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APOCALIPSE 10 – Aqui temos um parêntese entre a sexta e a sétima trombetas. Este capítulo introduz um poderoso anjo com um livrinho aberto e uma mensagem crucial da graça no tempo do fim.
A visão de Apocalipse 10 não é apenas um vislumbre do plano de Deus, é um chamado direto àqueles que desejam ser fiéis em meio aos eventos finais da história.
Enquanto Apocalipse 9 descreve juízos e a recusa da humanidade em arrepender-se, Apocalipse 10 traz esperança e uma missão: A proclamação da verdade de Deus, mesmo diante da oposição.
Jesus Se apresenta (Apocalipse 10:1-5) e entrega um livrinho – as profecias de Daniel – à igreja no tempo do fim (Apocalipse 10:6-8), o qual trouxe uma experiência (Apocalipse 10:9-10) inicialmente doce, mas depois tornou-se amarga – processo de compreensão das profecias, especialmente do advento de Cristo. O clímax da profecia é o versículo 11: A verdade nua e crua deve ser urgente e devidamente proclamada.
Historicamente, essa profecia se refere ao Grande Desapontamento em outubro de 1844, quando crentes piedosos e estudiosos da Bíblia esperavam o segundo advento de Cristo com base em Daniel 8; porém, experimentaram grande tristeza ao perceber que haviam interpretado mal o evento.
• Nossa jornada espiritual pode envolver alegrias e desapontamentos, contudo Deus nos chama a perseverar, insistir e persistir em proclamar o evangelho.
• Verdadeiros servos de Deus não desistem diante dos desafios.
• Assim como João foi chamado a profetizar novamente, Deus nos chama hoje a sermos testemunhas fiéis nos últimos dias.
• Não importa as lutas que enfrentamos, a verdade deve ser anunciada.
Diante da manifestação do mal nas trombetas anteriores, Cristo Se manifesta com poder e majestade, a fim de promover a pregação do verdadeiro evangelho com grande autoridade a fim de impactar a humanidade. Assim, “a pregação do evangelho terminará pouco antes da sétima trombeta… O ‘tempo do fim’ inclui a proclamação final do evangelho (ver Ap 14:6-7)” (Bíblia Andrews).
Um paralelo entre Apocalipse 10:11 e 14:6 com vocábulos semelhantes – “povos, nações, línguas e reis” – “revela que o conteúdo” da passagem de Apocalipse 14:6-13 “é a mensagem que precisa ser dada” (Bíblia Andrews).
A Palavra de Deus será cumprida no tempo certo (Apocalipse 10:7), enquanto isso, a missão não deve parar: Mesmo após dificuldades, devemos continuar pregando!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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3346 palavras (texto bíblico e referências inclusas)
Os sete trovões – João e o livrinho
“Apocalipse 10 mostra o aparecimento do remanescente fiel como resultado do desapontamento de 1844.” – SRA/EP, p. 140.
“Os acontecimentos de Apocalipse 10 ocorrem entre o ponto culminante da sexta trombeta em 1840 e a conclusão da profecia dos 2.300 anos em 1844, quando começou a soar a sétima trombeta.” – LES892, p. 147.
10:1 E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo,
E vi outro anjo… – “João vê o anjo diretamente da presença de Deus, envolto numa nuvem. (Ver. Sal. 104:3; Dan. 7:13; S. Mat. 24:30.) Ele tem um arco-íris sobre a cabeça. (Ver Ezeq. 1:26-28.) Seu rosto brilha como o Sol (comparar com Mal. 4:2), e os pés e as pernas parecem ser colunas de fogo (comparar com Êxo. 13:21 e 22; 14:19 e 24). Ao descrever o ‘Anjo forte’, João serve-se de expressões e figuras do Antigo Testamento. Há continuidade na revelação divina.” – LES892, p. 147.
10:2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra,
Pés…livrinho – “O Anjo tem o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra, simbolizando a absoluta soberania de Deus sobre a Terra. Ele segura um livrinho ou pequeno rolo que transporta uma mensagem por breve período de tempo.” – LES892, p. 147.
Cristo apareceu a João – “O Anjo forte que instruiu a João não era outro personagem senão Jesus Cristo. Pondo o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra seca, Ele mostra a parte que desempenha nas cenas finais do grande conflito com Satanás. Essa posição denota Seu supremo poder e autoridade sobre toda a Terra.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 148.
“Como estas passagens identificam o Anjo de Apocalipse 10 com a pessoa de Cristo?
“Dan. 7:13: Dirige-Se ao trono do julgamento numa nuvem.
“Ezeq. 1:26-28:Há um arco-íris onde Ele Se encontra.
“S. Mat. 17:2: Rosto como o Sol.
“Apoc. 1:15: Pés como fogo.” – LES892, p. 148.
O livrinho e Daniel 12 – “Daniel 12 constitui importante pano de fundo para a visão profética relatada em Apocalipse 10. A descrição do Anjo, a referência ao Seu juramento e o livrinho ou rolo compõem os elos de ligação entre os dois capítulos. Em ambos os lugares o conteúdo atribuído ao livrinho tem que ver com o tempo. Foi ordenado que Daniel fechasse e selasse o livro até o tempo do fim. João escreveu a respeito do tempo do fim, indicando a correlação entre as duas visões.” – LES892, p. 148.
O livrinho representa o livro de Daniel – “Fora ordenado a Daniel: ‘Encerra as palavras e sela o livro, até o tempo do fim.’ Cap. 12:4. Esta admoestação se aplica particularmente à parte das profecias de Daniel que trata dos últimos dias… e, sem dúvida, especialmente ao fator do tempo dos 2.300 dias (Cap. 8:14), pois se relaciona com a pregação das mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjos (Apoc. 14:6-12). Visto que a mensagem do Anjo que estamos considerando trata do tempo e presumivelmente de acontecimentos no tempo do fim, quando o livro de Daniel deveria ser desselado (Dan. 12:4), parece ser razoável deduzir que o livrinho aberto na mão do Anjo era o livro de Daniel. Com a apresentação a João do livrinho aberto, são reveladas as partes seladas da profecia de Daniel. O fator do tempo, indicando o fim das profecias dos 2.300 dias, torna-se claro. Conseqüentemente, o capítulo em apreço focaliza o tempo em que foi feita a proclamação dos versos 6 e 7, isto é, durante os anos 1840 e 1844.” – SDABC, vol. 7, p. 797, citado em LES892, p. 148.
