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Texto bíblico: NÚMEROS 20 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/20
A palavra para “deserto” em hebraico é “midbar“. Ela pretende transmitir a ideia de um lugar de ordem, arranjo, harmonia. Aqui é onde YAHWEH trouxe Israel para ensiná-los a viver. No entanto, no versículo 5, Israel está amaldiçoando a Deus por trazê-los para esse lugar “maligno”. As circunstâncias são proibitivas. Há pouca comida ou água. Eles querem voltar para o Egito, o lugar da escravidão. Pois lá, gritaram, ao menos suas barrigas estavam cheias.
Deuteronômio 8:2-3 detalha seu vaguear pelo deserto a partir da perspectiva de Deus. Nós vemos que Deus permitiu que eles padecessem de fome. Por que o Criador e Sustentador do Universo quer fazer isso? É para “para te dar a entender que não só de pão viverá o homem, mas de tudo o que procede da boca do SENHOR”. (Dt 8:3 NVI).
Deus está nos guiando, se escolhermos ser guiados, em circunstâncias semelhantes. Podemos ter pouco em termos de bênçãos físicas. Em nosso deserto espiritual, podemos ter pouco/nenhum alimento, água, abrigo, companheirismo, etc. Este lugar deserto destina-se a nos ensinar dependência, não independência, harmonia, não caos. Deus está querendo que percebamos que não vivemos apenas por essas coisas temporais, mas por toda Palavra que vem do Ser Auto-Existente. Faça dele uma prioridade e tudo o mais será fornecido.
Nicholas Arroyave Howling-Crane
Auxiliar dos Ministérios da Saúde e Evangelista de Literatura
Beaufort, Carolina do Sul, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/20
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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730 palavras
1 primeiro mês. O ano não é citado, mas uma comparação entre os vs. 22-29 com 33.38 leva à conclusão de que esse capítulo começa no quadragésimo ano depois do êxodo. A maioria do povo que tinha 20 anos ou mais na ocasião da rebelião de Cades (caps. 13, 14) já teria morrido [os mais velhos do povo teriam, portanto, 60 anos]. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Cades. Esta seca Cades não é provavelmente o fértil oásis de Cades Barnéia (chamado hoje de Ein el-Qudeirat), onde os israelitas acamparam quando enviaram os espias (13:26). Andrews Study Bible.
morreu Miriã. A irmã de Moisés era uma mulher piedosa. Quando Moisés era ainda um bebê, ela ajudou a salvá-lo da morte (Êx 2.4-10). Após o livramento às margens do mar Vermelho, ela liderou o povo na celebração pela vitória (Êx 15.20-21). Contudo, 12.5-15 mostra-nos seu grave pecado e o castigo resultante. Bíblia de Genebra.
2 não havia água … se ajuntaram contra Moisés. Fica claro que a água proporcionada desde o milagre em Horebe [Sinai] (Êx 17:1-7), cerca de 40 anos antes, fora interrompida. Com isso, Deus queria provar a fé da nova geração que crescera no deserto (ver PP, 411). CBASD-Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 968.
Os filhos da nação rebelde desejam, agora, morrer com seus pais; as queixas contra o pão dos céus são repetidas pelos filhos. Bíblia de Estudo NVI Vida.
3 o povo contendeu. A palavra [em heb] “contender” significa “opor-se de forma barulhenta”, às vezes, até mesmo com violência física. CBASD, vol. 1, p. 968.
8 A rocha aqui é uma figura de Cristo (1 Co 10.4). Foi ferido uma vez para nós, e agora só resta a oração da fé, pela qual entramos em contato com Ele. A rocha já tinha sido ferida uma vez (Êx 17.6), e daí o significado especial de apenas falar para a Rocha. Bíblia Shedd.
De acordo com Paulo, a rocha simbolizava Cristo (1 Co 10:4), que foi ferido pela morte apenas uma vez para trazer a “água vivificadora” (Jo 4:10; 19:34; Hb 9:26-28; 1 Jo 5:6). Andrews Study Bible.
10 rebeldes. A mesma linguagem usada por Deus a respeito dos pais daquela geração (Nm 17:10). CBASD, vol. 1, p. 969.
