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TIAGO 3 – Quem deseja ser sábio – segundo Deus – deve controlar suas palavras, rejeitar a inveja e buscar sabedoria celestial.
Os livros de Tiago e Provérbios se complementam. Note que, enquanto Tiago 3 apresenta uma análise sobre os perigos da língua e a necessidade da sabedoria divina, Provérbios reforça esses conceitos tratando sobre os efeitos da fala e da conduta cotidiana:
• Tiago e Provérbios concordam que o verdadeiro sábio sabe quando falar e quando calar-se (Tiago 3:1-4; Provérbios 17:27-28).
• Ambos enfatizam que as palavras produzem impacto tremendo – podem trazer bênção ou destruição (Tiago 3:5-6; Provérbios 18:19-21).
• Ambos ensinam que é incoerente louvar a Deus e falar mal das pessoas; a língua revela o verdadeiro caráter do verdadeiro cristão (Tiago 3:9-10; Provérbios 10:31-32).
• Ambos alertam que invejas e brigas trazem destruição, afetando até a saúde (Tiago 3:14-16; Provérbios 14:30).
• Ambos descrevem a sabedoria divina como pura e promotora de paz (Tiago 3:17; Provérbios 3:13-18).
• Tanto Tiago quanto Provérbios enfatizam que a língua tem poder de causar destruição ou promover vida. Tiago a compara ao fogo do inferno (Tiago 3:6), enquanto Provérbios destaca seu impacto sobre vida e morte (Provérbios 18:21).
• Tiago enfatiza que a língua indomável é perigosa (Tiago 3:7-8), enquanto Provérbios orienta o autocontrole como um caminho para evitar o pecado (Provérbios 10:19).
• Tiago condena a contradição de louvar a Deus e amaldiçoar o próximo (Tiago 3:10-12), enquanto Provérbios destaca que Deus abomina a falsidade e valoriza a verdade (Provérbios 12:22).
• Tiago descreve a sabedoria divina como prática e visível nos frutos do caráter (Tiago 3:13, 17-18), enquanto Provérbios a vincula ao temor do Senhor como seu fundamento (Provérbios 9:8-12).
• Tiago ensina que a justiça floresce onda há paz (Tiago 3:18), quanto Provérbios reforça que as palavras podem ser instrumentos de harmonia ou conflito (Provérbios 15:1-7, 23-26).
Enquanto Provérbios apresenta benefícios práticos de uma fala regida pela sabedoria, Tiago foca na impossibilidade de domar a língua sem a ajuda divina.
Diante dessas verdades, devemos refletir sobre como usamos nossas palavras e qual sabedoria tem guiado nossas escolhas.
Que nossas palavras sejam marcadas pelo amor, pela verdade e pela paz, refletindo o caráter de Cristo em tudo o que dissermos. Somente assim seremos instrumentos de bênçãos, promovendo harmonia e edificando as pessoas ao nosso redor! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: TIAGO 2 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/tg/2
Vivamos de acordo com a Escritura que diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (v. 8). Se procedemos assim, podemos estar confiantes de que estamos vivendo a lei do amor, vivendo como Jesus vivia. Se tratamos os outros como inferiores, com parcialidade ou preconceito simplesmente por causa de sua história ou status, é evidente que estamos vivendo em oposição à lei do amor. É tolice pensar que podemos quebrar um pequeno mandamento e ainda assim estar em harmonia com a lei. Se você rasgar ou manchar uma parte de uma peça de vestuário, todo o vestuário fica arruinado. Assim é com os mandamentos.
Se utilizamos somente palavras – quando ações são necessárias – mostramos que não conhecemos verdadeiramente a Cristo (vs. 15, 16). Por exemplo, quando ocorre um desastre e os necessitados vem a você e à sua comunidade suplicando por auxílio e tudo o que você diz é: “Não se preocupe, vou orar por você, vá em paz”, de que valeram suas palavras? Que benefício elas trouxeram? Infelizmente, tais palavras vazias mostram que não conhecemos a Jesus.
Deus é compassivo. Ele valoriza demais os relacionamentos. Seu amor é ação. É uma realidade viva, ativa. Se chamamos a nós mesmos de cristãos, somos chamados a ser as Suas mãos e pés neste mundo. Jesus praticava aquilo que pregava. E nós, também praticaremos?
