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JUDAS – Este não é o indivíduo que traiu Jesus; é o meio-irmão do Salvador. Sua mensagem é intensa, direta e extremamente relevante para a igreja em qualquer época.
O tema central desta carta é uma convocação urgente para que os crentes batalhem diligentemente pela fé que uma vez por todas foi confiada aos santos (v. 3). Judas escreve contra a infiltração sorrateira de falsos mestres que distorcem a graça de Deus, levando muitos ao engano e à destruição espiritual.
Embora Judas tenha iniciado com um tom pastoral e fraterno, desejando falar “acerca da salvação”, alterou o rumo ao perceber a necessidade de alertar a igreja sobre um perigo iminente.
• Isso nos ensina que, mesmo sendo essencial pregar sobre o amor e a salvação, há momentos em que a igreja precisa ser alertada contra ensinos destrutivos que comprometem a verdade.
“A epístola que leva o nome de Judas é tão pequena e destruída de elementos formais de uma epístola comum que muitos a reputam por folha anti-herética ou bilhete de urgência enviado às igrejas com o fim de preveni-las dos mesmos perigos apontados nas cartas de Tiago e João, a saber, forças dissidentes que haviam adentrado na Igreja Cristã primitiva”, contextualiza Rodrigo Silva.
Com essa carta, fica evidente que a igreja “precisa lutar pela fé genuína e perseverar, resistindo aos pregadores mentirosos” (Bíblia do Discípulo).
Judas 4 revela que tais pregadores não vem de fora com ataques diretos; eles surgem dentro da igreja, distorcendo o evangelho para seus próprios interesses. Eles transformam a graça em libertinagem, pregam um evangelho sem santificação, sem transformação, onde o pecado é tolerado sob a desculpa de misericórdia divina. Judas adverte que esse tipo de ensino pervertido leva ao juízo divino, e usa exemplos históricos para fundamentar sua declaração (Judas 5-7):
• Os israelitas incrédulos destruídos após saírem miraculosamente do Egito
• Os anjos caídos que abandonaram sua posição e sofreram condenação.
• Sodoma e Gomorra destruídas devido à depravação moral.
A igreja precisa estar atenta aos sinais que caracterizam aos que corrompem o evangelho (Judas 8-16). E tão importante quanto discernir o erro, é permanecer firme na verdade (Judas 17-25). Como?
• Edificando-se na santíssima fé;
• Orando no Espírito Santo;
• Mantendo-se no amor de Deus;
• Aguardando a misericórdia de Jesus.
Vamos à luta? – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: III JOÃO 1 – Primeiro leia a Bíblia
III JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/3jo/1
Quando você ou eu escrevemos um e-mail, podemos colocar em itálico uma palavra que queremos que o destinatário observe. Ou podemos usar negrito ou MAIÚSCULAS. Os escritores da Bíblia não tinham essas opções. Em vez disso, eles usavam a repetição. A curta carta de João a Gaio em 3 João contém uma repetição interessante. Quatro vezes em apenas 14 versículos, João se refere a Gaio como “amado”.
A palavra “amado”, da palavra grega “agape”, é um termo afetuoso usado não apenas por João, mas também por outros escritores do Novo Testamento, incluindo Paulo, Pedro, Tiago e Judas. Significativamente, Deus usou a palavra duas vezes para descrever Seu amor por Jesus. “Este é o Meu Filho amado, em quem me comprazo”, disse Deus no batismo de Jesus (Mateus 3:17). No Monte da Transfiguração, Ele reiterou: “Este é Meu Filho amado, em quem me comprazo; ouça-o!” (Mateus 17:5).
Sabemos pouco sobre Gaio além do que João escreveu em 3 João. Mas uma coisa é certa: João amava Gaio profundamente.
Você expressa afeto de modo generoso? Você é igualmente generoso em seu amor a Deus? Escreva hoje uma carta para alguém especial. Use a repetição para expressar o seu amor. Escreva, como João, que você está orando por essa pessoa. E então ore por ela.
