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“Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre esses a segunda morte não tem autoridade; pelo contrário, serão sacerdotes de Deus e de Cristo e reinarão com Ele os mil anos” (v.6).
Continuando a narração do retorno de Jesus, como o Cavaleiro que “Se chama Fiel e Verdadeiro” (Ap.19:11), da derrota da besta e do falso profeta, e da destruição dos ímpios, João viu “descer do céu um anjo” tendo “na mão a chave do abismo e uma grande corrente” (v.1). As cadeias deste anjo vingador é um símbolo da prisão de Satanás (v.2), que ficará nesta terra destruída durante mil anos sem ter a quem tentar, já que “os restantes dos mortos” permanecerão nesse estado até que se completem “os mil anos” (v.5). Já estudamos o que as Escrituras dizem sobre o estado dos mortos: “e o pó volte à terra, como o era, e o espírito [Ruach, fôlego], volte a Deus, que o deu” (Ec.12:7). Somos a junção de pó da terra mais fôlego de vida. Portanto, nós não temos uma alma, nós somos “alma vivente” (Gn.2:7).
Nesse contexto, entendemos melhor sobre a ressurreição. De forma geral, haverá duas ressurreições: “os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo”, disse Jesus (Jo.5:29). Enquanto isso, os mortos estão em um estado de sono, como bem falou Jesus antes de ressuscitar a Lázaro: “Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo” (Jo.11:11). Ora, se Lázaro estivesse desfrutando do Céu ao lado de Deus, será que Jesus o teria trazido de volta a este mundo de pecado? Certamente que não, amados. O sábio Salomão também escreveu: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento” (Ec.9:5).
Quando Jesus voltar em glória, com os Seus santos anjos, soada a trombeta de Deus, “os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” e os vivos serão transformados e todos levados para junto de Cristo nas nuvens, dando início à viagem intergaláctica até à Cidade Santa, a Nova Jerusalém (Leia 1Ts.4:16-17). Os ímpios serão mortos e os que já estavam mortos (ímpios), permanecerão em seus túmulos até que se passem os mil anos. “Quando, porém, se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão” (v.7), haverá a segunda ressurreição (ressurreição dos ímpios) e ele reunirá aquela multidão “como a areia do mar” (v.8) a fim de guerrear contra “o acampamento dos santos” (v.9), “a santa cidade, Jerusalém, que [descerá] do Céu, da parte de Deus” (Ap.21:9). Mas antes que haja cumprido o seu diabólico objetivo, descerá “fogo do céu”, que o destruirá, juntamente com seus anjos e com todos os ímpios, de uma vez por todas (v.9). Cumprir-se-á a “obra estranha” de Deus (Is.28:21).
Antes disso, haverá um julgamento, um acerto de contas. Cristo, Aquele que Se assenta no trono de Deus (v.11), julgará a cada um “segundo as suas obras, conforme o que se acha escrito nos livros” (v.12). Existem registros no santuário celeste. A obra de expiação de Cristo no lugar Santíssimo, desde 1844, tem sido uma obra de purificação dos registros dos santos, dos que verdadeiramente se arrependeram e daqueles que hão de se arrepender de seus pecados antes que termine o período de graça. Ninguém escapará do juízo divino, até o mar dará “os mortos que nele estavam” (v.13). Serão “julgados, um por um, segundo as suas obras” (v.13).
O Senhor virá para destruir definitivamente o pecado e toda a maldade e, todo aquele que não for “achado inscrito no Livro da Vida” (v.15), que não aceitou o chamado de amor do Salvador, procurando viver como o antigo Israel, como quem não tem Rei, cada um fazendo o que acha ser correto a seu próprio critério sem o temor do Senhor (Jz.21:25), terá de sofrer o dano da “segunda morte, o lago de fogo” (v.14). Esta nunca foi a vontade de um Deus que pacientemente espera por nós “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe.3:9).
O nosso tempo de espera pelo retorno de Jesus nunca poderá ser comparado ao tempo em que Deus espera até o último inscrito no Livro da Vida. Mas, no tempo determinado, Ele terá de dar fim ao pecado e cumprir Sua derradeira promessa. E está perto, meus irmãos! Está muito perto o Dia em que nossos olhos contemplarão a Redenção! Que, até lá, avancemos, perseverando em buscar “as coisas lá do alto, onde Cristo vive” (Cl.3:1).
Pai Celestial, não têm sido fáceis esses dias finais. Por vezes, parece que não temos mais forças, mas então o Senhor renova o nosso vigor e seguimos em frente. Louvado seja o Senhor por Sua bondade, misericórdia e paciência para conosco! Pai amado, protege a nossa mente deste tempo perigoso e que nossos nomes estejam escritos no Livro da Vida para nunca mais sair. Ó, Deus eterno, quanto almejamos ouvir as doces palavras: “Muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco e sobre o muito te colocarei. Entra na alegria do teu Senhor!”. Liberta-nos das amarras do pecado e nos une a Ti com os laços do Teu amor eterno! Clamamos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, inscritos no Livro da Vida do Cordeiro!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse20 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 20 – Apocalipse 20 mostra que, mesmo quando o mal parece sobressair (Apocalipse 13, 17), o Todo-poderoso está dirigindo tudo para o desfecho final.
“Conforme descrito em Apocalipse 20:1-14, o milênio é um período de mil anos, delimitado por duas ressurreições: a primeira é a dos justos, no segundo advento de Cristo, e a segunda é a dos ímpios, no encerramento do período. Satanás é preso no início do milênio, encerrando-se sua oportunidade para enganar. Todos os justos, vivos e ressurretos, recebem imortalidade e são levados ao Céu para viver e reinar com Cristo enquanto durar o milênio. Os ímpios são destruídos pelo resplendor da vinda de Cristo, o que provoca o despovoamento do planeta. Nessa condição, a Terra se torna um ‘poço do abismo’, para que Satanás e seus anjos fiquem nela confinados durante os mil anos” (Eric Claude Webster).
• Antes da segunda vinda de Cristo, acontece o juízo investigativo, iniciado em 1844 (Apocalipse 10; Daniel 8:13-14). Deus julga os poderes perversos deste mundo, para os santos do Altíssimo (Daniel 7:1-27).
Apocalipse mostra que “Jesus não somente leva ao cativeiro e derrota à primeira besta [catolicismo] e ao falso profeta [protestantismo apostatado] como também ao dragão [Satanás] que havia inspirado e guiado a esses poderes com sua falsa espiritualidade”, observa Raúl Quiroga.
Durante o Milênio, a Terra ficará vazia e caótica (Jeremias 4:23-26), para que Satanás perceba as desgraças de suas ações. “Satanás é na verdade um ‘ganster’ acima do comum, e, com o aproximar-se do tempo de sua sentença de morte, é posto em cadeia enquanto aguarda sua execução” (Roy Allan Anderson). Ao término de sua prisão, Satanás será aniquilado, o mal será erradicado do Universo.
• As soluções de Deus são certas. Seu plano redentor não ficará incompleto. Sua ação contra Satanás irá aniquilá-lo definitivamente. O juízo final está diretamente relacionado à derrota completa de Satanás, que será morto para nunca mais interferir no perfeito plano do Todo-poderoso.
Deus não compartilhará a eternidade com o mal. O fim de Satanás é certo e irreversível: “A morte e o Hades foram lançados no lago de fogo”, que “é a segunda morte” (Apocalipse 20:14), da qual “o vencedor de modo algum sofrerá” (Apocalipse 2:11; 20:15).
Precisamos ter nosso nome no livro da vida! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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6545 palavras
O milênio – O fim do grande conflito
‘Apocalipse 20 descreve o julgamento dos ímpios pelos justos que estarão no Céu, durante o Milênio. Satanás e os anjos maus ficarão retidos na Terra desolada. No fim do Milênio, o pecado e os pecadores serão eliminados do Universo.” – LES893, p. 172.
“O estudo dos mil anos de Apocalipse 20 é essencial por diversas razões: 1ª Ele aumenta nossa compreensão da vindicação final do caráter de Deus no fim do grande conflito; 2ª Indica a recompensa dos justos e sua obra depois da Segunda Vinda de Jesus; e 3ª Correta compreensão do Milênio evita que aceitemos ensinos que se opõem ao que diz a Bíblia, tais como a doutrina do arrebatamento secreto antes do Milênio e a teoria da ‘segunda oportunidade’ durante o Milênio.
“Precisamos estudar muito bem o assunto de Apocalipse 20, para ter plena certeza do que cremos a esse respeito.” – LES893, p. 162 e 163.
20:1 E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão.
20:2 Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos.
Prendeu o dragão – “O Apocalipse descreve alguns acontecimentos impressionantes que acompanharão o momento do retorno de Cristo, em que será preso Satanás (Apocalipse 16:18, 20, 21). Com os fiéis no Céu e os ímpios mortos (II Tessalonicenses 1:7, 8, 2:8), a Terra ficará como no princípio (Gênesis 1:2), sem forma e vazia, sem luz nem vida, como a descreve Jeremias 4:23-28. Esse é o abismo no qual ficará Satanás durante o milênio. …
“Como num dia de chuva o pedreiro que devia levantar-nos as paredes nos diz: ‘Estou atado de pés e mãos’, a cadeia das circunstâncias enumeradas … será o instrumento com o qual o anjo prenderá a Satanás durante o milênio.” – SRA/EP, p. 46.
Milênio – “Não há razão para interpretar os mil anos como tempo profético, aplicando o princípio do dia-ano, porque o Milênio ocorrerá após o tempo histórico.” – LES893, p. 171.
“O ensino sobre o Milênio abrange importantes doutrinas bíblicas. … as considerações bíblicas sobre este assunto se acham contidas em Apocalipse 19:11 a 20:15. A seqüência começa com a Segunda Vinda de Cristo e termina na fase executiva do juízo final em que os ímpios são destruídos no lago de fogo. Portanto, as doutrinas bíblicas que fazem parte deste assunto são as seguintes:
“1) A volta visível e pessoal de Cristo; 2) a ressurreição dos justos no começo do Milênio, e a dos ímpios no fim dos mil anos; 3) o estado dos mortos; 4) o juízo final; 5) Satanás; 6) a destruição dos perdidos; 7) a Nova Terra e a Nova Jerusalém, o lar dos remidos.” – LES893, p. 163.
O MILÊNIO
(Mil Anos Entre as Duas Ressurreições)
| Tempo Presente | Primeira Ressurreição | MILÊNIO | Segunda Ressurreição | Eternidade |
| Era Cristã
Últimos dias Conclusão da mensagem de Apoc. 14:6-14 |
Cristo vem buscar os santos
Ressuscitam os justos mortos Os santos são levados para o Céu Ímpios morrem Satanás é preso |
Os santos reinam com Cristo no Céu
Terra desolada Satanás preso |
Cristo vem com os santos
Desce a cidade Santa Ímpios mortos ressuscitam Satanás é solto Destruição dos ímpios |
Nova Terra
Os santos possuem o reino para sempre |
Diagrama que “expõe os acontecimentos que ocorrerão no começo e no fim do Milênio, e também as condições que existirão durante esse período de tempo”, segundo LES893, p. 163 e 164.
20:3 Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.
Satanás lançado no abismo – “Note que é o anjo de Deus que tem a chave. Portanto, Satanás não conseguirá evitar ser lançado no abismo e retido ali.” – LES893, p. 166
“Prisão desolada. Como vimos, a Terra ficará completamente desolada, sem nenhum habitante humano. Quando a palavra hebraica usada para designar o estado da Terra em Gênesis 1:2 foi traduzida para a Septuaginta (versão grega do Antigo Testamento), usou-se o vocábulo abussos (‘abismo’.) A mesma palavra foi usada em Apocalipse 20:1. A Terra será reduzida a seu estado de desolação anterior.
No livro do Apocalipse o diabo é identificado como rei do ‘abismo’ ou do ‘poço do abismo’ (Apoc. 9:1, 2 e 11; 11:17; 17:8). O diabo e os anjos maus habitam no ‘abismo’. É o lugar do qual surgem os enganos satânicos. Visto que a terra é o campo de ação do diabo, deduzimos que ela é o ‘abismo’ em que ele será confinado durante o Milênio. O diabo e seus demônios ficarão ‘presos’ no sentido de que não terão ninguém para tentar durante mil anos.” – LES893, p. 167.
“Na septuaginta (a versão grega, antes da Era Cristã, da Bíblia Hebraica), abussos(abismo) é usado para designar o oceano primitivo (Gen. 1:2), as profundezas do mar (Jô 28:14) e as profundezas da Terra (Deut. 8:7; Sal. 71:20). Paulo usa uma vez a palavra abussos para designar a sepultura (Rom. 10:7).
“Das nove vezes que abussos aparece no Novo Testamento, sete ocorrem no Apocalipse. Abussos é um lugar que pode ser aberto ou fechado com uma chave (Apoc. 9:1 e 2; 20:1-3); poderes do mal residem ali (Apoc. 9:2 e 3); um governante dirige esses poderes (Apoc. 9:11); a besta surge desse abismo, o que sugere que também retornará a ele (Apoc. 11:7; 17:8).
