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GÊNESIS 28 – Muitas vezes as falhas de caráter dos pais se tornam maiores e piores na vida dos filhos. Assim como se aprende coisas negativas, também se aprende as positivas. Isaque mentiu, mas também edificou altares para adorar a Deus; ambos praticados por seu pai Abraão.
Abraão mentiu pelo menos duas vezes, a mentira de Isaque foi pior; agora o neto de Abraão é o ícone do engano. O problema de Esaú não era suas falhas, pois Jacó também tinha as suas. Seu problema era que “sua mágoa não se originava da convicção de pecado; não desejava reconciliar-se com Deus. Entristecia-se por causa do resultado do pecado, mas não pelo próprio pecado”. Ele “representa aqueles que têm em pouco valor a redenção a eles comprada por Cristo, e estão prontos para sacrificar sua herança no Céu por amor as coisas perecíveis da Terra. Multidões vivem para o presente, sem qualquer pensamento ou cuidado pelo futuro”, destaca Ellen White (PP, 181).
Por outro lado, quando Jacó fugia ameaçado, “sentia-se como um rejeitado; sabia que toda esta inquietação fora trazida sobre ele pelo seu próprio procedimento errado… achava-se tão completamente só que sentiu necessidade da proteção de Deus, como nunca antes sentira” (PP, 183).
Deus agiu em prol de Jacó, mostrou Sua infinita misericórdia, porque viu seu coração estraçalhado. Deus percebe tudo!
A escada de anjos é a escada da graça que nos alcança nas profundezas de nossas desgraças. Não há lugar tão fundo que Deus não possa nos alcançar (Salmo 139:8-12). Não há pecado tão grande que possa obstruir o plano de Deus de salvar. Quando pecadores entendem tão grande amor e compaixão sendo eles merecedores da morte, a vontade de doar toma conta do coração.
Jacó prometeu entregar o dízimo de tudo; não para adquirir o favor de Deus, mas porque desfrutara desse favor sem qualquer mérito. Quanto mais entendermos nossa situação e notarmos a misericórdia de Deus, mais nosso coração se apegará a Ele! Quanto mais entendemos nossa desgraça, mas valorizaremos a Sua (Gálatas 3:13-14).
Deus desce e liga o Céu a Terra para “levantar” ao miserável pecador! Deus é gracioso, maravilhoso! Ele alcança os mais improváveis!
Os moribundos deste mundo podem contar com Deus sabendo que Ele anseia contar com eles! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 27 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 27 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/27
Esta história, como nenhuma outra nas Escrituras, mostra os trágicos resultados de pecados que se perpetuam por gerações. A manobra de Rebeca é similar à manobra de Sara envolvendo Agar (Gênesis 16:1-5). Ambas as mulheres pretendem “ajudar a Deus” no cumprimento da Sua promessa. Ambas usam métodos contrários aos planos de Deus. Rebeca perpetuou os pecados de sua sogra para a próxima geração. A mentira de Jacó a respeito da sua própria identidade não é tão diferente das mentiras de seu pai e avô acerca da identidade de suas esposas. Todos os três homens racionalizaram suas mentiras como necessárias para o cumprimento da promessa de Deus. Na realidade, suas mentiras revelaram covardia e desconfiança de Deus. Esta história revela hábitos passados de geração para geração tais como favoritismo, discórdia conjugal, rivalidade entre irmãos, ciúmes e ódio. Alguns temas que abrangem as gerações anteriores e posteriores a Jacó são: tentativa de assassinato, longa separação familiar e reconciliação final.
Esta história nos convida a refletirmos sobre nossas próprias famílias. Que traços, que pecados familiares, que hábitos e tendências herdamos de nossos pais e avós? A consciência disso não diminui nossa responsabilidade pessoal, mas aguça nosso foco em como e onde precisamos da graça de Deus em nossas vidas a fim de sermos vitoriosos contra os ataques de Satanás.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/27
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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2296 palavras
1-46 Uma das palavras chave para a história cheia de suspense é “abençoar”, que aparece mais de 20 vezes. A história de bênção é, contudo, uma parte do esquema maior de controle, fraude e mal orientado amor paterno. É também uma reflexão da reduzida comunicação entre Isaque e Rebeca, que pareciam seguir suas próprias prioridades (Andrews Study Bible).
