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GÊNESIS 22 – Abraão acreditou em Deus quando não sabia para onde iria (Hebreus 11:8), quando não sabia como sucederia a promessa que Deus lhe havia feito (Hebreus 11:11) e quando não sabia o que seria da promessa ao fazer a jornada para sacrificar o filho prometido (Hebreus 11:17-19). Mas essa jornada de fé de Abraão teve altos e baixos, como a nossa jornada de fé também tem, precisando ser reavivada constantemente!
Nesse processo de crescimento espiritual, Deus pode pedir provas de fé com objetivo de levar-nos à maturidade. Satanás nos tenta para trazer à tona o que há de mal em nosso coração; e, Deus, por outro lado, nos prova para que subjuguemos o mal e permitamos que a semente da fé brote, cresça e se reproduza em nossa vida (veja 1 Pedro 1:6-9; Tiago 1:2-8).
A maturidade de fé que Deus desenvolvia em Abraão, queria desenvolver nos escravos israelitas humilhados no forno do Egito. Deus queria erguê-los da degradação espiritual e física em que se encontravam, assim como deseja fazer conosco hoje também, ao refletirmos sobre esse relato do capítulo em análise.
Perceba que Deus pediu que Abraão sacrificasse seu filho, fruto da promessa, assim como Ele daria Seu amado Filho para sacrificar-Se por todos nós, pecadores (João 3:16).
Abraão esperou o filho que seria bênção às nações (Gênesis 22:15-18); tal espera representa a esperança promovida em Gênesis 3:15, quando a humanidade enferma com o pecado, aguarda “O Desejado de todas as nações” (Ageu 2:7).
Abraão não poupou seu “único” filho da promessa, como Deus também “nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós”, conforme afirma Paulo em Romanos 8:32.
No relato de Gênesis 22, didaticamente, Abraão representava a Deus Pai (Gênesis 22:2-3, 16), Isaque prefigurava a entrega voluntária do Deus Filho, Jesus (Gênesis 22:6-10).
Um detalhe nos chama a atenção: por uma intervenção de Deus, Isaque não foi sacrificado, um cordeiro foi morto em lugar dele (Gênesis 22:8, 13-14), provando que nenhuma atitude humana de obediência é capaz de conquistar salvação. Por isso, nossa única esperança é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (João 1:29).
Nossa esperança não está em nossa capacidade limitada, mas na capacidade ilimitada de Cristo! Deus provê salvação!
Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 21 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 21 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/21
O filho prometido nasceu “exatamente no tempo indicado por Deus” (v. 2 NVT). Compare com Gálatas 4:4. Deus nunca falha em Suas promessas, e Ele sempre age na hora certa. Abraão também cumpriu a sua parte do concerto, circuncidando Isaque no oitavo dia “como Deus lhe havia ordenado” (v. 4 NVT).
Ismael, agora com 14 anos de idade (cf. 16:16; 17:24-26), escarnecia do nascimento de Isaque, não só por se sentir superior, mas também por ciúmes pela alegria que seu irmão mais novo havia trazido para a casa (vv. 6-8) e porque as divinas promessas se cumpririam através de Isaque (v 12; cf. 17:19). Apesar das promessas feitas a Ismael e seus descendentes (17:20; 21:13), o concerto da salvação da raça humana através da semente prometida da mulher (Gên 3:15; 12:3; Gálatas 4:4-5) ocorreria através de Isaque (Gên 21:12). Compare essa situação com a alegoria que Paulo descreve em Gálatas 4:21-31. Que lições temos aqui para nós?
Apesar de anteriormente Abraão ter representado imperfeitamente os princípios corretos perante Abimeleque, rei de Gerar, na terra dos filisteus (Gên 20), Abimeleque observa que Deus está com Abraão em tudo o que ele faz.
Podem aqueles que nos observam dizer que, apesar das nossas falhas, Deus está conosco em tudo o que fazemos?
Edwin Reynolds
Professor aposentado, Southern Adventist University
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/20
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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927 palavras
1 visitou. Marca uma intervenção direta divina. A mesma expressão é utilizada em 1 Sam 2:21 quando Deus dá um filho à estéril Ana. Quando Deus “visita” Seu povo, Ele age como Salvador (Êx. 4:31) ou como Juiz (Êx. 20:5; 34:7) (Andrews Study Bible).
cumpriu. Este é um maravilhoso comentário a respeito da natureza de Deus que exulta em realizar os que aos homens parece impossível, cumprindo sua promessa feita aos que creem em Sua palavra (cf Gn 17.15,16) (Bíblia Shedd).