Andrew McChesney
Editor, Missão Adventista, Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/3jn/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1159 palavras
Público alvo. A carta de 3 João é uma das poucas do NT escritas para um só indivíduo. Ela dá evidências de que esse indivíduo, Gaio, era amigo leal de João e um dos “irmãos” que o apóstolo menciona. Ao que tudo indica, era rico o suficiente para estender hospitalidade aos irmãos, quando chegavam de visita. Gaio é um nome romano comum. Bíblia de Estudo Andrews.
Mensagem. Na época em que João 3 foi escrita, os outros apóstolos, assim como outros “irmãos”, viajavam e pregavam o nome de Jesus. Tais pessoas dependiam da hospitalidade de outros cristãos. Esta carta elogia Gaio por ser hospitaleiro com essas pessoas e o incentiva a continuar, mesmo diante da rivalidade egoísta de Diótrefes. […] A carta de 3 João aborda um desafio que todas as pessoas enfrentam, seja intimamente ou no relacionamento com os outros. Assim como Diótrefes, todos são tentados, em algum momento, a ir em busca do próprio poder e da honra pessoal, mesmo à custa de outras pessoas. Esta epístola defende uma opção melhor: compartilhar com os outros a luta por uma causa maior. Ela também dá aos leitores de hoje um vislumbre fascinante de como era a vida e quais eram os desafios da igreja apostólica. Bíblia de Estudo Andrews.
1 Terceira João segue o padrão das cartas pessoais da época. Bíblia de Estudo Andrews.
2. Faço votos. A frase diz, literalmente, “em relação a todas as coisas, eu lhe desejo [ou ‘oro’ por sua] prosperidade. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 767.
Prosperidade. Uma oração para que tudo fosse bem em todos os aspectos da vida de Gaio. Bíblia de Estudo Andrews.
O Senhor não está desatento a nossas necessidades temporais. Ele quer que sejamos bem-sucedidos tanto nos assuntos temporais quanto nos espirituais. Um bom cristão deve ser um bom homem de negócios ou um trabalhador capaz, uma vez que, além das habilidades naturais, ele também pode desfrutar da bênção de Deus sobre seus deveres diários. CBASD, vol. 7, p. 767.
Saúde. Deus está interessado em nossa condição física e deseja que desfrutemos do melhor da saúde. Devido à estreita ligação entre a mente e o corpo, quando a vida espiritual ou o caráter prospera, o corpo está mas apto a ser sadio (Êx 15:26; Pv 14:30; CBV, 241). Por outro lado, quando a saúde do corpo é negligenciada e os maus hábitos físicos se estabelecem, a vida religiosa também sofre (CBV, 280, 315, 319). CBASD, vol. 7, p. 767.
alma. Costuma se referir à vida da pessoa como um todo (1Jo 3:16), mas, às vezes, alude especificamente à vida interior e aos pensamentos (Jo 12:27). Bíblia de Estudo Andrews.
3-8 Gaio é incentivado a continuar a estender hospitalidade aos irmãos que pregam em nome de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
4. Meus filhos. Meus próprios filhos isso pode indicar que Gaio era um dos convertidos de João (cf. com. de 1Jo 2:1; 2Jo 4; cf. 1Ts 2:7-12; 1Tm 1:2). CBASD, vol. 7, p. 768.
Demonstra uma preocupação paternal pelos cristãos. Bíblia de Estudo Andrews.
5 irmãos, e […] estrangeiros. Gaio era hospitaleiro com esses obreiros cristãos, mesmo que fossem estrangeiros. Bíblia de Estudo Andrews.
7. Por causa do Nome. Evidências textuais confirmam … esta variante, isto é, o nome de Jesus (ver com. de At 3:16; 4:12; Rm 1:5). CBASD, vol. 7, p. 768.
Saíram. Partiram de sua igreja local, possivelmente Éfeso. Nos dias de João, o espírito de evangelização, levando os cristãos a divulgar as boas novas de um lugar, era louvável. CBASD, vol. 7, p. 768.
nada recebendo dos gentios. Os que trabalham para Jesus, necessitam do auxílio de outros cristãos (v. 8); eles não procuram suporte de descrentes (1Ts 2:9). Bíblia de Estudo Andrews.
