Reavivados por Sua Palavra


APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
7 de abril de 2025, 0:50
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2232 palavras

[NC: esta compilação precisou ter espaço maior devido à atualidade e importância dos temas abordados neste capítulo. Caso haja pouco tempo para a leitura, recomendamos a leitura dos pontos de maior interesse, voltando a uma leitura mais atenta em ocasião oportuna.]

1-18 Esta passagem acrescenta detalhes ao cap. 12, sobretudo em relação à guerra do tempo do fim (de 12:17). Neste capítulo, o dragão reúne dois de seus aliados para o conflito final. Com o dragão, a besta do mar (uma aparente paródia de Cristo) e a besta da terra (um aparente paródia do Espírito Santo) sugerem uma falsa trindade (16:13, 14) em conspiração para enganar o mundo (13:13, 14). Bíblia de Estudo Andrews.

1-7 Escrita no passado, esta seção conta a história da besta que emerge do mar antes de sua atividade do tempo do fim. Ela surge depois do dragão (Roma imperial) e usurpa a autoridade de Cristo. Os eruditos protestantes ao longo dos séculos têm identificado esta besta com o papado da Idade Média (comparar as descrições com Dn 7:3-7, 25; 8:11-14). Bíblia de Estudo Andrews.

1 nomes de blasfêmia. Um poder religioso em oposição a Deus e a seu povo (ver Dn 7:8, 25). Bíblia de Estudo Andrews.

2 A besta […] leão. Uma imagem mista das quatro bestas de Daniel (Dn 7:4-8). Bíblia de Estudo Andrews.

Deu-lhe […] o seu poder. Embora, em primeiro plano, o dragão represente Satanás, em sentido secundário, ele representa o império romano (ver com [CBASD] de Ap 12:3). O poder que sucedeu o império romano e recebeu do dragão “o seu poder, o seu trono e grande autoridade” é Roma papal. […] Por trás de tudo isso, estava Satanás, que tentava eliminar a igreja verdadeira. Quando ele descobriu que seus esforços para aniquilar os seguidores de Cristo por meio da perseguição não eram bem-sucedidos, alterou suas táticas e tentou seduzir a igreja para longe de Cristo, por meio da criação de um vasto sistema religioso impostor. Em vez de trabalhar diretamente por meio do paganismo, o dragão passou a atuar por trás da fachada de uma organização supostamente cristã, na tentativa de disfarçar sua identidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 904.

Grande autoridade. O papado controlava questões políticas e religiosas, e até mesmo as consciências. CBASD, vol. 7, p. 904.

3 Golpeada. Esta predição foi dramaticamente cumprida em 1798, quando Berthier, à frente do exército francês, entrou em Roma, declarou o fim do domínio político do papado e levou o papa para a França como prisioneiro, onde logo morreu (ver com. [CBASD] de Dn 7:25; ver GC, p. 439. CBASD, vol. 7, p. 904, 905.

Foi curada. Houve, no entanto, um reavivamento gradual do papado nos anos posteriores à Revolução Francesa. ele sofreu um novo revés em 1870, quando os estados papais foram tomados. Um evento significativo ocorreu em 1929, quando o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal ao papa, que recebeu o domínio sobre a cidade do Vaticano, parte de Roma, com cerca de 44 hectares de extensão. Todavia, o profeta previu uma restauração muito maior. Ele viu a ferida completamente curada, como a expressão grega indica. Após a cura, ele viu “os que habitam sobre a terra” adorando a besta (v. 8, GC, 579). Tal acontecimento ainda é futuro. Embora o papado receba honra de alguns grupos, há vastas populações que não lhe rendem nenhuma deferência, mas a profecia indica que isso vai mudar. A besta do v. 11 “faz com que a terra e seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada” (v. 12). CBASD, vol. 7, p. 905.

4 Adoraram o dragão. Adorar a besta corresponde, em realidade, a adorar o dragão, pois a besta não passa de um agente visível do dragão, colocando seus planos em vigor. A era do papado reavivado também será caracterizada por uma atividade mais acentuada do espiritismo. Por trás do espiritismo, Satanás trabalha “com todo engano de injustiça” (2Ts 2:10). Por meio do catolicismo romano, do espiritismo e do protestantismo apostatado, Satanás almeja levar o mundo a adorá-lo. Ele terá êxito sobre a maioria, com exceção de um pequeno remanescente que se recusará a obedecer a suas ordens (Ap 12:17; 13:8). CBASD, vol. 7, p. 905.

Quem […] besta? O contraste deliberado com Cristo é notável, pois o nome Miguel (Cristo, 12:7) significa “Quem é como Deus?”. Bíblia de Estudo Andrews.

Pode pelejar. A resistência às ordens da besta significa guerra. A sugestão é de que ela governa à força de armas e que resistir é inútil. No final, Cristo e Seu exército celestial terão sucesso na batalha contra a besta e a lançarão viva “dentro do lago de fogo que arde com enxofre” (Ap 19:20). CBASD, vol. 7, p. 905.

Blasfêmias. As blasfêmias são detalhadas no v. 6. CBASD, vol. 7, p. 905.

6 Difamar o nome. Por assumir títulos divinos (ver com. [CBASD] de Dn 7:25). CBASD, vol. 7, p. 906.

O tabernáculo. Este é o segundo alvo de sua blasfêmia. Esse poder pretende estabelecer seu templo na Terra e, por isso, afasta a atenção das pessoas do santuário celestial, o “verdadeiro tabernáculo”, onde Jesus ministra como sumo sacerdote (Hb 8:1, 2). Ele tenta obscurecer a obra de Cristo no santuário celestial (ver com. [CBASD] de Dn 8:11; cf. v. 12, 13). O ministério do sacrifício de Cristo é menosprezado, e o sacrifício da missa na Terra o substitui. CBASD, vol. 7, p. 906.

Os que habitam no céu. O terceiro aspecto blasfemo do poder papal afeta os habitantes celestiais. É provável que a referência seja aos membros da Divindade e Seus associados no serviço à humanidade pecadora. Em parte, isso se cumpriu na reivindicação católica romana de perdoar pecados e também em conferir a Maria poderes e virtudes que só se aplicam a Cristo. Assim, a mente das pessoas se afasta da obra de mediação realizada por Jesus e se concentra no confessionário terreno. CBASD, vol. 7, p. 906.

8 foi morto desde a fundação do mundo. A decisão de que Cristo morreria pela raça culpada foi tomada entes da criação do mundo e confirmada por ocasião da queda do ser humano (ver PP, 66, 64). Nesse sentido, Ele foi morto desde a fundação do mundo. CBASD, vol. 7, p. 906.

A dor da cruz está no coração de Deus desde o princípio. Bíblia de Estudo Andrews.

10 Leva para cativeiro. A captura e o exílio do papa, em 1798, podem ser considerados um cumprimento parcial desta profecia. CBASD, vol. 7, p. 906, 907.

11 Outra besta. A segunda besta atua em colaboração com a primeira. CBASD, vol. 7, p. 907.

Escrito no tempo verbal passado, este versículo conta a curta história da besta que emerge da terra para sua atividade no fim do tempo. De início, parodia a obra do Espírito Santo e, mais tarde, se torna o falso profeta de 16:13. A linguagem simbólica positiva no início (“parecendo cordeiro”) e a clara ligação com 12:16 (“a terra abriu a boca”) sugerem a muitos intérpretes que a descrição desta besta é uma referência aos Estados Unidos da América, nação protestante com influência religiosa. As outras 298 referências a “cordeiro” no Apocalipse aludem a Cristo.  Bíblia de Estudo Andrews.

Da terra. Uma vez que “mar” representa povos e nações (ver com. [CBASD] de Ap 13:1; 17:1, 2, 8), pode-se presumir que “terra” simboliza uma região pouco povoada. A nação assim designada não surgiria por meio da guerra, conquista e ocupação, mas se desenvolveria e chegaria à grandeza em uma região pouco povoada. Os comentaristas adventistas veem nesta segunda besta um símbolo dos Estados Unidos da América. Esse poder cumpre de maneira clara as especificações da profecia. Quando a primeira besta foi para o cativeiro, em 1798 (ver com. [CBASD] de Ap 13:10), os Estados Unidos cresciam em importância e poder. A nação surgiu não no velho mundo, densamente povoado, mas no novo mundo, que ainda contava, relativamente, com poucos habitantes (ver GC, 439-441). CBASD, vol. 7, p. 907.

Dois chifres. Eles podem ser interpretados como representantes de duas características notáveis do sistema de governo norte-americano: a liberdade civil e religiosa, ambas garantidas pela Constituição dos Estados Unidos. A liberdade civil encontrou sua expressão na forma republicana de governo e a liberdade religiosa, no protestantismo. CBASD, vol. 7, p. 907.

Cordeiro.Essa besta com chifres de cordeiro simboliza uma nação que, no início de sua história, não tinha tais aspirações. A principal preocupação dos colonos britânicos no novo mundo era viver em paz, colocar em ordem a própria vida e prover refúgio para os oprimidos de tantas nações. CBASD, vol. 7, p. 907.

como dragão. As ações posteriores desta besta não são positivas, contrastando com as qualidades anteriores, de semelhança com um cordeiro. Bíblia de Estudo Andrews.

Há uma contradição surpreendente entre a aparência e as ações da besta. Sua aparência é pacífica e inofensiva, mas seus atos são perseguidores e cruéis (v. 12-18). Quando a profecia é aplciada aos Estados Unidos, fica evidente que seu cumprimento ainda está no futuro. O país mantém os princípios de liberdade garantidos pela constituição. A forma que ocorrerá a mudança é apresentada na profecia: ela estará ligada à crise final, pouco antes do momento em que “o reino do mundo se [tornar] de nosso Senhor e do Seu Cristo” (Ap 11:15; cf. Sl 2:2; Dn 2:44; 7:14, 27. CBASD, vol. 7, p. 907, 908.

12 Exerce […] primeira besta. A besta do mar é reativada para os eventos finais, mas a besta da terra, um aparente terceiro elemento na falsa trindade do tempo do fim, assume um papel visível de liderança em seu lugar (ver 16:13, 14). Bíblia de Estudo Andrews.

Autoridade. Para que a segunda besta exerça toda a autoridade da primeira, será necessário entrar na esfera da religião e tentar dominar a experiência de adoração. Um passo como esse significa para os Estados Unidos uma completa inversão da política de total liberdade religiosa, mas isso é o que está predito aqui (ver T5, 451). Se dúvida, a mudança política começará de maneira discreta. Várias tentativas já foram feitas de aprovar leis rígidas prevendo a reserva do domingo como dia de descanso religioso. […] Por mais inocente que pareça, qualquer tentativa de regular por lei um dia religioso viola o princípio fundamental da liberdade. Essa profecia prediz que o domingo, uma instituição do papado (ver com. [CBASD] de Dn 7:25), será imposto por lei sob ameaça de sanção econômica e medidas piores para aqueles que guardam o sábado (ver Ap 13:12-18; cf. p. 1092 [CBASD]; T1, 353, 354; GC, 604, 605. CBASD, vol. 7, p. 908.

sinais. Este poder terreno realiza milagres convincentes que demonstram autoridade. Bíblia de Estudo Andrews.

fogo do céu. Talvez seja uma semelhança intencional com o papel do Espírito Santo nas línguas de fogo do Pentecostes (At 2), algo tão impressionante e convincente quanto o fogo de Elias no Monte Carmelo (1Rs 18). Bíblia de Estudo Andrews.

14 Seduz. No preparo para o Armagedom, “espíritos de demônios, operadores de sinais” se dirigirão “aos reis do mundo inteiro” (Ap 16:14). Em geral, a mente pragmática moderna resiste a acreditar em milagres. O que algumas pessoas chamam de milagres, os céticos atribuem a mudança de circunstâncias, truques ou fraudes. A ciência não inclui o sobrenatural em sua visão do mundo físico. Satanás se agrada da descrença em relação aos milagres. Ela contribui para seu propósito de enganar.. O profeta revela que, quando chegar o tempo, ele usará seu poder sobrenatural para enganar (Ap 13:13, 14). […] As pessoas, incapazes de explicar os milagres de Satanás, os atribuirão ao poder de Deus. CBASD, vol. 7, p. 909.

16 marca. A falsificação do selo de Deus, que o mandamento do sábado representa (Êx 20:8-11). No cerne das alianças antigas havia um selo contendo o nome, o título e a fonte da autoridade daquele que firmava o concerto. O mandamento do sábado desempenha esse papel nos dez mandamentos (ver nota [nesta referência] sobre 11:19). Bíblia de Estudo Andrews.

Mão direita […] fronte. A marca indicará que influencia não só a ação (a mão), mas também a crença (a fronte). A expressão também pode designar duas classes: aqueles que se submetem aos decretos da besta por conveniência e os que o fazem por convicção pessoal. CBASD, vol. 7, p. 910.

18 Aqui está a sabedoria. A sabedoria elogiada aqui é a mesma a que Paulo se refere (Ef 1:17). Somente mediante a iluminação divina os seres humanos podem compreender os mistérios da Palavra de Deus (ver com. [CBASD] de 1Co 2:14). CBASD, vol. 7, p. 910.

Número da besta. É importante observar que a besta já foi identificada de maneira conclusiva (ver com. [CBASD] dos v. 1-10). O número proporciona evidências confirmatórias disso. Desde os primórdios do cristianismo, há grande discussão quanto ao significado de 666. Um dos primeiros a escrever sobre o assunto foi Irineu (c. 130-202 d.C.). Ele identificou a besta como o anticristo e acreditava que o valor numérico das letras de seu nome somaria 666. […] Ao mesmo tempo advertiu: “Portanto é mais garantido e menos perigoso aguardar o cumprimento da profecia do que fazer suposições e especular nomes, uma vez que muitos nomes se encaixam no número mencionado” (Contra heresias, v. 30.3; ANF, vol. 1, p. 559). […] Uma interpretação que ganhou força no período subsequente à Reforma é que 666 significa Vicarius Filii Dei, expressão que significa “Substituto do Filho de Deus”, título que seria atribuído ao papa. O valor numérico das letras que compõem o título soma 666. Essa interpretação se baseia na identificação do papa como o anticristo, um conceito histórico da reforma. O principal expoente desta visão foi Andreas Helwig (c. 1572-1643; ver L. E. Froom, The Profetic Faith of Our Fathers, vol. 2, p. 605-608). Muitos, desde então, adotaram a interpretação. Este Comentário identifica a besta como o papado; mas ao mesmo tempo, reconhece, que o número 666 deve ter mais implicações do que o indicado por essa interpretação popular. CBASD, vol. 7, p. 910, 911.

seiscentos e sessenta e seis. O número de Deus no Apocalipse é sete; portanto, múltiplos do número seis podem representar e enfatizar a falsificação e o engano (ver notas [desta referência] sobre v. 1-17; observar o seis e seus múltiplos em Dn 3:1). Bíblia de Estudo Andrews.

Número de homem.  A besta representa uma organização humana. CBASD, vol. 7, p. 911.



Apocalipse 13 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
7 de abril de 2025, 0:45
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Ontem estudamos sobre o grande conflito que começou no Céu e se estendeu para a Terra, quando Satanás lançaria a sua ira contra a igreja de Deus. O capítulo treze apresenta os dois poderes que, aliados ao dragão, irão se unir com o objetivo de dizimar o povo de Deus da Terra. Besta ou animal, em profecia, significa “reino ou poder” (Dn.7:17). Portanto, a besta que emerge do mar e a besta que emerge da terra são dois poderes diferentes, mas que, unidos, se tornarão potencialmente perigosos, principalmente no desfecho da história deste mundo.

Existe uma associação inconfundível entre este capítulo e Daniel capítulo sete. Ambos apresentam uma sequência de animais e destacam a figura de uma besta ou animal “terrível e espantoso” (Dn.7:7). Esses animais, na sequência da profecia de Daniel, bem como na estátua do sonho do rei Nabucodonosor, representam, respectivamente: Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma. Mas de todos estes impérios, o último, descrito como um animal medonho, deixaria registrado na história um reinado de medo e descaso para com a Palavra de Deus. João, por sua vez, viu uma besta que saiu do mar. Ou seja, uma besta que surgiria de “povos, multidões, nações e línguas” (Ap.17:15). Observem que João apresentou um regresso histórico, uma ordem contrária dos animais citados por Daniel (v.2), corroborando com o fiel cumprimento da profecia referente aos reinos que já haviam passado.

Findo o período da supremacia política dos impérios, Roma passou a reger as nações através do poder político e religioso do papa. Considerado líder supremo, o pontífice tornou-se a figura mais importante do globo e sua palavra passou a ter vigor em todas as esferas da sociedade. Existem diversas semelhanças entre o chifre pequeno da profecia de Daniel e a besta que emerge do mar. Ambos, portanto, representam o mesmo poder: Roma Papal. Vimos que este tempo de apogeu durou “quarenta e dois meses” (v.5), 1260 anos, tendo o seu fim em 1798 com a prisão do papa Pio VI. A profecia apresenta, porém, um período no futuro em que este poder recobraria as suas forças, quando diz: “essa ferida mortal foi curada; e toda a terra se maravilhou, seguindo a besta” (v.3). Ou seja, Roma Papal reassumirá o controle do poder civil e religioso e revelará ao mundo um discurso que atrairá multidões, “aqueles cujos nomes não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (v.8). Será que o cenário mundial atual já não revela indícios suficientes de que esta profecia já está se cumprindo?

