Reavivados por Sua Palavra


Gênesis 19 – Rosana Barros by Ivan Barros
5 de maio de 2025, 0:45
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“Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v.16).

A escolha da habitação de Ló, que foi “armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12), se revelou a pior que ele poderia ter feito. Mesmo sabendo que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13), Ló colocou em risco a sua família em prol de uma vida mais fácil e mais próspera. O caminho das facilidades e da prosperidade pode até se mostrar como uma campina bem regada, “como o jardim do Senhor” (Gn.13:10), mas, se não há o temor de Deus, o destino final se torna em ruína e destruição.

Muitos têm se colocado no caminho da tentação, julgando serem fortes o suficiente para resistir, esquecendo, porém, que “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co.15:33). Assim foi na vida de Ló e de sua família. Por amor a Abraão, o Senhor poupou a vida de Ló, e os mensageiros celestiais, encarregados de destruir as cidades ímpias, foram antes enviados para atender às súplicas de Abraão. É claro que a visita daqueles anjos despertou o interesse dos promíscuos habitantes da cidade. Ló chegou a oferecer suas duas filhas virgens para aplacar o desejo libertino da multidão, mas sem sucesso. E, em sua cegueira profana, os homens de Sodoma experimentaram a cegueira física.

Como Ló, que ofereceu suas filhas a homens maus, os que se colocam em terreno inimigo muitas vezes se veem tendo que tomar decisões impensadas no calor da emoção. O livramento dado pelos anjos também correspondeu à intercessão de Abraão. E aqui podemos perceber a importância da oração intercessora. Mas até mesmo essas orações um dia cessarão. E, assim como os anjos salvaram a vida de Ló e “fecharam a porta” (v. 10), aproxima-se o tempo em que a porta da graça será fechada e não mais haverá oportunidade de salvação. Todos terão tomado a sua decisão definitiva, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap. 22:11).

Amados, o relato deste capítulo precisa despertar a nossa consciência diante do tempo sobremodo solene em que estamos vivendo e daquele de grande angústia que está por vir. Se não dermos o sonido certo à mensagem do juízo hoje, amanhã será tarde demais, e o máximo que conseguiremos em resposta será o escárnio dos que amamos, semelhante ao dos genros de Ló que acharam “que ele gracejava com eles” (v.14). Nós somos detentores de boas-novas de esperança e de grande alegria, mas que também precisam revelar a devida seriedade do juízo que está prestes a irromper sobre o mundo.

Jesus mesmo comparou os dias que antecedem a Sua volta com os dias de Ló: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos” (Lc.17:28-29). E Ele ainda nos deixou a seguinte advertência: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32). Aquelas cidades ímpias seguiam o curso de seus prazeres e negócios, e ninguém se deu conta de que aquele seria o seu último amanhecer. E para os ímpios nos últimos dias, cumprir-se-ão as palavras de Jesus: “Eis que venho como vem o ladrão” (Ap.16:15). Mas, “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).

Ló postergou uma decisão que precisava ser tomada com urgência, a ponto de ter que ser arrastado para fora juntamente com o que havia restado de sua família. Pois, “sendo-lhe o Senhor misericordioso”, os anjos “o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v. 16). Eles estavam aparentemente fora de perigo, mas precisavam confiar na palavra dos anjos até chegarem a um lugar seguro. A atitude da mulher de Ló e seu trágico fim revelam uma verdade que precisa ser levada em muita consideração, na citação a seguir do espírito de profecia: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 608).

Além do que aconteceu à mulher de Ló, suas duas filhas revelaram o estrago causado em seu caráter pela convivência com os habitantes de Sodoma, dando origem, por suas relações incestuosas, a dois dos piores povos inimigos de Israel. Abraão, contudo, mantinha a sua casa longe das cidades ímpias, a despeito da opinião alheia. Não é suficiente para você ver a diferença entre o resultado da educação das filhas de Ló e da educação de Isaque? Meus irmãos, ou nós confiamos nos planos do Senhor para o Seu povo hoje, ou corremos o risco de ter a mesma colheita de Ló. Deus nunca deixou instruções para o Seu povo a fim de privá-lo de privilégios, e sim a fim de livrá-lo de situações que podem se tornar irreversíveis. A despeito da opinião alheia, que possamos escolher fazer como Abraão. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).