8. Portanto, devemos. Porque os missionários não levavam nada dos pagãos e por não haver apoio regular de uma tesouraria naquela época, era necessário que homens como Gaio ajudassem os trabalhadores e, assim, aliviassem a necessidade de pedir donativos. Pelo uso de “nós”, João reconhece o dever dele mesmo nessa questão da hospitalidade. CBASD, vol. 7, p. 768.
acolher esses irmãos. Fazê-los se sentir bem-vindos. Bíblia de Estudo Andrews.
9-11 Advertência contra Diótrefes, que era egocêntrico e não demonstrava hospitalidade. Bíblia de Estudo Andrews.
9. Gosta de exercer a primazia. Desejo de controle e honra pessoal. Isso prejudica a igreja (Mc 9:35). Bíblia de Estudo Andrews.
Diótrefes abrigava ambições profanas. Aspirava a ser o primeiro por causa da posição e não pelo bem que podia realizar. A posição não é definida, e não há provas de que se refira a um bispado. A igreja cristã já era instruída sobre a ambição indesejável. (Mt 20:20-28; Lc 22:24-27; Jo 13:1-17). CBASD, vol. 7, p. 769.
10. far-lhe-ei lembradas. Apontar o erro das ações de Diótrefes da maneira que Jesus aconselhou (Mt 18:15-17), não usando fofocas, como este estava habituado. Bíblia de Estudo Andrews.
Impede. Diótrefes tomou medidas efetivas para impedir os outros de oferecer a hospitalidade que ele se recusou a dar. … O ato hostil reflete o poder de Diótrefes na igreja local, mas a situação mostra que a igreja não estava totalmente do lado dele, pois alguns, pelo menos, estavam em harmonia com o apóstolo e queriam receber os obreiros viajantes. CBASD, vol. 7, p. 770.
Recebê-los. Ao negar hospitalidade aos obreiros viajantes, Diótrefes recusou reconhecer a autoridade de João, pois os irmãos itinerantes levavam a recomendação do apóstolo itinerante. CBASD, vol. 7, p. 769, 770.
Os expulsa da igreja. Ou, excomungando-os (cf. João 9:34). É claro que a controvérsia era grave: houve um grande confronto entre escola apostólica e os adeptos dos falsos mestres. Nesta igreja, em particular, o partido herético, pelo menos, estava temporariamente em ascensão e podia impor sua vontade sobre a congregação. CBASD, vol. 7, p. 770.
11 O poder e a influência de Diótrefes podiam parecer impressionantes, mas ele não deveria ser imitado. Bíblia de Estudo Andrews.
Não imites. Ou, “não sigas”. João faz uma pausa em sua discussão sobre o conflito dentro da igreja e afirma verdades gerais que, se observadas, permitiriam a Gaio sempre tomar decisões certas. CBASD, vol. 7, p. 770.
Senão o que é bom. Nessa linguagem incisiva é possível que o apóstolo tenha feito uma análise da situação enfrentada por Gaio e seus amigos: a ação de Diótrefes era “má” e não devia ser imitada. Por sua vez, A ação elogiada por João nos versos 5 a 8 era “boa” e devia ser posta em prática. CBASD, vol. 7, p. 770.
Pratica o bem. No restante do versículo há uma impressionante semelhança entre a linguagem utilizada na primeira epístola de João (cf. 1Jo 3:6-10). Aqui está a expressão positiva da verdade afirmada negativamente em 1João 3:9 (ver com. ali). CBASD, vol. 7, p. 770.
jamais viu a Deus. Fala da grande realidade de que a prática do mal não tem lugar na vida dos filhos de Deus. entretanto, em 1 João se reconhece que, no presente, os cristãos não se afastam por completo do pecado e só consegue alcançar esse ideal por intermédio de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
12 Demétrio. Talvez fosse o mensageiro que levou a carta a Gaio. Bíblia de Estudo Andrews.
Todos lhe dão testemunho, até a própria verdade. Ou, Demétrio vivia em harmonia com os padrões cristãos. João aqui personifica a verdade e torna a testemunhar a excelência do caráter de seu amigo. CBASD, vol. 7, p. 770.
