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“Esforçai-vos, pois muito para guardardes e cumprirdes tudo quanto está escrito no Livro da Lei de Moisés, para que dela não vos aparteis, nem para a direita nem para a esquerda” (v.6).
Sendo “já velho e entrado em dias” (v.1), Josué cuidou de deixar para Israel as suas últimas instruções. Chamando “a todo o Israel” (v.2) e seus líderes, num verdadeiro ajuntamento solene, o líder de Israel relembrou as bênçãos do Senhor e Sua fidelidade em lhes dar a terra da promessa, e exprimiu a sua preocupação de que o povo permanecesse fiel ao seu chamado como nação eleita, se esforçando por guardar e cumprir a Palavra do Senhor. Deus chamou os filhos de Israel para serem um povo santo (Lv.11:45). E a obediência à Palavra de Deus os guardaria de se misturarem com as nações de Canaã que haviam restado entre eles (v.7), livrando-os da apostasia e da falsa adoração.
O esforço e o empenho de Israel deveriam estar centrados no maior dos mandamentos: “para amardes o Senhor, vosso Deus” (v.11). A experiência pessoal com Deus promove confiança e segurança no cuidado divino. O exame sincero, cuidadoso e humilde da Palavra de Deus transforma o coração e nos habilita a viver uma vida santa diante de Deus. O esforço, no entanto, não deve ser uma piedade forçada, adquirida pela ineficiência humana, mas sim a entrega voluntária de um “coração compungido e contrito” diante de Deus (Sl.51:17). Josué sabia que a santificação provém da Palavra de Deus, mediante a rendição e o reconhecimento das bênçãos do Senhor. Por isso, a todo momento ele deixava bem claro diante de seus liderados que a conquista da terra prometida só foi possível mediante o poder de Deus.
Apegar-se a Deus (v.8), amados, exige de nós uma escolha diária. Como nos apegamos, por exemplo, ao nosso cônjuge, Deus deseja estabelecer e fortalecer a nossa relação diária com Ele. O povo foi convocado a confiar em Deus e a permanecer numa jornada de intimidade com Ele, pois essa seria a sua segurança contra as ciladas das nações inimigas. Josué colocou perante o povo a mesma decisão que Moisés lhes havia declarado: “Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal” (Dt.30:15). A bênção e a maldição foram claramente expostas a Israel, e ambas exigiam uma decisão pessoal e intransferível. Da mesma forma, as Escrituras nos revelam claramente a bênção e a maldição, a vida e a morte, o bem e o mal. E, entre essas forças cósmicas conflitantes, está a nossa liberdade de escolha. A quem seguiremos? A quem escolheremos servir?
A estas perguntas, veremos amanhã, na resposta de Josué, o caminho da vida. Estamos, hoje, amados, na realidade de um mundo semelhante aos dias de Noé e aos dias de Ló (Lc.17:26-29): um mundo tomado pela apostasia e pela violência, pelo egoísmo e pela promiscuidade. Uma Babilônia espiritual que tem afligido o povo de Deus, um povo que permanece firme pela verdade. Como Daniel e seus amigos resolveram firmemente não se contaminar com as iguarias e com o vinho do rei de Babilônia (Dn.1:8), nós somos chamados a guardar a mesma perseverança: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). “São estes os que não se macularam com mulheres, porque são castos. São eles os seguidores do Cordeiro por onde quer que vá. São os que foram redimidos dentre os homens, primícias para Deus e para o Cordeiro; e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula” (Ap.14:4-5).
“Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, amando o Senhor, teu Deus, dando ouvidos à Sua voz e apegando-te a Ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade; para que habites na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó” (Dt.30:19-20). “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl.3:29).
Santo Deus, aqui estamos mais uma vez, mais um dia, para receber do Céu as bênçãos da comunhão Contigo através da Tua Palavra. Mantém, por Teu Espírito, os nossos olhos nas Escrituras, o nosso coração no Teu altar, a nossa vida em Tuas mãos, para que possamos seguir o Cordeiro por onde quer que vá e permanecer incontaminados do mundo. E volta logo, Senhor! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis ao Senhor!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 23 – Deus é sensacional! Neste livro inspirado, Ele revela que Seu interesse em que Seu povo apossasse de Canaã era, conforme destaca John MacArthur, para:
• Cumprir a Sua promessa (Gênesis 12:7).