2 na sua velhice, no tempo determinado. Ver 17.17,24; 18.11-14. O grande descendente de Abraão também veio no tempo determinado (Gl 4.4) (Bíblia de Genebra).
6-7 riso. O riso de incredulidade (17:17) se tornou um riso de alegria (Andrews Study Bible).
7 Abraão e Sara estavam resignados a aceitar Ismael, como se este desse cumprimento à promessa de Deus. Não obstante, os padrões divinos são muito mais excelentes (Gl 4.22-31).
8 desmamado. Importante rito de passagem, marcando a transição da primeira para a segunda infância [infancy to childhood]. O desmame geralmente acontecia após os três anos de idade (1 Sam. 1:22-25) (Andrews Study Bible).
Este rito de passagem do perigoso estágio dos primeiros anos até a parte posterior da infância ocorria por volta dos três anos de idade. Aqui a ocasião é celebrada com um banquete (Bíblia de Genebra).
9 caçoava. A raiz hebraica é a mesma do nome de Isaque, mas se refere a uma risada desejando dano ou mal (19:14; Êx. 32:6; Jz. 16:25) ou abuso (Andrews Study Bible).
10 Rejeita. A ponto de deserdar (cf. 25.5-6). escrava. A palavra hebraica aqui difere da que foi traduzida por “serva” em 16.1. Em sua ira, Sara enfatiza a posição servil de Agar – uma indicação da animosidade entre as duas rivais (Bíblia de Genebra).
11 Abraão fica angustiado pelo pedido de Sara de não deixar herança para Ismael (Andrews Study Bible).
As leis da época, reveladas nos tabletes de Nuzi, indicam não só o fato de que o filho da esposa tinha precedência sobre o filho da escrava no caso de herança, mas também que o filho da serva não podia ser expulso depois do nascimento do filho da esposa (Bíblia Shedd).
12 Deus desfez os receios de Abraão, asseverando-lhe que Isaque era, realmente, o continuador da linha genealógica da bênção prometida (Bíblia Shedd).
12-13 Deus endossa o pedido de Sara, mas inclui uma bênção especial para Ismael. Note-se que Ismael não é referenciado em todo o capítulo (Andrews Study Bible).
14-16 Expulsão de Hagar e Ismael. Um odre de água poderia conter em torno de 3 galões (ou 11 l). menino. O texto indica aqui uma pessoa inexperiente e não necessariamente sugere idade (veja também Prov. 7:7). Ismael tem aqui em torno de 16 anos de idade (Andrews Study Bible).
17 A referência ao fato de Deus ter ouvido (Ismael significa “Deus ouve”) a voz de Ismael, indica que Abraão lhe havia ensinado a orar (Bíblia Shedd).
17-19 Deus ouve a voz do menino e fala à sua mãe, prometendo uma bênção inesperada. Ele abre os olhos de Agar (22:13; 2 Reis 6:17). Note a ligação entre Gên. 21 e 22. Ambas as sementes de Abraão, a natural e a não natural, experimentam teste de Deus e ambas as histórias compartilham poderosos paralelos: 1) jornada ao desconhecido sob o comando do Senhor; 2) provisão para a jornada; 3) filhos levado a ponto de morte; 4) intervenção do mensageiro de Deus; 5) pai/mãe subitamente vê a solução para a situação; 6) promessa de bênção divina (Andrews Study Bible).
19 Clamemos a Deus; ele abrirá fontes no meio de nossos desertos. Por trás do doloroso destino de Hagar e seu filho o plano divino estava em execução. O ensino da Escritura é o seguinte: nossa vida está sendo dirigida e nossos passos, preparados. Nós devemos nos preocupar somente em encontrar o caminho. Peçamos a Deus para abrir nossos olhos para que vejamos as fontes que há junto de nós, bem como o caminho que se abre à nossa frente (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
21 deserto de Parã. Uma região na porção centro-leste da península do Sinai. A partida de Ismael da família sela seu destino; ele não herdará as promessas divinas de descendência e terra (Bíblia de Genebra).
