Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 8 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: APOCALIPSE 8 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 8 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



APOCALIPSE 8 by Luís Uehara
2 de abril de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/8

Apocalipse 8:1 encerra a série de sete selos do livro. Em seguida, no verso 2, João vê um grupo de sete anjos que se preparam para tocar sete trombetas. Antes que isso aconteça, o profeta é novamente levado a contemplar o santuário celestial, desta vez focalizando o altar de incenso. Para entender a descrição feita em Apocalipse 8:3-6 é necessário lembrar o que acontecia no ritual do santuário terrestre. Esta compreensão é que dá o tom para os eventos descritos pelo soar das sete trombetas entre os capítulos 8 e 9.

O fim das atividades diárias no santuário era anunciado pelo toque de trombetas. O cordeiro do sacrifício contínuo era colocado sobre a grelha, seu sangue aspergido à base do altar e o sacerdote designado se colocava diante do altar de ouro no lugar santo para oferecer incenso. No santuário celestial, após ter feito Seu sacrifício eterno em prol da nossa salvação (Hb 7:27), nosso Sumo-Sacerdote Jesus intercede por nós. Nossas orações sobem como incenso perante o trono (Ap 5:8).

Há um Deus vivo no céu atento para ouvir e responder às suas orações, pelos méritos de Cristo.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2025, 0:50
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993 palavras

1 Sétimo selo. Apocalipse 6 relata a abertura dos seis primeiros selos, de um total de sete. O cap. 7 é um parêntese, pois interrompe a abertura dos selos para mostrar que Deus tem um povo verdadeiro, que conseguiria resistir aos terrores retratados (ver com. de Ap 6:17). Então, a visão volta para a abertura dos selos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 871.

Silêncio. Uma vez que o sétimo selo será aberto após a segunda vinda, como indicado pelo fato de o texto de Apocalipse 6:12-17 ser uma descrição desse evento, sugerimos que o silêncio no Céu ocorrerá no contexto do juízo final e da conclusão do grande conflito. “Meia hora” refere-se aqui a um período relativamente curto de tempo. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 679.

2-6 Introdução às sete trombetas, que representam juízos sobre os ímpios em resposta às orações dos santos em 6:9, 10 (ver 9:4, 20, 21). Bíblia de Estudo Andrews.

2 Nos dias do AT, a trombeta servia para anunciar acontecimentos importantes e dar sinais em tempo de guerra. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI.

3, 4 O texto se baseia no serviço diário do santuário antigo, que ocorria no átrio e no lugar santo (Êx 29:38-42; 30:1-8).

incensário.  Braseiro usado para queimar incenso. Bíblia de Estudo Andrews.

6 Sete trombetas. A perspectiva favorecida pelos adventistas do sétimo dia é de que as trombetas retomam, em grande medida, o período da história cristã abrangido pelas sete igrejas (Ap 2-3) e pelos sete selos (Ap 6; 8:1), enfatizando os acontecimentos políticos e militares mais marcantes desse período. CBASD, vol. 7, p. 872.

7 Terra. O flagelo é visto como representativo da invasão do império romano pelos visigodos, sob a liderança de Alarico. Essa foi a primeira das incursões teutônicas ao império romano, as quais desempenharam um importante papel em sua queda final. A partir de 396 d.C., os visigodos dominaram a Trácia, Macedônia e Grécia, na parte oriental do império. Posteriormente, atravessaram os Alpes e saquearam a cidade de Roma, em 410 d.C. Também saquearam boa parte do território que hoje é a França até se estabelecerem na Espanha. CBASD, vol. 7, p. 872, 873.

Terça parte. É provável que signifique uma parte substancial, mas não a maioria. CBASD, vol. 7, p. 873.

8 Mar. A catástrofe anunciada pela segunda trombeta é vista como sendo as depredações dos vândalos. Expulsos de suas moradas na Trácia, por ataque dos hunos, da Ásia central, os vândalos migraram pela Gália (a atual França) e Espanha até a parte romana do norte da África, onde estabeleceram um reino em torno de Cartago. De lá, dominaram o Mediterrâneo ocidental, com uma frota de piratas que saqueavam as costas da Espanha, Itália e até mesmo a Grécia, e atacando navios romanos. O auge de suas depredações ocorreu em 455 d.C., quando pilharam a cidade de Roma por duas semanas. CBASD, vol. 7, p. 873.

10 caiu […] uma grande estrela. Esta declaração é interpretada como uma descrição da invasão e das pilhagens dos hunos, sob a liderança do rei Átila, durante o 5º século. Entrando na Europa, pela Ásia Central, por volta de 370 d.C., os hunos se estabeleceram primeiro no baixo Danúbio [na Romênia, na foz do rio Danúbio]. Três quartos de século depois se mudaram mais uma vez e, por um breve período, devastaram várias regiões do cambaleante império romano. Eles atravessaram o Reno, em 451 d.C., mas foram detidos por uma aliança de tropas romanas e germânicas, em Chalons, no norte da Gália. Após uma curta temporada de saques na Itália, Átila morreu em 453 d.C., e os hunos desapareceram da história. A despeito da breve duração de seu domínio, os hunos foram tão vorazes em suas destruições que o nome deles entrou para a história como sinônimo de extermínio e destruição da pior natureza. CBASD, vol. 7, p. 873.

11 Absinto. Do gr. apsinthos, uma erva bastante amarga, a Artemisia absinthium. Nesta passagem, as próprias águas se transformam em absinto.CBASD, vol. 7, p. 874.