A besta que surge da terra, ao contrário de mar, representa um poder que surge de um lugar deserto ou pouco povoado. Fugindo da perseguição, muitos cristãos desbravaram os mares à procura de viver com liberdade a sua crença. Foi assim que surgiu a nação dos Estados Unidos da América, com seus ideais protestantes de liberdade civil e religiosa. Como os “dois chifres” não possuem coroas ou diademas como na descrição da besta anterior, eles não se referem a reinos, mas podem se referir a esses dois ideais de liberdade, já que parece um cordeiro, isto é, aparenta ser uma nação cristã, mas que no fim revelará a sua verdadeira face, “como dragão” (v.11). Há alguns anos, seria impossível fazer qualquer ligação ou conexão entre a nação norte-americana e o Vaticano. Hoje, vemos que as relações estão cada vez mais estreitas e que as portas estão sendo abertas para um diálogo cada vez mais amistoso e uma associação cada vez mais íntima.

A besta que sobe do mar representa as duas fases de Roma: pagã e papal. Partindo do princípio de que ela emerge do meio de povos e nações, as sete cabeças representam os seguintes reinos: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma pagã e Roma Papal; os povos que representam os piores inimigos do povo de Deus ao longo da história. A profecia indica que Roma adquiriu características peculiares de alguns desses povos: da Grécia (leopardo) a semelhança no sistema religioso de culto a imagens e invocação de santos; da Medo-Pérsia (urso), a instituição do domingo como dia de guarda, pois os persas dedicavam o primeiro dia da semana como um dia de culto ao deus Sol; e da Babilônia (leão), Roma copiou a soberba, o orgulho e o descaso para com a Lei de Deus (Is.13:11; Is.14:10-14).

O início da cura da ferida mortal se deu no ano de 1929, quando Benito Mussolini assinou uma concordata concedendo ao papado 44 hectares de terra, que, mais tarde, se tornaria o menor país do mundo, o Estado do Vaticano. A partir daí, os pontífices voltaram a ter um prestígio que só vem crescendo, e a nação norte-americana aclamada como grande potência mundial, mostrando que caminha para dar as mãos à primeira besta. Logo, nos será tolhida a liberdade de crença, a liberdade econômica (v.17) e até o direito fundamental de ir e vir; além do inevitável decreto de morte a todos os que se recusarem a adorar “a imagem da besta” (v.15).

Uma marca será imposta “a todos […], sobre a mão direita ou sobre a fronte” (v.16). Uma contrafação ao que o Senhor determinou para o Seu povo (Dt.6:8), que é “a perseverança e a fidelidade dos santos” (v.10). Como está escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap.14:12). Será, portanto, uma questão de decisão voluntária em obedecer os mandamentos de Deus ou mandamentos de homens. A necessidade atual é de cristãos que reconheçam a sua incapacidade de enfrentar a grande prova final e, como Jacó, agarrem-se firmemente à destra da Onipotência até que do alto sejam revestidos de poder.

A compreensão dos símbolos de Apocalipse, porém, não pode ser maior do que o desejo por conhecer Aquele a quem este livro revela: Jesus Cristo. Pois “a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). A grande controvérsia final é uma guerra entre verdadeiros adoradores e falsos adoradores, e “o número da besta” (v.18) é a representação de uma falsa adoração. Enquanto o número sete significa perfeição e aponta para o Criador, o número seis é considerado número de homem e na antiga Babilônia era usado para definir a hierarquia das divindades pagãs (6 = deus menor; 60 = deus maior; 600 = todos os deuses). Portanto, o número da besta não aponta simplesmente para um indivíduo, mas para um sistema de falsa adoração.

A questão é: De que lado estamos hoje? Logo as restrições que serão impostas “para que ninguém possa comprar ou vender” (v.17) serão tão reais quanto o foi na época da pandemia, por exemplo. Se antes de 2020 eu tivesse dito a vocês que logo todos seríamos obrigados a usar máscaras, e que as maiores cidades do mundo obrigariam seus cidadãos a ficar dentro de casa e que fechariam suas fronteiras, provavelmente arrancaria alguns risos de uns e escárnios de outros. Mas tudo isso aconteceu como um lembrete bem claro de que as profecias bíblicas que apontam para o desfecho do grande conflito entre o bem e o mal “são fiéis e verdadeiras” (Ap.22:6).

Lembrem-se, amados: “Bem-aventurados aqueles que leem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e guardam as coisas nela escritas, pois o tempo está próximo” (Ap.1:3).

Senhor, nosso Deus, muitas têm sido as lutas que enfrentamos diante de um tempo sobremodo solene. Há um inimigo ao nosso redor e a nossa única segurança está em nos apegarmos à Tua Palavra enquanto prosseguimos para o alvo olhando para Cristo. Por isso, clamamos a Ti, Pai, pelo batismo do Espírito Santo! Purifica o nosso coração e concede-nos a mente de Cristo, completamente dependente de Ti. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, verdadeiros adoradores!

Rosana Garcia Barros

#Apocalipse13 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
7 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 13 – A continuação da perseguição apresentada em Apocalipse 12 é revelada aqui; agora, com foco nos poderes que atuam contra a verdade bíblica.

• A besta que sobe do mar (Apocalipse 13:1-10) – Um poder religioso que governa por 1260 anos e persegue aos fiéis servos de Deus.

O fato da besta ter subido do mar representa um poder que surge em meio a povos e nações (Apocalipse 17:15). Suas sete cabeças e dez chifres simbolizam a continuidade histórica dos poderes humanos (Daniel 7), confirmados pela aparência de leopardo, urso e leão, mostrando que essa besta herda suas características.

O Dragão/Satanás (Apocalipse 12:9) usou o Império Romano pagão para preparar o caminho para a supremacia papal: A primeira besta, a qual recebe autoridade por 42 meses proféticos/1260 anos e persegue o povo de Deus. O período de 538 a 1798 corresponde à era medieval, quando o papado dominou a Europa e perseguiu quem se opusesse às suas doutrinas. Apocalipse 13:10 cumpriu-se quando o general francês Berthier prendeu o Papa Pio VI, encerrando temporariamente o poder papal.

Esse evento marcou “a ferida mortal” da besta, que mais tarde será plenamente curada.

• A besta que sobe da terra (Apocalipse 13:11-18) – Um poder emergente que apoia a primeira besta e impõe sua autoridade sobre o mundo.

Esse poder surge da terra, um território menos habitado, que progressivamente torna-se aliado da primeira na opressão dos fiéis. A terra que ajudou a mulher (Apocalipse 12:16) impedindo que o dragão destruísse totalmente o povo de Deus, irá aliar-se ao sistema papal.

Os Estados Unidos foi o país que proporcionou liberdade religiosa e tornou-se refúgio aos cristãos perseguidos. Os dois chifres como cordeiro (Apocalipse 13:11) representa seus dois pilares fundamentais: Liberdade Civil e Liberdade Religiosa. Porém, depois falará como Dragão, e fará com que o mundo adore a primeira besta.

Os EUA exercerão um papel central na imposição de um sistema de adoração que reflete o poder da primeira besta. Acontecerá a união entre Igreja e Estado, resultando na imposição do sinal da besta – a falsa adoração.

Assim, Apocalipse 13 representa uma batalha espiritual intensa no tempo do fim, onde dois poderes – o papado e os EUA – desempenharão um papel decisivo de um sistema de adoração contrário à Bíblia.

Fiquemos alerta! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 13 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
7 de abril de 2025, 0:30
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8447 palavras (inclui texto bíblico e referências)

As bestas que emergem do mar e da terra – o número 666

“Apocalipse 13 fala de forças satânicas que estão tentando obter a adesão de todo ser vivente. A decisão de cada pessoa determinará o seu destino eterno. Cristo assegura a Seu povo o vigilante cuidado e a aprovação divina. A fidelidade dos seguidores de Cristo em resistir à tirania de Satanás será reconhecida e recompensada pelo Céu.

“O Apocalipse deixa claro que há dois poderes no Planeta, cada um com um plano específico para unir a raça humana. Esses dois planos globais ou projetos são essencialmente incompatíveis um em relação ao outro, de tal forma que um tem de eliminar o outro.” – LES963, lição 8, p. 5A.

“Os capítulos 13 e 14 confrontam duas grande questões: 1) O capítulo 13 retrata a atuação do diabo por meio de poderes terrestres para exigir a nossa ‘adoração’. O capítulo 14 apresenta o convite de Deus para que ‘adoremos’ só a Ele. A questão correlata, tanto no capítulo 13 como no capítulo 14, é a quem prestará a humanidade total lealdade, mesmo em face da morte.

”…Os capítulos 13 e14 são o coração do livro do Apocalipse.

“…Uma advertência para todos. O objetivo de nosso estudo não é condenar ou difamar alguma pessoa ou organização religiosa. O propósito é chamar a atenção de todos para a importância de descobrir a verdade, e de submeter-se ao Senhor. Precisamos estar certos de que os nossos nomes se encontram no ‘livro da vida’. Nossa fé tem de ser suficientemente forte para evitarmos a blasfêmia contra Deus e o sistema de tirania que logo encherá a Terra.

Quem é o verdadeiro inimigo? Fomos advertidos: ‘O diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.’ Apoc. 12:12.” – LES893, p. 30.

13:1 Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas [coroas], e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia.

Vi subir do mar – “O texto grego favorece a versão: ‘E ele se pôs em pé …’ A ideia é que o dragão, o qual acabou de ser apresentado pelejando contra o remanescente, ficou em pé na praia, esperando que surgisse essa nova besta que ele investiria de seu poder e autoridade (verso 2).

“A besta do verso 1 surge onde há multidões de pessoas. A besta ‘parecendo cordeiro’ … surge onde a população é mais esparsa.” – LES893, p. 30.

Sete cabeças – “Em nosso estudo do capítulo 12, verificamos que o dragão representa primariamente a Satanás, e secundariamente o Império Romano, o qual foi usado por Satanás para perseguir a Cristo. (Ver Apoc. 12:4 e 9.) Alguns comentaristas consideram as sete cabeças como sete poderes que combateram a verdade e o povo de Deus: Egito (Êxo. 5 a 14); Assíria (II Reis 17:1-8); Babilônia (Dan. 7:4); Média-Pérsia (Dan. 7:5); Grécia (Dan. 7:6); Roma pagã (Dan. 7:7) e Roma papal (Dan. 7:8, 21, 24 e 25). A opinião corrente é que as sete cabeças do dragão são as mesmas sete cabeças da besta semelhante a leopardo (capítulo 13) e da besta escarlate do capítulo 17.” – LES893, p. 31.

Os dez chifres – “O Império Romano do tempo de João dividiu-se mais tarde. A comparação com Daniel 7:7, 8 e 24 denota que os dez chifres das três bestas do Apocalipse (12, 13 e 17) representam as divisões nacionais em que se fragmentou o Império Romano.” – LES892, p. 32.

13:2 E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade.

Leopardo/urso/leão – “Visto que a besta semelhante a leopardo tem certas peculiaridades dos três animais de Daniel 7 (o leão, o urso e o leopardo), o poder representado por ela possuiria características que se destacaram nos reinos de Babilônia, Pérsia e Grécia (SDABC, vol. 7, pág. 817). ” – LES893, p. 32.

O dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade – “Historicamente há só um poder que recebeu a sede e a autoridade da Roma dos Césares., tal como havia sido profetizado, e este poder é Roma papal.” – SRA/EP, p. 101.

“No capítulo 13 (versos 1-10), descreve-se a besta ‘semelhante ao leopardo’, à qual o dragão deu ‘seu poder, o seu trono, e grande poderio’. Este símbolo, como a maioria dos protestantes tem crido, representa o papado, que se sucedeu no poder, trono e poderio uma vez mantidos pelo antigo Império Romano… . [Citação de Apoc. 13:5-7] Esta profecia, que é quase idêntica à descrição da ponta pequena de Daniel 7, refere-se inquestionavelmente ao papado.” – O Grande Conflito, p. 438.

“No século sexto tornou-se o papado firmemente estabelecido. Fixou-se a sede de seu poderio na cidade imperial e declarou-se ser o bispo de Roma a cabeça de toda a Igreja. O paganismo cedera lugar ao papado.” – O Grande Conflito, p. 52.

Ver Apêndice: “Um Sistema de apostasia religiosa”.

A questão é a lealdade a Deus. Três passagens bíblicas retratam o mesmo poder: o anticristo. São as que tratam da ‘ponta pequena’ (Daniel 7:25), da besta semelhante a leopardo’ (Apoc. 13:1-10) e do ‘homem do pecado’ (II Tess. 2:1-8).

“Um ponto no simbolismo de cada uma dessas profecias é muito importante para o estudo desta lição a saber: a alteração dos Dez mandamentos e a instituição da observância do domingo. Note o seguinte:

“1. A ponta pequena: ‘Cuidará em mudar os tempos e a lei.’ Dan. 7:25.

“2. O homem do pecado (ou da iniquidade): assenta-se no templo de Deus, ‘ostentando-se como se fosse o próprio Deus’ (II Tess. 2:4).

“3. A besta semelhante a leopardo: Impõe a marca ou sinal da besta (Apoc. 13:17; 16:12).

“Foi o papado que cuidou em mudar os Dez Mandamentos introduzindo a observância do domingo em lugar do sábado do sétimo dia. Este ato exalta o papado acima de Deus e o coloca no lugar que pertence ao Senhor. (ver O Grande Conflito, pág. 445.)” – LES893, p. 44.

“A besta semelhante ao leopardo de Apocalipse 13:1-10 representa o papado, tanto em sua fase medieval quanto no final dos tempos.” – LES963, lição 9, p. 2.

13:3 Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta,

Ferida mortal curada  – “No ano 1798, ao terminarem os 1.260 anos de poder perseguidor (538 + 1.260 = 1.798), o general napoleônico Berthier fez uma ferida mortal no papado. Anulou o código de Justiniano, desapropriou o papado dos cinco Estados que este tinha no centro da Itália e tirou-lhe os poderes temporais. A ferida foi tão profunda que parecia que o papado não se recuperaria mais dela. O papa Pio VI foi levado para o cativeiro (Apocalipse 13:10) e seus sucessores se autorecluíram no cativeiro, negando-se a aparecer em público até que se lhes restituíssem os poderes temporais. …

“Em 1929 Benito Mussolini assinou a célebre concordata com o papado, dando-lhe os 44 hectares que hoje constituem o Estado do Vaticano, recuperando-se assim o poder temporal dos papas. Desde aquela época voltaram-se a mostrar-se em público com poder e autoridade crescentes, fazendo viagens e sendo aclamados por multidões, inclusive em países protestantes como os E.E.U.U., em outros do bloco comunista e mesmo das Nações Unidas.” – SRA/EP, p. 103.

“Embora Napoleão negociasse um tratado com o papado em 1801, que deixou o papa na posse de seu principado italiano, o papado foi outra vez malsucedido em 1870, quando o recém-unificado reino da Itália tomou os territórios papais. O papa continuou sendo ‘prisioneiro voluntário do Vaticano’ até 1929, quando um tratado com Mussolini lhe deu hegemonia sobre a cidade do Vaticano, bem como outros direitos. O jornal San Francisco Chronicle noticiou o evento em manchete: ‘Mussolini e Gasparri Assinam Histórico Pacto Romano… Curando Ferida de Muitos Anos.’ – 12 de fevereiro de 1929. Citado em SDA Student’s Source Book, vol. 9, pág. 706.” LES893, p. 38.

Cura completa – “A cura completa da ferida mortal ainda está no futuro.” – LES893, p. 36.

“Houve uma restauração gradual da vida papal nos anos que se seguiram à revolução na França. O papado sofreu novo revés quando em 1870 lhe foram tirados os Estados papais. Em 1929 ocorreu um evento significativo quando o Tratado de Latrão restaurou o poder temporal do papa, o qual recebeu o domínio da Cidade do Vaticano, uma parte da cidade de Roma, medindo cerca de  108,7 acres ou 0,44 km2 de superfície. O profeta previu, porém, uma restauração muito maior. Ele viu a ferida completamente curada, segundo indica o texto grego. Depois dessa cura, ele viu ‘todos os que habitam sobre a Terra’, exceto alguns fiéis, adorando a besta (v. 8; comparar com O Grande Conflito, pág. 584). Isto ainda está no futuro. Embora o papado receba homenagem de certos grupos, vastas populações não lhe mostram deferência. Mas isso irá mudar.” – SDABC, vol. 7, p. 817 e 818, citado em LES893, p. 36.

“Embora os versos 5 e 6 indiquem que a obra blasfema da besta continuaria por 42 meses (ou 1.260 anos), os versos 3 e 4 demonstram que, após a cura da ferida mortal, seria avivado esse processo blasfemador.” – LES893, p. 37.

13:4 e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela?

Quem poderá batalhar com ela? – “Como a besta pode ser vencida. Aí é predita reverência e adoração tanto à besta como ao poder por trás dela. Os seguidores de Cristo que rejeitam essa falsa adoração serão atacados. Mas as palavras de Jesus são muito confortadoras. (ver S. João 16:33.) O segredo da vitória sobre o poder da besta é dado em Apocalipse 22:11. ‘Eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e mesmo em face da morte, não amaram a própria vida.’” – LES893, p. 37.

13:5 Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses.