“O uso de abussos no Apocalipse denota que esse vocábulo é empregado para descrever a habitação de Satanás na Terra. Como ele é simbolizado pelo dragão vermelho e pela besta escarlate (Apoc. 12:3 e 9; 17:3, 7 e 8), precisa de uma toca ou covil – o abismo. E visto que o ‘dragão’ foi atirado para a Terra (Apoc. 12:9), a Terra é na realidade o seu covil.” – LES893, p. 166.
“A Terra tinha a aparência de um deserto solitário. Cidades e vilas, derribadas pelo terremoto, jaziam em montões… . Aqui deverá ser a morada de Satanás com seus anjos maus por mil anos. Aqui estará ele circunscrito, para errar para cá e acolá, sobre a superfície da Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus.” – História Redenção, p. 415, citado em LES893, p. 167.
“Que simbolismo do Antigo Testamento representa a prisão de Satanás durante o Milênio? Lev. 16:7-10 e 20-22.” – LES893, p. 167.
Lev. 16:7-10 e 20-22: “Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação. E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel. Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado; mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.”
“Quando Arão houver acabado de fazer expiação pelo lugar santo, pela tenda da revelação, e pelo altar, apresentará o bode vivo; e, pondo as mãos sobre a cabeça do bode vivo, confessará sobre ele todas as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, sim, todos os seus pecados; e os porá sobre a cabeça do bode, e enviá-lo-á para o deserto, pela mão de um homem designado para isso. Assim aquele bode levará sobre si todas as iniqüidades deles para uma região solitária; e esse homem soltará o bode no deserto.”
“A remissão do pecado e a eliminação dos registros do pecado no santuário eram efetuados nos serviços diários e no serviço anual, em virtude do derramamento de sangue. A responsabilidade pelo pecado era colocada sobre a cabeça do bode emissário, que representava a Satanás. E então esse bode era levado para o deserto.
“Devido aos crimes contra Deus e a humanidade. ‘Ocorre agora o acontecimento prefigurado na última e solene cerimônia do dia da expiação. Quando se completava o ministério no lugar santíssimo, e os pecados de Israel eram removidos do santuário em virtude do sangue da oferta pelo pecado, o bode emissário era então apresentado vivo perante o Senhor; e as iniqüidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados’, pondo-os sobre a cabeça do bode. Lev. 16:21. Semelhantemente, ao completar-se a obra de expiação no santuário celestial, na presença de Deus e dos anjos do Céu e do exército de remidos, serão então postos sobre Satanás os pecados do povo de Deus; declarar-se-á ser ele o culpado de todo o mal que os fez cometer. E assim como o bode emissário era enviado para uma terra não habitada, Satanás será banido para a Terra desolada, que se encontrará como um deserto despovoado e horrendo.’ – O Grande Conflito, págs. 663 e 664. (Grifo acrescentado.)“ – LES893, p. 167 e 168.
Não mais engane as nações – “Que acontecerá com os ímpios que estiverem vivos por ocasião da segunda Vinda de Jesus? Apoc. 19:20 e 21; comparar com II Tess. 1:7 e 8; 2:8.” – LES893, p. 164.
II Tess. 1:7 e 8: “e a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo, e tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus;
II Tess. 2:8: “e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda;”
“As Escrituras não dizem que haverá uma ressurreição geral dos ímpios na Segunda Vinda de Jesus. Haverá uma ressurreição especial de alguns ímpios e de alguns justos, pouco antes da volta de Cristo. (ver Dan. 12:2; Apoc. 1:7; S. Mar. 14:62; O Grande Conflito, pág. 643; Primeiros Escritos, pág. 285.) Visto que os ímpios vivos serão destruídos por ocasião da volta de Jesus, podemos deduzir que durante o Milênio não haverá ímpios vivendo aqui na terra. (ver também Apoc. 6:14-17.)” – LES893, p. 164.
20:4 Então vi uns tronos; e aos que se assentaram sobre eles foi dado o poder de julgar; e vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos.
Julgamento – “Jesus foi preparar lugar para os salvos no Céu, para onde Ele os levará (São João 14:1-3). Portanto, o juízo de que está falando a Bíblia ocorrerá no Céu.
“Esse juízo não afeta os justos, os quais foram julgados antes da segunda vinda de Cristo … . Neste juízo são julgados os ímpios que participarão da segunda ressurreição (Apocalipse 20:12, 13), ao diabo e a seus anjos, e se lhes determina o castigo que merecem.
“Este juízo também serve para que os santos compreendam por que não se salvaram algumas pessoas que eles consideravam justas. Tal juízo desfará toda a dúvida da mente dos redimidos acerca da malignidade do pecado e a justiça e o amor de Deus.
“O Todo-poderoso ficará vindicado ante o Universo, e a compreensão de Sua justiça garantirá a estabilidade eterna da criação.” – SRA/EP, p. 45.
“A segunda fase do julgamento. Desde 1844 até o fim do tempo da graça, o julgamento no Céu abrange a investigação dos registros das pessoas que aceitaram a Cristo nalguma ocasião da história terrestre. Todos aqueles cuja profissão de fé for considerada genuína serão levados para o Céu por ocasião do Segundo Advento de Cristo. Durante o Milênio, na segunda fase do julgamento, serão investigados os registros dos que rejeitaram a Cristo. Este será o julgamento dos ímpios mortos. O verso 4 nos diz que aqueles a quem for ‘dada autoridade de julgar’ estarão com Cristo durante mil anos.
“Quem serão aqueles que irão julgar? São mencionados dois grupos especiais em Apocalipse 20:4. Primeiro há os mártires de todas as épocas; e, depois, os que aceitaram a mensagem do terceiro anjo e rejeitaram a imagem e o sinal da besta nos últimos dias (Apocalipse 13). Ambos os grupos demonstraram corajosamente sua total lealdade a Deus, em face de terríveis provações e ameaças. Apocalipse 20:6 indica que os remidos de todas as épocas ‘reinarão’ com Cristo durante o Milênio.
“Quem será julgado por eles? O apóstolo Paulo diz que ‘os santos hão de julgar o mundo’ e ‘os anjos’. (Ver I Cor. 6:2 e 3; comparar com S. Judas 6.) A obra dos salvos, durante o Milênio, será julgar os ímpios de todas as épocas, incluindo os anjos maus.
“’Em união com Cristo julgam os ímpios, comparando seus atos com o código – a Escritura Sagrada, e decidindo cada caso segundo as ações praticadas no corpo. Então é determinada a parte que os ímpios devem sofrer, segundo suas obras; e registrada em frente ao seu nome, no livro da morte. Igualmente Satanás e os anjos maus são julgados por Cristo e Seu povo.’ – O Grande Conflito, pág. 666.
“Esta fase do juízo abrange aquele que não se achou inscrito no livro da vida (Apocalipse 20:15). Será realizado pelo Senhor junto com os redimidos durante o milênio (Apocalipse 20:4; I Coríntios 6:2, 3). Este juízo é para benefício dos santos que glorificaram a Deus ao comprovar a justiça de Deus expressa nos Seus juízos.” – SRA/EP, p. 80.
“Qual é o propósito mais amplo dessa segunda fase do julgamento? No começo do grande conflito, Satanás acusou a Deus de ser injusto. No decorrer desse conflito na Terra, a humanidade muitas vezes expressou as acusações de Satanás. A segunda fase do julgamento é de capital importância para os santos. Ao ser examinado cada caso, ficará bem claro que Deus concedeu a cada pessoa a oportunidade de salvar-se; Ver-se-á que elas rejeitaram os Seus convites e que Ele foi totalmente justo ao excluí-las do reino eterno. Pelos séculos intermináveis da eternidade ninguém terá dúvida alguma quanto à misericórdia e justiça de Deus. Ninguém quererá rebelar-se contra Ele. Os registros do grande conflito terão provado definitivamente que Seu amor é infinito.” – LES893, p. 168 e 169.
“Questões elucidadas para os remidos e para os perdidos. De acordo com Apocalipse 22:11 e 12, o tempo da graça para os seres humanos terminará antes da Volta de Cristo. Podemos supor que isto se dará quando for concluído o juízo que precede o Segundo Advento. A prova mundial no tocante ao sinal da besta e ao selo de Deus, dividirá a última geração em dois grupos. Assim será determinado o destino de todas as pessoas – vivas ou mortas – antes que Cristo volte com o Seu galardão. Ninguém poderá ser salvo no julgamento durante o Milênio ou na fase executiva do juízo final, que se seguirão à volta de Cristo.
“O juízo que precede o Segundo Advento proporcionará aos seres celestiais que não caíram amplas informações sobre as questões do grande conflito (Dan. 7:10); e o julgamento durante o milênio e a fase executiva do juízo final elucidarão as questões para os remidos e para os perdidos, respectivamente. Esses processos do julgamento nos dizem muita coisa sobre o caráter de nosso Criador. Ele quer que os seres inteligentes do Universo compreendam cabalmente a natureza do pecado e como o Céu lidou com ele. Todos verão e reconhecerão que Deus foi infinitamente misericordioso e justo.” – LES893, p. 168
Julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros – “Quais são os três benefícios que resultam do juízo investigativo que precede o Segundo Advento?
1 – Ele é para benefício de Deus. Naturalmente, não Lhe revelará quem será salvo. Isso Ele já sabe. A principal finalidade do juízo investigativo é vindicar o caráter de Deus, defasando as dúvidas que Satanás suscitou acerca da justiça de Suas leis e de Seu trato com os seres criados. Ele demonstra claramente que Deus não destruirá seres rebeldes ou pecaminosos sem conceder a essas pessoas todas as oportunidades e recursos que o Céu pode prover para reconciliá-las com Deus. O Senhor precisa demonstrar que tratou a todos com imparcialidade, antes de excluir alguém da primeira ressurreição. E também que um número significativo de seres humanos mostrou-se sensível a tudo que Ele fez para salvá-los, sendo habilitados por Sua graça a guardar os Seus mandamentos.” – LES892, p. 75.
“[2 –] O juízo que precede o Segundo Advento é para o benefício dos habitantes do Universo que não caíram. O objetivo é que, ’pela Igreja, a multiforme sabedoria de Deus se torne conhecida agora pelos principados e potestades nos lugares celestiais’ (Efés. 3:10). Daniel viu a presença de ‘milhares de milhares …, e miríades de miríade’ (Dan. 7:10) no julgamento celestial que precede o Segundo Advento. O desígnio de Deus é que ‘a angústia’ não se levante ‘por duas vezes’ (Naum 1:9). Por isso, é essencial que nenhum habitante do Universo tenha qualquer dúvida da justiça de Deus.
[3 -] Esse julgamento é também para aqueles que agora vivem sobre a Terra. Cristo quer que os crentes vivos entrem numa relação com Ele que suporte o escrutínio (ou exame minucioso) do Universo.” – LES892, p. 74.
20:5 Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.
As duas ressurreições – “A primeira parte de Apocalipse 20:5 deve ser considerada como estando entre parêntesis. A última parte do verso 5 e todo o verso 6 se acham ligados ao assunto do verso 4. A ressurreição da vida, que Jesus predisse em S. João 5:29, é a ressurreição dos ‘bem-aventurados e santos’, no começo dos mil anos. A ressurreição da condenação é a ressurreição dos ‘restantes dos mortos’, no fim dos mil anos.
“As duas ressurreições. É importante notar que Apoc. 20:5 e 6 está em harmonia com as outras partes das Escrituras que falam sobre o estado dos mortos. Estes permanecem inconscientes na sepultura até serem ressuscitados. (ver I Reis 2:2 e 10; Atos 2:29 e 34; Jó 14:12-15; Sal. 146:3 e 4; Ecles. 9:5, 6 e 10.) Tanto os justos como os ímpios vão para a sepultura ao morrer. Na Bíblia não existe o que se chama de ‘Purgatório’. (ver Jô 3:11-19.)
“Haverá duas ressurreições: uma dos justos, e outra dos ímpios. Jesus, que ressuscitará ambos os grupos, ensinou esta verdade (S. João 5:28 e 29), e o apóstolo Paulo reafirmou-a (Atos 24:15).
“Apocalipse 20:4-6 declara que essas ressurreições gerais dos justos e dos ímpios não ocorrerão ao mesmo tempo, mas estarão separadas pelo período de mil anos. A primeira ressurreição – a dos justos – dar-se-á por ocasião da Segunda Vinda de Cristo. Os ímpios mortos ressuscitarão na ressurreição geral no fim dos mil anos.
“Depois de referir-se aos mártires, a Bíblia na Linguagem de Hoje traduziu Apocalipse 20:4 e 5 desta maneira: ‘Tornaram a viver e reinaram com Cristo durante os mil anos. (Os outros mortos não tornaram a viver até terminarem os mil anos.) Esta é a primeira ressurreição.’ “ – LES893, p. 169 e 170.
“Visto que todos os ímpios estarão mortos e todos os justos estarão no Céu, não haverá nenhum ser humano durante o Milênio. Qual será a condição da terra durante esse tempo? Apoc. 16:18 e 20; II S. Ped. 3:10; Jer. 4:23-27.” – LES893, p. 165.
II S. Ped. 3:10 – “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.”
