Reavivados por Sua Palavra


MATEUS 16 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
15 de agosto de 2024, 0:40
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MATEUS 16 – Este capítulo oferece uma visão profunda sobre a identidade de Jesus e o papel de Sua igreja.

Mais uma vez, Jesus Se retira dentre os fariseus e saduceus que O colocavam à prova, declarando que “uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso, mas nenhum sinal será dado… a não ser o sinal de Jonas” (Mateus 16:1-4; 12:38-45).

Então, no treinamento de Seus discípulos, o Mestre soberano alerta contra os ensinos dos fariseus e saduceus. Ainda hoje, essa recomendação é extremamente importante (Mateus 16:5-12).

Na sequência, há uma confissão de Pedro sobre Sua compreensão de Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Essa confissão é essencial, contudo, ela só nos vem de forma sobrenatural (Mateus 16:13-17). A confissão não é meramente um ato individual de fé, mas um ponto de unificação da comunidade. A afirmação de Pedro representa uma base comum de crença que serve para unir os seguidores de Cristo. A implicação é que a igreja é formada não apenas pela liderança, mas pela consciência compartilhada da identidade de Cristo (Mateus 16:18-20).

As chaves do Reino dos Céus entregues a Pedro é um simbolismo carregado de significado. Em contextos judaicos, as “chaves” frequentemente simbolizam autoridade e controle. No entanto, o conceito de “chave” aqui pode ser visto como símbolo de acesso à verdade e à revelação espiritual. A “chave” representa o poder de revelar e de entender os mistérios do Reino Celestial.

A partir de Mateus 16:21, Jesus começa a revelar aos discípulos que deve ir a Jerusalém, sofrer, ser morto e ressuscitar. A resistência de Pedro a essa ideia oferece um insight sobre a expectativa messiânica da época. Muitos judeus esperavam um Messias que libertaria Israel do domínio romano e restauraria um reino terreno. A ideia de um Messias sofrendo e morrendo era contra-intuitiva e desafiava as expectativas tradicionais. Esta resistência de Pedro reflete a dificuldade de aceitar uma redefinição radical do papel do Messias.

Ao repreender Pedro, Jesus mostra que a Sua identidade como O Messias não é meramente um ponto de fé, mas um chamado para um caminho de sofrimento e compromisso (Mateus 16:22-28). Contudo, as portas do Inferno não conseguirão vencer à Igreja (Mateus 16:18).

Unidos à Igreja de Cristo, seremos vencedores! Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MATEUS 15 by Luís Uehara
14 de agosto de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/15

Quem você se sente livre para rejeitar? Os discípulos sentiram-se livres para rejeitar a mulher cananéia cuja filha estava doente. Quando ela veio até Jesus em busca de ajuda, Ele permaneceu em silêncio aguardando a reação dos discípulos. Eles presumiram que Seu silêncio era uma aprovação tácita para que pedissem a Jesus que “a mandasse embora” (Mateus 15:23) como indigna.

Jesus respondeu com uma resposta destinada a testar ainda mais os preconceitos dos Seus discípulos e a fé da mulher. Ela enfrentou esse desafio com fé, adorando-O (v. 25). Sua próxima rejeição novamente deu voz aos pensamentos do discípulo, mas ela permaneceu implacável – mesmo que tivesse que ser comparada a um cachorro. Sua única preocupação era sua filha.

Jesus é como a mulher cananéia. Ele estava disposto a ser “desprezado e rejeitado pelos homens” ao se tornar um humano e dar Sua vida para nossa salvação e cura (Isaías 53:3). Ele permitiu que outros O ignorassem, falassem mal Dele e O rejeitassem e ainda assim Ele persistiu em pedir ao Seu Pai que nos salvasse. Ele não nos rejeitou.

Se li corretamente Mateus 25:45, quando rejeitamos os outros (como os discípulos queriam rejeitar a mulher cananeia), rejeitamos Cristo. Cuidado com quem você rejeita.

Karen D. Lifshay
Igreja Adventista do Sétimo Dia de Hermiston, Oregon, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/15
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



MATEUS 15 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
14 de agosto de 2024, 0:50
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861 palavras

1 Escribas e fariseus chegaram de Jerusalém para reforçar o rol dos inimigos de Jesus, que já estavam se consolidando, como foi o caso dos fariseus com os herodianos (Mc 3.6). Mais tarde, até os saduceus, tradicionais rivais dos fariseus, seriam acrescentados. Bíblia Shedd.

tradição dos anciãos. Após o exílio babilônico, os judeus, numa tentativa de observar perfeitamente a Torah (para que a experiência do exílio não se repetisse), começaram a desenvolver meticulosas regras e regulamentos que eram expansões das 613 leis encontradas nos livros de Moisés. Foram transmitidos oralmente de geração em geração até aproximadamente  ano 200 d.C., quando foram escritas em um livro chamado MishnahAndrews Study Bible.

não lavam as mãos. Esta não era uma questão sobre higiene pessoal, mas sobre pureza ritual e cerimonial. O propósito de lavar as mãos era remover a contaminação trazida aos piedosos judeus pelo contato com pessoas ou coisas cerimonialmente impuras. Os criadores destas tradições se baseavam em Êx 30:17-21, onde Deus ordenava que os sacerdotes lavassem suas mãos e pés antes de entrarem no tabernáculo. Isto foi expandido para a vida do dia-a-dia. Andrews Study Bible.