12 não crestes em Mim. Foi neste ponto que Moisés errou. CBASD, vol. 1, p. 969.
A palavra de condenação divina foi dirigida tanto a Moisés quanto a Arão, pois Arão tinha acompanhado Moisés e estava envolvido na precipitação do ato de seu irmão. O ministério de ambos estava chegando ao fim. Bíblia de Genebra.
não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel. A falta de fé impediu a exibição de santidade de Deus por meio de Moisés e Arão. CBASD, vol. 1, p. 969.
Líderes tem uma grande responsabilidade de sustentar a santa reputação de Deus (comparar Lv 10:3). Se eles falham, Deus deve se distanciar deles para que a comunidade da fé não seja desviada por interpretações erradas. Andrews Study Bible.
13 águas de Meribá. Meribá quer dizer “Contenda”. Bíblia Shedd.
Significa rebelião. Nota textual NVI.
O mesmo nome foi empregado 40 anos antes, na primeira ocasião de tirar água da rocha (Êx 17.7, em que também é chamado Massá, “teste”). Sl 95.8 lamenta a rebelião em Massá e Meribá. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 estrada do rei. A principal rota comercial norte-sul na Transjordânia [terras a leste do rio Jordão], que ligava Damasco com a Arábia. Bíblia de Estudo NVI Vida.
20 não passarás. Os edomitas temeram permitir a passagem de Israel por seu território. No entanto, venderam para eles as provisões necessárias à jornada (Dt 2:28, 29). CBASD, vol. 1, p. 970.
21 Israel se desviou. O próprio Deus ordenou que Israel se desviasse, mas instruiu a compra das provisões necessárias das mãos dos edomitas (Dt 2:5, 6). CBASD, vol. 1, p. 970.
Às vezes, o conflito é inevitável; às vezes, entretanto, não compensa por conta das consequências. O conflito aberto pode parecer heroico, corajoso e mesmo correto, mas não é sempre a melhor escolha. Devemos considerar o exemplo de Moisés e encontrar outro modo de resolver nossos problemas, mesmo que isto seja difícil de fazer. Life Application Study Bible Kingsway.
22 monte Hor. Nada de certo se sabe a respeito da sua localização, a não ser sua proximidade com a fronteira de Edom (v. 23). Bíblia de Estudo NVI Vida.
Eleazar sucedeu a seu pai como sumo sacerdote. Arão teve a alegria de ver seu trabalho levado adiante por seu filho; Moisés, cujo ministério como mediador da aliança no Sinai, era sem igual (12.8; Êx 18-1-24-18), não teve igual ventura. Bíblia de Genebra.
24 reunido aos seus antepassados. Eufemismo da morte (v. eg., Gn 25.8, 17; 35:29). Bíblia de Estudo NVI Vida.
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“Mas o Senhor disse a Moisés e a Arão: Visto que não crestes em Mim, para Me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso, não fareis entrar este povo na terra que lhe dei” (v.12).
O capítulo de hoje narra episódios muito tristes e desanimadores para Israel, mas, principalmente, para o seu líder. Enlutado pela morte de sua irmã Miriã, Moisés ainda teve de enfrentar a dureza de coração dos filhos de Israel, novamente manifestada pela falta de água. Cegos pela incredulidade, exigiam que suas necessidades fossem atendidas com urgência. Como de costume, em situações como esta, Moisés e Arão “se foram de diante do povo para a porta da tenda da congregação e se lançaram sobre o seu rosto; e a glória do Senhor lhes apareceu” (v.6). A ordem do Senhor foi bem clara: “Toma o bordão, ajunta o povo, tu e Arão, teu irmão, e, diante dele, falai à rocha, e dará a sua água” (v.7).
Em toda a sua trajetória como líder, Moisés se mostrou manso e apaziguador. Cheio do Espírito do Senhor, sempre buscou fazer tudo como Deus lhe havia ordenado. As murmurações de Israel e os desafios do deserto foram provas que lhe constituíram um caráter humilde e dependente de Deus. Como porta-voz do Senhor, importava que buscasse viver em conformidade com o seu chamado. A sua intimidade com Deus, no entanto, não o autorizava a tomar para si, ou dividir com Deus, os méritos de obra alguma. O instrumento humano jamais poderá reclamar para si a glória que só pertence a Deus, sem sofrer as devidas consequências por isso.
