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II TESSALONICENSES 1 – Esta carta é de extrema importância para todos nós. Pois, “é nossa concepção de futuro que dá forma ao presente, que define os contornos e o tom de ações e pensamentos nossos durante o dia. Se nosso senso de futuro é fraco, temos uma vida marcada pela indiferença. Boa parte das doenças emocionais e mentais e dos suicídios ocorre entre pessoas que sentem que ‘não têm futuro’” (Eugene Peterson).
Paulo nesta “carta focaliza os eventos dos últimos dias, incluindo a Segunda Vinda de Jesus, como o autor havia feito em 1 Tessalonicenses” (Bíblia do Discípulo). Os tessalonicenses estavam enfrentando intensa perseguição, e Paulo escreve para fortalecer a fé deles. Diante dessas perseguições, Paulo reafirma que a justiça de Deus será plenamente manifestada no tempo certo. Isso traz uma mensagem poderosa para nós hoje: Nossa conduta no presente deve ser guiada pela certeza do futuro que Deus revelou.
Após introduzir com profundos significados teológicos – a graça representa o favor imerecido de Deus, que sustenta os crentes em meio às dificuldades, enquanto paz aponta para a serenidade que vem da confiança divina – Paulo expressa gratidão a Deus pelo crescimento da fé e do amor dos tessalonicenses, evidenciado na forma como suportavam o sofrimento (II Tessalonicenses 1:1-5). A perseguição não os enfraqueceu espiritualmente; pelo contrário, serviu como catalizador para o amadurecimento da igreja.
• A tribulação não é sinal de abandono de Deus, mas um meio pelo qual Ele purifica e fortalece Seu povo.
• As provas que antecedem a volta de Jesus servirão para desenvolver uma fé inabalável nos cristãos que vivem nos últimos dias.
Nos versículos 6-10, o apóstolo amplia sua visão escatológica mencionando duas realidades futuras:
• A recompensa dos justos – Deus promete alívio e glória eterna àqueles que permanecem fiéis.
• Juízo sobre os ímpios – Os que rejeitam a Deus e o evangelho enfrentarão as consequências de suas decisões.
Com vista nestas realidades, Paulo ora para que os crentes vivam de maneira digna da vocação divina (vs. 11-12). Ele incentiva-os a continuar crescendo na fé prática, para que Cristo seja glorificado em seu testemunho.
O tempo do fim requer cristãos comprometidos, que vivam à luz da eternidade. Não basta apenas esperar pela volta de Jesus; devemos agir no presente com fé, amor e obediência! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1ts/5
Em I Tessalonicenses 5:1-11 a Segunda Vinda ainda é o tema principal, mas o foco muda. Aqui Paulo não traz muitos detalhes sobre o retorno de Jesus, mas proclama a necessidade de estar constantemente pronto para o julgamento final.
A preparação para a Segunda Vinda tem a ver com investir tempo no estudo da Palavra de Deus (vs. 1-5). Há muitas distrações no mundo de hoje, desde trabalhos sufocantes a e-mails que tomam todo o nosso tempo e até uma ampla variedade de entretenimentos. O apelo de Paulo é que coloquemos a Palavra de Deus em primeiro lugar em nossas vidas. Assim não seremos atropelados pelos acontecimentos, não importa a rápida sucessão com que eles ocorram.
Na oração de encerramento (vs. 23-24) Paulo resume um dos temas principais da carta: seu desejo de que os crentes em Tessalônica continuem a crescer em santidade até a Segunda Vinda. O tema do crescimento espiritual continua a ser vital para todas as igrejas ao redor do mundo hoje.
Jon Paulien
Universidade de Loma Linda, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1th/1
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1372 palavras
1 Tempos e as épocas. Paulo cuidadosamente explica “com respeito aos que dormem” (1Ts 4:13) …, mas, … não propôs discutir a cronologia dos últimos dias. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 253.
2 O Dia do Senhor. Neste versículo, “o Dia do Senhor” se refere ao segundo advento de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 253.
Como ladrão. Pelo uso da imagem de um ladrão, o apóstolo enfatiza a surpresa da segunda vinda, alertando os leitores a estar prontos para a ocorrência em qualquer tempo (ver com. de 1Ts 4:15). CBASD, vol. 7, p. 253.
3 Paz e segurança. Estas palavras, ditas por aqueles que não se prepararam para o retorno do Senhor, se referem à tranquilidade interna e à segurança externa e revelam o estado de satisfação mental dos interlocutores. A calma é indevida porque o desastre está às portas, e o descrente deve aprender com o cristão, que está vigilante, pronto para os eventos dos últimos dias. As Escrituras ensinam que o tempo que imediatamente precede o aparecimento de Cristo será de angústia universal (ver com. de Lc 21:25, 26). CBASD, vol. 7, p. 254.
4 Em trevas. Isto é, em ignorância e, indiretamente, em iniquidade. No NT, a palavra “trevas” é utilizada com frequência para um estado de pobreza espiritual e reprovação (Mt 4:16; 6:23; Jo 3:19; At 26:18; Rm 13:12). CBASD, vol. 7, p. 254.
6 Não durmamos. “Dormir”, neste versículo, indica indiferença à proximidade da vinda de Cristo, uma letargia que impede o cristão de estar preparado para os eventos finais (cf. Mt 25:5). CBASD, vol. 7, p. 254.
Demais. Isto é, os filhos das trevas que estão inconscientes dos terríveis e gloriosos eventos que anunciam o retorno do Senhor. CBASD, vol. 7, p. 255.
Sóbrios. Paulo … admoesta o cristão a ser constante, temperante, calmo, em vista do grande “dia” que está por vir. CBASD, vol. 7, p. 255.