Livrinho aberto – “As profecias de Daniel são desseladas. ‘Daniel estará na sua sorte, no fim dos dias. João vê o livrinho desselado. Então as profecias de Daniel têm seu devido lugar nas mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, que devem ser transmitidas ao mundo. O desselamento do livrinho era a mensagem em relação com o tempo. Os livros de Daniel e Apocalipse são um. Um é profecia, o outro revelação; um é um livro selado, o outro um livro aberto.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149.
2300 anos (Dan. 8:14; 9:24-27) – “457 A.C.: Decreto de Artaxerxes para restaurar o templo e o governo em Jerusalém.
“27 A.D.: Início do ministério de Cristo como o Messias.
“31. A.D.: A morte de Cristo na cruz fez com que cessassem os sacrifícios. Os serviços e as cerimônias do santuário terrestre encontraram o seu antítipo.
“34 A.D.: Apedrejamento de Estêvão. É transmitido o evangelho aos gentios.
“1844 A.D.: Começa o Juízo Investigativo no santuário celestial.” – LES892, p. 152
10:3 e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes.
Rugido de leão/vozes dos 7 trovões – “Apoc. 10:3; comparar com Oséias 11:10; Amós 3:8” – LES892, p. 147 e 148.
10:4 Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.
As vozes dos sete trovões – “Historicamente, a sexta trombeta terminou em 1840 (Apoc. 9:15). A sétima trombeta, ‘o tempo determinado para que sejam julgados os mortos’ (Apoc. 11:18), quando se abriu ‘o santuário [ou templo] de Deus, que se acha no Céu’ (Apoc. 11:19), começou em 1844. Os acontecimentos de Apocalipse 10:8-10 simbolizam os eventos históricos entre 1840 e 1844. nesse período ocorreram os desapontamentos de 21 de março de 1843 e 22 de outubro de 1844. Os crentes no Advento compreenderam em parte Daniel 8:14, mas não entenderam devidamente a natureza dos acontecimentos que ocorreriam no fim da profecia dos 2.300 anos. Os sete trovões soaram antes do início da sétima trombeta com sua proclamação de que o tempo chegaria ao fim. Os trovões constituíram uma previsão divina da experiência do povo de Deus entre 1840 e 1844. João recebeu a ordem de não escrever o que ouvira porque o povo de Deus devia ser provado pelas agridoces experiências relacionadas com a sua expectativa da vinda de Cristo em 1844.” – LES892, p. 149 e 150. (destaque acrescentado)
10:5 O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu,
10:6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora,
Já não haverá demora – “O povo de Deus seria provado. ‘A luz especial concedida a João, que foi expressa nos sete trovões, constituiu a delineação de eventos que sucederiam sob as mensagens do primeiro e segundo anjos. Não seria conveniente que as pessoas conhecessem essas coisas, pois sua fé precisava ser provada. Na ordem de Deus seriam proclamadas verdades muito maravilhosas e avançadas. As mensagens do primeiro e do segundo anjo deviam ser proclamadas, mas não seria revelada nova luz antes que essas mensagens realizassem sua obra específica. Isto é representado pelo anjo com um pé sobre o mar, proclamando com soleníssimo juramento que já não haveria demora.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, pág. 971.” – LES892, p. 149 e 150.
“Renovado interesse no Segundo Advento de Cristo. No começo do século dezenove, a Europa e a América testemunharam renovado interesse na doutrina da Segunda Vinda de Jesus. Com a atenção concentrada no Novo testamento, cada vez maior número de cristãos procedentes de várias denominações começaram a questionar o conceito tradicional, que interpretava a Segunda Vinda como um acontecimento que ocorreria no futuro distante – depois do Milênio (pós-milenialismo). Após estudar meticulosamente as profecias de Daniel e Apocalipse, os adventistas rejeitaram o conceito pós-milenial sobre o Segundo Advento e começaram a proclamar com grande fervor a breve volta de Cristo.
“Entre os que ensinavam a breve volta de Cristo destacou-se um sacerdote católico romano do Chile – Manuel de Lacunza – bem como pregadores ingleses e escoceses, como Eduardo Irving, Henry Drummond e Alexandre Keith. Por meio das pregações de José Wolf, a mensagem da breve volta de Jesus foi levada ao Oriente Médio e à Ásia. Na Escandinávia, crianças foram inspiradas a proclamar as boas-novas. O clero da igreja oficial opôs-se à mensagem.
“A pregação de Guilherme Miller. O mais eminente pregador entre os primeiros adventistas foi um agricultor de Low Hampton, Nova Iorque, chamando [sic] Guilherme Miller. Suas objeções ao pós-milenialismo provieram de diligente estudo das Escrituras, com especial atenção a Daniel 8:14. Suas pregações poderosas e convincentes deram grande ímpeto ao Movimento do Advento da América. O que distinguiu as pregações de Miller não foi o seu ponto de vista pré-milenial, pois outros partilhavam do mesmo conceito, mas seu interesse no tempo profético, com Ênfase a acontecimentos e datas específicas. Ele deduziu que a profecia dos 2.300 dias de Daniel apontava para a Segunda Vinda de Jesus, e chegou à conclusão de que ela ocorreria em 1844.” – LES892, p. 149.
10:7 mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas.
Mistério – “Os textos mencionados a seguir contêm a palavra mistério…:
…
“Rom. 11:25: ‘Esse mistério’ – o trato de Deus com Israel e sua salvação futura.
“I Cor. 15:51: ‘Eis que vos digo um mistério’ – a transformação pela qual passarão os crentes quando Cristo voltar.
“Efés. 1:9 e 10: ‘O mistério da Sua vontade’ – o povo de Deus unido com Ele na herança eterna.
“Efés. 6:19: ‘O mistério do evangelho’ – a graça de Deus que tinha estado oculta aos gentios, mas agora lhes foi revelada.
“Coloss. 4:3: ‘Mistério de Cristo’ – as coisas de Deus reveladas por meio de Cristo.
II Tess. 2:7: ‘O mistério da iniqüidade’ – refere-se a um poder que se caracteriza pela ilegalidade; Satanás e seus agentes.” – LES892, p. 151 e 152.