Esse capítulo narra um triste episódio na história da família escolhida. Esaú é o único caráter que provoca a simpatia geral. Isaque parece ter-se afundado numa senilidade precoce. Chega a ser difícil acreditar que aquele que carregou a lenha para o holocausto no monte Moriá, e se havia submetido de forma tão absoluta à vontade divina, viesse a tornar-se tão forte sensualista. Para ele só importava a satisfação dos sentidos. Talvez isso fosse devido à sua prosperidade e à vida tranquila que levava. Afinal de contas, é melhor ter uma vida intensa, com sua difícil escalada, do que descansar na indolência do vale. O direito de primogenitura já havia sido prometido a Jacó, e ele não precisaria buscá-la por meio de fraude. E Rebeca também agiu erradamente ao enganar o marido, mostrar parcialidade em relação aos filhos e agir indignamente. Quem poderia esperar que de uma família assim Deus iria levantar os líderes religiosos do mundo! (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
O tema do conflito familiar entre os pais e entre os gêmeos agora se manifesta cabalmente na busca de bênção do patriarca. Isaque depende mais de seus sentidos falíveis do que da orientação divina (27.4; cf 25.23) e Rebeca usa de engano (27.6-17). Esaú quebrou o seu juramento (27.5) e Jacó mentiu abertamente (27.19-20). Embora a bênção seja passada de acordo com a vontade de Deus, o veredicto divino sobre suas ações é pronunciado nas consequências desastrosas: A resolução de Esaú em matar a Jacó (27.41; cf 4.8) e a fuga de Jacó da terra. Rebeca morreu sem um memorial (35.8) e Isaque vive, a partir de então, sem grande significado (35.28). Está aqui implícito um contraste entre Abraão, que em fé olhava para o futuro de Isaque de acordo com o propósito eletivo de Deus (cap. 24), e Isaque, que parece não ter feito nenhuma tentativa de encontrar esposas apropriadas para seus filhos (cf. 24-2-4) e que tentou opor-se à eleição divina (27.1-4; cf 25.23) (Bíblia de Genebra).
1 Isaque contava já com 137 anos de idade e deve ter admitido que a morte lhe estava próxima, embora, na realidade, tivesse vivido até os cento e oitenta anos (Bíblia Shedd).
Uma vez que seu meio-irmão Ismael, 14 anos mais velho (Gn 16:16; 21:5), havia morrido com 137 anos (Gn 25:17), as debilidades da idade avançada podem ter sugerido a ideia de que sua própria morte estava próxima. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 386.
4 comida saborosa, como eu aprecio. Esta propensão de Isaque para as coisas materiais estava na raiz deste conflito (vs 18-27; 25.27-28)(Bíblia de Genebra).
5 Rebeca estava escutando. Achando que Deus precisava urgentemente de seu auxílio, Rebeca tomou o assunto nas próprias mãos. CBASD, vol. 1, p. 387.
11-12 Jacó não tinha dúvidas sobre a moralidade do plano, mas apenas sobre sua possibilidade (Bíblia de Genebra).
12 Trarei sobre mim maldição. Rebeca silenciou o medo de Jacó de que a maldição do pai pudesse ser pronunciada sobre ele caso seu engano fosse descoberto; ela tomaria a maldição sobre si mesma. Ela estava tão decidida a alcançar seu objetivo quanto Isaque a alcançar o dele. Determinada a conseguir o que parecia de supremo valor e que estava a ponto de lhe escapar das mãos, ela calcularia o custo depois – não naquela hora. No momento, só uma coisa importava. Estava tão segura do sucesso de seu estratagema que não temia a possibilidade de uma maldição. CBASD, vol. 1, p. 387.
13 Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra da promessa (25.23) que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina (Bíblia Shedd).
14 Ele foi. Jacó concordou com o plano da mãe e foi buscar os cabritos. Estes não eram da variedade europeia comum, cuja pele seria totalmente inadequada para tal tipo de engano. Eram cabritos orientais, cujo pelo negro e sedoso era às vezes usado como substituto para o cabelo humano. A objeção de Jacó deixa claro que ele não estava tão preocupado com o fato de ser errado, mas com o risco de ser descoberto. A natureza humana degenerada se preocupa menos com o pecado do que com seus resultados. Somente o Espírito de Cristo pode comunicar ao ser humano um coração contrito, arrependido e intrépido para fazer o que é certo e disposto a confiar em Deus quanto aos resultados desse modo de agir (ver 2Co 7:10; Mq 6:8). … Durante anos Jacó havia planejado como obter a cobiçada bênção, e agora ela estava para lhe escapar das mãos, mas bastou um pouco de persuasão por parte de Rebeca para transformar sua hesitação em ativa cooperação. Seus próprios desejos não santificados o tornaram uma vítima fácil das ciladas do tentador. CBASD, vol. 1, p. 387.
15 Jacó foi mais tarde enganado por roupas (37.31-33) (Bíblia de Genebra).
18-27a O diálogo entre pai e filho é uma cena dramática de meias verdades e mentiras completas. O beijo antes do recebimento da bênção (VS 26-27) era uma parte comum da cerimônia de despedida (48:10; 50:1) e é uma outra chance para que Isaque descubra o esquema mentiroso. O leitor é lembrado de outro famoso beijo de traição (Lucas 22:47-48) (Andrews Study Bible).