Blasfêmia – “A palavra grega blasphemia significa ‘calúnia, difamação, linguagem injuriosa’. … Todo indivíduo, exceto os Membros da Divindade, que afirma possuir o poder e o direito de perdoar pecados é blasfemador.” – LES893, p. 33.

“Essencialmente, a blasfêmia envolve a usurpação de poderes divinos. O papado efetua isso por meio de suas afirmações audaciosas de que exerce na terra a autoridade de Deus, como Sua voz infalível, e por intermédio de seu sacerdócio e sacramentos.” – LES893, p. 34 e 35.

“Há algumas ‘arrogâncias’ do papado que para Deus são blasfêmias. Por exemplo: sua pretensão de perdoar pecados. Depois da ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, São Pedro deixou claro que ele (Pedro) não tinha poder para perdoar pecados, que essa é atribuição de Deus (Atos 8:20-23). Evidentemente ele conhecia o princípio bíblico de que só Deus tem poder de perdoar pecados e que, quem pretende fazê-lo, blasfema. (São Marcos 2:7.) Outros exemplos: ao fazer-se chamar ‘Santo Pai’ adotou um nome que corresponde a Deus. Jesus: ‘A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, Aquele que está no Céu’ (São Mateus 23:9). Proclama ser cabeça da igreja, usurpando assim a função de Cristo, que é o cabeça do corpo da Igreja (Efésios 5:23). Também aceita homenagens que na Santa Bíblia são um ato de adoração que corresponde só a Deus. Referimo-nos à prática de ajoelhar-se perante o papa. São Pedro proibiu a Cornélio que o fizesse por considerar-se (Pedro) um mero ser humano (Atos 10:25, 26). Note que o santo anjo de Deus, apesar de ser superior a um santo apóstolo, proibiu a João que se ajoelhasse diante dele, explicando que isso era um ato de adoração que só corresponde praticar perante Deus (Apocalipse 19:10; 22:8, 9). Agora entendemos melhor o que quis dizer São Paulo quando escreveu na Santa Bíblia que ‘o homem da iniqüidade, o filho da perdição,… a ponto de sentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus’. (II Tessalonicenses 2:3, 4.) Por isto é ele o anticristo (ANTICRISTO, quer dizer que se põe no lugar de Cristo, e também se opõe a Cristo).” – SRA/EP, p. 102.

42 meses – “A História demonstra que esses 42 meses proféticos ou 1.260 dias proféticos (1.260 anos literais) começaram no ano 538 quando entrou em vigência o Edito de Justiniano, dando a Roma o poder legal para perseguir e entregar até à pena de morte os cristãos dissidentes. Ao findarem os 1.260 anos, cumpriu-se a outra parte da profecia.” – SRA/EP, p. 101.

“Os 42 meses de Apocalipse 13:5 constituem o mesmo período que ‘um tempo, dois tempos, e metade dum tempo’ de Daniel 7:25. Apocalipse 13:2, 3 e 5 identificam os 42 meses com 1260 dias (ou anos). E os versos 6 e 14 do capítulo 12 identificam os 1.260 dias com ‘um tempo, tempos, e metade de um tempo’. Portanto, os 42 meses são iguais aos três tempos e meio. Este é o período de 1.260 anos da supremacia papal (538 A.D. a 1798 A.D.).

“Por volta de 538 A.D., o papado havia desarraigado as nações de bárbaros conhecidos por Hérulos, Vândalos e Ostrogodos, e atingira uma posição dominante. ‘Só quando foi quebrado o domínio dos godos, pôde o papado ficar livre para desenvolver completamente o seu poder. Em 538, pela primeira vez desde o fim da sucessão imperial do Ocidente, a cidade estava livre do domínio de um rei ariano. Nesse ano, o reino dos ostrogodos recebeu o seu golpe fatal (embora os ostrogodos subsistissem mais alguns anos como um povo). – SDABC, vol. 4, pág. 827. Depois de 538 A.D., o papado continuou a obter poder e popularidade durante séculos.

“Com a chegada da Reforma do século dezesseis, o poder do papado enfraqueceu-se consideravelmente em muitos países europeus. Alguns países rejeitaram a Reforma, retendo a dominância eclesiástica e a influência política papal até o século dezoito. A França foi um desses países. A crescente oposição ao poder da Igreja papal constituiu uma das causas da Revolução Francesa (1789). Em 1798, Berthier desferiu-lhe um golpe de morte ao aprisionar o papa. O papado continuou depois de 1798, mas com poder diminuído. Em 1870, os Estados Papais foram absorvidos pelo reino unido da Itália. O poder temporal do papado chegou ao fim.” – LES893, p. 35 e 36.

13:6 E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu.

Blasfemar do Seu nome – “O próprio poder representa pela besta semelhante a leopardo adotou títulos divinos. (Comparar com II Tess. 2:4.) Historicamente, ele foi responsável pela rejeição do sábado do sétimo dia, o qual chama especialmente a atenção para o nome e autoridade de Deus. (Comparar com Dan. 7:25.) Desde o segundo século Roma tem sido o centro da veneração do domingo. Como Criador, Supremo Governante, e Santificador, Deus tem o direito de receber nossa adoração ao honrarmos o Seu dia sagrado.” – LES893, p. 37.

Blasfemar do tabernáculo – “Desde a ascensão de Cristo tem sido dada muita atenção ao ministério que Deus e Cristo realizam no santuário celestial. (Ver Hebreus 7 a 10.) O ‘sacerdócio de todos os crentes’ é importante e significativo. (ver Apoc. 1:6.) Todo ser humano tem o privilégio de dirigir-se diretamente a Deus e, pela fé no sacrifício todo-suficiente realizado por Cristo, receber perdão e cabal aceitação na família de Deus.

“O poder da besta de Apocalipse 13:1-10 estabeleceu seu próprio ‘templo’ na Terra, e por meio do seu ritual tem procurado desviar a atenção das pessoas das coisas sumamente importantes e vitais que Deus está efetuando no Céu. ‘O ministério celestial do sacrifício de Cristo é menosprezado, sendo substituído pelo sacrifício da missa, na terra.’ – SDABC, vol. 7, pág. 818.” – LES893, p. 37 e 38.

Blasfemar dos que habitam no Céu. “isto certamente se refere à blasfêmia contra os membros da Trindade ou aos anjos que auxiliam os seres humanos. Em certo sentido, constitui uma blasfêmia dizer que estão no Céu determinados seres que não se encontram ali. A adoração dos santos é blasfêmia porque só Deus deve ser adorado. (ver Apoc. 19:10.)” – LES893, p. 38.

“O papa atual ‘defende os ensinos que separaram o protestantismo do catolicismo romano. As principais verdades protestantes de só as Escrituras, só Cristo, só a graça e só a fé ainda são inaceitáveis para Roma e o catolicismo.

“’Em suas mensagens João Paulo II tem reiterado seu forte apego à interpretação das Escrituras pelo magisterium da Igreja, à função intercessora de Maria e dos santos, à transubstanciação, à infalibilidade papal, à função sacramental dos sacerdotes, ao perdão só através do sacramento da penitência, à salvação pela fé mais obras meritórias e às missas pelos mortos. Estes são alguns dos ensinos católicos que João Paulo II encara como não sendo negociáveis.’ – Samuele Bachiochi, Signs of the Times (dezembro de 1987), pág. 21. (Ver O Grande Conflito, pág. 602.)” – LES893, P. 39.

13:7 Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação.

Guerra aos santos – “A História registra abundantes atos sanguinários produzidos pelo poder papal durante os 1.260 anos em que legalmente teve poder de perseguir. Por exemplo, os ciclos de perseguições contra os valdenses, nos vales de Piemonte; a cruel noite de São Bartolomeu, que se prolongou em Paris por sete dias e no país por cerca de dois meses. Pereceram, na ocasião 70.000 pessoas.

“Mas a Inquisição não só foi terrível na França, Espanha e Europa. Chegou a atuar com mão de ferro em lugares distantes como nas colônias americanas. No México e em Lima, Peru, funcionaram tribunais do ‘Sant-Ofício da Inquisição’. Quem vai a Lima pode visitar o Museu da Inquisição, onde se conservam instrumentos de tortura e os arquivos do dito tribunal.” – SRA/EP, p. 102.

13:8 E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.

Escritos ou não no livro da vida – “Ao adorar a besta, também se adora o dragão, do qual é instrumento (Apocalipse 13:4) e de quem recebe seu poder (Apocalipse 13:2). Não estar inscrito no livro da vida, significa estar perdido. Por isso é que nosso Senhor Jesus Cristo disse que por cima de toda alegria deveríamos regozijar-nos porque nossos nomes estão escritos no Céu (São Lucas 10:20).” – SRA/EP, p. 104.

“Nossa relação com Cristo determina a questão.” – LES893, p. 39.

“Os nomes de todos aqueles que uma vez se entregaram a Deus são escritos no livro da vida, e seu caráter está agora sendo examinado perante Ele. Anjos de Deus estão avaliando o valor moral. Observam o desenvolvimento do caráter naqueles que vivem agora, para ver se os seus nomes podem ser retidos no livro da vida. É-nos concedido um tempo de graça para lavarmos e alvejarmos as vestes de nosso caráter no sangue do Cordeiro.” – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol. 7, p. 960, citado em LES893, p. 39. (Ver ainda Heb. 12:23; Luc. 10:20; Apoc. 3:5.)

“O poder representado pela besta semelhante a leopardo, em Apocalipse 13, será o grande inimigo do povo de Deus até que Jesus venha. Mas aqueles cujos nomes permanecerem no livro da vida experimentarão a vitória final e verão a volta e Cristo para levá-los ‘ao lar’.” – LES893, p. 40.

Morto desde a fundação do mundo – “Todo o que se salvar, será salvo por Jesus (São João 14:6). Não houve um plano de redenção para o Antigo Testamento , pois o sacrifício que Jesus faria já estava disponível desde o princípio do mundo. E São Pedro declara que já estava destinado desde antes da fundação do mundo (I São Pedro 1:18-20). …

“Os crentes do Antigo Testamento se salvaram por meio do sangue que Cristo haveria de derramar na Cruz (simbolizado pelo sangue dos sacrifícios desde os dias de Adão, incluindo os serviços do Santuário), e os neotestamentários são salvos pelo mesmo sangue de Cristo que já foi derramado na cruz (Atos 15:10, 11). ‘Porque é impossível que sangue de  touros e bodes remova pecados’ (Hebreus 10:4).” – SRA/EP, p. 30 e 31.

13:9 Se alguém tem ouvidos, ouça.

13:10 Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos.

Ver Apêndice: “Semelhanças entre a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apoc. 13:1-10”.

13:11 E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão

“A segunda metade de Apocalipse 13 prediz os enganos e a perseguição que o povo de Deus enfrentará nos últimos dias. Poder-se-ia esperar que a besta semelhante a leopardo realizasse tal coisa, mas não uma besta ‘parecendo cordeiro’. Isto é surpreendente.” – LES893, p. 43.

Subiu da terra – “A segunda besta de Apocalipse 13 ‘emergiu da terra’. Os quatro animais de Daniel 7 e a primeira besta de Apocalipse 13 emergiram do mar (verso 1). Na profecia bíblica simbólica, o ‘mar’ representa uma região muito povoada. (Ver Apoc. 17:15.) Visto que o mar simboliza os povos e nações do mundo, a terra deve simbolizar uma região relativamente pouco povoada.” LES893, p. 44.

Lugar – “Mas a besta de cornos semelhante aos do cordeiro foi vista a ‘subir da terra’. Em vez de subverter outras potências para estabelecer-se, a nação assim representada deve surgir em território anteriormente desocupado, crescendo gradual e pacificamente. Não poderia, pois, surgir entre as nacionalidades populosas e agitadas do Velho Mundo – esse mar turbulento de ‘povos, e multidões, e nações, e línguas’. Deve ser procurada no Continente Ocidental.” – O Grande Conflito, p. 439.

“Se o mar representa povos e nações (Apoc. 17:15), a terra representa uma região menos povoada. Isto desvia a atenção da Europa para o Novo Mundo.” – LES893, p. 45.

“Sobre a besta que sobe da terra, em Apocalipse 13:11, convém notar: Essa é a única besta das visões apocalípticas que sobe da terra. Temos interpretado a palavra terra nesse texto como região pouco povoada. Isso é verdade, mas observando melhor essa imagem usada por João e procurando um paralelo na Bíblia pode-se chegar a Gênesis 1:24, onde diz que Deus criou bestas e animais fazendo-os sair da terra, pela Sua Palavra.

“Uma besta que brota da terra sugere um ato divino de criação. Foi Deus quem criou essa besta, Lamentavelmente, entretanto, quando ela começou a falar, falou como um dragão. Essa besta se apostatou e se transformou no falso profeta a serviço da besta que surgiu do mar e a serviço do dragão. (Apoc. 16:13). O símbolo representa apropriadamente os Estados Unidos como nação protestante, que surgiu como se fosse por Deus. Desafortunadamente, essa nação protestante se tornou parte de Babilônia, traindo o propósito de sua existência.” – LES963, lição 8, p. 5A.

Parecendo cordeiro – “O Cordeiro representa a Cristo (Apoc. 5:6 e 9). Por causa de sua aceitação do evangelho, os primitivos colonos americanos chegaram a refletir a pureza de Cristo. ‘Seu pequeno Estado [de Roger Williams] – Rhode Island – tornou-se o refúgio dos oprimidos, e cresceu e prosperou até que seus princípios básicos – a liberdade civil e religiosa – se tornaram as pedras angulares da República Americana.’ – Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 295.” – LES963, lição 8, p. 6.

Chifres semelhantes aos de cordeiro – “Nas Escrituras, chifres ou cornos são muitas vezes símbolo de força. (Ver Deut. 33:17; I Sam. 2:1.) Em Daniel e no Apocalipse, os chifres às vezes se referem a nações que emergiram de outras nações. (Ver Dan. 7:8; Apoc. 12:3;17:3.) Evidentemente, em Apocalipse 13:11 eles são usados para representar os dois meios pelos quais é manifestada a força da besta semelhante a um cordeiro. (Comparar com os chifres do Cordeiro em Apocalipse 5:6.) Esses dois chifres não são nações separadas que precederam da besta, mas importantes características da própria besta que a tornam uma nação diferente das outras. Como os chifres são semelhantes aos de um cordeiro, podemos deduzir que representam a força que advém da liberdade civil e religiosa. (Ver O Grande Conflito, pág. 440.)” – LES893, p. 45.

Voz de dragão– “Que contraste entre a aparência da besta e sua maneira de falar! ‘Na aparência ela é delicada e parece ser inofensiva, mas na ação é perseguidora e cruel, segundo revelam os versos 12 a 18.’ – SDABC, vol. 7, pág. 820. Ela fala como o dragão que Apocalipse 12:9 identifica com Satanás.” – LES893, p. 45.

Fala – “A ‘fala’ da nação são os atos de suas autoridades legislativas e judiciárias. Por esses atos desmentirá os princípios liberais e pacíficos que estabeleceu como fundamento de sua política. A predição de falar ‘como o dragão’, e exercer ‘todo o poder da primeira besta’, claramente anuncia o desenvolvimento do espírito de intolerância e perseguição que manifestaram as nações representadas pelo dragão e pela besta semelhante ao leopardo.” – O Grande Conflito, p. 441.

“Uma nação ‘fala’ por meio de suas leis. Nesse país que ama a liberdade serão promulgadas leis perseguidoras. A opressão não parece ser possível numa nação protegida por um documento como a Constituição dos Estados Unidos, com sua Declaração de Direitos. O contraste entre os característicos semelhantes aos de um cordeiro e os semelhantes aos de um dragão é impressionante. A erosão de liberdades civis e religiosas, acompanhada de modificações repentinas, poderá resultar na supressão de liberdades da minoria, por ordem da maioria.

“A profecia indica que leis opressivas não advirão necessariamente de pressões políticas e militares, mas de pressões religiosas, para causar a destruição dos fiéis seguidores de Deus (Apoc. 12:17; 13:11-17).” – LES893, p. 47.

Identificação – “Que nação do Novo Mundo se achava em 1798 ascendendo ao poder, apresentando indícios  de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações desta profecia; esta aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte.” – O Grande Conflito, p. 439.

“Todas as características da segunda besta assinaladas na profecia se cumprem nos Estados Unidos. Surgiram como nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada (na profecia surge da terra e não do mar, o qual em Apocalipse 17:15 simboliza zonas densamente povoadas). Em seu começo fala como cordeiro, belo símbolo de seus ideais de liberdade, porém chegará o momento em que a profecia diz que falaria como dragão.” – SRA/EP, p. 107.

“J. N. Andrews foi o primeiro adventista do sétimo dia a sugerir que essa profecia está sendo cumprida pelos Estados Unidos. Desenvolvendo-se como nação na América do Norte, que então era pouco povoada, os Estados Unidos começaram a ser regidos pela Constituição em 1789 e aceitaram sua Declaração de Direitos em 1791. De governo republicano, sua autoridade está na mão do povo, é um país em que a maioria dos habitantes não adota a religião católica, e sua fonte de poder se encontra na prática da liberdade civil e religiosa – um Estado sem rei;uma Igreja sem papa.” – LES893, p. 46.

“A besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13:11-18) representa o protestantismo apostatado, o qual, em cooperação com o papado, irá provocar o governo dos Estados Unidos para aprovar leis religiosas em oposição às verdades bíblicas.” – LES963, lição 9, p. 2.

13:12 Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada.