• Preparar o cenário para desenvolvimentos posteriores no plano de Seu reino (Gênesis 17:8; 49:8-12); como, por exemplo, posicionar Israel para os acontecimentos nos períodos dos reis e dos profetas.
• Punir nações que eram uma afronta a Deus por causa de sua extrema pecaminosidade (Levítico 18:25).
• Servir de testemunho a outras nações (Josué 2:9-11) na medida em que a aliança do coração de Deus alcançasse todos os povos (Gênesis 12:1-3).
Os alertas expostos em Josué 23 pelo idoso Josué aos líderes, revelam os perigos de desviar-se dos propósitos de Deus. Se o povo não avançasse nas conquistas, se permitisse que os pagãos os influenciassem, e se criasse vínculos com eles… os planos de Deus ficariam seriamente comprometidos; e, os pagãos seriam “armadilhas, ciladas, flagelos e espinhos, que levariam os israelitas a finalmente perderem a Terra Prometida (vs. 13, 15-16)”, declara MacArthur.
A perversão e corrupção possuem fortes poderes corrosivos na sociedade. Os alertas foram essenciais naquele contexto; e, certamente são mais importantes atualmente devido à força das mídias e redes sociais.
O erro atrai. O pecado é interessante. A imoralidade é sedutora. As iscas do diabo são eficazes. Devemos atentar continuamente aos alertas bíblicos para não dar ouvidos às ofertas do diabo.
• Novos líderes precisam atender às orientações dos mais experientes para então advertir aos liderados quanto aos perigos da sociedade corrompida (Josué 23:1-3).
• É preciso ser radical na rejeição de espiritualidades espúrias para apegar-se exclusivamente ao Deus verdadeiro (Josué 23:6-8, 12-13).
• É necessário dedicar-se com zelo a amar ao Deus que ama e provê tudo a Seus filhos. Sem vivência de íntimo amor com Deus haverá decadência da verdadeira religiosidade, que resultará em catastróficas calamidades (Josué 23:9-11, 14-16).
Não é possível envolver-se com cultura pagã sem correr riscos de ser terrivelmente afetado por ela. Deus sabia disso, nós pensamos ilusoriamente que sabemos filtrar o que é certo do errado.
O secularismo, o materialismo e a falsa espiritualidade têm exercido poderosamente sua força para afastar pessoas de Deus.
Precisamos tomar cuidado! O poder da má influência não pode ser subestimado. Deus avisa! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 22 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 22 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/22
Quando as tribos de Rúben, Gade e metade da tribo de Manassés, retornaram para casa após a conquista de Canaã, eles pensaram: “Nós vamos nos estabelecer ali, do outro lado do rio Jordão, sozinhos, separados de nossos irmãos das outras tribos. E se eles disserem aos nossos filhos no futuro que eles não pertencem a Israel e não têm parte no Senhor?” Por essa razão, as tribos estabelecidas a leste do Jordão decidiram erguer um altar junto ao rio Jordão, para mostrar que eles faziam parte de um só povo.
Quando as outras tribos ouviram falar deste altar, reuniram um exército para ir à guerra contra a tribo de Manassés. “Como vocês puderam se afastar do Senhor, nosso Deus, tão rapidamente, erigindo um outro altar?”, eles perguntaram. Chocados porque suas boas intenções haviam sido tão mal interpretadas, os líderes responderam: “Que Deus nos impeça de nos rebelarmos contra Ele! Não, esse altar não é para oferecer sacrifícios além daqueles no Santuário, mas simplesmente como um testemunho de que vocês são nossos irmãos e que nós seremos fiéis a Deus.”
Assim como os israelitas, nós, também, temos de dar satisfações do que fazemos uns aos outros. Mas devemos ter muito cuidado para não chegarmos a conclusões apressadas sobre as ações de outras pessoas e para não fazermos acusações infundadas a respeito de nossos irmãos e irmãs.