Robin Pratt
Ministério da Criança e da Família
Associação da Carolina, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jas/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1089 palavras
Tiago está nos lembrando de que não devemos assumir o nome de Jesus Cristo e ao mesmo tempo mostrar favoritismo para com algumas pessoas em detrimento de outras. Como poderemos ficar com a consciência tranquila se mesmo no ambiente de culto tratamos melhor uma pessoa bem vestida, rica, do que uma pessoa humilde, com roupas simples, a quem praticamente ignoramos (vs. 1-11)? [Robin Pratt, em: https://reavivadosporsuapalavra.org/2015/06/08/]
1 Meus irmãos. Essa expressão comum é bastante adequada, devido à ênfase dada neste caso ao princípio da igualdade. Se os membros de igreja se guardarem “incontaminados do mundo” (Tg 1:27), evitarão discriminação com base em riqueza ou pobreza. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 563.
6 oprimem. Os profetas sempre denunciaram a exploração dos pobres, estrangeiros, órfãos e viúvas (Jr 7:6; 22:3; Ez 18:12; Am 4:1; 8:4; Ml 35). Bíblia de Estudo Andrews.
tribunais. Processo judicial por dívida, aluguel, salário e penhores. Com frequência, na atualidade, os pobres não têm recursos para vencer batalhas judiciais e acabam em prisões ou nas ruas, sem teto e sem apoio. Bíblia de Estudo Andrews.
9 Acepção. Racismo, preconceito, parcialidade étnica e diferença de classes, bem como conflitos religiosos e nacionalistas em qualquer tempo ou lugar encontram raízes no pecado da acepção de pessoas. Isso é detestável a um Deus que ama a todos e chama todo ser humano de filho. Bíblia de Estudo Andrews.
Pecado. Ao mostrar deferência ao “rico” é provável que os cristãos pensassem que cumpriam a lei do amor. Mas essa mesma lei mostra que pecaram ao serem parciais ao tratar as pessoas. CBASD, vol. 7, p. 566.
Transgressores. Do gr. parabatai, literalmente, “aqueles que se desviam do caminho [verdadeiro]”. CBASD, vol. 7, p. 566.
10 Culpado de todos. Para transgredir a lei, seja civil ou religiosa, não é necessário violar todas as leis; um erro apenas é suficiente. A questão básica está na lealdade à autoridade. Uma violação apenas é o bastante para revelar a disposição do coração. “Um vidro, mesmo que atingido num só ponto, é considerado um vidro quebrado. A lei não é um conjunto de dez pinos, um dos quais pode ser derrubado enquanto os outros permanecem em pé. A lei é uma unidade: o amor. Violá-la em um ponto é violar o amor como tal, ou seja, toda a lei”. CBASD, vol. 7, p. 566.
12 Falai. Em suma, o apóstolo exorta seus irmãos na fé a se esforçarem na prática diária de falar e fazer o que está em harmonia com a lei de Deus. A afirmação de Tiago de que somos responsáveis por nossas palavras e nossos atos é característica dele, e é outra alusão aos ensinos de Cristo (Mt 12:36, 37). CBASD, vol. 7, p. 567.
julgados pela lei da liberdade. Existem dois padrões no juízo final: a lei (Rm 2:12) e nossa resposta a Jesus (Jo 5:24). Os dois estão intimamente ligados, uma vez que a resposta de fé na salvação por meio de Cristo conduz os fiéis à grata obediência à vontade amorosa de Deus, conforme revelada em sua lei. […] A rejeição a Jesus a a sua vontade revelada determina o destino do indivíduo no juízo. A ideia de que a quebra de um mandamento transforma a pessoa em transgressora da lei e sujeita ao julgamento deve despertar cuidado no falar e no agir. Bíblia de Estudo Andrews.
14-26 Estes versículos têm sido usados como argumento para mostrar que as pessoas precisam fazer algo para obter a salvação. Portanto, a passagem é considerada ou uma contradição da tese de Paulo de que “o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei” (Rm 3:28-4:25). Porém, não se trata de uma reação a Paulo, senão de uma ilustração da “religião pura e sem mácula” (Tg 1:27). Tiago e Paulo não se contradizem; eles se complementam. “A fé que atua pelo amor” (Gl 5:6) é o equivalente de Paulo ao argumento de Tiago. Bíblia de Estudo Andrews.
