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II CORÍNTIOS 11 – Acusações, críticas e tentativas de desmoralizar o ministério pastoral não são ações recentes. Paulo precisa se defender de acusações de falsos apóstolos em Corinto. E neste capítulo, ele mostra amor incondicional e a importância de discernir os verdadeiros líderes.
Paulo parece louco, mas sua aparente “loucura” é, na verdade, um reflexo do seu profundo amor pela igreja e seu compromisso com a verdade do evangelho. Em II Coríntios 11, temos os seguintes tópicos:
- A paixão de Paulo (vs. 1-2). Seu zelo por Corinto era comparável ao de um noivo por sua noiva. Ele queria apresentar os crentes a Cristo puros e sem mancha.
- A proteção contra a enganação (vs. 3-4). O alerta contra a astúcia de Satanás e a corrupção da mente é enfatizado. É necessário apegar-se à simplicidade do evangelho.
- O sofrimento por amor (vs. 16-33). A extensa lista de sofrimento de Paulo valoriza seu ministério, não o descaracteriza. A razão por traz desses sofrimentos é o amor dele por Cristo e pela Igreja, o corpo de Cristo.
- A verdadeira loucura (vs. 21-23). A ironia de Paulo ser acusado de fraqueza quando ele havia enfrentado tantos perigos revela uma grande verdade: A verdadeira loucura é rejeitar a verdade do evangelho.
A essência do ministério pastoral, à luz de II Coríntios 11, resume-se em dedicação sacrifical, zelo pela pureza da igreja e o compromisso com a verdade de Cristo.
A essência da liderança eclesiástica está em conduzir o povo a uma relação genuína com Cristo, livre de enganos ou distrações doutrinárias.
Paulo deixa claro que o ministério não é sobre conforto ou status, mas sobre entrega total e disposição para suportar dificuldades por amor ao rebanho e à obra de Deus.
Existem falsos cristãos, falsos líderes e falsos apóstolos que distorcem a mensagem de Cristo. O caos na igreja precisa ser enfrentado e combatido. O pastor tem papel de proteger a igreja de influências que possam desviá-la do verdadeiro evangelho.
O ministério pastoral envolve cuidado contínuo, empático e profundo pelos desafios espirituais e emocionais dos membros.
Diante de tudo o que significa o ministério pastoral, o foco do ministro fiel deve ser glorificar a Deus, conduzir o rebanho a Cristo, e, cumprir o propósito divino.
Reavivemo-nos eclesiasticamente! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 10– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 10 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton e Michelson)
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/10
“Não quero que pareça que estou tentando amendrontá-los com as minhas cartas”, aconselha o pastor Paulo (v. 9). Sua vida contrasta fortemente com a de seus oponentes, que estão ocupados “se promovendo” (v. 12). Em vez disso, “não nos gloriaremos além do limite adequado”, porque fomos “os primeiros a viajar até Corinto com o evangelho de Cristo” (v. 13-14).
Em um artigo recente na revista Christianity Today, Andy Crouch observa de forma pungente que com a mídia social estamos lidando com novos tipos de problemas. É cada vez mais comum ser pego pensando em quantas “curtidas” ou “comentários” conseguimos online. Embora a sociedade ocidental se orgulhe de ser muito individualista, Crouch afirma que, de certa forma, estamos desenvolvendo um fenômeno de “cultura da fama-vergonha” que se torna “uma moeda poderosa de status” (The Return of Shame, março de 2015). De muitas maneiras, o princípio que o pastor Paulo estabelece é útil no mundo online de atualizações de status. Não vamos ficar obcecados conosco mesmos, mas, em vez disso, usemos a nossa identidade nas mídias sociais para encorajar os outros e exaltar a Jesus Cristo.
