Reavivados por Sua Palavra


Levítico 24 – Rosana Barros by Ivan Barros
8 de agosto de 2025, 0:45
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“Disse o Senhor a Moisés: Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (v.1-2).

Os dois elementos que compunham a função do candelabro e da mesa da proposição eram, respectivamente, o azeite e os pães asmos. Os sacerdotes deveriam manter o candelabro sempre aceso e cuidar para que, em cada sábado, houvesse novos pães sobre a mesa, no lugar santo do santuário. O azeite sabemos ser um símbolo do Espírito Santo e o pão, representa Cristo, “o Pão da Vida” (Jo.6:35) e Sua Palavra, o maná espiritual. Esses dois símbolos declaram a missão do povo de Deus na Terra e a condição necessária para a admissão no reino dos Céus. Assim como a lâmpada deveria estar “acesa continuamente” (v.2), o povo de Deus deve manter acesa a chama do Espírito Santo a fim de revelar o caráter de Seu Senhor. E, a cada sábado, reunido como um só povo, comungar da Palavra de Deus conforme o exemplo deixado pelo nosso Mestre (Lc.4:16; Mt.12:12).

Todos os dias o candelabro era mantido aceso e, na mesa, jamais faltavam os pães. Deus coloca à nossa disposição a constante guia do Espírito e a porção diária de Sua Palavra. Fomos chamados para ser uma luz contínua, espalhando pelo mundo o brilho incomparável das Escrituras. Somos o “sacerdócio real” de Deus (1Pe.2:9) e não podemos perder o foco do objetivo de nossas vidas: glorificar ao Senhor (Is.43:7; Mt.5:16; 1Co.10:31). Se essa pérola estivesse conservada em cada coração dos filhos de Israel, não teria ocorrido o caso do pecado de blasfêmia no meio deles. A blasfêmia, como conhecemos, é uma grave ofensa ou insulto a Deus ou às coisas sagradas. A Bíblia, porém, apresenta um contexto mais amplo, considerando a blasfêmia como uma tentativa do homem em assumir a posição de Deus.

Certa feita, quando Jesus estava em Cafarnaum, antes de operar a cura de um paralítico, Ele fez a polêmica declaração de que perdoava os pecados daquele homem, sendo acusado por isso de blasfêmia (Mc.2:7). Da mesma forma, quando levado preso e colocado diante do Sinédrio, a Sua resposta ao sumo sacerdote, afirmando ser o Filho de Deus, provocou grande alvoroço entre a turba acusadora e a pronta acusação: “Blasfemou!” (Mt.26:65). Blasfêmia, portanto, refere-se a assumir uma função ou a posição que só a Deus pertence. Jesus não blasfemou, pois Ele é Deus. Mas Satanás, que, desde tempos antigos, ambiciona ocupar o lugar do Altíssimo, tem trabalhado incansavelmente para que o homem também conserve a mesma ambição. O profeta Daniel declarou que surgiria um poder que cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn.7:25), assumindo então uma função que só a Deus pertence. O princípio bíblico é muito claro: ninguém é autorizado a acrescentar ou a tirar palavra alguma das Escrituras Sagradas (Ap.22:18-19).

Precisamos, amados, nos apegar firmemente à fé que nos serve de escudo contra os enganos do Maligno (Ef.6:16). E somente mediante o Espírito Santo nossas lâmpadas permanecerão acesas até às bodas do Cordeiro (Mt.25:4). No livro do Apocalipse, vemos que o candelabro é um símbolo da igreja (Ap.1:20). Mas, de acordo com a parábola proferida por Jesus, em Mateus 25:1-13, não basta ser candelabro, não basta ser igreja. Afinal, de que vale uma lâmpada que não ilumina? A presença do Espírito Santo deve ser real e constante no meio do povo do advento. A lâmpada também simboliza a Palavra de Deus (Sl.119:105). Mas de que vale o conhecimento da Bíblia sem o poder do Espírito? Fazer parte da igreja não é sinônimo de salvação, amados. Como “o filho da mulher israelita” no capítulo de hoje, que “blasfemou o nome do Senhor” (v.11), muitos professos cristãos serão destruídos no juízo porque escolheram ser guiados por suas próprias paixões.

Estamos vivendo, creio eu, a maior crise de identidade da história da igreja de Deus. Há uma letargia sem precedentes no meio do povo do advento. Onde estão os raios de luz provenientes do Céu quando os reformadores protestantes pregavam com ousadia a verdade que os homens desprezavam? Onde estão aqueles que, quais os pioneiros adventistas, não descansavam enquanto não ouvissem a voz de Deus a lhes conceder mais luz? O grande conflito está à beira de seu desfecho e, a menos que estejamos quais tochas acesas pelo Espírito Santo, não conseguiremos discernir o tempo sobremodo decisivo de nossa peregrinação. É necessária uma obra individual, amados. Se permitirmos que o Senhor conduza o nosso viver diário, Ele mesmo nos dará do maná espiritual e nos habilitará na obra de iluminar o mundo com a Sua glória.

Despertai, igreja do Deus vivo! Despertai! “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11).

Nosso Deus, Tu, Senhor, reinas eternamente. O Teu trono subsiste de geração em geração. Não estamos sozinhos neste mundo mal em meio a um conflito que temos que enfrentar todos os dias. Cremos que estás conosco. Então, Pai, converte-nos a Ti, e seremos convertidos! Tu és a nossa porção, Senhor, em Ti esperamos e confiamos, pois grande é a Tua fidelidade! Esvazia-nos de nós mesmos e nos enche do Espírito Santo! Nós Te agradecemos porque nos ouves e respondes! Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia da preparação, reavivados pela Palavra e pelo Espírito!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, herdeiros da vida eterna!

Rosana Garcia Barros

#Levítico24 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100


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