Tempo – “Apocalipse 13:12 dá a entender que a segunda besta começou a atuar depois de 1798, quando a primeira besta recebeu a ferida mortal. Que grande nação iniciou sua existência nacional perto do fim do século dezoito, como defensora da liberdade religiosa e política? Visto que a cura da ferida mortal ocorre quando é restaurada a religião papal e restabelecida a união da Igreja e do Estado (verso 12), podemos deduzir que será então que a segunda besta desempenhará seu  principal papel profético” – LES893, p. 45.

Religião – “Essencialmente, não é católica, porque acabará exercendo a autoridade para levar seu povo a adorar a primeira besta (o poder católico). Não precisaria fazer isso se a nação já pertencesse a essa comunidade religiosa (Apoc. 13:12).” – LES893, p. 45.

Cuja ferida mortal fora curada – “As últimas palavras deste versículo revelam a identidade da ‘primeira besta’. É aquela ‘cuja ferida mortal fora curada.’ O poder da besta semelhante a um cordeiro pressiona as pessoas em todas as partes da Terra a adorarem essa besta (Apoc. 13:1-10), cujo poder terá sido restaurado. Visto que a besta semelhante  a leopardo representa Roma papal, a besta semelhante a um cordeiro estará profundamente envolvida em atividade religiosas. Ela imporá supremo respeito por Roma papal e exigirá que todos os habitantes da Terra prestem culto de acordo com os ditames papais.” – LES893, p. 46.

“A profecia aponta aí para a aprovação de alguma medida religiosa cuja observância seria considerada um ato de adoração, pois que o adorador, observando-a, reconhece a autoridade da primeira besta em assuntos de religião.” –SDABC, vol. 7, p. 821, citado em LES893, p. 46.

“A profecia prediz que os Estados Unidos irão finalmente imitar e cooperar com o poder da primeira besta (Apoc. 13:1) para estabelecer uma união entre igreja e Estado que imponha o tipo de culto que caracterizou a igreja medieval da Europa Ocidental. A última frase de Apocalipse 13:12 (‘cuja ferida mortal fora curada’) demonstra que essa segunda besta age depois de 1798, ocasião em que a primeira besta foi mortalmente ferida. A cura maravilhosa ocorre quando a religião papal é restaurada e a união igreja-Estado é restabelecida. Seguramente essa segunda besta vai cumprir o seu papel profético… Ao ‘falar com dragão’ (Apoc. 13:11), a besta que já foi parecida com um cordeiro apóia o culto apóstata, realizando milagres para persuadir a todos para que apoiem e ‘adorem a imagem da besta’ (verso 15). As igrejas apóstatas irão convencer o governo a aprovar leis para reforçar o culto não-bíblico.” – LES963, lição 8, p. 6.

13:13 E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens;

Sinais – “A profecia é clara. Espíritos de demônios dominarão esses poderes [a besta semelhante a leopardo e a besta de dois cornos] e serão a fonte da operação de prodígios. O espiritismo moderno originou-se nos Estados Unidos em 1848, por meio da família de John D. Fox, em Hydesville, Nova Iorque. A partir daí, ele desenvolveu-se cada vez mais até transformar-se num gigantesco movimento mundial.

“’O espiritismo…, que conta centenas de milhares, e na verdade, milhões de adeptos, que teve ingresso nos meios científicos, invadiu igrejas e alcançou favor nas corporações legislativas e mesmo nas cortes reais, esse grande engano – não é senão o reaparecimento, sob novo disfarce, da feitiçaria condenada e proibida na antiguidade.’ – O Grande Conflito, pág. 562.

                “Em anos recentes, o espiritismo tem-se popularizado na América por meio do difundido Movimento da Nova Era – uma mistura de ocultismo ocidental e misticismo oriental. Ele se desenvolveu nos Estados Unidos nas duas ou três últimas décadas. De acordo com a Ênfase mais recente, o médium afirma ser um conduto entre este mundo e o além. O ‘condutor’ declara que algum espírito está transmitindo uma mensagem baseada numa fonte de sabedoria antiga.” – LES893, p. 49

Fogo do céu – “O teste do Monte Carmelo será falsificado. Satanás fará parecer que através de um teste bíblico sua divindade fique comprovada.

“’Sabeis que Satanás virá para enganar, se possível, os próprios escolhidos. Ele alega ser Cristo, e se apresenta, pretendendo ser o grande médico-missionário. Ele fará com que desça fogo do céu à vista dos homens, para provar que é Deus.’ – Ellen G. White, Medicina e Salvação, págs. 87 e 88.

“’Impossível é dar qualquer idéia da experiência do povo de Deus que estiver vivo na Terra quando as tribulações passadas e a glória celestial se mesclarem. Eles andarão à luz procedente do trono de Deus. Haverá, por intermédio dos anjos, constante comunicação entre o Céu e a Terra. E Satanás, rodeado de anjos maus, e pretendendo ser Deus, operará milagres de toda espécie para enganar, se possível os próprios escolhidos. O povo de Deus não encontrará sua segurança na operação de milagres, pois Satanás havia de falsificar qualquer milagre que fosse feito.” – Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, págs. 54 e 55.” – LES963, lição 10, p. 5.

13:14 e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia.

Sinais – tempo – “Precisamos lembrar-nos de que essas formas de engano estão vinculadas às considerações do apóstolo João sobre a formação de uma ‘imagem à besta’ (verso 14, última parte). A segunda besta não impõe a adoração de índole papal até que seja curada a “ferida mortal” (verso 12). A cura dessa ferida resultará na restauração da união da Igreja e do Estado que constituía a fonte da influência papal no período de 538 A.D. a 1798 A.D. Não podemos esperar que os sinais ou milagres mencionados aí ocorram até que tenha sido restaurado o poder da Igreja-Estado.

“Atualmente, estamos vendo, porém, certos acontecimentos que convergem para esse ponto. O Movimento da Nova Era, o misticismo oriental, o espiritismo e o espiritualismo estão contribuindo para levar o mundo à aceitação dos enganos de que fala Apocalipse 13.” – LES893, p. 47 e 48.

Sinais – genuinidade – “Milagres não são prova de genuinidade cristã” – LES893, p. 48.

“Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados por sinais que os agentes têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.” – História da Redenção, p. 395.

“Operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e sinais e maravilhas seguirão aos crentes. Satanás também opera com prodígios de mentiras, fazendo mesmo descer fogo do céu, à vista dos homens. (Apocalipse 13:13.) Assim os habitantes da Terra serão levados a decidir-se.” – O Grande Conflito, p. 617. (Grifo acrescentado.)

“Simples conhecimento da verdade não protege necessariamente a humanidade contra o engano. De acordo com II Tessalonicenses 2:10, os que serão protegidos ‘amam a verdade’.” – LES893, p. 48.

“A teoria da verdade não acompanhada do Espírito Santo, não pode vivificar a alma, nem santificar o coração. Pode estar-se familiarizado com os mandamentos e promessas da Bíblia, mas se o Espírito de Deus não introduzir a verdade no íntimo, o caráter não será transformado. Sem a iluminação do Espírito, os homens não estarão aptos para distinguir a verdade do erro, e serão presas das tentações sutis de Satanás.” – Parábolas de Jesus, p. 408 e 411. (Grifo acrescentado.)

“Fica evidente que poucas vezes Satanás se apresentará abertamente. Sua estratégia mais bem-sucedida consiste em cobrir-se de um manto de piedade, inclusive milagrosa. Devemos cuidar-nos para que não tenha vantagem sobre nós. (Ver II Coríntios 2:11.) …

“Satanás é tão sutil em seus enganos que inclusive é capaz de citar as Santas Escrituras, isolando-as de seu contexto, como fez com Cristo nas tentações do deserto. Porém ali Jesus demonstrou que o correto uso das Escrituras é a arma que nos dará a vitória. Já no Antigo Testamento Deus dizia: ‘À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva’ (Isaías 8:20).” – SRA/EP, p. 26.

“Você se surpreende com a idéia de que Satanás tratará de enganar a respeito da segunda vinda de Cristo? Ele já o fez quando ocorreu o primeiro advento. Apesar de existirem não menos de trezentas profecias do Antigo Testamento sobre a primeira vinda de Cristo, Satanás conseguiu fomentar a ignorância, o erro e o desinteresse, e o povo foi tomado de surpresa, sem se preocupar.” – SRA/EP, p. 39.

Os que habitavam sobre a Terra – “Apocalipse 13:14 deixa claro que a obra da besta semelhante ao cordeiro é mundial. ‘Seduz os habitantes sobre a terra.’ Todas as classes da humanidade ao redor do mundo são confrontadas com a ordem de receber a marca da besta (verso 16).”

Fonte de autoridade – “Forma republicana de governo. Ela pede que seu  povo faça ‘uma imagem à besta’ (Apoc. 13:14.)” – LES893, p. 46.

Que é a imagem da besta? – “A imagem da primeira besta seria uma organização que operasse mais ou menos de acordo com os mesmos princípios que os da organização representada por essa besta. Entre os princípios de acordo com os quais atuava a primeira besta pode ser mencionado o uso do poder secular para apoiar instituições religiosas. Como imitação disso, a segunda besta repudiará seus princípios de liberdade. A Igreja induzirá o Estado a impor os seus dogmas. O Estado e a Igreja se unirão, e o resultado será a perda de liberdade religiosa e a perseguição das minorias dissidentes.” – SDABC, vol. 7, p. 821 e 822, citado em LES893, p. 50.

“União da Igreja e do Estado. A profecia indica claramente que as maravilhas realizadas pelo poder do espiritismo visam a persuadir o povo dos Estados  Unidos a formar uma imagem da besta que representa o papado. A profecia é simbólica, e isso significa que essa nação estabelecerá uma organização semelhante à que constitui o papado. Este, em seu desenvolvimento completo, é a união da Igreja e do Estado. Mesmo em sua forma reduzida, o papa continua a ser reconhecido como chefe de Estado e como dirigente religioso do catolicismo romano.

“A profecia predisse a confederação de três forças poderosas, a qual fará com que seja estabelecida nos Estados Unidos uma união da Igreja com o Estado, que resultará nas últimas perseguições. Outras nações do mundo seguirão o seu exemplo. Dois erros espirituais tornam essa união um movimento natural: a imortalidade da alma e a santidade do domingo. (Ver O Grande Conflito, pág. 592.)” – LES893, p. 51.

Ver Apêndice: “Os perigos da união da Igreja e do Estado”.

13:15 Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.

A fala da imagem da besta – “O profeta fala em nome de outra autoridade. Assim, a profecia prediz um tempo em que influências religiosas nos Estados Unidos impelirão suas legislaturas a ‘falarem’ em defesa do papado e promoverem seus interesses. Por muitos anos temos visto indicações dessa espécie de cooperação. Quando isso se cumprir plenamente, a América protestante mostrar-se-á infiel ao seu encargo e poderá ser considerada apropriadamente como ‘falso profeta’.” – LES893, p. 49.

Adoração à imagem da besta – “O livro do Apocalipse, de modo coerente, faz distinção entre a adoração da besta e a adoração da imagem da besta. (ver Apoc. 14:9 e 11; 15:2; 16:2; 19:20; 20:4.) A dedução é que não somente o papado estará envolvido no estabelecimento da ‘imagem’, mas também outras corporações que professam ser cristãs, as quais, como o papado, estarão coligadas com o governo. Apocalipse 19:20 refere-se à segunda besta de Apocalipse 13 chamando-a de ‘falso profeta’. Falso profeta é aquele que pretende falar em nome de Deus, mas aceita a orientação de um poder estranho. O ‘falso profeta’ é o poder religioso na ‘imagem’ que está ligado ao poder político. Visto que esse ‘falso profeta’ é distinguido no Apocalipse da primeira besta do capítulo 13 (o papado), e como é um falso sistema cristão, podemos dizer que representa o protestantismo apostatado.”

“Igreja unidas influenciarão o Estado. ‘A imposição da guarda do domingo por parte das igrejas protestantes é uma obrigatoriedade do culto ao papado – à besta… . Mas, no próprio ato de impor um dever religioso por meio do poder secular, formariam as igrejas mesmas uma imagem à besta; daí a obrigatoriedade da guarda do domingo nos Estados Unidos equivaler a impor a adoração à besta e à sua imagem.’ – O Grande Conflito, pág. 449.

“’Quando as igrejas de nosso país, unindo-se em tais pontos de fé que elas mantém em comum, influenciarem o Estado a impor seus decretos e amparar suas instituições, então a América protestante terá formado uma imagem da hierarquia romana. Nesse tempo a Igreja Verdadeira será atacada pela perseguição, como sucedeu com o antigo povo de Deus.’ – Ellen G. White, Spirit of Prophecy, vol. 4, pág. 278.” – LES893, p. 50.

13:16 E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte,

Marca – “Quem responde à voz do Espírito, aceitando a Cristo como seu Salvador e Senhor e faz Sua vontade conforme revelada nas Escrituras, recebe o selo de Deus do tempo do fim. Quem aceita o controle dos demônios em sua vida, dá as costas a Cristo, rejeita Sua lei e recebe a marca da besta.” – LES963, lição 9, p. 1.

“Satanás escolheu uma contrafação do dia de adoração como o sinal ou marca de sua autoridade. A observância do domingo é considerada pelo papado como a marca de sua autoridade religiosa.” – LES963, lição 9, p. 3.

“Os católicos romanos reconhecem que a mudança do sábado foi feita pela sua igreja, e declaram que os protestantes, observando o domingo, estão reconhecendo o poder desta. No ‘Catecismo Católico da Religião Cristã’, em resposta a uma pergunta sobre o dia a ser observado em obediência ao quarto mandamento, faz-se esta declaração: ‘Enquanto vigorou a antiga lei, o sábado era o dia santificado, mas a igreja, instruída por Jesus Cristo e dirigida pelo Espírito de Deus, substituiu o sábado pelo domingo; assim, santificamos agora o primeiro dia, e não o sétimo dia. Domingo quer dizer, e agora é, dia do Senhor.’ “ – Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 447 e 448.

Mão-testa – “A alternativa à marca da besta é o selo de Deus (Apoc. 7:1-8; 14:1-5). O selo de Deus é colocado apenas sobre a testa dos fiéis. A ‘mão’ faz contraste com a ‘testa’ (Apoc. 13:16) e isso indica que algumas pessoas estarão aceitando mentalmente a legislação que apóia a marca da besta e outras não. Alguns irão aceitar as exigências por medo de represálias.” – LES963, lição 9, p. 2.

“A testa representa a mente, com a qual servimos a Deus (Romanos 7:25). A mão é símbolo de trabalho (Eclesiastes 9:10). Os que aceitam o domingo intelectualmente receberão o símbolo em sua mente, aqueles que trabalharem no sábado para não serem boicotados ou mortos, receberão o sinal em sua mão. A marca será imposta quando se decretar uma lei proibindo comprar ou vender àqueles que não tiverem a marca da besta. É lógico que quem viola o sábado na realidade é culpado de violar a santa lei de Deus e, portanto, está em pecado (I São João 3:4). Aqueles que conscientemente aceitam a substituição do sábado pelo domingo se encontram em rebelião contra a lei divina, com a mesma responsabilidade que terão aqueles que receberem a marca da besta na crise final que precede o retorno de Cristo.” – SRA/EP, p. 108.

13:17 para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.

“Daniel 7:25 e Apocalipse 13:1-10 se referem ao papado. A profecia declara que o poder papal cuidaria ‘em mudar os tempos e a lei’ (Dan. 7:25).

“A besta ‘parecendo cordeiro’ (Apoc. 13:11-17) impõe a observância dessas leis modificadas. A lei de Deus será posta de lado, e um decreto civil emitido pelo poder representado pela segunda besta imporá práticas religiosas inventadas pelo homem. Os Dez Mandamentos não serão mais honrados, pois esse poder ordenará que o mundo aceite a substituição religiosa efetuada por Roma.(Comparar com II Tess. 2:3-12.)” – LES893, p. 46.

Consequência de receber o sinal ou nome da besta – “O livro do Apocalipse trata do tema da marca da besta com uma seriedade impressionante e, quando fala daqueles que a recebem, usa a linguagem mais forte e ameaçadora que poderíamos imaginar. Se você quiser tirar as dúvidas, leia as três mensagens angélicas (Apocalipse 14:6-12), especialmente a terceira. Segunda a revelação, os que receberem a marca da besta se perderão. O mais terrível é que a maioria das pessoas a receberá, a menos que saiba do que se trata e decida colocar-se ao lado de Deus, custe o que custar.

“Outro fato que se torna claro no Apocalipse, é que a humanidade se está dividindo rapidamente em dois grupos: aqueles que seguirão a besta e sua imagem e que receberão sua marca, e ‘os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus’. Deus o ajude a estar entre estes últimos, pois eles receberão a vida eterna.” – SRA/EP, p. 106.

Preparação para a possível perda de liberdade religiosa – “É fácil ir a extremos nessa questão. Isto deve ser evitado. Jesus disse: ‘Ocupai-vos até que Eu venha’ (S. Luc. 19:13, KJV). Os cristãos devem continuar a ser fiéis em suas profissões seculares, aproveitar as oportunidades para obter boa educação, estabelecer o lar e criar os filhos no temor do Senhor. A melhor preparação que podem fazer para o conflito final é manter comunhão diária com Jesus por meio da oração e do estudo da Palavra de Deus (Apoc. 12:11).