Michael W. Campbell
Diretor – Arquivos, Estatísticas e Pesquisa na Divisão Norte-Americana dos Adventistas do Sétimo Dia
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/10
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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1593 palavras
1 Rogo. Os oponentes de Paulo eram arrogantes, obstinados e orgulhosos. Interpretaram erroneamente sua mansidão como fraqueza, sua gentileza como covardia. Estavam além do alcance de apelos conciliatórios e de exortação amável, como nos cap. 1 a 7. O único modo de atingir a autossuficiência deles era por meio de reprovação, denúncia e exposição, encontradas nos cap. 10 a 13. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 992.
2 Rogo. Paulo deseja ser poupado da necessidade de uma mostra decisiva de sua autoridade, que os embaraçaria e humilharia. Paulo roga para que não chegasse a tal ponto. E característica do espírito de amor evitar infligir dor ou humilhação. Esforço paciente, sincero e discreto de fazer as coisas certas no espírito do companheirismo cristão é sempre preferível à demonstração pública de autoridade e administração de disciplina. CBASD, vol. 6, p. 993
Ousado. Isto é, em lidar com os problemas de Corinto. Neste versículo, Paulo não faz uma ostentação vã. … Ele não teria receio de ninguém, nem hesitação para agir. Lidaria com eles ousadamente (2Co 11:21), a menos que uma mudança na atitude deles tornasse desnecessário que agisse dessa forma. A decisão era dos judaizantes. Paulo estava preparado para confrontar seus críticos e lidar com eles de modo eficaz. CBASD, vol. 6, p. 993, 994.
Mundano proceder. Referência à pessoa não regenerada, ao aspecto carnal, natural e mundano da pessoa não influenciada pelo Espírito Santo (ver com. de Rm 7:24; cf. com. de 1Co 9:27). CBASD, vol. 6, p. 994.
3. Andando na carne. Isto é, vive neste mundo como um ser humano. CBASD, vol. 6, p. 994.
Militamos segundo a carne. Apesar de viver entre pessoas que recorrem a métodos mundanos, Paulo não condescende com tais métodos (ver Jo 17:11, 14). A pessoa convertida possui uma natureza nova e diferente e é motivada pelo amor de Cristo e do Espírito de Deus, em harmonia com os ideais divinos (Jo 3:3, 5; Rm 8:5-14; 1Co 2:12-16; 2Co 5:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
4 Armas da nossa milícia … poderosas em Deus. As armas do cristão são fabricadas no arsenal celestial e estão disponíveis por meio do ministério dos anjos (2Co 1:12; Ef 6:10-20; cf. DTN, 827) . Incluem a verdade como apresentada na Palavra de Deus (Hb 4:12) e o poder partilhado por Cristo e pelo Espírito Santo (1Co 2:4). Deus convoca as pessoas para o conflito, equipa-as para a batalha e lhes assegura a vitória. Ele supre o ser humano com todo o poder (2Co 2:14). CBASD, vol. 6, p. 994.
Fortalezas. A linguagem figurada dos v. 4 e 5 pode ter sido sugerida à mente de Paulo pelos piratas que infestavam a costa marítima nas proximidades de Tarso antes de ser expulsos dos mares pelas galés romanas, uma geração antes de seu nascimento. Esses saqueadores do mar atacavam de várias cavernas ocultas ria costa, invadiam navios que comercializavam nos portos próximos e então se retiravam com o espólio. Finalmente, o general romano Pompeu conduziu uma campanha contra eles, n a qual destruiu mais de 100 “fortalezas” piratas e fez mais de 10 mil prisioneiros. CBASD, vol. 6, p. 995.
Sofismas. Do gr. logismous, “raciocínios”, “pensamentos” (ver Rm 2:3, 15). Paulo se refere às teorias humanas em contraste com a verdade revelada. Não há nada mais autodestrutivo que o raciocínio especulativo de pessoas envaidecidas que têm ousada confiança na sabedoria pessoal e nada além de desprezo para com Deus e Sua Palavra. CBASD, vol. 6, p. 995.
5 O conhecimento de Deus. A exaltação da sabedoria humana está em oposição ao conhecimento espiritual e superior que Deus transmite (Jo 17:8; At 17:23; 1Co 1:24; 2:10; Cl 1:9). O deus do filósofo é criado pelo processo do pensamento individual. O Deus do cristão é o Deus da revelação divina. Um é subjetivo, o outro é objetivo. CBASD, vol. 6, p. 995.