Santo Deus, como Abraão levantava de madrugada para ir à Tua presença, que o Teu Espírito nos desperte a cada dia para Te encontrar. O Teu povo ainda habita em meio a muita corrupção. Alguns não porque querem, outros, porém, por escolha própria. Senhor, desperta a Tua igreja e dá-nos a fé de Abraão, para vivermos segundo a Tua vontade nestes últimos dias, independentemente de julgamentos ou perseguições. Fortalece-nos, ó Deus! Em nome de Cristo Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, remanescentes fieis!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis19 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO GÊNESIS 19 – PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
5 de maio de 2025, 0:40
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GÊNESIS 19 – Deus ama o pecador, mas é intolerante ao pecado. O pecado corrói a sociedade, tornando tolo o seu portador. O hedonismo (busca por prazeres carnais) parece ser a essência da felicidade, quando na verdade é fonte de desgraças!

As cidades de Sodoma e Gomorra se caracterizam pelo desrespeito, violência (Gênesis 19:4-11), aberrações sexuais (Gênesis 19:5) e obstinação pelo erro à qualquer custo – tentando encontrar a porta para pecar apesar do aviso sobrenatural dos anjos (Gênesis 19:11). Os jovens e velhos sodomitas davam vazão às suas inclinações corruptas. Além de arrogância e indiferença (Ezequiel 16:49).

Em Levítico (18:22; 20:13) Deus apresentará Sua repugnância aos pecados de Sodoma e Gomorra como dignos de morte. A repulsa quanto aos pecados destas duas cidades prestes a serem destruídas está tão clara no Novo Testamento quanto no Antigo (Romanos 1:26-27; 1 Timóteo 1:10). Em 1 Coríntios 6:9, Paulo é enfático e direto:

“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino dos Céus” (NVI).

Jesus pagou altíssimo preço com Sua preciosa vida objetivando libertar-nos de nossa maneira vã/vazia de viver (João 8:34-36; 1 Pedro 1:18-21). Creia nisso!

Em Sodoma e Gomorra não haviam 10 justos para abençoá-las e impedir a destruição. Ao serem queimados, os sodomitas tornaram-se ícones do que sucederá à sociedade mundial caso não abandone seu estilo de vida depravado; pois, “Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo” (Judas 7).

O propósito de Deus é salvar, todavia nem os melhores indivíduos de uma cidade depravada estão dispostos renunciar bens materiais para salvar-se, como se nota na família de Ló, principalmente seus genros e esposa (Gênesis 19:14-17, 26).

Mesmo longe de Sodoma, o coração de Ló continha traços sodomitas: Duas famílias surgiram do incesto de Ló com suas filhas: moabitas e amonitas – nações pervertidas sexualmente.

Como permanecer puro numa cultura tão moralmente corrompida? O Salmo 119:9-11 responde: Vivendo pautando-se pela Palavra de Deus, com a ajuda divina!

Não se deixe moldar pela cultura, mas sim pela Escritura! – Heber Toth Armí.



GÊNESIS 18 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
4 de maio de 2025, 1:30
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Texto bíblico: GÊNESIS 18 – Primeiro leia a Bíblia

GÊNESIS 18 – BLOG MUNDIAL

GÊNESIS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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GÊNESIS 18 by Luís Uehara
4 de maio de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/18

Deus sabia o que estava acontecendo no vale do Jordão, para onde Ló havia se mudado com sua família. Ele desceu para investigar pessoalmente o assunto. Algumas pessoas de Sodoma e Gomorra ergueram um clamor contra os pecados e injustiças “muito graves” que estavam acontecendo ali. Mas Deus sabia que Abraão estava orando pelos membros de sua família que agora moravam em Sodoma, e Ele desceu para compartilhar com Abraão o que planejava fazer (v. 17). Ele explicou que era importante se comunicar com Abraão, sendo que Seu propósito era desenvolver um relacionamento com ele, para que ele instruísse a sua casa a guardar o caminho do Senhor e praticar a justiça (v. 19).

Deus estava ensinando a Abraão a respeito de Sua integridade e justiça, e esta seria uma lição objetiva muito importante. Enquanto intercedia junto a Deus, Abraão demonstrou compreender a justiça de Deus, quando disse: “Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (v. 25, NVI)

Abraão tinha certeza da misericórdia e da justiça de Deus. Nós também temos essa certeza?