14 obras. Quando se fala em “obras” em Romanos e Gálatas, Paulo se refere à tentativa de obter salvação pela observância da “lei”. Para ele, essas obras são legalistas – obras de lei. Tiago, por sua vez, fala de obras éticas e sociais – atos de compaixão. O chamado de João Batista ao arrependimento incluía preocupação social (Lc 3:8-14). Fazer algo para amenizar a situação dos sem-teto, dos doentes ou ajudar quem não tem acesso a cuidados médicos e educação são exemplos modernos das obras que Tiago propõe. Bíblia de Estudo Andrews.
16 Qual é o proveito disso? Essa fé vazia é inútil para os que precisam de ajuda material, bem como para o membro de igreja que perde outra oportunidade de ajudar a Cristo, representado pelos “mais pequeninos” (Mt 25:41-45). CBASD, vol. 7, p. 568.
17 Se não tiver obras. Assim como a autenticidade das boas intenções para com os pobres e necessitados só pode ser demonstrada por meio de obras, a fé não pode se provar genuína sem obras. Fé sem o fruto das obras cristãs é apenas nominal, carente do princípio de vida que rege as ações do coração (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 569.
19 Tremem. Do gr. phrisso, “arrepiar-se”, “estar horrorizado”, “tremer”. Os demônios estão convencidos da existência de Deus, tanto que tremem ao pensar no castigo no dia do juízo (2Pe 2:4). CBASD, vol. 7, p. 569.
O contraste apresentado é entre a reação de fé relativa aos demônios (em grego, “fé” e “crer” vêm do mesmo radical) e a reação do cristão; um tem medo e treme, ao passo que o outro parte para ações sociais positivas. Bíblia de Estudo Andrews.
22 Operava juntamente. Do gr. sunergeō, “cooperar com”. Este versículo marca o clímax lógico da argumentação sobre a relação entre fé e obras. O objetivo principal de Tiago não é defender a importância das obras, mas a união completa da fé genuína e dos atos cristãos. Ninguém pode encarar por vontade própria problemas e perigos, a menos que tenha uma fé firme. A fé verdadeira produz grandes obras. CBASD, vol. 7, p. 570.
24 justificada. Não se trata de um conceito grego legal e forense, mas, como no AT, de estar em relacionamento de aliança com Deus. Bíblia de Estudo Andrews.
26 Fé. Ou suposta fé, pois, separada das obras não é fé genuína. Aceitação intelectual ou a convicção baseada num credo pode existir sem boas obras, mas não a fé operante, que coopera com os planos de Deus para a restauração do ser humano. CBASD, vol. 7, p. 571.
Morta. Não havia nada de morto na fé de Abraão ou de Raabe, nem na de nenhum dos outros heróis da fé honrados em Hebreus 11. Pela fé, eles obedeceram. Membros da igreja apenas nominais, sem testemunho pessoal que reflete o ministério de Cristo a seu favor, são como meros corpos sem vida. CBASD, vol. 7, p. 571.
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“Pois qualquer que guarda toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (v.10).
No evangelho segundo Mateus, vimos que as primeiras palavras de Jesus no sermão do monte, foram estas: “Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt.5:3). A continuação da carta de Tiago aos cristãos espalhados por todo o mundo, enfatiza a lição deixada pela bem-aventurança inaugural do sermão da montanha. Olhando para Cristo, ele fez uma retrospectiva daquele sermão, destacando a humildade, o amor fraternal livre de acepções e a verdadeira obediência aos olhos de Deus, através de uma fé prática.
Incomodava Tiago o fato de ainda haver diferenças entre os irmãos, de modo que se comportassem exatamente como os de fora, tratando de forma desigual ricos e pobres. O menosprezo para com os desfavorecidos sociais era totalmente contrário à lei que afirmavam guardar. Intitulado por Tiago de “lei régia” (v.8), o amor ao próximo estava voltando a se equiparar ao patamar dos líderes judeus, perigo sobre o qual Jesus mesmo advertiu: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt.5:20). Honras e privilégios eram dados a uns e, a outros, o descaso e a indiferença. Falavam de amor cristão, mas, na prática, não passava de um jogo de interesses.
