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Texto bíblico: ÊXODO 9 – Primeiro leia a Bíblia
ÊXODO 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ex/9
A sétima praga de saraiva fez chover a morte sobre a terra do Egito, mas “na terra de Gósem onde se achavam os filhos de Israel, não houve saraiva.” (9:26, ARIB). Este é um lembrete de que Deus está exercendo Seu poder para proteger Seu povo, não para prejudicá-lo. O Salmo 91:9-10 nos diz que nenhuma praga prejudicará aqueles que fazem de Deus seu refúgio. À medida que nos aproximamos do fim da história deste mundo, quando as sete últimas pragas cairão sobre o mundo, sou grato por Deus usar Seu poder para proteger e libertar Seu povo de seus inimigos.
Outra coisa que me impressionou foi o falso arrependimento do Faraó. Faraó confessou que havia pecado, que “o Senhor é justo” e que deixaria os israelitas livres. Mas quando os trovões e granizo cessaram, ele endureceu seu coração mais uma vez e não deixou os israelitas irem.
Quantas vezes eu ajo como o Faraó? Quantas vezes eu recorro a Deus apenas para “me safar de problemas”, quando deveria estar focando em Sua bondade? Sua bondade é a única coisa que leva ao verdadeiro arrependimento (Romanos 2:4).
Aron Crews
Capelão do Internato Adventista dos Grandes Lagos
Cedar Lake, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/exo/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1373 palavras
1 Essa foi a quinta vez que Deus enviou Moisés a Faraó com a exigência: “Deixa ir o Meu povo!”. Desta vez Moisés deve já estar cansado e desencorajado, mas ele continuou a obedecer. Existe algum conflito que você tem que enfrentar repetidas vezes? Não desista quando você sabe que este é o correto a fazer. Como Moisés descobriu, a persistência é recompensada. Life Application Study Bible Kingsway.
Assim diz o SENHOR. Se o crente [aquele que crê] deseja falar com autoridade e com poder, antes de mais nada tem que possuir a certeza de que Deus lhe deu uma mensagem para transmitir aos seus semelhantes. Só aqueles que creem que a Bíblia é a Palavra de Deus, e que a ela submetem sua vida, têm autoridade para falar ao povo em nome de Deus. Bíblia Shedd.
Pestilência. A doença específica mencionada aqui afetava apenas os animais. Assim, a palavra poderia ser traduzida por “praga de animal”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 570.
4 Distinção. O próprio Deus estabelece o tempo (em oposição ao tempo definido pelo faraó em 8:9, 10). Bíblia de Estudo Andrews.
Mais uma vez veio uma prova definida que não se trata de fenômenos naturais; o próprio Faraó teria verificado que a pestilência não atingiu o gado dos israelitas (7). Bíblia Shedd.
5 certo tempo. A praga não ocorrera por mera coincidência. O relato bíblico não dá margem a explicações naturalistas (como uma epidemia de antraz proveniente das rãs mortas). Bíblia de Genebra..
6 todo o rebanho. Uma tradução melhor seria “todos os tipos de rebanho”, provavelmente aqueles expostos nos campos. Em outras pragas posteriores, outros animais foram afetados. Bíblia de Estudo Andrews.
Ou seja, tudo que estava nos campos (Êx 9:3). No tempo da praga seguinte muitos dos egípcios ainda possuíam animais (v. 19). O fato de muitos egípcios terem trazido seus rebanhos indica como foram impressionados pelo poder de Deus e pelas catástrofes que se seguiram. CBASD, vol. 1, p. 570.
7 Porém. O processo de rebelião contra Deus se desenvolveu de tal maneira que Faraó nem mais precisou de motivos nem de desculpas para recusar deixar ir o povo de Deus. Bíblia Shedd.
8-12 A sexta praga [úlceras] afetou diretamente a saúde e a vida das pessoas e dos animais, marcando a intensificação crescente das pragas. Subjacente ao evento se encontra o conceito bíblico de um Deus criador que também sustenta a saúde (15.26). Bíblia de Estudo Andrews.
9 Tumores. Talvez um “abcesso”ou uma “úlcera que estourava formando bolhas”. A natureza clara desta doença não é clara. CBASD, vol. 1, p. 570.
