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Texto bíblico: NÚMEROS 4 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/4
Pessoas seculares – e até mesmo alguns cristãos – vêem o sistema de culto israelita como o retrato de um Deus exigente. Os pecadores devem “andar pisando em ovos” quando perto dEle ou serão fulminados. Números 4 descreve o cuidado supremo tomado pelos levitas na manipulação de objetos sagrados, que não deviam ser tocados por qualquer pessoa não autorizada.
Para algumas pessoas, “temer” ao Senhor significa terem medo do Seu poder. Mas a Bíblia deixa claro que a preocupação de Deus com as coisas sagradas, envolve muito mais do que castigo divino pela desobediência. A história de Abraão e do rei Abimeleque (Gênesis 20) é muito útil a este respeito. Abraão esconde de Abimeleque o fato de Sara ser sua esposa, então Abimeleque a leva para sua casa. Mas Deus adverte Abimeleque a não tocá-la. O relacionamento matrimonial é sagrado, e a lei de Deus é uma defesa daquilo que é sagrado. Assassinar é “tocar” na alma humana, que tem valor infinito. Cobiçar é “tocar” ilegalmente, com o pensamento, em algo que pertence a outro. Mentir é “tocar” no vínculo da confiança.
Quando alguém falha em reconhecer que Deus e as coisas que O representam são santas, está, na verdade, destruindo a si mesmo e aos outros. Que Deus abra nossos olhos para discernir o que é sagrado.
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1113 palavras
O quarto capítulo nos lembra de: 1) A variedade dos dons e de deveres na igreja de Deus, Ef 4.7-12; 1 Co 12. Há trabalho para todos, e por isso devemos nos animar ao serviço, e há um serviço especial para cada um, o que deve nos tornar humildes com respeito à nossa posição na obra; 2) O caráter de Deus a Quem servimos (para que não morram, v 20), Hb 12.28-29. Bíblia Shedd.
2 Os coatitas, gersonitas (4:21) e meraritas (4:29) eram famílias dos levitas a quem eram designadas tarefas especiais na adoração de Israel. Para desempenhar os trabalhos descritos neste capítulo, um levita deveria ter entre 30 e 50 anos de idade. Esperava-se que desempenhasse suas tarefas como descrito em detalhes aqui. De fato, falhar nisso poderia significar morte (4:20). A adoração ao santo Deus não deve ser realizada relaxadamente. Life Application Study Bible.
3 da idade de trinta anos para cima (tb. v. 23, 30, 35, 39, 43, 47). Estes homens estariam no auge da forma física e bem capacitados para a obra de transportar o tabernáculo e seus equipamentos. … os trinta anos marcavam a idade na qual um judeu era considerado maduro e preparado para assumir todas as responsabilidades de seus direitos e privilégios (ver Lc 3:23). Após os 50 anos, um levita não era obrigado a prestar serviços, mas devia apenas ajudar no tabernáculo, de acordo com sua capacidade (Nm 8:25, 26). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 909.
Ficamos sabendo em 8.24 que a idade inicial para o começo do serviço era 25 anos; talvez os 5 primeiros anos fossem algo como um estágio. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Deve se notar que a idade é de 30 anos para cima. Essa é a idade em que Jesus começou Seu ministério. CBASD, vol. 1. p. 912.
3 neste serviço (ARA; ARC: “neste exército”. Tb. no v. 23). O hebraico pode significar “combater este combate” que nos faz lembrar as palavras que Paulo aplicou à vida de um missionário, a luta contra as obras de Satanás, 2 Tm 4.6-8, as quais Cristo veio para destruir, 1 Jo 3.8. Bíblia Shedd.
A expressão provém de uma palavra hebraica que designa um exército em formação organizada, e é assim empregada vez após vez nas Escrituras. Também pode ser traduzida por “batalha”, numa referência às operações de combate de que recrutas e oficiais deviam participar. Neste versículo, refere-se aos deveres sagrados de um soldado de Deus. O cristão de hoje compreende isso como o serviço de um soldado da cruz. CBASD, vol. 1. p. 909.
