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MARCOS 4 – O evangelho escrito por Marcos não narra apenas a vida e obra de Jesus; ele é também uma poderosa confirmação da confiabilidade e autoridade da Bíblia, a divina Palavra de Deus a nós.
Seus primeiros capítulos são uma rica fonte de evidências que atestam a confiabilidade e autoridade suprema do texto bíblico (Marcos 1:2-3; Isaías 40:3; Malaquias 3:1). O cumprimento das profecias messiânicas (Marcos 1:21-28; Isaías 61:1-2), a autoridade de Jesus sobre a criação e as forças espirituais do mal (Marcos 2:1-12; Isaías 35:5-6), e a confirmação das profecias através dos milagres (Marcos 4:35-41; Salmo 89:9) revelam que as Escrituras do Antigo Testamento são dignas de confiança.
Em Marcos 4, Jesus utiliza quatro parábolas para ilustrar a natureza, a autoridade, a importância e o poder da Palavra de Deus:
• A parábola do Semeador (Marcos 4:1-20).
• A parábola da Candeia (Marcos 4:21-25).
• A parábola da Semente (Marcos 4:26-29).
• A parábola do Grão de Mostarda (Marcos 4:30-32).
Nestas quatro parábolas, Jesus ensina que a Palavra de Deus não é apenas uma mensagem a ser ouvida, mas uma força viva que, quando recebida de coração sincero, possui poder sobrenatural para transformar vidas e estabelecer o Reino de Deus de maneira abrangente e duradoura.
Essas parábolas visam revelar a Palavra de Deus como a força vital e transformadora dos pecadores que a aceitam de bom grado. Sua autoridade é inquestionável, pois age independentemente das circunstâncias humanas; sua importância é vital para a vida espiritual e para o crescimento do Reino de Deus; e Seu poder é ilimitado, produzindo frutos e expandido o Reino de maneiras surpreendentes e grandiosas.
Contudo, por que muitos a rejeitam? O endurecimento do coração esclarece a razão pela qual muitos rejeitam a Palavra de Deus. Na explicação da Parábola do Semeador, Jesus fala daqueles cujos corações são comparados ao solo à beira do caminho, onde a semente (a Palavra de Deus) é lançada, mas Satanás imediatamente a rouba. Tal endurecimento é resultado do pecado, orgulho, teimosia, etc.
Jesus ensinou, assim, que a Palavra de Deus é central para a vida espiritual de cada pessoa, e os crentes são chamados a ouvi-la, valorizá-la e permitir que ela cresça e produza frutos abundantes em sua vida a ponto de impactar a sociedade.
Então, reavivemo-nos! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 3 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 3 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/3
Quando Jesus começou Seu ministério, o diabo não perdeu tempo em tentá-Lo. Multidões se aglomeraram ao redor Dele tão ansiosamente que Ele mal tinha tempo de comer, e os poderosos rapidamente ficaram com inveja e procuraram maneiras de destruí-Lo. Eles O acusaram de obter Seu poder do diabo. Sua família ouviu esses rumores e, neste capítulo, eles provavelmente estavam visitando-O para repreendê-Lo.
Quando Jesus foi informado: “Tua mãe e Teus irmãos estão lá fora e Te procuram”, isso deve ter tocado Seu coração. Sabemos que Jesus amava profundamente Sua família. Mesmo na cruz, Ele fez arranjos para o cuidado de Sua mãe depois que Ele se foi. No entanto, neste momento, Ele não saiu para vê-los. Em vez disso, Ele deu uma resposta profunda:
Marcos 3:35 – “Quem faz a vontade de Deus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe.”
Jesus demonstrou algo incrivelmente desafiador: permanecer firme quando um amigo, parente, colega ou vizinho nos incentiva a escolher o caminho mais fácil. Felizmente, a Bíblia mostra que alguns membros da família de Jesus acabaram se tornando Seus seguidores.
Não importa a situação, a chave é seguir a vontade de Deus, mesmo que isso signifique ir contra os desejos daqueles mais próximos de nós. Vamos orar hoje para que Deus nos dê sabedoria e força para permanecermos firmes por Ele.