11 Os magos não podiam permanecer. Parece que até aqui os magos estiveram presentes quando os milagres eram realizados, embora tivessem falhado algumas vezes em produzir sua contrafação. Nesta ocasião, a praga caiu sobre eles com tamanha severidade que não podiam continuar com o rei. Em vez disso, fugiram para suas casas, em busca de proteção e tratamento. CBASD, vol. 1, p. 571.
A derrota dos mágicos do Egito foi clara desde o começo, quando o bordão de Arão, que virara serpente, devorou as serpentes por eles produzidas 7.12). Eles foram capazes de imitar a água transformada em sangue e de produzir rãs; mas só puderam imitar, e não reverter essas pragas (7.22; 8.7). Quando não puderam imitar a produção de piolhos, disseram a Faraó que as pragas eram julgamentos divinos, e não artes mágicas (8.18-19). Finalmente, os magos egípcios retrocederam, feridos de tumores, derrotados e envergonhados (9.11). Bíblia de Genebra.
14 Para que saibais que não há quem me seja semelhante em toda a terra. Que este propósito surtiu efeito, temos prova em 1Sm 4.8, onde se percebe que, 400 anos mais tarde, os filisteus ainda guardavam esta história. Bíblia Shedd.
16 A fim de mostra-te o Meu poder, e para que seja o Meu nome anunciado em toda a terra. Os eventos que precederam e acompanharam o êxodo ficaram famosos no mundo todo. Como o costume dos egípcios era não registrar eventos adversos, não deixaram sinais do êxodo em seus monumentos, mas não poderiam impedir que a maravilhosa história se espalhasse e chegasse a outras nações. … Atualmente, embora tenha passado mais de três milênios desde que essas “coisas maravilhosas” aconteceram … a história ainda é lida em mais de mil idiomas, em todos os países do mundo. … Poderia alguma profecia ser cumprida de forma mais literal que esta proferida ao rei do Egito? CBASD, vol. 1, p. 571.
13-15 O granizo (que raramente ocorre no Egito) desceu com violência incomum. Os egípcios que acreditaram na ameaça divina recolheram seu gado antes da chegada da tempestade, mas os céticos perderam tudo, tamanha foi a violência do granizo. Bíblia de Estudo Arqueológica NVI Vida.
15 Eu já poderia. Os juízos divinos são temperados com misericórdia. Deus evita uma destruição total a fim de que os egípcios saibam de seu poder e se arrependam (v. 15). Bíblia de Genebra.
16 Paulo cita este versículo como ilustração notável da soberania de Deus (v. Rm 9.17). Bíblia de Estudo NVI Vida.
20, 21 Pelo menos alguns egípcios aprenderam a temer a palavra de Deus (10.7). Bíblia de Genebra.
Assim como antes houvera uma distinção entre o povo de Israel e os egípcios, agora a distinção não é mais de nacionalidade, mas entre aqueles que aceitam a Palavra de Deus e os que rejeitam. O novo Israel de Deus é composto dos que têm fé (Rm 4.11). Bíblia Shedd.
O texto indica uma polarização da sociedade egípcia: aqueles que começaram a levar o Senhor a sério (alguns deles talvez tenham se tornado parte do “misto de gente”em 12:38) e, por isso, prepararam-se para a praga, e aqueles que não o fizeram. Bíblia de Estudo Andrews.
23 Trovões e chuva de pedras, e fogo (ARA; NVI: “Caiu granizo, e raios cortavam o céu em todas as direções”). Embora tivesse sido predita apenas a chuva de pedras, raios e trovões em geral acompanham as tempestades em climas quentes. CBASD, vol. 1, p. 573.
27 pequei. Faraó confessa sua culpa pela primeira vez, mas as palavras “esta vez”mostram a superficialidade de sua confissão. Embora não acreditando nele, Moisés mostra o poder de Deus sobre a terra, fazendo parar a chuva de pedras. Bíblia de Genebra.
A confissão foi notável, porém não representava arrependimento sincero, como indica a expressão “esta vez”. Ela foi compelida mais pelo efeito do terror ocasionado pelos trovões e raios amedrontadores e da chuva de pedras destrutiva do que por pesar genuíno pelo pecado. CBASD, vol. 1, p. 573.
29 Em saindo eu da cidade. Possivelmente Mênfis ou Tânis, sendo a última a mais provável … onde o rei morava. CBASD, vol. 1, p. 573.
