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GÊNESIS 20 – Não há justo, nenhum sequer. Somos todos pecadores carecendo de um Salvador. Lidaremos com o pecado que habita em nós até o dia da glorificação.
Mesmo sendo amigo íntimo de Deus, assim como Abraão, não nos tornamos infalíveis, impecáveis. Em algum momento é possível que escorreguemos em alguma debilidade.
Abraão mentiu uma vez, sofrendo as terríveis consequências; um pagão o repreendeu e o expulsou do Egito, no início de sua jornada de fé, em Gênesis 12, assim que foi chamado. Mas, no capítulo atual, cerca de 25 anos depois, Abraão podia dizer como Paulo, “não que eu já tenha obtido tudo isso ou tenha sido aperfeiçoado, mas prossigo para alcançá-lo… Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado… prossigo para o alvo” (Filipenses 3:12-14).
Abraão e Paulo, dois gigantes da fé, nos provam que, “enquanto reinar Satanás, teremos de subjugar o próprio eu e vencer os pecados que nos assaltam; enquanto durar a vida não haverá ocasião de repouso, nenhum ponto a que possamos atingir e dizer: ‘Alcancei tudo completamente’. A santificação é o resultado de uma obediência que dura a vida toda” (Ellen White).
Na verdade, “a cada passo para frente em nossa experiência cristã, nosso arrependimento se aprofundará. Saberemos que nossa suficiência está em Cristo unicamente… Que anjos relatores escrevam a história das santas lutas e pelejas do povo de Deus; que anotem as orações e lágrimas; mas não permitamos que Deus seja desonrado pela declaração de lábios humanos: ‘Estou sem pecado; sou santo’. Lábios santificados NUNCA pronunciarão palavras de tamanha presunção”, explica veementemente Ellen White (AA, 560-562).
Abraão era profeta de Deus, em contraste com Abimeleque que era rei pagão revelando temor por Deus maior do que o servo de Deus revelou. O testemunho do pagão deve ter corado de vergonha o rosto do profeta de Deus!
O erro de Abraão não deve incentivar ninguém a pecar, jamais! Seu deslize deve gerar esperança no coração daquele que, sinceramente ama a Deus e, às vezes, O decepciona. Pois, se mesmo em pecado, Deus ouviu a Abraão, certamente te ouvirá ao clamar a Ele com coração sincero.
Não se desespere: não é um erro que fará Deus te deserdar e, sim, a reiterada rejeição à Sua voz. E, certamente, Ele desejará que você continue progredindo espiritualmente!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 19 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/19
Deus comissionou duas testemunhas para investigarem pessoalmente os assuntos em Sodoma, pois seu julgamento seria final e não deveria haver dúvida acerca da justiça do mesmo (cf. 18:25; Deuteronômio 17:6; 19:15; 2 Coríntios 13:1). Sodoma foi condenada não apenas por sua imoralidade sexual e perversão (Judas 7), mas também por sua arrogância, excesso de indulgência, ociosidade devido à prosperidade e falha em cuidar dos pobres e necessitados (Ezequiel 16:49-50). Por não ser hospitaleira com os estrangeiros que buscavam refúgio ali e por sua perversão sexual manifestada para com os hóspedes de Ló, Sodoma condenou a si mesma diante das duas testemunhas de Deus. Ló e sua família foram instruídos pelos dois anjos a fugir antes que fossem apanhados na punição da cidade.
A relutância com a qual a família de Ló respondeu à ordem de fugir, mostra a perigosa influência das atrações do ambiente que nos rodeia. Será que não estamos dando a devida importância às influências que nos cercam? Qual será o resultado? Sodoma e Gomorra tornaram-se para sempre o exemplo de como Deus lidará com a impiedade impenitente (2 Pe 2:6), e a tragédia de Ló e sua família fornece uma lição sobre os perigos de nos permitirmos ser corrompidos pelas atrações e caminhos do mundo (1 João 2:15-17).
Edwin Reynolds
Professor aposentado, Southern Adventist University
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/19
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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3025 palavras
1-38 A destruição de Sodoma e Gomorra é outro exemplo de julgamento divino devido a impiedade crescente (caps. 6-9). Desta vez, entretanto, é limitada a uma região em particular. A localização de Sodoma é incerta, apesar de que Bab edh-Dhra (no lado sudeste do Mar Morto) seja a mais provável candidata. Restos de uma cidade da era do bronze, com uma enorme camada de cinzas e seu grande cemitério, mostrando também evidências de destruição por fogo fazem esta uma boa possibilidade (Andrews Study Bible).
Esse capítulo levanta o véu sobre o ministério dos anjos. O Senhor dos anjos permaneceu com Abraão nas alturas. Ele também, em épocas futuras, teria de descer às Sodomas humanas para buscar e salvar os perdidos, mas naquela ocasião delegou essa tarefa aos anjos até chegar a plenitude dos tempos (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento, F. B. Meyer).
1 Ló arrola-se entre os homens cujas vidas estão relatadas na Bíblia para prevenir-nos que um bom começo necessariamente não é nenhuma garantia quanto a um bom fim. Observem-se os casos de Balaão, Saul e Salomão. Ló contava com as mesmas vantagens de Abraão, mas parece que as riquezas deste mundo lhe eram de maior valor do que o “país celestial”, aquele cujo artífice é Deus (Heb. 11.16) (Bíblia Shedd).
Ló está sentado ao portão da cidade, o customeiro centro legal e comercial das cidades antigas (Deut. 21:18-20; Rute 4:1-11; Est. 2:19-23). Ele está de forma lenta mas seguramente sendo assimilado pela sociedade sodomita (Gên. 14:12; 19:14), mas está preocupado com a segurança dos dois estrangeiros (vv. 2-3) (Andrews Study Bible).
Nas antigas cidades do Oriente a vida pública estava centralizada no portão da cidade. … Não é dito por que Ló estava assentado à porta da cidade. O certo é que ele estava atento a viajantes a quem pudesse mostrar hospitalidade e proteger dos sodomitas. A explicação de que ele havia sido promovido ao cargo e à dignidade de juiz … não é realmente improvável, particularmente em vista de sua relação com Abraão, que outrora havia salvo a cidade toda da escravidão. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 336.
prostrou-se. Em toda a história, Ló demonstrou sua justiça pela hospitalidade a estranhos (18.2; cf 2Pe 2.6-7) [assim como seu apelo no v. 7] (Bíblia de Genebra).
2 Passaremos a noite na praça. Os anjos haviam aceitado imediatamente a oferta de Abraão, mas pareciam relutantes em aceitar a de Ló. Estavam testando sua sinceridade, provando se seu convite era meramente uma formalidade vazia ou se constituía o sincero desejo do coração. Registros antigos revelam que os viajantes muitas vezes passavam a noite ao ar livre (ver Gn 28:11). … A consideração de Ló pelos outros se demonstrou o meio de sua própria salvação; ele manifestou um espírito que estava em marcante contraste com os dos homens de Sodoma. CBASD, vol. 1, p. 336.
4-9 A população masculina de Sodoma justifica o juízo iminente pela sua ação sexual imoral (Andrews Study Bible).
4 todo o povo. Esta frase provavelmente significa uma grande afluência de homens que representavam, de maneira geral, todos os grupos sociais (PP, 159). CBASD, vol. 1, p. 336.
moços… velhos… todo o povo de todos os lados. Estes detalhes são importantes para demonstrar que todos os que foram destruídos eram ímpios (18.23). Ver também 6.5, 8.21; Rm 1.26-32 (Bíblia de Genebra).
5 Onde estão os homens? Os homens da cidade se reuniram em volta da casa de Ló, pretendendo violar o direito oriental de hospitalidade a fim de satisfazer desejos antinaturais. Quanto ao significado de “conhecer” [“abusemos deles”, na ARA], ver Gênesis 4:1. O termo é usado aqui em referência à prática imoral abominável que Paulo descreve em Romanos 1:27, conhecida como sodomia. Segundo evidências arqueológicas, esse pecado, punível com a morte sob a lei mosaica (Lv 18:22, 29), era disseminado entre os cananeus. A ênfase de Moisés [enquanto escritor do Gênesis] de que tanto jovens quanto idosos estavam à porta da casa de Ló mostra claramente como era justificável que Deus trouxesse destruição sobre essas cidades (ver Gn 6:5, 11). CBASD, vol. 1, p. 336, 337.
7 Que não façais mal. Ló saiu da casa, tendo o cuidado de trancar a porta atrás de si para evitar que a multidão entrasse. Ele fez uma fervorosa tentativa de dissuadir seus concidadãos das más intenções que nutriam. CBASD, vol. 1, p. 337.
8 Tenho duas filhas. A crença no solene dever da hospitalidade, tão altamente estimada entre as nações orientais, explica sua decisão, embora não a justifique. Aquele que acolhesse um estranho sob seu cuidado e proteção tinha o dever de protegê-lo, mesmo à custa da própria vida. … Talvez só para uma mente oriental é que a obrigação de um anfitrião para com seus convidados poderia justificar ou pelo menos desculpar a conduta de Ló nessa ocasião. A pureza de suas duas filhas numa cidade como Sodoma é evidência do grande cuidado com que Ló as havia criado e prova que a oferta não foi feita de maneira leviana. … O fato de que uma proposta tão temerária chegasse a ser feita prova que Ló havia exaurido todos os meios cabíveis para evitar o mal, e que estava fora de si. Ele conhecia muito bem a impiedade de seus concidadãos (2Pe 2:7, 8). CBASD, vol. 1, p. 337.
As leis da hospitalidade exigiam que os hóspedes estivessem a salvo enquanto permanecessem sob to teto de Ló. Os mesmos costumes vigoram ainda no Oriente Médio. Embora o estar assentado à porta da cidade (cf v 1) denote a importância em que era tido, porque a porta era como o “Paço da cidade” onde os negócios oficiais eram levados a efeito, onde se preparavam os documentos, celebravam-se os casamentos e a justiça se pronunciava (cf Rt 4.1,2), o fato é que tudo indica que Ló não impunha suficiente respeito no sentido de dissuadir os sodomitas a propósito da pecaminosidade que revelavam (Bíblia Shedd).
9 E pretende ser juiz? A tentativa de Ló para frustrar as más intenções dos sodomitas só serviu para enraivecê-los. Eles não queriam que ninguém lhes dissesse o que fazer, especialmente um estrangeiro. Se Ló tinha sido nomeado juiz, como alguns sugerem (ver v. 1), os sodomitas acharam que já havia passado da hora de se livrarem dele. Pela linguagem que usaram, já os havia admoestado a mudar seus maus caminhos. Portanto, em sua ira cega, ameaçaram tratar Ló de maneira mais terrível ainda do que haviam planejado fazer com seus convidados, caso ele os tentasse impedir por mais tempo. Foi somente o poder repressor de Deus, talvez juntamente com a hesitação momentânea deles em lançar mão de um homem cujo exemplo justo havia despertado um débil sentimento de respeito em sua mente degradada, que impediu a turba de despedaçá-lo ali mesmo. CBASD, vol. 1, p. 337.
12 Tens aqui alguém mais? A essa altura Ló já devia ter percebido a natureza sobrenatural dos visitantes. Era hora de lhe contarem o propósito de sua missão, e eles o informaram, na linguagem mais clara possível, sobre a iminente destruição da cidade. Embora pareça que os filhos casados de Ló adotaram o estilo de vida do povo de Sodoma, os anjos estavam dispostos a salvá-los por amor a Ló, caso eles estivessem dispostos a sair da cidade. Uma vez que eram participantes dos pecados de Sodoma, nada, a não ser sua própria escolha, tornaria sua destruição inevitável. CBASD, vol. 1, p. 337, 338.
12-16 Nem mesmo dez pessoas justas [retas] puderam ser achadas. A salvação é baseada inteiramente na graça divina (Tito 3:5) e não em ação humana (Andrews Study Bible).
14 Saiu Ló. O fato de filhos e filhas não serem mencionados novamente não prova que Ló tivesse apenas genros [e não noras] nem que esses chamados genros eram jovens comprometidos com as duas filhas que ainda moravam em casa. Ló acreditou nos anjos e fez o máximo esforço para persuadir seus filhos a buscar a segurança saindo da cidade, mas eles só ridicularizariam a ideia de que Deus iria destruí-la. CBASD, vol. 1, p. 338.
Um dos resultados da negligência de Ló verifica-se nos noivados inconvenientes de suas filhas. A dureza de coração dos genros de Ló está bem clara no fato de não terem feito nenhum caso das exortações que lhes fizera. Transparece aqui a probabilidade de que Ló tivesse vivido por muito tempo como qualquer deles, de modo que sua mensagem lhes era inútil (Bíblia Shedd).
15 Levanta-te. Aparentemente Ló havia advertido os filhos durante a noite, e quando o sol estava para sair os mensageiros celestiais instaram com ele para que fugisse sem demora com a esposa e as duas filhas. A frase “que aqui se encontram” implica que Ló tinha outros filhos que não estavam “aqui” e que não estavam dispostos a partir. CBASD, vol. 1, p. 338.
16 Como, porém, se demorasse. A posição social de Ló na cidade era, provavelmente, devida à sua grande riqueza (13.6) e porque seu tio Abraão havia salvo a cidade (cap. 14). Agora, tendo que fugir deixando todos os confortos da cidade (vs. 18-21), Ló hesita (Bíblia de Genebra).
Digna de nota é a asseveração de que Ló e família foram salvos exclusivamente por efeito da misericórdia do Senhor. A salvação eterna tem sua base no mesmo princípio.
Ló e sua esposa acreditaram, mas acharam difícil deixar para trás todas as suas posses. Em momentânea confusão e perplexidade, Ló se demorou, indeciso quanto ao que devia levar contigo ao fugir. Não manifestando nenhuma preocupação com as posses de Ló, os anjos puxaram, portanto, os quatro para fora à força, “sendo-lhe o SENHOR misericordioso”. Tal é a fraqueza da natureza humana que mesmo um homem bom pode ser tão atraído pelo mundo que não consiga se desvencilhar dele. Ele é como aquele que caminha numa tempestade de neve e que, sentindo um entorpecimento fatal subir por seus membros gelados, é tentado a entregar-se ao que sabe ser o sono da morte. Ele precisa de alguém que o desperte e que o inste a ir para um lugar seguro. CBASD, vol. 1, p. 338.
17 Livra-te, salva a tua vida. … [Ló] e a esposa ainda estavam hesitantes em deixar tudo para trás. Não poderia a destruição ser adiada até que ele tivesse oportunidade de remover suas posses? Se tivessem tempo poderiam até persuadir outros a acompanhá-los. Por que tanta pressa? Contudo, Cristo aparece e ordena: “Livra-te, salva a tua vida” (PP, 160; cf. Gn 18:21, 32; 19:22). CBASD, vol. 1, p. 338.
Não olhes para trás. Se fosse atendido o pedido de Ló por um tempo adicional, ele acharia cada vez mais difícil, à medida que passassem os dias, separar-se da fortuna que acumulara durante toda a vida. Talvez até decidisse ficar. Sua única esperança estava num rompimento imediato e completo com as coisas que ligavam seu coração a Sodoma. O mesmo ocorre hoje com os servos de Deus. CBASD, vol. 1, p. 338.
Foge para o monte. A planície, que outrora fora tão atrativa por sua beleza e fertilidade, havia se tornado o lugar mais perigoso da Terra e precisava ser abandonado. Quão fatal fora a decisão de Ló de tornar este local seu lugar de habitação (ver Gn 13:11)! Ele agora devia encontrar refúgio nas colinas (ver Sl 121:1). CBASD, vol. 1, p. 338.
18 Assim não, Senhor meu! Em vez de cooperar alegremente com o plano de Deus para a preservação de sua vida, Ló abusou da grande misericórdia de Deus. Referindo-se à suposta impossibilidade de escapar para as montanhas, rogou permissão para se refugiar na pequena cidade vizinha de Bela (Gn 14:2), mais tarde chamada Zoar, “pequena”. Ló ainda estava relutante em deixar a comodidade e o luxo da vida na cidade em troca do que lhe parecia uma existência precária e incerta. CBASD, vol. 1, p. 338, 339.
19 O teu servo achou mercê diante de Ti. (Ef 2.8-9) Ló reconhece ter encontrado graça diante do Senhor (19) (Bíblia Shedd).
19-20 Ló objeta (e discute) em meio a um inferno iminente (Andrews Study Bible).
22 Zoar. Pode-se inferir do fato de Ló ter de fugir novamente para uma caverna (v. 30) que Zoar também foi destruída posteriormente. A maior parte das autoridades no assunto tem como certo que a cidade de Zoar jaz sob o Mar Morto. CBASD, vol. 1, p. 339.
24 fez o Senhor chover enxofre e fogo, da parte do Senhor. Por esta ênfase focada na ação do Senhor (“O SENHOR fez chover” e “do SENHOR”), o texto O retrata utilizando deliberada e extraordinariamente medidas para trazer a destruição cataclísmica à região, que anteriormente tinha sido tão exuberante quanto o Egito (13:10). Profetas posteriores tomaram isto como um símbolo definitivo de destruição (Jer. 49:18; Sof. 2:9) (Andrews Study Bible).
Alguns admitem, em face de estudos feitos em áreas circunjacentes ao Mar Morto, que teria ocorrido uma erupção vulcânica, a qual lançara enxofre, sais minerais e gazes incandescentes, erupção essa acompanhada por terremoto, de modo a destruir completamente aquelas corruptas cidades de Sodoma e Gomorra. Em alguns milagres, Deus usa de meios naturais para mostrar Seu controle sobre toda a natureza, a todo instante (Bíblia Shedd).
Embora apenas Sodoma e Gomorra sejam mencionadas aqui, é claro que as outras cidades da planície, Admá e Zeboim, também foram destruídas (ver Dt 29:23; Os 11:8; Jd 7). Somente a pequena cidade de Bela, ou Zoar, foi poupada, e isso por pouco tempo (ver Gn 19:30; PP, 167). A frase “enxofre e fogo” é um idiomatismo comum no hebraico para “enxofre ardente”. Os milagres pelos quais Deus, de tempos em tempos, interveio nos processos rotineiros da natureza geralmente consistem no uso incomum de forças e elementos naturais já existentes. Betume, enxofre e outros materiais combustíveis tem sido extraídos e exportados dessa região durante anos. CBASD, vol. 1, p. 339.
24,25 “Deus destruiu Sodoma e Gomorra e outra três cidades. na margem oriental do mar Morto estão os restos de cinco cidades que, apesar de sua localização e da presença de água fresca, continuam em ruínas” (Richard Gunther) (citado na Bíblia NVI).
26 E a mulher de Ló outro para trás. A mulher de Ló olhou de volta para a cidade, onde estavam sua casa, suas posses e alguns de seus filhos. Nesse momento se recusou a deixá-los. Seu coração emperdernido tornou a lembrança dessa mulher uma advertência perpétua para aqueles que gostariam de ser salvos, mas se contentam com meias medidas, que parecem abandonar o mundo, mas ainda estão com o coração nele. … Os anjos a haviam forçado a sair da cidade, mas não podiam salvá-la contra sua vontade. Ela era por natureza uma pessoa irreligiosa, provavelmente uma nativa de Canaã (PP, 174). Preferiu morrer a deixar Sodoma. Lamenta-se sua sorte, apesar do benefício de seu exemplo. CBASD, vol. 1, p. 340.
O exemplo da mulher de Ló é uma lição contra a vacilação quando o julgamento divino está próximo (Lc 17.28-37) (Bíblia de Genebra).
A situação da mulher de Ló indica a dureza de coração, consequente da incredulidade (17). A frase “olhou para trás”, em hebraico significa “demorou-se”, denotando serem os desejos relativos à luxúria perdida bem mais fortes que o interesse que a salvação gratuitamente oferecida pelo Senhor lhe poderia despertar. A mulher de Ló é tornada pelo Senhor Jesus como exemplo para advertir-nos quanto à época da sua volta (ver Lc 17.28-33) (Bíblia Shedd).
É fatal olhar para trás. Todo o nosso passado está repleto das lembranças de nossos pecados e falhas. Resta apenas uma esperança. Fujamos para a cruz do Divino Redentor! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Estátua de sal. Não se sabe por quanto tempo a pilastra de sal que continha seu corpo permaneceu visível. Em alguns locais a praia sudoeste do Mar Morto apresenta formações de rochas de sal, algumas das quais se assemelham a figuras humanas. Os viajantes têm chamado uma ou outra delas de “a mulher de Ló”. Mas tentar identificar qualquer delas dessa forma seria tolice. CBASD, vol. 1, p. 340.
29 É importante observar-se que a salvação de Ló foi devida à intercessão de Abraão. O capítulo 14 nos fala de Abraão recuperando-o por meio de espada; o capítulo 18, mediante a intercessão (Bíblia Shedd).
Nas cidades modernas há indícios dos pecados que causaram a destruição de Sodoma. Testemunhemos contra eles, de modo a impedir a inevitável condenação (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
30 receavam permanecer em Zoar. Ironicamente, enquanto Ló procurou viver em Zoar por causa de seu temor em viver nos montes (v. 19), ele agora vive nos montes por temer Zoar. Note o contraste da prosperidade e perspectiva de Ló em 13.1-13 (Bíblia de Genebra).
Dominado pelo pânico, Ló rapidamente saiu de Zoar, com medo de que ela também partilhasse do destino de suas quatro cidades-irmãs (PP, 167). CBASD, vol. 1, p. 340.
30-38 Fugir para o leste separa Ló ainda mais da família de Abraão e das promessas divinas. O resultado envolve incesto e a origem de dois povos que se opuseram decididamente a Israel, isto é, os moabitas e amonitas. […] Apesar da família nuclear de Ló ter sido salva de Sodoma, os valores e princípios de Sodoma sobreviveram com eles (Andrews Study Bible).
31 velho. Ló estava muito velho para se casar novamente e, provavelmente, não teria outros descendentes (Bíblia de Genebra).
32 beber vinho, deitemo-nos. A iniciativa das filhas de Ló contrasta com a de Ló que, aparentemente, não se esforçou para encontrar marido para elas. A sua imoralidade sexual prenuncia a sedução de suas descendentes sobre os homens de Israel (Nm 25) (Bíblia de Genebra).
36 Conceberam do próprio pai. Neste ato as filhas de Ló revelaram a má influência de Sodoma. Haviam crescido num lugar onde abundavam a embriaguez e todas as formas de imoralidade; consequentemente, seu juízo estava embotado, e sua consciência, insensibilizada. … [Ló] foi responsável pelas circunstâncias que as levaram ao pecado e também foi responsável por ter bebido o vinho que elas colocaram diante dele (ver com. de Gn 9:21). O preço que Ló pagou por alguns anos em Sodoma foi a perda de toda a família. Os vis e idólatras moabitas e amonitas foram sua única posteridade. CBASD, vol. 1, p. 340.
Ló foi salvo de Sodoma, mas levou Sodoma dentro de si (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
37 Moabe assemelha-se à expressão hebraica que significa do pai [Mo-av] (Bíblia NVI).
38 Ben Ami significa filho do meu povo (Bíblia NVI).
37-38 Esta conclusão genealógica (vs 37-38) inicia a história amarga de animosidade de Moabe e Amon contra Israel (Nm 23-25; 2Rs 3). Os moabitas e amonitas foram rejeitados por Deus não por causa de sua linhagem questionável, mas porque destrataram a Israel (Dt 23.3-6; Ne 13.1-2). Rute, uma ancestral de Jesus Cristo, era moabita (Rt 4.18-22; Mt 1.5), mas, por causa de sua fé, acabou sendo contada entre os da tribo de Judá (Bíblia de Genebra).
A história de Ló e sua família é trágica. Sua lembrança ficou para sempre maculada. Seu pecado foi perdoado, mas o mal dos anos devotados ao prazer e ao lucro se prolongou por muitas gerações depois dele (PP, 168). CBASD, vol. 1, p. 341.
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“Como, porém, se demorasse, pegaram-no os homens pela mão, a ele, a sua mulher e as duas filhas, sendo-lhe o Senhor misericordioso, e o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v.16).
A escolha da habitação de Ló, que foi “armando as suas tendas até Sodoma” (Gn.13:12), se revelou a pior que ele poderia ter feito. Mesmo sabendo que “os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13), Ló colocou em risco a sua família em prol de uma vida mais fácil e mais próspera. O caminho das facilidades e da prosperidade pode até se mostrar como uma campina bem regada, “como o jardim do Senhor” (Gn.13:10), mas, se não há o temor de Deus, o destino final se torna em ruína e destruição.
Muitos têm se colocado no caminho da tentação, julgando serem fortes o suficiente para resistir, esquecendo, porém, que “as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co.15:33). Assim foi na vida de Ló e de sua família. Por amor a Abraão, o Senhor poupou a vida de Ló, e os mensageiros celestiais, encarregados de destruir as cidades ímpias, foram antes enviados para atender às súplicas de Abraão. É claro que a visita daqueles anjos despertou o interesse dos promíscuos habitantes da cidade. Ló chegou a oferecer suas duas filhas virgens para aplacar o desejo libertino da multidão, mas sem sucesso. E, em sua cegueira profana, os homens de Sodoma experimentaram a cegueira física.
Como Ló, que ofereceu suas filhas a homens maus, os que se colocam em terreno inimigo muitas vezes se veem tendo que tomar decisões impensadas no calor da emoção. O livramento dado pelos anjos também correspondeu à intercessão de Abraão. E aqui podemos perceber a importância da oração intercessora. Mas até mesmo essas orações um dia cessarão. E, assim como os anjos salvaram a vida de Ló e “fecharam a porta” (v. 10), aproxima-se o tempo em que a porta da graça será fechada e não mais haverá oportunidade de salvação. Todos terão tomado a sua decisão definitiva, como está escrito: “Continue o injusto fazendo injustiça, continue o imundo ainda sendo imundo; o justo continue na prática da justiça, e o santo continue a santificar-se” (Ap. 22:11).
Amados, o relato deste capítulo precisa despertar a nossa consciência diante do tempo sobremodo solene em que estamos vivendo e daquele de grande angústia que está por vir. Se não dermos o sonido certo à mensagem do juízo hoje, amanhã será tarde demais, e o máximo que conseguiremos em resposta será o escárnio dos que amamos, semelhante ao dos genros de Ló que acharam “que ele gracejava com eles” (v.14). Nós somos detentores de boas-novas de esperança e de grande alegria, mas que também precisam revelar a devida seriedade do juízo que está prestes a irromper sobre o mundo.
Jesus mesmo comparou os dias que antecedem a Sua volta com os dias de Ló: “O mesmo aconteceu nos dias de Ló: comiam, bebiam, compravam, vendiam, plantavam e edificavam; mas, no dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos” (Lc.17:28-29). E Ele ainda nos deixou a seguinte advertência: “Lembrai-vos da mulher de Ló” (Lc.17:32). Aquelas cidades ímpias seguiam o curso de seus prazeres e negócios, e ninguém se deu conta de que aquele seria o seu último amanhecer. E para os ímpios nos últimos dias, cumprir-se-ão as palavras de Jesus: “Eis que venho como vem o ladrão” (Ap.16:15). Mas, “Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua vergonha” (Ap.16:15).
Ló postergou uma decisão que precisava ser tomada com urgência, a ponto de ter que ser arrastado para fora juntamente com o que havia restado de sua família. Pois, “sendo-lhe o Senhor misericordioso”, os anjos “o tiraram, e o puseram fora da cidade” (v. 16). Eles estavam aparentemente fora de perigo, mas precisavam confiar na palavra dos anjos até chegarem a um lugar seguro. A atitude da mulher de Ló e seu trágico fim revelam uma verdade que precisa ser levada em muita consideração, na citação a seguir do espírito de profecia: “Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua posição, passando para as fileiras do adversário” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 608).
Além do que aconteceu à mulher de Ló, suas duas filhas revelaram o estrago causado em seu caráter pela convivência com os habitantes de Sodoma, dando origem, por suas relações incestuosas, a dois dos piores povos inimigos de Israel. Abraão, contudo, mantinha a sua casa longe das cidades ímpias, a despeito da opinião alheia. Não é suficiente para você ver a diferença entre o resultado da educação das filhas de Ló e da educação de Isaque? Meus irmãos, ou nós confiamos nos planos do Senhor para o Seu povo hoje, ou corremos o risco de ter a mesma colheita de Ló. Deus nunca deixou instruções para o Seu povo a fim de privá-lo de privilégios, e sim a fim de livrá-lo de situações que podem se tornar irreversíveis. A despeito da opinião alheia, que possamos escolher fazer como Abraão. “Crede no Senhor, vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis” (2Cr.20:20).
Santo Deus, como Abraão levantava de madrugada para ir à Tua presença, que o Teu Espírito nos desperte a cada dia para Te encontrar. O Teu povo ainda habita em meio a muita corrupção. Alguns não porque querem, outros, porém, por escolha própria. Senhor, desperta a Tua igreja e dá-nos a fé de Abraão, para vivermos segundo a Tua vontade nestes últimos dias, independentemente de julgamentos ou perseguições. Fortalece-nos, ó Deus! Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, remanescentes fieis!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 19 – Deus ama o pecador, mas é intolerante ao pecado. O pecado corrói a sociedade, tornando tolo o seu portador. O hedonismo (busca por prazeres carnais) parece ser a essência da felicidade, quando na verdade é fonte de desgraças!
As cidades de Sodoma e Gomorra se caracterizam pelo desrespeito, violência (Gênesis 19:4-11), aberrações sexuais (Gênesis 19:5) e obstinação pelo erro à qualquer custo – tentando encontrar a porta para pecar apesar do aviso sobrenatural dos anjos (Gênesis 19:11). Os jovens e velhos sodomitas davam vazão às suas inclinações corruptas. Além de arrogância e indiferença (Ezequiel 16:49).
Em Levítico (18:22; 20:13) Deus apresentará Sua repugnância aos pecados de Sodoma e Gomorra como dignos de morte. A repulsa quanto aos pecados destas duas cidades prestes a serem destruídas está tão clara no Novo Testamento quanto no Antigo (Romanos 1:26-27; 1 Timóteo 1:10). Em 1 Coríntios 6:9, Paulo é enfático e direto:
“Vocês não sabem que os perversos não herdarão o Reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino dos Céus” (NVI).
Jesus pagou altíssimo preço com Sua preciosa vida objetivando libertar-nos de nossa maneira vã/vazia de viver (João 8:34-36; 1 Pedro 1:18-21). Creia nisso!
Em Sodoma e Gomorra não haviam 10 justos para abençoá-las e impedir a destruição. Ao serem queimados, os sodomitas tornaram-se ícones do que sucederá à sociedade mundial caso não abandone seu estilo de vida depravado; pois, “Sodoma e Gomorra e as cidades em redor se entregaram à imoralidade e a relações sexuais antinaturais. Estando sob o castigo do fogo eterno, elas servem de exemplo” (Judas 7).
O propósito de Deus é salvar, todavia nem os melhores indivíduos de uma cidade depravada estão dispostos renunciar bens materiais para salvar-se, como se nota na família de Ló, principalmente seus genros e esposa (Gênesis 19:14-17, 26).
Mesmo longe de Sodoma, o coração de Ló continha traços sodomitas: Duas famílias surgiram do incesto de Ló com suas filhas: moabitas e amonitas – nações pervertidas sexualmente.
Como permanecer puro numa cultura tão moralmente corrompida? O Salmo 119:9-11 responde: Vivendo pautando-se pela Palavra de Deus, com a ajuda divina!
Não se deixe moldar pela cultura, mas sim pela Escritura! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 18 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 18 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/18
Deus sabia o que estava acontecendo no vale do Jordão, para onde Ló havia se mudado com sua família. Ele desceu para investigar pessoalmente o assunto. Algumas pessoas de Sodoma e Gomorra ergueram um clamor contra os pecados e injustiças “muito graves” que estavam acontecendo ali. Mas Deus sabia que Abraão estava orando pelos membros de sua família que agora moravam em Sodoma, e Ele desceu para compartilhar com Abraão o que planejava fazer (v. 17). Ele explicou que era importante se comunicar com Abraão, sendo que Seu propósito era desenvolver um relacionamento com ele, para que ele instruísse a sua casa a guardar o caminho do Senhor e praticar a justiça (v. 19).
Deus estava ensinando a Abraão a respeito de Sua integridade e justiça, e esta seria uma lição objetiva muito importante. Enquanto intercedia junto a Deus, Abraão demonstrou compreender a justiça de Deus, quando disse: “Longe de Ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (v. 25, NVI)
Abraão tinha certeza da misericórdia e da justiça de Deus. Nós também temos essa certeza?
Edwin Reynolds
Professor aposentado, Southern Adventist University
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/18
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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771 palavras
1 no maior calor do dia. A hora em que os viajantes procuram sombra e descanso (Bíblia de Genebra).
2 três homens. O Senhor e dois anjos (vs 1, 13, 19.1). Admoestação neotestamentária [do Novo Testamento] para se mostrar hospitalidade (Hb 13.2) é baseada nos incidentes dos caps. 18-19 (Bíblia de Genebra).
correu ao seu encontro. Hospitalidade é um valor nas culturas do Velho Testamento, assim como em muitas culturas orientais. Pessoas correndo para encontrar pessoas aparecem em outros lugares da Bíblia (29:13, 33:4; Luc. 15:20), mas Abraão curvou-se até o solo. O termo hebraico usado aqui é também usado para indicar adoração quando Deus é o objeto (Gên. 24:26; Êx. 20:5) (Andrews Study Bible).
Observando o costume de hospitalidade do antigo oriente Próximo, Abraão tipifica o gracioso anfitrião e se coloca ao inteiro dispor de seus convidados. Seu comportamento contrasta com a imoralidade dos sodomitas (19.4-5) (Bíblia de Genebra).
4 lavai os pés. Uma vez que as sandálias de couro eram os únicos calçados usados então, tornara-se uma exigência de boas maneiras que algum servo da casa corresse a lavar os pés ao hóspede ou oferecesse água para que este o fizesse. Era ainda esta a maneira de proceder nos dias de Cristo (cf 2 Cr 20.7; Is 41.8; Tg 2.23) (Bíblia Shedd).
11 já lhe havia cessado o costume das mulheres. Lit. “Sara não mais experimentou o ciclo das mulheres”. Seu corpo não era mais apto à concepção [havia passado a menopausa] (Hb 11.11-12; Rm 4.19) (Bíblia de Genebra).
12-13 O riso de Sara faz paralelo com o riso de Abraão em 17:17. (Andrews Study Bible).
14 para o Senhor há coisa demasiado difícil? Compare com Jer. 32:17, 27. Esta pergunta retórica pede um sonoro “não” como resposta, especialmente em se levando em conta as histórias da criação e dilúvio (Andrews Study Bible).
Apesar de seu ceticismo inicial, Sara também veio a crer na promessa (Hb 11.11) e ajuntou-se a seu marido na fé (Rm 4.13-25) (Bíblia de Genebra).
17 Ocultarei a Abraão…? Visto que Abraão tinha de tornar-se pai de muitas nações, convir-lhe-ia saber que Deus havia de destruir Sodoma e Gomorra, capacitando-se, assim, para transmitir a advertência à posteridade, como se percebe no v 19 (cf Sl 78.1-8) (Bíblia Shedd).
16-31 Registra a intercessão de Abraão por Sodoma, seguindo um estilo familiar. Começando com cinquenta, o tamanho de aproximadamente metade de uma pequena cidade (cem, de acordo com Amós 5:3), Abraão finalmente chega a dez, que é um número que ainda marca uma comunidade. Pelo menos dez homens eram necessários em uma cidade para formar uma corte legal (Rute 4:2) (Andrews Study Bible).
19 escolhi. A palavra hebraica traduzida “escolhi” significa “escolhi em amor” (Bíblia de Genebra).
20 clamor. Opõe-se diretamente à retidão/justiça de Abraão (v.19) Em hebraico, as palavras tem som muito parecido (Is. 5:7) (Andrews Study Bible).
Todos os clamores de injustiça voltam sua atenção ao “Juiz de toda a terra” (v 25; cf 4:10) (Bíblia de Genebra).
seu pecado. A pecaminosidade de Sodoma era proverbial e extensa (13.13; Jr 23:14). Esta envolvia demonstrações extremas de depravação sexual (particularmente homossexualidade, 19.5; Jd 7), arrogância e abuso dos pobres (Ez 16.49-50) e falta de qualquer demonstração de hospitalidade (19.8) (Bíblia de Genebra).
22 Notas textuais antigas de pesquisadores bíblicos sugerem que a leitura original deste verso poderia ser: “enquanto o SENHOR permaneceu na presença de Abraão” ao invés de Abraão permanecendo na presença do SENHOR. Esta modificação foi feita por razões teológicas, tendo em vista que “permanecer na presença” significa “servir” alguém e frequentemente marca posição social (41:46; Lev. 9:5; Jer. 15:19). As implicações teológicas são que Deus está desejoso para servir a humanidade – mesmo até à morte (Mat. 20:28) (Andrews Study Bible).
A intercessão diante de Deus supõe certa condição que se observa claramente no caso de Abraão: 1) Ele estava na presença de Deus […]; 2) Ele se aproximou de Deus (v 23); 3) Ele reconhecia o quanto a vontade de Deus estava associada à justiça e à retidão (vv 23-25) (Bíblia Shedd).
25 A petição de Abraão é baseada na justiça de Deus (Andrews Study Bible).
26 pouparei. Esta passagem não apenas revela que Deus ouve e responde as orações dos retos, mas também preserva os iníquos por causa dos retos (cf Mt 5.13). Mesmo o pequeno número de dez justos seria suficiente para evitar o julgamento divino (v 32) (Bíblia Shedd).
32 dez. Menos de dez poderiam ser individualmente salvos, como acontece no cap. 19 (Bíblia de Genebra).
33 Tendo cessado de falar. Ou por indevido otimismo ou por ignorância, Abraão não chegou a pedir a preservação das cidades por causa de menor número do que os dez justos. Contraste-se com este fato a intercessão de nosso Senhor Jesus Cristo que não conhece limites, visto que é capaz de salvar completamente… “uma vez que Ele vive para interceder” (Hb 7.25). Esta já é a segunda intervenção, por parte de Abraão, em favor de Sodoma (cf 14.14), assinalando como o mundo inteiro seria abençoado através dele (12.3) (Bíblia Shedd).
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“Porque Eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que tem falado a seu respeito” (v.19).
Sentado à entrada de sua tenda na hora mais quente do dia, Abraão levantou os olhos e avistou três homens “de pé em frente dele” (v.2). Ele ainda não sabia, mas se tratava de Jesus e dois anjos. Apressou-se, então, correu ao encontro daqueles estranhos e ofereceu-lhes acolhida. Após comerem, perguntaram por Sara e um deles que sabemos ser o próprio Senhor, profetizou que Ele voltaria em um ano e Sara daria à luz um filho. Desta vez, foi Sara quem riu. E, embora Sara tenha negado que riu, o Senhor confirmou a Sua promessa.
Sabem quando alguém tem duas notícias para dar, uma boa e uma ruim, então pergunta: Qual das duas você prefere ouvir primeiro? O Senhor achou por bem dar logo as boas-novas a Abraão, e depois, anunciar a provável destruição de Sodoma e Gomorra. Ele não ocultou de Seu fiel servo o que estava prestes a fazer. Na verdade, o Senhor expôs perante Abraão o caminho da vida e o caminho da morte. Ao confirmar a eleição de Abraão e de sua descendência, deixou bem claro qual seria o dever daquela família como testemunha de Seu caráter na Terra. A obediência de Abraão e de seus descendentes seria a condição para o cumprimento da promessa. Em contrapartida, os habitantes de Sodoma e Gomorra estavam prestes a atingir o limite da medida de sua iniquidade e se tivessem pelo menos dez justos habitando entre eles, seria o suficiente para evitar a destruição, mas nem isso o Senhor encontrou ali.
Amados, a experiência de Abraão com o Senhor neste capítulo apresenta uma sequência lógica do conflito final entre o bem e o mal. Vejamos:
- O Senhor e dois anjos aparecem a Abraão. Três mensageiros celestiais. Isso te lembra alguma coisa? A última mensagem a ser dada ao mundo: as três mensagens angélicas (Ap.14:6-12);
- Abraão teve pressa em preparar tudo. A última mensagem a ser dada ao mundo requer urgência e diligência (Ap.14:6);
- Foi dada uma promessa a Abraão e Sara, dizendo: “Certamente voltarei a ti” (v.10). O último povo de Deus aguarda a promessa do retorno de Jesus, que declarou: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20).
- “Abraão e Sara eram já velhos, avançados em idade” (v.11). A promessa pode requerer um longo tempo de espera, mas “se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará” (Hc.2:3);
- Sara riu e questionou. A demora pode causar desânimo. “E, tardando o Noivo, foram todas tomadas de sono e adormeceram” (Mt.25:5);
- A Abraão foi dada instrução acerca de como viver na presença de Deus com sua casa, guardando o caminho do Senhor e praticando a justiça e o juízo. Do último remanescente de Deus, está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12);
- Jesus desceu para ver o que estava acontecendo em Sodoma e Gomorra (v.21). O Espírito Santo está aqui, vendo o que acontece em toda a Terra;
- “Abraão permaneceu ainda na presença do Senhor” (v.22). A perseverança é uma das características do remanescente de Deus. Jesus declarou: “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mt.24:13);
- Ao declarar que o Senhor é um justo juiz e que Ele não destrói o justo com o ímpio, Abraão apontou para a sacudidura. O Senhor faz separação entre justos e ímpios e assim o será até ao tempo do fim, quando veremos “a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não O serve” (Ml.3:18);
- A intercessão de Abraão aponta para as últimas intercessões em favor do mundo. E sua última tentativa, para o último chamado de Deus à humanidade;
- Findo o diálogo, “retirou-Se o Senhor” (v.33). Assim também, o Espírito Santo “não agirá para sempre no homem” (Gn.6:3). Logo, Ele irá Se retirar da vida dos ímpios, mas jamais da vida dos que, como Abraão, permanecem em Sua presença.
Bem, amados, uma coisa é certa: “Não retarda o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9). Os ímpios em muitos lugares devem a sua vida à presença de justos que ainda habitam entre eles. Mas chegará o tempo em que este mundo atingirá o limite da medida de sua iniquidade, e não mais haverá intercessores ou a presença refreadora do Espírito Santo na vida dos ímpios. Hoje, meus irmãos, é o tempo da oportunidade. Que, semelhante a Abraão, possamos deixar a nossa casa em ordem, aguardando e confiando de que o Senhor cumprirá a Sua última e fiel promessa: “Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus!” (Ap.22:20).
Pai amado, como a Tua Palavra é perfeita! E que bênção percebermos aqui em Gênesis profecias que seriam escritas mais de quatro mil anos depois em Apocalipse. Senhor, por favor, continua enchendo o nosso coração com a Tua maravilhosa esperança enquanto aguardamos o cumprimento dela com perseverança e fé! Que a Tua Palavra continue iluminando o nosso caminho e santificando a nossa vida. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos de Abraão!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis18 #RPSP
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