8 Da fé e do amor. Fé é agarrar a justiça que Cristo transmite ao crente. Amor, o principal atributo do caráter de Deus (1Jo 4:8), é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo de Deus (Rm 5:5). CBASD, vol. 7, p. 255.
9 Porque Deus. Paulo apresenta sua compreensão dos propósitos de Deus como a base da esperança da salvação (v. 8). CBASD, vol. 7, p. 255.
Nos destinou … para alcançar a salvação. A palavra [destinou] se relaciona ao propósito de Deus para com os homens, que é e sempre tem sido benevolente (ver com. de Jo 3:16, 17; 2Pe 1:9). … O Senhor deseja e planeja que todos os homens sejam salvos (ver Is 55:1; Jo 7:37; Ap 22:17) e, ao entregar Seu Filho, possibilitou a salvação. CBASD, vol. 7, p. 255.
A iniciativa da nossa salvação da ira de Deus tem origem no seu amor manifestado na morte de Cristo por nós (v. 10; Rm 5.8). Bíblia Shedd.
10 Durmamos. O estado do cristão morto comparado ao dos crentes vivos no momento do retorno de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 255, 256.
11 Consolai-vos, pois. Paulo mostra que a obra de encorajar os desanimados não é apenas do ministro. Todos os cristãos devem confortar os companheiros. CBASD, vol. 7, p. 256.
Edificai. Por consideração mútua de importantes temas como a vinda do Senhor e a glória da herança dos santos, os membros da igreja devem fortalecer espiritualmente uns aos outros (cf com. de Ml 3:16-18; At 20:32). CBASD, vol. 7, p. 256.
13 Vivei em paz. Esta firme injunção sugere que a unidade da igreja em Tessalônica foi abalada, possivelmente pelo desacordo entre oficiais e leigos. CBASD, vol. 7, p. 256.
14 Desanimados. Do gr. oligopsuchoi, literalmente, “alma pequenas”, isto é, aqueles que tem coração pequeno ou os medrosos. Esses cristãos, possivelmente sobrecarregados com o pesar pelos mortos (1Ts 4:13-18) ou com dúvidas acerca do tempo do retorno de Cristo (1Ts 5:1-11), deviam ser confortados, não repreendidos. Os cristãos deveriam oferecer palavras de conforto e encorajamento às almas tímidas e carentes (Hb 12:12, 13; cf. Gl 6:2). CBASD, vol. 7, p. 257.
15 Retribuir mal por mal. A tendência natural é agir assim, mas o proceder cristão é diferente. Cristo proíbe a retaliação e motiva Seus seguidores a retribuir o mal com o bem (ver com. de Mt 5:38-48 cf. com. de Rm 12:17). CBASD, vol. 7, p. 257.
segui sempre o bem. Paulo sabia que, ao seguirem o bem, teriam pouco tempo para se envolver com o mal. CBASD, vol. 7, p. 257.
17 Orar sem cessar. Um espírito de constante oração deve exalar da vida cristã. A conexão com o Céu nunca deve ser quebrada (ver com. de Lc 18:1). CBASD, vol. 7, p. 257.
18 Em tudo. Isto é, em todas as circunstâncias, de alegria ou pesar. CBASD, vol. 7, p. 257.
19 Apagueis. Do gr. sbennumi, “extinguir”, “apagar”, “asfixiar”, “suprimir”. A palavra é utilizada em relação a apagar fogo (Mt 12:20; Mc 9:44-48; Ef 6:16; Hb 11:34) e à insuficiência de óleo das lâmpadas (Mt 25:8). Como o Espírito está associado ao fogo, o vocábulo sbennumi é especialmente adequado. É possível que alguns membros da igreja tessalonicense, que exercitavam os dons espirituais com entusiasmo, tenham esfriado o ardor (ver com. de 1Co 12:1; 14:1). CBASD, vol. 7, p. 258.
21 Julgai. Deve-se fazer uma discriminação cuidadosa para se distinguir entre o falso e o verdadeiro (ver AA, 263). CBASD, vol. 7, p. 258.
Todas as coisas. Especificamente, a manifestação do Espírito (v. 19, 20). Deus proporcionou testes para determinar se um profeta é genuíno: (1) O verdadeiro profeta deve confessar a Cristo na vida e na palavra (1Jo 4:1-3), bem como reconhecer e confessar a divindade de Cristo (1Jo 2:22, 23). (2) Os ensinos devem estar de acordo com as Escrituras (ver At 17:11; Gl 1:8, 9). (3) O resultado ou fruto de seus ensinos deve ser bom (Mt 7:18-20). CBASD, vol. 7, p. 258.
Retende. O crente não deve apenas testar os dons espirituais. Tendo diferenciado o verdadeiro e o falso, o bom e o ruim, deve reter o bom a despeito de todas as tentações para abandoná-lo. CBASD, vol. 7, p. 258.
22 Abstende-vos de toda forma de mal. Paulo … reconhece que o “mal” tem muitas aparências e alerta os conversos contra as muitas formas em que ele é mascarado. Essa admoestação tem sido utilizada algumas vezes para proibir fazer o que é certo apenas porque parece errado a alguns espectadores. O conselho pode ser adequado em determinadas circunstâncias, mas não é o que o apóstolo está apresentando aqui. Há também muitas exceções a esta regra. Jesus curou no sábado (Jo 5:2-16; etc.) e comeu com os publicanos e pecadores (Mt 9:10-13). CBASD, vol. 7, p. 258, 259.
23 Em tudo. Cada aspecto da existência deve ser submetido ao poder purificador do Espírito de Deus. CBASD, vol. 7, p. 259.