19 Foi necessária uma mentira após a outra para a realização de seu objetivo. CBASD, vol. 1, p. 387.
20 Notemos como uma mentira conduz a outra! São muito poucos os que se enveredam pelo caminho da fraude e que ficam só na primeira mentira; e como é terrível acrescentar à mentira uma blasfêmia, como quando ele disse que Deus mandara a caça ao seu encontro. Lutero se admira de que Jacó tenha tido o descaramento de fazer aquilo, acrescentando: “É muito provável que eu saísse correndo apavorado e deixasse o prato cair” (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
22 Um dia, Faraó iria desejar ser abençoado por aquelas mãos fraudulentas (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
24 És meu filho Esaú mesmo? O sentido de tato de Isaque devia estar seriamente afetado por sua debilidade ou pela idade. Por outro lado, sua audição era mais aguçada, e o fez suspeitar da voz de Jacó. Mas o cheiro do campo e da floresta que estava nas vestes de Esaú (v. 15) parecia confirmar o toque das mãos cabeludas do filho. Finalmente, o flagrante aroma da “saborosa comida”(v. 9) despertou seu apetite, e ele varreu da mente os receios. Não enxergava; mas deixou que o toque, o paladar e o olfato prevalecessem sobre a audição. O erro original que havia conduzido a este engano era do próprio Isaque. Além disso, ele deliberadamente havia levado avante seu plano de investir Esaú do direito de primogenitura em face de uma ordem divina em contrário; e, portanto, Deus permitiu que ele fosse enganado (ver 1Sm 28:6; 1Rs 14:1-6; At 5:1-11). CBASD, vol. 1, p. 387, 388.
27b-29 A bênção é pronunciada de forma poética e contém imagens referenciando as preferências de ambos os filhos (campos abertos e fazendas) (Andrews Study Bible).
27 A bênção se distingue da primogenitura por ser mais espiritual. Era a invocação paterna do favor divino sobre o filho. Neste caso, a súplica de Isaque no sentido de que Jacó recebesse a promessa que Deus fizera mediante Abraão e o próprio Isaque, de que seria uma bênção e portador de bênçãos para o mundo, era algo de caráter espiritual, para o que Esaú jamais estaria capacitado, e mesmo Jacó teria de passar pela disciplina especial de Deus (Bíblia Shedd).
28 Nesta parte do mundo, onde são escassas as chuvas, o orvalho é de extrema importância para propiciar o crescimento da vegetação e a fertilidade da terra, sendo, por consequência, objeto de muitas referências a ele como se fosse uma prova de bênção (cf Deut 23.123-18; Os 14.5 e Zc 8.12) (Bíblia Shedd).
29 Sirvam-te povos. Jacó devia ser preeminente, não apenas sobre seus irmãos (no sentido mais amplo de todos os seus parentes), mas também sobre povos estrangeiros. Esta bênção abrange o conceito do domínio universal, que de fato era o plano original de Deus para Israel (ver Dt 4:6; 28:10; 2Cr 9:22, 23; Sl 126:3; Zc 2:11; 8:22, 23; 14:16; PJ, 289, 290). CBASD, vol. 1, p. 388.
33 estremeceu… de violenta comoção. O verbo geralmente expressa medo intenso (42:28; Êx. 19:16) mas é usado aqui numa estrutura gramatical e expressa maior intensificação. Isaque está em pânico (Andrews Study Bible).
e ele será abençoado. As bênçãos (como as maldições), uma vez pronunciadas, são eficazes e irrevogáveis (Bíblia de Jerusalém).
34-38 As lágrimas de Esaú são devidas a sua frustração e sua imensa raiva (Andrews Study Bible).
35 A bênção era uma maneira pela qual se expressava a última vontade, considerada de obrigação permanente, embora apenas proferida oralmente (Bíblia Shedd).
36 Não é com razão que se chama ele Jacó? Quanto ao significado do nome de Jacó, ver com. de Gênesis 25:26. CBASD, vol. 1, p. 388.
Jacó, “aquele que segura o calcanhar”, portanto, “Suplantador”, o que tira vantagem sobre outros pela astúcia (Bíblia Shedd, sobre Gn 25:26).
A reclamação de Esaú é marcada pelo uso de duas palavras de sons parecidos: bekorah “direito de primogenitura” e berakah “bênção” – e ambas foram roubadas por Jacó (ver 25:26) (Andrews Study Bible).
37 que me será dado fazer-te agora, meu filho. Embora Isaque soubesse que Deus havia escolhido a Jacó, ele tinha pretendido dar tudo a Esaú (Bíblia de Genebra).
38 Levantando Esaú a voz, chorou. Em resposta à súplica adicional de Esaú: “Não reservaste, pois, bênção nenhuma para mim?” Isaque repetiu, em essência, a bênção pronunciada sobre Jacó e disse a Esaú que não podia fazer nada mais por ele. Quando até seu pai, seu melhor amigo, pareceu se voltar contra ele, Esaú finalmente acordou para a terrível percepção de que Deus o havia rejeitado completamente. Suas lágrimas expressavam tristeza pela perda, mas não pela conduta que havia tornado essa perda inevitável. Suas lágrimas eram ineficazes porque ele já não era mais capaz de arrepender-se verdadeiramente (ver Hb 12:17). Como um abismo intransponível, seu caráter imperfeito se colocava entre ele e a percepção daquilo que agora lhe parecia ser de incomparável valor (ver Jr 8:20; Lc 16:26; PJ, 271). CBASD, vol. 1, p. 388, 389.
39-40 A bênção de Isaque para Esaú não é muito encorajadora (Andrews Study Bible).
40 Viverás da tua espada. O modo de vida e a ocupação dos edomitas eram bem adaptados ao seu país. Esta predição encontrou cumprimento nas disposição feroz e guerreira dos edomitas, que ganhavam o sustento caçando e controlando pela força as rotas de comércio. CBASD, vol. 1, p. 389.