Jer. 4:23-27 – “Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido. Vi também que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira. Pois assim diz o Senhor: Toda a terra ficará assolada; de todo, porém, não a consumirei.”
“O grande terremoto final certamente deixará o mundo num estado de caos e destruição. Jeremias estava predizendo a vinda dos babilônios para destruir o Israel apóstata e seu país. Mas a visão que ele teve também se aplica ao fim do tempo, quando os acontecimentos daquela época se repetiriam em escala mundial.
“Nos escritos dos profetas do Antigo Testamento há muitas passagens que falam de destruição, devido ao pecado, no dia do Senhor, seguida de um período de desolação e, depois, por um tempo de restauração. Embora não haja outras passagens na Bíblia – além de Apocalipse 20 – que falem de um período de mil anos em que a terra ficará completamente desolada, há muitas passagens que descrevem a desolação da Terra. Note algumas:
Dia do Senhor Desolação da terra Restauração
Isa. 64:1-3 Isa. 64:10-12 Isa. 65:9, 10 e 17-25
Isa. 66:14-16 Isa. 66:24 Isa. 66:22 e 23
Eze. 33:21 e 27 Eze. 33:28 e 29 Eze. 34-11-16 e 22-24
Sof. 1:2-18 Sof. 2:4-7, 9, 11, 13-15; 3:6 e 8 Sof. 2:9; 3:9-20
“As passagens acima têm uma aplicação histórica que era um tipo da situação que existirá no fim do tempo. Nem todos os aspectos da situação inicial se aplicam à situação secundária. Mas as semelhanças são consideráveis. Dias do Senhor locais e históricos apontavam para o Dia do Senhor do fim do tempo.” – LES893, p. 166
20:6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.
Santo – “De acordo com a revelação bíblica, quem é santo? No sentido etimológico da palavra, que dizer separado. É por isso que a Bíblia Sagrada diz que a igreja deve ser santa, sem mácula nem ruga (Efésios 5:27). Os santos, dos quais fala a Bíblia Sagrada, não são mortos nem são estátuas. São os membros de igreja que se separam do pecado e seguem a Cristo, respeitando os princípios da Palavra de Deus. Você, eu, todos nós somos chamados por Deus para ser esses santos. (I S. Pedro 1:15-16; II S. Pedro 3:11; I S. Pedro 2:9; Colossenses 1:22).” – SRA/EP, p. 45
Primeira ressurreição – “Quais são as duas ressurreições sobre as quais nosso Senhor Jesus Cristo falou quando esteve na Terra? São João 5:28, 29. Resp.: a. ‘Os que tiverem feito o bem para a ressurreição da vida; …’ (São João 5:29 p.p.). b. ‘…Os que tiverem praticado o mal para a ressurreição da condenação’ (São João 5:29 ú.p.). …
“Este versículo [Apoc. 20:6] diz que são os justos que voltarão à vida (ressuscitarão) e reinarão com Cristo mil anos. Este é o milênio bíblico que começa com a primeira ressurreição. …
“A primeira ressurreição ocorrerá quando Jesus voltar em glória e majestade.” – SRA/EP, p. 44.
“A profecia a respeito do milênio (Apoc. 19:11 a 20:15) profere uma bênção sobre os que ressuscitam na ‘primeira ressurreição’, pois não morrerão nunca mais (segunda morte), mas reinarão com Cristo (Apoc. 20:6). Nesta passagem não é declarado quando se dará a ‘primeira ressurreição’. Para obter esta informação precisamos volver-nos para outros textos, como I Tess. 4:16-18 e I Cor. 15:51-54, que situam essa ressurreição na Segunda Vinda.” – LES893, p. 165.
I Tess. 4:16-18: “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”
I Cor. 15:51-54: “Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade. Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.”
“’Os mortos em Cristo’ (I Tess. 4:16) abrangem os justos que morreram desde o tempo de Abel até o fim do tempo. ‘Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.’ I Cor. 15:22 e 23. Esse ‘todos’ inclui os santos do Antigo Testamento, bem como os do Novo Testamento.” – LES893, p. 164.
“A vida depois da morte começa na ressurreição. A Segunda Vinda de Cristo é o grande dia da vitória para o Céu. Cristo, o Salvador que possui a natureza humana, virá buscar os Seus, conforme prometeu (S. João 14:1-3). Os anjos, que formam os ‘carros de fogo’ mencionados na Bíblia (II Reis 2:11; Sal. 68:17), reunirão os remidos ‘para o encontro do Senhor nos ares’ (S. Mat. 24:31; I Tess. 4:17).
“A Bíblia nunca recomenda que o crente encontre conforto na idéia de que na ocasião da morte ele passará a desfrutar as glórias do Céu. A ênfase incide sempre sobre a esperança da ressurreição. (Ver S. João 11:24). A ressurreição de Jesus consolidou a esperança cristã de que Ele despertará os crentes falecidos quando voltar à Terra (S. João 6:40).
“Os justos terão corpo imortal. ‘Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, se bem que não as mesmas partículas de matéria ou substância material que foram para a sepultura. … Nenhuma lei de Deus na natureza demonstra que Ele restitui as mesmas partículas de matéria que compunham o corpo antes da morte. Deus dará aos justos mortos o corpo que Lhe aprouver.’ – Comentários de Ellen G. White, SDABC, vol.6, pág. 1.093. (Ver I Cor. 15:35-49.)” – LES893, p. 165.
“Para onde serão levados os justos ressuscitados e os justos que estiverem vivos por ocasião da Segunda Vinda de Jesus? S. João 14:1-3; Apoc. 7:9-17.
“Jesus chamou o lar dos salvos após a Sua volta de ‘casa de Meu Pai’. Ele disse que voltaria para levar-nos ao lugar para o qual ascenderia em breve (S. João 14:2 e 3).
“O apóstolo João viu os remidos, logo depois de ter sido completada a redenção deles, em pé ‘diante do trono de Deus’, servindo-O ‘de dia e de noite no Seu santuário’ (Apoc. 7:15). O trono de Deus está dentro do Seu templo no Céu. (Ver Apoc. 4:1 e 2; 11:19; 15:5.) No fim do Milênio, o trono de Deus será estabelecido na terra.” – LES893, p. 164 e 165.
“A ressurreição de Cristo torna possível a ressurreição dos justos mortos. Se Ele não tivesse Se levantado dentre os mortos ‘os que dormiram em Cristo pereceram’ (I Cor. 15:18). Fiéis que viveram antes ou depois da cruz não teriam esperança de vida se Jesus não tivesse ressuscitado.” – LES963, lição 12, p. 6.
20:7 Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
Solto – “Ao ressuscitarem os ímpios, desaparecem as circunstâncias que impedem Satanás de atuar, pois terá a quem tentar. Apocalipse 20:8 demonstra que apesar dos mil anos de prisão, Satanás não mudará.” – SRA/EP, p. 46.
“Durante mil anos Satanás não terá ninguém para tentar ou enganar. Com a ressurreição dos ímpios (verso 5), a qual é a segunda ressurreição de Apocalipse 20 e S. João 5, ele reassumirá sua atividade. O ‘pouco tempo’ de que fala o verso 3 certamente indica que esse período será limitado. ‘Os que tiverem praticado o mal ressuscitarão para serem condenados.’ S. João 5:29, NIV.
“A segunda ressurreição. ‘Com majestade terrível e pavorosa, Jesus chama então os ímpios mortos; e eles surgem com o mesmo corpo fraco, doentio, que foram à sepultura. Que espetáculo! Que cena! Na primeira ressurreição todos saem com imortal frescor, mas na segunda, os indícios da maldição são visíveis em todos. Os reis e os nobres da terra, os vis e desprezíveis, os doutos e os ignorantes, surgem juntamente. Todos contemplam o Filho do homem.’ – Primeiros Escritos, pág. 292.” – LES893, p. 170.
20:8 e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha.
Gogue e Magogue – “O juízo executivo. O quadro apresentado em Apocalipse 20:7-9 é extraído de Ezequiel 38 e 39, que descrevem as forças de ‘Gogue, da terra de Magogue’, vindo como tempestade sobre Israel, nalgum ponto depois do seu retorno do exílio em Babilônia. O ataque nunca aconteceu porque Israel se afastou de seu concerto com Deus e rejeitou o Messias.
“Em visão, o apóstolo João previu forças do mal de aspecto semelhante atacando o Israel espiritual (os remidos) e a Nova Jerusalém no fim do Milênio. São organizadas pelo derrotado Satanás, o qual faz a última tentativa física para destruir o povo de Deus. Os salvos estarão novamente sobre a Terra, mas protegidos pelos muros da Cidade Santa. (Comparar Apoc. 21:2 com 20:9.)” – LES893, p. 171.
20:9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou;
Cercaram Nova Jerusalém – “Aquilo que ele fará no fim do Milênio, procurando tomar a Cidade Santa e arrebatá-la de Deus, não é diferente do que esteve fazendo anteriormente. Sua história consistiu em batalhar contra Deus e acusa-Lo, atacar a Cristo, e enganar as pessoas, levando-as a servirem e adorarem a ele e aos poderes do mal por meio dos quais tem atuado.” – LES893, p. 170.
“Que cena do julgamento final ocorrerá pouco antes da destruição dos ímpios? Apoc. 12:11-13; comparar com Zac. 14:9.” – LES893, p. 170.
Zac. 14:9 – “E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.”
A recompensa dos justos. “Jesus e toda a hoste Angélica, e todos os santos, com as brilhantes coroas sobre as cabeças, ascendem ao cimo do muro da cidade. Jesus fala com majestade, dizendo: ‘Eis, pecadores, a recompensa do justo! E contemplai, Meus remidos, a paga dos ímpios!’“ – Primeiros Escritos, p. 293 e 294.
O Rei é coroado. “Na presença dos habitantes da terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus.” – O Grande Conflito, p. 272.
“Que cena impressionante ocorrerá então? Rom. 14:11; Fil. 2:9-11.” – LES893, p. 171.
Rom. 14:11 – “Porque está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua louvará a Deus.”
Fil. 2:9-11 – “Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.”
Todo joelho se dobrará. “Como que extasiados, os ímpios contemplaram a coroação do Filho de Deus… . Prostrando-se, adoram o Príncipe da vida… . E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença.” – O Grande Conflito, p. 675-677.
Fogo do céu os devorou – ‘As forças do mal serão devoradas pelo fogo que descerá do céu (Apoc. 20:9). O elemento destruidor produzirá ó lago de fogo’ no qual os ímpios serão punidos e consumidos. (Ver Apoc. 20:14 e 15.) O diabo também será ‘lançado para destro do lago de fogo e enxofre’ (Apoc. 20:10).” – LES893, p. 171.
“II São Pedro 3:10-12 leva-nos a crer que este fogo incendiará toda a Terra.” – SRA/EP, p. 114.
20:10 e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.
Fogo eterno – “Um fogo que não se apaga é um fogo que arde enquanto lhe resta uma partícula de combustível. Quando tudo o que pode ser queimado estiver consumido, o fogo desaparece. Isto é o que diz Malaquias 4:1-3, onde é dito que os ímpios arderão como restolho; que não ficaria deles nem raiz nem ramo; e que serão reduzidos a cinzas. Exatamente o mesmo explica Apocalipse 20. O fogo que cairá sobre o diabo, seus anjos e os adeptos do pecado, arderá sem cessar até que os consuma (20:9); ou seja, até terminar com eles. Por isso se diz que esta é ‘a segunda morte’ (20:14). Terminado o combustível, terminará o fogo. Por isso esse fogo será de conseqüências eternas, irreversíveis. Será a segunda morte.” – SAR/EP, p. 115.
“Quando o Apocalipse fala do fogo eterno, o faz numa linguagem que confunde aqueles que crêem que este durará toda a eternidade. Felizmente, no mesmo livro se explica o que Deus quis dizer, para que não fique dúvida a este respeito. Deus não está dizendo que por 80 anos de pecado alguém terá de arder milhões de anos na eternidade sem fim, pois quando o Senhor vier, dará ‘a cada um segundo as suas obras’ (Apocalipse 22:12). O sentido é que desse fogo não se poderá escapar, porque é um fogo de conseqüências eternas (Exemplo: Isaías 47:14). …
“A Bíblia Sagrada mostra antecedentes para ajudar-nos a entender bem este assunto. Por exemplo, São Pedro diz que o castigo de Deus sobre Sodoma e Gomorra é ‘posto como exemplo a quantos venham a viver impiamente’. (II S. Pedro 2:6). São Judas 7 diz especificamente que ‘Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas… são postas para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição’.
“O próprio São Pedro diz que foram reduzidas a cinzas (II S. Pedro 2:6), não continuam ardendo hoje, o que mostra que esse castigo ilustrativo não é eterno em duração, mas é eterno em conseqüências.
“Eles não sobreviveram ao fogo, o qual foi irreversível em suas conseqüências.” – SRA/EP, p. 114.