“Precisamos lembrar-nos também de que os conflitos acerca da liberdade religiosa podem prover oportunidades para que a Igreja dê testemunho da verdade.” – LES893, p. 53

“’Não vem muito distante o tempo em que, como os antigos discípulos, seremos forçados a buscar refúgio em lugares desolados e solitários. Como o cerco de Jerusalém pelos exércitos romanos era o sinal de fuga para os cristãos judeus, assim o arrogar-se nossa nação [EUA} o poder no decreto que torna obrigatório o dia de repouso papal será uma advertência para nós. Será então tempo de deixar as grande cidades, passo preparatório ao sair das menores para lares retirados em lugares solitários entre as montanhas.’ – Ellen G. White, Testemunhos Seletos, vol. 2, pág. 166. (Comparar com O Grande Conflito, págs. 30 e 31.)” – LES963, lição 10, p. 6.

União de religiões falsas – “Em Apocalipse 13:11-18 são apresentadas algumas das forças que Satanás lançará contra o povo de Deus nos últimos dias: 1) Milagres enganosos realizados por diversas formas de espiritismo (Apoc. 13:13 e 14;II Tess. 2:9 e 10); 2) leis opressivas que imporão falsas crenças religiosas contrárias à Palavra de Deus, sob pena de boicote e morte (Apoc. 13:15-17); e 3) as ‘mulheres’ de Apoc. 14:4, que devem referir-se à coalizão de elementos religiosos – cristãos professos – que usarão de pressões e seduções para levar os santos a renunciarem a Deus e Seus mandamentos.” – LES893, p. 64.

13:18 Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.

Número da besta – “Esse número místico representa um sistema, antes que um homem. O dragão, ou a serpente – o paganismo – deu à besta ‘o seu poder, e o seu trono, e grande poderio’. Apoc. 13:2

“O paganismo é em grande medida uma religião de culto à natureza, ao Sol e à Lua, estes como divindades preeminentes; o Sol, geralmente divindade masculina, e a Lua feminina. Na mitologia antiga a serpente era universalmente o símbolo do Sol. O culto ao Sol e o culto à serpente começaram lado a lado, sendo o Sol considerado como a fonte de toda vida física e a serpente de toda vida espiritual. …

“Depois que o império babilônico caiu, todo o sistema de mitologia egípcia e babilônica foi transferido para Pérgamo na Ásia Menor. … Não admira que o Senhor, escrevendo à igreja de Pérgamo, disse: ‘Eu sei as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás’. Apoc. 2:13. …

“Os mistérios babilônicos, sempre envolvidos em segredos, desde os mais antigos tempos têm desafiado a verdade de Deus. …

“Quando este sistema foi estabelecido em Roma, a ‘cidade das sete colinas’, Itália se tornou a terra de mistérios ocultos e foi por séculos conhecida como ‘Terra Satúrnia’, ou Terra de Mistério.” – O Apocalipse Revelado, p. 142, 144 e 145.

Número de um homem. A besta representa uma organização humana. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 911.

– “O número 666 é um número ‘humano’ (RSV). O texto grego básico pode ser traduzido corretamente ‘o número de um homem’ ou ‘o número de homem.’…Será que 666, com seus três 6, aponta então para o homem voltado para si mesmo e para sua própria maneira de realizar as coisas …?

“Em contraste com isso,  o dia culminante da Criação é o sétimo dia, em que Deus Se deleita em Sua obra (Êxodo 31:17) e convida o homem a participar de Sua alegria (Isaías 58:13 e 14) – em que Deus descansa (Gênesis 2:2) e o homem entra no Seu descanso (Hebreus 4:10).” – Maxwell, God Cares, vol. 2, p. 415, citado em LES893, p. 52 e 53.

“Há muito tempo, desde a igreja primitiva, tem-se demonstrado grande interesse em identificar quem é o 666. Tem havido nomes cuja soma dos valores numéricos de suas letras dá esse valor. Mas não podemos ignorar que o 666 não é a única característica do anticristo. Se não se cumprissem todas as outras características  teríamos que aceitar que não se trata de uma coincidência. No caso do poder papal, tendo em conta que se cumpriram todas as outras características que as profecias apresentam como identificadoras do anticristo, não estaríamos diante de mera casualidade, e sim frente ao poder representado em Apocalipse 13.” – SRA/EP, p. 103.

“Sendo que o anticristo se coloca em lugar de Cristo e se opõe a Ele, é lógico supor que a marca, o selo ou sinal do anticristo seja oposta à de Cristo, ou uma substituição dela.” – SRA/EP, p. 106.

Seiscentos e Sessenta e seis. Uma interpretação que ganhou força no período subsequente à Reforma é que 666 significa Vicarius Filii Dei, expressão que significa “Substituto do Filho de Deus”, título que seria atribuído ao papa. O valor numérico das letras que compõem o título coma 666. Essa interpretação se baseia na identificação do papa como o anticristo, um conceito histórico da Reforma. O principal expoente desta visão foi Andreas Helwig (c. 1572-1643; ver L. E. Froom, The Profetic Faith of Our Fathers, vol. 2, p. 605-608). Muitos, desde então, adotaram a interpretação. Este Comentário identifica a besta como o papado; mas, ao mesmo tempo, reconhece, que o número 666 deve ter mais implicações do que o indicado por essa interpretação popular. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 911.

“Desde o começo do século dezessete, a interpretação usual tem sido que 666 representa o valor numérico das letras de um dos títulos do papa: Vicarius Filii Dei.

V … 5, I … 1, C … 100, A … 0, R … 0, I … 1, U … 5, S … 0

F … 0, I … 1, L … 50, I … 1, I … 1

D … 500, E … 0, I … 1

Total = 666” – LES893, p. 52.

“O latim é a língua oficial da Igreja Católica. O papa, na teologia católica, representa toda a Igreja. Um dos títulos do papa é Vicarius Filii Dei (‘Vigário do Filho de Deus.’) Em resposta à pergunta de um leitor, a revista católica Our Sunday Visitor para 18 de abril de 1915, declarou: ‘As letras inscritas na mitra do papa [sua coroa sacerdotal] são estas: Vicarius Filii Dei, que é a forma latina para Vigário do Filho de Deus. Os católicos afirmam que a Igreja, a qual é uma sociedade visível, precisa ter uma cabeça visível.’” – C. Mervyn Maxwell, God Cares (Boise, Idaho: Pacific Press, 1985), vol. 2, p. 413 e 414., citado em LES893, p. 52.

“O Comentário Bíblico Adventista, volume 7, pág. 823, diz que o diário católico Our Sunday Visitor, de 18 de abril de 1915, respondendo a uma pergunta, publicava o seguinte: ‘Qual é a inscrição que se encontra na coroa do papa, e que significa, se é que tem algum significado? As letras escritas na coroa do papa são: Vicarivs Filii Dei, que em latim quer dizer Vigário do Filho de Deus. Os católicos sustentam que a igreja que tem uma sociedade visível deve ter uma cabeça visível.’ Algumas vezes se tem argumentado que a inscrição não está na tiara, mas que aparece na mitra. Isto não faz diferença.” – SRA/EP, p. 103.

“Visto que a besta é o papado medieval, renovado nos últimos dias, não é desarrazoado supor que o número seria proveniente de um dos títulos dados ao papa na Idade Média. Um desses títulos era, de fato, Vicarius Filii Dei, e a forjada Doação de Constantino foi um documento medieval que usou esse título. (Ver Henry Bettenson, ed., Documents of the Christian Church [Londres: Oxford University Press, 1943 e 1963], pág. 138.)” – LES893, p. 52.

Referências

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen G. Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-13_6.html



APOCALIPSE 12 –  ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
6 de abril de 2025, 1:30
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: APOCALIPSE 12 – Primeiro leia a Bíblia

APOCALIPSE 12 – BLOG MUNDIAL

APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)



APOCALIPSE 12 by Luís Uehara
6 de abril de 2025, 1:00
Filed under: Sem categoria

Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/12

Apocalipse 12 apresenta o tema do Grande Conflito a partir de Gênesis 3. Observe que há uma mulher com dores de parto e sofrimento (v. 2; Gn. 3:16), há o filho desta mulher que vencerá (v. 4; Gn. 3:15) e a antiga serpente (v. 9; Gn. 3:15). Apocalipse 12 nos relembra a promessa dada aos nossos primeiros pais e nos assegura que ela será cumprida. Mas, até a derrota final da serpente, a igreja seria perseguida (v. 13). Contudo Deus esteve ao lado dela, e assim como Deus protegeu o povo de Israel no deserto, também protegeu sua igreja nos 1260 dias proféticos (v. 14).

Hoje olhamos para um mundo no qual a antiga serpente exerce seu poder, um mundo que para muitos já não tem solução. Apocalipse 12 está nos dizendo que Deus não se esqueceu da promessa dada aos nossos primeiros pais. O Resgatador já veio, já derrotou a Satanás na cruz e muito em breve dará fim à antiga serpente e ao pecado. Mas, enquanto isso, Ele cuida de você. Por mais difícil que seja o dia de hoje, mesmo que se pareça com uma jornada pelo deserto, lembre-se, Deus está ao seu lado.

Flávio da Silva de Souza
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/12
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS (atualizado 10:55) by Jeferson Quimelli
6 de abril de 2025, 0:50
Filed under: Sem categoria

1178 palavras

1-7 Uma visão geral da história desde o nascimento de Cristo até os eventos finais. Inclui alusões ao conflito original no céu (v. 4, 7-9). Bíblia de Estudo Andrews.

1 mulher. Representa o povo de Deus (Ct 6:10; Is 54:5,6). Bíblia de Estudo Andrews.

Coroa. Do gr. stephanos, a coroa de um vencedor […], não diadēma, uma coroa real. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 894.

Doze estrelas. Uma vez que a ênfase do Apocalipse está na igreja do NT, sem dúvida, o destaque é para os doze apóstolos [e não aos doze patriarcas]. CBASD, vol. 7, p. 894.

3 dragão. Representa Satanás (v. 9; Gn 3:15). Também simboliza o poder civil de Roma (Ap 12:5; Mt 2:3-18). Bíblia de Estudo Andrews.

Nestes versículos, o símbolo representa Satanás atuando por meio da Roma pagã, o poder que dominava o mundo quando Jesus nasceu. CBASD, vol. 7, p. 894.

diademas. Coroas reais. Bíblia de Estudo Andrews.

4 terça parte. Satanás instigou a rebelião de um terço dos anjos (ver 1:20) no Céu antes da criação (13:8). Bíblia de Estudo Andrews.

[…] pode representar um terço dos anjos celestiais, que se uniram à rebelião de Lúcifer e foram expulsos do Céu (ver T3, 115; T5, 291). CBASD, vol. 7, p. 895.

Devorar. O termo representa os esforços de Satanás para destruir o menino Jesus. CBASD, vol. 7, p. 895.

5 filho varão. Referência ao nascimento de Cristo (ver Sl 2:7-9). Bíblia de Estudo Andrews.

arrebatado. Ascensão de Cristo (At 1:8-11). Bíblia de Estudo Andrews.

12 mulher. A experiência contínua da igreja. Bíblia de Estudo Andrews.

deserto. Lugar de proteção. Bíblia de Estudo Andrews.

Deus cuida da igreja. Quando foi perseguida e exilada, o Senhor a sustentou e nutriu. CBASD, vol. 7, p. 895.

mil, duzentos e sessenta dias. Os adventistas do sétimo dia datam a época de 538 a 1798 d.C. Durante esses anos, a mão de Deus esteve sobre a igreja, preservando-a da extinção. CBASD, vol. 7, p. 895.

7-9 peleja no céu. O contexto imediato é a ascensão de Cristo e sua entronização (v. 5, 10). Porém as alusões a Is 14:12-19 e Gn 3:1-15 indicam uma referência à guerra original no Céu, uma vez que, por meio da encarnação, Cristo resolveu em definitivo os problemas gerados por esse conflito. Bíblia de Estudo Andrews.

Na época [antes da crucificação], os anjos leais não entendiam por completo todas as questões envolvidas. Entretanto, quando Satanás chegou ao ponto de derramar o sangue de Cristo, tudo ficou exposto de forma plena e eterna diante das hostes celestiais. Desde então, suas atividades foram restringidas (ver DTN, 761). CBASD, vol. 7, p. 895. [A referência cita argumentos bíblicos para esta dedução.]

Miguel. Cristo. Bíblia de Estudo Andrews.

Do gr. Michaēl, transliteração do heb. Mika’el, que significa “quem [é] como Deus?”. […] Uma análise das passagens bíblicas [citadas na referência] sobre Miguel leva à conclusão de que Ele é o próprio Senhor e Salvador Jesus Cristo. CBASD, vol. 7, p. 896.

expulso. A influência de Satanás se limitou à Terra como resultado do conflito bem como da queda de Adão; ele e seus anjos foram excluídos do Céu em decorrência da cruz e da ascensão (Ap 12:10-12, comparar com Jo 12:31). Bíblia de Estudo Andrews.

8 O lugar deles. Esta expressão pode ser interpretada como o lugar que eles ocupavam, ou como a posição que lhes fora atribuída antes. Lúcifer desempenhara o papel de querubim da guarda ungido (ver com. [CBASD] , e os anjos que se uniram a ele em rebelião ocupavam diversos postos de responsabilidade. Tais posições foram perdidas quando Lúcifer e esses anjos foram expulsos do Céu. CBASD, vol. 7, p. 896.

9 para a terra. O conflito no Céu começou no contexto dos planos para a criação do ser humano (ver SG3, 36). Quando a Terra foi criada, e Adão nomeado seu vice-regente, Satanás direcionou seus esforços para derrotar o homem recém criado. Quando conseguiu provocar a queda de Adão e Eva, reivindicou a Terra como seu domínio (ver com. [CBASD] de Mt 4:8, 9). Todavia, ele não restringiu seus esforços a este planeta, e tentou também os habitantes de outros mundos (ver PE, 290). Somente após a segunda vinda de Cristo, Satanás ficará completamente confinado à Terra (ver com. de Ap 20:3; cf. PE, 290; DTN, 490). CBASD, vol. 7, p. 897.

10 foi expulso o acusador. Embora expulso do Céu no princípio, Satanás continuou ativo em suas acusações até a cruz (Jó 1:9-11). Agora elas não são mais levadas a sério ali (Rm 8:35-39; Cl 2:15). Bíblia de Estudo Andrews.

11 sangue […] morte. Os cristãos vencem mediante a fé na morte e na ressurreição de Cristo, que os liberta do medo de morrer e os capacita a dar um testemunho destemido. Bíblia de Estudo Andrews.

Testemunho. Isto é, o testemunho pessoal acerca de jesus e do evangelho. CBASD, vol. 7, p. 897.

12 Ai. Agora a Terra recebe atenção ininterrupta de Satanás. Bíblia de Estudo Andrews.

Grande cólera. O dragão fica enfurecido por causa da derrota. Em vez de sentir remorso e tristeza pelo mal, afunda cada vez mais na iniquidade. Prossegue com malignidade intensificada em seus esforços de perseguir a igreja do Deus vivo (comparar com 1Pe 5:8). CBASD, vol. 7, p. 898.

13 A cena retorna à Terra. Bíblia de Estudo Andrews.

14 duas asas. A imagem das asas de águia era familiar ao antigo povo de Deus. O livramento das mãos de faraó e suas hostes foi descrito por esta figura (Êx 19:4; Dt 32:11). Alguns veem nestas asas um símbolo da pressa com que a igreja deveria encontrar segurança. CBASD, vol. 7, p. 898.

15 serpente […] boca. Alusões às palavras enganosas da serpente em Gn 3:1-6. Bíblia de Estudo Andrews.

Água como um rio. Satanás tentou destruir a igreja cristã por meio de uma inundação de falsas doutrinas, bem como de perseguições (ver com. [CBASD] de Ap 17:15). CBASD, vol. 7, p. 898.

16 A terra […] socorreu. No fim dos 1.260 anos (ver nota [BEAndrews] sobre Ap 11:2), muitos processos contribuíram para dar fim à perseguição religiosa: a Reforma, o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos. Bíblia de Estudo Andrews.

Alguns defendem que “terra” neste texto representa regiões pouco habitadas, em contraste com “águas”, que representam “povos”, “nações” e “línguas” (ver com. [CBASD] de Ap 17:15. CBASD, vol. 7, p. 898.

Engoliu. Isto é, eliminou a eficácia dos instrumentos de destruição. CBASD, vol. 7, p. 899.

17 pelejar. Os “mandamentos”, além de serem importantes no tempo do fim, serão foco de conflito. Este versículo prepara o caminho para os dois capítulos seguintes, que apresentam os agentes e as atividades do dragão (cap. 13) e a identidade e mensagem da mulher (a igreja) nos últimos dias (cap. 14). Bíblia de Estudo Andrews.

Restantes. Do gr. loipoi, “aqueles que restam”. CBASD, vol. 7, p. 899.

Guardam os mandamentos. O fato de os restantes, ou o remanescente, serem identificados assim revela que os mandamentos de Deus são um ponto de forte controvérsia na luta entre o dragão e a igreja (ver com. [CBASD] de Ap 14:12; ver GC, 445-450). CBASD, vol. 7, p. 899.

