Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: JOSUÉ 17 – Primeiro leia a Bíblia
JOSUÉ 17 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse aqui os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson
Filed under: Sem categoria
Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/js/17
Josué 17 continua a descrição da divisão da terra de Canaã entre todas as tribos de Israel. Este capítulo se concentra no território atribuído à tribo de Manassés, localizado nas montanhas da Palestina, a meio caminho entre o Mar Morto, ao sul, e o Mar da Galiléia, ao norte. O que é de particular interesse neste capítulo é a atribuição de terras às filhas de Zelofeade (17: 3-6). A história refere-se a Números 27:1-7, onde as filhas, que perderam o pai no deserto, pedem a Moisés que lhes atribua também um pedaço de terra quando a conquista de Canaã fosse concluída.
Sendo uma sociedade patriarcal, a distribuição de terras e a herança eram concedidas apenas de pai para filho. O que você faria neste sistema se um pai morresse tendo apenas cinco filhas? Geralmente, essas filhas se tornariam dependentes da boa vontade de um tio que cuidaria delas. Mas neste caso as filhas são proativas e imploram a Moisés por sua própria herança em favor de seu pai. Quando Moisés concorda com o pedido delas, é quebrado um forte costume social patriarcal. Sem perceber, Moisés coloca em prática um processo de herança que a maioria das sociedades segue ainda hoje (leia sobre isso em Nm 27:8-11).
Somos gratos pela iniciativa e coragem dessas cinco filhas que expressaram seu pedido. Se eles não tivessem feito isso, quem sabe como as leis da herança funcionariam hoje?
Denis Fortin
Universidade Andrews
Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jos/17
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
Filed under: Sem categoria
926 palavras
1 Também caiu a sorte. Jacó preferira Efraim a Manassés (Gn 48:17-20), embora este fosse o primogênito. Nesta ocasião, Efraim foi honrado ao receber primeiro a descrição de sua herança. No entanto, Manassés era o primogênito e devia receber a “dobrada porção”(Dt 21:17) que lhe correspondia. Este capítulo trata principalmente do território destinado a Manassés a oeste do Jordão, mas se refere também à porção que a tribo tinha recebido a leste do rio. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 2, p. 261.
Basã. Moisés e Josué reconheceram a habilidade dessa família [de Maquir, primogênito de Manassés] na guerra e sentiram o desejo de confiar a ela a defesa … de Basã, que fazia fronteira ao território de Israel. CBASD, vol. 2, p. 261.
2 Os mais filhos. baseando-se numa comparação com 1 Crônicas 7:14-19, parece mais razoável que estes seis nomes correspondam a famílias importantes, não necessariamente a seis irmãos. CBASD, vol. 2, p. 261.
3 Zelofeade. Héfer, um dos seis filhos de Gileade [um dos filhos de Manassés] … teve um filho, Zelofeade, que morreu no deserto sem gerar filhos. No entanto, teve cinco filhas (Nm 26:33, 34; 27:1-5). Essas jovens precisaram defender a própria causa perante Moisés, a fim de receber a herança e preservar o nome do pai. A decisão pronunciada por Moisés sob orientação divina era de que as mulheres deviam herdar a parte do pai, com a condição de que se casassem com homens da própria tribo, para manter a propriedade em posse da mesma. As irmãs se casaram com primos, cumprindo assim a ordem (Nm 27:6-11; 36:10-12). Este episódio demonstrou mais respeito pelos direitos das mulheres do que o comum naquela época. Estabeleceu o princípio de que a mulher não era mera propriedade, sem direitos próprios. Onde quer que os princípios do Deus verdadeiro são estabelecidos, a mulher é dignificada. CBASD, vol. 2, p. 262.
7 Desde Ser até Micmetate. A fronteira sul de Manassés, que fazia limite com Efraim, é descrita primeiramente. CBASD, vol. 2, p. 262.
9 Ao sul do ribeiro. A palavra usar para “ribeiro” aqui é a que significa “torrente de inverno”. … É provável que se trate do ribeiro que desemboca no Mediterrâneo, ao norte de Jope. CBASD, vol. 2, p. 262.
11 Bete-Seã. Literalmente, “casa de descanso”. Foi uma cidade da tribo de Issacar destinada a Manassés. Ficava num lugar estratégico, na conjunção de dois vales importantes para Israel: o profundo vale do Jordão e o de Jezreel. É possível que, uma vez que Manassés era uma tribo guerreira e hábil defensora de Israel, tenha sido considerado sábio permitir que os membros dessa tribo ocupassem a fortaleza e residissem nela. Nos tempos do NT, Bete-Seã era uma das maiores cidades de Decápolis, chamada de Citópolis. Para os árabes modernos, é conhecida como Tell el Hutsn, perto da moderna Beisan (Bete-Seã), que perpetua o antigo nome. CBASD, vol. 2, p. 262, 263.