Lembram quem é o destinatário desta carta? Você e eu. É muito fácil lê-la pensando que foi escrita para os cristãos daquela época. Mas tê-la em mãos e pensar que é para você e para mim, causa um impacto bem diferente, não é mesmo? Notem que Tiago encheu este capítulo de perguntas retóricas. Jesus também fez muitas perguntas e, muitas vezes, suas respostas também eram perguntas reflexivas. Elas nos fazem olhar para dentro de nós e percebermos o nosso próprio pecado. A acepção de pessoas não ficou no passado, ela continua. E dar mais atenção a uns em detrimento de outros é uma ferida que ainda aflige a igreja de Deus.
Ainda no sermão da montanha, Jesus afirmou: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt.5:17). Tiago também utilizou de argumento semelhante ao exortar-nos à obediência a todos os dez mandamentos. Além de denominar o amor ao próximo de lei régia, ele também denominou o dez mandamentos de “lei da liberdade” (v.12), pela qual todos seremos julgados um dia. Mas “até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt.5:18). Ainda vivemos debaixo do mesmo céu e sobre a mesma terra, portanto, a nossa fé em Cristo deve continuar se manifestando através de uma vida de obediente serviço, pois “a fé sem obras é morta” (v.26).
“Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras?” (v.14). Adianta um homem possuir uma perfeita oratória enquanto maltrata a sua esposa e filhos em casa? Do que vale uma mulher de aparência piedosa, mas de língua perversa? Há coerência em alguém que se diz cristão, enquanto trai o seu cônjuge? Deus, em Seu grande amor e infinita misericórdia, estabeleceu uma lei composta não de dez sugestões, mas de dez mandamentos cujo conteúdo é tão santo quanto o Seu próprio caráter. O Supremo Legislador pensou em nosso bem-estar eterno quando a esculpiu em duas pedras. Em uma delas, Ele estabeleceu como deseja ser amado (Êx.20:3-11), e na outra, como devemos amar ao nosso próximo (Êx.20:12-17).
Gosto muito da ilustração de um rosto sujo. Como Tiago mesmo disse no capítulo anterior, a lei de Deus funciona como um espelho. Ela mostra a nossa sujeira, o nosso pecado. Mas a escolha é nossa de cometer a insensatez de apenas contemplar e ignorar o que estamos vendo ou admitir que precisamos da ajuda de Cristo. Porque ninguém, em sã consciência, limpa o que está sujo com o espelho. Somente Jesus, a água da vida, pode nos purificar de todo o pecado. Deseja você, como Abraão, ser “chamado amigo de Deus” (v.23)? Abraão creu e obedeceu (v.21). Jesus confirmou esta verdade, quando falou aos Seus discípulos: “Vós sois Meus amigos, se fazeis o que Eu vos mando […] Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros” (Jo.15:14 e 17).
Seja a nossa vida uma manifestação do amor de Deus “derramado em nosso coração pelo Espírito Santo” (Rm.5:5). Eis a verdadeira obediência!
Pai nosso que está nos Céus, nosso Amigo, santificado seja o Teu nome! Opera em nós, por meio do Teu Espírito, o milagre do amor! Amor a Ti e amor ao nosso próximo, sem fingimento e sem acepção! Imprime em nós o caráter de Cristo, um caráter que prefigure a atmosfera celestial. Imprime em nosso coração a Tua lei, a lei da liberdade, para que sejamos Teus verdadeiros adoradores e imitadores de Cristo. Ó, Senhor, até quando? Guarda-nos para Ti e volta logo! Clamamos em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, amigos de Deus!
Rosana Garcia Barros
#Tiago2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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TIAGO 2 – A carta de Tiago nos convida a vivermos o cristianismo autêntico, onde a fé não é apenas conceitos intelectuais, mas uma realidade visível por meio de nossas ações. Ele escreve a cristãos que enfrentavam desafios sociais e espirituais semelhantes aos nossos: Desigualdade, injustiça e um mundo dividido em classes sociais – Sua mensagem continua extremamente atual e desafiadora!
“Esta é uma carta sobre a verdadeira religião e a maneira como os cristãos podem viver a genuína vida espiritual. […] Para Tiago, uma das coisas mais importantes na vida cristã é ser praticantes e não apenas ouvintes da Palavra de Deus. O autor escreve sobre o impacto social de viver num mundo injusto, dividido entre os ricos e os pobres. Neste sentido, ele diz que a salvação também envolve boas obras, isto é, as obras são as consequências de uma fé genuína” (Bíblia do Discípulo).