Obediência de Cristo. A principal razão pela qual o evangelho não progride mais no mundo e na vida das pessoas é a indisposição para tornar Cristo verdadeiramente Senhor da vida, e aceitar a autoridade de toda a palavra de Deus. CBASD, vol. 6, p. 996.
6 Punir. Paulo está pronto a exercer a autoridade apostólica para disciplinar e punir o grupo rebelde na igreja de Corinto. Até então ele se conteve porque a questão ainda não estava clara e muitos poderiam ser levados a tomar uma decisão errada. Naquele momento, porém, o assunto estava claro, e a maioria havia tomado posição ao lado de Paulo contra a minoria resistente. CBASD, vol. 6, p. 996
7 Que é de Cristo. Isto é, reivindica ser um representante de Cristo devidamente designado. CBASD, vol. 6, p. 996.
8 Não me envergonharei. Os falsos apóstolos em Corinto se propuseram a envergonhar Paulo, ao ridicularizá-lo como apóstolo e ao diminuir o evangelho dele. Paulo declara que seu propósito em se gloriar de sua “autoridade” como apóstolo é em defesa de seu apostolado e de seu evangelho. Ele não tem motivos ocultos. CBASD, vol. 6, p. 997.
9 Cartas. Paulo já havia escrito pelo menos duas cartas aos coríntios, possivelmente mais (ver com. de 2Co 2:3, 4; cf. p 903, 904). Utilizando o plural, “cartas”, Paulo inclui a carta perdida mencionada . em I Coríntios 5:9. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Graves e fortes. Paulo cita as palavras dos críticos. Até mesmo seus inimigos admitiram que ele escrevia bem, e o tempo confirmou a opinião deles. Mal sabiam que as cartas de Paulo eram inspiradas e que constituiriam uma grande parte do que se tornaria o Novo Testamento, a base da teologia cristã. Em suas cartas abundam irresistíveis argumentos para a fé. Estão repletas do poder do Espírito Santo manifestado na severa reprovação, na mansidão e no amor cristão, na exaltação de Cristo como redentor, nos apelos aos homens e mulheres perdidos para que aceitem o caminho para a salvação, na inspiração para o companheirismo com Cristo e no testemunho da conversão pessoal e da experiência cristã. CBASD, vol. 6, p. 997.
10 Presença. Do gr. parousia (ver com. de Mt 24:3). Esta é a única referência no NT à aparência pessoal de algum dos apóstolos (cf. 1Co 2:3, 4; 2Co 12:7-10; Gl 4:13, 14). Os escritores antes do 4º século declararam que Paulo era de estatura baixa, curvado, possivelmente devido aos constantes castigos físicos (2Co 11:24, 25), calvo e tinha as coxas tortas, no entanto, era cheio de graça e tinha olhos cativantes de amor, nobreza e zelo por Cristo (ver Atos de Paulo e Tecla 1:7). … Em 2 Coríntios 10:1, Paulo reafirma que sua aparência pessoal não impressionava. O nível ao qual seus oponentes em Corinto se rebaixaram para ridicularizar sua fraqueza física, e talvez uma leve deformidade, revela o caráter desprezível deles. CBASD, vol. 6, p. 997.
Desprezível. Esta acusação parece ter sido um exagero ofensivo, se não uma completa calúnia. Paulo era um excelente orador (At 14:12; cf. 2 C o 24:1-21). E verdade que, depois da experiência em Atenas, Paulo evitou a retórica e a oratória que deleitava os gregos (ver 1Co 2:2). Ele recusou utilizar esses meios para atrair pessoas a Cristo. Nada deve ser permitido que possa diminuir a clareza e a força do evangelho (1Co 2:4, 5). CBASD, vol. 6, p. 997.