Cansado de lidar com um povo grandemente rebelde, ignorou a ordem do Senhor e, ao invés de falar à rocha, “feriu a rocha duas vezes com seu bordão” (v.11). A sua exaltação diante de Israel lhe custou a mesma condição de incredulidade do povo: “Visto que não crestes em Mim”, disse o Senhor a Moisés (v.12). Ele e Arão, que foi conivente com a ação do irmão, não entrariam na terra prometida. Quão decepcionado não deve ter ficado Moisés consigo mesmo! E qual não deve ter sido a sua decepção ao ver negado o seu pedido de passagem pacífica pelo reino de Edom! Desolado por sua atitude impensada, pela morte de Miriã e pela negativa de Edom, ainda teve de lidar com a morte de Arão e o luto de 30 dias de Israel.
Moisés foi um grande líder, mas também era um ser humano com tendência a falhar como você e eu. A lição que deveria ter dado ao povo através do falar à rocha simbolizava o ministério de Cristo. Uma vez ferido, não havia necessidade de ser ferido segunda vez. Por Suas feridas recebemos o acesso ao Pai e o privilégio de apenas falar: “Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede” (Jo.4:15). Quando agimos segundo os nossos próprios impulsos, o prejuízo não recai apenas sobre nós, mas também interfere na vida de outros. As atitudes de um líder, porém, têm um impacto ainda maior. Lembrem de Elias, quando estava próximo ao fim de sua missão, ele fraquejou e se foi ao deserto pedindo para morrer (1Rs.19:4). Também Moisés, tão perto de entrar na terra prometida, desviou os olhos do Senhor.
É certo que vivemos em um mundo repleto de desafios e, especificamente em nossos dias, vivemos em um mundo onde a sobrevivência em si é um tremendo desafio. E nos entristecemos, nos magoamos, nos decepcionamos, e somos marcados por situações e pessoas que ameaçam nossa fé e nossa alegria de viver. É fácil julgar a atitude de Moisés. É fácil julgar a atitude dos nossos semelhantes. Difícil é admitir que somos tão pecadores e falhos quanto qualquer um deles. O Senhor não chamou um homem capaz de liderar as hostes de Israel, Ele chamou um homem tímido e pesado de língua, e o elevou à estatura de um líder ousado e fluente. Jesus não chamou os doutores da lei, mas pescadores, homens leigos, desprezados pela sociedade, e os elevou à estatura de discípulos Seus.
Saibam, amados, como Elias e Moisés, estamos às vésperas de nossa eterna redenção. Alguns estarão vivos como Elias. Outros, serão ressuscitados como Moisés. Mas percebam que estes servos de Deus também tiveram suas fraquezas, e parece que o fim de sua trajetória foi o mais perigoso e desafiador. A profunda tristeza de Elias ou a atitude impaciente de Moisés pode apontar para o que acontecerá a muitos do povo de Deus nos dias finais. Talvez, agora mesmo, muitos estejam sujeitos a estes mesmos sentimentos. Como o Senhor falou a Elias através de uma suave brisa e como repreendeu Moisés com oportunidade de arrependimento, Ele deseja realizar o mesmo por Seus filhos atribulados hoje.
Como líder na educação dos seus filhos, você pode ter falhado muito como mãe. Como líder do lar, você pode ter errado muito como pai. Como líder da igreja de Deus, você pode ter decepcionado muito como pastor. Mas há um Deus que se importa com você, e que pode até te disciplinar aqui na Terra, mas sempre com o objetivo de levar você e sua família para o Céu. Moisés pode ter perdido o direito de entrar na Canaã terrestre, mas recebeu a recompensa da ressurreição para desfrutar da Canaã celeste (Leia Mt.17:3; Jd.9). E esta promessa foi estendida para mim e para você. Um dia estaremos em um lugar onde Deus nos “enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap.21:4). Pela graça de Deus eu quero estar lá. E você?