22-34 Direitos de água eram cruciais (cap. 26) (Andrews Study Bible).
Através da bênção divina, Abraão e sua casa tornaram-se uma presença numerosa na terra (14.13; 23.6). O fato de que um rei filisteu e seu comandante buscaram uma aliança permanente de não-agressão com Abraão e seus descendentes nos dá uma evidência concreta das ricas bênçãos pactuais de Deus sobre Abraão (Bíblia de Genebra).
22 Abimeleque, aqui, pode ser ou não o mesmo rei referido no capítulo 20. Não se tratava de um nome pessoal, e sim, de um título como os de Faraó, rei, ou presidente. Deus é contigo. Empolgante característica dos patriarcas (Isaque, 26.12, 28; Jacó, 30.27; José, 39.3) (Bíblia Shedd).
30 sete cordeiras. A oferta de sete cordeiras, feita por Abraão, é descrição de uma das maneiras pelas quais se estabeleciam alianças. O nome Berseba (“fonte dos sete”) indica que o poço era reconhecido como pertencente a Abraão mediante ajuste solenemente celebrado (Bíblia Shedd).
33 plantou Abraão tamargueiras. Antes da centralização do culto no Tabernáculo ou no templo, era costume plantarem-se árvores como memorial relacionado com certos acontecimentos religiosos. Abraão assim procedeu em Berseba e prestou culto ao Deus da Eternidade (heb El Olam) que é de eternidade a eternidade, nome particularmente apropriado quando em conexão com o estabelecimento de uma aliança. Cada nome de Deus, em Gênesis, revela um novo aspecto de sua auto-revelação (cf 14.18; 16.13; 17.1; 33.20; 35.7) (Bíblia Shedd).
Onde quer que o cristão habite ele deveria orar, deixando atrás de si sempre árvores e poços (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
34 foi… morador. O termo hebraico aqui pode ser traduzido como “residente de curta permanência”. O termo denota um estrangeiro residente (Êx. 6.4; Hb 11.9,13) (Bíblia de Genebra).
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“Visitou o Senhor a Sara, como lhe dissera, e o Senhor cumpriu o que lhe havia prometido” (v.1).
Exatamente como havia dito em Sua última visita a Abraão, o Senhor voltou e lhes deu “motivo de riso” (v.6) com o nascimento de Isaque. Aquele alegre milagre carregava a sublime assinatura da fidelidade de Deus. Isaque era o filho da promessa. Contudo, por mais que Ismael fosse um filho gerado fora dos planos de Deus, ele teria o seu lugar na família de Abraão com a bênção do Senhor se não tivesse apresentado um caráter duvidoso. O fato de ter caçoado de Isaque em um momento festivo, pode até parecer algo tolo ou de pouca importância, mas que foi observado por Sara com o olhar acurado de uma mãe que temeu pela segurança futura de seu filho.
Sara viu o que Abraão não conseguia enxergar. Seu coração de pai não concebia mandar embora seu primeiro filho, por mais que este não correspondesse ao plano divino. A primeira experiência em que ele deu liberdade a Sara para fazer com Agar o que achasse melhor e o fato do Senhor ter feito Agar retornar para casa, pode ter causado dúvidas nessa segunda situação. Por vezes, uma primeira atitude realizada no ímpeto de nossas próprias paixões e vontades pode causar certo descrédito às próximas atitudes, ainda que tenhamos razão. Na primeira vez, Sara agiu segundo o ímpeto de sua raiva. Agora, porém, sua preocupação racional precisou do aval divino para que Abraão anuísse ao seu pedido.
Aquela celebração pode ter revelado a inveja de Ismael com relação ao seu irmão; um sentimento que, se não confessado e exposto diante de Deus para que seja expulso do coração, corre o sério risco de ser transformado em ódio homicida. Apesar disso, o Senhor havia prometido a Abraão que cuidaria do menino: “Quanto a Ismael, Eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação” (Gn.17:20). Ali no desespero do deserto, Deus “ouviu a voz do menino” (v.17), abrindo os olhos de Agar para um poço de água e “Deus estava com o rapaz” (v.20) por amor a Seu servo Abraão.