4 É este o serviço. Os coatitas carregavam os móveis sagrados e outros itens, depois que os sacerdotes os cobriam. Os gersonitas transportavam as cortinas (exceto o véu interior; v. 5) e outros objetos e coberturas do santuário. Os meraritas transportavam todo o restante, incluindo os elementos sólidos da estrutura do santuário (tábuas, barras, pilares, bases, etc.). Andrews Study Bible.
coisas santíssimas. A despeito do fato de o cuidado principal dessas coisas santas ter sido entregue aos coatitas, eram proibidos de tocar nelas (v. 15) ou até mesmo olhar para elas (v. 20), sob pena de morte. Todo o trabalho dos coatitas devia ser rigorosamente supervisionado por Arão e seus filhos, e somente os sacerdotes podiam tocar nas coisas santas e olhar para elas, quando não estavam cobertas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
5 véu de cobrir. Ver Êx 35:12; 39:34 e Lc 23:34. Aqui se faz referência ao véu que dividia o lugar santo do santíssimo (Êx 26:31-33). CBASD, vol. 1. p. 909.
6 todo azul. A arca era o único item do mobiliário sagrado a ser coberto com um pano azul (ou violeta), quando carregada de um lugar para outro, para ser diferenciada. CBASD, vol. 1. p. 910.
11 altar de ouro. O altar de incenso, coberto de outro. CBASD, vol. 1. p. 910.
13 um pano de púrpura. O pano de púrpura ou vermelho escuro devia ser usado como uma marca distintiva, pois esse era o altar dos holocaustos que ficava no átrio, e não no lugar santo. CBASD, vol. 1. p. 910.
15 então. Os levitas só tinham permissão de tocar as coisas santas depois de elas serem cobertas e embaladas por Arão e pelos sacerdotes; os coatitas apenas levantavam a carga e a levavam (v. 12-14). CBASD, vol. 1. p. 910.
para levá-lo. Os levitas eram os carregadores costumeiros (2Sm 15:24). Somente em duas ocasiões incomuns outros arranjos foram feitos (1Sm 6:8; 2Sm 6:3). CBASD, vol. 1. p. 910.
16 Eleazar… ficará encarregado. O sumo sacerdote podia aproximar-se das coisas santíssimas a favor do povo. Se ele não pudesse fazer isso, não poderia haver nenhuma adoração por parte da comunidade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
18 Não deixareis que a tribo das famílias dos coatitas seja eliminada. Não deixe que os coatitas sejam mortos por negligenciar o dever de supervisão. Se os sacerdotes fossem descuidados, os coatitas provavelmente seguiriam o exemplo deles e seriam condenados. CBASD, vol. 1. p. 911.
Isto significa que Moisés e Arão devem evitar que estas famílias caiam em pecado, impedindo-as de terem contato com as coisas sagradas; semelhantemente, o crente deve estar pronto a evitar ocasiões de tropeço aos seus semelhantes, Mc 9.2. Bíblia Shedd.
19 para que vivam. A recompensa dos fiéis, conforme prometida hoje, é a imortalidade, cuja origem se encontra em Jesus Cristo (Mt 19:17, 29; Jo 1:4; 6:47; Ap 21:27). CBASD, vol. 1. p. 911.
25 peles finas. A cobertura mais exterior (Êx 26:14; ver com de Êx 25:5). CBASD, vol. 1. p. 911.
27, 28 Os gersonitas poderiam receber instruções de qualquer dos filhos de Arão, mas eram diretamente responsáveis somente perante Itamar. As linhas de autoridade e prestação de contas eram claramente estabelecidas para todos. Ao você trabalhar com outros do serviço de Deus, esteja claro que as linhas de autoridade entre você e aqueles com quem você trabalha estejam claramente entendidas. Boas comunicações constroem bons relacionamentos. Life Application Study Bible.
28 Itamar. Este filho de Arão era o superintendente de todas as coisas físicas do tabernáculo, assim como o outro filho sobrevivente, Eleazar, era o herdeiro da parte espiritual do serviço religioso, o sacerdócio das ofertas, v 16. Bíblia Shedd.
31 obrigação. O dever dos meraritas era transportar a estrutura do tabernáculo em si. Eles também usavam carros (Nm 7:8). Seus fardos deviam ser muito mais pesados do que os carregados pelos coatitas, pois consistiam de todas as partes sólidas da estrutura, com seus acessórios. CBASD, vol. 1. p. 911.
32 nome por nome. Ou seja, atribuição individual de um objeto em particular para determinada pessoa. CBASD, vol. 1. p. 912.