Nosso amado Senhor, graças Te damos pela salvação em Cristo Jesus! Graças Te damos por Teu amor e paciência para conosco! Ó, Pai, queremos ir para Casa! Muitas vezes as provações nos fazem ter atitudes que não Te agradam e acabamos perdendo o sagrado privilégio de sermos guiados pelo Teu Espírito. Tão perto como estamos de nossa eterna redenção, sabemos que a guerra espiritual se intensifica, mas queremos estar escondidos em Teu esconderijo, ó Altíssimo! E quer fales conosco como brisa suave ou como um pai que repreende o filho, que sejamos submissos à Tua voz. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, alvo da misericórdia de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Números20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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A Bíblia responde nossas maiores inquietações; porém, pecadores têm medo da verdade. A verdade divina revelada expõe a ruindade humana; consequentemente, muitos desprezam a Bíblia, outros fogem da igreja.
Moisés e Arão tiveram que lidar com a verdade da parte de Deus: Eles não entrariam na Terra Prometida. Deus, graciosamente, deu satisfação, explicando-lhes a razão: “Já que vocês não confiaram em mim, não me trataram com reverência diante do povo de Israel, os dois estarão impedidos de conduzir a comunidade para a terra que estou dando a eles” (v. 12).
Que triste! Moisés que deixara o sossego do trabalho pastoril, família; que enfrentara o irredutível Faraó; guiara o povo; sofrera rebelião do povo; permanecera manso frente à acusação infundada sobre sua esposa…
Nesse contexto Moisés estava muito indignado pela atitude do povo pela falta de água (vs. 2-13), triste pela morte de sua irmã (v. 1). Em seguida recebeu resposta negativa à solicitação para passar nas terras de Edom (vs. 14-21). Logo depois lidou com a morte de seu irmão Arão (vs. 22-29). No mesmo capítulo, seus dois irmãos morrem. Parece injusto?
Embora Moisés, Arão e Miriã tenham ocupado posição elevada na história sagrada (Miqueias 6:4) nenhum deles era perfeito moral nem emocionalmente.
• Não há qualquer ser humano que seja impecável (Miqueis 7:1-6; Romanos 3:9-19). Nem os melhores e mais elevados indivíduos espirituais são perfeitos. A Bíblia é contundentemente clara: “Não há um só justo na Terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque” (Eclesiastes 7:20).
• Portanto, “se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós… se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a Sua Palavra não está em nós” (1 João 1:8, 10).
• Somos todos frágeis, falhos… inclusive destacados líderes espirituais. Precisamos da liderança do sumo “Pastor e bispo de suas almas” (1 Pedro 2:25), que deixou Seus sub-pastores para conduzir Seu rebanho, os quais “receberão a imperecível coroa da glória” “quando se manifestar o Supremo Pastor” (1 Pedro 5:1-4).
Portanto, líderes e liderados, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: NÚMEROS 19 – Primeiro leia a Bíblia
NÚMEROS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/nm/19
“Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” Romanos 5:8 (NVI).
Sempre que lemos nas Escrituras que uma criatura inocente não agressiva (como um cordeiro ou uma vaca) é morta por causa de nossa agressão e nossas próprias falhas, meditamos profundamente na justiça e no amor de Deus. Por que Deus permitiria que uma criatura inocente assumisse a culpa que é devida a você e a mim?
Bem, amigos, Deus não queria que essas criaturas morressem. Essas criaturas têm suas próprias vidas, separadas da louca mentalidade dos seres humanos que as cercam. No entanto, o Criador não está à parte da nossa situação, separado. Quando a humanidade caiu, o amor não teve escolha a não ser se sacrificar. Amor exige sacrifício. Essas criaturas eram a realidade mais próxima da inocência encontrada em Deus.
O Messias, que se tornou Deus na carne, viu nossa condição – capturou em Si o mal e o desviou de nós. O Inocente se humilhou para tornar-se não-inocente para que, por nossa causa, pudéssemos ser trazidos de volta à inocência, contemplando o último sacrifício feito pelo Cordeiro de YAHWEH.