Atormentados pelos séculos dos séculos – “As versões correntes dão a entender que a besta e o falso profeta estiveram queimando durante todo o período dos mil anos. Mas não há evidências bíblicas em defesa desse conceito. É melhor traduzir Apoc. 20:10 dando-lhe o sentido de que o diabo foi lançado no lago de fogo e enxofre onde foram lançados a besta e o falso profeta. (O verso é omitido no texto grego e precisa ser suprido.) Esse triunvirato (o dragão, a besta e o falso profeta) sofrerá a mesma espécie de destruição. Os três serão destruídos pelo fogo que durará até que seja cumprida sua missão de punição e morte.” – LES893, p. 172.
20:11 E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiram a terra e o céu; e não foi achado lugar para eles.
20:12 E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.
“O julgamento perante o grande trono branco, a fase executiva do juízo final (Apoc. 20:11-15) abrange o mesmo aspecto que Apoc. 20:9. Simplesmente declara de modo mais pormenorizado que acontecerá entre o ataque à Cidade Santa por Satanás e as hostes dos perdidos, e sua destruição pelo fogo. A fase executiva do juízo final é descrita por Jesus de outra perspectiva (S. Mat. 25:31-46). Tanto os salvos como os perdidos receberão sua recompensa ou retribuição. Os justos herdarão o reino eterno (S. Mat. 25:34). Os ímpios sofrerão destruição – a segunda morte.” – LES893, p. 172.
20:13 O mar entregou os mortos que nele havia; e a morte e o além entregaram os mortos que neles havia; e foram julgados, cada um segundo as suas obras.
20:14 E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo.
“Por que não haverá ressurreição da ‘segunda morte’? Apoc. 20:9, 10, 14 e 15.
“A certeza dada aos cristãos em todas as épocas é a de que a derrota de Satanás é inevitável. O Calvário significou a sua ruína. Se lançamos a nossa sorte com Cristo, é-nos assegurado o livramento e a vida eterna. (Ver Apoc. 12:10; Heb. 2:14; S. João 12:31.)” – LES893, p. 171.
Heb. 2:14 – ”Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo;”
João 12:31 – “Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo.”
“Só os vencedores em Cristo não sofrerão o dano da segunda morte (Apocalipse 2:11). A diferença entre a primeira morte e a segunda é que da segunda não há ressurreição. É a morte eterna. Como diz Ezequiel 28:19 sobre o altivo rei de Tiro, figura de Satanás (que também será lançado no lago de fogo): ‘jamais subsistirás’. Neste dia se cumprirá de forma irreversível a penalidade do pecado, que é a morte (Romanos 6:23). A Bíblia diz: ‘A alma que pecar, essa morrerá’ (Ezequiel 18:4).” – SRA/EP, p. 114.
20:15 E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.
Lançado no lago de fogo – “Jesus mencionou a João no Apocalipse, 15 vezes o lago de fogo, a fim de que compreendêssemos que isto constituía uma parte necessária do plano da salvação, para abolir o pecado e preparar um lugar seguro para o remanescente fiel. São Pedro também fala disto ao declarar: ‘Porque o Senhor sabe livrar da provação os piedosos, e reservar, sob castigo, os injustos para o dia do juízo’ (II São Pedro 2:9). Quando São Pedro diz que serão castigados no dia do juízo, está destacando que Deus é justo. Não lança ninguém no fogo sem que primeiro haja sido julgado e condenado. Isto coincide com o que diz nosso Senhor Jesus Cristo (São Mateus 13:40-42) e com Apocalipse 20, onde fica claro que o fogo não é agora, mas depois do milênio.” – SRA/EP, p. 113.
“O JUÍZO EXECUTIVO será o fim da rebelião e da trágica aventura do pecado. O Senhor extirpará para sempre Satanás, seus anjos, os adeptos de sua rebelião e todo vestígio do pecado. Esta fase do juízo é necessária para dar lugar aos ‘novos céus e nova Terra, nos quais habita justiça’ (II São Pedro 3:13).”
“Assim como o câncer tem de ser eliminado ou do contrário se multiplicará até causar a morte e a destruição, o pecado, que é a transgressão da lei (I São João 3:4), tem de ser erradicado, do contrário transtornaria o Universo. Se insisto em contaminar-me com o pecado, é lógico que serei destruído com ele. Deus não pode permitir que o pecado contamine o novo reino que Ele estabelecerá, por isso acabará com o pecado, com seu instigador e com seus adeptos.” – SRA/EP, p. 114.
Abreviaturas utilizadas
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
Publicado anteriormente em: http://apocalipsecomentadoversoaverso.blogspot.com/2015/07/apocalipse-20.html
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Texto bíblico: APOCALIPSE 19 – Primeiro leia a Bíblia
APOCALIPSE 19 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
APOCALIPSE 19 – COMENTÁRIOS ADICIONAIS
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/ap/19
Apocalipse 19 começa como uma resposta ao apelo de Apocalipse 18:20. O louvor em Apocalipse 19:1-10 é dado porque Deus cumpriu o que anunciou em Apocalipse 14:9-11, respondendo ao clamor de Apocalipse 6:9-10. Este louvor exalta a vitória de Deus sobre os poderes do mal, o uso da palavra aleluia quatro vezes demonstra a intensidade da celebração. A descrição de Jesus como um cavaleiro, Rei dos reis e Senhor dos senhores que vence o Grande Conflito (v. 11-15) traz imagens da visão das sete igrejas de Apocalipse, o que indica que este cavaleiro que julga e peleja com justiça é o mesmo que cuida da igreja em cada período da história. Apocalipse 19 nos assegura que o plano da redenção será cumprido (v. 13).
A cada dia nossos pensamentos são direcionados para futuras conquistas como estudos, emprego e aquisições. Em Apocalipse 19 Deus nos convida a pensarmos a respeito de algo acima de tudo isso, a união final dos fiéis com Cristo e a restauração de todas as coisas, aguardada desde Adão. A chegada das bodas do Cordeiro (v. 6-9) é o grande anúncio de Apocalipse 19.
Flávio da Silva de Souza
Professor de Novo Testamento
Professor de Teologia Sistemática
SALT – Seminário Latino-Americano de Teologia – Brasil
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/rev/19
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Luís Uehara
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790 palavras
1-5 Detalha a celebração pela queda da Babilônia em 18:20. As ações que destruíram Babilônia no cap. 18 levaram ao livramento do povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Depois destas coisas. Este cântico de louvor a Deus é entoado logo após o fim da obra do anjo que traz o sétimo flagelo (TM, 432). Se os acontecimentos de Apocalipse 18 a 20 estiverem em ordem cronológica, como parece ser o caso, o hino do cap. 19: 1 a 7 é cantado em relação direta com os acontecimentos da segunda vinda de Cristo. Só não é possível determinar com certeza se isso ocorre no mesmo momento ou pouco antes de Seu retorno. Pode-se entender que o contexto aponta para o ato de louvor logo antes do surgimento de Cristo (cf. v. 11). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 967.
Aleluia! Termo baseado no hebraico para “louvai ao Senhor”. Bíblia de Estudo Andrews.
2 julgou […] vingou. O texto anuncia o cumprimento final do que foi pedido em Ap 6:9, 10. Bíblia de Estudo Andrews.
justos. Deus não cometerá erros em Seus atos de juízo. Ele levará em conta todos os fatos. CBASD, vol. 7, p. 968.
7 O foco da passagem é sobre o preparo da noiva; em Jo 14:1-3, o foco é sobre o local (ver Os 2:19, 20; Ef 5:31, 32. Bíblia de Estudo Andrews.
8 santos (ver 21:9, 10; Hb 12:22, 23). A cidade e a noiva são duas metáforas para o povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
atos de justiça. Do gr. dikaiōmata, “atos de justiça” […] Os atos de justiça consistem no resultado natural e inevitável de um caráter justo. Dikaiōmata se aplica, de maneira especial, aos atos santificados do cristão, sua vida vitoriosa desenvolvida pela graça da habitação interior de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 969.
Ceia. Do gr. deipnon, a refeição da noite. A “ceia das bodas do Cordeiro” ocorre no fim do longo dia da terra (ver com. [CBASD] de Mt 22:1-14). CBASD, vol. 7, p. 969.
10 prostrei-me. Gesto oriental típico de reverência e adoração. Neste caso, trata-se de uma expressão de alegria e gratidão profundas, pois a ceia das bodas é a celebração do triunfo sobre as forças do mal, que tentaram impedir justamente esse acontecimento. CBASD, vol. 7, p. 969.
conservo. Literalmente, “escravo companheiro”, “servo companheiro”. Que privilégio os obreiros dedicados da terra poderem desfrutar a companhia dos anjos celestes e serem seus coobreiros!. CBASD, vol. 7, p. 969.
testemunho de Jesus (ver notas sobre 1:2, 12:17). O testemunho de Jesus é o dom profético. Bíblia de Estudo Andrews.
Espírito da profecia. O Espírito Santo foi enviado para dar testemunho de Jesus (Jo 15:26), e Seu testemunho equivale ao de Cristo em pessoa. O espírito da profecia é um dos dons do Espírito (ver com. [CBASD] de 1Co 12:10; Ef 4:11). CBASD, vol. 7, p. 970.
12 Outra descrição de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
os Seus olhos. Á medida que avança Cristo, o grande defensor da justiça eterna, nada escapa a Sua observação. CBASD, vol. 7, p. 971.
muitos diademas. São coroas reais, em contraste com 6:2. Bíblia de Estudo Andrews.
ninguém conhece. Há aspectos do caráter de Cristo profundos demais para compreendermos. Bíblia de Estudo Andrews.
13 Verbo de Deus. Ver com. [CBASD] de Jo 1:1. Ao executar a justiça divina sobre aqueles que persistem em rebelião contra o governo do Céu, Cristo é tão verdadeiramente o “Verbo de Deus” quanto no primeiro advento, quando veio à Terra com a graciosa oferta de misericórdia divina. Em ambas as ocasiões, Sua vinda consiste na expressão da vontade de Deus. CBASD, vol. 7, p. 971.
15 ferir as nações (ver 14:17-20; 16:17-21). Babilônia foi destruída nos cap. 17-18. Agora o foco é sobre o restante dos ímpios. Bíblia de Estudo Andrews.
16 e na Sua coxa. Preferivelmente, “isto é, sobre sua coxa”. O nome foi visto escrito na parte do manto que cobria a coxa. CBASD, vol. 7, p. 972.
17 ceia. A repugnante alternativa a comer da ceia das bodas do Cordeiro (v. 9) é ser comido pelas aves de rapina na “grande ceia de Deus”. Aqueles que não aceitam voluntariamente o gracioso convite divino para estar presentes na primeira devem responder a Seu chamado obrigatório de comparecer na segunda. CBASD, vol. 7, p. 972.
20 besta […] falso profeta. Os aliados de Babilônia (ver 16:13, 19) parecem permanecer após 17:16 e o cap. 18. A narração dos cap. 17-19 é paralela e relata a queda de Babilônia e de todos os seus aliados, de diferentes perspectivas. Bíblia de Estudo Andrews.
falso profeta. Isto é, o protestantismo apostatado, iludido por Satanás, tornando-se um cooperador dele (ver com. [CBASD] de Ap 13:11-17; 16:14). “Profeta” é alguém que fala em lugar de outro (ver com. [CBASD] de Mt 11:9). Este “profeta” fala em lugar da primeira besta, após a cura de sua “ferida mortal” (ver com. [CBASD] de Ap 13:12; 17:8), a fim de convencer o mundo a se unir em lealdade a ela. CBASD, vol. 7, p. 971
lago de fogo.Não há inconsistência, nem contradição em falar sobre um lago de fogo no começo e outro no fim do milênio. CBASD, vol. 7, p. 973.
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“Dai louvores ao nosso Deus, todos os Seus servos, os que O temeis, os pequenos e os grandes” (v.5).
Antes da sua morte, Moisés proferiu um cântico especial contido no capítulo trinta e dois do livro de Deuteronômio, conhecido como “o cântico de Moisés”. E o final do cântico é justamente o que diz a “grande voz de numerosa multidão” (v.1), no início do capítulo de hoje. É um brado de vitória. Não mais a vitória apenas sobre os inimigos desta terra, mas a vitória final contra Satanás, o grande adversário. Também encontramos outros ecos do Antigo Testamento: Isaías 34:10 (v.3) e 63:3 (v.15); Salmo 115:13 (v.5) e 2:9 (v.15); Ezequiel 1:24 (v.6), 1:1 (v.11) e 39:4, 17-20 (v.18); Daniel 10:6 (v.12); Joel 3:13 (v.15). Uma verdadeira junção de antigas profecias que, além de terem sido aplicadas ao antigo Israel, hoje, apontam para a vitória de todo o “Israel de Deus” (Gl.6:16) através da vitória do “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (v.16).
Estas palavras em forma de louvor também apontam para as palavras de Jesus ao proferir a parábola das dez virgens, quando o Seu retorno à Terra é comparado a uma cerimônia de casamento: as “bodas do Cordeiro” (v.9). O noivo é Cristo, as virgens representam a igreja dividida entre o joio (néscias) e o trigo (prudentes), e a noiva, vestida “de linho finíssimo, resplandecente e puro” (v.8) é a “santa cidade, Jerusalém” (Ap.20:10). Proferidos os cânticos e confirmadas as palavras de Jesus, o anjo que falava a João “acrescentou: São estas as verdadeiras palavras de Deus” (v.9). Ou seja, tudo isto é verdadeiro; tudo o que está escrito, que os profetas já haviam pronunciado, é fato e é verdade.
