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Texto bíblico: NÚMEROS 10 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/10
Em Números 10, o evento tão esperado começa – a viagem de mais de um milhão de pessoas para a Terra Prometida. Uma das últimas ordens dadas por Deus antes deste evento diz respeito à confecção de duas trombetas de prata.
Nossa tecnologia de comunicação hoje não nos permite imaginar como seria, naquele tempo, o efeito de ouvir toques de trombeta. Trombetas causam uma forte reação emocional, intimamente ligada à situação de guerra. Um pouco mais de cem anos atrás, os exércitos manobravam ao som da trombeta. Hoje ainda, bandas militares continuam a desempenhar um papel fundamental na manutenção de um espírito de luta.
Após terem sido dadas todas as orientações necessárias e estando todos os corações ansiosos, a nuvem se desloca para a frente e os filhos de Israel a seguem. Este deve ter sido um dos grandes espetáculos da história. A arca de Deus e Sua própria presença lideram o caminho. Como Israel poderia ser derrotado? As palavras de Moisés ao contemplar a arca revelam sua confiança, não no humano e no material, mas no Senhor. Deus lutaria suas batalhas.
Sob nossa perspectiva, tantos séculos depois, o pensamento de fracasso parece impossível. Mas, infelizmente, o tão almejado sucesso não aconteceu. Essa história terrível é o que veremos nos próximos capítulos.
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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752 palavras
10.11 – 22.1 Esta seção começa com o Senhor guiando o povo de Israel imediatamente até à área de Cades-Barnéia, no deserto de Parã (10.12; 12.16;13.3, 26), o acampamento de onde eles dariam início à conquista. em lugar da vitória prometida, o relatório sombrio dos espias criou uma rebelião que afetou a nação inteira, excetuando somente Moisés, Arão, Josué e Calebe. O Senhor pronunciou Seu julgamento sobre toda aquela primeira geração que tinha sido contada no recenseamento e ordenou-lhes que deixassem Cades-Barnéia e se voltassem outra vez na direção do Sinai. Bíblia de Genebra.
O décimo capítulo nos ensina: 1) As trombetas eram duas e serviam para convocar os homens e para apelar a Deus, o que mostra a obra dupla do culto: a pregação da Palavra e a oração; 2) A mensagem de Moisés contida no v. 29 é apropriada para cada crente pregar, porque inclui o Testemunho (“estamos de viagem”), o Convite (“Vem conosco”), a promessa (“Te faremos bem”) e o Motivo (“Porque o Senhor prometeu”). Este apelo, dividido em quatro partes, sempre estará nos nossos lábios se temos a mesma nítida e segura confiança em Deus que Moisés tinha; 3) As orações de Moisés incluíam petições: a) pela proteção de Deus durante o dia, e b) pela Sua presença durante a noite, vv 35-36. Bíblia Shedd.
2 trombetas. Heb hatsotsorot, um termo técnico, diferente daquele empregado para as trombetas tocadas no jubileu (shofar, Lv 25.9). Bíblia Shedd.
10 Também em seus dias festivos … vocês deverão tocar as cornetas. …para preparar o povo para a comunhão com Deus. Posteriormente, Davi expandiu os instrumentos para incluir a orquestra inteira na adoração ao Senhor (ver e.g., 1Cr 25), mas manteve o uso das cornetas de prata regularmente diante da arca da aliança (1Cr 16.6). Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 a nuvem se ergueu. O sinal visível da glória de Deus se ergueu para ir adiante dos israelitas em marcha não para abandonar o povo, como aconteceu com a glória do Shekinah depois de séculos de idolatria, Ez 10.18-22. Bíblia Shedd.
No vigésimo dia do segundo mês do segundo ano (NVI). Quase catorze meses depois da saída do Egito e onze meses depois da chegada ao Sinai (Êx 19.1). Bíblia de Genebra.
Israel parte numa viagem que deveria ter levado à conquista de Canaã dentro de poucos meses. Bíblia de Estudo NVI Vida.