Servirás a teu irmão. A promessa a Esaú abrangia uma luta perpétua e não totalmente inútil para libertar-se de Jacó. Isso foi uma repetição da predição divina feita antes do nascimento deles (Gn 25:23). A história dos filhos de Edom, em grande parte, confirma a servidão deles a Israel, a revolta para se libertarem e a reconquista por parte de Israel. … Foi só no reino de Acaz que os edomitas sacudiram permanentemente o jugo dos reis de Judá (2Rs 16:6; 2Cr 28:16, 17). Por fim, contudo, foram completamente vencidos por João Hircano, em cerca de 126 a.C., compelidos a aceitar a circuncisão e absorvidos pelo estado judeu (Josefo, Antiguidades, xiii.9.1; xv.7.9). … As predições de Isaque quanto a seus dois filhos cumpriram-se, assim, de maneira exata (Hb 11:20). A bênção sobre cada filho constituiu uma profecia. Embora Isaque estivesse sendo enganado quando falou sobre Jacó, o que ele disse não deixou de ser inspirado, e Jacó permaneceu abençoado (Gn 27:33). O fato de isso ter ocorrido não indica a aprovação divina sobre o ato de engano, pois Deus não depende de artifícios para realizar Sua vontade. Deus não ordenou o engano – agiu apesar dele. A bênção veio a Jacó, não por causa do engano, mas a despeito disso. Tanto os pais como os filhos agiram errado, e cada um, a seu próprio modo, sofreu como resultado disso. … Por seu desprezo de Deus e das coisas religiosas, Esaú perdeu para sempre os privilégios da liderança da família, que cabiam ao primogênito. CBASD, vol. 1, p. 390.
41 Os dias de luto. O desespero de Esaú logo se transformou em ódio mortal contra o irmão. Mas, por respeito ao pai, decidiu poupá-lo da tristeza e da vergonha do fraticídio intencionado. Pensando que a doença do pai terminaria numa rápida morte, adiou o assassinato que havia planejado. É claro que ele não podia saber que o pai se recuperaria e viveria outros 43 anos. CBASD, vol. 1, p. 390.
Este capítulo ensina claramente que: 1) Não é da vontade de Deus que façamos o mal, esperando que disso advenha o bem (Rm 6.1,2); 2) Esteja-se certo de que o pecado acha o pecador (Nm 32.23), pois todos os envolvidos que pecaram sofreram amargamente; 3) Andemos na luz como Ele na luz está (1 Jo 1.7); 4) O Senhor reina (Is 40.25-28) (Bíblia Shedd).
43 Dotada sempre de surpreendentes recursos e determinação de ânimo, Rebeca arquitetou um plano para salvar a vida de Jacó, em face da ira mortal evidente em Esaú. Ela conseguiu convencer a Jacó de que um curto exílio em Harã seria suficiente para amainar o ódio de Esaú. Conseguiu, também, convencer a Isaque, lembrando-lhe que de Harã viera sua esposa e de quão grandes tristezas lhe tinham acarretado as mulheres de Esaú (46). Dificilmente poderia ocorrer a Rebeca a dura realidade de que aquela seria a última vez que ia ver seu filho predileto (Bíblia Shedd).
45 providenciarei e te farei regressar. Jacó ficaria ausente durante vinte anos (31.38); Rebeca nunca mais viu seu filho (Bíblia de Genebra).
Por que hei eu de perder os meus dois filhos num só dia. Ambos seriam perdidos se Jacó fosse morto por Esaú, e Esaú, por um vingador de sangue (9.6; Nm 35.19-21)(Bíblia de Genebra).
Se Esaú matasse Jacó, então o parente mais próximo deste estaria obrigado, pelo costume, a matar Esaú. Talvez Esaú arrazoasse que sua própria popularidade pessoal no acampamento o protegeria de tal eventualidade, particularmente após a morte do pai. CBASD, vol. 1, p. 390.
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“Respondeu-lhe o pai: Veio teu irmão astuciosamente e tomou a tua bênção” (v.35).
Sem enxergar e avançado em idade, Isaque chamou Esaú e o orientou a preparar-se para receber a bênção dada ao primogênito. A profecia, contudo, era clara: “o mais velho servirá ao mais moço” (Gn.25:23). Tomando ciência do que estava prestes a acontecer, Rebeca não pensou duas vezes, nem tampouco consultou o Senhor, mas cometeu o grave erro de orquestrar uma mentira que lhe custaria o alto preço de não mais ver o seu filho amado. Jacó tremeu diante do plano de sua mãe, temendo que em vez de receber a bênção fosse amaldiçoado. Mas Rebeca tomou para si a maldição: “Caia sobre mim essa maldição, meu filho” (v.13). Realmente ela sofreria os danos de ter agido por conta própria usando o artifício do engano.