Espírito, corpo e alma. Paulo não está dando um estudo sobre a natureza humana, mas deixa claro que nenhuma parte da vida dos conversos é deixada intocada pelo poder santificador de Deus. … É possível [, entretanto,] ver significado especial nas divisões que Paulo faz. Quanto a “espírito” (pneuma, ver com. de Lc 8:55), pode-se entendê-lo como o princípio superior de inteligência e pensamento com o qual o ser humano é dotado e pelo qual Deus Se comunica por meio do Espírito Santo (ver com. de Rm 8:16). … Por “alma” (psuche, ver com. de Mt 10:28) … pode-se entender a parte da natureza humana que se expressa por meio dos instintos, das emoções e dos desejos. … O significado de “corpo” (soma) parece evidente. A estrutura corporal (carne, sangue e ossos) é controlada pela natureza superior ou pela natureza inferior. Quando a mente santificada está no controle, o corpo não é maltratado. A saúde floresce. … A santificação que não inclui o corpo não é completa. Nosso corpo é o templo de Deus. Devemos sempre tentar mantê-lo santo e glorificar a Deus nele (1Co 6:19, 20). CBASD, vol. 7, p. 259.
Irrepreensíveis. Aquele que é santificado será conservado por Deus e apresentado irrepreensível no grande dia da vinda do Senhor (cf. com. de Jd 24). CBASD, vol. 7, p. 260.
25 Orai por nós. Os ministros e os leigos precisam das orações uns dos outros, e ambos devem orar para que nada impeça o avanço da mensagem do evangelho aos confins da terra (T5, 718). CBASD, vol. 7, p. 260.
26 Ósculo santo. No Oriente, o beijo era um modo comum de expressar amor e amizade na saudação (ver Lc 7:45; At 20:37). O “ósculo santo” ou “ósculo de amor” (1Pe 5:14) era símbolo de afeição cristã. CBASD, vol. 7, p. 260.
27 Conjuro. O uso de uma palavra forte (cf. Dt 6:13) indica que alguns dos líderes tessalonicenses estavam relutantes em ler a epístola para todos os crentes, ou que alguns dos membros estavam indispostos a ouvir sua leitura (cf. 2Ts 3:14). CBASD, vol. 7, p. 260.
Seja lida. Isto é, publicamente, diante dos cristãos reunidos (cf. com. de Cl 4:16). CBASD, vol. 7, p. 260.
28 A graça de nosso Senhor. A cristologia do apóstolo se projeta ao longo da epístola. No início (1Ts 1:1) e no final, ele invoca a graça de nosso Senhor Jesus Cristo sobre os crentes. CBASD, vol. 7, p. 260.
Evidência histórica favorece Corinto como a cidade de onde Paulo escreveu esta epístola (ver p. 222). CBASD, vol. 7, p. 260.
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“Nós, porém, que somos do dia, sejamos sóbrios, revestindo-nos da couraça da fé e do amor e tomando como capacete a esperança da salvação” (v.8).
Em cada capítulo desta epístola, Paulo encerrou falando sobre a segunda vinda de Cristo. Sem dúvida alguma, a igreja de Tessalônica havia provado a sua fidelidade para com Deus quando, ainda que em meio à duras tribulações, permaneceu firme em fé, em amor e na esperança segura de ver seu Salvador regressar. Paulo assegurou que aquele grupo de “filhos da luz” (v.5) estava inteirado “com precisão de que o Dia do Senhor vem como ladrão de noite” (v.2). Não como Aquele que voltará apenas para alguns, pois “todo olho O verá” (Ap.1:7), mas como o Rei dos reis e Senhor dos senhores, que Se manifestará em glória quando os que são da noite menos esperarem. “Mas [nós], irmãos, não [estamos] em trevas, para que esse Dia como ladrão [nos] apanhe de surpresa” (v.4). Apesar de não sabermos “o dia nem a hora” (Mt.24:13), somos exortados a vigiar, ainda que durmam “os demais” (v.6).
Não sabemos o momento exato do retorno de Jesus, mas o Senhor não nos deixou às escuras. Ele nos ofertou luz suficiente. Portanto, “não desprezeis as profecias” (v.20), porque elas nos tornam conhecedores do tempo: “E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rm.13:11). Quando Jesus proferiu o Seu sermão profético, elencou uma série de sinais que apontam para o fim dos tempos. Guerras, fomes, epidemias, terremotos, falta de amor, mas todos estes eram sinais que não apresentavam novidade alguma. Quando, porém, atentamos para as palavras de Paulo, no versículo três, percebemos o que Cristo quis dizer: “Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão”.
Assim como uma mulher grávida sente as dores das contrações de forma gradativa até a hora do parto, assim os sinais estão se intensificando apontando para o cumprimento da derradeira promessa de um Deus que não mente e que “o fará” (v.24). Ser um filho da luz, no entanto, não é simplesmente ser um conhecedor dos sinais, senão Paulo não teria exortado aos conhecedores do tempo que despertassem do sono. Ser um filho da luz é ser revestido “das armas da luz” de Cristo (Rm.13:12), é viver “em união com Ele” (v.10), ainda que durma (v.10). Creio que Paulo tenha usado desta linguagem lembrando da parábola das dez virgens. As dez eram virgens. As dez tinham suas lâmpadas acesas. As dez aguardavam o Noivo. As dez dormiram. As dez despertaram com o anúncio da chegada do Noivo. Mas apenas cinco mantiveram suas lâmpadas acesas, pois estavam preparadas com uma porção adicional de azeite e, somente estas, entraram para as bodas (Mt.25:1-13).