Lisa Ward
Country Life SDA Church Clerk, Cleburne, Texas, EUA
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mrk/3
Tradução: Luís Uehara/Jeferson Quimelli
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1141 palavras
1 ressequida uma das mãos. Ou, “uma das mãos atrofiada” (NVI). O grego indica que a mão ressequida era devido a acidente ou ao resultado de doença e não a um defeito congênito. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 643.
2 para ver se ele iria curá-lo no sábado (NVI). Sinal de que os fariseus acreditavam no poder de Jesus para operar milagres. A dúvida não era se Jesus conseguiria, mas se desejaria curar. A tradição judaica conceituava que se podia prestar socorro aos enfermos no sábado somente quando havia ameaça contra a vida, que obviamente não era o caso. Bíblia de Estudo NVI Vida.
4 o bem ou o mal, salvar a vida ou matar? Jesus pergunta: “O que é melhor, preservar a vida mediante a cura, ou destruir a vida mediante uma recusa de curar?”. A pergunta é irônica, já que, enquanto Jesus estava disposto a curar, os fariseus estavam tramando Sua execução. Era evidente quem tinha a culpa de violar o sábado. Bíblia de Estudo NVI Vida.
ficaram em silêncio. Seu silêncio raivoso foi um reconhecimento de derrota. Encontros anteriores com Jesus lhes havia mostrado que nada poderiam obter ao desafiá-Lo publicamente, pois Ele sempre conseguia voltar contra eles seus próprios argumentos, de uma forma que revelava a verdade e tornava evidente ao povo que a posição dos rabinos era insustentável. CBASD, vol. 5, p. 643.
5 indignado. Frequentemente se diz que a única ira que não implica pecado é a ira contra o pecado. Deus odeia o pecado, porém ama o pecador. CBASD, vol. 5, p. 643.
6 herodianos. Eram os membros do partido nacionalista de judeus que apoiavam Herodes e sua dinastia. …Os fariseus (“os separados”) surgiam, como partido distinto, c. 140 a.C., após a revolta dos macabeus. Seus membros pertenciam à classe baixa, e não à aristocracia como os saduceus (cf 12.18-23n). É notável como as diferenças se desvaneceram num ódio mútuo a Jesus. Bíblia Shedd.
Alguns têm sugerido que esse episódio ocorreu na cidade de Séforis, a capital de Herodes, cerca de 6 km ao norte de Nazaré. CBASD, vol. 5, p. 643.
8 Aqui vemos comprovação impressionante da popularidade rapidamente crescente de Jesus entre o povo. Bíblia de Estudo NVI Vida.
Iduméia. Forma grega do hebraico “Edom”. Bíblia de Estudo NVI Vida.
11 os espíritos imundos … prostravam-se. Alguns consideram a possibilidade de que os demônios com essa atitude desejavam dar a impressão de que reconheciam a Jesus como seu líder, o que significaria que Ele estava associado a eles. Nesse caso, o fato de Cristo recusar o testemunho deles se torna significativo. CBASD, vol. 5, p. 644.
13 subiu ao monte. Com frequência Jesus dedicava toda a noite para orar (ver DTN, 419). CBASD, vol. 5, p. 645.
chamou. Havia um grupo maior de seguidores, dentre os quais os doze foram escolhidos. Nenhum dos doze foi escolhido devido à sua perfeição de caráter ou mesmo de capacidade. Cristo escolheu homens que estavam dispostos a aprender, eram capazes para isso e cujo caráter poderia ser transformado. CBASD, vol. 5, p. 645.
14 designou doze. Num tal contexto, a significação do número “doze” dificilmente pode passar despercebida. Jesus estava estabelecendo a constituição do novo Israel (Mt 19.28). Bíblia de Genebra.
A missão dos doze incluía pregar, mas também a cura e libertar o povo oprimido pelos demônios. Evangelismo envolve a restauração de toda a pessoa. Andrews Study Bible.
para que estivessem com Ele. O treinamento dos doze consistia não somente em instrução e prática nas várias formas do ministério, mas também em convívio contínuo com o próprio Jesus e comunhão íntima com Ele. Bíblia de Estudo NVI Vida.