Brent Wilson
Criador de sites
Cochrane, Alberta, Canadá
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/22
Tradução: Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1215 palavras
22:1-24:33 Nos últimos três capítulos do livro, o idoso general de Israel faz três discursos de despedida. O cap. 22 nos faz voltar ao momento em que Josué se dirige às duas tribos e meia, como havia feito no início do livro (1:12-18) e de novo no fim da primeira metade (12:1-6). O discurso registrado no cap. 23 não é, como no capítulo anterior, uma mera despedida àqueles que voltavam para suas heranças; consistia nas últimas palavras do idoso capitão, que passava a tocha para a nova geração de líderes … No cap. 24, Josué reúne todo o Israel em Siquém, antes de sua morte, para uma cerimônia final de renovação da aliança. Biblia de Estudo Andrews.
22:1-43 As duas tribos e meia a leste do Jordão, fiéis na batalhas, agora são elogiadas por Josué e mandadas para casa. Mas seu “altar de testemunho” (cf v. 26, 27, 34) foi compreendido erroneamente, e foi a custo que se evitou uma ação disciplinar contra eles. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 durante longo tempo. Seis ou sete anos foram empregados para dominar a terra. … É digno de nota que, durante todos os longos anos da conquista, nenhuma queixa é registrada, com exceção do pedido da tribo de José (Js 17). Essa atitude contrasta com a contínua murmuração durante os 40 anos de peregrinação no deserto. Enquanto os israelitas estiveram envolvidos em conquistas, sucesso e atividades, [eles] permaneceram contentes. O mesmo ocorre hoje: quando a igreja está ativa e realiza um programa que gera progresso, com a participação de todos os membros, costuma haver clara ausência de críticas, queixas e murmurações. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 290.
5 Aqui Josué reapresentou a mensagem central que Moisés deu ao povo em Deuteronômio: a obediência deve ser baseada no amor por Deus. … Josué os lembrou de sua responsabilidade espiritual. Por vezes pensamos tanto sobre o que devemos fazer que esquecemos quem devemos ser. Se sabemos que somos filhos de Deus, nós O amaremos e alegremente O serviremos. Não devemos deixar que nossas atividades diárias nos afastem de nosso amor por Deus. Life Application Study Bible Kingsway.
Ele [Josué] faz questão de lembrar-lhes que a manutenção de suas terras vai depender inteiramente de sua obediência. Isso explica a curta e transitória existência das tribos transjordânicas. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
8 reparti com vossos irmãos o despojo dos vossos inimigos. Moisés tinha também percebido a necessidade de repartir com equidade os despojos da guerra (Nm 31.25-27). Bíblia de Estudo NVI Vida.
10-34 A verdadeira fronteira não era o rio, mas sim a serra de montanhas, além de Gileade, que separava a herança das duas tribos e meia do deserto. Bíblia Shedd.
10 edificaram um altar. Um outro altar com o propósito de sacrificar animais teria sido contra o mandamento de Deus (Dt 12.14). Bíblia Shedd.
A lei requeria ações disciplinares contra a apostasia (Dt 13.12-18). Bíblia de Genebra.
O motivo que inspirou isso foi o desejo de cimentar a união entre eles e as outras tribos. Mas esse objetivo teria sido melhor alcançado se eles tivessem obedecido à ordem divina de se reunirem com eles anualmente. Não é por meio de símbolos externos que podemos conseguir unidade, mas por comunhão e afinidade espiritual. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
11 Quando os outros israelitas souberam (NVI). A preocupação com a apostasia levou a conclusões apressadas. Pensavam que o altar tivesse sido levantado como rival do altar verdadeiro em Siló. Bíblia de Estudo NVI Vida.
13 Finéias. A ação dele em Peor (v. 17; Nm 25.7-8), adiciona solenidade ao fato de ter sido escolhido para essa missão. Bíblia de Genebra.
17 a iniquidade de Peor. Os representantes tinham medo que Deus castigasse a Israel por causa do novo altar. Falaram acerca da praga causada pelo pecado de prostituição e idolatria de Israel em Moabe (Nm 25.1-9). Bíblia Shedd.
Essa foi uma ocasião de grande apostasia, antes do povo de Israel entrar na Terra Prometida (Nm 25; Js 2.1, nota). Bíblia de Genebra.
não estamos purificados. Uma purificação interior também está subentendida aqui. Os israelitas ainda não estavam libertos da tendência que demonstraram ter em Peor. Bíblia de Genebra.