Edwin Reynolds
Professor aposentado, Southern Adventist University
Estados Unidos

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/18
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



GÊNESIS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
4 de maio de 2025, 0:50
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771 palavras

no maior calor do dia. A hora em que os viajantes procuram sombra e descanso (Bíblia de Genebra).

três homens. O Senhor e dois anjos (vs 1, 13, 19.1). Admoestação neotestamentária [do Novo Testamento] para se mostrar hospitalidade (Hb 13.2) é baseada nos incidentes dos caps. 18-19 (Bíblia de Genebra).

correu ao seu encontro. Hospitalidade é um valor nas culturas do Velho Testamento, assim como em muitas culturas orientais. Pessoas correndo para encontrar pessoas  aparecem em outros lugares da Bíblia (29:13, 33:4; Luc. 15:20), mas Abraão curvou-se até o solo. O termo hebraico usado aqui é também usado para indicar adoração quando Deus é o objeto (Gên. 24:26; Êx. 20:5) (Andrews Study Bible).

Observando o costume de hospitalidade do antigo oriente Próximo, Abraão tipifica o gracioso anfitrião e se coloca ao inteiro dispor de seus convidados. Seu comportamento contrasta com a imoralidade dos sodomitas (19.4-5) (Bíblia de Genebra).

lavai os pés. Uma vez que as sandálias de couro eram os únicos calçados usados então, tornara-se uma exigência de boas maneiras que algum servo da casa corresse a lavar os pés ao hóspede ou oferecesse água para que este o fizesse. Era ainda esta a maneira de proceder nos dias de Cristo (cf 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23)  (Bíblia Shedd).

11 já lhe havia cessado o costume das mulheres. Lit. “Sara não mais experimentou o ciclo das mulheres”. Seu corpo não era mais apto à concepção [havia passado a menopausa] (Hb 11.11-12; Rm 4.19) (Bíblia de Genebra).

12-13 O riso de Sara faz paralelo com o riso de Abraão em 17:17.  (Andrews Study Bible).

14 para o Senhor há coisa demasiado difícil? Compare com Jer. 32:17, 27. Esta pergunta retórica pede um sonoro “não” como resposta, especialmente em se levando em conta as histórias da criação e dilúvio (Andrews Study Bible).

Apesar de seu ceticismo inicial, Sara também veio a crer na promessa (Hb 11.11) e ajuntou-se a seu marido na fé (Rm 4.13-25) (Bíblia de Genebra).

17 Ocultarei a Abraão…? Visto que Abraão tinha de tornar-se pai de muitas nações, convir-lhe-ia saber que Deus havia de destruir Sodoma e Gomorra, capacitando-se, assim, para transmitir a advertência à posteridade, como se percebe no v 19 (cf Sl 78.1-8) (Bíblia Shedd).

16-31 Registra a intercessão de Abraão por Sodoma, seguindo um estilo familiar. Começando com cinquenta, o tamanho de aproximadamente metade de uma pequena cidade (cem, de acordo com Amós 5:3), Abraão finalmente chega a dez, que é um número que ainda marca uma comunidade. Pelo menos dez homens eram necessários em uma cidade para formar uma corte legal (Rute 4:2) (Andrews Study Bible).

19 escolhi. A palavra hebraica traduzida “escolhi” significa “escolhi em amor” (Bíblia de Genebra).

20 clamor. Opõe-se diretamente à retidão/justiça de Abraão (v.19) Em hebraico, as palavras tem som muito parecido (Is. 5:7) (Andrews Study Bible).

Todos os clamores de injustiça voltam sua atenção ao “Juiz de toda a terra” (v 25; cf 4:10) (Bíblia de Genebra).

seu pecado. A pecaminosidade de Sodoma era proverbial e extensa (13.13; Jr 23:14). Esta envolvia demonstrações extremas de depravação sexual (particularmente homossexualidade, 19.5; Jd 7), arrogância e abuso dos pobres (Ez 16.49-50) e falta de qualquer demonstração de hospitalidade (19.8) (Bíblia de Genebra).

22 Notas textuais antigas de pesquisadores bíblicos sugerem que a leitura  original deste verso poderia ser: “enquanto o SENHOR permaneceu na presença de Abraão” ao invés de Abraão permanecendo na presença do SENHOR. Esta modificação foi feita por razões teológicas, tendo em vista que “permanecer na presença” significa “servir” alguém e frequentemente marca posição social (41:46; Lev. 9:5; Jer. 15:19). As implicações teológicas são que Deus está desejoso para servir a humanidade – mesmo até à morte (Mat. 20:28) (Andrews Study Bible).

A intercessão diante de Deus supõe certa condição que se observa claramente no caso de Abraão: 1) Ele estava na presença de Deus […]; 2) Ele se aproximou de Deus (v 23); 3) Ele reconhecia o quanto a vontade de Deus estava associada à justiça e à retidão (vv 23-25) (Bíblia Shedd).