Que terrível cena será aquela que Cristo ilustrou com as cinco virgens loucas, quando milhares que viveram na escuridão de sua religião vazia e egoísta terão de ouvir: “Em verdade vos digo que não vos conheço” (Mt.25:12). O arauto do Senhor está a apregoar: “Eis o Noivo! Saí ao Seu encontro!” (Mt.25:6). O Espírito Santo está despertando a igreja de Deus espalhada por todas as nações! Quem ouvirá a Sua voz e atenderá ao Seu clamor? “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). “Não apagueis o Espírito”, amados (v.19)! Despertemos para o momento sobremodo solene e urgente no qual estamos vivendo! “Orai sem cessar” (v.17). “Não desprezeis as profecias” (v.20), pois, “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv.29:18). Mas também não façam delas um fim em si mesmas, porque elas apenas apontam para a nossa segura salvação: Cristo Jesus, nosso Senhor.
“Regozijai-vos sempre” (v.16), na certeza de que sois guiados pelo Espírito de Deus para um lugar onde só haverá paz e alegria. “Vivei em paz uns com os outros” (v.13), para que comecem a viver aqui a atmosfera do Céu. “Admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos” (v.14), tendo sempre em mente o perdão e a misericórdia que Deus nos oferta a cada dia. “Fiel é o que [nos] chama” (v.24) e Ele não tardará. Que não haja desejo maior do que este em nosso coração: de estar para sempre com o Senhor!
Meus amados irmãos, “que o mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.23). “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco” (v.28).
Querido Deus e Pai, o mundo clama por um tempo de paz e segurança, depositando a sua confiança em homens falíveis. Mas nós confiamos no Senhor e na força do Seu poder, tomando como capacete a esperança da salvação. E esse capacete é a mente de Cristo, é o caráter dEle refletido em nós. Ó, Senhor, como um filho que pede algo que muito deseja a seus pais, nós clamamos que o Senhor nos conceda o Espírito Santo e nos santifique em tudo! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, filhos da luz!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses5 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I TESSALONICENSES 5 – Neste capítulo encontramos uma mensagem de esperança e exortação que atravessa os séculos, alcançando o coração de cristãos que enfrentam os desafios de viver em um mundo marcado pelo pecado.
• Considere o texto com oração e busque consagrar-se a Deus.
Rodeado por teologias do inferno, que apontam para direções equivocadas especialmente sobre o sofrimento, o cristão precisa saber que mesmo seguindo a promessa e o plano de Deus os desafios podem estar bem a nossa frente. A crença no segundo advento de Cristo gera resiliência. A esperança é um dos elementos centrais para superar adversidades. O Dia do Senhor como um ladrão ressalta a imprevisibilidade e a urgência de estar preparado (I Tessalonicenses 5:1-3). A incerteza pode gerar ansiedade, mas para o cristão, ela também é uma chamada para a vigilância espiritual.
• A esperança na Segunda Vinda não é uma fuga da realidade, mas uma transformação da maneira como lidamos com ela.
Os cristãos são chamados de “filhos da luz” – uma afirmação de identidade, que molda o comportamento (I Tessalonicenses 5:4-11). Quando entendemos quem somos em Cristo, temos clareza sobre como devemos viver: Em sobriedade, fé e amor, guiados pela esperança da salvação.
• O senso de identidade espiritual é o que sustenta o cristão diante das hostilidades deste mundo.
Os líderes espirituais são instrumentos de Deus para conduzir Seu povo ao destino proposto por Ele. Assim, a obediência a esses líderes revela confiança no trabalho de Deus. Por isso, Paulo exorta a respeito do respeito à liderança da igreja e à prática da paciência, bondade e amor (I Tessalonicenses 5:12-15).
Nos versículos 16-22, há imperativos que são a chave para enfrentar os dias que antecedem a volta de Jesus:
• “Alegrem-se sempre”.
• “Orem continuamente”.
• “Deem graças em todas as circunstâncias…”.
• “Não apaguem o Espírito”.
• “Não tratem com desprezo as profecias…”.
• “Afastem-se de toda forma de mal”.
Como Josué e Israel diante do Jordão para entrar em Canaã (Josué 3:1-5), estão os cristãos se preparando para entrar no Céu (II Tessalonicenses 5:23-28). A mesma santificação que foi imprescindível para que Deus fizesse maravilhas no passado, é necessária hoje.
Portanto, que possamos, como o apóstolo exortou, permanecer vigilantes e confiantes, aguardando pacientemente o glorioso dia em que Cristo triunfantemente virá para nos buscar!
Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: I TESSALONICENSES 4 – Primeiro leia a Bíblia
1 TESSALONICENSES 4 – BLOG MUNDIAL
I TESSALONICENSES 4 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/1ts/4
Nos capítulos 4 e 5 Paulo passa do passado para o futuro. Havia coisas que estavam faltando na fé dos crentes tessalonicenses (1Ts 3:10). Paulo queria ajudá-los a resolver esse déficit. A carta seria o começo do processo, mas o projeto não estaria completo até que Paulo e os Tessalonicenses pudessem estar juntos novamente.
Deus se agrada quando nosso caráter e comportamento se alinham com o Seu próprio caráter e comportamento (versos 1-2). Quando somos bondosos e benevolentes espelhamos o caráter bondoso e benevolente de Deus. Quando nos abstemos da imoralidade sexual, mostramos respeito pelo valor que Deus colocou nas outras pessoas (versos 3-8).
Paulo se volta, então, nos versos 13-18, para os eventos do tempo do fim, não para estabelecer todos os detalhes do que acontecerá, mas para lidar com uma situação de profunda tristeza da vida real. O tema principal da passagem é, talvez, a “união.” Os vivos e os mortos serão reunidos para que possam estar todos “juntos” com o Senhor. A solução para a dor profunda é a esperança de um relacionamento contínuo por toda a eternidade.
Jon Paulien
Universidade de Loma Linda, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/1th/4
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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2262 palavras
Obs: Tendo em vista a importância deste capítulo em sua descrição do tempo do fim e da Volta de Cristo, recomendamos fortemente o estudo destes comentários, inda que um pouco mais longos que o costume (2262 palavras).