4-6 Se alguém queria livrar-se da responsabilidade de cuidar de seus pais em idade avançada, era só fazer a falsa declaração de que seus bens pertenciam ao templo, de que era korban (que significa “oferenda”). Seus bens seriam registrados em nome do templo até a morte de seus pais, quando então se passaria a “combinar” algo com os escribas, no intuito de reavê-los. Parece que para o gozo de tais benefícios legais não era necessário grande oferta. Talvez alguns dos que assim faziam estivessem presentes na hora. Bíblia Shedd.

invalidastes a Palavra de Deus. Devemos estar sempre atentos para os métodos que se usam para invalidar a Palavra: 1) Esquecimento; 2) Reinterpretação; 3) Racionalização; 4) Ignorância; e 5) Simples desobediência. Bíblia Shedd.

11 contamina. Ao dizer que não é o que entra em uma pessoa que a contamina, Jesus não está tornando todas as comidas permissíveis ou saudáveis. … Jesus inverteu o foco dos mestres da lei: eles estavam obcecados com o exterior, enquanto Jesus enfatizava as ações morais e internas. Para Ele, o pecado estava enraizado dentro do ser – o coração. Andrews Study Bible.

21 Partindo Jesus dali. O incidente seguinte provavelmente aconteceu no fim da primavera de 30 d.C., possivelmente no mês de maio. Com a alimentação dos 5 mil e o sermão sobre o Pão da Vida, na sinagoga de Cafarnaum (ver com. de Jo 6:1, 25), o ministério de Jesus atingiu seu clímax. A maré da popularidade começou a se voltar contra Jesus, como havia acontecido no ano anterior na Judeia (DTN, 393), e a maioria dos que se consideravam Seus seguidores O rejeitaram (ver com. de Jo 6:60-66). Isso ocorreu poucos dias antes da Páscoa desse ano, da qual Jesus não participou (ver com. de Mc 7:1). A terceira jornada pela Galileia alarmou muito os líderes judeus … Após a Páscoa, uma delegação de Jerusalém confrontou Jesus com a acusação de que Ele estava transgredindo as exigências religiosas (Mc 7:1-23). Mas Ele os silenciou revelando sua hipocrisia, e eles foram embora encolerizados … A atitude e as ameaças deles deixaram claro que Sua vida estava em perigo… Assim, em harmonia com o conselho que já havia dado aos discípulos, Ele Se retirou da Galileia por um tempo …, como havia feito na Judeia no ano anterior, quando foi rejeitado pelos líderes de lá. Essa retirada para o norte marca o início de um novo período no ministério de Cristo e o fim de Seu ministério na Galileia, ao qual ele dedicou cerca de um ano, aproximadamente da Páscoa de 29 d.C. à de 30 d.C. Isso foi menos de um ano antes de Sua morte. … Claramente, no entanto, essa visita não foi uma viagem missionária no sentido que tiveram as três jornadas pela Galileia, pois, ali chegando, Jesus procurou Se manter incógnito (Mc 7:24). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 440.

22 uma mulher cananeia. Os fenícios pertenciam a uma antiga etnia cananeia. CBASD, vol. 5, p. 441.

26 cachorrinhos. Gr kunarion, um diminutivo afetuoso, empregado para os cachorrinhos de estimação, “de colo”. … Devia ter sido, para Jesus, um grande alívio testemunhar uma fé tão grande, e ao mesmo tempo singela e humilde, em pleno funcionamento, depois de tantas lutas com fariseus que, a despeito de sua fidelidade à letra da Lei, pouco ou nada sabiam da verdadeira comunhão com Deus em espírito e em verdade. Bíblia Shedd.

O contexto indica que estão em vista os animais de estimação, e não os de rua. A expressão não é equivalente ao insulto comum “cão gentio”. Bíblia de Genebra.

Jesus queria ressaltar que o evangelho devia ser primeiro oferecido aos judeus. A mulher compreendeu o que Jesus dera a entender e se dispôs a aceitar “migalhas”. Jesus recompensou-lhe a fé. Bíblia Shedd.

27 Sim, Senhor. Por trás da aparente indiferença de Jesus ao apelo sincero da mulher … , ela aparentemente detectou a terna compaixão de Seu grande coração de amor. CBASD, vol. 5, p. 442.

30 Esta lista de doentes pende para o lado das grandes incapacidades físicas, as quais oferecem base para não apoiar a teoria das “curas psicológicas”. Bíblia Shedd.

32 três dias. As pessoas tinham levado comida para pelo menos um dia, até dois, pois Jesus não teve preocupação até o terceiro dia. CBASD, vol. 5, p. 443.