25 A petição de Abraão é baseada na justiça de Deus (Andrews Study Bible).

26 pouparei. Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde as orações dos retos, mas também preserva os iníquos por causa dos retos (cf Mt 5.13). Mesmo o pequeno número de dez justos seria suficiente para evitar o julgamento divino (v 32) (Bíblia Shedd).

32 dez. Menos de dez poderiam ser individualmente salvos, como acontece no cap. 19 (Bíblia de Genebra).

33 Tendo cessado de falar. Ou por indevido otimismo ou por ignorância, Abraão não chegou a pedir a preservação das cidades por causa de menor número do que os dez justos. Contraste-se com este fato a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo que não conhece limites, visto que é capaz de salvar completamente… “uma vez que Ele vive para interceder” (Hb 7.25). Esta já é a segunda intervenção, por parte de Abraão, em favor de Sodoma (cf 14.14), assinalando como o mundo inteiro seria abençoado através dele (12.3) (Bíblia Shedd).



Gênesis 18 – Rosana Barros by Ivan Barros
4 de maio de 2025, 0:45
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (v.19).

Sentado à entrada de sua tenda na hora mais quente do dia, Abraão levantou os olhos e avistou três homens “de pé em frente dele” (v.2). Ele ainda não sabia, mas se tratava de Jesus e dois anjos. Apressou-se, então, correu ao encontro daqueles estranhos e ofereceu-lhes acolhida. Após comerem, perguntaram por Sara e um deles que sabemos ser o próprio Senhor, profetizou que Ele voltaria em um ano e Sara daria à luz um filho. Desta vez, foi Sara quem riu. E, embora Sara tenha negado que riu, o Senhor confirmou a Sua promessa.

Sabem quando alguém tem duas notícias para dar, uma boa e uma ruim, então pergunta: Qual das duas você prefere ouvir primeiro? O Senhor achou por bem dar logo as boas-novas a Abraão, e depois, anunciar a provável destruição de Sodoma e Gomorra. Ele não ocultou de Seu fiel servo o que estava prestes a fazer. Na verdade, o Senhor expôs perante Abraão o caminho da vida e o caminho da morte. Ao confirmar a eleição de Abraão e de sua descendência, deixou bem claro qual seria o dever daquela família como testemunha de Seu caráter na Terra. A obediência de Abraão e de seus descendentes seria a condição para o cumprimento da promessa. Em contrapartida, os habitantes de Sodoma e Gomorra estavam prestes a atingir o limite da medida de sua iniquidade e se tivessem pelo menos dez justos habitando entre eles, seria o suficiente para evitar a destruição, mas nem isso o Senhor encontrou ali.

Amados, a experiência de Abraão com o Senhor neste capítulo apresenta uma sequência lógica do conflito final entre o bem e o mal. Vejamos:

  1. O Senhor e dois anjos aparecem a Abraão. Três mensageiros celestiais. Isso te lembra alguma coisa? A última mensagem a ser dada ao mundo: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12);
  2. Abraão teve pressa em preparar tudo. A última mensagem a ser dada ao mundo requer urgência e diligência (Ap.14:6);
  3. Foi dada uma promessa a Abraão e Sara, dizendo: “Certamente voltarei a ti” (v.10). O último povo de Deus aguarda a promessa do retorno de Jesus, que declarou: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20).
  4. “Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade” (v.11). A promessa pode requerer um longo tempo de espera, mas “se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3);
  5. Sara riu e questionou. A demora pode causar desânimo. “E, tardando o Noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt.25:5);
  6. A Abraão foi dada instrução acerca de como viver na presença de Deus com sua casa, guardando o caminho do Senhor e praticando a justiça e o juízo. Do último remanescente de Deus, está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12);
  7. Jesus desceu para ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra (v.21). O Espírito Santo está aqui, vendo o que acontece em toda a Terra;
  8. “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). A perseverança é uma das características do remanescente de Deus. Jesus declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13);
  9. Ao declarar que o Senhor é um justo juiz e que Ele não destrói o justo com o ímpio, Abraão apontou para a sacudidura. O Senhor faz separação entre justos e ímpios e assim o será até ao tempo do fim, quando veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18);
  10. A intercessão de Abraão aponta para as últimas intercessões em favor do mundo. E sua última tentativa, para o último chamado de Deus à humanidade;
  11. Findo o diálogo, “retirou-Se o Senhor” (v.33). Assim também, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Logo, Ele irá Se retirar da vida dos ímpios, mas jamais da vida dos que, como Abraão, permanecem em Sua presença.