“A palavra mistério, no Novo testamento, se refere aos segredos de que os servos de Deus se tornam conhecedores por revelação divina. Em Apocalipse 10:7, ‘o mistério de Deus’ é o Seu propósito salvífico, que será plenamente conhecido no fim da história humana. Com o toque da sétima trombeta, Deus efetuará o cumprimento do plano da redenção, que Ele concebeu antes da Criação do mundo e pôs em execução imediatamente depois que nossos primeiros pais caíram em pecado. Este plano encontrará sua finalidade no estabelecimento do reino de Deus para todo o sempre.” – LES892, p. 152.
Se cumpriria o mistério de Deus – “O fim do tempo profético. O soar da sétima trombeta anuncia a etapa final da obra redentora da parte de Deus: ‘Nos dias da voz do sétimo anjo, quando ele estiver para tocar a trombeta, cumprir-se-á, então, o mistério de Deus, segundo Ele anunciou aos Seus servos, os profetas. ‘ verso 7. Esta proclamação assinala o fim das profecias e inicia os últimos dias.” – LES892, p. 151.
“Esse tempo, que o Anjo anuncia com solene juramento, não é o fim da história deste mundo, nem do tempo da graça, mas do tempo profético, que deve preceder o advento e nosso Senhor; isto é, as pessoas não terão outra mensagem sobre tempo definido. Depois desse período de tempo, que se estende de 1842 a 1844, não pode haver um delineamento definido do tempo profético. O cômputo mais longo se estende até o outono de 1844.” – Comentário de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 151.
10:8 A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra.
10:9 E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.
Disse-me ele: Toma-o, e come-o – “Depois da descrição de uma solene cena de juramento em que se assinala que no tempo do fim se cumpriria o mistério da salvação de Deus (Apocalipse 10:3-7), diz-se ao apóstolo São João, representando os crentes, que entre na cena profética.” – SRA/EP, p. 86.
Comer o livrinho – “A compreensão da verdade, a alegre aceitação da mensagem é representada pelo ato de comer o livrinho. A verdade sobre o tempo do advento de nosso Senhor foi uma preciosa mensagem para nossa alma.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 971, citado em LES892, p. 153.
“Estas passagens contêm alusões ao ato de comer no sentido figurado…:
“Sal. 19:7-10: As palavras de Deus são mais doces do que o mel.
“Sal. 119:103: Também afirma que as palavras de Deus são mais doces do que o mel.
“Jer. 15:16: O profeta comeu as palavras de Deus e elas lhe foram gozo e alegria para o coração.
“Ezeq. 3:1-3, 7 e 10: O profeta comeu o rolo e achou que era doce como o mel.
“O salmista e os profetas afirmam que as palavras e os juízos de Deus são mais doces do que o mel. João verifica que o pequeno rolo é doce, bem como amargo. Ele teve o privilégio de conhecer os segredos do propósito redentor da parte de Deus, mas com esse privilégio veio a responsabilidade de anunciar a crise vindoura; daí a experiência doce e amarga.” – LES892, p. 153
10:10 Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo.
O livrinho doce/amargo – “A proclamação final do evangelho eterno destina-se a preparar um povo para o juízo, declarar o fim do tempo profético e anunciar a iminência da Segunda Vinda de Cristo. A mensagem do livrinho era doce para os que a ouviram. Tornou-se amarga quando Jesus não veio no tempo esperado (1844). Devemos alegrar-nos na vitória de Cristo e na gloriosa recompensa que receberemos como resultado dela. No entanto, o caminho para o reino é o caminho da cruz. Há aflição agora, e mais tarde haverá triunfo.” – LES892, p. 146 e 147.
“A idéia de que Jesus haveria de voltar em 1844 lhes foi doce como o mel. Mas o desapontamento foi intensamente amargo. Este não ocorreu por falta de revelação, visto que a Santa Bíblia dizia que Jesus não é sacerdote do santuário da Terra, mas do celestial (Hebreus 8:1, 2, 4, 5; 9:23, 24).” – SRA/EP, p. 86.
Livrinho amargo no estômago – “Os que proclamaram esta advertência [a mensagem do primeiro anjo] deram a mensagem devida no devido tempo. Mas, assim como os primitivos discípulos, baseados na profecia de Daniel 9, declararam – ‘O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo’ – ao mesmo tempo em que deixaram de perceber que a morte do Messias estava predita na mesma passagem, de igual modo, Miller e seus companheiros pregaram a mensagem baseados em Daniel 8:14 e Apocalipse 14:7, e deixaram de ver que havia ainda outras mensagens apresentadas em Apocalipse 14, que também deveriam ser dadas antes do advento do Senhor. Assim como os discípulos estiveram em reino quanto ao reino a ser estabelecido no fim das setenta semanas, também os adventistas se enganaram em relação ao fato a ocorrer à terminação dos 2.300 dias. Em ambos os casos houve aceitação de erros populares, ou antes, uma aderência a eles, cegando o espírito à verdade. Ambas as classes cumpriram a vontade de Deus, apresentando a mensagem que Ele desejava fosse dada, e ambas, pela sua própria compreensão errônea da respectiva mensagem, sofreram desapontamento.” – O Grande Conflito, p. 352.
“A mensagem da breve volta de Cristo atraiu milhares de pessoas para o movimento milerita na América do Norte. Quando se aproximou o outono de 1844, os crentes labutaram intensamente e com grande expectativa para levar avante a mensagem do Segundo Advento. Para muitos, nenhum sacrifício era demasiado grande. Suas esperanças e aspirações centralizavam-se no iminente retorno de Jesus. 22 de outubro de 1844 chegou e passou, deixando milhares de pessoas em profundo desapontamento.
“O fervor dos primeiros adventistas. ‘Na primeira parte do período, alguns de nossos irmãos no norte de New Hampshire ficaram tão impressionados com a crença de que o Senhor chegaria antes de outro inverno, que não cultivaram os seus campos. Em meados de julho, … outros que haviam semeado e plantado em seus campos ficaram tão comovidos com o senso do imediato aparecimento do Senhor, que não puderam, para ser coerentes com sua fé, realizar as colheitas. Alguns, ao ir para os campos cortar os cereais, sentiram-se completamente incapazes de prosseguir, e, sujeitando-se ao senso do dever, deixaram as plantações no campo, para mostrar sua fé pelas obras e condenar assim o mundo. Isto estendeu-se rapidamente pelo norte da Nova Inglaterra.’ – J. N. Loughborough, The Great Second Advent Movemet, pág. 158.