Deus não faz distinção de pessoas (Tiago 2:1-7); deste modo, a verdadeira fé nEle manifesta-se no amor ao próximo (Tiago 2:8-11). Consequentemente, haverá julgamento sem misericórdia para quem não praticar a misericórdia (Tiago 2:12-13).
A fé genuína nos move a amar o próximo, ser justos em nossos negócios, tratar as pessoas com dignidade e nos envolver em ações que promovem o bem.
Tiago ensina que a fé verdadeira não é passiva. Assim como um corpo sem espírito está morto, uma fé sem obras é vazia.
Vivemos tempos difíceis, com desigualdade social, crises econômicas e desafios morais. Como cristãos, somos chamados a ser luz e sal (Mateus 5:13-16). Assim como Jesus, Tiago não ensina que somos salvos pelas obras, mas que as obras são a evidência da fé verdadeira.
A verdadeira fé se expressa em ações (Tiago 2:14-17), contrastando com os demônios, que creem, mas não agem conforme a vontade de Deus (Tiago 2:18-20).
Não basta frequentarmos a igreja e ouvirmos sermões inspiradores se não aplicamos os ensinos de Cristo em nossa rotina. A fé verdadeira precisa sair dos bancos da igreja e se manifestar no dia a dia:
• No ambiente de trabalho, com honestidade e ética.
• Na família, com paciência e amor.
• Na sociedade, ajudando os necessitados e sendo agentes de justiça.
Tiago cita Abraão e Raabe como exemplos e incentivo para homens e mulheres viverem a vontade divina. Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: TIAGO 1 – Primeiro leia a Bíblia
TIAGO 1 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/tg/1
Tiago termina o primeiro capítulo de sua carta com uma poderosa analogia de um homem olhando no espelho. “Aquele que ouve a palavra, mas não a põe em prática, é semelhante a um homem que olha a sua face num espelho” (Tiago 1:23).
Assim como você pode ver claramente seu reflexo em um espelho limpo, ser convencido pela Palavra de Deus nos mostra nosso verdadeiro caráter. Devemos olhar no espelho da Palavra de Deus para descobrir defeitos em nosso caráter. Mas, e se encontrarmos todos esses defeitos e dissermos a nós mesmos: “Não há nada de errado?” E se olhássemos no espelho e víssemos sujeira e manchas cobrindo nossas roupas e rostos e simplesmente continuássemos com os nossos afazeres? É como ser “um ouvinte da Palavra e não um praticante”.
Deus nos deu instruções claras e nos mostrou o que fazer e como reparar as falhas. Ele sinceramente Se preocupa conosco e não quer que fiquemos envergonhados. O que faremos? Iremos ignorar a sujeira em nossos rostos, ou pediremos a Deus que nos ajude a nos lavarmos e nos limparmos?
Manu Ramos
Estudante, Academia Adventista dos Grandes Lagos, Michigan, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/jas/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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562 palavras
1 Tiago. Provavelmente o líder da igreja de Jerusalém (At 12:17). Bíblia de Estudo Andrews.
Servo. Do gr. doulos (Rm 1:1). Com simplicidade, Tiago se autodenomina “servo”, em vez de “apóstolo”, título que sem dúvida deve ter usado com propriedade. Embora fosse um obreiro respeitado do reino de Cristo na Terra, refere-se a si mesmo apenas como “servo”. Esse é um exemplo digno a todos que possuem responsabilidades na igreja. Não existe honra maior do que ser um servo de Deus. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 546.
2 tende por motivo de toda alegria. Ver o lado positivo (Mt 5:11, 12; Rm 5:3-5). Bíblia de Estudo Andrews.
provações. A mesma palavra grega pode ser traduzida por “provações” ou “tentação”. O contexto determina o uso. Neste caso, as provações se referem a aflições externas, não à sedução interior do pecado. Bíblia de Estudo Andrews.
3 Provação. Do gr. dokimion, “probante”, “que testa”. Esta palavra se refere não apenas à provação da fé cristã, mas mais precisamente ao atributo de fé que a torna vitoriosa sobre os problemas da vida. Os papiros usam esta palavra para descrever o “ouro genuíno”, isto é, o ouro que passa por uma prova e é tido por genuíno. A frase “a provação da vossa fé” pode assim descrever a fé que é provada. CBASD, vol. 7, p. 548.