MATEUS 15 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
14 de agosto de 2024, 0:45
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Os escribas e fariseus eram mestres em subverter a Palavra de Deus a fim de seguir suas próprias tradições, e isso, sob a capa de uma religião piedosa e rígida. Eram rápidos em acusar Jesus e Seus discípulos em transgredir a Lei, enquanto invalidavam as Escrituras “ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (v.9). O evangelho segundo Mateus corrobora a verdade absoluta de que “Toda a Escritura é inspirada por Deus” (2Tm.3:16), contendo cerca de 60 citações do Antigo Testamento. Apontando para o quinto mandamento do Decálogo, Jesus exemplificou o perigo em oferecer a Deus uma adoração vã baseada em ensinamentos que em nada confirmam o que está escrito.

Com ávido empenho, os fariseus erguiam o estandarte de suas tradições enquanto “pisavam” os Pergaminhos que diziam tutelar. Seus lábios estavam sempre aguçados para erguer a voz em acusações enquanto mantinham-se afastados daqueles que consideravam impuros e indignos. Orgulhavam-se de sua condição “sagrada”, mas eram “cegos, guias de cegos” (v.14), e seu coração, um compartimento lacrado para o Mestre divino. Muitos ainda hoje insistem em repetir o mesmo erro, fazendo da Palavra de Deus ou um artifício para o fanatismo, ou mesmo apenas um livro de consulta aleatória para o relativismo. Fazem de Jesus o argumento principal de suas teorias, quando, na verdade, não estão dispostos a imitar-Lhe na senda da humildade.

A atitude da “mulher cananeia” (v.22) ilustra a fé humilde daqueles que entendem que seguir a Jesus nem sempre significa ter a Sua atenção imediata, mas que a provação da fé, “uma vez confirmada, produz perseverança” (Tg.1:3). Afinal, ao proeminente apóstolo Pedro foi dito: “Homem de pequena fé” (Mt.14:31), mas àquela mulher estrangeira, “disse Jesus: Ó mulher, grande é a tua fé” (v.28). Percebem, amados?

Tem sido assustadora a maneira com que muitos professos cristãos, até mesmo adventistas, têm profanado a Palavra de Deus com discursos muito bem elaborados a fim de tentar validar pecados que o Senhor condena e abomina. Mais assustador ainda é pensar na quantidade de pessoas, principalmente adolescentes e jovens, que estão sendo doutrinados por essas ideias tão intimamente ligadas com a cobiça que há no mundo. Jesus não aboliu uma das leis de saúde instituídas por Deus antes mesmo do dilúvio (Gn.7:2), mas confirmou o que já havia dito por intermédio de Isaías e de tantos outros profetas: que se a Sua Lei não estiver gravada em nosso coração, nossas ações e palavras jamais serão validadas pelo Céu. E Deus está levantando homens e mulheres de coragem a fim de falar a verdade com o poder do Espírito Santo; servos de Deus que não estão preocupados como os discípulos se hão de escandalizar os de coração endurecido (v.12), mas que se preocupam sim em levar os enfermos espirituais “junto aos pés de Jesus” (v.30) a fim de obterem a cura.

Amados, o Espírito Santo clama para que perseveremos em estudar a Bíblia todos os dias! Que nos alimentemos da Palavra antes de buscar o alimento mastigado por outros. Não examinemos a Bíblia para justificar nossos pecados, mas para sermos revestidos da justiça de Cristo. Percebam que o primeiro milagre da multiplicação dos pães e dos peixes não foi suficiente para que os discípulos reconhecessem em Jesus o Pão da vida (v.33). Assim também não podemos nos apegar à experiência espiritual de ontem negligenciando o alimento diário de que tanto necessitamos. Eu gosto de pensar que assim como os doze cestos que sobraram da primeira multiplicação representam os doze apóstolos, estes sete cestos da segunda multiplicação (v.37) representam os sete primeiros diáconos instituídos na igreja primitiva, “homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria” (At.6:3). Isso significa que nós só podemos oferecer se antes tivermos de onde tirar.

Precisamos, hoje, ser homens e mulheres cheios do Espírito Santo! “Pois haverá tempo”, e ouso afirmar que já chegou, “em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério” (2Tm.4:3-5). Está você disposto a aceitar essas ordens divinas? Oremos juntos, então:

Pai nosso que está nos céus, o Teu nome seja santificado em nossa vida e através de nossa vida. Concede-nos a sobriedade, a perseverança, a sabedoria e a capacitação do Espírito para o Teu serviço. Enche-nos do Espírito Santo para que com nossas lâmpadas acesas, possamos proclamar o Teu evangelho eterno com poder. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, cheios do Espírito Santo!

* Oremos pelo batismo do Espírito Santo. Oremos uns pelos outros.

Rosana Garcia Barros

#Mateus15 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 15 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
14 de agosto de 2024, 0:40
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MATEUS 15 – Nos capítulos 14 e 15 de Mateus, nota-se uma transição geográfica e ministerial significativa de Jesus. Em Mateus 14:19-21 e 34-36, o Messias ministra predominantemente no território judaico, onde Ele alimenta 5.000 pessoas e realiza curas em Genesaré. A resposta do povo judeu, embora expressiva, muitas vezes demonstra-se superficial, focada mais em milagres do que na compreensão espiritual de Quem é Jesus.