“O grande desapontamento. ‘Vi que os que estimavam a luz olhavam para o alto com ardente desejo, esperando que Jesus viesse e os levasse para Si. Logo uma nuvem passou sobre eles, e seus rostos ficaram tristes. Indaguei a causa desta nuvem, e foi-me mostrado que era o seu desapontamento. O tempo em que esperavam o seu Salvador havia passado, e Jesus não viera. Recaindo o desencorajamento sobre os expectantes, os ministros e líderes que eu havia visto antes, regozijaram-se, e todos os que haviam rejeitado a luz triunfaram grandemente, enquanto Satanás e seus anjos maus também exultavam.’ – Primeiros Escritos, p. 241.” – LES892, p. 154.
Correlação com o desapontamento da cruz – “Embora Jesus lhes tivesse dito que morreria, eles não entenderam por que esperavam que Se manifestasse com o poder que há de revelar em Sua segunda vinda. Por isso, na hora da crucifixão experimentaram um amargo desapontamento que desanimou aos insinceros mas levou os crentes honestos a uma atitude de estudo e investigação. Há vários paralelos significativos entre a experiência dos discípulos e dos que sofreram o desapontamento de 1844. Os crentes que ficaram como remanescentes do desapontamento da cruz 1) experimentaram um angustioso desapontamento que os deixou fora de sua congregação judia, 2) Jesus lhes abriu o entendimento para que compreendessem o que estava escrito (São Lucas 24:25-27), 4) Receberam a ordem de pregar o que descobriram por revelação nas Sagradas Escrituras (São Lucas 24:45-48). …
“Assim como os apóstolos amavam Sua Igreja judaica e não pensavam deixa-la, os que passaram pelo desapontamento não tinham intenção de formar uma nova Igreja. Suas congregações, porém, tinham muitos erros doutrinários introduzidos pelo anticristo durante a Idade Média, e necessitavam do conhecimento de algumas verdades bíblicas essenciais. Além disso, muitos insinceros se uniram ao movimento por temos do juízo que viria, convertendo-se em pesado lastro. Assim, não poderiam pregar o Evangelho eterno de maneira pura e completa. Por isso Deus usou o estranho método que já havia utilizado com bons resultados na hora da Cruz: 1) Permitiu que experimentassem o desapontamento. 2) Assim foram expulsos de suas diversas congregações, e ao se encontrarem fora, formaram tacitamente uma nova congregação, com um denominador comum: investigação sincera e ardente da santa Bíblia em busca de luz e resposta celestiais, e as receberam. 3) Redescobriram as verdades lançadas por terra. 4) Estiveram em condições de cumprir a ordem de pregar (como o fizera a Igreja primitiva) a todo mundo, e o estão fazendo, em obediência à ordem divina expressa na profecia.” – SRA/EP, p. 86 e 87.
10:11 Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.
Profetizes outra vez – “A última mensagem. ‘A dispensação do evangelho é o último período de graça que será concedido aos homens. Os que vivem sob esta dispensação de testes e provas, e, contudo, não são levados a arrepender-se e a obedecer, perecerão com os infiéis. Não haverá uma segunda prova. … Cristo comunica Sua justiça aos que consentem que Ele lhes tire os pecados.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, págs. 971 e 972.” – LES892, p. 155.
“Depois do grande desapontamento de 1844, os crentes genuínos não abandonaram sua crença na Segunda Vinda de Cristo, ou a convicção de que o seu movimento era de origem divina. Renovado interesse no estudo da Bíblia resultou em mais clara compreensão da profecia. A breve volta de Jesus tornou-se uma grande certeza. A Igreja Adventista do Sétimo Dia foi estabelecida com a missão mundial de avisar o mundo de que Cristo voltará. Fundaram-se instituições médicas e educacionais em muitas partes do Globo. Foram erigidas igrejas, escolas, hospitais e casas publicadoras para ajudar a levar o evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo. Os Adventistas do Sétimo Dia consideram sua vocação um cumprimento da profecia bíblica. Eles devem desempenhar uma parte muito importante no soar da sétima trombeta (Apocalipse 11). Encaram com seriedade a ordem de Apocalipse 10:11: ‘Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas e reis.’ – Almeida, antiga.” – LES892, p. 155 e 156.
Referências
Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.
SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary.
White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .
Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.
White, Ellen G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
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Texto bíblico: APOCALIPSE 9 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 9 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/9
Enquanto Apocalipse 6 descreve os juízos de Deus sobre os rebeldes dentro de Seu reino, as sete trombetas (Ap 8:7-13; 9:1-21; 11:15-17) descrevem o julgamento divino sobre os opressores de Seu povo. O pano de fundo das sete trombetas é o texto de Números 10:8-10. O soar das trombetas lembrava os Israelitas de que Deus os salvaria de seus inimigos. A cena introdutória para o soar das sete trombetas (Apocalipse 8:1-6) focaliza a intercessão de Cristo no Céu e enfatiza o cuidado divino por Seu povo. Mesmo sendo afligidos pelos inimigos, o Senhor ouve a oração de Seus filhos e age para protegê-los e livrá-los.
A sexta trombeta (v. 13-21) está ligada ao contexto da descrição dos 144.000 (Ap 7:1-3). Mencionam-se os quatro anjos e as ações de segurar e soltar. De um lado, os salvos são contados; do outro, os inimigos de Deus são contados. A expressão “eu ouvi o seu número” aparece em ambos os textos. Assim, a sexta trombeta mostra o tempo em que o selamento mencionado em Apocalipse 7 acontece. Enquanto a descrição dos 144.000 mostra seu status diante de Deus, os próximos dois capítulos (Ap. 8 e 9) mostram o que o povo escolhido estará realizando nos últimos momentos da história do mundo.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/9
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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429 palavras
A quinta trombeta usa a imagem de um ataque demoníaco para demonstrar o poder torturante de Satanás na vida dos maus (5, 6), mas também sua impotência diante do fiel povo de Deus (v. 4). Esta seção pode simbolizar a realidade e as consequências espirituais do secularismo e do ceticismo evolucionista, que vêm se tornando cada vez mais dominantes desde o século 19. Ela também é interpretada como o impacto político e militar de não cristãos militantes sobre o cristianismo apóstata. Bíblia de Estudo Andrews.
Vários comentaristas identificam a quinta e a sexta trombetas com os ataques dos sarracenos e turcos. Argumentam que as guerras entre os persas, liderados por Cosroe II (590-628 d.C.), e os romanos, sob Heráclio I (610-641), enfraqueceram os dois impérios, preparando o caminho para a conquista muçulmana. Sugerem que a chave foi a queda de Cosroe, cuja retirada do trono e assassinato, em 628, marcou o fim do império persa e abriu espaço para o avanço das forças árabes. CBASD, vol. 7, p. 875.