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“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade” (v.4).
Existem duas palavras de muito destaque no evangelho e nas epístolas de João: amor e verdade. De uma forma divinamente inspirada, o apóstolo decifrou o código do Céu de como permanecermos em nossa jornada cristã “por modo digno de Deus” (v.6): andando em amor na verdade. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo.14:6). Aqueles que andam na verdade, portanto, caminham para um destino certo: a vida eterna; e não somente caminham, como também servem de guia para outros como “cooperadores da verdade” (v.8). Assim era Gaio.
Apesar de sua origem desconhecida, provavelmente, Gaio fosse membro de alguma igreja que estava passando por um momento de séria crise e que precisava de motivação e conforto. Acima de tudo, ou antes de tudo, João fez votos pela “prosperidade e saúde” de seu amado irmão, assim como obteve conhecimento de sua fidelidade espiritual (v.2-3). Gaio certamente foi alguém cujo testemunho e hospitalidade teve grande impacto em sua comunidade e que ajudou a fortalecer a fé de muitos.
João se enchia de alegria ao ouvir os bons testemunhos daqueles que conheceram a verdade por seu intermédio. Como um pai, nada lhe trazia maior alegria do que saber que seus filhos estavam andando na verdade (v.4). Ou seja, estavam avançando e perseverando no caminho eterno. Mas o cerne da questão aqui é a distinção entre o bom e o mau testemunho. Enquanto Gaio procedia fielmente tanto com judeus quanto com estrangeiros, agindo como um cooperador da verdade, Diótrefes, pelo contrário, agia movido pela ambição e pela inveja. Além de não praticar a hospitalidade, também impedia quem queria fazê-lo e, mesmo que João não deixe claro que tipo de posição Diótrefes ocupava, fica claro que ele tinha certa autoridade sobre a igreja, de forma que por sua ação direta irmãos eram expulsos da igreja.
Um terceiro nome, porém, é citado validando o seu bom testemunho: Demétrio. Sua origem também é desconhecida, mas “até a própria verdade” (v.12) testificava de seu bom procedimento e o quanto sua vida cooperou para a pregação do evangelho. João não só confirmou a fidelidade de Gaio, mas também lhe deu quatro importantes orientações:
- Encaminhe os irmãos para que andem “por modo digno de Deus” (v.6);
- Acolha esses irmãos, tornando-se cooperador da verdade (v.8);
- “Não imites o que é mau” (v.11);
- Estabeleça boas amizades (v.12).
Fomos chamados para ser testemunhas de Jesus; para contar ao mundo o que vimos, ouvimos e experimentamos em nossa jornada cristã, sem fazer acepção de pessoas. Há milhares de pessoas lá fora que precisam conhecer a verdade que liberta da escravidão do pecado. E de que lado nós estamos hoje? Como “Gaios” e “Demétrios” atuais que procedem fielmente naquilo que praticam “para com os irmãos” e para com todos (v.5)? Ou como “Diótrefes” (v.9), preocupados com cargos e posições, enquanto, por nosso mau testemunho, expulsamos da igreja aqueles que Jesus comprou a tão alto preço (v.10)?
Amados, não imitemos “o que é mau, senão o que é bom. Aquele que pratica o bem procede de Deus; aquele que pratica o mal jamais viu a Deus” (v.11). Que como corpo de Cristo e Suas fiéis testemunhas, se cumpra em nós o propósito que o Senhor estabeleceu desde tempos antigos: “A sua posteridade será conhecida entre as nações, os seus descendentes, no meio dos povos; todos quantos os virem os reconhecerão como família bendita do Senhor” (Is.61:9).
Nosso Deus e Pai, sabemos que o Senhor não tem maior alegria do que saber que Teus filhos andam na verdade. Guia-nos em Tua verdade, mediante a ação maravilhosa do Espírito Santo! Livra-nos de sermos más testemunhas ou de sermos influenciados para o mal. Que sejamos Tuas fiéis testemunhas, Teus servos, de forma que fique evidente de que o nosso testemunho é verdadeiro. Oramos por uma vida que cresça na graça de Cristo e por ela seja transformada a cada dia até que sejamos dia perfeito. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, fiéis testemunhas de Cristo!