Não sabemos porque exatamente neste momento João se prostra a fim de adorar o anjo, mas, certamente, tudo aquilo lhe soou aos ouvidos como uma expressão da glória de Deus. E quando o anjo ordenou que ele levantasse e adorasse somente a Deus, logo após ele proferiu a seguinte declaração: “Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (v.10). Estamos diante da revelação de uma das características do remanescente dos últimos dias. Em Apocalipse 12:17, vimos que a igreja de Deus possui duas características: “os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus”. A guarda dos mandamentos é um ponto claro: se amamos a Deus, guardamos todos os Seus mandamentos (Jo.14:15; Tg.2:10-12). Mas a afirmação de que os verdadeiros adoradores são detentores do testemunho de Jesus precisava ser esclarecido.
Em cada período da história de Seu povo, Deus suscitou pelo menos um profeta ou profetisa, a fim de orientá-los e transmitir Suas palavras. Nem todos possuem livros no Cânon Bíblico, a exemplo de Elias, Eliseu, Micaías, Débora, Hulda, dentre outros, contudo, certamente, foram homens e mulheres de Deus escolhidos para uma obra que até hoje encontra eco nos corações sinceros. As palavras finais do anjo no versículo dez revelam que a igreja remanescente deveria ter o dom profético no tempo do fim. Além de ser uma igreja profética, como vimos no capítulo dez, também deve ter e manter “o espírito da profecia” (v.10). Meus irmãos, assim como de tempos em tempos Deus precisava esclarecer ao Seu povo a Sua vontade através dos profetas, quanto mais no tempo do fim, após quase dois mil anos da cruz, Ele precisava suscitar alguém que exaltasse a Palavra de Deus como a nossa única regra de fé e prática.
Observem a seguinte escala:
- Em Gênesis 15:13-14, Deus declarou a Abraão um período de quatrocentos anos de cativeiro para o povo de Deus até que viesse um libertador. Isso aconteceu quando Israel foi escravizado pelos egípcios, e libertos por Moisés após 400 anos de escravidão;
- Jeremias profetizou setenta anos de cativeiro Babilônico. O que ocorreu, com precisão, até que uma nova profecia de tempo foi dada a Daniel;
- Daniel profetizou as setenta semanas, 490 anos sobre Israel, que se cumpriu cabalmente. E nesse período Deus suscitaria João Batista, preparando o povo para receber o Messias;
- Ainda em Daniel, há a profecia dos dois mil e trezentos anos (Dn.8:14), que, como estudamos, culmina no ano de 1844. Foi neste ano, após o terrível desapontamento (Releia o comentário do capítulo dez de Apocalipse), que uma jovem de apenas dezessete anos de idade, chamada Ellen Harmon, teve a sua primeira visão. Ela viu o povo do advento andando por um longo caminho até o Céu. Aqueles que mantinham seus olhos fixos no Salvador continuavam firmes a jornada, mas os que olhavam para trás caíam em densas trevas.
Ellen Gould Harmon, após casar-se com o jovem pastor Thiago White, passou a se chamar Ellen Gould White. Seu ministério público tornou-se um precioso legado. Longe de intitular-se uma profetisa de Deus, esta mulher se autodenominou serva do Senhor. Apesar de suas limitações físicas e poucos anos de estudo, devido a uma pedrada que levou na face aos nove anos de idade, Ellen teve um ministério de setenta anos e escreveu mais de cem mil páginas sobre assuntos diversos, como educação, saúde, relacionamento, profecias dentre outros, além de ter tido mais de duas mil visões e sonhos. Seus livros não são um padrão para se estudar a Bíblia, mas, em todo tempo, ela mesma deixou bem claro que a Bíblia deve ser o padrão para que seus livros sejam estudados. Com veemência, Ellen defendeu o princípio da “Sola Scriptura”, assim como Moisés (Dt.4:2), como João (Ap.22:18-19) e como os santos mártires da Idade Média que derramaram seu sangue em defesa deste princípio.
Não foi sem razão que logo após o anjo declarar que nos últimos dias a igreja de Deus seria detentora do espírito da profecia, João vislumbrou o Cavaleiro vitorioso, Cristo Jesus. Da boca dEle saiu “uma espada afiada” (v.15), “a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” (Ef.6:17), confirmando a autoridade da Bíblia. Deus suscitou um povo que, como João Batista, possui a mensagem de salvação, um convite para que todos, em todos os lugares, se arrependam e estejam prontos para o “grande Dia do Deus Todo-Poderoso” (Ap.16:14). O fato de fazermos parte de uma igreja profética não faz de nós melhores do que os outros, antes, aumenta a nossa responsabilidade.
Ellen White foi uma pessoa como você e eu, assim como foi Elias (Tg.5:17) e os demais profetas. Se estudarmos a história, veremos que homens foram chamados antes dela para esta mesma obra, mas não a aceitaram. Daquela frágil mulher, Deus suscitou forças, não porque ela fosse melhor do que ninguém, mas porque seu coração se curvou diante da vontade de Deus. Que, hoje, nosso coração se encontre na mesma posição de humildade, aguardando o nosso Senhor e Salvador regressar. Porque o mesmo Deus que habita “no alto e santo lugar”, também habita “com o contrito e abatido de espírito” (Is.57:15).
Paizinho querido, clamamos por Tua presença em nossa vida! Nossa mente está exausta, Pai! Clamamos pelos que sofrem neste mundo de pecado que tem sido tão atacado por um inimigo que sabe que pouco tempo lhe resta! Senhor, ouve o clamor dos Teus filhinhos, que a Ti clamam de dia e de noite e faze-lhes justiça! Ajuda-nos a darmos ouvidos à Tua voz profética para estes últimos dias, pois ela nos orienta no caminho em que devemos andar para Te encontrar. E que a Tua Palavra em nosso coração se manifeste em uma vida guiada pelo Espírito Santo. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, povo da profecia!
Rosana Garcia Barros
#Apocalipse19 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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APOCALIPSE 19 – “Apocalipse 19-20 descreve o triunfo final de Deus sobre as forças do mal. Esta seção começa com uma descrição do povo se regozijando com a destruição da Babilônia espiritual (Ap 19:1-10), seguida pela conclusão da batalha do Armagedom (19:11-21). O capítulo 20 descreve os eventos do milênio (v. 1-10) e o juízo final (v. 11-15)” (Ranko Stefanovic).
Em Apocalipse 17-18 o juízo é parcial, direcionado à Babilônia; não é o juízo final universal para erradicar para sempre a existência do mal. Observe a sequência profética:
Em Apocalipse 17, a Babilônia espiritual – sistema religioso apostatado – é apresentada como aliada dos poderes políticos mundiais. Isso acontecerá antes das sete pragas.
Em Apocalipse 18, acontece o anúncio e execução do juízo divino sobre Babilônia. A voz do Céu convida o povo de Deus a sair dela para não ser cúmplice de seus pecados. Isso acontecerá durante as duas últimas pragas.
Em Apocalipse 19:1-10, multidões celestiais celebram a queda de Babilônia. A Igreja fiel é representada como Noiva – “Bodas do Cordeiro”. Isso se dará imediatamente após a queda de Babilônia.
Em Apocalipse 19:11-21, Cristo surge como o Cavaleiro Fiel e Verdadeiro, travando a batalha final – tradicionalmente entendida como a batalha do Armagedom. Aqui ocorre a derrota da besta e do falso profeta, que são lançados no lago de fogo. Esse evento acontecerá com no segundo advento de Cristo.
Apocalipse 19 marca o fim do domínio das forças do mal na Terra antes do milênio, descrito em Apocalipse 20. Assim, o juízo final acontecerá no fim dos mil anos (Apocalipse 20:11-15).
“A convocação angélica às aves de rapina para virem ao grande banquete de Deus [Apocalipse 19:17-18] está em deliberado contraste com o primeiro convite: ‘Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro’ (verso 9). Evidentemente, Deus proverá ambos os banquetes – um para Babilônia no Armagedom e o outro para o Israel reunido no Monte Sião (Apoc. 18:4; 14:1). As refeições aparentemente representam destinos opostos: o alto gozo do companheirismo com Cristo no Céu, contra a indescritível angústia da separação total de Deus. Em outras palavras, Deus proverá tanto a vida eterna como a morte eterna. É uma intransferível responsabilidade escolher entre o Cordeiro e a besta, entre Cristo e o anticristo” (Hans LaRondelle).
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Júbilo no Céu – A volta de Cristo
“…[Em Apoc. 19,] os livros de Daniel e Apocalipse, com seus numerosos aspectos proféticos, atingem o clímax. As esperanças do povo de Deus, que às vezes têm sido débeis, serão recompensadas. Por exemplo, a promessa de Daniel 2:44: ‘Nos dias destes reis, o Deus do Céu suscitará um reino que não será jamais destruído’, cumprir-se-á finalmente. O reino será dado ‘ao povo dos santos do Altíssimo; o Seu reino será reino eterno’ (Dan. 7:27). Quando Cristo vier estabelecer esse reino, ‘todo olho O verá… E todas as tribos da terra se lamentarão sobre Ele’ (Apoc. 1:7).
“Apocalipse 19 fala de júbilo e de lamentação. Anjos e santos, e mesmo uma voz procedente do trono, regozijam-se ao terminar o juízo que precede o Segundo Advento e ao serem postas em execução do tribunal celeste. Será destruída toda apostasia e todos os apóstatas dos últimos dias. Deus será vindicado ao executar Suas decisões finais, com base nas escolhas que as pessoas fizeram no tocante à lealdade e adoração. Ele realizou tudo que era possível para salvar toda pessoa que já viveu neste mundo. Enviou Seu Filho – o Cordeiro de Deus – que então voltará como REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.
“Você é convidado para a ceia. As duas ceias de que fala Apocalipse 19 representam o destino final das duas classes de pessoas que vivem sobre a Terra. Todo ser humano tem nesta vida a escolha de cear com Cristo ou de ser rejeitado eternamente.” – LES893, p. 149.
“Em realidade, no Apocalipse se fala de duas ceias: uma é a grande ceia de Deus, que se refere ao castigo dos ímpios, e a outra é a ceia do Cordeiro, que se refere à recompensa dos fiéis.” – SRA/EP, p. 134.
“Apocalipse 19 apresenta dois destinos possíveis para os habitantes da terra. Se o destino dos perdidos parece ser severo, devemos lembrar-nos de que eles o escolheram. A oposição a Deus não poderá prosseguir indefinidamente. O dilúvio do tempo de Noé nos diz isto. Em Seu amor Deus salva; em Seu amor Ele destrói. Visto que ‘Deus é amor’, todos ainda são convidados para a ceia das bodas do Cordeiro.” – LES893, p. 158 e 159.
19:1 Depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma imensa multidão, que dizia: Aleluia! A salvação e a glória e o poder pertencem ao nosso Deus;
Depois destas coisas – “O capítulo 19 começa com as palavras: ‘Depois destas coisas.’ Após a visão relatada nos dois capítulos anteriores, João ouviu cânticos de regozijo no Céu depois do julgamento da meretriz e dos que haviam participado nos seus enganos e aceito suas falsas doutrinas. A primeira parte do capítulo é o clímax do que o apóstolo acabara de ver. Ele também deve ter prorrompido em cânticos naquela solitária ilha de Patmos ao ouvir a gloriosa antífona de louvor celestial.” – LES893, p. 150.
Aleluia! (versos 1, 3, 4 e 6) – “Aleluia provém do hebraico halelu-Yah – uma combinação de duas palavras. A primeira significa ‘louvar’, e a segunda é uma forma abreviada de ‘Yaweh’. Este é o único lugar em que essa palavra aparece no Novo Testamento. O Universo inteiro se une em aclamar o direito de Deus à soberania universal.’ – SDABC, vol. 7, pág. 871. ‘Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás.’ – O Grande Conflito, pág. 679.” – LES893, p. 150.
19:2 porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.
Verdadeiros e justo são os Seus juízos – “Por ocasião da Segunda Vinda, os verdadeiros e justos juízos de Deus serão vistos claramente por todo o Universo. E serão vistos mais claramente ainda depois do exame dos registros dos ímpios durante o Milênio e após o testemunho pessoal que Satanás dará da justiça de Deus, fora da Nova Jerusalém, no fim do Milênio. (Ver O Grande Conflito, pág. 677.) Por toda a eternidade serão cantadas antífonas de louvor a Deus. Todos estarão plenamente convictos de que Deus é tudo que Sua Palavra declara que Ele é.” – LES893, p. 151.
“Querendo ou não, fazemos parte do reino de Deus. Alguns estão em estado de rebelião, outros são cooperadores. Nosso envolvimento pessoal e coletivo nas tarefas do reino fica registrado nas crônicas do santuário celestial. Como o árbitro moral do Universo, Deus tem o direito de nos avaliar e julgar, baseado nos registros. É claro que Ele não necessita dos registros, mas os seres de Seu reino cósmico deles necessitam para poder louvar a Deus pelos Seus justos juízos (Apoc. 19:1-5).” – LES963, lição 4, p. 4A.