1 estrela caída. Referência à estrela da terceira trombeta (8:10). Os acontecimentos da quinta trombeta são consequências da primeira. Bíblia de Estudo Andrews.
A estrela descrita aqui não é vista caindo, como na terceira trombeta (Ap 8:10), mas já e mostrada caída na Terra. A figura de uma estrela caída do céu também ocorre na literatura apocalíptica judaica para descrever Satanás [citação omitida]. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 875.
foi-lhe dada. Passivo divino: a voz passiva expressando ação de Deus. Ele tem controle total desta praga (ver também 9:3, 5). Bíblia de Estudo Andrews.
Isto sugere que o poder representado pela chave não era intrinsecamente dele, mas lhe foi concedido por um poder superior. CBASD, vol. 7, p. 875.
poço do abismo. Onde os demônios são confinados (Lc 8:31). O lugar de onde vêm as bestas (Ap 11:7; 17:8). Bíblia de Estudo Andrews.
Na comparação com os muçulmanos, o escurecimento do sol pode ser compreendido como o obscurecer do cristianismo. Esse foi o efeito da disseminação da religião islâmica. CBASD, vol. 7, p. 875.
2 fumaça […] fornalha. Lembra Sodoma e o Sinai (Gn 19:28; Êx 19:18). Bíblia de Estudo Andrews.
5, 6 cinco meses […] Naqueles dias […] não acharão. Esta praga resulta em tormento psicológico, não físico. Bíblia de Estudo Andrews.
10 cauda. Instrumentos de tortura. Simbolizam os profetas mentirosos de Is 9:15. Satanás usa falsas crenças para atormentar o povo. Bíblia de Estudo Andrews.
11 anjo. Provavelmente Satanás. As ações de Satanás e dos demônios estão sujeitas a limites e ao controle divino. Gafanhotos literais não têm líder (Pv 30:27), portanto os gafanhotos mencionados mencionados aqui têm sentido figurado. Bíblia de Estudo Andrews.
Abadom […] Apoliom. Nomes grego e hebraico que significam “destruidor”. Bíblia de Estudo Andrews.
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“O primeiro ai passou. Eis que, depois destas coisas, vêm ainda dois ais” (v.12).
Ao soar a quinta trombeta, João viu “uma estrela caída do céu na terra” (v.1). Segundo a maioria dos teólogos, a quinta trombeta descreve o surgimento do Islamismo. Sabendo que estrela significa anjo ou mensageiro, esta estrela simboliza um falso mensageiro, neste caso, aplicado a Maomé, último profeta do Islamismo e autor do Alcorão. Segundo os muçulmanos, Maomé recebeu revelações do anjo Gabriel, da parte de Allah (Deus em árabe). Desde então, da Arábia, “o poço do abismo” (v.2), os muçulmanos se espalharam, como gafanhotos (v.3), por todo o Oriente e parte da Europa.
Como já vimos, que em profecia um dia equivale a um ano, os “cinco meses” (v.5) equivalem a 150 anos (30×5=150). Segundo alguns estudiosos, esse período se refere à invasão do Império Otomano no território da Nicomédia, entre 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449. Exatamente no fim dos 150 anos, Constantino XII, imperador grego, chegou ao trono. Seus súditos, os turcos otomanos, simbolizados pelos “gafanhotos” (v.7), foram responsáveis por devastar as províncias do Império Romano do Oriente. Assim passou o primeiro “Ai” (v.12).
“O sexto anjo tocou a trombeta” (v.13) e eis que uma voz vinda do altar de incenso do Santuário Celeste deu uma ordem ao sexto anjo: “Solta os quatro anjos que se encontram atados junto ao grande rio Eufrates” (v.14). Esta profecia tem sido compreendida como uma sequência da anterior. Os quatro anjos soltos se aplicam aos sultanatos da região do Eufrates: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá. E o período de “a hora, o dia, o mês e o ano” (v.15), equivalente a 391 anos e 15 dias, ocorreu de 27 de julho de 1449 à 11 de agosto de 1840, quando o poder otomano foi abatido.
Observem que “aqueles que não foram mortos por esses flagelos” causados pela sexta trombeta, “não se arrependeram das obras de suas mãos” e continuaram adorando “os demônios e os ídolos de ouro, de prata, de cobre, de pedra e de pau, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar” (v.20). Continuaram com suas práticas pagãs, e afeiçoados às suas más obras (v.21). Nós vivemos em um tempo de oportunidade qual nunca houve. A longanimidade de Deus se estende nestes últimos dias como uma das maiores declarações do Seu amor pela humanidade. Que o Senhor não nos encontre com o coração endurecido, mas que às vésperas do tempo de angústia qual nunca houve (Dn.12:1), guardemos firme a confissão de nossa fé e aceitemos a perfeita obra do Espírito Santo em nossa vida:
“Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos Meus estatutos, e guardem os Meus juízos, e os executem; eles serão o Meu povo, e Eu serei o seu Deus” (Ez.11:19-20).
Nosso Pai Celestial, o Senhor nos deixou no livro de Apocalipse a história final deste mundo escrita para os que leem, ouvem e guardam as profecias, a fim de prepará-los para as últimas cenas desta Terra. O grande conflito está se afunilando, e nós queremos estar bem seguros em Ti, pois Tu és o nosso refúgio e fortaleza. Senhor, o nosso eu precisa morrer para que Cristo habite em nós. Estamos cercados por tantas distrações e a impressão que dá é que estamos nos acostumando com este mundo e com defeitos de caráter como se a Tua graça fosse tolerá-los no Céu. Ó, Senhor, não! A Tua graça tem o poder de nos transformar por completo. E no Céu não existirá um só traço imperfeito de caráter. Não nos deixes cair na tentação de acharmos normal conviver com um coração cobiçoso, invejoso, irascível ou qualquer outra raiz de amargura que nos afaste da Tua presença e da presença dos Teus santos anjos! Concede-nos a mente de Cristo, pois Ele Se alegrava com os que se alegravam, chorava com os que choravam, se importava com as necessidades e sensibilidades dos Seus pequeninos irmãos. Precisamos desesperadamente do caráter de Jesus! Socorre-nos, Senhor! Nós clamamos nos méritos e no nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, povo transformado pela graça de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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2678 palavras (inclui texto bíblico)
A 5ª e a 6ª trombetas
9:1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
A quinta trombeta – “Os sarracenos (tropas islamíticas) invadiram a parte oriental do Império Romano (sétimo século).” – LES892, p. 125.