Rosana Garcia Barros
#3João #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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III JOÃO – Esta é uma das cartas mais curtas da Bíblia, entretanto, está repleta de ensinamentos preciosos. Essa pequena cartinha nos transporta para os desafios da igreja do primeiro século, revelando personagens como Gaio, Diótrofes e Demétrio – exemplos do bem e do mal dentro da Igreja.
• Mas, por que estudar essa breve carta?
Porque, apesar de curta, ela trata de temas fundamentais: Hospitalidade, fidelidade, liderança e o perigo do autoritarismo eclesiástico. Ela nos desafia a refletir sobre como tratamos os irmãos na fé e como lidamos com a autoridade e o serviço cristão.
Então, ao mergulhamos nesse pequeno, mas profundo livrinho bíblico, que possamos perguntar: Se João escrevesse um e-mail para nós, o que ele diria sobre nossa conduta na igreja e no mundo?
“João escreve contra os conflitos de liderança na igreja por causa da ameaça à unidade dos seus membros e dos danos à sua mensagem. A epístola primeiro discute e avalia um personagem positivo (Gaio; 3Jo 1-8); depois, um personagem negativo (Diótrofes; v. 9-10); e, por fim, outro personagem positivo (Demétrio; v. 11-12)”, sintetiza Ekkehardt Mueller.
“O tema da epístola é firmeza diante da oposição. Gaio, o recebedor da carta, é exortado a resistir Diótrofes, um perturbador que provavelmente havia aceitado os ensinos dos gnósticos” (Bíblia do Discípulo).
III João nos desafia a refletir sobre nosso papel na igreja e na sociedade. Os três personagens apresentados representam atitudes que ainda são vistas nas comunidades cristãs:
• Gaio nos lembra da importância da hospitalidade e da cooperação na obra de Deus.
• Diótrofes alerta contra a soberba, o autoritarismo e a falta de amor.
• Demétrio nos incentiva a viver um testemunho digno do evangelho.
Esses personagens oferecem-nos lições valiosas sobre administração eclesiástica e a importância da unidade na igreja.
• Gaio representa o tipo de gestor que acolhe e fortalece a obra missionária, priorizando o crescimento espiritual dos fiéis.
• Já Diótrofes ilustra o perigo de uma liderança centralizadora e dominadora, que ignora a colaboração e busca a primazia. Esse tipo de administração causa divisões e enfraquece a missão da igreja.
• Por outro lado, Demétrio lembra-nos que integridade e bom exemplo são essenciais para que um líder conquiste respeito e confiança.
A liderança cristã deve ser exercida com humildade, serviço e compromisso com a verdade. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: II JOÃO 1 – Primeiro leia a Bíblia
II JOÃO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2jo/1
O primeiro capítulo da segunda carta de João foi escrito para uma senhora, com temas a respeito dela e de sua família. A carta foi escrita por um presbítero, considerado João. Este capítulo é bastante intrigante, levando-me a me perguntar sobre os motivos que motivaram a carta. Li este capítulo usando a versão contemporânea em inglês.
Parece que a autora está encorajando a mãe e reconhecendo os esforços que ela dedicou à sua família, conduzindo-os em uma jornada contínua em direção à Cristo – um relacionamento sólido com Cristo.
Embora haja muitas coisas positivas neste capítulo, parece que houve um certo grau de negatividade falada ou mostrada em relação à família. A fé e a determinação da mãe poderiam estar fraquejando, daí o motivo para o encorajamento. Também parece que ela está sendo influenciada por outros para mudar sua posição cheia de fé, o que motiva o autor a alertá-la a respeito.
Gosto de como o capítulo termina: ele lhes promete uma visita. Termina de modo muito pessoal!
E quanto a nós? Temos a determinação desta família ou a nossa influência tem sido negativa para com aqueles que estão seguindo a liderança de Deus? Sejamos uma influência positiva sobre os outros – sejamos encorajadores, não desanimadores. Amigos, ao longo deste dia, apeguem-se firmemente a Jesus!