38 Os que foram contados. Este ato constante de numerar enfatiza o fato de que Deus conhece cada indivíduo do Seu rebanho, e tem cuidado dele. Também nos ensina que a obra de Deus se calcula e se planeja com grande exatidão, Lc 14.28. Bíblia Shedd.
48 O número dos levitas foi de 8.580, aparentemente muita gente para o serviço religioso; entretanto, cabia-lhes o cultivo espiritual de todas as tribos. Sua grande missão era servir ao Senhor no meio do Seu povo. Nota-se aqui a distribuição criteriosa do serviço da casa de Deus. No NT também se vê esta preocupação no serviço do Senhor, Ef 4.11, 12; 1 Co 12.28. Bíblia Shedd.
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“Segundo o mandado do Senhor, por Moisés, foram designados, cada um para o seu serviço e a sua carga; e deles foram contados, como o Senhor ordenara a Moisés” (v.49).
Como vimos no capítulo anterior, não bastava ser um levita para assumir a obra de Deus no santuário. Havia uma hierarquia e divisão de cargos e funções que designava cada um para um serviço determinado. Havia também condições para que cada serviço pudesse ser realizado, a fim de preservar a vida dos próprios levitas. Certos objetos do tabernáculo precisavam ser preparados por Arão e seus filhos antes que os levitas tivessem acesso a eles para os transportar. A arca da aliança, por exemplo, bem como os objetos e móveis utilizados no Lugar Santo, precisavam ser cuidadosamente cobertos antes que os filhos de Coate tivessem acesso a eles, para que não morressem.
Através destas regras sobre o transporte do santuário, tanto os levitas quanto os demais filhos de Israel recebiam preciosas lições sobre santidade, reverência e temor do Senhor. Cada vez que precisavam levantar acampamento e marchar, todo o povo podia ver com que ordem e decência os levitas carregavam os objetos sagrados. Era um trabalho que exigia grande responsabilidade e cuidado com as “coisas santíssimas” (v.19). Enquanto permanecessem fiéis ao mandado do Senhor, Ele os abençoaria e protegeria em todas as suas viagens. Engana-se quem pensa que Deus não requer hoje de Seu povo o mesmo cuidado e zelo para com a Sua obra. Cada discípulo de Jesus é chamado a realizar um serviço específico na grande obra final, e precisamos permitir que o Senhor nos indique esse dever exato.
Após o Pentecostes, os discípulos foram capacitados para um ministério mundial de proclamar as boas-novas de salvação em Cristo Jesus. O Espírito Santo falou a Filipe para ir ao encontro de um eunuco etíope e ensinar-lhe as Escrituras (At.8:29). O apóstolo Pedro recebeu instruções do Espírito Santo, após uma visão, para pregar também aos gentios (At.10:20). Paulo foi impedido pelo Espírito Santo de ir a certo lugar e, por meio de uma visão, entendeu para onde deveria ir naquele momento (At.16:7-10). O mesmo Espírito continua guiando os filhos de Deus hoje, e nosso papel é estar atentos para ouvir Sua voz: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap.2:7).
Não podemos lidar com a sagrada obra do Senhor conforme nos apraz, mas precisamos entender qual é a vontade de Deus em nosso trabalho nesta terra. Ele não exigiu que os sacerdotes tomassem para si todos os encargos do templo, mas designou uma tribo inteira para auxiliá-los. Também não colocou sobre os ombros de poucos o peso de carregar o santuário, mas dividiu as funções para que ninguém fosse sobrecarregado. O primeiro convite que Jesus nos faz é o de ir até Ele, depondo a Seus pés todo o nosso cansaço e sobrecarga, e trocarmos pelo Seu jugo suave e Seu fardo leve (Mt.11:28-30). Só então estaremos aptos para realizar a obra que Ele nos designou, conforme o Espírito nos guie. Entender isso é crucial para que o reino de Deus avance em seus propósitos e o Senhor nos acrescente, dia após dia, os que vão sendo salvos (At.2:47).