Fim do julgamento – “O figurado clamor dos mártires era o seguinte: ‘Até quando, ó Soberano Senhor, santo e verdadeiro, não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?’ Apoc. 6:10. O seu julgamento ocorreu então no Céu. Enquanto ainda se achavam na sepultura, ‘a cada um deles foi dada uma vestidura branca’ (verso 11). Só podem ser dadas vestiduras brancas a pessoas falecidas no sentido de serem declaradas justas em virtude de sua relação com Cristo por ocasião da morte. A concessão das vestiduras aos mártires muitos anos depois de sua morte representa o julgamento dos mortos que precede o Segundo Advento.
“A segunda parte da oração dos mártires só será atendida quando Deus vingar a morte deles. Ao julgar e punir ‘Babilônia’ (Apocalipse 17 e 18), o Senhor vingará a morte dos mártires. Por esta razão, o júbilo relatado em Apocalipse 19:2 menciona o completo cumprimento da oração dos mártires. ‘Pois julgou a grande meretriz… , e das mãos dela vingou o sangue dos Seus servos.’
“Apocalipse 19 foi escrito do ponto de vista da conclusão do juízo que precede o Segundo Advento. Olhando para trás, santos e anjos louvam ao Senhor pelas decisões do tribunal celestial e por executar essas decisões punindo a Babilônia espiritual.” – LES893, p. 152.
19:3 E outra vez disseram: Aleluia. E a fumaça dela sobe pelos séculos dos séculos.
Fumaça…pelos séculos dos séculos – “A expressão de que ‘a sua fumaça sobre pelos séculos dos séculos’ (Apoc. 19:3) é extraída da profecia de Isaías sobre a destruição de Edom (Isa. 34:10). Indica o total extermínio dos ímpios. Isto é confirmado pelo fato de que os elementos que compõem a ‘cidade’ da Grande Babilônia são punidos e destruídos aqui na Terra, a mesma Terra que Deus irá recriar (II S. Ped. 3:12 e 13). Ver também Apoc. 20:14 e 15; Prov. 11:31; S. Judas 7; Apoc. 21:1 e 5.) –LES893, p. 151.
19:4 Então os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus que está assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia!
19:5 E saiu do trono uma voz, dizendo: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes.
19:6 Também ouvi uma voz como a de grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões, que dizia: Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso.
19:7 Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,
Louvor – “Os versos 1 a 7 constituem um arranjo coral composto de duas antífonas e dois responsos: 1)Nos versos 1 a 3, uma grande voz no Céu introduz o tema do cântico, atribuindo honra e justiça a Deus por haver punido Babilônia. 2) No verso 4, os ‘seres viventes’ e os ‘anciãos’ respondem de modo afirmativo. 3) No verso 5 uma voz procedente do trono convida todos os súditos leais, por todo o Universo, a reconhecerem em conjunto a verdade do tema. 4) Nos versos 6 e 7, o Universo inteiro se une em aclamar o direito de Deus à soberania universal. Este hino de louvor está em acentuado contraste com o canto fúnebre no capítulo 18, versos 10-19.” – SDABC, vol. 7, p. 871, citado em LES893, p. 151.
“Nem todos os eruditos concordam com isso. Alguns acham que a unidade que expressa agradecimentos pela destruição da Grande Babilônia está contida nos versos 1 a 5; outros restringem-na aos versos 1 a 4. Os versos 5 a 10 ou 6 a 10 se relacionam com “A Ceia das Bodas do Cordeiro”.
“Louvor pela redenção. A ênfase não está nos remidos louvando a Deus por punir pessoas iníquas, como se o sofrimento dos ímpios lhes desse prazer. O Criador não tem prazer na morte dos ímpios (Ezeq. 33:11; 18:30-32), nem as hostes angélicas e os remidos. A passagem não chama nossa atenção para indivíduos, mas para todo o sistema do mal e da apostasia que ‘corrompia a Terra’. Além disso, a passagem relembra o apelo de milhões de mártires que foram cruelmente destruídos, embora não fossem culpados de nenhum crime. (Ver Apoc. 6:10.)
“A idéia central desses ‘Aleluias’ é que por fim foi executada a justiça divina e os culpados receberam o que mereciam. Foram enaltecidos os princípios da justiça, e demonstrado o fato fundamental expresso em Isaías 3:10 e 11.” – LES893, p. 151.
“Os primeiros oito versículos do cap. 19 de Apocalipse transcrevem um gozo sublime e uma alegria espetacular com aleluias e louvores ao Cordeiro, que venceu e recuperou todos os poderes usurpados pelo inimigo; acabou com as artimanhas e instrumentos de Satanás e, havendo reivindicado a Deus perante o Universo, vem ao encontro de Sua igreja, com quem haverá de unir-Se para sempre. Então nos levará à casa do Pai, onde terá lugar a grande ceia das bodas do Cordeiro. Sem dúvida será a maior e mais emocionante festa havida no Universo. Pensando neste dia Jesus declarou: ‘E digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Meu Pai’ (São Mateus 26:29).” – SRA/EP, p. 137.
Bodas do Cordeiro: juízo – “As bodas do Cordeiro são o juízo que precede o Segundo Advento. Apocalipse 19:7 e 8 possibilita a determinação do tempo e da natureza das ‘Bodas do Cordeiro’.” – LES893, p. 152.
Bodas do Cordeiro – “Roy Allan Anderson, em seu livro ‘O Apocalipse Revelado’, nos diz que nos ajudará muito na compreensão desta figura profética o termos alguma noção de como eram as bodas ou casamentos orientais. Normalmente havia cinco momentos importantes: 1) O compromisso matrimonial, que tinha muito mais seriedade do que tem hoje no Ocidente; 2) o pagamento do dote matrimonial; 3) o período de preparação pessoal da noiva para as bodas, durante o qual o noivo preparava o lar; 4) a cerimônia das bodas, que não se realizava na igreja, como o fazemos hoje. Consistia em uma cerimônia simples, quando o noivo dava seu reconhecimento público do pedido de casamento, punha sua capa nos ombros da noiva, enquanto o cortejo se encaminhava para o lugar da festa; 5) a festa, normalmente na casa do pai do noivo.” – SRA/EP, p. 135.
“Em Cristo fomos escolhidos desde a eternidade. Durante os tempos do Velho Testamento as bodas foram anunciadas. Mas foi quando Jesus Se encarnou que se concretizou o compromisso da parte do Senhor.” – SRA/EP, p. 135.
Bodas do Cordeiro no futuro – “A relação de Cristo com Seu povo é representada na Bíblia pela união matrimonial (ver Isa. 54:5; Jer. 3:14; II Cor. 11:2). Por que, então, o livro do Apocalipse apresenta o casamento do Cordeiro como estando no futuro (Cap. 19:7)? É evidente que um símbolo pode ser adaptado a circunstâncias diferentes, e deve ser interpretado em harmonia com o seu contexto especial.
“Provavelmente a razão para esse novo casamento entre Cristo e Seu povo é a de que em Apocalipse 19 a ênfase está na condição restaurada e na nova relação na eternidade sem pecado prestes a começar.
“O fato de que a Nova Jerusalém é retratada como a noiva ou esposa do Cordeiro (Apoc. 21:9 e 10) denota que o Seu ‘casamento’ realizar-se-á no Céu, na conclusão do juízo que precede o Advento, pois será então que Cristo receberá Seu reino e domínio eterno (Dan. 7:14), simbolizados pela Nova Jerusalém. Naturalmente, também receberá os santos de ’todos os povos, nações e línguas’, que nesse juízo foram considerados dignos de fazer parte do Seu reino eterno (Dan. 12:1; Mal. 3:16-18). Ver O Grande Conflito, págs. 426 e 427.” – LES893, p. 153.
Noiva – “Declara-se que a noiva é a cidade santa, A Nova Jerusalém, porque essa cidade constitui o lar dos remidos. A idéia de uma ‘cidade’ ou ‘igreja’ só pode ser significativa se levarmos em consideração as pessoas de que ela se compõe. A ‘esposa’ do Cordeiro (Apoc. 19:7) são os ‘santos’ que recebem o ‘linho finíssimo’ (verso 8.)
“Nas Escrituras, o símbolo da noiva ou esposa é usado em mais de um sentido. Comumente, esse símbolo representa a Igreja de Deus. Em Apocalipse 21, a cidade é apresentada como sendo a noiva para possibilitar a figura de um casamento em que os convidados são o povo de Deus. Noutra parte é declarado que os santos constituem a esposa do Cordeiro (Apoc. 19:7 e 8; comparar com Isa. 52:1).
O casamento que precede o Segundo Advento – “A proclamação: ‘Aí vem o Esposo!’, feita no verão de 1844, levou milhares a esperar o imediato advento do Senhor. No tempo indicado o Esposo veio, não para a Terra, como o povo esperava, mas ao Ancião de dias, no Céu, às bodas, à recepção de Seu reino. ‘As que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas e fechou-se a porta.’ Elas não deveriam estar presentes, em pessoa, nas bodas; pois que elas ocorrem no Céu, ao passo que elas estão na Terra. Os seguidores de Cristo devem esperar ‘o seu Senhor, quando Houver de voltar das bodas’. S. Lucas 12:36. Mas devem compreender o trabalho de Cristo e segui-Lo, pela fé, ao ir Ele perante Deus. É neste sentido que se diz irem elas às bodas.” – O Grande Conflito, p. 427.
O duplo significado de “Casamento” – “A palavra grega usada em S. Mateus 25:10 (gamos) pode significar ‘cerimônia de casamento’ ou ‘festa de casamento’. Em 1844, as pessoas representadas pelas cinco virgens prudentes entraram com Cristo, pela fé, na cerimônia de casamento – o juízo que precede o Segundo Advento. A mesma parábola se aplica à Segunda Vinda de Jesus, quando os que estiverem preparados (as cinco virgens prudentes) serão levados ao lar do Noivo para a ceia das bodas do Cordeiro.” –
19:8 e foi-lhe permitido vestir-se de linho fino, resplandecente e puro; pois o linho fino são as obras justas dos santos.
Linho fino: preparação da noiva – “A preparação levou certo período de tempo – o mesmo período das ‘bodas do Cordeiro’. O tempo do verbo grego pode referir-se ao processo de preparação como um todo, ou ao resultado final desse processo. A dádiva do ‘linho finíssimo’ ocorre como resultado do processo de preparação. Pureza de caráter no fim do processo de preparação é o significado da passagem. ‘Os atos de justiça dos santos’ constituem o resultado de sua aceitação da dádiva da justiça de Cristo. (ver I S. João 2:29; 3:7; Rom. 8:28 e 29.)” – LES893, p. 152.
“…embora a justificação inclua o perdão, é mais que isso. Por exemplo, suponhamos que roubo um automóvel, devolvo-o, peço perdão e o dono me perdoa. Mas na mente dele e na minha fica a lembrança. Justificação é mais que perdão. Se eu aceito a Cristo e aceito o valor de Seus méritos em meu lugar, Deus me dá a justiça de Cristo e me considera como se eu acabasse de nascer. Sou considerado justo perante Deus pela aceitação dos méritos de Cristo. Por isso é que João viu que à esposa de Cristo ser-lhe-á concedido ‘vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro’.” – SRA/EP, p. 137.
Linho fino e puro: obras justas dos santos – “Os atos de justiça dos santos… são considerados por nosso autor como a manifestação da vida interior e como praticamente idênticos ao caráter – o caráter que a pessoa leva consigo ao deixar esta vida.” – R. H. Charles, The Revelation of St. John, p. 128, citado em LES893, p. 152.
“O linho puro representa as boas ações do dedicado povo de Deus. Isto significa que é o caráter que constitui a vestimenta que adorna a Noiva de Cristo.” – William Barclay, The Revelation of John (Filadélfia:Westminster Press, 1960), vol. 2, p. 224, citado em LES893, p. 152 e 153.
“Em todo o Apocalipse os redimidos são descritos como vestidos de branco. Os vinte e quatro anciãos estão ‘vestidos de branco’ (4:4). Os que fazem parte da multidão que se achava ante o trono de Deus estavam ‘vestidos de vestiduras brancas’ (7:9). E nas bodas do Cordeiro, à igreja ‘lhe foi dado o vestir-se de finíssimo linho, resplandecente e branco’ (19:8, Versão Figueiredo).” – SRA/EP, p. 135.
“Conquanto a veste nupcial seja uma dádiva divina, isto não é algo arbitrário e formal, mas dinâmico. Os santos que são convidados para a festa do Cordeiro são os que manifestaram firme persistência, guardaram os mandamentos de Deus e perseveraram em sua fé em Jesus (Apoc. 14:12).” – G. E. Ladd, A Commentary of the Revelation of John (Grand Rapids, Mich.: Wm. B. Eerdmans, 1972), p. 249, citado em LES893, p. 153.
“O povo de Deus constitui a glória da Nova Jerusalém. O simbolismo em Apoc. 19:7 e 8 parece ter sido extraído de Isaías 52:1, onde Deus exorta os cativos judeus em Babilônia a deixarem a terra do exílio e retornarem à Palestina. Neste caso, a figura das ‘roupagens formosas’ designa as pessoas justas que se tornaram humildes e penitentes pela disciplina do cativeiro e que se haviam unido a Deus por meio de arrependimento e confissão de seus pecados.”