“Ao ser observada no palco da história humana, a quinta trombeta tem sido relacionada com a difusão da fé muçulmana, no sexto século da Era Cristã em diante. Este conceito é apresentado por Uriah Smith em As Profecias do Apocalipse, págs. 139-152; por Stephen N. Haskell, em The Story of the Seer of Patmos, págs, 161-173; por W. A. Spicer, em Beacon Lights of Prophecy, págs. 225-233; e por Roy Allan Anderson, em O Apocalipse Revelado, págs. 103-105.”
Estrela caída do Céu – “Pode referir-se a um falso profeta ou a Satanás.” – LES892, P. 135.
A estrela representaria o islamismo, fator que uniu esses homens do deserto como uma poderosa máquina militar, a qual em poucos anos conquistou a Pérsia, Síria, Egito, África e Espanha. Esses guerreiros converteram com sua guerra santa dois terços dos cristãos da África em muçulmanos. Com seu Alcorão e sua guerra santa exerceram tão grande influência que ameaçaram apagar a luz do Evangelho. Basicamente suas guerras afetaram Roma oriental.” – SRA/EP, p. 139 e 140.
A estrela=uma pessoa – “A devastação sobre a Terra, que João viu como resultado do toque da quinta trombeta, foi muito mais terrível do que aquilo que ele presenciou nas cenas relacionadas com as primeiras quatro trombetas. Mais uma vez precisamos lembrar-nos de que as cenas contempladas pelo profeta são descritas em linguagem simbólica, e não devem receber, portanto, uma interpretação literal. João quer salientar que por trás dos acontecimentos da História está a funesta atividade do diabo e seus anjos.
“Em Apocalipse 9:1 e 2, João declara que viu uma estrela cair do Céu. Ele deduz que a estrela representa uma pessoa a quem foi dada a chave para abrir o poço do abismo.” – LES892, p. 134
Poço do abismo – “As vastas extensões dos desertos da Arábia; ou a habitação de Satanás.” – LES892, p. 136.
“O poço do abismo representaria a vasta região do deserto do Saara, na Arábia, de onde vieram os guerreiros que representam as trombetas. Seria referente à conquista sangrenta do maometismo.” – SRA/EP, p. 139.
“O toque da quinta trombeta desvia a atenção do reino da Natureza para o abismo dos demônios – o poço do abismo. Os juízos proclamados pelas primeiras quatro trombetas foram descrito simbolicamente como calamidades cósmicas. A quinta e a sexta trombetas prevêem ataques satânicos contra professos seguidores de Cristo.
”Os textos que seguem contêm referências ao poço do abismo. … Apoc. 9:1 Apoc. 9:2 Apoc. 9:11 Apoc. 11:7 Apoc. 20:1 e 3.” – LES892, p. 134.
9:2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.
Trevas – “O obscurecimento do sol da cristandade ou as trevas da quinta praga.” – LES892, p. 135.
9:3 Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.
Gafanhotos – “Eles têm sido identificados com a difusão do poder dos árabes muçulmanos. Também podem ser equiparados às hostes da destruição, no Dia do Senhor (Joel 1:6 e 7; 2:4-11).” – LES892, p. 135.
“Os gafanhotos simbolizariam os árabes nômades.” – SRA/EP, p. 139.
9:4 Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus.
Dano aos que não tem o selo – “Sob a quinta trombeta, foi ordenado que as forças da destruição não deviam causar dano aos que tinham o selo de Deus em suas frontes (Apoc. 9:4). Ellen White diz o seguinte quanto ao que acontecerá durante as sete últimas pragas: ‘O povo de Deus não estará livre de sofrimento; mas conquanto perseguidos e angustiados, conquanto suportem privações, e sofram pela falta de alimento, não serão abandonados a perecer.’ – O Grande Conflito, pág. 634.” – LES892, p. 139.
“Através de Apocalipse 9:4 sabemos que durante a quinta trombeta é dada a ordem de proteger os que têm o selo de Deus em sua fronte, o que mostra Deus atuando em favor de Seu remanescente fiel e cumprindo Sua promessa do Salmo 119:165: ‘Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeço.’ “ – SRA/EP, p. 109.
“Os que terão na fronte o selo de Deus no fim do tempo são crentes que permanecem fiéis a Cristo em meio à apostasia. Eles observam o verdadeiro dia de descanso. Em todas as épocas Deus teve pessoas que honraram o sábado do quarto mandamento, recusando a transigir com a grande maioria dos cristãos. Pouco antes de Jesus voltar, aqueles que, por Sua graça, forem vencedores espirituais, serão fiéis observadores do sábado. (Ver Ezeq. 20:12 e 20; Apoc. 14:7, última parte.)” – LES892, p. 139.
9:5 Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
Cinco meses – “Período profético de 27 de julho de 1299 a 27 de julho de 1449.” – LES892, p. 135.
“Os cinco meses proféticos (5 x 30 = 150 dias proféticos), mencionados aqui são 150 anos que começam em 27 de julho de 1200 d.C., com a invasão da Nicomédia pelos otomanos, e terminam em 27 de julho de 1449 d.C. Exerceram tanto poder, que o imperador grego, Constantino, teve que pedir autorização deles para estabelecer seu trono.” – SRA/EP, p. 140.
“Os cinco meses são um importante período profético que estabelece a cronologia profética de modo maravilhoso. Reconhecendo o bem provado princípio em cronologia profética de que um dia representa um ano, temos o seguinte: 5 meses de 30 dias cada, seriam 150 dias. Mas reconhecendo um dia como um ano (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6), este período de 150 dias torna-se de 150 anos literais, tempo esse em que o Império Otomano atormentaria e destruiria os homens. O historiador E. Gibbon diz: ‘Foi a 27 de julho, no ano 1299 da Era Cristã, que Otman invadiu primeiro o território da Nicomédia; e a singular exatidão das datas parece indicar alguma previsão do rápido e destrutivo crescimento do monstro.’…
“Partindo, portanto, dessa data, contamos 150 anos, e isto nos leva a 1449 A. D. Durante esses 150 anos o Império Otomano empenhou-se em quase contínua guerra contra o Império Grego [Império Romano Oriental]. Ele não o conquistou antes de 1449 A.D., quando o último dos imperadores gregos, Constantino [Paleólogo], assumiu o trono, mas somente depois de obter permissão do sultão do Império Otomano! – palpável cumprimento da profecia segundo a qual eles deviam ferir os homens por cinco meses, ou 150 anos. Seu crescente poder agora capacitá-los-ia a ‘matar’ sob a próxima trombeta, o que fizeram até seu declínio.” – O Apocalipse Revelado, p. 105.