Bem, amados, uma coisa é certa: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Os ímpios em muitos lugares devem a sua vida à presença de justos que ainda habitam entre eles. Mas chegará o tempo em que este mundo atingirá o limite da medida de sua iniquidade, e não mais haverá intercessores ou a presença refreadora do Espírito Santo na vida dos ímpios. Hoje, meus irmãos, é o tempo da oportunidade. Que, semelhante a Abraão, possamos deixar a nossa casa em ordem, aguardando e confiando de que o Senhor cumprirá a Sua última e fiel promessa: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).

Pai amado, como a Tua Palavra é perfeita! E que bênção percebermos aqui em Gênesis profecias que seriam escritas mais de quatro mil anos depois em Apocalipse. Senhor, por favor, continua enchendo o nosso coração com a Tua maravilhosa esperança enquanto aguardamos o cumprimento dela com perseverança e fé! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e santificando a nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Feliz semana, filhos de Abraão!

Rosana Garcia Barros

#Gênesis18 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



COMENTÁRIO GÊNESIS 18 – PR. HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
4 de maio de 2025, 0:40
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GÊNESIS 18 – É significativa a relevância de Abraão na Bíblia. O Antigo Testamento o menciona 234 vezes; o Novo Testamento o faz, 74 vezes; são 308 menções na Bíblia.

Ele é uma figura importante à fé de todos os fieis. Suas experiências devem influenciar nossa experiência com Deus.

Veja que, neste texto, após 25 anos a promessa feita em Gênesis 12:1-3 ainda não se cumprira. Abraão atingira 99 anos de idade quando visitantes celestiais chegaram a sua casa no calor do dia. Ao serem servidos com coalhada, leite e novilho assado, declararam ao casal idoso:
“Voltarei a você na primavera, e Sara, sua mulher, terá um filho”.

Sara riu consigo mesma e disse: “Depois de já estar velha e meu senhor já idoso, ainda terei esse prazer?”.

A reação divina a essa incredulidade foi teológica – foi dito que Deus não conhece impossibilidades. Na sequência, a promessa foi reavivada e revelada a incredulidade de Sara e seu riso. Mas “Sara teve medo e por isso mentiu: ‘Eu não ri’”.

Então, o ser angelical retrucou: “Não negue, você riu” (Gênesis 18:1-15). Apesar da incredulidade, medo e mentira, mesmo assim a promessa se cumpriria no próximo ano em Sara.

Após esse incidente, o assunto direciona-se para as iníquas cidades de Sodoma e Gomorra (Gênesis 18:16-33):

• Embora Deus prometesse não mais destruir os amantes do pecado com Dilúvio (Gênesis 9), Ele não permitiria que o pecado se desenvolvesse a tal ponto de comprometer a existência do bem.
• Embora Deus seja extremamente paciente com nossas falhas (como a de Sara), quando o mal passa dos limites, Ele toma providências (como no caso de Sodoma e Gomorra). Contudo, Deus não agirá sem antes avisar (Amós 3:7). Avisou sobre o Dilúvio (2 Pedro 2:5), três seres celestiais avisam sobre Sodoma e Gomorra.

Deus é paciente com nossos erros, mas intolerante com a imoralidade desenfreada. Quando necessário, Ele toma providências; logo será a vez de nossa sociedade!

No processo de resolver o problema do pecado, a idosa Isabel (estéril como Sara), e a jovenzinha Maria (solteira), receberam a visita do anjo de Deus garantindo que cada uma delas seria mãe. Nesse contexto, novamente foi dito: “Pois nada é impossível para Deus” (Lucas 1:37).

Assimile essa verdade ao teu coração! – Heber Toth Armí.



GÊNESIS 17 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
3 de maio de 2025, 1:30
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Texto bíblico: GÊNESIS 17 – Primeiro leia a Bíblia

GÊNESIS 17 – BLOG MUNDIAL

GÊNESIS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

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GÊNESIS 17 by Luís Uehara
3 de maio de 2025, 1:00
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/17

Embora Abrão tenha duvidado da promessa de Deus, o Senhor continuou a lembrá-lo de Sua aliança. Deus mudou o nome de Abrão para Abraão para refletir como Deus viu quem ele se tornaria — “pai de muitas nações”. O nome de Sarai foi alterado para Sarah, refletindo também o seu futuro. Deus queria que seus nomes, sua própria identidade, estivessem envolvidos em Sua promessa milagrosa. Deus nos vê como quem nos tornaremos, mesmo quando não podemos ver por nós mesmos.