“Por esse tempo” (v.22), Abimeleque e o comandante de seu exército procuraram Abraão para fazer uma espécie de aliança. Aquele rei pagão reconheceu que Deus abençoava a Abraão em tudo o que fazia e desejou que essa bênção favorecesse sua casa e suas futuras gerações. E naquele acordo de paz percebemos a natureza pacificadora de Abraão que só então deu a conhecer ao rei a situação da perda de um poço que o próprio patriarca havia cavado. O silêncio frente a uma injustiça muitas vezes é visto como uma atitude tola ou ingênua. Mas ao evitar uma briga com os servos de Abimeleque, Abraão confiou de que Deus lhe faria justiça, e, no tempo certo, assim aconteceu.
Percebemos no capítulo de hoje duas situações aparentemente difíceis de se resolver, e duas soluções divinamente perfeitas. Apesar de nossos erros de percurso, quando finalmente nos entregamos nas mãos de Deus e aceitamos viver os Seus planos, Ele sempre tem a solução perfeita para as dificuldades no caminho. Abraão e Sara finalmente estavam experimentando a bênção de viver a vontade de Deus e a fé em Seus cuidados. Tanto o discernimento de Sara com relação ao perigo futuro, quanto a sabedoria de Abraão ao lidar com uma situação de briga de forma pacífica, revelam a maturidade espiritual que ambos adquiriram no curso de sua jornada com Deus.
Amados, o Espírito Santo deseja habitar em nós e realizar a Sua boa obra até completá-la no “Dia de Cristo Jesus” (Fp.1:6). Você está disposto a permitir que isso aconteça em sua vida?
Senhor, nosso Deus, retira do nosso coração todo sentimento mau que possa endurecê-lo e fechá-lo para a boa obra do Espírito Santo! Livra-nos da inveja, da maledicência e de brigas! É tempo de estarmos imbuídos do discernimento espiritual, da sabedoria e da paz para que, ao olharem para nós, o testemunho seja este: “Deus é contigo em tudo o que fazes”. E onde quer que andemos, invoquemos “ali o nome do Senhor, Deus Eterno”, confiando em Ti seja qual for a circunstância. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, guiados pelo Espírito Santo!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis21 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 21 – Falando sobre Abraão, Paulo declarou que “daquele homem já sem vitalidade originaram-se descendentes tão numerosos quanto as estrelas do céu e tão incontáveis como a areia da praia do mar” (Hebreus 11:12).
Abrão que significa “pai da exaltação” teve o nome substituído por Abraão, que quer dizer “pai de multidão” (Gênesis 17:26). Ainda que idade, esterilidade, tempo ou qualquer outra coisa limite a expectativa humana na promessa divina, nada limita a capacidade de Deus cumprir o que prometeu; nem mesmo as dúvidas de Abraão e Sara um ano antes, em Gênesis 20.
Apesar do milagre da promessa, vemos tensões familiares, problemas surgindo como colheitas de um plantio errado no passado. Abraão festejou o desmame de Isaque e não o de Ismael, a inveja surgiu como um raio dentro de seu lar. Um deboche do Ismael a Isaque fez Sara pedir a expulsão de Hagar de seu lar.
Deus pediu que Abraão atendesse a sua esposa. No dia seguinte, enviou a mãe Hagar com o adolescente ao deserto, concedendo apenas escassos suprimentos. Em desespero, a escrava egípcia chorou profusamente; Deus ouviu seu choro e, miraculosamente, proveu suas necessidades; e, prometeu que Ismael formaria uma grande nação. Deus permaneceu ao seu lado; ele casou com uma egípcia…
Abraão fez acordo com Abimeleque sobre um poço, e cultuou a Deus em território filisteu por um longo período (Gênesis 21:22-34).
Gene Getz escreveu 203 páginas sobre Abraão, neste capítulo específico, destacou três lições:
• A maioria de nós experimentará consequências de pecados passados em nossa vida, seja por causa de nossos próprios erros ou devido ao impacto que os pecados de outros tiveram em nossa vida.
• Não importa qual o resultado do pecado em nossa vida, Deus quer que aceitemos a realidade e encaremos o problema com maturidade e responsabilidade.
• Mesmo sendo cristãos, muitos problemas que enfrentamos, tanto no presente quanto no futuro, são causados pelo efeito do pecado no mundo.
Invejas, ciúmes, remorsos e provocações tiram a paz até da família mais espiritual. Através de Deus, é possível amenizar a dor de nossas falhas; contudo, o arrependimento de uma gravidez indesejada não faz desaparecer a criança.