19 Se a terra da vossa herança é imunda. Todas as terras não santificadas pela presença do Senhor eram consideradas imundas. Ao modo de ver dos representantes, aquela rebelião tinha afastado Deus da terra. Assim, seria melhor que aquela minoria passasse para o outro lado do Jordão a fim de gozar da Sua presença. Bíblia Shedd.
O espírito de amor operou de maneira tão profunda no coração de Fineias e seus homens que eles até propuseram partilhar com os outros as terras da Canaã ocidental, o que era melhor do que se distanciarem eles da lei de Deus. … Antes de adotarmos medidas mais severas, seja como indivíduos ou como nação, tentemos sempre reconquistar nosso irmão com “espírito de brandura”. Consideremos um lucro maior ganhar um irmão do que derrotá-lo. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
terra que pertence ao SENHOR. A terra prometida, propriamente dita, nunca tinha incluído o território da Transjordânia. Canaã era a terra que o Senhor reivindicava especialmente como sua e que prometera aos descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó. Bíblia de Estudo NVI Vida.
22 O Poderoso, o Deus, o SENHOR. Três nomes de Deus são usados: El, o Poderoso; Elohim, o Majestoso; e Jeová [na verdade, YHWH], o Senhor que se revelara a Moisés. Bíblia Shedd.
A repetição dos nomes sagrados empresta uma qualidade de juramento a essa forte negação de ter havido qualquer delito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
29 o altar do SENHOR. O altar oficial de Israel, naquela época, ficava em Silo (18.1). Bíblia Shedd.
30 deram-se por satisfeitos. Literalmente, “foi bom a seus olhos”. Seus irmãos haviam empreendido aquela missão para glória de Deus, não para a sua própria. Agora que a culpa fora retirada, ainda que as outras tribos houvessem se equivocado, ficaram satisfeitas. Deus é o verdadeiro elo de fraternidade. Quando se é irmão de verdade, a dor e a vergonha do irmão será nossa também, e o restabelecimento da inocência daquele que era suspeito de culpa proporcionará sincera gratidão. … Às vezes, os cristãos se orgulham tanto das próprias opiniões que desejam mais a vitória sobre um suposto antagonista do que a vindicação da justiça. Os que vivem junto do Senhor estão prontos a admitir seu erro e se interessam mais pela verdade do que por convencer outros de que estão certos. CBASD, vol. 2, p. 294.
34 chamaram o altar de Testemunho. O nome do altar mostrava que este era, realmente, um monumento ao único Deus. “O SENHOR é Deus” é uma expressão que significa que Jeová é o único Deus verdadeiro. Bíblia Shedd.
O altar testificava (v. 27) da realidade única que unia o povo inteiro de Israel. Bíblia de Genebra.
Há conceitos e ensinamentos importantes nos incidentes registrados neste capítulo. Primeiro: até mesmo as melhores intenções são, com frequência, mal interpretadas e podem dar lugar a suspeitas. Portanto, em tudo que for possível, deve-se evitar qualquer aparência do mal. Segundo: é é muito melhor ser zelosos pelos irmãos, com zelo piedoso, do que ser indiferentes quanto a sua salvação, ainda que o temor seja equivocado. Terceiro: ainda que se esteja sendo falsamente acusado, é bom ouvir a acusação com calma e, em seguida, com espírito de humildade, fazer cuidadosa defesa. Quem está certo sempre pode se permitir ser calmo e atencioso. CBASD, vol. 2, p. 295.
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“Assim, Josué os abençoou e os despediu; e eles se foram para as suas tendas” (v.6).
A fidelidade das duas tribos e meia que habitariam “dalém do Jordão” (v.4) foi reconhecida por Josué que, diante do repouso da guerra, não viu mais razão para mantê-los longe de casa, despedindo-os com uma bênção especial e com os despojos dos inimigos. Mas ele não os despediu sem, antes, admoestá-los quanto ao zelo em permanecerem observando a Palavra do Senhor: “Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, vos ordenou: que ameis o Senhor, vosso Deus, andeis em todos os Seus caminhos, guardeis os Seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (v.5). E assim, eles retornaram “à terra da sua possessão, de que foram feitos possuidores, segundo o mandado do Senhor, por intermédio de Moisés” (v.9).