Há um inimigo que conhece muito bem a ordem e a disciplina celestial, que já fez parte do cenário do Céu na perfeita obra dos anjos, mas cuja rebelião o expulsou do lugar de Deus. Ele faz de tudo para distrair o povo do advento e impedi-lo de avançar ordenadamente, aproveitando-se da fragilidade de cristãos professos para isso. A respeito disso, Ellen White escreveu: “Satanás bem sabe que o sucesso apenas pode acompanhar a ação ordenada e harmoniosa. Bem sabe que tudo que se relaciona com o Céu se acha em perfeita ordem, e que sujeição e disciplina perfeita caracterizam os movimentos da hoste angélica. Ele estuda e faz esforços para levar os cristãos professos o mais longe possível da disposição ordenada por Deus; portanto, engana até o povo professo de Deus, e faz-lhes crer que a ordem e a disciplina são inimigas da espiritualidade” (A Igreja Remanescente, CPB, p.24).
Precisamos estar atentos para ouvir o Espírito do Senhor a nos indicar cada passo que devemos dar no sagrado dever missionário e no cuidado para com a Sua casa de oração. Se atendermos ao primeiro chamado de Cristo: “Vinde a Mim” (Mt.11:28), certamente seremos habilitados a cumprir a Sua ordem: “Ide” (Mt.28:19). E eis que Ele estará conosco, “todos os dias, até à consumação do século” (Mt.28:20).
Nosso amado Pai celestial, o Senhor ama a ordem e a disciplina. Tudo no Céu segue um curso perfeito e santo. Não poderia ser diferente no lugar em que o Senhor habitava no meio do Seu povo e que apontava para o perfeito plano da redenção. Hoje, Pai, a Tua Palavra nos diz que somos templos do Espírito Santo. Então, ajuda-nos a lidarmos com a nossa vida tendo sempre a consciência de que, na verdade, ela não é nossa, ela é Tua, e deve ser vivida para a Tua glória. Que, como igreja, sejamos guiados por Teu Espírito, com ordem e decência, servindo ao Senhor com temor e tremor, mas também com amor e devoção. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, igreja ordenada do Deus vivo!
Rosana Garcia Barros
#Números04 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 4 – Deus constituiu líderes espirituais. Eles exercem ministério importante no mundo. Cada época tem suas peculiaridades. Com o Santuário móvel no deserto, precisando ser desmontado, transportado e remontado, as atividades eram diferentes de quando o templo foi construído e fixado em um lugar (imóvel).
Quando a ilustração profética da cerimônia do Santuário tornou-se realidade em Cristo, cessando assim os rituais cerimoniais do templo terrestre, os líderes espirituais continuam sendo considerados por Deus, e importantes ao desenvolvimento da igreja.
Da mesma forma que Deus designou os três filhos de Arão no Antigo Testamento, posteriormente na igreja, Deus “designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da estatura de Cristo. O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro” (Efésios 4:11-14).
“Na igreja, Deus estabeleceu primeiramente apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres…” (1 Coríntios 12:28). Bispos, anciãos, presbíteros e diáconos foram sendo acrescentados com a multiplicação dos membros da igreja (Atos 6:1-7; 20:17, 28-30; Romanos 16:1-3; Tito 1:5). O texto inspirado é claro: “Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo [pastor], deseja uma nobre função” (1 Timóteo 3:1).
Assim como coatitas, gersonitas e meraritas tinham cada um sua responsabilidade, cada membro do corpo de Cristo deve fazer aquilo que tem a ver com seu dom (1 Coríntios 12:4-30). Diferentes dons atendem a diferentes necessidades; assim, cada crente deve exercer seu ministério com responsabilidade para não prejudicar o todo.
Além de não se meter no dever alheio, é preciso cumprir com a responsabilidade estipulada por Deus. Ir além ou ficar aquém pode comprometer a obra de Deus no mundo. Os cristãos devem testemunhar de Deus a vizinhos e estrangeiros (Atos 1:8). A missão não é opção, é o estilo de vida do cristão! Portanto, reavivemo-nos no serviço a Deus! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 3 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/3
A tenda do tabernáculo dominava o acampamento do Senhor. Quando em marcha, o tabernáculo se destacava no meio de tudo. Os levitas guardavam o lugar mais sagrado da terra de outros israelitas e os soldados guardavam os levitas daqueles que não eram de Israel. Este esquema apresentava uma verdade profunda: as pessoas não tinham a posse de Deus. Em vez disso, Deus era o dono do povo. O mundo não tinha visto nada assim antes.