A predileção de filhos foi um grande problema na educação de Jacó e Esaú. Mesmo ciente da promessa sobre Jacó, o amor de Isaque por Esaú não lhe permitia transmitir a bênção a seu filho mais novo. Nem a preferência de Rebeca permitiria que seu marido desse a bênção ao mais velho. E o resultado dessa guerra de interesses antagônicos foi a ruptura da família e a profunda tristeza de ter que despedir Jacó para uma terra distante. Jamais foi plano de Deus que as coisas acontecessem daquela forma. Se Rebeca houvesse confiado em Deus, ou se Jacó houvesse se negado a mentir a seu pai, ou se o próprio Isaque tivesse colocado a vontade divina acima de sua predileção, certamente teríamos uma história bem diferente no capítulo de hoje.
Quando permitimos que nossos sentimentos e gostos pessoais tomem conta do coração, desconsiderando buscar a instrução de Deus, podemos até obter em algum momento uma aparente vitória, mas os resultados futuros sempre serão desastrosos. Ao ousar manipular pessoas e situações a fim de favorecer as próprias vontades, muitos têm se colocado em terreno inimigo. Pensando obter bênçãos, trazem sobre si maldições. O desespero de Esaú também correspondeu ao seu ato insano de desprezar seu direito à primogenitura, trocando-o por um cozinhado de lentilhas (Gn.25:34). Toda aquela família disfuncional experimentou o sofrimento resultante de não colocar a vontade de Deus acima da vontade humana. E além da dor da separação de seu filho, Rebeca teve que lidar com a angústia da convivência com as esposas pagãs de Esaú, que “se tornaram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca” (Gn.26:35).
Muitos têm questionado a misericórdia de Deus frente a todos os erros de percurso de Seu povo. A resposta, amados, está na fidelidade de Deus. Porque “se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (2Tm.2:13). O Senhor havia estabelecido uma aliança com Abraão e sua descendência e Ele não muda (Ml.3:6). Apesar de tantos erros cometidos, aquela família daria continuidade à promessa do Senhor, e isso deveria ser para nós não uma desculpa para o pecado, mas uma fonte de consolo na certeza de que ninguém vai tão longe que Deus não possa alcançar. Todos nós somos alvo do amor de Deus, manifestado na vida de Seu Filho. E é justamente por nos amar que Ele deseja nos tornar “santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.1:22). “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as Suas promessas” (Lc.1:37).
A última promessa de Jesus ao Seu povo, antes de Sua ascensão, foi a de revesti-lo com o poder do Espírito Santo (At.1:8). E na revelação dada a João, Sua última promessa foi: “Certamente, venho sem demora” (Ap.22:20). A obra do Espírito Santo é a de nos preparar para o encontro com o Senhor. Vocês percebem, amados? As duas promessas estão unidas num só propósito: nos levar para casa. Apesar dos erros relatados no capítulo de hoje não terem anulado a promessa divina, eles geraram consequências que afetaram gerações e atrasaram o cumprimento da promessa da conquista de Canaã. Jesus deseja voltar, amados! Não atrasemos a Sua vinda! Sejamos, pois, verdadeiros diante do Senhor, “esperando e apressando a vinda do Dia de Deus” (2Pe.3:12).
Deus fiel e Pai de misericórdias, que a Tua bondade nos conduza ao arrependimento e que. o Teu Espírito nos purifique e nos prepare para Te encontrar! Ó, Pai, se temos errado em nossa jornada, tornando-a ainda mais difícil, perdoa-nos e ajuda-nos a caminhar seguindo os passos de Jesus e apressando a Sua volta! Por Jesus nós Te oramos, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, verdadeiros filhos da promessa!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis27 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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GÊNESIS 27 – Deus reforçou as promessas proferidas a Abraão duas vezes com Isaque (em Gênesis 26:2-5, 24). Agora, essa bênção precisa ser passada adiante. “Nenhum patriarca é perfeito. Isaque partilha de algumas fraquezas de seu pai [Gênesis 26:7-9]; mas, como seu pai, ele não permite que suas fraquezas estraguem permanentemente sua fé… Os fieis celebram a graça de Deus e não se deixam vencer culpando-se, nem se deixam destruir desprezando-se” observa Bruce Waltke
Em Gênesis 25:23 Deus havia prometido a Rebeca que, dos seus filhos gêmeos, “o mais velho servirá ao mais novo”. No mesmo capítulo, Esaú desprezou seu privilégio da primogenitura ao barganhá-la por um prato de lentilha com Jacó, ávido pelas bênçãos divinas (Gênesis 25:26-34). Contudo, o patriarca Isaque ignora tudo isso e deseja que seu filho preferido receba a bênção que outrora havia desprezado. Esaú já havia demonstrado não ser digno de um posto espiritual tão elevado e de grande responsabilidade casando-se com duas mulheres hititas: Judite e Basemate, amargurando a alma de seus pais (Gênesis 26:34-35).
Mesmo assim, teimosamente Isaque insiste que Esaú receba a bênção da primogenitura. Sua ignorância custou muito não apenas para si, pois toda a família sofreu consequências dolorosíssimas. Sua ignorância levou sua esposa a tomar atitudes erradas para não permitir que Esaú tomasse a bênção que seu preferido filho havia legitimamente comprado do irmão. Enganar pode dar certo, mas é errado.
Em meio à trapaça, mentira e engano, pensando estar abençoando Esaú, Isaque abençoa Jacó. O resultado foi catastrófico. Jacó precisou fugir da fúria mortal de seu irmão que respirava vingança implacável. Esaú desejou a bênção, porém, nem toda lágrima de arrependimento promove reavivamento (Hebreus 12:16-17).