Testemunho de Jesus.No texto grego, esta expressão pode ser interpretada como o testemunho dos cristãos a respeito de Jesus ou o testemunho que se originou em Jesus e é revelado à igreja por meio dos profetas (ver com. [CBASD] de Ap 1:2). […] os adventistas do sétimo dia […] creem que o remanescente se distingue pela manifestação do dom de profecia. Acreditam que “o testemunho de Jesus” é aquilo que Jesus testemunha a Seu povo por intermédio do dom profético (ver nota adicional [CBASD] a Apocalipse 19). CBASD, vol. 7, p. 899.



APOCALIPSE 12 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
6 de abril de 2025, 0:45
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“Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (v.17).

As cenas de uma acirrada perseguição compõem o conteúdo deste capítulo; batalhas no Céu e na Terra, que simbolizam o grande conflito cósmico desde o início até o tempo em que as forças do mal arrojarão os seus maiores esforços contra o povo de Deus. Ao contrário dos capítulos anteriores, os capítulos centrais de Apocalipse não apresentam cenas sequenciais da história, mas símbolos e mensagens que relembram relatos passados, que se aplicam ao presente e que apontam para o futuro. Estamos diante das mais relevantes verdades apocalípticas.

“Houve peleja no Céu” (v.7). A Bíblia descreve a rebelião de Satanás e seus anjos contra “Miguel e os Seus anjos” (v.7). O nome Miguel, na verdade é uma pergunta que só tem uma resposta: “Quem é semelhante a Deus?”. Ninguém, a não ser Jesus Cristo! E todas as vezes que Satanás é citado na Bíblia em alguma cena de batalha, é Miguel, ou o Anjo do Senhor, que aparece para pelejar contra ele (Js. 5:14; Dn.10:13 e 21; Zc.3:1-5; Jd.1:9). O mesmo anjo de luz que um dia presidiu a corte celeste e fazia parte da ordem dos querubins cobridores do trono de Deus (Ez.28:14), foi aquele que se insurgiu contra o Altíssimo, desejou estar acima dEle e assumir o lugar de Cristo (Is.14:14).

Após a sua expulsão do Céu, juntamente com “terça parte das estrelas do céu” (v.4), isto é, dos “seus anjos” (v.9), “o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás” (v.9), transferiu toda a sua fúria contra a humanidade, especialmente contra a igreja de Deus. A figura que simboliza a igreja verdadeira revela a plenitude de Cristo nesta igreja. Sabendo que mulher em profecia significa “igreja” (Is.54:1 e 5; Jr.6:2; 2Co.11:2; Ef.5:22-24), analisemos a sua descrição:

1. “Vestida do sol” (v.1): É uma igreja que reflete a Cristo, “o Sol da Justiça” (Ml.4:2) e que cumpre a sua função de iluminar o mundo (Mt.5:14), refletindo a luz de Cristo (Jo.8:12);

2. “com a lua debaixo dos pés” (v.1): Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja verdadeira não tem luz própria, não advoga por si, mas calça “os pés com a preparação do evangelho da paz” (Ef.6:15). Ou seja, é portadora da luz que emana de Cristo através da Sua Palavra (Sl.119:105);

3. “uma coroa de doze estrelas na cabeça” (v.1): Tanto coroa quanto o número doze se referem ao reino de Deus. O fato de serem doze estrelas também se refere à totalidade do povo de Deus: as doze tribos de Israel, os 12 apóstolos, os 144 mil das doze tribos de Israel.

Esta mulher representa as duas fases da igreja de Deus: igreja judaica e igreja apostólica. Apesar de Cristo, o “filho varão” (v.5), ter nascido da linhagem de Israel, Sua genealogia também abrange outras nacionalidades (Mt.1:5) e Sua vida foi a maior prova de que o Seu amor não conhece fronteiras. É por isso que o grupo dos 144 mil não se restringirá a um povo específico, mas será “de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap.7:9). Enquanto Satanás nos “acusa de dia e de noite” (v.10), Cristo efetua a Sua obra de constante intercessão por nós. A fúria do grande dragão sempre foi dirigida para Jesus, mas como quem não conseguiu destruí-Lo, esta fúria foi redirecionada para o povo de Deus.

O derradeiro conflito já começou a mostrar grandes e inúmeras evidências de que o diabo está entre nós “cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta” (v.12). Ele sabe que há um remanescente que está sendo preparado e selado para resistir à última hora, e, a fim de ferir o coração de Deus, lançará toda a sua fúria contra este grupo de fiéis, assim como no passado usou agentes humanos para ferir milhares de cristãos. “Um tempo, tempos e metade de um tempo” (v.14) se refere ao mesmo tempo que vimos no capítulo anterior e em Daniel 7:25, ou seja, o período dos 1260 anos de supremacia papal e intensa perseguição religiosa.

Lutero, Calvino, Jerônimo, dentre outros reformadores, além da irrefutável colaboração de povos sinceros, como os Valdenses, ergueram firme a bandeira das Escrituras e abriram mão da própria vida por amor ao Senhor que os salvou. Precisamos resgatar esta fé, a fé de nossos pais, a fé daqueles que não hesitaram ofertar a própria vida se fosse para ganhar alguém para o reino de Deus. Oh, quanto precisamos despertar de nossa letargia, amados! Deus sempre teve um povo para chamar de Seu e assim o será nos últimos instantes do relógio que marca o fim deste mundo de pecado. Após o desapontamento de 1844, Deus suscitou uma igreja, um atalaia para proclamar ao mundo as verdades que por tanto tempo ficaram esquecidas. Os adventistas do sétimo dia possuem não somente um privilégio, mas muito mais um dever, uma responsabilidade de anunciar o evangelho eterno a todos, e incidir uma luz sobre a importância da obediência aos mandamentos do Senhor, inclusive ao mandamento esquecido: o sábado (Êx.20:8-11).

Só existem dois caminhos, meus amados irmãos. E num universo de mais de quarenta mil diferentes denominações cristãs, fica bem claro que placa de igreja não salva, mas, certamente, existe aquela cuja placa indica o caminho certo. E a todos que, sinceramente, invocarem o nome do Senhor clamando por sabedoria, saberão por onde andar:

“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).

Pai querido, como desejamos ser guiados pelo Teu Santo Espírito a cada passo! Almejamos compreender as Tuas profecias e guardá-las, não no sentido de sermos apenas detentores da verdade presente, mas no de sermos atalaias, proclamando o Teu evangelho eterno aos quatro cantos desta terra. Senhor, a peleja que começou no Céu tem ganhado força aqui na Terra, mas nós cremos que logo o autor deste conflito será destruído de uma vez por todas e nós venceremos por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra e do testemunho que demos e, que mesmo em face da morte, não amamos a nossa própria vida. Concede-nos, ó Deus, o poder do Espírito Santo para que conservemos a perseverança dos santos, os que guardam os Teus mandamentos e o testemunho de Jesus. Em nome de Cristo Jesus, nós Te pedimos e, desde já, Te agradecemos, Amém!

Vigiemos e oremos.

Feliz semana, remanescente do Deus vivo!

Rosana Garcia Barros

#APOCALIPSE12 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
6 de abril de 2025, 0:40
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APOCALIPSE 12 – Este capítulo fornece uma visão panorâmica da luta entre Cristo Satanás, destacando três momentos principais:

1. A perseguição de Cristo e da Igreja primitiva pelo Império Romano (Apocalipse 12:1-6). A mulher que João vê simboliza a igreja de Deus ao longo da história, desde Israel até a Igreja Cristã (Jeremias 6:2; Efésios 5:25-27). O sol representa a glória de Cristo e a lua, as profecias do Antigo Testamento apontando para Ele. A coroa com 12 estrelas representa a liderança eclesiástica tanto no Antigo Testamento – 12 tribos – quanto no Novo Testamento – 12 apóstolos.

• A mulher prestes a dar à luz refere-se ao nascimento de Jesus, que veio ao mundo através da Igreja, O qual enfrentou oposição desde seu nascimento (Mateus 2:13-23).
• O dragão vermelho/Satanás (Apocalipse 12:9) que arrastou a terça parte dos seres angelicais para si, atuando através do Império Romano simbolizado pela cabeça e os dez chifres do dragão, que posteriormente se manifestaria na Europa dividida (Daniel 7:7), tentou destruir Cristo durante Seu ministério terrestre (Mateus 4:1-11; Lucas 22:1-3).
• Jesus, o Filho da mulher que nasceu neste mundo, foi arrebatado para Deus e para Seu trono após Sua morte e ressurreição (Atos 1:9-11).

2. A opressão da Igreja verdadeira durante os 1260 anos de supremacia papal (Apocalipse 12:7-16). Após Jesus ascender aos Céus houve guerra, onde Jesus/Miguel e Seus anjos (Daniel 10:13; Judas 9) venceram o Dragão/Satanás e seus anjos.

• Embora Satanás tenha sido expulso do céu antes da criação do mundo, sua derrota definitiva ocorreu na cruz, quando foi desmascarado diante do Universo (João 12:31-32).
• Derrotado no Céu, Satanás focou suas investidas bélicas na Terra (Apocalipse 12:12).
• Após ser expulso, Satanás perseguiria a mulher/igreja ao longo da história.
• A mulher foge para o deserto por 1260 dias/anos, quando o poder religioso apostado perseguiu os fiéis que se mantiveram firmes na verdade.
• A terra ajudando a mulher/Igreja refere-se aos Estados Unidos, país que proporcionou liberdade religiosa, tornando-se refúgio aos cristãos perseguidos.

3. O ataque final contra o remanescente fiel (Apocalipse 12:17). Os verdadeiros cristãos passaram por duras perseguições, mas Deus preservou um remanescente que preza por Seus mandamentos e pelo testemunho de Jesus.

Estamos vivendo Apocalipse 12:17, no momento da ira final do dragão contra o remanescente de Deus. Devemos permanecer fiéis! – Heber Toth Armí.



APOCALIPSE 12 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS by Jeferson Quimelli
6 de abril de 2025, 0:30
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6661 palavras (inclui texto bíblico e referências)

A mulher e o dragão – Guerra no Céu

“No capítulo 12 começa nova sequência profética que continua até o fim do livro do Apocalipse. Estes capítulos no mostram que a Igreja de Deus está continuamente em conflito com o mal durante a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. Nosso Senhor também retrata a impressionante vitória da Igreja. Em linguagem simbólica, Ele descreve a volta do Rei dos reis para livrar Seu povo, o Milênio e a recriação da Terra. Promete viver com Seu povo (Apoc. 21:1-3) e ter mais íntima comunhão com eles do que mantinha com os nossos primeiros pais no Jardim do Éden.” – LES893, p. 3.

“Por meio de símbolos, Apocalipse 12 desdobra a profecia que Deus fez no éden depois da queda. (Ver Gênesis 3:15.) Aí o Senhor fala à serpente (Satanás) a respeito de Eva – a mulher e seus descendentes (a igreja de Deus) e seu principal Descendente (Cristo). Haveria ‘inimizade’ entre os seguidores de Satanás e a Igreja. Satanás ‘feriria’ o calcanhar de Cristo (o Calvário), mas Cristo esmagaria finalmente a cabeça da serpente (a destruição de Satanás e de todos os efeitos do pecado).

“Em Apocalipse 12 vemos esta profecia desenrolar-se na História. Os personagens são os mesmos: a mulher (a Igreja); a serpente (Satanás como o dragão, a ‘antiga serpente’, v. 9); o Descendente (o ‘Filho varão’, vs. 5 e 13). Vemos a ira e perseguição de Satanás contra a Igreja e seu Senhor. Além dessas agressões esperadas, devemos dar, porém, especial destaque á intervenção de Deus e Seus bondosos atos em favor de Seu povo. Deus jamais abandona Sua Igreja. Ela é a ‘menina do Seu olho’ (Zac. 2:8)” – LES893, p. 5.

 

12:1 E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

A mulher – “A mulher pura representa a Igreja verdadeira.” – SRA/EP, p. 95.

“…a ‘mulher’ de Apocalipse 12 … representa os verdadeiros seguidores de Deus – Sua Igreja no decorrer da História, especialmente a partir do tempo em que Cristo viveu aqui com a humanidade.” – LES892, p. 17.

“Compare a mulher simbólica de Apocalipse 12:1 com a mulher simbólica de Apocalipse 17:1-6. Elas são tão diferentes como a linguagem humana é capaz de descrevê-las. Leia então Jeremias 6:2 e II Coríntios 11:2, e resuma o que o Antigo e o Novo Testamentos dizem sobre o tipo de mulher que representa o povo de Deus. (Compare Isaías 54:5 e 6 com Oséias 2:19 e 20.)

“Se a mulher de Apocalipse 12:1 tem um nome, deve ser o seguinte: ‘A Igreja Fiel do Cordeiro de Deus.’ – LES893, p. 139.

A verdadeira Igreja em toda as épocas. ‘Visto que ela é apresentada como prestes a dar à luz a Cristo (versos 2, 4 e 5) e, mais tarde, como sendo perseguida depois da ascensão de Cristo (versos 5 e 13-17), essa mulher representa a Igreja tanto do Antigo como do Novo testamento.’ – SDABC, vol. 7, pág. 807.

“Sendo que a profecia de Apocalipse 12 foi dada no primeiro século da história da Igreja Cristã, a ênfase recai principalmente sobre o período da Igreja no Novo Testamento.” – LES893, p. 5.

“Usando o símbolo de uma mulher pura, em contraste com a mulher impura do capítulo 17, Cristo descreve as lutas e a perseverança da Igreja Cristã, especialmente durante os séculos depois de Sua encarnação. Embora o diabo se oponha a nós com grande ira, devemos lembrar-nos de que Cristo o derrotou. Em Apocalipse 12 é dada a fórmula para vitória sobre o maligno.

“A história do povo de Deus, desde o tempo em que nossos primeiros pais caíram em pecado até o fim do tempo da graça, é uma cena de contínuo molestamento causado por Satanás e suas forças. O dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, tem tido o mesmo alvo através da História: combater a Deus, a Cristo, ao Espírito Santo, a Sua Igreja e seus dirigentes, e a Seu povo fiel. A História relata derramamento de sangue, calabouços, prisões, decapitações, fogueiras, oposição de dentro e de fora. É lamentável que a história da Igreja nem sempre constituiu o cumprimento da oração de Cristo: ‘A fim de que todos sejam um.’ S. João 17:21.” – LES893, p. 4

Vestida do Sol – “O Sol representa a Cristo (Salmo 84:11).” – SRA/EP, p. 95.

“Que é simbolizado pelo Sol de que está vestida a mulher descrita em Apocalipse 12:1? Sal. 84:11; S. Mat. 13:43; S. João 8:12; Rom. 13:12-14.

A justiça de Cristo nos é concedida pelo Espírito Santo quando aceitamos a Jesus como Salvador e Senhor. (Ver Efés. 3:16 e 17; S. João 14:17 e 20; Ezeq. 36:27.)

A luz de Cristo é para todos. “Deus é luz; e nas palavras: ‘Eu sou a luz do mundo’, Cristo declarou Sua unidade com Deus e Sua relação para com a família humana. Fora Ele que, no princípio, fizera com que ‘das trevas resplandecesse a luz’. II Cor. 4:6.” – O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, p. 448.

Lua – “Assim como a Lua reflete a glória do Sol, as Escrituras, escritas por ‘homens santos de Deus …, inspirados pelo Espírito Santo’ (II S. Ped. 1:21), refletem a glória de Cristo. (Ver S. João 5:39; S. Luc. 24:27 e 44.) Dizer que a Igreja está firmada sobre a Palavra de Deus (a Bíblia) é apenas outra maneira de dizer que ela está fundada sobre Jesus Cristo. A Igreja está firmada em toda a Palavra de Deus – tanto o Antigo como o Novo Testamento. Não é convincente afirmar que, estando a mulher prestes a dar à luz de Cristo, a Lua representa somente o Antigo Testamento. Segundo indica Apocalipse 12, a mulher representa a Igreja no decorrer da Era Cristã. Esta Igreja expõe a pessoa de Cristo ao mundo da maneira pela qual Ele é apresentado nas Escrituras e do Novo Testamentos. …

“A Lua constitui um símbolo apropriado do fundamento sobre o qual se encontra a Igreja. Assim como a Lua reflete a luz do Sol, as Escrituras, usando linguagem humana, refletem as grandes verdades que Deus revelou sobre Si próprio e sobre o plano da salvação

“O Antigo Testamento era a Bíblia usada tanto por Jesus como pelos apóstolos. Seu sistema cerimonial temporário deixou de Ter validade na cruz, mas as suas permanentes verdades morais e espirituais continuam sendo nossa herança cristã.” – LES893, p. 6, 7 e 8.

“A lua, que reflete a luz do Sol, poderia ser o sistema de sacrifícios do Antigo Testamento que refletia a obra de Jesus (Hebreus 9:9-12, 23, 24).” – SRA/EP, p. 95.

Coroa de 12 estrelas – “Apoc. 3:11; comparar com Heb. 11:12; Apoc. 21:12 e 14.

“A Coroa representa a vitória espiritual e a vida eterna concedidas aos crentes no tempo presente. (Ver S. João 3:36; 5:24; I S. João 5:4 e 11-13.) Estrelas, na Escritura, freqüentemente simbolizam o fiel povo de Deus como um todo. (Ver Dan. 8:10; 12:3.) O número 12 comumente se refere às doze tribos de Israel ou aos doze apóstolos que representam a Igreja Cristã. Esse número não se aplica, porém, exclusivamente aos doze patriarcas e aos doze apóstolos. Muitas vezes é usado para abranger todo o povo de Deus que é simbolizado pelos patriarcas e apóstolos. (Comparar S. Mat. 19:28 com I Cor. 6:2; ver também S. Tia. 1:1.)