Em contraste, em Mateus 15:29-39, após Seu encontro com a mulher cananeia, Jesus avança em território gentílico, onde Ele cura multidões e alimenta 4.000 pessoas. Aqui Jesus mostra compaixão e a extensão de Seu ministério aos não-judeus, indicando a universalidade de Sua missão redentora (ver Gênesis 12:1-3). Enquanto os judeus frequentemente apegavam-se a tradições e esperavam um Messias conforme seus próprios moldes, os gentios, representados pela mulher cananeia e as multidões curadas, demonstram uma receptividade aberta e uma fé impressionante.

Este relato revela a expansão do evangelho além das fronteiras de Israel, preparando o caminho para a missão global que os discípulos de Jesus levariam adiante. Todavia, eles tinham muito que aprender, assim como nós hoje. Reflita:

• Em Mateus 15:21-28, o encontro de Jesus com a mulher cananeia demonstra uma fé extraordinária ao buscar a cura de sua filha possuída por demônio. Ela chama Jesus de Filho de Davi e faz seu apelo em prol da filha. Inicialmente Jesus responde com silêncio e depois testa a fé dela, referindo-se à missão prioritária aos filhos de Israel. Entretanto, a mulher gentia persiste com humildade e determinação, reconhecendo Jesus como Senhor e contentando-se com as “migalhas” da graça divina. Jesus elogiou sua grande fé e concedeu-lhe o desejo de seu coração.

• A fé desta mulher contrasta com a pequena fé de Pedro (Mateus 14:31), quando duvida ao andar sobre as águas; e, com a dos discípulos, quando temem a tempestade, apesar de estarem na presente de Jesus (Mateus 8:26).

• Outro ponto importante é o confronto entre Jesus e os fariseus/escribas (Mateus 15:1-20), revelando um contraste entre a tradição humana e a verdadeira intenção da Lei divina. A verdadeira impureza vai além de comer sem lavar as mãos, é algo interno que sai do coração – como pensamentos malignos, assassinatos, adultérios, etc. Jesus não aprova a interpretação legalista e perfeccionista dos fariseus.

Enfim, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.



MATEUS 14 – ACESSE AQUI O POST DESEJADO by Jeferson Quimelli
13 de agosto de 2024, 1:00
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Texto bíblico: MATEUS 14 – Primeiro leia a Bíblia

MATEUS 14 – BLOG MUNDIAL

MATEUS 14- COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS

COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ

Acesse os comentários em vídeo em nosso canal no Youtube (pastores Adolfo, Valdeci, Weverton, Ronaldo e Michelson)



MATEUS 14 by Luís Uehara
13 de agosto de 2024, 0:55
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mt/14

“Homem de pequena fé, porque você duvidou (v. 31)?” Essas palavras vieram num momento em que todo o Israel estava de luto pela morte de João Batista. Os discípulos não compreendiam o fracasso de Jesus em realizar um milagre para salvar João, mas eles O viram realizar um milagre para alimentar uma multidão de mais de cinco mil pessoas. Esta montanha-russa de emoções tomou outra reviravolta quando Jesus rejeitou o gesto da multidão para torná-Lo rei e disse aos Seus discípulos para atravessarem para o outro lado. Jesus tornou-se imprevisível e irracional para os discípulos e eles lutaram contra a dúvida.

O que você faz quando Jesus age contrariamente aos seus desejos e vontades? O que você faz quando Seus caminhos parecem irracionais? Enquanto estavam no lago, os discípulos experimentaram outra tempestade, esta não de turbulência emocional, mas com ventos fortes que os colocaram em risco físico. Durante a tempestade Jesus aproximou-se deles quando menos esperavam a Sua presença. Quando os medos abundavam, Jesus permitiu-lhes saber que Ele sempre tinha os olhos postos neles, tal como sempre tinha os olhos postos em João Baptista.

Quando dúvidas e medos nos assaltam, é importante lembrar que Jesus nos ama mesmo quando não conseguimos compreender as Suas respostas nas nossas vidas. Ele, o Orador da Paz, um dia acalmará as tempestades da sua vida e as tempestades deste mundo, apenas espere e verá.

Shaun Brooks
Coordenador de Ministérios para Deficientes, Conferência Georgia-Cumberland, EUA

Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mat/14
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli



MATEUS 14 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS by Jeferson Quimelli
13 de agosto de 2024, 0:50
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1865 palavras

1 tetrarca Herodes. Tetrarca, gr tetrarques, significa “quem rege uma quarta parte”. [A Palestina havia sido dividida em quatro partes, e ele havia recebido duas delas: Galileia e Pereia.]. Bíblia Shedd.

Herodes Antipas era o filho de Herodes o Grande, que ordenou a matança dos bebês de Belém (2:16). … Foi Herodes Antipas que escutou o caso contra Jesus antes de Sua crucifixão (Lc 23.6-12). Andrews Study Bible.

a fama de Jesus. Depois das maravilhosas viagens de Jesus pela Galileia, surgiram muitas ideias a respeito dEle, cf. 16.13-14. A consciência supersticiosa e culpada de Herodes apontava logo para a teoria de que Jesus seria João Batista ressurreto. Bíblia Shedd.