Quando o diálogo entre marido e mulher se despede, os problemas chegam para hospedar-se. A preferência dos pais por um filho em detrimento do outro causa problemas irremediáveis. Que o relato em pauta, leve aos pais que praticam o favoritismo com seus filhos, repensarem suas práticas!
“O futuro das promessas pode ser esbanjado por uma família arruinada pelo ciúme, a fraude e as lutas pelo poder” declara Waltke, mas a graça divina atua na desgraça humana.
Certamente nada, nem ninguém, pode interromper os planos de Deus de salvar a humanidade. Deus é extraordinário! Portanto, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: GÊNESIS 26 – Primeiro leia a Bíblia
GÊNESIS 26 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/gn/26
Quando Deus se declara o Deus de Abraão, Isaque e Jacó (Êxodo 3:6; Mateus 22:32; Atos 3:13) Ele se declara o Deus de pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas que são salvas e curadas por Sua graça. A história de Gênesis é realmente uma longa história familiar, especificamente focada nas primeiras quatro gerações da nação de Israel e no homem e na mulher que lideram cada uma dessas gerações. Esses homens e mulheres são Abraão e Sara, Isaque e Rebeca, Jacó, Raquel e Lia, e José e Azenate. Muitas vezes os consideramos heróis bíblicos e gigantes da fé. De fato, suas histórias são brevemente mencionadas em Hebreus 11 como exemplos de fé. No entanto, assim como nós, suas vidas também foram profundamente marcadas por seus próprios pecados e pelos pecados dos outros contra eles.
A história da família de Deus contada em Gênesis revela uma família marcada pela embriaguez, engano, assassinato, adultério, incesto, covardia, ciúme, ódio, traição, desprezo entre maridos e esposas e descrença total em Deus. Verdadeiramente, é uma história de pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas. No entanto, é a história do Deus que salva e cura pessoas que passam por dificuldades e famílias problemáticas. É a história do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Douglas Tilstra
Vice-presidente das Atividades Estudantis
Universidade Walla Walla – EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/gen/26
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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1265 palavras
1 Não se sabe se Abimeleque e Ficol (Gn 26:26) eram as mesmas pessoas já mencionadas (20:2 e 21:22) ou se eram simplesmente títulos que significavam, respectivamente “rei”e “comandante do exército”, embora a hipótese mais provável seja a última. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 1, p. 382.
3 habita nela. a palavra hebraica traduzida como “habitar” indica um “forasteiro” ou um estrangeiro residente na terra (21.34; Hb 11.9,13). Isaque deve permanecer no lugar como um “estranho” que ainda não possui a terra (Bíblia de Genebra).
5 Considerando a ênfase e a especificidade da declaração, parece que havia alguma compreensão de detalhes da lei divina dos Dez Mandamentos muito antes do Sinai (Andrews Study Bible).
Alguns eruditos tem admitido que mandamentos, preceitos , estatutos, leis, são palavras que indicam algo no gênero que teria sido preservado até os dias de Moisés. Embora isto não esteja provado, tais palavras expressam bem o constante cuidado de Abraão em observar todas as revelações e instruções oriundas de Deus (Bíblia Shedd).
A obediência de Abraão é descrita em termos que recordam a exigência feita a Israel para que obedeça à lei de Moisés (cf Dt 11.1). Abraão é um tipo de Cristo que, pela Sua obediência, cumpriu as justas exigências da lei e assegurou as suas bênçãos sobre a sua descendência (Mt 5.17-18) (Bíblia de Genebra).
6 ficou. Assim como seu pai Abraão, Isaque respondeu com obediência à promessa de Deus (12.4; 17.23; 22.3) (Bíblia de Genebra).
7 É minha irmã. Isaque repete o mesmo erro que seu pai cometeu duas vezes. O medo o fez contar uma mentira (Andrews Study Bible).
Ele podia ter recebido em sua alma aquela graça suficiente que está sempre ao alcance dos homens tentados; mas, como muitos de nós, olhou para baixo e não para cima (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
Geralmente, os pecados dos pais são perpetuados nos filhos. Mas as fraquezas hereditárias nunca deixam os filhos livres de responsabilidade pessoal por seus próprios erros (ver Ez 18:20). CBASD, vol. 1, p. 382.
8 acariciava. O hebraico significa “brincar” e é da mesma raiz que o nome de Isaque (Bíblia de Genebra).
Isaque (Ytzaq) acaricia (metzaheq) Rebeca; aqui também há um jogo de palavras, como em 21.9 (Bíblia de Jerusalém).
10-11 “Culpa” […] e “tocar” são dois termos muito relacionados com o santuário. Se alguém tocasse alguma parte sagrada do santuário sem permissão estaria cometendo um erro perante Deus e se tornaria culpado. A despeito destes desvios, Isaque e Rebeca são possessão “santa” de Deus (Andrews Study Bible).
10 Abimeleque. O termo “Abimeleque” [Av=”pai”; Melech=”rei”] deve ser tomado como significando um título monárquico (tal como o de Faraó) (Bíblia Shedd).
12 semeou. Isaque se estabilizava mais em um lugar do que seu pai nômade. Seu sucesso dependia da chuva do céu (Bíblia de Genebra).
Cento por um é a expressão significativa da prosperidade incomum com que Deus estava enriquecendo a Isaque. Era, portanto, uma proporção duas a quatro vezes maior do que a média conseguida por outros. Tal prosperidade suscitava a inveja dos filisteus, que passaram a desejar-lhe mal, entupindo-lhe os poços, cavados ainda no tempo de Abraão (Bíblia Shedd).
15 lhe entulharam todos os poços. Com a morte de Abraão, os filisteus renegaram, com efeito, o pacto de não agressão (21.22-34). Eles não tinham fé verdadeira no Deus de Abraão (Bíblia de Genebra).
18-22 Três vezes os servos de Isaque reabriram poços abertos por Abraão. […] A disputa se transformou em inimizade, que levou finalmente ao conceito de expansão territorial, o que no VT está frequentemente associado a prosperidade ou salvação (Is. 54:2-3) (Andrews Study Bible).
O rico Isaque retirou-se da terra fértil para o vale de Gerar, dependendo dos poços originalmente cavados por Abraão (v.18). Nenhum dos patriarcas arriscou-se precipitadamente em guerra pela Terra Prometida. Eles confiavam que Deus daria a terra a seus descendentes na hora certa (15.13-14) (Bíblia de Genebra).
20 Eseque – heb. “contenda” (Bíblia Shedd).
21 Sitna – heb “inimizade”, “ódio”, ou “acusação” – da mesma raiz da qual deriva a palavra Satanás, que é o acusador (Bíblia Shedd).
22 Partindo dali. Sendo amante da paz, Isaque não queria se envolver com problemas por causa dos poços que seus homens cavavam, então se mudava cada vez que seus direitos eram contestados. CBASD, vol. 1, p. 383.
Reobote – “Alargamento” ou “amplitude” (Bíblia Shedd).
23 Berseba – beer, quer dizer “fonte” e sheba, quer dizer “sete” ou “juramento” (Bíblia Shedd).
O lugar do pacto original de não agressão com os filisteus (21.32) (Bíblia de Genebra).
25 levantou ali um altar. Como seu pai, Isaque construiu um altar em resposta à revelação de Deus (12.7-8) (Bíblia de Genebra).
invocado o nome do SENHOR. Isaque e Rebeca bem sabiam a razão por que Abraão tinha estado tão apreensivo pelo temor de que o filho se casasse com mulher pagã relacionava-se com o fato de que era praticamente universal a ignorância prevalecente com respeito ao Deus verdadeiro. Era vigente, por toda parte, um sem número de religiões enganosas e idólatras (Bíblia Shedd).
26-31 Abimeleque e sua comitiva não foram bem recebidos cordialmente – inicialmente Isaque não ofereceu nenhuma comida (ver 18:1-8) – mas Isaque era suficientemente sábio para finalmente concordar com uma aliança, celebrada por uma refeição comunal (Andrews Study Bible).
26 Abimeleque. Por ocasião do tratado anterior, Isaque estava com três anos de idade (Gn 21:8, 22; ver também o com. de Gn 21:8). O segundo tratado foi feito aproximadamente 97 anos mais tarde (25:26; 26:34). É provável, portanto, que o Abimeleque de Gênesis 26:26 não seja a mesma pessoa mencionada em 21:22 [Ver com. do v. 1]. … Pode-se imaginar como Isaque se sentiu quando Abimeleque descaradamente se gabou de sua própria justiça e desonestidade no passado. Quando servos de Abimeleque arruinaram vários dos poços de Isaque e roubaram pelo menos dois deles, não houve violência devido apenas à pacífica retirada de Isaque. CBASD, vol. 1, p. 383.
33 Chamou-lhe Seba. Os servos de Isaque o informaram sobre o sucesso que tiveram em abrir um novo poço naquele mesmo dia, e ele deu a esse poço [em heb. Beer] o nome de Seba, que significa “juramento”, em comemoração ao tratado com Abimeleque. A declaração “com isso, Berseba é o nome daquela cidade” não desacredita o fato de que Abraão já tinha dado exatamente esse nome ao local (Gn 21:31). Houve então uma razão adicional para manter o nome dado ao lugar havia um século. CBASD, vol. 1, p. 383.
34-35 A escolha das esposas de Esaú não foi dirigida pelo desejo de continuar a linhagem escolhida, tendo sido feito, ao contrário, feita sem observância de seu direito de primogenitura (25:29-34) ou mesmo talvez rebelião (Andrews Study Bible).
34 Tendo Esaú quarenta anos de idade. Às dificuldades de Isaque com os filisteus somou-se então uma aflição doméstica que lhe causaria profunda e duradoura tristeza. Esaú, que já havia demonstrado indiferença para com princípios religiosos, não viu razão para se aconselhar com os pais com respeito à escolha de uma esposa ou para fazer arranjos e conseguir uma entre seus parentes na Mesopotâmia. Quando estava com 40 anos de idade e seu pai com 100 (Gn 25:26), Esaú se casou simultaneamente, ou quase simultaneamente, com duas mulheres heteias. Ao fazê-lo, desafiou abertamente os princípios da orientação paterna, da proibição quanto ao casamento com pagãos e da monogamia. CBASD, vol. 1, p. 384.