4 Perfeitos. “Maduros”, não “sem pecado”; o foco é no caráter amadurecido. Bíblia de Estudo Andrews.
5 sabedoria. Não se trata de especulação filosófica, mas de um dom prático que só Deus pode dar (Pv 1:2, 3). Bíblia de Estudo Andrews.
6 Nada duvidando. Quem pede “com fé” não hesita, como quem não está seguro se Deus atenderá ou não seu pedido. A fé genuína confia em Deus, e o crente descansará na certeza de que suas necessidades serão supridas rapidamente, visto que Deus tudo sabe. A fé genuína está acima da prova do tempo ou da circunstância, fazendo com que nossa fidelidade a Deus seja firme e de propósito imutável. CBASD, vol. 7, p. 550.
12 provação (ver v. 2). Neste caso, pode significar tanto provação quanto tentação. Bíblia de Estudo Andrews.
tentado. Deus não deve ser culpado pelas tentações (2Sm 24:1; 1Cr 21:1), mas o indivíduo. Bíblia de Estudo Andrews.
14 Cada um é tentado. Se Deus não é a fonte da tentação, surge a pergunta inevitável: “Quem ou o que é a fonte?” O apóstolo enfatiza que a fonte do pecado não está fora do ser humano, mas dentro dele. CBASD, vol. 7, p. 555.
17 Do alto. Isto é, de Deus. Deus opera por meio dos seres humanos e, conquanto seus pensamentos sejam verdadeiros, Ele revelará uma parte da verdade mais plena que anseia que o ser humano compreenda. CBASD, vol. 7, p. 556.
19 Pronto para ouvir. Embora membros de igreja já tenham nascido de novo por meio da Palavra (v. 18), isso não os exime de continuarem ouvindo-a. Embora esse seja evidentemente o principal sentido da frase, seu significado com certeza inclui também a sugestão geral de que as pessoas deveriam ser mais prontas a ouvir do que a falar. CBASD, vol. 7, p. 557.
falar. O uso indevido da língua parecia ser causa de sofrimento na comunidade de Tiago (3:2-12), que pode ter levado à ira, raiva e violência (4:1, 2). Bíblia de Estudo Andrews.
22 Praticantes. Não é suficiente lembrar o que ouvimos ou mesmo ser capaz de ensiná-lo a outros. Devemos, sistemática e persistentemente, praticar a “palavra da verdade” (v. 18) em nossa vida. Desse modo, o apóstolo Tiago concorda perfeitamente com os ensinos de Paulo: “Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:13). CBASD, vol. 7, p. 559.
25 lei perfeita. Toda a vontade de Deus, conforme revelada mas Escrituras (e resumida nos dez mandamentos), é sua lei; ela é perfeita 9Sl. 19:7). Bíblia de Estudo Andrews.
26 Enganando. Nenhum engano é mais lamentável do que enganar-se a si próprio. Uma demonstração externa de justiça pode ganhar elogios das pessoas, que olham para a aparência exterior (1 Sm 16:7). O coração deve ser motivado pela “lei perfeita” (Tg 1:25), para que possa viver com mansidão (v. 21) diante de Deus e das pessoas. CBASD, vol. 7, p. 561.
26, 27 religião pura. A declaração vai além dos deveres, das práticas e observâncias tradicionais da religião. A verdadeira religião significa controlar a língua (v. 19), cuidar dos pobres e rejeitar o sistema de valores do mundo. Bíblia de Estudo Andrews.
27 Sem mácula. Os fariseus dependiam das formas de ritual visíveis para se manterem imaculados, mas por dentro estavam cheios de impureza moral (Mc 7:1-23). Tiago aponta para um tipo bem superior de evidência externa de “religião pura”. CBASD, vol. 7, p. 561.
Do mundo. Assim como existe hoje, o “mundo” é sinônimo de princípios maus e práticas contrárias à vontade divina (Jo 17:14-16). O cristão verdadeiramente convertido evitará qualquer pensamento ou ato que permita que a imundícia do mundo o contamine. CBASD, vol. 7, p. 562.
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“Bem-aventurado o home que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que O amam” (v.12).