12 Louvam a si mesmos. Os coríntios faladores eram membros, aparentemente do que.pode ser chamado de uma sociedade de admiração mútua. Cada pessoa se eleva em seu próprio padrão de excelência e louva outros membros da sociedade para propagar os interesses pessoais e das pessoas que pertencem ao seu grupo. Elevando as próprias virtudes como um padrão de comparação, elas se tornam seu próprio ideal. CBASD, vol. 6, p. 998.
Revelam insensatez. E o auge do orgulho para um pecador se considerar perfeito ou quase perfeito (Rm 7:18; lJo 1:10). Um senso da própria imperfeição é a primeira exigência do Céu a todos que serão aceitos como filhos e filhas de Deus (ver com. de Mt 5:3). CBASD, vol. 6, p. 998.
15 Engrandecidos entre vós. Paulo procurava inspirar as igrejas com seu zelo missionário. Ele iniciava a obra nas grandes cidades e deixava a essas igrejas localizadas estrategicamente a responsabilidade de evangelizar o distrito ao qual pertenciam. Esse método de evangelismo se provou eficiente, pois muitas das grandes igrejas centrais originavam outras igrejas dentro de seus distritos. Da igreja de Laodiceia, por exemplo, diz-se que foram fundadas outras 16 igrejas na circunvizinhança. É privilégio de cada igreja enviar seus membros ao campo missionário, por Cristo. CBASD, vol. 6, p. 999, 1000.
16 Além das vossas fronteiras. A única indicação das regiões que.Paulo tinha em mente está em Romanos 15:19 a 24: Ilírico, Itália e Espanha. Fica evidente que já havia cristãos em Roma e que a igreja existia ali (Rm 1:7-13), sem o benefício dos trabalhos apostólicos. CBASD, vol. 6, p. 1000.
Campo alheio. Isto é, a região de trabalho pertencente a alguém mais. Em circunstância alguma Paulo violou o território alheio, tomando crédito pelos trabalhos de outros, como faziam os falsos apóstolos em Corinto. CBASD, vol. 6, p. 1000.
17 Glorie-se no Senhor. Em vez de se vangloriar. O v. 17 é uma citação de Jeremias 9:24 (ver com. ali). O crédito pelo sucesso, seja na experiência cristã pessoal ou no ministério em prol dos outros, pertence a Deus. Atribuir a si mesmo honra pelo sucesso é desonrar a Deus, por desviar a atenção das pessoas de Deus e concentrá-la no instrumento humano, exaltando a pessoa acima de Deus (ver Sl 115:1; 1Co 1:31; 10:12; 15:10; 2Co 12:5; Gl 2:20; 6:14; ver com. de 1Co 1:31). Aqueles que se tornam satisfeitos consigo mesmos estão longe do ideal cristão (Fp 3:12-14). Os que mantêm, constante relacionamento com Cristo nunca têm uma opinião exaltada de si mesmos (ver GC, 64). CBASD, vol. 6, p. 1000.
18 O Senhor louva. Alcançar uma posição de liderança desperta a tentação de aceitar a aclamação humana e de se orgulhar de conquistas pessoais. O próximo passo é o desejo de exercer autoridade arbitrária sobre os outros. Para o cristão, no entanto, a única aprovação desejável é a divina (ver Rm 2:29; 1Co 3:13, 14; 4:1-6). Receberão a aprovação de Deus apenas os que suportam esse teste e triunfam sobre a presunção, o orgulho e a exaltação própria. O autoelogio dos falsos apóstolos de Corinto, que, na verdade, não tiveram sucesso, deixou claro que eles não tinham a aprovação de Deus. CBASD, vol. 6, p. 1000.
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“Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18).
Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus procurava comunicar-Se com o Seu povo através de Seus servos, os profetas. Eram homens e mulheres escolhidos especialmente para anunciar a Israel e a outros povos, conselhos, advertências e repreensões. Estes atalaias do Céu desempenharam um papel fundamental não somente para sua época, mas nos deixaram escrito profecias precisamente fiéis e mensagens divinas que proclamam ensinamentos cuja validade não tem fim. Entretanto, quando estas mensagens contrariavam os gostos e vontades de um povo que se recusava a abandoná-los, os profetas se tornavam alvos de sua ira e descontentamento.