9:6 Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
Forças demoníacas – “Nos primeiros seis versículos do capítulo, o apóstolo nos informa da origem da origem e missão das forças que se opõem ao cristianismo. Afinal de contas, elas recebem suas ordens de Satanás. Nos versos 7 a 11, João descreve as forças demoníacas. Sua aparência é grotesca. Têm cabelo comprido, seu aspecto é semelhante a cavalos, parecem ser gafanhotos com caudas de escorpiões, usam coroas de ouro, têm rostos de homem e dentes de leões. Por meio desse simbolismo estranho, João representa eventos bélicos que ocorreriam na História.” –LES892, p. 139.
9:7 A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
9:8 Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.
9:9 Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.
Descrição dos conquistadores – “Notai a acurada descrição desses conquistadores em Apoc. 9:7-9. ‘Os seus rostos eram como rostos de homens’ (Usavam barba). ‘Tinham cabelos como cabelos de mulheres’ (Cabelos longos). Em suas cabeças havia ‘coroas semelhantes a ouro’ (Referência aos turbantes brilhantes que usavam). ‘Seus dentes eram como dentes de leões’ (Guerreiros destemidos). A semelhança dos gafanhotos era como de ‘cavalos aparelhados para a guerra’ (Os cavalos árabes são ainda sinônimo de qualidade entre os entendidos). Quão exata é a Palavra de Deus!” – O Apocalipse Revelado, p. 104.
9:10 Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.
Cinco meses – “Eles deveriam ferir os homens ‘por cinco meses’ (verso 10). Por centenas de anos, as tribos maometanas e tártaras foram divididas em bandos sob líderes distintos, com pouca ou nenhuma organização. Próximo ao século treze, Otman fundou um governo que desde então tem sido conhecido como o Império Otomano. Este se desenvolveu até que se estendeu sobre todas as principais tribos maometanas, consolidando-as numa monarquia.” – O Apocalipse Revelado, p. 104.
9:11 Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
Rei – “Alguns acham que isto se refere a Osmã (ou Otman) I, o tradicional fundador do Império Otomano.” – LES892, p. 136.
Abadom ou Apoliom – “A destruição personificada.” – LES892, p. 136.
9:12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
9:13 O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
A sexta trombeta – “Tropas turcas destroem o Império Romano Oriental (séculos catorze e quinze).” – LES892, p. 125.
9:14 a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates.
Soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates – “Assim como em Apocalipse 7:1-3 os anjos segurariam os ventos, na sexta trombeta estão soltos favorecendo o avanço do Império Otomano. Poder-se-ia interpretar que está falando dos quatro sultões do Império Otomano que exerceram o controle do império.” – SRA/EP, p. 140.
“O toque da sexta trombeta põe em movimento os esquadrões de cavalaria que agora têm permissão para destruir a terça parte dos habitantes da Terra. Com o soar da trombeta, é dada a ordem para soltar os quatro anjos atados junto ao Rio Eufrates. Assim como a quinta trombeta assinalou a soltura dos gafanhotos diabólicos do poço do abismo, a sexta trombeta liberta os quatro anjos para que cumpram sua missão de destruição.
Estas passagens contém referências ao Rio Eufrates. Resuma cada uma das passagens […]
Gen. 15:18
Deut. 11:24
Isa. 8:5-8
Apoc. 16:12-16
“O Rio Eufrates marcava o limite entre Israel e seus principais inimigos. Isaías 8:5-8 retrata a invasão assíria de Judá como grande inundação que se alastrou pelo país com pavorosa intensidade. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. O Eufrates também assinalava os limites orientais do Império Romano. A referência a cavaleiros invasores era um indício de destruição para a Igreja Cristã, visto que ela se volvia para o Estado em busca de amparo e proteção. ” – LES892, p. 140.
Invasão do turcos – “Quando a sexta trombeta soou, João declara que quatro anjos, que estavam presos junto ao Rio Eufrates, foram libertados. Verso 14. Os estudiosos têm entendido esta expressão como se aplicando aos quatro sultanatos principais: Alepo, Icônio, Damasco e Bagdá, que compreendiam o Império Otomano. Eles estavam situados na região do Rio Eufrates. Deviam ser libertados por um período específico: uma hora, um dia, um mês e um ano.” – O Apocalipse Revelado, p. 105 e 106.
“Na profecia bíblica, o Rio Eufrates simboliza a terra do inimigo, a residência do paganismo, um lugar que está que está contaminado espiritualmente, e dominado por forças satânicas. O diabo não está livre para mover esses poderes pagãos à vontade. Ele ainda se acha sujeito à suprema soberania do Senhor.” – LES892, p. 141.
9:15 E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
Hora, Dia, Mês e Ano – “Hora, dia, mês e ano proféticos, seriam 391 anos e 15 dias. O Império Otomano foi estabelecido no dia 27 de julho de 1449. Se lhe acrescentarmos os 391 anos e 15 dias chegaremos a 11 de agosto de 1840. Nesse dia a Turquia aceitou, por meio de seus embaixadores, a proteção das potências aliadas da Europa e se colocou sob a tutela das nações cristãs. O acontecimento se cumpriu com exatidão.” – SRA/EP, p. 140.
“391 anos e quinze dias de tempo profético. ‘Esta supremacia dos maometanos sobre os gregos devia continuar…por trezentos e noventa e um anos e quinze dias. Começando, terminados os cento e cinqüenta anos, em 27 de julho de 1449, o período devia estender-se até 11 de agosto de 1840. A julgar pela maneira como começou a supremacia otomana, que foi por um voluntário reconhecimento por parte do imperador grego de que reinava só com permissão do sultão turco, devíamos naturalmente concluir que a queda ou perda da independência otomana se efetuaria da mesma maneira; que no fim do período indicado, isto é, em 11 de agosto de 1840, o sultão submeteria voluntariamente a sua independência às mãos dos poderes cristãos, justamente como, havia trezentos e noventa e um anos e quinze dias, o tinha recebido das mãos do imperador cristão, Constantino XIII.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 157.” – LES892, p. 142.