É imprescindível consultar a Deus para lidar com consequências de nossas fraquezas! Abraão e Hagar são provas disso!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 20 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 20 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/20
Abraão, por ser tão humano como nós, não aprendeu a lição de seu erro no Egito. Ele repetiu as mesmas palavras enganosas, agora com Abimeleque, rei dos filisteus. Quantas vezes desapontamos a Deus, quando deveríamos ser Seus representantes perante o mundo?
Deus livrou Abimeleque de involuntariamente cometer um pecado, aparecendo a ele em um sonho (v. 6), mas Deus também não rejeitou a Seu amigo Abraão. Deus informou Abimeleque que o profeta errante oraria por ele e ele viveria (vv. 7, 17-18). Quando confrontado pelo rei pagão a respeito de sua desonestidade, Abraão confessou que pensara (erradamente) que o temor de Deus não estava naquele lugar (vv. 9-11). Ainda assim, ele tentou racionalizar sua mentira (vv. 12-13).
Já lhe aconteceu de ficar envergonhado quando pessoas que você considerava como descrentes terem se mostrado mais justos do que você? Deus está trabalhando até mesmo na vida dos “pagãos”, para salvá-los. Devemos ter o cuidado de não julgá-los, pois eles também são preciosos aos olhos de Deus, e podem ter mais integridade do que nós, pelo menos em algumas ocasiões.
Edwin Reynolds
Professor aposentado, Southern Adventist University
Estados Unidos
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/20
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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922 palavras
1-18 O homem de fé falha pela segunda vez em teste de fé. Um teste adicional será necessário (Andrews Study Bible).
1 Desta vez Abraão escolheu se estabelecer em Gerar, uma cidade localizada a meio caminho entre Berseba [Beer-sheva – o poço da aliança] e Gaza, na fronteira sul de Canaã. Gênesis 21:32 liga Abimeleque com os filisteus. Os filisteus, conhecidos do tempo dos juízes, tinham se estabelecido ao longo da costa caananita (Andrews Study Bible).
Neguebe se refere à parte meridional da Palestina (a palavra quer dizer: “Terra do Sul”), que é deserta em sua maior parte. Ainda hoje é chamada Negueb ou Negev. Gerar ficava a cerca de 10 km ao sul de Gaza, na fronteira da Filístia (Bíblia Shedd).
2 Como em Gên 12.12, Abraão consente em proferir uma meia verdade para proteger sua vida e propriedade. O relato bíblico dos deslizes de tão extraordinária personalidade como o era Abraão, é indício seguro da inspiração divina. Seria despropositado admitir-se que um judeu incluísse o registro dos pecados do grande pai da pátria, se só tivesse por objetivo descrever a história (Bíblia Shedd).
Abimeleque. Lit. “meu pai é rei” ou “pai de um rei” [av=pai; melech=rei]. Este Abimeleque era, provavelmente, o pai ou avô do Abimeleque encontrado por Isaque (26.1). Um governante de Tiro (cerca de 1375 a.C) tinha este nome, que talvez fosse um título real (Sl 34; cf 1Sm 27.2) (Bíblia de Genebra).
Mandou buscá-la. Ver 12.15. Um pouco antes da concepção de Isaque (18.10-14; 21.1-2), o plano da redenção através da descendência de Abraão foi colocado em perigo. Mais uma vez, percebe-se que a salvação depende do Senhor fiel, não de seres humanos infiéis; o Senhor protegeu a pureza de Sara (vs 4,6) (Bíblia de Genebra).
3 sonho. Modo divino de comunicação, mesmo àqueles externos à comunidade da aliança (28:12; 40:5; Num. 22:9,20). Punido de morte. Adultério era considerado um grande pecado entre muitos povos semíticos, como visto em muito contratos de casamento egípcios e ugaritas (Andrews Study Bible).
Muitos códigos de lei antigos, incluindo o de Hamurábi, continham provisões para se lidar com o adultério (Bíblia de Genebra).
4-5 A defesa de Abimeleque é razoável e destaca que nenhuma relação sexual havia acontecido, fato confirmado por Deus em vv. 6-7 (Andrews Study Bible).
5 Com sinceridade de coração. Deus julga as pessoas que não tem a lei escrita de acordo com as suas consciências (3.8; 6.9; Rm 2.14) (Bíblia de Genebra).