17 João. Este era um homem de profundo discernimento espiritual, que se desenvolveu ao contemplar em Jesus aquele que é “totalmente desejável”. João não apenas amava seu Mestre, mas era também o discípulo “a quem Jesus amava” (Jo 20:2; 21:7, 20). Por natureza, ele era orgulhoso, arrogante, ambicioso de honras, impetuoso, ofendia-se facilmente e sempre estava pronto a se vingar (ver Mc 10:35-41; AA, 540, 541). João se rendeu mais do que qualquer outro ao poder transformador da perfeita vida de Jesus e chegou a refletir a semelhança do Salvador mais plenamente do que qualquer dos outros discípulos. CBASD, vol. 5, p. 648.
Boanerges. Provavelmente, a transliteração de uma expressão aramaica que significa “filhos do tumulto”, ou “filhos da ira” e traduzida como “filhos do trovão”. O temperamento veemente e colérico de Tiago e João foi manifestado numa ocasião (Lc 9:49, 52-56). CBASD, vol. 5, p. 649.
19 Judas Iscariotes. Jesus não havia convidado Judas para que se unisse ao grupo de discípulos dentre os quais Ele selecionou os doze …, porém Judas se uniu a eles e pediu um lugar. Sem dúvida, Judas acreditava que Jesus era o Messias, como os outros discípulos, em termos do conceito popular judaico de um libertador político do jugo romano, e desejou ser admitido como membro no círculo íntimo dos discípulos a fim de assegurar um elevado cargo no “reino” a ser estabelecido em breve. … Apesar de todo o mal latente no coração de Judas, ele era em muitos aspectos mais promissor do que os outros que Jesus chamou. Ao ser admitido como membro entre os doze, havia esperança para Judas. Se ele cultivasse certos traços desejáveis de caráter, e eliminasse os maus traços, permitindo que Jesus transformasse seu coração, poderia ter sido um obreiro aceitável na causa do reino. Mas, ao contrário de João …, Judas manteve o coração insensível aos preceitos e ao exemplo de Jesus. Apesar disso, Jesus lhe deu todo o incentivo e oportunidades possíveis para que ele desenvolvesse um caráter celestial. CBASD, vol. 5, p. 651.
21 fora de Si. Isto é, “mentalmente desequilibrado”. A estreita semelhança entre este temor da parte dos familiares de Jesus e a acusação feita pelos escribas de que Jesus tinha pacto com o demônio (v. 22) pode explicar a afirmação do v. 21 como uma introdução da acusação de que Jesus agia como representante de Belzebu (v. 22-30). CBASD, vol. 5, p. 651.
29 não tem perdão para sempre. O único pecado que é imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo, que é cometida ao atribuir ao inimigo a obra salvadora do Espírito Santo. Tal pecado seria cometido por aquele cujo coração está endurecido e não mais pode responder à influência do Espírito (ver tb nota em Mt 12.31). Andrews Study Bible.
31 mãe … irmãos. Os estudiosos Católicos Romanos, para quem a virgindade eterna de Maria é um dogma, sustentam que “irmãos” pode referir-se a relacionamentos mais amplos de família, apontando para Gn 13.8; 14.16; Lv 10.4; 1Cr 23.22. Contudo, em Marcos, o termo parece ser sempre usado para significar irmãos de sangue dos mesmos pais. Mt 1.25 indica que Maria e José começaram a ter relações conjugais normais depois do nascimento de Jesus, acrescentando um sentido adicional à designação de Lc 2.7, onde Jesus é chamado o “primogênito” de Maria. Bíblia de Genebra.
35 qualquer que fizer a vontade de Deus. A chegada do reino de Deus muda os relacionamentos humanos. … os que se estão no reino se tornam nossos amigos mais íntimos, mais próximos e mais queridos que quaisquer outros. Bíblia de Genebra.
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“Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno” (v.29).
Em cada lugar que entrava, Jesus enfrentava dois grandes desafios: o desespero das multidões e a perseguição dos líderes judeus. O Salvador não buscava para Si benefício algum e mal Lhe sobrava tempo para comer. Mas apesar de Seu altruísmo e santo procedimento, a visão dos que O perseguiam era voltada para o fato de Jesus não levar em consideração as suas absurdas tradições. Alegando agir em nome de Deus, eles promoviam suas regras arbitrárias desprovidas de qualquer demonstração de compaixão ou de interesse pelo bem dos que acusavam como “transgressores”. Em outras palavras, suas convicções eram inegociáveis.