Vindo em uma época em que Israel clamava pelo cumprimento da profecia messiânica, Jesus revelou o caráter do Pai e o Seu convite foi: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei […] e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt.11:28 e 29). O povo, porém, não esperava por este convite de paz, mas por uma convocação para guerra. Ansiavam por um Messias que os libertasse do jugo romano, revelando a sua ignorância quanto aos escritos dos profetas, cumprindo-se a profecia de Isaías: “Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais” (Is.6:9). Jesus, portanto, “veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam” (Jo.1:11).
Paulo passou por experiências semelhantes, tendo que apresentar defesa quanto à sua autoridade como apóstolo de Cristo. Tanto ele quanto seus companheiros de ministério estavam sendo confundidos com falsos apóstolos que possuíam eloquência e credenciais convincentes, mas cujas atitudes demonstravam total incoerência com o verdadeiro testemunho de Jesus. O recado de Paulo foi muito claro: “Observai o que está evidente” (v.7). O seu apostolado não podia ser confundido porque com mansidão e humildade (v.1) ele revelava o caráter do Mestre, e não “disposições de mundano proceder” (v.2) militando “segundo a carne” (v.3). Revestido “de toda a armadura de Deus” (Ef.6:11), o apóstolo mostrou que as armas que utilizava não eram carnais, “e sim poderosas em Deus” (v.4).
Acusado de escrever palavras “graves e fortes”, enquanto sua “presença pessoal” era “fraca” e sua pregação, “desprezível” (v.10), o que estava em jogo não era simplesmente a sua reputação, mas o princípio bíblico que buscava viver piedosamente: “que o que somos na palavra por cartas, estando ausentes, tal seremos em atos, quando presentes” (v.11). Ele não admitiu ser comparado ou classificado com “alguns que se louvam a si mesmos”, que “medindo-se consigo mesmos e comparando-se consigo mesmos, revelam insensatez” (v.12). A vida do apóstolo dos gentios em momento algum revelou alguma ambição por exaltação própria, mas a sua glória estava em respeitar “o limite da esfera de ação que Deus […] demarcou” (v.13).
Desde o princípio, o Senhor tem usado Seus instrumentos escolhidos a fim de comunicar à humanidade o Seu amor em forma de palavras. E desde então, muitos também têm se levantado anunciando um falso chamado. Cristo mesmo nos advertiu, que especialmente em nossos dias, surgiriam “falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”. E ainda acrescentou: “Vede que vo-lo tenho predito” (Mt.24:24-25). O objetivo dos profetas, de Paulo e do próprio Jesus, era o de cumprir a vontade de Deus sem ultrapassar os limites que Ele estabeleceu. Cristo mesmo declarou: “As palavras que Eu vos digo não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, faz as Suas obras” (Jo.14:10).
Quer descobrir se alguém está pregando a verdade? “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is.8:20). Que as nossas palavras e ações sejam unicamente a atuação do Espírito Santo em nossa vida, “porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva” (v.18). Como Paulo, portanto, “glorie-se no Senhor” (v.17).
Nosso Deus e Pai, santificado seja o Teu nome em nossa vida. Reveste-nos, Senhor, com a Tua armadura e capacita-nos a realizar a Tua obra com as armas do Teu poder. Enche-nos do Espírito Santo para que todos os nossos pensamentos sejam levados cativos à obediência de Cristo. Livra-nos da exaltação própria e cria em nós um coração puro, manso e humilde, à semelhança do caráter do nosso amado Salvador. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz semana, mansos e humildes de coração!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios10 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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II CORÍNTIOS 10 – Deus estabeleceu o ministério pastoral. Ainda que haja pessoas que questiona esse ministério, o texto bíblico apresenta a importância de honrá-lo e defendê-lo.