Nicholas Arroyave Howling-Crane
Auxiliar dos Ministérios da Saúde e Evangelista de Literatura
Beaufort, Carolina do Sul, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/num/19
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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634 palavras
1-22 Este trecho descreve o rito da purificação de todo aquele que tocar em coisa imunda, animal ou homem morto (Bíblia Shedd).
Os vs. 1-10 destacam o ritual para produzir um suprimento da substância purificante: cinzas de uma novilha. Os vs. 11-22 explicam como usar as cinzas para purificação da impureza de um cadáver (Andrews Study Bible).
2 novilha vermelha. Simbolicamente, a cor vermelha sugere sangue, instrumento de purificação, e também fogo (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
A novilha vermelha tipifica Jesus Cristo, segundo a interpretação notável em Hb 9.13-15. Assim como a novilha era sacrificada fora da porta da cidade, para com seu sangue purificar os fiéis, assim foi com Cristo (1 Jo 1.7-9; Hb 13.12-13; 9.11-14) (Bíblia Shedd).
Uma novilha era uma vaca jovem que nunca havia tido bezerro. […] A novilha deveria ser avermelhada e deveria ser queimada com tecido vermelho e madeira de cedro, também avermelhada (v. 6). As cinzas seriam como sangue desidratado, que combinado com água produziria ‘água de purificação’, que deveria ser aspergida (vs. 17-20) (Andrews Study Bible).
não tenha ainda levado jugo. Uma vez que era escolhido para um propósito especial, esse animal não deveria ter sido usado para o trabalho doméstico comum (ver Dt 21:3; 1Sm 6:7) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
3 Eleazar. Já que o sacrifício da novilha era uma questão importantíssima, nenhum sacerdote comum deveria realizá-lo. Eleazar era o segundo na hierarquia, atrás somente de Arão, a quem um dia substituiria no ofício. Não era bom que Arão, o sumo sacerdote, se contaminasse, ficando temporariamente inapto para exercer os deveres sagrados (v. 7) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
4 aspergirá para a frente da tenda da congregação. Aspergir na direção do santuário fazia deste ritual um sacrifício, consagrado a Deus (Andrews Study Bible).
sete vezes. O número da perfeição (ver Lv 4:17); portanto, denota simbolicamente a perfeição da expiação (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
9 A cinza da novilha, com água, purificava os que pecavam, não à semelhança de Corá, mas dos que se arrependiam por alguma contaminação. Nosso meio de purificação é a confissão diante de Cristo (1 Jo 1.9) (Bíblia Shedd).
6 Cedro, hissopo e estofo carmesim. Jogados sobre a novilha ainda em chamas, misturavam-se com as cinzas do cadáver para formar ingredientes da purificação. […] Nos três elementos havia uma referência típica ao derramamento do sangue de Cristo (ver Hb 9:13,14) [Cedro e hissopo: propriedades medicinais; cedro: símbolo de fragrância e ausência de corrupção; hissopo: símbolo de purificação; estofo carmesim: cor da novilha, representava o pecado (Is 1:18) e o sangue]; (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
11 cadáver. Contaminação por cadáver era a máxima impureza ritual, refletindo o estado humano de mortalidade que resulta do pecado (Gên. 3; Rom. 5:12; 6:23) (Andrews Study Bible).
13 contamina o tabernáculo do Senhor. A negligência intencional de se purificar desta severa impureza causaria automática profanação do santuário, que poderia ocorrer á distância, sem que a pessoa adentrasse o recinto sagrado (ver tb. v. 20; Lev. 20:3). Em caso de pecado tão grave, o ofensor era “cortado”. Esta punição, administrada pessoalmente por Deus, significa que a pessoa seria cortada de sua linhagem. Poderia significar que a linha de descendentes do ofensor morreria, de forma que a pessoa não seria nem mesmo lembrada na história porque não haveria ninguém que prosseguisse com seu nome. O fato de que o castigo continuaria após a morte explica porque alguém poderia ser apedrejado até a morte e “cortado” (Lev. 20:2-3). O Messias sofreu a “segunda morte” ao ser “cortado” (Dan. 9:26). Mas porque Ele era inocente e levou sobre Si o pecado de outros, Ele retornou da morte da qual não há retorno e viu os Seus descendentes (“semente”, “posteridade”, Is. 53:10) (Andrews Study Bible).