Ocupado em favor da qualidade de vida e salvação do povo, Jesus curava as feridas do corpo e da alma. Eram tantas as mazelas apresentadas diante de Cristo, que, por vezes, Ele precisava Se afastar em “um barquinho” (v.9). Percebam, no entanto, o real interesse da multidão: “sabendo quantas coisas Jesus fazia, veio ter com Ele” (v.8). O texto não diz que eles buscaram a Jesus por causa de Suas palavras e nem por acreditarem que Ele era o Filho de Deus, mas pelo que Ele poderia lhes oferecer. Por um lado, é compreensível a atitude deles diante da oportunidade única de ter a sua condição física completamente restaurada. Por outro lado, porém, a maioria ficou apenas na cura física, deixando escapar o privilégio da cura espiritual.
A escolha dos doze apóstolos iniciou uma fase de especial interesse para o Mestre. Aqueles homens receberam instruções suficientes que, postas em prática, fariam deles os primeiros replicadores do ministério de Cristo. E para isso, não somente as curas e milagres, mas as palavras e atitudes de Jesus frente às investidas dos escribas e fariseus deveriam ser suficientes para que percebessem a incoerência daqueles que antes admiravam como exemplo de conduta santa e irrepreensível. Os próprios “parentes de Jesus” (v.21) não aceitavam o Seu ministério e, como os rabinos judeus, muitos fecharam seus corações para recebê-Lo.
Creio que a maior das acusações feitas contra Cristo foi declarada pelos escribas: “Ele está possesso de Belzebu” (v.22). Ainda assim, não foi isso que levou Jesus a concluir o que seja o pecado contra o Espírito Santo. Este pecado é eterno em suas consequências não por ser imperdoável, mas por estar fora do alcance do perdão divino. Trata-se da rejeição absoluta da graça e do perdão de Deus, devido à ausência de arrependimento e pelo endurecimento do coração a ponto de atribuir a Satanás a obra que é realizada pelo Espírito de Deus.
O cuidado do Salvador para com as multidões doentes e Suas palavras de sabedoria frente a perseguição dos líderes de Seu povo, tudo o que fazia, tinha a finalidade de perdoar e de salvar. Mas a incompreensão e a dureza de coração impediram a muitos de gozarem da geração mais privilegiada de todos os tempos. Hoje, eu creio, do fundo do meu coração, que fazemos parte da geração que verá o Filho de Deus vindo com as nuvens do céu com poder e grande glória. E assim como Ele chamou os discípulos para serem Seus primeiros seguidores, Ele está nos chamando para fazer parte de Seu último exército de verdadeiros adoradores.
Se nossas intenções não estiverem simplesmente voltadas para o que Ele pode nos oferecer, mas pelo que Ele é, pelo desejo de Sua presença em nossa vida, certamente não rejeitaremos a voz do Seu Espírito. E se não rejeitamos a voz do Espírito Santo, escolhendo fazer a vontade de Deus, logo somos da família de Cristo (v.35). Que o Espírito Santo tenha constante acesso ao nosso coração para que estejamos sempre atentos à Sua voz a nos indicar a direção certa: “Este é o caminho, andai por ele” (Is.30:21).
Pai de amor e misericórdia, como Jesus recebia a todos que fossem a Ele e os ensinava e curava, concede-nos o Teu Espírito para que sejamos Tua boca, Tuas mãos e Teus pés nestes dias finais. Derrama o Teu amor, Teu maravilhoso e divino amor em nosso coração, para que vivamos aqui com os pés na Terra, mas com os olhos no Céu. Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia da preparação, filhos que fazem a vontade do Pai!
Rosana Garcia Barros
#Marcos3 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100
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MARCOS 3 – A cegueira espiritual não é meramente um problema antigo. Atualmente, pode-se manifestar através de rejeição de princípios morais e espirituais que desafiam o secularismo, o relativismo e o materialismo prevalecentes.
No início, Marcos apresenta o ministério profético de João Batista e o início do ministério terrestre de Jesus apontado nas profecias, destacando o chamado ao arrependimento e à preparação para o Reino de Deus (Marcos 1:1-15).
• A busca pela verdade passa pela renúncia de crenças convenientes e opiniões pessoais.
Em Marcos 2, os líderes espirituais estão tão apegados às suas tradições e ao poder que detêm que não enxergaram a verdade diante deles.