Neste capítulo, Paulo está defendendo sua autoridade espiritual diante de críticas e acusações feitas por falsos líderes em Corinto. Estes o acusavam de fraqueza e inconsistência: “As cartas dele são duras e fortes, mas ele pessoalmente não impressiona, e a sua palavra é desprezível” (II Coríntios 10:10).
II Coríntios marca uma transição no tom da epístola, onde Paulo adota uma postura mais firme. Ele emprega linguagem de batalha espiritual para destacar a seriedade de sua defesa e missão no ministério evangélico.
Paulo enfatiza que sua autoridade foi concedida por Deus e estava orientada para edificação, não destruição (II Coríntios 10:8). Ele rejeita julgamentos baseados em aparências externas e reafirma sua dependência da força divina (II Coríntios 10:4-9).
Paulo, embora firma, apela para a mansidão e benignidade de Cristo, estabelecendo que sua postura não é arrogante ou carnal, nem mesmo incoerente (II Coríntios 10:1-2, 11). A passagem inspirada deixa claro ser fundamental destacar que o ministério pastoral deve combater ideias e práticas que desviam da verdade bíblica, usando a Palavra e dependendo do Espírito Santo (II Coríntios 10:3-6).
É importante rejeitar comparações superficiais e aprender a buscar medir o ministério pelo padrão de Deus, como fez Paulo (II Coríntios 10:12-18). Ele argumenta que o verdadeiro ministério é aquele que glorifica a Deus e se mantém dentro dos limites estabelecidos por Ele.
Assim como Paulo, pastores fiéis e sérios enfrentam críticas e desvalorização de seu ministério. Estes líderes precisam manter em mente que a fidelidade ao chamado divino é mais importante que agradar expectativas humanas.
Vivemos neste mundo num grande conflito entre o bem e o mal. Por conseguinte, pastores devem estar à postos para um combate incessante, para isso deve saber utilizar e usar sempre as “armas espirituais” descritas por Paulo; deve haver determinação como Paulo diante de situações combativas: “E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência…” (II Coríntios 10:6).
• As congregações devem unir-se aos pastores e apoiar sua liderança.
• Pastores devem buscar discernimento espiritual, permanecendo firmes na Palavra de Deus.
Inspirado no testemunho de Paulo, o líder espiritual deve ser humilde, e ao mesmo tempo, firme! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: 2CORÍNTIOS 9– Primeiro leia a Bíblia
2CORÍNTIOS 9 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://pesquisa.biblia.com.br/pt-BR/NVI/2co/9
A discussão de Paulo sobre doações generosas no Capítulo 9 é uma continuação de seus pensamentos no capítulo 8. Ele agora lembra aos coríntios que sua ânsia em apoiar outros crentes inspirou os macedônios a serem generosos. Paulo enalteceu a generosidade dos coríntios. No entanto, Paulo expressa preocupações de que há tensões na igreja que tiraram o foco de seu ministério de generosidade. Ele teme que os coríntios não estejam prontos com suas ofertas e quer evitar uma situação potencialmente embaraçosa. Paulo mostra uma atitude terna em relação aos crentes quando admite que um lembrete para ter as ofertas prontas não deveria ser necessário.
Sua ênfase em dar de boa vontade, não de má vontade, é desenvolvida com a metáfora de semear e colher. A semeadura generosa resulta em colheita generosa (versículo 6). No entanto, como leitores modernos, não devemos interpretar isso como uma promessa de que um crente se tornará rico em bens deste mundo se for generoso com seus meios. Paulo não está pregando o evangelho da prosperidade.
Paulo afirma claramente que dar generosamente é para o propósito de uma “colheita de justiça”. A colheita produzida pela generosidade une os crentes e resulta em gratidão a Deus.