Ao chegarem lá, a primeira atitude daquelas tribos foi construir um altar, “um altar junto ao Jordão, altar grande e vistoso” (v.10), de forma que foi facilmente visto pelas tribos que estavam além do Jordão. Aquele monumento desconhecido foi interpretado pelos filhos de Israel como um ato contra Deus, de modo que “ajuntou-se toda a congregação dos filhos de Israel em Siló, para saírem à peleja contra eles” (v.12). Antes, porém, enviaram “Fineias, filho de Eleazar, o sacerdote, e dez príncipes com ele, de cada casa paterna um príncipe de todas as tribos de Israel” (v.13, 14), para inquiri-los acerca daquele altar. As palavras dos líderes de Israel às duas tribos e meia revelam um caráter acusatório que os líderes dos filhos de Rúben, de Gade e da meia tribo de Manassés trataram logo de erradicar.
Mas o temor dos filhos de Israel não deixava de ser legítimo. Afinal de contas, foi pela infidelidade e incredulidade dos seus pais que estes vaguearam quarenta anos no deserto até que morressem. Foi pela infidelidade de Acã que a ira de Deus se acendeu sobre todo o povo. “Pois aquele homem não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20). Ó, amados, isso é tão sério! Se todos tivéssemos o temor que tiveram os filhos de Israel naquele episódio, quanta desgraça seria evitada! A nossa influência pode ser uma bênção ou uma maldição na vida de outros, a depender das nossas escolhas. Mas louvado seja Deus porque aquele altar não era um lugar de adoração, mas de testemunho! Entre as duas tribos e meia e as demais tribos estava o Jordão, e a preocupação dos rubenitas, dos gaditas e dos manassitas foi que, em algum momento, as demais tribos dissessem a seus filhos: “Que tendes vós com o Senhor, Deus de Israel? […] não tendes parte no Senhor” (v.25). Portanto, “chamaram o altar de Testemunho, porque disseram: É um testemunho entre nós de que o Senhor é Deus” (v.34).
Quem dera todos erguessem o altar do Senhor em seu lar! Quem dera toda igreja fosse um altar de testemunho para o mundo! Que cada cristão fosse uma testemunha do Senhor impossível de não ser notada! A preocupação dos construtores daquele monumento era de que as futuras gerações não fossem privadas de adorar ao Senhor e nem excluídas do povo de Deus. Que o Jordão não fosse uma barreira, mas um caminho seguro em direção à verdadeira adoração. E que seus filhos não fossem impedidos de adorar o verdadeiro Deus. Não deve ser esta também a nossa preocupação? Deste lado do “Jordão” corremos o risco de perdermos de vista o que está além do rio. Certamente, a preocupação daqueles pais de Israel não era somente com a reação de seus irmãos, mas em que seus filhos nunca esquecessem a quem pertenciam.
Como pais e educadores, temos uma sagrada obra em mãos. E não pense que, por não ter filhos, você está excluído desta responsabilidade. Todos nós, de alguma forma, estamos contribuindo para fortalecer ou enfraquecer a fé de alguém. Somos todos testemunhas a favor ou contra o Senhor. Aquele altar de pedras um dia foi derrubado, mas seu objetivo foi cumprido na vida de muitos. Da mesma forma, muitos filhos de Deus podem até ter encerrado sua vida nesta terra, mas seu testemunho continuará produzindo efeitos em muitos corações. O bom testemunho pessoal é a rede social grande e vistosa, a mais curtida por Deus, e cujo compartilhamento tem um alcance que só o Céu vai revelar. E como Acã “não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20), o falso testemunho também produz terríveis resultados.
Que o Espírito Santo faça da nossa vida um testemunho fiel “de que o Senhor é Deus” (v.34) e, oremos, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts.1:11-12).