Kirsten Machado
Taipei, Taiwan
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2jn/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1007 palavras
Introdução. A segunda epístola de João é um tesouro num pequeno frasco, que convida os leitores de todas as idades a aceitar e viver o amor e a verdade de Jesus Cristo. A exemplo da primeira epístola, 2 João celebra a ordem de amar uns aos outros, a qual existe desde o princípio e é colocada em prática por meio da observância dos mandamentos (v. 5, 6; comparar com 1Jo 2:7-10; Jo 13:34). Também adverte os cristãos a se precaver dos que rejeitam o que João e outros autores do NT ensinam sobre Jesus e negam que Cristo veio “em carne” (v. 7-11; ver 1Jo 4:3). Bíblia de Estudo Andrews.
Mensagem. A segunda epístola de João conclamou a “senhora” e seus “filhos” a um amor mais constante e à fidelidade em face da chegada dos “enganadores”, os quais negavam que Jesus Cristo tinha vindo em carne, na forma humana. Bíblia de Estudo Andrews.
1. Presbítero (ARA; ARC: “Ancião”). O título pode se referir à idade ou à posição, ou ambas as coisas. Uma vez que este Comentário afirma a autoria do apóstolo João (ver p. 755), pode-se observar que a palavra “ancião” é adequada. No momento em que a carta foi escrita, c. 95 d.C. (ver p. 755), João seria já idoso e o último apóstolo sobrevivente, de acordo com a tradição. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 757.
Senhora. A senhora a quem a carta é dirigida pode ter sido líder da igreja à qual João escreve, e seus “filhos” podem ser os membros da igreja (cf. 3Jo 4). O teor da mensagem é mais adequado a um grupo de crentes do que a um indivíduo, e a cristãos maduros, em vez de a filhos de certa mulher. CBASD, vol. 7, p. 757.
[ou] Uma igreja local que conhecia bem a João (5, 13). Bíblia Shedd.
Eleita. Provavelmente usado aqui no sentido de eminência [proeminência, excelência] ética. CBASD, vol. 7, p. 757, 758.
Amo na verdade. O amor do autor é real. Bíblia de Estudo Andrews.
A verdade. Ou, a doutrina cristã, como exposta por Cristo, que é “a verdade” (ver com. de Jo 8:32; cf. Jo 14:6), e “o Espírito da verdade” (Jo 14:17). Aqueles que defendem essa “verdade” amam aqueles que compartilham de suas crenças. CBASD, vol. 7, p. 758.
2 Por causa da verdade. É por causa da nossa aceitação comum da verdade que estamos tão intimamente relacionados pelos laços de amor. CBASD, vol. 7, p. 758.
Tal amor vem da fé na verdade compartilhada do amor de Jesus por nós (1Jo 5:1). Bíblia de Estudo Andrews.
4-6 Um chamado ao amor e piedade manifestados uns por outros. Bíblia de Estudo Andrews.
6. E o amor é este. O amor não consiste apenas em acalentar sentimentos afetuosos para com os outros, mas em observar a conduta correta para com nossos semelhantes, conforme indicado nos mandamentos de Deus. CBASD, vol. 7, p. 759, 760.
Os mandamentos de Deus podem se resumir na ordem de amar (Jo 13:34), pois todos eles, quando corretamente compreendidos, nos mostram como amar (Mt 22:36-40). Bíblia de Estudo Andrews.
7-11 Uma advertência contra os falsos mestres, seus ensinos e sobre a forma de tratá-los. Bíblia de Estudo Andrews.
7. Porque muitos enganadores têm saído. Os cristãos deveriam partilhar esse tipo de amor a fim de resistir àqueles que espalhavam falsos ensinos a respeito de Jesus. Bíblia de Estudo Andrews.
Enganadores. Os desordeiros são identificados no fim deste versículo como aqueles que negam as implicações da encarnação. CBASD, vol. 7, p. 760.
O anticristo. Ver com. de 1Jo 2:18, 22. João identifica todos os “enganadores” como sendo, em última análise, representados pelo grande enganador e anticristo, Satanás. Todo o trabalho de embuste procede do diabo, não importa que forma local seus servos possam assumir. CBASD, vol. 7, p. 760.