Estenderei as mãos. Este é um dos vários textos em que se menciona o costume de estender as mãos em oração. Não foi apenas Moisés que orou desta maneira, mas também Jó (Jó 11:13), Salomão (2Cr 6:13) e Esdras (Ed 9:5). CBASD, vol. 1, p. 573.
30 Eu sei que ainda não temeis ao Senhor. Moisés, sabendo que a atitude do rei permaneceria tão inflexível quanto antes, tão logo a praga fosse removida, foi ousado o suficiente para expressar sua convicção desse fato na presença do rei. Verdadeiro temor a Deus é demonstrado pela obediência aos Seus mandamentos. No entanto, o medo do faraó era do tipo que os demônios sentem, pois eles também “creem e temem”(Tg 2:19). … O temor genuíno de Deus não foi o tipo sentido pelo faraó, mas um espírito de temos reverente resultante da consciência da sublime majestade e do poder de Deus. CBASD, vol. 1, p. 574.
31 O linho. As informações com respeito às plantações que sofreram com a praga indicam a época do ano em que ela ocorreu. CBASD, vol. 1, p. 574.
Em flor. Isso indica que era final de janeiro ou começo de fevereiro. CBASD, vol. 1, p. 574.
34 Tornou a pecar. Com perversa impenitência, o rei endureceu seu coração, como predisse Moisés. Ao que tudo indica, seus oficiais o apoiaram nessa decisão, embora a praga seguinte os convencesse da inutilidade de sua resistência (Êx 10:7). … Como algumas das pragas anteriores, a sétima outra vez mostrou a inutilidade do arrependimento nascido do temor. Assim, Deus poderia obter a submissão de todos, mas a conquista seria inútil, porque o coração ainda não seria dEle. Deus não é encontrado na tempestade ou no fogo, mas na voz suave que fala dentro do peito. Muitos pecadores têm passado pelos portões do medo, quando ouvem a voz de Deus, confessam Seu poder e reconhecem sua própria indignidade, mas o caráter humano só é transformado quando, no silêncio, ouve a voz divina. CBASD, vol. 1, p. 574.
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“Então, Faraó mandou chamar a Moisés e Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios” (v.27).
A essa altura, a população do Egito estava exausta e, certamente, tomada por enfermidades. O sangue, as rãs, os piolhos e as moscas já haviam causado grande estrago, e todo o país estava em estado de calamidade pública. ‘Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel’ (v.26), não havia pragas. A obstinação de Faraó e seus oficiais mantinha o Egito sob o juízo divino. E aquele pesadelo estava longe de terminar, pois quanto mais Faraó endurecia o coração, mais o Senhor manifestava o Seu poder, para que Seu nome fosse ‘anunciado em toda a Terra’ (v.16), tornando o Egito um exemplo e assunto internacional diante das demais nações.
Aquele que era um dos maiores impérios da época estava à beira do colapso e da ruína. Na quinta praga, Deus feriu todo o gado egípcio ‘com pestilência gravíssima’ (v.3), mas ‘do rebanho de Israel não morrera um sequer’ (v.7), verdade essa que o próprio Faraó mandou verificar. Ainda assim, o rei do Egito permaneceu inabalável em sua teimosia, que custou ao seu povo uma praga de úlceras. Sua saúde física foi afetada com tumores que, certamente, eram dolorosos e incômodos. Nem isso, porém, dobrou Faraó de sua posição irredutível, de sorte que, desta vez, a Bíblia diz que ‘o Senhor endureceu o coração de Faraó’ (v.12). Era como se ele tivesse atingido o grau irreversível do pecado, que é o pecado contra o Espírito Santo.
O Espírito do Senhor apela ao coração humano de forma incessante, mas jamais ultrapassa a barreira do livre-arbítrio. Caso o homem O rejeite em rebelião aberta, acontece o que Jesus chamou de pecado imperdoável: ‘Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada’ (Mt.12:31). A rebelião consumada de Faraó era uma clara rejeição ao Espírito do Senhor e, se a voz do Espírito não mais é ouvida, não há como haver mudança. O terreno do coração passa a ter um dono destrutivo. Satanás ocupa a consciência, e tudo o que vem de Deus é visto como desprezível e irrelevante.