1 Nós vos rogamos. Em vez de recorrer à autoridade apostólica e distribuir ordens aos ouvintes, com tato e humildade, Paulo solicita-lhes que ouçam e se dirige a eles como irmãos. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 243.
3 Santificação. Do gr. hagiasmos (ver com de Rm 6:19). A vontade de Deus … pode ser cumprida apenas com nossa completa consagração. Cristo morreu para possibilitar nossa santidade (Ef 5:25-27), mas esse resultado não é obtido num momento. A justificação é efetuada momentaneamente, quando o pecador arrependido aceita o perdão de Deus, o que não ocorre com a santificação, que é obra contínua da graça (ver com. de Rm 12:1, 2). “Não é obra de um momento, uma hora, um dia, mas da vida toda” (AA, 560). CBASD, vol. 7, p. 243, 244.
Abstenhais. Deus espera que o cristão se mantenha longe do pecado e não se exponha à tentação (ver com. de 1Co 6:18). CBASD, vol. 7, p. 244.
Prostituição. Em nossos dias, quando os padrões de conduta sexual são diminuídos, a castidade é considerada antiquada e os divórcios são frequentes, essa imposição merece atenção escrupulosa de cada professo seguidor do Senhor. CBASD, vol. 7, p. 244.
5 Lascívia. A expressão “desejo de lascívia” pode ser traduzida como “paixão do desejo”. CBASD, vol. 7, p. 245.
6 Nesta matéria. Paulo … claramente lida com pureza sexual. … o apóstolo se mantém no assunto nos v. 3 e 7, e … cuidadosamente afirma que a fornicação é uma forma de roubo, uma vez que toma o que pertence ao outro. CBASD, vol. 7, p. 245.
Testificamos. Paulo tinha alertado fielmente os conversos contra as influências corruptoras presentes na sociedade. Tal admoestação solene precisava ser levada a sério pela igreja de Deus na atualidade, cercada como está pelas influências de uma sociedade corrupta. CBASD, vol. 7, p. 245.
Vingador. Aquele que forma o laço o qual une esposo e esposa, também cuida deles (ver Mt 19:5, 6). … Paulo relembra seus leitores que o pecado, especialmente o tipo do qual ele trata aqui, não permanecerá sem punição. Essa declaração é dada como a primeira razão para não defraudar o irmão. CBASD, vol. 7, p. 245.
7 Chamou. Ver com. de 1Ts 3:12. O chamado de Deus é uma razão poderosa para os filhos de Deus se absterem de qualquer impureza (ver com. de 1Co 6:18-20; 1Pe 1:14-16). CBASD, vol. 7, p. 245.
Santificação. A santidade deveria caracterizar cada aspecto da vida do cristão. CBASD, vol. 7, p. 2436.
8 Rejeita. Aquele que rejeita o conselho de Paulo (v. 3-7) rejeita a palavra de Deus. CBASD, vol. 7, p. 246.
Vos dá. Paulo não fala de sua inspiração pessoal pelo Espírito Santo, mas da provisão que Deus tem feito para Seu povo ser vitorioso sobre todas as formas de pecado. O Senhor não chamou Seus filhos apenas à santidade e lhes concedeu ordens explícitas contra a impureza, mas concedeu poder para alcançarem Seu alto padrão. Assim fortalecido, o cristão é capaz de superar todos os obstáculos na busca de um caráter como o do Mestre (cf. Ef 3:16-19; Fp 4:13; Cl 1:11). CBASD, vol. 7, p. 246.
9 Amar-vos uns aos outros. O propósito da instrução divina é promover o amor fraternal no coração dos crentes (cf. com de 1Ts 3:12). O amor fraternal fervoroso é uma das mais fortes evidências de conversão (AA, 262). CBASD, vol. 7, p. 246.
10 Na verdade, estais praticando. Os tessalonicenses já tinham demonstrado amor para com os crentes do norte da Grécia, e Paulo os elogiara no início da epístola pela “abnegação do vosso amor” (ver com. de 1Ts 1:3). CBASD, vol. 7, p. 246.
Progredirdes cada vez mais. O amor que os tessalonicenses exibiam ainda não era perfeito. O apóstolo solicitou-lhes que se empenhassem em realizações ainda maiores. O caminho do cristão é de progresso contínuo. Apenas quando amamos uns aos outros plenamente é que o amor de Deus é aperfeiçoado em nós (1Jo 4:12, 20, 21). CBASD, vol. 7, p. 246.
11 Tranquilamente. Isto é, ter uma vida sossegada, viver com calma. Havia fanatismo entre os crentes tessalonicenses. … A partir do contexto e do teor da epístola, parece que esses pontos de vista inquietantes estavam ligados à doutrina do segundo advento (ver 1Ts 4:13-18; 5:1-11; cf. AA, 228, 229). CBASD, vol. 7, p. 246.
Cuidar do que é vosso. Dá-se a impressão que alguns membros da igreja tinham se intrometido em assuntos alheios, possivelmente, até mesmo em assunto da igreja (cf. com. de 2Ts 3:11, 12). CBASD, vol. 7, p. 247.
Trabalhar. … parece que alguns estavam ensinando que, em vista do segundo advento, era muito tarde para ocupações comuns. Como resultado, alguns pararam de trabalhar pela subsistência e, para sustento próprio, dependiam da generosidade dos irmãos. CBASD, vol. 7, p. 247.
12 Dignidade. A admoestação não se refere a relações comerciais, mas a ter uma vida cristã consistente, tomando conta dos assuntos pessoais e trabalhando diligentemente para se sustentar. CBASD, vol. 7, p. 247.