En-Dor. Esta cidade ficava ao norte do monte Moré, seis quilômetros ao sul do monte Tabor e pouco mais de dez quilômetros a sudeste de Nazaré. A médium a quem Saul recorreu em desespero morava em En-Dor (1Sm 28). CBASD, vol. 2, p. 263.
13 Sujeitaram. A LXX diz: “tornaram-nos obedientes”. É provável que a cobiça os tenha levado a fazer tal concessão. Por dinheiro e poder se faz de tudo para aplacar a consciência. No entanto, dinheiro sem retidão não é capaz de enriquecer uma causa justa. Muitas pessoas serão condenadas ao juízo porque amaram mais as riquezas que a Deus. O Senhor deseja pessoas de fé e coragem que não se vendam nem se comprem, seja com dinheiro, poder ou honras. CBASD, vol. 2, p. 263.
14 Uma sorte apenas. Um espírito egoísta e cobiçoso sempre esquece o quanto já recebeu. CBASD, vol. 2, p. 263.
Tão grande povo. Muitas pessoas reproduzem hoje a atitude dos filhos de José. Aqueles que tem uma opinião exaltada de si mesmos costumam pensar que sua grandeza deveria ser reconhecida por Deus e pelos homens; quando isso não acontece, creem que há algo de errado com o Senhor ou com as pessoas. No caso em questão, já que os descendentes de José eram um povo grande devido às bênçãos de Deus, deviam ter continuado a buscá-Lo em prol da continuidade das bênçãos, em vez de fazer um pedido injusto para quer Josué lhes desse uma porção maior. Sempre existe o perigo de que os abençoados por Deus atribuam a bênçãos a algum mérito próprio. Essa pode ser a razão para não receberem outros benefícios celestiais. Tendem a interpretar de modo errôneo esses favores e, embora com os lábios deem o crédito a Deus, em seu coração louvam a si mesmos. CBASD, vol. 2, p. 264.
15 Se és grande. Josué era sábio demais para questionar a presunção de efraimitas e manassitas. Na verdade, disse o seguinte a eles: “Se vocês são um povo tão grande graças às bênçãos de Deus, então Ele continuará a abençoá-los na conquista da terra. Vocês são bem capazes de cuidar de si mesmos. Dirijam-se para as vastas floresta da palestina central e tomem posse delas.” Fica claro, com base nessas declarações, que uma boa parte da Palestina central correspondia, naquela época, a uma vasta floresta com escassa população. CBASD, vol. 2, p. 264.
18 Expulsarás. Esta foi a ordem final para as tribos covardes. Ordem semelhante é dada aos que abrigam pecados acariciados. Nem um mal sequer deve ser tolerado. todo vício corruptor deve ser expulso do coração. Qualquer vestígio de tolerância ou transigência trará ruína certa. Com frequência, encaram-se os pecados assim como Israel viu os carros de ferro, os quais parecem impossíveis de se vencer. Então, tranquiliza-se a consciência, fazendo os pecados “pagarem tributo” e permitindo que permaneçam. O resultado final é derrota certa. O medo e a falta de fé e coragem são aliados de Satanás; mas a ordem de Deus ressoa por todas as eras: “expulsarás”(ver também com. de Josué 16:10). CBASD, vol. 2, p. 264, 265.
Filed under: Sem categoria
“Então, o povo dos filhos de José disse a Josué: Por que me deste por herança uma sorte apenas e um quinhão, sendo eu tão grande povo, visto que o Senhor até aqui me tem abençoado?” (v.14).
Mal havia iniciado a distribuição das terras entre as tribos e Josué precisou enfrentar a primeira manifestação de reclamação. Insatisfeitos com sua porção, a tribo de Manassés reclamou para si uma herança maior, alegando que Deus os havia abençoado, ou seja, que Deus os havia multiplicado. Não que sua herança fosse pequena. Pelo contrário, era uma das maiores. Mas dentro de seus territórios haviam regiões montanhosas e, portanto, de mais difícil acesso, e mais desafiadoras para expulsar os cananeus que habitavam “na terra do vale” e que possuíam “carros de ferro” (v.16). Josué, porém, não se deixou levar pela murmuração dos manassitas, mas usou o próprio argumento do tamanho da tribo: “Se és grande povo, sobe ao bosque e abre ali clareira na terra” (v.15), e os motivou a confiar na vitória sobre os cananeus: “porque expulsarás os cananeus, ainda que possuem carros de ferro e são fortes” (v.18).
Apesar de ter entrado em Canaã, é interessante observar que ainda era uma geração que precisava aprender a confiar plenamente no Senhor. Necessitava de força moral e fé firme. O que vemos, contudo, é um certo desleixo com relação à palavra do Senhor, que já havia dito e repetido da necessidade dos filhos de Israel expulsarem completamente os cananeus do meio deles. Mas “os filhos de Manassés não puderam expulsar os habitantes daquelas cidades, porquanto os cananeus persistiam em habitar nessa terra” (v.12). Percebem, amados? Os ímpios eram mais persistentes do que o povo de Deus! A diligência e o êxito em obedecer a Palavra do Senhor não tem a ver com grandes multidões. Na verdade, nunca teve. Basta recordar a experiência de Noé, de Abraão, de Moisés, do próprio Josué, de Calebe, para perceber que Deus não precisa de muita gente; que poucos ou apenas um em Suas mãos é o suficiente para que Ele possa executar os Seus planos.
Precisamos seguir o mesmo princípio espiritual visionário de Josué. Olhar para as nossas provações “montanhosas” e, pela fé, abrir clareira por meio da oração e enfrentar as batalhas da vida, que podem se apresentar como “carros de ferro”, com a “espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17). Estamos a poucos passos da nossa eterna herança, amados! Não é tempo de reclamar. É tempo de orar e confiar. É tempo de combater “o bom combate” (2Tm.4:7). Parece até um paradoxo chamá-lo de bom. É, no entanto, a consciência de quem luta por nós e a vitória que já nos garantiu que nos motiva a olhar para nossa luta como sendo “leve e momentânea” (2Co.4:17). Porque confiamos nas promessas do Senhor, seguimos a passos firmes na certeza de seu cumprimento.
Através dos desafios da vida, Deus está provando um povo que sairá puro como o ouro e como a prata (Zc.13:9). Em meio à impiedade que encherá o cálice da ira de Deus, “poucos homens restarão” (Is.24:6). O Senhor conservará um remanescente fiel e, em sua fraqueza, os fortalecerá. “Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu mesmo procurarei as Minhas ovelhas e as buscarei” (Ez.34:11). “Ele julgará entre muitos povos e corrigirá nações poderosas e longínquas; estes converterão as suas espadas em relhas de arado e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra […] quanto a nós, andaremos em o nome do Senhor, nosso Deus, para todo o sempre” (Mq.4:3 e 5). Você deseja desfrutar desta fiel promessa?
Nosso Deus Todo-Poderoso, vitorioso nas batalhas, graças Te damos por Tua fidelidade! Concede-nos, ó Pai, a fé, a sabedoria e a tranquilidade de Josué diante das dificuldades! Em nossa fraqueza, faz-nos fortes! Responde-nos, Senhor, quando clamamos a Ti e não retires de nós o Teu Santo Espírito! Queremos fazer parte do Teu remanescente fiel. Salva-nos, por Tua graça! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiel remanescente de Deus!
Rosana Garcia Barros
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
Filed under: Sem categoria
JOSUÉ 17 – Há grandes prejuízos em não seguir os justos juízos divinos. Não há nada melhor que fazer aquilo que Deus sabe ser melhor.
Precisamos aprender com três erros crassos cometidos por Josué durante a conquista de Canaã:
• Não consultou ao Senhor sobre certo acordo, sendo terrivelmente enganado (Josué 9:14-17).
• Não destruiu as bases dos filisteus, inimigos do povo de Deus (Josué 13:2-3).
• Tolerou a permanência dos jebuseus em Jerusalém (Josué 14:63).
Esses erros impediram Israel de avançar nas conquistas da terra. A entrada principal para o território de Judá ficou sob o controle dos jebuseus, que ocupavam Jerusalém, isolando as tribos de Judá e Simeão das demais. O território dos gibeonitas ligado ao território dos jebuseus dificultava o povo de Deus de avançar na direção proposta pelo Proprietário da Terra, que é Deus!
Às tribos dos filhos de José, Efraim e Manassés que desejavam mais terras, Josué apelou: “Vocês são numerosos e poderosos. Vocês não terão apenas um quinhão. Os montes cobertos de floresta serão de vocês. Limpem o terreno, e será de vocês, até os seus limites mais distantes. Embora os cananeus possuam carros de ferro e sejam fortes, vocês poderão expulsá-los” (Josué 17:17-18).
Os manassitas apenas submeteram os cananeus a trabalhos forçados (Josué 17:23). “Parar no meio do caminho atrapalha o plano de Deus (Js 23:13). O Senhor lhes assegurou que deviam expulsar da terra os que representavam uma armadilha para eles, e que lhes seriam como ‘ferrões nas costas’ (Nm 33:55, NTLH)… Com tantas vantagens, oportunidades e tantos privilégios, a nação judaica deixou de cumprir os planos divinos… Na obra que fazemos, devemos ter em mente as porções não trabalhadas da vinha do Senhor. Mas, hoje em dia, se destinam recursos e se proporcionam vantagens apenas a alguns locais. O Senhor deseja que os recursos e as vantagens sejam distribuídos de maneira mais equitativa. Ele deseja que seja feita provisão para muitos lugares que ainda não foram alcançados”, explica Ellen White (CBASD, v.2, p.1101-1102).
Precisamos ser ousados no campo missionário como as filhas de Zelofeade em relação a território (Josué 17:3-4). “Apegue-se… às promessas de Deus, dizendo: ‘Pedi, receberei’. Eu preciso que esta alma se converta a Jesus Cristo”, apela-nos Ellen White (MS, 244).
Como seria se orássemos mais assim? – Heber Toth Armí.