16 ou numa sepultura. Daí o costume de caiar o exterior das sepulturas, para torná-las visíveis (ver Mt 23:27; Lc 11:44) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
17 Água corrente. Literalmente, “água de vidas”, ou água viva (ver Lv 14:5; Jo 4:10) (Comentário Bíblico Adventista do 7º Dia, vol. 1).
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“Um homem limpo ajuntará a cinza da novilha e a depositará fora do arraial, num lugar limpo, e será ela guardada para a congregação dos filhos de Israel, para a água purificadora; é oferta pelo pecado” (v.9).
Diferentemente dos demais rituais, o da água purificadora era derivado do sacrifício de um animal específico: “uma novilha vermelha” (v.2). Como todos os demais, incluía procedimentos específicos para serem realizados e tinha um objetivo específico: purificar. Em alguns casos, o homem tornava-se imundo e necessitava de uma cerimônia que pudesse purificá-lo. No primeiro capítulo das Escrituras, está escrito: “E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas” (Gn.1:2). E em seu último capítulo, Jesus nos oferece a água viva: “Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida” (Ap.22:17). Ou seja, a água é símbolo da criação e também da redenção.
Em sua jornada pelo deserto, por duas vezes, Israel recebeu por fonte de água uma rocha. No livro do profeta Isaías, encontramos a seguinte palavra do Senhor: “Há outro Deus além de Mim? Não, não há outra Rocha que Eu conheça” (Is.44:8). O salmista escreveu e o apóstolo Pedro ratificou: “A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular” (Sl.118:22; 1Pe.2:7). Cristo é a Fonte da água viva, o Doador da pureza, a Rocha da salvação. Na gênese da Terra, o Seu Espírito estava por sobre as águas (Gn.1:2); no início de Seu ministério terrestre, Ele foi batizado nas águas (Mt 3:16); certa feita, foi encontrar Seus discípulos andando sobre as águas (Mt.14:25); foi com água que lavou os pés dos discípulos ensinando-lhes a preciosa lição da humildade (Jo.13:5); Seu último pedido à humanidade foi por água (Jo.19:28); Seu último chamado ao homem consiste em uma oferta de água (Ap.22:17).
Creio que o encontro de Jesus com a mulher samaritana seja o episódio mais conhecido e mais esclarecedor acerca do simbolismo da água. Considerada uma mulher imunda e desprezada por sua condição de vida, aquela mulher teve o sublime privilégio de experimentar a água purificadora direto da Fonte. Através daquele episódio, Cristo deixou claro que ninguém é tão imundo que não possa ser limpo. Pecado algum é tão grande que não possa ser perdoado. Hoje, não há mais aquela cerimônia da água purificadora. Na verdade, há uma real oportunidade de cura e de restauração através de Cristo Jesus. Aquele ritual apontava para Cristo e Sua missão de resgate: “aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que Eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo.4:14).
A suprema Fonte deseja nos tornar Suas fontes intermediárias no mundo. Aquela mulher junto ao poço não só bebeu da rica Fonte, mas, compreendendo a mensagem, tornou-se uma fonte a jorrar para a vida eterna na vida de seus compatriotas, inclusive aqueles que antes a perseguiam e rejeitavam. Assim como Cristo aproximou-se dela sem levar em conta os seus muitos pecados, imediatamente ela decidiu fazer o bem sem olhar a quem. A morte do Unigênito de Deus deu ao mundo o livre acesso à água purificadora. Todos que desejam viver piedosamente em Cristo necessitam ser lavados por Ele. E o batismo é o símbolo que sela esse desejo de assumir um compromisso com Cristo e a inauguração de uma nova vida com Ele.