Planta de sabor amargo, uma metáfora para a idolatria (Dt 29:17, 18). Pode significar a apostasia da igreja na Idade Média. Bíblia de Estudo Andrews.

12 Sol. Os corpos celestes são interpretados como representantes dos grandes luminares do governo romano ocidental: seus imperadores, senadores e cônsules. Com a morte do último imperador, em 476, começou a extinção de Roma ocidental […]. Posteriormente, o senado e o consulado também chegaram ao fim. CBASD, vol. 7, p. 874.

12, 13 A quarta trombeta pode descrever a condição do mundo no período pós-Idade Média. A Reforma do século 16 restaurou a Bíblia como regra de fé e ensino. No entanto, a vibrante geração de reformadores foi sucedida por uma escolástica protestante sem vida, caracterizada por polêmicas e controvérsias teológicas. A revolução intelectual europeia dos séculos 17 e 18 levou ao surgimento do racionalismo, do ceticismo, do humanismo e do liberalismo, que, por fim, deram origem ao secularismo. Apesar de seu impacto positivo na ciência, na política, na liberdade religiosa, nas artes e na educação, com sua orientação materialista e negação do sobrenatural, o secularismo gradualmente erodiu a fé cristã e roubou de milhões de pessoas a esperança de salvação. A cena da quarta trombeta descreve assim as terríveis consequências do escurecimento da fonte espiritual da verdadeira luz sob a influência predominante do secularismo. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 684.

13 Águia. Pode-se conceber a águia como um presságio de destruição (ver Mt 24:28; cf Dt 28:49; Os 8:1; Hc 1:8). CBASD, vol. 7, p. 874.

Na Bíblia, águia, ou abutre, é símbolo de juízos iminentes (Dt 28:49; Os 8:1). Isso nos lembra a fala de Jesus, de que, no contexto de Sua vinda escatológica, as águias (ou abutres) se ajuntarão sobre os vadáveres (Mt 24:28). O pior ainda está por vir sobre os habitantes da Terra. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 684.

Meio do céu. Isto é, no zênite, para que todos possam ouvir sua mensagem. CBASD, vol. 7, p. 874.

Ai! Ai! Ai! O ai é repetido três vezes por causa dos juízos que ainda sobreviriam com o toque das três trombetas restantes. CBASD, vol. 7, p. 874.

Dos que moram. Isto é, os ímpios. CBASD, vol. 7, p. 874

[Para uma visão complementar do estudo de Apocalipse 8 à luz do serviço do santuário no AT e outras interpretações quanto às trombetas entre os historicistas adventistas, veja Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 680 – 684.]



Apocalipse 8 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
2 de abril de 2025, 0:45
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O Céu ficou em silêncio diante da iminência do que estava para acontecer. A abertura do sétimo selo inaugura uma nova sequência de sete. João viu “sete anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas” (v.2). Veremos que as sete trombetas se assemelham às sete pragas, porém, o toque de trombeta na Bíblia representa Deus convidando o Seu povo para se reunir. No Antigo Testamento, a trombeta anunciava as assembleias solenes, as batalhas, além de preceder anúncios importantes (Nm.10:2-12; Jr.4:19-20). No Novo Testamento, tornou-se um símbolo do segundo advento de Cristo (1Co.15:52; 1Ts.4:16). As sete trombetas, portanto, não se referem às sete últimas pragas, mas às advertências de Deus para que o Seu povo reconheça que é chegado o tempo de que profetizou Joel: “Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene” (Jl.2:15).

Quando os anjos saíram do Santuário Celeste, “outro anjo […] ficou em pé junto ao altar, com um incensário de ouro […] com as orações de todos os santos” (v.3), representando o ministério de intercessão de Cristo e que Sua obra intercessora ainda não havia acabado. Como um prelúdio das sete últimas pragas, o sonido de cada trombeta não é um anúncio de destruição, mas um convite ao arrependimento. Através da história, o Senhor nos deixou revelados os Seus mistérios:

1ª trombeta: O juízo divino sobre Jerusalém, em 70 d.C., cumprindo-se o que o próprio Jesus profetizou ao contemplar Jerusalém: “Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mt.24:2). “Porque o Senhor dos Exércitos, que te plantou, pronunciou contra ti o mal, pela maldade que a casa de Israel e a casa de Judá para si mesmas fizeram” (Jr.11:17).

2ª trombeta: Montanha, na Bíblia, é símbolo de poder ou nação (Ez.35:2; Dn.2:35). Mar significa multidões, povos (Ap.17:15). Sangue significa guerra, morte. Portanto, trata-se de um povo numeroso sendo morto pela guerra. Isto ocorreu quando o Império Romano foi subjugado pelas dez tribos bárbaras, em 352 a 476 d.C.

3ª trombeta: Assim como vimos que as estrelas representam os sete anjos ou mensageiros das sete igrejas, João viu “uma grande estrela, ardente como tocha” (v.10). Só que, desta vez, não se trata de um mensageiro de Deus, mas de uma contrafação. Com o passar dos anos, a igreja cristã foi se afastando do propósito divino, permitindo que uma falsa estrela contaminasse as puras águas da verdade, marcando um período de incredulidade e afastamento da Bíblia. Sobre estes falsos ensinadores, Judas escreveu: “estrelas errantes, para as quais tem sido guardada a negridão das trevas, para sempre” (Jd.1:13).