3 O cárcere da fortaleza de Maquero, perto do mar Morto, era bem visível, se olhado do magnífico palácio de Herodes Antipas. Duas masmorras escuras, fortes e profundas podem ser vistas até hoje. Ali ficara o profeta, que ministrara ao ar livre, durante um ano inteiro. Bíblia Shedd.

Herodes … mulher de Filipe, seu irmão. A genealogia de Herodes é confusa, com múltiplos casamentos, casamentos de parentes próximos e uso de nomes semelhantes. Bíblia de Genebra.

4 O caso envolve certas complicações de divórcio e incesto. Herodias era descendente de Herodes, o Grande, e esposa de Herodes Filipe [seu tio], de quem se divorciou para casar com Herodes Antipas [irmão de Herodes Filipe], seu [outro] tio . Este, para a receber como esposa, divorciou-se de sua esposa anterior que era filha de Aretas, rei da Arábia, da porção então chamada Nabateia. Bíblia Shedd.

Herodes Antipas, quando hospedado no lar desse casal [Herodes Filipe e Herodias], persuadiu Herodias a abandonar o marido e ser esposa dele. O casamento com a esposa do irmão, enquanto o irmão ainda vivia, era proibido pela lei mosaica (Lv 18.16). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Herodias buscou vingança [pela denúncia de João quanto ao casamento de Herodes Antipas e Herodias] pedindo a cabeça de João Batista. Andrews Study Bible.

a filha de Herodias. Filha de um casamento anterior ao de seu casamento com Herodes Filipe. Segundo Josefo, o nome da filha era Salomé e ela, posteriormente, se casou com outro filho de Herodes, o Grande: Felipe, tetrarca de Itureia e Traconites (Lc 3.1). Bíblia de Genebra.

Nessa ocasião, Salomé era jovem em idade de casar. Sua dança era sem dúvida lasciva, e a apresentação agradou tanto a Herodes quanto aos seus convidados. Bíblia de Estudo NVI Vida.

prato. Tratava-se de uma travessa de madeira em que eram servidas as carnes. Bíblia de Estudo NVI Vida.

13 ouvindo isto. Parece que Jesus recebeu a notícia da morte de João no final da terceira viagem pela Galileia, ao retornar de Cafarnaum. Mateus se refere a isso como uma das razões que fizeram Jesus ir para o outro lado do lago (ver com. de Mc 6:30). CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 434, 435.

13, 14 Jesus, ao atravessar o mar da Galileia, indo de Cafarnaum a Betsaida Júlia deixava os territórios de Herodes Antipas, e entrava numa parte deserta do território de Felipe. Bíblia Shedd.

15-21 Do mesmo modo como Deus providenciou maná no deserto para Israel, assim Jesus providenciou pão para o povo, numa região remota. Bíblia de Genebra.

…é o único milagre registrado em todos os quatro Evangelhos. É, portanto, o mais importante milagre que Jesus realizou. Ele recorda o milagre do maná que alimentou os israelitas no lugar ermo [de wilderness, não desert], o milagre de Elias e o óleo da viúva (2Rs 4:1-7), e a alimentação dos 100 homens de Elias com pães de centeio e alguns recém colhidos grãos (2Rs 4:42-44). Também antecipava a Santa Ceia. … O milagre também antecipa o grande banquete escatológico no fim dos tempos – um banquete amplamente mencionado nos escritos apocalípticos tanto judeus como cristãos. O milagre também demonstrou o ministério holístico de Jesus que reconhecia as necessidades físicas e econômicas de Seu povo. Andrews Study Bible.

17 Os pães e peixes eram o lanche de um único menino (Jo 6.9). Bíblia Shedd.

21 sem contar mulheres e crianças. Somente Mateus registra esse pormenor. Estava escrevendo aos judeus, que não permitiam que mulheres e crianças comessem junto com os homens em público. Por isso, estavam em lugar separado. Bíblia de Estudo NVI Vida.

22 insistiu com (NVI. ARA: compeliu). A palavra grega empregada aqui é enfática. Bíblia de Estudo NVI Vida.

Decerto era para escudar os discípulos de serem arrebatados pela tentação de querer ver a Jesus como Rei (Jo 6.15). Bíblia Shedd.

Do gr. anagkazo, “compelir” ou “obrigar” (ver com. de Lc. 14:23). Essa foi a primeira vez em que Jesus achou necessário falar aos discípulos com tal autoridade e força (DTN, 378). As palavras eutheos, “imediatamente” e  anagkazo “compelir”, indicam tanto pressa e urgência da parte de Jesus, quanto hesitação e relutância da parte dos discípulos. A razão para essa relutância está clara em João 6:15 [“Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-Lo para O proclamarem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte”] (ver DTN, 377, 378; ver com. Mc 6:42). Convencida de que Jesus era o Messias prometido ou o Libertador de Israel, a multidão estava inclinada a coroá-Lo rei ali mesmo. Percebendo o sentimento da multidão, os discípulos tomaram a iniciativa e estiveram a ponto de proclamá-Lo rei de Israel. Judas foi o primeiro dos doze a perceber a importância do sentimento popular e foi ele quem iniciou o projeto de coroar a Cristo como rei (DTN, 718). Essa ação precipitada teria feito concluir prematuramente a missão terrena de Cristo. Foi necessária uma ação imediata e decisiva da parte de Jesus a fim de apaziguar o sentimento popular do povo e controlar os discípulos. CBASD, vol. 5, p. 435.