Nosso Pai amado, não fomos chamados para sermos altares de adoração, mas altares de testemunho, indicando o caminho para a verdadeira adoração a Ti. Jesus disse que o amor uns para com os outros será o que nos identificará como Suas testemunhas. Ó, Espírito Santo, derrama o amor divino em nosso coração! Como o povo era direcionado ao tabernáculo para Te adorar, nós nos voltamos ao Teu santuário celeste, crendo que é dali que o nosso Senhor Jesus Cristo realiza a Sua maravilhosa obra de intercessão. Concede-nos sermos habitação do Teu Espírito para que nossos filhos Te conheçam! E volta logo, “o Poderoso, o Deus, o Senhor” (v.22)! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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JOSUÉ 22 – Josué é incrível! “O cânon sagrado apresenta aqui um livro de história e de arte histórica do qual nossa geração, prolífica em escrever sobre a história, porém deficiente em sentimentos e percepção histórica, necessita urgentemente”, observa Paulus Cassel.
Josué faz parte dos livros teocráticos, um período histórico de alto nível teológico. “Assim como a democracia (gr. ‘governo do povo’) deve ser o poder exercido pelo povo, a teocracia deve ser o poder exercido diretamente por Deus. Esse era o sistema de governo no antigo Israel, do tempo de Josué até Saul (1405-1043 a.C.). São três os livros que compõem a era teocrática: Josué, Juízes e Rute”, comenta William MacDonald.
Teologicamente, o livro histórico de Josué é para o Antigo Testamento o que o livro histórico de Atos dos Apóstolos é para o Novo Testamento. A teologia histórica é essencial para obter ideia de como Deus atua em nossa história.
As tensões existentes entre as tribos equivalem às tensões da igreja primitiva. Assim como foi necessário uma reunião para resolver um mal-entendido entre as tribos de Israel em Josué 22, foi necessário o primeiro concílio eclesiástico para resolver um mal-entendido em relação aos proclamadores do evangelho aos gentios (Atos 15). Ambas as reuniões da liderança, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, resultaram em solução, chegaram numa conciliação.
O Deus que conduzia a história de Israel é o mesmo que conduz a história de Sua igreja. Estas histórias ensinam como lidar com disputas do povo de Deus:
• Alguém precisa tomar atitude e investigar o que realmente está acontecendo a fim de tentar uma solução correta.
• É preciso ouvir ambos os lados e tentar entender as motivações das tensões dos envolvidos.
• O lado zeloso das coisas certas não deve ser inflexível, acusador e condenador de seus irmãos; isso significa ser extremista com atitudes baseadas em pressuposição, sem qualquer fundamento.
• Os que são falsamente acusados devem evitar a recriminação empregando palavras suaves e conciliatórias.
Severidade com o próximo não resolve problemas; ao contrário, promove guerras desnecessárias. Por mais lógico que pareça uma opinião, agir sem fundamento aproxima-se da loucura! Tais pessoas pode ter zelo por Deus, porém, sem entendimento (Romanos 10:2).
Deus quer pessoas pacíficas e sábias; dispostas a resolver, não a criar problemas! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: JOSUÉ 21 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/21
Quer alguém goste de história ou a ache enfadonha, é difícil escapar do fato de que a história é essencial para nos ajudar a dar sentido ao presente. De certa forma, quando estudamos o passado, estamos aprendendo sobre o futuro. Escrevendo sobre o trabalho de Deus no curso do adventismo, Ellen White eloquentemente declarou: “Não temos nada a temer pelo futuro, a não ser que esqueçamos o modo como o Senhor nos conduziu e Seus ensinamentos em nossa história passada” (Testemunhos Para Ministros, 31).
Assim como Deus foi fiel em cumprir Suas promessas quando os israelitas tomaram posse da terra de Canaã, podemos confiar que Ele será fiel em cumprir Suas promessas para nós. Ao considerar a fidelidade de Deus ao Seu povo no passado, reserve algum tempo para refletir sobre Suas promessas a respeito do céu e da nova terra no futuro. Que você encontre beleza, conforto e esperança em passagens bíblicas como as seguintes: João 14:1-4, Colossenses 3:1-6, 1 Tessalonicenses 4:13-18 e Apocalipse 21-22. Que possamos permitir que a fidelidade de Deus no passado aumente a nossa esperança adventista, à medida que o dia de Seu retorno se aproxima cada vez mais!