“Semelhantemente, os justos de todas as épocas que confiam em Deus constituem a glória e o regozijo da Nova Jerusalém. ‘o belo traje desta cidade, por assim dizer, consiste nas hostes dos remidos e seres imortais que andam em suas áureas ruas.’ – Uriah Smith, As Profecias do Apocalipse, p. 347, citado em LES893, p. 154.
19:9 E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. Disse-me ainda: Estas são as verdadeiras palavras de Deus.
Bem-aventurados os chamados – “Primeiro Cristo provê a veste nupcial para todos; e então ela precisa ser usada por toda pessoa convidada. (Ver Isa. 61:10; Zac. 3:3 e 4; Apoc. 3:5 e 18.)
“’Pelas bodas é representada a união da humanidade com a divindade; a veste nupcial simboliza o caráter que precisa possuir todo aquele que há de ser considerado hóspede digno para as bodas.’ – Parábolas de Jesus, p. 307 (Ver também p. 310.)
“Essa parábola não somente realça o fato de que é necessário possuir verdadeiro caráter cristão, mas salienta também que haverá um exame ou investigação de cada convidado, antes da festa de casamento. A aceitação ou a rejeição será efetuada com base na qualidade do caráter possuído por toda pessoa. Então virá o ‘regozijo daquele dia em que [Jesus] levará Sua esposa para o lar do Pai, e os remidos juntamente com o Redentor se assentarão para a ceia das bodas do Cordeiro’ (O Desejado de Todas as Nações, ed. Popular, pág. 135). …
“Sendo que haverá uma ressurreição dos justos (S. João 5:29) por ocasião da volta de Jesus, e os justos vivos serão ‘arrebatados juntamente com eles, …para o encontro do Senhor’ (I Tess. 4:16 e 17), os convidados para a ceia das bodas do Cordeiro virão de todas as épocas, desde o tempo de Adão e Eva.” – LES893, p. 155.
19:10 Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.
Sou conservo teu – “A palavra conservo denota que os seres humanos têm o privilégio de ser cooperadores e companheiros, na terra, de santos anjos. (ver Zac. 3:7; comparar com Heb. 1:14.)
“O Espírito de Profecia – O anjo declarou: ‘Sou conservo teu e dos teus irmãos que têm o testemunho de Jesus.’ Apoc. 19:10. A passagem paralela, Apocalipse 22:9, relata estas palavras do anjo: ‘Eu sou conservo … dos teus irmãos, os profetas.’ João era profeta. Através da História, seus irmãos, ‘os profetas’, foram os que receberam revelações especiais de Deus para transmiti-las ao mundo. Cristo falou por meio dos instrumentos escolhidos por Ele, tanto nos tempos do Antigo como do Novo Testamento. Eles deram à humanidade o ‘testemunho’ de Cristo, o qual o Céu lhes comunicou de várias maneiras diretas. (ver I S. Ped. 1:10 e 11; II S. Ped. 1:21.) A expressão Espírito de Profecia se refere à especial revelação divina, seja qual for a ocasião em que se tenha manifestado na história terrestre. (ver I Cor. 12:10.) O Senhor achou conveniente dar este dom ao ‘remanescente’, como meio adicional de convidar as pessoas deste tempo para a ceia que lhes está reservada no Céu.
“João devia adorar a Deus, e não ao anjo, porque este último ao dar testemunho de Jesus, era apenas um porta-voz de deus, e não o próprio Deus. ” – LES893, p. 155.
19:11 E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga a peleja com justiça.
Céu aberto – “Na seqüência profética que começa em Apoc. 4:1, João viu uma ‘porta aberta’ no próprio Céu. Agora, em Apoc. 19:11, ele vê ‘o Céu aberto’. Começa a seqüência final dos acontecimentos, à medida que Deus vai agindo para libertar Sua Igreja militante. Cristo e os exércitos do Céu se dispõem para a batalha. A partir daí, podem ser delineados sete eventos na visão: 1) A Volta de Cristo; 2) a derrota da besta e seus partidários; 3) a prisão de Satanás; 4) o milênio; 5) a fase executiva do julgamento final; 6) a destruição de Satanás e dos pecadores impenitentes; 7) a Nova Terra e a Nova Jerusalém.” – LES893, p. 156.
O Guerreiro e o Armagedom – “João vê o Céu aberto. Jesus vem, e ocorre a batalha do Armagedom. Este é o ‘grande dia do Deus Todo-poderoso’ (Apoc. 16:14; comparar com o verso 19; 14:17-20).
“’A providência Divina tem uma parte a desempenhar na batalha do Armagedom. Quando a Terra for iluminada com a glória do anjo de Apocalipse dezoito, os elementos religiosos, bons e maus, despertarão do sono, e os exércitos do Deus vivo entrarão em campo.’ – Ellen G. White, Manuscrito 175, 1890.
“’Em breve travar-se-á a batalha do Armagedom. Aquele em cujo manto está inscrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores, em breve irá à frente dos exércitos do Céu montando cavalos brancos, com vestiduras de linho finíssimo, branco e puro… . [Citação de Apocalipse 19:11-21.]’ – Ellen G. White, Manuscrito 172, 1899.” – LES893, P. 156 E 157.
19:12 Os seus olhos eram como chama de fogo; sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito, que ninguém sabia senão ele mesmo.
19:13 Estava vestido de um manto salpicado de sangue; e o nome pelo qual se chama é o Verbo de Deus.
Manto salpicado de sangue – “Cristo nos liberta em duas etapas. Na cruz do Calvário pagou completamente o preço de nosso resgate, com a qual nos liberta da culpa de nosso pecados, e quando se derramar a última tormenta do conflito dos séculos, virá buscar-nos para nos libertar completa e definitivamente, pois destruirá Satanás e seu sistema de rebelião.” – SRA/EP, p. 110.
19:14 Seguiam-no os exércitos que estão no céu, em cavalos brancos, e vestidos de linho fino, branco e puro.
19:15 Da sua boca saía uma espada afiada, para ferir com ela as nações; ele as regerá com vara de ferro; e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-Poderoso.
Cristo, Sacerdote e Cristo, Rei-Guerreiro – “Compare o simbolismo de Cristo como Sacerdote (Apoc. 1:12-20) e o simbolismo de Cristo como Rei-Guerreiro (Apoc. 19:11-16). Quais são as semelhanças e as diferenças?
“Cristo enfrenta Seus inimigos. Em geral, admite-se que as figuras de Apoc. 19:11-16 são extraídas de Isaías 63:1-6, que apresenta o Messias como ‘poderoso para salvar’ Seu povo e vitorioso sobre os Seus inimigos.
“As duas representações de Cristo no Apocalipse têm algumas semelhanças e várias diferenças. Em vez das suntuosas vestes sacerdotais, o Rei-Guerreiro usa ‘um manto tinto de sangue’; está montado num cavalo branco, à frente de um conjunto de cavalarianos. Em Apoc. 1 a 3, Cristo, como Sacerdote, defronta Suas igrejas; ao passo que em Apoc. 19, como Guerreiro, Ele enfrenta Seus inimigos.
“Em ambos os lugares, o caráter de Cristo é retratado como ‘fiel e verdadeiro’ (Apoc. 1:5; 3:14; 19:11). Seus olhos são ‘como chama de fogo’ (Apoc. 1:14; 19:12) e ‘da boca saía-Lhe uma espada afiada (Apoc. 1:16; 19:15), o que provavelmente constitui uma referência à autorizada palavra proferida por Ele, que pode significar vida ou morte. (Comparar com Isa. 11:4; II Tess. 2:8.) “ – LES893, p. 156.
Cristo fere as nações com a espada de Sua boca – “Em Sua Vinda, Cristo fere as nações com a espada que tem na boca. Esta figura é explicada noutras partes da Bíblia: ‘Com o sopro dos Seus lábios matará o perverso.’ Isa. 11:4. ‘Então será de fato revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de Sua boca.” II Tess. 2:8.” – LES893, p. 158.
Ele as regerá com vara de ferro – “Nesse contexto, a figura de um pastor regendo com ‘vara de ferro’ significa que ele destrói tudo o que ataca o Seu rebanho. (Comparar com Apoc. 2:27; 12:5; Sal. 2:8 e 9.)
“’O antigo cajado do pastor tinha dupla função. A parte arqueada servia para ajudar e guiar as ovelhas, ao passo que a pesada ponteira de ferro na extremidade também fazia dele uma arma de ataque. Esta era usada para proteção do rebanho, a fim de repelir e matar animais selvagens que quisessem dispersa-lo e destruí-lo. Chegou o tempo de o Bom Pastor usar a ‘vara de ferro’ contra as nações, para o livramento de Seu assediado rebanho na Terra. O ato de reger ou ferir as nações com vara de ferro resulta no seu extermínio, e não no seu governo durante o milênio, segundo afirmam alguns.’ – SDABC, vol. 7, págs. 874 e 875.” – LES893, p. 158.
Ver Apêndice: “Pós-milenismo/arrebatamento secreto”.
19:16 No manto, sobre a sua coxa tem escrito o nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Rei dos reis e Senhor dos senhores – “Nosso Rei vindouro merece todo nome e homenagem nessa passagem. Homens pecaminosos e até dirigentes de igreja blasfemaram dEle. Apocalipse 1:7 diz que alguns deles ressuscitarão para ver Sua vinda. (Comparar com Dan. 12:2.)” – LES893, p. 157.
“Em suma, o livro do Apocalipse transmite a mensagem de esperança e certeza de que Cristo virá como Messias real para livrar Seu povo na última guerra do mundo [armagedom] contra Deus.” – Hans. K. La Rondelle, Chariots of Salvation (Hagerstown, MD.: Review & Herald, 1987), p. 68, citado em LES893, p. 150.
Ver ainda comentário sobre Apoc. 5:5 e Apêndice: “Quatro principais apresentações simbólicas de Cristo no Apocalipse.”
19:17 E vi um anjo em pé no sol; e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que voavam pelo meio do céu: Vinde, ajuntai-vos para a grande ceia de Deus,
A ceia das aves – “A grande ceia das aves (Apoc. 19:17, 18 e 21) também simboliza a destruição dos inimigos do Céu quando Cristo voltar. (Comparar com Sal. 79:2; I Sam. 17:44 e 46; Ezeq. 39:17-20.)” – LES893, p. 158
“Esta ‘ceia das aves’ afeta o mesmo grupo descrito em Apocalipse 6:15-17, o qual não pode resistir à presença do Senhor por não haver aceito a salvação em Cristo e conseqüentemente não haver-se preparado para recebe-Lo. No final do milênio, serão destruídos definitivamente pela segunda morte (20:9, 14).” – SRA/EP, p. 135.
19:18 para comerdes carnes de reis, carnes de comandantes, carnes de poderosos, carnes de cavalos e dos que neles montavam, sim, carnes de todos os homens, livres e escravos, pequenos e grandes.
19:19 E vi a besta, e os reis da terra, e os seus exércitos reunidos para fazerem guerra àquele que estava montado no cavalo, e ao seu exército.
19:20 E a besta foi presa, e com ela o falso profeta que fizera diante dela os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e os que adoraram a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.
Lago de fogo – “Recapitule tais passagens como II Tessalonicenses 1:7-10; 2:8; II S. Ped. 3:10, bem como Apocalipse 19:20. Tiago White expressou a opinião de que haverá ‘dois lagos de fogo’ (Review and Herald, 21 de janeiro de 1862): um por ocasião da Segunda Vinda, e o outro no fim do Milênio. Na Segunda Vinda serão consumidas as forças terrestres do mal. No fim do Milênio, Satanás e seus anjos também serão incluídos (Apoc. 20:20).” – LES893, p. 157
“A confederação político-religiosa que é simbolizada pela besta, o falso profeta e os reis da terra ‘com seus exércitos’ será lançada no lago de fogo (Apoc. 19:19 e 20). Essa linguagem simbólica torna evidente que o Segundo Advento trará livramento aos remidos, seguido de regozijo na grande ceia das bodas do Cordeiro, mas causará a destruição mundial de todos os inimigos de Deus e Seu povo. Apoc. 19:20 e 20:9 e 14 demonstram que haverá duas ocorrências chamadas ‘lagos de fogo’: uma no começo e outra no fim do milênio.” – LES893, p. 158.
“Por ocasião da vinda de Cristo os ímpios serão eliminados da face de toda a Terra: consumidos pelo espírito de Sua boca, e destruídos pelo resplendor de Sua glória. Cristo leva o Seu povo para a cidade de Deus, e a Terra é esvaziada de seus moradores.” – O Grande Conflito, p. 663.
19:21 E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.