23 a fim de orar. Nos montes, Jesus passou várias horas (ver DTN, 379), contudo, não perdeu de vista os discípulos no lago (ver DTN, 381). Nessa ocasião, Sua oração teve um propósito duplo: primeiramente por Si mesmo, para que soubesse como tornar claro o verdadeiro propósito de Sua missão ao povo; e, em segundo lugar, por Seus discípulos, devido à prova e desilusão pela qual passariam.  CBASD, vol. 5, p. 435.

orar sozinho. O segredo de como se pode ser guiado mais efetivamente por Deus do que pelos exemplos e pensamentos dos homens. Bíblia Shedd.

Lá estava Ele só. Não no sentido físico, apenas. Jesus estava “só” também no sentido de que nem os discípulos O compreendiam. No silêncio dos montes e sob o céu estrelado, Jesus teve comunhão com o Pai (ver com. de Mc 1:35).  CBASD, vol. 5, p. 436.

24 a muitos estádios da terra. Os discípulos tinham remado entre 25 a 30 estádios (Jo 6:19), de quatro a cinco quilômetros quando Jesus os alcançou. Em circunstâncias normais, teriam percorrido esta distância em mais ou menos uma hora, mas nessa ocasião levaram aproximadamente oito horas … Isto é uma evidência do forte vento que eles encontraram enquanto cruzavam o lago.  CBASD, vol. 5, p. 436.

o vento era contrário. Se os discípulos tivessem cruzado o lago quando Jesus lhes disse para irem, talvez tivessem escapado da tempestade. Mas sua obstinação fez com que demorassem para partir, até que fosse quase noite (ver DTN, 379, 380). Cerca de oito horas depois … estavam lutando pela vida. Judas tinha encabeçado o projeto de tornar Cristo rei à força e, sem dúvida, se ressentiu mais que os outros com a ordem de embarcarem para o outro lado antes do Mestre… À medida que os discípulos, em obediência a Cristo, saíam para cruzar o lago, sentimentos de humilhação, desapontamento, ressentimento e impaciência lhes perturbavam o coração. Pode-se dizer que a hesitação na praia produziu a descrença. O vento era contrário assim como o coração deles; mas, pela providência divina, o mar tempestuoso se tornou o meio de acalmar a tempestade interior. CBASD, vol. 5, p. 436

25 alta madrugada (NVI). Das 3 às 6 horas (quarta vigília [cf. ARA]). Segundo o cálculo romano, a noite era dividida em quatro vigílias: 1) das 18 às 21 horas, 2) das 21 horas à meia noite, 3) da meia-noite às 3 horas e 4) das 3 às 6 horas (v. nota em Mc 13.35 [onde Jesus cita as quatro vigílias quando o “dono da casa” irá voltar]). Bíblia de Estudo NVI Vida.

Entre três e seis horas da manhã. A primeira processava-se das 18 às 21 h; a segunda das 21 às 24; e a terceira ia até às 3. Bíblia Shedd.

Os romanos tinham quatro vigílias noturnas. … Os judeus tinham três vigílias noturnas. … Eram horas aproximadas porque mecanismos de medida do tempo ainda não eram comuns no mundo antigo. Andrews Study Bible.

foi Jesus ter com eles. Por toda a noite, Ele não os perdeu de vista, e Jesus foi ter com eles apenas quando desistiram de lutar e clamaram por socorro. CBASD, vol. 5, p. 436

26 aterrados. É provável que a crença em fantasmas fosse comum (ver Josefo, Guerra dos Judeus, i30.7 [599]). Ao que parece, a superstição popular não tinha sido apagada por completo da mente dos discípulos. CBASD, vol. 5, p. 436.

é um fantasma! Do gr. phantasma, “uma aparição”. Um phantasma era algo que não podia ser explicado com base no fenômeno natural. CBASD, vol. 5, p. 436.

28 respondendo-Lhe Pedro. Pedro era responsável pelo negócio de pesca no qual pelo menos quatro dos discípulos estavam envolvidos antes de se tornarem seguidores de Jesus (ver com. de Mc 3:16). … Seu espírito natural de liderança, nesta ocasião como em muitas outras, levou à confiança demasiada e a uma atitude impulsiva e desajuizada. CBASD, vol. 5, p. 437

29 andou por sobre as águas. Pedro saiu do barco com fé. Foi a fé que o susteve nas águas da Galileia. Mas a fé estava operante apenas enquanto mantivesse o olhar fixo em Jesus. CBASD, vol. 5, p. 437.

30 Reparando, porém, na força do vento. Parece que Pedro tinha esquecido, por um momento, do vento e das ondas. À medida que seus pés se acostumavam a caminhar na superfície da água, ele evidentemente pensou em seus companheiros no barco e imaginou o que eles achavam de sua mais nova habilidade. Ao olhar de volta para o barco, perdeu Jesus de vista. Nesse momento, eles estava entre duas ondas e quando voltou seu olhar de novo na direção de Jesus já não pôde vê-Lo (ver DTN, 381). Tudo o que viu foi a agitação das ondas e o vento. Naquele breve instante, o orgulho minou sua fé, e ele não pôde mais se manter em pé. CBASD, vol. 5, p. 437

teve medo. Não precisamos temer enquanto mantivermos nosso olhar fixo em Jesus e confiarmos na graça e no poder dEle, mas quando olhamos para o eu e para os outros temos boas razões para temer. CBASD, vol. 5, p. 437.