Seus caminhos maus e perversos, sua religião idólatra e sua disposição frívola e profana trouxeram sofrimento a Isaque e Rebeca. CBASD, vol. 1, p. 384.
Os filhos devem tomar cuidado para que não cheguem a causar sofrimentos desnecessários àqueles que os amam (Comentário Bíblico Devocional – Velho Testamento).
34, 35 A história da bênção roubada [Gn 25] é estruturada por referências ao casamento de Esaú com mulheres hetéias e o desprazer de seus pais por isto (27.46). O profano Esaú mostrou seu desrespeito pelas bênçãos da aliança ao se casar com filhas da terra (24.3-4; 31-50). Casando-se com cananéias e, consequentemente, aborrecendo seus pais (27.46), ele efetivamente se desligou da herança sagrada (21.21; 25.6) (Bíblia de Genebra).
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“Na mesma noite, lhe apareceu o Senhor e disse: Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque Eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, Meu servo” (v.24).
Como nos dias de Abraão, houve fome na terra de Canaã e Isaque foi à terra dos filisteus. As dificuldades que enfrentaria ali, porém, poderiam levá-lo a descer ao Egito como fez seu pai. Desta vez, o Senhor preveniu a Isaque de que não fizesse isso, mas que ficasse onde Ele lhe indicasse porque Ele cuidaria dele e de sua casa, confirmando o juramento que havia feito a Abraão. Isaque obedeceu ao Senhor, mas cometeu o mesmo erro de seu pai ao declarar ao povo daquela terra que Rebeca era sua irmã. E essa mentira teria causado uma grande tragédia, não fosse Abimeleque ter visto quando “Isaque acariciava a Rebeca, sua mulher” (v.8).
A prosperidade de Isaque ganhou fama em toda aquela região, “porque o Senhor o abençoava” (v.12). De forma que ele “prosperou, ficou riquíssimo” (v.13), e isso despertou a inveja nos filisteus. Naquele tempo, a água era considerada um recurso muito precioso, principalmente pelo contexto laboral da agricultura e da criação de animais. Ao entulharem “todos os poços que os servos de seu pai haviam cavado” (v.15), os filisteus deram o claro recado de que Isaque deveria ir embora. Até que o próprio rei foi bem direto em sua ordem de despejo e “Isaque saiu dali” (v.17).
Mais uma vez a perseverança de Isaque é percebida, nas tentativas frustradas de se ter um poço que pudesse desfrutar sem que houvesse contendas a respeito disso. Finalmente, ele conseguiu cavar um poço sem que ninguém o reclamasse e, na “mesma noite, lhe apareceu o Senhor” (v.24) e confirmou com ele a Sua aliança. Só neste capítulo vemos Deus aparecendo a Isaque por duas vezes, em ambas confirmando a promessa feita a Abraão, seu pai. Então, o mesmo rei que o havia expulsado de suas terras, retornou a Isaque a fim de estabelecer com ele uma aliança de paz, reconhecendo: “Tu és agora o abençoado do Senhor” (v.29). Era como se aquele rei pagão estivesse declarando que Isaque havia ficado no lugar de seu pai.
A bênção de Deus na vida de Seus fiéis pode gerar duas reações: admiração ou inveja. Alegrar-se com a bênção na vida alheia é um dom de Deus e faz parte do fruto do Espírito. Qual tem sido a nossa reação ao nos depararmos com as conquistas do nosso próximo? E como temos reagido quando tentam sabotar os nossos planos? A paciência de Isaque e seu caráter pacífico também apontam para um caráter que revelava o fruto do Espírito Santo. Ao declararem: “Vimos claramente que o Senhor é contigo” (v.28), até seus inimigos tiveram que reconhecer que Isaque era alguém diferente. Porque sua riqueza não estava no que possuía, mas nAquele a quem servia.
Percebam, amados, que o fruto do Espírito Santo (Gl.5:22-23) é percebido quando manifestado em ações e reações. Talvez a primeira impressão deixada por Isaque ao mentir a respeito de Rebeca não tenha sido das melhores; já a sua atitude frente às várias contendas nos poços, reagindo de forma pacífica a todas elas, pode ter feito seus inimigos confiarem nele assim como um dia confiaram em Abraão. E nós? Que impressão temos causado por onde andamos? É claro que a inveja pode nos atingir independentemente de nós mesmos. Mas ela pode sim ser evitada e afastada se, semelhante a Isaque, confiarmos no Senhor e obedecermos à Sua Palavra.
Confiemos no Senhor e na Sua Palavra, que diz: “Sendo o caminho dos homens agradável ao Senhor, este reconcilia com eles os seus inimigos” (Pv.16:7).
Pai Celestial, como necessitamos do Teu Espírito a cada passo, frutificando em nós o Teu caráter! Concede-nos, ó Deus, o batismo do Espírito Santo e uma vida que Te glorifique! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ricos do fruto do Espírito!
Rosana Garcia Barros
#Gênesis26 #RPSP
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