. Qualquer vestígio de tolerância ou transigência trará ruína certa. Com frequência, encaram-se os pecados assim como Israel viu os carros de ferro, os quais parecem impossíveis de se vencer. Então, tranquiliza-se a consciência, fazendo os pecados “pagarem tributo” e permitindo que permaneçam. O resultado final é derrota certa. O medo e a falta de fé e coragem são aliados de Satanás; mas a ordem de Deus ressoa por todas as eras: “expulsarás”(ver também com. de Josué 16:10). CBASD, vol. 2, p. 264, 265.