Deus reafirmou que cumpriria suas promessas. É neste momento íntimo de segurança que Deus dá a Abraão instruções para cumprir a sua parte na aliança. Através do compromisso da circuncisão, o qual trazia uma alteração física, cada descendente masculino e membro da família levaria a marca da promessa. Abraão não questionou essa ordem. O que ele teve dificuldades foi acreditar que Sarah conceberia. Abraão não conseguiu entender o cumprimento da promessa de Deus e apresentou sua própria oferta, pedindo que Deus aceitasse essa solução humana. Enquanto Deus graciosamente abençoou Ismael, Ele deixou muito claro que a aliança era para o futuro filho de Sara, Isaque. Deus reafirmou que ele poderia fazer o impossível.

Muitas vezes temos dificuldades em acreditar nas promessas de longo alcance de Deus e, embora Deus nos ajude a extrair lições de nossos erros, Ele nunca esquece a promessa original feita por Ele.

Kathlyn Mayer
IASD Joy of Troy
Troy, Nova Iorque, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/17
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



GÊNESIS 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
3 de maio de 2025, 0:50
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1932 palavras

Deus Todo Poderoso. heb. El Shaddai. (Bíblia Shedd).

Este nome de Deus ‘El-Shaddai, se encontra apenas nos livros de Gênesis e Jó: seis vezes no primeiro e 31 vezes no último. Este é um dos muitos indicativos de que o autor de ambos os livros foi a mesma pessoa. … Desde o nascimento de Ismael não há registro do recebimento de nenhuma outra revelação divina, e Abraão parece ter pensado que Ismael era o cumprimento das promessa de Deus (ver v. 17, 18). Estando agora pronto para renovar Sua promessa a Abraão, Deus o encontrou um pouco cético. Por esta razão Deus Se apresentou como “o Deus Todo-Poderoso”, para quem nada, por mais difícil que parecesse aos homens, seria impossível. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 322.

Sê perfeito [sem defeito]. O mesmo termo em hebraico é usado para descrever a qualidade dos animais sacrificais (Lev 1:3,10) e ressalta um compromisso de todo o coração para com Deus, não perfeição moral (Jó 1:1,8) (Andrews Study Bible).

Assim como a justiça recebida em fé (justificação) era necessária para o estabelecimento da aliança, um andar irrepreensível diante de Deus (santificação) era necessário para sua continuidade. … Deus desejava que Abraão compreendesse que a realização completa da promessa divina exigia que ele estivesse à altura do exaltado padrão divino de pureza e santidade (ver Mt 5:8, 48). Abraão foi chamado a uma experiência mais elevada do que havia conhecido até então. CBASD, vol. 1, p. 322.

4 pai de numerosas nações. Abraão foi o pai físico de muitas nações – o Israel étnico através do filho prometido, Isaque; os ismaelitas (v 20; 21.13; 25.12-18); os edomitas (25.23; 36.1-43); e seus descendentes através de Quetura (25.1-4). Porém esta promessa encontra seu cumprimento final na multidão de cada tribo, língua e nação que compartilha com Abraão a mesma fé e são batizados em Jesus Cristo (Rm 4.16-17, 15.8-12; Gl 3.29; Ap 7.9) (Bíblia de Genebra).

Num sentido mais amplo … esta promessa apontava para os inúmeros descendentes espirituais que reivindicariam Abraão como pai (Gl 3:29). CBASD, vol. 1, p. 322, 323.

Abrão… Abraão. Reconhecendo a grandeza de Deus, Abrão (cujo nome significa “pai exaltado”) se prostra diante de Deus que muda o seu nome para Abraão, “o pai de muitos” [Bíblia de Genebra: “pai de uma multidão”]. Novamente, este é um ato antes de um fato (Andrews Study Bible).

Os nomes eram muito mais importantes para os antigos do que o são para nós. Todos os nomes semitas têm um significado e geralmente consistem de uma frase ou sentença que expressa um desejo ou talvez gratidão, por parte do progenitor. Em vista que as próprias pessoas atribuíam aos nomes, Deus mudou o nome de certos homens para fazer com que este se harmonizasse com a experiência deles no passado ou no futuro. CBASD, vol. 1, p. 323.

O antigo nome representava seu passado aristocrático; o novo representa sua grande descendência […] A mudança de nome do patriarca e da matriarca mostram que eles estão sob o governo de Deus (1.5) e são chamados a um novo destino e missão (Bíblia de Genebra).

7 A aliança (concerto) da graça de Deus é repetidamente chamada de uma “aliança eterna” (veja também vv. 13, 19). Para outros exemplos de aliança eterna, veja 9:16, 2 Sam. 23:5; 1 Cron. 16:17; Is. 55:3; 61:8; Jer. 43:40; Ez. 37:26; Heb. 13:20) (Andrews Study Bible).