Verlyne Starr
Professora aposentada da Southern Adventist University e esposa, mãe e avó
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/2co/9
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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557 palavras
1 É desnecessário. A linha de pensamento iniciada em 2 Coríntios 8:1 continua ininterrupta. No cap. 9, Paulo acrescenta á exortação concernente à coleta para os pobres em Jerusalém. Para que os coríntios não pensassem que Paulo insistia desnecessariamente no assunto, ele explica o motivo porque escreve amplamente a esse respeito. Os planos deles no ano anterior foram interrompidos pela dissenção e o espírito partidário que se ergueram entre os membros em Corinto. Entretanto, a fim de encorajar as igrejas da Macedônia a responder de um modo similar, Paulo salientou a prontidão original dos coríntios em participar no projeto. A menos que os crentes em Corinto completassem a coleta sem demora adicional, pareceria aos macedônios que a vanglória de Paulo acerca dos coríntios era infundada. Este versículo é uma forma sutil e cortês de expressar confiança na prontidão para continuar a coleta e de inspirá-los a fazer o mesmo, vindicando a confiança de Paulo neles. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 6, p. 986.
4 Confiança. A base para a glória de Paulo estaria plenamente despedaçada, caso os coríntios estivessem despreparados quando ele chegasse. CBASD, vol. 6, p. 987.
6 Aquele que semeia. Na Bíblia, a imagem de semear e colher é bem conhecida. A relação entre semear e colher é natural e justa. Essa imagem está em plena harmonia com os princípios do governo de Deus. Um bom agricultor não semeia de forma relutante ou parcimoniosa, mas com alegria e abundância, conhecendo o relacionamento entre semeadura e colheita. CBASD, vol. 6, p. 988.
7 Proposto no coração. Isto denota uma decisão bem pensada. A benevolência cristã desenvolve escolha deliberada. Uma considerável quantia é doada no impulso do momento, sem o pensamento cuidadoso que acrescenta à doação o coração do doador. Não é assim com o grande dom do amor de Deus. Unicamente o que vem de um espontâneo desejo do coração é aceitável a Deus (Mt 6:2-4). CBASD, vol. 6, p. 988.
10 Dá semente. Paulo novamente cita a LXX (Is 55:10), utilizando uma analogia entre a agricultura e o mundo espiritual. Assim como Deus precisa de agricultores que semeiem abundantemente, assim Ele fará com as pessoas que semeiam sementes de caridade e benevolência. A lei da semeadura e da colheita no mundo natural também é verdadeira para a utilização humana das posses terrenas. Aqueles que são generosos colherão com mais abundância das generosidades de Deus, embora não necessariamente em espécie (Mt 19:29). Deus fornece a semente, ordena as estações e envia o sol e a chuva. Ele faz o mesmo com as sementes de generosidade semeadas no coração das pessoas. CBASD, vol. 6, p. 989.
15 Inefável. Literalmente, “que não pode ser descrito plenamente”. Não pode haver plena exposição do dom do amor divino. Essa atribuição de louvor a Deus fornece um clímax adequado à seção que lida com a coleta de doações para os santos em Jerusalém. A gratidão a Deus prepara o caminho para a obediência a Sua vontade e para a recepção do poder para se envolver em serviço abnegado. Aquele que está repleto de gratidão a Deus buscará cumprir todas as Suas exigências, não porque é forçado, mas porque escolheu fazer dessa forma. A gratidão a Deus é a base de uma experiência cristã eficaz. Até que a pessoa seja submersa pela gratidão a Deus, por Seu dom “inefável”, a religião não alcança as profundezas da alma humana e do seu exterior em serviço altruísta pelos semelhantes. CBASD, vol. 6, p. 991.
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“Graças a Deus por Seu dom inefável!” (v.15).
Percebendo a necessidade em prestar assistência social à igreja primitiva, os apóstolos, guiados por Deus, elegeram sete diáconos a fim de prestarem este serviço, “sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At.6:3). Deste modo, a pregação do evangelho avançaria e as igrejas ficariam assistidas. Dentre estes, “Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo” (At.6:5) teve um papel muito importante não só como diácono, mas também como instrumento do Senhor no cumprimento profético. A experiência de Estêvão reflete a glória que Deus deseja manifestar na vida de Seus filhos. Em sua face havia o brilho celestial porque estava sempre “cheio de graça e poder” (At.6:8). Ele certamente foi alguém cujo legado deixou no mundo a fiel assinatura de uma testemunha de Jesus.