Para com os de fora. A coerência na vida cristã é um testemunho ao mundo descrente. CBASD, vol. 7, p. 247.
De nada venhais a precisar. O cristão deve ter como objetivo ser independente, não depender de outros para sustento pessoal. CBASD, vol. 7, p. 247.
13 Não queremos. O apóstolo aborda um novo tópico: o destino dos cristãos mortos em relação ao retorno de Cristo. Pode ser que Timóteo, ao retornar de Tessalônica (1Ts 3:6) , tenha trazido notícias de que os membros da igreja estavam preocupados com o destino daqueles que faziam parte do grupo, mas morreram depois de convertidos. Como compartilhariam das glórias do reino de Cristo em Sua vinda? Paulo passa a considerar o assunto em detalhes (1Ts 3:13-18) e lida com o tópico relacionado: o tempo da vinda de Cristo (1Ts 5:1-11). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 7, p. 247.
Aos que dormem. Do gr. koimao, “dormir”, “morrer”. … Cristãos morriam continuamente. As inscrições gregas demonstram que uma sepultura era conhecida às vezes como koimeterion, palavra utilizada também para um dormitório ou quarto de dormir. No uso cristão pensava-se na morte como um sono, aguardando a manhã da ressurreição. CBASD, vol. 7, p. 244.
Para não vos entristecerdes. Parece que os tessalonicenses sofriam desnecessariamente por aqueles que morreram depois de aceitar o evangelho. Os que permaneceram temiam que o falecido perdesse a gloriosa experiência que os cristãos esperavam desfrutar no retorno de Cristo. Paulo devota os v. 13 a 18 para desfazer esse mal-entendido e para consolar os crentes. … Paulo não está mostrando aversão ao pesar natural. Ele ensina os crentes a não imergir em desesperadora tristeza humana, mas a erguer a cabeça em expectação da reunião com os amados que partiram na época do retorno do Senhor e da ressurreição. CBASD, vol. 7, p. 247, 248.
Como os demais. … os não cristãos. CBASD, vol. 7, p. 248.
14 Se cremos. O grego mostra que não há expressão de dúvida. A cláusula condicional considera como verdade a morte e ressurreição de Jesus. … A morte e ressurreição de Jesus dão ao cristão uma firme esperança de ressurreição (ver Jo 14:19; ver com. de 1Co 15:20-23). Logo, os tessalonicenses não deveriam se desesperar quando seus amados morressem. CBASD, vol. 7, p. 248.
Em sua companhia. Isto é, com Jesus, da sepultura. Paulo chega ao ponto crucial da resposta aos tessalonicenses angustiados. Eles estavam preocupados com o destino dos mortos. O apóstolo lhes assegura, numa declaração categórica, que Deus planejou que os cristãos que morreram fossem ressuscitados assim como Jesus. Essas palavras garantiram aos crentes que seus amados não foram esquecidos. Essa convicção inspirada satisfaria as inquietações e lhes daria descanso mental. … Deve-se observar que Paulo está preocupado principalmente com o fato de que os justos mortos não foram esquecidos, não com os detalhes cronológicos da ressurreição. Estes são apresentados em 1 Coríntios 15:23: “Cristo, as primícias, depois, os que são de Cristo, na Sua vinda.” … Alguns ensinam que Paulo fala de almas desencarnadas que ascenderão ao Céu na morte e retornarão com Jesus quando Ele vier à Terra na segunda vinda. No entanto, a Bíblia não ensina em nenhum lugar que a alma humana é imortal e que ascende ao Céu na morte (ver com. de Mt 10:28; Lc 16:19-31; 2Co 5:2-8). Além disso, a interpretação está completamente fora de harmonia com o contexto. Paulo não fala de almas imortais, mas dos “que dormem” (v. 13), dos “que em Jesus dormem” (v. 14, ARC), “os mortos em Cristo” (v. 16). Os “mortos em Cristo” ressuscitarão (v. 16), não descerão. Os vivos não são descritos como os que precedendo, com referência a estar com o Senhor (v. 15). Todos entrarão no reino juntos (v. 17). Se os mortos precedessem os vivos e passassem algum tempo com o Senhor antes da ressurreição, a linguagem do apóstolo não teria sentido, na verdade, seria absurda. O conforto seria inapropriado. Paulo deveria ter dito aos tessalonicenses para dispersar todas as preocupações porque seus amados estavam desfrutando a paz do Céu. No entanto, não foi o que Paulo fez. Ele não podia fazer isso. Seu ensino estava em harmonia com o do Senhor (ver com. de Jo 14:3). Alguns comentaristas, vendo os problemas envolvidos, sem reserva admitem que “não se fala aqui das almas desencarnadas” (Jamiesen, Fausset e Brown). CBASD, vol. 7, p. 248, 249.
15 Nós, os vivos, os que ficarmos. Isto é, aqueles que, em contraste com os justos mortos, permanecerão vivos até o retorno de Cristo. Aqui, Paulo parece expressar uma esperança de que ele e os conversos a quem está escrevendo estarão vivos quando Cristo vier, uma esperança comum aos cristãos de todas as épocas. No entanto, ele não afirma explicitamente que viverá até aquele grande dia (ver Rm 13:11; 1Co 10:11; Fp 4:5; Tt 2:13; ver nota adicional do com. de Rm 13). CBASD, vol. 7, p. 249.
Vinda. Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). A palavra parousia algumas vezes foi utilizada para a chegada de um general romano para celebrar uma procissão triunfal pelas ruas de uma cidade. A palavra é adequada para descrever o retorno triunfal de Cristo. CBASD, vol. 7, p. 249.