4ª trombeta: O toque da quarta trombeta revela o período de trevas morais e espirituais da igreja cristã. Alguns estudiosos acreditam ser a fase da Idade Média, quando a verdade havia sido lançada por terra (Dn.8:12) e uma densa escuridão tomou conta do cristianismo. Ainda na quarta trombeta, surge “uma águia, que, voando pelo meio do céu, dizia em grande voz: Ai! Ai! Ai dos que moram na terra, por causa das restantes vozes da trombeta dos três anjos que ainda têm de tocar!” (v.13). A preeminência dos três últimos ais é anunciada com pressa e em alta voz, o que deixa bem claro que se trata de algo urgente e muito sério.

Todas estas trombetas já foram tocadas e veremos que estamos no toque da sétima e última trombeta. O Senhor nos deixou revelado em Sua Palavra diversas advertências a fim de que não sejamos pegos de surpresa. Eis “o tempo sobremodo oportuno” de tomarmos uma decisão ao lado de Cristo Jesus, “eis, agora, o dia da salvação” (2Co.6:2). Que, pelo poder do Espírito Santo, nossas orações subam “à presença de Deus” (v.4) como aroma suave e agradável a Ele. E que, por Sua graça e misericórdia, Ele nos guarde para o Seu reino de paz e justiça.

Pai querido, muitos podem alegar que as profecias são difíceis e que não há interpretação precisa acerca de muitas coisas, mas nós cremos que o mesmo Espírito que inspirou os profetas a escreverem é Aquele que pode iluminar a nossa mente para a devida compreensão da Tua Palavra. O Senhor disse que “os sábios entenderão”. Então, nos momentos finais desta Terra, Te pedimos sabedoria para compreendermos não somente as profecias, mas o nosso papel como Teus servos em resposta a esse conhecimento. Almejamos ver Jesus voltar em nossa geração, Pai! Mas necessitamos de muito mais do que temos até então experimentado. Necessitamos nos livrar de todo impedimento. Necessitamos nos humilhar, orar, buscar a Tua face e nos converter dos nossos maus caminhos. Então, o refrigério do Teu Espírito virá. Ajuda-nos, Senhor! Conduze-nos ao reavivamento da verdadeira piedade! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, santos de Deus!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse8 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 8 – O sétimo e último selo consta na abertura de Apocalipse 8: “Quando abriu o sétimo selo, houve silêncio nos Céus cerca de meia hora”, uma extensão do sexto selo, quando Cristo e todos os seres celestiais esvaziam o Céu, descendo para buscar os salvos na Terra (Apocalipse 6:12-16; Mateus 24:29-31).

Então, inicia outra profecia: As sete trombetas. Antes, porém, um anjo (Cristo) está diante do altar de incenso, apresentando as orações dos santos (Apocalipse 8:2-5) – exercendo Seu ministério no Santuário Celestial.

O fogo lançado à Terra simboliza a resposta divina às orações dos fiéis, resultando em juízos na Terra – respostas dos clamores dos sofredores na história do cristianismo. Deus nunca Se calou diante das súplicas dos perseguidos por causa do Seu nome. Sua resposta são eventos na história anunciando a vinda do juízo final: As sete trombetas!

Os toques das trombetas representam juízos progressivos sobre a Terra. Deus intenta despertar pecadores opressores a fim de que se arrependam e sejam salvos.

• Na primeira trombeta, fogo e granizo misturados com sangue caem sobre a Terra, afetando um terço das árvores e da vegetação (Apocalipse 8:7).
• Na segunda trombeta, algo como uma grande montanha em chamas é lançado no mar, afetando um terço das criaturas marinhas e navios (Apocalipse 8:8-9).
• Na terceira trombeta, uma grande estrela ardente (chamada “Absinto”), cai sobre rios e fontes, tornando as águas amargas (Apocalipse 8:10-11).
• Na quarta trombeta, um terço do sol, da lua e das estrelas é ferido, resultado em trevas parciais (Apocalipse 8:12).

Esses eventos são atos de julgamentos progressivos sobre o mundo, historicamente ligados à decadência do Império Romano e à crise espiritual na Idade Média.

O Grande Conflito é evidente. Mas Deus está presente com Seu povo. O capítulo encerra com um anjo proclamando “Ai, ai, ai” para os habitantes da Terra, antecipando os juízos que virão nas próximas trombetas (Apocalipse 9:1-11:19).

• As trombetas refletem a resposta divina dos santos sobre os inimigos do povo de Deus ao longo da história do cristianismo!
• O ministério sacerdotal de Cristo assegura que, mesmo que não pareça, as orações dos santos sofredores na Terra são ouvidas no Céu e… respondidas!
• A crescente destruição aponta para a necessidade de arrependimento antes dos eventos finais da história da humanidade!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
2 de abril de 2025, 0:30
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2590 palavras (inclui texto bíblico)

O sétimo selo – As quatro primeiras trombetas

8:1 Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora.

Rompimento do sétimo selo –  “O sétimo selo só será rompido depois que Cristo vier e os ímpios forem mortos pela glória de Seu aparecimento. Então haverá silêncio no Céu durante cerca de ‘meia hora’ (Apoc 8:1).” – LES892, p. 72.

“Quando for rompido o sétimo selo, tornar-se-á conhecido o conteúdo do livro do destino (Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos anjos e levado para o Céu. (Ver S. Mat. 25:31; S. João 14:1-3.)” – LES892, p. 116.

“O sexto selo do Apocalipse nos ajuda a descobrir quando começaria o tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus.” – SRA/EP, p. 58.