Neste sentido, encontramos Paulo exortando os irmãos a que mantenham-se zelosos quanto à prática da caridade. O serviço prestado em auxílio aos que necessitam deve ser uma “expressão de generosidade e não de avareza” (v.5). Outro bom exemplo é o da viúva pobre, a qual foi louvada por Jesus em sua discreta e humilde oferta, pois representava a entrega de seu próprio coração a Deus. Não há, portanto, uma proporção exata quanto ao ato de doar. “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria” (v.7). Paulo comparou a prática da generosidade com o processo da semeadura: “aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará” (v.6).
Não encontramos nas palavras de Paulo um apoio à teoria da prosperidade. Muito pelo contrário. Como apóstolo de Cristo, mais do que ninguém, ele sabia o que era padecer necessidades, inclusive necessidades materiais, privando-se muitas vezes de receber auxílio dos irmãos a fim de evitar dissensões, abrindo mão de seus direitos como presbítero. Paulo se referiu da abundância “em toda graça”, a fim de que haja superabundância “em toda boa obra” (v.8). Isto é, todo aquele que experimenta a graça divina, consequentemente revelará os frutos de uma boa colheita. E isso nos torna, como corpo de Cristo, iguais diante de Deus e no trato uns com os outros, pois tudo o que possuímos, quer seja pouco ou muito, na matemática divina, é igualmente valioso se for usado segundo a vontade de Deus.
Contudo, a prosperidade material na vida dos filhos de Deus também deve ser considerada uma bênção. Jó, Abraão, Jacó, José, são exemplos de pessoas que possuíram muitos bens, mas que não se deixaram corromper por isso. Antes, usaram seus privilégios para a glória de Deus e benefício do próximo. Podemos concluir, então, que o pecado não está em possuir, mas em retrair. O dom da caridade nos protege contra a avareza e o egoísmo. E, como uma família bem ordenada na Terra, a igreja de Cristo, que olha para o outro com os olhos de seu Mestre, o que fazemos em favor uns dos outros “também redunda em muitas graças a Deus” (v.12). Precisamos pedir ao Espírito Santo por esta sensibilidade, que, hoje, representa algo bem maior do que simplesmente suprir algo físico, mas que, principalmente, requer de nós uma atenção especial quanto às necessidades emocionais e espirituais de nossos irmãos.
Nem sempre a ajuda recebe algum tipo de retribuição ou gesto de gratidão. E, como servos de Cristo, não devemos esperar por isso. É maravilhoso quando o auxílio retorna ao doador em forma de oração, “com grande afeto” (v.14). Mas ainda que isso não aconteça e você receba de volta nesta terra não mais do que o desprezo ou a ingratidão, o Senhor promete que “a sua justiça permanece para sempre” (v.9), e que Ele “multiplicará os frutos da vossa justiça” (v.10). Devemos sonhar com as recompensas eternas, principalmente, com a maior de todas elas: ver o nosso Senhor e Salvador face a face, Ele, que é a nossa justiça. Portanto, meus amados irmãos, quer na escassez, quer na abundância, que em qualquer circunstância possamos declarar com contentamento: “Graças a Deus pelo Seu dom inefável!” (v.15).
Pai de amor e misericórdia, graças Te damos pelo Teu dom inefável, que é a Tua graça, que nos dás de uma forma tão abundante! Na cruz do Calvário aconteceu a maior oferta de todos os tempos. O que o nosso Salvador fez por nós deve mover o nosso coração e sensibilizá-lo para estendermos a mão ao nosso semelhante com alegria. Que o Teu Espírito plante em nós a semente da generosidade de forma que possamos colher muito fruto para a Tua glória. Em nome de Cristo Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Feliz sábado, abundantes em toda graça!
Rosana Garcia Barros
#2Coríntios9 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100