9 ultrapassa. Vai além dos ensinos de Cristo e passa a divulgar teorias da própria imaginação. Bíblia de Estudo Andrews.
O cristão é conservador. Ele não ultrapassa os fundamentos da verdade no ensino de Jesus e Seus apóstolos. Bíblia Shedd.
Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo. Isto é, quem tenta ir além dos ensinamentos de Cristo, como os gnósticos faziam (ver p. 687, 688). A fraseologia remete à primeira epístola de João (cf. em 1Jo 3:6). CBASD, vol. 7, p. 760.
Não permanece. Aquele que tenta ir aonde Cristo não guiou, sai do domínio de Cristo, portanto, não permanece na doutrina dada por Ele. CBASD, vol. 7, p. 761.
O que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Aquele que vagueia fora da verdade perde o Pai, e quem permanece nela tem o Pai e também o Filho por meio do qual toda a verdade é revelada (1Jo 2:23). CBASD, vol. 7, p. 761.
10. Não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Estender hospitalidade a alguém demonstra apoio a essa pessoa e àquilo que ela representa. Os mestres itinerantes eram dependentes da hospitalidade dos outros para o sustento (Mt 10:11-13; Lc 10:38; 19:5; 3Jo 5-7). Bíblia de Estudo Andrews.
Nem lhe deis as boas-vindas. Uma saudação formal, que costumava envolver o desejo da bênção de Deus sobre a pessoa e seu trabalho (ex., 2Jo 3; 1Sm 25:6; Lc 10:, 10, 11). Bíblia de Estudo Andrews.
Este conselho aparentemente rude só se aplica no caso de um “enganador” e “anticristo” (v. 7), e não tem relação direta com a hospitalidade que os cristãos devem alegremente mostrar aos amigos estrangeiros e necessitados (ver Mt 25:35; Hb 13:2). Não haveria motivo algum para receber um visitante determinado a enganar a igreja de Deus. […] não é possível manter uma comunhão cristã entre o crente e o falso mestre (cf. 1Co 5:9-13). CBASD, vol. 7, p. 761.
11 Cúmplice. João deixa claro por que não devemos entreter os falsos mestres: a associação voluntária com eles vai fazer parecer que aprovamos seus ensinamentos, e os incautos poderiam interpretar mal até mesmo a hospitalidade bem-intencionada concedida a esses mestres. CBASD, vol. 7, p. 761.
12 Muitas outras coisas. Nesta carta, o apóstolo tem tratado apenas com a questão mais urgente para alertar seus leitores sobre o perigo dos falsos mestres. Muitos outros temas chamam atenção, mas podem ser abordados de forma mais clara e rápida, pessoalmente. CBASD, vol. 7, p. 761.
Papel. Do gr. chartes, “uma folha de papiro”, material comum de escrita. CBASD, vol. 7, p. 761.
13 Tua irmã eleita. Uma irmã literal ou o símbolo da comunidade da igreja. Bíblia de Estudo Andrews.
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“E o amor é este: que andemos segundo os Seus mandamentos. Este mandamento, como ouvistes desde o princípio, é que andeis nesse amor” (v.6).
Diferente de livros cuja autoria é desconhecida, a segunda epístola de João traz um destinatário enigmático. Conforme a raiz da palavra “eklekte kyria”, que significa “senhora escolhida” ou “senhora eleita”, João tanto pode ter escrito para uma mulher e seus filhos, ou, seguindo a orientação profética quanto ao significado da palavra mulher, pode ter se dirigido a uma determinada igreja e seus respectivos membros. O fato é que o discípulo amado prosseguiu em transmitir o mesmo princípio que norteou sua primeira epístola: o amor. Estendendo o seu sentimento como sendo o mesmo de “todos os que conhecem a verdade” (v.1), ele clarificou o conceito intrínseco de amar: conhecer e praticar a verdade.