33 O adoraram. Essa foi a primeira, embora de forma alguma a última, ocasião (ver Mt 20:20; 28:9; Lc 24:52) em que os discípulos adoraram a Cristo. … Mas nesse caso, os discípulos confessaram pela primeira vez que Jesus era Filho de Deus e Lhe prestaram a adoração que se prestava a Deus. Além disso, Jesus aceitou a adoração deles. Talvez, essa confissão de fé tenha sido a mais significativa, tendo em vista as dúvidas e temores dos discípulos durante a noite anterior. CBASD, vol. 5, p. 437, 438.

Filho de Deus. Este título reconhece o caráter messiânico de Jesus e a manifestação do Seu poder divino. … Aplicado a Jesus, o título reflete o relacionamento único de Jesus com o Pai [sobre Mt 16,16]. Bíblia de Genebra.

34 Genesaré. A planície sobre a qual se situava Cafarnaum. Bíblia Shedd.

Ou a planície estreita, com uns 6,5 km de extensão e 3 km de largura, do lado ocidental do mar da Galileia, perto da extremidade norte. … Esta planície era considerada lugar ajardinado da Palestina, fértil e bem irrigado. Bíblia de Estudo NVI Vida.



MATEUS 14 – Comentado por Rosana Barros by Ivan Barros
13 de agosto de 2024, 0:45
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Após enfrentar a rejeição de Seu povo em Nazaré, Jesus teve de enfrentar outro duro golpe: a notícia da morte de João Batista. Atendendo a um capricho de sua enteada, Herodes “deu ordens e decapitou a João no cárcere” (v.10). João foi odiado por chamar o pecado pelo nome, advertindo o tetrarca sobre seu relacionamento pecaminoso. O ódio instalado no coração de Herodias só aguardava a oportunidade perfeita para consumá-lo na morte do profeta. Ao ouvir o que tinha acontecido, Jesus procurou sair dali “para um lugar deserto, à parte” (v.13). Seu coração deveria estar despedaçado e necessitado do conforto do Pai. Contudo, ao desembarcar, “viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-Se dela e curou os seus enfermos” (v.14).

O primeiro instrumento do Pai para confortar Seu Filho amado foi cercando-O de pessoas que necessitavam de Seu auxílio. Ao curar e alimentar milagrosamente aquelas pessoas em um lugar deserto, Suas obras testificaram do testemunho de João Batista e fortaleceram a fé daqueles que O seguiam, sobrando exatamente “doze cestos cheios” (v.20) de alimento, uma bonita representação do ministério dos apóstolos. Ainda assim, Jesus precisava de um momento sozinho, o que conseguiu ao findar do dia. Esses momentos preciosos eram de muito valor para o nosso Salvador, que os empregava em orações e súplicas a fim de ser fortalecido em favor da humanidade caída. Jesus não somente sofria um desgaste físico, mas principalmente emocional, ao ter que lidar com tantas mazelas e sofrimentos. Que contraste das multidões de enfermos com os milhares de anjos que O adoravam no reino celeste!

Contudo, a Sua necessidade de ficar sozinho não era maior do que a necessidade daqueles que precisavam dEle. E como escreveu o salmista: “Pelo mar foi o Teu caminho; as Tuas veredas, pelas grandes águas” (Sl.77:19), Jesus foi Se encontrar com os discípulos “andando por sobre o mar” (v.25). Mas o desespero deles de ver o barco sendo “açoitado pelas ondas” (v.24) não foi maior do que o de ver o vulto de alguém andando sobre as águas. A revelação de Jesus e a incomum caminhada de Pedro nos revelam importantes lições: ainda que pareça estar tudo dando errado, Jesus está sempre por perto para nos confortar; mesmo que tenhamos que enfrentar a fúria das tempestades da vida, se clamarmos pelo auxílio de Deus, Ele “prontamente” (v.31) estende a Sua mão para nos socorrer, entra no barco da nossa vida e faz cessar a tormenta.

Como os habitantes de Genesaré, precisamos exercitar a fé em Cristo de simplesmente “tocar na orla de Sua veste” (v.36) até aquela de quem aguarda ser “vestido de vestiduras brancas” (Ap.3:5). A morte e o luto têm batido à porta de inúmeras casas todos os dias. E como Jesus Se entristeceu com a morte de João e desejou estar sozinho, muitos têm passado pela mesma angústia. Mas o encontro dEle com as multidões enfermas e famintas e Sua subida ao monte para falar a sós com o Pai nos ensinam o método divino de suportar o luto: tendo compaixão de quem necessita e uma vida de comunhão com Deus. Ou seja, seguindo o exemplo de Cristo Jesus.