• A rejeição moderna dos princípios espirituais, sob o pretexto do relativismo, reflete a mesma atitude dos religiosos de então.
Em Marcos 3, a rejeição a Jesus intensifica-se, e os líderes religiosos começam a conspirar para destruí-lO (v. 6). A cegueira espiritual deles atingiu seu ápice quando acusaram Jesus de estar possuído por Belzebu (v. 22), revelando uma completa inversão moral e uma recusa deliberada em aceitar a verdade.
• Hoje não é muito diferente, ainda que muitos não cheguem a acusar Jesus de estar endemoninhado, suas filosofias, opiniões e crenças na relatividade substitui a verdade por construções humanas que ignoram o absoluto moral de Deus.
Marcos não apenas narra a resistência ao ministério de Jesus por aqueles que deveriam ser os primeiros a reconhecerem as obras divinas, mas também oferecem um paralelo claro à rejeição moderna dos princípios espirituais que confrontam as filosofias prevalecentes:
1. Uma oposição inicial a Jesus, que começa com dúvidas e críticas, evolui para uma conspiração para erradicar a verdade, destacando a intensidade da resistência a ela (Marcos 3:1-6).
2. Sentindo-se ameaçados pela verdade, líderes religiosos usam tentativas desesperadas para desacreditar a obra de Deus. A gravidade dessa rejeição é sublinhada pela advertência de Jesus sobre o pecado imperdoável: Atribuir ao Diabo a obra do Espírito Santo (Marcos 3:22-30).
3. Além de revelar que uma multidão seguia a Jesus, e o chamado dos doze apóstolos (Marcos 3:7-19) este capítulo encerra com Jesus revelando que Sua verdadeira família são aqueles que fazem – de fato – a vontade de Deus.
Enfim, somos advertidos a permanecer vigilantes e humildades, buscando sempre a verdade em vez de acomodarmo-nos em crenças convenientes! – Heber Toth Armí.
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Texto bíblico: MARCOS 2 – Primeiro leia a Bíblia
MARCOS 2 – COMENTÁRIOS SELECIONADOS
COM. TEXTO – ROSANA GARCIA BARROS
COM. TEXTO – PR HEBER TOTH ARMÍ
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Texto bíblico: https://www.bibliaonline.com.br/nvi/mc/2
Às vezes, vemos pessoas na igreja que não se sentem “parte do grupo”. Mais de uma vez, vi alguém deixar claro para um desses “desajustados” que há algo errado com eles o qual precisa ser consertado antes deles poderem ser aceitos.
Os líderes religiosos nos dias de Jesus eram especialistas em detectar desajustados entre os santos e pareciam ansiosos por apontar seus problemas. Em Marcos 2, vemos três histórias diferentes de desajustados em uma ordem crescente de gravidade aos olhos dos líderes religiosos.
Um homem paralítico foi baixado através de um telhado. Discípulos que não jejuam como deveriam. E discípulos quebrando as leis do sábado. Esses desajustados, do ponto de vista dos líderes religiosos, nunca poderiam se encaixar corretamente na família espiritual deles.
Jesus conhece as maneiras como cada um de nós pode ser visto como desajustado. A boa notícia é que Ele não desvia o olhar por causa de nossa condição imperfeita. Em vez de concordar com os líderes religiosos, Jesus diz: “Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes; Eu não vim chamar justos, mas pecadores.” Jesus vê o potencial de quem podemos ser por Sua graça quando respondemos ao Seu convite “Segue-me”. Com todas as nossas falhas, Jesus nos recebe em Sua família.
Façamos o mesmo em nossas igrejas e comunidades espirituais na terra.
Tye Davis
Pastor, Igreja Adventista de Regensburg, Alemanha
Texto original: https://www.revivalandreformation.org/bhp/en/bible/mrk/2
Tradução: Pr Jobson Santos/Jeferson Quimelli/Gisele Quimelli/Luís Uehara
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564 palavras
4 descobriram o eirado. Literalmente, “destelharam o telhado”. Lucas 5:19 registra que eles “por entre as telhas, o baixaram” (ARC). Como é comum no Oriente Médio, a casa tinha um terraço plano e uma escada externa no pátio lhe dava acesso. CBASD – Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5, p. 630
6 alguns dos escribas. …esses líderes religiosos eram exatamente das regiões em que Jesus havia trabalhado até então, … eles estavam em Cafarnaum para investigar Aquele que havia se tornado o centro desse intenso interesse público. A situação lembra a delegação que os líderes em Jerusalém enviaram ao Jordão para investigar a obra de João Batista (Jo 1:19-28). CBASD, vol. 5, p. 630, 631.