Silêncio no Céu – “Temor reverente e silencioso do dia do juízo. A paz e a calma que se segue à tormenta.” – LES892, p. 92.

“Deus não guardará silêncio até que os ímpios recebam a punição e Seu povo esteja eternamente redimido. O silêncio em Apocalipse 8:1, que ocorrerá imediatamente após o aparecimento de Cristo (Apoc. 6:12-17), representa o descanso, a paz e o regozijo entre a hoste celestial e os salvos depois que o veredicto do tribunal celestial começar a ser posto em execução. Quando for rompido o sétimo selo [Volta de Cristo], tornar-se-á conhecido o conteúdo do livro do destino (Apoc. 5:5 e 9). O povo de Deus será reunido pelos anjos e levado para o Céu. (Ver S. mat. 25:31; S. João 14:1-3.)” – LES892, p. 116

“Quando vem para destruir Seus inimigos terrestres, Jesus ‘não guarda silêncio; perante Ele arde um fogo devorador, ao redor esbraveja grande tormenta’ (Sal. 50.3…)  … O silêncio não virá até que sejam mortos os ímpios, ressuscitados os justos falecidos, e os justos vivos sejam arrebatados juntamente com eles. O silêncio é a grande bonança depois da tempestade. É um símbolo da grande alegria do Senhor, das hostes celestiais e de Seu povo redimido, ao viajarem para o Céu. […] Alguns afirmam que esse silêncio no Céu, que vem depois dos terríveis acontecimentos que ocorrem na Terra imediatamente antes do Segundo Advento (Apoc. 6:14-16) é causado pela partida das hostes angélicas das cortes celestiais para acompanhar Cristo à Terra (ver S. Mat. 25:31). ” – LES892, p. 72.

“Esse silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos virão com Jesus (São Mateus 25:31). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana literal.” – SRA/EP, p. 56.

“Outra opinião explica esse silêncio no Céu como um silêncio de reverente expectativa (comparar com as referências ao silêncio em Primeiros Escritos, págs. 15 e 16; O Desejado de Todas as Nações. Pág. 664). Até este ponto as cortes celestiais têm sido retratadas como cheias de louvores e cânticos. Agora tudo está quieto, em solene expectativa das coisas que estão prestes a ocorrer. Interpretado desta maneira, esse silêncio do sétimo selo forma uma ponte entre a abertura dos selos e o toque das trombetas, pois denota que com o sétimo selo a revelação não está completa – ainda há algo mais a ser explicado a respeito do programa de Deus no tocante aos acontecimentos no grande conflito com o mal.” SDABC, vol. 7, p. 787, citado em LES892, p. XXX.

Meia hora – 1 dia profético = 1 ano literal = 360 dias literais  è   ½ hora profética=7 dias literais.

“Todos nós entramos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro, aonde Jesus trouxe as coroas, e com Sua própria destra as colocou sobre nossa cabeça.” – Primeiros Escritos, p. 16, citado em LES892, p. 116.

8:2 E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.

8:3 Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono.

8:4 E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos.

8:5 Depois do anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto.

                “Vi anjos indo aceleradamente de um lado para outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da terra, e referiu a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que havia estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: ‘Está feito.’ E toda hoste Angélica tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: ‘Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo…” – Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 279 e 280.

“Embora a mediação de Cristo em favor dos pecadores tenha cessado com o fechamento da porta de graça, Seu povo selado será conservado sem pecar através da habitação do Espírito Santo.” – LES963, lição 11, p. 5.

“Não há dúvida de que nosso Planeta vai passar pela sua pior experiência após o fim do tempo da graça. Felizmente será um tempo muito curto. Note o que se sabe: ‘Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça estavam muitas coroas, estando uma coroa dentro da outra. Cercado pela hoste Angélica, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra.’ – Ellen G. White, Primeiros Escritos, pág. 281.

“Esse pensamento sugere que o período de tempo durante o qual as pragas estarão sendo derramadas sobre os impenitentes corresponde ao tempo em que Cristo, após concluir Sua obra de mediação, voltará para Seu povo. Ora, esse tempo será muito curto. ‘Quando Jesus deixar o Santíssimo, Seu Espírito refreador será retirado dos dominadores e do povo. Serão deixados ao controle dos anjos maus. Então serão feitas, por conselho e direção de Satanás, leis que, se não fosse muito breve o tempo, nenhuma carne de salvaria.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 74.

“O fato de que o tempo da provação é descrito como ‘muito breve’ significa que Deus está muito interessado no que acontecerá no Planeta e quer colocar um fim nisso tudo muito rapidamente. Deus não tem prazer na dor e sofrimento que Satanás causa a seus próprios seguidores.” – LES963, lição 11, p. 3A.

“Ao acabar o tempo da graça, o remanescente de Deus na Terra terá sido selado (Apoc. 7:1-4); terá dado a mensagem final (Apoc. 18:1-4) e estará pronto para ser transladado (I Tess. 4:16-18). Então começa o grande tempo de angústia (Dan. 12:1). Passarão por angústia os salvos e os não-salvos.” – LES963, lição 11, p. 1.

8:6 Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.