De modo algum precederemos. Do gr. phthano. Paulo assegura aos leitores que os cristãos vivos não se unirão ao Senhor antes daqueles que dormiram. … Este ensino deixa claro o verdadeiro estado daqueles que morreram “em Cristo”. Eles estão adormecidos, aguardando a vinda do Senhor. Ainda não foram unidos ao Senhor, mas, como os cristãos vivos, aguardam o segundo advento para a tão esperada união com o Mestre (cf. Jo 11:23-25). Nenhuma classe tem precedência sobre a outra; ambas serão levadas juntas em glória ao Senhor na Sua vinda. CBASD, vol. 7, p. 249.
16 O Senhor mesmo. Cristo não enviará um substituto, nem virá espiritualmente. Ele virá pessoalmente. O mesmo Jesus que ascendeu ao Céu descerá de lá. CBASD, vol. 7, p. 249.
Arcanjo. Do gr. archaggelos, “anjo principal”, “primeiro anjo”, composto de archi, um prefixo que denota “liderança” ou “importância” e aggelos, “anjo”, portanto, “o líder dos anjos”. No NT, a palavra archaggelos ocorre apenas aqui e em Judas 9, em que Miguel é declarado o arcanjo. Este Comentário [CBASD] apoia o ponto de vista de que Miguel é nosso Senhor, Jesus Cristo (ver com. de Dn 10:13; Jd 9; Ap 12:7). Esta interpretação possibilita conceber a voz de Cristo como a voz do arcanjo, sendo ouvida enquanto Ele desce (ver com de Jd 9). CBASD, vol. 7, p. 250.
E os mortos em Cristo. A expressão “os mortos em Cristo” é utilizada aqui para distinguir os santos que dormem das outras duas classes de pessoas: (1) os ímpios mortos que, em massa, não serão ressuscitados na segunda vinda de Cristo; (2) os cristãos vivos aos quais é assegurado que os amados mortos não estarão em desvantagem quando Jesus regressar, mas receberão atenção prévia ao serem ressuscitados primeiro e, assim, colocados em pé de igualdade com os santos vivos. CBASD, vol. 7, p. 250.
17 Arrebatados. Do gr. harpazo, “arrebatar” (ver com. de At 8:39; Fp 2:6; Ap 12:5). De harpazo, por meio do verbo do latim rapio, é derivada a palavra “rapto”, um termo que alguns utilizam num sentido teológico técnico para descrever o arrebatamento dos santos que Paulo menciona aqui. Aqueles que utilizam a palavra “rapto” ensinam que a aparição audível e visível de Cristo de Cristo com poder e grande glória será precedida alguns anos antes por Sua vinda de modo secreto e invisível nos ares para arrebatar Seus santos, enquanto o restante da população vive durante um período marcado por uma tribulação sob o governo do anticristo. No entanto, esta passagem, com a qual eles descrevem a vinda secreta, anuncia a vinda de Cristo com uma “palavra de ordem”, a “voz de arcanjo” e a trombeta de Deus” (v. 16) e dificilmente representa um evento secreto. … A trombeta também é mencionada em Mateus 24:30-31, num contexto que claramente descreve a vinda visível… As duas passagens [Mateus 24 e I Tessalonicenses 4] caracterizam um único evento que ocorrerá num determinado momento. Esse é o ensino uniforme de todas as Escrituras (sobre determinados conceitos falsos em que baseia o arrebatamento secreto, ver Notas Adicionais a Apocalipse 20, Nota 2). CBASD, vol. 7, p. 251.
Para o encontro com o Senhor. No momento do encontro, o desejo mais estimado do cristão será realizado: ele estará unido Àquele a quem ama acima de todos os outros (cf. com. de Fp 1:23). CBASD, vol. 7, p. 251.
Estaremos para sempre com o Senhor. Paulo não tenta levar os leitores mais além do momento extático do encontro. Os discípulos de todas as épocas estarão finalmente unidos com o Mestre, o futuro está seguro. Não há necessidade nesta conjuntura de escavar o que está adiante. No entanto, sabemos de outras escrituras que depois da união os redimidos continuarão a jornada iniciada e seguirão com Cristo para o lar celestial (ver com. de Jo 14:2, 3). Dessa forma, estarão “para sempre com o Senhor”. CBASD, vol. 7, p. 251.
18 Consolai-vos … uns aos outros com estas palavras. É mais que uma sugestão. De modo carinhoso, o apóstolo ordena que os crentes meditem nestas “palavras” (v. 13-17), para perceber a importância do conforto e de compartilhar essa consolação uns com os outros, afim de que todos fossem encorajados pela mensagem. CBASD, vol. 7, p. 251, 252.
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“Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais” (v.1).
Havia uma nítida preocupação de Paulo quanto à prática da santidade na igreja de Tessalônica. Apesar de sua fidelidade e generosidade, o risco de se envolverem ou tornarem permissivos pecados sexuais era muito grande, haja vista ser uma igreja composta, em sua maioria, por gentios. A mensagem da salvação pela graça unicamente pela fé em Cristo é libertadora e consoladora. Nenhuma de nossas obras seriam capazes de pagar o alto preço de nossa dívida. A vida do nosso Salvador nos é outorgada quando simplesmente aceitamos que a boa obra do Espírito Santo seja realizada em nós. E é justamente aqui que muitos se confundem. Porque não se trata de convencimento apenas, mas de conversão. Requer uma mudança de vida que nem todos estão dispostos a aceitar.
A graça não cancela a nossa necessidade de santificação, antes, a confirma. A ordem divina continua sendo a mesma: “Sede santos, porque Eu sou santo” (1Pe.1:16). Basta olharmos para a vida dAquele que é o nosso exemplo de santidade. Por Sua graça, podemos nos tornar Seus imitadores, buscando seguir os Seus passos. José foi vendido por seus próprios irmãos, levado ao Egito como escravo e preso injustamente; um processo doloroso mas essencial a fim de que seu caráter fosse preparado para assumir o governo do Egito. Moisés precisou passar quarenta anos pastoreando ovelhas no deserto antes de sua missão de libertar os hebreus. São exemplos que nos mostram que Deus espera de nós uma resposta, “quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus” (v.1), e nesse sentido possamos progredir “cada vez mais” (v.1).