Todos os que são conhecedores da verdade e que nela permanecem são condutos do amor do Pai. Um dos sinais que apontam para a proximidade da volta de Cristo é justamente a falta de amor provocada pela multiplicação da iniquidade (Mt.24:12). O que nos leva ao seguinte raciocínio: Se a falta de amor vem pelo aumento da iniquidade, e a iniquidade, ou o pecado, “é a transgressão da lei” (1Jo.3:4), logo, o amor advém do crescimento em obediência à verdade, através do Espírito Santo, “que Deus outorgou aos que Lhe obedecem” (At.5:32). Percebem, amados?
Satanás diz: “Não precisa obedecer, viva do seu jeito!” (Isto produz morte: “porque o salário do pecado é a morte” Rm.6:23).
Deus diz: “A obediência é fruto do genuíno amor, viva do Meu jeito!” (Isto produz vida: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida” Ap.2:10).
Não se trata, portanto, de salvação por obras, mas de sermos impulsionados a viver não mais conforme os nossos gostos e desejos egoístas, mas sob o constante governo do Espírito Santo. Não é o que eu faço, e sim o que Ele faz em mim, por mim e através de mim. Não se trata de um governo arbitrário, mas eleito pela escolha e entrega dos “que que andam na verdade” (v.4). O Senhor deseja restaurar em nossa vida o que no princípio foi estabelecido. E isso só acontece quando permitimos que o Espírito Santo nos guie “a toda a verdade” (Jo.16:16), “porque muitos enganadores têm saído pelo mundo afora” (v.7) e precisamos estar vigilantes para não perdermos “aquilo que temos realizado com esforço”, para recebermos “completo galardão” (v.8).
Devemos vigiar e orar para perseverar “em verdade e amor” (v.3). Mas o que exatamente é a verdade? A Bíblia nos apresenta as cinco colunas da verdade:
- Deus é a verdade: Jr.10:10; 1Jo 5:20;
- Jesus é a verdade: Jo.14:6;
- O Espírito Santo é a verdade: 1Jo.5:6;
- A própria Bíblia é a verdade: Jo.17:17;
- A Lei de Deus é a verdade: Sl.119:142, 151, 152; Tg.2:10-12
Ultrapassar “a doutrina de Cristo” (v.9) é estabelecer conceitos e ideias incompatíveis com o que Ele já nos revelou por meio de Sua Palavra. Notem que João disse basicamente assim, parafraseando, nos versos cinco e seis: “Eu não estou escrevendo nada diferente, mas o mesmo mandamento que vocês já conhecem desde que se converteram: devemos nos amar uns aos outros. E o conceito desse amor é este: praticar os mandamentos de Deus. Portanto, amar ao próximo consiste em andar nesse amor” (v.5-6). Examinem os evangelhos e verifiquem se a vida de Jesus não foi o cumprimento perfeito da verdade e do amor. E a “todos os que conhecem a verdade” (v.1), Ele diz: “Se guardardes os Meus mandamentos, permanecereis no Meu amor; assim como também Eu tenho guardado os mandamentos de Meu Pai e no Seu amor permaneço” (Jo.15:10).
O amor bíblico, amados, não pode ser comparado com o amor barato que tem sido vendido em muitos púlpitos a preço da ingenuidade ou do conformismo de muitos. O amor conforme as Escrituras é esclarecedor, é verdadeiro e nele não há confusão. Permita que este maravilhoso amor continue sendo derramado em seu coração pelo Espírito Santo (Rm.5:5). Que Ele te guie a toda a verdade e, nesta jornada rumo aos Céus, muito em breve, “conversaremos de viva voz” com o nosso amado Jesus, para que então, “a nossa alegria seja completa” (v.12).
Nosso Pai do Céu, o Senhor que é a própria Verdade não permitiria que fôssemos enganados pelo inimigo sem nos oferecer a oportunidade de conhecermos a verdade. Graças Te damos, Pai, pela Tua Palavra, que nos guia, nos santifica e fortalece a nossa fé em Ti! Concede-nos a sabedoria de que precisamos para não ultrapassarmos a doutrina de Cristo; antes, que possamos permanecer em verdade e amor. Paizinho, nos torna mais e mais achegados a Ti para que, naquele grande Dia, recebamos completo galardão. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, eleitos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#2João #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100