Dirigindo-se ao Israel de Deus espalhado pelo mundo, Tiago inaugurou a sua epístola com palavras de ânimo e motivação em um período em que a igreja primitiva estava sofrendo por sua fidelidade. Após o Pentecostes, uma severa oposição se abateu sobre a comunidade cristã, de forma que muitos foram mortos e outros tiveram que deixar suas casas e partir para lugares desconhecidos. Nesse tempo, o dom de línguas mostrou os seus resultados, pois que os cristãos receberam do Espírito Santo a capacidade de se comunicar e pregar o evangelho em outros idiomas. Tiago entendeu que a perseguição, a escassez de recursos e as constantes ameaças poderiam ser fatores de risco à fé comum. As “várias provações” (v.2), contudo, compreendidas conforme a sabedoria do alto, seriam um poderoso instrumento para fortalecer a igreja de Deus, e não o contrário. Tanto os irmãos de condição mais humilde quanto os ricos deveriam ter boa consciência diante de Deus e dos homens, buscando viver a fé com perseverança.
Diferente da provação, que promove uma fé resistente e perseverante, a tentação é uma “propaganda” do pecado. E “cada um é tentado pela própria cobiça” (v.14). Satanás e seus anjos se valem exatamente daquilo que acorrenta o homem à sua fraqueza. “Deus não pode ser tentado pelo mal e Ele mesmo a ninguém tenta” (v.13). Existem coisas e situações que para nós não faz a mínima diferença, pois não nos interessam. Outras, porém, mexem diretamente com nossas fraquezas, podendo representar um sério risco à queda. Alguns, pensando ter adquirido força para vencer um mal, se colocam em situação vulnerável a fim de provar que são fortes o suficiente para vencer. “Não vos enganeis, meus amados irmãos. Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes” (v.16-17). Aquele que “nos gerou pela palavra da verdade” (v.18), jamais iria nos submeter ao mal. Pelo contrário, Ele nos concede força e fé firme para dizer não às ciladas do Maligno e, como Cristo, vencer pelo infalível poder das Escrituras: “Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt.4:7).
A realidade do mundo atual nem se compara com o que os cristãos primitivos tiveram que passar. É verdade que ainda existem lugares no mundo onde ser cristão é passível de morte, mas a nossa realidade, principalmente ocidental, é a de ainda gozarmos de liberdade religiosa. Essa liberdade é uma bênção por um lado, mas por outro também pode ser uma maldição, no sentido de que a tranquilidade gera comodidade, e a comodidade, letargia. Ficamos satisfeitos com uma religião rasa, cerimonialista e de modo a atender as nossas necessidades pessoais. O problema é que uma religião formal jamais nos dará o poder de recusar as ofertas e as sugestões do diabo. Somente pela Palavra em nós implantada, recebemos poder para a salvação (v.21). Foi assim que, no deserto, Jesus venceu Satanás pela autoridade das Escrituras. E esta vitória também pode ser a nossa se seguirmos os passos de nosso Mestre, sendo “praticantes da Palavra e não somente ouvintes” (v.22).
“Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar” (v.25). Tiago trata sobre fé e obras de forma tão clara e tão compreensível, meus irmãos! É simples: ouvir e não praticar é igual a nada! A tentação só vai deixar de ser tentação quando no lugar da cobiça houver arrependimento e conversão. Quando dependermos de Deus como um bebê depende dos cuidados de sua mãe, então começaremos a viver a “religião pura e sem mácula” (v.27). Olharemos para os nossos semelhantes com o olhar de Cristo. E venceremos as tentações com o método de Cristo: jejum, oração e estudo da Bíblia.
Peçamos ao Espírito Santo, com fé, que pela intimidade com as Escrituras Ele nos conceda a sabedoria de que tanto necessitamos para suportar as provações e vencer as tentações.
Senhor, nosso Deus e Pai amado, a Tua Palavra é bem clara quanto ao passarmos por várias provações neste mundo. Cada filho Teu tem sido provado, e a prova da nossa fé produz perseverança, e o Senhor mesmo disse que aquele que perseverar até o fim, esse será salvo; e que a perseverança dos santos está em guardar os Teus mandamentos e a fé em Jesus. Ou seja, Pai, fé e obras devem estar em perfeita harmonia na vida do Teu povo. E nós queremos fazer parte do Teu povo, Senhor! Nós Te amamos e queremos estar onde Tu estás! Fortalece a nossa fé e dá-nos a sabedoria do alto para vivermos a religião pura e sem mácula! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, meus amados irmãos!
Rosana Garcia Barros
#Tiago1 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100