“As doze estrelas de Apocalipse 12:1 são um símbolo da totalidade do fiel povo de Deus que está seguindo os princípios divinos dados a Israel e à Igreja Cristã, e que permite que a luz da verdade brilhe por seu intermédio. ‘Como no Antigo Testamento os doze patriarcas ocupavam o lugar de representantes de Israel, assim os doze apóstolos representam a igreja evangélica.’ Atos dos Apóstolos, pág. 19. (Grifo acrescentado.) …

“Apocalipse 12:1 retrata a Igreja inteira iluminada com a presença de Deus. É tal espécie de Igreja que moverá o mundo e suscitará a ira do diabo.” – LES893, p. 6 e 7.

 

12:2 E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz.

Gravidez – “Assim como há um longo período de desenvolvimento no ventre materno antes do nascimento de uma criança, houve também um longo período de espera pelo Redentor prometido. ‘Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho.’ Gál. 4:4.” – LES892, p. 9.

Dores de parto – “Apocalipse 12:2 se refere à Igreja sofrendo dores de parto para apresentar a mensagem do evangelho ao mundo. (Ver Gál. 4:19.) Em todas as eras, crentes cristãos, em diversos lugares, tiveram de enfrentar oposição espiritual e política em seus esforços para apresentar a Cristo aos que não O conhecem.” – LES893, p. 8

 

12:3 Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;

Dragão – “No sentido primário o dragão é Satanás (verso 9). No sentido secundário, o dragão representa os poderes terrestres usados por Satanás para combater a Cristo, Sua verdade e Seu povo. Satanás agiu por meio do Império Romano para matar a Cristo e atacar o evangelho e a Igreja primitiva (verso 4). Ele usou também o papado medieval para impelir a Igreja ao deserto, onde ela foi perseguida por 1.260 anos (de 538 A.D. a 1798 A.D.). Versos 6 e 13-16. Ao nos aproximarmos do fim do tempo, Satanás usará uma união político-religiosa apóstata, na tentativa de destruir a Igreja cristã remanescente. (Apoc. 12:17; comparar com o capítulo 17.) Visto que o dragão de Apocalipse tem essa quádrupla aplicação (Satanás, O Império Romano, o papado e ‘Babilônia’ antitípica), ele se equipara aos poderes da ponta pequena mencionados em Daniel 7 e 8.” – LES893, p. 10 e 11.

A interpretação do ‘dragão’. O verso 9  claramente identifica o símbolo com Satanás. Ele age, porém, por meio de instrumentalidades secundárias. No livro de Daniel, animais e cabeças de animais  são usados para simbolizar reinos (Dan. 7:23; 7:6; 8:8 e 22). Cornos ou chifres também representam poderes dominantes (Dan. 7:24 e 25; 8:8 e 22). Por isso, o dragão vermelho com várias cabeças e chifres pode ser interpretado como um poder político ou como uma variedade de poderes pelos quais Satanás, em tempos diferentes, opera para a realização de seus objetivos. ” – LES893, p. 11.

Sete cabeças e dez chifres – “Satanás planejou destruir a Cristo e a Igreja cristã primitiva por meio de Roma pagã, dos Césares, pelo que este dragão também a representa como instrumento de Satanás. Ajudam-nos a entende-lo assim, as 7 cabeças (Apocalipse 13:2) que representam os 7 montes (Apocalipse 17:9) onde estava edificada Roma, cidade das 7 colinas. Os 10 chifres (Apocalipse 12:3) são os 10 reinos que surgiram da desintegração de Roma pagã (Daniel 7:24, 25), onde também nos diz que, depois do surgimento das nações européias, apareceria o anticristo.” – SRA/EP, p. 96.

“Parece razoável deduzir que as sete cabeças do dragão representam poderes políticos que têm defendido a causa do dragão e por meio dos quais o dragão tem exercido o seu poder perseguidor… . A besta do capítulo 13 e a do capítulo 17 tinham também dez chifres cada uma. Alguns afirmam que os dez chifres do dragão são idênticos aos dessas duas bestas, e que os últimos são idênticos aos dez chifres do quarto animal de Daniel 7.” – SDABC, vol.7, p. 808, citado em LES893, p. 11.

“As mesmas sete cabeças e dez chifres são mencionados em três capítulos do Apocalipse: capítulos 12, 13 e 17. Sabemos que cinco das cabeças do dragão se referem a reinos ou nações que haviam caído por volta do tempo do apóstolo João. (ver Apoc. 17:10.) O Antigo Testamento expõe cinco poderes que, antes do tempo de João, atacaram e subjugaram sucessivamente o povo escolhido de Deus, procurando destruir suas crenças religiosas. Alguns declaram que essas nações foram o Egito, a Assíria, Babilônia, Média-Pérsia e Grécia. As sexta cabeça é considerada o poder político que existia no tempo do apóstolo João – o Império Romano. A sétima cabeça seria, portanto, o poder mundial mais significativo que se seguiu ao Império Romano: o Papado medieval. Como é salientado no livro de Daniel e no Apocalipse, o Império Romano foi dividido em numerosos fragmentos políticos, e o papado tomou o seu lugar como a principal influência no Ocidente.

“Ao passo que as cabeças são representadas por poderes mundiais sucessivos, os chifres representam poderes que existem simultaneamente. (Ver Apoc. 17:12-14; comparar com Dan. 7:7, 20 e 24.) Devido à óbvia relação entre Apocalipse 12, 13 e 17, e Daniel 2 e 7, podemos dizer que os dez chifres representam as partes em que finalmente foi dividido o Império Romano. Essas partes tornaram-se Estados soberanos, os quais no fim do tempo desempenham importante papel em apoiar a Babilônia antitípica, ‘até que se cumpram as palavras de Deus’ (Apoc. 17:17).” – LES893, p. 11.

 

12:4 a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho.

Estrelas – “’Estrelas’ aqui significa anjos (Apocalipse 1:20). Existe um antecedente que nos permite dar dita interpretação a este símbolo apocalíptico. Jó, utilizando o estilo antigo da poesia hebraica de repetir a idéia a fim de ampliar seu sentido, declarou que ‘… as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus (Jô 38:7). Em Judas 6, é-nos dito que Deus tem guardado asses anjos de indigna rebelião para o dia do juízo, o que confirma o fato de que foram expulsos do Céu com Satanás. ” – SRA/EP, p. 25.

Dragão – “Satanás, que arrastou a terça parte das estrelas, ou anjos (Apocalipse 1:20), os quais converteu em demônios, usou a Herodes que governava por conta de Roma, para tentar matar a Jesus tão logo Ele nasceu em Belém (São Mateus 2:1-18). São José e a bem-aventurada Virgem Maria foram avisados por um anjo e fugiram para o Egito, cumprindo as profecias do Antigo Testamento (Jeremias 31:15; Oséias 11:1).” – SRA/EP, p. 96.

“Fácil será encontrar o poder simbolizado pelo dragão, porque o dragão representa algum poder que tentou destruir [a Cristo] ao nascer. Fez-se alguma tentativa nesse sentido? E quem a fez? Não é necessário dar uma resposta formal a estas perguntas, para quem tenha lido como Herodes, num esforço hostil por destruir o infante Jesus, mandou matar todas as crianças em Belém, até a idade de dois anos. Mas quem era Herodes? – Um governador romano. De Roma procedia o poder de Herodes.” – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 188, citado em LES893, p. 11 e 12.

 

12:5 E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

Filho – “O Filho da mulher (Apoc. 12:2) é a fonte de sua luz. Como será evidente, o Apocalipse apresenta diversos pontos muito significativos a respeito do Senhor da Igreja.

“O Messias estava prometido à Igreja desde os dias do Antigo testamento. Por exemplo, foi escrito no século VII A.C.: ‘Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; o governo está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz’ (Isaías 9:6). No Salmo 2:7-9 é profetizado que haveria de reger as nações com vara de ferro, assim como é revelado em Apocalipse 19:13-16, que o fará no final.” – SRA/EP, p. 95.

O Filho da mulher era Deus encarnado. O Filho de Deus esteve disposto a ‘esvaziar-Se’ (Fil. 2:7), a pôr de lado, durante certo tempo, o uso de Seus atributos divinos de onisciência, onipotência, onipresença e glória. Ele tornou-Se um ser humano como nós, nascido de mulher. Isto é condescendência que está além de nossa compreensão.” – LES893, p. 8.

“As três razões para identificar o filho com Cristo, são as seguintes:
“* Cristo foi Aquele a quem o diabo procurou destruir (Apoc. 12:4; S. Mat. 2; S. João 18 e 19).
“* Cristo regerá ‘todas as nações com cetro de ferro’. (Apoc. 19:15; 2:27; Sal. 2:9; 89:23.)
“* Cristo ‘foi arrebatado para Deus e para o Seu trono’ (S. Mar. 19:15; 2:27; S. Luc. 24:50 e 51; Atos 1:6-11.) – LES892, p. 9.

 

12:6 E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

No deserto por 1260 dias – “Assim como o mar representa multidões (Apocalipse 17:15), o deserto significa lugares despovoados e secretos. Os fiéis de Cristo não podiam se reunir publicamente porque os matavam. Se aplicarmos aos 1.260 dias proféticos o princípio de um dia por um ano (Ezequiel 4:6, 7; Número 14:34), estamos frente a um período de 1.260 anos de perseguição que se localizam historicamente desde que entrou em vigência o Edito de Justiniano, no ano de 538, até o ano de 1798, quando por intervenção napoleônica caduca o código de Justiniano. Durante este período existiam muitas igrejas cristãs que funcionavam abertamente como organizações; não obstante, não podemos assinala-las como verdadeiras porque Deus disse que durante esse período Sua verdadeira Igreja estava sendo mantida em segredo (Apocalipse 12:6, 14).” – SRA/EP, p. 96.

 

12:7 Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam,

Miguel – “Miguel é o nome dado a Cristo. (Comparar com Dan. 10:13, 21; 12:1; Jud. 9.) Apocalipse 12 dá um resumo do grande conflito, através de quatro batalhas, nas quais Cristo e Satanás são as personagens principais.” – LES963, lição 11, p. 4.

“Miguel, que significa ‘Quem é como Deus?’, é um dos nomes de Cristo. Em Judas 9 Miguel aparece como o Arcanjo (chefe dos anjos). Jesus usa o nome de Miguel só quando aparece enfrentando decididamente a Satanás, o qual queria ser como Deus (Isaías 14:14). Encontramos um exemplo disto em Apocalipse 12:7. Nos versículos … (Daniel 12:1, 2) se menciona a ressurreição que ocorrerá quando Jesus voltar para os Seus (São João 5:28, 29; I Tessalonicenses 4:16). Jesus mesmo Se levantará em favor de Seu povo e os libertará.” – SRA/EP, p. 109.

“Nessa profecia Cristo é retratado tanto em Seu estado preexistente como Miguel, Capitão do exército do Senhor (ver Jos. 5:13-15; comparar com Dan. 12:1; I Tim. 2:5), quando no Seu estado encarnado como “Filho varão” (verso 5). A expulsão inicial e física de Satanás e seus anjos por Cristo (Miguel) é agora plenamente confirmada pela expulsão moral efetuada pela morte expiatória de Cristo. Os versos 10 a 12 enfatizam esta expulsão moral realizada pela morte do Salvador.” – LES893, p. 10.

 

12:8 mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.

12:9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.

Satanás – “No livro de Ezequiel, Satanás é apresentado sob o símbolo do perverso rei de Tiro. Ali é mencionado que ele foi criado perfeito (Ezequiel 28:15), o que nos ajuda a entender que Deus não criou o diabo perverso, como o é na atualidade.

“Nos versículos seguintes, descreve-se um processo de autocorrupção que transformou esse ser perfeito, Lúcifer, em diabo (anjo mau) sublevado contra Deus. A vaidade, o orgulho e a ambição foram os passos degradantes que o levaram ao pecado (Ezequiel 28:16, 17), e fizeram dele o pai e iniciador do erro, da mentira e do pecado (São João 8:44).

“Outro aspecto importante que se destaca em Isaías 14:12-14, sob o símbolo do rei de Babilônia, foi sua intenção de ser semelhante a Deus, estabelecendo seu trono ali onde está o trono do Altíssimo. Ali começa a rebelião cósmica cujo grande conflito é revelado no Apocalipse. …

“Por usurpação, Satanás se constituiu o príncipe deste mundo (São João 14:30), e os seres humanos, ao pecar, chegaram a ser seus cativos (Romanos 6:16; II Timóteo 2:26), a quem reclama como propriedade (I São João 3:8). Cristo põe ao alcance de cada filho Seu armas para vencer os enganos de Satanás.” – SRA/EP, p. 25.

A rebelião de Satanás é inexplicável. Muitos têm, inutilmente, procurado explicar como um anjo perfeito e santo, e que, ‘abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus’ (Patriarcas e Profetas, pág. 15), podia ter-se rebelado contra um Deus amoroso, perfeito e santo. …‘Provou-se  que sua desafeição era sem causa’ (pág. 21), o que indica que não tem explicação. Sabemos que ele teve inveja da posição de Cristo (pág. 17) e insinuou dúvidas com respeito á lei de Deus (página 17), a qual constitui uma revelação do Seu caráter (O Grande Conflito, pág. 468). Satanás foi expulso do Céu com todos os anjos que concordaram com ele (II S. Ped. 2:4).” – LES963, p. 12.

12:10 Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

Hino – “Alusão à crucifixão de Cristo. Os versos 10 a 12 de Apocalipse 12 são considerados como um hino que interpreta o significado da grande batalha descrita nos versos 7 a 9.” – LES893, p. 9.

Lançado fora -“Apocalipse 12:10 não se refere exclusivamente à expulsão original de Satanás do Céu. O revelador está enaltecendo os eternos benefícios do Calvário. O Cordeiro conquistou a salvação por Sua morte. (Comparar com Apoc. 5:9 e 10.) A vitória da cruz resultou na expulsão do ‘acusador de nossos irmãos’. Agora a vida eterna pode ser concedida a todas as pessoas arrependidas, quer tenham vivido antes ou depois da cruz. (Ver I. Cor. 15:17-23; Heb. 9:15.) O Calvário não somente é fundamental para a nossa salvação, mas constitui também a garantia de que o Universo será para sempre purificado dos resultados da rebelião de Satanás.” – LES893, p. 8 e 9.

“Precisamos compreender claramente as duas ocasiões em que Satanás foi expulso: a)antes da criação do mundo; b) quando Cristo o derrotou na cruz. Vivemos no tempo na ‘grande ira’ de Satanás (Apoc. 12:12), pois ele sabe muito bem qual é o seu destino e que só lhe resta ‘pouco tempo’. Mas a sua destruição definitiva é inevitável.LES893, p. 12.

 

12:11 E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte.

Venceram – “Nosso grande segredo para vencer é apegar-nos a Cristo, pois Ele já venceu a Satanás ns tentações do deserto, na cruz e demonstrou Sua vitória ao ressuscitar dos mortos. O diabo sabe que está perdido, por isso se apresenta como um leão que ruge (I São Pedro 5:8), pois ao final do milênio apocalíptico será destruído no lago de fogo e enxofre (Apocalipse 20:10, 14; Ezequiel 28:18, 19).” – SRA/EP, p. 27

 

12:12 Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

“A destruição final de Satanás tornou-se certa em virtude do sacrifício de Cristo no Calvário. Apocalipse 12 revela que, desde a morte de Cristo na Cruz, o diabo tem estado ‘cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta’ (verso 12). Sabemos hoje que seu tempo quase se esgotou. Não é de estranhar que ele opere nestes últimos dias por meio de pessoas, por meio de organizações políticas e religiosas, e por todos os outros meios acessíveis, para enganar e destruir o povo de Deus. Satanás odeia a Cristo e todos os que aceitaram Seu sacrifício pelos pecados eles. São ‘tições tirados do fogo’ (Zac. 3:2), e as acusações de Satanás são repelidas pelo Senhor.” – LES893, p. 43.

 

12:13 Quando o dragão se viu precipitado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão.

12:14 E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.

12:15 E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente.

 

12:16 A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca.

A que período da história da Igreja Cristã se refere Apocalipse 12:14-16?Comparar com Dan. 7:25; 12:7; Apoc. 11:2 e 3; 12:6 e 14; 13:5.

“No verso 14, a mulher ‘é sustentada durante um tempo, tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente’. No verso 6, ela está no deserto por 1.260 dias. … Usando  princípio de que um dia representa um ano na profecia simbólica, os adventistas ensinam que esse período começou em 538 A.D. e terminou em 1798 A.D. Durante esses 1.260 anos, o papado foi eclesiasticamente supremo nalguns países europeus. Durante a Idade Média, a Europa ocidental prestou homenagem ao Bispo de Roma. Os cristãos que preferiram seguir a Palavra de Deus foram perseguidos por causa de sua fé. A Igreja e o Estado uniram-se para destruí-los. A mão de Deus esteve Sua Igreja verdadeira, livrando-a da extinção.” – LES893, p. 12 e 13.