12 deserto [ermo] de Parã. Os limites precisos deste deserto não foram estabelecidos. Em termos gerais, estava limitado pelo golfo de Áqaba a leste, pelo golfo de Suez a oeste e pelas montanhas do Sinai ao sul. Era a morada de Ismael (Gn 21:21; ver Gn 14:6; Dt 33:2). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 930.
14-27 A ordem de marcha é essencialmente a mesma do cap. 2. os pormenores novos são que os gersonitas e os meraritas, que carregam o tabernáculo, seguem a tríade das tribos com Judá (v. 17), e os coatitas, que carregam as coisas santas, seguem a tríade das tribos de Rúben (v. 21). Bíblia de Estudo NVI Vida.
14 sobre o seu exército, estava Naassom. O príncipe, em todos os casos (v. 14-27), era o líder escolhido de sua tribo (Nm 1:4-16) e quem dava as ordens quando em marcha. CBASD, vol. 1, p. 930.
21 coisas santas. Não se trata de uma referência ao tabernáculo ou à tenda, que era carregada pelos gersonitas e meraritas, mas à mobília santa – arca, etc. -, levada sobre os ombros dos coatitas (Nm 4:4, 15). CBASD, vol. 1, p. 930.
29 Hobabe, filho do midianita Reuel (NVI). Sendo assim, Hobabe era cunhado de Moisés. Reuel. Jetro (ver Êx 2.18; 3.1). Bíblia de Estudo NVI Vida.
29-32 Ao elogiar o conhecimento de Hobabe do deserto, Moisés o fez saber que ele era necessário. A pessoas não poderão saber que você as aprecia se você não disser que elas são importantes para você. Elogiar aqueles que merecem estabelece relacionamentos duradouros e ajuda as pessoas a saber que elas tem valor. Pense nas pessoas que ajudaram você neste último mês. O que você pode fazer para fazê-las saber o quanto você as aprecia e precisa delas? Life Application Study Bible Kingsway.
31 nos servirá de guia. Jz 1.16 indica que Hobabe atendeu ao pedido de Moisés. Bíblia de Estudo NVI Vida.
33 três dias. Por causa do enorme número de pessoas nas tribos de Israel, e porque essa era sua primeira marcha organizada, não é provável que essa primeira marcha cobrisse muito território. Bíblia de Estudo NVI Vida.
35-36 Moisés tinha plena consciência da poderosa presença de Deus entre o Seu povo. Essas orações honram ao Senhor como o Guerreiro divino que ia à frente da multidão do povo (v. 35), bem como a fonte da proteção divina para o acampamento (v. 36). Bíblia de Genebra.
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“Se vieres conosco, far-te-emos o mesmo bem que o Senhor a nós nos fizer” (v.32).
Ao som de um único instrumento, todo o povo compreendia a mensagem a ser transmitida. Em suas celebrações, assembleias solenes, preparação para marchar ou até mesmo para a guerra, havia um sonido certo de trombeta. Na devida ordem, cada lado do acampamento entendia que havia chegado sua vez de partir. Não havia desculpas para o descaso, pois todo Israel sabia discernir a mensagem que cada toque deveria transmitir. De todos os toques, o toque a rebate era uma espécie de alarme, um prenúncio de que algo estava para acontecer, geralmente alertando-os de algum confronto inimigo.
Antes de Israel iniciar suas peregrinações no deserto, “jornada após jornada” (v.12), ainda estava na companhia de Moisés o seu cunhado, Hobabe. Vendo que este pretendia voltar à sua terra, Moisés rogou que ele permanecesse com eles e participasse das bênçãos que o Senhor daria a Seu povo Israel. Certamente, o líder de Israel reconheceu em Hobabe a experiência de quem sabia como sobreviver no deserto, além, é claro, da afeição que lhe tinha. Podemos dizer que Hobabe representa aqueles que estão sendo convidados a fazer parte do povo de Deus e que recebem a solene advertência: “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices em seus pecados e para não participardes dos seus flagelos” (Ap.18:4).
A trombeta é um instrumento apocalíptico que vem anunciando ao mundo, ao longo da história, que o fim se aproxima. As sete trombetas que o apóstolo de Patmos viu na mão dos sete anjos (Ap.8:2) estavam para ser tocadas, e cada uma representa um tempo profético na história da humanidade. Segundo a profecia bíblica, a sexta e penúltima trombeta anuncia um desastre sem precedentes, momentos calamitosos que antecedem o soar da última trombeta. Apesar de ser um sonido de juízo sobre a Terra, os homens não se arrependeram de suas obras más, permanecendo em sua idolatria, assassinatos, feitiçarias, prostituição e furtos (Ap.9:20-21).
Diante de um quadro tão desanimador às vésperas do soar da sétima trombeta, João viu outro anjo forte que anunciou o surgimento de um povo por meio do estudo de um “livrinho” (o livro de Daniel). Contudo, assim como foi com João, doce à boca e amargo ao estômago, esse povo sofreria um grande desapontamento com a mensagem que antes lhes havia causado grande alegria (Ap.10:1-11). Os mileritas acreditavam que o fim do período anunciado pelo profeta Daniel, das “duas mil e trezentas tardes e manhãs” (Dn.8:14), culminaria no retorno de Cristo à Terra, quando, na verdade, era o início do juízo investigativo no Céu. Jesus passou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo do santuário celeste, e essa fase de Seu ministério começaria pelos de casa (Ap.11:1-2; 1Pe.4:17).
Um pequeno grupo de crentes, ainda que decepcionado pelo terrível desapontamento, acreditou que o Senhor tinha algo a lhes falar por meio daquela prova. Descobriram, então, que a data de 22 de outubro de 1844 não era o fim, mas o começo do fim. Pois “é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis” (Ap.10:11). Nascia, a partir dali, um movimento profético, a última igreja de Deus na Terra, com a missão de pregar o “evangelho eterno […] aos que se assentam sobre a terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap.14:6), um atalaia de Deus a fim de dar ao mundo o sonido certo da trombeta, de chamar os servos do Senhor que ainda se encontram em Babilônia para participarem conosco da grande ceia do Senhor, das “boas coisas” (v.29) que Ele prometeu ao Seu povo.
“Levanta-te, Senhor” (v.35) tem sido o clamor daqueles que peregrinam pelo deserto deste mundo e percebem a brevidade dos tempos. Há um inimigo cruel e desleal no encalço dos filhos do reino, que tem agido apressadamente, “sabendo que pouco tempo lhe resta” (Ap.12:12). É tempo de nos consagrarmos ao Senhor e de sermos revestidos de toda a Sua armadura, para podermos “ficar firmes contra as ciladas do diabo” (Ef.6:11). O Espírito Santo está recrutando os últimos escolhidos de todas as nações. Como Moisés, precisamos chamar nossos amigos e familiares que ainda se encontram em zona de risco. A última trombeta está para ser tocada. Não há tempo a perder, amados! Que nossa vida, nas mãos do Senhor, seja um instrumento de salvação a Seu comando e que, de nosso coração, saia o constante e urgente clamor: “Volta, ó Senhor, para os milhares de milhares de Israel” (v.36). “Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai Celestial, Tu sabes que o maior desejo do coração daqueles que Te amam é que Jesus volte logo. Mas, ao mesmo tempo, nosso insistente clamor é que haja tempo de arrependimento para todos os que amamos e pelos quais oramos. Queremos discernir o sonido certo da trombeta, Pai. Não queremos dar ao mundo sons de alarme falso, nem tampouco negligenciar a urgência do tempo em que vivemos. Concede-nos, ó Deus, o Espírito Santo, para aprendermos a contar os nossos dias a fim de alcançarmos coração sábio! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, milhares de milhares de Israel!
Rosana Garcia Barros
#Números10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 10 – A Páscoa celebrada no capítulo anterior e o cuidado paterno de Deus ao iniciar a trajetória até a Terra Prometida revelam que, no plano divino, ninguém é contado para ser deixado na lama do pecado. O Sangue de Cristo comprou pecadores para Deus, resgatando-os da miséria do pecado. Assim, enquanto avançamos rumo à Canaã Celestial Prometida, devemos refletir nos privilégios e obrigações de fazer parte do Israel espiritual.
Assim como as trombetas deveriam anunciar certos eventos ao povo de Deus no passado (Números 10:1-10), a profecia das sete trombetas deve alertar-nos quanto à existência de um juízo que visa levar-nos ao auge da salvação (Apocalipse 8:6-11:19). A sétima trombeta anuncia o fim do tempo de graça (Apocalipse 10:7) e o começo das sete últimas pragas (Apocalipse 15:8). Ou seja, como as últimas pragas não começaram a cair, ainda há oportunidade de colocar nossa vida em harmonia com a vontade divina. Diante disso, não podemos deixar para depois, o que devemos fazer agora!
Os líderes espirituais dos dias atuais devem dar o sonido certo para fazer o povo de Deus avançar sob a regência divina, assim como eram os sacerdotes que deveriam tocar as trombetas na hora certa e do jeito certo. Além disso, o povo deveria ser instruído a entender cada som das trombetas tocadas pelos sacerdotes. Assim, deve haver harmonia entre líderes e liderados para que o propósito de Deus a Seu povo avance e aconteça (Números 10:11-36). Do contrário, só haverá desordem e confusão.
Conforme a vida expressa pelas orientações do Santuário, cada membro da igreja de Deus deve estar atento ao que acontece e ao que se propõe pela liderança. Deus não quer membros apáticos, indiferentes e alheios ao todo, afastados e separados com foco em outras coisas. Ninguém deve ficar pelo caminho, ninguém deve ficar parado quando Deus deseja que todos caminhem e avancem juntos.
Se o caminho indicado por Deus for o deserto, não precisamos ter medo. Precisamos confiar nEle. Devemos marchar conforme Seu calendário, não conforme nossa preguiça, morosidade e indisposição. Quando nossa curiosidade nos levar a estar fora de foco como os apóstolos ávidos por datas proféticas (Atos 1:8), devemos permitir que Jesus mostre Sua agenda do que devemos fazer (Atos 1:7-8).
Avancemos… reavivemo-nos… testemunhemos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 9 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/9
Dois aspectos marcantes da vida judaica aparecem neste capítulo: a cerimônia da Páscoa e a aparição da nuvem durante o dia e a coluna de fogo durante a noite. Ambas demonstram a incrível graça de Deus. A nuvem e a coluna mostram o tipo de orientação divina pela qual todos nós ansiamos. Esta orientação era visível a todos os israelitas. Tanto na prática judaica quanto na cristã, a Páscoa tem grande significado. Para os cristãos, a Páscoa é um símbolo da morte de Cristo.
Deus criou um povo que deveria se manter separado, tanto racial, quanto culturalmente. Consequentemente, os judeus davam muita importância aos antepassados familiares. Contudo, o desejo de Deus de um povo santo, separado, não significava que forasteiros não pudessem se juntar a Israel. O livro de Números deixa claro que não-judeus também eram bem-vindos para celebrar a Páscoa, desde que o desejassem e participassem da cerimônia de acordo com as regras estipuladas. Israel não deveria ser uma nação com preconceitos raciais e com orgulho separatista.
Podemos ser gratos pela aceitação de Deus a todos os que vêm a Ele, não importa a raça ou origem familiar. Por isso, louvamos ao Senhor.
Mark Sheffield
Southern Adventist University
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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836 palavras
O nono capítulo nos ensina: 1) A Páscoa era uma lembrança do passado, uma realidade do presente e uma antecipação do futuro. Assim também é a Ceia do Senhor, que contém o evangelho inteiro; 2) Os problemas e as dificuldades devem ser levados a Deus em oração, v 8; 3) A orientação de Deus deve ser seguida a cada passo, seja no viajar, seja no esperar. O grande princípio é: “Segundo o mandado ao Senhor”, vv 18, 19, 20, 23; cf Jo 2.5; 4) A vontade divina para nós inclui o “onde” e o “quando”, duas coisas que revelam claramente aos fiéis que obedecem a Deus. Bíblia Shedd.
1-14 O suplemento da lei concernente à Páscoa. Todo judeu deveria observá-la, sob pena de ser excluído da comunidade israelita. Elementos da Páscoa: deveriam conter pão asmo, isto é, sem fermento; ervas amargas, como almeirão; e um cordeiro ou cabrito, cujos ossos não deveriam ser quebrados. O cordeiro pascal era a figura do Cordeiro de Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, cujos ossos não foram quebrados, e cujo sangue foi vertido na Cruz do Calvário para a nossa redenção. Bíblia Shedd.
Quando Jesus (“nosso Cordeiro pascal”, 1Co 5.7; cf Jo 1.29) foi crucificado, foi relatado que nenhum dos seus ossos foi quebrado, em cumprimento das Escrituras (Jo 19.36). V. tb Êx 12.46; Sl 34.20. Bíblia de Estudo NVI Vida.
6-13 Um problema especial é identificado e a resposta de Deus é dada: uma pessoa que estivesse imunda ou estivesse de viagem no tempo regulamentar da observância podia celebrar a Páscoa exatamente um mês mais tarde. Nenhuma outra pessoa, porém, podia adiar a observância da Páscoa. Bíblia de Genebra.
Note que Deus não ajustou os requisitos da Páscoa. Os padrões de santidade foram mantidos e não foi permitido aos homens [que estivessem “imundos” na época] participarem. Mas Deus fez um exceção e permitiu aos homens que celebrassem a Páscoa um mês mais tarde. Isso manteve os requisitos sagrados, enquanto permitiu aos homens participar da festa – uma obrigação de todo israelita. Às vezes enfrentamos impasses onde a saída mais óbvia pode nos levar a transigir com os padrões divinos. Como Moisés, deveríamos usar sabedoria e oração para alcançar uma solução adequada. Life Application Study Bible Kingsway.
7 por que deveríamos ser impedidos de apresentar a nossa oferta ao SENHOR…? (NVI). Os que tinham impureza cerimonial demonstravam o desejo ardente de adorar ao Senhor. Bíblia de Estudo NVI Vida.
10 O espírito da lei tem mais valor que a letra. O alvo da Lei é nos por em contato eterno com Deus, e Deus não deseja que algum impedimento técnico prive o homem das Suas bênçãos. Com o perverso, Deus se mostra firme e sério, especialmente quando se trata de desprezar as bênçãos que Deus derrama sobre os homens, v 13. Veja Hb 6.4-6. Bíblia Shedd.
13 eliminada do seu povo. Se isto parece ser muita severidade para tratar com alguém por faltar a um dever cerimonial religioso, é necessário não se esquecer do significado da Páscoa – o Cordeiro de Deus -, reconhecendo que quem não aceita o meio de salvação indicado pelo próprio Deus já se entregou à perdição, Mc 16.16; Jo 3.16-21, 36. Bíblia Shedd.
14 Como um rito da aliança do Deus, a Páscoa devia ser celebrada somente por membros da comunidade da aliança. Estrangeiro do sexo masculino que desejassem participar deviam aceitar as condições da aliança, deixando-se circuncidar (Êx 12.48). Bíblia de Genebra.
Deus não tinha um conjunto separado de normas para não crentes e ainda não tem hoje. A frase “Vocês terão as mesmas leis”(NVI) enfatiza que os não israelitas também estão sujeitos às ordens e promessas de Deus. Deus tornou Israel um povo singular com um objetivo especial – ser um exemplo de como uma nação poderia – e deveria – segui-Lo. Sua intenção, contudo, era que todos os povos O obedecessem e adorassem. [Ver tb Êx 12:49] Life Application Study Bible Kingsway.
15 tenda do Testemunho (ARA). A NVI traz “a tenda que guarda as tábuas da aliança”. … isto é, as duas tábuas de pedra escritas pelo dedo de Deus e colocadas dentro da arca. A lei moral, o decálogo, era a pedra fundamental sobre a qual o judaísmo se fundamentava. A nuvem cobria a parte do santuário que continha a arca, na qual ficava a santa lei, os dez mandamentos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 927-928.
22 ou por mais tempo. A realidade da dependência da igreja da direção pessoal de Deus é impressionante. O Senhor escolheu a rota, os lugares de descanso e o tempo de permanência em cada um deles. O sinal visível de sua presença no deserto deve ter proporcionado grande ânimo, pois fornecia um forte incentivo à fé (ver sobre a nuvem em Êx 13:21; 14:19, 20, 24; Lv 16:2; Ne 9:19). CBASD, vol. 1, p. 927-928.
23 Conforme a ordem do SENHOR. A natureza repetitiva dos v. 15-23 aumenta a expectativa da obediência completa e contínua à orientação divina no avanço de Israel pelo deserto. O papel de Moisés é mencionado para dar equilíbrio: Moisés era o agente do Senhor, que interpretava os movimentos da nuvem como sinal para os movimentos do povo. A tragédia da sua desobediência subsequente (cap. 11) é ressaltada pelo presente parágrafo a respeito da sua obediência. Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Segundo o mandado do Senhor, se acampavam e, segundo o mandado do Senhor, se punham em marcha; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés” (v.23).
As festas cerimoniais que compunham o calendário de Israel eram celebradas em datas fixas, instituídas pelo próprio Deus. A festa inaugural era a Páscoa. No tempo determinado, os filhos de Israel deveriam rememorar a noite em que o Senhor livrou os primogênitos do Seu povo e os libertou do cativeiro egípcio. A Páscoa era um símbolo de remissão e libertação, uma data a ser observada em família e um privilégio concedido a naturais e estrangeiros. Todos eram convidados a “celebrar a Páscoa ao Senhor” (v.14). Mas todo aquele que negligenciasse esse privilégio deveria ser eliminado do povo, levando “sobre si o seu pecado” (v.13).
A Páscoa simboliza a entrega do Cordeiro de Deus, que “tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si” (Is.53:4). O sangue de Cristo foi derramado para que fôssemos salvos do salário do pecado. Seu sacrifício abriu para nós uma janela de liberdade rumo à manhã gloriosa de Sua segunda vinda. Em cada memória de Israel acerca daquela noite definitiva, havia um cântico especial ao Senhor que os livrou e os salvou. O sangue nos umbrais das portas os selou para a vida, enquanto aguardavam, apercebidos, a ordem para partir. Muitos não têm a mesma disposição e prontidão que os filhos de Israel tiveram. Quando, porém, a porta da graça for fechada, como nos dias de Noé, só perceberão quando o povo do advento já estiver selado em segurança na “arca” da salvação.
Jesus percorreu o caminho da cruz, ensinando-nos, a cada passo, que confiar em Deus é nossa única segurança. Precisamos atender ao conselho de Moisés: “Esperai, e ouvirei o que o Senhor vos ordenará” (v.8). Em um mundo altamente acelerado e imediatista, esperar parece perda de tempo. É desanimador o lema mundial de que quanto mais rápido, melhor, e acabamos deixando de ouvir o que o Espírito de Deus tem a nos falar. Aqueles que estavam impuros aguardaram a resposta divina, e o Senhor lhes indicou uma Páscoa especial para que tivessem tempo de se purificar. Deus não quer “que ninguém se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Esperar em Deus pode ser sinônimo de segunda chance.
A nuvem da presença de Deus, que ficava acima do santuário, era a bússola de Israel. “Quando a nuvem se erguia de sobre a tenda, os filhos de Israel se punham em marcha; e, no lugar onde a nuvem parava, ali os filhos de Israel se acampavam” (v.17). A única alternativa era esperar, “segundo o mandado do Senhor” (v.20). Nem sempre os caminhos que o Senhor traça para nós são tranquilos e livres de perigo. Por vezes, precisamos lidar com inimigos; outras vezes, com o calor de nossos desertos; e, ainda outras, com nossa própria teimosia. Uma coisa é certa, amados: quer acampados, quer em marcha, a constante presença de Deus é uma garantia segura e eterna para todos os que O amam.
Vejamos a descrição do cenário pascal, nas palavras de Ellen G. White:
“A Páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o ‘Cordeiro de Deus’, em Quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: ‘Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós’ (1Co.5:7). Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório” (Patriarcas e Profetas, CPB, p.192).
“Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas. Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg.5:7-8).
Nosso Deus e Pai de misericórdias, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos pelo sangue do Cordeiro, que nos purifica, que nos redime e que nos guarda, a nós e a nossa casa! Senhor, hoje nós temos a Tua Palavra como a nossa bússola, como um guia seguro para permanecermos em Teu caminho eterno. Que sejamos pacientes até que Cristo volte, confiando nas fiéis promessas da Tua Palavra! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, pacientes e perseverantes peregrinos!
Rosana Garcia Barros
#Números09 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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NÚMEROS 9 – Deus é santo e gosta de festa! Isso implica que nem toda festa é cheia de imoralidade e promiscuidade.
Ao instituir a celebração comemorativa da Páscoa, Deus almejava que os participantes estivessem purificados. Quem estivesse imundo por alguma situação, deveria reconhecer sua condição. E, então celebrar a Páscoa com atraso (Números 9:1-12). Ninguém deveria negligenciar ou evitar de participar, sem incorrer em sérias consequências (Números 9:13). Inclusive o estrangeiro que quisesse participar dessa instituição divina, poderia celebrar com o povo de Deus (Números 9:14).
Quando a Páscoa foi substituída pela celebração da Ceia do Senhor, o princípio de pureza continuou em pauta. Antes de participar da Santa Ceia, o cristão deve examinar-se para não comê-la indignamente; do contrário, promoveria sua própria condenação ou enfraquecimento espiritual – não se deve brincar com coisas sérias (1 Coríntios 11:27-30). Contudo, tal exigência jamais deveria levar ninguém a fugir de celebrar a ceia; na verdade, é um momento para acertar o que está errado. Assim, os emblemas da Páscoa, substituídos pelos da Santa Ceia, devem produzir reavivamento e reformas espirituais.
Devemos preferir fugir do pecado, não da celebração instituída pelo Deus que deseja purificar-nos do pecado. Embora cada participante deva confrontar-se com sua deplorável situação, os símbolos indicados por Cristo servem para relembrar-nos da graça divinamente provida para perdoar-nos, purificar-nos e restaurar-nos. O Filho de Deus Se entregou na cruz por nós para conduzir-nos ao arrependimento (completa mudança de vida); e, consequentemente, à restauração de nosso relacionamento com Deus.
Assim como a Páscoa foi a preparação dos peregrinos israelitas para receberem à presença divina entre eles (Números 9:15-23), a Santa Ceia é a preparação da igreja para receber a presença do Espírito Santo, trazendo preciosos dons, que colocam em atividade cada membro do corpo de Cristo – conforme o dom sobrenatural que cada um recebeu (1 Coríntios 12:1-31).
Na experiência de Israel, a nuvem diurna e a coluna de fogo noturna que protegia e guiava diariamente a igreja de Deus no Antigo Testamento, reflete a promessa de Cristo, o Cordeiro Pascal, que foi sacrificado por nós (1 Coríntios 5:7), de que estaria conosco todos os dias, até o fim dos tempos (Mateus 28:20). Isso é possível porque Ele ressuscitou – eis o maior motivo para celebrarmos!
Então, vamos celebrar? – Heber Toth Armí.