Sete trombetas: mesmo período das sete igrejas e sete selos – “Jesus nos dá, em Sua revelação do Apocalipse, uma visão profética tridimensional do que finalmente chegaria a ser a história desde os dias apostólicos até o tempo do fim: 1) as sete igrejas, 2) os sete selos, e 3) as sete trombetas. A profecia das sete igrejas nos revela a história religiosa da era cristã, salientando suas faltas e prometendo o galardão aos vencedores. Nessa profecia Deu destaca Seu interesse e amor por Seu povo. Os sete selos profetizam a história social da era cristã, expondo principalmente o triste processo da apostasia. Também se apresenta a Deus controlando a História e dando fim à dor e ao sofrimento. As sete trombetas pintam a história militar que ocorreria na era cristã em relação com a igreja.” – SRA/EP, p. 134.

O conceito tradicional adventista. As trombetas abrangem a história da Era Cristã, como fazem as sete igrejas (Apoc. 2 e 3), mas de uma perspectiva diferente. As trombetas são interpretadas como os acontecimentos na História que tiveram influência sobre a história da Igreja. (Ver Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, págs. 123-182; W. A. Spicer, Beacon Lights of Prophecy, págs. 215-267; Roy Allan Anderson, O Apocalipse Revelado, págs. 97-127.)

“Sete Trombetas Assinalam o Colapso do Império Romano … Este conceito das trombetas se concentra na História como palco da ira de Deus. O Império Romano é destacado como objeto da ira divina por causa do papel que Roma desempenhou na perseguição do povo de Deus e na supressão de Sua Palavra. Tal conceito é compatível com a interpretação profética da História como a esfera em que Deus revela tanto Suas ações salvíficas como Suas manifestações de ira. Quando a Era Cristã é encarada do ponto de vista do grande conflito entre Cristo e Satanás, o livro do Apocalipse assume especial relevância e significação.” – LES892, p. 125 e 126.

“Os adventistas do sétimo dia estão constantemente estudando a profecia das trombetas. Como admitimos que não possuímos toda a luz, precisamos volver-nos para o Senhor e pedir a iluminação do Espírito Santo ao procurarmos compreender essa profecia.” – LES892, p. 127.

“No Antigo Testamento, o toque de trombeta apontava para o dia do Senhor – um dia de livramento para os fiéis, mas de destruição para os infiéis. …  Leia estas passagens e indique se expressam salvação ou destruição:

Isa. 27:13 [Salvação]

Jer. 4:5 [Salvação]

Joel 2:1 [Destruição (segundo se pode ver nos versos que vêm em seguida).]

Amós 3:6 [Destruição]

“Que é anunciado pelo toque de trombeta mencionado nestas outras passagens?

“S. Mat. 24:31 [A Segunda Vinda de Cristo.]

“I Cor. 15:52 [A primeira ressurreição.]

“I Tess. 4:16 [A segunda vinda e a primeira ressurreição.]” – LES892, p. 138 e 139.

“No Antigo Testamento, o soar da trombeta com freqüência anunciava algum acontecimento bélico ou militar. Advertia os habitantes da cidade do avanço de exércitos inimigos, e convocava os homens para a batalha.

“As passagens do Novo Testamento citadas mais acima têm que ver com o conflito espiritual entre os exércitos do Céu e as hostes do mal. O som da trombeta constitui boa nova para os fiéis. Assinala a bem-sucedida arremetida final contra os poderes do mal. Os que morreram em Cristo serão libertados da prisão de Satanás e se reencontrarão com os entes queridos no eterno reino de Cristo, de justiça e paz.” – LES892, p. 138.

Ver Apêndice: “Comparação entre as sete trombetas e as sete pragas”.

8:7 O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram

lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde.

A primeira trombeta – “Invasão gótica do Império Romano do Ocidente (‘a terça parte’) (410 A.D.).” – LES892, p. 125.

“A maioria dos comentários bíblicos explicam que esse granizo, fogo e sangue representariam o ataque selvagem dos ostrogodos contra Roma, sob o comando de Alarico. Eles apareceram como granizo e fogo derramando sangue de seus opressores. Com crueldade e violência quase arrasaram com a Grécia, na Ásia Menos, Itália, Espanha e o sul da França. No ano 410 d.C., Roma foi invadida e saqueada por seis dias. …

“As árvores, aqui, têm sido interpretadas como o povo de Deus, e a queima delas representaria a severa perseguição e massacre a que foram submetidos. A erva também seria interpretada neste contexto como os filhos de Deus. Queimar a erva seria entendido como o exílio e ruína que vêm repentinamente sobre os cristãos.” – SRA/EP, P. 139.

8:8 O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar.

8:9 E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terça parte dos navios.

                A segunda trombeta – “Os vândalos atacam a Roma pelo mar, destruindo a frota romana pelo fogo (455 A.D.).” – LES892, p. 125.

“A grande montanha [ou monte] tem sido entendida como nação ou reino. Esta grande montanha ardendo tem sido identificada como os vândalos comandados por Genserico. A embarcação indicaria um exército marítimo. Seus barcos controlavam o Mediterrâneo. Os piratas chegaram a destruir 1.100 barcos romanos numa só noite. Em terra saquearam e roubaram. A palavra ‘vandalismo’ se deriva da terrível conduta que tiveram os vândalos. No ano 445.d.C. saquearam a cidade de Roma por 14 dias, tomando cativos a imperatriz e seus filhos.” – SRA/EP, p. 139.

8:10 O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas.

                A terceira trombeta – “Roma é atacada pelos hunos, sob a liderança de Átila (quinto século).” – LES892, p. 125.