A promessa aqui feita a Abraão se refere especificamente a Cristo (Gl 3:16; At 2:30), e através dEle, segundo Paulo, todos os cristãos partilham dela (Gl 3:29; At 16:31). Uma compreensão correta dos termos dessa aliança muito fará para manter um relacionamento correto entre Deus e o crente moderno. CBASD, vol. 1, p. 323.

perpétua. A natureza unilateral e graciosa da aliança de Deus com Abraão é enfatizada pelo seu caráter eterno (v.2). A aliança de Deus dura para sempre porque Ele não muda e porque Jesus Cristo cumpre cada condição dela (2Co 1.20; Ef 2.12-13) (Bíblia de Genebra).

para ser o teu Deus. Embora exista uma dimensão jurídica da aliança (v.2), o relacionamento pactual de Deus com o Seu povo é primeira e principalmente de comunhão (Êx 6.7; Dt 29.13). Deus graciosamente habita com seu povo e este, agradecidamente, responde com fé, amor e obediência (Bíblia de Genebra).

Aqui vemos, em síntese, a essência da aliança que Deus fez com Abraão e sua descendência. Essa essência é pessoal, comparável com a nova relação que o crente tem com Deus, depois de aceitar a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal (cf Jo 1.12) (Bíblia Shedd).

10 A circuncisão de todo macho é o sinal da aliança. Textos bíblicos posteriores ligam a circuncisão com obediência e enfatizam a circuncisão do coração (Lev. 26:41; Deut. 10:16; 30:6; Jer. 4:4). A circuncisão também não era limitada somente aos membros da família mas também aos servos (que eram também considerados parte dos moradores da casa, de modo diferente ao conceito ocidental de “empregado”). Falhar quanto à circuncisão resultava em exclusão da comunidade (Gen. 17.14) (Andrews Study Bible).

Por meio deste ritual, o órgão de procriação era consagrado a Deus (cf Lev 19.23). Mais ainda, Deus queria o coração e ouvidos consagrados a Ele (Dt 10.16, 30.6; Jr 4.4, 6.10; Ez 44.7,9). A simples circuncisão da carne é inadequada para agradar a Deus (17.11-14; Jr 9-25-26) (Bíblia de Genebra).

11 Ela [a circuncisão] se destinava: (1) a fazer distinção entre os descendentes de Abraão e os gentios (Ef 2:11), (2) a perpetuar a memória da aliança de Yahweh (Gn 17:11), (3) a promover o cultivo da pureza moral (Dt 10:16), (4) a representar a justiça pela fé (Rm 4:11), (5) a simbolizar a circuncisão do coração (Rm 2:29), e (6) a prefigurar o rito cristão do batismo (Cl 2:11, 12). Os hebreus não eram exclusivos na Antiguidade com respeito à prática da circuncisão. Há registros desse costume, por exemplo, entre os egípcios primitivos e entre vários povos semitas. CBASD, vol. 1, p. 324.

Será isso por sinal. Deus estabeleceu sinais e memoriais de vários eventos significativos. O sábado foi instituído como um memorial da criação; a circuncisão, como sinal da aliança abraâmica; o batismo, como memorial da morte e ressurreição de Cristo; e a Ceia do Senhor, como memorial de Seu sacrifício vicário [substitutivo]. Sinais exteriores podem ensinar verdades espirituais, tornando-se assim canais apontados por Deus para abençoar espiritualmente os praticantes. Assim, podem servir como lembretes perpétuos da graça de Deus e de nosso próprio dever e responsabilidade. CBASD, vol. 1, p. 324.

12 oito dias. Ver Lc 1.59, 2.21; Fp 3.5. Algumas culturas do antigo Oriente Próximo circuncidavam seus filhos  na puberdade como um rito de passagem da infância para a idade adulta. Deus empregou este sinal para crianças para mostrar que os filhos de pais crentes são “santos” (são separados do mundo profano e pertencem à comunidade da aliança. Rm 11.16; 1Co 7.14). Deus continua a usar a instituição da família (At 16.31). O rito de iniciação para entrada na comunidade da aliança hoje é o batismo. Em Cristo, não há mais homem ou mulher, judeu ou gentio, de forma que todos podem participar (Gl 3.26-29; Cl 2:11-12) (Bíblia de Genebra).

14 Será eliminada. A experiência pessoal de Moisés indica a solene importância que Deus atribuía à realização desse rito (Êx 4:24-26). CBASD, vol. 1, p. 325.