Brent Wilson
Criador de sites
Cochrane, Alberta, Canadá
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/21
Tradução: Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1239 palavras
1 levitas. Esta tribo esperou todas as outras receberem sua porção para tomar posse de sua herança. A demora até a divisão total da terra era necessária a fim de que os levitas fossem espalhados em todo o Israel e recebessem cidades das diversas tribos. Seu pedido não era arbitrário, pois o Deus de Israel havia ordenado que se fizesse boa provisão para os levitas (Nm 35:1, 2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 284.
2 Os levitas deveriam ministrar perante Deus em benefício de todo o povo, então lhes foram concedidas cidades espalhadas pela terra. Apesar de Jerusalém ficar a distância considerável das casas de muitos israelitas, quase ninguém vivia a mais do que um dia de viagem de uma cidade levítica. Life Application Study Bible Kingsway.
3 levitas… sua herança. Os levitas não receberam terras (13.33) mas somente cidades em que podiam habitar. Dependiam dos dízimos e ofertas do povo para seu sustento, e sofriam quando o povo se descuidava da vida espiritual (Ml 1.6-10; 3.8, 9). Bíblia Shedd.
Ao que tudo indica, a petição dos levitas foi concedida com alegria. … Pelas cidades que foram dadas, parece que boa parte delas estava entre as melhores da terra. Nesse processo de distribuição, o povo levou em conta o plano de Deus de que os levitas fossem espalhados em todas as partes da terra de Israel. Desse modo, estariam no meio do povo para instruí-los nos caminhos do Senhor, tanto por palavra, como por exemplo. Formariam, assim, uma barreira contra a idolatria. … Com base na instrução dada em Levítico 25:32 a 34 e também no registro da história bíblica, fica claro que estas cidades não foram habitadas exclusivamente por levitas [Note que Hebrom foi concedida tanto para Calebe, Js 14:6-15, como para os levitas, Js 21:11,12]. Tendo em conta o propósito de sua distribuição, dificilmente este seria o plano divino. Deus queria que os levitas estivessem no meio de Israel, não isolados do povo que tinham de instruir e guiar. Portanto, as cidades dos levitas também foram habitadas por israelitas de outras tribos. … É provável que os levitas tenham recebido apenas o direito de ter a quantidade necessária de casas para viver nessas cidades. Se vendiam, algo que pareciam ter liberdade de fazer (Lv 25:32-34), tinham o direito perpétuo de redimir a propriedade. As outras moradias eram ocupadas por pessoas da tribo à qual pertencia o território. Fora da cidade, ficava a área de pastagens para o gado, que se estendia até dois mil côvados [aprox. 900 m] além dos limites da cidade. Essa terra era para uso dos levitas, mas não podiam vendê-la. Deviam considerá-la propriedade permanente do Senhor. CBASD, vol. 2, p. 284, 285.
4 Caiu a sorte… coatitas. Os três filhos de Levi eram Coate, Gérson e Merari. Bíblia de Estudo NVI Vida.
É provável que, quando as 48 cidades foram designadas pelas diversas tribos, elas tenham sido divididas em quatro lotes. … Nesse caso, os coatitas foram considerados duas famílias: os coatitas da linhagem de Arão, que eram sacerdotes, e os outros, que não eram. CBASD, vol. 2, p. 285.
8 Deram… por sortes. A ideia transmitida é a de que o Senhor ordenara a Moisés que a distribuição das cidades fosse feita, lançando-se sortes. CBASD, vol. 2, p. 286.
9 de Judá e… Simeão. É interessante notar que, com exceção de Aim (v. 16), todas as cidades dos sacerdotes ficavam dentro do que posteriormente se tornou o reino de Judá (1Rs 12), cuja capital foi Jerusalém, a cidade escolhida pelo Senhor dentre todas as tribos de Israel para nela colocar Seu nome. Embora os levitas do norte tenham abandonado suas cidades e seus arredores quando ocorreu a rebelião de Jeroboão (2Cr 11:14), e se dirigido a Judá, foi uma grande vantagem o fato de a maioria dos sacerdotes já estar estabelecida ali. CBASD, vol. 2, p. 286.