Na confissão: ‘Esta vez pequei; o Senhor é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios’ (v.27), parecia finalmente haver algum fio de esperança de que Faraó houvesse se arrependido. Contudo, Moisés rapidamente percebeu que tão logo cessasse a praga, ele tornaria a endurecer o coração, então declarou: ‘eu sei que ainda não temeis ao Senhor Deus’ (v.30). Não era necessário ser profeta para perceber que as atitudes de Faraó não eram coerentes com sua fala. Jesus disse, amados, que ‘toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus. […] pelos seus frutos os conhecereis’ (Mt.7:17 e 20).
A nossa vida é uma revelação não somente de quem somos, mas a quem pertencemos. O Senhor disse que Moisés seria ‘como Deus sobre Faraó’ e Arão, como profeta (Êx.7:1). Somos chamados a ser testemunhas de Jesus (At.1:8), pregando o Seu evangelho eterno e confiando na obra de convencimento e conversão do Espírito Santo. O endurecimento do coração de Faraó fazia a missão de Moisés parecer infrutífera, mas tudo estava acontecendo ‘como o Senhor tinha dito a Moisés’ (v.35). Se você ainda não consegue enxergar os frutos da missão que Deus lhe confiou, simplesmente persevere e confie. Talvez nem os vejamos aqui. Mas, se não largarmos a mão do Senhor, o Céu vai revelar que a obra que plantamos ou regamos, o Espírito Santo deu o crescimento.
Nosso bom Deus, nós Te agradecemos pelo sublime privilégio de Te servir e servir aos nossos pequeninos irmãos! Somos todos pecadores e carecemos da Tua graça salvífica. Mas sabemos que nem todos aceitarão o Teu evangelho. Ajuda-nos, Pai, a pregar sem fazer distinção, sabendo que esta parte da obra pertence somente a Ti. Nós Te amamos e oramos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, testemunhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Êxodo9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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ÊXODO 9 – Os juízos divinos sobre os perversos são ações misericordiosas objetivando despertar conversões. Se Deus não almejasse a salvação dos ímpios, não dedicaria tanto tempo com 10 pragas até Faraó libertar Seu povo.
Absurdamente, teimosia – chamada “dureza de coração” ou “cabeça dura” – tem impedido muitos indivíduos renderem-se ao paciente Deus onipotente. Vários capítulos tratando das pragas do Egito apresenta Deus endurecendo o coração de Faraó (Êxodo 4:21; 7:3; 9:12; 10:1, 20, 27; 11:10; 14:4, 8).
• Indicaria isso que o Faraó não tivesse escolha a não ser submeter-se à coerção de Deus sobre suas decisões?
• Tal insubordinação levou muitos egípcios ao sofrimento?
• Estaria Deus manipulando o coração de Faraó conduzindo muita gente ao sofrimento com tantas pragas visando revelar Seu amor pelos israelitas?
• Estaria Deus desrespeitando o livre-arbítrio concedido às criaturas pensantes?
Não podemos ignorar nada da Bíblia para não deturpá-la, desfigurando o caráter benevolente de Deus. Antes de conclusões precipitadas, é importante considerar atentamente que há vários textos revelando que Faraó endurecia também seu próprio coração (Êxodo 8:32; 9: 34-35; 13:15).
“Faraó viu a poderosa atuação do Espírito de Deus; viu os milagres que o Senhor realizou por Seu servo; recusou, porém, obediência ao mandamento do Senhor. O rei, rebelde, indagara orgulhosamente: ‘Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? (Êx 5:2). E, quando os juízos de Deus sobre ele caíra cada vez mais pesadamente, persistiu na obstinada resistência. Rejeitando a luz do Céu, tornou-se duro, insensível” (Ellen White, CBASD, v. 1, p. 1211).
Se arbitrariamente Deus endurecesse o coração de Faraó, Moisés fazia papel de palhaço diante dele!
A série profética das 7 trombetas objetivava despertar pagãos para a conversão; apesar da didática, estratégia e paciência de Deus, na sexta trombeta o texto afirma: “O restante da humanidade que não morreu por essas pragas nem assim se arrependeu das obras de suas mãos; eles não pararam de adorar os demônios e os ídolos de ouro, prata, bronze, pedra e madeira, ídolos que não podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus assassinatos, das suas feitiçarias, da sua imoralidade sexual e dos seus roubos” (Apocalipse 9:20-21).
Devemos extinguir a teimosia diante da manifestação de Deus esperando nossa conversão. Sejamos sábios, sendo sensíveis a Ele! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.