Amados, “Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (v.7). O que está acontecendo no meio cristão, hoje, é a prova inequívoca de que o afastamento da Palavra de Deus é letal. Pois como colocar em prática aquilo que desconheço? Como ser santo sem sorver da fonte da santidade? Jesus mesmo afirmou: “Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade” (Jo.17:17). Em contrapartida, também tem acontecido uma verdadeira batalha teológica entre ministros e leigos sempre em torno de temas que envolvem uma tomada de decisão. Contudo, eu nunca vi ou ouvi falar de ninguém que tenha entregue a vida a Cristo a partir de discussões e polêmicas. E enquanto o povo de Deus se debate entre si, Satanás se aproveita investindo na destruição das mentes, dos lares e da própria igreja.
Portanto, a progressão espiritual de que Paulo tanto exorta não se trata de justificação por obras, mas de uma resposta de amor, do resultado inevitável de uma vida relacional com Cristo através de Sua Palavra. Como está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18). “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor” (Os.6:3). Deus nos “dá o Seu Espírito Santo” (v.8), para que por Seu conhecimento tenhamos a vida eterna. “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste” (Jo.17:3). O que é mais lindo é que esse conhecimento não requer um doutorado em teologia para se obter. Ele está disponível ao mais humilde pecador que reconhece a sua necessidade em buscá-lo. E para este, a vida eterna começa aqui, pois a vida de Cristo está nele e sua própria vida, escondida em Deus, manifesta seu intenso desejo de encontrar o “Senhor nos ares”, e estar “para sempre com o Senhor” (v.17).
Este mundo caminha para a destruição final e a nossa missão como filhos e filhas de Deus requer o conhecimento que santifica, liberta e salva. Logo o Senhor voltará, amados! Logo ouviremos “a voz do arcanjo” e “a trombeta de Deus” (v.16), anunciando a nossa vitória em Cristo. Falta bem pouco para “os mortos em Cristo” (v.16) serem retirados do pó da terra com corpos glorificados e os vivos serem igualmente transformados num abrir e fechar de olhos. E o nosso tempo de preparo para a vinda do Senhor chama-se hoje, agora.
O meu desejo e a minha oração é que a nossa fé seja fortalecida e que, cheios do Espírito Santo, possamos proclamar em alta voz a verdade presente, ainda que perseguidos ou mal compreendidos. Porque “todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm.3:12).
Santo Deus e Pai, ilumina a nossa mente com a gloriosa luz da Tua Palavra! Como necessitamos do Teu Espírito nos ensinando e nos ajudando a crescer Contigo a cada dia! Purifica-nos, nosso Pai! Santifica-nos! Prepara-nos para Te encontrar! Une o nosso coração com o Teu para que tudo em nós seja a Tua obra de reavivamento e reforma em nossa vida. Em nome do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, Te pedimos, confiando em Tuas fiéis promessas, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, santificados na Palavra!
Rosana Garcia Barros
#1Tessalonicenses4 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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I TESSALONICENSES 4 – A esperança do cristão tem fundamento. Não é vazia!
I Tessalonicenses 4 é um dos textos mais profundos e esclarecedores sobre a esperança cristã. Paulo inicia enfatizando a necessidade de viver de maneira que agrade a Deus, com foco claro na santificação. Ele salienta áreas específicas, como a pureza sexual, mostrando que o cristão é chamado a refletir o caráter de Deus enquanto vive neste mundo.
• Esta santificação não é apenas regra ética, mas uma resposta lógica à redenção em Cristo, reforçando a identidade do cristão como alguém pertencente a Deus (I Coríntios 6:19-20).
• A vida de santidade é o resultado natural de compreender que aqui não é nosso lar. O cristão vive com os olhos na eternidade, separando-se dos valores mundanos que são incompatíveis com a nova vida em Cristo.
A partir de I Tessalonicenses 4:9, Paulo explora a razão pela qual os cristãos estão neste mundo. Ele destaca que, enquanto os adventistas aguardam o advento de Cristo, eles têm um propósito claro: Viver de maneira digna e produtiva, refletindo os princípios do Reino de Deus.
• Esse ensino demonstra equilíbrio: O converso não é chamado a abandonar responsabilidades terrestres, mas vivê-las com a perspectiva da eternidade.
• A vida do adventista genuíno será de trabalho honesto, amor ao próximo e integridade; estas virtudes apontam para o Deus a quem servem e para o destino que aguardam.
Concluindo o capítulo, Paulo aborda diretamente a esperança cristã, consolando os crentes sobre aqueles que já morreram: Os mortos em Cristo não estão esquecidos; eles desfrutarão plenamente da glorificação no advento de Cristo.
“Quando Cristo voltar, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e serão transladados para o Céu com todos os remidos. Portanto, os crentes precisam estar conscientes sobre o fim do mundo e a santificação da vida cristã. Aqui não é nosso lar. Os cristãos precisam compreender por que estão neste mundo” (Bíblia do Discípulo).
A ressurreição e o arrebatamento dos cristãos formam a base da esperança cristã, garantindo que os redimidos estarão para sempre com o Senhor. Esse trecho elimina qualquer ideia de uma esperança vazia ou sem fundamento. A promessa da ressurreição é ancorada na vitória histórica de Cristo sobre a morte (I Coríntios 15:20-22).
Olhemos para o futuro com expectativa! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.