Jesus sempre conservava em Seu rosto um sorriso de aceitação e um olhar de simpatia. Mesmo nos momentos mais difíceis de Seu ministério, servia com amor sem manifestar qualquer tipo de preferência ou rejeição. Não buscava reconhecimento no que fazia, mas, “erguendo os olhos ao céu” (v.19), sempre buscava fazer a vontade do Pai que está nos Céus. Se o Filho de Deus assim agia, quanto mais nós devemos nos ocupar tão-somente em manter nossos olhos fixos no alto para que nossa visão horizontal seja santificada. Ajudar uns aos outros e orar uns pelos outros, como bem disse Jesus no sermão do monte, não devem ser obras meritórias, e sim o resultado de uma vida escondida com Cristo em Deus. Como a lâmpada não acende por vontade própria, nossa luz nunca brilhará se não estivermos conectados à Fonte.

João Batista, o maior profeta que já pisou sobre a Terra, foi preso injustamente e morto de forma cruel. O ministério de Jesus consistia em dias inteiros lidando com enfermos e endemoniados, pouco descanso e a desgastante perseguição dos líderes religiosos. O que nos faz pensar que uma vida cristã cômoda é sinal de bênção? Logo as fogueiras da perseguição serão reacendidas. Estamos prontos para enfrentar os machados dos verdugos ou para percorrer a Terra em busca dos restantes que necessitam do alimento espiritual?

O tempo que se aproxima se assemelha à tempestade de vento que açoitava o barco dos discípulos. Como foi com Pedro, nossa fé será provada e não poucas vezes parecerá submergir. Mas se estivermos dispostos a clamar: “Senhor, salva-me!” (v.30), certamente e “prontamente” (v.31), seremos elevados pela destra do nosso Redentor. Pare de reparar “na força do vento” (v.30) e olhe para Jesus! Então, venha o que vier, estaremos ocupados adorando Aquele que faz cessar toda tormenta.

Pai querido, Teus planos são sempre maiores e melhores do que os nossos. Ainda que aos olhos humanos nossa vida não corresponda às expectativas deste mundo, queremos corresponder às expectativas do Céu, porque é para lá que estamos indo. Por Tua graça e bondade, guia-nos no mar da vida e que nossa fé esteja sempre pronta a agir em Tua direção. Em nome de Jesus, Amém!

Vigiemos e oremos!

Bom dia, homens e mulheres de fé!

Rosana Garcia Barros

#Mateus14 #RPSP

Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100



MATEUS 14 – COMENTÁRIO PR HEBER TOTH ARMÍ by Jeferson Quimelli
13 de agosto de 2024, 0:40
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MATEUS 14 – Jesus é Deus conosco; O Deus que tornou-Se homem. Por isso, sendo “o Soberano da Criação” (Apocalipse 3:14), multiplicava facilmente cinco pães e dois peixes (Mateus 14:13-21) e andava sobre as águas (Mateus 14:25); todavia, ao ser informado da decapitação de João Batista (Mateus 14:1-12), “Jesus retirou-Se de barco, em particular, para um lugar deserto” (Mateus 14:13).

Mesmo sendo Divino, assim que tornou-Se humano, Jesus sentia necessidade de isolar-Se para refletir e orar. Infelizmente, Sua popularidade impediu de passar um tempo a sós. As multidões aglomeravam para ouvi-lO; e Ele tinha compaixão e curava aos doentes (Mateus 14:13-14). Neste contexto, aconteceu a multiplicação dos pães para as multidões que ficaram um dia inteiro ouvindo-O no deserto. Depois desse dia exaustivo, sem ter conseguido o tempo que gostaria para reflexão, Jesus despediu a multidão e Seus discípulos, para, então, passar a noite sozinho em oração (Mateus 14:22-23).

Na madrugada, após várias horas orando, Jesus dirigiu-Se para auxiliar a Seus discípulos que lutava com o vento contrário e as ondas, quando atravessavam para Genesaré. Ao Jesus aproximar-Se sob a luz da lua com Suas vestes claras, os discípulos se assustaram absurdamente julgando estarem perante um fantasma; então, gritaram de medo (Mateus 14:25-26).

• Nossa limitação nos impede de enxergar a realidade, por isso nos assustamos até com ideias imaginárias – pois, fantasmas não existem!

O problema maior é quando nossos conceitos e preconceitos nos levam a julgamentos que atraem o julgamento divino; como, por exemplo, cidades que, apesar dos muitos milagres realizados nela – por Cristo – não se arrependeram (Mateus 11:20-24).

Em Mateus 12, Jesus enfrenta os fariseus que O acusaram de violar o sábado e de realizar exorcismos pelo poder de Belzebu – maioral dos demônios.

• Muitas vezes o julgamento humano é baseado em tradições, medo de perda de poder e corrupção moral ou doutrinária.

Em Mateus 14, João Batista foi preso e executado por Herodes por falar a verdade. Herodes o executa por razões políticas e pessoais, mostrando como o julgamento humano pode ser corrompido por interesses egoístas.

• Cuidado com fantasmas que nós mesmos criamos!

Por isso, como Pedro, devemos substituir nosso barco de apoio, sair de nosso ponto seguro, para ir até onde está Jesus (Mateus 14:27-34); Ele sabe e pode todas as coisas!

Reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.