7 Está blasfemando! Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus? (NVI). Na teologia judaica, nem sequer o Messias podia perdoar pecados, e o perdão dos pecados por Jesus oferecido era uma reivindicação da Sua própria divindade. Bíblia de Estudo NVI Vida.
9 Para Jesus, era infinitamente mais fácil curar ao doente do que absolver os seus pecadores, pois que Seu perdão dependeria do sacrifício de Si mesmo. Bíblia Shedd.
14 coletoria. A coletoria em que Jesus encontrou Levi era provavelmente um guichê de pedágios na estrada internacional mais importante que ia de Damasco por meio de Cafarnaum até o litoral do Mediterrâneo [Ptolemaida/Aco], de onde seguia para o Egito. Bíblia de Estudo NVI Vida.
15 pecadores. O termo “pecadores” incluía mais do que os moralmente imperfeitos. Qualquer um que não aderisse ao rígido padrão ou pureza ritual era um pecador. Portanto, todos os pobres e o povo comum eram classificados como “pecadores”. Andrews Study Bible.
18 jejuando. Nos tempos de Jesus, os fariseus jejuavam duas vezes por semana. Bíblia de Estudo NVI Vida.
19 Como podem os convidados do noivo jejuar enquanto este está com eles? Jesus comparou seus discípulos aos convidados de um noivo. O casamento judaico era uma ocasião de especial regozijo, e a sua celebração durava uma semana em muitos casos. Era impensável jejuar durante essas festividades, porque o jejum está relacionado à tristeza. Bíblia de Estudo NVI Vida.
25 Ele lhes respondeu: Nunca lestes … ? A pergunta de Jesus sugere uma crítica irônica ao conhecimento que os fariseus tinham das Escrituras (Jo 3.10; 5.39,47). Jesus não se justifica deixando as Escrituras de lado, mas revela conhecer sua profundidade e sua adequação às necessidades humanas. Bíblia de Genebra.
27 O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado. A tradição judaica tinha multiplicado de tal maneira as exigências e restrições para a guarda do sábado, que o fardo se tornara intolerável. Jesus deixava de lado essas tradições e realçava o propósito que Deus tinha no sábado – um dia planejado para o bem do homem (para a restauração espiritual, mental e física). Bíblia de Estudo NVI Vida.
28 Senhor … do sábado. Ao se proclamar como o Senhor do sábado, Jesus está também afirmando que este é o Seu dia. Portanto, o sábado do sétimo dia é o único “Dia do Senhor”. Ver também Mt 12:8; Apoc. 1:10. Andrews Study Bible.
Outra vez (cf. v. 10) Jesus declara Sua autoridade como Filho do Homem que traz bênçãos, esta vez como Mediador da lei do Antigo Testamento referente ao sábado. Esta reivindicação é feita contra tradições que tinham tornado em peso o quarto mandamento que é estimulador da vida (Êx 20.8-11). Desde que o sábado foi instituído na criação e não apenas sob Moisés, o Senhor do sábado é também Senhor da criação. Bíblia de Genebra.
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“Tendo Jesus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (v.17).
A religião farisaica era predominante dentre os judeus e seus discursos sempre legalistas eram um fardo demasiadamente pesado para aqueles que eles julgavam indignos de sua atenção. As classes marginalizadas eram consideradas impuras, por isso, eram praticamente excluídas do convívio religioso. O ministério de Cristo, portanto, tornou-se para eles uma afronta, já que Seu público-alvo incluía “publicanos e pecadores […] em grande número” (v.15). Enquanto eles rejeitavam essas pessoas, Jesus as acolhia; uma atitude que, na concepção dos escribas e fariseus, seria inconcebível para o Messias.