Instituído na nova aliança, o batismo por imersão representa a linda decisão do pecador em ter sua vida renovada e o primeiro passo na direção do reino dos Céus. Jesus mesmo afirmou: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (Jo.3:5). O batismo não é segurança de salvação, amados, mas é o meio que Deus usa para criar o primeiro vínculo do pecador com a pureza de Cristo. Não há poder algum nas águas batismais, mas nAquele que se faz presente por sobre as águas. O Espírito Santo pairava por sobre as águas na criação, pairou sobre Jesus em Seu batismo e paira sobre as águas do batismo de cada pessoa que, sinceramente, decide dar este passo de fé.
Se você ainda não se decidiu pelo batismo, continue estudando a Bíblia, ore ao Senhor, e Ele certamente o guiará para a melhor decisão de sua vida. A água purificadora o espera. Se você tem a oportunidade de tomar uma decisão hoje, “não endureçais o vosso coração” (Hb.3:15). Aceite o chamado de Deus: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At.2:38).
Ó Senhor, nosso Deus, Tu que tens a água purificadora, a refrigerante água da vida, lava-nos, purifica-nos, limpa-nos de nossos pecados e impurezas! Como necessitamos desta obra de purificação, Senhor! Muitos de nós já fomos batizados, mas precisamos beber da água da vida e ser lavados por ela todos os dias, através de um relacionamento real e salvífico com Jesus. Por isso, Pai, reaviva-nos! E que o Teu Santo Espírito ajude os meus amados irmãos que ainda precisam tomar a decisão de descer às águas do batismo. Que eles ouçam o Teu chamado e se entreguem ao sublime privilégio de seguir os passos de Jesus. Obrigada por Tua paciência em nos esperar e em nos amar, Pai querido! Por Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, purificados pela Água da Vida!
Rosana Garcia Barros
#Números19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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Quanto vale teu tempo? A avaliação depende de como você vive. “Se você está tão ocupado que não tem tempo para estar em comunhão com Deus, saiba que estás mais ocupado do que Deus deseja” (D. L. Moody). Então, valorize-se; pare um pouquinho e reflita…
Este pequeno capítulo oferece-nos grandes verdades…
1. Revolta e rebelião contra Deus e Seus líderes alcança um resultado “terrível de miséria e morte” (Paul R. House). Durante os 40 anos que o povo passaria no deserto como consequência de seu pecado, 40 pessoas morreriam em média por dia.
2. Com objetivo de conscientizar pecadores com relação ao caminho da vida, Deus providenciou um meio de purificação do pecado. O pecado tem o antídoto da vida, e Deus tem o antídoto da morte; para viver, é preciso confiar nEle.
3. O ritual da morte da novilha vermelha, a utilização de suas cinzas com água e o aspergir sangue sete vezes quando morresse alguém, tornou-se obsoleto, foi necessário para o povo durante seu jornadear no deserto. Contudo, precisamos considerar suas aplicações espirituais: Purificar-nos do pecado que nos mata!
Celular sem bateria não tem utilidade, assim como o ser humano sem Deus está desligado da fonte da vida. Jesus é o condutor que religa-nos a Deus quando estamos separados/desligados pelo pecado. Ele é o Salvador – nossa única esperança diante da lambança que causamos com nossos atos.
O simbolismo da novilha:
• Sua cor avermelhada: Reconhecimento de nossa condição pecaminosa que leva-nos à morte (vs. 1-2; Isaías 1:18).
• Suas características: Perfeita, sem ter sido coagida ao trabalho pesado; apontava para Jesus que nunca pecou, mas submeteu-se voluntariamente à morte por nossos pecados (v. 2);
• Seu sacrifício: Fora do acampamento, como Cristo morreu fora da cidade de Jerusalém (v. 3; Hebreus 13:12);
• Seu sangue: Aspergido sete vezes em direção ao tabernáculo pelo sacerdote vestido de vestes brancas e puras; apontava para a ministração de Cristo no Céu pelos pecadores após Sua morte no Calvário (v. 4);
• Suas cinzas: Utilizadas com água para purificar os impuros por lidaram com a morte de entes queridos. Jesus nos purifica do pecado dando-nos acesso à vida (vs. 5-22).
Conecte-se a Cristo, purifica-te do pecado; assim terás tua bateria da vida recarregada!
Jesus morreu para dar-nos vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.