15 Sarai… SaraSarai significa “minha princesa”; Sara significa “princesa” [Nota: o sufixo “i”, ao final do nome significando “minha” tem relação com o final do pronome pessoal “ani”, que que dizer “eu”: lit. “princesa de eu/de mim”, ou “minha princesa” ]. Tal mudança de nome servia para que se fizesse mais explícita a promessa de que o descendente viria através de Sara e não de outra qualquer, como Abraão havia sugerido no v 17 (cf Hb 11.11,12) (Bíblia Shedd).

Outrora ela tinha sido a princesa de Abraão, mas daí em diante devia ser reconhecida como a princesa e progenitora de toda uma nação. Pertenceria não só a Abraão, mas a todos os seus descendentes. CBASD, vol. 1, p. 325.

O seu nome de nascimento pretendia, provavelmente, lembrar sua nobreza de família, enquanto o nome pactual tinha em vista a sua nobre descendência  (Bíblia de Genebra).

Dando a ela um novo nome, Deus confirma o fim de sua infertilidade (Andrews Study Bible).

Reis de povos procederão dela. Isto se refere primariamente a Davi e seus sucessores no trono de Judá, mas inclui também a casa real de Edom [descendentes de Esaú, filho de Isaque]. CBASD, vol. 1, p. 325.

18 Tomara que viva Ismael diante de Ti. Este rogo sugere que desde o nascimento de Ismael, Abraão havia se apegado tenazmente à esperança de que esse filho poderia ser o herdeiro prometido. Cego para a possibilidade de Sara, em sua idade avançada, dar-lhe um filho, Abraão intercede em favor de Ismael. Abraão ficaria contente em aceitar o filho que ele próprio arranjara, até mesmo em lugar do que nasceria de Sara. Além do mais, isso o pouparia do embaraço de renunciar ao plano que ele próprio anunciara publicamente de que Ismael seria seu herdeiro (ver PP, 146). CBASD, vol. 1, p. 325, 326.

19 Isaque significa riso, visto que tanto Abraão, como Sara, riram-se admitindo que se tratava de uma promessa irrealizável. Por ocasião do nascimento de Isaque, porém, eles riram-se por motivo diferente (21.6) (Bíblia Shedd).

“De fato”, inquestionavelmente Sara se tornaria mãe; não haveria razão para duvidar disso. … Tanto o nome de Isaque quanto o de Ismael foram escolhidos antes do nascimento, e o nome de Abraão e Sara foram mudados por causa de uma nova experiência que os aguardava. CBASD, vol. 1, p. 326.

20 Quanto a Ismael … gerará 12 príncipes. O nome dos 12 filhos de Ismael são dados em Gênesis 25:12-16. Como os 12 filhos de Jacó, cada um deles se tornou pai de uma tribo (ver com. de Gn 25:13-16). CBASD, vol. 1, p. 326.

21 Com Isaque. Repetindo a declaração do v. 19, Deus assegurou a Abraão que Isaque, não Ismael, devia ser o filho da aliança. Embora Ismael devesse partilhar, de maneira geral, das bênçãos prometidas a Abraão, a descendência de Isaque se tornaria numerosa suficiente para possuir a terra de Canaã. Especificamente, a aliança, com todas as suas bênçãos materiais e espirituais, era para o filho de Sara, Isaque, e para sua posteridade. A história posterior dos dois filhos justifica plenamente a escolha que Deus fez de um e a rejeição do outro. Embora Agar tivesse vindo a crer no Deus verdadeiro, a influência de sua educação egípcia anterior se demonstrou decisiva na vida de Ismael e seus filhos, pois os descendentes dele se tornaram pagãos. CBASD, vol. 1, p. 326.

Neste mesmo tempo. Um limite de tempo [“daqui a um ano”] é agora anexado à promessa de um filho. Não poderia mais haver lugar para incerteza. Após esperar quase 25 anos desde a primeira promessa e de ter demonstrado tanto fé quanto dúvida no passado, Abraão ficou sabendo que o tempo de espera devia logo terminar. CBASD, vol. 1, p. 326.

22 Deus Se retirou dele, elevando-Se. Esta declaração indica que a revelação de Deus havia sido uma revelação visível. Não temos ideia da forma em que Abraão viu a Deus. CBASD, vol. 1, p. 326.

23 Tomou, pois , Abraão a seu filho Ismael … circuncidou. Pelo fato de Ismael estar com 13 anos quando foi circuncidado (v. 25), os árabes até hoje adiam esse rito até um período muito posterior ao dos judeus [8 dias], geralmente da idade de cinco a 13 anos, e muitas vezes não antes dos 13 anos. CBASD, vol. 1, p. 326.