“’A Terra ajudou a mulher’, abrindo a boca e tragando o rio. A Reforma do século dezesseis começou a sua obra. … E em breve houve suficiente terreno protestante na Europa e no Novo Mundo para engolir o rio da fúria papal e tirar-lhe o poder de danificar a Igreja. A Terra ajudou assim a mulher, e tem continuado a ajuda-la até hoje, nutrindo o espírito da reforma e de liberdade religiosa pelas principais nações da cristandade.” – Uriah Smith, Daniel and the Revelation, p. 558 e 559, citado em LES893, p. 13.

Os primeiros dezesseis versos terminam em 1798 A.D., quando findaram os 1.260 anos que a Igreja passou no ‘deserto’. Em todas as épocas, até esse ponto, Deus teve verdadeiros seguidores que muito sofreram por Ele. Nalgumas ocasiões parecia que eles seriam eliminados da Terra, mas o diabo não teve permissão para extingui-los.” – LES893, p. 17.

“A primeira besta se ergue ‘do mar’ (Apoc. 13:1). O mar representa a massa de humanidade da qual as nações se formam. (ver Apoc. 17:15; comparar com Dan. 7:2 e 3.) A terra representa a região relativamente livre de população humana.. Na Idade Média, e início da era moderna, a ‘mulher’, os fiéis seguidores de Cristo, tiveram de fugir para os lugares desabitados para escapar da perseguição (Apoc. 12:14 e 16). Dessa forma é que foram fundados os Estados Unidos.” – LES963, lição 8, p. 6.

 

12:17 E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus.

Foi fazer guerra – “Os versos 1 a 16 salientam várias vezes que o diabo atacou furiosamente a Cristo e Sua Igreja no decorrer da História. O contexto do verso 17 indica que a ira de Satanás é manifestada contra a Igreja depois de 1798. A Igreja do ‘tempo do fim’ (Dan. 12:7 e 9) é o alvo especial dos ataques demoníacos.” – LES893, p. 18.

As investidas de Satanás contra o povo de Deus nos últimos dias (Ver Dan. 11:44; 12:1) – “As pontas pequenas de Daniel 7 e 8, e o ‘assolador’ de Daniel 9:26 e 27, em suas aplicações no fim do tempo, são denominados ‘rei do Norte’ (Daniel 11:40-45). Satanás usa esse poder terrestre ‘para destruir e exterminar a muitos’ (Dan. 11:44), antes do fim do julgamento que precede o Segundo Advento. Quando terminar o tempo da graça e os justos houverem sido vindicado legalmente (Dan. 7:26), Cristo Se levantará para executar as decisões do tribunal. Então se intensificará a ira de Satanás, pois ‘haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo’ (Dan. 12:1). Mas a ira do dragão, que ameaça exterminar o povo de Deus, é restringida por intervenção divina.” – LES893, p. 18.

Remanescente – “A palavra grega traduzida por ‘remanescente’, nalgumas versões, significa ‘os restantes’. O verbo correspondente quer dizer ‘deixar de resto’, ou ‘deixar ficar’. O ‘remanescente’ de Apocalipse 12:7 re refere aos verdadeiros seguidores de Cristo (Sua Igreja) que restariam após o fim dos 1.260 anos em 1798. de acordo com Daniel 12:7 e 9, essa data assinalou o começo do ‘tempo do fim’.” – LES893, p. 21.

“Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.” – LES893, p. 26.

Deus sempre preserva um remanescente fiel.  Em todas as épocas da História, quando a maioria se afastou de Deus, o Senhor teve um ‘remanescente’ fiel. O remanescente pode ser a minoria, mas não é necessariamente um grupo pequeno. Por vezes ele foi um grupo bem grande. O remanescente tem sido constantemente incumbido da missão especial de levar avante a obra de Deus na Terra, preservando Sua verdade e transmitindo-a aos que os rodeiam.” LES893, p. 19.

“Desde o começo, os adventistas do sétimo dia têm proclamado audazmente as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, as quais constituem o último apelo de Deus para que os pecadores aceitem a Cristo, e crêem humildemente que o seu movimento é o ‘remanescente’ [de Apoc. 12:17].  Nenhuma outra denominação religiosa está proclamando essa mensagem em conjunto, e nenhuma outra cumpre as especificações delineadas nessa passagem. Por isso, nenhuma outra possui bem fundada razão bíblica para afirmar que é ‘o remanescente’ do verso 17.

“No entanto, os adventistas rejeitam enfática e inequivocamente toda idéia de que só eles são filhos de Deus e têm direito ao Céu. Crêem que todos aqueles que adoram a Deus com toda a sinceridade, isto é, de acordo com toda a vontade de Deus revelada, de que têm conhecimento, são presentemente possíveis membros desse ‘remanescente’ final mencionado no capítulo 12, verso 17.” – SDABC, vol. 7, p. 815, citado em LES893, p. 21.

“O remanescente fiel deve ser fiel. Que diria você se sua esposa lhe dissesse: ‘Vou ser-lhe fiel do domingo à sexta-feira, mas no sábado serei infiel.’? A igreja (mulher profética) que não é fiel no sábado, não é a igreja de Apocalipse 12.” SRA/EP, p. 97.

Ver Apêndice: “Identificação do Remanescente”.

Os que guardam os mandamentos de Deus – “O remanescente é identificado aí com ‘os que guardam os mandamentos de Deus’ muito tempo depois da crucifixão de Cristo, em que numerosos cristãos dizem ter sido abolida a lei. O Novo Testamento ensina que os Dez Mandamentos, da maneira exemplificada na vida de Cristo, são a norma de justiça para os cristãos. (ver Rom. 3:31; 7:7, 12 e 14; I S. João 2:4; S. Tia. 2:10-12.)” – LES893, p. 22 e 23.

“Ann Landers disse: ‘Se Deus não considerasse importante nossa obediência a Ele, teria nos dado apenas dez sugestões.’ Muitas pessoas consideram os Dez Mandamentos como um conjunto de leis que não se aplicam aos dias atuais. Alguns chegam a dizer que a tentativa de guardar os Dez Mandamentos é uma forma de legalismo. Pensam que a lei do amor nos leva a agir, algumas vezes, de forma contrária aos Dez Mandamentos. ” – LES963, lição 5, p. 1.

“O caráter de Deus não muda. Nos tempos eternos, antes que nosso mundo fosse criado, Deus já era perfeitamente justo. Ele estava em perfeita conformidade com a lei da vida, por Ele estabelecida. Essa lei define Sua maneira de ser e a dos seres perfeitos criados por Ele. Se a lei de Deus pudesse ser abolida ou mudada, o padrão de Seu caráter também seria mudado. Em tais circunstâncias, Ele não poderia ser reconhecido como tendo uma justiça imutável. A lei de Deus é tão imutável quanto o Seu caráter justo.” – LES963, lição 5, p. 2. (Nota do compilador: textos citados pela referência: Mal. 3:6; Heb. 13:8; Tia. 1:17; Sal. 119:142 e 152; 111:7 e 8.)

“’Os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus’ (Apoc. 12:17), não procuram excluir o mandamento do sábado da lista dos preceitos de Cristo. A frase na mensagem do primeiro anjo: ‘E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas’ (Apoc. 14:7), é uma alusão a Êxodo 20:11, que faz parte do quarto mandamento. A mensagem do primeiro anjo nos convida a adorar o criador lembrando-nos do santo sábado do sétimo dia.” – LES893, p. 24.

“O mesmo apóstolo João, que desmascarou Satanás, diz: ‘Para isto Se manifestou o Filho de Deus, para destruir as obras do diabo’ (I S. João 3:8). Nosso Senhor Jesus disse que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17); que ninguém tem, nem terá autoridade para mudar a lei (São Mateus 5:18); apesar de que o anticristo intentaria faze-lo (Daniel 7:25). Jesus demonstrou ante o Universo que é possível guardar a Santa lei de Deus. Seus méritos (se O aceitamos) nos dão salvação (Romanos 5:19; 10:11). Uma vez redimido, o crente vive regido pela ética de Cristo. Por isso São Paulo diz: ‘Anulamos, pois a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma, antes confirmamos a lei’ (Romanos 3:31). …

”Satanás odeia a Deus e Sua santa lei, expressão de Seu caráter. Por isso é que quem vive segundo a carne em certa medida está reproduzindo a conduta de Satanás, ‘pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar’ (Romanos 8:7). Nosso Senhor Jesus Cristo disse: ‘Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos’ (São João 14:15). Ao guardar os mandamentos, demonstramos nossa identificação com Cristo. Isso explica porque Satanás ataca o remanescente fiel que guarda Seus mandamentos. Fá-lo como uma prolongação da luta que iniciou no Céu contra Cristo (Apocalipse 12:7). Mas é na hora da perseguição que se torna mais agradável a promessa: ‘Sê fiel até à morte e dar-te-ei a coroa da vida’ (Apocalipse 2:10).” – SRA/EP, p. 50.

“Você nota que muitas igrejas guardam a maioria dos mandamentos. Mas aqui não diz ‘a maioria’. Deus revela que aqueles que são da descendência da Igreja pura ‘Guardam os Mandamentos de Deus’, ou seja, todos os mandamentos. Desde o momento que Jesus disse que não mudou, nem autorizou mudança alguma, nem sequer um ‘j’ ou um til da lei enquanto houvesse céus e terra (São Mateus 5:17, 18), e que, se O amamos devemos guardar Seus mandamentos, assim como Ele nos deu o exemplo guardando os mandamentos do Pai (São João 14:15; 15:10), não poderíamos demonstrar que realmente temos a fé de Jesus se somos contrários à observância da lei, ou aceitamos a modificação de algum dos mandamentos. Jesus disse: ‘Por que Me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?’ (São Lucas 6:46). E São João confirma: ‘Ora, sabemos que O conhecemos por isto: se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade’. (I São João 2:3, 4). Não podemos invocar o amor para desobedecer. ‘Porque este é o amor de Deus, que guardemos os Seus mandamentos; ora, os Seus mandamentos não são penosos’ (I São João 5:3).

“Quando foi a última vez que leu serena e detidamente os Dez Mandamentos com o desejo de obedecer a tudo o que dizem? Estão em Êxodo 20:3-17.

“É provável que descubra, pesaroso, que a maioria dos cristãos não estão respeitando o segundo mandamento (Êxodo 20:4-6) eliminado da lei que aparece nos catecismos. Ou, talvez, veja com pena que as igrejas não estão respeitando o dia de repouso que Deus santificou, o santo sábado (Êxodo 20:8-11). Mas, ao mesmo tempo, terá a comovedora emoção de descobrir qual é a Igreja verdadeira; esse remanescente fiel que resta na Igreja de Cristo. Não há como equivocar-se. O Apocalipse diz que são cristãos (têm a fé de Jesus) os que ‘guardam os mandamentos de Deus’ (Apocalipse 14:12). Por isso é que Satanás desata intransigência e perseguição contra eles (Apocalipse 12:17).” – SRA/EP, p. 97.

“Deus deseja que todos nos salvemos (I Timóteo 2:3, 4) e Satanás quer desesperadamente que nos percamos. Expressamos nossa decisão por meio da obediência. A Santa Bíblia ensina que somos escravos daquele a quem obedecemos, ‘seja do pecado, para a morte, ou da obediência, para a justiça’ (Romanos 6:16). Nisto não existe neutralidade. Jesus disse claramente: ‘Quem não é por Mim, é contra Mim; e quem comigo não ajunta, espalha’ (São Mateus 12:30). Mas não se esqueça de que, assim como todas as promessas do Apocalipse são para os vencedores, em São João 14:1-3 o Senhor Jesus promete uma morada celestial para os fiéis.” – SRA/EP, p. 110.

Obediência e salvação – “A obediência aos mandamentos nunca é apresentada na Bíblia como meio de salvação. Mas é muitas vezes apresentada como resultado e evidência da salvífica graça de Deus no coração. Está você desfrutando a salvação em Cristo no tempo presente? Em caso afirmativo, viver de acordo com os Seus mandamentos é uma alegria e um privilégio para você.” – LES893, p. 25.

“Assim como a figueira não produz frutos para receber méritos e chegar a ser uma figueira, mas produz figos porque é figueira, o cristão não faz o que é bom para pagar a salvação. Cristo já pagou o resgate. O cristão guarda os Dez Mandamentos porque é uma nova criatura em Cristo. Os frutos demonstram que ele não é mais rebelde.” – SRA/EP, p. 98.

O testemunho de Jesus – “… testemunho procedente ou da parte de Jesus; isto é, o testemunho dado por Ele pela revelação profética.” – LES893, p. 26.

“O dragão faz guerra contra os que ‘têm o testemunho de Jesus’ (Apoc. 12:17). A frase é traduzida de várias maneiras: ‘se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus’ (NVI), ‘são fiéis à verdade revelada por Jesus’ (BLH). O verbo ter significa, no grego, ter, sustentar, guardar, possuir, preservar, colocar no coração. O remanescente tem o testemunho de Jesus como sua posse.

“Sobre o significado da frase ‘testemunho de Jesus’, deve-se estudar Apocalipse 19:10. João queria adorar o anjo que fora enviado a ele para lhe dar um testemunho a respeito de Jesus (Apoc. 1:1 e 2). O anjo se identificou com aqueles que, como João, tinham recebido o testemunho de Jesus. Quem eram essas pessoas? O anjo explicou: ‘o testemunho de Jesus é o espírito de profecia’ (Apoc. 19:10). Assim como João e seus companheiros profetas receberam o testemunho de Cristo a respeito dEle mesmo, o anjo também recebeu e aceitou. Como Cristo era a Fonte da mensagem, somente Ele podia ser adorado.

“Apocalipse 22:8 e 9 fala de outra ocasião em que João tentou adorar o anjo. A resposta do anjo foi: ‘Vê, não faças isso; eu sou conservo teu, dos teus irmãos, os profetas e dos que guardam as palavras deste livro’ (Apoc. 22:9). Os que têm o testemunho de Jesus (Apoc. 19:10) são ‘os profetas’ (Apoc. 22:9). O ‘espírito de profecia’ possuído pelo anjo, João e seus companheiros profetas é o testemunho que Jesus lhes deu a respeito de Si mesmo. Então, o ‘testemunho de Jesus’ (Apoc.12:17) é basicamente o dom de profecia,e, secundariamente, as mensagens dadas pelos profetas.

“O dragão tenta afastar as pessoas das mensagens dos profetas e da verdade de que o dom profético tem sido manifesto nos últimos dias. (ver Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14; Mat. 24:24.)” – LES963, lição 8, p. 3.

“No Novo testamento há um sentido muito real em que o testemunho de Jesus se refere á especial revelação divina dada pessoalmente por Ele e por intermédio dos profetas. (Ver S. João 3:11, 31 e 32; S. João 15:27; Atos 10:43.) João atestou ‘o testemunho de Jesus Cristo’, que lhe foi dado em visão na ilha de Patmos (Apoc. 1:2, 9 e 10).

“O Espírito de Profecia. Apocalipse 19:10 define claramente ‘o testemunho de Jesus’ como ‘o espírito de profecia’. Que é o ‘espírito de profecia’? Esta expressão pode referir-se à compreensão das profecias pelos que as estudam. Nesse versículo, refere-se ao dom especial possuído pelo anjo, por João e por outros profetas. Esta conclusão tem o apoio de Apocalipse 22:8 e 9, uma passagem paralela. Assim como o anjo recebeu a revelação necessária para transmitir ao mundo o testemunho de Cristo, João também a recebeu.

“Revelação especial na Igreja remanescente. No livro de Apocalipse, ‘o testemunho de Jesus’ se refere a algo mais do que ao testemunho sobre Cristo que é aceito e dado pelos cristãos. ‘O testemunho de Jesus’ se refere à obra de profetas inspirados que receberam visões, sonhos e comunicações verbais de Deus para serem transmitidas aos habitantes da Terra. Apocalipse 12:17 ensina que o dom profético se manifestaria na Igreja remanescente.

“… A Igreja Adventista do Sétimo Dia crê a respeito da obra de Ellen G. White (1827-1915): ‘Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Esse dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White.’ – ‘Crenças Fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia’, Seventh Adventist Yearbook, 1987, pág. 7. Esta crença se baseia no fato de que a obra de Ellen G. White está à altura das provas bíblicas de quem um profeta é verdadeiro. Esta evidência inclui a harmonia de seus escritos com as Escrituras, os frutos de sua obra, o cumprimento de suas predições, sua exaltação de Cristo, bem como a natureza oportuna e prática e a exatidão de suas mensagens. Seu estado físico enquanto se achava em visão também constitui um fator corroborante. (Ver Arthur L. White, Ellen G. White, 6 volumes. Review and Herald, 1981-1986.) (Ver ainda Joel 2:28-32; Efés. 4:11-14).” – LES893, p. 25 e 26.

“…provas de um profeta verdadeiro…: Isa. 8:20; Apoc. 22:18 e 19; S. mat. 7:15-20; Deut. 18:21 e 22; Jer. 28:9; I S. João 4:1-3.” – LES893, p. 27.

Ver ainda Apêndice: “O testemunho de Jesus”.

12:18 E o dragão parou sobre a areia do mar.

 

Referências

Anderson, Roy A., O Apocalipse Revelado, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.

White, Ellen G., Primeiros Escritos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., 1987.

SDABC – Seventh Day Adventist Bible Commentary.

White, Ellen G., Atos dos Apóstolos, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

White, Ellen G., Grande Conflito, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP,., .

Strand, Kenneth A., Interpreting the Book of Revelation. Ann Arbor Publishers, Naples, Florida.

White, Ellen G., Caminho a Cristo, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.

Publicado originalmente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-12.html