“No ano de 1840 outro notável cumprimento da profecia despertou geral interesse. Dois anos antes, Josias Litch, um dos principais ministros que pregavam o segundo advento, publicou uma explicação de Apocalipse 9, predizendo a queda do Império Otomano. Segundo seus cálculos esta potência deveria ser subvertida ‘no ano de 1840, no mês de agosto’; e poucos dias apenas antes de seu cumprimento escreveu: ‘Admitindo que o primeiro período, 150 anos, se cumpriu exatamente antes que Deacozes subisse ao trono com permissão dos turcos, e que os 391 anos, quinze dias, começaram no final do primeiro período, terminará no dia 11 de agosto de 1840, quando se pode esperar seja abatido o poderio otomano em Constantinopla.’ …
‘No mesmo tempo especificado, a Turquia, por intermédio de seus embaixadores, aceitou a proteção das potências aliadas da Europa, e assim se pôs sob a direção de nações cristãs. O acontecimento cumpriu exatamente a predição.” – O Grande Conflito, p. 334.
9:16 O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles.
“’Vinte mil vezes dez milhares‘ (ou 200 milhões) de cavaleiros: Exército inumerável que avançava rapidamente.” – LES892, p. 142.
9:17 E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.
Fogo, Fumaça e Enxofre – “Alguns consideram isto uma representação do uso de fogo de artilharia.” – LES892, p. 142.
9:18 Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
Pragas (ou flagelos) – “Possível ligação com as sete últimas pragas.” – LES892, p. 142.
9:19 Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.
9:20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
Ídolos – “Outra alteração que o papado fez na lei de Deus foi tirar do catecismo o mandamento que proíbe adorar ou reverenciar as imagens (êxodo 20:4-6). Durante a sexta trombeta, junto com uma série de graves pecados, é apresentada a adoração de imagens (Apocalipse 9:20, 21). Deus é muito claro em dizer que não aceita que O adorem por meio de imagens (Isaías 42:8). Por isso é que em Apocalipse 21:8 e 22:15 se diz que os idólatras não se salvarão. Deus é Espírito e só aceita uma adoração espiritual (São João 4:23, 24).” – SRA/EP, p. 107.
9:21 Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.
5ª e 6ª trombetas: Uma analogia – “A quinta e a sexta trombetas predisseram a devastação causada por forças opostas ao cristianismo na Idade Média e no período moderno. Essas forças podem ser consideradas como figura ou analogia das instrumentalidade satânicas que afligirão os seguidores de Cristo antes de Sua Segunda Vinda.” – LES892, p. 142 e 143.
Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-9.html
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APOCALIPSE 9 – Este capítulo refere-se ao cenário das trombetas, representando juízos progressivos de Deus sobre um mundo rebelde. A linguagem apocalíptica aqui tem fortes paralelos com as pragas do Egito (Êxodo) e profecias de Joel 2, ilustrando a natureza simbólica e o impacto espiritual dessas cenas.
O propósito deste capítulo vai além de revelar eventos históricos, ele enfatiza o chamado ao arrependimento diante do juízo divino.
• A mensagem da quinta trombeta (Apocalipse 9:1-11) – O juízo divino revela que quando as pessoas rejeitam a verdade de Deus, acabam caindo em engano e sofrimento espiritual. O tormento aqui simboliza o vazio e a angústia que acompanham a separação de Deus.
• A mensagem da sexta trombeta (Apocalipse 9:12-21) – Assim como Faraó endureceu o coração diante das pragas enviadas por Deus como juízos, muitos continuam rejeitando a Deus no tempo do fim, mesmo em tempo de crise. O verdadeiro problema não é a falta de evidências, mas a recusa em abandonar o pecado.
“A quinta trombeta foi um aviso conforme o fim se aproximava, refletindo a situação deste mundo, que é caracterizada por um aumento na atividade demoníaca. Na quinta trombeta as forças demoníacas estavam bastante ativas, mas seu poder ainda estava limitado e contido por Deus (9:4-6). No entanto, com o toque da sexta trombeta, as forças do mal são liberadas para realizar suas atividades prejudiciais sob a direção de Satanás. A profecia apresenta as pessoas que não têm o selo de Deus como estando indefesas contra os poderes demoníacos. É durante essas intensas atividades satânicas que Deus fez um esforço especial para alcançar os corações humanos por meio da proclamação do evangelho eterno (14:6-13)” (Ranko Stefanovic),
Apocalipse 9 representa um cenário solene de juízos que acompanham a pregação do evangelho e a resistência humana à verdade. Ele nos ensina que:
• O afastamento de Deus leva ao engano e ao tormento espiritual.
• Deus permite juízos para despertar os pecadores, mas nem todos respondem.
• A perversão da religião e a rebelião persistente impedem o arrependimento.
Diante dessas realidades, a mensagem para nós hoje é a necessidade de buscar a Deus antes que seja tarde!
Deus nos chama a permanecer firmes na fé e a fugir dos enganos que obscurecem a verdade. O tempo para arrependimento é agora! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: APOCALIPSE 8 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 8 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/8
Apocalipse 8:1 encerra a série de sete selos do livro. Em seguida, no verso 2, João vê um grupo de sete anjos que se preparam para tocar sete trombetas. Antes que isso aconteça, o profeta é novamente levado a contemplar o santuário celestial, desta vez focalizando o altar de incenso. Para entender a descrição feita em Apocalipse 8:3-6 é necessário lembrar o que acontecia no ritual do santuário terrestre. Esta compreensão é que dá o tom para os eventos descritos pelo soar das sete trombetas entre os capítulos 8 e 9.
O fim das atividades diárias no santuário era anunciado pelo toque de trombetas. O cordeiro do sacrifício contínuo era colocado sobre a grelha, seu sangue aspergido à base do altar e o sacerdote designado se colocava diante do altar de ouro no lugar santo para oferecer incenso. No santuário celestial, após ter feito Seu sacrifício eterno em prol da nossa salvação (Hb 7:27), nosso Sumo-Sacerdote Jesus intercede por nós. Nossas orações sobem como incenso perante o trono (Ap 5:8).
Há um Deus vivo no céu atento para ouvir e responder às suas orações, pelos méritos de Cristo.
Clacir Virmes Jr.
Professor de Novo Testamento
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/8
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara