Reavivados por Sua Palavra


Josué 22 — Rosana Barros by Ivan Barros
11 de novembro de 2025, 0:45
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“Assim, Josué os abençoou e os despediu; e eles se foram para as suas tendas” (v.6).

A fidelidade das duas tribos e meia que habitariam “dalém do Jordão” (v.4) foi reconhecida por Josué que, diante do repouso da guerra, não viu mais razão para mantê-los longe de casa, despedindo-os com uma bênção especial e com os despojos dos inimigos. Mas ele não os despediu sem, antes, admoestá-los quanto ao zelo em permanecerem observando a Palavra do Senhor: “Tende cuidado, porém, de guardar com diligência o mandamento e a lei que Moisés, servo do Senhor, vos ordenou: que ameis o Senhor, vosso Deus, andeis em todos os Seus caminhos, guardeis os Seus mandamentos, e vos achegueis a Ele, e o sirvais de todo o vosso coração e de toda a vossa alma” (v.5). E assim, eles retornaram “à terra da sua possessão, de que foram feitos possuidores, segundo o mandado do Senhor, por intermédio de Moisés” (v.9).

Ao chegarem lá, a primeira atitude daquelas tribos foi construir um altar, “um altar junto ao Jordão, altar grande e vistoso” (v.10), de forma que foi facilmente visto pelas tribos que estavam além do Jordão. Aquele monumento desconhecido foi interpretado pelos filhos de Israel como um ato contra Deus, de modo que “ajuntou-se toda a congregação dos filhos de Israel em Siló, para saírem à peleja contra eles” (v.12). Antes, porém, enviaram “Fineias, filho de Eleazar, o sacerdote, e dez príncipes com ele, de cada casa paterna um príncipe de todas as tribos de Israel” (v.13, 14), para inquiri-los acerca daquele altar. As palavras dos líderes de Israel às duas tribos e meia revelam um caráter acusatório que os líderes dos filhos de Rúben, de Gade e da meia tribo de Manassés trataram logo de erradicar.

Mas o temor dos filhos de Israel não deixava de ser legítimo. Afinal de contas, foi pela infidelidade e incredulidade dos seus pais que estes vaguearam quarenta anos no deserto até que morressem. Foi pela infidelidade de Acã que a ira de Deus se acendeu sobre todo o povo. “Pois aquele homem não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20). Ó, amados, isso é tão sério! Se todos tivéssemos o temor que tiveram os filhos de Israel naquele episódio, quanta desgraça seria evitada! A nossa influência pode ser uma bênção ou uma maldição na vida de outros, a depender das nossas escolhas. Mas louvado seja Deus porque aquele altar não era um lugar de adoração, mas de testemunho! Entre as duas tribos e meia e as demais tribos estava o Jordão, e a preocupação dos rubenitas, dos gaditas e dos manassitas foi que, em algum momento, as demais tribos dissessem a seus filhos: “Que tendes vós com o Senhor, Deus de Israel? […] não tendes parte no Senhor” (v.25). Portanto, “chamaram o altar de Testemunho, porque disseram: É um testemunho entre nós de que o Senhor é Deus” (v.34).

Quem dera todos erguessem o altar do Senhor em seu lar! Quem dera toda igreja fosse um altar de testemunho para o mundo! Que cada cristão fosse uma testemunha do Senhor impossível de não ser notada! A preocupação dos construtores daquele monumento era de que as futuras gerações não fossem privadas de adorar ao Senhor e nem excluídas do povo de Deus. Que o Jordão não fosse uma barreira, mas um caminho seguro em direção à verdadeira adoração. E que seus filhos não fossem impedidos de adorar o verdadeiro Deus. Não deve ser esta também a nossa preocupação? Deste lado do “Jordão” corremos o risco de perdermos de vista o que está além do rio. Certamente, a preocupação daqueles pais de Israel não era somente com a reação de seus irmãos, mas em que seus filhos nunca esquecessem a quem pertenciam.

Como pais e educadores, temos uma sagrada obra em mãos. E não pense que, por não ter filhos, você está excluído desta responsabilidade. Todos nós, de alguma forma, estamos contribuindo para fortalecer ou enfraquecer a fé de alguém. Somos todos testemunhas a favor ou contra o Senhor. Aquele altar de pedras um dia foi derrubado, mas seu objetivo foi cumprido na vida de muitos. Da mesma forma, muitos filhos de Deus podem até ter encerrado sua vida nesta terra, mas seu testemunho continuará produzindo efeitos em muitos corações. O bom testemunho pessoal é a rede social grande e vistosa, a mais curtida por Deus, e cujo compartilhamento tem um alcance que só o Céu vai revelar. E como Acã “não morreu sozinho na sua iniquidade” (v.20), o falso testemunho também produz terríveis resultados.

Que o Espírito Santo faça da nossa vida um testemunho fiel “de que o Senhor é Deus” (v.34) e, oremos, “para que o nosso Deus [nos] torne dignos da Sua vocação e cumpra com poder todo propósito de bondade e obra de fé, a fim de que o nome de nosso Senhor Jesus seja glorificado em [nós], e [nós], nEle, segundo a graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts.1:11-12).

Nosso Pai amado, não fomos chamados para sermos altares de adoração, mas altares de testemunho, indicando o caminho para a verdadeira adoração a Ti. Jesus disse que o amor uns para com os outros será o que nos identificará como Suas testemunhas. Ó, Espírito Santo, derrama o amor divino em nosso coração! Como o povo era direcionado ao tabernáculo para Te adorar, nós nos voltamos ao Teu santuário celeste, crendo que é dali que o nosso Senhor Jesus Cristo realiza a Sua maravilhosa obra de intercessão. Concede-nos sermos habitação do Teu Espírito para que nossos filhos Te conheçam! E volta logo, “o Poderoso, o Deus, o Senhor” (v.22)! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, testemunhas de Jesus!

Rosana Garcia Barros

#JOSUÉ22 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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