Embora pudessem parecer poderosos e assustadores, os deuses pagãos sempre foram ferramentas úteis de seus adoradores. As pessoas os fazem, cuidam deles e os transportam como qualquer bagagem. Mas isso não acontecia com Israel. Os israelitas foram especificamente advertidos a não tocar no tabernáculo. Tocar as coisas sagradas com mãos profanas significava morte certa. Até mesmo os sacerdotes Nadabe e Abiú morreram quando ofereceram “fogo não autorizado perante o Senhor.”
Deus é realmente santo, mas Ele voluntariamente habitou no meio do povo. Deus estava neles, mas não era o mesmo que eles. Este aspecto do Senhor demonstra Sua condescendência, não o quanto Ele é temível e digno de ser adorado.
Que amor é esse, que um Deus santo habite com a raça humana!
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/3
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1290 palavras
1-8 A missão dos levitas. Números é o livro dos levitas, assim como Levítico é o livro dos sacerdotes. Dá-se especial importância ao culto divino. A tribo de Levi é separada para o serviço do Senhor, o serviço do santuário. Isto revela o interesse de Deus pelos homens, e a importância que devemos dar ao culto que Lhe prestamos. Bíblia Shedd.
Distinções nítidas são feitas aqui entre a casa sacerdotal (os filhos de Arão) e os levitas. Esses últimos deviam ser ajudantes dos sacerdotes e, ao cumprirem seus deveres, serviam não somente a Arão, mas também à nação inteira. Bíblia de Estudo NVI Vida.
1 São estas, pois as gerações. Esta é uma fórmula comum que aparece com frequência em Gênesis (10:1; 11:10, 27; 25:12, 19; 36:1, 9). Trata-se de um título usado para introduzir uma nova seção da narrativa. … Introduz o relato ou a história das pessoas mencionadas. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 903.
de Arão e de Moisés. Arão é mencionado aqui em primeiro lugar, porquanto a sua família é o assunto do capítulo. Bíblia de Genebra.
O ofício de Moisés, muito embora mais elevado que o de Arão, era pessoal e não ligado à tribo, ao passo que Arão foi o progenitor de uma longa e distinta linhagem de sacerdotes. CBASD, vol. 1, p. 903.
3 os sacerdotes ungidos. A unção de Arão e seus filhos como sacerdotes do Senhor é descrita em Êx 29. Bíblia de Genebra.
ungidos. O termo hebraico traduzido por “ungido” (mashiah) veio posteriormente a ser o título específico do Messias (Cristo); v. nota textual NVI em Mt 1.17 [“Cristo. Ou Messias. Tanto Cristo (grego) como Messias(hebraico) significam Ungido; também em todo o livro de Mateus.”]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 Nadabe e Abiú. Há grande ênfase sobre o pecado de Nadabe e Abiú, que se menciona cinco vezes em Números. Bíblia Shedd.
A proximidade com a santidade de Deus requer santidade e obediência da parte dos seus sacerdotes. Por todos os tempos, a morte dos filhos recém consagrados de Arão serve para advertir os ministros de Deus a respeito das suas tarefas. Bíblia de Estudo NVI Vida.
perante o Senhor. Esta expressão, que aparece duas vezes no versículo, parece colocar ênfase não na morte anormal dos dois sacerdotes, mas na tristeza do Senhor em relação ao incidente. CBASD, vol. 1, p. 904.
fogo estranho. Literalmente, “fogo ilegal” ou “fogo não autorizado”. CBASD, vol. 1, p. 904.
não tiveram filhos. Se Nadabe e Abiú tivessem filhos, estes, e não Eleazar e Itamar, teriam sucedido Arão no sumo sacerdócio. Todas as famílias sacerdotais traçavam sua ascendência até Eleazar e Itamar. CBASD, vol. 1, p. 904.
diante de Arão. Literalmente, “perante o rosto de Arão”, que significa “durante o tempo de vida de Arão”. CBASD, vol. 1, p. 904.
7 cumpram seus deveres. É a parte prática de uma vida religiosa. … A mensagem geral do livro de Números tem dois lados: o fracasso do homem e a vitória das promessas de Deus. Bíblia Shedd.
10 o estranho (ARA; NVI: “qualquer pessoa”). Qualquer pessoa sem autorização. Os serviços do tabernáculo poderão ser realizados somente mediante a ordem expressa do Senhor. … Se os filhos de Arão foram mortos no início de seus deveres, como uma pessoa desautorizada ousaria mesmo em violar os limites? Cf v. 38; 18.7. Bíblia de Estudo NVI Vida.