Acuados por um sentimento controverso que afetava suas convicções religiosas, os líderes judeus ficavam extremamente confusos e impacientes diante das atitudes do Rabi de Nazaré. Era como se estivessem sempre na defensiva, criando uma barreira que os impedia de serem transformados pelo poder das palavras do Salvador. Diante de Cristo, pela primeira vez, eles se depararam com uma espécie de espelho que revelava quem eles realmente eram e não gostaram nem um pouco do que viram, ou melhor, do que Cristo os revelou. Contudo, ao perceberem que Jesus conseguia ler os seus pensamentos e desvendar-lhes as intenções, ao invés de entregarem o coração para uma mudança, permitiram que a inveja e o orgulho os cegassem cada vez mais para compreenderem que dentre todos aqueles que acusavam como pecadores, eles eram os que mais precisavam da cura do Médico dos médicos.
Percebam que o texto diz que “dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum” (v.1), e que “de novo, saiu Jesus para junto do mar” (v.13). O Deus da segunda chance retornava para determinados lugares com o fim de ir em busca de corações que haviam resistido antes, mas que não resistiriam ao segundo toque, ao segundo olhar, ao segundo chamado do Único que provou amá-los apesar de seus erros passados, apesar de suas vidas promíscuas, apesar de seus corações corruptos. Em Jesus eles não encontraram acusações, olhares de desprezo ou rejeição, mas o irrecusável convite do amor a lhes dizer: “Segue-Me” (v.14).
Os rabinos judeus ensinavam a cultuar, não a adorar. Em sua letargia espiritual e frieza para com os desfavorecidos, foram obrigados a contemplar a alegria e a admiração de um povo que dizia: “Jamais vimos coisa assim!” (v.12). Eles jamais tinham visto semelhante obra no meio daqueles que afirmavam ser representantes de Deus na Terra. A obra singular de Cristo ofuscava qualquer tentativa de ostentar santidade, e o Seu modo de falar os perturbava. As suas rígidas regras quanto ao jejum, mas principalmente quanto ao sábado, foram abatidas pelo Senhor que nos deu estes dois benefícios sagrados como bênçãos para o homem. O jejum nos aproxima de Deus, nos fortalece contra as tentações e aumenta o nosso senso de dependência do Senhor. Já “o sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (v.27). Instituído após a criação do mundo, este dia permanece como “um repouso para o povo de Deus” (Hb.4:9).
Cristo sabe exatamente onde encontrar aqueles que aceitarão o Seu chamado e O seguirão. Ele conhece as Suas ovelhas e, com amor e paciência, tem buscado por cada uma delas. Todos nós fomos criados para sermos Suas ovelhas, mas nem todos aceitam os cuidados do bom Pastor. Ele respeita a nossa decisão, mas como Pastor zeloso e compassivo, está sempre à espera de ouvir o “balido” de socorro das desgarradas. O senso de justiça própria dos líderes judeus os impediu de enxergar a sua real condição: fora do aprisco do Senhor.
De todos os perigos que existem, eu creio que o pior deles seja aquele que convivemos como se fosse algo inofensivo. Fazer parte de uma igreja, afirmar ser cristão e deixar de fazer algumas coisas que o mundo faz não nos asseguram a salvação. A salvação está na pessoa de Jesus Cristo e obedecer a Sua Palavra torna-se uma resposta de amor e um deleite para aqueles que O amam. A prática do jejum não deve ser um meio de recriminar aqueles que não o praticam. Assim como a observância do sábado como dia santo do Senhor não deve ser motivo de dissensões. Que você e eu possamos reconhecer a nossa verdadeira condição de pecadores que carecem da graça de Jesus e que a nossa vida seja um crescente jornadear com Ele, até que se torne em “dia perfeito” (Pv.4:18).
Pai de amor e de bondade, a Tua Palavra tem sido anunciada pelos Teus mensageiros. Dá-nos ouvidos sensíveis e humildes para Te ouvir e obedecer. Perdoa os nossos pecados e nos cura da paralisia espiritual para que a Tua obra em nós glorifique o Teu nome. Como os publicanos e pecadores, confessamos que somos infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus. Dependemos completamente da Tua graça e do poder do Teu Espírito em nós. Ó, Deus eterno, livra-nos de uma religião em que Tu não estás! Faz-nos Te conhecer, nosso bom Pastor! Em nome de Jesus, Amém!
Vigiemos e oremos!
Bom dia, ovelhas de Jesus!
Rosana Garcia Barros
#Marcos2 #RPSP
Comentário em áudio: youtube.com/user/nanayuri100