Os demais foram mortos – “Os incrédulos serão destruídos por ocasião da volta de Jesus. A ênfase dessa cena de guerra (Apoc. 19:11-21) é a destruição total dos inimigos de Deus. 1) a espada que sai da boca de Cristo destrói as nações (Apoc. 19:15 e 21; comparar com Isa. 11:4; II Tess. 2:8); 2) Ele as despedaça com ‘vara de ferro’ (Apoc. 19:15; comparar com Sal. 2:9; Apoc. 2:27) 3) Os poderes organizados que se levantam contra Cristo (‘a besta’ e ‘o falso profeta’) são lançados no lago de fogo (Apoc. 19:19 e 20); 4) as aves do firmamento são convidadas a banquetear-se com ‘as carnes’ de todos os que foram mortos, ‘quer livres, quer escravos, assim pequenos como grandes’ (Apoc. 19:17, 18 e 21).” – LES893, p. 165.
Volta de Jesus: destino dos homens e anjos caídos – “Quando Jesus vier, com Suas hostes de anjos, permanecerá no céu, acima da Terra. Os salvos irão ‘para o encontro com o Senhor nos ares’ (I Tess. 4:17). Jesus não irá andar pela Terra como fez em Sua primeira vinda. Por esse motivo a personificação de Cristo executada por Satanás, antes do advento, não irá enganar o povo de Deus. (Ver Mat. 24:23 e 24; II Tess. 2:8-12.)
“Os que nem creram em Cristo nem ensinaram Sua verdade conforme está na Bíblia serão destruídos pela glória de Sua presença. Os que O crucificaram, e foram ressuscitados pouco antes de Sua volta, serão destruídos como as hostes de perdidos que receberam a marca da besta. Os anteriormente mortos em pecado permanecerão nas sepulturas por mais mil anos.
“Quando as trombetas soarem, os que, em todos os tempos, morreram fiéis a Jesus Cristo saem dos sepulcros e vão encontrar o Senhor nos ares. Então os santos vivos se juntarão a eles. E não voltarão para a Terra; serão levados para o Céu para estar com Cristo e os anjos por mil anos. (Ver João 14:1-3; Apoc. 7:13-17; 20:4-6.)
“Satanás e seus demônios ficarão retidos na desolação da Terra (Apoc. 20:1). A Terra terá sido completamente devastada. Todos os salvos estarão no Céu e os perdidos ainda nas sepulturas.” – LES963, lição 13, p. 4.
Abreviaturas utilizadas
LES892 – Battistone, Joseph J. – Lições da Escola Sabatina, 2º Trimestre de 1989, nº 374, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES893 – Coffman, Carl – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1989, nº 375, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
LES963 – Gulley, Norman R. – Lições da Escola Sabatina, 3º Trimestre de 1996, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP.
SRA/EP – Belvedere, Daniel – Seminário As Revelações do Apocalipse, Edição do Professor, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2ª ed., 1987.
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1431 palavras
1-24 O tema da queda de Babilônia dá continuidade ao cap. 17. Lá, a principal imagem é da execução da meretriz (17:1, 4, 5, 16). Aqui, a metáfora é o saque de uma cidade rica (18:9-19). Bíblia de Estudo Andrews.
1 Autoridade. Este anjo vem da sala do trono do universo, comissionado a proclamar a última mensagem de misericórdia divina e a advertir os habitantes da Terra do destino iminente de “Babilônia, a Grande”. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 954.
E a terra se iluminou. Apesar dos esforços satânicos de envolver a Terra em escuridão, Deus a inflama com a luz gloriosa da verdade salvadora (ver com. [CBASD] de Jo 1:14). CBASD, vol. 7, p. 954.
Antegozo da nova Terra (21:23; 22:5). Bíblia de Estudo Andrews.
2 exclamou com potente voz. Para que todos possam ouvir. CBASD, vol. 7, p. 954.
caiu a grande Babilônia. Não se trata ainda de uma queda física, mas da declaração de sua condição espiritual. Bíblia de Estudo Andrews.
morada de demônios. “Babilônia, a Grande” se encontra totalmente possuída por demônios […] Talvez, em sentido especial, a referência seja ao espiritismo moderno. CBASD, vol. 7, p. 955.
espírito imundo […] ave imunda.
3 mercadores. Do gr. emporoi, literalmente, “aqueles em jornada”, “viajantes”, “mercadores”. CBASD, vol. 7, p. 955.
4 Retirai-vos dela, povo meu. Parece que até bem perto do fim dos tempos, alguns, talvez muitos, do povo de Deus ainda não terão ouvido o chamado para sair da Babilônia mística […] Assim como o povo de Deus se retirou da Babilônia literal a fim de voltar para Jerusalém, Seu povo nos dias de hoje é chamado a sair da Babilônia mística, para ser considerado digno de entrar na Nova Jerusalém. Presume-se que todos aqueles que verdadeiramente fazem parte de Seu povo ouvirão a voz divina e atenderão Seu chamado. CBASD, vol. 7, p. 955.
Deus faz distinção entre uma organização que se opõe a seus propósitos e os indivíduos que fazem parte dela, mas são fiéis a ele. Este é convite final do evangelho para que se unam ao povo remanescente. Bíblia de Estudo Andrews.
seus pecados. No cap. 18, Babilônia é colocada diante do juízo divino por cinco motivos: (1) orgulho e arrogância, (2) materialismo e luxúria, (3) adultério, (4) engano e (5) perseguição (ver v. 2, 3, 5, 7, 23, 24), CBASD, vol. 7, p. 955.
seus flagelos. Isto é, os castigos que ela receberia em cumprimento ao “julgamento” ou à sentença de Apocalipse 17:1. CBASD, vol. 7, p. 955.
5 porque. Os v. 5-7 alistam as ações que provocam a sentença legal sobre Babilônia. Bíblia de Estudo Andrews.
Deus se lembrou. Quando aplicada a Deus, a palavra “lembrou” costuma significar que Ele está prestes a dar aos seres humanos a retribuição por um curso de ação específico, seja ele bom ou mau (ver Gn 8:1; Êx 22:4; Sl 105:53, etc.). CBASD, vol. 7, p. 956.
6 pagai-lhe em dobro. Antiga metáfora para punição completa e final (Jr 17:18). Bíblia de Estudo Andrews.
7 a si mesma se glorificou. A autoconfiança arrogante a tornou confiante do sucesso final em sua trama para eliminar o povo remanescente de Deus e reinar com supremacia sobre a Terra. Ela sente orgulho de sua riqueza, popularidade e poder (comparar com Is 47:6-10; Ez 28:2, 4, 5, 16). CBASD, vol. 7, p. 956.
se glorificou e viveu em luxúria.Sua glória e luxúria ocorreram à custa de outros e, por isso, se tornaram a base para sua sentença legal. Bíblia de Estudo Andrews.
diz consigo mesma. Arrogância desmedida inspirou confiança plena em sua estratégia maligna para dominar o mundo. A tentativa de enganar os outros resultou num absoluto autoengano. Além de embebedar os outros, ela mesma se encontra embriagada (ver com. [CBASD] de Ap 17:2, 6). CBASD, vol. 7, p. 956.
Estou sentada como rainha. A grande meretriz personifica a noiva de Cristo perante os habitantes da Terra, sobre quem ela afirma ter domínio no nome dEle. Mas ela é uma rainha falsa (cf. Is 47:6-10). É uma prostituta que nunca teve marido de verdade, mas, mesmo assim, consegue se gabar de suas conquistas. CBASD, vol. 7, p. 957.
Viúva , não sou. Como “viúva”, não teria posição legal, nem direito à lealdade dos habitantes da Terra (comparar com Is 47:8, 10). CBASD, vol. 7, p. 957.
8 que a julgou. O juízo sobre Babilônia é tão certo que o anjo fala como se ele já tivesse acontecido (ver com. de Ap 16:19; 17:1, 17; 19:2). Aquilo que lhe sobrevêm não é acidental, mas um ato deliberado da parte de Deus. CBASD, vol. 7, p. 957.
9-19 Narra o resultado da sentença pronunciada nos v. 5-8, no estilo de um lamento antigo (ver Lm; Ez 27). Bíblia de Estudo Andrews.
9 chorarão […] os reis da terra. Os governantes políticos do mundo causam a destruição de Babilônia (17:16), mas então lamentam as consequências de seus atos. Bíblia de Estudo Andrews.
Prevendo o próprio destino iminente, os infelizes “reis” e “mercadores” (v. 11) da Terra se unem em melodia fúnebre dedicada à altiva Babilônia, atormentada em sua pira funeral em chamas. […] Em Apocalipse 17:16, são os reis da Terra (cf. com. [CBASD] do v. 12) que ateiam fogo em Babilônia. Aqui eles são retratados se lamentando dos resultados desse ato, talvez ao lhes sobrevir a triste percepção de que eles logo teriam o mesmo destino (cf. Is 47:13-15). CBASD, vol. 7, p. 957, 958.
uma só hora. Expressa a rapidez da destruição final (comparar com 18:17, 19). Bíblia de Estudo Andrews.
10 Poderosa cidade. O vazio de suas pretensões então é percebido, pois “poderoso é o Senhor Deus , que a julgou” (v. 8). CBASD, vol. 7, p. 958.
Juízo. Ao passo que Apocalipse 17 aborda, em primeiro lugar, a sentença contra Babilônia, o cap. 18 trata da execução desse veredito. CBASD, vol. 7, p. 958.
11 Mercadores. Em Apocalipse 18:23, afirma-se que estes “mercadores” são os “grandes da terra” (comparar com Is 23:14; Ez 26:15-18). CBASD, vol. 7, p. 958.
Ninguém compra. Os reis e habitantes da Terra ficam desiludidos e se recusam a ter qualquer coisa em comum com Babilônia (comparar com Is 23:14; Ez 26:15-18). CBASD, vol. 7, p. 958.
12 Mercadoria de ouro. Não há valor exegético em tentar classificar os 28 itens de comércio listados nos v. 12 e 13, nem em extrair algum sentido oculto deles. O caráter prolixo e poético de Apocalipse 18 sugere que o propósito da lista é destacar os amplos interesses comerciais de Babilônia, […] ou, […] ressaltar a abrangência de suas doutrinas e políticas corruptas. CBASD, vol. 7, p. 959.
13 Carros. Do gr. rhedai, palavra emprestada do gaulês ou do celta, introduzida na Ásia Menor pelos gauleses que se tornaram os gálatas. Rhedai se refere, de maneira específica, a vagões de viagem com quatro rodas. CBASD, vol. 7, p. 959.
16 linho finíssimo. A veste dos justos (18:8, 14). Babilônia usa uma face cristã para enganar o mundo (16:14). Bíblia de Estudo Andrews.
19 lançaram pó. Expressão de grande tristeza (ver Ez 27:30). Bíblia de Estudo Andrews.
20 Exultai sobre ela. A queda da Babilônia narrada da perspectiva de suas vítimas. Bíblia de Estudo Andrews.
A desolação sumária de Babilônia leva vitória e alegria a todos os justos do universo. O hino da vitória de Babilônia é registrado em Apocalipse 19:1 a 6. Os v. 7 a 9 aludem à celebração do livramento do povo de Deus. CBASD, vol. 7, p. 960.
Céus. Os habitantes do Céu são os primeiros a se alegrar com o triunfo de Cristo e Sua igreja. CBASD, vol. 7, p. 961.
Julgou a vossa causa. Literalmente, “julgou seu juízo”, com o sentido de “executou sua sentença”. Ela havia decretado a morte do povo de Deus (ver Ap 13:15; ver com. [CBASD] de Ap 17:6), mas agora sofre do mesmo destino que havia reservado para os fiéis (comparar com o destino de Hamã, em Et 10; sobre o meio de execução da sentença divina contra babilônia, ver Ap 17:1, 16, 17). Este evento ocorre durante a sétima praga (Ap 16:19; cf. Ap 19:2). CBASD, vol. 7, p. 961.
21 grande pedra de moinho e arrojou-a para dentro do mar […] com ímpeto. Com um arremesso tremendo, a pedra de moinho é lançada nas profundezas do mar. Logo, Babilônia afundará no esquecimento ou “destruição” (Ap 17:8) de maneira definitiva. CBASD, vol. 7, p. 961.
22, 23 A queda de Babilônia é completa: não há mais música, trabalho de artífices, produção de alimentos nem celebração de matrimônios. Bíblia de Estudo Andrews.
23 feitiçaria. Isto é, os enganos praticados por Babilônia para garantir a lealdade dos habitantes da Terra (ver Ap 13:14; 16:14; 19:20; ver com. [CBASD] de Ap 17:2; cf. Is 47:9, 12, 13). CBASD, vol. 7, p. 961.
24 sangue […] de todos os que foram mortos. O principal motivo para a punição de Babilônia é sua agressão ao povo de Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
A Babilônia mística representa as religiões apóstatas desde o início dos tempos (ver com. [CBASD] de Ap. 14:8; 17:5, 13). Todavia, os capítulos 13 a 18 abordam, de maneira mais específica, o auge da apostasia no fim dos tempos. Por isso, em um sentido mais geral, a frase”todos os que foram mortos” pode incluir os mártires de todos os tempo. Sem dúvida, a ênfase recai sobre aqueles que deram a vida na batalha final do grande conflito entre o bem e o mal, e provavelmente também sobre as pessoas que Babilônia pretendia matar, mas foi impedida por intervenção divina (ver com. [CBASD] de Ap 17:6; cf. Is 47:6; Jr 51:47-49). CBASD, vol. 7, p. 961, 962.