A palavra não tem, neste versículo, o mesmo significado que em Números 1:51, onde o termo denota um não levita. Aqui inclui os levitas; na verdade, refere-se em especial a eles. Os levitas comuns não tinham permissão de participar na esfera exclusiva da atividade de Arão e de seus filhos. A violação dessa ordem divina foi um dos pecados de Jeroboão, pois ele permitiu que não levitas desempenhassem funções sacerdotais (ver 1Rs 12:25-33). CBASD, vol. 1, p. 905.
Arão e seus filhos são indicados ao sacerdócio. Existe um tremendo contraste entre o sacerdócio de Arão no Antigo Testamento e o de Cristo no Novo Testamento. Arão e seus descendentes eram os únicos que poderiam desempenhar as atribuições dos sacerdotes e se aproximar do lugar de habitação de Deus. Agora, que Cristo é nosso Sumo Sacerdote – nosso intermediário perante Deus – qualquer um que O siga é também chamado de sacerdote (1 Pe 2:5, 9). Agora todos os cristãos podem se aproximar da presença de Deus sem medo porque o próprio filho de Deus encoraja Seus filhos a fazer deste modo. Podemos superar a culpa quando temos um especial relacionamento com Deus baseado no que Cristo fez por nós. Life Application Study Bible.
aproximar. A palavra não quer dizer chegar perto no âmbito físico, em sentido comum, mas realizar qualquer função sagrada do sacerdócio. CBASD, vol. 1, p. 905.
12 em lugar de todo primogênito. Os levitas foram separados para o serviço do Senhor, em lugar dos primogênitos de Israel, poupados do extermínio histórico dos primogênitos do Egito, por ocasião da primeira Páscoa, Êx 11 e 12. O total deles foi de 22.000 machos de um mês para cima, v. 39. Bíblia Shedd.
Todo ser humano pertence, em primeira instância, a Deus, mas aqui o Senhor reivindica aqueles que foram tirados do Egito como Suas primícias. CBASD, vol. 1, p. 905.
A contagem dos levitas corresponde àquela das demais tribos nos caps. 1 e 2, excetuando-se que todos os do sexo masculino a partir de um mês de idade, e não de 20 anos, deviam ser contados. Os levitas não estavam sendo alistados para a guerra, mas para serviços especiais no recinto sagrado do Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Ver Nm 18:6. Os primogênitos só eram resgatados quando completavam um mês de vida. Portanto, os levitas que assumiam o lugar deles só eram contados a partir dessa idade. CBASD, vol. 1, p. 905.
14-37 São identificados aqui os clãs dos levitas e são prescritos seus vários deveres: os gersonitas deviam cuidar das estruturas maiores do tabernáculo (vs. 21-26), os coatitas cuidariam dos móveis interiores (vs. 27-32) e os meraritas cuidariam das porções menores da estrutura (vs. 33-37). Bíblia de Genebra.
17 filhos de Levi. As três principais divisões dos levitas em Jerusalém, após o exílio, foram traçadas até chegar aos três homens mencionados neste versículo (Gn 46:11; Êx 6:16; ver Nm 26:57). CBASD, vol. 1, p. 905.
23 atrás do tabernáculo, ao ocidente. A expressão “ao ocidente” quer dizer, literalmente, “para o mar”, numa referência ao Mediterrâneo. CBASD, vol. 1, p. 906.
25, 26 Os filhos [descendentes] de Gérson ficam incumbidos de cuidar do exterior do templo do tabernáculo, sendo os vigias desse templo portátil. Bíblia Shedd.
38 Os que se acamparão diante do tabernáculo, ao oriente, … serão Moisés e Arão. Moisés e Arão deviam acampar defronte ao tabernáculo da congregação, tendo o direito exclusivo de se aproximarem do santuário. Bíblia de Genebra.
Moisés. O líder tinha posição de honra no arraial, um lugar central que lhe dava fácil acesso a todas as partes. CBASD, vol. 1, p. 907.
com seus filhos. Os sacerdotes ficavam acampados a leste do tabernáculo, o lugar de honra. CBASD, vol. 1, p. 907.
teria de ser executada. O serviço no tabernáculo era um ato de misericórdia, um meio para o povo comparecer diante de Deus. Mesmo assim, era marcado por rigorosa disciplina – tinha de ser feito da maneira que Deus ordenava. A soberania de Deus ficava evidente nas limitações que Ele impunha sobre os meios de aproximar-se dEle. Bíblia de Estudo NVI Vida.
39-49 Os varões primogênitos dentre os israelitas deviam ser remidos através da dedicação dos levitas ao serviço de Deus. Foi pago dinheiro pelo número de varãos primogênitos que excediam ao número dos levitas (vs. 46-49). Bíblia de Genebra.
40-51 O recenseamento da tribo de Levi foi feito depois da contagem oficial dos primogênitos de Israel, para processar a troca oficial dos mesmos pelos filhos de Levi que substituiriam os primogênitos no culto que prestariam ao Senhor no tabernáculo, como propriedade exclusiva de Deus. Como os primogênitos de Israel excederam em número aos levitas em 273 almas, foi exigido para seu resgate um pagamento em dinheiro, num total de 1.365 ciclos do santuário, quantia essa entregue aos filhos de Arão que representavam o sacerdócio do Senhor. Bíblia Shedd.
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“Mas a Arão e seus filhos ordenarás que se dediquem só ao seu sacerdócio, e o estranho que se aproximar morrerá” (v.10).
Escolhidos para um ofício sobremodo sagrado, Arão e seus filhos deveriam cumpri-lo com fidelidade e dedicação exclusiva. Assim como o Senhor separou um dia da semana como sendo Seu, a tribo de Levi também foi por Ele consagrada como Sua. Deus a designou como o primogênito de Israel e a dividiu em três grupos: os filhos de Gérson (v.25), os filhos de Coate (v.29) e os filhos de Merari (v.36). A cada um desses grupos foi designada a responsabilidade de cuidar de determinada parte do santuário. Deus estabeleceu uma divisão de cargos em que cada grupo teria uma função específica, mas todos estariam unidos na mesma missão de realizar o transporte do santuário cada vez que o povo tivesse que marchar.
A primogenitura na Bíblia possui um significado especial. Nem sempre os que abriam a madre eram os que recebiam a bênção privilegiada, mas o Senhor deixou bem claro, através de exemplos como Jacó, José e Davi, que nascer primeiro não era o único requisito para obter o favor divino; porque Aquele que sonda os corações conhece aqueles que são as primícias de Sua ceifa. Os levitas, portanto, mesmo não sendo descendentes do primogênito de Israel, receberam tal eleição pelo próprio Senhor. E após a contagem dos primogênitos dos filhos de Levi, Deus ordenou a Moisés que também se realizasse um censo de “todo primogênito varão dos filhos de Israel” (v.40), o que excedeu o número dos filhos de Levi em “duzentos e setenta e três” (v.46). Por isso, um resgate foi exigido por aqueles que eram “demais entre eles” (v.48).
A obra de Deus não pode ser realizada de qualquer jeito ou conforme a preferência humana. A preleção do Senhor quanto ao ofício no tabernáculo e os deveres de cada um deixa isso evidente. Antes de existir o santuário, Ele estabeleceu como ele deveria ser feito e quem o faria. Antes que o santuário pudesse ser inaugurado, chamou Moisés e o instruiu em todas as coisas. Antes que Israel tivesse que marchar pela primeira vez após a construção do santuário, o Senhor deu instruções sobre como o desmontariam e quem seriam os responsáveis por isso. Definitivamente, precisamos ter um respeitoso temor e reverência por tudo o que o Senhor separou para ser santo, especialmente com aqueles que Ele escolheu para ministrar a Sua obra. Foi com profundo zelo que Paulo se retratou ao ter falado de forma exaltada com o sumo sacerdote: “Não sabia, irmãos, que ele é sumo sacerdote; porque está escrito: Não falarás mal de uma autoridade do teu povo” (At.23:5).
Com que cuidado, amados, devemos lidar com as dificuldades que surgem no meio do povo de Deus! Mesmo após levar uma bofetada na boca por ordem de um líder de caráter maculado e inimigo de Cristo, o apóstolo Paulo considerou mais a Palavra do Senhor que a sua própria honra. A mesma eleição privilegiada do antigo Israel hoje nos é oferecida pela graça de Cristo Jesus. Simbolicamente, podemos dizer que fazemos parte dos “duzentos e setenta e três” que excederam e fomos resgatados não mais pelo dinheiro desta Terra, mas pelo precioso sangue do Cordeiro de Deus. Como está escrito: “sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo” (1Pe.1:18-19). Esta sublime verdade deveria, por si só, encher nosso coração de alegria perene e inamovível. Alegria que nada nem ninguém neste mundo pode destruir. Um contentamento que nenhuma provação pode roubar.
Uma obra maior e mais urgente está diante de nós, e o Senhor tem um propósito especial e grandioso para a vida de cada um de Seus filhos. Todos nós somos chamados a fazer parte dessa solene missão. Ninguém que se propõe a crescer no conhecimento de Deus é abandonado ao ócio. Todos temos um trabalho a realizar. O mesmo Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, de Moisés e dos levitas, é O mesmo que olha com atenção para aqueles que O amam e não os deixa sem resposta. Aquele que nos escolheu como as Suas primícias e nos resgatou por alto preço deseja nos levar para a Casa do Pai o mais breve possível. Sejamos, pois, “tais como os que vivem em santo procedimento e piedade, esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:11 e 12).
Nosso Pai do Céu, Tu conheces o nosso íntimo como ninguém. O Senhor tem sido tão paciente e a Tua bondade é inquestionável. Como necessitamos olhar para Jesus, para o plano da redenção, para a Sua Palavra e vivermos por fé! Perto está o dia em que virás buscar o Teu Israel, em que manifestarás a Tua justiça. E nós aguardamos novo céu e nova terra, nos quais habita a justiça. Ó, Senhor, nosso Deus, que sejamos Teus primogênitos, dedicados a Ti, guiados pelo Teu Espírito! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, primogênitos do Senhor!
Rosana Garcia Barros
#Números03 #RPSP
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NÚMEROS 3 – Alguém disse que “ministério é serviço, não ser visto”. Cada função deve ser exercida visando salvar ao pecador, não a autopromoção do líder do Senhor.
Ministério é responsabilidade para com Deus e Seu povo. Em Números 3, seis vezes aparece o termo “responsabilidade”, todas ligadas ao serviço a Deus e ao Seu povo (Números 3:25, 28, 31-32, 36, 38). Tanto é que foi necessário um ajuste ritualístico devido ao excedente dos primogênitos israelitas (Números 3:44-51).
A morte fulminante de Nadabe e Abiú tornou-se lembrete de que o ministério espiritual junto ao povo de Deus não deve ser feito de forma irresponsável ou relaxada (Números 3:2-4). Os líderes espirituais pertencem a Deus e devem viver exclusivamente para Seu serviço; por isso, os levitas foram dispensados do serviço militar para batalhar na guerra espiritual, conhecida como grande conflito entre o bem e o mal (Números 1:47-54; 2:33). Eles deviam cuidar do Santuário e serem responsáveis para que nenhuma profanação ocorresse (Números 18:1-8).
Atualmente Deus quer líderes espirituais vivendo exclusivamente para o evangelho (1 Coríntios 9:13-14). Por haver muitos “ignorantes e instáveis” torcendo as Escrituras, introduzindo secretamente heresias destruidoras, atraindo muitos seguidores, satisfazendo seus interesses ambiciosos (1 Pedro2:1-3; 3:16), é que existe a necessidade de líderes espirituais fieis que ministrem com responsabilidade, enfrentando os desafios dos lobos vorazes (Atos 20:28-31; 1 Timóteo 1:8-11; Tito 1:5-16). Eis a razão pela qual Deus pede respeito e consideração pelos líderes espirituais de Sua igreja (Hebreus 13:17).
“Ao enviar os Seus pastores, nosso Salvador deu dons aos homens, pois por meio deles Ele comunica ao mundo as palavras da vida eterna. Este é o meio ordenado por Deus para o aperfeiçoamento dos santos em conhecimento e verdadeira santidade. A obra dos servos de Cristo não é meramente pregar a verdade; devem vigiar pelas almas, como os que têm que dar contas a Deus. Devem redarguir, repreender, exortar, com toda a longanimidade e doutrina”, afirma Ellen White (T5, p 237-238).
Infelizmente, na história, a verdade foi jogada por terra; a mentira prosperou devido à negligência de muitos líderes espirituais (Malaquias 1:6-2:9). Felizmente, Deus tem restaurado rupturas doutrinárias através de Seus líderes (Isaías 58:12; Daniel 7:25; 8:8-14; Apocalipse 3:14). Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.