5-9 Algumas pessoas que estão fora dos nossos círculos cristãos exibem uma moral tão elevada, que chega a envergonhar-nos. Ela aparece inesperadamente nos caracteres mais improváveis, como aqui na repreensão de Abimeleque a Abraão. […] Deus tem comunicação direta com tais homens, mas eles precisam de nossa oração e do nosso auxílio. (Ver os versículos 3 e 17.) (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
6 pecares contra mim. Esta é uma nota muito instrutiva a respeito do pecado que é, precipuamente, contra Deus e só secundariamente contra a pessoa envolvida. Esta verdade foi de muito auxílio a José na hora da tentação (39.9). É, também, o fator decisivo entrevisto na confissão feita por Davi depois de cometer adultério e assassínio (2 Sm 12.13) (Bíblia Shedd).
7 profeta. Enfatiza o papel intercessório do profeta. Abraão foi a primeira pessoa na Bíblia chamada de “profeta” (Andrews Study Bible).
Sua significação é “porta-voz de Deus”, denotando a relação especial mantida entre Abraão e Deus que lhe revelava Sua vontade e sua mensagem de modo direto (Bíblia Shedd).
Abraão era um homem de Deus que recebia revelações e intercedia por outros (12.7; 15.1; 18.17) (Bíblia de Genebra).
8 chamou todos os seus servos. Por vezes, quando um filho de Deus se obstina em pecar, Deus o leva a uma condição de opróbrio mediante a revelação pública de seus erros. Que vergonha aquela, para Abraão, verificar que Abimeleque se demonstrava mais “temente a Deus” do que ele! (Bíblia Shedd).
11 temor de Deus. Diferente de “temor do Senhor”. Este último significa respeito pela revelação especial da Escritura (Sal. 19:9; 34:11); o primeiro se refere a uma revelação mais geral e é frequentemente ligada à consciência humana (2 Cr. 20:29; Sal. 36.1). Abraão interpretou totalmente errado a situação, o que causou grande sofrimento a Abimeleque. Ele está, contudo, em “boa” companhia ao exemplo de Jonas (Jon. 3:5-4-11) (Andrews Study Bible).
A falta de absoluta sinceridade se mostra no esforço por parte de Abraão de culpar, literalmente, “os deuses (ou Deus) que me causaram andar errante…” (13). Até parece um homem do mundo falando com outro (Bíblia Shedd).
14-16 Abimeleque dá a Abraão presentes especiais e também paga uma “taxa de honra” de 1.000 peças de prata (ou shekels) – uma quantia fabulosa, considerando que trabalhadores babilônicos recebiam meio shekel por mês (Andrews Study Bible).
16 a teu irmão. A convenção social obrigava que o presente a Sara fosse dado através do cabeça masculino da família (Bíblia de Genebra).
perante todos estás justificada (ARA). NVI: “para reparar a ofensa feita a você”. Hebraico: “para que lhe seja um véu para os olhos” (cf. Bíblia NVI Vida).
Abimeleque estava inculpável na situação e não tinha qualquer obrigação com Abraão ou Sara (v. 6). Em consideração ao Deus de Abraão, entretanto, Abimeleque busca restaurar a honra que Sara possa ter perdido diante dos outros (Bíblia de Genebra).
17-18 orando Abraão. A oração intercessória de Abraão abre o útero das mulheres da casa de Abimeleque. Note a ironia: se Deus pode responder a oração de Abraão em favor de mulheres pagãs, quanto mais pela mulher de Abraão? (Andrews Study Bible).
Ainda que Abraão, por falta de fé na providência de Deus e na sua proteção, tenha transgredido, ele é restaurado à comunhão. Quando ele ora, Deus responde. Assim também acontece com todo crente verdadeiro que confessa seu pecado e volta-se para a comunhão com Deus (cf 1 Jo 1.9-2.2) (Bíblia Shedd).
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“Agora devolva a mulher a seu marido, pois ele é profeta e intercederá por você, e você viverá. Mas, se não a devolver, saiba que você certamente morrerá, você e tudo o que é seu” (v.7).
O capítulo de hoje dá a entender que, novamente, Abraão esqueceu ou duvidou da promessa que o Senhor lhe fez: “Não temas, [Abraão], Eu sou o teu escudo” (Gn.15:1). Temendo que por causa de Sara tentassem lhe tirar a vida, pela segunda vez Abraão mentiu, dizendo: “Ela é minha irmã” (v.2). Apesar do laço de parentesco, sendo Sara de fato sua meia-irmã, a omissão de que também era sua mulher não o isentou de sua culpa. Havia pouco, Deus lhe havia prometido que Sara teria um filho e essa promessa certamente fez Satanás tremer, receoso pelo cumprimento da profecia dada em Gênesis 3:15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Abraão usou do artifício da mentira e, certamente, Satanás tencionava se aproveitar da situação. Mas como Deus interviu no Éden, a intervenção divina novamente pôde ser vista ao não permitir que tocassem em Sara e ao falar em sonhos com Abimeleque. Ao se dar conta da seriedade da situação, imediatamente o rei de Gerar reuniu os seus servos, chamou a Abraão e lhe dirigiu palavras que devem ter causado muita vergonha ao profeta do Senhor: “Que é isso que nos fizeste? Em que pequei eu contra ti, para trazeres tamanho pecado sobre mim e sobre o meu reino? Tu me fizeste o que não se deve fazer. Disse mais Abimeleque a Abraão: Que estavas pensando para fazeres tal coisa?” (v.9-10).
Vale muito a pena refletirmos sobre a admoestação feita a Abraão por um rei pagão. Que lição tremenda sobre o perigo de não se confiar no cuidado de Deus! E que relato extraordinário sobre a atuação da misericórdia do Senhor! Ainda assim, percebemos Abraão dando desculpas ao invés de assumir a sua culpa. Não é assim também conosco, amados? Não foi assim no Éden (Gn.3:12-14)? Quantas vezes tentamos mascarar nossos erros com desculpas que pensamos serem suficientes para resolver nossas questões ou simplesmente atribuímos nossa culpa a terceiros, quando, no fundo, sabemos que estamos errados. Abraão, jeitosamente atribuiu sua jornada “errante” (v.13) a Deus e a afirmação de que Sara era sua irmã ao compromisso matrimonial que havia firmado com ela ao tomá-la como esposa.
Amados, pecado é pecado. Se houvesse desculpas para ele, não seria pecado. Mas apesar do erro de percurso de Abraão, Deus revelou a Sua fidelidade. Essa experiência foi mais uma revelação do amor e da misericórdia de Deus ao Seu filho errante e mais uma oportunidade de ter seu caráter moldado na olaria divina. E mesmo que tenha criado uma situação que não era plano de Deus, Deus transformou a maldição em bênção, deixando no coração daquele rei pagão a certeza de que Ele é Deus misericordioso, poderoso e um Deus pessoal.
Pode ser que você esteja atravessando um momento ruim em sua vida por decisões tomadas no impulso do medo, ou mesmo de algum outro sentimento que te levou a mentir ou ocultar a verdade. Saiba que o Deus de Abraão é o mesmo Deus que deseja redirecionar a sua vida para o centro de Sua vontade e que Ele pode começar essa obra usando meios que, inicialmente, podem até lhe causar vergonha e dor, mas com certeza são os meios perfeitos para te trazer de volta para Ele e para os planos que Ele tem para você. Não deve ter sido nada confortável para um velho homem de Deus ser repreendido por um homem mais jovem e pagão. Mas apesar de suas desculpas, Abraão se humilhou e fez o que Deus havia dito, orando por Abimeleque e sua casa e deixando ali a bênção da fecundidade.
As situações adversas dos grandes homens e mulheres de Deus contidas na Bíblia nos revelam que eles eram homens semelhantes a nós, sujeitos “aos mesmos sentimentos” (Tg.5:17). Coloque-se diariamente nas mãos do Senhor e, ainda que por vezes você cometa erros de percurso como Abraão, “temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo.2:1).
Pai misericordioso, nós Te agradecemos porque mesmo em nossa condição miserável, o Senhor nos amou e, por Jesus, nos concede o dom do perdão e da redenção! Ajuda-nos, Pai, a errar menos e acertar mais, não para exaltação própria, mas para a Tua glória e louvor! Mas se errarmos, também nos ajuda a lembrar que temos um Advogado celestial e que podemos lançar os nossos fardos sobre Ele. Concede-nos o Teu Espírito para nos conduzir os passos até chegarmos na Canaã celestial. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, filhos amados de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100