11-12 [Como observado anteriormente no com. do v. 3, note que Hebrom foi concedida tanto para Calebe, Js 14:6-15, como para os levitas, Js 21:11,12.]
17 Gibeão. Ver nota em 9.3. Os gibeonitas tiveram que servir na Casa de Deus (9.23). Bíblia de Estudo NVI Vida. [Ver comentários em Js 9:3 e 23].
20 Coate. O segundo filho de Levi (Gn 46.11; Êx 6.16, 18) era o fundador da grande família dos coatitas que, além de servirem no tabernáculo (cf Nm 3.27-32; 4.6) e no templo, eram cantores dos cultos na casa do Senhor (1 Cr 6.31-38). Bíblia Shedd. [Permito-me (Jeferson) aqui, pensar que os cantores dos cultos, hoje, farão parte, futuramente, da família de Coate.]
25 Gate-Rimon. “Prensa das romãs”. É o nome de duas cidades, esta de Manassés e outra de Dã (19.45; 21.42; 1 Cr 6.69). Bíblia Shedd.
41 quarenta e oito cidades. Quando não estavam ocupados na tarefa de realizar as funções religiosas que lhes incumbiam, os levitas eram professores dos jovens, leitores, copistas e expositores da lei, analistas e cronistas que preservavam a memória de grandes acontecimentos e distintos personagens. Eles deviam trazer a religião para a vida cotidiana, ajudando-se entre si e também a seus vizinhos, a fim de que compreendessem o invisível e alcançassem o padrão de Deus. CBASD, vol. 2, p. 287.
43-45 Resumo final de como o Senhor tinha cumprido a promessa que fizera sob juramento para dar essas terras a Israel (v. Gn 15.18-21). A ocupação da terra ainda não estava completa (v. 23.4, 5; Jz 1 e 2), mas a campanha militar nacional chegara ao fim e Israel estava finalmente estabelecido na terra prometida. Não sobrou em Canaã nenhuma potência que pudesse ameaçar deslocá-lo dali. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Um país pode ser oficialmente derrotado e ocupado antes que cada porção do mesmo cesse de oferecer resistência. Bíblia de Genebra.
Deus provou ser fiel em cumprir todas as promessas que havia feito a Israel. O cumprimento de algumas promessas levou vários anos, “mas todas foram cumpridas”. Suas promessas serão cumpridas de acordo com o Seu cronograma, não o nosso, mas sabemos que a Sua palavra é certa. Quanto mais aprendemos sobre as promessas que Deus cumpriu e continua a cumprir, mais fácil é ter esperança nas que ainda estão por vir. Às vezes, ficamos impacientes, querendo que Deus aja de uma certa maneira agora. Em vez disso, devemos fazer fielmente o que sabemos que Ele quer que façamos e confiar nEle para o futuro. Life Application Study Bible Kingsway.
44 repouso em redor. O hebraico diz “descanso dos arredores”, isto é, das nações vizinhas. No entanto, Deus desejava dar-lhes mais do que o mero descanso físico da guerra. A ocupação de Canaã era o início do grande programa missionário que o Senhor planejava realizar por intermédio de Israel. Tal programa de ação só podia ser executado por pessoas representantes desse plano com o exemplo da própria vida. O autor de Hebreus se referiu à conquista desse objetivo espiritual na alma e á realização do objetivo missionário no mundo quando disse: “Ora, se Josué lhes houvesse dado descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia” (Hb 4:8). Quando Israel fracassou miseravelmente no cumprimento de seu elevado destino e não pôde entrar em seu “descanso”, Deus chamou a igreja cristã para cumprir o propósito original. Devemos, portanto temer, “que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado” (Hb 4:1). CBASD, vol. 2, p. 287.
Os versículos finais apresentam a situação do povo por ocasião da morte de Josué. No que dizia respeito às promessas de Deus, não tinha havido insucesso. Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.
45 No fim da vida, quando em nossa última parada dermos uma olhada para trás, veremos como é verdadeira a conclusão do versículo 45, e muito mais, mas infelizmente nós deixamos de utilizar plenamente as dádivas divinas! Comentário Bíblico Devocional Velho Testamento – F. B. Meyer.