“A estrela meteórica tem sido interpretada como Átila, general dos hunos, que com suas tropas dominou e ocupou a Europa desde o Volga até o Danúbio. Seus exércitos destruíam, matavam e subjugavam cruelmente os sobreviventes. Átila se autodenominou o ‘açoite de Deus’ e dizia-se que onde pisava seu cavalo não crescia mais pasto. Seus guerreiros usavam máscaras para infundir mais medo.” – SRA/EP, p. 139.

8:11 O nome da estrela era Absinto; e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas.

“O nome ‘absinto’ reflete a amarga crueldade manifestada pelos hunos.” – SRA/EP, p. 139.

8:12 O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhante, e semelhantemente a da noite.

A quarta trombeta – “O governo romano é destruído sucessivamente: primeiro os imperadores, depois os senadores e então os cônsules (quinto e sexto séculos).” – LES892, p. 125.

“Há quem creia que o Sol, a Lua e as estrelas se referem aos imperadores romanos e a seus senadores que foram mortos ou eliminados. Também se pensa que poderia significar a luz do Evangelho que também foi destruída, deixando o mundo quase em trevas espirituais.

“A quarta trombeta simboliza o poder dos hérulos, comandados por Odoacro, que destronou Rômulo Augusto, último imperador romano. Odoacro deu o golpe de morte no império romano, no ano de 476 d.C. Os oficiais do governo romano (Sol, Lua e estrelas) foram eliminados. Como conseqüência desse golpe e a invasão das outras tribos bárbaras, Roma se dividiu em dez partes, dando origem às atuais nações européias. Essas tribos também perseguiram os cristãos.

“Dos primeiros dez reinos sucessores de Roma, três foram hostis ao surgimento do papado, dos quais, em cumprimento da profecia de Daniel 7 foram arrancados da raiz: Hérulos, vândalos e ostrogodos. Isso favoreceu o surgimento de Roma Papal em substituição de Roma dos Césares.” – SRA/EP, p. 139.

8:13 E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra! por causa dos outros toques de trombeta dos três anjos que ainda vão tocar.

“As últimas três trombetas também são chamadas ‘ais’ porque são extensas e devastadoras.” – SRA/EP, p. 139.

“Apocalipse 8:2-13 chama nossa atenção para o fim do tempo da graça e para as primeiras quatro trombetas. Cremos que as trombetas predisseram acontecimentos que ocorreriam durante a história da Era Cristã. Esses acontecimentos têm tido muitas semelhanças com a história da Igreja.” – LES892, p. 129 e 130.

“As primeiras quatro trombetas (Apocalipse 8:6-13) mostram a desintegração do império romano (tanto do oriente como do ocidente), fustigado pelas tribos bárbaras, as quais prepararam caminho para Roma papal. Tanto Daniel como o Apocalipse profetizam que este poder religioso perseguiria durante 1.260 anos os que cressem na Bíblia.

“A quinta e sexta trombetas (Apocalipse 9:1-21) descrevem a investida das tribos maometanas, sob o comando de vários líderes, constituindo-se em outro poder que lutaria contra o cristianismo.” – SRA/EP, p. 134.

“A quinta e a sexta trombetas tratam de acontecimentos que afetaram principalmente o Império Romano Oriental, mas atingiram toda a cristandade.” – LES892, p. 134.

Os três ais – “’O ai é repetido três vezes por causa dos três juízos que ainda ocorreriam ao soar das três trombetas restantes.’ – SDABC, vol. 7, págs. 789 e 790. Cada um deles seria tão devastador que recebe a designação especial de ‘ai’.” – LES892, p. 133.

 

Referências

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary.

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-8.html



APOCALIPSE 7 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2025, 1:30
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Texto bíblico: APOCALIPSE 7 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 7 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 7 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



APOCALIPSE 7 by Luís Uehara
1 de abril de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/7

Apocalipse 6 termina com a seguinte pergunta: “Pois chegou o grande dia de sua ira, e quem poderá sobreviver? (NVT)” O sexto selo descreve os fenômenos que culminam na volta de Jesus e acontecem em conexão com o aparecimento de nosso Senhor. Ao verem Sua glória, os ímpios fogem e se perguntam quem pode enfrentar esse momento em paz.

Apocalipse 7 é a resposta a essa pergunta. A descrição dos 144.000 e da grande multidão nos ajudam a entender quem será capaz de presenciar os eventos finais como vencedores. Há muita especulação quanto a se o número 144.000 é literal ou simbólico. Certo pregador costumava dizer que isso era irrelevante: o ponto é que nós precisamos estar nesse grupo se quisermos desfrutar das bênçãos eternas de Deus.

Apocalipse 7:14 apresenta o segredo para ser vitorioso nos últimos dias – os vitoriosos “lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro”. Na vida cristã a vitória não é obtida por nossos próprios méritos. Uma vez que Jesus venceu e Se assentou no trono (Ap 4-5), é Sua vitória que garante a nossa. Se estivermos ligados a Ele, nos tornaremos mais que vencedores.

Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/7
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



APOCALIPSE 7 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
1 de abril de 2025, 0:50
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958 palavras

1-17 Este capítulo tem duas seções: os 144 mil (v. 1-8) e a grande multidão (v. 9-17). Ambas são metáforas para o povo de Deus no tempo do fim. As duas respondem à pergunta de 6:17: “Quem é que pode suster-se?” Bíblia de Estudo Andrews.

1 Quatro anjos. Estes anjos representam agentes divinos no mundo, retendo as forças do mal até que a obra de Deus no coração dos seres humanos seja concluída e o povo de Senhor receba o selo na testa. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 864.

Quatro cantos. Comparar com Is 11:12; Ez 7:2. Isto quer dizer que a Terra inteira está ameaçada. CBASD, vol. 7, p. 864.

Quatro ventos. Neste caso, os quatro ventos são forças destrutivas (ver v. 3). […] Como Apocalipse 7 parece uma resposta à pergunta final do capítulo 6 […], o segurar dos quatro ventos corresponderia a uma pausa temporária dos terrores registrados em Apocalipse 6, até que aqueles que devem permanecer firmes frente à tempestade estivessem preparados  para isso. à luz do grande conflito entre Cristo e Satanás, essas forças destrutivas representam os esforços de demônios em espalhar ruína e destruição por toda a parte. João viu quatro anjos; na verdade, muitos anjos se ocupam da tarefa de conter os desígnios do inimigo. Esses anjos seguram “o mundo […]. Eles contém os exércitos de Satanás até que o selamento do povo de Deus termine” […]. Quando os quatro anjos finalmente soltarem os ventos e deixarem de conter os desígnios maus de Satanás e “os ventos impetuosos das paixões humanas, ficarão a solta todos os elementos de contenda. O mundo inteiro se envolverá em ruína mais terrível do que a que sobreveio a Jerusalém na antiguidade” (GC, 614). CBASD, vol. 7, p. 864, 865.

2 Do nascente. Literalmente, “do nascente do sol”. […] O sinal do Filho do Homem aparecerá no oriente (Mt 24:30; cf. GC, 640, 641). Portanto, a direção da qual o anjo vem pode indicar que o mensageiro celestial foi enviado por Deus. CBASD, vol. 7, p. 865.

Selo. […] esta visão aponta para um selamento do povo de Deus que os preparará para resistir aos terríveis períodos de aflição que antecederão ao segundo advento […]. Assim como nos tempos antigos, o selo sobre um objeto revela a quem ele pertence. Logo, o selo de Deus sobre Seu povo proclama que Ele os reconhece como Seus (ver 2Tm 2:19; cf. TM, 446). A marca colocada sobre os servos fiéis de Deus é “o puro sinal da verdade”, Seu “selo aprovador” (T3, 267). Comprova a “semelhança a Cristo em caráter” […] O selo de Deus, a prova ou o sinal de Sua autoridade, é encontrado no quarto mandamento” […]. CBASD, vol. 7, p. 864.

De acordo com Paulo, o significado do selo é que o Senhor conhece os que Lhe pertencem (2Tm 2:19). Deus reconhece aqueles que Lhe pertencem e os sela com o Espírito Santo (Ef 4:30). Entristecer o Espírito Santo significa perder o selamento (Ef 4:30). […] No tempo do fim, o selo teria um significado adicional, funcionando também como proteção. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 676, 677.

3 Não danifiqueis […] até. O juízo final sobre os ímpios só ocorrerá quando o povo de Deus estiver pronto (ver Ez 9:1-7). Bíblia de Estudo Andrews.

Até selarmos na fronte. Essa marca representa a qualificação do caráter (ver com. de Ez 9:4; cf. 2Tm 2:19). CBASD, vol. 7, p. 866.

4 Cento e quarenta e quatro mil. Um símbolo do povo de Deus no tempo do fim. Bíblia de Estudo Andrews.

A repetição de doze vezes o número doze mil (Ap 7:5-8) pode sugerir que o principal objetivo desta passagem não é revelar o número preciso dos selados, mas, sim, mostrar sua distribuição entre as tribos do Israel espiritual. […] Há diferentes opiniões quanto a quem, dentre a última geração de santos, fará parte dos 144 mil. […] O conselho a seguir parece oportuno: “Não é da vontade dEle [de Deus] que entrem em conflito sobre questões que não os ajudarão espiritualmente, como quem compõe o grupo dos 144 mil. Sem sombra de dúvida, os eleitos de Deus terão essa informação dentro de pouco tempo” (Ellen G. White, Material Suplementar sobre Ap 14:1-4; cf. PR, 189). CBASD, vol. 7, p. 866.

Os 144 mil e a grande multidão parecem ser o mesmo grupo do povo de Deus no tempo do fim, retratado em dois pontos diferentes do grande conflito entre o bem e o mal. O número simbólico calculável de 144 mil está em contraste com a grande multidão literal e incalculável. Isso não significa que a grande multidão não pudesse ser contada, mas apenas que 144 mil é o número simbólico da grande multidão, cujo númeero não é dado, mas é muito maior do que 144 mil. Comentário Bíblico Andrews, vol. 4, p. 678.

Todas as tribos. As 12 tribos não são citadas por ordem de nascimento. José e Levi substituem Dã e Efraim na lista costumeira (Nm 34:13-29, Js 13-19). Bíblia de Estudo Andrews.

Talvez Dã tenha sido excluída por causa de sua reputação de ter se envolvido em idolatria (Jz 18:30, 31). CBASD, vol. 7, p. 867.

14 Lavaram suas vestiduras. É explicado o motivo para a pureza das vestiduras. Os santos não são triunfantes por si mesmos, mas por causa da vitória conquistada por Cristo na cruz (ver com. de Ap 6:11). A relação entre justiça e vitória, ambas simbolizadas por vestes brancas (ver com. de Ap 3:4; cf. Ap 1:5), é demonstrada nesta passagem. O conflito é contra o pecado; a justificação é a vitória; a justiça de Cristo conquistou a vitória; ao aceitar Sua justiça, os pecadores se tornam, ao mesmo tempo, justos e vencedores. CBASD, vol. 7, p. 869.

15 Estenderá sobre eles o Seu tabernáculo. O ancião antevê as infindáveis eras da eternidade, ao longo das quais os salvos terão Deus de fato habitando no meio deles. Nunca mais serão privados da presença, do amparo e do favor divinos. Ficar sem a presença de Deus é perda completa; tê-lo habitando conosco é salvação eterna. CBASD, vol. 7, p. 869.

17 Enxugará dos olhos toda lágrima. Esta figura de linguagem significa que, no mundo por vir, não haverá razão para lágrimas.



Apocalipse 7 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
1 de abril de 2025, 0:45
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Em resposta à pergunta que encerrou o capítulo anterior, há um intervalo entre o sexto e o sétimo selo, no qual João teve a visão dos cento e quarenta e quatro mil. Este número corresponde aos que serão selados com “o selo do Deus vivo” (v.2). Até que o tempo se cumpra, Deus tem contido os quatro ventos, através dos “quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra” (v.1). Ventos em profecia simbolizam guerras (Jr.4:11-13; Dn.7:2). Isto significa que Deus tem segurado os poderes das trevas a fim de não exercerem sobre a terra toda a sua fúria até que tenha selado os Seus servos. A longanimidade de Deus se estende “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).

Há dois importantes símbolos neste capítulo, cujo significado precisamos conhecer:

1. “O selo do Deus vivo” (v.2): O selo ou sinal, era usado para identificar o governante, o seu cargo e o seu território ou jurisdição. Na Lei de Deus encontramos um mandamento que contém estes três elementos: “Lembra-te do dia de sábado para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo é o sábado do Senhor, teu Deus [nome do governante] […] porque, em seis dias, fez o Senhor [seu cargo como Criador] os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há [o Seu território]” (Êx.20:8-11). O sábado, portanto, é um sinal entre Deus e o homem (Ez.20:12, 20), e a fidelidade a este mandamento e aos demais (Tg.2:10-12) será uma das características do remanescente dos últimos dias (Ap.12:17; 14:12);

2. Os “cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos de Israel” (v.4): Sobre este símbolo muitos têm interpretado como sendo um número literal. Contudo, trata-se de um número simbólico que João descreveu como “uma grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (v.9). Este número foi dividido conforme o número das tribos de Israel. Sempre que o número doze aparece em Apocalipse, aponta para a Cidade Santa, para a vida eterna. Por exemplo: a Cidade possui 12 fundamentos, 12 portas e junto das portas 12 anjos, é um quadrado perfeito cujas dimensões medem 12 mil estádios, a árvore da vida produz 12 frutos. Além disso, Cristo também estabeleceu a Sua igreja apostólica a partir de doze discípulos. O número 12, portanto, representa a totalidade do povo de Deus. E o fato de multiplicar por mil, representa um destacamento de cada tribo. Deus está recrutando o Seu último exército, a Sua igreja militante a fim de torná-la uma igreja triunfante na batalha final.

O profeta Ezequiel também teve uma visão de um anjo que selava na fronte os fiéis servos de Deus (Ez.9:4). O selamento representa uma proteção em tempo de juízo. Quando chegar o “tempo de angústia, qual nunca houve”, o povo de Deus será salvo, “todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn.12:1). Apesar de não se tratar de um sinal visível, quando estudarmos o capítulo treze, veremos que haverá uma clara distinção entre os selados de Deus e os que receberão a marca da besta. Será um conflito cujos exércitos se distinguirão pelo caráter. Como aqueles “que não se macularam com mulheres” (Ap.14:4), ou seja, que permaneceram fiéis a Deus e ao puro evangelho, os cento e quarenta e quatro mil serão aqueles que o mundo reconhecerá como “seguidores do Cordeiro” (Ap.14:4): “Nisto conhecerão todos que sois Meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo.13:35).

Estamos na iminência dos últimos acontecimentos que antecedem o Grande Dia do Senhor. E fiel é a promessa: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (v.17). Precisamos tomar a decisão que definirá o nosso destino eterno. E o nosso tempo de decidir se chama hoje: “Hoje, se ouvirdes a Sua voz não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Agora é o tempo de lavarmos as nossas vestiduras e as alvejarmos “no sangue do Cordeiro” (v.14), para muito em breve estarmos “em pé diante do Cordeiro, vestidos de vestiduras brancas, com palmas nas mãos” (v.9) louvando o Seu Santo nome.

Só Jesus pode realizar essa obra, mas somente você e eu podemos aceitá-la. Jesus te chama! Qual será a sua decisão? À pergunta do capítulo anterior: “Porque chegou o grande Dia da ira dEles; e quem é que pode suster-se?” (Ap.6:17), encontramos a resposta nas palavras do salmista: “O que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à falsidade, nem jura dolosamente. Este obterá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” (Sl.24:4-5). Olhemos mais e mais a Jesus para que sejamos encontrados por Ele com a inscrição de Seu caráter em nossa vida.

Pai de amor, o Senhor estabeleceu um limite para o mal neste grande conflito. Um limite de ação e um limite de tempo. Nós Te louvamos e Te agradecemos por Tua graça e paciência com a humanidade, estendendo o tempo de oportunidade até que todos os Teus filhinhos sejam selados na fronte. Que a nossa mente esteja guardada em Ti, Pai! Coloca em nós o capacete da salvação e purifica o nosso coração com a constante presença do Teu Espírito. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, lavados e alvejados no sangue do Cordeiro!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse7 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100